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INTRODUÇÃO


    A potência (atividade) de um agente
antimicrobiano é determinada comparando-se
      a dose que inibe o crescimento do
    microrganismo sensível com a dose da
  preparação padrão do agente que produz
               inibição similar.



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MÉTODOS MICROBIOLÓGICOS PARA
        DOSAGEM DE ANTIBIÓTICOS


o Método da diluição em série
      o Macrodiluição
      o Microdiluição




o Método turbidimétrico




o Método de difusão em ágar
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DILUIÇÃO EM SÉRIE - MACRODILUIÇÃO
Resposta: “tudo ou nada”




                                                 MIC




          Click Farna– E-learning farmacêutico         MIC
DILUIÇÃO EM SÉRIE - MICRODILUIÇÃO




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DILUIÇÃO EM SÉRIE
Potência
  Testa-se concomitantemente padrão e amostra:


               P = CIMA            X 100
                   CIMP

  Para maior precisão, ensaia-se concentrações intermediárias
  entre o tubo com concentração inibitória mínima e o
  imediatamente anterior.



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DILUIÇÃO EM SÉRIE
Vantagens
o   Mais sensível a baixas concentrações que outros métodos
o   Fornece a CIM ativa da substância analisada

Desvantagens
o   A precisão está relacionada ao intervalo de concentração utilizada
o   Há interferência de soluções turvas ou coradas
o   Há necessidade do padrão e amostra serem estéreis

NÃO É MUITO UTILIZADO




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MÉTODO TURBIDIMÉTRICO

o   Baseia-se na inibição do crescimento microbiano medido
    através da turbidez (transmitância ou absorvância) da
    suspensão de microrganismos adequados/sensíveis ao
    composto contido em um meio com o antibiótico.
o   A resposta do microrganismo é função direta da
    concentração da substância.




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MÉTODO TURBIDIMÉTRICO
Padronização do microrganismo para utilização no doseamento

                                                        35 2 ºC
                                                        20-24 h




                                                       25% transmitância
                                                            530 nm


                   +

                       Sol. fisiológica
      35 2 ºC
      20-24 h
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MÉTODO TURBIDIMÉTRICO
                                   Progressão geométrica




                           Triplicata
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MÉTODO TURBIDIMÉTRICO
35 2 ºC
3 a 4 horas




                                0,5 mL de formaldeído 12%




        Click Farna– E-learning farmacêutico    Λ = 530 nm
MÉTODO TURBIDIMÉTRICO
Potência




                                      P




    Calcula-se a potência através de métodos estatísticos
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MÉTODO TURBIDIMÉTRICO
Vantagens

Mais rápido

Desvantagens

o   O pH pode influenciar o crescimento do microrganismo
o   Há interferência de soluções turvas ou coradas (padrão e amostra não
    devem precipitar em contato com o meio)
o   Padrão e amostra devem ser solúveis em água ou em solventes miscíveis
    em concentração tal que não interfira no crescimento
o   Há necessidade do padrão e amostra serem estéreis (substâncias
    termolábeis não podem ser ensaiadas por esta técnica)


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DIFUSÃO EM ÁGAR
Considerações gerais
    Relaciona o tamanho da zona de inibição com a dose da substância
    ensaiada.
    O método emprega meio de cultura sólido inoculado, distribuído em
    placas, em sistema de bicamada, através do qual a substância teste se
    difunde.
    É fundamentalmente um método físico, no qual o microrganismo é usado
    como revelador.
        Mas está sujeito a muitos outros fatores físicos e químicos além da simples
        interação entre o fármaco e o microrganismo:
           Natureza do meio
           Capacidade de difusão
           Tamanho da molécula
           Estabilidade da amostra
    É essencial que se trabalhe com réplicas, de forma a compensar os
    desvios, inerentes ao ensaio ou acidentais.

