SlideShare uma empresa Scribd logo
Fisiostética
Electrologia
-
LASER -
Prof.ª Ana Maria- ENGENHEIRA ELECTROTÉCNICA
 LASER
 Ligtht Amplification by Stimulated Emission of
Radiation
 Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de
Radiação
1965 O termo maser óptico foi substituído por
 LASER.
O laser passou por enormes avanços e
apresenta inúmeras aplicações do dia-a-dia.
- Discos de áudio
- leitura ótica de supermercado
- telecomunicações
- medicina
LUZ energia eletromagnética
Comprimento de onda entre 100 e 10.000 nanometros
Luz visível 400 (violeta) a 700 nm
A energia luminosa é transmitida no
espaço como ondas que contém
pequenos “pacotes de energia” :
A energia luminosa é transmitida no espaço como ondas que contém
pequenos “pacotes de energia” :
Os fotões contém uma quantidade definida de
energia, dependendo do seu comprimento de onda
 Princípios da geração do laser:
Átomo: neutrões
 prótões
 elétrões
Neutrões + prótões = núcleo do átomo
 (carga positiva)
Elétrões = giram em órbita ao redor do núcleo
 (carga negativa)
 Emissão estimulada de radiação:
Os átomos ou moléculas dentro de uma
cavidade são excitados através de uma energia.
Quando a maioria destes átomos ou moléculas está em
estado excitado podem começar a emitir fótões que irão
viajar no interior da cavidade, uns estimulando os outros.
Para isso é necessário um ambiente com número ilimitado
de átomos excitados, que é chamado de inversão de
população (mais átomos em estado excitado do que em
estado fundamental).
A emissão estimulada irá produzir mais fótões da
mesma frequência que se irão propagar em todas as
direções.
Espelhos refletores são colocados nas extremidades desta
cavidade permitindo a reflexão, aumentando ainda mais a
emissão e, portanto promovendo uma amplificação da
radiação.
São tantos fotões estimulados que a câmara não pode conter
a energia.
Quando se atinge um nível específico de energia, fotões de um
comprimento de onda particular são ejetados pelo espelho
semipermeável.
A luz l A luz laser é emitida de modo
organizado e apresenta 3 propriedades:
o disti–COERÊNCIA: todos os fotões de luz emitidos
a partir de moléculas individuais de gás têm o mesmo
comprimento de onda e estão em fase uma com a
outra.
-MONOCROMATICIDADE: a especificidade da luz
de um único comprimento de onda definido. Se a
especificidade está no espectro da luz visível, ela tem
apenas uma cor.
-COLIMAÇÃO:há uma divergência mínima dos
fotões. Os fotões movem-se de forma paralela,
concentrando o feixe de luz.
Os lasers são classificados de acordo com a natureza do
material colocado entre as duas superfícies refletoras.
Os meios de produção de laser podem ser:
Cristal e vidro (estado sólido)
Gás (HeNe)
Semicondutor
Corante líquido e químico
Diodo (GaAs)
Considere dois cristais de arsenieto de gálio. Adicionando-se telúrio a
um deles,estaremos conferindo ao mesmo características elétricas
positivas, pois o resultado da reação proporciona falta de electrões.
Ao segundo cristal será adicionado zinco, o que conferirá ao mesmo
característica elétricas negativas, pois da reação resultará um número
excessivo de electrões.
Unindo-se os dois cristais formar-se-á um diodo. Uma corrente elétrica
aplicada a este diodo “desprende” ondas eletromagnéticas, que são
guiadas a uma janela onde o feixe é emitido.
Lasers podem ser:
Lasers podem ser de alta e baixa potência
Alta potência: apresentam respostas térmicas. São usados para:
Cortes cirúrgicos e coagulação
Oftalmologia
Dermatologia
Oncologia
Cirurgia vascular
Baixa potência: atérmicos, produzem efeitos fotoquímicos
em vez de térmicos. São usados para:
Cicatrização de feridas
Manuseio da dor
Modos de emissão:
Contínuo e pulsado
Ex. caneta Laser 660 nm e 830 nm, 904 nm é
apenas pulsado.
Ambos os tipos de laser apresentam potencial
terapêutico elevado, comparativamente:
HeNe se destaca em lesões superficiais, com
penetração direta de 2 a 5mm e indireta de 10mm.
AsGa se destaca em lesões profundas, com penetração
indireta de 1 a 2cm e indireta de 5cm.
Lasers mais comuns
GaAs (904 nm) – arsenieto de gálio – feixe não visível (infra-vermelho)
GaAlAs (830 nm) – arsenieto de gálio e alumínio- feixe não visível
AlGaInP (660 nm) – alumínio, gálio, índio e fósforo- feixe visivel
HeNe (632,8 nm) – hélio e neon- feixe visivel (vermelho)
O que importa no laser AsGa não é sua potência de pico mas sim a
sua potência média.
