Construção do campo
comunicação/educação
Prof. Dr. Richard Romancini
O autor e contexto

http://www.youtube.com/watch?v=8xG6qY-9clM

Jorge Huergo (1953-)
Profesor, investigador e
Director del Centro de
Comunicación y Educación de
la Universidad Nacional de La
Plata en Buenos Aires,
Argentina.
Publicou, entre outros livros,
"Hacia una genealogía de
Comunicación/Educación.
Rastreo de algunos anclajes
político-culturales“ (2005).
Dois pontos de vista distintos?
Com respeito ao desenvolvimento do campo,
encontram-se esboçadas neste livro ao menos duas
visões: Jorge Huergo, por exemplo, considera o espaço
de interseção entre a comunicação e a educação como
uma confluência entre diversas perspectivas teóricas
e de práticas sociais e profissionais com interesses
distintos... Outro ponto de vista considera que a interrelação comunicação/ educação é um novo campo de
conhecimento, inaugurando um novo paradigma.
Com efeito, Ismar de Oliveira Soares sustenta a
hipótese de que efetivamente o novo campo tem
autonomia e se encontra em processo de
consolidação, vendo-o como um campo, por natureza,
relacional, estruturado como processo mediático,
transdiciplinar e interdiscursivo que se materializa em
quatro áreas de intervenção social [...]
(Valderrama, Introducción, 2010)
Síntese da posição de Huergo

Comunicação/Educação

Comunicação/Educação
Comunicação/Educação

Comunicação e Educação encontramse em diferentes tempos e espaços,
com projetos com viés teórico-prático
diferentes. O autor tenta mapear o
que considera as tradições fundantes
e que operam ainda no campo

Comunicação/Educação
Campo Comunicação/Educação
• Espaço de disputa onde são atualizadas e entram
em disputa as diferentes tradições práticas,
teóricas - informadas por concepções filosóficas
sobre a educação - sobre o fenômeno de
imbricação entre a comunicação e a educação
• Espaço poroso, complexo, pois:
•
•
•

Forte papel dos meios e tecnologias na sociedade como artefatos
culturais que têm redefinido a cultura e as identidades,
Proliferação da comunicação nos espaços educativos, de modo que
o discurso midiático interpela o discurso escolar,
Interesses econômicos e políticos em restringir o espaço de discussão
da comunicação/educação aos aparatos tecnológicos (lógica econômica
e eficienta sobre a educação), elidindo dimensões culturais e políticas
Tradições constitutivas do campo
1. A tradição da pedagogia popular de
Freinet
2. A mecanização em Skinner – tecnologia
educativa
3. Comunicação para a libertação: Freire
4. Tradição da UNESCO
5. Pensamento de Saúl Taborda
A tradição da pedagogia popular de
Freinet (1896-1966)
• Pedagogia da comunicação autêntica
Favorece expressão pessoal do aluno e
da capacidade de ouvir o outro
• Técnica do “Jornal escolar” não era
apenas um instrumento didático, mas
eixo e motor do processo educativo
• Preocupação com o estudo do entorno é
ressignificada e potencializada pelo uso
de técnicas de comunicação, pois se
tornam centrais para a aquisição dos
conhecimentos
• Texto livre (“livro da vida”), autonomia
do educando vs cartilha, manual
tradicional
A tradição da pedagogia popular de
Freinet (1896-1966)
• Pedagogia do trabalho e da cooperação

Nº 8: Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como m áquina,
sujeitando-se a rotinas das quais não participa. (Invariantes pedagógicas, 1964)

• Pedagogia voltado ao comunitário e ao popular,
com a valorização das experiências da pessoas
comuns
• Proposta antiautoritária, por excelência:

