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Ditadura Militar
Regime Militar e suas Tortura
Ditadura Militar no Mundo
 Ditadura é uma forma de governo em
que o governante
(presidente, rei, primeiro ministro) exerce
seu poder sem respeitar a
democracia, ou seja, governa de acordo
com suas vontades ou com as do grupo
político ao qual pertence.
 Na ditadura não a respeito à divisão dos
poderes (executivo, legislativo e
judiciário). O ditador costuma exercer os
Ditadura Militar no Mundo
 Para evitar oposição, as ditaduras
costumam proibir ou controlar os
partidos políticos. Outras táticas
ditatoriais envolvem a prisão de
opositores políticos, censura aos meios
de comunicação, controle dos
sindicatos, proibição de manifestações
públicas de oposição e supressão dos
direitos civis.
 Os governos ditatoriais costumam apoiar
Ditadura Militar no Mundo
 Na segunda metade do século XX
surgiram vários governos ditatoriais
na América Latina, geralmente através
de golpes de Estado.
 A conjuntura da época no mundo era
de Guerra Fria, então esses
defensores da extrema direita
governavam com o discurso de
combater os males do comunismo em
seus respectivos países.
Ditadura Militar: além do
Brasil
 Assim como o Brasil, o Chile passou
por uma ditadura militar que provocou
um grande retrocesso democrático no
país.
 No Chile, a ditadura durou quase 17
anos (de setembro de 1973 a março
de 1990). Neste período, o Chile foi
governado pelo general Augusto
Pinochet.
Ditadura Militar: Chile
 No começo da década de 1970, o Chile
apresentava uma economia dependente
dos investimentos externos
(principalmente de multinacionais).
 No campo político, o embate entre
capitalistas e socialistas, reflexo da
Guerra Fria, dividia o país.
 Em 1970, foi eleito para a presidência o
socialista Salvador Allende com apoio da
Unidade Popular (grupo de partidos de
esquerda).
Ditadura Militar: Chile
 A intenção deste governo era, através de
reformas socialistas, combater a
desigualdade social e promover o
crescimento econômico. Desta forma, o
Chile seria conduzido, sem
violência, para um Estado socialista.
 Em 1973, ano do golpe militar, a crise
econômica se agravou. A inflação estava
na casa dos 300% e o PIB em queda.
Estes fatores geraram uma grande
insatisfação com o governo socialista de
Salvador Allende.
Ditadura Militar: Chile
 Em 11 de setembro de 1973, as Forças
Armadas do Chile, através de um golpe
de Estado, derrubaram o governo de
Salvador Allende e deram início a um
governo militar no país. Durante o
Golpe, o Palácio de La Moneda (sede do
governo) foi bombardeado pelo exército.
Salvador Allende, antes das tropas o
prenderem, se suicidou.
 Começava assim a ditadura militar no
Chile, que foi governado por quase 17
anos pelo general Augusto Pinochet.
Pinochet saldando os soldados da Ditadura Chilena.
Manifestação contra a prática de ditadura no Chile.
General Augusto Pinochet.
Ditadura Militar: Argentina
 A Argentina passou por situação
semelhante a do Brasil em relação a
existência de um governo militar
ditatorial.
 A Ditadura na Argentina começou com
um golpe de Estado dado por militares
que assumiram o poder do país.
 Durante sua vigência, foi um dos
governos mais autoritários da América
Latina no século XX.
Ditadura Militar: Argentina
 A Ditadura na Argentina teve início com
um golpe militar no ano de 1966.
 O presidente Arturo Illia, que exercia o
cargo legalmente dentro da constituição,
foi deposto no dia 28 de junho daquele
ano e a partir de então se sucedeu uma
série de governos de militares até 1973.
 Os promovedores da Ditadura na
Argentina, em semelhança ao Brasil, a
determinavam como Revolução
Argentina.
Ditadura Militar: Argentina
 Logo após a tomada de poder, entrou
em vigor no país o Estatuto da
Revolução Argentina que legalizou as
atividades dos militares.
 A nova „constituição‟ proibia a
atividade dos partidos políticos e
cancelava quase todos os direitos
civis, sociais e políticos por conta de
um quase constante Estado de Sítio.
