TIPOS DE PESQUISA E A
ABORDAGEM QUALITATIVA
GRUPO DE ESTUDOS SOBRE QUESTÕES
CURRICULARES NA INTERFACE UNIVERSIDADE ESCOLA
Doutorandas: Carla M. L. Bruxel e
Diovana M. da Silva
ANTONIO CARLOS GIL
MENGA LÜDKE
MARLI E. D. A.
ANDRÉ
(IN MEMORIAM)
PESQUISA EM EDUCAÇÃO
O que é pesquisa?
Processo formal e sistemático de
desenvolvimento do Método Científico
(Gil, 2008, p. 26).
Visa descobrir respostas para
problemas mediante o emprego de
procedimentos científicos (Gil, 2008,
p. 26).
PESQUISA EM EDUCAÇÃO
O que é pesquisa
Resulta na produção de conhecimento
científico.
Corroborar com algum conhecimento
pré-existente ou refutá-lo.
Gerar novos conhecimentos.
PESQUISA EM EDUCAÇÃO
O que é pesquisa?
Desenvolvida mediante a utilização
cuidadosa de métodos, técnicas e
outros procedimentos científicos,
desde a adequada formulação do
problema até a satisfatória
apresentação dos resultados (Gil, 2008,
p. 17).
É FUNDAMENTAL
Promover o confronto entre os dados,
as evidências, as informações
coletadas sobre determinado assunto e
conhecimento teórico acumulado a
respeito dele (Lüdke; Andre, 2018, p.
02).
Se realiza, a partir do
estudo de um problema,
que ao mesmo tempo
desperta o interesse do
pesquisador e limita sua
atividade de pesquisa a
uma determinada porção
do saber, a qual ele se
compromete a construir
naquele momento (Lüdke;
Andre, 2018, p. 02).
Etapas Planejamento
Desenvolvimento
Redação
Exposição/publicação
QUALIDADES PESSOAIS DO PESQUISADOR
Conhecimento;
Curiosidade;
Criatividade;
Integridade Intelectual;
Atitude autocorretiva;
Sensibilidade social;
Imaginação disciplinada;
Perseverança e paciência;
Confiança na experiência.
(Gil, 2018).
FORMAS DE REGISTRO E
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO
Resumos expandidos;
Resenhas;
Artigos;
Relatórios;
Monografias;
Dissertações;
Teses.
O conhecimento daquilo que se
comunica, a precisão
terminológica, a acessibilidade
da linguagem são requisitos
básicos para a divulgação
científica.
A comunicação só se realiza
quando o leitor ou ouvinte
entende o que se lhe
comunicou (Medeiros, 2014).
Tipos de
pesquisa
PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Básica: gerar conhecimentos
novos úteis para o avanço da
ciência sem aplicação prática
prevista. Envolve verdades e
interesses universais.
Natureza
Aplicada: gerar conhecimentos
para aplicação prática dirigidos
à solução de problemas
específicos. Envolve verdades e
interesses locais.
Quantitativa: traduz em números
opiniões e informações para classificá-
las e organizá-las; Usa métodos
estatísticos (porcentagem, média,
coeficiente de correlação).
Abordagem
Qualitativa: considera a existência de
uma relação dinâmica entre mundo real e
sujeito. É descritiva; utiliza o método
indutivo. O processo é foco principal. Não
pode ser traduzida em números.
Quali-quantitativa: une a descrição,
classificação e interpretação de
informações de caráter empírico
(baseadas em entrevistas, grupos focais,
fenômenos, etc.) à análise de estatísticas
e dados numéricos.
Exploratória: proporcionar maior familiaridade com
o problema (explicitá-lo). Pode envolver
levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas
experientes no problema pesquisado. Geralmente,
assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo
de caso.
