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A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos Claudio Porto e Alexandre Mattos29 de setembro de 2009
2Plano da ApresentaçãoParte I: O mundo e o Brasil  - crise e pós-criseO mundo e o Brasil em tempos de criseO mundo e o Brasil pós-crisePontos fortes e debilidades do Espírito Santo face ao futuroParte II: O futuro do Espírito SantoO que é certo ou quase certo12345O que é incerto
3“A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis”Michel Godet
41O mundo e o Brasil em tempos de crise
Economia global: o que é certo ou quase certo até 2012“O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última década” (Martin Wolf)Queda da atividade econômica mundial, com recessão nos EUA e demais economias desenvolvidas e desaceleração do crescimento nos países emergentesDesaceleração do comércio internacional e redução do fluxo de capitais ao redor do mundoRedução do consumo e aumento da poupança nos EUARisco de deflação nas economias desenvolvidasDiminuição da liquidez e do crédito em escala mundialAumento da regulação sobre o sistema financeiro internacionalMaior aversão ao riscoAumento da demanda por ativos reais de baixo riscoo que pode trazer benefícios para o Brasil, que se destaca como uma fronteira de oportunidades de investimentos de menor risco, em especial na área de infraestrutura5
Economia global: O que é certo ou quase certo até 2012 “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande escala” (Martin Wolf) Nas economias desenvolvidas haverá forte aumento da dívida pública como proporção do PIB nos próximos quatro anos, reduzindo o espaço para a política fiscalDívida pública (% do PIB)Dívida pública do G20 (em % do PIB)Fonte: OCDE apud TheEconomist (jun/09)6Fonte: IMF
A crise econômica mundialPrincipais incertezasComo evoluirá a atual crise econômica mundial?Como evoluirá o mercado imobiliário nas economias desenvolvidos e quais serão seus efeitos sobre o crédito?
As grandes instituições financeiras e não financeiras conseguirão equacionar de forma sustentável os problemas em seus balanços patrimoniais?
As políticas econômicas de enfrentamento à crise serão implementadas de forma orquestradaentre os países?
O risco de deflação neutralizará a expansão monetária, inibindo, assim, a recuperação econômica?
Quais serão os efeitos da política macroeconômica sobre a demanda agregada? Conseguirão impulsioná-la?
Como evoluirão as economias emergentes neste contexto?Dupla recessão(formato W)Superação eficaz(formato U) 7
8Dois cenários para a crise: 2009-2012“Dupla recessão (W)”“Superação eficaz (U)”Risco de calote no mercado imobiliário permanece elevado, acentuando o risco sistêmico e inibindo o crédito e o consumoImplantação fragmentada das políticas macroeconômicas, abrindo excessivo espaço para arbitragem nos mercadosQueda nos preços dos ativos, perdas nos balanços patrimoniais e aumento do número de falênciasDeflação nos principais países desenvolvidos, anulando os efeitos da política monetáriaAusência de reformas institucionais profundas no setor financeiro anulam os efeitos da política fiscal expansionista e do suporte financeiro dos governosAumento do grau de incerteza, aprofundamento da recessão mundial e desaceleração dos emergentesReequilíbrio rápido do mercado imobiliário nos países desenvolvidos, redução do risco sistêmico e aumento dos níveis de crédito e consumo Cooperação dos países na implantação das políticas macroeconômicasRecuperação dos balanços patrimoniais e aumento da confiança do setor privadoRisco de deflação neutralizado pela recuperação da atividade econômicaRecuperação da confiança dos agentes e incremento da demanda agregada (efetividade da política macroeconômica  expansionista e das reformas institucionais no setor financeiro)Descolamento incremental dos emergentes, com crescimento da China, Índia e Brasil impulsionado pelos seus mercados internos
O Brasil provavelmente será um dos países menos afetados pela crise mundialRelativo fechamento da economia+ magnitude do mercado interno reduzem os impactos negativos no crescimento do PIBExpectativas mais recentes (Boletim Focus)  0 %Tamanho e cobertura da rede de proteção social Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscalInflação não será problema em 2009Há espaço para uma queda acentuada dos juros (em especial o cobrado pelos bancos para PF e PJ) e para expansão do créditoA solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança 9
Brasil: o crescimento econômico a médio e longo prazosEntre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de crescimento do mundo: 7% a.a. em médiaMas entre 1980 e 2007 o crescimento arrefeceu e o país cresceu a taxas inferiores às da média mundialA partir de 2005 o Brasil acelerou o crescimento e em 2008 superou a média mundial  (5,08 x 3,4%)A atual crise econômica mundial abortará nossa aceleração recente? Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2008 – Brasil x Mundo (Índice 1980 = 100)Fonte: Banco Mundial (2009)10
Desfechos plausíveis das eleições de 201011Uma incerteza fundamental: que coalizão de forças políticas será vitoriosa em 2010 ?