Nº 4: A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias.
Nº 5: A criança e o adulto não gostam de disciplina rígida, quando isso
significa obedecer passivamente uma ordem externa.
Nº 27: A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola.
Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos
democratas. (Invariantes pedagógicas, 1964)
Fontes filosóficas da pedagogia Freinet
• Se coloca, sem dúvida, dentre as correntes voltadas
a produção de teorias da aprendizagem, colocando
o aluno fortemente no centro do processo
educativo
• Avaliação e com frequência avaliação em grupo, do
trabalho realizado pelo(s) aluno(s)
• Centro da pedagogia no trabalho (tarefas
significativas – fazer algo com objetivo) busca
articular teoria e prática (
http://youtu.be/ZKzL4J3DpNg?t=36m12s)
Fontes filosóficas da pedagogia Freinet
• As fontes filosóficas de Freinet são múltiplas: Rousseau, o
vitalismo, o materialismo dialético, o diálogo com as
vertentes do pensamento pedagógico renovador. No
entanto, ele foi mais um pensador intuitivo e disposto a
aprender com a prática experimental do que um
sistematizador formal de uma filosofia
• Sua concepção irá criticar constantemente a “escolástica”
(escola tradicional), abrindo caminhos novos para uma
escola democrática pensada como espaço de conhecimento
do aluno sobre o mundo e sobre si mesmo, ressaltando-se a
questão da comunicação nesse movimento
A tradição da pedagogia popular de
Freinet

L’école buissonnière (“A escola
campestre”), de 1949, com
roteiro de Élise Freinet.

http://www.youtube.com/watch?v=W-y9MNzS6BE
http://www.youtube.com/watch?v=ZKzL4J3DpN
A mecanização em Skinner –
tecnologia educativa

• Ao contrário da proposta de Freinet, as pedagogias de
Skinner (104-1990) e derivadas dele, constituem “teorias do
ensino”, focalizando o emissor das mensagens educativas
(professor ou material didático)
• Concepção da aprendizagem remete à modelagem dos
comportamentos por meio de técnicas de reforço àqueles
que se quer ensinar (
http://www.youtube.com/watch?v=iPZdg1S1nL8&feature=youtu.b
)
• Há uma ancoragem filosófica clara, na adaptação do
positivismo para o estudo do comportamento e do indivíduo
– psicologia behaviorista (ênfase no ambiente – exterior que
molda o interior)
A mecanização em Skinner –
tecnologia educativa

• Ênfase na eficiência na
aprendizagem, no caráter
automotivacional, individual e
mecânico do ensino (instrução
programada)
• Proposta de “máquina de ensinar”,
http://www.youtube.com/watch?v=
ensino individualizado com auxílio de
tecnologias (importância do material
didático) - http://www.youtube.com/watch?v=l4o0flMAIZw
• Segue uma teoria linear quanto ao
processo educativo, que vai do emissor ao receptor
A mecanização em Skinner –
tecnologia educativa
• Segue uma teoria linear quanto ao processo
educativo, que vai do emissor ao receptor
• Influência tanto na educação tradicional quanto
na transposição desta para o ensino a distância
• É a matriz da concepção tecnicista da educação,
com forte influência no Brasil, desde o regime
militar, encontra expressão na comunicação
nomenclaturas como tecnologia educativa,
tecnologia educacional
A mecanização em Skinner –
tecnologia educativa - críticas
• Pedagogia “bancária”
• “forma radical como Skinner aplicou
os princípios de condicionamento
operante na instrução programada
e nas máquinas de ensinar
contribuiu para que as concepções
da aprendizagem significativa não
tenham espaços nos procedimentos
didático-pedagógicos até os dias
atuais” (Alves, 2010, p. 34-35)

http://www.youtube.com/watch?v=

• Obra tem certo pendor totalitário, negando o livrearbítrio, o simbólico e o espaço social como totalidade
Comunicação para a libertação: Freire
(1921-1997)
• Distinção entre “extensão” (transmissão) e
“comunicação” (diálogo), no processo
educativo – daí crítica aos meios no
processo educativo
• Politização do ato educativo, que é ao
mesmo tempo politico – “Tomada de
consciência é o ponto de partida do
processo educativo” (Pedagogia do
Oprimido); “Leitura do mundo precede a
leitura da palavra” (A impo
• Elementos filosóficos da Fenomenologia, do
Cristianismo e também do Marxismo
conformam a obra

http://www.dhnet.org.br/direito
Comunicação para a libertação:
Freire – fontes filosóficas

http://www.youtube.com/watch?
v=c0qEP5cIp_o&feature=youtu.be
Vídeo 2: http://www.youtube.com/watch?
v=qxnNKNPeWFM

