A Filosofia na Cidade
Luís Santos, Mariana Nobre,
Renata Antunes, Rita Monteiro e Tiago Silva
Espaço público/Espaço privado
Espaço público: espaço de uso comum que pertence a
todos e onde se desenvolvem atividades coletivas, como convívio e
trocas entre os grupos diversos. Sempre que cada um de nós age, está a
mostrar-se e a interferir no seio da coletividade (espaço público).
Espaço privado: espaço da intimidade (espaço partilhado
com a família e os amigos) onde se faz a gestão doméstica, a educação
dos filhos e a partilha e gestão de afetos. Enquanto ser livre e dotado
de consciência moral, cada um de nós é capaz de decidir e deliberar
responsavelmente na sua individualidade (espaço privado).
Para os gregos, o espaço público sobrepõe-se ao espaço
privado e é o espaço de discussão, de diálogo e de debate.
Ética/Política
Ética: arte de escolher o que mais nos convém para
vivermos o melhor possível. Ocupa-se com o que a própria
pessoa faz com a liberdade.
Política: tem como objectivo organizar o melhor possível
a convivência social de modo a que cada um possa escolher o
que lhe convém. Tenta coordenar, da maneira mais benéfica para
o conjunto, aquilo que muitos fazem com as suas liberdades.
Transformações históricas do espaço público
Espaço
público
“Ágora”
Ateniense
Ilustração
Mediatizado e
de massas
Comunidade
Ideal de
Argumentação
“Ágora”
Ateniense
Nem todos eram
considerados
cidadãos
Reuniões
presenciais
Debate
argumentativo
Igualdade no
acesso à palavra
Ilustração
Existência de
negociantes
geralmente cultos
(burgueses ilustrados)
“A verdade, e não a
autoridade, faz a lei.”
Igualdade no acesso à
palavra
Redução da esfera
pública à reivindicação
da liberdade de
comércio.
Mediatizado e de
massas
Sociedade aberta aos
cidadãos
interessados nas
questões públicas
Comunicação e
cultura cujos
artigos/eventos se
difundem facilmente
Comunicação
vertical,
unidireccional e à
distância
Desinteresse pelo
espaço público
Sociedade
consumista
Comunidade Ideal
de Argumentação
Todos são
considerados
cidadãos
Direitos
fundamentais
(liberdade,
igualdade, …)
Solidariedade,
verdade e
tolerância
Cidadania
Espaço Público do Estado de Bem-estar Social
Bem-estar: conjunto de fatores necessários para gozar de uma
boa qualidade de vida, de uma existência tranquila e dum estado de
satisfação.
Engloba as coisas que incidem positivamente na nossa
qualidade de vida como um emprego digno, recursos económicos
suficientes para satisfazer as nossas necessidades, um lar para
vivermos, acesso à educação, à saúde, à segurança social, tempo para
lazer e para nós mesmos (esfera privada), entre outros.
O conceito de bem-estar é, no entanto, subjectivo (o que é
bom para uma pessoa pode não ser para outra), estando por isso o
bem-estar social associado a factores económicos objectivos.
Perda de Vitalidade da Esfera Pública
Esfera pública: espaço comum em que os membros da sociedade
se encontram através de uma variedade de meios (ex.: imprensa, electrónica,
e também pessoalmente) para discutir temas de interesse comum a todos e,
deste modo, estarem capazes de formar uma mente comum.
No século XX, a alta burguesia controlava a comunicação social e, de
forma a responder aos seus interesses de desenvolvimento económico,
estimulou o consumo e adquiriu o controlo social através dos media de
entretenimento.
Esse controlo social fez com que os cidadãos se tornassem cada vez
mais consumistas, concentrando as suas energias nas suas fontes de
rendimento, diminuindo assim o seu empenho na vida pública.
Com isto, ocorreu uma desvitalização da esfera pública, já que os
cidadãos não participavam na vida pública. Ao não se participar na vida
pública , o individualismo desenvolveu-se e tornou-se a ideologia dominante,
o que fez com que os cidadãos se centrassem apenas no seu espaço privado.