Ditadura Militar: Argentina
 Ao longo do período de governo
militar, três indivíduos ocuparam o
poder: o general Juan Carlos
Onganía, o general Roberto Marcelo
Levingston e o general Alejandro
Agustín Lanusse.
 A população queria Perón no governo
do país, mas não pode ser eleito,
então a população indicou Hector
José Cámpora, que saiu vitorioso no
pleito.
Ditadura Militar: Argentina
 O período da Ditadura Militar na
Argentina foi cruel e sangrento, a
estimativa é de que aproximadamente
30 mil argentinos foram seqüestrados
pelos militares.
 Os opositores que conseguiam se salvar
fugiam do país, o que representa
aproximadamente 2,5 milhões de
argentinos.
 Os militares alegam que mataram
“apenas” oito mil civis, sendo que
métodos tenebrosos de torturas e
Manifestação contra a ditadura na Argentina.
Fotos de desaparecidos.
A Plaza de Mayo com mães perguntando o paradeiro de seus filhos.
General Juan Carlos Onganía.
General Roberto Marcelo Levingston.
General Alejandro Agustín Lanusse.
Peron.
Hector José Cámpora.
Ditadura Militar no Brasil
 Esta época vai de 1964 a 1985.
Caracterizou-se pela falta de
democracia, supressão de direitos
constitucionais, censura, perseguição
política e repressão aos que eram
contra o regime militar.
 A crise política se arrastava desde a
renúncia de Jânio Quadros em 1961.
O vice de Jânio era João Goulart, que
assumiu a presidência num clima
político adverso.
Ditadura Militar no Brasil
 O governo de João Goulart (1961-
1964) foi marcado pela abertura às
organizações sociais. Estudantes,
organização populares e
trabalhadores ganharam espaço,
causando a preocupação das classes
conservadoras como, por exemplo, os
empresários, banqueiros, Igreja
Católica, militares e classe média.
 Todos temiam uma guinada do Brasil
para o lado socialista.
Ditadura Militar no Brasil
 Este estilo populista e de
esquerda, chegou a gerar até mesmo
preocupação nos EUA, que junto com as
classes conservadoras
brasileiras, temiam um golpe comunista.
 Os partidos de oposição, como a União
Democrática Nacional (UDN) e o Partido
Social Democrático (PSD), acusavam
Jango de estar planejando um golpe de
esquerda e de ser o responsável pela
carestia e pelo desabastecimento que o
Ditadura Militar no Brasil
 No dia 13 de março de 1964, João
Goulart realiza um grande comício na
Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde
defende as Reformas de Base. Neste
plano, Jango prometia mudanças
radicais na estrutura agrária, econômica
e educacional do país.
 Seis dias depois, em 19 de março, os
conservadores organizam uma
manifestação contra as intenções de
João Goulart. Foi a Marcha da Família
com Deus pela Liberdade, que reuniu
milhares de pessoas pelas ruas do
centro da cidade de São Paulo.
Ditadura Militar no Brasil
 O clima de crise política e as tensões
sociais aumentavam a cada dia. No dia
31 de março de 1964, tropas de Minas
Gerais e São Paulo saem às ruas. Para
evitar uma guerra civil, Jango deixa o
país refugiando-se no Uruguai.
 Os militares tomam o poder.
 Em 9 de abril, é decretado o Ato
Institucional Número 1 (AI-1).
Este, cassa mandatos políticos de
opositores ao regime militar e tira a
estabilidade de funcionários públicos.
João Goulart .
Foto Clássica contra a ditadura.
Foto Clássica mostrando força militar desnecessária na ditadura.
Tanque de Guerra usado pelos militares no momento do Golpe.
Charge.
Ditadura Militar no Brasil:
O Milagre Econômico
 Na área econômica o país crescia
rapidamente. O PIB brasileiro crescia
a uma taxa de quase 12% ao
ano, enquanto a inflação beirava os
18%.
 Com investimentos internos e
empréstimos do exterior, o país
avançou e estruturou uma base de
infra-estrutura.
 Todos estes investimentos geraram
Ditadura Militar no Brasil:
O Milagre Econômico
 Algumas obras, consideradas
faraônicas, foram executadas, como a
Rodovia Transamazônica e a Ponte
Rio-Niteroi.