http://www.youtube.com/watch?
v=EzPvIGEKkLA
Comunicação para a libertação: Freire
• Comunicação – retomando o sentido mais próprio
semanticamente do termo – é vista como relação, algo
tornado comum, partilhado, que envolve a co-participação
dos indivíduos no ato de pensar
• Nesse sentido, comunicação educativa não é transmissão
(“educação bancária”), mas sim situação social em que as
pessoas criam conhecimentos juntas, mediadas pelo mundo
• Comunicar é também transformar a realidade, daí a
dimensão política do pensamento de Freire, exigindo
engajamento dos participantes
• Comunicação dialógica é humanizadora, interativa e
horizontal, diferentemente de grande parte do que se dá nos
meios de comunicação
Comunicação para a libertação:
Freire – videografias

http://www.youtube.com/watc
h?v=6hcABrx70ag
http://www.youtube.com/watch?
v=d2fwljJ_6b0
Tradição da UNESCO
• Sistematização da comunicação
educativo ao redor dos “meios de/no
ensino”, estabelecendo tipologias dos
tipos de ensino com meios
• Uso instrumental dos meios para
melhor o ensino, “modernização
escolar”
• Ênfase na formação e/ou capacitação
de professores para o uso eficaz dos
meios – contexto de proliferação e
difusão de tecnologias
Tradição da UNESCO
• Informática educativa é uma expressões que
decorrem dessa pedagogia da comunicação
• Diálogo com tradição eficientista (tecnicista)
(educação com a comunicação), mas sempre teve
preocupações com “educação para a
comunicação” renova-se em reflexões críticas
voltadas à promoção da democracia e de
conhecimento críticos sobre os meios
(“alfabetização midiática”), em diálogo com os
chamados estudos culturais
Pensamento de Saúl Taborda:
cultura e educação
• Renovador do pensamento
pedagógico na América-Latina –
mais influente na Argentina, na
tradição “facúndica”
• Contextualização do ato educativo
• Valorização dos saberes populares
• Huergo retoma esse pensamento
sobretudo para enfatizar a ideia
de uma “estudo cultural” da
educação, do qual Taborda seria
um pioneiro

http://www.youtube.com/watc
h?v=t73kIbd2xzA
Modos de relacionar Comunicação e
Educação
Escola
Meios

Negação: vertente
moralista – meios como
fontes de degradação
moral e cultural

Negação com ressalvas: vertente
progressista, influência Freire
(“invasão cultural”, “dependência”,
etc.) e da Escola de Frankfurt

Meios e escola: conflito
-Escola paralela
(UNESCO)
-Cultura midiática
versus cultura escolar

Meios na escola: ênfase em uso e
interesses
-Perspectivas funcionalistas
(próximas da tradição UNESCO)
-Perspectivas críticas (articuladores
da construção curricular
Modos de relacionar Comunicação e
Educação
Escola

Meios

Análise semiótica: ênfase na
produção de significados
(“gramática da produção”)
incorporada nos discursos
(“sentido preferencial”)

Pedagogia da recepção: vertente

Alfabetizações pós-moderna:
ênfase em mediações
culturais
-Alfabetizações múltiplas a
partir dos meios
-“Comunidades de
resistência”

Educação em NTICs: ênfases e
correntes diversas:

latino-americano com enfoque no
receptor/processo da comunicação
-“Recepção ativa”
-“Leitura crítica” (preocupação
dialética)

-Perspectivas tecnófobas e tecnófilas
-Meio de ensino (perspectiva mais
crítica que a tradicional)
-Tecnologia educativa do ponto de
vista cognitivo
-Projetos neoconservadores
Desafio/proposta de Huergo
• Ultrapassar “educação para a comunicação”
(escolarização da educação) e “comunicação para a
educação” (tecnificação da educação), em prol de
um caminho, em prol de uma caminho de
aprofunde sentidos de autonomia dos sujeitos
(influência Freire e outros), procurando construir
espaços para “estudos culturais da educação” que
confrontem lógicas neoliberais
Próximos capítulos
• ADORNO, SEMIFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO –
Wolfgang Leo Maar
http://www.scielo.br/pdf/es/v24n83/a08v2483.pdf
• SOBRE A ATUALIDADE DO CONCEITO DE INDÚSTRIA
CULTURAL –
Antônio Álvaro Soares Zuin
http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v21n54/5265.pdf
Leitura opcional:
• A RECEPÇÃO DA TEORIA CRÍTICA NOS ESTUDOS DE MÍDIA BRASILEIROS Francisco Rüdiger
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_panoramad
acomunicacao2012_2013_vol04.pdf

