Os Hebreus

-Patriarcas
-Juízes
-Reis
O povo hebreu estabeleceu-se na Palestina,
região do atual território de Israel, às margens
do rio jordão.

Desenvolveu a agricultura e o pastoreio, embora
com grandes dificuldades, dados o clima seco e
a relativa fertilidade das margens do rio.
Os primeiros hebreus ocuparam a região por
 volta de 2000 a.C. E tinham origem semita,
 como os cananeus, primeiros habitantes da
 região, que foram derrotados pelas tribos
 hebraicas.

Abraão foi o primeiro dos patriarcas e, Moisés, o
 último.
As principais
 informações de que
 dispomos sobre os
 hebreus são
 provenientes da Bíblia,
 mas especificamente
 do Antigo Testamento.
Assim, informações históricas misturam-se com
 elementos místicos e religiosos, envolvendo
 os principais personagens da história antiga
 hebraica numa aura de mistérios e
 religiosidade.

As tribos eram lideradas por membros da
 comunidade chamados patriarcas.
Os patriarcas
 governaram os
 hebreus entre 2000 a
 1200 a.C.
Segundo o Antigo Testamento, por
 volta de 2000, o primeiro grande
 líder dos hebreus, Abraão,
 guiado por Deus, conduziu seu
 povo desde a cidade de Ur, na
 Caldéia, até Canaã (terra dos
 cananeus), na Palestina, a Terra
 Prometida.
Segundo o Gênesis, Isaac, filho de Abraão, teve
 dois filhos, Esaú e Jacó (que significa “aquele
 que puxa pelo calcanhar”). Este último mudou
 seu nome para Israel (que significa “soldado
 de Deus”) e teve com suas esposas 12 filhos,
 dando origem às 12 confederações, ou seja,
 às 12 tribos em que se dividia o povo hebreu,
 formadas por cada um dos filhos de Israel.
De acordo com o Antigo
 Testamento, José, um
 dos filhos de Jacó, foi
 vendido pelos irmãos
 como escravo a
 mercadores egípcios.
Por causa da sua
 capacidade de interpretar
 sonhos, José conseguiu
 agradar ao faraó do Egito,
 chegando a tornar-se um
 alto ministro do governo.
Por volta de 1700, a Palestina
 foi atingida por um longo
 período de seca e essa
 talvez seja a explicação da
 fuga dos hebreus para o
 Egito, onde a presença do
 Rio Nilo permitiu a pratica
 de uma agricultura
 organizada.
A importância política de José favoreceu a
  entrada do seu povo em terras egípcias.
Nessa época, O Egito
 estava dominado pelos
 hicsos, também de
 origem semita, que
 permitiram a fixação dos
 hebreus na região.
Com a expulsão dos hicsos, os novos
 governantes egípcios, temendo o crescimento
 da população hebraica e sua influência,
 começaram a escravizar e a perseguir
 cruelmente os hebreus.
Segundo o Antigo Testamento, como Moisés era
 filho de judeus, povo que estava sendo
 duramente perseguido, sua mãe, para impedir
 que o menino fosse morto pelos soldados do
 faraó, colocou-o num cesto de vime e o soltou
 no Rio Nilo, próximo do local onde uma
 princesa se banhava todos os dias em
 companhia de suas servas.
A princesa, vendo o cesto com
  a criança, tiro-o do rio,
  considerando-o presente dos
  deuses, e então levou a
  criança para o palácio.

Ela o criou como príncipe do
  reino do Egito, dando-lhe o
  nome de Moisés (“nascido
  das águas).
Quando cresceu, o menino descobriu sua
 verdadeira identidade e, revoltado diante do
 tratamento humilhante e cruel com que seu
 verdadeiro povo era tratado, foi viver com eles.

Mais tarde, já fora do Egito, Moisés teria
 recebido de Iaweh (Jeová) a determinação de
 conduzir todo o povo hebreu cativo no Egito
 libertá-lo e conduzi-lo de volta à Palestina.
A travessia do deserto teria durado 40 anos.

Esse episódio é conhecido na História dos
 Hebreus como Êxodo.

