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HISTÓRIA A
HISTÓRIA A
PREPARAR O
PREPARAR O
EXAME
NACIONALEXAME
NACIONAL
HISTÓRIA A
10.º,11.º e 12.º anos
ANTÓNIOLUÍSCATARINO
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HISTÓRIA A 12
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índice
I S B N 9 7 8 - 9 8 9 - 7 6 7 - 1 4 8 - 7
10.º ANO
Raízes Mediterrânicas da Civilização
Europeia – Cidade, Cidadania e Império
na Antiguidade Clássica
MÓDULO
1Unidade 1 – O modelo ateniense	10
1.1. A democracia antiga	 13
1.2. Uma cultura aberta à cidade	 15
Exercícios resolvidos	19
Unidade 2 – O modelo romano* 	22
2.1. Roma, cidade ordenadora de um império urbano	24
2.2. A afirmação imperial de uma cultura urbana
pragmática	26
2.3. A romanização da Península Ibérica	29
Exercícios resolvidos	31
Exercícios propostos	32
Unidade 3 – O espaço civilizacional greco-latino
à beira da mudança	34
3.1. O império universal romano-cristão	 35
3.2. Prenúncios de uma nova geografia política:
a presença dos bárbaros no império	 36
Exercícios resolvidos	37
Dinamismo Civilizacional da Europa
Ocidental nos Séculos XIII e XIV
– Espaços, Poderes e Vivências
MÓDULO
2Unidade 1 – A identidade civilizacional da
Europa Ocidental	38
1.1. Poderes e crenças – multiplicidade e unidade	 39
1.2. O quadro económico e demográfico – expansão e
limites do crescimento	 44
Exercícios resolvidos	47
Unidade 2 – O espaço português – a consolidação
de um reino cristão ibérico*	50
2.1. A fixação do território: do termo da Reconquista
ao estabelecimento e fortalecimento de fronteiras	52
2.2. O país urbano e concelhio	52
2.3. O país rural e senhorial	56
2.4. O poder régio, fator estruturante da coesão
interna do reino	57
Exercícios resolvidos	60
Exercícios propostos	62
Unidade 3 – Valores, vivências e quotidiano	68
3.1. A experiência urbana	 69
3.2. A vivência cortesã	 71
3.3. A difusão do gosto e da prática de viagens	 72
Exercícios resolvidos	73
A Abertura Europeia ao Mundo – Mutações
nos Conhecimentos, Sensibilidades e
Valores nos Séculos XV e XVI
MÓDULO
3Unidade 1 – A geografia cultural europeia de
Quatrocentos e Quinhentos	74
1.1. Principais centros culturais de produção e
difusão de sínteses e inovações	 75
1.2. O cosmopolitismo das cidades hispânicas:
importância de Lisboa e Sevilha	 76
Exercícios resolvidos	77
Unidade 2 – O alargamento do conhecimento do
mundo*	78
2.1. O contributo português	79
2.2. A matematização do real; a revolução das
conceções cosmológicas	81
Exercícios resolvidos	82
Exercícios propostos	83
Unidade 3 – A produção cultural	86
3.1. Distinção social e mecenato	 87
3.2. Os caminhos abertos pelos humanistas	 88
3.3. A reinvenção das formas artísticas* 	90
Exercícios resolvidos	95
Exercícios propostos	96
Unidade 4 – A renovação da espiritualidade e
religiosidade* 	98
4.1. A Reforma Protestante	99
Exercícios resolvidos	101
Exercícios propostos	103
4.2. Contrarreforma e Reforma Católica	104
Exercícios resolvidos	105
Exercícios propostos	107
Unidade 5 – As novas representações da
humanidade	108
5.1. O encontro de culturas e as dificuldades de
aceitação do princípio do género humano	 108
Exercícios resolvidos 	 109
3
HISTÓRIA A 12
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11.º ANO
A Europa nos Séculos XVII e XVIII –
Sociedade, Poder e Dinâmicas Coloniais
MÓDULO
4Unidade 1 – A população na Europa nos
séculos XVII e XVIII: crises e crescimento	110
1.1. A população da Europa nos séculos XVII e XVIII	 111
Exercícios resolvidos	113
Unidade 2 – Europa dos Estados absolutos e
a Europa dos parlamentos	114
2.1. Estratificação social e poder político nas
sociedades de Antigo Regime*	115
2.2. A Europa dos parlamentos: sociedade e
poder político	 120
Exercícios resolvidos	122
Exercícios propostos	125
Unidade 3 – Triunfo dos Estados e dinâmicas
económicas nos séculos XVII e XVIII*	128
3.1. Reforço das economias nacionais e
tentativas de controlo do comércio	129
3.2. A hegemonia económica britânica: condições
de sucesso e arranque industrial	132
Exercícios resolvidos	134
Exercícios propostos	137
3.3. Portugal – dificuldades e crescimento económico	140
Exercícios resolvidos	144
Exercícios propostos	145
Unidade 4 – Construção da modernidade europeia 	148
4.1. O método experimental e o progresso do
conhecimento do Homem e da natureza	 149
4.2. A filosofia das Luzes*	150
4.3. Portugal – o projeto pombalino de inspiração
iluminista	151
Exercícios resolvidos	153
Exercícios propostos	155
O Liberalismo – Ideologia e Revolução,
Modelos e Práticas nos Séculos XVIII
e XIX
MÓDULO
5Unidade 1 – A revolução americana, uma
revolução fundadora	156
1.1. Nascimento de uma nação sob a égide dos
ideais iluministas	 157
Exercícios resolvidos	159
Unidade 2 – A Revolução Francesa – paradigma das
revoluções liberais e burguesas	160
2.1. A França nas vésperas da Revolução	 161
2.2. Da Nação soberana ao triunfo da revolução
burguesa	162
Exercícios resolvidos	166
Unidade 3 – A geografia dos movimentos
revolucionários na primeira metade do
século XIX: as vagas revolucionárias liberais e
nacionais	168
3.1. As vagas revolucionárias liberais e nacionais	 169
Exercícios resolvidos	171
Unidade 4 – A implantação do liberalismo em
Portugal*	172
4.1. Antecedentes e conjuntura (1907 a 1820)	173
4.2. A Revolução de 1820	174
4.3. O novo ordenamento político e socioeconómico
(1834-1851)	176
Exercícios resolvidos	178
Exercícios propostos	180
Unidade 5 – O legado do liberalismo na
primeira metade do século XIX	186
5.1. O Estado como garante da ordem liberal*	187
5.2. O romantismo, expressão da ideologia liberal	 189
Exercícios resolvidos	192
Exercícios propostos	193
O (*) indica os conteúdos considerados estruturantes
pelo Programa de História A 10.º, 11.º e 12.º anos.
