DoençaDoença
TrofoblasticaTrofoblastica
GestacionalGestacional
Dinaele da SilvaDinaele da Silva
Considerações IniciaisConsiderações Iniciais
 A Doença Trofoblástica Gestacional é uma doença do cicloA Doença Trofoblástica Gestacional é uma doença do ciclo
reprodutivo de alta freqüência nos países subdesenvolvidosreprodutivo de alta freqüência nos países subdesenvolvidos
e de graves conseqüências se o tratamento não é realizadae de graves conseqüências se o tratamento não é realizada
adequado e oportunamente, esta doença que é uma contraadequado e oportunamente, esta doença que é uma contra
fração reprodutiva, caracteriza-se por alteraçõesfração reprodutiva, caracteriza-se por alterações
fundamentais, em quaisquer blastomas originários do tecidofundamentais, em quaisquer blastomas originários do tecido
de revestimento das vilosidades coriais (trofoblasto) e quede revestimento das vilosidades coriais (trofoblasto) e que
dão a chancela da formação dadão a chancela da formação da Mola HidatiformeMola Hidatiforme..
 A maioria das gestões molares estarão curadas após oA maioria das gestões molares estarão curadas após o
esvaziamento uterino, sem deixar seqüelas. Entretanto,esvaziamento uterino, sem deixar seqüelas. Entretanto,
poderá evoluir para a forma maligna na proporção 10% apoderá evoluir para a forma maligna na proporção 10% a
20% dos casos, segundo o20% dos casos, segundo o Instituto Nacional de CâncerInstituto Nacional de Câncer
AmericanoAmericano a probabilidade de cura depende do resultadoa probabilidade de cura depende do resultado
histopatológico, da extensão da doença, do sítio dashistopatológico, da extensão da doença, do sítio das
mestástases, da natureza e antecedente gravídicos.mestástases, da natureza e antecedente gravídicos.
 A DTG é muito mais freqüente do que seA DTG é muito mais freqüente do que se
pensa, principalmente nessa parte dopensa, principalmente nessa parte do
mundo, a sua incidência é de 1: 100 nv,mundo, a sua incidência é de 1: 100 nv,
sendo um número alarmente toca asendo um número alarmente toca a
sensibilidade das nossas Autoridadessensibilidade das nossas Autoridades
Sanitárias, a doença é totalmenteSanitárias, a doença é totalmente
ignorada, pois não há nenhuma mençãoignorada, pois não há nenhuma menção
à epidemiologia.à epidemiologia.
DefiniçõesDefinições
 São quaisquer blastomas originários doSão quaisquer blastomas originários do
tecido de revestimento das vilosidadestecido de revestimento das vilosidades
coriais(trofoblasto).coriais(trofoblasto).
EpidemiologiaEpidemiologia
 EUA- 1/1000 gestaçõesEUA- 1/1000 gestações
 Ásia- 2/1000 gestaçõesÁsia- 2/1000 gestações
 Brasil- 1/750 gestaçõesBrasil- 1/750 gestações
Fatores de riscoFatores de risco
 Idade materna maior que 45 anos ouIdade materna maior que 45 anos ou
menor que 18 anos;menor que 18 anos;
 Gravidez molar prévia;Gravidez molar prévia;
 Má nutrição;Má nutrição;
 Tipo do grupo sangüíneo;Tipo do grupo sangüíneo;
 Baixo nível socioeconômico;Baixo nível socioeconômico;
 Deficiência da vitamina ADeficiência da vitamina A
ClassificaçãoClassificação
 Mola hidatiforme- completa (75%) ouMola hidatiforme- completa (75%) ou
parcial (25%);parcial (25%);
 Mola invasora - 1:12500Mola invasora - 1:12500
 Coricarcinoma- 1:40000Coricarcinoma- 1:40000
 Tumor trofoblastico de localizaçãoTumor trofoblastico de localização
placentária- raroplacentária- raro
Mola HidatiformeMola Hidatiforme
Completa x ParcialCompleta x Parcial
 Diferença nos padrões cromossômicosDiferença nos padrões cromossômicos
 Diferença nas característicasDiferença nas características
histológicashistológicas
Diferenças no padrãoDiferenças no padrão
cromossômicocromossômico
CompletaCompleta::
 Cariótipo 46 XX em 90% dos casos:Cariótipo 46 XX em 90% dos casos:
sptz(23) fertiliza óvulo, cujossptz(23) fertiliza óvulo, cujos
cromossomos são ausentes oucromossomos são ausentes ou
inativados, e duplica seu próprio materialinativados, e duplica seu próprio material
genético.genético.
