1
Aula 1 - Fundamentos de
Ciências Térmicas
CEFET_BA
PROFº DIÓGENES GANGHIS
2
Definições iniciais
Energia (uma definição):
“Capacidade de realizar trabalho”.
Formas de energia:
- Cinética (movim. macroscópico, térmica etc)
- Potencial (elétrica, gravitacional, elástica etc)
Matéria:
“Tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço.”
Principais estados da matéria:
Sólido, Líquido e gasoso.
(http://www.materiaprima.pro.br/estados/Estados.htm)
3
Gás
• Forma indefinida;
• Arranjo totalmente
desordenado;
• Volume indefinido;
• Partículas livres para
se moverem.
Principais Estados da Matéria
Sólido
• Forma rígida;
• Arranjo compacto,
ordenado;
• Volume definido;
• Movimento
molecular restrito.
Líquido
• Forma indefinida;
• Arranjo
desordenado;
• Volume definido;
• Partículas movem-se
umas entre as outras.
 ←
 →
sfriaRe
Aquece
 ←
 →
sfriaRe
Aquece
4
Grandeza física que indica o estado (grau de agitação)
das partículas de um corpo, caracterizando o seu
estado térmico.
Temperatura: Noção intuitiva
T1
T2
T1 > T2
T T
contato
T1 > Teq > T2
5
Calor e sua propagação
Calor (uma definição):
“Calor é a energia térmica em trânsito, devido a
uma diferença de temperatura entre os corpos”.
Há transferência líquida de calor,
espontaneamente, do corpo mais quente para o
corpo mais frio.
6
Unidades de medida de calor
caloria – cal
Joule – J
British thermal unit – Btu
A caloria é definida como a
quantidade de calor necessária
para se elevar de 14,5°C para
15,5°C uma quantidade de 1g
de água.
O Btu é a quantidade de calor pra elevar 1 lb
de água de 63°F para 64°F.
Joule - unidade adotada pelo SI para energia.
7
Convenção para a Troca de calor
calor recebido
calor retirado
Q > 0
Q < 0
8
Troca de Calor
Corpos em desequilíbrio térmico trocam calor para
alcançar o equilíbrio.
0...321 =++++ nQQQQ
Em um sistema isolado, a quantidade total de calor
trocado entre os corpos é nula, ou seja, o calor total
recebido pelos corpos mais frios é igual ao calor total
retirado dos corpos mais quentes.
9
• Termodinâmica:
Estuda as interações (trocas de energia) entre um
sistema e suas vizinhanças.
• Transferência de calor:
Indica como ocorre e qual a velocidade com que o
calor é transportado.
10
O que ocorre com a temperatura de um
corpo quando se transfere calor a ele??
A temperatura pode
aumentar ou não.
11
Calor sensível
Quando o calor é utilizado pela substância apenas para
variar sua temperatura, sem alterar seu estado físico.
Ex.: aquecimento da água numa panela antes da fervura.
Q = C ∆T = m c ∆T
Q = quantidade de calor trocado [J, cal, kcal, BTU etc];
C = capacidade calorífica do corpo [J/ºC];
m = massa do corpo [g, kg];
c = calor específico da substância [J/(kg ºC)];
∆T = variação da temperatura (Tfinal - Tinicial) [K, ºC].
12
H2O Barra de
ferro
Calores específicos
(a 25ºC e 1 atm) [J/(kg ºC]:
H2O = 4200; Gelo (0ºC) =2040
Etanol = 2400; Alumínio = 900;
Cobre = 390; Latão = 380;
Ferro = 450; Vidro = 840.
Calor específico e capacidade
calorífica
13
Valores de c (25ºC e 1 atm)
Calor Específico Calor Específico Molar
Substância cal/(g.K) J/(kg.K) J/(mol.K)
Sólidos Elementares
Chumbo
Tungstênio
Prata
Cobre
Alumínio
0,0305
0,0321
0,0564
0,0923
0,215
128
134
236
386
900
26,5
24,8
25,5
24,5
24,4
Outros Sólidos
Latão
Granito
Vidro
Gelo (-10°C)
0,092
0,19
0,20
0,530
380
790
840
2.220
Líquidos
Mercúrio
Álcool etílico
Água do mar
Água doce
0,033
0,58
0,93
1,00
140
2.430
3.900
4.190
Fonte: Halliday
14
Calor específico para gases
• Calor sensível a pressão constante:
∆H = Qp = m cp (Tfinal – Tinicial)
- cp é o calor específico do material a pressão constante;
- ∆H variação de entalpia do corpo (J, kcal etc.).
