CARDIOLOGIA
PROFª ENF ª ANDREANE BORTOLOTO
TÉCNICO EM RADIOLOGIA
PATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA DOENÇAS
CARDIOVASCULARES
HIPERTENÇÃO
ARTERIAL
AGINA
PECTORES
INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA
IAM ICC AVC
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
HAS
DEFINIÇÃO
É uma condição clinica multifatorial caracterizada por níveis
elevados e sustentados de pressão arterial.
Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou
estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos
sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento
do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.
PREVALÊNCIA BRASIL
• Média: 32,5% dos adultos
• Na faixa etária 60 – 69 anos: > 50%
• Na faixa etária acima de 70 anos: > 75%
• Contribuição para mais de 50% das mortes cardiovasculares
Arq Bras Cardiol. 2010;1(Supl.1):1-51.
AUMENTA O RISCO PARA
• Morte súbita
• Infarto agudo do miocárdio (IAM)
• Acidente vascular cerebral (AVC)
• Doença vascular periférica
• Insuficiência cardíaca (ICC)
• Doença renal crônica
MORTALIDADE POR DOENÇA
CARDIOVASCULAR
DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO
MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
A HAS é diagnosticada pela detecção de níveis elevados e
sustentados de PA pela medida casual.
A medida da PA deve ser realizada em toda avaliação por
médicos de qualquer especialidade e demais profissionais de saúde.
PRESSÃO ARTERIAL DO CONSULTÓRIO OU
CLÍNICA
A posição recomendada para a medida da pressão arterial é a
sentada
Podem ser obtidas medidas da pressão arterial nas posições
em pé e deitada, principalmente em idosos, diabéticos e paciente em
uso de anti-hipertensivos
MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
• Recomenda-se a utilização de equipamentos semi-automáticos ou aneróides
• Esfignomanômetro de coluna de mercúrio é o melhor, porém cada dia mais difícil
• Devem ser aferidos anualmente
• Aparelhos de punho e dedo não são indicados na prática clínica
• Em obesos usar manguito apropriado
MEDIDOR ANERÓIDE E DE MERCÚRIO
EQUIPAMENTOS SEMI-AUTOMÁTICOS
MEDIDA DA P.A. - OBESOS
• A prevalência da HA é cerca de três vezes maior
• Usar manguitos mais longos e largos
• Manguitos comuns podem superestimar os valores
• Em braços com circunferência superior a 50 cm, pode-se fazer a medida
no antebraço, auscultar o pulso radial
• Dificuldade maior em braços largos e curtos
Definida pelos valores > ou = 140 mmHg da PAS e/ou
> ou = 90 mmHg da PAD, com base nas evidências que, em
doentes com estes valores de PA, se demonstrou que a
redução da PA induzida pelo tratamento é benéfica.
A mesma classificação é usada em indivíduos jovens,
de meia-idade e idosos.
FATORES IMPORTANTES
Sal Obesidade Sedentarismo
Álcool Estresse Tabagismo
Hereditariedade
MAPA
• Monitorização ambulatorial da pressão arterial
• Usar no braço não dominante
• Período médio de 24 horas
• Informações da PA no dia, noite e durante o sono
• Manter atividades normais
• Abster-se de exercício extenuante
• Durante a insuflação manter o braço quieto
• Informar rotina em um diário
MAPA
BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO
• 35 a 40% redução de AVC
• 20 a 25% redução de infarto do miocárdio
• 50% redução de insuficiência cardíaca
• 20% redução de morte cardiovascular
JAMA. 1997; 277:739-45.