 Cariótipo 46 XY em 10% dos casos: doisCariótipo 46 XY em 10% dos casos: dois
sptz fertilizam um óvulo vaziosptz fertilizam um óvulo vazio
ContinuaçãoContinuação
ParcialParcial::
 Cariótipo triplóide em 2/3 dos casos (69Cariótipo triplóide em 2/3 dos casos (69
XXY ou 69 XYY)- fertilização de óvuloXXY ou 69 XYY)- fertilização de óvulo
normal por dois sptznormal por dois sptz
 Cariótipo diplóide (46 XX ou 46 XY)- ?Cariótipo diplóide (46 XX ou 46 XY)- ?
Diferença nasDiferença nas
característicascaracterísticas
histológicashistológicas
CompletaCompleta::
 Edema em todas as vilosidadesEdema em todas as vilosidades
 Proliferação do trofoblasto difusa eProliferação do trofoblasto difusa e
circunferencialcircunferencial
 Ausência de partes fetaisAusência de partes fetais
 Atipia presente freqüentementeAtipia presente freqüentemente
 2% degenera em coriocarcinoma2% degenera em coriocarcinoma
ParcialParcial
 Edema em algumas vilosidadesEdema em algumas vilosidades
 Proliferação do trofoblasto focal e leveProliferação do trofoblasto focal e leve
 Presença de partes fetaisPresença de partes fetais
 Atipia ausenteAtipia ausente
 Degeneração para coriocarcinoma é raraDegeneração para coriocarcinoma é rara
Quadro clínicoQuadro clínico
 Sangramento indolor sem causa aparente, deSangramento indolor sem causa aparente, de
repetição, intensidade progressiva, aumentando arepetição, intensidade progressiva, aumentando a
cada novo surto;cada novo surto;
 Corrimento amarelado entre as hemorragias;Corrimento amarelado entre as hemorragias;
 Emissão de vesículas(não muito comum);Emissão de vesículas(não muito comum);
 Anemia;Anemia;
 Sinais tóxicos- náuseas e vômitos repetidos;Sinais tóxicos- náuseas e vômitos repetidos;
 Útero desproporcionalmente aumentado para idadeÚtero desproporcionalmente aumentado para idade
gestacional, de consistência pastosa e depressívelgestacional, de consistência pastosa e depressível
(Útero em sanfona);(Útero em sanfona);
 BCF ausentes;BCF ausentes;
 Extrema moleza da cérvice ao toque.Extrema moleza da cérvice ao toque.
ExamesExames
complementarescomplementares
 US: aspecto vesicular(em cachos deUS: aspecto vesicular(em cachos de
uva), cisto tecaluteínicos em 40% dosuva), cisto tecaluteínicos em 40% dos
casos;casos;
 Dosagem de beta-hCG: maior do que aDosagem de beta-hCG: maior do que a
esperada para idade gestacional.esperada para idade gestacional.
ComplicaçõesComplicações
 HemorragiaHemorragia
 InfecçãoInfecção
 PerfuraçãoPerfuração
 Falência respiratória agudaFalência respiratória aguda
TratamentoTratamento
 Curetagem minuciosa;Curetagem minuciosa;
 Se família constituída, indica-seSe família constituída, indica-se
histerectomia por diminuir o risco dehisterectomia por diminuir o risco de
coriocarcinoma.coriocarcinoma.