                       Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Método- Testes preliminares

  A partir de parâmetros especificados em ensaios anteriores e
  referentes a determinação da potência de antibióticos descritos
  pela Farm. Bras. IV, USP e FDA, são realizados testes
  preliminares para padronizar as condições a serem utilizadas
  verificando parâmetros como:



  Microrganismo                 Concentração do inóculo
  Meio de cultura               Concentração do fármaco
  Solução diluente

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DIFUSÃO EM ÁGAR
Ensaio do tipo quantitativo:
        2X2                                                    5X1

                                                                P
                                                          A1         A5
      A1      A2


                                                          A2         A4
      P1      P2
                                   3X3
                                                               A3
                                     P1

                             A1              A3



                              P3              P2

                                      A2



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DIFUSÃO EM ÁGAR

Cultura de manutenção




        Repique deve ser feito a cada 7 dias
        Conservação: refrigerador a 4 ºC




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DIFUSÃO EM ÁGAR
Repique do microrganismo para utilização no doseamento

                                                     35 2 ºC
                                                     20-24 h




                                                    25% transmitância
                                                         580 nm


                +

                    Sol. fisiológica
   35 2 ºC
   20-24 h
             Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
  Preparo das placas
                                                              Papel de filtro




                   21 mL
  Ágar




                        4 mL




Ágar inoculado
   (47 ºC)             Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
 Ensaio

 Utilizando placas de Petri, em capela de fluxo laminar, transfere-se 21,0 mL
 de meio para cada placa (camada base).

 Após a solidificação desta camada, adiciona-se 4,0 mL de meio inoculado.
 Assim que esta camada se solidificar, distribuir os cilindros ou templates de
 aço inoxidável.

 Com auxílio de pipetador automático transfere-se as alíquotas de padrões e
 amostras, 200 µL, para cada orifício.

     P1

A1         A3       As placas devem ser incubadas a 35ºC 2ºC e após 18-20
                    horas medem-se os diâmetros dos halos de inibição com
                    auxílio de um paquímetro.
P3          P2

      A2

                       Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Preparo das placas




                     Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Preparo das soluções padrão e amostra
      10mg do padrão primário ou o equivalente em
                relação ao peso médio

                                          [100µg/mL]

                               BV 100mL


                      0,8mL          1,6mL             3,2mL




     BV 10mL                    BV 10mL                         BV 10mL
    [8µg/mL]                  [16µg/mL]                        [32µg/mL]



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DIFUSÃO EM ÁGAR




E. coli                           B. subtilis



                                        Diâmetro do halo é função          da
                                        concentração do antibiótico
                                             •Relação linear: diâmetro do halo
                                             (mm) X log da concentração



  S. luteus    Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR

A maneira como o antibiótico é colocado em contato com o meio
de cultura define as seguintes técnicas utilizadas para difusão em
ágar:
   técnica de cilindros em placas
   técnica de orifícios ou poçinhos
   técnica de disco ou papel
   técnica de gotas ou depósito em superfície




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DIFUSÃO EM ÁGAR – CILINDROS EM
                PLACA
Cilindros de vidro, porcelana, aço inoxidável, alumínio
etc
     Diâmetro interno: 6,0 mm 0,1 mm
     Diâmetro externo: 8,0 mm 0,1 mm
     Altura: 10,0 mm 0,1 mm




              Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR – TEMPLATE OU
              MOLDES DE AÇO
o São moldes de aço inoxidável com orifícios nos quais são colocados as
  soluções padrão e amostra
o É o mesmo princípio da técnica cilindros em placa, porém o manuseio é
  mais prático




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DIFUSÃO EM ÁGAR – ORIFÍCIOS OU
             POÇINHOS
o São perfurados pequenos poços no meio de cultura através de
  instrumento adequado de maneira que forme um cilindro embutido no
  meio sólido
o Os halos podem ser irregulares se o instrumento que servirá para a
  construção dos orifícios não for padronizado




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DIFUSÃO EM ÁGAR – DISCO DE PAPEL
o Discos de papel com 13 mm de diâmetro
o 60 µL
o Solução P e A com pipeta ou imersão por tempo pré definido
o Os discos podem ser colocados manualmente com auxílio de pinça estéril
  sobre a superfície do meio ou através de equipamento apropriado sobre o
  meio inoculado
o Amostra com alta concentração de solvente orgânico




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DIFUSÃO EM ÁGAR – GOTAS OU DEPÓSITO EM
                   SUPERFÍCIE
o Adiciona-se 2 a 3 µL da solução P e A na superfície do ágar com
  microsseringa
o Permite automação
o Pouco utilizado
o A superfície do gel deve estar seca




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DIFUSÃO EM ÁGAR

Vantagens
o   Em todas as técnicas deste método as amostras não precisam estar
    estéreis
o   As técnicas de cilindro e de orifício mostram-se mais sensíveis à
    pequenas concentrações que a de disco
o   Técnica de disco é mais simples, rápida e de melhor precisão, além de
    permitir o ensaio com altas concentrações de solvente orgânico
Desvantagens
o   As técnicas de cilindro e de orifício são mais trabalhosas e necessitam de
    cuidados extremos no manuseio das placas
o   Suspensões interferem nas técnicas de cilindro e de disco