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO E
ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL
• Controle de peso
• Estilo Alimentar (dieta)
• Redução do consumo de sal
• Redução das bebidas alcoólicas ( < 30 g etanol/dia)
• Exercícios físicos
• Tratamento da apneia do sono
• Controle do estresse
• Cessação do tabagismo
MUDANÇAS DO ESTILO DE VIDA
• Estudos mostram que os efeitos anti-hipertensivos
podem ser equivalentes a um medicamento
• Podem prevenir a hipertensão
• Podem atrasar ou evitar o tratamento em HAS grau
1
• Redução da PA em indivíduos já em tratamento
(ajuda na diminuição da dose e número de drogas)
• Controle de outros fatores de risco cardiovascular
• A desvantagem é a baixa adesão ao longo do tempo
OS MEDICAMENTOS PODEM SER SUSPENSOS ?
• A pressão deve estar bem controlada por um período prolongado
• Deve haver mudança do estilo de vida
• A redução da medicação deve ser feita de modo gradual
• Avaliação frequente do doente pelo risco de reaparecimento da
hipertensão
COMPLICAÇÕES DA HIPERTENSÃO
IMPORTANTE
• Grande parte dos hipertensos desconhece a doença
• Outros sabem, porém não se submetem ao tratamento
• Os níveis de pressão alvo são raramente alcançados
• Esta realidade não tem mudado nos últimos anos
• A HAS continua a ser uma das principais causas de morbidade e
mortalidade
 Angina pectoris
ANGINA PECTORES
(diminuição do
sangüíneo,
fluxo
mas não
lesão
ocorre
no
miocárdio,
aparecendo à dor
precordial);
ISQUEMIA CARDÍACA
• Isquemia cardíaca é um termo usado na
medicina, para indicar que houve uma
diminuição da circulação sanguínea e do
oxigênio, para o coração. Se esse fluxo
não for restabelecido rapidamente, a
isquemia pode evoluir para um infarto
agudo do miocárdio (IAM).
Pode ser assintomático,
caracterizando a chamada
isquemia silenciosa.
A isquemia miocárdica
surge da desproporção
(quantidade de consumo e
a oferta de oxigênio) à
célula cardíaca.
DOR
Localização
Dor precordial, em caráter
de aperto.
Duração
Geralmente 2 a 5 minutos, podendo ter
duração mais eficaz ou por até 15 minutos;
Irradiação
A dor pode estar presente ou não, mais freqüente no
MSE.
Fatores desencadeantes
Esforço físico, estresse emocional, alimentação
abundante ou exposição a temperaturas muito frias.
Fatores de alívio
A dor cessa quando se interrompe o fator
desencadeante ou com uso de vasodilatadores sublinguais.
Diagnostico:
•Exame físico;
•Teste ergométrico;
•Ecocardiograma.
Tratamento de cardiopatia isquêmica
• Correção do estilo de vida e intervenção sobre os
fatores de risco coronário;
•Tratamento farmacológico (nitroglicerina/ vasodilatador –
monocordil/mononitrato de isossorbida, bloqueadores
beta- adrenérgicos/propranolol, atenolol, metropolol,
cardivelol);
Infarto Agudo do Miocárdio
(IAM)
Definição:
• O IAM representa morte ou
necrose da célula miocárdica,
resultante de isquemia.
• Causa mais comum: obstrução
total, ou parcial, de uma artéria
coronária, ou seu ramo, por doença
aterosclerótica.
DEPÓSITOS DE GORDURA EM UMA ARTÉRIA
CORONÁRIA
• A incidência é maior em homens com
mais de 40 anos do que em mulheres.
• Essa incidência cresceu acentuadamente
em mulheres pós-menopausa.
Fatores de risco:
• Sedentarismo;
• -Dietas hipergordurosas;
• -Estresse;
• -Hereditariedade;
• -Hipertensão arterial;
• -Tabagismo;
• -Anticoncepcionais orais;
• -Diabetes;
• -Obesidade.
Diagnostico:
• Recorre-se a três elementos:
• -Anamnese (início e descrição da dor);
• -Evolução do ECG ;
• -Determinação da atividade enzimática no plasma (exames
laboratoriais).
