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Etapa II Caderno I 
Organização do Trabalho Pedagógico no Ensino Médio 
Formadores: Leonara M. Tartaglia, Tatiana de S. Vieira, Wagner dos Santos 
1
Sumário 
Introdução 
1. A formação humana integral: a articulação entre os direitos à aprendizagem e 
desenvolvimento 
humano e a Organização do Trabalho Pedagógico 
1.1 A escola como lócus da formação integral: trajetórias docentes e reconhecimento das diferentes 
juventudes. 
1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM): as bases conceituais para o 
redesenho curricular 
2. Valorização e interpretação do planejamento participativo: Projeto Político Pedagógico, 
Proposta Pedagógica, Plano de Trabalho Docente, Regimento Escolar e Estatuto(s) como 
mediações para Organização do Trabalho Pedagógico Escolar 
2.1. A construção do trabalho pedagógico: instrumentos e fundamentos 
2.2. Projeto Político-Pedagógico: o impacto da legislação na organização do trabalho coletivo 
escolar .24 
2.3 Proposta Pedagógica – a construção da autonomia escolar 
2.4 Plano de Trabalho Docente: a articulação necessária entre Projeto Político-Pedagógico e 
Proposta 
Pedagógica 
2.5 Regimento Escolar e Estatuto: normatizando as ações educativas 
3. A formação continuada na escola: o papel do gestor escolar e do coordenador pedagógico 
na reconfiguração da hora-atividade - espaço de elaboração, interpretação e avaliação coletiva 
do 
Plano de Trabalho Docente. 
3.1. Trabalho pedagógico escolar: a natureza e a especificidade do trabalho educativo 
3.2 A matriz orientadora da atuação do gestor escolar: a efetivação do Projeto Político-Pedagógico da 
escola 
3.3 . Organização do trabalho pedagógico da escola: por onde começar? 
3.4. O espaço escolar: reflexão, organização e sistematização do trabalho pedagógico no Ensino 
Médio
Introdução 
• Justificativa para desenvolver a temática 
Organização do Trabalho Pedagógico: 
1. Compreender e interpretar as Diretrizes Curriculares 
Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) (Resolução 
nº 02/2012 CNE/CEB) como diretrizes para a 
construção do redesenho curricular e da reescrita do 
Projeto Político-Pedagógico (PPP); 
2. Fundamenta-se no princípio da gestão democrática 
da escola que pode ser identificado nos marcos 
regulatórios da Constituição Federal de 1988 e da 
LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(Lei n.9.493/96) – e se concretizam no Plano Nacional 
de Educação (PNE - 2014/2024). 
3
Cadernos da I Etapa 
4
Princípios das DCNEM 
5
II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão 
do processo histórico de produção científica e tecnológica, 
desenvolvida e apropriada socialmente para a transformação 
das condições naturais da vida e a ampliação das 
capacidades, das potencialidades 
e dos sentidos humanos; 
III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando que 
o estudante possa ser protagonista na investigação e na 
busca de respostas em um processo autônomo de 
(re)construção de conhecimentos. 
IV - os direitos humanos como princípio norteador, 
desenvolvendo-se sua educação de forma integrada, 
permeando todo o currículo, para promover o respeito a esses 
direitos e à convivência humana. 
V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal, 
desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e 
permanente, e baseada na compreensão do necessário 
equilíbrio e respeito nas relações do ser humano com seu 
ambiente (BRASIL, 2012).
Elementos importantes 
7
8 
Conceitos, categorias, termos
Planejamento participativo no contexto de 
reorganização curricular das DCNEM 
• Ação deliberativa de caráter prático, capaz de produzir 
mudanças na realidade social existente a partir do campo de 
trabalho onde se atua. 
• Importante ação coletiva na organização do trabalho 
pedagógico. 
• Os professores e as professoras devem assumir um papel 
ativo com a finalidade de compreender e (re)afirmar a 
importância de sua participação como sujeito capaz de 
imprimir caráter político-pedagógico às discussões 
referentes à organização do trabalho escolar. 
9
PNE 2014-2024 
Art. 2o São diretrizes do PNE: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da 
cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores 
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação 
como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às 
necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e 
à sustentabilidade socioambiental. 10
PNE 2014-2024 
Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 
15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida 
de matrículas no Ensino Médio para 85%. 
Estratégias 
3.1) Institucionalizar programa nacional de renovação do ensino médio. 
3.2) O Ministério da Educação elaborará e encaminhará ao Conselho Nacional de 
Educação - CNE, até o 2o (segundo) ano de vigência deste PNE, proposta de 
direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os (as) alunos (as) 
de ensino médio. 
3.3) Implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio. 
3.4) Garantir a fruição de bens e espaços culturais, de forma regular, bem como 
a ampliação da prática desportiva, integrada ao currículo escolar. 
3.5) Manter e ampliar programas e ações de correção de fluxo do ensino 
fundamental. 
