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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _ª VARA
CÍVEL REGIONAL DE XXXXXXXXXXXXXX/UF.
Processo nº 0000000000000000
FULANO DE TAL, devidamente
qualificado nos autos acima epigrafado, vem mui respeitosamente ante a honrosa
presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus patronos subscritores,
APRESENTAR
em face da Ação de Cobrança promovida por XXXXXX BANCO S.A em face
das razões de fato e de direito, acostadas nas laudas subsequentes.
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RAZÕES DA CONTESTATÓRIA
Contestante: FULANO DE TAL
Contestado: XXXXXXXXX BANCO S.A
EMÉRITO MAGISTRADO:
I- DA SINOPSE FÁTICA
A Autora veio a juízo promovendo a presente
Ação de Cobrança em face do ora Contestante, maiormente, sustentando
que celebraram um contrato, (via caixa eletrônico e de forma automática, por
isso não existindo contrato físico assinado pelas partes) denominado
CREDIÁRIO AUTOMAT PRE CFORM3 5, registrado sob a operação/contrato
n°. 000000000000000000000000 na data de 00/08/2011, onde fora
contratado pelo Contestante a quantia de R$ 58.000,00 (cinquenta e oito mil
reais), onde restou firmado que o pagamento da quantia, acrescida dos
encargos, ocorreria em 32 (trinta e duas) parcelas de R$ 4.707,23 (quatro mil
setecentos e sete reais e vinte e três centavos), consoante os termos do
contrato e demais documentos em anexo.
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Que o Contestante, teria efetuado o pagamento
das quatro primeiras parcelas em dia, e a partir da quinta parcela, deixou de
efetuar qualquer pagamento, tornando-se assim, inadimplente no referido
contrato, e consequentemente, constituindo-se em mora conforme os termos
daquela exordial.
Sustenta que teria tentado por todos os meios,
receber amigavelmente seu crédito, não tendo conseguido, e que ante o
insucesso na composição amigável, não restou alternativa senão o
ajuizamento da presente ação, buscando amparo jurisdicional, no sentido de
ser reconhecido seu direito, com a consequente condenação do Requerido no
pagamento da importância de R$ 129.246,38 (cento e vinte e nove mil
duzentos e quarenta e seis reais e trinta e oito centavos), conforme
aludida memória de cálculo acompanhado na inicial, acrescida de juros legais,
custas processuais, despesas, honorários advocatícios e demais cominações
de direito.
Assim em face da alegada dívida a Contestante
também NEGATIVOU o nome do Contestante junto aos órgãos restritivos do
SPC e SERASA.
Eis a síntese narrada dos fatos.
II- DA ASSISTENCIA JUDICIÁRIA GRATUITA
Inicialmente o Contestante, requer a concessão
de gratuidade de justiça, nos termos do art. 4º, caput e § 1º da Lei
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1060/1950, com a redação dada pela Lei 7.510/86, por ser hipossuficiente
economicamente e assim não podendo arcar com as custas e honorários
advocatícios sem prejuízo de seu sustento e da família. (Declaração de
pobreza e documentos em anexo).
III- DA RELAÇÃO DE CONSUMO E APLICAÇÃO DO CDC
Na espécie desses autos é aplicável o Código
de Defesa do Consumidor à relação posto que existente relação de
consumidor e instituição bancária.
Assim denota-se ser dever daquele que elabora
os contratos de adesão observar as premissas cogentes, e elencadas no
Código de Defesa do Consumidor, como especial ênfase, na hipótese, ao
princípio da informação (art. 6º, III, CDC).
Destarte, exsurge como consequência lógica do
reconhecimento constitucional do caráter público da prestação dos serviços
ao consumidor o dever solidário dos estabelecimentos públicos e privados em
consonância com os atuais precedentes:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CIVIL.
APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA.
RECONVENÇÃO. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO.
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. RELAÇÃO
DE CONSUMO. VEROSSIMILHANÇA.
HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA DO
CONSUMIDOR. VERIFICAÇÃO. APLICAÇÃO
DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
ÔNUS DA PROVA. INVERSÃO “ OPE
JUDICIS. ART. 6º, VIII, DO CDC.
DEFERIMENTO. MOMENTO. ORIENTAÇÃO
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PREDOMINANTE NO STJ. REGRA DE
INSTRUÇÃO. “ ERROR IN PROCEDENDO” .
CERCEAMENTO DE DEFESA. OCORRÊNCIA.
SENTENÇA CASSADA. 1. O art. 6º, VIII, do
Código de Defesa do Consumidor, traz a
previsão de inversão do ônus da prova em favor
do consumidor, quando este demonstrar a
verossimilhança de suas alegações ou quando
houver razoável hipossuficiência deste na
produção da prova necessária ao
esclarecimento dos fatos. 2. No caso em tela,
procede a inversão do ônus probatório em favor
do consumidor, uma vez que, considerando os
fatos e documentos apresentados, entendo
verossímeis os argumentos narrados na inicial,
além de verificar a condição de hipossuficiência
dele para produzir a prova exigida. 3. Na
hipótese, havendo entendimento pela aplicação
do Código Consumerista e malgrado a aludida
parte consumidora, desde o início da lide, tenha
requerido a inversão do ônus probatório,
aduzindo a presença dos requisitos de
verossimilhança e de hipossuficiência em favor
dela a fim de que o banco produzisse a prova
contrária ao alegado, assegurando que este teria
melhores condições para realizá-la, o juízo de
origem ao decidir a respeito, deixou de intimar o
interessado para tomar conhecimento do
decisum e adotar o caminho processual que
entendia adequado. Dessa forma, agiu em
“ error in procedendo” . 4. Considerando a
divergência que também lastreava as decisões
adotadas pela Terceira e pela Quarta Turmas do
STJ, a Segunda Seção (Direito Privado) dessa
egrégia Corte, que reúne os mencionados
colegiados, analisando o REsp 802.832/MG, que
lhe fora afetado em razão desse conflito,
pacificou o entendimento no âmbito dessa Casa,
no sentido de que as partes devem ter, ao
menos até o término da instrução, de preferência
no despacho saneador, a indicação de como
devem se portar em relação à distribuição do
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ônus da prova, a fim de que ajam em ordem a
cumprir esse encargo sem sobressaltos. 5. “ A
distribuição do ônus da prova, além de constituir
regra de julgamento dirigida ao juiz (aspecto
objetivo), apresenta-se também como norma de
conduta para as partes, pautando, conforme o
ônus atribuído a cada uma delas, o seu
comportamento processual (aspecto subjetivo).
