 Colocar a culpa no exterior e sair pela tangente é
uma ótima estratégia. Mas depende de quem
ouvir acreditar.
 Se a culpa fosse só da crise internacional, países
com pauta de exportação como o Peru estariam
em situação idêntica à brasileira. Mas por que não
estão? Por que a cotação de Real/Sol peruano foi
de 0,80 a 1,23, ou seja, uma valorização de 50% do
sol perante o Real no último ano, se o Peru exporta
a mesma coisa que o Brasil?
 Tem algo de estranho no ar, não tem?
 Segundo os liberais, o governo deve manter
um Estado enxuto controlando a economia
somente pela política monetária. Segundo
os keynesianos, o governo deve poupar nas
épocas de fartura e gastar na época de
recessão, para amenizar o impacto da
queda da economia. Mas o governo não
fez nem um, nem outro. Gastou tudo
enquanto havia, típico de brasileiro.
 O que o governo brasileiro fez?
 1. primeiro erro foi esse: tentar colocar o
país em um modo “turbo”, gastando tudo
o que podia e não podia na época de
fartura. Agora a recessão veio e não há
dinheiro, justo quando ele é mais
necessário.
 O paralelo nas finanças pessoais é aquele
que recebe um aumento salarial e compra
um carro novo, faz viagens exuberantes,
etc. Depois é mandado embora e aquele
dinheiro faz uma enorme falta.
 O governo estava no grupo daqueles que fizeram
projeções de crescimento chinês infinito e, com
base nessa loucura, simplesmente convocou a
festa:
 Gastança no serviço público (você já viu nosso
artigo sobre os juízes?
 Na previdência com o aumento do mínimo, no
Bolsa isso/Bolsa aquilo;
 Desonerações além do que poderia conceder
sem colocar as finanças em risco;
 Obras que nada contribuem para a população,
como estádios para Copa do Mundo, Olimpíadas,
a Transposição do São Francisco e por aí vai.
 Não apenas se acomodou, como deixou o real
ficar sobrevalorizado (poderia ter comprado
dólares com o dinheiro que poupasse) e deixou
setores nacionais como a indústria sofrerem e até
fecharem.
 Tudo bem que os países europeus estão enviando
suas fábricas para a China, tirando a poluição da
própria terra e produzindo mais barato. Mas raras
são as empresas brasileiras que mandaram parte
de suas fábricas para fora (Marcopolo, Arezzo,
etc.), a maioria não fecha aqui para abrir lá, a
maioria simplesmente fecha.
 Como resultado, o governo incentivou a produção
justamente daquilo que era mais dependente: das
commodities agrícolas e do minério! Se
incentivasse a exportação da indústria leve e de
ponta ou o setor de serviços, não teríamos o atual
problema (a Embraer continua sendo a exceção
das exceções).
 Isso tudo só amplificou o tombo, que viria quando
o preço das commodities se retraísse.
 Não bastasse isso tudo, o governo segurou
artificialmente a inflação. O controle dos preços
administrados para segurar a inflação, por si só, foi
uma bomba.
 Por que? Porque passada a eleição, o
governo percebeu que a situação estava ficando
insustentável (principalmente do setor elétrico) e
foi obrigado a liberar a inflação represada.
 Enfim, justo agora, que a atividade econômica
está retraindo e seria necessário reduzir juros para
incentivar a economia, o governo tem que fazer o
contrário, aumentá-los para conter a inflação! Isso
leva a mais recessão.
 Dizem que o ideograma japonês para
crise é o mesmo de oportunidade.
Mesmo que não seja verdade, é um dito
que já se consolidou. Vamos a rápidas
dicas:
 Pequeno empresário
 Talvez você tenha feito como o governo e
deixado seus gastos expandirem além do
necessário durante a época de fartura. Hora
de deixar a comodidade de lado e passar em
vista todos os gastos de sua empresa para cortar
aqueles supérfluos com os quais você foi
conivente nos últimos tempos. Talvez seja hora de
pensar em novos nichos.
 Empregado
 Acomodou-se também e agora está com o risco
de demissão? Volte a investir no seu network, que
andava meio esquecido. Atualize seu currículo
ou seu portfólio, coloque a pasta debaixo do
braço e bata em algumas portas. Faça um bom
perfil no Linkedin, e não deixe esses contatos
esfriarem. Mesmo que não apareça nada por
agora, faça com que se lembrem de você no
futuro.
 Desempregado
 A situação é mais complicada se você
tiver dívidas. Se não tiver, talvez seja a
hora de investir o acerto que você
receber em um novo negócio. Mas
cada caso é um caso.
 Engraçado como a crise é capaz de,
inclusive, alavancar os lucros de alguns
setores. Quer exemplos? Os escritórios
de advocacia trabalhista (afinal, há
muitos acertos de contas), as lojas de
consertos de roupas e celulares e
algumas que vendem produtos usados,
já que, na crise muita gente substitui o
novo por uma “guaribada” no usado.
 O importante mesmo é ter uma
mentalidade voltada para o sucesso.
Assim você simplesmente sai de
qualquer crise em uma situação melhor
do que antes. Se o seu interior for
inabalável, não será uma marolinha que
o derrubará!