PrognósticoPrognóstico
 80% tem evolução benigna;80% tem evolução benigna;
 20% maligniza(18% mola invasora e 2%20% maligniza(18% mola invasora e 2%
coriocarcinoma).coriocarcinoma).
SeguimentoSeguimento
 Dosagem de beta-hCG semanalmenteDosagem de beta-hCG semanalmente
até negativar por três determinaçõesaté negativar por três determinações
consecutivas. Posteriormente, há cada 3consecutivas. Posteriormente, há cada 3
meses por 1 ano.meses por 1 ano.
 Proibir gravidez durante um ano.Proibir gravidez durante um ano.
Mola invasoraMola invasora
 É aquela que penetra e pode até perfurarÉ aquela que penetra e pode até perfurar
a parede uterina e pode enviara parede uterina e pode enviar
metástases em órgãos distantes,metástases em órgãos distantes,
embora mantenha histológicamente suaembora mantenha histológicamente sua
estrutura vilositáriaestrutura vilositária
Fatores de riscoFatores de risco
 Segunda prenhez molarSegunda prenhez molar
 Idade avançadaIdade avançada
 Útero grandeÚtero grande
 Presença de cistos tecaluteínicosPresença de cistos tecaluteínicos
DiagnósticoDiagnóstico
 Sangramento não coibido mesmo apósSangramento não coibido mesmo após
curetagens repetidas, podendo levar acuretagens repetidas, podendo levar a
paciente ao estado de choque;paciente ao estado de choque;
 Beta-hCG em platô ou elevação em duasBeta-hCG em platô ou elevação em duas
de três semanas consecutivas.de três semanas consecutivas.
AcompanhamentoAcompanhamento
 RX de tórax;RX de tórax;
 TC de crânio e abdominal;TC de crânio e abdominal;
 US pélvica para afastar gravidez normal.US pélvica para afastar gravidez normal.
TratamentoTratamento
 Quimioterapia com metotrexato(30mg/m2 IM)Quimioterapia com metotrexato(30mg/m2 IM)
ou metotrexato(1mg/kg)em dias alternadosou metotrexato(1mg/kg)em dias alternados++
leucovorina(0.1mg/kg)EV 24h apósleucovorina(0.1mg/kg)EV 24h após
metotrexato. Continua até o título de beta-hCGmetotrexato. Continua até o título de beta-hCG
negativar por três semanas consecutivasnegativar por três semanas consecutivas
 A fertilidade é preservada e a cura aconteceA fertilidade é preservada e a cura acontece
em praticamente 100% ,se dç não metastáticaem praticamente 100% ,se dç não metastática
CoriocarcinomaCoriocarcinoma
 É uma neoplasia epitelial maligna deÉ uma neoplasia epitelial maligna de
células trofoblásticas derivadas decélulas trofoblásticas derivadas de
qualquer forma de gravidez previamentequalquer forma de gravidez previamente
normal ou anormal (50% molanormal ou anormal (50% mola
hidatiforme, 25% aborto prévio, 22%hidatiforme, 25% aborto prévio, 22%
gravidez normal, 3% gravidez ectópica egravidez normal, 3% gravidez ectópica e
teratomas)teratomas)
PatologiaPatologia
 Tumor mole, carnudo, amarelo-Tumor mole, carnudo, amarelo-
esbranquiçado, com tendência a formaresbranquiçado, com tendência a formar
grandes áreas pálidas de necrosegrandes áreas pálidas de necrose
isquêmica, focos de amolecimentoisquêmica, focos de amolecimento
cístico e hemorragia extensa;cístico e hemorragia extensa;
 Mitoses anormais e anaplasia estãoMitoses anormais e anaplasia estão
presentes.presentes.
Quadro clínicoQuadro clínico
 Gravidez recente, especialmente seGravidez recente, especialmente se
molar;molar;
 Útero permanentemente aumentado;Útero permanentemente aumentado;
 Sangramento resistente ou curetagensSangramento resistente ou curetagens
repetidas.repetidas.
LaboratórioLaboratório
 Valores de beta-hCG muito elevados eValores de beta-hCG muito elevados e
não negativam.não negativam.
