Lupus eritematoso
sistêmico
Escola de Medicina
UCPel
Lupus eritematoso sistêmico
 Características :
 Doença inflamatória crônica
 Presença de autoanticorpos (ANA e outros)
 Acomete mais mulheres que homens
 Idade mais freqüente do início: 15-45 anos
 Predisposição genética
 15-50 casos: 100.000
LES - etiopatogenia
 Fatores genéticos
 Fatores ambientais
 Medicamentos
 Radiação ultravioleta
 Outros: brotos de alfafa, hidrazina.
 Virus Ebstein Barr.
Lupus Eritematoso -
classificação
1-Idiopático
 Discóide (cutâneo crônico)
 Cutâneo subagudo
 Sistêmico
 Sistêmico de início tardio
 Neonatal
2- Sistêmico induzido por
medicamento
Lupus discóide
(cutâneo crônico )
 > 90 % dos casos permanece limitado a pele
 ANA positivo
Lesões discóides
LE – cutâneo subagudo
 10 % dos pacientes
 ANA negativo
 Acentuada fotossensibilidade
 Lesões podem ser semelhantes às da
psoríase / eritema polimorfo
 Raro acometimento renal e SN
LES – rash cutâneo
Lupus subagudo
Lupus subagudo
Lesões anulares
LES de início tardio
 Início após 50 anos
 15 % dos casos
 Raro acometimento renal e SN
LE induzido por
medicamento
 Raramente duram mais de 6 meses com a
suspensão do medicamento.
 Raro acometimento renal e SN
 ANA positivo
 Drogas implicadas: hidralazina, procai-
namida, clorpromazina, isoniazida,
penicilamina, fenitoína, metildopa,
infliximab...
LES - Critérios diagnósticos
1. Erupção malar Poupa sulcos nasolabiais
2. Erupção discóide Pode ocorrer atrofia
cicatricial em lesões mais
antigas
3. Fotossensibilidade Erupção cutânea em
conseqüência da exposição
a luz solar de modo
incomum
LES - Critérios diagnósticos
4. Úlceras orais Geralmente indolores.
Mais comuns no pálato
5. Artrite Não erosiva, comprometendo 2
ou mais articulações. <5%
causa deformidade (Jaccoud)
6. Serosite Pleurite ( derrame pleural
inflamatório ou atrito pleural)
Pericardite ( ECG, atrito ou
derrame pericárdico)
LES - Critérios diagnósticos
7. Distúrbio renal Proteinúria > 500 mg /24 h
Cilindros celulares
(hemáticos, granulosos...)
8. Distúrbio
neurológico
Convulsões ou Psicose sem
outra explicação
LES - Critérios diagnósticos
9. Distúrbio
hematológico
Anemia hemolítica
ou
Leucopenia (< 4000 em pelo
menos duas ocasiões)
ou
linfocitopenia (< 1500 em pelo
menos duas ocasiões)
ou
trombocitopenia (< 100.000 ,
na ausência de medicamentos
agressores )
LES - Critérios diagnósticos
10. Distúrbio
imunológico
Células LE ou Anti DNA ou Anti
Sm ou falso positivo para sífilis
por pelo menos 6 meses
11. Anticorpo
antinuclear
Na ausência de medicamentos
que possam positivá-lo.
Grande sensibilidade
Considera-se que a pessoa tenha
lupus eritematoso sistêmico quando
4 ou mais critérios estão presentes ,
de modo simultâneo ou em série.