Os conteúdos estruturantes são aqueles que podem ser
avaliados no âmbito do Exame Nacional.
resumo teórico
24
HISTÓRIA A 12
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MÓDULO 1 – Raízes Mediterrânicas da Civilização Europeia – Cidade,Cidadania e Império na Antiguidade Clássica
2.1. Roma, cidade ordenadora de um império urbano
Após as suas conquistas, os Romanos dedicaram-se à criação ou à reorganização dos cen-
tros urbanos. O Império Romano era, assim, um mundo de cidades com instituições pró-
prias, sobre as quais Roma se impunha como exemplo a seguir. Roma era o centro do impé-
rio e a urbe por excelência.
2.1.1. A unidade do mundo imperial: o culto a Roma e ao imperador
Apesar do papel administrativo das cidades, o império estava sob a autoridade de Roma e
das suas instituições, que não conseguiram acompanhar o seu crescimento, originando uma
crise política.
Os poderes de Augusto
Após a morte de Júlio César, criou-se um triunvirato em que pontificavam os nomes de
Marco António, Lépido e Octávio. Esta forma de governo serviu para dividir o poder entre
estes três nomes, pretendendo assim fugir a um possível conflito civil que enfraquecesse o
império. Nesta divisão, Octávio ficou com o Ocidente, Lépido ficou com o Norte de África e
Marco António com as províncias do Oriente.
Depois de derrotar Marco António, seu principal rival, na batalha de Accio, Octávio ini-
ciou um processo de centralização do poder nas suas mãos com o apoio do Senado. No
fundo, queria ser imperador, transformando as instituições republicanas em órgãos que
lhe seriam fiéis. Assim, em 38 a.C., recebe o título de Imperator, chefe de todo o exército.
Em 28 a.C. consegue o título de Princeps Senatus, o primeiro dos senadores, o que lhe per-
mitia fiscalizar e controlar as decisões deste órgão legislativo.
Em 27 a.C., depois de uma manobra política em que finge abdicar do poder, Octávio con-
segue o título de Procônsul e aumenta o seu poder imperial perante todas as províncias e
também do exército. Ainda no mesmo ano, recebe o poder tribunício, com o poder de um
tribuno da plebe e direito de veto sobre as decisões dos magistrados. Passa também a ter o
título de Augustus, ou seja, de sagrado, sendo objeto de veneração pública, ao qual juntou o
título de Princeps Civitatis, o primeiro dos cidadãos romanos.
Em 12 a.C., torna-se o Pontifex Maximus, que chefiava toda a classe sacerdotal, iniciando-
-se assim o culto imperial.
Os poderes
de Augusto
PontifexMaximus O principal sacerdote
Procônsul
Poder militar em algumas províncias ainda não
totalmente pacificadas
Princeps Senatus O primeiro dos senadores
Imperium
proconsulare maius
Comando dos exércitos e fiscalização de todas as
províncias
Augustus Sagrado e objeto de culto
Princeps
O primeiro dos cidadãos
Pai da pátria e protetor do império
Tribunicia
potesta
Poder de tribuno, inviolável
Direito de veto sobre decisões dos magistrados
Poder de convocar o Senado e os comícios
CONCEITOS
Urbe* – Termo latino que
designa a cidade e que se
diferenciava do território
envolvente que era a zona
rural.
* conceito estruturante
25
resumo teórico
HISTÓRIA A 12
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UNIDADE 2 – O modelo romano
As instituições sob o imperador Octávio César Augusto
• O Senado – diminuiu o número de senadores para 600, sendo que o acesso a este órgão
era feito de forma hereditária. Os filhos sucediam aos pais senadores, o que demonstra
bem o caráter pró-monárquico do principado otaviano. O Senado perdeu a autoridade
antiga que lhe restava da República e que poderia exercer sobre o imperador, desti-
tuindo-o. Agora era Octávio que podia destituir os seus membros, retirando-lhes o poder
fiscalizador sobre o erário público, sobre o exército e sobre a política externa.
• Os Comícios – eram assembleias do povo romano no seu início e um órgão prestigiado
na República. Elegiam os magistrados e aprovavam as leis propostas por estes. Com
Octávio deixaram de exercer essas prerrogativas e foi-lhes retirado o poder de eleger
magistrados e as competências judiciais. Só podiam reunir com a convocação explícita
do imperador.
• As Magistraturas – anteriormente importantes no controlo dos assuntos públicos e de
poder executivo, eram eleitas pelos Comícios. Agora, sob o poder de Octávio, os magis-
trados eram recomendados ou nomeados por este.
• A Guarda Pretoriana – exército de elite, impedia qualquer veleidade de revolta ou de
substituição no cargo de imperador. Protegiam o imperador em qualquer situação.