 Porém, todo esse crescimento teve
um custo altíssimo e a conta deveria
ser paga no futuro.
 Os empréstimos estrangeiros geraram
uma dívida externa elevada para os
padrões econômicos do Brasil.
Mapa da Rodovia Transamazônica.
Transamazônica no inicio.
Transamazônica hoje.
Ponte Rio-Niteroi vista de cima.
Construção da Ponte Rio-Niteroi.
Ponte Rio-Niteroi.
Ditadura Militar no Brasil:
CASTELLO BRANCO (1964-1967)
 Castello Branco, general militar, foi eleito
pelo Congresso Nacional presidente da
República em 15 de abril de 1964. Em seu
pronunciamento, declarou defender a
democracia, porém ao começar seu governo,
assume uma posição autoritária.
 Em seu governo, foi instituído o
bipartidarismo. Só estavam autorizados o
funcionamento de dois partidos: Movimento
Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança
Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o
primeiro era de oposição, de certa forma
controlada, o segundo representava os
militares.
Ditadura Militar no Brasil:
CASTELLO BRANCO (1964-1967)
 O governo militar impõe, em janeiro
de 1967, uma nova Constituição para
o país. Aprovada neste mesmo ano, a
Constituição de 1967 confirma e
institucionaliza o regime militar e suas
formas de atuação.
Castello Branco.
Foto da Bandeira do partido MDB acima Ulisses Guimarães.
Logotipos do partido ARENA.
Ditadura Militar no Brasil:
COSTA E SILVA (1967-1969)
 Em 1967, assume a presidência o
general Arthur da Costa e Silva, após
ser eleito indiretamente pelo
Congresso Nacional. Seu governo é
marcado por protestos e
manifestações sociais.
 A oposição ao regime militar cresce
no país.
 A UNE (União Nacional dos
Estudantes) organiza, no Rio de
Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Ditadura Militar no Brasil:
COSTA E SILVA (1967-1969)
 Em Contagem (MG) e Osasco (SP),
greves de operários paralisam
fábricas em protesto ao regime
militar.
 A guerrilha urbana começa a se
organizar.
 Formada por jovens idealistas de
esquerda, assaltam bancos e
seqüestram embaixadores para
obterem fundos para o movimento de
Ditadura Militar no Brasil:
COSTA E SILVA (1967-1969)
 No dia 13 de dezembro de 1968, o
governo decreta o Ato Institucional
Número 5 ( AI-5 ).
 Este foi o mais duro do governo
militar, pois aposentou juízes, cassou
mandatos, acabou com as garantias
do habeas-corpus e aumentou a
repressão militar e policial.
Arthur da Costa e Silva.
Logotipo da UNE.
Assembléia da UNE.
Jornal Folha de São Paulo Divulgando o novo Ato Institucional nº 5.
Jornal Folha de São Paulo Divulgando o novo Ato Institucional nº 5.
Charge.
Ditadura Militar no Brasil:
JUNTA MILITAR (31/8/1969-
30/10/1969)
 Doente, Costa e Silva foi substituído por
uma junta militar formada pelos ministros
Aurélio de Lira Tavares (Exército),
Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio
de Sousa e Melo (Aeronáutica).
 Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a
ALN sequestram o embaixador dos EUA
Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem
a libertação de 15 presos políticos,
exigência conseguida com sucesso.
Porém, em 18 de setembro, o governo
decreta a Lei de Segurança Nacional.
Ditadura Militar no Brasil:
JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
 Esta lei decretava o exílio e a pena de
morte em casos de "guerra
psicológica adversa, ou
revolucionária, ou subversiva".
 No final de 1969, o líder da ALN,
Carlos Mariguella, foi morto pelas
forças de repressão em São Paulo
Aurélio de Lira
Tavares (Exército)
Augusto
Rademaker
(Marinha)
Márcio de Sousa e
Melo (Aeronáutica)
Embaixador norte-americano sequestrado Charles Elbrick.
Jornal divulgando o sequestrado de Charles Elbrick.
Ação Libertadora Nacional (ALN).
Integrantes da ALN.
Bandeira representando o movimento MR-8
(Movimento Revolucionário 8 de Outubro).
Em 1970, guerrilheiros do MR-8 e outros exilados da ditadura aguardavam o
embarque para a Argélia.