3.6) Universalizar o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM. 
3.7) Fomentar a expansão das matrículas gratuitas de ensino médio integrado à 
educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do 
campo, das comunidades indígenas e quilombolas e das pessoas com 
11 
deficiência.
PNE 2014-2024 
Estratégias 
3.8) Estruturar e fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da 
permanência dos e das jovens beneficiários (as) de programas de transferência de 
renda. 
3.9) Promover a busca ativa da população de 15 a 17 anos fora da escola, em 
articulação com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência 
e à juventude. 
3.10) Fomentar programas de educação e de cultura para a população urbana e do 
campo de jovens. 
3.11) Redimensionar a oferta de ensino médio nos turnos diurno e noturno, bem 
como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de forma a atender a 
toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos (as) alunos (as). 
3.12) Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino médio, garantida a 
qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a 
atividades de caráter itinerante. 
3.13) Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou 
quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas 
associadas de exclusão. 
3.14) Estimular a participação dos adolescentes nos cursos das áreas tecnológicas e 
científicas. 
(BRASIL, 2014, adapt1a2do)
PNE 2014-2024 
http://www.observatoriodopne.org.br/ 
13
PNE 2014-2024 
http://www.observatoriodopne.org.br/ 14
http://www.observatoriodopne.org.br/ 15
Dados de matrícula ES 2014 
16 
Ensino Médio 102.777 
Ensino Médio Integrado 8.286 
Taxa bruta de matrícula de 
15 a 17 anos (ES) 
84% 
Taxa líquida de matrícula de 
15 a 17 anos (ES) 
50% 
(Dados da GEIA/SEE, parcial de julho de 2014)
Reflexões centrais do Caderno I 
17
18
1. A formação humana integral: a articulação entre os 
direitos à aprendizagem e desenvolvimento humano 
e a Organização do Trabalho Pedagógico 
 Luta social e diversidade cultural 
• Constituição Federal (1988) - marca de lutas políticas de 
grupos e movimentos sociais pela redemocratização e 
efetivação de direitos constitucionais como educação, saúde 
e assistência social e outras lutas relacionadas, por exemplo, 
aos direitos da criança e adolescentes, comunidades 
indígenas, do campo e quilombola. 
• Formação humana integral e de garantia do acesso à 
educação e ao direito à aprendizagem: rompimento de 
estereótipos, preconceitos e a discriminação. 
19
Participação em um contexto de diversidade 
econômica, social e cultural. 
Emenda Constitucional nº 59/2009 
• Define a obrigatoriedade do ensino de 04 a 17 anos 
e amplia a abrangência de programas 
suplementares para todas as etapas da educação 
básica. 
 PNE 2014-2024 
• Participação da comunidade escolar na participação 
e consulta de profissionais da educação, alunos (as) 
e seus familiares na formulação dos projetos 
político-pedagógicos, currículos escolares, planos 
de gestão escolar e regimentos escolares. 20
21
1.1 A escola como lócus da formação integral: 
trajetórias docentes e reconhecimento das diferentes 
juventudes 
• Território educativo - articulação das expectativas das 
diferentes juventudes do Ensino Médio e a trajetória 
docente no cenário educacional brasileiro. 
22
Modelo econômico de organização 
da escola de Ensino Médio 
23
A escola organizada na lógica e a seleção e 
distribuição de posições sociais 
(a) Garantir a unidade nacional e legitimar o sistema; 
(b) contribuir com a coesão e o controle social; 
(c) reproduzir a sociedade e manter a divisão social; 
(d) Promover a democracia da representação; 
(e) contribuir com a mobilidade e a ascensão social; 
(f) apoiar o processo de acumulação; 
(g) habilitar técnica, social e ideologicamente os diversos 
grupos de trabalhadores para servir ao mundo do trabalho; 
(h) compor a força de trabalho, preparando, qualificando, 
formando e desenvolvendo competências para o trabalho; 
(j) proporcionar uma força de trabalho capacitada e flexível 
para o crescimento econômico. 
(OLIVEIRA, 2009, p. 238) 24
25
• O professor enquanto sujeito que atua no espaço 
escolar estabelece relações num contexto de 
pluralidade e diversidade com outros sujeitos, 
imprimindo suas influências em todo o espaço 
educativo, mediado pelos conhecimentos científicos, 
culturais, tecnológicos, filosóficos, artísticos e 
políticos. 
• Questionamentos acerca da formação docente inicial 
e continuada, intensificam o debate referente às 
relações entre universidade, como instância 
formadora, e a educação básica como espaço de 
trabalho dos professores. 
26
Olhares sobre os jovens 
• É importante destacar e reconhecer as influências da atuação docente 
nos jovens do Ensino Médio. 
“O sentido da escola para os estudantes está bastante vinculado à 
integração escolar do aluno e a sua identificação com os professores” 
(KRAWCZYK,2011, p. 5). 