Objetivos
Descritiva: descrever as características de
determinadas populações ou fenômenos. Uma de
suas peculiaridades está na utilização de técnicas
padronizadas de coleta de dados, tais como o
questionário e a observação sistemática. Ex.:
pesquisa referente à idade, sexo, procedência,
eleição etc.
Explicativa: busca identificar os fatores que
determinam ou que contribuem para a ocorrência
dos fenômenos. É o tipo que mais aprofunda o
conhecimento da realidade, porque explica a razão,
o porquê das coisas. Por isso, é o tipo mais
complexo e delicado.
Bibliográfica: é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído principalmente de livros e
artigos científicos. Há pesquisas desenvolvidas
exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
(Pesquisas exploratórias).
Procedimentos
Documental: materiais que ainda não receberam
tratamento analítico, ou que podem ser
reelaborados de acordo com os objetos da
pesquisa (tabelas estatísticas, jornais, revistas,
relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes,
fotografias, pinturas, relatórios de empresas e
instituições, vídeos, etc.).
Experimental: quando se determina um objeto de
estudo, seleciona-se as variáveis que seriam
capazes de influenciá-lo, define-se as formas de
controle e de observação dos efeitos que a variável
produz no objeto.
Ex-post facto: o estudo é realizado após a
ocorrência de variações na variável dependente no
curso natural dos acontecimentos. O pesquisador
não dispõe de controle sobre a variável
independente, que constitui o fator presumível do
fenômeno, porque eleja ocorreu.
Procedimentos
Estudo de coorte: refere-se a um grupo de
pessoas que têm alguma característica comum,
constituindo uma amostra a ser acompanhada por
certo período de tempo, para se observar e analisar
o que acontece com elas.
Levantamento: interrogação direta das pessoas
cujo comportamento se deseja conhecer. Procede-
se à solicitação de informações a um grupo
significativo de pessoas acerca do problema
estudado para, em seguida, mediante análise
quantitativa, obterem-se as conclusões
correspondentes aos dados coletados.
Estudo de campo: procura o aprofundamento de
uma realidade específica. É basicamente realizada
por meio da observação direta das atividades do
grupo estudado e de entrevistas com informantes
para captar as explicações e interpretações do
ocorrem naquela realidade.
Procedimentos
Pesquisa-ação: concebida e realizada em estreita
associação com uma ação ou com a resolução de
um problema coletivo. Pesquisadores e
participantes estão envolvidos de modo
cooperativo ou participativo (ver Carr, Kemmis,
1986).
Estudo de caso: estudo profundo e exaustivo de um
ou poucos objetos, de maneira que permita seu
amplo e detalhado conhecimento (ver Lüdke, Andre,
2018).
Procedimentos
Pesquisa participante: caracteriza-se pela interação
entre pesquisadores e membros das situações
investigadas. Comprometida com a minimização da
relação entre dirigentes e dirigidos e por essa razão
tem-se voltado sobretudo para a investigação junto a
grupos desfavorecidos, tais como os constituídos por
operários, camponeses, indígenas, etc.
Etnográfica: (ver Lüdke, Andre, 2018).
Questionários
INSTRUMENTOS
DE COLETA DA
DADOS
observações
testes padronizados
entrevistas
diários de bordo
documentos
fontes diversas
ABORDAGENS QUALITATIVAS
DE PESQUISA: A PESQUISA
ETNOGRÁFICA E O ESTUDO DE
CASO
A Pesquisa Qualitativa em Educação, Bogdan e
Biklen (1982):
1. A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural
como sua fonte direta de dados e o pesquisador
como seu principal instrumento.
2. Os dados coletados são predominantemente
descritivos.
3. A preocupação com o processo é muito maior
do que com o produto.
4. O "significado" que as pessoas dão às coisas e
à sua vida são focos de atenção especial pelo
pesquisador.
S. A análise dos dados tende a seguir um
processo indutivo.