                      Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Fatores que interferem no ensaio:
    Conteúdo de água presente no meio
    Qualidade do ágar
    Densidade do inóculo
    pH do meio e das soluções utilizadas
    Tempo e temperatura de incubação
    Forma ativa da substância
    Coeficiente de difusão da substância e velocidade de
    crescimento do microrganismo
         Halos pequenos: deixar a substância difundir antes de incubar
         Halos grandes: incubar as placas antes de colocar as amostras




                 Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Cálculo dos resultados



               Pot = Antilog M x 100

M = F/b                   b = E/I                       I = log R

       F = 1/3[(A1+A2+A3)-(P1+P2+P3)]

              E = ¼[(A3+P3)-(A1+P1)]
                 Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Cálculo dos resultados

             P1           P2           P3           A1      A2      A3


     I       14,0        15,5         16,4         13,2    15,2    17,0

    II       13,0        15,3         16,6         13,3    15,0    16,3

    III      13,0        15,2         16,4         13,2    15,0    16,0

    IV       13,2        15,4         16,6         13,1    15,3    16,4

    V        13,0        15,0         16,6         13,2    15,2    16,2

    VI       13,2        15,4         16,2         13,2    15,1    16,6

   Soma      79,4        91,8         98,8         79,2    90,8    98,5

   Média    13,23        15,30       16,47         13,20   15,13   16,42

                    Click Farna– E-learning farmacêutico
DIFUSÃO EM ÁGAR
Cálculo dos resultados - exemplo

I = log R   (R=2)         E = ¼[(A3+P3)-(A1+P1)]               b = E/I
I = log 2                 E = ¼[(32,88-26,43)]                 b = 1,6125/0,301
I = 0,301                 E = 1,6125                           b = 5,3571


     F = 1/3[(A1+A2+A3)-(P1+P2+P3)]                      M = F/b
     F = 1/3[(44,75-45,00)]                              M = -0,0833/5,3571
     F = -0,0833                                         M = -0,01556


                           Pot = Antilog M x 100
                      Pot = Antilog -0,01556 x 100
                                Pot = 96,49%
                      Click Farna– E-learning farmacêutico
CONCLUSÃO

o A necessidade de confirmação da eficácia terapêutica dos
  produtos medicamentosos constitui-se em aspecto de
  preocupação. E ainda há que se considerar o aspecto
  econômico, assim como o de falsificação com moléculas
  estruturalmente similares.
o Os bioensaios são extremamente necessários para que se
  tenha um controle de qualidade eficaz destes antimicrobianos
  de uso tão difundido.




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Todos os direitos reservados - 2012