• Relação estudante e cultura considerada “legítima”: motivação da 
depreciação deste estudante, que mesmo demonstrando esforço, 
deixa transparecer a falta de domínio anterior destes códigos 
culturais. 
• Destaque para o processo formativo dos professores e a função social 
da escola, a partir do respeito às diversidades; 
• Relações entre áreas de conhecimento e a articulação entre trabalho, 
ciência, cultura e tecnologia como dimensões da formação humana 
integral. 27
Processos de Empoderamento 
• Gera possibilidades ou limites de 
participação social e política dos sujeitos. 
• São processos de mobilizações e práticas 
com a finalidade de promover a melhoria de 
condições de vida e aumentar da autonomia 
dos sujeitos (GOHN, 2004). 
28
1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino 
Médio (DCNEM): as bases conceituais para o 
redesenho curricular 
• Formação continuada de professores - reflexão e a 
atualização das práticas docentes. 
• Redesenho e a organização curricular pelas áreas de 
conhecimento. 
29
30
Questões para discussão 
31
2. Valorização e interpretação do 
planejamento participativo 
32
33
2.2 Projeto Político-Pedagógico: o impacto 
da legislação na organização do trabalho 
coletivo escolar 
O PPP - amplo contrato social em que são 
reafirmados os compromissos que recriam 
interações entre docentes (ensino) e estudantes 
(aprendizagem). 
É o local onde se define como processo 
pedagógico pode dar conta das demandas atuais 
da escola de Ensino Médio: reduzir a evasão 
escolar e redimensionamento dos processos 
avaliativos, de modo a assegurar a qualidade 
social da aprendizagem. 
34
PPP - Identidade da escola 
35
PPP 
Nesta linha de pensamento, Cavagnari afirma 
que: 
“Embora a realidade da escola pública seja 
bastante complexa, parece possível que a 
autonomia venha a emergir do interior das 
próprias escolas por um projeto político-pedagógico 
assumido por todos, o qual 
assegure autenticidade a novas propostas” 
(CAVAGNARI, 1998, p. 111). 
36
PPP 
Nossa defesa acerca da necessidade do 
empoderamento de todos os segmentos da 
comunidade escolar na lógica da democracia 
participativa, viabiliza a ação individual no 
contexto das forças coletivas da prática 
cotidiana, possibilitando mudanças articuladas 
aos interesses e necessidades dos estudantes, 
professores e familiares, na busca da qualidade 
social da educação escolar. 
37
2.3 Proposta Pedagógica: a construção 
da autonomia escolar 
A Proposta Pedagógica (PP), de acordo com 
as bases legais (LDB e DCNEM), significa 
expressão da autonomia da escola em 
converter o redesenho curricular do Ensino 
Médio, articulado aos fundamentos do PPP, 
em construção coletiva de ações pedagógicas 
no contexto das áreas de conhecimento e de 
suas disciplinas como direitos à aprendizagem 
e ao desenvolvimento humano dos 
estudantes. 
38
2.4 Plano de Trabalho Docente: a articulação 
necessária entre Projeto Político-Pedagógico e 
Proposta Pedagógica 
O PTD é o registro articulador dos 
fundamentos políticos-educacionais e 
conceituais expressos no PPP, e dos 
conteúdos escolares, metodologias de ensino 
e práticas avaliativas presentes na Proposta 
Pedagógica, com a finalidade de organizar a 
prática pedagógica que será realizada em sala 
de aula. 
39
Plano de Trabalho Docente: a articulação 
necessária entre Projeto Político-Pedagógico e 
Proposta Pedagógica 
... momento de aglutinação de experiências e 
de conhecimentos, na perspectiva de definir 
estratégias e formas de abordar conteúdos 
capazes de produzir o desenvolvimento 
humano, com vistas à compreensão de 
mundo e direito à aprendizagem de 
qualidade social para todos os estudantes. 
40
2.5 Regimento Escolar e Estatuto: 
normatizando as ações educativas 
... O regimento estabelece direitos e deveres 
de cada indivíduo, enquanto componente do 
coletivo escolar e como membro de um 
segmento, seja professor, funcionário, 
estudante, família. 
Descreve também as atribuições das funções 
presentes em ambiente escolar, como por 
exemplo, a gestão, a docência, a discência, as 
atividades de suporte, os Conselhos etc. 
41
Síntese 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR 
PLANO DE TRABALHO DOCENTE 
REGIMENTO ESCOLAR E ESTATUTO 
42
3. A formação continuada na 
escola: o papel do gestor 
escolar e do coordenador 
pedagógico na reconfiguração 
da hora-atividade 
Espaço de elaboração, interpretação 
e avaliação coletiva do Plano de 
Trabalho Docente. 
43
REFLEXÕES 
Qual a natureza desse trabalho e quem são seus 
atores? 