Importância do empreendedorismo na
resolução de problemas sociais
Empreendedorismo: estudo do desenvolvimento de
competências e habilidades relacionadas com a criação de um projecto. É
essencial para melhorar o crescimento económico e as condições de vida da
população. Para uma pessoa ser empreendedora tem que, acima de tudo, ter
atitude para explorar novas oportunidades, assumir riscos e inovar.
O empreendedorismo é bastante importante não só a nível
individual, como organizacional e das sociedades. A nível individual é
importante para a auto-realização e felicidade; a nível organizacional leva
uma empresa a aumentar os seus lucros, permitindo a sua sobrevivência e
prosperidade; a nível social já provou ser bastante útil, solucionando
problemas que os governantes não conseguem resolver.
O Mundo aos Olhos de Mahatma Gandhi
A cidadania é a prática dos direitos e deveres civis, políticos e
sociais tendo estes que se interligar, isto é, ao realizarmos as nossas
obrigações permitimos que os outros tenham os seus direitos
(integração social). É a responsabilidade perante nós e perante os
outros, o estímulo para a solidariedade.
Tal como se pode ver no filme “Mahatma Gandhi”, Gandhi
apoiava uma política onde existia igualdade de direitos, em que o país
era livre e o povo não era tratado como escravo.
Gandhi, lutou pela independência da Índia e pelos direitos dos hindus,
sendo por isso visto como um sinal de inspiração para o idealismo político, uma vez
que era a favor da igualdade de direitos na política. Apoiava uma política que se
baseava nos princípios morais, no serviço e na liberdade. Uma política de paz que
nos proporcionava uma melhor qualidade de vida, tendo como princípios
fundamentais a tolerância, que consiste em abstermo-nos de agir contra aquilo que
reprovamos ou que é diferente de nós e dos nossos princípios.
No tempo de Gandhi, nomeadamente, era necessário que predominasse
uma coexistência entre os povos (hindus e muçulmanos). Para ele, o fundamental
para que isso ocorresse era a predominância do diálogo.
Assim, com base no filme, Gandhi “pregou e viveu o evangelho da
verdade e da não-violência”. Isto é, lutou pela independência do seu país através
do caminho da verdade e da argumentação e não da manipulação, defendendo a
existência da verdade no pensamento, no discurso e na ação, optando sempre por
não entrar em guerra e realizar tudo pacificamente.
Também Gandhi era empreendedor, já que fazia tudo para que o país
estivesse bem. “Conhecia as condições de vida dos pobres melhor do que
qualquer outro político”, apoiando o empreendedorismo melhor que um político.
Como pode a pergunta ser a solução?
O conhecimento é um bem muito precioso que adquirimos com
estudos e experiência de vida. É necessário para o desenvolvimento de um
mundo cada vez mais adaptado ao entendimento das necessidades do ser
humano. É através das nossas dúvidas, dos nossos problemas, que chegamos
ao conhecimento. São elas que desencadeiam a nossa curiosidade, a nossa
vontade e coragem de querer saber sempre mais e mais.
O conhecimento é então adquirido durante toda a nossa vida.
E eu? Só eu: as minhas dúvidas… Será que existem?
Vejamos por exemplo uma situação em que não sabemos o que comer. ‘’Se
eu comer acontece me isto. E se não comer?’’. São problemas aos quais as
consequências só irão afectar a pessoa em questão. Problemas que só nós podemos
resolver e que só nós é que poderemos ser alterados por eles, tornando-os assim
exclusivamente pessoais.
A área cujo problema abrange é o que irá distinguir a sua importância.
Como já referido anteriormente, com os exemplos da carteira e de comer ou não
comer, o primeiro pode ser considerado mais importante, não porque o dinheiro é
mais valioso do que a vontade de comer, mas sim porque irá abranger uma maior
quantidade de pessoas.
Voltando á questão principal, ‘’como pode a pergunta ser a solução?’’. A
pergunta pode ser a solução se nos encontrarmos numa situação na qual não vemos
uma saída aparente. Há problemas cuja resposta é óbvia, mas outros em que temos
de ir mais fundo, dividir o problema, fazer ‘’perguntas’’ a nós próprios até atingirmos
a dita solução.

