Maristela Carneiro
Pressupostos Relevantes:
  Muito se comenta que há diferentes princípios, formas e processos de

    observação que poderiam ajudar no ensino de crianças especiais.

Quanto mais conhecimento o professor tem acerca do estudante, maior é a
  adequação de suas propostas de ensino e a sua segurança para promover
                    o desenvolvimento de seus alunos.

            (BIRKENSHAW-FLEMING apud JOLY, 1993, p. 80).
Pressupostos Relevantes:


           É necessário investigar a utilização de determinados

procedimentos e estratégias em educação musical no universo da educação
 inclusiva, através de uma metodologia envolvendo jogos e brincadeiras, os
  quais proporcionam de maneira prazerosa, o desenvolvimento cognitivo
           musical e corporal dos sujeitos inseridos no processo.
Perguntas:

Há diferença significativa no processo ensino-aprendizagem de música para
                    alunos com necessidades especiais?



    Temos princípios, olhares e propostas específicas para esse grupo
                               educacional?



          De que maneira deve ser concebida a aula de música?
Existe uma estreita relação entre música, educação e as pessoas com

                          necessidades especiais.

      Assim, as atividades musicais têm papel importante na formação

e no desenvolvimento do individuo como um todo, justificando sua inclusão no

                       contexto educacional e social.

          Muitas manifestações artísticas, especialmente a música,

aparecem com predominância em relatos de experiências e de pesquisas, como

propulsora de aspectos relacionados com a qualidade de vida e na mudança de

      comportamento de pessoas portadoras de necessidades especiais.
A rítmica musical: uma experiência a partir de Dalcroze e Orff

 O aprendizado da rítmica corporal e instrumental são elementos imprescindíveis

 em atividades musicais, do mesmo modo que a criação é importante para que os
  alunos possam vivenciar de forma integral as informações e o conhecimento em
             música, realizada mediante avaliação continua e formativa.

O ensino de música deve ser construído a partir do fazer musical e da realidade dos
    alunos, contemplando seus interesses, preferências e saberes, desenvolvendo
    habilidades, atitudes e valores considerados necessários para a formação do
                              individuo como cidadão.

                       (DEL BEN; HENTSCHKE, 2002, p. 50).
Para Dalcroze e Orff, o ensino da música parte do desenvolvimento rítmico.

        Dalcroze coloca a rítmica, como uma linguagem corporal através da qual são

       relacionados os ritmos musicais, com papel de destaque na Educação Musical.

Em sua experiência enquanto educador, percebeu que os alunos realizavam a música de forma

   mecânica, desprovida de sensibilidade, realizando os ritmos de forma artificial, levando

  o autor a criar em 1903 a Eurritmia. Esse método propõe a percepção rítmica através da

       sensibilidade, para que se distingam os componentes musicais como dinâmica,

     compasso, frase, entre outros. É desenvolvido pela repetição de exercícios e pelos

    ritmos naturais do corpo, além de que, aperfeiçoa a memória e enriquece o cérebro.

   O registro através do corpo propicia uma fixação profunda e racional da aprendizagem,

    por isso é muito importante o aluno vivenciar todas as potencialidades do corpo com

     acuidade e concentração, para conseguir compreender e dominar com precisão os

                            movimentos. (GOULART, 2004, p. 3).
Para Orff, a base de seu método é o ritmo da linguagem, a palavra representa a

                                célula geradora.



         O método Orff nos legou três importantes caminhos, a saber:

O primeiro refere-se à descoberta do ritmo da palavra em todo o seu potencial,

o segundo diz respeito ao ritmo no corpo transformando-o num instrumento de
            percussão, e por ultimo, o uso do instrumental especifico.



Somamos as estes três pilares, a valorização e o resgate do folclore, presente em
   todos os momentos, além da ênfase nos exercícios de criação e improvisação.
Por onde começar:


♪ Atividades específicas, com movimentos corporais e os instrumentos de percussão.

♪ Dinâmicas de iniciação rítmica com uma abordagem adequada para familiarizar os

alunos com esses conteúdos.

♪ Atividades que desenvolvam a coordenação motora a partir do som e do silêncio
  em música.

♪ Atividades que envolvam o pulso em andamentos lento, moderado e rápido

♪ O canto e a livre expressão corporal
Referências:

 DEL BEM, L.;HENTSCHKE L. Educação Musical escolar: uma investigação a partir

das concepções de três professoras de música. Revista da ABEM. Porto Alegre, n. 7,

2002, p. 49-57
 FONTES, A. A. N. Olha a Bernúncia. In: Anuário de Itajaí. Itajaí: PMI, 1959, p. 155-

156.
 GOULART, D. Quatro educadores. Disponível em:

http://www.dianagoulart.pro.br/bibliot/dkos.htm. Acesso em: nov. 2007.
 JOLY, I. Z. L. Musica e Educação Especial: uma possibilidade concreta para
   promover

o desenvolvimento de indivíduos. Revista Educação. V. 28, N. 2, São Paulo: UFSCar,

2003.