A pesquisa qualitativa ou naturalística,
segundo Bogdan e Biklen (1982), envolve
a obtenção de dados descritivos, obtidos
no contato direto do pesquisador com a
situação estudada, enfatiza mais o pro-
cesso do que o produto e se preocupa em
retratar a perspectiva dos participantes
(Ludke e André, 2018).
A ABORDAGEM
ETNOGRÁFICA
NA PESQUISA
EDUCACIONAL
Até muito recentemente as técnicas etnográficas
eram utilizadas quase que exclusivamente pelos
antropólogos e sociólogos. No início da década de
1970, entretanto, os pesquisadores da área de
educação começaram também a fazer uso dessas
técnicas, o que deu origem a uma nova linha de
pesquisas, que tem recebido o nome de "antropo-
lógica" ou "etnográfica" (Ludke e André, 2018).
Um teste bastante simples para
determinar se um estudo pode ser
chamado etnográfico, segundo
Wolcott (1975), é verificar se a
pessoa que lê esse estudo consegue
interpretar aquilo que ocorre no grupo
estudado tão apropriadamente como
se fosse um membro desse grupo.
WOLCOTT CHAMA A ATENÇÃO
PARA O FATO DE QUE O USO DA
ETNOGRAFIA EM EDUCAÇÃO DEVE
ENVOLVER UMA PREOCUPAÇÃO
EM PENSAR O ENSINO E A
APRENDIZAGEM DENTRO DE UM
CONTEXTO CULTURAL AMPLO.
01
02
03
04
05
06
O PROBLEMA É REDES COBERTO NO CAMPO.
O PESQUISADOR DEVE REALIZAR A MAIOR
PARTE DO TRABALHO DE CAMPO
PESSOALMENTE.
O TRABALHO DE CAMPO DEVE DURAR PELO
MENOS UM ANO ESCOLAR.
O PESQUISADOR DEVE TER TIDO UMA
EXPERIÊNCIA COM OUTROS POVOS DE OU-
TRAS CULTURAS.
A ABORDAGEM ETNOGRÁFICA COMBINA
VÁRIOS MÉTODOS DE COLETA.
O RELATÓRIO ETNOGRÁFICO APRESENTA
UMA GRANDE QUANTIDADE DE DADOS
PRIMÁRIOS.
Pressupostos
Método
Papel do
Observador
DE ACORDO COM WILSON (1977),
ESTUDO DE CASO: SEU
POTENCIAL EM EDUCAÇÃO
O interesse, portanto, incide naquilo que ele
tem de único, de particular, mesmo que
posteriormente venham a ficar evidentes
certas semelhanças com outros casos ou
situações. Quando queremos estudar algo
singular, que tenha um valor em si mesmo,
devemos escolher o estudo de caso.
1. Os estudos de caso visam à descoberta.
2. Os estudos de caso enfatizam a "interpretação
em contexto".
3. Os estudos de caso buscam retratar a realidade
de forma completa e profunda.
4. Os estudos de caso usam uma variedade de
fontes de informação.
5. Os estudos de caso revelam experiência vicária
e permitem generalizações naturalísticas.
6. Estudos de caso procuram representar os
diferentes e às vezes conflitantes pontos de vista
presentes numa situação social.
O DESENVOLVIMENTO
DE UM ESTUDO DE CASO
Nisbet e Watt (1978) caracterizam o
desenvolvimento do estudo de caso em três fases,
sendo uma primeira aberta ou exploratória, a segunda
mais sistemática em termos de coleta de dados e a
terceira consistindo na análise e interpretação
sistemática dos dados e na elaboração do relatório.