A potência média de alguns emissores de laser AsGa muitas
vezes é inferior à potência de emissão dos apararelhos de
laser HeNe.
O laser HeNe é mais energético do que o laser
AsGa, pois a frequência é inversamente propor-
cional ao comprimento de onda.
O laser HeNe (632,8 nm), de comprimento de onda menor
que o AsGa (904 nm), apresenta frequência superior ao laser
AsGa e, consequentemente, carrega mais energia nos seus
"quantuns".
Radiação laser sobre o corpo humano
1.Reflexão – radiação bate na pele e é refletida;
2.Transmissão – parte da radiação incidente
ultrapassará as diferentes camadas da pele;
3.Absorção – ou processo de incorporação da
radiação laser.
Nota: a incidência deve ser sempre perpendicular,
de modo a dificultar a reflexão;
4.Dispersão – a radiação transpõe diferentes
camadas, parte dela é retida e difundida pelos diferentes
estratos de pele.
A dispersão do laser na pele se dá através do colágeno presente na derme. Ela é importante, pois reduz
rapidamente a fluência de energia que fica disponível para absorção do cromóforo-alvo. A dispersão diminui
com o comprimento de ondas maiores de 600 a 1.200 nm, tornando ideal, por exemplo, para depilação a laser.
Ação e efeito
1 – Efeitos primários ou diretos:
Efeito bioquímico devido à síntese prostaglandinas
Efeito bioelétrico
Efeito bioenergético
2– Efeitos secundários
Estímulo a microcirculação
Estímulo trófico celular e estímulo à velocidade de
cicatrização.
A pele seca, desidratada reflete mais a luz do laser do que a
pele hidratada, sendo a perda de energia maior na pele seca.
3 – Efeitos terapêuticos:
Aumento do ATP intracelular
 Critérios de dosagem:
1. Indivíduos de pele mais escura necessitam de doses
menores do que indivíduos de pele mais clara.
2. Indivíduos em estado nutricional normal parecem
necessitar de doses menores que indivíduos mal
nutridos.
3. Regiões do corpo onde a epiderme é mais espessa
necessitam de doses mais elevadas do que regiões de
epiderme menos espessa.
4. Aparentemente, o stresse determina a necessidade
de doses mais elevadas.
UMA PEQUENA VISÃO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA
Os tecidos são células semelhantes e especializadas em determinada função.
Os tecidos podem ser:
- Epitelial: Tem como funções: o revestimento (epiderme, mucosas e serosas) e a secreção (glândulas).
- Conjuntivo: Tem como funções: o preenchimento (adiposo e propriamente dito), sustentação (cartilaginoso e
ósseo), defesa e transporte (homeotopoético).
- Muscular: Tem como função: o movimento.
- Nervoso: Têm como funções: receber e transmitir impulsos nervosos
O folículo piloso é um poro pequeno onde se forma um
composto de proteínas, a queratina.
A Papila Germinativa tem células especializadas, queratinócitos, que
produzem queratina.
A queratina juntamente com minerais levam ao crescimento do pêlo.
Outras células, os melanócitos, produzem melanina, proteína
responsável pela pigmentação.
Os melanócitos estão ao nível do bulbo.
O efeito do laser varia em função de:
 Comprimento de onda;
 Duração do impulso,
 Tamanho, tipo e profundidade do alvo;
 Interacção entre a luz emitida pelo laser e o alvo
determinado.
 Os principais alvos do laser médico são:
1) pigmento natural, 2) pigmento externo;
3) água intracelular; 4) aminoácidos e ácidos nucleicos.
Aos pigmentos naturais e externos chamam-se cromóforos.
O cromóforo é um grupo de átomos que dá cor a uma substância e absorve luz
com um comprimento de onda específico no espectro do visível.
Os cromóforos da pele são a oxihemoglobina e desoxihemoglobina, melanina,
carotenos, água e proteínas.
A monocromaticidade do laser determina a absorção seletiva por parte dos
cromóforos, com resposta afim a um ou a vários comprimentos de onda,
fenômeno conhecido como ressonância à uma determinada freqüência. Cada
comprimento de onda, portanto, terá um tipo diferente de interação segundo o
tecido alvo.
Não há nenhum comprimento de onda que permita atingir um cromóforo de
forma completamente específica. A janela óptica escolhida é apenas a mais
seletiva possível para o tecido alvo. Daí a importância dos sistemas de
resfriamento que resfriam a epiderme e a derme superficial e deste modo
reforçam a seletividade da ação térmica ao nível dum alvo mais profundo.
PENETRAÇÃO DO LASER NOS TECIDOS
Laser CO2- comprimento de onda 10600 nm (invisível).Nessa faixa não há
cromóforo específico que absorva o Laser, ocorrendo portanto, absorção não