Doutrina. Se o modo como distribuído o ônus da
prova influi no comportamento processual das
partes (aspecto subjetivo), não pode a inversão
'ope judicis' ocorrer quando do julgamento da
causa pelo juiz (sentença) ou pelo tribunal
(acórdão). (REsp 802.832/MG, Rel. Ministro
PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 13/04/2011, DJe
21/09/2011) 6. Tendo em vista o referido erro de
procedimento referente à ausência de intimação
do réu, a respeito da decisão que negou a
inversão do ônus da prova, considerando
também que na sentença o e, prolator
acrescentou novos motivos ao indeferimento
desse pleito, notando-se também ser verossímil
os fatos alegados pelo consumidor e que este
não teria como produzir a prova exigida na
espécie, o ônus probatório deve ser invertido em
desfavor do fornecedor, cassando-se a sentença
a fim de oportunizar a este a produção de novas
provas em ordem a redistribuição do referido
encargo. 7. APELAÇÃO DO RÉU CONHECIDA
E PROVIDA. RECURSO DO AUTOR
CONHECIDO E JULGADO PREJUDICADO.
SENTENÇA CASSADA. (TJ-DF - APC:
20130110394699 - Relator: ALFEU MACHADO
Data de Julgamento: 22/04/2015, 3ª Turma
Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE
24/04/2015, Pág. 261).
Sobre o tema, esclarece Cláudia Lima Marques:
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“Atualmente, denominam-se contratos de
consumo todas aquelas relações contratuais
ligando um consumidor a um profissional,
fornecedor de bens e serviços”. Esta nova
terminologia tem como mérito englobar todos os
contratos civis e mesmo mercantis, nos quais,
por estar presente em um só dos polos da
relação um consumidor, existe um provável
desequilíbrio entre os contratantes. Este
desequilíbrio teria reflexos no conteúdo do
contrato, daí nascendo à necessidade de o
direito regular estas relações contratuais de
maneira a assegurar o justo equilíbrio dos
direitos e obrigações das partes, harmonizando
as forças do contrato através de uma
regulamentação especial.
O Código de Defesa do Consumidor,
justamente, estabelece normas de proteção e
defesa do consumidor (art. 1º) e institui, em seu
art. 46 e SS, uma proteção contratual às
"relações de consumo." (Contratos no Código
de Defesa do Consumidor: o novo regime
das relações contratuais. 5a ed. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2006, p. 302).
Assim, requer a inversão do ônus probante
bem como seja a lide tratada nos exatos termos do CDC, em face da
relação de consumo conforme caracterizada.
IV- DO SEGURO CREDIÁRIO E AUSÊNCIA DOS PRINCÍPIOS DA
INFORMAÇÃO E DA TRANSPARÊNCIA NO CONTRATRO ADESIVO
Excelência, o que se verifica na situação dos
autos é que o Contestante também adquiriu junto com o empréstimo o seguro
crediário que possui cobertura contra desemprego e que nos cálculos da
autora não foram computados.
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Por outro lado as informações acerca da
cobertura do seguro também se revelaram carentes e sem transparência o
que também prejudicou na compreensão do Contestante.
Ressalte-se que o contrato de seguro tinha como
objetivo garantir o pagamento do capital segurado ao beneficiário (XXXX
banco S/A), quando da ocorrência de um evento coberto contratualmente, a
fim de honrar, total ou parcialmente, o compromisso assumido pela
seguradora com o banco estipulante da apólice de contrato de empréstimo. A
garantia de desemprego involuntário previa o pagamento de até 04 parcelas
do empréstimo, limitado a R$ 1.500,00, a fim de amortizar ou quitar a dívida.
O Código de Defesa do Consumidor procura
conceituar o contrato de adesão, sendo que o disposto no § 3º do art. 54
reforça o princípio do dever de informar corretamente a que está sujeito o
fornecedor. O contrato não é mais aquele acordo de vontades que antes
existia e em que as partes sentavam-se ao redor de uma mesa para discutir
as suas cláusulas. Hoje o contrato é um contrato de massa, elaborado para
uma universalidade indeterminada de pessoas, que não discute previamente
os seus termos, mas adere quase que automaticamente. A maioria dos
contratos hoje se amolda ao conceito de contrato de adesão. Uma informação
clara, precisa e adequada confere eficácia ao princípio da transparência.
O Contestante contratou um empréstimo e um
seguro crediário por meio de caixa eletrônico. Quanto ao seguro crediário as
informações repassadas se resumiram no contrato adesivo de forma bem
resumida. Dessa forma, o Contestante não recebeu da Autora uma
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informação clara, precisa e adequada sobre o seguro crediário automático, e
a única informação de passível compreensão era a de que a perda
involuntária do emprego ensejaria a quitação das parcelas do empréstimo até
o limite do capital segurado.
Como o Contestante não teve explicitado nenhum
dos riscos não cobertos, não vale eventual a proposição autoral de
conhecimento dos riscos não cobertos. Note-se que a Autora não provou ter
sido entregue para o Contestante as condições gerais de cobertura das quais
constam os riscos excluídos vinculados ao sinistro denominado de perda
voluntária de emprego.
Nesse contexto, vale a hermenêutica do contexto
contratual, que ampara a perda de emprego do Contestante e deixa de fora as
situações restritivas das condições gerais de seguro, porquanto não provadas
explicitadas para o Contestante ou postas ao seu alcance a fim de que
pudesse tomar conhecimento consoante entendimento do próprio TJRJ em
outra ação semelhante:
SUMÁRIO -CONSUMIDOR - CONTRATO DE
EMPRÉSTIMO BANCÁRIO - SEGURO DE
PROTEÇÃO FINANCEIRA - DESEMPREGO
INVOLUNTÁRIO -DEVER DE INFORMAÇÃO -
VIOLAÇÃO - FALHA NA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
ENTRE O BANCO E A SEGURADORA -EXTINÇÃO
DO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO -QUITAÇÃO
INTEGRAL -REPETIÇÃO DE INDÉBITO DE FORMA
SIMPLES - DANO MORAL CONFIGURADO.
