Jussier Jurandir
Larissa Brasileiro
Thiago Alves
Universidade Federal de Campina Grande
Centro de Saúde e Tecnologia Rural
Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária
Extensão Rural
No Brasil, por parte dos governantes, uma
preocupação com a alimentação da
população, que deram resultados em políticas
públicas:
Política agrícola;
Sistemas de abastecimentos;
Controle de preços;
Distribuição de alimentos.
Os países,desde 1996, estão com um
compromisso de reduzir pela metade o
numero de pessoas famintas até 2015.
(Cúpula Mundial da Alimentação(CMA))
2/24
Após a Segunda Guerra Mundial;
Assenta três critérios fundamentais:
Quantidade;
Qualidade;
Regularidade no acesso aos alimentos.
Pessoas tem que ter acesso à alimentação,
constantemente, ao menos três vezes ao dia;
As populações tem o direito de consumi-los
de forma digna, em ambiente limpo, nas
normas de higiene;
3/24
Na CMA, realizada em Roma, em 1996
resaltou a obrigação que os Estados têm, de
promover a alimentação dos cidadãos;
(...)sempre que um indivíduo ou grupo é incapaz, por
razões além de seu controle, de usufruir do direito à
alimentação adequada com recursos à sua
disposição, os Estados teriam a obrigação de realizar
o direito diretamente. Esta obrigação também deve
exigir no caso de vítimas de desastres naturais ou
provocados por causas diversas.
Portanto, o direito de uma alimentação
adequada e regular é uma obrigação do
Estado.
4/24
Soberania alimentar é o direito dos indivíduos,das
comunidades, dos povos e dos países de definir as
política as próprias da agricultura, do trabalho, da
pesca, do alimento e da terra(...)Inclui o direito real
ao alimento e à produção do alimento, o que significa
que todo mundo tem o direito do alimento seguro,
nutritivo e adaptado à sua cultura e aos recursos
para produção de comida; à possibilidade de
sustentar-se e sustentar as suas sociedades (p. 1).
Então, a autonomia alimentar dos países está
associado à geração de empregos com ela
relacionados, preservando a cultura e os
hábitos alimentares de cada país.
5/24
O Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar
(2001), declara:
A soberania alimentar é o direito dos povos de definir
suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de
produção, distribuição e consumo de alimentos que
garantam o direito à alimentação para toda a
população, com base na pequena e média produção,
respeitando as próprias culturas e as diversidades de
modos camponeses, pesqueiros e indígenas de
produção agropecuária, de comercialização e de
gestão dos espaços rurais, nos quais a mulher
desempenha um papel fundamental(...)
6/24
Sua origem foi na crise técnico-científica
instalada a partir da década de 1960;
Devido à divergência de concepções que o
conceito de sustentabilidade continua vago e
pouco preciso;
Surgiu quando o desenvolvimento vigente
causou graves crises ambientais e injustiças
sociais;
7/24
Em 1980, houve um agravamento dos índices
de fome e desnutrição por todo o mundo;
A fome não é somente consequência de uma
produção alimentar insuficiente e sim da
marginalização econômica das populações;
A prioridade é dar todos os meios
necessários para produzir;
8/24
Fome é quando a alimentação diária não
supre a energia necessária para sustentar o
organismo e as atividades;
A desnutrição manifesta por sinais clínicos
por conta da inadequada da dieta, causando
doenças, que provocam o mau
aproveitamento biológico dos alimentos
ingeridos;
Toda fome leva a desnutrição, mas nem toda
desnutrição origina deficiências energéticas.
9/24
A insegurança alimentar está associada ao
acelerado processo de degradação das
bases:
Econômicas;
Sociais;
Biológicas;
Culturais da agricultura familiar.