01 A FASE EXPLORATÓRIA
02 A DELIMITAÇÃO DO
ESTUDO
03 A ANÁLISE SISTEMÁTICA
E A ELABORAÇÃO DO
RELATÓRIO
04
A PRÁTICA DO ESTUDO
DE CASO
MÉTODOS DE COLETA DE
DADOS: OBSERVAÇÃO,
ENTREVISTA E ANÁLISE
DOCUMENTAL
Observação
Entrevista
Análise
Documental
A ANÁLISE DE DADOS E ALGUMAS
QUESTÕES RELACIONADAS À
OBJETIVIDADE E À VALIDADE NAS
ABORDAGENS QUALITATIVAS
1. Delimitação progressiva do foco de estudo
2. Formulação de questões analíticas
3. Aprofundamento da revisão de literatura
4. Testagem de ideias junto aos sujeitos
5. Uso extensivo de comentários, observações e
especulações ao longo da coleta
A ANÁLISE APÓS A
COLETA DE DADOS
DA ANÁLISE PARA A
TEORIZAÇÃO
PROBLEMAS ÉTICOS,
METODOLÓGICOS E POLÍTICOS NO
USO DAS ABORDAGENS
QUALITATIVAS
PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Referências
CARR, Wilfred; KEMMIS, Stephen. Becoming critical: education, knowledge and
action research. London: The Falmer Press, 1986.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas,
2018.
Gil, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2008.
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educação:
abordagens qualitativas. 2. ed. Rio de Janeiro: EPU, 2018.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos,
resenhas. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2014.

Tipos de pesquisa (qualitativa e quantitativa)

  • 1.
    TIPOS DE PESQUISAE A ABORDAGEM QUALITATIVA GRUPO DE ESTUDOS SOBRE QUESTÕES CURRICULARES NA INTERFACE UNIVERSIDADE ESCOLA Doutorandas: Carla M. L. Bruxel e Diovana M. da Silva
  • 2.
  • 3.
    MENGA LÜDKE MARLI E.D. A. ANDRÉ (IN MEMORIAM)
  • 4.
    PESQUISA EM EDUCAÇÃO Oque é pesquisa? Processo formal e sistemático de desenvolvimento do Método Científico (Gil, 2008, p. 26). Visa descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos (Gil, 2008, p. 26).
  • 5.
    PESQUISA EM EDUCAÇÃO Oque é pesquisa Resulta na produção de conhecimento científico. Corroborar com algum conhecimento pré-existente ou refutá-lo. Gerar novos conhecimentos.
  • 6.
    PESQUISA EM EDUCAÇÃO Oque é pesquisa? Desenvolvida mediante a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados (Gil, 2008, p. 17).
  • 7.
    É FUNDAMENTAL Promover oconfronto entre os dados, as evidências, as informações coletadas sobre determinado assunto e conhecimento teórico acumulado a respeito dele (Lüdke; Andre, 2018, p. 02). Se realiza, a partir do estudo de um problema, que ao mesmo tempo desperta o interesse do pesquisador e limita sua atividade de pesquisa a uma determinada porção do saber, a qual ele se compromete a construir naquele momento (Lüdke; Andre, 2018, p. 02).
  • 8.
  • 9.
    QUALIDADES PESSOAIS DOPESQUISADOR Conhecimento; Curiosidade; Criatividade; Integridade Intelectual; Atitude autocorretiva; Sensibilidade social; Imaginação disciplinada; Perseverança e paciência; Confiança na experiência. (Gil, 2018).
  • 10.
    FORMAS DE REGISTROE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO Resumos expandidos; Resenhas; Artigos; Relatórios; Monografias; Dissertações; Teses. O conhecimento daquilo que se comunica, a precisão terminológica, a acessibilidade da linguagem são requisitos básicos para a divulgação científica. A comunicação só se realiza quando o leitor ou ouvinte entende o que se lhe comunicou (Medeiros, 2014).
  • 11.
  • 12.
    Básica: gerar conhecimentos novosúteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais. Natureza Aplicada: gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.
  • 13.