• O Conselho Imperial – órgão novo criado por Octávio. Tinha um caráter consultivo, mas
era composto por 15 senadores escolhidos pelo imperador e apresentava como objetivo
controlar o Senado e chamar para junto dele os principais senadores que poderiam
fazer-lhe oposição. Publicavam os éditos imperiais.
Augusto dividiu o império em províncias senatoriais e províncias imperiais. As primeiras
encontravam-se pacificadas e estavam relativamente assimiladas; as segundas estavam sob o
controlo do imperador e mostravam-se ainda insubmissas. No entanto, é a partir daqui que
nasce uma nova classe de funcionários enriquecidos que exerciam o poder sob delegação do
imperador.
Havia dois tipos de províncias: as que eram administradas por magistrados próprios, os
procônsules, e as que eram geridas pelos delegados do imperador. Todas as províncias eram
ainda divididas em conventus, que tinham leis próprias e um grande grau de autonomia.
As cidades dividiam-se em duas categorias: as colónias e os municípios. Os municípios
eram cidades que já existiam e que tinham sido assimiladas pela pax romana; as colónias
eram criadas de raiz por povoadores ou pelos povos dominados a quem tinha sido concedido
o benefício de serem livres. Ambas podiam ter ainda a concessão imperial de latinidade e de
cidadania, conforme os serviços prestados a Roma e ao império. Esta concessão de latinidade
foi o primeiro passo para a concessão da cidadania plena a todos os habitantes do império e
não só aos oriundos de Roma ou da Península Itálica.
O culto de Roma e ao imperador
O culto imperial nasceu após a atribuição a Octávio do título de Augustus pelo Senado. Foi a
partir daqui que se iniciou um verdadeiro culto imperial que divinizava a figura do imperador
através de vários rituais que podiam dar-se a título individual, municipal ou provincial. Ergue-
ram-se altares em sua honra e era considerado um deus vivo, sendo um fator de unidade do
império, que estava também associado ao culto da deusa Roma, que representava a cidade e a
superioridade do mundo romano. O culto do imperador e a Roma era o que se poderia chamar
de “religião de Estado”.
CONCEITOS
Magistratura – Carreira
política baseada no
desempenho de um cargo
público de caráter judicial,
legislativo ou militar.
exercícios propostos
MÓDULO 1 – Raízes Mediterrânicas da Civilização Europeia – Cidade,Cidadania e Império na Antiguidade Clássica
32
HISTÓRIA A 12
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1.	Indique, a partir do mapa, quatro dos diversos fatores favoráveis que levaram à construção do Impé-
rio Romano.
O
cea
n
o
A
t l â
n
t i c o
M a r M e d i t e r r â n e o
Mar Negro
Mar do
Norte
Britannia
Germania
Inf. Germania
Sarmatia
Belgica
Ludgunensis
Aquitania
Tarraconensis
Gallaecia
et Asturia
Lusitânia
Baetica
Mauretania
Numídia
Sup.
Baleares
Corsica
Sardinia
Sicilia
Numídia
Inf.
Africa
Proconsularis
Cyrenaica
Aegyptus
Arabia
Palestina
Syria
Cappadocia
Cilicia
Pontus
Galatia
Phrygia
Lycia
BithyniaThracia
Moesia
Inf.Moesia
Sup.
Macedonia
Dalmatia
Roma
Noricum
Raetia
Gallia
Cisalpina
Germania
Sup.
Narbonensis
Pannonia
Epirus
Achaia
Dacia
Ásia
Itália
Gallia
Illyrium
Hispania
400 km0
DOC. 2 – Os poderes de Augusto
Logo que o imperium lhe foi confiado pelo Senado e pelo povo, Augusto, não pretendendo
mostrar-se impopular, aceitou a responsabilidade total do Estado como se este necessitasse de
cuidados especiais (…). As províncias menos importantes seriam atribuídas ao Senado. As mais
importantes, pouco seguras e expostas aos perigos oriundos dos vizinhos guerreiros ou suscetí-
veis de se revoltarem, de novo, ficariam sob a autoridade do imperador. Esta medida foi tomada
para parecer que o Senado administrava, sem qualquer receio, as melhores províncias e que
reservava os problemas e dificuldades. E, com este pretexto, deixou o Senado sem armas e sem
exércitos (…). Como pretendia que o seu poder em nada se assemelhasse ao poder monárquico,
tomou o governo das províncias por dez anos: considerava esse tempo necessário para a pacifica-
ção; logo que tudo estivesse pacificado, restituiria (o poder das províncias) ao Senado e ao povo.
Dion Cassius, citado por Jean Rougé, As instituições romanas
2.	Aponte a razão que levou Augusto a ficar com as províncias mais aguerridas ou ainda não totalmente
pacificadas.
3.	Refira os poderes que detinha Octávio César Augusto quando se tornou imperador.
4.	Refira a importância do Direito na regulação do domínio romano nas regiões do império.
5.	Explique por que razão se diz que a economia romana é esclavagista, comercial e urbana.
6.	Explique o conceito de «cultura de síntese» inserida na cultura romana.
7.	Refira os critérios que norteavam os Romanos na construção urbana.
DOC. 1
exercícios propostos
UNIDADE 2 – O modelo romano
33
HISTÓRIA A 12
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8.	Aponte três elementos identificadores da arquitetura romana.
9.	Descreva os objetivos que norteavam a educação dos jovens romanos.
10.	Infira, a partir do documento 3, o conceito de romanização.
10.	Explique, com base no texto, o conceito de romanização.
11.	Enumere as principais consequências económicas, políticas e sociais provocadas pela romanização
na Península Ibérica.