• Calor sensível a volume constante:
∆U = Qv = m cv (Tfinal – Tinicial)
- cv é o calor específico do material a volume constante;
- ∆U variação de energia interna do corpo (J, kcal etc.).
15
Calor Latente
Quando o calor trocado é utilizado pela substância para
mudar de estado físico, sem variação de temperatura e
sob pressão constante, ele é chamado de calor latente.
Ex.: fornecimento de calor à água fervente.
VAPORIZAÇÃO
16
O calor latente de mudança de estado pode ser:
endotérmico (Q > 0): As transformações de fusão,
vaporização e sublimação são endotérmicas pois a
matéria precisa absorver calor.
exotérmico (Q < 0): As transformações de liquefação,
solidificação e sublimação inversa são exotérmicas,
pois a matéria precisa liberar calor.
Mudança de fase
17
Q = m L
- Q (J) quantidade de calor trocado;
- L (J/kg) calor latente da transformação física;
- m (kg) a massa que mudou de estado físico.
Como a pressão é constante:
Q = ∆H → L = h
- ∆H variação de entalpia da transformação física (J);
- h entalpia específica da transformação física (J/kg).
Cálculo da troca de calor latente
18
Qual a velocidade de uma Troca de Calor?
Velocidade  Fluxo de calor
t
Q
tempodeIntervalo
AáreaumaatravessaquecalordeQuantidade
q
∆
==
•
No SI, o fluxo de calor é dado em J/s ou Watt.
A
T1 > T2
Q
19
“Grandeza física que indica a direção e permite o
cálculo da intensidade do fluxo de calor trocado entre
dois corpos”.
Temperatura (uma definição):
20
Processos de Transferência de Calor
• Condução
• Convecção
• Radiação térmica
Condução Convecção Radiação térmica
21
Condução
Fonte:
www.terra.com.br/fisicanet
Transferência de energia de
partículas mais energéticas para
partículas menos energéticas por
contato direto.
Necessita obrigatoriamente de
meio material para se propagar.
Característico de meios
estacionários.
22
Condução de Calor
23
Condução
A transmissão de calor ocorre, partícula a partícula,
somente através da agitação molecular e dos
choques entre as moléculas do meio.
Calor
Condução de calor ao longo de uma barra.
Condução de calor ao longo de gás confinado.
T1 > T2
24
Fluxo de Calor na Condução
• “Lei de Fourier”:
L
)TT(A
kqcond
21 −⋅
⋅=
•
k é a condutividade térmica [W/(m ºC)]
k (Fe a 300K) = 80,2 W/(m ºC)
k (água a 300K) = 5,9 x 10-1
W/(m ºC)
k (ar a 300K) = 2,6 x 10-2
W/(m ºC)
25
Condutividade Térmica de diversas substâncias
26
Condução - Aplicações e conseqüências
• Conforto térmico corporal;
• Seleção de materiais para empregos específicos
na indústria (condutores e isolantes).
Por que os iglus são
feitos de gelo?
k (gelo a 0ºC) = 1,88 W/(m ºC)
cp (gelo a 0ºC) = 2040 J/(kg ºC)
27
Convecção
Transmissão através da agitação
molecular e do movimento do
próprio meio ou de partes deste
meio;
Movimento de partículas mais
energéticas por entre partículas
menos energéticas;
É o transporte de calor típico dos
meios fluidos. Fonte: www.achillesmaciel.hpg.ig.com.br
28
Na convecção natural, ou livre, o escoamento do
fluido é induzido por forças de empuxo, que vem de
diferenças de densidade causadas por variação de
temperatura do fluido.
Convecção natural e forçada
Transporte natural de fluidos
Convecção natural
29
Na convecção forçada o fluido é forçado a circular
sobre a superfície por meios externos, como uma
bomba, um ventilador, ventos atmosféricos.