Carlos Marighella.
O QUE É ISSO
COMPANHEIRO
Filme retratando o fato em que integrantes
do ALN sequestram o embaixador
americano Charles Elbrick.
Cena do filme “O que é isso companheiro”
Ditadura Militar no Brasil:
MEDICI (1969-1974)
 Em 1969, a Junta Militar escolhe o
novo presidente: o general Emílio
Garrastazu Médici. Seu governo é
considerado o mais duro e repressivo
do período, conhecido como " anos de
chumbo ".
 A repressão à luta armada cresce e
uma severa política de censura é
colocada em execução. Jornais,
revistas, livros, peças de teatro,
filmes, músicas e outras formas de
expressão artística são censuradas.
Ditadura Militar no Brasil:
MEDICI (1969-1974)
 Muitos
professores, políticos, músicos, artista
s e escritores são
investigados, presos, torturados ou
exilados do país. O DOI-Codi
(Destacamento de Operações e
Informações e ao Centro de
Operações de Defesa Interna ) atua
como centro de investigação e
repressão do governo militar.
 Ganha força no campo a guerrilha
rural, principalmente no Araguaia.
Emílio Garrastazu Médici.
Prédio do DOI - CODI.
A tortura do PAU DE ARARA.
A tortura da CADEIRA ELÉTRICA – Cena da novela “Amor e Revolução”.
Chacina na Lapa - Pedro Pomar e Ângelo Arroyo.
CHARGE.
Guerrilheiros do Araguaia.
Chegada do exército para combater os Guerrilheiros do Araguaia.
Ditadura Militar no Brasil:
GEISEL (1974-1979)
 Em 1974 assume a presidência o
general Ernesto Geisel que começa
um lento processo de transição rumo
à democracia.
 Geisel anuncia a abertura política
lenta, gradual e segura.
 A oposição política começa a ganhar
espaço.
Ditadura Militar no Brasil:
GEISEL (1974-1979)
 Os militares de linha dura, não
contentes com os caminhos do
governo Geisel, começam a promover
ataques clandestinos aos membros da
esquerda.
 Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog
á assassinado nas dependências do
DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro
de 1976, o operário Manuel Fiel Filho
aparece morto em situação
semelhante.
Ditadura Militar no Brasil:
GEISEL (1974-1979)
 Em 1978, Geisel acaba com o AI-5,
restaura o habeas-corpus e abre
caminho para a volta da democracia
no Brasil.
Ernesto Geisel.
O jornalista Vladimir Herzog.
Foto da morte do jornalista Vladimir Herzog.
Foto da autopsia do jornalista Vladimir Herzog.
Manuel Fiel Filho.
Jornal divulgando a morte de Manuel Fiel Filho.
CHARGE.
Ditadura Militar no Brasil:
FIGUEIREDO (1979-1985)
 O general João Baptista Figueiredo
decreta a Lei da Anistia, concedendo
o direito de retorno ao Brasil para os
políticos, artistas e demais brasileiros
exilados e condenados por crimes
políticos.
 Em 1979, o governo aprova lei que
restabelece o pluripartidarismo no
país. Os partidos voltam a funcionar
dentro da normalidade.
Ditadura Militar no Brasil:
FIGUEIREDO (1979-1985)
 A ARENA muda o nome e passa a ser
PDS, enquanto o MDB passa a ser
PMDB.
 Outros partidos são criados, como:
Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o
Partido Democrático Trabalhista ( PDT
).
João Baptista Figueiredo.
cartaz da critica à anistia.
O antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
O Partido dos Trabalhadores (PT).
O Partido Democrático dos Trabalhista (PDT).
Ícones contra a Ditadura:
 Algumas pessoas que lutaram contra
Ditadura.
 Muita gente possivelmente não sabia
o que estaca ocorrendo no Brasil
durante esse período totalitário.
 Famosos também foram contra a
ditadura e muitos artistas
conseguiram tripla a censura militar.
 Vejamos agora alguns:
Carlos Lamarca
 Carlos Lamarca foi um dos líderes da
oposição armada à ditadura militar
brasileira instalada no país em 1964.
 Capitão do Exército Brasileiro, desertou
em 1969 tornando-se um dos
comandantes da Vanguarda Popular
Revolucionária (VPR).