Filosofia na cidade (11º ano)

  • 1.
    A Filosofia naCidade Luís Santos, Mariana Nobre, Renata Antunes, Rita Monteiro e Tiago Silva
  • 2.
    Espaço público/Espaço privado Espaçopúblico: espaço de uso comum que pertence a todos e onde se desenvolvem atividades coletivas, como convívio e trocas entre os grupos diversos. Sempre que cada um de nós age, está a mostrar-se e a interferir no seio da coletividade (espaço público). Espaço privado: espaço da intimidade (espaço partilhado com a família e os amigos) onde se faz a gestão doméstica, a educação dos filhos e a partilha e gestão de afetos. Enquanto ser livre e dotado de consciência moral, cada um de nós é capaz de decidir e deliberar responsavelmente na sua individualidade (espaço privado). Para os gregos, o espaço público sobrepõe-se ao espaço privado e é o espaço de discussão, de diálogo e de debate.
  • 3.
    Ética/Política Ética: arte deescolher o que mais nos convém para vivermos o melhor possível. Ocupa-se com o que a própria pessoa faz com a liberdade. Política: tem como objectivo organizar o melhor possível a convivência social de modo a que cada um possa escolher o que lhe convém. Tenta coordenar, da maneira mais benéfica para o conjunto, aquilo que muitos fazem com as suas liberdades.
  • 4.
    Transformações históricas doespaço público Espaço público “Ágora” Ateniense Ilustração Mediatizado e de massas Comunidade Ideal de Argumentação
  • 5.
  • 6.
    Ilustração Existência de negociantes geralmente cultos (burguesesilustrados) “A verdade, e não a autoridade, faz a lei.” Igualdade no acesso à palavra Redução da esfera pública à reivindicação da liberdade de comércio.
  • 7.
    Mediatizado e de massas Sociedadeaberta aos cidadãos interessados nas questões públicas Comunicação e cultura cujos artigos/eventos se difundem facilmente Comunicação vertical, unidireccional e à distância Desinteresse pelo espaço público Sociedade consumista
  • 8.
    Comunidade Ideal de Argumentação Todossão considerados cidadãos Direitos fundamentais (liberdade, igualdade, …) Solidariedade, verdade e tolerância Cidadania
  • 9.
    Espaço Público doEstado de Bem-estar Social Bem-estar: conjunto de fatores necessários para gozar de uma boa qualidade de vida, de uma existência tranquila e dum estado de satisfação. Engloba as coisas que incidem positivamente na nossa qualidade de vida como um emprego digno, recursos económicos suficientes para satisfazer as nossas necessidades, um lar para vivermos, acesso à educação, à saúde, à segurança social, tempo para lazer e para nós mesmos (esfera privada), entre outros. O conceito de bem-estar é, no entanto, subjectivo (o que é bom para uma pessoa pode não ser para outra), estando por isso o bem-estar social associado a factores económicos objectivos.
  • 10.
    Perda de Vitalidadeda Esfera Pública Esfera pública: espaço comum em que os membros da sociedade se encontram através de uma variedade de meios (ex.: imprensa, electrónica, e também pessoalmente) para discutir temas de interesse comum a todos e, deste modo, estarem capazes de formar uma mente comum. No século XX, a alta burguesia controlava a comunicação social e, de forma a responder aos seus interesses de desenvolvimento económico, estimulou o consumo e adquiriu o controlo social através dos media de entretenimento. Esse controlo social fez com que os cidadãos se tornassem cada vez mais consumistas, concentrando as suas energias nas suas fontes de rendimento, diminuindo assim o seu empenho na vida pública. Com isto, ocorreu uma desvitalização da esfera pública, já que os cidadãos não participavam na vida pública. Ao não se participar na vida pública , o individualismo desenvolveu-se e tornou-se a ideologia dominante, o que fez com que os cidadãos se centrassem apenas no seu espaço privado.
  • 11.