Convecção natural e forçada
Convecção forçada
Transporte forçado
de fluidos
30
Fluxo de Calor na Convecção
• “Lei de Newton do Resfriamento”:
)TT(Ahq sconv ∞
•
−⋅⋅=
- h é o coeficiente de transferência convectiva
de calor ou coeficiente de película [W/(m2
ºC)]
Área A
31
Coeficiente de transferência
de calor por convecção - h
Processo h [W/(m2
K)]
Convecção natural
Gases
Líquidos
2 – 25
50 – 1.000
Convecção forçada
Gases
Líquidos
25 – 250
50 – 20.000
Convecção com mudança de fase
Ebulição ou condensação 2.500 – 100.000
Fonte: Incropera
32
Convecção - Aplicações e
conseqüências
• Conforto ambiental;
• Refrigeração de circuitos elétricos.
33
Irradiação ou radiação térmica
- Toda a matéria que se encontra a uma
temperatura acima do Zero Absoluto (0 K) irradia
energia térmica.
- Não necessita de meio material para ocorrer,
pois a energia é transportada por meio de ondas
eletromagnéticas.
- É mais eficiente quando ocorre no vácuo.
34
Radiação Térmica ou Irradiação
35
Ondas eletromagnéticas
36
Transmissão de calor por Radiação
itra QQQQ =++ 1=++ tra
de)(absorvida
Q
Q
a
i
a
= )aderefletivid(
Q
Q
r
i
r= )vidadetransmissi(
Q
Q
t
i
t=
37
Reflexão
• O refletor perfeito (espelho ideal), r = 1.
Absorção
• Um corpo negro (absorvedor perfeito), a = 1.
• Um corpo cinzento, a < 1.
Transmissão
• Um corpo transparente, t ≠ 0 (zero).
• Um corpo opaco, t = 0 (zero).
1tra =++
Modelos adotados na radiação térmica
38
Transmissão de calor por Radiação
Lei dos Intercâmbios: Todo bom absorvedor é um bom
emissor de radiação térmica e todo bom refletor é um
mau emissor de radiação térmica.
Corpo negro é também o emissor ideal de
radiação térmica (radiador ideal)!!!!
Corpos Escuros: bons absorvedores e emissores de
radiação térmica. Ex.: fuligem (a = ε = 0,94).
Corpos claros e polidos: maus absorvedores e emissores
de radiação térmica. Ex.: prata polida (a = ε = 0,02).
39
Fluxo de calor na Radiação
“Lei de Stefan-Boltzmann”:
reais)(corpos
negro)(corponegro)(corpo
4rad
4
máxima
rad
T
A
q
E
T
A
q
E
⋅σ⋅ε=








=
⋅σ=








=
•
•
E – Poder emissivo [W/m2
];
ε – emissividade (0 ≤ ε ≤ 1);
σ – Constante de Stefan-Boltzmann [5,7 x 10-8
W/(m2
K4
)];
T – Temperatura absoluta do corpo (K).
40
Fluxo de calor transferido por radiação
Para a troca de calor por radiação entre duas
superfícies, uma dentro da outra, separadas por um
gás que não interfere na transferência por radiação:
( )44
vizinhançaSuperfície
rad TT
A
q
−⋅⋅=









 •
σε
Tsuperfície – Temperatura absoluta da superfície menor,
suposta mais quente;
Tvizinhança – Temperatura absoluta da superfície maior,
suposta mais fria.
41
Radiação Térmica - Aplicações
• Fonte alternativa de energia;
• Previsões meteorológicas baseiam-se nas
emissões de infra-vermelho provenientes da
terra.
42
Processos de Transferência de Calor
Trocador de Calor
Os diferentes mecanismos
de troca térmica ocorrem
simultaneamente nas mais
diversas situações.
43
Resistência térmica
sistemadotérmicaaresistênciaéR
etérmicopotencialoéTonde,
R
T
q ∆
∆
=
Ah
T
TAhq
⋅
∆
=∆⋅⋅=
1

Ak
L
T
L
T
Akq
⋅
∆
=
∆
⋅⋅=
Condução Convecção
44
Mecanismos Combinados de
transferência de calor






++=−+−+−
=−
=−
=−
AhAk
L
Ah
qTTTTTT
Ah
q
TT
Ak
Lq
TT
Ah
q
TT
.
1
..
1
.
.
)(
.
.
)(
.
)(
21
433221
2
43
32
1
21




( )
tR
totalT
q
RRR
TT
AhAk
L
Ah
TT
q
∆
=⇒
++
−
=
++
−
= 
321
41
.
2
1
..