•A natureza do trabalho de todos esses 
profissionais pode ser traduzida como trabalho 
educativo, porque se realiza de forma intencional. 
•O trabalho pedagógico escolar referente ao 
ensino-aprendizagem (relação docente-discente), 
com base na efetivação de uma proposta 
curricular, se realiza em determinado tempo e 
espaço com características peculiares à docência. 
44
REFLEXÕES 
Qual a natureza desse trabalho e quem são 
seus atores? 
Todos que realizam trabalho de natureza 
educativa são atores do processo educacional: 
os docentes, o gestor, os coordenadores 
pedagógicos, os demais profissionais da 
educação: funcionários que atuam nas áreas de 
infraestrutura e os estudantes. 
45
REFLEXÕES 
A organização do trabalho pedagógico é 
ancorada nos fundamentos legais e nos 
fundamentos filosóficos, sociológicos, 
políticos, antropológicos e pedagógicos que 
se materializam nas políticas educacionais 
que constituem as bases do Projeto Político- 
Pedagógico, da Proposta Pedagógica e do 
Plano de Trabalho Docente. 
46
3.2 A matriz orientadora da 
atuação do gestor escolar: a 
efetivação do Projeto Político- 
Pedagógico da escola 
A escolha de diretor pela comunidade escolar 
constituiu uma das lutas pela democratização 
da educação e da escola desde a década de 
1980. 
A CONAE (2010) fortalece essa discussão e o 
PNE prevê na meta 19 a efetivação da gestão 
democrática. 
Eleger democraticamente o diretor não 
garante por si só, uma gestão democrática. 
47
Gestão democrática 
“A capacidade de saber ouvir, alinhavar 
ideias, questionar, inferir, traduzir posições e 
sintetizar uma política de ação com o 
propósito de coordenar efetivamente o 
processo educativo” (PRAIS, 1990, p. 86). 
Não existe gestão democrática sem a 
participação coletiva. 
48
Gestão democrática 
 O estudante e o processo de ensino e de 
aprendizagem são, na gestão democrática, o 
ponto de partida e de chegada da 
organização do trabalho pedagógico escolar. 
 A gestão democrática se constitui como 
prática efetiva quando não se distancia da 
atividade-fim (ensino-aprendizagem) e busca 
garantir o desenvolvimento integral dos 
estudantes. 
49
3.3 Organização do trabalho 
pedagógico da escola: por onde 
começar? 
Diagnóstico escolar: levantamento de 
informações, leituras sobre a realidade 
para compreender as implicações desses 
mesmos dados levantados. 
A integração curricular e a elaboração do 
PTD podem resultar do movimento que se 
faz para realizar reflexão sobre as próprias 
práticas, muitas vezes repetitivas, portanto 
reiterativas de processos de exclusão. 
50
3.4 O espaço escolar: reflexão, organização e 
sistematização do trabalho pedagógico no 
Ensino Médio 
1. Conselho de classe. 
2. Planejamento. 
O que o estudante aprendeu, o que ele 
ainda não aprendeu, o que foi realizado 
para que ele aprendesse e, finalmente, o 
que pode realizar para que ele ainda 
aprenda (BRASÍLIA-DF, 2014). 
51
Conselho de Classe 
As análises decorrentes das práticas dos 
Conselhos de Classe constituem espaço 
propício para fazer o acompanhamento e 
avaliação das práticas docentes e discentes. 
Destaque para o texto da p. 35. 
52
Planejamento 
A intencionalidade do projeto político 
pedagógico fundada nos direitos à 
aprendizagem de qualidade social e com o 
desenvolvimento de todos os sujeitos da 
comunidade escolar enseja uma política de 
formação continuada de professores a ser 
realizada na escola, enquanto espaço de 
ação-reflexão. 
53
Planejamento 
“A formação continuada traz como princípio a 
necessidade de manter a articulação teoria e 
prática na compreensão da prática docente 
como práxis, onde prática é teoria e prática 
ao mesmo tempo e a formação teórica não 
prescinde da prática, pois deve ter seus pés 
atados à realidade. Está umbilicalmente 
vinculada à concepção do professor como um 
intelectual” (ARCO-VERDE, 2008, p.185) . 
54
Planejamento 
A hora-atividade como espaço para 
realização de atividades de estudo, pesquisa, 
planejamento e avaliação do processo de 
ensino-aprendizagem, representa o resultado 
de uma conquista histórica emanada das 
lutas dos professores. 
55
“A competência profissional é uma dimensão 
necessária para o desenvolvimento do 
compromisso ético e social, porque proporciona 
os recursos que a torna possível. Mas, é, ao 
mesmo tempo, a consequência destes 
compromissos, posto que se alimentam das 
experiências nas quais se deve enfrentar 
situações de dilemas e conflitos nos quais está 
em jogo o sentimento educativo e as 
consequências da prática escolar. Da mesma 
maneira, podemos dizer que a competência 
profissional é o que capacita o professor para 
assumir responsabilidades, mas que dificilmente 
pode desenvolver sua competência sem 
exercitá-la, isto é, se carecer se autonomia 
profissional” (CONTRERAS, 2012, p. 94). 
