Gilles Deleuze Felix Guattari Jacques Derrida
Discentes: Denise C. B. De Oliveira;
Graziela S. Ferreira; Manoel Messias S.
Oliveira; Maria Mercedes G. Daboin;
Roque L. Bispo; Tâmara F. Silva
PROGRAMA DE DOUTORADO MULTI-INSTITUCIONAL E MULTIDISCIPLINAR EM DIFUSÃO DO
CONHECIMENTO
11/05/2021
Disciplina: Metodologia de Análise Cognitiva
Professores: Maria Raidalva Barreto e Marcelo Pereira
Pós-modernidade
Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2019/06/13/olavo-a-pos-modernidade-e-o-pequeno-principe/
A pós-modernidade surge
quando a civilização industrial
supera seu poder criativo
pela sua força destrutiva.
Simbolicamente, às 8:15 de 06/08/1945.
A pós-modernidade, pode ser definida a partir
das mudanças sociais, culturais, artísticas,
filosóficas, científicas e estéticas que surgiram
após a Segunda Guerra Mundial.
• Crise das narrativas totalistas
• Cristianismo, Iluminismo e Marxismo
• Crise da verdade, da certeza e das utopias
Características do pensamento pós-moderno: Irracionalismo;
Antifundacionismo, negação quanto a um princípio universal , ou seja, a
favor do RELATIVISMO
Gilles Deleuze - Filósofo francês
Representante da Filosofia continental e
pós estruturalismo
Autonomia da Filosofia
Tarefa de “criar conceitos”
Crítica radical ao complexo de Édipo
Trabalhos de Deleuze são de 2 grupos:
Monografias: interpretando filósofos
modernos
Obras artísticas: exploração de temas
filosóficos ecléticos Gilles Deleuze
1925 –1995
Empirismo e Subjetividade
Somente uma psicologia das afecções pode constituir a verdadeira
ciência do homem
Necessário que o espírito seja afetado: essa é a condição que torna possível o
conhecimento.
Para Hume verdadeiro sentido de entendimento é tornar sociável uma ideia.
Imaginação é faculdade humana: a imaginação não é um agente que determina,
mas um lugar que é preciso localizar, fixar, ela é determinável.
Nada se faz pela imaginação, tudo se faz na imaginação.
A constância e uniformidade estão somente na maneira pela qual as ideias são
associadas na imaginação
Princípios da Associação:
• Contiguidade
• Semelhança
• causalidade
Associação é uma regra da imaginação, não um produto, ela guia a imaginação.
Natureza humana é a única ciência do homem.
Consciência moral é consciência política
Uma regra tem dois polos: forma e conteudo; conversação
e propriedade; sistemas dos bons costumes e estabilidade
de posse.
A imaginação com interpretação diferente da tradição
filosófica.
A ideia da subjetividade é a reflexão da afecção na
imaginação, é a própria regra geral.
Religião: como um exemplo onde encontramos todas
as significações que atribuímos sucessivamente às regras
gerais
O sentimento
religioso
Teísmo => Tem sua fonte na
unidade do espetáculo da
Natureza
Politeísmo => Tem sua fonte na
diversidade das paixões,
irredutibilidade das paixões sucessivas
A crença na existência dos corpos se decompõe em vários
momentos:
1. Princípio de identidade
2. A diferença entre a imaginação e a razão é devinda contradição.
• Imaginação => Igual / Refuta o diferente
• Reflexão => Percepções semelhantes, existências descontínuas e
diferentes
Para Hume, a Contradição se afirma entre:
• a extensão e a reflexão,
• a imaginação e a razão,
• os sentidos e o entendimento
O autor fala do Sistema
Filosófico que afirma: os
objetos e as percepções
são diferentes
Dado:
• Fluxo do sensível
• Coleção de impressões de imagens
• Conjunto de percepções
Empirismo:
Parte da experiência de uma coleção,
de uma sucessão de percepções
distintas
Tudo que é separável é discernível e
tudo que é discernível é diferente
• Essência do
empirismo no
problema preciso da
subjetividade
• Crer e Inventar : faz o
sujeito como sujeito
(Antes, com Hume, havia
a crença e o Hábito. Com
Deluze se une a
invenção)
Portanto, Para David Hume:
O conhecimento parte e deriva dos sentidos, opondo-se ao
racionalismo cartesiano, negando que derive da razão.