1
1
41
45
Mecanismos Combinados de
transferência de calor
( )
A.h
1
A.k
L
A.k
L
A.h
1
TT
RRRR
TT
R
T
q
e2
2
1
1
i
51
eisorefi
51
t
total
+++
−
=
+++
−
=
∆
=

Aula tc cefet

  • 1.
    1 Aula 1 -Fundamentos de Ciências Térmicas CEFET_BA PROFº DIÓGENES GANGHIS
  • 2.
    2 Definições iniciais Energia (umadefinição): “Capacidade de realizar trabalho”. Formas de energia: - Cinética (movim. macroscópico, térmica etc) - Potencial (elétrica, gravitacional, elástica etc) Matéria: “Tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço.” Principais estados da matéria: Sólido, Líquido e gasoso. (http://www.materiaprima.pro.br/estados/Estados.htm)
  • 3.
    3 Gás • Forma indefinida; •Arranjo totalmente desordenado; • Volume indefinido; • Partículas livres para se moverem. Principais Estados da Matéria Sólido • Forma rígida; • Arranjo compacto, ordenado; • Volume definido; • Movimento molecular restrito. Líquido • Forma indefinida; • Arranjo desordenado; • Volume definido; • Partículas movem-se umas entre as outras.  ←  → sfriaRe Aquece  ←  → sfriaRe Aquece
  • 4.
    4 Grandeza física queindica o estado (grau de agitação) das partículas de um corpo, caracterizando o seu estado térmico. Temperatura: Noção intuitiva T1 T2 T1 > T2 T T contato T1 > Teq > T2
  • 5.
    5 Calor e suapropagação Calor (uma definição): “Calor é a energia térmica em trânsito, devido a uma diferença de temperatura entre os corpos”. Há transferência líquida de calor, espontaneamente, do corpo mais quente para o corpo mais frio.
  • 6.
    6 Unidades de medidade calor caloria – cal Joule – J British thermal unit – Btu A caloria é definida como a quantidade de calor necessária para se elevar de 14,5°C para 15,5°C uma quantidade de 1g de água. O Btu é a quantidade de calor pra elevar 1 lb de água de 63°F para 64°F. Joule - unidade adotada pelo SI para energia.
  • 7.
    7 Convenção para aTroca de calor calor recebido calor retirado Q > 0 Q < 0
  • 8.
    8 Troca de Calor Corposem desequilíbrio térmico trocam calor para alcançar o equilíbrio. 0...321 =++++ nQQQQ Em um sistema isolado, a quantidade total de calor trocado entre os corpos é nula, ou seja, o calor total recebido pelos corpos mais frios é igual ao calor total retirado dos corpos mais quentes.
  • 9.
    9 • Termodinâmica: Estuda asinterações (trocas de energia) entre um sistema e suas vizinhanças. • Transferência de calor: Indica como ocorre e qual a velocidade com que o calor é transportado.
  • 10.
    10 O que ocorrecom a temperatura de um corpo quando se transfere calor a ele?? A temperatura pode aumentar ou não.
  • 11.
    11 Calor sensível Quando ocalor é utilizado pela substância apenas para variar sua temperatura, sem alterar seu estado físico. Ex.: aquecimento da água numa panela antes da fervura. Q = C ∆T = m c ∆T Q = quantidade de calor trocado [J, cal, kcal, BTU etc]; C = capacidade calorífica do corpo [J/ºC]; m = massa do corpo [g, kg]; c = calor específico da substância [J/(kg ºC)]; ∆T = variação da temperatura (Tfinal - Tinicial) [K, ºC].
  • 12.
    12 H2O Barra de ferro Caloresespecíficos (a 25ºC e 1 atm) [J/(kg ºC]: H2O = 4200; Gelo (0ºC) =2040 Etanol = 2400; Alumínio = 900; Cobre = 390; Latão = 380; Ferro = 450; Vidro = 840. Calor específico e capacidade calorífica
  • 13.
    13 Valores de c(25ºC e 1 atm) Calor Específico Calor Específico Molar Substância cal/(g.K) J/(kg.K) J/(mol.K) Sólidos Elementares Chumbo Tungstênio Prata Cobre Alumínio 0,0305 0,0321 0,0564 0,0923 0,215 128 134 236 386 900 26,5 24,8 25,5 24,5 24,4 Outros Sólidos Latão Granito Vidro Gelo (-10°C) 0,092 0,19 0,20 0,530 380 790 840 2.220 Líquidos Mercúrio Álcool etílico Água do mar Água doce 0,033 0,58 0,93 1,00 140 2.430 3.900 4.190 Fonte: Halliday
  • 14.