O direito à informação, adequada e completa,
gera para o fornecedor, possuidor de maior
capacidade técnica, o dever de aconselhamento e
orientação, o que amplia a possibilidade de
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escolha dentre as diversas opções que são
apresentadas ao Consumidor.
Sendo a obrigação contratual e solidária do
Banco e da Seguradora, conforme estabelecem
os artigos art. 7º, parágrafo único e 25, §§ 1º e 2º
do Código de Defesa do Consumidor, ambas
devem responder por inteiro pelo seu
adimplemento.
Para eximir-se da responsabilidade pelo defeito
do serviço, ao fornecedor cabe provar a sua
inexistência ou a culpa exclusiva do consumidor
ou de terceiro (art. 14, § 3º, do Código de Defesa
do Consumidor). (TJRJ, SÉTIMA CÂMARA CÍVEL
APELAÇÃO CÍVEL Nº 0004698-63.2008.8.19.0002).
Os princípios da informação e da transparência
protegem o consumidor da oferta maliciosa, aquela não apresentada por
inteiro, sem a descrição precisa dos riscos não cobertos. E sem o
conhecimento dos riscos não cobertos, vale a hermenêutica leiga de maior
extensão, situação técnica destes autos instrumentais e que confere
legitimidade à alegação do ora Contestante.
V- DO DEVER DE EXCLUSÃO DO SPC E SERASA E
CONTRAPOSTO INDENIZATÓRIO
Destarte, em face do alegado no tópico anterior,
verifica-se que a abertura de cadastro de proteção ao crédito em nome do
Contestante não poderia der sido autorizada, uma vez que existentes
cláusulas nulas no referido contrato.
A abertura irregular de cadastro de proteção ao
crédito enseja reparação pecuniária por dano moral, fato jurídico que viola
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direito da personalidade (art. 12, CC e art. 5º, X, CF), na dimensão
integridade moral consoante precedente em igual situação contra esta mesma
Autora perante o TJMG:
CAIXA ELETRÔNICO - EMPRÉSTIMO - SEGURO
CREDIÁRIO - DESEMPREGO INVOLUNTÁRIO -
PRINCÍPIOS DA INFORMAÇÃO E DA
TRANSPARÊNCIA - HERMENÊUTICA LEIGA DE
MAIOR EXTENSÃO - BOA-FÉ - PROBIDADE -
CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO - DANO
MORAL. A abertura irregular de cadastro de
proteção ao crédito enseja reparação pecuniária
por dano moral, fato jurídico que viola direito da
personalidade, na dimensão integridade moral.
Recurso não provido. (TJ-MG, Relator: Saldanha
da Fonseca Data de Julgamento: 07/05/2014,
Câmaras Cíveis / 12ª CÂMARA CÍVEL).
Assim REQUER seja a Autora compelida a excluir o
nome do Contestante dos órgãos restritivos, bem como seja condenada em
CONTRAPOSTO a INDENIZAR O CONTESTANTE, consoante valores a
serem arbitrados por este juízo valendo-se dos parâmetros de razoabilidade
em consonância com o entendimento do Colendo Superior Tribunal de
Justiça (REsp 110974).
VI- DO PEDIDO CONTRAPOSTO REVISIONAL
A revisão judicial dos contratos em comento é
juridicamente possível, calcada que é em preceitos constitucionais e nas
regras de direito comum.
Encontra-se inserto na Constituição Federal de
1988, entre as garantias fundamentais (art. 5º, inciso XXXV), dispositivo que
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assegura a intervenção do Poder Judiciário para apreciação de lesão ou
ameaça a direito da parte.
Em se tratando de relação de consumo, esta
intervenção encontra-se reforçada pelo inciso XXXII do art. 5º da Carta
Magna, e pelas disposições contidas no Código de Defesa do Consumidor,
entre as quais aquelas elencadas no art. 51 da Lei Consumerista.
Não se cuida, por outro lado, de fazer letra morta do
princípio da força obrigatória dos contratos - “pacta sunt servanda” –, que
permanece vigente, mas sim, como é juridicamente apropriado, de
redimensioná-lo em seus termos, quando se constatar a abusividade ou
onerosidade excessiva de uma das partes em prejuízo da outra.
Fulcrado o pleito revisional na CONTESTAÇÃO sob
a alegação da existência de violação de preceitos constitucionais e legais nas
avenças revisandas, representada por cláusulas iníquas e abusivas,
adequada e pertinente a intervenção do Poder Judiciário para adequá-las ao
ordenamento jurídico vigente, consoante precedente:
APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS
BANCÁRIOS. AÇÃO DE COBRANÇA.
CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO. POSSIBILIDADE
DE REVISÃO DOS CONTRATOS. Possível à revisão
judicial dos contratos, com base na Constituição
Federal e na legislação infraconstitucional, visando
adequá-lo ao ordenamento jurídico vigente e afastar
eventuais abusividades e onerosidade excessiva.
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APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. Tratando-se de relação jurídica
mantida entre instituição financeira e cliente, em que
este se utiliza dos serviços prestados como
destinatário final, plenamente aplicáveis as normas
do Código de Defesa do Consumidor (art. 2º do
CDC). JUROS REMUNERATÓRIOS. CONTRATO
DE MÚTUO. ABUSIVIDADE CONSTATADA.
LIMITAÇÃO. A jurisprudência majoritária em todas as
instâncias, inclusive nesta Corte, tem se manifestado
pela ausência - como regra geral - de qualquer
fundamento constitucional (§ 3º do art. 192, primeiro
derrogado pela ADIN -4-7-DF e depois suprimido pela
Emenda Constitucional n.º 40) ou infraconstitucional
(inaplicabilidade do Decreto 22.626/33 às instituições
financeiras regidas pela Lei 4.595/64) para a
limitação dos juros remuneratórios ao patamar de
12% ao ano. Porém, na esteira da jurisprudência
emanada do STJ (REsp n.º 1.061.530/RS), a Câmara
tem entendido que, nos contratos de mútuo,
constatada abusividade representada pela cobrança
de juros em patamares muito superiores às taxas
médias praticadas pelo mercado, possível, com fulcro
nos ditames do Código de Defesa do Consumidor...