Aí ele fala das Percepções:
“podemos, pois, dividir aqui todas as percepções da mente em duas classes
ou tipos, que se distinguiram pelos diferentes graus de força e vivacidade.
As menos intensas e vivas são comumente designadas pensamentos ou
ideias. O outro tipo carece de nome em nossa língua […] usaremos, pois, de
um pouco de liberdade e chamemos-lhes de impressões” (HUME, 1998, p.
24).
Para ele, percepções provocam impressões e estas são mais intensas e
presentes (sensações e emoções) e as ideias derivam delas, ou seja, são
produzidas a partir das impressões, como se fossem cópias das impressões
guardadas na memória.
Félix Guattari foi um filósofo
francês considerado um pensador
multifacetado, polêmico e aventureiro,
que passeava entre muitos artistas,
obras, partidos e movimentos sociais.
Félix Guattari
1930 – 1992
Em 1964, uns anos antes de iniciar a sua
colaboração com Gilles Deleuze, Félix
Guattari apresenta a Transversalidade.
Critica a redução desta multiplicidade e
alerta contra a psicologização dos
problemas sociais.
Entende que os problemas
psicopatológicos não podem ser
pensados fora do universo social.
Em Revolução Molecular, Guattari reflete sobre a
constituição da subjetividade dos indivíduos em meio à
complexa situação contemporânea vinculada a uma "Terceira
Revolução Industrial”.
 Estas transformações vão configurando uma situação bastante
distinta da modernidade industrial, situação essa que é
caracterizada por vários analistas como pós-industrial ou pós-
moderna.
Para Guattari:
 as associações têm que ter um papel de reinvenção da vida social e não
funcionarem só como corrente de transmissão do Estado.
 a reapropriação dos saberes passa pela utilização das novas tecnologias da
inteligência, portadoras de transversalidade.
PARCERIA COM DELEUZE
• Guattari, juntamente com Deleuze, escreveu
mais de 40 livros, sobre os mais variados e
amplos aspectos da realidade (natural, social,
subjetiva e tecnológica).
• Esta teoria pode refundamentar inumeráveis
práticas (filosóficas, pedagógicas, médicas,
psicológicas, sociais, artísticas etc.).
• Critica a psicanálise nas suas implicações sobre
o desejo e o inconsciente e fundamentalmente
crítica a teoria do Édipo e tudo aquilo que
existe de reducionista na teoria freudiana.
A ECOSOFIA E AS TRÊS
ECOLOGIAS
As práxis ecológicas evocadas por
Guattari são definidas como:
 Ecologia subjetiva ou mental
 Ecologia social
 Ecologia do meio ambiente
CARTOGRAFIA DO DESEJO
• A cultura enquanto esfera autônoma existe a nível dos
mercados de poder, dos mercados econômicos, e não a nível
da produção, da criação e do consumo real.
• A palavra cultura teve vários sentidos no decorrer da
História;
• Seu sentido mais antigo e o que aparece da expressão
"cultivar o espírito".
Designada em:
• "Sentido A" e "cultura-valor“
• "Sentido B" e a cultura-alma coletiva“
• “ Sentido C" e a cultura de massa ou "cultura-mercadoria".
A Filosofia é vista como uma atividade
inventiva, entendida de Geofilosofia.
A Filosofia não é interdisciplinar, é por si
só, uma disciplina completa.
A filosofia difere da ciência e da logica as quais são
regidas por funções em um plano de referência e com
observações parciais; e da arte a qual é regida por preceitos
e afetos, em um plano de composição de figuras estéticas.
A Geofilosofia abrange o conceito, o plano
de imanência e a personagem conceitual.
• Plano de imanência: é a base onde está o
conceito
• Personagem conceitual: é o devir ou o
sujeito de uma filosofia, é quem articula os
conceitos e faz com que eles de movimentem
dentro do plano de imanência.
• O conceito: é criação e é distanciado da
noção de definição.
A MÁQUINA
EM GUATTARI
https://razaoinadequada.com/2013/05/10/deleuze-maquinas-desejantes/
O conceito de máquina surge na teoria guattariana com o
propósito de substituir o conceito de estrutura.
