Antraz – Bacillus anthracis
Microbiologia Veterinária
Professor: Albério Antônio Gomes
Aluna: Larissa Brasileiro Lopes
Universidade Federal de Campina Grande
Centro de Saúde e Tecnologia Rural
Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária
Roteiro
Introdução;
Etiologia;
Patogenia;
Características clínicas;
Diagnóstico;
Imunização;
Tratamento;
Conclusão.
Antraz – Bacillus anthracis
Reino: Monera
Filo: firmicutes
Classe: Bacilli
Ordem: Bacillales
Família: Bacillaceae
Gênero: Bacillus
Espécie: B. anthracis
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Introdução
Bacillus anthracis;
Herbívoros;
Solo contaminado;
“anthrax” vem do grego: carvão;
Forma esporos;
A mais provável arma biológica.
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Etiologia
Bastonete, gram-positivo, encapsulado, imóvel;
Encapsulado com ácido poliglutâmico;
Esporos altamente resistentes;
Suportam temperaturas >100ºC;
Toxinas são fatores de virulência (PA, EF, LF);
Alta mortalidade (esporos).
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Patogenia
Cápsula antifagocítica;
Infecção e destruição dos macrófagos;
Multiplicação no sistema linfático;
Progressão da toxemia e bacteremia;
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Patogenia
 Aumento da produção de toxinas;
Destruição tecidual generalizada;
Hemorragia, edema e necrose;
Falência de órgãos;
Sangue: destruição da fibrina;
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Características Clínicas
 Cutânea: (95% ) por deposição na pele;
Liberação de toxinas:
• Lesão => pápula à vesícula(2 a 6 dias);
• Cicatriz;
• Febre, mal estar e cefaléia.
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Características Clínicas
Inalatória:
• Febre, dispnéia, tosse, cefaléia, vômito, calafrios,
fraqueza muscular, dor abdominal e torácica;
• Morte em 3 dias.
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Características Clínicas
Gastrointestinal:
• Dor abdominal, náuseas, vômito e mal estar;
• Diarréia sanguinolenta.
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Características Clínicas
Bovinos e Ovinos:
• Febre, tremores musculares, dificuldade respiratória;
• Sangramento orifícios, sangue não coagulado;
• Toxinas liberadas pela bactéria.
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Características Clínicas
Cavalos:
• 96 horas;
• Ingestão: febre, cólica, enterite;
• Cutânea: inchaço edematoso e quente;
• Febre alta e dispnéia ou cólica.
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Características Clínicas
Suínos, Cães e Gatos:
• Inchaço no pescoço;
• Disfagia e dispnéia;
• Enterite severa.
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Diagnóstico
 Sangue, tecidos, descargas corporais;
Em animais, morte súbita com hemorragias;
Esfregaço sanguíneo: Azul de Metileno Policrômico;
PCR(Reação de Cadeia Polimerase): Virulência;
ELISA(Enzime-Linked Immunosorbent Assay):
Detecção de anticorpos específicos.
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Imunização
Prevenção primária;
Animal e humana;
Produzida a partir da toxina atenuada;
Animal: dose única e reforço anual;
Atua inibindo a formação da cápsula facilitando a
fagocitose e opsonização.
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Imunização
A Organização Mundial de Saúde (OMS) não
recomenda vacinação em massa, apenas para
indivíduos de risco:
• Militares;
• Pessoas em áreas de risco;
• Veterinários;
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Imunização
Pouco estudo em humanos;
Incidência de reações locais e sistêmicas;
Estudos em animais;
Vacina ideal: barata, estável, vacinação em massa,
imunização e erradicação simultânea, estimule
células de memória, etc.
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Tratamento
Pós-exposicional:
• Iniciada precocemente até 60 dias;
• Recebe as três primeiras doses da vacina;
São sensíveis a penicilinas, tetraciclina, eritromicina,
clidamicina, cloranfenicol, macrolídeos,
aminoglicosídeos, vancomicina e cefalosporinas de
primeira geração.
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Conclusão
O Antraz é uma doença infecciosa de alta letalidade;
A prevenção pós-exposicional deve ser iniciada
precocemente;
É importante a vacinação de pessoas de risco;
Poderá haver cura por meio de antibioticoterapia via
oral, para a doença cutânea.
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Obrigada!
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Bacillus anthracis