Onda T
invertida
Elevação ST
infarto
recente
As enzimas dosadas no sangue venoso,
quando suspeita clinica de IAM, são:
►CPK (creatinofosfoquinose ou
creatinina-fosfoquinase sérica);
glutâmico-
►TGO (transaminase
oxalacético);
►LDH (desidrogenase lática);
►DHB (desidrogenase
alfahidroxibutirica);
►CKMB (isoenzima creatinoquina).
Quadro clínico:
• A dor é o principal elemento.
• É opressiva, aperto ou garra, grande intensidade, quase sempre
retroesternal, irradiando-se ao ombro e a face interna do MSE.
• Em alguns casos, ocorre irradiação epigástrica para o dorso,
regiões mentoniana, escapular e ambos os MMSS. A dor dura
horas.
• Maior que 30min., por um período de 24 horas, podem durar de
2 a 3 dias.
É desencadeada por esforços prolongados ou
intensos, estresse, emoção, podendo ocorrer
durante o sono, refletida em pesadelos.
Não cede com repouso, não se altera com o
decúbito, apresentando angustia mortal e a
sensação de morte iminente.
• •Desconforto epigástrico;
• •Palidez (devido à dor);
• •Sudorese fria e pegajosa, vertigem, náuseas e vômitos;
• •Hipotensão(devido ao choque cardiogênico), tontura, confusão
mental e desmaio.
A dor pode vir ou não acompanhada de outros
sintomas como:
Tratamento:
• Os objetivos principais são: prevenção e
tratamento das arritmias cardíacas e limitação da
área necrosada com prevenção da área
isquêmica.
O individuo com diagnostico comprovado
deve ser internado em UTI:
• É obrigatório a monitorização eletrocardiográfica, ritmo e
frequência cardíaca;
• Eletrocardiograma: uma vez ao dia, ate alta e sempre que houver
dor ou instabilidade hemodinâmica;
• O paciente deve manter repouso por 48 horas;
• administração de oxigênio, através de mascara ou cateter nasal,
fluxo de 4 a 6 l/min. (oxigênio reduz a área do infarto);
• Enzimas: após 6 horas de dor, de 6/6horas por 24 horas e de 12/12
horas ate normalização.
TRATAMENTOS INVASIVOS DO IAM
• Revascularização miocárdica,
• Angioplastia coronariana
transluminar percutânea (ACTP).
Complicações do Infarto do Miocárdio:
a)Arritmias;
b) ICC;
c) Choque cardiogênico:
d) Edema Agudo de Pulmão (EAP);
Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)
• Síndrome em que o coração tem sua
função de bombeamento insuficiente para a
demanda metabólica dos tecidos.
ICC - causas
• Cardiopatia isquêmica;
• Miocardiopatia dilatada idiopática;
• Cardiopatia hipertensiva;
• Cardiomiopatia da Doença de Chagas;
• Cardiopatia congênita.
• EstenoseAórtica.
IC - sintomas
– Fraqueza, fadiga;
– Cefaléia;
– Edema, anasarca;
– Hepatomegalia;
– Dispnéia;
– Estase jugular (Distensão
das veias do pescoço)
– Palpitações
– Sudorese e palidez;
– Perda de peso, tosse.
ICC – Classificação Funcional
• Classe I - ausência de
atividades cotidianas. A
sintomas (dispnéia) durante
limitação para esforços é
semelhante à esperada em indivíduos normais;
• Classe II - sintomas desencadeados por atividades
cotidianas;
• Classe III - sintomas desencadeados em atividades
menos intensas que as cotidianas ou pequenos esforços;
•
• Classe IV - sintomas em repouso.