12Cenário de ajustes estruturais x Cenário de adaptações incrementaisCenário de adaptações incrementaisCenário de ajustes estruturais Medidas anticíclicas capazes de produzir efeitos mais imediatos, mitigando riscos econômicos (e políticos) de curto prazo, predominantemente por meio de:
expansão das despesas públicas correntes em caráter temporário ou permanente com impactos imediatos na renda e no consumo
desonerações fiscais setoriais para estimular o consumo e/ou investimentos
Estímulo à expansão do consumo doméstico
Avanços incrementais na agenda de reformas econômicas
Ampliação da presença do Estado na economia (por meio das empresas estatais e parcerias com empreendedores privados nacionais e estrangeiros)Neste segundo cenário, o Estado (incluindo suas empresas) é o principal ’motor’ do crescimento econômicoMedidas anticíclicas orientadas à mitigação de riscos de curto prazo e à sustentabilidade do crescimento no médio prazo, predominantemente por meio de:
investimentos públicos de grande porte e elevado poder multiplicador, com bom potencial de impacto na competitividade
forte incentivo aos investimentos privados
desonerações fiscais horizontais e bônus ficais temporários
redução agressiva dos juros e forte contenção das despesas públicas de custeio
Retomada da agenda de reformas econômicas
Atração de empreendedores privados nacionais e estrangeiros para investimentos em grandes projetosNeste primeiro cenário, o setor privado é o principal ’motor’ do crescimento econômico
Pontos de atençãoRiscos potenciais:Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do déficit previdenciárioRisco inflacionárioAumento, a médio prazo, da desconfiança dos agentes quanto à solvência das finanças públicas (redução do superávit primário)Necessidade de novos aumentos nos juros no futuroDiminuição do espaço de atuação da política fiscalRedução do espaço para investimentos públicosAperto do setor exportador (apreciação do câmbio)?13
14O mundo e o Brasil pós-crise2
A principal incerteza de longo prazo para o BrasilIncerteza síntese: o Brasil consolidará ou não uma trajetória decrescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos anos?Esta incerteza se desdobra em:Incerteza externa:como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?Incerteza interna: com que intensidade nós  enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país  nos próximos anos?15
Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?O mundo no pós-criseComo a economia global e o sistema financeiro internacional que a suporta emergirão da atual crise econômica mundial?16“As recessões são parte inerente do capitalismo. Os períodos de alta e baixa do ciclo de negócio ‘purificam’ a economia e têm o potencial de prepará-la para novos ciclos de inovação.”(Joseph Schumpeter)
Dois mundos “pós-crise”“A Emergência dos Emergentes”“Business as Usual”Equacionamento gradual dos desequilíbrios globais, com aumento da poupança nos EUA e UE e incremento da demanda interna no Japão e nos emergentes. Recuperação do fluxo de capitais.Reforma regulatória das finanças, com recuperação da confiança no setor financeiroRecuperação da confiança do setor privado, estimulando a recuperação econômicaRetorno gradual aos padrões de endividamento nos países, incentivado pela recuperação econômicaPredomínio das inovações tecnológicas e produtivas, estimulando o aumento da produtividadeProgressiva adoção de uma cesta de moedasMulltipolaridade política e econômica. Maior protagonismo dos emergentesMais destaque para a “economia verde”Adesão a Copenhagen e mobilização global em face das mudanças climáticasManutenção dos desequilíbrios globais, reduzindo a atratividade dos ativos americanos. Aumento do protecionismo.Leve aumento na regulamentação das finanças, propiciando o surgimento de novas bolhas e ativos de riscoIncertezas e riscos  inibem a recuperação econômica sustentávelRetorno lento aos padrões de endividamento nos países desenvolvidos (em percentual do PIB), com pressões inflacionáriasPredomínio das inovações financeirasDólar continua como moeda de referênciaMulltipolaridade econômica. Maior protagonismo econômico dos emergentes. Aumento gradual de sua relevância políticaCombustíveis fósseis  predominamBaixa adesão a Copenhagen e mitigação reativa de impactos ambientais17
Brasil: Potencialidades x Gargalos EstruturaisO futuro da economia brasileira no longo prazo está condicionado à evolução de alguns fatores estruturais que poderão impulsionar ou inibir o seu desenvolvimento sustentado:PotencialidadesGargalos18
Potencialidades estruturaisDiversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveisDisponibilidade de água e solos agricultáveisMercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivosSolidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro NacionalDimensão e dinamismo do mercado internoPujança do mercado acionárioAcúmulo de reservas internacionaisDiversificação de mercados19
1. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveisProdução de petróleo:2008:  2 milhões de barris dia2015: 3,5 a 4 milhões de barris dia As reservas do Pré-sal: 11 reservatóriosBep: Tupi (4 a 8 bi) e Iara (3 a 4 bi) Bioenergia: Forte expansão 2ª maior fonte de geração primária de energiaEnergia hidráulica:Potencial - 258.410 MWSomente 28,2% é exploradoMatriz Energética Brasileira - 2007 Carvão e mineral e derivadosUrânio e derivados 6,2%1,4%Gás Natural9,3%Petróleo e derivados 36,7%Energia hidráulica e eletricidade 14,7%Produtos da cana-de-açúcarBiomassa 16,0%15,6%Fonte: EPE (2007)20
2. Disponibilidade de água e solos agricultáveisA maior disponibilidade hídrica do planeta: cerca de 10% da vazão média mundial está nos rios brasileiros106 milhões de hectares de terras agricultáveis não utilizadas, área correspondente à soma dos territórios de França e EspanhaÁreas disponíveis para agropecuária           (em milhões de hectares)Áreas  degradadas Novas áreasUso e disponibilidade da terra – EUA x BrasilFonte: Revista Veja edição 1843 (2004)21
A Multiplicação dos GrãosEvolução da produtividade da safra brasileira (em milhões de toneladas colhidas e em milhões de hectares plantados)A produção aumenta...... A área cultivada cresce lentamente e....... A produtividade dispara (em toneladas por hectare)*previsão IBGE	Fonte: Ministério de Agricultura,                   Pecuária e Abastecimento3.Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos1º produtor mundial de jatos regionais (exportações da Embraer 2006: US$ 3,3 bilhões)Maior exportador mundial de café, açúcar, carne bovina e frango 2º  maior exportador de soja2º maior produtor de pisos e azulejos3º maior mercado de cosméticos e celulares do mundo3º produtor mundial de calçados3º  produtor mundial de refrigerantes5º maior parque de computadores 8º maior mercado de automóveis do mundo22
4. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro NacionalElevada (Bradesco e Itaú) estão entre as 10 maiores instituições financeiras das Américas produtividade em função de investimentos pesados em novas tecnologias de informação e automação bancáriaReestruturação do setor bancário (liderada pelo Bacen), levando à consolidação, fechamento e liquidação de muitos bancos privados Dois bancos brasileiros em valor de mercadoHá apenas quatro anos ocupavam o 43º e o 34º lugaresLucro líquido dos principais bancos atuantes no Brasil (em bilhões de reais)8,87,6200820063,23,92,0Fonte: FSP (2009)23
5. Dimensão e dinamismo do mercado internoExpansão da classe média de 44% para 52% da população brasileira (2002 a 2008) (Famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.561) (FGV)Principais fatores:Melhora do nível de escolaridade da populaçãoMigração dos empregos informais para os formais Rápido crescimento do crédito24
5. Dimensão e dinamismo do mercado interno (cont.)Grande espaço para crescimento do consumo energético final no BrasilFonte: Plano Nacional de Energia 2030 (EPE, 2007)25
6. Pujança do mercado acionárioCapitalização das ações em bolsas ( em US$ bilhões)59223413238382008Fonte: Federação Mundial de Bolsas de Valores - Ibovespa (2008) APUD Mundo Corporativo 20 (2º trim./2008)26
6. Pujança do mercado acionário (cont.)“Em 2009 ... as operações de captação somam 13,5 bilhões ... Volume que supera os 8,8 bilhões levantados na Bovespa em 2004, primeiro ano da retomada do mercado de capitais brasileiro” (Valor Econômico, 2 de junho de 2009)“Somente entre janeiro e maio de 2009, os Investimentos Externos Diretos somaram US$ 11,2 bilhões. A perspectiva para 2009 é de que o IED atinja US$ 25 bilhões” (Banco Central, julho de 2009)27
7. Acúmulo de reservas internacionaisO Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maior volume de reservas internacionais: US$ 209,5 bilhõesReservas internacionais e spread da dívida (2001-2008)As 10 maiores reservas do mundoFonte:Ipeadata (2008)Fonte: Banco Central (2009)28
8. Diversificação de mercadosOs 8 principais destinos (países) das exportações brasileiras respondem, atualmente, por 48% do volume exportado Na década de 90, o mesmo grupo respondia por 65% do total vendidoA ampliação das vendas para mercados pouco tradicionais é um importante ativo estratégico em tempos de criseForma de reduzir o impacto negativo de crises internacionais sobre as exportações brasileirasPrincipais destinos das exportações brasileiras  (em bilhões de US$)Outros 18,2 União Européia 40,4 África 8,6 Mercosul17,4  Aladi19,1 Nafta 31,9 Ásia 25,1 Fonte: MDIC (2008)29
Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimentoBaixo nível de escolaridade e de capacitação da populaçãoViolênciaurbanaGargalos na infra-estrutura logísticaCarga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto públicoDéficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciárioExcesso de burocraciaElevada pressão antrópicaBaixo desempenho em P&D e Inovação30
1. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da populaçãoProficiência em Leitura – PISA 2006Proficiência em Matemática– PISA 2006Fonte: OCDEResultados do teste Pisa em 2006 com estudantes de 15 anosO Brasil está abaixo da faixa de 400 pontos – é o antepenúltimo colocado entre 44 países31
2. Violência urbanaAté 1999, os pólos da violência localizavam-se nas grandes metrópoles. A partir daí observou-se o deslocamento da dinâmica para o interior dos estados. (Mapa da Violência, 2008)Brasil: Taxa média de homicídios – População total 2006Os 10 municípios mais violentos do BrasilFonte: Mapa da Violência (2008)32
3. Gargalos na infra-estrutura logísticaAs deficiências em transportes custaram R$ 271 bi (11,7% do PIB) para as empresas em 2006Entre 2005 e 2006 o tempo médio de espera de navios para atracar em portos aumentou 78%18 dias é o tempo médio de demora de exportação do produto brasileiro em contêineres, saindo do Porto de Santos; em Hong Kong, a média é 5 diasCondições das rodovias no Brasil (2007)Fonte: CNT (2008)33
4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto públicoAs despesas correntes do governo federal saltaram de R$ 339 bi (2002) para 692 bi (2008). Crescimento de 104%O crescimento nominal do PIB no mesmo período foi de  78%A receita corrente teve expansão nominal superior à do PIB (96%), porém inferior ao crescimento das despesasA carga tributária cresceu 11% entre 2002 a 20082002 – 32,65% do PIB2008 – 36,5% do PIBCrescimento das Receitas e Despesas Correntes do Governo Federal (2002 = 100)300 DespesaReceita250 PIB200 150 100 50 -20002001200220032004200520062007Fonte: SIAFI/STN (2008)34

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A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos

  • 1. A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos Claudio Porto e Alexandre Mattos29 de setembro de 2009
  • 2. 2Plano da ApresentaçãoParte I: O mundo e o Brasil - crise e pós-criseO mundo e o Brasil em tempos de criseO mundo e o Brasil pós-crisePontos fortes e debilidades do Espírito Santo face ao futuroParte II: O futuro do Espírito SantoO que é certo ou quase certo12345O que é incerto
  • 3. 3“A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis”Michel Godet
  • 4. 41O mundo e o Brasil em tempos de crise
  • 5. Economia global: o que é certo ou quase certo até 2012“O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última década” (Martin Wolf)Queda da atividade econômica mundial, com recessão nos EUA e demais economias desenvolvidas e desaceleração do crescimento nos países emergentesDesaceleração do comércio internacional e redução do fluxo de capitais ao redor do mundoRedução do consumo e aumento da poupança nos EUARisco de deflação nas economias desenvolvidasDiminuição da liquidez e do crédito em escala mundialAumento da regulação sobre o sistema financeiro internacionalMaior aversão ao riscoAumento da demanda por ativos reais de baixo riscoo que pode trazer benefícios para o Brasil, que se destaca como uma fronteira de oportunidades de investimentos de menor risco, em especial na área de infraestrutura5
  • 6. Economia global: O que é certo ou quase certo até 2012 “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande escala” (Martin Wolf) Nas economias desenvolvidas haverá forte aumento da dívida pública como proporção do PIB nos próximos quatro anos, reduzindo o espaço para a política fiscalDívida pública (% do PIB)Dívida pública do G20 (em % do PIB)Fonte: OCDE apud TheEconomist (jun/09)6Fonte: IMF
  • 7. A crise econômica mundialPrincipais incertezasComo evoluirá a atual crise econômica mundial?Como evoluirá o mercado imobiliário nas economias desenvolvidos e quais serão seus efeitos sobre o crédito?
  • 8. As grandes instituições financeiras e não financeiras conseguirão equacionar de forma sustentável os problemas em seus balanços patrimoniais?
  • 9. As políticas econômicas de enfrentamento à crise serão implementadas de forma orquestradaentre os países?
  • 10. O risco de deflação neutralizará a expansão monetária, inibindo, assim, a recuperação econômica?
  • 11. Quais serão os efeitos da política macroeconômica sobre a demanda agregada? Conseguirão impulsioná-la?
