FIBROSE   PULMONAR IDIOPÁTICA CRISTINA ALVES Serviço de Pneumologia do Hospital de São Sebastião Santa Maria da Feira
DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO M. Demedts  et al . Eur Respir J ; 18:Suool. 32, 3s CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS DO INTERSTICIO PULMONAR SEGUNDO A ETIOLOGIA DIP DE ETIOLOGIA CONHECIDA Agentes inalados Pós inorgánicos, gases ou fumos Materiais orgãnicos (pneumonites de hipersensibilidade) Drogas (antibióticos, quimioterapia) Infecções (bacterias, fungos, vírus, protozoários) Radiações Neoplasias (linfangite carcinomatosa) Agentes sistémicos tóxicos (paraquat) Rejeições de transplantes Outras desordens orgânicas (Hepatite, cirrose) DIP DE ETIOLOGIA DESCONHECIDA Fibrose pulmonar idiopática Pneumonia intersticial descamativa Pneumonia intersticial não específica Pneumonia intesrticial aguda Sarcoidose DIP devido a doenças do colagénio Granulomatose Pneumonia eosinofílica Histocitose X Alterações familiares e hereditárias Alterações de armazenamento (amiloidose) Adaptado de:  M. Demedts  et al . Inters lung dises : na epidem overv.  Eur Respir J 2001 ;  18, Suppl.32  :  3s FPI Forma específica de pneumonia crónica intersticial  fibrosante, limitada ao pulmão. Histológicamente tem a  aparência de uma pneumonite intersticial usual.  Normalmente é uma doença progressiva, de forma  insidiosa, e de fraco prognóstico. DIP Doenças severas agudas e crónicas, com variados  graus  de inflamação e fibrose do interstício  pulmonar.
EPIDEMIOLOGIA PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA (New Mexico, 10/1988 – 09/1990) Adaptado de:  M. Demedts  et al . Inters lung dises : na epidem overv.  Eur Respir J 2001 ;  18, Suppl.32  :  7s 1.1 1.8 2.2 1.2 Radiação e drogas 3.6 0.9 8.8 8.3 Sarcoidose 7.4 10.7 13.2 20.2 Fibrose pulmonar idiopática 0.8 6.2 0.6 20.8 Doenças ocupacionais/ambientais 26.1 31.5 67.2 80.9 Total doenças pulmonares intersticiais Incidência por 10 5 /Ano Prevalência por  10 5
PATOGENIA Adaptado de:  P.W. Noble, R.J. Homer . Idiop Pulm Fib: new ins into pat.  Clin Chest Med 2004 ;  25  :  752
FISIOPATOLOGIA FIBROSE Obliteração dos vasos pulmonares + Vasoconstrição por hipoxemia  HTP  Cor pulmonal  Estase venosa sistémica  Edema periférico Sistema Cardiovascular    Distensibilidade pulmonar     Volumes pulmonares     Trabalho respiratório  Alteração do padrão respiratório  Desajuste da Ventilação/Perfusão  P a  O 2  / P a  CO 2 Sistema Pulmonar
POTENCIAIS FACTORES DE RISCO Tabaco Drogas (antidepressivos) Aspiração crónica (refluxo gastroesofágico) Factores ambientais (poluição) Agentes infecciosos (HIV, Hepatite C) Predisposição genética
DIAGNÓSTICO História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICA Sinais Sintomas História familiar Exposição ocupacional e ambiental Medicamentos e drogas História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO EXAME FÍSICO Observação sinais de insuficiência respiratória Taquipneia Tiragem Adejo nasal Hipocratismo digital Edemas periféricos Atingimento do estado geral História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO TESTES LABORATORIAIS Poliglobulia Velocidade de sedimentação dos eritrócitos aumentada Imunoglobulina Plasmática aumentada História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO PROVAS DE FUNÇÃO RESPIRATÓRIA Pletismografia com difusão Normal Padrão restritivo Padrão misto Gases de Sangue arterial P a  O 2 P a  CO 2 Testes de exercício Teste de marcha de 6 min Teste de exercício cardiorespiratório História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biopsia pulmonar
PROVAS DE FUNÇÃO RESPIRATÓRIA
DIAGNÓSTICO ELECTROCARDIOGRAMA Normal Sinais de HTP Sinais de HVD História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biopsia pulmonar
DIAGNÓSTICO ECOCARDIOGRAMA Normal HTP HVD Cor pulmonal História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO RADIOGRAFIA TÓRAX Diminuição da transparência do interstício pulmonar Infiltrado reticular bilateral nas bases Padrão em favo de mel História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO Radiografia Tórax Sem alterações Sugestivo de FPI
DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA ALTA RESOLUÇÃO Infiltrado reticular difuso de distribuição sub-pleural e basal Padrão em favo de mel História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar Extensão atingida Selecção de local de biópsia Técnica de eleição para follow up