DOC. 3 – O Império Romano
Todas estas reformas (empreendidas por Augusto) (…) tiveram como resultado aliviar a condição dos súb-
ditos. A prosperidade geral aumentou; por toda a parte se assiste ao espantoso progresso da indústria e do
comércio. As novas estradas (muitas, em princípio, davam resposta a preocupações estratégicas) servem o
desenvolvimento das comunicações. Os mercadores «italianos» penetram em toda a parte, precedendo as
legiões. Eles haviam franqueado o Danúbio muito antes dos generais de Augusto. Encontramo-las em todos
os postos avançados do império, na Bactriana, em Adem, na rota da Índia, na China. (…) A Itália ocupa, natu-
ralmente, um lugar privilegiado na economia do império (…). Parece realmente que o volume total das trocas
comerciais teria, em alguns anos, conhecido um crescimento considerável, levando a um abaixamento geral
dos preços e a uma subida do nível geral de vida. (…) A riqueza já não é o privilégio exclusivo dos conquistado-
res. (…) Nestas condições, como não haveria de nascer um sentimento muito real de reconhecimento para
aquele que, em tão escassos anos, rechaçou para sempre a angústia do amanhã, a insegurança, a fome, a
guerra, e proporcionou a alegria de viver? Esta gratidão é inseparável de um outro sentimento, que se deve
mesmo designar como um «patriotismo imperial»: o orgulho de pertencer a um império forte e próspero.
O imperador já não é o comandante de um exército ou de uma nação conquistadora, mas o pai, em breve o
deus, a quem tudo se deve; e vê-se nascer, inicialmente no Oriente grego (…), como também no Ocidente, um
culto a Roma e a Augusto, em que se encontram ligadas as duas potências pacificadoras do império.
Pierre Grimal, O Século de Augusto, Edições 70, 2008, pp. 125-126
DOC. 4
PENHA12_F03
Ouro
Prata
Ferro
Cobre
Sal
Cereais
Azeite
Vinho
Peixe
Cavalos
Porcos
Ovelhas
Tecidos
Cerâmica
Escravos
Leão
Pamplona
Simancas
Zamora
Porto Salamanca
Coimbra
Santarém
Lisboa Évora
Faro
Huelva
Sevilha
Mérida
Córdova
Jerez
MálagaCádis Almeria
Cartagena
Valência
Saragoça
Tortosa
Lérida
Barcelona
Maiorca
Ibiza
0 100 km
OceanoAtlântico
M
a
r
M
e d i t e r r â n e o
Cotação
©AREALEDITORES
436
HISTÓRIA A 12
prova-modelo 5
1.1.	Assinale, a partir dos documentos 1 a 4, as afirmações que considera corretas.
	 (A)	 A presença romana na Península Ibérica data de 218 a. C.
	 (B)	 A presença romana na Península Ibérica data de 448 a. C.
	 (C)	Romanização é o processo que levou Roma a impor as suas leis, cultura, comportamentos e cos-
tumes aos povos dominados.
	 (D)	Romanização é o processo que levou Roma a destruir os antigos aldeamentos locais e a trans-
formá-los em grandes cidades.
	 (E)	Aculturação é o processo que levou os romanos a serem influenciados pelos povos dominados e
a seguirem o seu modo de vida e costumes.
	 (F)	 Aculturação é um processo de assimilação cultural dos povos dominados pelos romanos.
	 (G)	A Pax Romana era a condição imposta pelos romanos aos povos dominados, para que seguissem
as leis, os costumes e se integrassem no Império Romano.
	 (H)	O urbanismo só foi praticado na cidade de Roma, não tendo tido influência nas cidades edifica-
das pelos romanos, em todo o Império.
Grupo I – 10.º ano
A civilização romana
1.	 Atente nos documentos:
Prova de História A – N.º 5 – 12.º ano – 120 minutos
Doc. 1
Doc. 3
Doc. 2
Doc. 4
10
Cotação
prova-modelo
©AREALEDITORES
437
HISTÓRIA A 12
5
1.2.	Relacione a coluna da esquerda coma respetiva coluna da direita.
A)	Império
1.	Nasceu depois de Octávio César Augusto ser considerado sagrado
ou «augustus».
B)	 Exército romano
2.	Órgão deliberativo na República, formado por 600 membros, mas
que perdeu influência com a instituição do Império e do imperador.
C)	 Pax Romana 3.	Estrutura determinante no domínio de uma região, mas não a única.
D)	Culto Imperial
4.	Carreira política baseada no desempenho de um cargo público seja
de caráter judicial, legislativo ou militar.
E)	Senado
5.	 Conceito criado por Octávio César Augusto que tinha por objetivo
assimilar e aculturar os povos que aceitassem o domínio romano.
F)	Magistraturas 6.	 Exército de elite que protegia o imperador.
7.	Vasto território que engloba povos ou regiões conquistadas mili-
tarmente por um Estado politicamente forte e expansionista.
Grupo II – 11.º ano
Portugal, uma sociedade capitalista dependente
DOC. 1 – Um discurso de Fontes Pereira de Melo
Quero o progresso material do País; quero estradas; e não seria um grande progresso o ter-
mos estradas?… Nós que não podemos dar dois passos, sem que pelo mau estado em que estão
os caminhos tropecem os cavalos, e nós quebremos a cabeça!… Quem não há de querer o melho-
ramento das estradas!… Quero canais, e todos os melhoramentos materiais que forem possíveis.
Entretanto conheço que muitas destas coisas não está o País ainda no caso de os desfrutar. Qui-
sera porém que desde já se melhorasse a indústria e a agricultura, porque realmente carecem de
muitos melhoramentos.
Sr. Presidente, eu não quero só o progresso material, quero também o progresso intelectual,
quero o progresso da instrução pública, porque estou persuadido que sem ele não pode haver
liberdade no país, e todos os homens que prezam a liberdade não podem deixar de o querer, por-
que entendo mesmo que a classe de indivíduos que deve ter maior soma de conhecimentos para
desempenharem os altos cargos que ocupam, não estão ainda alguns deles bastantemente ins-
truídos para os exercerem.