Livedo reticuladofixo
LES - Manifestações clínicas não
incluidas nos critérios diagnósicos
OCULARES Conjuntivite, episclerite,
síndr. seca
GASTROINTESTINAIS Dor abdominal (serosite/
arterite/pancreatite);
hepatomegalia
LES - Manifestações clínicas não
incluidas nos critérios diagnósicos
LINFORRETICULARES Linfadenopatia,
esplenomegalia
RESPIRATÓRIAS Pneumonite, hipertensão
pulmonar
LES - Manifestações
clínicas
SISTEMA
NERVOSO
CENTRAL
Distúrbios de perso-
nalidade, AVE ou sinais do
trato espinotalâmico,
enxaqueca
CARDÍO-
VASCULARES
Miocardites, sopros e
doença valvular (Mi e Ao ) ,
coronariopatia, HAS,
trombose
LES - Manifestações
clínicas
HEMATOLÓGICAS Anemia de doença
inflamatória crônica;
antioagulante circulante ,
trombose arterial e venosa
NEUROPATIA
PERIFÉRICA
Polineuropatia,
mononeurite múltipla,
mononeuropatias
Lupus eritematoso sistêmico
 Exames laboratoriais
LES - ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
 - Anemia de doença crônica (normocítica ou
microcítica);
 Anemia hemolítica Coombs positiva;
Leucopenia;
 Linfocitopenia;
 Trombocitopenia;
 - VSG elevada; PCR costuma ser normal na
ausência de infecções
LES - ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
 - Anticoagulante lúpico (TP e/ou KTTP
alterado);
 - Falso positivo para Sífilis, em 25 % dos
pacientes
 - Alterações no Ex Qualitativo de Urina:
proteinúria, cilindrúria, hematúria...
LES - ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
 - ANA (FAN) positivo em > 95 %; anticorpos
anti DNA ds e anti Sm são menos
sensíveis mas muito mais específicos;
 Aumento policlonal da gama globulina
 - Diminuição dos níveis de complemento
sérico total (CH 50), C3 e C4 durante a
atividade da doença. CH 50 baixo
constantemente sugere deficiência de C2.
ANTICORPOS
ANTINUCLEARES
Imagens por
imunofluorescência
Anticorpo associado
- Homogênea Antidesoxirribonucleo-
proteina (1)
- Periférica Anti-DNA nativo (2)
- Moteada ( salpicada,
pontilhada)
Anti-ENA: RNPn, Sm(2),
SS-A, SS-B(3)
- Nucleolar ARN-nucleolar
(1) responsável pela formação de células LE
(2) especificidade muito grande para LES
(3) relacionado à síndr. de Sjögren
Periférico Difuso
Salpicado Nucleolar
Anticorpos Antinucleares
ANA- anticentrômero
ANA - Antinucleolar
Células LE
Rosetas
LES - outros autoanticorpos
 CONTRA DETERMINANTES DA M. CELULAR:
 Hemácias: podem determinar ou não hemólise.
Teste de Coombs direto positivo
 Leucócitos: contra neutrófilos, linfócitos B e T
 Plaquetas: comuns. Com ou sem
trombocitopenia
 Contra fatores da coagulação ( II, VIII, IX eXII ) :
associados a graves episódios hemorrágicos
 Neuronal: na doença ativa do SNC
LES - outros autoanticorpos
 CONTRA PROTEINA P RIBOSSÔMICA:
na doença ativa do SNC
 ANTICORPOS ANTIFOSFOLIPÍDEOS
 Reação para Sífilis falso-positiva
• (VDRL positivo e FTA-ABS negativo)
 Anticoagulante lúpico
• Determina anticoagulação in-vitro, não
corrigida por adição de plasma normal
 Anticardiolipina
Auto-anticorpos no LES
Síndrome antifosfolipídica
Síndrome antifosfolipídica
 Decorrentes da presença de anticorpos
anticardiolipina / anticoagulante lúpico.
 Pode ser primária ou secundária,
geralmente ao LES (mais raramente AR,
síndrome de Behçet).
Síndrome antifosfolipídica
Manifestações clínicas
 Abortos de repetição
 RN de baixo peso
 Pré eclâmpsia
 Tromboses venosas e arteriais (AVE,
coronariopatia, AVE isquêmico transitório,
enxaqueca, gangrena de extremidades,
hipertensão pulmonar, síndrome cardíaca
pós parto...)
 Convulsões
 LES e GESTAÇÃO
LES e GESTAÇÃO
 Uso de estrogênios: implicado na exacerbação
do LES (Discutível). Evitar estrogênios nas
pacientes portadoras de anticorpos AFL.