Construção campo Comunicação Educação

  • 1.
  • 2.
    O autor econtexto http://www.youtube.com/watch?v=8xG6qY-9clM Jorge Huergo (1953-) Profesor, investigador e Director del Centro de Comunicación y Educación de la Universidad Nacional de La Plata en Buenos Aires, Argentina. Publicou, entre outros livros, "Hacia una genealogía de Comunicación/Educación. Rastreo de algunos anclajes político-culturales“ (2005).
  • 3.
    Dois pontos devista distintos? Com respeito ao desenvolvimento do campo, encontram-se esboçadas neste livro ao menos duas visões: Jorge Huergo, por exemplo, considera o espaço de interseção entre a comunicação e a educação como uma confluência entre diversas perspectivas teóricas e de práticas sociais e profissionais com interesses distintos... Outro ponto de vista considera que a interrelação comunicação/ educação é um novo campo de conhecimento, inaugurando um novo paradigma. Com efeito, Ismar de Oliveira Soares sustenta a hipótese de que efetivamente o novo campo tem autonomia e se encontra em processo de consolidação, vendo-o como um campo, por natureza, relacional, estruturado como processo mediático, transdiciplinar e interdiscursivo que se materializa em quatro áreas de intervenção social [...] (Valderrama, Introducción, 2010)
  • 4.
    Síntese da posiçãode Huergo Comunicação/Educação Comunicação/Educação Comunicação/Educação Comunicação e Educação encontramse em diferentes tempos e espaços, com projetos com viés teórico-prático diferentes. O autor tenta mapear o que considera as tradições fundantes e que operam ainda no campo Comunicação/Educação
  • 5.
    Campo Comunicação/Educação • Espaçode disputa onde são atualizadas e entram em disputa as diferentes tradições práticas, teóricas - informadas por concepções filosóficas sobre a educação - sobre o fenômeno de imbricação entre a comunicação e a educação • Espaço poroso, complexo, pois: • • • Forte papel dos meios e tecnologias na sociedade como artefatos culturais que têm redefinido a cultura e as identidades, Proliferação da comunicação nos espaços educativos, de modo que o discurso midiático interpela o discurso escolar, Interesses econômicos e políticos em restringir o espaço de discussão da comunicação/educação aos aparatos tecnológicos (lógica econômica e eficienta sobre a educação), elidindo dimensões culturais e políticas
  • 6.
    Tradições constitutivas docampo 1. A tradição da pedagogia popular de Freinet 2. A mecanização em Skinner – tecnologia educativa 3. Comunicação para a libertação: Freire 4. Tradição da UNESCO 5. Pensamento de Saúl Taborda
  • 7.
    A tradição dapedagogia popular de Freinet (1896-1966) • Pedagogia da comunicação autêntica Favorece expressão pessoal do aluno e da capacidade de ouvir o outro • Técnica do “Jornal escolar” não era apenas um instrumento didático, mas eixo e motor do processo educativo • Preocupação com o estudo do entorno é ressignificada e potencializada pelo uso de técnicas de comunicação, pois se tornam centrais para a aquisição dos conhecimentos • Texto livre (“livro da vida”), autonomia do educando vs cartilha, manual tradicional
  • 8.
    A tradição dapedagogia popular de Freinet (1896-1966) • Pedagogia do trabalho e da cooperação Nº 8: Ninguém gosta de trabalhar sem objetivo, atuar como m áquina, sujeitando-se a rotinas das quais não participa. (Invariantes pedagógicas, 1964) • Pedagogia voltado ao comunitário e ao popular, com a valorização das experiências da pessoas comuns • Proposta antiautoritária, por excelência: Nº 4: A criança e o adulto não gostam de imposições autoritárias. Nº 5: A criança e o adulto não gostam de disciplina rígida, quando isso significa obedecer passivamente uma ordem externa. Nº 27: A democracia de amanhã prepara-se pela democracia na escola. Um regime autoritário na escola não seria capaz de formar cidadãos democratas. (Invariantes pedagógicas, 1964)
  • 9.