ICC - Tratamento
• Objetivo:
– Melhorar a contratilidade cardíaca (medicamentos);
– Tratar sintomas  melhorar QV (↑capacidade de exercícios,
↓ alterações neuro-hormonais)  evitar progressão da IC 
↓ mortalidade;
• Tipos de tratamento:
– Farmacológico
– Cirúrgico
– Não Farmacológico
ICC – Tratamento Farmacológico
• Betabloqueadores (BB)
• Inibidores da ECA, Antagonistas dos Receptores da AII,Antagonistas
daAldosterona
• Diuréticos, Hidralazina e Nitrato
• Anticoagulantes e Antiagregantes plaquetários
• Antiarrítmicos, Bloqueadores de cálcio
• Ivabradina, Omega 3, Inibidores da Fosfodiesterase 5
• Moduladores do Metabolismo Enérgico Miocárdico
Efeitos benéficos da intervenção farmacológica:
– ↓ carga no miocárdio
– ↓ volume de líquido extra-celular
– ↑ contratilidade cardíaca
– ↓ velocidade de remodelamento cardíaco
Medicamento x nutriente
sede
• Furosemida (diurético): limitar alcool,
aumentada, cólicas, contispação, vômitos.
Monitorar Mg, Ca, K, tiamina.
• Hidroclorotiazida (diurético): anorexia, boca
seca, constipação. Monitorar Mg, Ca, K,
tiamina.
• Enalapril (inbidor da ECA): perda de paladar,
estomatite, dor abdominal…
• Metoprolol (beta bloqueador): boca seca,
flatulência, trasntorno do TGI…
ICC – Tratamento Cirúrgico
• Cirurgia da Valva Mitral
• Revascularização Miocárdica
• Remodelamento Cirúrgico do Ventrículo Esquerdo
• Transplante Cardíaco
• Dispositivo de Assistência Circulatória Mecânica
• Dispositivos Implantáveis de Estimulação Cardíaca –
Desfibrilador Implantável
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
• Decorrentes da obstrução de uma artéria
que irriga o encéfalo (isquêmico) ou
“extravasamento” de sangue (hemorrágico).
Isquêmico: não há morte de tecido cerebral,
mas a falta de suprimento sanguíneo 
rápida degeneração do tecido (O2 e glicose)
Ataque isquêmico transitório: tipo de AVE
isquêmico  isquemia passageira que não
chega a constituir uma lesão neurológica
definitiva e não deixa sequela.
Hemorrágico: ~ 20% dos casos. Ocorre pela ruptura
de um vaso sanguíneo intracraniano inflamação
e pressão exercida pelo coágulo no tecido nervoso 
degeneração  perda da função encefálica.
CAUSAS:
• Trombose arterial: é a formação de um coágulo de sangue (como se o sangue
"endurecesse", parecendo uma gelatina) dentro do vaso, geralmente sobre uma placa de
gordura (aterosclerose), levando a uma obstrução total ou parcial.
• Embolia cerebral: surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia,
problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se
quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um
ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue
• Vasoespasmo: é uma reação descontrolada do vaso (artéria) que diminui muito o seu
calibre a ponto de não permitir a passagem adequada de sangue. Isto pode ocorrer diante
de uma aumento exagerado da pressão arterial (crise hipertensiva), complicação de uma
enxaqueca (raro), ou de uma hemorragia bubaracnóidea.
FATORES DE RISCO
• Pressão Arterial;
• Doença Cardíaca;
• Colesterol;
• Fumo;
• Uso excessivo de bebidas alcoólicas;
• Diabetes Mellitus;
• Idade;
• Sexo
• Raça
• História de doença vascular anterior
• Obesidade
• Anticoncepcionais hormonais
• Sedentarismo
SINAIS E SINTOMAS
• O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área
do cérebro atingida, do tamanho da mesma, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico),
do estado geral do paciente, etc.
• De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as
alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou
rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para aquelas mais
comuns: Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo,
com dificuldade para se movimentar;
1.Alteração da linguagem, passando a falar "enrolado" ou sem conseguir se
expressar, ou ainda sem conseguir entender o que lhe é dito;
2.perda de visão de um olho, ou parte do campo visual de ambos os olhos;
3. dor de cabeça súbita, semelhante a uma "paulada, sem causa aparente, seguida
de vômitos, sonolência ou coma; perda de memória, confusão mental e
dificuldades para executar tarefas habituais (de início rápido).