 Perseguido por mais de dois anos pelos
militares, foi localizado e morto no
interior da Bahia em 17 de setembro de
1971.
Carlos Lamarca
Foto do corpo de Carlos Lamarca.
Chico Buarque
 Francisco Buarque de Hollanda, mais
conhecido por Chico Buarque, é um músico,
dramaturgo e escritor brasileiro. É conhecido
por ser um dos maiores nomes da música
popular brasileira.
 Ameaçado pelo regime militar, esteve auto-
exilado na Itália em 1969, onde chegou a
fazer espetáculos com Toquinho.
 Uma das canções de Chico Buarque que
criticam a o regime é uma carta em forma de
música, uma carta musicada que ele fez em
homenagem ao Augusto Boal, que vivia no
exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a
regime militar.
Chico Buarque
Chico Buarque: Construção
Amou daquela vez como se fosse a
última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse
máquina
Ergueu no patamar quatro paredes
sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e
lágrima
Sentou pra descansar como se fosse
sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse
um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um
náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse
música
E tropeçou no céu como se fosse um
bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote
flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o
tráfego
Amou daquela vez como se fosse o
último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo
Seus olhos embotados de cimento e
tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um
príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o
máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o
próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse
música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote
tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o
público
Amou daquela vez como se fosse
máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes
flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um
pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote
bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o
sábado
Chico Buarque: Geni e o
Zepelim
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Raul Seixas
 Raul Santos Seixas foi um cantor e
compositor brasileiro, frequentemente
considerado um dos pioneiros do rock
brasileiro.
 No ano de 1973, Raul conseguiu um grande
sucesso com a música "Ouro de Tolo" no
álbum Krig-ha, Bandolo, uma música com
letra quase autobiográfica, mas que debocha
da Ditadura e do “Milagre Econômico".
 A Ditadura, então, através
do DOPS (Departamento de Ordem Política
e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando
que a Sociedade Alternativa fosse um
movimento armado contra o governo.
Raul Seixas
Raul Seixas: Ouro de Tolo
 Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
 Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
 Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
 Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
 Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
 Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
 Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
 Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
 É você olhar no espelho
Raul Seixas: Mosca na Sopa
Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(3x)
Eu sou a mosca
Que perturba o seu sono
Eu sou a mosca
No seu quarto a zumbizar...(2x)
E não adianta
Vir me detetizar
Pois nem o DDT
Pode assim me exterminar
Porque você mata uma
E vem outra em meu lugar...
Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(2x)
"Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão!”
Eu sou a mosca
Que posou em sua sopa
Eu sou a mosca
Que pintou prá lhe abusar...(2x)
E não adianta
Vir me detetizar
Pois nem o DDT
Pode assim me exterminar
Porque você mata uma
E vem outra em meu lugar...
Eu sou a mosca
Que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca
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Ditadura militar e direitos humanos

  • 2. Ditadura Militar no Mundo  Ditadura é uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político ao qual pertence.  Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os
  • 3. Ditadura Militar no Mundo  Para evitar oposição, as ditaduras costumam proibir ou controlar os partidos políticos. Outras táticas ditatoriais envolvem a prisão de opositores políticos, censura aos meios de comunicação, controle dos sindicatos, proibição de manifestações públicas de oposição e supressão dos direitos civis.  Os governos ditatoriais costumam apoiar
  • 4. Ditadura Militar no Mundo  Na segunda metade do século XX surgiram vários governos ditatoriais na América Latina, geralmente através de golpes de Estado.  A conjuntura da época no mundo era de Guerra Fria, então esses defensores da extrema direita governavam com o discurso de combater os males do comunismo em seus respectivos países.
  • 5.
  • 6. Ditadura Militar: além do Brasil  Assim como o Brasil, o Chile passou por uma ditadura militar que provocou um grande retrocesso democrático no país.  No Chile, a ditadura durou quase 17 anos (de setembro de 1973 a março de 1990). Neste período, o Chile foi governado pelo general Augusto Pinochet.
  • 7. Ditadura Militar: Chile  No começo da década de 1970, o Chile apresentava uma economia dependente dos investimentos externos (principalmente de multinacionais).  No campo político, o embate entre capitalistas e socialistas, reflexo da Guerra Fria, dividia o país.  Em 1970, foi eleito para a presidência o socialista Salvador Allende com apoio da Unidade Popular (grupo de partidos de esquerda).