(inc. IV do art. 51) a limitação a estas médias.
CAPITALIZAÇÃO MENSAL DOS JUROS.
POSSIBILIDADE. MP 1963-17/2000. De acordo com
a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça,
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possível, nos contratos firmados após o início de
vigência da Medida Provisória n.º 1963-17/2000, a
capitalização dos juros em periodicidade mensal.
COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. Possível
a compensação dos honorários advocatícios, nos
termos do entendimento uniforme desta Câmara e da
Súmula n.º 306 do STJ, e em aplicação ao art. 21 do
CPC. PREQUESTIONAMENTO. Desnecessária a
manifestação expressa do julgador sobre cada um
dos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais
indicados pela parte, bastando que a decisão solva
integralmente e de forma fundamentada a matéria
controvertida. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO
RECURSO DA AUTORA E NEGARAM
PROVIMENTO AO APELO DA DEMANDADA.
UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70061188397,
Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Pedro Celso Dal Pra, Julgado em
20/11/2014). (TJ-RS, Relator: Pedro Celso Dal Pra -
Data de Julgamento: 20/11/2014, Décima Oitava
Câmara Cível).
Constata-se do contrato apensado nesses autos que
na data de aquisição do crédito bancário a taxa de juros anual deveria ser de
102,95%; taxa de juros mensais de 5,99%; custo efetivo anual de 123,04%;
custo efetivo mensal de 6,82; pagamentos autorizados de IOF de R$
2.083,43; seguro crediário de R$ 3.653,65; totalizando os pagamentos
autorizados em R$ 150.631,36.
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Ocorre porem que na ocasião do empréstimo a TAXA
DE JUROS COBRADOS pela autora se revela bem ACIMA da MÉDIA quando
comparada com a das demais instituições de crédito da época, quando
comparada com a TABELA DE JUROS DO ANO DE 2011 DO BANCO
CENTRAL DO BRASIL, senão vejamos:
Assim, como se vê no contrato os juros mensais e
anuais constam com valores muito superiores aos mesmos valores
constantes da referida tabela de Juros para o ano de 2011, 2012, 2013 e
2014, razão que motiva o presente pedido revisional contraposto.
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Destarte, requer pela improcedência da ação,
notadamente em face de todos os argumentos anteriormente esposados, que
se coadunam com as melhores interpretações hermenêuticas do moderno
direito brasileiro, bem como se requer seja a Autora condenada nos termos de
ambos pedidos contrapostos anteriormente explicitados.
VI- DO DEVER DE EXCLUSÃO DO SPC E SERASA
Em contrapartida as alegações da Contestada,
o que se constata é que além de não dever a mesma notadamente em face
do pedido de remoção ao SUS, ainda o Contestante teve indevidamente seu
nome negativado perante os órgãos e cadastros restritivos negativos. Vale
dizer: não deve e encontra-se com o nome no SPC / Serasa.
Diante disso, também em sede contraposta,
REQUER seja a Contestada compelida a excluir o nome do Contestante dos
órgãos restritivos, bem como seja condenada ainda a pagar uma
INDENIZAÇÃO por danos morais a ser arbitrada por este juízo, consoante
reiterada jurisprudência. Para tais casos desnecessários as comprovações do
dano conforme farta orientação do Colendo Superior Tribunal de Justiça.
VII- DA CONCLUSÃO E DOS PEDIDOS
Destarte, pelo exposto, vem o Contestante perante
Vossa Excelência, pleitear:
A) a concessão da gratuidade de justiça, na
forma da lei;
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B) seja, em conformidade com o art. 355, do
CPC, determinada a exibição do contrato
origem da relação obrigacional creditícia, e,
consoante o inciso VIII, do art. 6º, do Código
de Defesa do Consumidor, seja determinada a
apresentação de planilha indicativa de todos
os cálculos descritivos da dívida, apontando
as taxas e forma de aplicação dos juros e
comissões, desde SETEMBRO DE 2011 até a
atualidade com a descrição das taxas de juros
e comissões aplicadas no período, bem como
seja invertido o ônus da prova em favor do
consumidor (inciso VIII, do art. 6º do CDC);
C) seja oficiado o Banco Central do Brasil para
prestar informações como a indicação da taxa
SELIC de todo o período discutido;
D) seja condenada a Autora no pedido
contraposto a INDENIZAR o contestante pelos
danos morais causados em decorrência da
negativação de seu nome perante cadastros
restritivos;
E) emitir preceito constitutivo modificativo
revisionista da relação obrigacional creditícia
e critérios de cobrança desde o seu início,
com a fixação do quantum debeatur exigível
do demandante ao longo da relação,
estabelecido dentro dos parâmetros da
legalidade, com o expurgo da capitalização
dos juros, e a fixação dos juros no patamar
máximo equivalente a Taxa Selic ou a MÉDIA
AUFERIDA PELO BCB para o referido período;
F) seja julgada improcedente a ação da autora
e rejeitado os valores por ela cobrados;
G) Alternativamente, em caso de condenação
do Contestante, seja os valores devidamente
apurados em consonância com o CDC e nos
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padrões admitidos pela jurisprudência atual
com a redução dos valores;
I) Requer a condenação da Autora em todos
os ônus do processo e pagamento de
honorários advocatícios;
No mais protesta por todos os meios de provas
admitidos em lei, inclusive a pericial se necessária.
Destarte, ad argumentandum tantum, em vista
dos fatos e alegado direito expostos e ora contestados, espera-se que a ação
seja julgada IMPROCEDENTE, bem como seja a autora condenada nos
pedidos CONTRAPOSTOS ante a REVISÃO DO CONTRATO e a indenizar
o Contestante, bem como a excluir o nome do mesmo dos órgãos
restritivos, tudo por se tratar de medida da mais salutar e indispensável
JUSTIÇA!