Cardiologia
Cardiologia
Cardiologia

Cardiologia

  • 1.
    CARDIOLOGIA PROFª ENF ªANDREANE BORTOLOTO TÉCNICO EM RADIOLOGIA PATOLOGIA
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    DEFINIÇÃO É uma condiçãoclinica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial. Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais.
  • 7.
    PREVALÊNCIA BRASIL • Média:32,5% dos adultos • Na faixa etária 60 – 69 anos: > 50% • Na faixa etária acima de 70 anos: > 75% • Contribuição para mais de 50% das mortes cardiovasculares Arq Bras Cardiol. 2010;1(Supl.1):1-51.
  • 9.
    AUMENTA O RISCOPARA • Morte súbita • Infarto agudo do miocárdio (IAM) • Acidente vascular cerebral (AVC) • Doença vascular periférica • Insuficiência cardíaca (ICC) • Doença renal crônica
  • 10.
  • 11.
  • 13.
    MEDIDA DA PRESSÃOARTERIAL A HAS é diagnosticada pela detecção de níveis elevados e sustentados de PA pela medida casual. A medida da PA deve ser realizada em toda avaliação por médicos de qualquer especialidade e demais profissionais de saúde.
  • 14.
    PRESSÃO ARTERIAL DOCONSULTÓRIO OU CLÍNICA A posição recomendada para a medida da pressão arterial é a sentada Podem ser obtidas medidas da pressão arterial nas posições em pé e deitada, principalmente em idosos, diabéticos e paciente em uso de anti-hipertensivos
  • 16.
    MEDIDA DA PRESSÃOARTERIAL • Recomenda-se a utilização de equipamentos semi-automáticos ou aneróides • Esfignomanômetro de coluna de mercúrio é o melhor, porém cada dia mais difícil • Devem ser aferidos anualmente • Aparelhos de punho e dedo não são indicados na prática clínica • Em obesos usar manguito apropriado
  • 17.
    MEDIDOR ANERÓIDE EDE MERCÚRIO
  • 18.
  • 19.
    MEDIDA DA P.A.- OBESOS • A prevalência da HA é cerca de três vezes maior • Usar manguitos mais longos e largos • Manguitos comuns podem superestimar os valores • Em braços com circunferência superior a 50 cm, pode-se fazer a medida no antebraço, auscultar o pulso radial • Dificuldade maior em braços largos e curtos
  • 21.
    Definida pelos valores> ou = 140 mmHg da PAS e/ou > ou = 90 mmHg da PAD, com base nas evidências que, em doentes com estes valores de PA, se demonstrou que a redução da PA induzida pelo tratamento é benéfica. A mesma classificação é usada em indivíduos jovens, de meia-idade e idosos.
  • 23.
    FATORES IMPORTANTES Sal ObesidadeSedentarismo Álcool Estresse Tabagismo Hereditariedade
  • 24.
    MAPA • Monitorização ambulatorialda pressão arterial • Usar no braço não dominante • Período médio de 24 horas • Informações da PA no dia, noite e durante o sono • Manter atividades normais • Abster-se de exercício extenuante • Durante a insuflação manter o braço quieto • Informar rotina em um diário
  • 25.
  • 26.
    BENEFÍCIOS DO TRATAMENTO •35 a 40% redução de AVC • 20 a 25% redução de infarto do miocárdio • 50% redução de insuficiência cardíaca • 20% redução de morte cardiovascular JAMA. 1997; 277:739-45.
  • 27.
    TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSOE ABORDAGEM MULTIPROFISSIONAL • Controle de peso • Estilo Alimentar (dieta) • Redução do consumo de sal • Redução das bebidas alcoólicas ( < 30 g etanol/dia) • Exercícios físicos • Tratamento da apneia do sono • Controle do estresse • Cessação do tabagismo
  • 30.