seletiva da luz pela água intra e extravascular.
Gordura
A gordura, segundo novo gráfico de sua
curva de absorção demonstrado por Rox
Anderson, apresenta picos de forte
absorção em
1.200 nm e 1700 nm.
CROMÓFOROS DA PELE
Tempo de relaxamento térmico TRT
É o tempo que o alvo leva para resfriar após altas
temperaturas.
Pelo princípio da física, volumes maiores demoram mais tempo
a resfriar do que pequenas estruturas pois a condução de calor
é proporcional ao quadrado do tamanho do objeto.
Varia desde alguns nanossegundos (partículas de tatuagens)
até centenas de milissegundos (veias das pernas).
ATENÇÃO!
Fototermólise seletiva : há uma liberação de calor localizada e efetiva na fototermólise
seletiva da melanina e hemoglobina quando:
1. O comprimento de onda usado é absorvido pela estrutura-alvo
2. O tempo de exposição do laser é menor ou igual ao tempo necessário da estrutura alvo
resfriar
3. A energia usada é suficiente para destruir o alvo.
No caso de laser para depilação, o cromóforo é a melanina da haste do pêlo e do
bulbo.
Porém, o que se quer é destruir a porção inferior que envolve o pelo, que é
o bulge e as glândulas sebáceas, que não sendo pigmentadas , podem ser
destruídas apenas pela propagação do calôr gerado ao nível do bulbo.
Uma vez destruídos torna-se impossível criar um novo folículo.
Mas, atenção, o crescimento do pêlo está sugeito à estimulação hormonal.
Neste caso, o tempo de dano térmico deve ser maior que o tempo de
relaxamento, pois pretende-se que o calor libertado pela haste e bulbo do
pêlo, dissipe e destrua a bulge, que não tem cromóforo.
A melanina epidérmica é frequentemente um indesejado alvo
cromóforo durante o tratamento a laser de lesões vasculares e
remoção de pêlos.
A melanina absorve desde a radiação luminosa UV até à IV.
Minimização do dano epidérmico: Resfriamento da pele.
Principalmente no tratamento de tipos de pele mais pigmentadas, nas
quais os efeitos colaterais são mais comuns.
Todos os métodos de resfriamento envolvem a extração do calor por
condução à superfície da pele.
Tipos : Pré-resfriamento, resfriamento paralelo e pós-resfriamento
Exemplo ilustrativo do spray de criogênio sendo liberado sobre a pele milissegundos antes do pulso
de laser. O resfriamento é rápido e ocorre somente na camada superior da epiderme. Pode ser controlada a
quantidade de gás liberada e tempo de ação sobre a pele. Não resfria as estruturas abaixo da superfície da
pele.
Não impede a visibilidade durante o tratamento.
O principal objetivo do resfriamento é proteger a epiderme de injúrias
desfavoráveis, além de proporcionar o uso de fluências mais altas com
maior segurança.
Os lasers de comprimento de onda de luz visível, infravermelha curta e
média, ou seja, entre 532 nm e 1.550 nm, necessitam de resfriamento
para proteção da epiderme.
RESFRIAMENTO DA PELE
SPOTS
Perfil espacial gaussiano de um feixe laser e sua interação com o tecido,
proposto por OHSHIRO e CALDERHEAD
Spots sizes maiores produzem penetração mais profunda e
diminuem o tempo de tratamento nos casos de depilação a laser
Para tratamento de lesões vasculares é recomendável spots
menores que condensam a energia e atuam somente no alvo.
Notar que dependendo da distância do spot na pele, o feixe de luz muda.
A aplicação do feixe encostado na pele e perpendicular produz energia
mais profunda e focada.
Esquema
representado o
diâmetro do feixe
de luz emitido
Lasers usados em nanossegundos são chamados Q-Switched e provocam
um pico muito alto de energia libetrada.
Usados para lesões pigmentadas e tatuagens.
COMPARAÇÃO ENTRE LASER E IPL
MARCEL BIENFAIT
Com o acréscimo na densidade dos tecidos conjuntivos, há uma diminuição
da permeabilidade necessária para o intercâmbio de água e nutrientes
efetuado pelo sistema linfático através das linfas.
Os interstícios que seriam ocupados pelos denominados líquidos teciduais,
ou substâncias intercelulares, diminuem pelo intumecimento do conjuntivo,
dessa forma o grande responsável pelo intercâmbio de água e nutrientes
torna-se cada vez menos abundante e rico, prejudicando a possibilidade de
concluir suas funções inerentes como, nutrição, defesa e sustentação.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Laser
LaserLaser
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYagCurso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
Dra. Ana Carolin Puga
 