  • 12. Como evoluirão as economias emergentes neste contexto?Dupla recessão(formato W)Superação eficaz(formato U) 7
  • 13. 8Dois cenários para a crise: 2009-2012“Dupla recessão (W)”“Superação eficaz (U)”Risco de calote no mercado imobiliário permanece elevado, acentuando o risco sistêmico e inibindo o crédito e o consumoImplantação fragmentada das políticas macroeconômicas, abrindo excessivo espaço para arbitragem nos mercadosQueda nos preços dos ativos, perdas nos balanços patrimoniais e aumento do número de falênciasDeflação nos principais países desenvolvidos, anulando os efeitos da política monetáriaAusência de reformas institucionais profundas no setor financeiro anulam os efeitos da política fiscal expansionista e do suporte financeiro dos governosAumento do grau de incerteza, aprofundamento da recessão mundial e desaceleração dos emergentesReequilíbrio rápido do mercado imobiliário nos países desenvolvidos, redução do risco sistêmico e aumento dos níveis de crédito e consumo Cooperação dos países na implantação das políticas macroeconômicasRecuperação dos balanços patrimoniais e aumento da confiança do setor privadoRisco de deflação neutralizado pela recuperação da atividade econômicaRecuperação da confiança dos agentes e incremento da demanda agregada (efetividade da política macroeconômica expansionista e das reformas institucionais no setor financeiro)Descolamento incremental dos emergentes, com crescimento da China, Índia e Brasil impulsionado pelos seus mercados internos
  • 14. O Brasil provavelmente será um dos países menos afetados pela crise mundialRelativo fechamento da economia+ magnitude do mercado interno reduzem os impactos negativos no crescimento do PIBExpectativas mais recentes (Boletim Focus)  0 %Tamanho e cobertura da rede de proteção social Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscalInflação não será problema em 2009Há espaço para uma queda acentuada dos juros (em especial o cobrado pelos bancos para PF e PJ) e para expansão do créditoA solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança 9
  • 15. Brasil: o crescimento econômico a médio e longo prazosEntre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de crescimento do mundo: 7% a.a. em médiaMas entre 1980 e 2007 o crescimento arrefeceu e o país cresceu a taxas inferiores às da média mundialA partir de 2005 o Brasil acelerou o crescimento e em 2008 superou a média mundial (5,08 x 3,4%)A atual crise econômica mundial abortará nossa aceleração recente? Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2008 – Brasil x Mundo (Índice 1980 = 100)Fonte: Banco Mundial (2009)10
  • 16. Desfechos plausíveis das eleições de 201011Uma incerteza fundamental: que coalizão de forças políticas será vitoriosa em 2010 ?
  • 17. 12Cenário de ajustes estruturais x Cenário de adaptações incrementaisCenário de adaptações incrementaisCenário de ajustes estruturais Medidas anticíclicas capazes de produzir efeitos mais imediatos, mitigando riscos econômicos (e políticos) de curto prazo, predominantemente por meio de:
  • 18. expansão das despesas públicas correntes em caráter temporário ou permanente com impactos imediatos na renda e no consumo
  • 19. desonerações fiscais setoriais para estimular o consumo e/ou investimentos
  • 20. Estímulo à expansão do consumo doméstico
  • 21. Avanços incrementais na agenda de reformas econômicas
  • 22. Ampliação da presença do Estado na economia (por meio das empresas estatais e parcerias com empreendedores privados nacionais e estrangeiros)Neste segundo cenário, o Estado (incluindo suas empresas) é o principal ’motor’ do crescimento econômicoMedidas anticíclicas orientadas à mitigação de riscos de curto prazo e à sustentabilidade do crescimento no médio prazo, predominantemente por meio de:
  • 23. investimentos públicos de grande porte e elevado poder multiplicador, com bom potencial de impacto na competitividade
  • 24. forte incentivo aos investimentos privados
  • 25. desonerações fiscais horizontais e bônus ficais temporários
  • 26. redução agressiva dos juros e forte contenção das despesas públicas de custeio
  • 27. Retomada da agenda de reformas econômicas
  • 28. Atração de empreendedores privados nacionais e estrangeiros para investimentos em grandes projetosNeste primeiro cenário, o setor privado é o principal ’motor’ do crescimento econômico
  • 29. Pontos de atençãoRiscos potenciais:Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do déficit previdenciárioRisco inflacionárioAumento, a médio prazo, da desconfiança dos agentes quanto à solvência das finanças públicas (redução do superávit primário)Necessidade de novos aumentos nos juros no futuroDiminuição do espaço de atuação da política fiscalRedução do espaço para investimentos públicosAperto do setor exportador (apreciação do câmbio)?13
  • 30. 14O mundo e o Brasil pós-crise2
  • 31. A principal incerteza de longo prazo para o BrasilIncerteza síntese: o Brasil consolidará ou não uma trajetória decrescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos anos?Esta incerteza se desdobra em:Incerteza externa:como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?Incerteza interna: com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos?15
  • 32. Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil?O mundo no pós-criseComo a economia global e o sistema financeiro internacional que a suporta emergirão da atual crise econômica mundial?16“As recessões são parte inerente do capitalismo. Os períodos de alta e baixa do ciclo de negócio ‘purificam’ a economia e têm o potencial de prepará-la para novos ciclos de inovação.”(Joseph Schumpeter)
  • 33. Dois mundos “pós-crise”“A Emergência dos Emergentes”“Business as Usual”Equacionamento gradual dos desequilíbrios globais, com aumento da poupança nos EUA e UE e incremento da demanda interna no Japão e nos emergentes. Recuperação do fluxo de capitais.Reforma regulatória das finanças, com recuperação da confiança no setor financeiroRecuperação da confiança do setor privado, estimulando a recuperação econômicaRetorno gradual aos padrões de endividamento nos países, incentivado pela recuperação econômicaPredomínio das inovações tecnológicas e produtivas, estimulando o aumento da produtividadeProgressiva adoção de uma cesta de moedasMulltipolaridade política e econômica. Maior protagonismo dos emergentesMais destaque para a “economia verde”Adesão a Copenhagen e mobilização global em face das mudanças climáticasManutenção dos desequilíbrios globais, reduzindo a atratividade dos ativos americanos. Aumento do protecionismo.Leve aumento na regulamentação das finanças, propiciando o surgimento de novas bolhas e ativos de riscoIncertezas e riscos inibem a recuperação econômica sustentávelRetorno lento aos padrões de endividamento nos países desenvolvidos (em percentual do PIB), com pressões inflacionáriasPredomínio das inovações financeirasDólar continua como moeda de referênciaMulltipolaridade econômica. Maior protagonismo econômico dos emergentes. Aumento gradual de sua relevância políticaCombustíveis fósseis predominamBaixa adesão a Copenhagen e mitigação reativa de impactos ambientais17
  • 34. Brasil: Potencialidades x Gargalos EstruturaisO futuro da economia brasileira no longo prazo está condicionado à evolução de alguns fatores estruturais que poderão impulsionar ou inibir o seu desenvolvimento sustentado:PotencialidadesGargalos18