 Gestação:
 quadro sem sinais de atividade geralmente tem
boa evolução
 LES em atividade, especialmente se há lesão
renal: maior risco de exacerbação.
 risco aumentado de aborto, parto prematuro,
natimorto especialmente se estiverem pre-sentes
anticorpos anticardiolipina.
 LE neonatal
LE neonatal
 Transmissão de anticorpos via
placentária.
 A transmissão de anticorpos anti- Ro
é a mais importante.
 Manifestações clínicas:
 Eritema cutâneo transitório
 Bloqueio AV.
 Trombocitopenia
Lupus Neonatal
LES
Tratamento
LES - tratamento
 AINES
 Glicocorticóides
 Antimaláricos
 Quimioterápicos (Citostáticos)
 Outras medidas
Tratamento do LES – AINES
 Indicados principalmente para:
a) manifestações articulares
b) serosites leves
c) manifestações sistêmicas leves
Qualquer AINE pode ser utilizado
Tratamento do LES –
antimaláricos
 Manifestações cutâneas
 Manifestações articulares
 Serosites leves
Tratamento do LES –
antimaláricos
 Evidências recentes mostraram que a
hidroxicloroquina não melhora apenas o
lúpus cutâneo, mas também
hiperlipidemias, artrites e sintomas
constitucionais, é considerada segura na
grávida, tem ação antiplaquetária e pode
atuar melhorando na síndrome de
Sjögren.
Tratamento do LES –
antimaláricos
 CONSENSO BRASILEIRO 2004
 Independente do órgão ou sistema afetado, o
uso contínuo de antimaláricos (difosfato de
cloroquina: 4 mg/kg/dia ou sulfato de
hidroxicloroquina: 6 mg/kg/dia) é indicado
com a finalidade de reduzir a atividade da
doença e tentar poupar corticóide em todos
os pacientes com LES.
Tratamento do LES –
glicocorticóides
 a) Manifestações articulares,
serosites ou sistêmicas severas ou
que não responderam aos AINES
 b) Comprometimento de
órgãos/tecidos importantes: rins,
SNC, pericárdio, miocardio...
 c) Vasculites
Tratamento da Síndrome
antifosfolipídica
Antiagregantes plaquetários (AAS)
Anticoagulantes (heparina, antivi-
taminas K)
Pentoxifilina
Nos casos secundários ou existindo
plaquetopenia severa:
corticosteróides (prednisona ou
pulsoterapia com metil-prednisolona)
LES
 Prognóstico
LES - prognóstico
 Remissão completa em até 20 %
 Mortes: ocorrem principalmente
por infecções, insuficiência renal,
comprometimento do SNC
 Sobrevida em 5 anos: 95 %
 Sobrevida em 10 anos: 90 %
Lupus eritematoso
sistêmico
Apêndice: outras drogas utilizadas
no tratamento do LES
Drogas e Terapias contra o Lupus
Outubro/2004
1) Prasterone (Prestara), uma forma sintética do hormônio DHEA
Desenvolvido pela Genelabs Technologies, está na fase III do teste clínico
para determinar se é benéfico para osteoporose induzida por corticóides em
mulheres lúpicas.
2) LJP394 (Riquent), bloqueador do anti-DNA
La Jolla Pharmaceutical Company espera desenvolver um tratamento que
bloqueie a produção de anticorpos DNA sem minimizar o sistema imunológico
ou causar efeitos adversos, o que poderia prevenir crises de nefrite.
3) BLyS, supressão de linfócitos B
O estimulador do linfócito B (BLyS) assegura a sobrevivência do linfócito B, a
célula branca do sangue que produz anticorpos. O propósito desta pesquisa,
que está na fase II, é suprimir o processo BLyS.
As Mais Recentes Drogas e Terapias contra o Lupus
Outubro/2004
4) Rituximab (Rituxan), que elimina os linfócitos B
Desenvolvido pela Genentech/IDEC, Rituximab é uma droga que mata
os linfócitos B.
5) CD154, contra os linfócitos T
A atividade em lúpicos e doentes renais apresentaram melhoras com
esta terapia que ataca células T ativas.