    MUDANÇAS DO ESTILODE VIDA • Estudos mostram que os efeitos anti-hipertensivos podem ser equivalentes a um medicamento • Podem prevenir a hipertensão • Podem atrasar ou evitar o tratamento em HAS grau 1 • Redução da PA em indivíduos já em tratamento (ajuda na diminuição da dose e número de drogas) • Controle de outros fatores de risco cardiovascular • A desvantagem é a baixa adesão ao longo do tempo
  • 31.
    OS MEDICAMENTOS PODEMSER SUSPENSOS ? • A pressão deve estar bem controlada por um período prolongado • Deve haver mudança do estilo de vida • A redução da medicação deve ser feita de modo gradual • Avaliação frequente do doente pelo risco de reaparecimento da hipertensão
  • 32.
  • 33.
    IMPORTANTE • Grande partedos hipertensos desconhece a doença • Outros sabem, porém não se submetem ao tratamento • Os níveis de pressão alvo são raramente alcançados • Esta realidade não tem mudado nos últimos anos • A HAS continua a ser uma das principais causas de morbidade e mortalidade
  • 34.
  • 35.
    ANGINA PECTORES (diminuição do sangüíneo, fluxo masnão lesão ocorre no miocárdio, aparecendo à dor precordial);
  • 36.
    ISQUEMIA CARDÍACA • Isquemiacardíaca é um termo usado na medicina, para indicar que houve uma diminuição da circulação sanguínea e do oxigênio, para o coração. Se esse fluxo não for restabelecido rapidamente, a isquemia pode evoluir para um infarto agudo do miocárdio (IAM).
  • 37.
    Pode ser assintomático, caracterizandoa chamada isquemia silenciosa. A isquemia miocárdica surge da desproporção (quantidade de consumo e a oferta de oxigênio) à célula cardíaca.
  • 38.
    DOR Localização Dor precordial, emcaráter de aperto. Duração Geralmente 2 a 5 minutos, podendo ter duração mais eficaz ou por até 15 minutos;
  • 39.
    Irradiação A dor podeestar presente ou não, mais freqüente no MSE. Fatores desencadeantes Esforço físico, estresse emocional, alimentação abundante ou exposição a temperaturas muito frias. Fatores de alívio A dor cessa quando se interrompe o fator desencadeante ou com uso de vasodilatadores sublinguais.
  • 40.
  • 41.
    Tratamento de cardiopatiaisquêmica • Correção do estilo de vida e intervenção sobre os fatores de risco coronário; •Tratamento farmacológico (nitroglicerina/ vasodilatador – monocordil/mononitrato de isossorbida, bloqueadores beta- adrenérgicos/propranolol, atenolol, metropolol, cardivelol);
  • 42.
    Infarto Agudo doMiocárdio (IAM)
  • 43.
    Definição: • O IAMrepresenta morte ou necrose da célula miocárdica, resultante de isquemia. • Causa mais comum: obstrução total, ou parcial, de uma artéria coronária, ou seu ramo, por doença aterosclerótica.
  • 44.
    DEPÓSITOS DE GORDURAEM UMA ARTÉRIA CORONÁRIA
  • 45.
    • A incidênciaé maior em homens com mais de 40 anos do que em mulheres. • Essa incidência cresceu acentuadamente em mulheres pós-menopausa.
  • 46.
    Fatores de risco: •Sedentarismo; • -Dietas hipergordurosas; • -Estresse; • -Hereditariedade; • -Hipertensão arterial; • -Tabagismo; • -Anticoncepcionais orais; • -Diabetes; • -Obesidade.
  • 47.
    Diagnostico: • Recorre-se atrês elementos: • -Anamnese (início e descrição da dor); • -Evolução do ECG ; • -Determinação da atividade enzimática no plasma (exames laboratoriais).
  • 48.
  • 49.
    As enzimas dosadasno sangue venoso, quando suspeita clinica de IAM, são: ►CPK (creatinofosfoquinose ou creatinina-fosfoquinase sérica); glutâmico- ►TGO (transaminase oxalacético); ►LDH (desidrogenase lática); ►DHB (desidrogenase alfahidroxibutirica); ►CKMB (isoenzima creatinoquina).
