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Intervenção e
acompanhamento
Psicopedagógico
Professora MS. Rochelle Arruda
Terapeuta Ocupacional/ Psicopedagoga
Ementa:
Avaliação e diagnóstico psicopedagógico do
problema de aprendizagem na clínica e na
instituição. Os diferentes tipos de entrevistas, as
provas psicossomáticas e projetivas no processo de
avaliação e de diagnóstico clínico. O espaço lúdico no
diagnóstico de dificuldade de aprendizagem. A
hipótese e devolução diagnóstica. Tratamento,
contrato, o enquadramento, os objetivos e as
técnicas utilizadas na clínica. A avaliação e
compreensão do sujeito que aprende na sua relação
com a instituição. Diagnóstico e intervenção
psicopedagógico institucional. Limites e
possibilidades de atuação na escola e em outras
instituições. Acompanhamento psicopedagógico
AVALIAÇÃO
PSICOPEDAGÓGICA
PRIMEIRA ENTREVISTA:
 Acolher os pais e o cliente
 Colher os motivos da procura pelo atendimento
 Observar a semiologia
 Contrato / enquadramento
• Tempo – 50 minutos
• Lugar
• Frequência
• Interrupções
• Honorários
EFES – ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIA
SITUACIONAL
ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIA
SITUACIONAL essa sessão deverá ser realizada com
os responsáveis (pai, mãe, etc.), devendo ser
observado durante a entrevista a preocupação
dele(s) com a queixa inicial da criança.
1
O QUE É ANAMNESE?
“trazer de novo” e “mnesis” quer dizer “memória”
histórico de vida do cliente/paciente
invasiva, pois “revira” a pessoa do avesso e mexe
muito com as emoções e sentimentos deve ser
realizada com muito zelo e perícia... possibilita
dimensionar passado, presente e futuro do cliente.
2
A função fundamental
do diagnóstico
Identificar as causas da dificuldade de
aprendizagem em cada caso clínico.
E...
Indicar os encaminhamentos
interventivos mais pertinentes para a
resolução da dificuldade de
aprendizagem.
Diagnóstico e Intervenção
DIAGNÓSTICO
PSICOPEDAGÓGICO
(INVESTIGAÇÃO)
INTERVENÇÃO
PSICOPEDAGÓGICA
(AÇÃO)
Embora o diagnóstico não seja a intervenção propriamente dita,
ele tem um efeito interventivo na medida em que influi sobre as
dinâmicas de vida do sujeito e da família.
Consideração inicial
quanto aos termos
Diagnóstico psicopedagógico: forte
conotação médico-psicológica centrada na
classificação de doenças e no seu
tratamento visando à cura.
Devido a essa conotação, muito autores têm
preferido adotar a expressão - AVALIAÇÃO
PSICOPEDAGÓGICA.
Deslocamento do enfoque médico para o
enfoque educacional/ Psicossocial.
As duas dimensões do diagnóstico
DIMENSÃO
TÉCNICA
DIMENSÃO
CLÍNICA
Investigação
Pesquisa
Coleta de dados
Compreensão global
do sujeito que
aprende
A escuta da queixa
Enigma: por quê?
Relação
psicopedagogo
e paciente
Transferência
Autonomia do
sujeito
Queixa
APRENDIZAGEM
Não aprender.
Aprender com dificuldade.
Aprender com lentidão.
Não revelar o que aprendeu.
Fugir de situações de
aprendizagem.
Entre outras.
COMPORTAMENTO
Agitação.
Agressividade.
Impulsividade.
Desinteresse.
Apatia.
Timidez.
Fobia social.
Entre outros.
EOCA – Entrevista
Operativa Centrada
na Aprendizagem
• Primeiro momento com a criança
• Organização do lugar
Mesa e cadeiras
Materiais – lápis, borracha,
régua, transferidor, compasso,
folhas brancas e coloridas, giz de
cera, cola, revistas, massinha de
modelar livros de estórias – é
importante estruturar os
matérias de acordo com a idade
do sujeito.