Ele se remete às ideias de produção, processualidade,
singularização, de produção de diferença ou diferenciação.
Máquina é tudo aquilo que se associa ao homem através de múltiplos
maquinismos, como por exemplo, os componentes materiais; os componentes
energéticos; os componentes semióticos; os componentes sociais.
Para o autor as máquinas podem ser ao mesmo tempo
técnicas, sociais e abstratas.
Máquinas Técnicas: se caracterizam como elemento não
humano mas construída pelo homem.
Máquinas Sociais: referem-se a instituições ou “equipamentos
coletivos”.
Máquinas Abstratas: os mais variados sistemas de signos que
atravessam diversos conjuntos maquinicos permitindo-lhes uma
comunicação transversal.
• É produzida, não é inata
• Subjetividades são
produzidas por instâncias:
individuais, coletivas e
institucionais.
• Ela se relaciona com o
modo como o sujeito se
conecta com elementos do
cotidiano e como é afetado
pela sociedade.
Subjetividade
O agenciamento é antes de tudo um
ACONTECIMENTO multidimensional.
É uma relação de conveniência que se refere ao
bom funcionamento de elementos diferentes ou
heterogêneos (de natureza diferente).
Todo agenciamento incide sobre uma dupla
dimensão:
1) Uma dimensão relativa às modificações corporais (ações e
paixões) ou estados de coisas que efetuam um acontecimento,
remetendo-os a uma formação de potências;
2) Uma outra dimensão relativa às transformações incorporais
ou enunciados de linguagem (atos) que efetuam o
acontecimento na sua face incorporal e que remetem a um
regime coletivo de enunciação.
Agenciamento
• Teórico e filósofo francês, nascido na
Argélia;
• Suas áreas de estudo incluem Filosofia,
Crítica literária e Teoria literária;
• Estudou Filosofia em Paris, na École
Normale Superieure;
• Recebeu uma grande popularidade e
muitas críticas por suas teorias e estilo
de escrita;
• Publicou mais de 40 livros, além de
ensaios e apresentações públicas;
• Seus escritos influenciaram vários
ativistas e movimentos políticos.
Jacques Derrida
1930 – 2004
Compromissos políticos:
• Oposição ao apartheid e defesa de Nelson
Mandela;
• Apoio a imigrantes ilegais; casamento entre
pessoas do mesmo sexo;
• Contra a repressão dos regimes comunistas.
Derrida é suporte teórico fundamental
• do feminismo;
• dos estudos sobre pós-colonialismo;
• Crítica literária, Direito e até da Arquitetura
Influências: Nietzche, Heidegger, Platão
O mundo plural, com representações múltiplas,
não possui verdades absolutas e sim, relativas.
os homens estão profundamente
imersos em ilusões e fantasias, seus
olhos apenas tocam a superfície das
coisas e veem "formas"; suas
sensações de forma alguma o levam à
verdade mas se contentam em receber
estímulos e, por assim dizer, em
brincar de esconde-esconde atrás das
coisas (NIETZSCHE, 1911, p. 175).
Logocentrismo
• Razões centrais – Deus, o homem e a
verdade, para conhecer e compreender as
“coisas” do mundo.
• Derrida: para entender algo é necessário
entender o seu oposto e, a partir da junção
desses opostos podemos obter a verdade.
Deus x Diabo
homem x mulher;
verdade x mentira
• O mundo plural, com representações
múltiplas, não possui verdades absolutas e
sim, relativas.
Norteia todo o pensamento
saussuriano:
Prestígio da fala em
relação à escrita =
hierarquia da oposição
"fala/escrita“
hierarquia da oposição
"significado/significante".
Fonocentrismo
“A escrita dita fonética não pode funcionar, por princípio e por direito, e
não apenas por uma insuficiência empírica ou técnica, senão admitindo
em si mesma "signos" não-fonéticos (pontuação, espaçamento etc.) dos
quais, se lhe examinássemos a estrutura e a necessidade, rapidamente
nos aperceberíamos que toleram bastante mal o conceito de signo”
(DERRIDA, 1991, p. 36).