Na peregrinação pelo deserto, Moisés recebeu
 de Iaweh, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei.
As tábuas da Lei

-duas placas de pedra
  nas quais foi escrito o
  Decálogo ou os Dez
  Mandamentos.
Decálogo, também chamado de Lei Mosaica, é
 o conjunto de regras civis, morais e religiosos
 dos hebreus.

Moisés morreu antes de chegar à Palestina,
 passando então os judeus a serem liderados
 por Josué.
Josué, sucessor de Moisés, comandou a
  reconquista da Palestina, que naquele
  momento era habitada pelos filisteus e
  cananeus.

A presença dos hebreus no Egito e o Êxodo têm
  uma cronologia bastante duvidosa, seja pelas
  várias indicações bíblicas contrárias, seja pela
  confrontação com outras fontes históricas,
  constituindo objeto de diferentes
  interpretações.
Os hebreus ocuparam a
 cidade de Jericó e,
 mais uma vez divididos
 em tribos, passaram a
 nomear juízes para
 combater os filisteus
 que ocuparam o litoral
 da Palestina.
A divisão do povo hebreu em 12 tribos
  dificultava a organização necessária ao
  fortalecimento exigido pelas lutas de
  reconquistas.

O desenvolvimento da vida urbana e a
 necessidade de combater os inimigos
 favoreceram o surgimento da monarquia.

Assim por volta de 1020, Saul foi aclamado o
 primeiro rei de Israel, unificando, portanto as
 12 tribos.
Seu sucessor, Davi, conseguiu lançar as bases
 para a formação de um verdadeiro Estado
 hebraico, um governo centralizado, exército
 permanente e organização burocrática.

Sob Salomão, filho de Davi, o Estado hebraico
 antigo atingiu seu apogeu.
Segundo a tradição
 religiosa, Davi era um
 jovem soldado que,
 inspirado por Deus,
 derrotou o gigante Golias,
 soldado dos filisteus que
 destruía as forças de
 combate dos hebreus.
Por volta do ano 1000, Davi derrotou os filisteus
 e os cananeus, completou a reconquita e deu
 início a um período de paz e prosperidade ao
 Reino de Israel.

Foi iniciada a construção do grandioso Templo
 de Jerusalém, a capital do reino, onde era
 guardada e venerada a Arca da Aliança.
Arca da Aliança

-urna que continha as
  Tábuas da Lei, com os
  Dez Mandamentos.
Quando Davi morreu, o trono foi ocupado pelo
 seu filho Salomão, conhecido por sua justiça e
 sabedoria.

Foi o apogeu da monarquia.

Intensificou-se o comércio com os outros povos
  principalmente com os fenícios, foi concluída a
  construção do grande templo de Jerusalém e
  celebrado um acordo de paz com o Egito, o
  que facilitou o crescimento e o
  desenvolvimento de Israel.
A economia alcançou grande
  desenvolvimento nesse
  período.

O comércio de azeite, trigo,
 mel e cera (produtos que os
 hebreus trocavam com os
 fenícios por artigos de luxo)
 aumentou as rendas do
 Estado.
Os elevados impostos e o trabalho compulsório
 dos camponeses porém acabaram gerando
 descontentamento.

O Estado unificado não sobreviveu à morte de
 Salomão.

Logo surgiram disputas pela sucessão e, a partir
 daí, ocorreu o Cisma hebraico, ou seja, a
 divisão dos hebreus em dois reinos: Israel
 (Samaria), e o Judá (Jerusalém)
A consequência imediata da divisão foi a
  invasão estrangeira, inicialmente pelos
  assírios e mais tarde por Nabucodonosor, que
  saqueou Jerusalém e levou os hebreus
  escravizados para a Mesopotâmia.

A invasão persa à Babilônia libertou-os para
  retornarem à Palestina, embora politicamente
  fossem submetidos aos persas.
Cativeiro da Babilônia

Durante aproximadamente 50 anos.
Ciro, rei dos Persas conquistou a Babilônia e
 autorizou os judeus a voltarem a Jerusalém
 mas não permitiu que eles reconstituíssem a
 monarquia, ou seja, que tivessem a
 independência política.
Os últimos invasores da Palestina na
 Antiguidade foram os macedônios e, a seguir,
 os romanos.