Quero mais: quero uma reforma de Lei Eleitoral, porque entendo que é uma necessidade
pública; quero essa reforma, quero esse progresso, porque não desejo que haja motivo para resis-
tências nem ativas nem passivas; quero que haja um sistema representativo em que todos os
partidos sejam representados no Parlamento.
Fontes Pereira de Melo, Sessão parlamentar de 15 de janeiro de 1849
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Exame 12 roma

  • 1.
    1212 HISTÓRIA A HISTÓRIA A PREPARARO PREPARAR O EXAME NACIONALEXAME NACIONAL HISTÓRIA A 10.º,11.º e 12.º anos ANTÓNIOLUÍSCATARINO
  • 2.
    2 HISTÓRIA A 12 ©AREALEDITORES índice IS B N 9 7 8 - 9 8 9 - 7 6 7 - 1 4 8 - 7 10.º ANO Raízes Mediterrânicas da Civilização Europeia – Cidade, Cidadania e Império na Antiguidade Clássica MÓDULO 1Unidade 1 – O modelo ateniense 10 1.1. A democracia antiga 13 1.2. Uma cultura aberta à cidade 15 Exercícios resolvidos 19 Unidade 2 – O modelo romano* 22 2.1. Roma, cidade ordenadora de um império urbano 24 2.2. A afirmação imperial de uma cultura urbana pragmática 26 2.3. A romanização da Península Ibérica 29 Exercícios resolvidos 31 Exercícios propostos 32 Unidade 3 – O espaço civilizacional greco-latino à beira da mudança 34 3.1. O império universal romano-cristão 35 3.2. Prenúncios de uma nova geografia política: a presença dos bárbaros no império 36 Exercícios resolvidos 37 Dinamismo Civilizacional da Europa Ocidental nos Séculos XIII e XIV – Espaços, Poderes e Vivências MÓDULO 2Unidade 1 – A identidade civilizacional da Europa Ocidental 38 1.1. Poderes e crenças – multiplicidade e unidade 39 1.2. O quadro económico e demográfico – expansão e limites do crescimento 44 Exercícios resolvidos 47 Unidade 2 – O espaço português – a consolidação de um reino cristão ibérico* 50 2.1. A fixação do território: do termo da Reconquista ao estabelecimento e fortalecimento de fronteiras 52 2.2. O país urbano e concelhio 52 2.3. O país rural e senhorial 56 2.4. O poder régio, fator estruturante da coesão interna do reino 57 Exercícios resolvidos 60 Exercícios propostos 62 Unidade 3 – Valores, vivências e quotidiano 68 3.1. A experiência urbana 69 3.2. A vivência cortesã 71 3.3. A difusão do gosto e da prática de viagens 72 Exercícios resolvidos 73 A Abertura Europeia ao Mundo – Mutações nos Conhecimentos, Sensibilidades e Valores nos Séculos XV e XVI MÓDULO 3Unidade 1 – A geografia cultural europeia de Quatrocentos e Quinhentos 74 1.1. Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações 75 1.2. O cosmopolitismo das cidades hispânicas: importância de Lisboa e Sevilha 76 Exercícios resolvidos 77 Unidade 2 – O alargamento do conhecimento do mundo* 78 2.1. O contributo português 79 2.2. A matematização do real; a revolução das conceções cosmológicas 81 Exercícios resolvidos 82 Exercícios propostos 83 Unidade 3 – A produção cultural 86 3.1. Distinção social e mecenato 87 3.2. Os caminhos abertos pelos humanistas 88 3.3. A reinvenção das formas artísticas* 90 Exercícios resolvidos 95 Exercícios propostos 96 Unidade 4 – A renovação da espiritualidade e religiosidade* 98 4.1. A Reforma Protestante 99 Exercícios resolvidos 101 Exercícios propostos 103 4.2. Contrarreforma e Reforma Católica 104 Exercícios resolvidos 105 Exercícios propostos 107 Unidade 5 – As novas representações da humanidade 108 5.1. O encontro de culturas e as dificuldades de aceitação do princípio do género humano 108 Exercícios resolvidos 109
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    3 HISTÓRIA A 12 ©AREALEDITORES 11.ºANO A Europa nos Séculos XVII e XVIII – Sociedade, Poder e Dinâmicas Coloniais MÓDULO 4Unidade 1 – A população na Europa nos séculos XVII e XVIII: crises e crescimento 110 1.1. A população da Europa nos séculos XVII e XVIII 111 Exercícios resolvidos 113 Unidade 2 – Europa dos Estados absolutos e a Europa dos parlamentos 114 2.1. Estratificação social e poder político nas sociedades de Antigo Regime* 115 2.2. A Europa dos parlamentos: sociedade e poder político 120 Exercícios resolvidos 122 Exercícios propostos 125 Unidade 3 – Triunfo dos Estados e dinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII* 128 3.1. Reforço das economias nacionais e tentativas de controlo do comércio 129 3.2. A hegemonia económica britânica: condições de sucesso e arranque industrial 132 Exercícios resolvidos 134 Exercícios propostos 137 3.3. Portugal – dificuldades e crescimento económico 140 Exercícios resolvidos 144 Exercícios propostos 145 Unidade 4 – Construção da modernidade europeia 148 4.1. O método experimental e o progresso do conhecimento do Homem e da natureza 149 4.2. A filosofia das Luzes* 150 4.3. Portugal – o projeto pombalino de inspiração iluminista 151 Exercícios resolvidos 153 Exercícios propostos 155 O Liberalismo – Ideologia e Revolução, Modelos e Práticas nos Séculos XVIII e XIX MÓDULO 5Unidade 1 – A revolução americana, uma revolução fundadora 156 1.1. Nascimento de uma nação sob a égide dos ideais iluministas 157 Exercícios resolvidos 159 Unidade 2 – A Revolução Francesa – paradigma das revoluções liberais e burguesas 160 2.1. A França nas vésperas da Revolução 161 2.2. Da Nação soberana ao triunfo da revolução burguesa 162 Exercícios resolvidos 166 Unidade 3 – A geografia dos movimentos revolucionários na primeira metade do século XIX: as vagas revolucionárias liberais e nacionais 168 3.1. As vagas revolucionárias liberais e nacionais 169 Exercícios resolvidos 171 Unidade 4 – A implantação do liberalismo em Portugal* 172 4.1. Antecedentes e conjuntura (1907 a 1820) 173 4.2. A Revolução de 1820 174 4.3. O novo ordenamento político e socioeconómico (1834-1851) 176 Exercícios resolvidos 178 Exercícios propostos 180 Unidade 5 – O legado do liberalismo na primeira metade do século XIX 186 5.1. O Estado como garante da ordem liberal* 187 5.2. O romantismo, expressão da ideologia liberal 189 Exercícios resolvidos 192 Exercícios propostos 193 O (*) indica os conteúdos considerados estruturantes pelo Programa de História A 10.º, 11.º e 12.º anos. Os conteúdos estruturantes são aqueles que podem ser avaliados no âmbito do Exame Nacional.