  • 8. Ditadura Militar: Chile  A intenção deste governo era, através de reformas socialistas, combater a desigualdade social e promover o crescimento econômico. Desta forma, o Chile seria conduzido, sem violência, para um Estado socialista.  Em 1973, ano do golpe militar, a crise econômica se agravou. A inflação estava na casa dos 300% e o PIB em queda. Estes fatores geraram uma grande insatisfação com o governo socialista de Salvador Allende.
  • 9. Ditadura Militar: Chile  Em 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas do Chile, através de um golpe de Estado, derrubaram o governo de Salvador Allende e deram início a um governo militar no país. Durante o Golpe, o Palácio de La Moneda (sede do governo) foi bombardeado pelo exército. Salvador Allende, antes das tropas o prenderem, se suicidou.  Começava assim a ditadura militar no Chile, que foi governado por quase 17 anos pelo general Augusto Pinochet.
  • 10. Pinochet saldando os soldados da Ditadura Chilena.
  • 11. Manifestação contra a prática de ditadura no Chile.
  • 13. Ditadura Militar: Argentina  A Argentina passou por situação semelhante a do Brasil em relação a existência de um governo militar ditatorial.  A Ditadura na Argentina começou com um golpe de Estado dado por militares que assumiram o poder do país.  Durante sua vigência, foi um dos governos mais autoritários da América Latina no século XX.
  • 14. Ditadura Militar: Argentina  A Ditadura na Argentina teve início com um golpe militar no ano de 1966.  O presidente Arturo Illia, que exercia o cargo legalmente dentro da constituição, foi deposto no dia 28 de junho daquele ano e a partir de então se sucedeu uma série de governos de militares até 1973.  Os promovedores da Ditadura na Argentina, em semelhança ao Brasil, a determinavam como Revolução Argentina.
  • 15. Ditadura Militar: Argentina  Logo após a tomada de poder, entrou em vigor no país o Estatuto da Revolução Argentina que legalizou as atividades dos militares.  A nova „constituição‟ proibia a atividade dos partidos políticos e cancelava quase todos os direitos civis, sociais e políticos por conta de um quase constante Estado de Sítio.
  • 16. Ditadura Militar: Argentina  Ao longo do período de governo militar, três indivíduos ocuparam o poder: o general Juan Carlos Onganía, o general Roberto Marcelo Levingston e o general Alejandro Agustín Lanusse.  A população queria Perón no governo do país, mas não pode ser eleito, então a população indicou Hector José Cámpora, que saiu vitorioso no pleito.
  • 17. Ditadura Militar: Argentina  O período da Ditadura Militar na Argentina foi cruel e sangrento, a estimativa é de que aproximadamente 30 mil argentinos foram seqüestrados pelos militares.  Os opositores que conseguiam se salvar fugiam do país, o que representa aproximadamente 2,5 milhões de argentinos.  Os militares alegam que mataram “apenas” oito mil civis, sendo que métodos tenebrosos de torturas e
  • 18. Manifestação contra a ditadura na Argentina.
  • 20. A Plaza de Mayo com mães perguntando o paradeiro de seus filhos.
  • 21. General Juan Carlos Onganía.
  • 22. General Roberto Marcelo Levingston.
  • 26. Ditadura Militar no Brasil  Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.  A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso.
  • 27. Ditadura Militar no Brasil  O governo de João Goulart (1961- 1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média.  Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista.
  • 28. Ditadura Militar no Brasil  Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.  Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o
  • 29. Ditadura Militar no Brasil  No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.  Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
  • 30. Ditadura Militar no Brasil  O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai.  Os militares tomam o poder.  Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este, cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.
  • 32. Foto Clássica contra a ditadura.
  • 33. Foto Clássica mostrando força militar desnecessária na ditadura.
  • 34. Tanque de Guerra usado pelos militares no momento do Golpe.
  • 36. Ditadura Militar no Brasil: O Milagre Econômico  Na área econômica o país crescia rapidamente. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%.  Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura.  Todos estes investimentos geraram
  • 37. Ditadura Militar no Brasil: O Milagre Econômico  Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.  Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro.  Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
  • 38. Mapa da Rodovia Transamazônica.