Diagnóstico de certeza: Histopatológico
MetástasesMetástases
 Por via hematogênica para pulmão,Por via hematogênica para pulmão,
cérebro e fígado principalmente.cérebro e fígado principalmente.
Sintomas: dispnéia, hemoptise, dor deSintomas: dispnéia, hemoptise, dor de
cabeça severa, náuseas, vômitos ecabeça severa, náuseas, vômitos e
sintomas neurológicossintomas neurológicos
 Se meta para vagina, biópsia contra-Se meta para vagina, biópsia contra-
indicadaindicada
TratamentoTratamento
 Múltiplos agentes quimioterápicos:Múltiplos agentes quimioterápicos:
MetotrexatoMetotrexato ++ Actinomicina DActinomicina D ++
Ciclofosfamida, administradas a cadaCiclofosfamida, administradas a cada
três semanas até a regressão completatrês semanas até a regressão completa
Critérios de alto riscoCritérios de alto risco
 Meta para fígado e cérebroMeta para fígado e cérebro
 Falha anterior da quimioterapiaFalha anterior da quimioterapia
 Apresentação da dç 4 meses ou maisApresentação da dç 4 meses ou mais
após gravidez anteriorapós gravidez anterior
 Nível de beta-hCG maior 40.000 mIU/mlNível de beta-hCG maior 40.000 mIU/ml
pré-tratamentopré-tratamento
 Diagnóstico histológico deDiagnóstico histológico de
coriocarcinomacoriocarcinoma
Tumor trofoblastico deTumor trofoblastico de
sítio placentáriosítio placentário
 Composto de trofoblasto intermediário;Composto de trofoblasto intermediário;
 Ausência de elementos citotrofoblástico;Ausência de elementos citotrofoblástico;
 Aumento do lactogênio placentárioAumento do lactogênio placentário
humano;humano;
 Beta-hCG baixo;Beta-hCG baixo;
 Pode ser curado por curetagem.Pode ser curado por curetagem.
Avaliação deAvaliação de
enfermagemenfermagem
1.1. Monitorar o sinais vitais maternos, observar aMonitorar o sinais vitais maternos, observar a
presença de hipertensão.presença de hipertensão.
2.2. Avaliar a quantidade e o tipo de sangramentoAvaliar a quantidade e o tipo de sangramento
vaginal; observar a presença de qualquervaginal; observar a presença de qualquer
outra secreção vaginal.outra secreção vaginal.
3.3. Avaliar a urina para a presença de proteína.Avaliar a urina para a presença de proteína.
4.4. Palpar a altura do útero, quando acima doPalpar a altura do útero, quando acima do
umbigo medir o fundo do útero.umbigo medir o fundo do útero.
5.5. Determinar o DUM e do exame positivo deDeterminar o DUM e do exame positivo de
gravidezgravidez
Diagnostico deDiagnostico de
enfermagemenfermagem
 Potencial para hipovolêmia devido àPotencial para hipovolêmia devido à
hemorragia materna.hemorragia materna.
 Ansiedade relacionada a perda da gravidez eAnsiedade relacionada a perda da gravidez e
as intervenções clinicas.as intervenções clinicas.
Intervenção deIntervenção de
EnfermagemEnfermagem
 Mantendo a volêmia:Mantendo a volêmia:
 Obter amostra sanguínea para tipagem eObter amostra sanguínea para tipagem e
classificação, ter disponibilidade de 2 a 4classificação, ter disponibilidade de 2 a 4
unidades de sangue total para possívelunidades de sangue total para possível
reposição.reposição.
 Estabelecer e manter um acesso venoso,Estabelecer e manter um acesso venoso,
com agulha de grosso calibrecom agulha de grosso calibre
 Avaliar os SSVV maternos e o sangramento.Avaliar os SSVV maternos e o sangramento.
 Monitorar os resultados laboratoriais paraMonitorar os resultados laboratoriais para
avaliar o estado da paciente.avaliar o estado da paciente.