EOCA – Entrevista
Operativa Centrada na
Aprendizagem
DISPARADOR:
Gostaria que você me
mostrasse o que sabe fazer, o
que lhe ensinaram, o que
aprendeu?
EOCA – Entrevista Operativa
Centrada na Aprendizagem
ELEMENTOS OBSERVADOS:
Temática - mostra como o cliente se comunica com o
terapeuta e com ele mesmo
Dinâmica – Conjunto de movimentos corporais realizados
pela pessoa durante a entrevista. Ex: Preensão, modo de
sentar, piscar de olho, movimentos estereotipados.
Produto – o que ele fez com os matérias –
Algumas reações:
Pôr-se a falar
Pôr-se a desenhar, escrever, fazer contas
Ficou paralisado
EOCA – Entrevista
Operativa Centrada
na Aprendizagem
POSTURA DA PSICOPEDAGOGA:
Não deve direcionar a produção do
produto final
Observar como o cliente reage diante da
situação que desorganiza e como ele se
(re)organiza
O que ele aceita ou recusa no vínculo que
estabelece com o psicopedagogo e com
os materiais oferecidos e com as
intervenções realizadas
EOCA –
Entrevista
Operativa
Centrada na
Aprendizagem
REGISTRO
Nome
Data de nascimento
Escola
HDA
Classificar as hipóteses – pode ser feito com o
quadro auxiliar
• Cognitivo
• Funcional
• Afetivo
Provas do Diagnóstico
Operatório
Auxiliar na
investigação sobre a
qualidade do
pensamento de uma
pessoa – a condição
que apresenta para
aprender.
Provas do
Diagnóstico
Operatório
DIMENSÃO COGNITIVA
Cognição - basta pensar em conhecimento
Condição que uma pessoa demostra para aprender,
para conhecer
CLASSIFICAÇÃO
Mudança de critério (dicotomia)
Intersecção de classes; quantificação da inclusão de
classes; combinação de fichas, classificação universal.
SERIAÇÃO
Seriação de palitos
CONSERVAÇÃO
Conservação de pequenos conjuntos discretos de
elementos, quantidade de líquido, quantidade de
matéria, quantidade de volume, comprimento, espaço
Provas Piagetianas
Conservação do
número (bolinhas
vermelhas)
Conservação de
massa (massa de
modelar)
Conservação de
líquidos (copos)
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área
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TRÊS NÍVEIS:
Nível 1: Não há conservação, o sujeito não atinge o nível
operatório nesse domínio.
Nível 2 ou intermediário: As respostas apresentam oscilações,
instabilidade ou não são completas. Em um momento
conservam, em outro não.
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vacilação.
19
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Diagnóstico
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DIMENSÃO AFETIVA
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Nível biológico/orgânico – dificuldades
neurológicas, metabólicas, fisiológicas)
Nível estrutural – funcionamento da estrutura
cognitiva
Assimilação /acomodação/ assimilação
deformante
Abstração empírica – contato concreto com o
objeto captando seus detalhes
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Pré-
silábico
Silábico
Silábico-
alfabético
Alfabético
Primeiro período: Distinção entre modos de
representação icônico e não icônico
• Pré-silábico Icônico: Indiferenciação entre desenho e escrita:
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Marcas distintas
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Uso de letras e números
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escrita alfabética
ESCRITAS SILÁBICAS
“Este nível está caracterizado
pela tentativa de dar um valor
sonoro a cada uma das letras que
compõem uma escrita. (...) cada
letra vale por uma sílaba.”
(FERREIRO E TEBEROSKY, 1999, p.
209).
Silábico sem valor sonoro (quantitativo)
Pode ocorrer,
excepcionalmente,
grafias distintas das
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Mas cada grafia
representa uma
unidade sonora sem
correspondência
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“Sobre o eixo quantitativo, isto se exprime na descoberta de que a quantidade de letras
com que se vai escrever uma palavra pode ter correspondência com a quantidade de
partes que se reconhece na emissão oral.” (FERREIRO, 2010, p. 27)
LAPISEIRA
CADERNO
LÁPIS
GIZ
(...) a hipótese silábica cria suas
próprias condições de contradição:
contradição entre o controle silábico
e a quantidade mínima de letras que
uma escrita deve possuir para ser
interpretável (...). (Ferreiro, 2010, p.