  • 35. Potencialidades estruturaisDiversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveisDisponibilidade de água e solos agricultáveisMercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivosSolidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro NacionalDimensão e dinamismo do mercado internoPujança do mercado acionárioAcúmulo de reservas internacionaisDiversificação de mercados19
  • 36. 1. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveisProdução de petróleo:2008: 2 milhões de barris dia2015: 3,5 a 4 milhões de barris dia As reservas do Pré-sal: 11 reservatóriosBep: Tupi (4 a 8 bi) e Iara (3 a 4 bi) Bioenergia: Forte expansão 2ª maior fonte de geração primária de energiaEnergia hidráulica:Potencial - 258.410 MWSomente 28,2% é exploradoMatriz Energética Brasileira - 2007 Carvão e mineral e derivadosUrânio e derivados 6,2%1,4%Gás Natural9,3%Petróleo e derivados 36,7%Energia hidráulica e eletricidade 14,7%Produtos da cana-de-açúcarBiomassa 16,0%15,6%Fonte: EPE (2007)20
  • 37. 2. Disponibilidade de água e solos agricultáveisA maior disponibilidade hídrica do planeta: cerca de 10% da vazão média mundial está nos rios brasileiros106 milhões de hectares de terras agricultáveis não utilizadas, área correspondente à soma dos territórios de França e EspanhaÁreas disponíveis para agropecuária (em milhões de hectares)Áreas degradadas Novas áreasUso e disponibilidade da terra – EUA x BrasilFonte: Revista Veja edição 1843 (2004)21
  • 38. A Multiplicação dos GrãosEvolução da produtividade da safra brasileira (em milhões de toneladas colhidas e em milhões de hectares plantados)A produção aumenta...... A área cultivada cresce lentamente e....... A produtividade dispara (em toneladas por hectare)*previsão IBGE Fonte: Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento3.Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos1º produtor mundial de jatos regionais (exportações da Embraer 2006: US$ 3,3 bilhões)Maior exportador mundial de café, açúcar, carne bovina e frango 2º maior exportador de soja2º maior produtor de pisos e azulejos3º maior mercado de cosméticos e celulares do mundo3º produtor mundial de calçados3º produtor mundial de refrigerantes5º maior parque de computadores 8º maior mercado de automóveis do mundo22
  • 39. 4. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro NacionalElevada (Bradesco e Itaú) estão entre as 10 maiores instituições financeiras das Américas produtividade em função de investimentos pesados em novas tecnologias de informação e automação bancáriaReestruturação do setor bancário (liderada pelo Bacen), levando à consolidação, fechamento e liquidação de muitos bancos privados Dois bancos brasileiros em valor de mercadoHá apenas quatro anos ocupavam o 43º e o 34º lugaresLucro líquido dos principais bancos atuantes no Brasil (em bilhões de reais)8,87,6200820063,23,92,0Fonte: FSP (2009)23
  • 40. 5. Dimensão e dinamismo do mercado internoExpansão da classe média de 44% para 52% da população brasileira (2002 a 2008) (Famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.561) (FGV)Principais fatores:Melhora do nível de escolaridade da populaçãoMigração dos empregos informais para os formais Rápido crescimento do crédito24
  • 41. 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno (cont.)Grande espaço para crescimento do consumo energético final no BrasilFonte: Plano Nacional de Energia 2030 (EPE, 2007)25
  • 42. 6. Pujança do mercado acionárioCapitalização das ações em bolsas ( em US$ bilhões)59223413238382008Fonte: Federação Mundial de Bolsas de Valores - Ibovespa (2008) APUD Mundo Corporativo 20 (2º trim./2008)26
  • 43. 6. Pujança do mercado acionário (cont.)“Em 2009 ... as operações de captação somam 13,5 bilhões ... Volume que supera os 8,8 bilhões levantados na Bovespa em 2004, primeiro ano da retomada do mercado de capitais brasileiro” (Valor Econômico, 2 de junho de 2009)“Somente entre janeiro e maio de 2009, os Investimentos Externos Diretos somaram US$ 11,2 bilhões. A perspectiva para 2009 é de que o IED atinja US$ 25 bilhões” (Banco Central, julho de 2009)27
  • 44. 7. Acúmulo de reservas internacionaisO Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maior volume de reservas internacionais: US$ 209,5 bilhõesReservas internacionais e spread da dívida (2001-2008)As 10 maiores reservas do mundoFonte:Ipeadata (2008)Fonte: Banco Central (2009)28
  • 45. 8. Diversificação de mercadosOs 8 principais destinos (países) das exportações brasileiras respondem, atualmente, por 48% do volume exportado Na década de 90, o mesmo grupo respondia por 65% do total vendidoA ampliação das vendas para mercados pouco tradicionais é um importante ativo estratégico em tempos de criseForma de reduzir o impacto negativo de crises internacionais sobre as exportações brasileirasPrincipais destinos das exportações brasileiras (em bilhões de US$)Outros 18,2 União Européia 40,4 África 8,6 Mercosul17,4 Aladi19,1 Nafta 31,9 Ásia 25,1 Fonte: MDIC (2008)29
  • 46. Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimentoBaixo nível de escolaridade e de capacitação da populaçãoViolênciaurbanaGargalos na infra-estrutura logísticaCarga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto públicoDéficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciárioExcesso de burocraciaElevada pressão antrópicaBaixo desempenho em P&D e Inovação30
  • 47. 1. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da populaçãoProficiência em Leitura – PISA 2006Proficiência em Matemática– PISA 2006Fonte: OCDEResultados do teste Pisa em 2006 com estudantes de 15 anosO Brasil está abaixo da faixa de 400 pontos – é o antepenúltimo colocado entre 44 países31
  • 48. 2. Violência urbanaAté 1999, os pólos da violência localizavam-se nas grandes metrópoles. A partir daí observou-se o deslocamento da dinâmica para o interior dos estados. (Mapa da Violência, 2008)Brasil: Taxa média de homicídios – População total 2006Os 10 municípios mais violentos do BrasilFonte: Mapa da Violência (2008)32
  • 49. 3. Gargalos na infra-estrutura logísticaAs deficiências em transportes custaram R$ 271 bi (11,7% do PIB) para as empresas em 2006Entre 2005 e 2006 o tempo médio de espera de navios para atracar em portos aumentou 78%18 dias é o tempo médio de demora de exportação do produto brasileiro em contêineres, saindo do Porto de Santos; em Hong Kong, a média é 5 diasCondições das rodovias no Brasil (2007)Fonte: CNT (2008)33
  • 50. 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto públicoAs despesas correntes do governo federal saltaram de R$ 339 bi (2002) para 692 bi (2008). Crescimento de 104%O crescimento nominal do PIB no mesmo período foi de 78%A receita corrente teve expansão nominal superior à do PIB (96%), porém inferior ao crescimento das despesasA carga tributária cresceu 11% entre 2002 a 20082002 – 32,65% do PIB2008 – 36,5% do PIBCrescimento das Receitas e Despesas Correntes do Governo Federal (2002 = 100)300 DespesaReceita250 PIB200 150 100 50 -20002001200220032004200520062007Fonte: SIAFI/STN (2008)34