6) LJP1082, para a síndrome antifosfolipídica
A droga foi desenvolvida pela La Jolla Pharmaceutical Company para
minimizar a ação das células B.
7) Bromocriptina (Parlodel), que suprime a prolactina
Estudos têm mostrado que a prolactina está ligada a atividade lúpica.
Produzida pela Novartis, Parlodel suprime o sistema imunológico
hiperativo.
As Mais Recentes Drogas e Terapias contra o Lupus
Outubro/2004
8) Micofenolato de mofetila– CellCept, no acometimento renal
Indicação comum para evitar a rejeição de transplantes, o CellCept,
produzido pela Roche, tem sido usado para controlar uma série de
doenças reumáticas e nefrite lúpica.
9) Ciclosporina (Sandimmune e Neoral), na atividade lúpica
É uma droga imunossupressora usada para minimizar a atividade
lúpica, permitindo a redução do uso de corticóides. Sandimmune e
Neoral são produzidos pela Novertis.
10) Eculizumab, como agente antiinflamatório
É um inibidor do complemento C5 desenvolvido pela Alexion
Pharmaceuticals para doenças crônicas, incluindo o lupus, quando uma
atividade antiinflamatória longa é desejada.
As Mais Recentes Drogas e Terapias contra o Lupus
Outubro/2004
11) Leflunomida (Arava), como agente antireumático
A droga, produzida pela Aventis, interrompe a produção de células do
sistema imunológico responsável pelo inchaço, inflamação, rigidez e
dor da artrite reumatóide.
12) Talidomida, Tacrolimo (Protopic) e Pimecrolimo (Elidel), para
lesões cutâneas
Essas drogas têm sido usadas no tratamento cutâneo, permitindo a
redução da dosagem de corticóides. A Talidomida é fabricada pela
Celgene, Protopic pela Fujisawa e Elidel pela Novartis.

11. reumato 2011-les-e_sindr_afl_

  • 1.
  • 2.
    Lupus eritematoso sistêmico Características :  Doença inflamatória crônica  Presença de autoanticorpos (ANA e outros)  Acomete mais mulheres que homens  Idade mais freqüente do início: 15-45 anos  Predisposição genética  15-50 casos: 100.000
  • 3.
    LES - etiopatogenia Fatores genéticos  Fatores ambientais  Medicamentos  Radiação ultravioleta  Outros: brotos de alfafa, hidrazina.  Virus Ebstein Barr.
  • 4.
    Lupus Eritematoso - classificação 1-Idiopático Discóide (cutâneo crônico)  Cutâneo subagudo  Sistêmico  Sistêmico de início tardio  Neonatal 2- Sistêmico induzido por medicamento
  • 5.
    Lupus discóide (cutâneo crônico)  > 90 % dos casos permanece limitado a pele  ANA positivo
  • 6.
  • 7.
    LE – cutâneosubagudo  10 % dos pacientes  ANA negativo  Acentuada fotossensibilidade  Lesões podem ser semelhantes às da psoríase / eritema polimorfo  Raro acometimento renal e SN
  • 8.
    LES – rashcutâneo Lupus subagudo
  • 9.
  • 10.
    LES de iníciotardio  Início após 50 anos  15 % dos casos  Raro acometimento renal e SN
  • 11.
    LE induzido por medicamento Raramente duram mais de 6 meses com a suspensão do medicamento.  Raro acometimento renal e SN  ANA positivo  Drogas implicadas: hidralazina, procai- namida, clorpromazina, isoniazida, penicilamina, fenitoína, metildopa, infliximab...
  • 14.
    LES - Critériosdiagnósticos 1. Erupção malar Poupa sulcos nasolabiais 2. Erupção discóide Pode ocorrer atrofia cicatricial em lesões mais antigas 3. Fotossensibilidade Erupção cutânea em conseqüência da exposição a luz solar de modo incomum
  • 15.
    LES - Critériosdiagnósticos 4. Úlceras orais Geralmente indolores. Mais comuns no pálato 5. Artrite Não erosiva, comprometendo 2 ou mais articulações. <5% causa deformidade (Jaccoud) 6. Serosite Pleurite ( derrame pleural inflamatório ou atrito pleural) Pericardite ( ECG, atrito ou derrame pericárdico)
  • 16.