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    resumo teórico 24 HISTÓRIA A12 ©AREALEDITORES MÓDULO 1 – Raízes Mediterrânicas da Civilização Europeia – Cidade,Cidadania e Império na Antiguidade Clássica 2.1. Roma, cidade ordenadora de um império urbano Após as suas conquistas, os Romanos dedicaram-se à criação ou à reorganização dos cen- tros urbanos. O Império Romano era, assim, um mundo de cidades com instituições pró- prias, sobre as quais Roma se impunha como exemplo a seguir. Roma era o centro do impé- rio e a urbe por excelência. 2.1.1. A unidade do mundo imperial: o culto a Roma e ao imperador Apesar do papel administrativo das cidades, o império estava sob a autoridade de Roma e das suas instituições, que não conseguiram acompanhar o seu crescimento, originando uma crise política. Os poderes de Augusto Após a morte de Júlio César, criou-se um triunvirato em que pontificavam os nomes de Marco António, Lépido e Octávio. Esta forma de governo serviu para dividir o poder entre estes três nomes, pretendendo assim fugir a um possível conflito civil que enfraquecesse o império. Nesta divisão, Octávio ficou com o Ocidente, Lépido ficou com o Norte de África e Marco António com as províncias do Oriente. Depois de derrotar Marco António, seu principal rival, na batalha de Accio, Octávio ini- ciou um processo de centralização do poder nas suas mãos com o apoio do Senado. No fundo, queria ser imperador, transformando as instituições republicanas em órgãos que lhe seriam fiéis. Assim, em 38 a.C., recebe o título de Imperator, chefe de todo o exército. Em 28 a.C. consegue o título de Princeps Senatus, o primeiro dos senadores, o que lhe per- mitia fiscalizar e controlar as decisões deste órgão legislativo. Em 27 a.C., depois de uma manobra política em que finge abdicar do poder, Octávio con- segue o título de Procônsul e aumenta o seu poder imperial perante todas as províncias e também do exército. Ainda no mesmo ano, recebe o poder tribunício, com o poder de um tribuno da plebe e direito de veto sobre as decisões dos magistrados. Passa também a ter o título de Augustus, ou seja, de sagrado, sendo objeto de veneração pública, ao qual juntou o título de Princeps Civitatis, o primeiro dos cidadãos romanos. Em 12 a.C., torna-se o Pontifex Maximus, que chefiava toda a classe sacerdotal, iniciando- -se assim o culto imperial. Os poderes de Augusto PontifexMaximus O principal sacerdote Procônsul Poder militar em algumas províncias ainda não totalmente pacificadas Princeps Senatus O primeiro dos senadores Imperium proconsulare maius Comando dos exércitos e fiscalização de todas as províncias Augustus Sagrado e objeto de culto Princeps O primeiro dos cidadãos Pai da pátria e protetor do império Tribunicia potesta Poder de tribuno, inviolável Direito de veto sobre decisões dos magistrados Poder de convocar o Senado e os comícios CONCEITOS Urbe* – Termo latino que designa a cidade e que se diferenciava do território envolvente que era a zona rural. * conceito estruturante
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    25 resumo teórico HISTÓRIA A12 ©AREALEDITORES UNIDADE 2 – O modelo romano As instituições sob o imperador Octávio César Augusto • O Senado – diminuiu o número de senadores para 600, sendo que o acesso a este órgão era feito de forma hereditária. Os filhos sucediam aos pais senadores, o que demonstra bem o caráter pró-monárquico do principado otaviano. O Senado perdeu a autoridade antiga que lhe restava da República e que poderia exercer sobre o imperador, desti- tuindo-o. Agora era Octávio que podia destituir os seus membros, retirando-lhes o poder fiscalizador sobre o erário público, sobre o exército e sobre a política externa. • Os Comícios – eram assembleias do povo romano no seu início e um órgão prestigiado na República. Elegiam os magistrados e aprovavam as leis propostas por estes. Com Octávio deixaram de exercer essas prerrogativas e foi-lhes retirado o poder de eleger magistrados e as competências judiciais. Só podiam reunir com a convocação explícita do imperador. • As Magistraturas – anteriormente importantes no controlo dos assuntos públicos e de poder executivo, eram eleitas pelos Comícios. Agora, sob o poder de Octávio, os magis- trados eram recomendados ou nomeados por este. • A Guarda Pretoriana – exército de elite, impedia qualquer veleidade de revolta ou de substituição no cargo de imperador. Protegiam o imperador em qualquer situação. • O Conselho Imperial – órgão novo criado por Octávio. Tinha um caráter consultivo, mas era composto por 15 senadores escolhidos pelo imperador e apresentava como objetivo controlar o Senado e chamar para junto dele os principais senadores que poderiam fazer-lhe oposição. Publicavam os éditos imperiais. Augusto dividiu o império em províncias senatoriais e províncias imperiais. As primeiras encontravam-se pacificadas e estavam relativamente assimiladas; as segundas estavam sob o controlo do imperador e mostravam-se ainda insubmissas. No entanto, é a partir daqui que nasce uma nova classe de funcionários enriquecidos que exerciam o poder sob delegação do imperador. Havia dois tipos de províncias: as que eram administradas por magistrados