Garanhão
Galinha
O que vem a sua mente ao ouvir/ler essas palavras?
Garanhão
Galinha
Garanhão
Galinha
Significante
Significado
Garanhão
Galinha
Significante
Significado
= Signo
+
Signo = significante + significado
Essa ideia não é suficiente
Derrida propõe:
Signo = significante + relações de significado
+ relações de significado + relações de
significado + ...
Garanhão
Vamos tentar novamente?
Os signos representam ideias, conceitos,
valores... inseridos em discursos
Galinha! (valor pejorativo que desqualifica a mulher)
Garanhão! (valor atributivo de qualidade ao homem)
“as diferentes significações de
um texto poderão ser
descobertas, decompondo a
estrutura da linguagem na
qual ela é redigida. Desta feita,
Derrida estima que a
desconstrução seja uma
“prática narrativa” (MENESES,
2013, p.195).
Différence
Différance
Différance
Está na différance o desencadear constante
das diferenças que permeiam as palavras,
permitindo que elas se correspondam entre
si através da presença do outro.
Ex.: infinito
imensurável, ilimitado, absoluto
finito, limitado, relativo
Des
constru
ção
Segundo o pensamento de
Derrida
A desconstrução é uma forma de linguagem que não se prende a uma estrutura ou a um
conceito, mas se dá na fenda, na abertura (ANDRADE, 2016).
Derrida não aceita os conceitos pré-estabelecidos.
Nada tem que ser aceito como verdade absoluta.
Temos várias interpretações do mundo.
As verdades são relativas.
Desconstrução não é destruição.
DESCONSTRUÇÃO DO ESTRUTURALISMO
Estrutura binária
Homem/mulher
Corpo/alma
Certo/errado
Fala/escrita
Deus/diabo
Dentro/fora
Não -estrutura
Para que a desconstrução
ocorra é preciso que haja a
flexibilização de todas essas
rígidas oposições conceituais.
Bem/mal
Derrida busca com o conceito
de DESCONSTRUÇÃO uma nova
forma de ler o mundo, de ler
uma realidade.
Referências:
ANDRADE, Edilamara Peixoto de. Entre o estruturalismo e a desconstrução: uma reflexão acerca do pensamento de Jacques
Derrida em força e significação. Theoria - Revista Eletrônica de Filosofia Faculdade Católica de Pouso Alegre. Volume VIII – N. 19 -
Ano 2016 – ISSN 1984-9052 .
AGOSTINHO, L. D. Guattari: Máquinas e sujeitos políticos. Trans/Form/Ação. Marilia, v.43, n.1, p.103-126, jan./mar. 2020.
CAMARGO, A.C. Felix Guattari: Subjetividade, Capitalismo e Educação. Dissertação de Mestrado, Programa se Pós-Graduação em
Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Editora 34, 2010.
DELEUZE, G. Empirismo e Subjetividade: ensaio sobre a natureza humana segundo Hume (LB L. Orlandi, trad.). São Paulo: Editora,
v. 34, 2001.
DERRIDA, Jacques. Margens da filosofia. Tradução Joaquim Torres Costa, António M. Magalhães; Revisão técnica Constança
Marcondes Cesar. Campinas, SP: Papirus, 1991.
_______. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1973.
GUATTARI, F. As três ecologias. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 2009, 56p. 20ª ed.
MENESES, Ramiro Délio Borges de. A desconstrução em Jacques Derrida: o que é e o que não é pela estratégia. In: Universitas
Philosophica 60, Año 30, enero-junio 2013: 177-204. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/unph/v30n60/v30n60a09.pdf.
Acesso em: 20 abr. 2021.
NIETZSCHE, F. (1911). On Truth and Falsity in Their Ultramoral Sense. In Early Greek Philosophy & Other Essays (trad. de M. A.
Mugge). Londres e Edimburgo: T. W. Foulis, pp. 173-192.
RODRIGUES, Carla. Jaques Derrida: pensar a desconstrução. In: Revista Brasileira de Literatura Comparada, v. 8, n. 9, 2006. p.
330-335. Disponível em: https://revista.abralic.org.br/index.php/revista/article/view/148/151. Acesso em: 28 abr. 2021.