56
A escola está inserida na sociedade, por isso ela 
precisa ser vista como espaço contraditório, de 
exclusão/inclusão, de disputa de interesses, de 
discussão coletiva/produção isolada, de 
reprodução da sociedade ou de emancipação. 
Ela é um espaço autônomo que, ao mesmo 
tempo, está submetida a outras instâncias de 
organização. 
As discussões propostas nesse material 
explicitam questões que precisam ser discutidas 
permanentemente no tempo de planejamento e 
no cotidiano da escola como forma de melhorar 
a qualidade social da educação para todos os 
sujeitos do processo educacional. 
57
Referência 
BRASIL, Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do 
Ensino Médio, etapa II – caderno I: Organização do trabalho pedagógico. 
Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Curitiba: 
UFPR/Setor de Educação, 2014. 
58
Obrigada! 
Leonara Margotto Tartaglia 
Tatiana de Santana Vieira 
Wagner dos Santos 
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  • 1. Etapa II Caderno I Organização do Trabalho Pedagógico no Ensino Médio Formadores: Leonara M. Tartaglia, Tatiana de S. Vieira, Wagner dos Santos 1
  • 2. Sumário Introdução 1. A formação humana integral: a articulação entre os direitos à aprendizagem e desenvolvimento humano e a Organização do Trabalho Pedagógico 1.1 A escola como lócus da formação integral: trajetórias docentes e reconhecimento das diferentes juventudes. 1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM): as bases conceituais para o redesenho curricular 2. Valorização e interpretação do planejamento participativo: Projeto Político Pedagógico, Proposta Pedagógica, Plano de Trabalho Docente, Regimento Escolar e Estatuto(s) como mediações para Organização do Trabalho Pedagógico Escolar 2.1. A construção do trabalho pedagógico: instrumentos e fundamentos 2.2. Projeto Político-Pedagógico: o impacto da legislação na organização do trabalho coletivo escolar .24 2.3 Proposta Pedagógica – a construção da autonomia escolar 2.4 Plano de Trabalho Docente: a articulação necessária entre Projeto Político-Pedagógico e Proposta Pedagógica 2.5 Regimento Escolar e Estatuto: normatizando as ações educativas 3. A formação continuada na escola: o papel do gestor escolar e do coordenador pedagógico na reconfiguração da hora-atividade - espaço de elaboração, interpretação e avaliação coletiva do Plano de Trabalho Docente. 3.1. Trabalho pedagógico escolar: a natureza e a especificidade do trabalho educativo 3.2 A matriz orientadora da atuação do gestor escolar: a efetivação do Projeto Político-Pedagógico da escola 3.3 . Organização do trabalho pedagógico da escola: por onde começar? 3.4. O espaço escolar: reflexão, organização e sistematização do trabalho pedagógico no Ensino Médio
  • 3. Introdução • Justificativa para desenvolver a temática Organização do Trabalho Pedagógico: 1. Compreender e interpretar as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) (Resolução nº 02/2012 CNE/CEB) como diretrizes para a construção do redesenho curricular e da reescrita do Projeto Político-Pedagógico (PPP); 2. Fundamenta-se no princípio da gestão democrática da escola que pode ser identificado nos marcos regulatórios da Constituição Federal de 1988 e da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.9.493/96) – e se concretizam no Plano Nacional de Educação (PNE - 2014/2024). 3
  • 4. Cadernos da I Etapa 4
  • 6. II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão do processo histórico de produção científica e tecnológica, desenvolvida e apropriada socialmente para a transformação das condições naturais da vida e a ampliação das capacidades, das potencialidades e dos sentidos humanos; III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa ser protagonista na investigação e na busca de respostas em um processo autônomo de (re)construção de conhecimentos. IV - os direitos humanos como princípio norteador, desenvolvendo-se sua educação de forma integrada, permeando todo o currículo, para promover o respeito a esses direitos e à convivência humana. V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal, desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente, e baseada na compreensão do necessário equilíbrio e respeito nas relações do ser humano com seu ambiente (BRASIL, 2012).