    14 Calor específico paragases • Calor sensível a pressão constante: ∆H = Qp = m cp (Tfinal – Tinicial) - cp é o calor específico do material a pressão constante; - ∆H variação de entalpia do corpo (J, kcal etc.). • Calor sensível a volume constante: ∆U = Qv = m cv (Tfinal – Tinicial) - cv é o calor específico do material a volume constante; - ∆U variação de energia interna do corpo (J, kcal etc.).
  • 15.
    15 Calor Latente Quando ocalor trocado é utilizado pela substância para mudar de estado físico, sem variação de temperatura e sob pressão constante, ele é chamado de calor latente. Ex.: fornecimento de calor à água fervente. VAPORIZAÇÃO
  • 16.
    16 O calor latentede mudança de estado pode ser: endotérmico (Q > 0): As transformações de fusão, vaporização e sublimação são endotérmicas pois a matéria precisa absorver calor. exotérmico (Q < 0): As transformações de liquefação, solidificação e sublimação inversa são exotérmicas, pois a matéria precisa liberar calor. Mudança de fase
  • 17.
    17 Q = mL - Q (J) quantidade de calor trocado; - L (J/kg) calor latente da transformação física; - m (kg) a massa que mudou de estado físico. Como a pressão é constante: Q = ∆H → L = h - ∆H variação de entalpia da transformação física (J); - h entalpia específica da transformação física (J/kg). Cálculo da troca de calor latente
  • 18.
    18 Qual a velocidadede uma Troca de Calor? Velocidade  Fluxo de calor t Q tempodeIntervalo AáreaumaatravessaquecalordeQuantidade q ∆ == • No SI, o fluxo de calor é dado em J/s ou Watt. A T1 > T2 Q
  • 19.
    19 “Grandeza física queindica a direção e permite o cálculo da intensidade do fluxo de calor trocado entre dois corpos”. Temperatura (uma definição):
  • 20.
    20 Processos de Transferênciade Calor • Condução • Convecção • Radiação térmica Condução Convecção Radiação térmica
  • 21.
    21 Condução Fonte: www.terra.com.br/fisicanet Transferência de energiade partículas mais energéticas para partículas menos energéticas por contato direto. Necessita obrigatoriamente de meio material para se propagar. Característico de meios estacionários.
  • 22.
  • 23.
    23 Condução A transmissão decalor ocorre, partícula a partícula, somente através da agitação molecular e dos choques entre as moléculas do meio. Calor Condução de calor ao longo de uma barra. Condução de calor ao longo de gás confinado. T1 > T2
  • 24.
    24 Fluxo de Calorna Condução • “Lei de Fourier”: L )TT(A kqcond 21 −⋅ ⋅= • k é a condutividade térmica [W/(m ºC)] k (Fe a 300K) = 80,2 W/(m ºC) k (água a 300K) = 5,9 x 10-1 W/(m ºC) k (ar a 300K) = 2,6 x 10-2 W/(m ºC)
  • 25.
    25 Condutividade Térmica dediversas substâncias
  • 26.
    26 Condução - Aplicaçõese conseqüências • Conforto térmico corporal; • Seleção de materiais para empregos específicos na indústria (condutores e isolantes). Por que os iglus são feitos de gelo? k (gelo a 0ºC) = 1,88 W/(m ºC) cp (gelo a 0ºC) = 2040 J/(kg ºC)
  • 27.
    27 Convecção Transmissão através daagitação molecular e do movimento do próprio meio ou de partes deste meio; Movimento de partículas mais energéticas por entre partículas menos energéticas; É o transporte de calor típico dos meios fluidos. Fonte: www.achillesmaciel.hpg.ig.com.br
  • 28.
    28 Na convecção natural,ou livre, o escoamento do fluido é induzido por forças de empuxo, que vem de diferenças de densidade causadas por variação de temperatura do fluido. Convecção natural e forçada Transporte natural de fluidos Convecção natural
  • 29.
    29 Na convecção forçadao fluido é forçado a circular sobre a superfície por meios externos, como uma bomba, um ventilador, ventos atmosféricos. Convecção natural e forçada Convecção forçada Transporte forçado de fluidos
  • 30.