A modernização agrícola trouxe uma
crescente redução da biodiversidade agrícola
e alimentar;
10/24
A falta de incentivo à agricultura familiar teve
influência direta na sucessão das famílias;
A agricultura familiar ainda é a forma
preponderante de produção agrícola em
várias áreas do país;
É o principal agente propulsor do
desenvolvimento comercial de pequenas e
médias cidades do interior;
11/24
O desenvolvimento e o fortalecimento da
agricultura familiar se darão pela
implementação de diversas iniciativas que
deverão estar interligadas:
Recursos para credito de custeio;
Reformulação da infraestrutura produtiva e social;
Facilitar o seu acesso aos mercados;
Gerar renda e ocupação.
12/24
Em 1980 houve a expansão do capital no
campo - o agronegócio – centrada
principalmente na produção;
Assim, vem sendo controladas por
conglomerados econômicos:
O que;
Quando;
Como;
Onde devem ser produzido e comercializado
13/24
Quanto mais cresce o agronegócio, mais falta
alimentos para o povo;
A explicação é a falta de acesso a esses
alimentos;
A maior parte do que é produzido é
exportada;
Indicadores do avanço do agronegócio são o
aumento da produção de grãos e o
crescimento de sua participação no PIB
nacional.
14/24
Com esse avanço, também aumenta:
Insegurança alimentar;
Desigualdade social;
Conflitos no campo;
Destruição ambiental;
“Desertos verdes”.
Como falar de soberania alimentar num país
que transforma produtos agrícolas, regulados
por regras de mercado “produzir pra quem
paga mais”?
15/24
No Brasil, soberania alimentar passa
prioritariamente pela realização de “uma
verdadeira reforma agrária e pela
implementação de uma política agrícola
voltada para atender às necessidades
alimentares, respeitando a enorme
diversidades cultural e os vários
ecossistemas do país”.
Em suma, não se leva em conta os princípios
básicos da soberania alimentar.
16/24
A agroecologia é designada como disciplina
agroecológica:
Sem agrotóxicos;
Sustentável;
Apontada como meio para a construção de
um novo padrão de produção agropecuário.
Ecologia aplicada à agricultura;
Baseada em princípios de sustentabilidade;
17/24
Rede Ecovida de Agroecologia abrange os
três estados do Sul de Brasil;
Tem como objetivo central a promoção da
Agroecologia;
Tem como metas fortalecer a Agroecologia
em seus mais amplos aspectos;
Disponibiliza:
Informações;
Criar mecanismos legítimos;
Geração de credibilidade;
Garantia de processos.
18/24
Buscam mercado local para escoamento de
sua produção:
Facilita o acesso ao alimento ecológico;
Reduz distância entre produtores e consumidores;
Valoriza os serviços;
Compartilha os benefícios entre envolvidos;
Cooperação;
Inclusão dos agricultores e consumidores no
mercado;
19/24
Em 2006 nasceu o Circuito Sul de Circulação
de Alimentos da Rede Ecovida:
Manter mercados abastecidos;
Diversidade;
Quantidade;
Qualidade;
Durante todo o ano.
Todos os produtos devem ser:
Origem ecológica;
Certificados pelo selo da Rede Ecovida;
Oriundos das organizações do circuito;
Valorização justa do produto.
20/24
Tem de se mudar a matriz produtiva de bens,
democratizando a terra e priorizando a
produção sustentável, ou se estará
inviabilizando a vida sustentável do planeta;
Induzindo a soberania alimentar, que leva em
conta a capacidade do Estado de se
sustentar e de sustentar suas sociedade,
incluindo o direito ao alimento seguro,
nutritivo e de acordo com sua cultura;
21/24
A agricultura familiar, constitui a melhor
alternativa na busca pela sustentabilidade e
na concretização dos princípios da soberania
alimentar;
Para garantir a soberania alimentar, as bases
sociais e econômicas precisam apoiar a
educação com investimentos estatais em
ciência, tecnologia, assistência técnica,
qualificação profissional e prevenção
ambiental.
22/24
O Brasil não pode esperar!