Nestes termos,
Pede Deferimento.
Cidade, 00 de Julho de 2015.
------------------------------------------------------------------------
ADVOGADO SUBSCRITOR
OAB/UF 000000
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DOCUMENTOS DE INSTRUÇÃO DA
CONTESTATÓRIA:
1- Procuração do patrono;
2- Cópia do Contrato;
3- Tabela de Juros de 2012 do Banco Central do Brasil;
4- Notificação SPC / SERASA;
5- Declaração de Pobreza;
6- Outros;

Contestação Cc Contraposto

  • 1.
    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _ª VARA CÍVEL REGIONAL DE XXXXXXXXXXXXXX/UF. Processo nº 0000000000000000 FULANO DE TAL, devidamente qualificado nos autos acima epigrafado, vem mui respeitosamente ante a honrosa presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus patronos subscritores, APRESENTAR em face da Ação de Cobrança promovida por XXXXXX BANCO S.A em face das razões de fato e de direito, acostadas nas laudas subsequentes.
  • 2.
    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br RAZÕES DA CONTESTATÓRIA Contestante: FULANO DE TAL Contestado: XXXXXXXXX BANCO S.A EMÉRITO MAGISTRADO: I- DA SINOPSE FÁTICA A Autora veio a juízo promovendo a presente Ação de Cobrança em face do ora Contestante, maiormente, sustentando que celebraram um contrato, (via caixa eletrônico e de forma automática, por isso não existindo contrato físico assinado pelas partes) denominado CREDIÁRIO AUTOMAT PRE CFORM3 5, registrado sob a operação/contrato n°. 000000000000000000000000 na data de 00/08/2011, onde fora contratado pelo Contestante a quantia de R$ 58.000,00 (cinquenta e oito mil reais), onde restou firmado que o pagamento da quantia, acrescida dos encargos, ocorreria em 32 (trinta e duas) parcelas de R$ 4.707,23 (quatro mil setecentos e sete reais e vinte e três centavos), consoante os termos do contrato e demais documentos em anexo.
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br Que o Contestante, teria efetuado o pagamento das quatro primeiras parcelas em dia, e a partir da quinta parcela, deixou de efetuar qualquer pagamento, tornando-se assim, inadimplente no referido contrato, e consequentemente, constituindo-se em mora conforme os termos daquela exordial. Sustenta que teria tentado por todos os meios, receber amigavelmente seu crédito, não tendo conseguido, e que ante o insucesso na composição amigável, não restou alternativa senão o ajuizamento da presente ação, buscando amparo jurisdicional, no sentido de ser reconhecido seu direito, com a consequente condenação do Requerido no pagamento da importância de R$ 129.246,38 (cento e vinte e nove mil duzentos e quarenta e seis reais e trinta e oito centavos), conforme aludida memória de cálculo acompanhado na inicial, acrescida de juros legais, custas processuais, despesas, honorários advocatícios e demais cominações de direito. Assim em face da alegada dívida a Contestante também NEGATIVOU o nome do Contestante junto aos órgãos restritivos do SPC e SERASA. Eis a síntese narrada dos fatos. II- DA ASSISTENCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Inicialmente o Contestante, requer a concessão de gratuidade de justiça, nos termos do art. 4º, caput e § 1º da Lei
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br 1060/1950, com a redação dada pela Lei 7.510/86, por ser hipossuficiente economicamente e assim não podendo arcar com as custas e honorários advocatícios sem prejuízo de seu sustento e da família. (Declaração de pobreza e documentos em anexo). III- DA RELAÇÃO DE CONSUMO E APLICAÇÃO DO CDC Na espécie desses autos é aplicável o Código de Defesa do Consumidor à relação posto que existente relação de consumidor e instituição bancária. Assim denota-se ser dever daquele que elabora os contratos de adesão observar as premissas cogentes, e elencadas no Código de Defesa do Consumidor, como especial ênfase, na hipótese, ao princípio da informação (art. 6º, III, CDC). Destarte, exsurge como consequência lógica do reconhecimento constitucional do caráter público da prestação dos serviços ao consumidor o dever solidário dos estabelecimentos públicos e privados em consonância com os atuais precedentes: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO DE COBRANÇA. RECONVENÇÃO. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. RELAÇÃO DE CONSUMO. VEROSSIMILHANÇA. HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA DO CONSUMIDOR. VERIFICAÇÃO. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÔNUS DA PROVA. INVERSÃO “ OPE JUDICIS. ART. 6º, VIII, DO CDC. DEFERIMENTO. MOMENTO. ORIENTAÇÃO
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br PREDOMINANTE NO STJ. REGRA DE INSTRUÇÃO. “ ERROR IN PROCEDENDO” . CERCEAMENTO DE DEFESA. OCORRÊNCIA. SENTENÇA CASSADA. 1. O art. 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor, traz a previsão de inversão do ônus da prova em favor do consumidor, quando este demonstrar a verossimilhança de suas alegações ou quando houver razoável hipossuficiência deste na produção da prova necessária ao esclarecimento dos fatos. 2. No caso em tela, procede a inversão do ônus probatório em favor do consumidor, uma vez que, considerando os fatos e documentos apresentados, entendo verossímeis os argumentos narrados na inicial, além de verificar a condição de hipossuficiência dele para produzir a prova exigida. 3. Na hipótese, havendo entendimento pela aplicação do Código Consumerista e malgrado a aludida parte consumidora, desde o início da lide, tenha requerido a inversão do ônus probatório, aduzindo a presença dos requisitos de verossimilhança e de hipossuficiência em favor dela a fim de que o banco produzisse a prova contrária ao alegado, assegurando que este teria melhores condições para realizá-la, o juízo de origem ao decidir a respeito, deixou de intimar o interessado para tomar conhecimento do decisum e adotar o caminho processual que entendia adequado. Dessa forma, agiu em “ error in procedendo” . 4. Considerando a divergência que também lastreava as decisões adotadas pela Terceira e pela Quarta Turmas do STJ, a Segunda Seção (Direito Privado) dessa egrégia Corte, que reúne os mencionados colegiados, analisando o REsp 802.832/MG, que lhe fora afetado em razão desse conflito, pacificou o entendimento no âmbito dessa Casa, no sentido de que as partes devem ter, ao menos até o término da instrução, de preferência no despacho saneador, a indicação de como devem se portar em relação à distribuição do