Doença trofoblastica gestacional
Doença trofoblastica gestacional
Doença trofoblastica gestacional
Doença trofoblastica gestacional

Doença trofoblastica gestacional

  • 1.
  • 2.
    Considerações IniciaisConsiderações Iniciais A Doença Trofoblástica Gestacional é uma doença do cicloA Doença Trofoblástica Gestacional é uma doença do ciclo reprodutivo de alta freqüência nos países subdesenvolvidosreprodutivo de alta freqüência nos países subdesenvolvidos e de graves conseqüências se o tratamento não é realizadae de graves conseqüências se o tratamento não é realizada adequado e oportunamente, esta doença que é uma contraadequado e oportunamente, esta doença que é uma contra fração reprodutiva, caracteriza-se por alteraçõesfração reprodutiva, caracteriza-se por alterações fundamentais, em quaisquer blastomas originários do tecidofundamentais, em quaisquer blastomas originários do tecido de revestimento das vilosidades coriais (trofoblasto) e quede revestimento das vilosidades coriais (trofoblasto) e que dão a chancela da formação dadão a chancela da formação da Mola HidatiformeMola Hidatiforme..  A maioria das gestões molares estarão curadas após oA maioria das gestões molares estarão curadas após o esvaziamento uterino, sem deixar seqüelas. Entretanto,esvaziamento uterino, sem deixar seqüelas. Entretanto, poderá evoluir para a forma maligna na proporção 10% apoderá evoluir para a forma maligna na proporção 10% a 20% dos casos, segundo o20% dos casos, segundo o Instituto Nacional de CâncerInstituto Nacional de Câncer AmericanoAmericano a probabilidade de cura depende do resultadoa probabilidade de cura depende do resultado histopatológico, da extensão da doença, do sítio dashistopatológico, da extensão da doença, do sítio das mestástases, da natureza e antecedente gravídicos.mestástases, da natureza e antecedente gravídicos.
  • 3.
     A DTGé muito mais freqüente do que seA DTG é muito mais freqüente do que se pensa, principalmente nessa parte dopensa, principalmente nessa parte do mundo, a sua incidência é de 1: 100 nv,mundo, a sua incidência é de 1: 100 nv, sendo um número alarmente toca asendo um número alarmente toca a sensibilidade das nossas Autoridadessensibilidade das nossas Autoridades Sanitárias, a doença é totalmenteSanitárias, a doença é totalmente ignorada, pois não há nenhuma mençãoignorada, pois não há nenhuma menção à epidemiologia.à epidemiologia.
  • 4.
    DefiniçõesDefinições  São quaisquerblastomas originários doSão quaisquer blastomas originários do tecido de revestimento das vilosidadestecido de revestimento das vilosidades coriais(trofoblasto).coriais(trofoblasto).
  • 5.
    EpidemiologiaEpidemiologia  EUA- 1/1000gestaçõesEUA- 1/1000 gestações  Ásia- 2/1000 gestaçõesÁsia- 2/1000 gestações  Brasil- 1/750 gestaçõesBrasil- 1/750 gestações
  • 6.
    Fatores de riscoFatoresde risco  Idade materna maior que 45 anos ouIdade materna maior que 45 anos ou menor que 18 anos;menor que 18 anos;  Gravidez molar prévia;Gravidez molar prévia;  Má nutrição;Má nutrição;  Tipo do grupo sangüíneo;Tipo do grupo sangüíneo;  Baixo nível socioeconômico;Baixo nível socioeconômico;  Deficiência da vitamina ADeficiência da vitamina A
  • 7.
    ClassificaçãoClassificação  Mola hidatiforme-completa (75%) ouMola hidatiforme- completa (75%) ou parcial (25%);parcial (25%);  Mola invasora - 1:12500Mola invasora - 1:12500  Coricarcinoma- 1:40000Coricarcinoma- 1:40000  Tumor trofoblastico de localizaçãoTumor trofoblastico de localização placentária- raroplacentária- raro
  • 8.