  • 42. Construção da Ponte Rio-Niteroi.
  • 44. Ditadura Militar no Brasil: CASTELLO BRANCO (1964-1967)  Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.  Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.
  • 45. Ditadura Militar no Brasil: CASTELLO BRANCO (1964-1967)  O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.
  • 47. Foto da Bandeira do partido MDB acima Ulisses Guimarães.
  • 49. Ditadura Militar no Brasil: COSTA E SILVA (1967-1969)  Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais.  A oposição ao regime militar cresce no país.  A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
  • 50. Ditadura Militar no Brasil: COSTA E SILVA (1967-1969)  Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.  A guerrilha urbana começa a se organizar.  Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de
  • 51. Ditadura Militar no Brasil: COSTA E SILVA (1967-1969)  No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ).  Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
  • 52. Arthur da Costa e Silva.
  • 55. Jornal Folha de São Paulo Divulgando o novo Ato Institucional nº 5.
  • 56. Jornal Folha de São Paulo Divulgando o novo Ato Institucional nº 5.
  • 58. Ditadura Militar no Brasil: JUNTA MILITAR (31/8/1969- 30/10/1969)  Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).  Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional.
  • 59. Ditadura Militar no Brasil: JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)  Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".  No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo
  • 60. Aurélio de Lira Tavares (Exército) Augusto Rademaker (Marinha) Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica)
  • 62. Jornal divulgando o sequestrado de Charles Elbrick.
  • 65. Bandeira representando o movimento MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro).
  • 66. Em 1970, guerrilheiros do MR-8 e outros exilados da ditadura aguardavam o embarque para a Argélia.
  • 68. O QUE É ISSO COMPANHEIRO Filme retratando o fato em que integrantes do ALN sequestram o embaixador americano Charles Elbrick. Cena do filme “O que é isso companheiro”
  • 69. Ditadura Militar no Brasil: MEDICI (1969-1974)  Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ".  A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas.
  • 70. Ditadura Militar no Brasil: MEDICI (1969-1974)  Muitos professores, políticos, músicos, artista s e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.  Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia.
  • 72. Prédio do DOI - CODI.
  • 73. A tortura do PAU DE ARARA.
  • 74. A tortura da CADEIRA ELÉTRICA – Cena da novela “Amor e Revolução”.
  • 75.
  • 76. Chacina na Lapa - Pedro Pomar e Ângelo Arroyo.
  • 79. Chegada do exército para combater os Guerrilheiros do Araguaia.
  • 80. Ditadura Militar no Brasil: GEISEL (1974-1979)  Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia.  Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura.  A oposição política começa a ganhar espaço.
  • 81. Ditadura Militar no Brasil: GEISEL (1974-1979)  Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda.  Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
  • 82. Ditadura Militar no Brasil: GEISEL (1974-1979)  Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.
  • 85. Foto da morte do jornalista Vladimir Herzog.
  • 86. Foto da autopsia do jornalista Vladimir Herzog.
  • 88. Jornal divulgando a morte de Manuel Fiel Filho.
  • 90. Ditadura Militar no Brasil: FIGUEIREDO (1979-1985)  O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos.  Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade.
  • 91. Ditadura Militar no Brasil: FIGUEIREDO (1979-1985)  A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB.  Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).
  • 93. cartaz da critica à anistia.
  • 94.
  • 95. O antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
  • 96. O Partido dos Trabalhadores (PT).
  • 97. O Partido Democrático dos Trabalhista (PDT).
  • 98. Ícones contra a Ditadura:  Algumas pessoas que lutaram contra Ditadura.  Muita gente possivelmente não sabia o que estaca ocorrendo no Brasil durante esse período totalitário.  Famosos também foram contra a ditadura e muitos artistas conseguiram tripla a censura militar.  Vejamos agora alguns:
  • 99. Carlos Lamarca  Carlos Lamarca foi um dos líderes da oposição armada à ditadura militar brasileira instalada no país em 1964.  Capitão do Exército Brasileiro, desertou em 1969 tornando-se um dos comandantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).  Perseguido por mais de dois anos pelos militares, foi localizado e morto no interior da Bahia em 17 de setembro de 1971.