Fototerapia - laser - capítulo 15
 Fototerapia - laser - capítulo 15 Fototerapia - laser - capítulo 15
Fototerapia - laser - capítulo 15
Cleanto Santos Vieira
 
Laser Basics
Laser BasicsLaser Basics
Laser Basics
Smruti Ramawanshi
 
4 radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
4   radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...4   radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
4 radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
HTM ELETRÔNICA
 
laser
laserlaser
Radiofrequência
RadiofrequênciaRadiofrequência
Apostila laserterapia estetica
Apostila laserterapia esteticaApostila laserterapia estetica
Apostila laserterapia estetica
Guttemberg Silva
 
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
Lupe Bello Cuerpo
 
Depilação a laser
Depilação a laserDepilação a laser
Depilação a laser
Wando Pagani
 
Apresentação - Holonyak.pptx
Apresentação - Holonyak.pptxApresentação - Holonyak.pptx
Apresentação - Holonyak.pptx
SulLaserLocaes1
 
ultrasom
ultrasomultrasom
ultrasom
Nay Ribeiro
 
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
Tudo Belo Estética
 
Alta tecnologia e dermocosméticos
Alta tecnologia e dermocosméticos Alta tecnologia e dermocosméticos
Alta tecnologia e dermocosméticos
Jauru Freitas
 
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
Lupe Bello Cuerpo
 
Basics of lasers
Basics of lasersBasics of lasers
Basics of lasers
DrSaraHistology
 
Aula microrrentes (1).pptx aula
Aula microrrentes (1).pptx aulaAula microrrentes (1).pptx aula
Aula microrrentes (1).pptx aula
Milena Vicário Perez
 
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptxEletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
AnneAssis2
 
Crystal 3D- Apresentação.pptx
Crystal 3D- Apresentação.pptxCrystal 3D- Apresentação.pptx
Crystal 3D- Apresentação.pptx
SulLaserLocaes1
 
Microcorrente
MicrocorrenteMicrocorrente

Mais procurados (20)

Laser
LaserLaser
Laser
 
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYagCurso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
Curso de Depilação a Laser de Diodo, LIP e NdYag
 
Fototerapia - laser - capítulo 15
 Fototerapia - laser - capítulo 15 Fototerapia - laser - capítulo 15
Fototerapia - laser - capítulo 15
 
Laser Basics
Laser BasicsLaser Basics
Laser Basics
 
4 radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
4   radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...4   radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
4 radiofrequência multifrequencial e multipolar nos tratamentos corporais e...
 
laser
laserlaser
laser
 
Radiofrequência
RadiofrequênciaRadiofrequência
Radiofrequência
 
Apostila laserterapia estetica
Apostila laserterapia esteticaApostila laserterapia estetica
Apostila laserterapia estetica
 
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
Associação da Fototerapia e ativos cosméticos nos tratamentos estéticos facia...
 
Depilação a laser
Depilação a laserDepilação a laser
Depilação a laser
 
Apresentação - Holonyak.pptx
Apresentação - Holonyak.pptxApresentação - Holonyak.pptx
Apresentação - Holonyak.pptx
 
ultrasom
ultrasomultrasom
ultrasom
 
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
Guia Fluence - Tudo Belo Estética - ago16
 
Alta tecnologia e dermocosméticos
Alta tecnologia e dermocosméticos Alta tecnologia e dermocosméticos
Alta tecnologia e dermocosméticos
 
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
Associação da Fototerapia e Ativos Cosméticos nos Tratamentos estéticos Facia...
 
Basics of lasers
Basics of lasersBasics of lasers
Basics of lasers
 
Aula microrrentes (1).pptx aula
Aula microrrentes (1).pptx aulaAula microrrentes (1).pptx aula
Aula microrrentes (1).pptx aula
 
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptxEletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
Eletrocautério – Jato de Plasma apostila .pptx
 
Crystal 3D- Apresentação.pptx
Crystal 3D- Apresentação.pptxCrystal 3D- Apresentação.pptx
Crystal 3D- Apresentação.pptx
 
Microcorrente
MicrocorrenteMicrocorrente
Microcorrente
 

Semelhante a So_laser

Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermiaSonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
Ana Pereira
 
Galaxy Fiber - Apresentação.pptx
Galaxy Fiber - Apresentação.pptxGalaxy Fiber - Apresentação.pptx
Galaxy Fiber - Apresentação.pptx
SulLaserLocaes1
 
Laser de argônio – aplicações
Laser de argônio – aplicaçõesLaser de argônio – aplicações
Laser de argônio – aplicações
Pablo Vasconcelos
 
Laser.pdf
Laser.pdfLaser.pdf
RadiaçõEs
RadiaçõEsRadiaçõEs
RadiaçõEs
guestd9d5ba
 
Lasers.pdf
Lasers.pdfLasers.pdf
Lasers.pdf
kotinha luz
 
Analise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnéticaAnalise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnética
UERGS
 
FíSica Das RadiaçõEs
FíSica Das RadiaçõEsFíSica Das RadiaçõEs
FíSica Das RadiaçõEs
AulasParticulares
 