    Mola HidatiformeMola Hidatiforme Completax ParcialCompleta x Parcial  Diferença nos padrões cromossômicosDiferença nos padrões cromossômicos  Diferença nas característicasDiferença nas características histológicashistológicas
  • 9.
    Diferenças no padrãoDiferençasno padrão cromossômicocromossômico CompletaCompleta::  Cariótipo 46 XX em 90% dos casos:Cariótipo 46 XX em 90% dos casos: sptz(23) fertiliza óvulo, cujossptz(23) fertiliza óvulo, cujos cromossomos são ausentes oucromossomos são ausentes ou inativados, e duplica seu próprio materialinativados, e duplica seu próprio material genético.genético.  Cariótipo 46 XY em 10% dos casos: doisCariótipo 46 XY em 10% dos casos: dois sptz fertilizam um óvulo vaziosptz fertilizam um óvulo vazio
  • 10.
    ContinuaçãoContinuação ParcialParcial::  Cariótipo triplóideem 2/3 dos casos (69Cariótipo triplóide em 2/3 dos casos (69 XXY ou 69 XYY)- fertilização de óvuloXXY ou 69 XYY)- fertilização de óvulo normal por dois sptznormal por dois sptz  Cariótipo diplóide (46 XX ou 46 XY)- ?Cariótipo diplóide (46 XX ou 46 XY)- ?
  • 11.
    Diferença nasDiferença nas característicascaracterísticas histológicashistológicas CompletaCompleta:: Edema em todas as vilosidadesEdema em todas as vilosidades  Proliferação do trofoblasto difusa eProliferação do trofoblasto difusa e circunferencialcircunferencial  Ausência de partes fetaisAusência de partes fetais  Atipia presente freqüentementeAtipia presente freqüentemente  2% degenera em coriocarcinoma2% degenera em coriocarcinoma
  • 12.
    ParcialParcial  Edema emalgumas vilosidadesEdema em algumas vilosidades  Proliferação do trofoblasto focal e leveProliferação do trofoblasto focal e leve  Presença de partes fetaisPresença de partes fetais  Atipia ausenteAtipia ausente  Degeneração para coriocarcinoma é raraDegeneração para coriocarcinoma é rara
  • 13.
    Quadro clínicoQuadro clínico Sangramento indolor sem causa aparente, deSangramento indolor sem causa aparente, de repetição, intensidade progressiva, aumentando arepetição, intensidade progressiva, aumentando a cada novo surto;cada novo surto;  Corrimento amarelado entre as hemorragias;Corrimento amarelado entre as hemorragias;  Emissão de vesículas(não muito comum);Emissão de vesículas(não muito comum);  Anemia;Anemia;  Sinais tóxicos- náuseas e vômitos repetidos;Sinais tóxicos- náuseas e vômitos repetidos;  Útero desproporcionalmente aumentado para idadeÚtero desproporcionalmente aumentado para idade gestacional, de consistência pastosa e depressívelgestacional, de consistência pastosa e depressível (Útero em sanfona);(Útero em sanfona);  BCF ausentes;BCF ausentes;  Extrema moleza da cérvice ao toque.Extrema moleza da cérvice ao toque.
  • 14.
    ExamesExames complementarescomplementares  US: aspectovesicular(em cachos deUS: aspecto vesicular(em cachos de uva), cisto tecaluteínicos em 40% dosuva), cisto tecaluteínicos em 40% dos casos;casos;  Dosagem de beta-hCG: maior do que aDosagem de beta-hCG: maior do que a esperada para idade gestacional.esperada para idade gestacional.
  • 15.
    ComplicaçõesComplicações  HemorragiaHemorragia  InfecçãoInfecção PerfuraçãoPerfuração  Falência respiratória agudaFalência respiratória aguda
  • 16.
    TratamentoTratamento  Curetagem minuciosa;Curetagemminuciosa;  Se família constituída, indica-seSe família constituída, indica-se histerectomia por diminuir o risco dehisterectomia por diminuir o risco de coriocarcinoma.coriocarcinoma.
  • 17.