A resistência à ocupação romana sofreu brutal
  repressão, incluindo a destruição de
  Jerusalém, em 70 d.C., e a dispersão dos
  hebreus por outras regiões. A chamada
  Diáspora centenas de anos.
Considerações finais

Em 1947 no final da Segunda Guerra Mundial, a
  ONU dividiu o território da Palestina antiga,
   então sob administração da Inglaterra, em
  duas regiões: uma judaica e outra palestina.
Os dois povos reivindicavam o território,
 baseados em disputas milenares que
 remontavam aos tempos bíblicos.
 Submetendo os dois lados, a colonização
 inglesa atenuou os conflitos porém em 1948
 por determinação das Nações Unidas os
 ingleses se retiraram da região.
No mesmo ano, foi criado o Estado de Israel.
 Os países árabes vizinhos: Egito, Iraque,
 Jordânia, Líbano e Síria. Saíram em defesa
 dos palestinos, considerados prejudicados
 pela divisão realizada pela ONU. Aí dá início
 quatro guerras:
-Primeira Guerra Árabe-Israelense
-Segunda Guerra Árabe-Israelense
-Guerra dos Seis Dias
-Guerra do Yom Kippur
Em 1979, o egípcio Anuar Sadat e o israelense
 Begin assinaram os acordos de Camp David,
 nos Estados Unidos, com a mediação do
 presidente Jimmy Carter, encerrando as
 disputas entre Egito e Israel.

A questão palestina porém continuou existindo
  com a OLP lutando pela criação de um Estado
  independente na Cisjordânia e na faixa de
  Gaza.
Durante toda a década de 1980, continuaram os
 conflitos, incluindo a ocupação israelense do
 Líbano e a intifada em territórios palestinos
 ocupados por Israel.

Apenas na década de 1990 uma pretensa paz
 definitiva foi encaminhada na região.
Em 1993, Yitzhak Rabin (primeiro-ministro de
 Israel) e Yasser Arafat (líder histórico da OLP)
 assinaram um acordo segundo o qual a
 organização palestina reconhecia o Estado de
 Israel e renunciava à violência enquanto Israel
 concedia autonomia aos palestinos (ainda que
 limitada) em certas regiões de Gaza e
 Cisjordânia.
Porém conflitos localizados entre palestinos e
 israelenses continuaram a ocorrer ao mesmo
 tempo que se promoviam novos
 entendimentos e encontros de cúpula
 especialmente em 1999 e 2000.

Sob supervisão principalmente dos Estados
 Unidos, os dois lados discutiam os impasses
 da região, disputadas, em décadas de
 confrontos:
desde assentamentos de judeus em territórios,
 retorno de refugiados palestinos que estavam
 nas regiões vizinhas até o domínio da cidade
 de Jerusalém, dos recursos hídricos e das
 fronteiras.

Sempre presente havia a questão da criação do
 Estado palestino e seu reconhecimento por
 parte de Israel.
Apêndice
Primeira Guerra Árabe-israelense (1948-1949)

Os países árabes vizinhos saíram em defesa
 dos palestinos, considerados prejudicados
 pela partilha realizada pela ONU. Iniciou-se a
 guerra, que resultou na vitória de Israel, na
 ampliação do seu território e no
 desencadeamento de uma permanente tensão
  na região.
O conflito árabe-israelense passou para a órbita
 da Guerra Fria com o apoio dado pelos EUA a
 Israel, o que forçou os países a uma
 aproximação com a União Soviética.
Segunda Guerra Árabe-israelense

Em 1956, o Egito, governado por Gamal Abdel
 Nasser decidiu-se pela nacionalização do
 canal de Suez, meio de ligação vital entre o
 Mediterrâneo e o Índico-Pacífico. Essa
 iniciativa levou a França e Inglaterra a uma
 intervenção armada no país, com o apoio de
 Israel onde as tropas tomaram todo o Sinai.
 Inicia a guerra.
A intervenção da ONU e o desejo das
  superpotências de não generalizar a guerra na
  região levaram à restauração da situação
  anterior à guerra.