  • 9. Planejamento participativo no contexto de reorganização curricular das DCNEM • Ação deliberativa de caráter prático, capaz de produzir mudanças na realidade social existente a partir do campo de trabalho onde se atua. • Importante ação coletiva na organização do trabalho pedagógico. • Os professores e as professoras devem assumir um papel ativo com a finalidade de compreender e (re)afirmar a importância de sua participação como sujeito capaz de imprimir caráter político-pedagógico às discussões referentes à organização do trabalho escolar. 9
  • 10. PNE 2014-2024 Art. 2o São diretrizes do PNE: I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. 10
  • 11. PNE 2014-2024 Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 85%. Estratégias 3.1) Institucionalizar programa nacional de renovação do ensino médio. 3.2) O Ministério da Educação elaborará e encaminhará ao Conselho Nacional de Educação - CNE, até o 2o (segundo) ano de vigência deste PNE, proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os (as) alunos (as) de ensino médio. 3.3) Implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio. 3.4) Garantir a fruição de bens e espaços culturais, de forma regular, bem como a ampliação da prática desportiva, integrada ao currículo escolar. 3.5) Manter e ampliar programas e ações de correção de fluxo do ensino fundamental. 3.6) Universalizar o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM. 3.7) Fomentar a expansão das matrículas gratuitas de ensino médio integrado à educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, das comunidades indígenas e quilombolas e das pessoas com 11 deficiência.
  • 12. PNE 2014-2024 Estratégias 3.8) Estruturar e fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência dos e das jovens beneficiários (as) de programas de transferência de renda. 3.9) Promover a busca ativa da população de 15 a 17 anos fora da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência e à juventude. 3.10) Fomentar programas de educação e de cultura para a população urbana e do campo de jovens. 3.11) Redimensionar a oferta de ensino médio nos turnos diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos (as) alunos (as). 3.12) Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino médio, garantida a qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante. 3.13) Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão. 3.14) Estimular a participação dos adolescentes nos cursos das áreas tecnológicas e científicas. (BRASIL, 2014, adapt1a2do)
  • 16. Dados de matrícula ES 2014 16 Ensino Médio 102.777 Ensino Médio Integrado 8.286 Taxa bruta de matrícula de 15 a 17 anos (ES) 84% Taxa líquida de matrícula de 15 a 17 anos (ES) 50% (Dados da GEIA/SEE, parcial de julho de 2014)
  • 17. Reflexões centrais do Caderno I 17
  • 18. 18
  • 19. 1. A formação humana integral: a articulação entre os direitos à aprendizagem e desenvolvimento humano e a Organização do Trabalho Pedagógico  Luta social e diversidade cultural • Constituição Federal (1988) - marca de lutas políticas de grupos e movimentos sociais pela redemocratização e efetivação de direitos constitucionais como educação, saúde e assistência social e outras lutas relacionadas, por exemplo, aos direitos da criança e adolescentes, comunidades indígenas, do campo e quilombola. • Formação humana integral e de garantia do acesso à educação e ao direito à aprendizagem: rompimento de estereótipos, preconceitos e a discriminação. 19
  • 20. Participação em um contexto de diversidade econômica, social e cultural. Emenda Constitucional nº 59/2009 • Define a obrigatoriedade do ensino de 04 a 17 anos e amplia a abrangência de programas suplementares para todas as etapas da educação básica.  PNE 2014-2024 • Participação da comunidade escolar na participação e consulta de profissionais da educação, alunos (as) e seus familiares na formulação dos projetos político-pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares. 20
  • 21. 21
  • 22. 1.1 A escola como lócus da formação integral: trajetórias docentes e reconhecimento das diferentes juventudes • Território educativo - articulação das expectativas das diferentes juventudes do Ensino Médio e a trajetória docente no cenário educacional brasileiro. 22
  • 23. Modelo econômico de organização da escola de Ensino Médio 23
  • 24. A escola organizada na lógica e a seleção e distribuição de posições sociais (a) Garantir a unidade nacional e legitimar o sistema; (b) contribuir com a coesão e o controle social; (c) reproduzir a sociedade e manter a divisão social; (d) Promover a democracia da representação; (e) contribuir com a mobilidade e a ascensão social; (f) apoiar o processo de acumulação; (g) habilitar técnica, social e ideologicamente os diversos grupos de trabalhadores para servir ao mundo do trabalho; (h) compor a força de trabalho, preparando, qualificando, formando e desenvolvendo competências para o trabalho; (j) proporcionar uma força de trabalho capacitada e flexível para o crescimento econômico. (OLIVEIRA, 2009, p. 238) 24
  • 25. 25
  • 26. • O professor enquanto sujeito que atua no espaço escolar estabelece relações num contexto de pluralidade e diversidade com outros sujeitos, imprimindo suas influências em todo o espaço educativo, mediado pelos conhecimentos científicos, culturais, tecnológicos, filosóficos, artísticos e políticos. • Questionamentos acerca da formação docente inicial e continuada, intensificam o debate referente às relações entre universidade, como instância formadora, e a educação básica como espaço de trabalho dos professores. 26