  • 101. Foto do corpo de Carlos Lamarca.
  • 102. Chico Buarque  Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque, é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira.  Ameaçado pelo regime militar, esteve auto- exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho.  Uma das canções de Chico Buarque que criticam a o regime é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a regime militar.
  • 104. Chico Buarque: Construção Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho seu como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
  • 105. Chico Buarque: Geni e o Zepelim De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada. O seu corpo é dos errantes, Dos cegos, dos retirantes; É de quem não tem mais nada. Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina, Atrás do tanque, no mato. É a rainha dos detentos, Das loucas, dos lazarentos, Dos moleques do internato. E também vai amiúde Co'os os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir. Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir: "Joga pedra na Geni! Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!" Um dia surgiu, brilhante Entre as nuvens, flutuante, Um enorme zepelim. Pairou sobre os edifícios, Abriu dois mil orifícios Com dois mil canhões assim. A cidade apavorada Se quedou paralisada Pronta pra virar geléia, Mas do zepelim gigante Desceu o seu comandante Dizendo: "Mudei de idéia! Quando vi nesta cidade Tanto horror e iniqüidade, Resolvi tudo explodir, Mas posso evitar o drama Se aquela formosa dama Esta noite me servir". Essa dama era Geni! Mas não pode ser Geni! Ela é feita pra apanhar; Ela é boa de cuspir; Ela dá pra qualquer um; Maldita Geni!
  • 106. Raul Seixas  Raul Santos Seixas foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro.  No ano de 1973, Raul conseguiu um grande sucesso com a música "Ouro de Tolo" no álbum Krig-ha, Bandolo, uma música com letra quase autobiográfica, mas que debocha da Ditadura e do “Milagre Econômico".  A Ditadura, então, através do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, pensando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo.
  • 108. Raul Seixas: Ouro de Tolo  Eu devia estar contente Porque eu tenho um emprego Sou um dito cidadão respeitável E ganho quatro mil cruzeiros Por mês...  Eu devia agradecer ao Senhor Por ter tido sucesso Na vida como artista Eu devia estar feliz Porque consegui comprar Um Corcel 73...  Eu devia estar alegre E satisfeito Por morar em Ipanema Depois de ter passado Fome por dois anos Aqui na Cidade Maravilhosa...  Ah! Eu devia estar sorrindo E orgulhoso Por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada E um tanto quanto perigosa...  Eu devia estar contente Por ter conseguido Tudo o que eu quis Mas confesso abestalhado Que eu estou decepcionado...  Porque foi tão fácil conseguir E agora eu me pergunto "e daí?" Eu tenho uma porção De coisas grandes prá conquistar E eu não posso ficar aí parado...  Eu devia estar feliz pelo Senhor Ter me concedido o domingo Prá ir com a família No Jardim Zoológico Dar pipoca aos macacos...  Ah! Mas que sujeito chato sou eu Que não acha nada engraçado Macaco, praia, carro Jornal, tobogã Eu acho tudo isso um saco...  É você olhar no espelho
  • 109. Raul Seixas: Mosca na Sopa Eu sou a mosca Que pousou em sua sopa Eu sou a mosca Que pintou prá lhe abusar...(3x) Eu sou a mosca Que perturba o seu sono Eu sou a mosca No seu quarto a zumbizar...(2x) E não adianta Vir me detetizar Pois nem o DDT Pode assim me exterminar Porque você mata uma E vem outra em meu lugar... Eu sou a mosca Que pousou em sua sopa Eu sou a mosca Que pintou prá lhe abusar...(2x) "Atenção, eu sou a mosca A grande mosca A mosca que perturba o seu sono Eu sou a mosca no seu quarto A zum-zum-zumbizar Observando e abusando Olha do outro lado agora Eu tô sempre junto de você Água mole em pedra dura Tanto bate até que fura Quem, quem é? A mosca, meu irmão!” Eu sou a mosca Que posou em sua sopa Eu sou a mosca Que pintou prá lhe abusar...(2x) E não adianta Vir me detetizar Pois nem o DDT Pode assim me exterminar Porque você mata uma E vem outra em meu lugar... Eu sou a mosca Que pousou em sua sopa Eu sou a mosca Que pintou prá lhe abusar...(2x)