  • 50.
    Quadro clínico: • Ador é o principal elemento. • É opressiva, aperto ou garra, grande intensidade, quase sempre retroesternal, irradiando-se ao ombro e a face interna do MSE. • Em alguns casos, ocorre irradiação epigástrica para o dorso, regiões mentoniana, escapular e ambos os MMSS. A dor dura horas. • Maior que 30min., por um período de 24 horas, podem durar de 2 a 3 dias.
  • 51.
    É desencadeada poresforços prolongados ou intensos, estresse, emoção, podendo ocorrer durante o sono, refletida em pesadelos. Não cede com repouso, não se altera com o decúbito, apresentando angustia mortal e a sensação de morte iminente.
  • 52.
    • •Desconforto epigástrico; ••Palidez (devido à dor); • •Sudorese fria e pegajosa, vertigem, náuseas e vômitos; • •Hipotensão(devido ao choque cardiogênico), tontura, confusão mental e desmaio. A dor pode vir ou não acompanhada de outros sintomas como:
  • 53.
    Tratamento: • Os objetivosprincipais são: prevenção e tratamento das arritmias cardíacas e limitação da área necrosada com prevenção da área isquêmica.
  • 54.
    O individuo comdiagnostico comprovado deve ser internado em UTI: • É obrigatório a monitorização eletrocardiográfica, ritmo e frequência cardíaca; • Eletrocardiograma: uma vez ao dia, ate alta e sempre que houver dor ou instabilidade hemodinâmica; • O paciente deve manter repouso por 48 horas; • administração de oxigênio, através de mascara ou cateter nasal, fluxo de 4 a 6 l/min. (oxigênio reduz a área do infarto); • Enzimas: após 6 horas de dor, de 6/6horas por 24 horas e de 12/12 horas ate normalização.
  • 55.
    TRATAMENTOS INVASIVOS DOIAM • Revascularização miocárdica, • Angioplastia coronariana transluminar percutânea (ACTP).
  • 56.
    Complicações do Infartodo Miocárdio: a)Arritmias; b) ICC; c) Choque cardiogênico: d) Edema Agudo de Pulmão (EAP);
  • 57.
    Insuficiência Cardíaca Congestiva(ICC) • Síndrome em que o coração tem sua função de bombeamento insuficiente para a demanda metabólica dos tecidos.
  • 58.
    ICC - causas •Cardiopatia isquêmica; • Miocardiopatia dilatada idiopática; • Cardiopatia hipertensiva; • Cardiomiopatia da Doença de Chagas; • Cardiopatia congênita. • EstenoseAórtica.
  • 59.
    IC - sintomas –Fraqueza, fadiga; – Cefaléia; – Edema, anasarca; – Hepatomegalia; – Dispnéia; – Estase jugular (Distensão das veias do pescoço) – Palpitações – Sudorese e palidez; – Perda de peso, tosse.
  • 60.
    ICC – ClassificaçãoFuncional • Classe I - ausência de atividades cotidianas. A sintomas (dispnéia) durante limitação para esforços é semelhante à esperada em indivíduos normais; • Classe II - sintomas desencadeados por atividades cotidianas; • Classe III - sintomas desencadeados em atividades menos intensas que as cotidianas ou pequenos esforços; • • Classe IV - sintomas em repouso.
  • 61.
    ICC - Tratamento •Objetivo: – Melhorar a contratilidade cardíaca (medicamentos); – Tratar sintomas  melhorar QV (↑capacidade de exercícios, ↓ alterações neuro-hormonais)  evitar progressão da IC  ↓ mortalidade; • Tipos de tratamento: – Farmacológico – Cirúrgico – Não Farmacológico
  • 62.