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br ônus da prova, a fim de que ajam em ordem a cumprir esse encargo sem sobressaltos. 5. “ A distribuição do ônus da prova, além de constituir regra de julgamento dirigida ao juiz (aspecto objetivo), apresenta-se também como norma de conduta para as partes, pautando, conforme o ônus atribuído a cada uma delas, o seu comportamento processual (aspecto subjetivo). Doutrina. Se o modo como distribuído o ônus da prova influi no comportamento processual das partes (aspecto subjetivo), não pode a inversão 'ope judicis' ocorrer quando do julgamento da causa pelo juiz (sentença) ou pelo tribunal (acórdão). (REsp 802.832/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/04/2011, DJe 21/09/2011) 6. Tendo em vista o referido erro de procedimento referente à ausência de intimação do réu, a respeito da decisão que negou a inversão do ônus da prova, considerando também que na sentença o e, prolator acrescentou novos motivos ao indeferimento desse pleito, notando-se também ser verossímil os fatos alegados pelo consumidor e que este não teria como produzir a prova exigida na espécie, o ônus probatório deve ser invertido em desfavor do fornecedor, cassando-se a sentença a fim de oportunizar a este a produção de novas provas em ordem a redistribuição do referido encargo. 7. APELAÇÃO DO RÉU CONHECIDA E PROVIDA. RECURSO DO AUTOR CONHECIDO E JULGADO PREJUDICADO. SENTENÇA CASSADA. (TJ-DF - APC: 20130110394699 - Relator: ALFEU MACHADO Data de Julgamento: 22/04/2015, 3ª Turma Cível, Data de Publicação: Publicado no DJE 24/04/2015, Pág. 261). Sobre o tema, esclarece Cláudia Lima Marques:
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br “Atualmente, denominam-se contratos de consumo todas aquelas relações contratuais ligando um consumidor a um profissional, fornecedor de bens e serviços”. Esta nova terminologia tem como mérito englobar todos os contratos civis e mesmo mercantis, nos quais, por estar presente em um só dos polos da relação um consumidor, existe um provável desequilíbrio entre os contratantes. Este desequilíbrio teria reflexos no conteúdo do contrato, daí nascendo à necessidade de o direito regular estas relações contratuais de maneira a assegurar o justo equilíbrio dos direitos e obrigações das partes, harmonizando as forças do contrato através de uma regulamentação especial. O Código de Defesa do Consumidor, justamente, estabelece normas de proteção e defesa do consumidor (art. 1º) e institui, em seu art. 46 e SS, uma proteção contratual às "relações de consumo." (Contratos no Código de Defesa do Consumidor: o novo regime das relações contratuais. 5a ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006, p. 302). Assim, requer a inversão do ônus probante bem como seja a lide tratada nos exatos termos do CDC, em face da relação de consumo conforme caracterizada. IV- DO SEGURO CREDIÁRIO E AUSÊNCIA DOS PRINCÍPIOS DA INFORMAÇÃO E DA TRANSPARÊNCIA NO CONTRATRO ADESIVO Excelência, o que se verifica na situação dos autos é que o Contestante também adquiriu junto com o empréstimo o seguro crediário que possui cobertura contra desemprego e que nos cálculos da autora não foram computados.
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br Por outro lado as informações acerca da cobertura do seguro também se revelaram carentes e sem transparência o que também prejudicou na compreensão do Contestante. Ressalte-se que o contrato de seguro tinha como objetivo garantir o pagamento do capital segurado ao beneficiário (XXXX banco S/A), quando da ocorrência de um evento coberto contratualmente, a fim de honrar, total ou parcialmente, o compromisso assumido pela seguradora com o banco estipulante da apólice de contrato de empréstimo. A garantia de desemprego involuntário previa o pagamento de até 04 parcelas do empréstimo, limitado a R$ 1.500,00, a fim de amortizar ou quitar a dívida. O Código de Defesa do Consumidor procura conceituar o contrato de adesão, sendo que o disposto no § 3º do art. 54 reforça o princípio do dever de informar corretamente a que está sujeito o fornecedor. O contrato não é mais aquele acordo de vontades que antes existia e em que as partes sentavam-se ao redor de uma mesa para discutir as suas cláusulas. Hoje o contrato é um contrato de massa, elaborado para uma universalidade indeterminada de pessoas, que não discute previamente os seus termos, mas adere quase que automaticamente. A maioria dos contratos hoje se amolda ao conceito de contrato de adesão. Uma informação clara, precisa e adequada confere eficácia ao princípio da transparência. O Contestante contratou um empréstimo e um seguro crediário por meio de caixa eletrônico. Quanto ao seguro crediário as informações repassadas se resumiram no contrato adesivo de forma bem resumida. Dessa forma, o Contestante não recebeu da Autora uma