27).
Cada sílaba é representada por uma letra sem correspondência som –
grafia.
Silábico com valor sonoro (qualitativo)
“No mesmo período – embora não necessariamente ao mesmo tempo – as letras podem
começar a adquirir valores sonoros (silábicos) relativamente estáveis, o que leva a se
estabelecer correspondência com o eixo qualitativo: as partes sonoras semelhantes entre
as palavras começam a se exprimir por letras semelhantes.” (FERREIRO, 2010, p. 29)
É muito comum nessa
fase a utilização das
vogais como a
unidade que
representa a sílaba.
Presença da análise
fonêmica sem, no entanto,
estar de acordo com
padrões ortográficos.
Representação arbitrária
dos sons da fala -
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Socialização
Grupo 1: relação
criança e família.
Grupo 2: relação
criança e
instituição escolar.
Grupo 3: relação
criança e
professor.
Grupo 4: relação
criança e colegas
de sala.
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criança e material
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criança e contexto
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Formulando queixas e hipóteses?
Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses
A partir da formulação da queixa, o psicopedagogo deve elaborar as primeiras
hipóteses investigativas.
Vejamos quais hipóteses poderiam ser elaboradas a partir das queixas seguintes:
socialização da atividade.
Parece que ele não guarda nada.
Não tiro nota boa porque relaxo. Não presto atenção. Só consigo quando alguém ajuda.
Ele não faz nada na sala, não fixa em nada, não presta atenção na aula.
Não sou inteligente a ponto de olhar o professor explicando e entender na hora.
Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses
Lê bem, mas não consegue escrever. É ótimo na matemática, mas sempre foi mal em
português.
Erro na escrita porque faço muito rápido, não sei fazer devagar. Não gosto de ler livro. O
que eu gosto mais é da aula de música. Não gosto de dividir, não sei conta de dividir.
Vai sempre mal na escola, mas eu também era assim e hoje estou muito bem. Estou aqui
porque a escola mandou.
Estudo, na hora da prova dá nervoso e eu esqueço. Estou me esforçando. Nas matérias não
vou nada bem. Não sei conseguir resultado melhor. Não gostei da professora, gritava muito.
Ele é cabeça-dura que nem eu! Lá em casa, ninguém sabe nada. Acho que não adianta...
Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses
Não estudo, não tenho paciência para estudar. Só agora, na 5ª série, é que as matérias
são mais difíceis. Na prova final, vou estudar feito um condenado!
Acho que está tudo bem! Não sei por que a professora disse para eu trazer ele aqui.
Eu não queria aprender a ler e a escrever.
Tenho medo de tirar nota baixa, repetir ano e perder os amigos.
Tive dificuldade no colégio A, não era bom o ensino; aí, minha mãe me tirou e pôs em
outra escola; aí, o segundo colégio não era bom e minha mãe botou em outro; aí, ela
não gostou e eu voltei para o primeiro.
Sequência Diagnóstica (WEISS, 1994)
1º - Entrevista
Familiar Exploratória
Situacional (E.F.E.S.)
2º - Anamnese
3º - Sessões lúdicas
centradas na
aprendizagem (para
crianças)
4º - Complementação
com provas e testes
(quando for
necessário)
5º - Síntese
Diagnóstica –
Prognóstico
6º - Devolução -
Encaminhamento
Síntese - Diagnóstico e Prognóstico
Registro
Objetivos do
atendimento –
curto prazo e longo
prazo
Equipe
multidisciplinar
Algumas estratégias
A Caixa Lúdica é proposta como
instrumento de atendimento,
bem como o estímulo a jogos de
papéis sociais pelas atividades
desenvolvidas e cuidados com
seus pertences individuais.
Algumas
estratégias
Caixa de areia:
Mobiliza situações afetivas e
vinculares
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trabalhar!!!!