    PrognósticoPrognóstico  80% temevolução benigna;80% tem evolução benigna;  20% maligniza(18% mola invasora e 2%20% maligniza(18% mola invasora e 2% coriocarcinoma).coriocarcinoma).
  • 18.
    SeguimentoSeguimento  Dosagem debeta-hCG semanalmenteDosagem de beta-hCG semanalmente até negativar por três determinaçõesaté negativar por três determinações consecutivas. Posteriormente, há cada 3consecutivas. Posteriormente, há cada 3 meses por 1 ano.meses por 1 ano.  Proibir gravidez durante um ano.Proibir gravidez durante um ano.
  • 19.
    Mola invasoraMola invasora É aquela que penetra e pode até perfurarÉ aquela que penetra e pode até perfurar a parede uterina e pode enviara parede uterina e pode enviar metástases em órgãos distantes,metástases em órgãos distantes, embora mantenha histológicamente suaembora mantenha histológicamente sua estrutura vilositáriaestrutura vilositária
  • 20.
    Fatores de riscoFatoresde risco  Segunda prenhez molarSegunda prenhez molar  Idade avançadaIdade avançada  Útero grandeÚtero grande  Presença de cistos tecaluteínicosPresença de cistos tecaluteínicos
  • 21.
    DiagnósticoDiagnóstico  Sangramento nãocoibido mesmo apósSangramento não coibido mesmo após curetagens repetidas, podendo levar acuretagens repetidas, podendo levar a paciente ao estado de choque;paciente ao estado de choque;  Beta-hCG em platô ou elevação em duasBeta-hCG em platô ou elevação em duas de três semanas consecutivas.de três semanas consecutivas.
  • 22.
    AcompanhamentoAcompanhamento  RX detórax;RX de tórax;  TC de crânio e abdominal;TC de crânio e abdominal;  US pélvica para afastar gravidez normal.US pélvica para afastar gravidez normal.
  • 23.
    TratamentoTratamento  Quimioterapia commetotrexato(30mg/m2 IM)Quimioterapia com metotrexato(30mg/m2 IM) ou metotrexato(1mg/kg)em dias alternadosou metotrexato(1mg/kg)em dias alternados++ leucovorina(0.1mg/kg)EV 24h apósleucovorina(0.1mg/kg)EV 24h após metotrexato. Continua até o título de beta-hCGmetotrexato. Continua até o título de beta-hCG negativar por três semanas consecutivasnegativar por três semanas consecutivas  A fertilidade é preservada e a cura aconteceA fertilidade é preservada e a cura acontece em praticamente 100% ,se dç não metastáticaem praticamente 100% ,se dç não metastática
  • 24.
    CoriocarcinomaCoriocarcinoma  É umaneoplasia epitelial maligna deÉ uma neoplasia epitelial maligna de células trofoblásticas derivadas decélulas trofoblásticas derivadas de qualquer forma de gravidez previamentequalquer forma de gravidez previamente normal ou anormal (50% molanormal ou anormal (50% mola hidatiforme, 25% aborto prévio, 22%hidatiforme, 25% aborto prévio, 22% gravidez normal, 3% gravidez ectópica egravidez normal, 3% gravidez ectópica e teratomas)teratomas)
  • 25.
    PatologiaPatologia  Tumor mole,carnudo, amarelo-Tumor mole, carnudo, amarelo- esbranquiçado, com tendência a formaresbranquiçado, com tendência a formar grandes áreas pálidas de necrosegrandes áreas pálidas de necrose isquêmica, focos de amolecimentoisquêmica, focos de amolecimento cístico e hemorragia extensa;cístico e hemorragia extensa;  Mitoses anormais e anaplasia estãoMitoses anormais e anaplasia estão presentes.presentes.
  • 26.
    Quadro clínicoQuadro clínico Gravidez recente, especialmente seGravidez recente, especialmente se molar;molar;  Útero permanentemente aumentado;Útero permanentemente aumentado;  Sangramento resistente ou curetagensSangramento resistente ou curetagens repetidas.repetidas.
  • 27.