Em 1947, a tensão na região voltou a crescer.

A OLP organizava guerrilhas em Israel,
  enquanto a retirada do Sinai das tropas
  pacificadoras da ONU deixava a frente tropas
  israelenses e egípcias.
A Guerra dos Seis Dias

O bloqueio dos portos israelenses pelo Egito
 acabou desencadeando outra guerra.

Em pouco tempo tropas de Israel tomaram o
 Sinai, a faixa de gaza e as colinas de Golã, na
 fronteira com a Síria.
A guerra do Yom Kippur (1973)

O prolongado domínio israelense sobre os
 territórios conquistados em 1967 gerou
 enorme insatisfação nos países árabes e a
 preparação de uma nova guerra.

A iniciativa árabe de reconquista de alguns
  territórios foi logo detida. Mais uma vez, as
  pressões das superpotências encerraram o
  conflito com a manutenção de Israel nos
  territórios ocupados em 1967.
Filmografia:
Salomão. Reino Unido, Rep. Tcheca,França, Itália, Alemanha, EUA.
   Épico,166min, 1997.
Príncipe do Egito, infantil, EUA, 1h38, 1998.
Sansão e Dalila minissérie da Rede Record, 4 de janeiro de 2011 a 2 de
   fevereiro de 2011 e reapresentada 1º de janeiro e de 29 de janeiro de
   2013.
Rei Davi minissérie da Rede Record, 24 de janeiro de 2012 à 03 de maio de
   2012 e reapresentada 22 de outubro a 17 de dezembro de 2012.
José do Egito minissérie da Rede Record, 30 de janeiro de 2013
Munique, dirigido por Steven Spielberg. Drama, 164min, EUA, 2005.
Obrigado!!