Doseamento microbiologico

  • 1.
    Todos os direitosreservados - 2012
  • 3.
    INTRODUÇÃO A potência (atividade) de um agente antimicrobiano é determinada comparando-se a dose que inibe o crescimento do microrganismo sensível com a dose da preparação padrão do agente que produz inibição similar. Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 4.
    MÉTODOS MICROBIOLÓGICOS PARA DOSAGEM DE ANTIBIÓTICOS o Método da diluição em série o Macrodiluição o Microdiluição o Método turbidimétrico o Método de difusão em ágar Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 5.
    DILUIÇÃO EM SÉRIE- MACRODILUIÇÃO Resposta: “tudo ou nada” MIC Click Farna– E-learning farmacêutico MIC
  • 6.
    DILUIÇÃO EM SÉRIE- MICRODILUIÇÃO Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 7.
    DILUIÇÃO EM SÉRIE Potência Testa-se concomitantemente padrão e amostra: P = CIMA X 100 CIMP Para maior precisão, ensaia-se concentrações intermediárias entre o tubo com concentração inibitória mínima e o imediatamente anterior. Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 8.
    DILUIÇÃO EM SÉRIE Vantagens o Mais sensível a baixas concentrações que outros métodos o Fornece a CIM ativa da substância analisada Desvantagens o A precisão está relacionada ao intervalo de concentração utilizada o Há interferência de soluções turvas ou coradas o Há necessidade do padrão e amostra serem estéreis NÃO É MUITO UTILIZADO Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 9.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO o Baseia-se na inibição do crescimento microbiano medido através da turbidez (transmitância ou absorvância) da suspensão de microrganismos adequados/sensíveis ao composto contido em um meio com o antibiótico. o A resposta do microrganismo é função direta da concentração da substância. Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 10.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO Padronização domicrorganismo para utilização no doseamento 35 2 ºC 20-24 h 25% transmitância 530 nm + Sol. fisiológica 35 2 ºC 20-24 h Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 11.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO Progressão geométrica Triplicata Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 12.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO 35 2ºC 3 a 4 horas 0,5 mL de formaldeído 12% Click Farna– E-learning farmacêutico Λ = 530 nm
  • 13.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO Potência P Calcula-se a potência através de métodos estatísticos Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 14.
    MÉTODO TURBIDIMÉTRICO Vantagens Mais rápido Desvantagens o O pH pode influenciar o crescimento do microrganismo o Há interferência de soluções turvas ou coradas (padrão e amostra não devem precipitar em contato com o meio) o Padrão e amostra devem ser solúveis em água ou em solventes miscíveis em concentração tal que não interfira no crescimento o Há necessidade do padrão e amostra serem estéreis (substâncias termolábeis não podem ser ensaiadas por esta técnica) Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 15.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Consideraçõesgerais Relaciona o tamanho da zona de inibição com a dose da substância ensaiada. O método emprega meio de cultura sólido inoculado, distribuído em placas, em sistema de bicamada, através do qual a substância teste se difunde. É fundamentalmente um método físico, no qual o microrganismo é usado como revelador. Mas está sujeito a muitos outros fatores físicos e químicos além da simples interação entre o fármaco e o microrganismo: Natureza do meio Capacidade de difusão Tamanho da molécula Estabilidade da amostra É essencial que se trabalhe com réplicas, de forma a compensar os desvios, inerentes ao ensaio ou acidentais. Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 16.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Método-Testes preliminares A partir de parâmetros especificados em ensaios anteriores e referentes a determinação da potência de antibióticos descritos pela Farm. Bras. IV, USP e FDA, são realizados testes preliminares para padronizar as condições a serem utilizadas verificando parâmetros como: Microrganismo Concentração do inóculo Meio de cultura Concentração do fármaco Solução diluente Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 17.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Ensaiodo tipo quantitativo: 2X2 5X1 P A1 A5 A1 A2 A2 A4 P1 P2 3X3 A3 P1 A1 A3 P3 P2 A2 Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 18.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Culturade manutenção Repique deve ser feito a cada 7 dias Conservação: refrigerador a 4 ºC Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 19.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Repiquedo microrganismo para utilização no doseamento 35 2 ºC 20-24 h 25% transmitância 580 nm + Sol. fisiológica 35 2 ºC 20-24 h Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 20.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Preparo das placas Papel de filtro 21 mL Ágar 4 mL Ágar inoculado (47 ºC) Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 21.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Ensaio Utilizando placas de Petri, em capela de fluxo laminar, transfere-se 21,0 mL de meio para cada placa (camada base). Após a solidificação desta camada, adiciona-se 4,0 mL de meio inoculado. Assim que esta camada se solidificar, distribuir os cilindros ou templates de aço inoxidável. Com auxílio de pipetador automático transfere-se as alíquotas de padrões e amostras, 200 µL, para cada orifício. P1 A1 A3 As placas devem ser incubadas a 35ºC 2ºC e após 18-20 horas medem-se os diâmetros dos halos de inibição com auxílio de um paquímetro. P3 P2 A2 Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 22.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Preparodas placas Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 23.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Preparodas soluções padrão e amostra 10mg do padrão primário ou o equivalente em relação ao peso médio [100µg/mL] BV 100mL 0,8mL 1,6mL 3,2mL BV 10mL BV 10mL BV 10mL [8µg/mL] [16µg/mL] [32µg/mL] Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 24.
