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ÁFRICA –
SÍNTESE
HISTÓRICA
Por que estudar a África?Por que estudar a África?
Além de identificar e reconhecer as
influências das culturas africanas
(sobretudo da chamada África
Atlântica) sobre a formação do
Brasil, é necessário olhar outros
povos, histórias e tradições, indo
além do habitual costume que
privilegia o estudo do mundo
eurocêntrico (que tem a cultura de
origem europeia como base ou
referência).Imagem: ESEOHE CECILIA EJODAME / Creative
Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported
A África Atlântica
O “Berço” da humanidadeO “Berço” da humanidade
O continente é reconhecidamente associado ao surgimento do
homem, pois em terras africanas foram identificadas várias e
antigas espécies que fizeram parte da evolução humana.
MigraçõesMigrações
 Desde os tempos mais remotos, as populações africanas
passaram por processos migratórios ou pela formação de
grupos isolados pouco numerosos
 Formação de vários grupos étnicos e de uma grande
diversidade de estruturas sociais, tribos, comunidades e
variadas formas de organização política – que, embora
utilizemos termos ocidentais como “impérios” ou “reinos”,
funcionavam de formas próprias e diferenciadas.
A África Atlântica
Desertos
Estepes
Savanas
Florestas
Oásis
Vegetação mediterrânea
Diversidade natural
que influenciou o
desenvolvimento
humano.
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
Civilizações marcantesCivilizações marcantes
 O Antigo Egito é, certamente, a mais
conhecida e grandiosa civilização africana,
tendo sido cenário de importantes
acontecimentos e tendo construído uma
formidável cultura.
 O Antigo Egito é, certamente, a mais
conhecida e grandiosa civilização africana,
tendo sido cenário de importantes
acontecimentos e tendo construído uma
formidável cultura.
 Durante mais de 2 mil anos, os egípcios
dominaram extensas regiões e promoveram
obras fantásticas para honrar seus vários
deuses e para produzir através do
aproveitamento do Rio Nilo.
Imagem: Jeff Dahl / GNU Free Documentation License
A África Atlântica
Civilizações marcantesCivilizações marcantes
 Abaixo da região egípcia, onde hoje está o Sudão,
civilizações deixaram suas marcas:
 O Reino de Kush chegou a
ser conhecido como a
civilização dos “faraós
negros”, tendo como capital
a cidade de Meroé. Os
kushitas também
construíram pirâmides e
tiveram relações tensas com
os poderosos egípcios. O
reino só foi extinto no
século IV da Era Cristã.
 O Reino de Kush chegou a
ser conhecido como a
civilização dos “faraós
negros”, tendo como capital
a cidade de Meroé. Os
kushitas também
construíram pirâmides e
tiveram relações tensas com
os poderosos egípcios. O
reino só foi extinto no
século IV da Era Cristã.
Imagem: Ruinas de Meroé / B N Chagny / Creative
Commons Attribution-Share Alike 1.0 Generic
A África Atlântica
Civilizações marcantesCivilizações marcantes
 Na região da atual
Etiópia, desenvolveu-se o
antigo reino Axum, que
teve importantes relações
comerciais com Israel e a
Mesopotâmia. Axum foi
também a porta de
entrada para o
Cristianismo na África.
 Na região da atual
Etiópia, desenvolveu-se o
antigo reino Axum, que
teve importantes relações
comerciais com Israel e a
Mesopotâmia. Axum foi
também a porta de
entrada para o
Cristianismo na África.
Imagem: Parque das estelas de Axum / Pzbinden7 /
GNU Free Documentation License
A África Atlântica
Civilizações marcantesCivilizações marcantes
 Os reinos núbios surgiram após os
conflitos entre Kush e Axum
 No século VI dC, os núbios estavam
reunidos através dos reinos da Nobácia,
de Macúria e de Aloa.
 Os três reinos possuíam grande força
militar, desenvolveram intensas
atividades de agricultura, mineração e
comércio (que incluía negociação de
escravos).
 O cristianismo também foi difundidos
nestes reinos, mas o avanço islâmico
acabou modificando definitivamente a
situação. Os reinos existiram até o
século XVI.
 Os reinos núbios surgiram após os
conflitos entre Kush e Axum
 No século VI dC, os núbios estavam
reunidos através dos reinos da Nobácia,
de Macúria e de Aloa.
 Os três reinos possuíam grande força
militar, desenvolveram intensas
atividades de agricultura, mineração e
comércio (que incluía negociação de
escravos).
 O cristianismo também foi difundidos
nestes reinos, mas o avanço islâmico
acabou modificando definitivamente a
situação. Os reinos existiram até o
século XVI.
Imagem: Faraós Núbios / Wufei07 / public domain
A África Atlântica
Civilizações marcantesCivilizações marcantes
 Na África do Norte (Mediterrânea) formou-se o importante e
poderoso império Cartaginês, que teve a cidade de Cartago (na
atual Tunísia) como centro. Os cartagineses desenvolveram
intenso comércio pelo Mediterrâneo e rivalizaram com gregos e
romanos. Durante as Guerras Púnicas (264-146 aC), contra
Roma, os cartagineses chegaram a invadir a Europa, mas
acabaram sendo derrotados.