Entenda de vez a crise no brasil (+ 3 dicas para SUPERAR)

Entenda de vez a crise no brasil (+ 3 dicas para SUPERAR)

  • 2.
     Colocar aculpa no exterior e sair pela tangente é uma ótima estratégia. Mas depende de quem ouvir acreditar.  Se a culpa fosse só da crise internacional, países com pauta de exportação como o Peru estariam em situação idêntica à brasileira. Mas por que não estão? Por que a cotação de Real/Sol peruano foi de 0,80 a 1,23, ou seja, uma valorização de 50% do sol perante o Real no último ano, se o Peru exporta a mesma coisa que o Brasil?
  • 3.
     Tem algode estranho no ar, não tem?  Segundo os liberais, o governo deve manter um Estado enxuto controlando a economia somente pela política monetária. Segundo os keynesianos, o governo deve poupar nas épocas de fartura e gastar na época de recessão, para amenizar o impacto da queda da economia. Mas o governo não fez nem um, nem outro. Gastou tudo enquanto havia, típico de brasileiro.
  • 4.
     O queo governo brasileiro fez?  1. primeiro erro foi esse: tentar colocar o país em um modo “turbo”, gastando tudo o que podia e não podia na época de fartura. Agora a recessão veio e não há dinheiro, justo quando ele é mais necessário.  O paralelo nas finanças pessoais é aquele que recebe um aumento salarial e compra um carro novo, faz viagens exuberantes, etc. Depois é mandado embora e aquele dinheiro faz uma enorme falta.
  • 5.
     O governo estavano grupo daqueles que fizeram projeções de crescimento chinês infinito e, com base nessa loucura, simplesmente convocou a festa:  Gastança no serviço público (você já viu nosso artigo sobre os juízes?  Na previdência com o aumento do mínimo, no Bolsa isso/Bolsa aquilo;  Desonerações além do que poderia conceder sem colocar as finanças em risco;  Obras que nada contribuem para a população, como estádios para Copa do Mundo, Olimpíadas, a Transposição do São Francisco e por aí vai.
  • 6.
     Não apenas seacomodou, como deixou o real ficar sobrevalorizado (poderia ter comprado dólares com o dinheiro que poupasse) e deixou setores nacionais como a indústria sofrerem e até fecharem.  Tudo bem que os países europeus estão enviando suas fábricas para a China, tirando a poluição da própria terra e produzindo mais barato. Mas raras são as empresas brasileiras que mandaram parte de suas fábricas para fora (Marcopolo, Arezzo, etc.), a maioria não fecha aqui para abrir lá, a maioria simplesmente fecha.
  • 7.
     Como resultado,o governo incentivou a produção justamente daquilo que era mais dependente: das commodities agrícolas e do minério! Se incentivasse a exportação da indústria leve e de ponta ou o setor de serviços, não teríamos o atual problema (a Embraer continua sendo a exceção das exceções).  Isso tudo só amplificou o tombo, que viria quando o preço das commodities se retraísse.
  • 8.
     Não bastasseisso tudo, o governo segurou artificialmente a inflação. O controle dos preços administrados para segurar a inflação, por si só, foi uma bomba.  Por que? Porque passada a eleição, o governo percebeu que a situação estava ficando insustentável (principalmente do setor elétrico) e foi obrigado a liberar a inflação represada.  Enfim, justo agora, que a atividade econômica está retraindo e seria necessário reduzir juros para incentivar a economia, o governo tem que fazer o contrário, aumentá-los para conter a inflação! Isso leva a mais recessão.
  • 9.
     Dizem queo ideograma japonês para crise é o mesmo de oportunidade. Mesmo que não seja verdade, é um dito que já se consolidou. Vamos a rápidas dicas:
  • 10.
     Pequeno empresário Talvez você tenha feito como o governo e deixado seus gastos expandirem além do necessário durante a época de fartura. Hora de deixar a comodidade de lado e passar em vista todos os gastos de sua empresa para cortar aqueles supérfluos com os quais você foi conivente nos últimos tempos. Talvez seja hora de pensar em novos nichos.
  • 11.
     Empregado  Acomodou-setambém e agora está com o risco de demissão? Volte a investir no seu network, que andava meio esquecido. Atualize seu currículo ou seu portfólio, coloque a pasta debaixo do braço e bata em algumas portas. Faça um bom perfil no Linkedin, e não deixe esses contatos esfriarem. Mesmo que não apareça nada por agora, faça com que se lembrem de você no futuro.
  • 12.
     Desempregado  Asituação é mais complicada se você tiver dívidas. Se não tiver, talvez seja a hora de investir o acerto que você receber em um novo negócio. Mas cada caso é um caso.
  • 13.
     Engraçado comoa crise é capaz de, inclusive, alavancar os lucros de alguns setores. Quer exemplos? Os escritórios de advocacia trabalhista (afinal, há muitos acertos de contas), as lojas de consertos de roupas e celulares e algumas que vendem produtos usados, já que, na crise muita gente substitui o novo por uma “guaribada” no usado.
  • 14.
     O importantemesmo é ter uma mentalidade voltada para o sucesso. Assim você simplesmente sai de qualquer crise em uma situação melhor do que antes. Se o seu interior for inabalável, não será uma marolinha que o derrubará!