  • 51. 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público (cont.)Benefícios Previdenciários Transferências a Estados, DF e MunicípiosNos 4 primeiros meses de 2009, na União as despesas aumentaram 19% e a receita total encolheu 1,7%.As despesas de pessoal da União cresceram 24,2% em comparação com 2008Há forte rigidez nas despesas de custeio e nas transferências no orçamento federal. A rigidez do orçamentoCortar gastos, como?Composição da despesa corrente da UniãoInvestimentosDemais Despesas Correntes2%Pessoal e Encargos Sociais16%22%Rigidez superior a 80%Margem de manobra34%26%Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional35
  • 52. 5. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciárioA previdência no Brasil consome 12% do PIB. Na China e no Chile, apenas 3%. Relação contribuinte/ beneficiário caiu de 2,5 em 1990, para 1,2 em 2002Com o envelhecimento da população e o atual modelo previdenciário esta relação tende a cair ainda maisRelação contribuinte/beneficiário do sistema previdenciário (1950-2002)Gastos anuais do INSS 1988-2007 (% do PIB)Fonte: Rossetti (2002)Fonte:Giambiagi (2007)36
  • 53. 6. Excesso de burocracia20072008A Burocracia tira competitividade do Brasil...O Brasil ocupa a 122ª posição do ranking de facilidades para realizar negócios entre 178 países estudadosO tempo médio de abertura de empresas é de 152 diasSão necessários em média 4 anos para o fechamento de uma empresaJustiça: cara e lenta...E a Posição Relativa do País tem PioradoAbertura de empresaLicenciamentoContratação de empregadosRegistro de prioridadeObtenção de créditoPagamento de tributosComércio exteriorFechamento de empresa1500255075100125Fonte: Doing Business 2008, Banco Mundial37
  • 54. 7. Elevada pressão antrópicaAumento do desmatamento na Amazônia Legal
  • 55. Entre 2001 e 2004 cerca de 5,4 mil Km² de florestas foram diretamente convertidas em áreas de plantio de grãos ou em pastagens
  • 56. Visível queda da vegetação nativa no cerrado decorrente da expansão do agronegócio
  • 57. Mantidas as atuais taxas de desmatamento, este bioma poderá estar extinto em 2030Área de distribuição original do CerradoPrincipais remanescentes de vegetação nativa de Cerrado 2002Fonte: Ministério Meio ambienteFonte: CI-Brasil38
  • 58. ... mas a expansão da produção de cana-de-açúcar não é parte relevante desta pressãoRNPBPEALConvençõesÁreas de produção Áreas de expansão ~ 1990-2005Floresta AmazônicaFonte: MPOG / IBGE, 20077. Elevada pressão antrópica (Cont.)39
  • 59. 8. Baixo desempenho em P&D e InovaçãoPedidos de patentes solicitadas no WipoRecursos Investidos em P&D (US$ bilhões de 2005) Fonte: MCT Fonte: Wipo (World InternationalPatentOrganization)40
  • 60. 8. A China está ‘disparando’ em P&D e o Brasil é o últimos entre os BRICs (Cont.)Crescimento dos investimentos em P&D dos 4 BRICs – 1996 a 2006Índice 525China(1996 = 100) 475425375325275Índia225Rússia175Brasil12575199619982000200220042006Fonte: Banco Mundial (2007) e Unesco (2007)Nota: Dados extrapolados para 200641
  • 61. O Brasil no pós-criseCom que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentadodo país nos próximos anos?Baixo nível de escolaridade e de capacitação da populaçãoGargalos na infra-estrutura logísticaCarga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público. Baixo nível de poupança. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciárioComo o Brasil lidará com a questão fiscal nos próximos anos?Como se dará a inserção internacional do Brasil nos próximos anos?42Excesso de burocracia
  • 63. Baixo desempenho em P&D e Inovação
  • 64. Forte crescimento e generalização da violência urbana
  • 65. Baixo crescimento da produtividade total dos fatores de produçãoQuatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030Intensidade de enfrentamento dos gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentadoBaixaAltaA emergência dosemergentesAmbiente econômico mundial “Business as usual”1. Um salto para o 1º mundoA conquista da prosperidade sustentável2. Um emergente retardatárioPerdendo espaço em um mundo de oportunidades4. Crescimento inercialO desperdício das melhores oportunidades3. Mudança de patamarProsperidade à vista43
  • 66. 44Dois mundos “pós-crise”(Conjecturas sobre a evolução do PIB Global)PIB Mundial (variação % anual do PIB)Fonte: Macroplan, 2009
  • 67. 45Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030(Conjecturas sobre a evolução do PIB brasileiro)PIB Brasil (variação % anual do PIB)Fonte: Macroplan, 2009
  • 68. 46Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030(Conjecturas sobre a evolução da taxa de investimento)Brasil: Taxa de Investimento (% do PIB)Fonte: Macroplan, 2009
  • 69. 47Quatro Cenários Econômicos para o Brasil 2012-2030(Conjecturas sobre a evolução do IED)Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (% do fluxo mundial de capitais)Fonte: Macroplan, 2009
  • 70. 483Pontos Fortes e Debilidades do Espírito Santo Face ao Futuro
  • 71. Pontos FortesInserção diferenciada e competitiva no processo de globalização da economia brasileiraCrescentes reservas de óleo e gás em fase de expansão da produção Qualidade e robustez do setor público, notadamente do Governo Estadual (um Governo que funciona)Capital social e institucional: elevada capacacidade de articulação e cooperação entre os principais atores públicos, privados e da sociedade civil49
  • 72. DebilidadesCapital humano – qualificação da força de trabalhoInfraestrutura física (rodovias, aeroporto e malha ferroviária) e tecnológicaInsuficiente capacidade de internalização dos benefícios do crescimentoSegurança e saúde públicas50
  • 73. 51Plano da ApresentaçãoParte I: O mundo e o Brasil - crise e pós-criseO mundo e o Brasil em tempos de criseO mundo e o Brasil pós-crisePontos fortes e debilidades do Espírito Santo face ao futuroParte II: O futuro do Espírito SantoO que é certo ou quase certo12345O que é incerto
  • 74. Cenários para o Futuro do Espírito Santo - 2025Integração competitiva de uma economia diversificada e de maior valor agregado sustentada pelo capital humano, social e institucional de alta qualidadeCENÁRIO AMudança de qualidadeIndustrialização baseada no capital estatal, privado e internacionalCENÁRIO BIndustrialização baseada no capital LocalCiclo do CaféCENÁRIO C202519602005Fonte: Macroplan52
  • 75. Plano de ApresentaçãoFuturo do ES no longo prazo - pós criseO que é certo ou quase certoRestrições nos países desenvolvidosA China, as commodities e o Espírito SantoA expansão da atividade de produção de petróleoO que ainda é incertoInternalização dos benefícios do crescimento industrial e da exploração mineralDiversificação econômica, agregação de valor e adensamento das cadeias produtivas (grandes cadeias e APLs)Competitividade sistêmica: educação e capital humano, base tecnológica, qualidade das instituições, segurança pública, saúde pública e metrópole de qualidade, sustentabilidade53
  • 76. 544O que é certo ou quase certo
  • 77. O que é certo ou quase certoEndividamento americano e europeu restringem a intensidade da retomada do crescimento econômico destes países no médio prazo. (Risco: Caso Japonês)
  • 78. China e demais emergentes: principal expectativa para a sustentação do crescimento econômico mundial na próxima década
  • 79. Impacto ES: Volumes e preços das commodities no mercado internacional: A recuperação atual é passageira ou será sustentada?