Apostila end andreucci
Apostila end   andreucciApostila end   andreucci
Apostila end andreucci
Lorena Incutto Bastos
 
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTECONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
Thassiany Sarmento
 
Espetros e radiações Joao tiago
Espetros e radiações Joao tiagoEspetros e radiações Joao tiago
Espetros e radiações Joao tiago
SaTiDiMi
 
Tecnologia laser - Potencial e oportunidades
Tecnologia laser - Potencial e oportunidadesTecnologia laser - Potencial e oportunidades
Tecnologia laser - Potencial e oportunidades
senaimais
 
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas EletromagnéticasPower Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
dualschool
 
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas EletromagnéticasPower Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
dualschool
 
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
Termoterapia   ultra-som - capítulo 14Termoterapia   ultra-som - capítulo 14
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
Cleanto Santos Vieira
 
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS XRADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
Herculys Douglas Clímaco Marques
 
Ondas trabalho
Ondas   trabalhoOndas   trabalho
Ondas trabalho
Manoella Aluízio
 
Aula laserterapia - pos.pptx
Aula laserterapia - pos.pptxAula laserterapia - pos.pptx
Aula laserterapia - pos.pptx
RaGomes7
 
Luminotecnica
LuminotecnicaLuminotecnica
Luminotecnica
LuminotecnicaLuminotecnica
Luminotecnica
Nery Corrêa
 

Semelhante a So_laser (20)

Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermiaSonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
Sonodemia+electrolog+galvan+outrascorr_+diatermia
 
Galaxy Fiber - Apresentação.pptx
Galaxy Fiber - Apresentação.pptxGalaxy Fiber - Apresentação.pptx
Galaxy Fiber - Apresentação.pptx
 
Laser de argônio – aplicações
Laser de argônio – aplicaçõesLaser de argônio – aplicações
Laser de argônio – aplicações
 
Laser.pdf
Laser.pdfLaser.pdf
Laser.pdf
 
RadiaçõEs
RadiaçõEsRadiaçõEs
RadiaçõEs
 
Lasers.pdf
Lasers.pdfLasers.pdf
Lasers.pdf
 
Analise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnéticaAnalise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnética
 
FíSica Das RadiaçõEs
FíSica Das RadiaçõEsFíSica Das RadiaçõEs
FíSica Das RadiaçõEs
 
Apostila end andreucci
Apostila end   andreucciApostila end   andreucci
Apostila end andreucci
 
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTECONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
CONCEITOS DE RADIAÇÃO IONIZANTE E NÃO IONIZANTE
 
Espetros e radiações Joao tiago
Espetros e radiações Joao tiagoEspetros e radiações Joao tiago
Espetros e radiações Joao tiago
 
Tecnologia laser - Potencial e oportunidades
Tecnologia laser - Potencial e oportunidadesTecnologia laser - Potencial e oportunidades
Tecnologia laser - Potencial e oportunidades
 
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas EletromagnéticasPower Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
 
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas EletromagnéticasPower Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
Power Point - PP 2009 Ondas Eletromagnéticas
 
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
Termoterapia   ultra-som - capítulo 14Termoterapia   ultra-som - capítulo 14
Termoterapia ultra-som - capítulo 14
 
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS XRADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
RADIOLOGIA CONVENCIONAL E FORMAÇÃO DOS RAIOS X
 
Ondas trabalho
Ondas   trabalhoOndas   trabalho
Ondas trabalho
 
Aula laserterapia - pos.pptx
Aula laserterapia - pos.pptxAula laserterapia - pos.pptx
Aula laserterapia - pos.pptx
 
Luminotecnica
LuminotecnicaLuminotecnica
Luminotecnica
 
Luminotecnica
LuminotecnicaLuminotecnica
Luminotecnica
 

Último

Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipalDrogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
THIALYMARIASILVADACU
 
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tccPsicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
rosilenenunes9
 
Atendimento Parada cardio respiratória.pptx
Atendimento Parada cardio respiratória.pptxAtendimento Parada cardio respiratória.pptx
Atendimento Parada cardio respiratória.pptx
VaniaTramontinPolla
 
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
LuFelype
 
Personalidade - Teoria comportamentalista
Personalidade - Teoria comportamentalistaPersonalidade - Teoria comportamentalista
Personalidade - Teoria comportamentalista
Nertan Dias
 
Guia completo para secar de maneira saudável
Guia completo para secar de maneira saudávelGuia completo para secar de maneira saudável
Guia completo para secar de maneira saudável
barbosakennedy04
 

Último (6)

Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipalDrogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
Drogas Vasoativas na UTI (1) (1).pptxvigilanciaprincipal
 
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tccPsicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
Psicologia hospitalar ansiedade e abordagens da tcc
 
Atendimento Parada cardio respiratória.pptx
Atendimento Parada cardio respiratória.pptxAtendimento Parada cardio respiratória.pptx
Atendimento Parada cardio respiratória.pptx
 
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
1-A Organização do Sistema de Saúde e a Atenção Primária à Saúde (APS) no Bra...
 