Aula os hebreus

  • 1.
  • 2.
    O povo hebreuestabeleceu-se na Palestina, região do atual território de Israel, às margens do rio jordão. Desenvolveu a agricultura e o pastoreio, embora com grandes dificuldades, dados o clima seco e a relativa fertilidade das margens do rio.
  • 3.
    Os primeiros hebreusocuparam a região por volta de 2000 a.C. E tinham origem semita, como os cananeus, primeiros habitantes da região, que foram derrotados pelas tribos hebraicas. Abraão foi o primeiro dos patriarcas e, Moisés, o último.
  • 4.
    As principais informaçõesde que dispomos sobre os hebreus são provenientes da Bíblia, mas especificamente do Antigo Testamento.
  • 5.
    Assim, informações históricasmisturam-se com elementos místicos e religiosos, envolvendo os principais personagens da história antiga hebraica numa aura de mistérios e religiosidade. As tribos eram lideradas por membros da comunidade chamados patriarcas.
  • 6.
    Os patriarcas governaramos hebreus entre 2000 a 1200 a.C.
  • 7.
    Segundo o AntigoTestamento, por volta de 2000, o primeiro grande líder dos hebreus, Abraão, guiado por Deus, conduziu seu povo desde a cidade de Ur, na Caldéia, até Canaã (terra dos cananeus), na Palestina, a Terra Prometida.
  • 8.
    Segundo o Gênesis,Isaac, filho de Abraão, teve dois filhos, Esaú e Jacó (que significa “aquele que puxa pelo calcanhar”). Este último mudou seu nome para Israel (que significa “soldado de Deus”) e teve com suas esposas 12 filhos, dando origem às 12 confederações, ou seja, às 12 tribos em que se dividia o povo hebreu, formadas por cada um dos filhos de Israel.
  • 9.
    De acordo como Antigo Testamento, José, um dos filhos de Jacó, foi vendido pelos irmãos como escravo a mercadores egípcios.
  • 10.
    Por causa dasua capacidade de interpretar sonhos, José conseguiu agradar ao faraó do Egito, chegando a tornar-se um alto ministro do governo.
  • 11.
    Por volta de1700, a Palestina foi atingida por um longo período de seca e essa talvez seja a explicação da fuga dos hebreus para o Egito, onde a presença do Rio Nilo permitiu a pratica de uma agricultura organizada.
  • 12.
    A importância políticade José favoreceu a entrada do seu povo em terras egípcias.
  • 13.
    Nessa época, OEgito estava dominado pelos hicsos, também de origem semita, que permitiram a fixação dos hebreus na região.
  • 14.
    Com a expulsãodos hicsos, os novos governantes egípcios, temendo o crescimento da população hebraica e sua influência, começaram a escravizar e a perseguir cruelmente os hebreus.
  • 15.
    Segundo o AntigoTestamento, como Moisés era filho de judeus, povo que estava sendo duramente perseguido, sua mãe, para impedir que o menino fosse morto pelos soldados do faraó, colocou-o num cesto de vime e o soltou no Rio Nilo, próximo do local onde uma princesa se banhava todos os dias em companhia de suas servas.
  • 16.
    A princesa, vendoo cesto com a criança, tiro-o do rio, considerando-o presente dos deuses, e então levou a criança para o palácio. Ela o criou como príncipe do reino do Egito, dando-lhe o nome de Moisés (“nascido das águas).
  • 17.
    Quando cresceu, omenino descobriu sua verdadeira identidade e, revoltado diante do tratamento humilhante e cruel com que seu verdadeiro povo era tratado, foi viver com eles. Mais tarde, já fora do Egito, Moisés teria recebido de Iaweh (Jeová) a determinação de conduzir todo o povo hebreu cativo no Egito libertá-lo e conduzi-lo de volta à Palestina.
  • 18.
    A travessia dodeserto teria durado 40 anos. Esse episódio é conhecido na História dos Hebreus como Êxodo. Na peregrinação pelo deserto, Moisés recebeu de Iaweh, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei.
  • 19.
    As tábuas daLei -duas placas de pedra nas quais foi escrito o Decálogo ou os Dez Mandamentos.
  • 20.
    Decálogo, também chamadode Lei Mosaica, é o conjunto de regras civis, morais e religiosos dos hebreus. Moisés morreu antes de chegar à Palestina, passando então os judeus a serem liderados por Josué.
  • 21.
    Josué, sucessor deMoisés, comandou a reconquista da Palestina, que naquele momento era habitada pelos filisteus e cananeus. A presença dos hebreus no Egito e o Êxodo têm uma cronologia bastante duvidosa, seja pelas várias indicações bíblicas contrárias, seja pela confrontação com outras fontes históricas, constituindo objeto de diferentes interpretações.
  • 22.