23
24

Perspectiva Para a Soberania Alimentar Brasileira

  • 1.
    Jussier Jurandir Larissa Brasileiro ThiagoAlves Universidade Federal de Campina Grande Centro de Saúde e Tecnologia Rural Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária Extensão Rural
  • 2.
    No Brasil, porparte dos governantes, uma preocupação com a alimentação da população, que deram resultados em políticas públicas: Política agrícola; Sistemas de abastecimentos; Controle de preços; Distribuição de alimentos. Os países,desde 1996, estão com um compromisso de reduzir pela metade o numero de pessoas famintas até 2015. (Cúpula Mundial da Alimentação(CMA)) 2/24
  • 3.
    Após a SegundaGuerra Mundial; Assenta três critérios fundamentais: Quantidade; Qualidade; Regularidade no acesso aos alimentos. Pessoas tem que ter acesso à alimentação, constantemente, ao menos três vezes ao dia; As populações tem o direito de consumi-los de forma digna, em ambiente limpo, nas normas de higiene; 3/24
  • 4.
    Na CMA, realizadaem Roma, em 1996 resaltou a obrigação que os Estados têm, de promover a alimentação dos cidadãos; (...)sempre que um indivíduo ou grupo é incapaz, por razões além de seu controle, de usufruir do direito à alimentação adequada com recursos à sua disposição, os Estados teriam a obrigação de realizar o direito diretamente. Esta obrigação também deve exigir no caso de vítimas de desastres naturais ou provocados por causas diversas. Portanto, o direito de uma alimentação adequada e regular é uma obrigação do Estado. 4/24
  • 5.
    Soberania alimentar éo direito dos indivíduos,das comunidades, dos povos e dos países de definir as política as próprias da agricultura, do trabalho, da pesca, do alimento e da terra(...)Inclui o direito real ao alimento e à produção do alimento, o que significa que todo mundo tem o direito do alimento seguro, nutritivo e adaptado à sua cultura e aos recursos para produção de comida; à possibilidade de sustentar-se e sustentar as suas sociedades (p. 1). Então, a autonomia alimentar dos países está associado à geração de empregos com ela relacionados, preservando a cultura e os hábitos alimentares de cada país. 5/24
  • 6.
    O Fórum Mundialsobre Soberania Alimentar (2001), declara: A soberania alimentar é o direito dos povos de definir suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam o direito à alimentação para toda a população, com base na pequena e média produção, respeitando as próprias culturas e as diversidades de modos camponeses, pesqueiros e indígenas de produção agropecuária, de comercialização e de gestão dos espaços rurais, nos quais a mulher desempenha um papel fundamental(...) 6/24
  • 7.
    Sua origem foina crise técnico-científica instalada a partir da década de 1960; Devido à divergência de concepções que o conceito de sustentabilidade continua vago e pouco preciso; Surgiu quando o desenvolvimento vigente causou graves crises ambientais e injustiças sociais; 7/24
  • 8.
    Em 1980, houveum agravamento dos índices de fome e desnutrição por todo o mundo; A fome não é somente consequência de uma produção alimentar insuficiente e sim da marginalização econômica das populações; A prioridade é dar todos os meios necessários para produzir; 8/24
  • 9.
    Fome é quandoa alimentação diária não supre a energia necessária para sustentar o organismo e as atividades; A desnutrição manifesta por sinais clínicos por conta da inadequada da dieta, causando doenças, que provocam o mau aproveitamento biológico dos alimentos ingeridos; Toda fome leva a desnutrição, mas nem toda desnutrição origina deficiências energéticas. 9/24
  • 10.
    A insegurança alimentarestá associada ao acelerado processo de degradação das bases: Econômicas; Sociais; Biológicas; Culturais da agricultura familiar. A modernização agrícola trouxe uma crescente redução da biodiversidade agrícola e alimentar; 10/24
  • 11.