    DIFUSÃO EM ÁGAR E.coli B. subtilis Diâmetro do halo é função da concentração do antibiótico •Relação linear: diâmetro do halo (mm) X log da concentração S. luteus Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 25.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Amaneira como o antibiótico é colocado em contato com o meio de cultura define as seguintes técnicas utilizadas para difusão em ágar: técnica de cilindros em placas técnica de orifícios ou poçinhos técnica de disco ou papel técnica de gotas ou depósito em superfície Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 26.
    DIFUSÃO EM ÁGAR– CILINDROS EM PLACA Cilindros de vidro, porcelana, aço inoxidável, alumínio etc Diâmetro interno: 6,0 mm 0,1 mm Diâmetro externo: 8,0 mm 0,1 mm Altura: 10,0 mm 0,1 mm Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 27.
    DIFUSÃO EM ÁGAR– TEMPLATE OU MOLDES DE AÇO o São moldes de aço inoxidável com orifícios nos quais são colocados as soluções padrão e amostra o É o mesmo princípio da técnica cilindros em placa, porém o manuseio é mais prático Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 28.
    DIFUSÃO EM ÁGAR– ORIFÍCIOS OU POÇINHOS o São perfurados pequenos poços no meio de cultura através de instrumento adequado de maneira que forme um cilindro embutido no meio sólido o Os halos podem ser irregulares se o instrumento que servirá para a construção dos orifícios não for padronizado Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 29.
    DIFUSÃO EM ÁGAR– DISCO DE PAPEL o Discos de papel com 13 mm de diâmetro o 60 µL o Solução P e A com pipeta ou imersão por tempo pré definido o Os discos podem ser colocados manualmente com auxílio de pinça estéril sobre a superfície do meio ou através de equipamento apropriado sobre o meio inoculado o Amostra com alta concentração de solvente orgânico Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 30.
    DIFUSÃO EM ÁGAR– GOTAS OU DEPÓSITO EM SUPERFÍCIE o Adiciona-se 2 a 3 µL da solução P e A na superfície do ágar com microsseringa o Permite automação o Pouco utilizado o A superfície do gel deve estar seca Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 31.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Vantagens o Em todas as técnicas deste método as amostras não precisam estar estéreis o As técnicas de cilindro e de orifício mostram-se mais sensíveis à pequenas concentrações que a de disco o Técnica de disco é mais simples, rápida e de melhor precisão, além de permitir o ensaio com altas concentrações de solvente orgânico Desvantagens o As técnicas de cilindro e de orifício são mais trabalhosas e necessitam de cuidados extremos no manuseio das placas o Suspensões interferem nas técnicas de cilindro e de disco Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 32.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Fatoresque interferem no ensaio: Conteúdo de água presente no meio Qualidade do ágar Densidade do inóculo pH do meio e das soluções utilizadas Tempo e temperatura de incubação Forma ativa da substância Coeficiente de difusão da substância e velocidade de crescimento do microrganismo Halos pequenos: deixar a substância difundir antes de incubar Halos grandes: incubar as placas antes de colocar as amostras Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 33.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Cálculodos resultados Pot = Antilog M x 100 M = F/b b = E/I I = log R F = 1/3[(A1+A2+A3)-(P1+P2+P3)] E = ¼[(A3+P3)-(A1+P1)] Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 34.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Cálculodos resultados P1 P2 P3 A1 A2 A3 I 14,0 15,5 16,4 13,2 15,2 17,0 II 13,0 15,3 16,6 13,3 15,0 16,3 III 13,0 15,2 16,4 13,2 15,0 16,0 IV 13,2 15,4 16,6 13,1 15,3 16,4 V 13,0 15,0 16,6 13,2 15,2 16,2 VI 13,2 15,4 16,2 13,2 15,1 16,6 Soma 79,4 91,8 98,8 79,2 90,8 98,5 Média 13,23 15,30 16,47 13,20 15,13 16,42 Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 35.
    DIFUSÃO EM ÁGAR Cálculodos resultados - exemplo I = log R (R=2) E = ¼[(A3+P3)-(A1+P1)] b = E/I I = log 2 E = ¼[(32,88-26,43)] b = 1,6125/0,301 I = 0,301 E = 1,6125 b = 5,3571 F = 1/3[(A1+A2+A3)-(P1+P2+P3)] M = F/b F = 1/3[(44,75-45,00)] M = -0,0833/5,3571 F = -0,0833 M = -0,01556 Pot = Antilog M x 100 Pot = Antilog -0,01556 x 100 Pot = 96,49% Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 36.
    CONCLUSÃO o A necessidadede confirmação da eficácia terapêutica dos produtos medicamentosos constitui-se em aspecto de preocupação. E ainda há que se considerar o aspecto econômico, assim como o de falsificação com moléculas estruturalmente similares. o Os bioensaios são extremamente necessários para que se tenha um controle de qualidade eficaz destes antimicrobianos de uso tão difundido. Click Farna– E-learning farmacêutico
  • 37.
    Todos os direitosreservados - 2012