    LES - Critériosdiagnósticos 7. Distúrbio renal Proteinúria > 500 mg /24 h Cilindros celulares (hemáticos, granulosos...) 8. Distúrbio neurológico Convulsões ou Psicose sem outra explicação
  • 17.
    LES - Critériosdiagnósticos 9. Distúrbio hematológico Anemia hemolítica ou Leucopenia (< 4000 em pelo menos duas ocasiões) ou linfocitopenia (< 1500 em pelo menos duas ocasiões) ou trombocitopenia (< 100.000 , na ausência de medicamentos agressores )
  • 18.
    LES - Critériosdiagnósticos 10. Distúrbio imunológico Células LE ou Anti DNA ou Anti Sm ou falso positivo para sífilis por pelo menos 6 meses 11. Anticorpo antinuclear Na ausência de medicamentos que possam positivá-lo. Grande sensibilidade
  • 19.
    Considera-se que apessoa tenha lupus eritematoso sistêmico quando 4 ou mais critérios estão presentes , de modo simultâneo ou em série.
  • 27.
  • 28.
    LES - Manifestaçõesclínicas não incluidas nos critérios diagnósicos OCULARES Conjuntivite, episclerite, síndr. seca GASTROINTESTINAIS Dor abdominal (serosite/ arterite/pancreatite); hepatomegalia
  • 29.
    LES - Manifestaçõesclínicas não incluidas nos critérios diagnósicos LINFORRETICULARES Linfadenopatia, esplenomegalia RESPIRATÓRIAS Pneumonite, hipertensão pulmonar
  • 31.
    LES - Manifestações clínicas SISTEMA NERVOSO CENTRAL Distúrbiosde perso- nalidade, AVE ou sinais do trato espinotalâmico, enxaqueca CARDÍO- VASCULARES Miocardites, sopros e doença valvular (Mi e Ao ) , coronariopatia, HAS, trombose
  • 32.
    LES - Manifestações clínicas HEMATOLÓGICASAnemia de doença inflamatória crônica; antioagulante circulante , trombose arterial e venosa NEUROPATIA PERIFÉRICA Polineuropatia, mononeurite múltipla, mononeuropatias
  • 33.
  • 34.
    LES - ALTERAÇÕESLABORATORIAIS  - Anemia de doença crônica (normocítica ou microcítica);  Anemia hemolítica Coombs positiva; Leucopenia;  Linfocitopenia;  Trombocitopenia;  - VSG elevada; PCR costuma ser normal na ausência de infecções
  • 35.
    LES - ALTERAÇÕESLABORATORIAIS  - Anticoagulante lúpico (TP e/ou KTTP alterado);  - Falso positivo para Sífilis, em 25 % dos pacientes  - Alterações no Ex Qualitativo de Urina: proteinúria, cilindrúria, hematúria...
  • 36.
    LES - ALTERAÇÕESLABORATORIAIS  - ANA (FAN) positivo em > 95 %; anticorpos anti DNA ds e anti Sm são menos sensíveis mas muito mais específicos;  Aumento policlonal da gama globulina  - Diminuição dos níveis de complemento sérico total (CH 50), C3 e C4 durante a atividade da doença. CH 50 baixo constantemente sugere deficiência de C2.
  • 37.
    ANTICORPOS ANTINUCLEARES Imagens por imunofluorescência Anticorpo associado -Homogênea Antidesoxirribonucleo- proteina (1) - Periférica Anti-DNA nativo (2) - Moteada ( salpicada, pontilhada) Anti-ENA: RNPn, Sm(2), SS-A, SS-B(3) - Nucleolar ARN-nucleolar (1) responsável pela formação de células LE (2) especificidade muito grande para LES (3) relacionado à síndr. de Sjögren
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
    LES - outrosautoanticorpos  CONTRA DETERMINANTES DA M. CELULAR:  Hemácias: podem determinar ou não hemólise. Teste de Coombs direto positivo  Leucócitos: contra neutrófilos, linfócitos B e T  Plaquetas: comuns. Com ou sem trombocitopenia  Contra fatores da coagulação ( II, VIII, IX eXII ) : associados a graves episódios hemorrágicos  Neuronal: na doença ativa do SNC
  • 44.