Personalidade - Teoria comportamentalista
Personalidade - Teoria comportamentalistaPersonalidade - Teoria comportamentalista
Personalidade - Teoria comportamentalista
 
Guia completo para secar de maneira saudável
Guia completo para secar de maneira saudávelGuia completo para secar de maneira saudável
Guia completo para secar de maneira saudável
 

So_laser

  • 1. Fisiostética Electrologia - LASER - Prof.ª Ana Maria- ENGENHEIRA ELECTROTÉCNICA
  • 2.  LASER  Ligtht Amplification by Stimulated Emission of Radiation  Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação
  • 3. 1965 O termo maser óptico foi substituído por  LASER. O laser passou por enormes avanços e apresenta inúmeras aplicações do dia-a-dia. - Discos de áudio - leitura ótica de supermercado - telecomunicações - medicina LUZ energia eletromagnética Comprimento de onda entre 100 e 10.000 nanometros Luz visível 400 (violeta) a 700 nm
  • 4. A energia luminosa é transmitida no espaço como ondas que contém pequenos “pacotes de energia” : A energia luminosa é transmitida no espaço como ondas que contém pequenos “pacotes de energia” : Os fotões contém uma quantidade definida de energia, dependendo do seu comprimento de onda
  • 5.  Princípios da geração do laser: Átomo: neutrões  prótões  elétrões Neutrões + prótões = núcleo do átomo  (carga positiva) Elétrões = giram em órbita ao redor do núcleo  (carga negativa)
  • 6.
  • 7.  Emissão estimulada de radiação: Os átomos ou moléculas dentro de uma cavidade são excitados através de uma energia. Quando a maioria destes átomos ou moléculas está em estado excitado podem começar a emitir fótões que irão viajar no interior da cavidade, uns estimulando os outros. Para isso é necessário um ambiente com número ilimitado de átomos excitados, que é chamado de inversão de população (mais átomos em estado excitado do que em estado fundamental). A emissão estimulada irá produzir mais fótões da mesma frequência que se irão propagar em todas as direções.
  • 8. Espelhos refletores são colocados nas extremidades desta cavidade permitindo a reflexão, aumentando ainda mais a emissão e, portanto promovendo uma amplificação da radiação.
  • 9. São tantos fotões estimulados que a câmara não pode conter a energia. Quando se atinge um nível específico de energia, fotões de um comprimento de onda particular são ejetados pelo espelho semipermeável.
  • 10. A luz l A luz laser é emitida de modo organizado e apresenta 3 propriedades: o disti–COERÊNCIA: todos os fotões de luz emitidos a partir de moléculas individuais de gás têm o mesmo comprimento de onda e estão em fase uma com a outra. -MONOCROMATICIDADE: a especificidade da luz de um único comprimento de onda definido. Se a especificidade está no espectro da luz visível, ela tem apenas uma cor. -COLIMAÇÃO:há uma divergência mínima dos fotões. Os fotões movem-se de forma paralela, concentrando o feixe de luz.
  • 11. Os lasers são classificados de acordo com a natureza do material colocado entre as duas superfícies refletoras. Os meios de produção de laser podem ser: Cristal e vidro (estado sólido) Gás (HeNe) Semicondutor Corante líquido e químico Diodo (GaAs) Considere dois cristais de arsenieto de gálio. Adicionando-se telúrio a um deles,estaremos conferindo ao mesmo características elétricas positivas, pois o resultado da reação proporciona falta de electrões. Ao segundo cristal será adicionado zinco, o que conferirá ao mesmo característica elétricas negativas, pois da reação resultará um número excessivo de electrões. Unindo-se os dois cristais formar-se-á um diodo. Uma corrente elétrica aplicada a este diodo “desprende” ondas eletromagnéticas, que são guiadas a uma janela onde o feixe é emitido.
  • 12. Lasers podem ser: Lasers podem ser de alta e baixa potência Alta potência: apresentam respostas térmicas. São usados para: Cortes cirúrgicos e coagulação Oftalmologia Dermatologia Oncologia Cirurgia vascular Baixa potência: atérmicos, produzem efeitos fotoquímicos em vez de térmicos. São usados para: Cicatrização de feridas Manuseio da dor Modos de emissão: Contínuo e pulsado Ex. caneta Laser 660 nm e 830 nm, 904 nm é apenas pulsado.
  • 13. Ambos os tipos de laser apresentam potencial terapêutico elevado, comparativamente: HeNe se destaca em lesões superficiais, com penetração direta de 2 a 5mm e indireta de 10mm. AsGa se destaca em lesões profundas, com penetração indireta de 1 a 2cm e indireta de 5cm. Lasers mais comuns GaAs (904 nm) – arsenieto de gálio – feixe não visível (infra-vermelho) GaAlAs (830 nm) – arsenieto de gálio e alumínio- feixe não visível AlGaInP (660 nm) – alumínio, gálio, índio e fósforo- feixe visivel HeNe (632,8 nm) – hélio e neon- feixe visivel (vermelho)