ROLNIK, Suely; GUATTARI, Félix. Micropolítica: cartografias do desejo. Buenos Aires: Tinta Limón, 2006.

Gilles Deleuze, Felix Guattari e Jacques Derrida

  • 1.
    Gilles Deleuze FelixGuattari Jacques Derrida Discentes: Denise C. B. De Oliveira; Graziela S. Ferreira; Manoel Messias S. Oliveira; Maria Mercedes G. Daboin; Roque L. Bispo; Tâmara F. Silva PROGRAMA DE DOUTORADO MULTI-INSTITUCIONAL E MULTIDISCIPLINAR EM DIFUSÃO DO CONHECIMENTO 11/05/2021 Disciplina: Metodologia de Análise Cognitiva Professores: Maria Raidalva Barreto e Marcelo Pereira
  • 2.
  • 3.
    A pós-modernidade surge quandoa civilização industrial supera seu poder criativo pela sua força destrutiva. Simbolicamente, às 8:15 de 06/08/1945.
  • 4.
    A pós-modernidade, podeser definida a partir das mudanças sociais, culturais, artísticas, filosóficas, científicas e estéticas que surgiram após a Segunda Guerra Mundial. • Crise das narrativas totalistas • Cristianismo, Iluminismo e Marxismo • Crise da verdade, da certeza e das utopias Características do pensamento pós-moderno: Irracionalismo; Antifundacionismo, negação quanto a um princípio universal , ou seja, a favor do RELATIVISMO
  • 5.
    Gilles Deleuze -Filósofo francês Representante da Filosofia continental e pós estruturalismo Autonomia da Filosofia Tarefa de “criar conceitos” Crítica radical ao complexo de Édipo Trabalhos de Deleuze são de 2 grupos: Monografias: interpretando filósofos modernos Obras artísticas: exploração de temas filosóficos ecléticos Gilles Deleuze 1925 –1995
  • 6.
    Empirismo e Subjetividade Somenteuma psicologia das afecções pode constituir a verdadeira ciência do homem
  • 7.
    Necessário que oespírito seja afetado: essa é a condição que torna possível o conhecimento. Para Hume verdadeiro sentido de entendimento é tornar sociável uma ideia. Imaginação é faculdade humana: a imaginação não é um agente que determina, mas um lugar que é preciso localizar, fixar, ela é determinável. Nada se faz pela imaginação, tudo se faz na imaginação. A constância e uniformidade estão somente na maneira pela qual as ideias são associadas na imaginação Princípios da Associação: • Contiguidade • Semelhança • causalidade Associação é uma regra da imaginação, não um produto, ela guia a imaginação. Natureza humana é a única ciência do homem.
  • 9.
    Consciência moral éconsciência política Uma regra tem dois polos: forma e conteudo; conversação e propriedade; sistemas dos bons costumes e estabilidade de posse. A imaginação com interpretação diferente da tradição filosófica. A ideia da subjetividade é a reflexão da afecção na imaginação, é a própria regra geral.
  • 10.
    Religião: como umexemplo onde encontramos todas as significações que atribuímos sucessivamente às regras gerais O sentimento religioso Teísmo => Tem sua fonte na unidade do espetáculo da Natureza Politeísmo => Tem sua fonte na diversidade das paixões, irredutibilidade das paixões sucessivas
  • 11.
    A crença naexistência dos corpos se decompõe em vários momentos: 1. Princípio de identidade 2. A diferença entre a imaginação e a razão é devinda contradição. • Imaginação => Igual / Refuta o diferente • Reflexão => Percepções semelhantes, existências descontínuas e diferentes Para Hume, a Contradição se afirma entre: • a extensão e a reflexão, • a imaginação e a razão, • os sentidos e o entendimento
  • 12.
    O autor falado Sistema Filosófico que afirma: os objetos e as percepções são diferentes
  • 13.
    Dado: • Fluxo dosensível • Coleção de impressões de imagens • Conjunto de percepções Empirismo: Parte da experiência de uma coleção, de uma sucessão de percepções distintas Tudo que é separável é discernível e tudo que é discernível é diferente • Essência do empirismo no problema preciso da subjetividade • Crer e Inventar : faz o sujeito como sujeito (Antes, com Hume, havia a crença e o Hábito. Com Deluze se une a invenção)
  • 15.