    LES - outrosautoanticorpos  CONTRA PROTEINA P RIBOSSÔMICA: na doença ativa do SNC  ANTICORPOS ANTIFOSFOLIPÍDEOS  Reação para Sífilis falso-positiva • (VDRL positivo e FTA-ABS negativo)  Anticoagulante lúpico • Determina anticoagulação in-vitro, não corrigida por adição de plasma normal  Anticardiolipina
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    Síndrome antifosfolipídica  Decorrentesda presença de anticorpos anticardiolipina / anticoagulante lúpico.  Pode ser primária ou secundária, geralmente ao LES (mais raramente AR, síndrome de Behçet).
  • 48.
    Síndrome antifosfolipídica Manifestações clínicas Abortos de repetição  RN de baixo peso  Pré eclâmpsia  Tromboses venosas e arteriais (AVE, coronariopatia, AVE isquêmico transitório, enxaqueca, gangrena de extremidades, hipertensão pulmonar, síndrome cardíaca pós parto...)  Convulsões
  • 52.
     LES eGESTAÇÃO
  • 53.
    LES e GESTAÇÃO Uso de estrogênios: implicado na exacerbação do LES (Discutível). Evitar estrogênios nas pacientes portadoras de anticorpos AFL.  Gestação:  quadro sem sinais de atividade geralmente tem boa evolução  LES em atividade, especialmente se há lesão renal: maior risco de exacerbação.  risco aumentado de aborto, parto prematuro, natimorto especialmente se estiverem pre-sentes anticorpos anticardiolipina.
  • 54.
  • 55.
    LE neonatal  Transmissãode anticorpos via placentária.  A transmissão de anticorpos anti- Ro é a mais importante.  Manifestações clínicas:  Eritema cutâneo transitório  Bloqueio AV.  Trombocitopenia
  • 56.
  • 57.
  • 58.
    LES - tratamento AINES  Glicocorticóides  Antimaláricos  Quimioterápicos (Citostáticos)  Outras medidas
  • 59.
    Tratamento do LES– AINES  Indicados principalmente para: a) manifestações articulares b) serosites leves c) manifestações sistêmicas leves Qualquer AINE pode ser utilizado
  • 60.
    Tratamento do LES– antimaláricos  Manifestações cutâneas  Manifestações articulares  Serosites leves
  • 61.
    Tratamento do LES– antimaláricos  Evidências recentes mostraram que a hidroxicloroquina não melhora apenas o lúpus cutâneo, mas também hiperlipidemias, artrites e sintomas constitucionais, é considerada segura na grávida, tem ação antiplaquetária e pode atuar melhorando na síndrome de Sjögren.
  • 62.
    Tratamento do LES– antimaláricos  CONSENSO BRASILEIRO 2004  Independente do órgão ou sistema afetado, o uso contínuo de antimaláricos (difosfato de cloroquina: 4 mg/kg/dia ou sulfato de hidroxicloroquina: 6 mg/kg/dia) é indicado com a finalidade de reduzir a atividade da doença e tentar poupar corticóide em todos os pacientes com LES.
  • 63.
    Tratamento do LES– glicocorticóides  a) Manifestações articulares, serosites ou sistêmicas severas ou que não responderam aos AINES  b) Comprometimento de órgãos/tecidos importantes: rins, SNC, pericárdio, miocardio...  c) Vasculites
  • 64.
    Tratamento da Síndrome antifosfolipídica Antiagregantesplaquetários (AAS) Anticoagulantes (heparina, antivi- taminas K) Pentoxifilina Nos casos secundários ou existindo plaquetopenia severa: corticosteróides (prednisona ou pulsoterapia com metil-prednisolona)
  • 65.
  • 66.