  • 80. Expectativa: recuperação e manutenção de volumes por longo prazo. No entanto, os preços são ainda uma incerteza!
  • 81. Manutenção das condições favoráveis aos produtos capixabas no exterior e retomada de investimentos
  • 82. Forte atividade de exploração e produção de petróleo no pós e pré-sal55
  • 83. A População Mundial108642020006,1 BilhõesPopulação mundial (em Bilhões)Países menos desenvolvidosPaíses mais desenvolvidos1750 1800 1850 1900 1950 2000 2050 2100 2150Fonte:UnitedNations, World PopulationProspects, The 1998 Revision (New York: UM, 1998); andestimatesbythePopulationReference Bureau.56
  • 84. Consumo de Alimentos, Petróleo e Emissões Terra / Água+-NDProjeção de Consumo de Alimentos no MundoDisponibilidade de terras agricultável e água por PaísTrigo3.0003.000Arroz2.0002.000Milhões de toneladasGrãos1.0001.000001964 -66 1974-76 1984-86 1997-99 2015 2030Fonte: ICONE – Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais – “A Dinâmica do Agronegócio Mundial no Século XXI “ (2007)Fonte: FoodandAgricultureOrganizationoftheUnitedNations (2000)Projeção de emissões de CO2 Projeção de Consumo de Petróleo35358500China8000303075002525EUA7000+ 1,75 bilhão de toneladas20206500Milhões de barris por dia60001515Milhões toneladasMilhões toneladas550010105000Índia554500004000200619901995200320102015202020252004200620082010201220142016201820202022202420042006200820102012201420162018202020222024Fonte: U.S. Department of Energy e IAGS (2004)Fonte: EIA, 200557
  • 85. Pré-SalPré-salFonte:Santos BasinPre-Salt Cluster – José Formigli – Rio Oil & Gas (2008) - Petrobras 58
  • 86. 595O que ainda é incerto
  • 87. O que ainda é incertoApropriação dos recursos de royalties e participações especiais pelo Espírito SantoDiscussão da política nacional para o pré-salInternalização dos benefícios da economia do petróleo por meio de fornecimento de bens e serviços de valor agregadoDesenvolver empresas fornecedoras de base tecnológica foi uma das estratégias bem sucedidas na Noruega!São Paulo (especialmente São José dos Campos) e Rio de Janeiro serão fortes competidores. 60
  • 88. Pré-SalAracruzVitóriaAnchietaMacaéItaboraíSão José dos CamposItaguaíNiteróiAngraCaraguatatubaS.SebastiãoSantosPré-salFonte:Santos BasinPre-Salt Cluster – José Formigli – Rio Oil & Gas (2008) - Petrobras 61
  • 89. O que ainda é incertoQual o volume, a localização e o “timing” de investimentos na cadeia minero-siderúrgica no Brasil e no Espírito Santo?62
  • 90. Novos portos nas costas do Espírito Santo e Rio de JaneiroSuper Porto do Açu (em construção)6 berços de atracação para navios graneleiros
  • 91. 4 berços de atracação para cargas gerais,
  • 92. Embarcações de apoio à atividades offshore.