    Quantitativa: traduz emnúmeros opiniões e informações para classificá- las e organizá-las; Usa métodos estatísticos (porcentagem, média, coeficiente de correlação). Abordagem Qualitativa: considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real e sujeito. É descritiva; utiliza o método indutivo. O processo é foco principal. Não pode ser traduzida em números. Quali-quantitativa: une a descrição, classificação e interpretação de informações de caráter empírico (baseadas em entrevistas, grupos focais, fenômenos, etc.) à análise de estatísticas e dados numéricos.
  • 14.
    Exploratória: proporcionar maiorfamiliaridade com o problema (explicitá-lo). Pode envolver levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas experientes no problema pesquisado. Geralmente, assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Objetivos Descritiva: descrever as características de determinadas populações ou fenômenos. Uma de suas peculiaridades está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. Ex.: pesquisa referente à idade, sexo, procedência, eleição etc. Explicativa: busca identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso, é o tipo mais complexo e delicado.
  • 15.
    Bibliográfica: é desenvolvidaa partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. (Pesquisas exploratórias). Procedimentos Documental: materiais que ainda não receberam tratamento analítico, ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa (tabelas estatísticas, jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, relatórios de empresas e instituições, vídeos, etc.). Experimental: quando se determina um objeto de estudo, seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, define-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
  • 16.
    Ex-post facto: oestudo é realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no curso natural dos acontecimentos. O pesquisador não dispõe de controle sobre a variável independente, que constitui o fator presumível do fenômeno, porque eleja ocorreu. Procedimentos Estudo de coorte: refere-se a um grupo de pessoas que têm alguma característica comum, constituindo uma amostra a ser acompanhada por certo período de tempo, para se observar e analisar o que acontece com elas. Levantamento: interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Procede- se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.
  • 17.
    Estudo de campo:procura o aprofundamento de uma realidade específica. É basicamente realizada por meio da observação direta das atividades do grupo estudado e de entrevistas com informantes para captar as explicações e interpretações do ocorrem naquela realidade. Procedimentos Pesquisa-ação: concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Pesquisadores e participantes estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (ver Carr, Kemmis, 1986). Estudo de caso: estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento (ver Lüdke, Andre, 2018).
  • 18.
    Procedimentos Pesquisa participante: caracteriza-sepela interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas. Comprometida com a minimização da relação entre dirigentes e dirigidos e por essa razão tem-se voltado sobretudo para a investigação junto a grupos desfavorecidos, tais como os constituídos por operários, camponeses, indígenas, etc. Etnográfica: (ver Lüdke, Andre, 2018).
  • 19.
    Questionários INSTRUMENTOS DE COLETA DA DADOS observações testespadronizados entrevistas diários de bordo documentos fontes diversas
  • 20.
    ABORDAGENS QUALITATIVAS DE PESQUISA:A PESQUISA ETNOGRÁFICA E O ESTUDO DE CASO A Pesquisa Qualitativa em Educação, Bogdan e Biklen (1982): 1. A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. 2. Os dados coletados são predominantemente descritivos. 3. A preocupação com o processo é muito maior do que com o produto. 4. O "significado" que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial pelo pesquisador. S. A análise dos dados tende a seguir um processo indutivo.
  • 21.
    A pesquisa qualitativaou naturalística, segundo Bogdan e Biklen (1982), envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o pro- cesso do que o produto e se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes (Ludke e André, 2018).
  • 22.
    A ABORDAGEM ETNOGRÁFICA NA PESQUISA EDUCACIONAL Atémuito recentemente as técnicas etnográficas eram utilizadas quase que exclusivamente pelos antropólogos e sociólogos. No início da década de 1970, entretanto, os pesquisadores da área de educação começaram também a fazer uso dessas técnicas, o que deu origem a uma nova linha de pesquisas, que tem recebido o nome de "antropo- lógica" ou "etnográfica" (Ludke e André, 2018).
  • 23.