próprios, os procônsules, e as que eram geridas pelos delegados do imperador. Todas as províncias eram ainda divididas em conventus, que tinham leis próprias e um grande grau de autonomia. As cidades dividiam-se em duas categorias: as colónias e os municípios. Os municípios eram cidades que já existiam e que tinham sido assimiladas pela pax romana; as colónias eram criadas de raiz por povoadores ou pelos povos dominados a quem tinha sido concedido o benefício de serem livres. Ambas podiam ter ainda a concessão imperial de latinidade e de cidadania, conforme os serviços prestados a Roma e ao império. Esta concessão de latinidade foi o primeiro passo para a concessão da cidadania plena a todos os habitantes do império e não só aos oriundos de Roma ou da Península Itálica. O culto de Roma e ao imperador O culto imperial nasceu após a atribuição a Octávio do título de Augustus pelo Senado. Foi a partir daqui que se iniciou um verdadeiro culto imperial que divinizava a figura do imperador através de vários rituais que podiam dar-se a título individual, municipal ou provincial. Ergue- ram-se altares em sua honra e era considerado um deus vivo, sendo um fator de unidade do império, que estava também associado ao culto da deusa Roma, que representava a cidade e a superioridade do mundo romano. O culto do imperador e a Roma era o que se poderia chamar de “religião de Estado”. CONCEITOS Magistratura – Carreira política baseada no desempenho de um cargo público de caráter judicial, legislativo ou militar.
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    exercícios propostos MÓDULO 1– Raízes Mediterrânicas da Civilização Europeia – Cidade,Cidadania e Império na Antiguidade Clássica 32 HISTÓRIA A 12 ©AREALEDITORES 1. Indique, a partir do mapa, quatro dos diversos fatores favoráveis que levaram à construção do Impé- rio Romano. O cea n o A t l â n t i c o M a r M e d i t e r r â n e o Mar Negro Mar do Norte Britannia Germania Inf. Germania Sarmatia Belgica Ludgunensis Aquitania Tarraconensis Gallaecia et Asturia Lusitânia Baetica Mauretania Numídia Sup. Baleares Corsica Sardinia Sicilia Numídia Inf. Africa Proconsularis Cyrenaica Aegyptus Arabia Palestina Syria Cappadocia Cilicia Pontus Galatia Phrygia Lycia BithyniaThracia Moesia Inf.Moesia Sup. Macedonia Dalmatia Roma Noricum Raetia Gallia Cisalpina Germania Sup. Narbonensis Pannonia Epirus Achaia Dacia Ásia Itália Gallia Illyrium Hispania 400 km0 DOC. 2 – Os poderes de Augusto Logo que o imperium lhe foi confiado pelo Senado e pelo povo, Augusto, não pretendendo mostrar-se impopular, aceitou a responsabilidade total do Estado como se este necessitasse de cuidados especiais (…). As províncias menos importantes seriam atribuídas ao Senado. As mais importantes, pouco seguras e expostas aos perigos oriundos dos vizinhos guerreiros ou suscetí- veis de se revoltarem, de novo, ficariam sob a autoridade do imperador. Esta medida foi tomada para parecer que o Senado administrava, sem qualquer receio, as melhores províncias e que reservava os problemas e dificuldades. E, com este pretexto, deixou o Senado sem armas e sem exércitos (…). Como pretendia que o seu poder em nada se assemelhasse ao poder monárquico, tomou o governo das províncias por dez anos: considerava esse tempo necessário para a pacifica- ção; logo que tudo estivesse pacificado, restituiria (o poder das províncias) ao Senado e ao povo. Dion Cassius, citado por Jean Rougé, As instituições romanas 2. Aponte a razão que levou Augusto a ficar com as províncias mais aguerridas ou ainda não totalmente pacificadas. 3. Refira os poderes que detinha Octávio César Augusto quando se tornou imperador. 4. Refira a importância do Direito na regulação do domínio romano nas regiões do império. 5. Explique por que razão se diz que a economia romana é esclavagista, comercial e urbana. 6. Explique o conceito de «cultura de síntese» inserida na cultura romana. 7. Refira os critérios que norteavam os Romanos na construção urbana. DOC. 1
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    exercícios propostos UNIDADE 2– O modelo romano 33 HISTÓRIA A 12 ©AREALEDITORES 8. Aponte três elementos identificadores da arquitetura romana. 9. Descreva os objetivos que norteavam a educação dos jovens romanos. 10. Infira, a partir do documento 3, o conceito de romanização. 10. Explique, com base no texto, o conceito de romanização. 11. Enumere as principais consequências económicas, políticas e sociais provocadas pela romanização na Península Ibérica. DOC. 3 – O Império Romano Todas estas reformas (empreendidas por Augusto) (…) tiveram como resultado aliviar a condição dos súb- ditos. A prosperidade geral aumentou; por toda a parte se assiste ao espantoso progresso da indústria e do comércio. As novas estradas (muitas, em princípio, davam resposta a preocupações estratégicas) servem o desenvolvimento das comunicações. Os mercadores «italianos» penetram em toda a parte, precedendo as legiões. Eles haviam franqueado o Danúbio muito antes dos generais de Augusto. Encontramo-las em todos os postos avançados do império, na Bactriana, em Adem, na rota da Índia, na China. (…) A Itália ocupa, natu- ralmente, um lugar privilegiado na economia do