    ICC – TratamentoFarmacológico • Betabloqueadores (BB) • Inibidores da ECA, Antagonistas dos Receptores da AII,Antagonistas daAldosterona • Diuréticos, Hidralazina e Nitrato • Anticoagulantes e Antiagregantes plaquetários • Antiarrítmicos, Bloqueadores de cálcio • Ivabradina, Omega 3, Inibidores da Fosfodiesterase 5 • Moduladores do Metabolismo Enérgico Miocárdico Efeitos benéficos da intervenção farmacológica: – ↓ carga no miocárdio – ↓ volume de líquido extra-celular – ↑ contratilidade cardíaca – ↓ velocidade de remodelamento cardíaco
  • 63.
    Medicamento x nutriente sede •Furosemida (diurético): limitar alcool, aumentada, cólicas, contispação, vômitos. Monitorar Mg, Ca, K, tiamina. • Hidroclorotiazida (diurético): anorexia, boca seca, constipação. Monitorar Mg, Ca, K, tiamina. • Enalapril (inbidor da ECA): perda de paladar, estomatite, dor abdominal… • Metoprolol (beta bloqueador): boca seca, flatulência, trasntorno do TGI…
  • 64.
    ICC – TratamentoCirúrgico • Cirurgia da Valva Mitral • Revascularização Miocárdica • Remodelamento Cirúrgico do Ventrículo Esquerdo • Transplante Cardíaco • Dispositivo de Assistência Circulatória Mecânica • Dispositivos Implantáveis de Estimulação Cardíaca – Desfibrilador Implantável
  • 65.
    Acidente Vascular Cerebral(AVC) • Decorrentes da obstrução de uma artéria que irriga o encéfalo (isquêmico) ou “extravasamento” de sangue (hemorrágico).
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    Isquêmico: não hámorte de tecido cerebral, mas a falta de suprimento sanguíneo  rápida degeneração do tecido (O2 e glicose) Ataque isquêmico transitório: tipo de AVE isquêmico  isquemia passageira que não chega a constituir uma lesão neurológica definitiva e não deixa sequela. Hemorrágico: ~ 20% dos casos. Ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano inflamação e pressão exercida pelo coágulo no tecido nervoso  degeneração  perda da função encefálica.
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    CAUSAS: • Trombose arterial:é a formação de um coágulo de sangue (como se o sangue "endurecesse", parecendo uma gelatina) dentro do vaso, geralmente sobre uma placa de gordura (aterosclerose), levando a uma obstrução total ou parcial. • Embolia cerebral: surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue • Vasoespasmo: é uma reação descontrolada do vaso (artéria) que diminui muito o seu calibre a ponto de não permitir a passagem adequada de sangue. Isto pode ocorrer diante de uma aumento exagerado da pressão arterial (crise hipertensiva), complicação de uma enxaqueca (raro), ou de uma hemorragia bubaracnóidea.
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    FATORES DE RISCO •Pressão Arterial; • Doença Cardíaca; • Colesterol; • Fumo; • Uso excessivo de bebidas alcoólicas; • Diabetes Mellitus; • Idade; • Sexo • Raça • História de doença vascular anterior • Obesidade • Anticoncepcionais hormonais • Sedentarismo
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    SINAIS E SINTOMAS •O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro atingida, do tamanho da mesma, do tipo (Isquêmico ou Hemorrágico), do estado geral do paciente, etc. • De maneira geral, a principal característica é a rapidez com que aparece as alterações; em questão de segundos a horas (de maneira abrupta ou rapidamente progressiva). Podemos chamar a atenção para aquelas mais comuns: Fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo, com dificuldade para se movimentar; 1.Alteração da linguagem, passando a falar "enrolado" ou sem conseguir se expressar, ou ainda sem conseguir entender o que lhe é dito; 2.perda de visão de um olho, ou parte do campo visual de ambos os olhos; 3. dor de cabeça súbita, semelhante a uma "paulada, sem causa aparente, seguida de vômitos, sonolência ou coma; perda de memória, confusão mental e dificuldades para executar tarefas habituais (de início rápido).