    Fontes filosóficas dapedagogia Freinet • Se coloca, sem dúvida, dentre as correntes voltadas a produção de teorias da aprendizagem, colocando o aluno fortemente no centro do processo educativo • Avaliação e com frequência avaliação em grupo, do trabalho realizado pelo(s) aluno(s) • Centro da pedagogia no trabalho (tarefas significativas – fazer algo com objetivo) busca articular teoria e prática ( http://youtu.be/ZKzL4J3DpNg?t=36m12s)
  • 10.
    Fontes filosóficas dapedagogia Freinet • As fontes filosóficas de Freinet são múltiplas: Rousseau, o vitalismo, o materialismo dialético, o diálogo com as vertentes do pensamento pedagógico renovador. No entanto, ele foi mais um pensador intuitivo e disposto a aprender com a prática experimental do que um sistematizador formal de uma filosofia • Sua concepção irá criticar constantemente a “escolástica” (escola tradicional), abrindo caminhos novos para uma escola democrática pensada como espaço de conhecimento do aluno sobre o mundo e sobre si mesmo, ressaltando-se a questão da comunicação nesse movimento
  • 11.
    A tradição dapedagogia popular de Freinet L’école buissonnière (“A escola campestre”), de 1949, com roteiro de Élise Freinet. http://www.youtube.com/watch?v=W-y9MNzS6BE http://www.youtube.com/watch?v=ZKzL4J3DpN
  • 12.
    A mecanização emSkinner – tecnologia educativa • Ao contrário da proposta de Freinet, as pedagogias de Skinner (104-1990) e derivadas dele, constituem “teorias do ensino”, focalizando o emissor das mensagens educativas (professor ou material didático) • Concepção da aprendizagem remete à modelagem dos comportamentos por meio de técnicas de reforço àqueles que se quer ensinar ( http://www.youtube.com/watch?v=iPZdg1S1nL8&feature=youtu.b ) • Há uma ancoragem filosófica clara, na adaptação do positivismo para o estudo do comportamento e do indivíduo – psicologia behaviorista (ênfase no ambiente – exterior que molda o interior)
  • 13.
    A mecanização emSkinner – tecnologia educativa • Ênfase na eficiência na aprendizagem, no caráter automotivacional, individual e mecânico do ensino (instrução programada) • Proposta de “máquina de ensinar”, http://www.youtube.com/watch?v= ensino individualizado com auxílio de tecnologias (importância do material didático) - http://www.youtube.com/watch?v=l4o0flMAIZw • Segue uma teoria linear quanto ao processo educativo, que vai do emissor ao receptor
  • 14.
    A mecanização emSkinner – tecnologia educativa • Segue uma teoria linear quanto ao processo educativo, que vai do emissor ao receptor • Influência tanto na educação tradicional quanto na transposição desta para o ensino a distância • É a matriz da concepção tecnicista da educação, com forte influência no Brasil, desde o regime militar, encontra expressão na comunicação nomenclaturas como tecnologia educativa, tecnologia educacional
  • 15.
    A mecanização emSkinner – tecnologia educativa - críticas • Pedagogia “bancária” • “forma radical como Skinner aplicou os princípios de condicionamento operante na instrução programada e nas máquinas de ensinar contribuiu para que as concepções da aprendizagem significativa não tenham espaços nos procedimentos didático-pedagógicos até os dias atuais” (Alves, 2010, p. 34-35) http://www.youtube.com/watch?v= • Obra tem certo pendor totalitário, negando o livrearbítrio, o simbólico e o espaço social como totalidade
  • 16.
    Comunicação para alibertação: Freire (1921-1997) • Distinção entre “extensão” (transmissão) e “comunicação” (diálogo), no processo educativo – daí crítica aos meios no processo educativo • Politização do ato educativo, que é ao mesmo tempo politico – “Tomada de consciência é o ponto de partida do processo educativo” (Pedagogia do Oprimido); “Leitura do mundo precede a leitura da palavra” (A impo • Elementos filosóficos da Fenomenologia, do Cristianismo e também do Marxismo conformam a obra http://www.dhnet.org.br/direito
  • 17.
    Comunicação para alibertação: Freire – fontes filosóficas http://www.youtube.com/watch? v=c0qEP5cIp_o&feature=youtu.be Vídeo 2: http://www.youtube.com/watch? v=qxnNKNPeWFM http://www.youtube.com/watch? v=EzPvIGEKkLA
  • 18.