    30 Fluxo de Calorna Convecção • “Lei de Newton do Resfriamento”: )TT(Ahq sconv ∞ • −⋅⋅= - h é o coeficiente de transferência convectiva de calor ou coeficiente de película [W/(m2 ºC)] Área A
  • 31.
    31 Coeficiente de transferência decalor por convecção - h Processo h [W/(m2 K)] Convecção natural Gases Líquidos 2 – 25 50 – 1.000 Convecção forçada Gases Líquidos 25 – 250 50 – 20.000 Convecção com mudança de fase Ebulição ou condensação 2.500 – 100.000 Fonte: Incropera
  • 32.
    32 Convecção - Aplicaçõese conseqüências • Conforto ambiental; • Refrigeração de circuitos elétricos.
  • 33.
    33 Irradiação ou radiaçãotérmica - Toda a matéria que se encontra a uma temperatura acima do Zero Absoluto (0 K) irradia energia térmica. - Não necessita de meio material para ocorrer, pois a energia é transportada por meio de ondas eletromagnéticas. - É mais eficiente quando ocorre no vácuo.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    36 Transmissão de calorpor Radiação itra QQQQ =++ 1=++ tra de)(absorvida Q Q a i a = )aderefletivid( Q Q r i r= )vidadetransmissi( Q Q t i t=
  • 37.
    37 Reflexão • O refletorperfeito (espelho ideal), r = 1. Absorção • Um corpo negro (absorvedor perfeito), a = 1. • Um corpo cinzento, a < 1. Transmissão • Um corpo transparente, t ≠ 0 (zero). • Um corpo opaco, t = 0 (zero). 1tra =++ Modelos adotados na radiação térmica
  • 38.
    38 Transmissão de calorpor Radiação Lei dos Intercâmbios: Todo bom absorvedor é um bom emissor de radiação térmica e todo bom refletor é um mau emissor de radiação térmica. Corpo negro é também o emissor ideal de radiação térmica (radiador ideal)!!!! Corpos Escuros: bons absorvedores e emissores de radiação térmica. Ex.: fuligem (a = ε = 0,94). Corpos claros e polidos: maus absorvedores e emissores de radiação térmica. Ex.: prata polida (a = ε = 0,02).
  • 39.
    39 Fluxo de calorna Radiação “Lei de Stefan-Boltzmann”: reais)(corpos negro)(corponegro)(corpo 4rad 4 máxima rad T A q E T A q E ⋅σ⋅ε=         = ⋅σ=         = • • E – Poder emissivo [W/m2 ]; ε – emissividade (0 ≤ ε ≤ 1); σ – Constante de Stefan-Boltzmann [5,7 x 10-8 W/(m2 K4 )]; T – Temperatura absoluta do corpo (K).
  • 40.
    40 Fluxo de calortransferido por radiação Para a troca de calor por radiação entre duas superfícies, uma dentro da outra, separadas por um gás que não interfere na transferência por radiação: ( )44 vizinhançaSuperfície rad TT A q −⋅⋅=           • σε Tsuperfície – Temperatura absoluta da superfície menor, suposta mais quente; Tvizinhança – Temperatura absoluta da superfície maior, suposta mais fria.
  • 41.
    41 Radiação Térmica -Aplicações • Fonte alternativa de energia; • Previsões meteorológicas baseiam-se nas emissões de infra-vermelho provenientes da terra.
  • 42.
    42 Processos de Transferênciade Calor Trocador de Calor Os diferentes mecanismos de troca térmica ocorrem simultaneamente nas mais diversas situações.
  • 43.
  • 44.
    44 Mecanismos Combinados de transferênciade calor       ++=−+−+− =− =− =− AhAk L Ah qTTTTTT Ah q TT Ak Lq TT Ah q TT . 1 .. 1 . . )( . . )( . )( 21 433221 2 43 32 1 21     ( ) tR totalT q RRR TT AhAk L Ah TT q ∆ =⇒ ++ − = ++ − =  321 41 . 2 1 .. 1 1 41
  • 45.
    45 Mecanismos Combinados de transferênciade calor ( ) A.h 1 A.k L A.k L A.h 1 TT RRRR TT R T q e2 2 1 1 i 51 eisorefi 51 t total +++ − = +++ − = ∆ =