Tomografia Computorizada de Alta Resolução Sugestivo de FPI Sem alterações DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO BRONCOFIBROSCOPIA Lavado broncoalveolar Biópsia transbrônquica História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO BIÓPSIA PULMONAR Toracotomia Toracoscopia História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO Exclusão de outras causas de DI Alterações da função pulmonar Alterações de RX e/ou TAC DIAGNÓSTICO DEFINITIVO Presença de biópsia pulmonar
DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DEFINITIVO Ausência de biópsia pulmonar CRITÉRIOS MAJOR Exclusão de outras causas de CPI Alterações da função Anomalias  no TAC Broncofibroscopia com LBA sem evidências que suportem outros diagnósticos CRITÉRIOS MINOR Idade  > 50anos Sintomas   respiratórios   >  3 meses Dispneia de esforço de início insidioso sem outras causas aparentes Crepitações inspiratória bibasais Adaptado de: ATS. Idiop Pulm Fib: Diag and Trat.  Am J Crit Care Med 2000; 161; 2: 647
TRATAMENTO Terapêutica farmacológica Suprimir componente inflamatório Inibir mecanismos da fibrose Oxigenoterapia Transplante Pulmonar
PROGNÓSTICO FACTORES QUE FAVORECEM MAU PROGNÓSTICO Sexo masculino Idade avançada Sintomatologia  > 1 ano Falta de respostra positiva ao corticoide Maior nº de neutrofilos  no LBA Grande extensão de fibrose no TAC P m AP em repouso > 30mmHg Dessaturação > 4% por oximetria na prova de marcha de 6 min
CONCLUSÃO A FPI é uma doença crónica caracterizada por uma diminuição da compliance pulmonar e das trocas gasosas, sendo rapidamente progressiva, de carácter insidioso e com fraco prognóstico. O único tratamento eficaz é o transplante cardio-pulmonar, mas como esta hipótese de tratamento é, para a maior parte dos doentes inacessível, quase todos acabam por falecer. Estes doentes morrem na sua maioria de insuficiência respiratória hipoxémica, associada a hipertensão pulmonar e  cor pulmonal . Tal como acontece com as restantes formas de DIP de etiologia desconhecida, ainda há muito para estudar e investigar nesta doença, de forma a poder alterar o seu curso irreversível, até agora fatal.

Fibrose pulmonar idiopática

  • 1.
    FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA CRISTINA ALVES Serviço de Pneumologia do Hospital de São Sebastião Santa Maria da Feira
  • 2.
    DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃOM. Demedts et al . Eur Respir J ; 18:Suool. 32, 3s CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS DO INTERSTICIO PULMONAR SEGUNDO A ETIOLOGIA DIP DE ETIOLOGIA CONHECIDA Agentes inalados Pós inorgánicos, gases ou fumos Materiais orgãnicos (pneumonites de hipersensibilidade) Drogas (antibióticos, quimioterapia) Infecções (bacterias, fungos, vírus, protozoários) Radiações Neoplasias (linfangite carcinomatosa) Agentes sistémicos tóxicos (paraquat) Rejeições de transplantes Outras desordens orgânicas (Hepatite, cirrose) DIP DE ETIOLOGIA DESCONHECIDA Fibrose pulmonar idiopática Pneumonia intersticial descamativa Pneumonia intersticial não específica Pneumonia intesrticial aguda Sarcoidose DIP devido a doenças do colagénio Granulomatose Pneumonia eosinofílica Histocitose X Alterações familiares e hereditárias Alterações de armazenamento (amiloidose) Adaptado de: M. Demedts et al . Inters lung dises : na epidem overv. Eur Respir J 2001 ; 18, Suppl.32 : 3s FPI Forma específica de pneumonia crónica intersticial fibrosante, limitada ao pulmão. Histológicamente tem a aparência de uma pneumonite intersticial usual. Normalmente é uma doença progressiva, de forma insidiosa, e de fraco prognóstico. DIP Doenças severas agudas e crónicas, com variados graus de inflamação e fibrose do interstício pulmonar.
  • 3.
    EPIDEMIOLOGIA PREVALÊNCIA EINCIDÊNCIA (New Mexico, 10/1988 – 09/1990) Adaptado de: M. Demedts et al . Inters lung dises : na epidem overv. Eur Respir J 2001 ; 18, Suppl.32 : 7s 1.1 1.8 2.2 1.2 Radiação e drogas 3.6 0.9 8.8 8.3 Sarcoidose 7.4 10.7 13.2 20.2 Fibrose pulmonar idiopática 0.8 6.2 0.6 20.8 Doenças ocupacionais/ambientais 26.1 31.5 67.2 80.9 Total doenças pulmonares intersticiais Incidência por 10 5 /Ano Prevalência por 10 5
  • 4.
    PATOGENIA Adaptado de: P.W. Noble, R.J. Homer . Idiop Pulm Fib: new ins into pat. Clin Chest Med 2004 ; 25 : 752
  • 5.
    FISIOPATOLOGIA FIBROSE Obliteraçãodos vasos pulmonares + Vasoconstrição por hipoxemia  HTP  Cor pulmonal  Estase venosa sistémica  Edema periférico Sistema Cardiovascular  Distensibilidade pulmonar   Volumes pulmonares   Trabalho respiratório  Alteração do padrão respiratório  Desajuste da Ventilação/Perfusão  P a O 2 / P a CO 2 Sistema Pulmonar
  • 6.