    LaboratórioLaboratório  Valores debeta-hCG muito elevados eValores de beta-hCG muito elevados e não negativam.não negativam. Diagnóstico de certeza: Histopatológico
  • 28.
    MetástasesMetástases  Por viahematogênica para pulmão,Por via hematogênica para pulmão, cérebro e fígado principalmente.cérebro e fígado principalmente. Sintomas: dispnéia, hemoptise, dor deSintomas: dispnéia, hemoptise, dor de cabeça severa, náuseas, vômitos ecabeça severa, náuseas, vômitos e sintomas neurológicossintomas neurológicos  Se meta para vagina, biópsia contra-Se meta para vagina, biópsia contra- indicadaindicada
  • 29.
    TratamentoTratamento  Múltiplos agentesquimioterápicos:Múltiplos agentes quimioterápicos: MetotrexatoMetotrexato ++ Actinomicina DActinomicina D ++ Ciclofosfamida, administradas a cadaCiclofosfamida, administradas a cada três semanas até a regressão completatrês semanas até a regressão completa
  • 30.
    Critérios de altoriscoCritérios de alto risco  Meta para fígado e cérebroMeta para fígado e cérebro  Falha anterior da quimioterapiaFalha anterior da quimioterapia  Apresentação da dç 4 meses ou maisApresentação da dç 4 meses ou mais após gravidez anteriorapós gravidez anterior  Nível de beta-hCG maior 40.000 mIU/mlNível de beta-hCG maior 40.000 mIU/ml pré-tratamentopré-tratamento  Diagnóstico histológico deDiagnóstico histológico de coriocarcinomacoriocarcinoma
  • 31.
    Tumor trofoblastico deTumortrofoblastico de sítio placentáriosítio placentário  Composto de trofoblasto intermediário;Composto de trofoblasto intermediário;  Ausência de elementos citotrofoblástico;Ausência de elementos citotrofoblástico;  Aumento do lactogênio placentárioAumento do lactogênio placentário humano;humano;  Beta-hCG baixo;Beta-hCG baixo;  Pode ser curado por curetagem.Pode ser curado por curetagem.
  • 32.
    Avaliação deAvaliação de enfermagemenfermagem 1.1.Monitorar o sinais vitais maternos, observar aMonitorar o sinais vitais maternos, observar a presença de hipertensão.presença de hipertensão. 2.2. Avaliar a quantidade e o tipo de sangramentoAvaliar a quantidade e o tipo de sangramento vaginal; observar a presença de qualquervaginal; observar a presença de qualquer outra secreção vaginal.outra secreção vaginal. 3.3. Avaliar a urina para a presença de proteína.Avaliar a urina para a presença de proteína. 4.4. Palpar a altura do útero, quando acima doPalpar a altura do útero, quando acima do umbigo medir o fundo do útero.umbigo medir o fundo do útero. 5.5. Determinar o DUM e do exame positivo deDeterminar o DUM e do exame positivo de gravidezgravidez
  • 33.
    Diagnostico deDiagnostico de enfermagemenfermagem Potencial para hipovolêmia devido àPotencial para hipovolêmia devido à hemorragia materna.hemorragia materna.  Ansiedade relacionada a perda da gravidez eAnsiedade relacionada a perda da gravidez e as intervenções clinicas.as intervenções clinicas.
  • 34.
    Intervenção deIntervenção de EnfermagemEnfermagem Mantendo a volêmia:Mantendo a volêmia:  Obter amostra sanguínea para tipagem eObter amostra sanguínea para tipagem e classificação, ter disponibilidade de 2 a 4classificação, ter disponibilidade de 2 a 4 unidades de sangue total para possívelunidades de sangue total para possível reposição.reposição.  Estabelecer e manter um acesso venoso,Estabelecer e manter um acesso venoso, com agulha de grosso calibrecom agulha de grosso calibre  Avaliar os SSVV maternos e o sangramento.Avaliar os SSVV maternos e o sangramento.  Monitorar os resultados laboratoriais paraMonitorar os resultados laboratoriais para avaliar o estado da paciente.avaliar o estado da paciente.