    Importância do empreendedorismona resolução de problemas sociais Empreendedorismo: estudo do desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas com a criação de um projecto. É essencial para melhorar o crescimento económico e as condições de vida da população. Para uma pessoa ser empreendedora tem que, acima de tudo, ter atitude para explorar novas oportunidades, assumir riscos e inovar. O empreendedorismo é bastante importante não só a nível individual, como organizacional e das sociedades. A nível individual é importante para a auto-realização e felicidade; a nível organizacional leva uma empresa a aumentar os seus lucros, permitindo a sua sobrevivência e prosperidade; a nível social já provou ser bastante útil, solucionando problemas que os governantes não conseguem resolver.
  • 12.
    O Mundo aosOlhos de Mahatma Gandhi A cidadania é a prática dos direitos e deveres civis, políticos e sociais tendo estes que se interligar, isto é, ao realizarmos as nossas obrigações permitimos que os outros tenham os seus direitos (integração social). É a responsabilidade perante nós e perante os outros, o estímulo para a solidariedade. Tal como se pode ver no filme “Mahatma Gandhi”, Gandhi apoiava uma política onde existia igualdade de direitos, em que o país era livre e o povo não era tratado como escravo.
  • 13.
    Gandhi, lutou pelaindependência da Índia e pelos direitos dos hindus, sendo por isso visto como um sinal de inspiração para o idealismo político, uma vez que era a favor da igualdade de direitos na política. Apoiava uma política que se baseava nos princípios morais, no serviço e na liberdade. Uma política de paz que nos proporcionava uma melhor qualidade de vida, tendo como princípios fundamentais a tolerância, que consiste em abstermo-nos de agir contra aquilo que reprovamos ou que é diferente de nós e dos nossos princípios. No tempo de Gandhi, nomeadamente, era necessário que predominasse uma coexistência entre os povos (hindus e muçulmanos). Para ele, o fundamental para que isso ocorresse era a predominância do diálogo. Assim, com base no filme, Gandhi “pregou e viveu o evangelho da verdade e da não-violência”. Isto é, lutou pela independência do seu país através do caminho da verdade e da argumentação e não da manipulação, defendendo a existência da verdade no pensamento, no discurso e na ação, optando sempre por não entrar em guerra e realizar tudo pacificamente. Também Gandhi era empreendedor, já que fazia tudo para que o país estivesse bem. “Conhecia as condições de vida dos pobres melhor do que qualquer outro político”, apoiando o empreendedorismo melhor que um político.
  • 14.
    Como pode apergunta ser a solução? O conhecimento é um bem muito precioso que adquirimos com estudos e experiência de vida. É necessário para o desenvolvimento de um mundo cada vez mais adaptado ao entendimento das necessidades do ser humano. É através das nossas dúvidas, dos nossos problemas, que chegamos ao conhecimento. São elas que desencadeiam a nossa curiosidade, a nossa vontade e coragem de querer saber sempre mais e mais. O conhecimento é então adquirido durante toda a nossa vida.
  • 15.
    E eu? Sóeu: as minhas dúvidas… Será que existem? Vejamos por exemplo uma situação em que não sabemos o que comer. ‘’Se eu comer acontece me isto. E se não comer?’’. São problemas aos quais as consequências só irão afectar a pessoa em questão. Problemas que só nós podemos resolver e que só nós é que poderemos ser alterados por eles, tornando-os assim exclusivamente pessoais. A área cujo problema abrange é o que irá distinguir a sua importância. Como já referido anteriormente, com os exemplos da carteira e de comer ou não comer, o primeiro pode ser considerado mais importante, não porque o dinheiro é mais valioso do que a vontade de comer, mas sim porque irá abranger uma maior quantidade de pessoas. Voltando á questão principal, ‘’como pode a pergunta ser a solução?’’. A pergunta pode ser a solução se nos encontrarmos numa situação na qual não vemos uma saída aparente. Há problemas cuja resposta é óbvia, mas outros em que temos de ir mais fundo, dividir o problema, fazer ‘’perguntas’’ a nós próprios até atingirmos a dita solução.