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Encontro do dia 8 e 10 de novembro. PNAIC-2016 Município de Biguaçu
 
Avaliacao -2a_parte
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Diagnóstico Psicopedagógico

  • 1. Intervenção e acompanhamento Psicopedagógico Professora MS. Rochelle Arruda Terapeuta Ocupacional/ Psicopedagoga
  • 2. Ementa: Avaliação e diagnóstico psicopedagógico do problema de aprendizagem na clínica e na instituição. Os diferentes tipos de entrevistas, as provas psicossomáticas e projetivas no processo de avaliação e de diagnóstico clínico. O espaço lúdico no diagnóstico de dificuldade de aprendizagem. A hipótese e devolução diagnóstica. Tratamento, contrato, o enquadramento, os objetivos e as técnicas utilizadas na clínica. A avaliação e compreensão do sujeito que aprende na sua relação com a instituição. Diagnóstico e intervenção psicopedagógico institucional. Limites e possibilidades de atuação na escola e em outras instituições. Acompanhamento psicopedagógico
  • 3. AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA PRIMEIRA ENTREVISTA:  Acolher os pais e o cliente  Colher os motivos da procura pelo atendimento  Observar a semiologia  Contrato / enquadramento • Tempo – 50 minutos • Lugar • Frequência • Interrupções • Honorários
  • 4. EFES – ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIA SITUACIONAL ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIA SITUACIONAL essa sessão deverá ser realizada com os responsáveis (pai, mãe, etc.), devendo ser observado durante a entrevista a preocupação dele(s) com a queixa inicial da criança. 1 O QUE É ANAMNESE? “trazer de novo” e “mnesis” quer dizer “memória” histórico de vida do cliente/paciente invasiva, pois “revira” a pessoa do avesso e mexe muito com as emoções e sentimentos deve ser realizada com muito zelo e perícia... possibilita dimensionar passado, presente e futuro do cliente. 2
  • 5. A função fundamental do diagnóstico Identificar as causas da dificuldade de aprendizagem em cada caso clínico. E... Indicar os encaminhamentos interventivos mais pertinentes para a resolução da dificuldade de aprendizagem.
  • 6. Diagnóstico e Intervenção DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO (INVESTIGAÇÃO) INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA (AÇÃO) Embora o diagnóstico não seja a intervenção propriamente dita, ele tem um efeito interventivo na medida em que influi sobre as dinâmicas de vida do sujeito e da família.
  • 7. Consideração inicial quanto aos termos Diagnóstico psicopedagógico: forte conotação médico-psicológica centrada na classificação de doenças e no seu tratamento visando à cura. Devido a essa conotação, muito autores têm preferido adotar a expressão - AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA. Deslocamento do enfoque médico para o enfoque educacional/ Psicossocial.
  • 8. As duas dimensões do diagnóstico
  • 9. DIMENSÃO TÉCNICA DIMENSÃO CLÍNICA Investigação Pesquisa Coleta de dados Compreensão global do sujeito que aprende A escuta da queixa Enigma: por quê? Relação psicopedagogo e paciente Transferência Autonomia do sujeito
  • 10. Queixa APRENDIZAGEM Não aprender. Aprender com dificuldade. Aprender com lentidão. Não revelar o que aprendeu. Fugir de situações de aprendizagem. Entre outras. COMPORTAMENTO Agitação. Agressividade. Impulsividade. Desinteresse. Apatia. Timidez. Fobia social. Entre outros.
  • 11. EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem • Primeiro momento com a criança • Organização do lugar Mesa e cadeiras Materiais – lápis, borracha, régua, transferidor, compasso, folhas brancas e coloridas, giz de cera, cola, revistas, massinha de modelar livros de estórias – é importante estruturar os matérias de acordo com a idade do sujeito.
  • 12. EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem DISPARADOR: Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram, o que aprendeu?