  • 27. Olhares sobre os jovens • É importante destacar e reconhecer as influências da atuação docente nos jovens do Ensino Médio. “O sentido da escola para os estudantes está bastante vinculado à integração escolar do aluno e a sua identificação com os professores” (KRAWCZYK,2011, p. 5). • Relação estudante e cultura considerada “legítima”: motivação da depreciação deste estudante, que mesmo demonstrando esforço, deixa transparecer a falta de domínio anterior destes códigos culturais. • Destaque para o processo formativo dos professores e a função social da escola, a partir do respeito às diversidades; • Relações entre áreas de conhecimento e a articulação entre trabalho, ciência, cultura e tecnologia como dimensões da formação humana integral. 27
  • 28. Processos de Empoderamento • Gera possibilidades ou limites de participação social e política dos sujeitos. • São processos de mobilizações e práticas com a finalidade de promover a melhoria de condições de vida e aumentar da autonomia dos sujeitos (GOHN, 2004). 28
  • 29. 1.2 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM): as bases conceituais para o redesenho curricular • Formação continuada de professores - reflexão e a atualização das práticas docentes. • Redesenho e a organização curricular pelas áreas de conhecimento. 29
  • 30. 30
  • 32. 2. Valorização e interpretação do planejamento participativo 32
  • 33. 33
  • 34. 2.2 Projeto Político-Pedagógico: o impacto da legislação na organização do trabalho coletivo escolar O PPP - amplo contrato social em que são reafirmados os compromissos que recriam interações entre docentes (ensino) e estudantes (aprendizagem). É o local onde se define como processo pedagógico pode dar conta das demandas atuais da escola de Ensino Médio: reduzir a evasão escolar e redimensionamento dos processos avaliativos, de modo a assegurar a qualidade social da aprendizagem. 34
  • 35. PPP - Identidade da escola 35
  • 36. PPP Nesta linha de pensamento, Cavagnari afirma que: “Embora a realidade da escola pública seja bastante complexa, parece possível que a autonomia venha a emergir do interior das próprias escolas por um projeto político-pedagógico assumido por todos, o qual assegure autenticidade a novas propostas” (CAVAGNARI, 1998, p. 111). 36
  • 37. PPP Nossa defesa acerca da necessidade do empoderamento de todos os segmentos da comunidade escolar na lógica da democracia participativa, viabiliza a ação individual no contexto das forças coletivas da prática cotidiana, possibilitando mudanças articuladas aos interesses e necessidades dos estudantes, professores e familiares, na busca da qualidade social da educação escolar. 37
  • 38. 2.3 Proposta Pedagógica: a construção da autonomia escolar A Proposta Pedagógica (PP), de acordo com as bases legais (LDB e DCNEM), significa expressão da autonomia da escola em converter o redesenho curricular do Ensino Médio, articulado aos fundamentos do PPP, em construção coletiva de ações pedagógicas no contexto das áreas de conhecimento e de suas disciplinas como direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano dos estudantes. 38
  • 39. 2.4 Plano de Trabalho Docente: a articulação necessária entre Projeto Político-Pedagógico e Proposta Pedagógica O PTD é o registro articulador dos fundamentos políticos-educacionais e conceituais expressos no PPP, e dos conteúdos escolares, metodologias de ensino e práticas avaliativas presentes na Proposta Pedagógica, com a finalidade de organizar a prática pedagógica que será realizada em sala de aula. 39
  • 40. Plano de Trabalho Docente: a articulação necessária entre Projeto Político-Pedagógico e Proposta Pedagógica ... momento de aglutinação de experiências e de conhecimentos, na perspectiva de definir estratégias e formas de abordar conteúdos capazes de produzir o desenvolvimento humano, com vistas à compreensão de mundo e direito à aprendizagem de qualidade social para todos os estudantes. 40
  • 41. 2.5 Regimento Escolar e Estatuto: normatizando as ações educativas ... O regimento estabelece direitos e deveres de cada indivíduo, enquanto componente do coletivo escolar e como membro de um segmento, seja professor, funcionário, estudante, família. Descreve também as atribuições das funções presentes em ambiente escolar, como por exemplo, a gestão, a docência, a discência, as atividades de suporte, os Conselhos etc. 41
  • 42. Síntese PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR PLANO DE TRABALHO DOCENTE REGIMENTO ESCOLAR E ESTATUTO 42
  • 43. 3. A formação continuada na escola: o papel do gestor escolar e do coordenador pedagógico na reconfiguração da hora-atividade Espaço de elaboração, interpretação e avaliação coletiva do Plano de Trabalho Docente. 43
  • 44. REFLEXÕES Qual a natureza desse trabalho e quem são seus atores? •A natureza do trabalho de todos esses profissionais pode ser traduzida como trabalho educativo, porque se realiza de forma intencional. •O trabalho pedagógico escolar referente ao ensino-aprendizagem (relação docente-discente), com base na efetivação de uma proposta curricular, se realiza em determinado tempo e espaço com características peculiares à docência. 44