  • 14. O que importa no laser AsGa não é sua potência de pico mas sim a sua potência média. A potência média de alguns emissores de laser AsGa muitas vezes é inferior à potência de emissão dos apararelhos de laser HeNe.
  • 15. O laser HeNe é mais energético do que o laser AsGa, pois a frequência é inversamente propor- cional ao comprimento de onda. O laser HeNe (632,8 nm), de comprimento de onda menor que o AsGa (904 nm), apresenta frequência superior ao laser AsGa e, consequentemente, carrega mais energia nos seus "quantuns". Radiação laser sobre o corpo humano 1.Reflexão – radiação bate na pele e é refletida; 2.Transmissão – parte da radiação incidente ultrapassará as diferentes camadas da pele; 3.Absorção – ou processo de incorporação da radiação laser. Nota: a incidência deve ser sempre perpendicular, de modo a dificultar a reflexão; 4.Dispersão – a radiação transpõe diferentes camadas, parte dela é retida e difundida pelos diferentes estratos de pele.
  • 16. A dispersão do laser na pele se dá através do colágeno presente na derme. Ela é importante, pois reduz rapidamente a fluência de energia que fica disponível para absorção do cromóforo-alvo. A dispersão diminui com o comprimento de ondas maiores de 600 a 1.200 nm, tornando ideal, por exemplo, para depilação a laser.
  • 17. Ação e efeito 1 – Efeitos primários ou diretos: Efeito bioquímico devido à síntese prostaglandinas Efeito bioelétrico Efeito bioenergético 2– Efeitos secundários Estímulo a microcirculação Estímulo trófico celular e estímulo à velocidade de cicatrização. A pele seca, desidratada reflete mais a luz do laser do que a pele hidratada, sendo a perda de energia maior na pele seca.
  • 18. 3 – Efeitos terapêuticos: Aumento do ATP intracelular  Critérios de dosagem: 1. Indivíduos de pele mais escura necessitam de doses menores do que indivíduos de pele mais clara. 2. Indivíduos em estado nutricional normal parecem necessitar de doses menores que indivíduos mal nutridos. 3. Regiões do corpo onde a epiderme é mais espessa necessitam de doses mais elevadas do que regiões de epiderme menos espessa. 4. Aparentemente, o stresse determina a necessidade de doses mais elevadas.
  • 19. UMA PEQUENA VISÃO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA Os tecidos são células semelhantes e especializadas em determinada função. Os tecidos podem ser: - Epitelial: Tem como funções: o revestimento (epiderme, mucosas e serosas) e a secreção (glândulas). - Conjuntivo: Tem como funções: o preenchimento (adiposo e propriamente dito), sustentação (cartilaginoso e ósseo), defesa e transporte (homeotopoético). - Muscular: Tem como função: o movimento. - Nervoso: Têm como funções: receber e transmitir impulsos nervosos
  • 20. O folículo piloso é um poro pequeno onde se forma um composto de proteínas, a queratina. A Papila Germinativa tem células especializadas, queratinócitos, que produzem queratina. A queratina juntamente com minerais levam ao crescimento do pêlo. Outras células, os melanócitos, produzem melanina, proteína responsável pela pigmentação. Os melanócitos estão ao nível do bulbo.
  • 21. O efeito do laser varia em função de:  Comprimento de onda;  Duração do impulso,  Tamanho, tipo e profundidade do alvo;  Interacção entre a luz emitida pelo laser e o alvo determinado.  Os principais alvos do laser médico são: 1) pigmento natural, 2) pigmento externo; 3) água intracelular; 4) aminoácidos e ácidos nucleicos. Aos pigmentos naturais e externos chamam-se cromóforos. O cromóforo é um grupo de átomos que dá cor a uma substância e absorve luz com um comprimento de onda específico no espectro do visível. Os cromóforos da pele são a oxihemoglobina e desoxihemoglobina, melanina, carotenos, água e proteínas. A monocromaticidade do laser determina a absorção seletiva por parte dos cromóforos, com resposta afim a um ou a vários comprimentos de onda, fenômeno conhecido como ressonância à uma determinada freqüência. Cada comprimento de onda, portanto, terá um tipo diferente de interação segundo o tecido alvo.