    A falta deincentivo à agricultura familiar teve influência direta na sucessão das famílias; A agricultura familiar ainda é a forma preponderante de produção agrícola em várias áreas do país; É o principal agente propulsor do desenvolvimento comercial de pequenas e médias cidades do interior; 11/24
  • 12.
    O desenvolvimento eo fortalecimento da agricultura familiar se darão pela implementação de diversas iniciativas que deverão estar interligadas: Recursos para credito de custeio; Reformulação da infraestrutura produtiva e social; Facilitar o seu acesso aos mercados; Gerar renda e ocupação. 12/24
  • 13.
    Em 1980 houvea expansão do capital no campo - o agronegócio – centrada principalmente na produção; Assim, vem sendo controladas por conglomerados econômicos: O que; Quando; Como; Onde devem ser produzido e comercializado 13/24
  • 14.
    Quanto mais cresceo agronegócio, mais falta alimentos para o povo; A explicação é a falta de acesso a esses alimentos; A maior parte do que é produzido é exportada; Indicadores do avanço do agronegócio são o aumento da produção de grãos e o crescimento de sua participação no PIB nacional. 14/24
  • 15.
    Com esse avanço,também aumenta: Insegurança alimentar; Desigualdade social; Conflitos no campo; Destruição ambiental; “Desertos verdes”. Como falar de soberania alimentar num país que transforma produtos agrícolas, regulados por regras de mercado “produzir pra quem paga mais”? 15/24
  • 16.
    No Brasil, soberaniaalimentar passa prioritariamente pela realização de “uma verdadeira reforma agrária e pela implementação de uma política agrícola voltada para atender às necessidades alimentares, respeitando a enorme diversidades cultural e os vários ecossistemas do país”. Em suma, não se leva em conta os princípios básicos da soberania alimentar. 16/24
  • 17.
    A agroecologia édesignada como disciplina agroecológica: Sem agrotóxicos; Sustentável; Apontada como meio para a construção de um novo padrão de produção agropecuário. Ecologia aplicada à agricultura; Baseada em princípios de sustentabilidade; 17/24
  • 18.
    Rede Ecovida deAgroecologia abrange os três estados do Sul de Brasil; Tem como objetivo central a promoção da Agroecologia; Tem como metas fortalecer a Agroecologia em seus mais amplos aspectos; Disponibiliza: Informações; Criar mecanismos legítimos; Geração de credibilidade; Garantia de processos. 18/24
  • 19.
    Buscam mercado localpara escoamento de sua produção: Facilita o acesso ao alimento ecológico; Reduz distância entre produtores e consumidores; Valoriza os serviços; Compartilha os benefícios entre envolvidos; Cooperação; Inclusão dos agricultores e consumidores no mercado; 19/24
  • 20.
    Em 2006 nasceuo Circuito Sul de Circulação de Alimentos da Rede Ecovida: Manter mercados abastecidos; Diversidade; Quantidade; Qualidade; Durante todo o ano. Todos os produtos devem ser: Origem ecológica; Certificados pelo selo da Rede Ecovida; Oriundos das organizações do circuito; Valorização justa do produto. 20/24
  • 21.
    Tem de semudar a matriz produtiva de bens, democratizando a terra e priorizando a produção sustentável, ou se estará inviabilizando a vida sustentável do planeta; Induzindo a soberania alimentar, que leva em conta a capacidade do Estado de se sustentar e de sustentar suas sociedade, incluindo o direito ao alimento seguro, nutritivo e de acordo com sua cultura; 21/24
  • 22.
    A agricultura familiar,constitui a melhor alternativa na busca pela sustentabilidade e na concretização dos princípios da soberania alimentar; Para garantir a soberania alimentar, as bases sociais e econômicas precisam apoiar a educação com investimentos estatais em ciência, tecnologia, assistência técnica, qualificação profissional e prevenção ambiental. 22/24
  • 23.
    O Brasil nãopode esperar! 23
  • 24.