    Portanto, Para DavidHume: O conhecimento parte e deriva dos sentidos, opondo-se ao racionalismo cartesiano, negando que derive da razão. Aí ele fala das Percepções: “podemos, pois, dividir aqui todas as percepções da mente em duas classes ou tipos, que se distinguiram pelos diferentes graus de força e vivacidade. As menos intensas e vivas são comumente designadas pensamentos ou ideias. O outro tipo carece de nome em nossa língua […] usaremos, pois, de um pouco de liberdade e chamemos-lhes de impressões” (HUME, 1998, p. 24). Para ele, percepções provocam impressões e estas são mais intensas e presentes (sensações e emoções) e as ideias derivam delas, ou seja, são produzidas a partir das impressões, como se fossem cópias das impressões guardadas na memória.
  • 22.
    Félix Guattari foium filósofo francês considerado um pensador multifacetado, polêmico e aventureiro, que passeava entre muitos artistas, obras, partidos e movimentos sociais. Félix Guattari 1930 – 1992
  • 23.
    Em 1964, unsanos antes de iniciar a sua colaboração com Gilles Deleuze, Félix Guattari apresenta a Transversalidade. Critica a redução desta multiplicidade e alerta contra a psicologização dos problemas sociais. Entende que os problemas psicopatológicos não podem ser pensados fora do universo social.
  • 24.
    Em Revolução Molecular,Guattari reflete sobre a constituição da subjetividade dos indivíduos em meio à complexa situação contemporânea vinculada a uma "Terceira Revolução Industrial”.  Estas transformações vão configurando uma situação bastante distinta da modernidade industrial, situação essa que é caracterizada por vários analistas como pós-industrial ou pós- moderna. Para Guattari:  as associações têm que ter um papel de reinvenção da vida social e não funcionarem só como corrente de transmissão do Estado.  a reapropriação dos saberes passa pela utilização das novas tecnologias da inteligência, portadoras de transversalidade.
  • 25.
    PARCERIA COM DELEUZE •Guattari, juntamente com Deleuze, escreveu mais de 40 livros, sobre os mais variados e amplos aspectos da realidade (natural, social, subjetiva e tecnológica). • Esta teoria pode refundamentar inumeráveis práticas (filosóficas, pedagógicas, médicas, psicológicas, sociais, artísticas etc.). • Critica a psicanálise nas suas implicações sobre o desejo e o inconsciente e fundamentalmente crítica a teoria do Édipo e tudo aquilo que existe de reducionista na teoria freudiana.
  • 26.
    A ECOSOFIA EAS TRÊS ECOLOGIAS As práxis ecológicas evocadas por Guattari são definidas como:  Ecologia subjetiva ou mental  Ecologia social  Ecologia do meio ambiente
  • 27.
    CARTOGRAFIA DO DESEJO •A cultura enquanto esfera autônoma existe a nível dos mercados de poder, dos mercados econômicos, e não a nível da produção, da criação e do consumo real. • A palavra cultura teve vários sentidos no decorrer da História; • Seu sentido mais antigo e o que aparece da expressão "cultivar o espírito". Designada em: • "Sentido A" e "cultura-valor“ • "Sentido B" e a cultura-alma coletiva“ • “ Sentido C" e a cultura de massa ou "cultura-mercadoria".
  • 28.
    A Filosofia évista como uma atividade inventiva, entendida de Geofilosofia. A Filosofia não é interdisciplinar, é por si só, uma disciplina completa. A filosofia difere da ciência e da logica as quais são regidas por funções em um plano de referência e com observações parciais; e da arte a qual é regida por preceitos e afetos, em um plano de composição de figuras estéticas.
  • 29.
    A Geofilosofia abrangeo conceito, o plano de imanência e a personagem conceitual. • Plano de imanência: é a base onde está o conceito • Personagem conceitual: é o devir ou o sujeito de uma filosofia, é quem articula os conceitos e faz com que eles de movimentem dentro do plano de imanência. • O conceito: é criação e é distanciado da noção de definição.
  • 30.