  • 13. EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem ELEMENTOS OBSERVADOS: Temática - mostra como o cliente se comunica com o terapeuta e com ele mesmo Dinâmica – Conjunto de movimentos corporais realizados pela pessoa durante a entrevista. Ex: Preensão, modo de sentar, piscar de olho, movimentos estereotipados. Produto – o que ele fez com os matérias – Algumas reações: Pôr-se a falar Pôr-se a desenhar, escrever, fazer contas Ficou paralisado
  • 14. EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem POSTURA DA PSICOPEDAGOGA: Não deve direcionar a produção do produto final Observar como o cliente reage diante da situação que desorganiza e como ele se (re)organiza O que ele aceita ou recusa no vínculo que estabelece com o psicopedagogo e com os materiais oferecidos e com as intervenções realizadas
  • 15. EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem REGISTRO Nome Data de nascimento Escola HDA Classificar as hipóteses – pode ser feito com o quadro auxiliar • Cognitivo • Funcional • Afetivo
  • 16. Provas do Diagnóstico Operatório Auxiliar na investigação sobre a qualidade do pensamento de uma pessoa – a condição que apresenta para aprender.
  • 17. Provas do Diagnóstico Operatório DIMENSÃO COGNITIVA Cognição - basta pensar em conhecimento Condição que uma pessoa demostra para aprender, para conhecer CLASSIFICAÇÃO Mudança de critério (dicotomia) Intersecção de classes; quantificação da inclusão de classes; combinação de fichas, classificação universal. SERIAÇÃO Seriação de palitos CONSERVAÇÃO Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos, quantidade de líquido, quantidade de matéria, quantidade de volume, comprimento, espaço
  • 18. Provas Piagetianas Conservação do número (bolinhas vermelhas) Conservação de massa (massa de modelar) Conservação de líquidos (copos) Conservação de área Seriação de palitos Inclusão de classes
  • 19. TRÊS NÍVEIS: Nível 1: Não há conservação, o sujeito não atinge o nível operatório nesse domínio. Nível 2 ou intermediário: As respostas apresentam oscilações, instabilidade ou não são completas. Em um momento conservam, em outro não. Nível 3: As respostas demonstram aquisição da noção sem vacilação. 19
  • 20. Provas do Diagnóstico Operatório DIMENSÃO AFETIVA Refere-se ao funcionamento de uma pessoa para aprender Nível biológico/orgânico – dificuldades neurológicas, metabólicas, fisiológicas) Nível estrutural – funcionamento da estrutura cognitiva Assimilação /acomodação/ assimilação deformante Abstração empírica – contato concreto com o objeto captando seus detalhes Abstração reflexiva – contato abstrato com o objeto
  • 21. Testes projetivos Desenho da família; Desenho da figura Humana (eu, H, M); H.T.P - Casa, árvore e Pessoa (House, Tree, Person)
  • 22. Teste das 4 palavras (Ferreiro) Pré- silábico Silábico Silábico- alfabético Alfabético
  • 23. Primeiro período: Distinção entre modos de representação icônico e não icônico • Pré-silábico Icônico: Indiferenciação entre desenho e escrita: Representação icônica O grafismo reproduz a forma do objeto.
  • 24. Formas de diferenciação das escritas – Nível pré-silábico • Escrever não é a mesma coisa que desenhar – Grafismo não icônico. Marcas distintas representam desenho e escrita.
  • 26. Uso de letras e números A criança percebe a existência de signos gráficos distintos: letras e números. Em algum momento pode utilizar ambos na escrita.
  • 27. Fonetização da escrita – da escrita silábica à escrita alfabética ESCRITAS SILÁBICAS “Este nível está caracterizado pela tentativa de dar um valor sonoro a cada uma das letras que compõem uma escrita. (...) cada letra vale por uma sílaba.” (FERREIRO E TEBEROSKY, 1999, p. 209).
  • 28. Silábico sem valor sonoro (quantitativo) Pode ocorrer, excepcionalmente, grafias distintas das formas das letras. Mas cada grafia representa uma unidade sonora sem correspondência som/letra. “Sobre o eixo quantitativo, isto se exprime na descoberta de que a quantidade de letras com que se vai escrever uma palavra pode ter correspondência com a quantidade de partes que se reconhece na emissão oral.” (FERREIRO, 2010, p. 27)
  • 29. LAPISEIRA CADERNO LÁPIS GIZ (...) a hipótese silábica cria suas próprias condições de contradição: contradição entre o controle silábico e a quantidade mínima de letras que uma escrita deve possuir para ser interpretável (...). (Ferreiro, 2010, p. 27). Cada sílaba é representada por uma letra sem correspondência som – grafia.