    LES - prognóstico Remissão completa em até 20 %  Mortes: ocorrem principalmente por infecções, insuficiência renal, comprometimento do SNC  Sobrevida em 5 anos: 95 %  Sobrevida em 10 anos: 90 %
  • 67.
    Lupus eritematoso sistêmico Apêndice: outrasdrogas utilizadas no tratamento do LES
  • 68.
    Drogas e Terapiascontra o Lupus Outubro/2004 1) Prasterone (Prestara), uma forma sintética do hormônio DHEA Desenvolvido pela Genelabs Technologies, está na fase III do teste clínico para determinar se é benéfico para osteoporose induzida por corticóides em mulheres lúpicas. 2) LJP394 (Riquent), bloqueador do anti-DNA La Jolla Pharmaceutical Company espera desenvolver um tratamento que bloqueie a produção de anticorpos DNA sem minimizar o sistema imunológico ou causar efeitos adversos, o que poderia prevenir crises de nefrite. 3) BLyS, supressão de linfócitos B O estimulador do linfócito B (BLyS) assegura a sobrevivência do linfócito B, a célula branca do sangue que produz anticorpos. O propósito desta pesquisa, que está na fase II, é suprimir o processo BLyS.
  • 69.
    As Mais RecentesDrogas e Terapias contra o Lupus Outubro/2004 4) Rituximab (Rituxan), que elimina os linfócitos B Desenvolvido pela Genentech/IDEC, Rituximab é uma droga que mata os linfócitos B. 5) CD154, contra os linfócitos T A atividade em lúpicos e doentes renais apresentaram melhoras com esta terapia que ataca células T ativas. 6) LJP1082, para a síndrome antifosfolipídica A droga foi desenvolvida pela La Jolla Pharmaceutical Company para minimizar a ação das células B. 7) Bromocriptina (Parlodel), que suprime a prolactina Estudos têm mostrado que a prolactina está ligada a atividade lúpica. Produzida pela Novartis, Parlodel suprime o sistema imunológico hiperativo.
  • 70.
    As Mais RecentesDrogas e Terapias contra o Lupus Outubro/2004 8) Micofenolato de mofetila– CellCept, no acometimento renal Indicação comum para evitar a rejeição de transplantes, o CellCept, produzido pela Roche, tem sido usado para controlar uma série de doenças reumáticas e nefrite lúpica. 9) Ciclosporina (Sandimmune e Neoral), na atividade lúpica É uma droga imunossupressora usada para minimizar a atividade lúpica, permitindo a redução do uso de corticóides. Sandimmune e Neoral são produzidos pela Novertis. 10) Eculizumab, como agente antiinflamatório É um inibidor do complemento C5 desenvolvido pela Alexion Pharmaceuticals para doenças crônicas, incluindo o lupus, quando uma atividade antiinflamatória longa é desejada.
  • 71.
    As Mais RecentesDrogas e Terapias contra o Lupus Outubro/2004 11) Leflunomida (Arava), como agente antireumático A droga, produzida pela Aventis, interrompe a produção de células do sistema imunológico responsável pelo inchaço, inflamação, rigidez e dor da artrite reumatóide. 12) Talidomida, Tacrolimo (Protopic) e Pimecrolimo (Elidel), para lesões cutâneas Essas drogas têm sido usadas no tratamento cutâneo, permitindo a redução da dosagem de corticóides. A Talidomida é fabricada pela Celgene, Protopic pela Fujisawa e Elidel pela Novartis.

Notas do Editor

  • #4 Alguns antígenos leucocitários humanos (HLA - histocompatibility leukocyte antigen) se associam a risco aumentado de LES, como HLA-DR3 e o DR2, mas as associações são mais consistentes com manifestações clínico-laboratoriais ou mecanismos fisiopatogênicos. Assim, há maior risco de produção de alguns autoanticorpos (auto-Ac) na presença dos alelos DQB1 e DQA1 produção de Ac antifosfolípides, anti-Sm e anti-DNA na presença de HLA-DR/DQ LES neuropsiquiátrico na presença de HLA-DR3 e HLA-DR9 e Ac antifosfolípides e apoptose na presença de HLA-DRB1*03.