    A MÁQUINA EM GUATTARI https://razaoinadequada.com/2013/05/10/deleuze-maquinas-desejantes/ Oconceito de máquina surge na teoria guattariana com o propósito de substituir o conceito de estrutura. Ele se remete às ideias de produção, processualidade, singularização, de produção de diferença ou diferenciação. Máquina é tudo aquilo que se associa ao homem através de múltiplos maquinismos, como por exemplo, os componentes materiais; os componentes energéticos; os componentes semióticos; os componentes sociais. Para o autor as máquinas podem ser ao mesmo tempo técnicas, sociais e abstratas. Máquinas Técnicas: se caracterizam como elemento não humano mas construída pelo homem. Máquinas Sociais: referem-se a instituições ou “equipamentos coletivos”. Máquinas Abstratas: os mais variados sistemas de signos que atravessam diversos conjuntos maquinicos permitindo-lhes uma comunicação transversal.
  • 31.
    • É produzida,não é inata • Subjetividades são produzidas por instâncias: individuais, coletivas e institucionais. • Ela se relaciona com o modo como o sujeito se conecta com elementos do cotidiano e como é afetado pela sociedade. Subjetividade O agenciamento é antes de tudo um ACONTECIMENTO multidimensional. É uma relação de conveniência que se refere ao bom funcionamento de elementos diferentes ou heterogêneos (de natureza diferente). Todo agenciamento incide sobre uma dupla dimensão: 1) Uma dimensão relativa às modificações corporais (ações e paixões) ou estados de coisas que efetuam um acontecimento, remetendo-os a uma formação de potências; 2) Uma outra dimensão relativa às transformações incorporais ou enunciados de linguagem (atos) que efetuam o acontecimento na sua face incorporal e que remetem a um regime coletivo de enunciação. Agenciamento
  • 32.
    • Teórico efilósofo francês, nascido na Argélia; • Suas áreas de estudo incluem Filosofia, Crítica literária e Teoria literária; • Estudou Filosofia em Paris, na École Normale Superieure; • Recebeu uma grande popularidade e muitas críticas por suas teorias e estilo de escrita; • Publicou mais de 40 livros, além de ensaios e apresentações públicas; • Seus escritos influenciaram vários ativistas e movimentos políticos. Jacques Derrida 1930 – 2004
  • 33.
    Compromissos políticos: • Oposiçãoao apartheid e defesa de Nelson Mandela; • Apoio a imigrantes ilegais; casamento entre pessoas do mesmo sexo; • Contra a repressão dos regimes comunistas. Derrida é suporte teórico fundamental • do feminismo; • dos estudos sobre pós-colonialismo; • Crítica literária, Direito e até da Arquitetura
  • 34.
    Influências: Nietzche, Heidegger,Platão O mundo plural, com representações múltiplas, não possui verdades absolutas e sim, relativas. os homens estão profundamente imersos em ilusões e fantasias, seus olhos apenas tocam a superfície das coisas e veem "formas"; suas sensações de forma alguma o levam à verdade mas se contentam em receber estímulos e, por assim dizer, em brincar de esconde-esconde atrás das coisas (NIETZSCHE, 1911, p. 175).
  • 35.
    Logocentrismo • Razões centrais– Deus, o homem e a verdade, para conhecer e compreender as “coisas” do mundo. • Derrida: para entender algo é necessário entender o seu oposto e, a partir da junção desses opostos podemos obter a verdade. Deus x Diabo homem x mulher; verdade x mentira • O mundo plural, com representações múltiplas, não possui verdades absolutas e sim, relativas. Norteia todo o pensamento saussuriano: Prestígio da fala em relação à escrita = hierarquia da oposição "fala/escrita“ hierarquia da oposição "significado/significante". Fonocentrismo
  • 36.
    “A escrita ditafonética não pode funcionar, por princípio e por direito, e não apenas por uma insuficiência empírica ou técnica, senão admitindo em si mesma "signos" não-fonéticos (pontuação, espaçamento etc.) dos quais, se lhe examinássemos a estrutura e a necessidade, rapidamente nos aperceberíamos que toleram bastante mal o conceito de signo” (DERRIDA, 1991, p. 36).
  • 39.
    Garanhão Galinha O que vema sua mente ao ouvir/ler essas palavras?