  • 93. Profundidade 18,50 m- atracação de navios Capesize (até 220.000 ton) e navios superconteineiros (até 11,000 TEUs)Porto de Praia Mole: Exemplo (há opções alternativas de mesma magnitude na Barra do Riacho e em Ubu)5 berços para navios porta-contêiners
  • 94. Profundidade mínima de 26 mFonte: site da LLX - ttp://www.llx.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=162&lng=brFonte: site da CODESA - http://www.portodevitoria.gov.br/noticias.php?uid=3720&language=english e site da codesa http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Portos/Vitoria.pdf63
  • 95. O que ainda é incertoQual o volume, a localização e o “timing” de investimentos na cadeia minero-siderúrgica no Brasil e no Espírito Santo?Papel e celulose – Como evoluirão preços no mercado internacional e quais serão os impactos da consolidação do setor?Haverá avanços significativos na competitividade dos principais arranjos produtivos capixabas Consolidação de alguns segmentosInovação tecnológicaAgregação de valor64
  • 96. O que ainda é incertoHaverá sucesso na promoção de investimentos no Espírito Santo? Diversificação econômicaAgregação de valorAdensamento das cadeias produtivas65
  • 97. O que ainda é incertoHaverá avanços significativos na competitividade sistêmica da economia capixaba?Fundap e a Reforma tributáriaBase de capital humanoBase tecnológica estadualQualidade institucionalPobreza SegurançaSaúde da populaçãoQualidade da metrópole e rede de cidadesAmbiente66
  • 98. PobrezaPessoaspobres – perfilbolsafamília 2006 (% dapopulação) 40%35%35%30%27%24%25%20%20%11%15%SP10%5%0%GuarapariCariacicaSerraVila VelhaVitóriaNotas: Renda per capita mensal de até R$ 137,00. Cálculo da estimativa percentual de pessoas pobres considerou a média do Espírito Santo de 4,4 pessoas por família com renda per capita mensal de até ¼ de salário mínimo (IBGE, 2005).Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate á Fome – 2008. Disponível em <http://www.mds.gov.br/adesao/mib/matrizsrch.asp>67
  • 99. Mapa de Concentração dos Homicídios na Grande Vitória no ano de 200768
  • 100. Segurança PúblicaHomicídios dolosos São Paulo e Rio de Janeiro – 1998 a 2007 (números absolutos)Taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes60,0PEES50,040,0RJ30,0RJ20,0SPSP10,00,0200020012002200320042005200620072008Fonte: SIM/DATASUS, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SP), ISP (RJ), INFOPOL / SDS (PE), Polícia Civil/DML/ES – 2009Fontes: ISP-RJ e SSP-SP apud Centro de Estudos de Segurança e CidadaniaPopulação Carcerária São Paulo x Rio de JaneiroSP+ Projeto Inteligência PolicialMelhoria no desempenho das forças policiais com base na utilização da tecnologia da informação e da comunicaçãoRJOs investimentos em execução no Espírito Santo projetam trajetória de crescimento do encarceramento como a do estado de São Paulo. Espera-se para o Espírito Santo, resultados semelhantes aos de São Paulo, no médio prazo.Fonte: Ministério da Justiça - Departamento Penitenciário Nacional e Sec. Administração Penitenciária de São Paulo 69
  • 101. Taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes60,0PernambucoEspírito Santo50,040,0Rio de Janeiro30,020,0São Paulo10,00,0200020012002200320042005200620072008Fonte: SIM/DATASUS, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SP), ISP (RJ), INFOPOL / SDS (PE), Polícia Civil/DML/ES – 200970
  • 102. Homicídios dolosos São Paulo e Rio de Janeiro – 1998 a 2007 (números absolutos)Fontes: ISP-RJ e SSP-SP apud Centro de Estudos de Segurança e Cidadania71
  • 103. População Carcerária São Paulo x Rio de Janeiro+ Projeto Inteligência PolicialMelhoria no desempenho das forças policiais com base na utilização da tecnologia da informação e da comunicaçãoOs investimentos em execução no Espírito Santo projetam trajetória de crescimento do encarceramento como a do estado de São Paulo. Espera-se para o Espírito Santo, resultados semelhantes aos de São Paulo, no médio prazo.72
  • 104. Desenvolvimento da região metropolitana da Grande VitóriaConcentração urbana na RMGV em 1976Concentração urbana na RMGV em 2005O desenvolvimento tardio da RMGV traz uma oportunidade de se evitar erros observados em outras metrópoles brasileiras Fonte: Secretaria de estado da Educação - Gerência da Informação e Avaliação Educacional – 200973
  • 105. Mobilidade urbanaTempo médio de deslocamento por pessoa na RMGV aumentou 30% entre 1998 e 2007Evolução da participação dos modais no total de viagens realizadas na RMGVTempo médio de deslocamento por pessoa na RMGV80%62%55%45%38%20%Transporte privadoTransporte coletivo198519982007Fonte: CONDEVIT. Pesquisa Origem Destino da RMGV (2007)Evolução da frota de Vila VelhaFonte: Denatran – 200974
  • 106. Percentual de estudantes em cada nível de proficiência em MatemáticaPISA 200675
  • 107. Percentual de estudantes em cada nível de proficiência em Leitura76PISA 2006
  • 108. Qualidade do EnsinoIDEB: Ensino Fundamental Regular Municipal – Séries Finais (5ª a 8ª série)IDEB: Ensino Fundamental Regular Municipal – Séries Iniciais (1ª a 4ª série)6,35,65,84,74,54,34,34,44,34,34,24,24,15,04,13,24,13,83,74,23,84,13,63,83,92,93,63,73,73,63,43,53,43,23,53,33,43,23,23,1BrasilSão PauloFundãoVila VelhaVitóriaSerraVianaCariacicaGuarapariBrasilSão PauloFundãoVila VelhaSerraVianaVitóriaCariacicaGuarapariMeta do Plano Nacional de Educação para o Estado em 2021Meta do Plano Nacional de Educação para o Estado em 201520052007Nota: As metas foram definidas pelo Ministério da Educação e são referentes ao Estado do Espírito SantoFonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) – 200777
  • 109. Plano de ApresentaçãoFuturo do ES no longo prazo - pós criseO que é certo ou quase certoRestrições nos países desenvolvidosA China, as commodities e o Espírito SantoA expansão da atividade de produção de petróleoO que ainda é incertoInternalização dos benefícios do crescimento industrial e da exploração mineralDiversificação econômica, agregação de valor e adensamento das cadeias produtivas (grandes cadeias e APLs)Competitividade sistêmica: educação e capital humano, base tecnológica, qualidade das instituições, segurança pública, saúde pública e metrópole de qualidade, sustentabilidade78
  • 110. Experiência da Macroplan Alguns clientes e projetos em CenáriosCenários Corporativos 2004-2015 e Regionalização do Cenário Corporativo Cenários Exploratórios e Plano de Desenvolvimento do ES 2005-2025Cenários Exploratórios do Rio de Janeiro 2007-2027 e Plano Estratégico 2007 - 2010Cenários Energéticos da Amazônia 1998-2020Cenários do setor de telecomunicações 1996-2010Cenários do Ambiente de Atuação das Organizações de Pesquisa 2007-2023Cenários Exploratórios e Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado 2007-2023Cenários Focalizados no Ambiente das MPE Fluminenses 2008-2027Cenários e Plano Estratégico do Sistema 1996-2010 e RegiõesCenários focalizados do Sistema SENAC 2000-2005 e do SENAC SP 2000-2010Cenários e Plano Estratégico 2003-2010Cenários da Indústria de Cerâmicas e Revestimento1995-200579
  • 111. Sobre a MacroplanEmpresa brasileira de consultoria especializada em estudos prospectivos, planejamento e administração estratégica, gestão para resultados e gestão estratégica da inovaçãoFundada em 1989, tem escritórios, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Atua em todo o BrasilMais de 250 projetos de consultoria para grandes organizaçõesEquipe multi-geracional de 40 profissionais com vínculo permanente e formação pluridisciplinar aliada a uma ampla rede de parceiros e especialistasSoluções “sob medida” e construção em conjunto com os clientes8075% dos clientes desenvolveram mais de um projeto com a Macroplan