Educação musical e pne

  • 1.
  • 2.
    Pressupostos Relevantes: Muito se comenta que há diferentes princípios, formas e processos de observação que poderiam ajudar no ensino de crianças especiais. Quanto mais conhecimento o professor tem acerca do estudante, maior é a adequação de suas propostas de ensino e a sua segurança para promover o desenvolvimento de seus alunos. (BIRKENSHAW-FLEMING apud JOLY, 1993, p. 80).
  • 3.
    Pressupostos Relevantes: É necessário investigar a utilização de determinados procedimentos e estratégias em educação musical no universo da educação inclusiva, através de uma metodologia envolvendo jogos e brincadeiras, os quais proporcionam de maneira prazerosa, o desenvolvimento cognitivo musical e corporal dos sujeitos inseridos no processo.
  • 4.
    Perguntas: Há diferença significativano processo ensino-aprendizagem de música para alunos com necessidades especiais? Temos princípios, olhares e propostas específicas para esse grupo educacional? De que maneira deve ser concebida a aula de música?
  • 5.
    Existe uma estreitarelação entre música, educação e as pessoas com necessidades especiais. Assim, as atividades musicais têm papel importante na formação e no desenvolvimento do individuo como um todo, justificando sua inclusão no contexto educacional e social. Muitas manifestações artísticas, especialmente a música, aparecem com predominância em relatos de experiências e de pesquisas, como propulsora de aspectos relacionados com a qualidade de vida e na mudança de comportamento de pessoas portadoras de necessidades especiais.
  • 6.
    A rítmica musical:uma experiência a partir de Dalcroze e Orff O aprendizado da rítmica corporal e instrumental são elementos imprescindíveis em atividades musicais, do mesmo modo que a criação é importante para que os alunos possam vivenciar de forma integral as informações e o conhecimento em música, realizada mediante avaliação continua e formativa. O ensino de música deve ser construído a partir do fazer musical e da realidade dos alunos, contemplando seus interesses, preferências e saberes, desenvolvendo habilidades, atitudes e valores considerados necessários para a formação do individuo como cidadão. (DEL BEN; HENTSCHKE, 2002, p. 50).
  • 7.
    Para Dalcroze eOrff, o ensino da música parte do desenvolvimento rítmico. Dalcroze coloca a rítmica, como uma linguagem corporal através da qual são relacionados os ritmos musicais, com papel de destaque na Educação Musical. Em sua experiência enquanto educador, percebeu que os alunos realizavam a música de forma mecânica, desprovida de sensibilidade, realizando os ritmos de forma artificial, levando o autor a criar em 1903 a Eurritmia. Esse método propõe a percepção rítmica através da sensibilidade, para que se distingam os componentes musicais como dinâmica, compasso, frase, entre outros. É desenvolvido pela repetição de exercícios e pelos ritmos naturais do corpo, além de que, aperfeiçoa a memória e enriquece o cérebro. O registro através do corpo propicia uma fixação profunda e racional da aprendizagem, por isso é muito importante o aluno vivenciar todas as potencialidades do corpo com acuidade e concentração, para conseguir compreender e dominar com precisão os movimentos. (GOULART, 2004, p. 3).
  • 8.
    Para Orff, abase de seu método é o ritmo da linguagem, a palavra representa a célula geradora. O método Orff nos legou três importantes caminhos, a saber: O primeiro refere-se à descoberta do ritmo da palavra em todo o seu potencial, o segundo diz respeito ao ritmo no corpo transformando-o num instrumento de percussão, e por ultimo, o uso do instrumental especifico. Somamos as estes três pilares, a valorização e o resgate do folclore, presente em todos os momentos, além da ênfase nos exercícios de criação e improvisação.
  • 9.
    Por onde começar: ♪Atividades específicas, com movimentos corporais e os instrumentos de percussão. ♪ Dinâmicas de iniciação rítmica com uma abordagem adequada para familiarizar os alunos com esses conteúdos. ♪ Atividades que desenvolvam a coordenação motora a partir do som e do silêncio em música. ♪ Atividades que envolvam o pulso em andamentos lento, moderado e rápido ♪ O canto e a livre expressão corporal
  • 10.
    Referências:  DEL BEM,L.;HENTSCHKE L. Educação Musical escolar: uma investigação a partir das concepções de três professoras de música. Revista da ABEM. Porto Alegre, n. 7, 2002, p. 49-57  FONTES, A. A. N. Olha a Bernúncia. In: Anuário de Itajaí. Itajaí: PMI, 1959, p. 155- 156.  GOULART, D. Quatro educadores. Disponível em: http://www.dianagoulart.pro.br/bibliot/dkos.htm. Acesso em: nov. 2007.  JOLY, I. Z. L. Musica e Educação Especial: uma possibilidade concreta para promover o desenvolvimento de indivíduos. Revista Educação. V. 28, N. 2, São Paulo: UFSCar, 2003.