  • 30. Silábico com valor sonoro (qualitativo) “No mesmo período – embora não necessariamente ao mesmo tempo – as letras podem começar a adquirir valores sonoros (silábicos) relativamente estáveis, o que leva a se estabelecer correspondência com o eixo qualitativo: as partes sonoras semelhantes entre as palavras começam a se exprimir por letras semelhantes.” (FERREIRO, 2010, p. 29) É muito comum nessa fase a utilização das vogais como a unidade que representa a sílaba.
  • 31. Presença da análise fonêmica sem, no entanto, estar de acordo com padrões ortográficos. Representação arbitrária dos sons da fala - Silábico alfabético
  • 32. Socialização Grupo 1: relação criança e família. Grupo 2: relação criança e instituição escolar. Grupo 3: relação criança e professor. Grupo 4: relação criança e colegas de sala. Grupo 5: relação criança e material didático. Grupo 6: relação criança e contexto histórico.
  • 33. Formulando queixas e hipóteses?
  • 34. Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses A partir da formulação da queixa, o psicopedagogo deve elaborar as primeiras hipóteses investigativas. Vejamos quais hipóteses poderiam ser elaboradas a partir das queixas seguintes: socialização da atividade. Parece que ele não guarda nada. Não tiro nota boa porque relaxo. Não presto atenção. Só consigo quando alguém ajuda. Ele não faz nada na sala, não fixa em nada, não presta atenção na aula. Não sou inteligente a ponto de olhar o professor explicando e entender na hora.
  • 35. Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses Lê bem, mas não consegue escrever. É ótimo na matemática, mas sempre foi mal em português. Erro na escrita porque faço muito rápido, não sei fazer devagar. Não gosto de ler livro. O que eu gosto mais é da aula de música. Não gosto de dividir, não sei conta de dividir. Vai sempre mal na escola, mas eu também era assim e hoje estou muito bem. Estou aqui porque a escola mandou. Estudo, na hora da prova dá nervoso e eu esqueço. Estou me esforçando. Nas matérias não vou nada bem. Não sei conseguir resultado melhor. Não gostei da professora, gritava muito. Ele é cabeça-dura que nem eu! Lá em casa, ninguém sabe nada. Acho que não adianta...
  • 36. Queixas: a elaboração das primeiras hipóteses Não estudo, não tenho paciência para estudar. Só agora, na 5ª série, é que as matérias são mais difíceis. Na prova final, vou estudar feito um condenado! Acho que está tudo bem! Não sei por que a professora disse para eu trazer ele aqui. Eu não queria aprender a ler e a escrever. Tenho medo de tirar nota baixa, repetir ano e perder os amigos. Tive dificuldade no colégio A, não era bom o ensino; aí, minha mãe me tirou e pôs em outra escola; aí, o segundo colégio não era bom e minha mãe botou em outro; aí, ela não gostou e eu voltei para o primeiro.
  • 37. Sequência Diagnóstica (WEISS, 1994) 1º - Entrevista Familiar Exploratória Situacional (E.F.E.S.) 2º - Anamnese 3º - Sessões lúdicas centradas na aprendizagem (para crianças) 4º - Complementação com provas e testes (quando for necessário) 5º - Síntese Diagnóstica – Prognóstico 6º - Devolução - Encaminhamento
  • 38. Síntese - Diagnóstico e Prognóstico Registro Objetivos do atendimento – curto prazo e longo prazo Equipe multidisciplinar
  • 39. Algumas estratégias A Caixa Lúdica é proposta como instrumento de atendimento, bem como o estímulo a jogos de papéis sociais pelas atividades desenvolvidas e cuidados com seus pertences individuais.
  • 40. Algumas estratégias Caixa de areia: Mobiliza situações afetivas e vinculares
  • 41. Algumas estratégias Caixa de trabalho Deverá ser usada em todos os atendimentos
  • 43. Jogos

Notas do Editor

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