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
    Signo = significante+ significado Essa ideia não é suficiente Derrida propõe: Signo = significante + relações de significado + relações de significado + relações de significado + ...
  • 44.
  • 46.
    Os signos representamideias, conceitos, valores... inseridos em discursos Galinha! (valor pejorativo que desqualifica a mulher) Garanhão! (valor atributivo de qualidade ao homem)
  • 47.
    “as diferentes significaçõesde um texto poderão ser descobertas, decompondo a estrutura da linguagem na qual ela é redigida. Desta feita, Derrida estima que a desconstrução seja uma “prática narrativa” (MENESES, 2013, p.195). Différence Différance
  • 48.
    Différance Está na différanceo desencadear constante das diferenças que permeiam as palavras, permitindo que elas se correspondam entre si através da presença do outro. Ex.: infinito imensurável, ilimitado, absoluto finito, limitado, relativo
  • 49.
  • 50.
    A desconstrução éuma forma de linguagem que não se prende a uma estrutura ou a um conceito, mas se dá na fenda, na abertura (ANDRADE, 2016). Derrida não aceita os conceitos pré-estabelecidos. Nada tem que ser aceito como verdade absoluta. Temos várias interpretações do mundo. As verdades são relativas. Desconstrução não é destruição.
  • 51.
    DESCONSTRUÇÃO DO ESTRUTURALISMO Estruturabinária Homem/mulher Corpo/alma Certo/errado Fala/escrita Deus/diabo Dentro/fora Não -estrutura Para que a desconstrução ocorra é preciso que haja a flexibilização de todas essas rígidas oposições conceituais. Bem/mal
  • 52.
    Derrida busca como conceito de DESCONSTRUÇÃO uma nova forma de ler o mundo, de ler uma realidade.
  • 53.
    Referências: ANDRADE, Edilamara Peixotode. Entre o estruturalismo e a desconstrução: uma reflexão acerca do pensamento de Jacques Derrida em força e significação. Theoria - Revista Eletrônica de Filosofia Faculdade Católica de Pouso Alegre. Volume VIII – N. 19 - Ano 2016 – ISSN 1984-9052 . AGOSTINHO, L. D. Guattari: Máquinas e sujeitos políticos. Trans/Form/Ação. Marilia, v.43, n.1, p.103-126, jan./mar. 2020. CAMARGO, A.C. Felix Guattari: Subjetividade, Capitalismo e Educação. Dissertação de Mestrado, Programa se Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2014. DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Editora 34, 2010. DELEUZE, G. Empirismo e Subjetividade: ensaio sobre a natureza humana segundo Hume (LB L. Orlandi, trad.). São Paulo: Editora, v. 34, 2001. DERRIDA, Jacques. Margens da filosofia. Tradução Joaquim Torres Costa, António M. Magalhães; Revisão técnica Constança Marcondes Cesar. Campinas, SP: Papirus, 1991. _______. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1973. GUATTARI, F. As três ecologias. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 2009, 56p. 20ª ed. MENESES, Ramiro Délio Borges de. A desconstrução em Jacques Derrida: o que é e o que não é pela estratégia. In: Universitas Philosophica 60, Año 30, enero-junio 2013: 177-204. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/unph/v30n60/v30n60a09.pdf. Acesso em: 20 abr. 2021. NIETZSCHE, F. (1911). On Truth and Falsity in Their Ultramoral Sense. In Early Greek Philosophy & Other Essays (trad. de M. A. Mugge). Londres e Edimburgo: T. W. Foulis, pp. 173-192. RODRIGUES, Carla. Jaques Derrida: pensar a desconstrução. In: Revista Brasileira de Literatura Comparada, v. 8, n. 9, 2006. p. 330-335. Disponível em: https://revista.abralic.org.br/index.php/revista/article/view/148/151. Acesso em: 28 abr. 2021. ROLNIK, Suely; GUATTARI, Félix. Micropolítica: cartografias do desejo. Buenos Aires: Tinta Limón, 2006.

Notas do Editor

  • #4 https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/bomba-atomica.htm (Fonte da foto)
  • #43 As palavras abarcam discursos valorativos: Galinha! (insulto à mulher, desvalorização do feminino); Garanhão!! (gabando o homem)