    Os hebreus ocuparama cidade de Jericó e, mais uma vez divididos em tribos, passaram a nomear juízes para combater os filisteus que ocuparam o litoral da Palestina.
  • 23.
    A divisão dopovo hebreu em 12 tribos dificultava a organização necessária ao fortalecimento exigido pelas lutas de reconquistas. O desenvolvimento da vida urbana e a necessidade de combater os inimigos favoreceram o surgimento da monarquia. Assim por volta de 1020, Saul foi aclamado o primeiro rei de Israel, unificando, portanto as 12 tribos.
  • 24.
    Seu sucessor, Davi,conseguiu lançar as bases para a formação de um verdadeiro Estado hebraico, um governo centralizado, exército permanente e organização burocrática. Sob Salomão, filho de Davi, o Estado hebraico antigo atingiu seu apogeu.
  • 25.
    Segundo a tradição religiosa, Davi era um jovem soldado que, inspirado por Deus, derrotou o gigante Golias, soldado dos filisteus que destruía as forças de combate dos hebreus.
  • 26.
    Por volta doano 1000, Davi derrotou os filisteus e os cananeus, completou a reconquita e deu início a um período de paz e prosperidade ao Reino de Israel. Foi iniciada a construção do grandioso Templo de Jerusalém, a capital do reino, onde era guardada e venerada a Arca da Aliança.
  • 27.
    Arca da Aliança -urnaque continha as Tábuas da Lei, com os Dez Mandamentos.
  • 28.
    Quando Davi morreu,o trono foi ocupado pelo seu filho Salomão, conhecido por sua justiça e sabedoria. Foi o apogeu da monarquia. Intensificou-se o comércio com os outros povos principalmente com os fenícios, foi concluída a construção do grande templo de Jerusalém e celebrado um acordo de paz com o Egito, o que facilitou o crescimento e o desenvolvimento de Israel.
  • 29.
    A economia alcançougrande desenvolvimento nesse período. O comércio de azeite, trigo, mel e cera (produtos que os hebreus trocavam com os fenícios por artigos de luxo) aumentou as rendas do Estado.
  • 30.
    Os elevados impostose o trabalho compulsório dos camponeses porém acabaram gerando descontentamento. O Estado unificado não sobreviveu à morte de Salomão. Logo surgiram disputas pela sucessão e, a partir daí, ocorreu o Cisma hebraico, ou seja, a divisão dos hebreus em dois reinos: Israel (Samaria), e o Judá (Jerusalém)
  • 31.
    A consequência imediatada divisão foi a invasão estrangeira, inicialmente pelos assírios e mais tarde por Nabucodonosor, que saqueou Jerusalém e levou os hebreus escravizados para a Mesopotâmia. A invasão persa à Babilônia libertou-os para retornarem à Palestina, embora politicamente fossem submetidos aos persas.
  • 32.
    Cativeiro da Babilônia Duranteaproximadamente 50 anos. Ciro, rei dos Persas conquistou a Babilônia e autorizou os judeus a voltarem a Jerusalém mas não permitiu que eles reconstituíssem a monarquia, ou seja, que tivessem a independência política.
  • 33.
    Os últimos invasoresda Palestina na Antiguidade foram os macedônios e, a seguir, os romanos. A resistência à ocupação romana sofreu brutal repressão, incluindo a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., e a dispersão dos hebreus por outras regiões. A chamada Diáspora centenas de anos.
  • 34.
    Considerações finais Em 1947no final da Segunda Guerra Mundial, a ONU dividiu o território da Palestina antiga, então sob administração da Inglaterra, em duas regiões: uma judaica e outra palestina.
  • 35.
    Os dois povosreivindicavam o território, baseados em disputas milenares que remontavam aos tempos bíblicos. Submetendo os dois lados, a colonização inglesa atenuou os conflitos porém em 1948 por determinação das Nações Unidas os ingleses se retiraram da região.
  • 36.
    No mesmo ano,foi criado o Estado de Israel. Os países árabes vizinhos: Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria. Saíram em defesa dos palestinos, considerados prejudicados pela divisão realizada pela ONU. Aí dá início quatro guerras:
  • 37.
    -Primeira Guerra Árabe-Israelense -SegundaGuerra Árabe-Israelense -Guerra dos Seis Dias -Guerra do Yom Kippur
  • 38.
    Em 1979, oegípcio Anuar Sadat e o israelense Begin assinaram os acordos de Camp David, nos Estados Unidos, com a mediação do presidente Jimmy Carter, encerrando as disputas entre Egito e Israel. A questão palestina porém continuou existindo com a OLP lutando pela criação de um Estado independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza.
  • 39.