    Comunicação para alibertação: Freire • Comunicação – retomando o sentido mais próprio semanticamente do termo – é vista como relação, algo tornado comum, partilhado, que envolve a co-participação dos indivíduos no ato de pensar • Nesse sentido, comunicação educativa não é transmissão (“educação bancária”), mas sim situação social em que as pessoas criam conhecimentos juntas, mediadas pelo mundo • Comunicar é também transformar a realidade, daí a dimensão política do pensamento de Freire, exigindo engajamento dos participantes • Comunicação dialógica é humanizadora, interativa e horizontal, diferentemente de grande parte do que se dá nos meios de comunicação
  • 19.
    Comunicação para alibertação: Freire – videografias http://www.youtube.com/watc h?v=6hcABrx70ag http://www.youtube.com/watch? v=d2fwljJ_6b0
  • 20.
    Tradição da UNESCO •Sistematização da comunicação educativo ao redor dos “meios de/no ensino”, estabelecendo tipologias dos tipos de ensino com meios • Uso instrumental dos meios para melhor o ensino, “modernização escolar” • Ênfase na formação e/ou capacitação de professores para o uso eficaz dos meios – contexto de proliferação e difusão de tecnologias
  • 21.
    Tradição da UNESCO •Informática educativa é uma expressões que decorrem dessa pedagogia da comunicação • Diálogo com tradição eficientista (tecnicista) (educação com a comunicação), mas sempre teve preocupações com “educação para a comunicação” renova-se em reflexões críticas voltadas à promoção da democracia e de conhecimento críticos sobre os meios (“alfabetização midiática”), em diálogo com os chamados estudos culturais
  • 22.
    Pensamento de SaúlTaborda: cultura e educação • Renovador do pensamento pedagógico na América-Latina – mais influente na Argentina, na tradição “facúndica” • Contextualização do ato educativo • Valorização dos saberes populares • Huergo retoma esse pensamento sobretudo para enfatizar a ideia de uma “estudo cultural” da educação, do qual Taborda seria um pioneiro http://www.youtube.com/watc h?v=t73kIbd2xzA
  • 23.
    Modos de relacionarComunicação e Educação Escola Meios Negação: vertente moralista – meios como fontes de degradação moral e cultural Negação com ressalvas: vertente progressista, influência Freire (“invasão cultural”, “dependência”, etc.) e da Escola de Frankfurt Meios e escola: conflito -Escola paralela (UNESCO) -Cultura midiática versus cultura escolar Meios na escola: ênfase em uso e interesses -Perspectivas funcionalistas (próximas da tradição UNESCO) -Perspectivas críticas (articuladores da construção curricular
  • 24.
    Modos de relacionarComunicação e Educação Escola Meios Análise semiótica: ênfase na produção de significados (“gramática da produção”) incorporada nos discursos (“sentido preferencial”) Pedagogia da recepção: vertente Alfabetizações pós-moderna: ênfase em mediações culturais -Alfabetizações múltiplas a partir dos meios -“Comunidades de resistência” Educação em NTICs: ênfases e correntes diversas: latino-americano com enfoque no receptor/processo da comunicação -“Recepção ativa” -“Leitura crítica” (preocupação dialética) -Perspectivas tecnófobas e tecnófilas -Meio de ensino (perspectiva mais crítica que a tradicional) -Tecnologia educativa do ponto de vista cognitivo -Projetos neoconservadores
  • 25.
    Desafio/proposta de Huergo •Ultrapassar “educação para a comunicação” (escolarização da educação) e “comunicação para a educação” (tecnificação da educação), em prol de um caminho, em prol de uma caminho de aprofunde sentidos de autonomia dos sujeitos (influência Freire e outros), procurando construir espaços para “estudos culturais da educação” que confrontem lógicas neoliberais
  • 26.
    Próximos capítulos • ADORNO,SEMIFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO – Wolfgang Leo Maar http://www.scielo.br/pdf/es/v24n83/a08v2483.pdf • SOBRE A ATUALIDADE DO CONCEITO DE INDÚSTRIA CULTURAL – Antônio Álvaro Soares Zuin http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v21n54/5265.pdf Leitura opcional: • A RECEPÇÃO DA TEORIA CRÍTICA NOS ESTUDOS DE MÍDIA BRASILEIROS Francisco Rüdiger http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_panoramad acomunicacao2012_2013_vol04.pdf