    POTENCIAIS FACTORES DERISCO Tabaco Drogas (antidepressivos) Aspiração crónica (refluxo gastroesofágico) Factores ambientais (poluição) Agentes infecciosos (HIV, Hepatite C) Predisposição genética
  • 7.
    DIAGNÓSTICO História clínicaExame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 8.
    DIAGNÓSTICO HISTÓRIA CLÍNICASinais Sintomas História familiar Exposição ocupacional e ambiental Medicamentos e drogas História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 9.
    DIAGNÓSTICO EXAME FÍSICOObservação sinais de insuficiência respiratória Taquipneia Tiragem Adejo nasal Hipocratismo digital Edemas periféricos Atingimento do estado geral História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 10.
    DIAGNÓSTICO TESTES LABORATORIAISPoliglobulia Velocidade de sedimentação dos eritrócitos aumentada Imunoglobulina Plasmática aumentada História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 11.
    DIAGNÓSTICO PROVAS DEFUNÇÃO RESPIRATÓRIA Pletismografia com difusão Normal Padrão restritivo Padrão misto Gases de Sangue arterial P a O 2 P a CO 2 Testes de exercício Teste de marcha de 6 min Teste de exercício cardiorespiratório História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biopsia pulmonar
  • 12.
    PROVAS DE FUNÇÃORESPIRATÓRIA
  • 13.
    DIAGNÓSTICO ELECTROCARDIOGRAMA NormalSinais de HTP Sinais de HVD História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biopsia pulmonar
  • 14.
    DIAGNÓSTICO ECOCARDIOGRAMA NormalHTP HVD Cor pulmonal História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 15.
    DIAGNÓSTICO RADIOGRAFIA TÓRAXDiminuição da transparência do interstício pulmonar Infiltrado reticular bilateral nas bases Padrão em favo de mel História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 16.
    DIAGNÓSTICO Radiografia TóraxSem alterações Sugestivo de FPI
  • 17.
    DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTORIZADAALTA RESOLUÇÃO Infiltrado reticular difuso de distribuição sub-pleural e basal Padrão em favo de mel História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar Extensão atingida Selecção de local de biópsia Técnica de eleição para follow up
  • 18.
    Tomografia Computorizada deAlta Resolução Sugestivo de FPI Sem alterações DIAGNÓSTICO
  • 19.
    DIAGNÓSTICO BRONCOFIBROSCOPIA Lavadobroncoalveolar Biópsia transbrônquica História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 20.
    DIAGNÓSTICO BIÓPSIA PULMONARToracotomia Toracoscopia História clínica Exame físico Testes laboratoriais Provas de Função Respiratória Electrocardiograma Ecocardiograma Radiografia Tórax Tomografia Computorizada de Alta Resolução Broncofibroscopia Biópsia pulmonar
  • 21.
    DIAGNÓSTICO Exclusão deoutras causas de DI Alterações da função pulmonar Alterações de RX e/ou TAC DIAGNÓSTICO DEFINITIVO Presença de biópsia pulmonar
  • 22.
    DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DEFINITIVOAusência de biópsia pulmonar CRITÉRIOS MAJOR Exclusão de outras causas de CPI Alterações da função Anomalias no TAC Broncofibroscopia com LBA sem evidências que suportem outros diagnósticos CRITÉRIOS MINOR Idade > 50anos Sintomas respiratórios > 3 meses Dispneia de esforço de início insidioso sem outras causas aparentes Crepitações inspiratória bibasais Adaptado de: ATS. Idiop Pulm Fib: Diag and Trat. Am J Crit Care Med 2000; 161; 2: 647
  • 23.
    TRATAMENTO Terapêutica farmacológicaSuprimir componente inflamatório Inibir mecanismos da fibrose Oxigenoterapia Transplante Pulmonar
  • 24.
    PROGNÓSTICO FACTORES QUEFAVORECEM MAU PROGNÓSTICO Sexo masculino Idade avançada Sintomatologia > 1 ano Falta de respostra positiva ao corticoide Maior nº de neutrofilos no LBA Grande extensão de fibrose no TAC P m AP em repouso > 30mmHg Dessaturação > 4% por oximetria na prova de marcha de 6 min
  • 25.
    CONCLUSÃO A FPIé uma doença crónica caracterizada por uma diminuição da compliance pulmonar e das trocas gasosas, sendo rapidamente progressiva, de carácter insidioso e com fraco prognóstico. O único tratamento eficaz é o transplante cardio-pulmonar, mas como esta hipótese de tratamento é, para a maior parte dos doentes inacessível, quase todos acabam por falecer. Estes doentes morrem na sua maioria de insuficiência respiratória hipoxémica, associada a hipertensão pulmonar e cor pulmonal . Tal como acontece com as restantes formas de DIP de etiologia desconhecida, ainda há muito para estudar e investigar nesta doença, de forma a poder alterar o seu curso irreversível, até agora fatal.