    Durante toda adécada de 1980, continuaram os conflitos, incluindo a ocupação israelense do Líbano e a intifada em territórios palestinos ocupados por Israel. Apenas na década de 1990 uma pretensa paz definitiva foi encaminhada na região.
  • 40.
    Em 1993, YitzhakRabin (primeiro-ministro de Israel) e Yasser Arafat (líder histórico da OLP) assinaram um acordo segundo o qual a organização palestina reconhecia o Estado de Israel e renunciava à violência enquanto Israel concedia autonomia aos palestinos (ainda que limitada) em certas regiões de Gaza e Cisjordânia.
  • 41.
    Porém conflitos localizadosentre palestinos e israelenses continuaram a ocorrer ao mesmo tempo que se promoviam novos entendimentos e encontros de cúpula especialmente em 1999 e 2000. Sob supervisão principalmente dos Estados Unidos, os dois lados discutiam os impasses da região, disputadas, em décadas de confrontos:
  • 42.
    desde assentamentos dejudeus em territórios, retorno de refugiados palestinos que estavam nas regiões vizinhas até o domínio da cidade de Jerusalém, dos recursos hídricos e das fronteiras. Sempre presente havia a questão da criação do Estado palestino e seu reconhecimento por parte de Israel.
  • 43.
  • 45.
    Primeira Guerra Árabe-israelense(1948-1949) Os países árabes vizinhos saíram em defesa dos palestinos, considerados prejudicados pela partilha realizada pela ONU. Iniciou-se a guerra, que resultou na vitória de Israel, na ampliação do seu território e no desencadeamento de uma permanente tensão na região.
  • 46.
    O conflito árabe-israelensepassou para a órbita da Guerra Fria com o apoio dado pelos EUA a Israel, o que forçou os países a uma aproximação com a União Soviética.
  • 47.
    Segunda Guerra Árabe-israelense Em1956, o Egito, governado por Gamal Abdel Nasser decidiu-se pela nacionalização do canal de Suez, meio de ligação vital entre o Mediterrâneo e o Índico-Pacífico. Essa iniciativa levou a França e Inglaterra a uma intervenção armada no país, com o apoio de Israel onde as tropas tomaram todo o Sinai. Inicia a guerra.
  • 48.
    A intervenção daONU e o desejo das superpotências de não generalizar a guerra na região levaram à restauração da situação anterior à guerra. Em 1947, a tensão na região voltou a crescer. A OLP organizava guerrilhas em Israel, enquanto a retirada do Sinai das tropas pacificadoras da ONU deixava a frente tropas israelenses e egípcias.
  • 49.
    A Guerra dosSeis Dias O bloqueio dos portos israelenses pelo Egito acabou desencadeando outra guerra. Em pouco tempo tropas de Israel tomaram o Sinai, a faixa de gaza e as colinas de Golã, na fronteira com a Síria.
  • 50.
    A guerra doYom Kippur (1973) O prolongado domínio israelense sobre os territórios conquistados em 1967 gerou enorme insatisfação nos países árabes e a preparação de uma nova guerra. A iniciativa árabe de reconquista de alguns territórios foi logo detida. Mais uma vez, as pressões das superpotências encerraram o conflito com a manutenção de Israel nos territórios ocupados em 1967.
  • 51.
    Filmografia: Salomão. Reino Unido,Rep. Tcheca,França, Itália, Alemanha, EUA. Épico,166min, 1997. Príncipe do Egito, infantil, EUA, 1h38, 1998. Sansão e Dalila minissérie da Rede Record, 4 de janeiro de 2011 a 2 de fevereiro de 2011 e reapresentada 1º de janeiro e de 29 de janeiro de 2013. Rei Davi minissérie da Rede Record, 24 de janeiro de 2012 à 03 de maio de 2012 e reapresentada 22 de outubro a 17 de dezembro de 2012. José do Egito minissérie da Rede Record, 30 de janeiro de 2013 Munique, dirigido por Steven Spielberg. Drama, 164min, EUA, 2005.
  • 52.

Notas do Editor

  • #2 William Foxwell Albright, pioneiro da arqueologia, defendeu teoricamente, que Abraão, Isaac e Jacó) não foram apenas personagens bíblicos, mas também históricos, e as incursões de Josué também foram eventos históricos. Insistiu que como um todo, a imagem de Génesis é histórica e não há razões para se duvidar da precisão dos detalhes biográficos Os hebreus é um povo importante que podemos entender muita coisa da atualidade. Esta divisão do povo hebreu, primeiro deus chegou a Abraão e colocou em Ur que ele pegaria o povo escolhido e levaria esse povo escolhifo para Terra Prometida. Os hebreus é muito fácil encontrar eles, entender eles a partir do monoteísmo. Desse monoteísmo dividir em três partes: patriarcas, juízes e reis.
  • #9 12 Tribos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Sua filha era Diná.