império (…). Parece realmente que o volume total das trocas comerciais teria, em alguns anos, conhecido um crescimento considerável, levando a um abaixamento geral dos preços e a uma subida do nível geral de vida. (…) A riqueza já não é o privilégio exclusivo dos conquistado- res. (…) Nestas condições, como não haveria de nascer um sentimento muito real de reconhecimento para aquele que, em tão escassos anos, rechaçou para sempre a angústia do amanhã, a insegurança, a fome, a guerra, e proporcionou a alegria de viver? Esta gratidão é inseparável de um outro sentimento, que se deve mesmo designar como um «patriotismo imperial»: o orgulho de pertencer a um império forte e próspero. O imperador já não é o comandante de um exército ou de uma nação conquistadora, mas o pai, em breve o deus, a quem tudo se deve; e vê-se nascer, inicialmente no Oriente grego (…), como também no Ocidente, um culto a Roma e a Augusto, em que se encontram ligadas as duas potências pacificadoras do império. Pierre Grimal, O Século de Augusto, Edições 70, 2008, pp. 125-126 DOC. 4 PENHA12_F03 Ouro Prata Ferro Cobre Sal Cereais Azeite Vinho Peixe Cavalos Porcos Ovelhas Tecidos Cerâmica Escravos Leão Pamplona Simancas Zamora Porto Salamanca Coimbra Santarém Lisboa Évora Faro Huelva Sevilha Mérida Córdova Jerez MálagaCádis Almeria Cartagena Valência Saragoça Tortosa Lérida Barcelona Maiorca Ibiza 0 100 km OceanoAtlântico M a r M e d i t e r r â n e o
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    Cotação ©AREALEDITORES 436 HISTÓRIA A 12 prova-modelo5 1.1. Assinale, a partir dos documentos 1 a 4, as afirmações que considera corretas. (A) A presença romana na Península Ibérica data de 218 a. C. (B) A presença romana na Península Ibérica data de 448 a. C. (C) Romanização é o processo que levou Roma a impor as suas leis, cultura, comportamentos e cos- tumes aos povos dominados. (D) Romanização é o processo que levou Roma a destruir os antigos aldeamentos locais e a trans- formá-los em grandes cidades. (E) Aculturação é o processo que levou os romanos a serem influenciados pelos povos dominados e a seguirem o seu modo de vida e costumes. (F) Aculturação é um processo de assimilação cultural dos povos dominados pelos romanos. (G) A Pax Romana era a condição imposta pelos romanos aos povos dominados, para que seguissem as leis, os costumes e se integrassem no Império Romano. (H) O urbanismo só foi praticado na cidade de Roma, não tendo tido influência nas cidades edifica- das pelos romanos, em todo o Império. Grupo I – 10.º ano A civilização romana 1. Atente nos documentos: Prova de História A – N.º 5 – 12.º ano – 120 minutos Doc. 1 Doc. 3 Doc. 2 Doc. 4 10
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    Cotação prova-modelo ©AREALEDITORES 437 HISTÓRIA A 12 5 1.2. Relacionea coluna da esquerda coma respetiva coluna da direita. A) Império 1. Nasceu depois de Octávio César Augusto ser considerado sagrado ou «augustus». B) Exército romano 2. Órgão deliberativo na República, formado por 600 membros, mas que perdeu influência com a instituição do Império e do imperador. C) Pax Romana 3. Estrutura determinante no domínio de uma região, mas não a única. D) Culto Imperial 4. Carreira política baseada no desempenho de um cargo público seja de caráter judicial, legislativo ou militar. E) Senado 5. Conceito criado por Octávio César Augusto que tinha por objetivo assimilar e aculturar os povos que aceitassem o domínio romano. F) Magistraturas 6. Exército de elite que protegia o imperador. 7. Vasto território que engloba povos ou regiões conquistadas mili- tarmente por um Estado politicamente forte e expansionista. Grupo II – 11.º ano Portugal, uma sociedade capitalista dependente DOC. 1 – Um discurso de Fontes Pereira de Melo Quero o progresso material do País; quero estradas; e não seria um grande progresso o ter- mos estradas?… Nós que não podemos dar dois passos, sem que pelo mau estado em que estão os caminhos tropecem os cavalos, e nós quebremos a cabeça!… Quem não há de querer o melho- ramento das estradas!… Quero canais, e todos os melhoramentos materiais que forem possíveis. Entretanto conheço que muitas destas coisas não está o País ainda no caso de os desfrutar. Qui- sera porém que desde já se melhorasse a indústria e a agricultura, porque realmente carecem de muitos melhoramentos. Sr. Presidente, eu não quero só o progresso material, quero também o progresso intelectual, quero o progresso da instrução pública, porque estou persuadido que sem ele não pode haver liberdade no país, e todos os homens que prezam a liberdade não podem deixar de o querer, por- que entendo mesmo que a classe de indivíduos que deve ter maior soma de conhecimentos para desempenharem os altos cargos que ocupam, não estão ainda alguns deles bastantemente ins- truídos para os exercerem. Quero mais: quero uma reforma de Lei Eleitoral, porque entendo que é uma necessidade pública; quero essa reforma, quero esse progresso, porque não desejo que haja motivo para resis- tências nem ativas nem passivas; quero que haja um sistema representativo em que todos os partidos sejam representados no Parlamento. Fontes Pereira de Melo, Sessão parlamentar de 15 de janeiro de 1849 10