  • 45. REFLEXÕES Qual a natureza desse trabalho e quem são seus atores? Todos que realizam trabalho de natureza educativa são atores do processo educacional: os docentes, o gestor, os coordenadores pedagógicos, os demais profissionais da educação: funcionários que atuam nas áreas de infraestrutura e os estudantes. 45
  • 46. REFLEXÕES A organização do trabalho pedagógico é ancorada nos fundamentos legais e nos fundamentos filosóficos, sociológicos, políticos, antropológicos e pedagógicos que se materializam nas políticas educacionais que constituem as bases do Projeto Político- Pedagógico, da Proposta Pedagógica e do Plano de Trabalho Docente. 46
  • 47. 3.2 A matriz orientadora da atuação do gestor escolar: a efetivação do Projeto Político- Pedagógico da escola A escolha de diretor pela comunidade escolar constituiu uma das lutas pela democratização da educação e da escola desde a década de 1980. A CONAE (2010) fortalece essa discussão e o PNE prevê na meta 19 a efetivação da gestão democrática. Eleger democraticamente o diretor não garante por si só, uma gestão democrática. 47
  • 48. Gestão democrática “A capacidade de saber ouvir, alinhavar ideias, questionar, inferir, traduzir posições e sintetizar uma política de ação com o propósito de coordenar efetivamente o processo educativo” (PRAIS, 1990, p. 86). Não existe gestão democrática sem a participação coletiva. 48
  • 49. Gestão democrática  O estudante e o processo de ensino e de aprendizagem são, na gestão democrática, o ponto de partida e de chegada da organização do trabalho pedagógico escolar.  A gestão democrática se constitui como prática efetiva quando não se distancia da atividade-fim (ensino-aprendizagem) e busca garantir o desenvolvimento integral dos estudantes. 49
  • 50. 3.3 Organização do trabalho pedagógico da escola: por onde começar? Diagnóstico escolar: levantamento de informações, leituras sobre a realidade para compreender as implicações desses mesmos dados levantados. A integração curricular e a elaboração do PTD podem resultar do movimento que se faz para realizar reflexão sobre as próprias práticas, muitas vezes repetitivas, portanto reiterativas de processos de exclusão. 50
  • 51. 3.4 O espaço escolar: reflexão, organização e sistematização do trabalho pedagógico no Ensino Médio 1. Conselho de classe. 2. Planejamento. O que o estudante aprendeu, o que ele ainda não aprendeu, o que foi realizado para que ele aprendesse e, finalmente, o que pode realizar para que ele ainda aprenda (BRASÍLIA-DF, 2014). 51
  • 52. Conselho de Classe As análises decorrentes das práticas dos Conselhos de Classe constituem espaço propício para fazer o acompanhamento e avaliação das práticas docentes e discentes. Destaque para o texto da p. 35. 52
  • 53. Planejamento A intencionalidade do projeto político pedagógico fundada nos direitos à aprendizagem de qualidade social e com o desenvolvimento de todos os sujeitos da comunidade escolar enseja uma política de formação continuada de professores a ser realizada na escola, enquanto espaço de ação-reflexão. 53
  • 54. Planejamento “A formação continuada traz como princípio a necessidade de manter a articulação teoria e prática na compreensão da prática docente como práxis, onde prática é teoria e prática ao mesmo tempo e a formação teórica não prescinde da prática, pois deve ter seus pés atados à realidade. Está umbilicalmente vinculada à concepção do professor como um intelectual” (ARCO-VERDE, 2008, p.185) . 54
  • 55. Planejamento A hora-atividade como espaço para realização de atividades de estudo, pesquisa, planejamento e avaliação do processo de ensino-aprendizagem, representa o resultado de uma conquista histórica emanada das lutas dos professores. 55
  • 56. “A competência profissional é uma dimensão necessária para o desenvolvimento do compromisso ético e social, porque proporciona os recursos que a torna possível. Mas, é, ao mesmo tempo, a consequência destes compromissos, posto que se alimentam das experiências nas quais se deve enfrentar situações de dilemas e conflitos nos quais está em jogo o sentimento educativo e as consequências da prática escolar. Da mesma maneira, podemos dizer que a competência profissional é o que capacita o professor para assumir responsabilidades, mas que dificilmente pode desenvolver sua competência sem exercitá-la, isto é, se carecer se autonomia profissional” (CONTRERAS, 2012, p. 94). 56
  • 57. A escola está inserida na sociedade, por isso ela precisa ser vista como espaço contraditório, de exclusão/inclusão, de disputa de interesses, de discussão coletiva/produção isolada, de reprodução da sociedade ou de emancipação. Ela é um espaço autônomo que, ao mesmo tempo, está submetida a outras instâncias de organização. As discussões propostas nesse material explicitam questões que precisam ser discutidas permanentemente no tempo de planejamento e no cotidiano da escola como forma de melhorar a qualidade social da educação para todos os sujeitos do processo educacional. 57
  • 58. Referência BRASIL, Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do Ensino Médio, etapa II – caderno I: Organização do trabalho pedagógico. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2014. 58
  • 59. Obrigada! Leonara Margotto Tartaglia Tatiana de Santana Vieira Wagner dos Santos 59