    Um teste bastantesimples para determinar se um estudo pode ser chamado etnográfico, segundo Wolcott (1975), é verificar se a pessoa que lê esse estudo consegue interpretar aquilo que ocorre no grupo estudado tão apropriadamente como se fosse um membro desse grupo. WOLCOTT CHAMA A ATENÇÃO PARA O FATO DE QUE O USO DA ETNOGRAFIA EM EDUCAÇÃO DEVE ENVOLVER UMA PREOCUPAÇÃO EM PENSAR O ENSINO E A APRENDIZAGEM DENTRO DE UM CONTEXTO CULTURAL AMPLO.
  • 24.
    01 02 03 04 05 06 O PROBLEMA ÉREDES COBERTO NO CAMPO. O PESQUISADOR DEVE REALIZAR A MAIOR PARTE DO TRABALHO DE CAMPO PESSOALMENTE. O TRABALHO DE CAMPO DEVE DURAR PELO MENOS UM ANO ESCOLAR. O PESQUISADOR DEVE TER TIDO UMA EXPERIÊNCIA COM OUTROS POVOS DE OU- TRAS CULTURAS. A ABORDAGEM ETNOGRÁFICA COMBINA VÁRIOS MÉTODOS DE COLETA. O RELATÓRIO ETNOGRÁFICO APRESENTA UMA GRANDE QUANTIDADE DE DADOS PRIMÁRIOS.
  • 25.
  • 26.
    ESTUDO DE CASO:SEU POTENCIAL EM EDUCAÇÃO O interesse, portanto, incide naquilo que ele tem de único, de particular, mesmo que posteriormente venham a ficar evidentes certas semelhanças com outros casos ou situações. Quando queremos estudar algo singular, que tenha um valor em si mesmo, devemos escolher o estudo de caso.
  • 27.
    1. Os estudosde caso visam à descoberta. 2. Os estudos de caso enfatizam a "interpretação em contexto". 3. Os estudos de caso buscam retratar a realidade de forma completa e profunda. 4. Os estudos de caso usam uma variedade de fontes de informação. 5. Os estudos de caso revelam experiência vicária e permitem generalizações naturalísticas. 6. Estudos de caso procuram representar os diferentes e às vezes conflitantes pontos de vista presentes numa situação social.
  • 28.
    O DESENVOLVIMENTO DE UMESTUDO DE CASO Nisbet e Watt (1978) caracterizam o desenvolvimento do estudo de caso em três fases, sendo uma primeira aberta ou exploratória, a segunda mais sistemática em termos de coleta de dados e a terceira consistindo na análise e interpretação sistemática dos dados e na elaboração do relatório. 01 A FASE EXPLORATÓRIA 02 A DELIMITAÇÃO DO ESTUDO 03 A ANÁLISE SISTEMÁTICA E A ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO 04 A PRÁTICA DO ESTUDO DE CASO
  • 29.
    MÉTODOS DE COLETADE DADOS: OBSERVAÇÃO, ENTREVISTA E ANÁLISE DOCUMENTAL Observação Entrevista Análise Documental
  • 30.
    A ANÁLISE DEDADOS E ALGUMAS QUESTÕES RELACIONADAS À OBJETIVIDADE E À VALIDADE NAS ABORDAGENS QUALITATIVAS 1. Delimitação progressiva do foco de estudo 2. Formulação de questões analíticas 3. Aprofundamento da revisão de literatura 4. Testagem de ideias junto aos sujeitos 5. Uso extensivo de comentários, observações e especulações ao longo da coleta
  • 31.
    A ANÁLISE APÓSA COLETA DE DADOS DA ANÁLISE PARA A TEORIZAÇÃO PROBLEMAS ÉTICOS, METODOLÓGICOS E POLÍTICOS NO USO DAS ABORDAGENS QUALITATIVAS
  • 32.
    PESQUISA EM EDUCAÇÃO Referências CARR,Wilfred; KEMMIS, Stephen. Becoming critical: education, knowledge and action research. London: The Falmer Press, 1986. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018. Gil, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 2. ed. Rio de Janeiro: EPU, 2018. MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2014.