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br informação clara, precisa e adequada sobre o seguro crediário automático, e a única informação de passível compreensão era a de que a perda involuntária do emprego ensejaria a quitação das parcelas do empréstimo até o limite do capital segurado. Como o Contestante não teve explicitado nenhum dos riscos não cobertos, não vale eventual a proposição autoral de conhecimento dos riscos não cobertos. Note-se que a Autora não provou ter sido entregue para o Contestante as condições gerais de cobertura das quais constam os riscos excluídos vinculados ao sinistro denominado de perda voluntária de emprego. Nesse contexto, vale a hermenêutica do contexto contratual, que ampara a perda de emprego do Contestante e deixa de fora as situações restritivas das condições gerais de seguro, porquanto não provadas explicitadas para o Contestante ou postas ao seu alcance a fim de que pudesse tomar conhecimento consoante entendimento do próprio TJRJ em outra ação semelhante: SUMÁRIO -CONSUMIDOR - CONTRATO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO - SEGURO DE PROTEÇÃO FINANCEIRA - DESEMPREGO INVOLUNTÁRIO -DEVER DE INFORMAÇÃO - VIOLAÇÃO - FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE O BANCO E A SEGURADORA -EXTINÇÃO DO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO -QUITAÇÃO INTEGRAL -REPETIÇÃO DE INDÉBITO DE FORMA SIMPLES - DANO MORAL CONFIGURADO. O direito à informação, adequada e completa, gera para o fornecedor, possuidor de maior capacidade técnica, o dever de aconselhamento e orientação, o que amplia a possibilidade de
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br escolha dentre as diversas opções que são apresentadas ao Consumidor. Sendo a obrigação contratual e solidária do Banco e da Seguradora, conforme estabelecem os artigos art. 7º, parágrafo único e 25, §§ 1º e 2º do Código de Defesa do Consumidor, ambas devem responder por inteiro pelo seu adimplemento. Para eximir-se da responsabilidade pelo defeito do serviço, ao fornecedor cabe provar a sua inexistência ou a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro (art. 14, § 3º, do Código de Defesa do Consumidor). (TJRJ, SÉTIMA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0004698-63.2008.8.19.0002). Os princípios da informação e da transparência protegem o consumidor da oferta maliciosa, aquela não apresentada por inteiro, sem a descrição precisa dos riscos não cobertos. E sem o conhecimento dos riscos não cobertos, vale a hermenêutica leiga de maior extensão, situação técnica destes autos instrumentais e que confere legitimidade à alegação do ora Contestante. V- DO DEVER DE EXCLUSÃO DO SPC E SERASA E CONTRAPOSTO INDENIZATÓRIO Destarte, em face do alegado no tópico anterior, verifica-se que a abertura de cadastro de proteção ao crédito em nome do Contestante não poderia der sido autorizada, uma vez que existentes cláusulas nulas no referido contrato. A abertura irregular de cadastro de proteção ao crédito enseja reparação pecuniária por dano moral, fato jurídico que viola
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br direito da personalidade (art. 12, CC e art. 5º, X, CF), na dimensão integridade moral consoante precedente em igual situação contra esta mesma Autora perante o TJMG: CAIXA ELETRÔNICO - EMPRÉSTIMO - SEGURO CREDIÁRIO - DESEMPREGO INVOLUNTÁRIO - PRINCÍPIOS DA INFORMAÇÃO E DA TRANSPARÊNCIA - HERMENÊUTICA LEIGA DE MAIOR EXTENSÃO - BOA-FÉ - PROBIDADE - CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO - DANO MORAL. A abertura irregular de cadastro de proteção ao crédito enseja reparação pecuniária por dano moral, fato jurídico que viola direito da personalidade, na dimensão integridade moral. Recurso não provido. (TJ-MG, Relator: Saldanha da Fonseca Data de Julgamento: 07/05/2014, Câmaras Cíveis / 12ª CÂMARA CÍVEL). Assim REQUER seja a Autora compelida a excluir o nome do Contestante dos órgãos restritivos, bem como seja condenada em CONTRAPOSTO a INDENIZAR O CONTESTANTE, consoante valores a serem arbitrados por este juízo valendo-se dos parâmetros de razoabilidade em consonância com o entendimento do Colendo Superior Tribunal de Justiça (REsp 110974). VI- DO PEDIDO CONTRAPOSTO REVISIONAL A revisão judicial dos contratos em comento é juridicamente possível, calcada que é em preceitos constitucionais e nas regras de direito comum. Encontra-se inserto na Constituição Federal de 1988, entre as garantias fundamentais (art. 5º, inciso XXXV), dispositivo que
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br assegura a intervenção do Poder Judiciário para apreciação de lesão ou ameaça a direito da parte. Em se tratando de relação de consumo, esta intervenção encontra-se reforçada pelo inciso XXXII do art. 5º da Carta Magna, e pelas disposições contidas no Código de Defesa do Consumidor, entre as quais aquelas elencadas no art. 51 da Lei Consumerista. Não se cuida, por outro lado, de fazer letra morta do princípio da força obrigatória dos contratos - “pacta sunt servanda” –, que permanece vigente, mas sim, como é juridicamente apropriado, de redimensioná-lo em seus termos, quando se constatar a abusividade ou onerosidade excessiva de uma das partes em prejuízo da outra. Fulcrado o pleito revisional na CONTESTAÇÃO sob a alegação da existência de violação de preceitos constitucionais e legais nas avenças revisandas, representada por cláusulas iníquas e abusivas, adequada e pertinente a intervenção do Poder Judiciário para adequá-las ao ordenamento jurídico vigente, consoante precedente: APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO. POSSIBILIDADE DE REVISÃO DOS CONTRATOS. Possível à revisão judicial dos contratos, com base na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional, visando adequá-lo ao ordenamento jurídico vigente e afastar eventuais abusividades e onerosidade excessiva.