  • 22. Não há nenhum comprimento de onda que permita atingir um cromóforo de forma completamente específica. A janela óptica escolhida é apenas a mais seletiva possível para o tecido alvo. Daí a importância dos sistemas de resfriamento que resfriam a epiderme e a derme superficial e deste modo reforçam a seletividade da ação térmica ao nível dum alvo mais profundo. PENETRAÇÃO DO LASER NOS TECIDOS Laser CO2- comprimento de onda 10600 nm (invisível).Nessa faixa não há cromóforo específico que absorva o Laser, ocorrendo portanto, absorção não seletiva da luz pela água intra e extravascular.
  • 23. Gordura A gordura, segundo novo gráfico de sua curva de absorção demonstrado por Rox Anderson, apresenta picos de forte absorção em 1.200 nm e 1700 nm.
  • 25. Tempo de relaxamento térmico TRT É o tempo que o alvo leva para resfriar após altas temperaturas. Pelo princípio da física, volumes maiores demoram mais tempo a resfriar do que pequenas estruturas pois a condução de calor é proporcional ao quadrado do tamanho do objeto. Varia desde alguns nanossegundos (partículas de tatuagens) até centenas de milissegundos (veias das pernas). ATENÇÃO! Fototermólise seletiva : há uma liberação de calor localizada e efetiva na fototermólise seletiva da melanina e hemoglobina quando: 1. O comprimento de onda usado é absorvido pela estrutura-alvo 2. O tempo de exposição do laser é menor ou igual ao tempo necessário da estrutura alvo resfriar 3. A energia usada é suficiente para destruir o alvo.
  • 26. No caso de laser para depilação, o cromóforo é a melanina da haste do pêlo e do bulbo. Porém, o que se quer é destruir a porção inferior que envolve o pelo, que é o bulge e as glândulas sebáceas, que não sendo pigmentadas , podem ser destruídas apenas pela propagação do calôr gerado ao nível do bulbo. Uma vez destruídos torna-se impossível criar um novo folículo. Mas, atenção, o crescimento do pêlo está sugeito à estimulação hormonal. Neste caso, o tempo de dano térmico deve ser maior que o tempo de relaxamento, pois pretende-se que o calor libertado pela haste e bulbo do pêlo, dissipe e destrua a bulge, que não tem cromóforo.
  • 27. A melanina epidérmica é frequentemente um indesejado alvo cromóforo durante o tratamento a laser de lesões vasculares e remoção de pêlos. A melanina absorve desde a radiação luminosa UV até à IV. Minimização do dano epidérmico: Resfriamento da pele. Principalmente no tratamento de tipos de pele mais pigmentadas, nas quais os efeitos colaterais são mais comuns. Todos os métodos de resfriamento envolvem a extração do calor por condução à superfície da pele. Tipos : Pré-resfriamento, resfriamento paralelo e pós-resfriamento
  • 28. Exemplo ilustrativo do spray de criogênio sendo liberado sobre a pele milissegundos antes do pulso de laser. O resfriamento é rápido e ocorre somente na camada superior da epiderme. Pode ser controlada a quantidade de gás liberada e tempo de ação sobre a pele. Não resfria as estruturas abaixo da superfície da pele. Não impede a visibilidade durante o tratamento. O principal objetivo do resfriamento é proteger a epiderme de injúrias desfavoráveis, além de proporcionar o uso de fluências mais altas com maior segurança. Os lasers de comprimento de onda de luz visível, infravermelha curta e média, ou seja, entre 532 nm e 1.550 nm, necessitam de resfriamento para proteção da epiderme. RESFRIAMENTO DA PELE
  • 29. SPOTS Perfil espacial gaussiano de um feixe laser e sua interação com o tecido, proposto por OHSHIRO e CALDERHEAD
  • 30. Spots sizes maiores produzem penetração mais profunda e diminuem o tempo de tratamento nos casos de depilação a laser Para tratamento de lesões vasculares é recomendável spots menores que condensam a energia e atuam somente no alvo. Notar que dependendo da distância do spot na pele, o feixe de luz muda. A aplicação do feixe encostado na pele e perpendicular produz energia mais profunda e focada. Esquema representado o diâmetro do feixe de luz emitido
  • 31. Lasers usados em nanossegundos são chamados Q-Switched e provocam um pico muito alto de energia libetrada. Usados para lesões pigmentadas e tatuagens. COMPARAÇÃO ENTRE LASER E IPL
  • 32. MARCEL BIENFAIT Com o acréscimo na densidade dos tecidos conjuntivos, há uma diminuição da permeabilidade necessária para o intercâmbio de água e nutrientes efetuado pelo sistema linfático através das linfas. Os interstícios que seriam ocupados pelos denominados líquidos teciduais, ou substâncias intercelulares, diminuem pelo intumecimento do conjuntivo, dessa forma o grande responsável pelo intercâmbio de água e nutrientes torna-se cada vez menos abundante e rico, prejudicando a possibilidade de concluir suas funções inerentes como, nutrição, defesa e sustentação.