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Tratando-se de relação jurídica mantida entre instituição financeira e cliente, em que este se utiliza dos serviços prestados como destinatário final, plenamente aplicáveis as normas do Código de Defesa do Consumidor (art. 2º do CDC). JUROS REMUNERATÓRIOS. CONTRATO DE MÚTUO. ABUSIVIDADE CONSTATADA. LIMITAÇÃO. A jurisprudência majoritária em todas as instâncias, inclusive nesta Corte, tem se manifestado pela ausência - como regra geral - de qualquer fundamento constitucional (§ 3º do art. 192, primeiro derrogado pela ADIN -4-7-DF e depois suprimido pela Emenda Constitucional n.º 40) ou infraconstitucional (inaplicabilidade do Decreto 22.626/33 às instituições financeiras regidas pela Lei 4.595/64) para a limitação dos juros remuneratórios ao patamar de 12% ao ano. Porém, na esteira da jurisprudência emanada do STJ (REsp n.º 1.061.530/RS), a Câmara tem entendido que, nos contratos de mútuo, constatada abusividade representada pela cobrança de juros em patamares muito superiores às taxas médias praticadas pelo mercado, possível, com fulcro nos ditames do Código de Defesa do Consumidor... (inc. IV do art. 51) a limitação a estas médias. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DOS JUROS. POSSIBILIDADE. MP 1963-17/2000. De acordo com a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça,
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br possível, nos contratos firmados após o início de vigência da Medida Provisória n.º 1963-17/2000, a capitalização dos juros em periodicidade mensal. COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. Possível a compensação dos honorários advocatícios, nos termos do entendimento uniforme desta Câmara e da Súmula n.º 306 do STJ, e em aplicação ao art. 21 do CPC. PREQUESTIONAMENTO. Desnecessária a manifestação expressa do julgador sobre cada um dos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais indicados pela parte, bastando que a decisão solva integralmente e de forma fundamentada a matéria controvertida. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO DA AUTORA E NEGARAM PROVIMENTO AO APELO DA DEMANDADA. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70061188397, Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Pedro Celso Dal Pra, Julgado em 20/11/2014). (TJ-RS, Relator: Pedro Celso Dal Pra - Data de Julgamento: 20/11/2014, Décima Oitava Câmara Cível). Constata-se do contrato apensado nesses autos que na data de aquisição do crédito bancário a taxa de juros anual deveria ser de 102,95%; taxa de juros mensais de 5,99%; custo efetivo anual de 123,04%; custo efetivo mensal de 6,82; pagamentos autorizados de IOF de R$ 2.083,43; seguro crediário de R$ 3.653,65; totalizando os pagamentos autorizados em R$ 150.631,36.
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br Ocorre porem que na ocasião do empréstimo a TAXA DE JUROS COBRADOS pela autora se revela bem ACIMA da MÉDIA quando comparada com a das demais instituições de crédito da época, quando comparada com a TABELA DE JUROS DO ANO DE 2011 DO BANCO CENTRAL DO BRASIL, senão vejamos: Assim, como se vê no contrato os juros mensais e anuais constam com valores muito superiores aos mesmos valores constantes da referida tabela de Juros para o ano de 2011, 2012, 2013 e 2014, razão que motiva o presente pedido revisional contraposto.
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br Destarte, requer pela improcedência da ação, notadamente em face de todos os argumentos anteriormente esposados, que se coadunam com as melhores interpretações hermenêuticas do moderno direito brasileiro, bem como se requer seja a Autora condenada nos termos de ambos pedidos contrapostos anteriormente explicitados. VI- DO DEVER DE EXCLUSÃO DO SPC E SERASA Em contrapartida as alegações da Contestada, o que se constata é que além de não dever a mesma notadamente em face do pedido de remoção ao SUS, ainda o Contestante teve indevidamente seu nome negativado perante os órgãos e cadastros restritivos negativos. Vale dizer: não deve e encontra-se com o nome no SPC / Serasa. Diante disso, também em sede contraposta, REQUER seja a Contestada compelida a excluir o nome do Contestante dos órgãos restritivos, bem como seja condenada ainda a pagar uma INDENIZAÇÃO por danos morais a ser arbitrada por este juízo, consoante reiterada jurisprudência. Para tais casos desnecessários as comprovações do dano conforme farta orientação do Colendo Superior Tribunal de Justiça. VII- DA CONCLUSÃO E DOS PEDIDOS Destarte, pelo exposto, vem o Contestante perante Vossa Excelência, pleitear: A) a concessão da gratuidade de justiça, na forma da lei;
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br B) seja, em conformidade com o art. 355, do CPC, determinada a exibição do contrato origem da relação obrigacional creditícia, e, consoante o inciso VIII, do art. 6º, do Código de Defesa do Consumidor, seja determinada a apresentação de planilha indicativa de todos os cálculos descritivos da dívida, apontando as taxas e forma de aplicação dos juros e comissões, desde SETEMBRO DE 2011 até a atualidade com a descrição das taxas de juros e comissões aplicadas no período, bem como seja invertido o ônus da prova em favor do consumidor (inciso VIII, do art. 6º do CDC); C) seja oficiado o Banco Central do Brasil para prestar informações como a indicação da taxa SELIC de todo o período discutido; D) seja condenada a Autora no pedido contraposto a INDENIZAR o contestante pelos danos morais causados em decorrência da negativação de seu nome perante cadastros restritivos; E) emitir preceito constitutivo modificativo revisionista da relação obrigacional creditícia e critérios de cobrança desde o seu início, com a fixação do quantum debeatur exigível do demandante ao longo da relação, estabelecido dentro dos parâmetros da legalidade, com o expurgo da capitalização dos juros, e a fixação dos juros no patamar máximo equivalente a Taxa Selic ou a MÉDIA AUFERIDA PELO BCB para o referido período; F) seja julgada improcedente a ação da autora e rejeitado os valores por ela cobrados; G) Alternativamente, em caso de condenação do Contestante, seja os valores devidamente apurados em consonância com o CDC e nos
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br padrões admitidos pela jurisprudência atual com a redução dos valores; I) Requer a condenação da Autora em todos os ônus do processo e pagamento de honorários advocatícios; No mais protesta por todos os meios de provas admitidos em lei, inclusive a pericial se necessária. Destarte, ad argumentandum tantum, em vista dos fatos e alegado direito expostos e ora contestados, espera-se que a ação seja julgada IMPROCEDENTE, bem como seja a autora condenada nos pedidos CONTRAPOSTOS ante a REVISÃO DO CONTRATO e a indenizar o Contestante, bem como a excluir o nome do mesmo dos órgãos restritivos, tudo por se tratar de medida da mais salutar e indispensável JUSTIÇA! Nestes termos, Pede Deferimento. Cidade, 00 de Julho de 2015. ------------------------------------------------------------------------ ADVOGADO SUBSCRITOR OAB/UF 000000
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    ADVOCACIA & ADVOCACIA Assessoriajurídica _________________________________________________ Rua xxxxxxxx n. 00 - Centro – cidade/UF Email: adv@aasp.org.br DOCUMENTOS DE INSTRUÇÃO DA CONTESTATÓRIA: 1- Procuração do patrono; 2- Cópia do Contrato; 3- Tabela de Juros de 2012 do Banco Central do Brasil; 4- Notificação SPC / SERASA; 5- Declaração de Pobreza; 6- Outros;