 Na África do Norte (Mediterrânea) formou-se o importante e
poderoso império Cartaginês, que teve a cidade de Cartago (na
atual Tunísia) como centro. Os cartagineses desenvolveram
intenso comércio pelo Mediterrâneo e rivalizaram com gregos e
romanos. Durante as Guerras Púnicas (264-146 aC), contra
Roma, os cartagineses chegaram a invadir a Europa, mas
acabaram sendo derrotados.
Imagem: Ruínas de Cártago / Autor desconhecido / Public Domain
A África Atlântica
Vários povos e várias etniasVários povos e várias etnias
A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os
especialistas estimam que tenham existido mais de 1.200 línguas
diferentes, muitas delas sem qualquer relação ou influência entre
elas. As principais famílias linguísticas são:
A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os
especialistas estimam que tenham existido mais de 1.200 línguas
diferentes, muitas delas sem qualquer relação ou influência entre
elas. As principais famílias linguísticas são:
 Afro-Asiáticas (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico,
cushita e chádico;
 Afro-Asiáticas (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico,
cushita e chádico;
 Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti,
suaíli, banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);
 Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti,
suaíli, banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);
 Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai,
saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;
 Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai,
saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;
 Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã. Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã.
A África Atlântica
Geralmente os membros das
comunidades eram
poliglotas, pois dominavam e
utilizavam várias línguas, a
exemplo daquelas que eram
faladas por seus familiares e
por línguas dos grupos e
comunidades vizinhas.
Geralmente os membros das
comunidades eram
poliglotas, pois dominavam e
utilizavam várias línguas, a
exemplo daquelas que eram
faladas por seus familiares e
por línguas dos grupos e
comunidades vizinhas.
Línguas Afro-Asiáticas
Línguas Niger-Cordofanianas
Línguas Nilo-Saarianas
Línguas Coissã
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
A África teve e ainda tem
inúmeros grupos étnicos
característicos. Confira
alguns:
Sudaneses
Bantos
Bosquinianos
Pigmeus
Hotentotes
Nilóticos
A área em destaque é
reconhecida como
África Negra
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
Como estudar a África?Como estudar a África?
Há pelo menos quatro formas de abordar o espaço africano
conforme fatores ambientais, sociais e culturais:
Há pelo menos quatro formas de abordar o espaço africano
conforme fatores ambientais, sociais e culturais:
1. África do Norte, África Ocidental, África Oriental, África do Sul
e África Central; (*)
2. África do Norte, África Subsaariana e África do Sul;2. África do Norte, África Subsaariana e África do Sul;
3. África Branca (norte) e África Negra (sul);3. África Branca (norte) e África Negra (sul);
4. África Mediterrânea, África Oriental e África AtlânticaÁfrica Atlântica.4. África Mediterrânea, África Oriental e África AtlânticaÁfrica Atlântica.
(*) É a divisão mais utilizada e presente na cartografia estudada
didaticamente, apresentando as sub-regiões africanas. Também é
oficialmente empregada pela ONU (Organização das Nações Unidas),
obedecendo a atual divisão política do continente.
A África Atlântica
Oceano
Atlântico
África do Norte
África Ocidental
África Central
África Oriental
África do Sul
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
A África AtlânticaA África Atlântica
Esta região ocidental do
continente, banhada
pelo Oceano Atlântico e
que teve fortes
influências sobre a
formação colonial das
Américas, foi a origem
dos escravos que
partiram para o Novo
Mundo.
Esta região ocidental do
continente, banhada
pelo Oceano Atlântico e
que teve fortes
influências sobre a
formação colonial das
Américas, foi a origem
dos escravos que
partiram para o Novo
Mundo.
Oceano
Atlântico
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
A África AtlânticaA África Atlântica
Oceano
Atlântico
Para os estudiosos da
História da África, a região
é formada pelos seguintes
países atuais: Mauritânia,
Senegal, Gâmbia, Guiné
Bissau, Guiné, Serra Leoa,
Libéria, Costa do Marfim,
Gana, Togo, Benin,
Nigéria, Camarões, Guiné
Equatorial, São Tomé e
Príncipe, Gabão, Congo,
República Democrática do
Congo e Angola.
Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.
A África Atlântica
A África AtlânticaA África Atlântica
A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da
África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa
atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e
também impulsionou o tráfico de escravos.
Situado numa movimentada rota entre as regiões atlânticas e
subsaarianas, o império manteve contatos com vários povos, o
que facilitou os negócios envolvendo escravos.
Gana manteve sob seu controle vários reinos na região e entrou
em decadência após o domínio de invasores islâmicos, no século
XIII.
A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da
África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa
atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e
também impulsionou o tráfico de escravos.
Situado numa movimentada rota entre as regiões atlânticas e
subsaarianas, o império manteve contatos com vários povos, o
que facilitou os negócios envolvendo escravos.
Gana manteve sob seu controle vários reinos na região e entrou
em decadência após o domínio de invasores islâmicos, no século
XIII.
A África Atlântica
A África AtlânticaA África Atlântica
O reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, por
isso era bastante ligado à região. Mali adotou o islamismo e
também deveu seu desenvolvimento ao comércio, além de intensa
vida urbana, o que ocorria em grandes cidades como Tombuctu.
Imagem: EhavEliyahu / Public Domain
A África Atlântica
A África AtlânticaA África Atlântica
A situação geográfica da África Atlântica favoreceu bastante as
atividades comerciais, pois são abundantes os rios e os canais
naturais navegáveis, facilitando o fluxo de pessoas e mercadorias
de várias partes.
Imagem:Jialiang Gao www.peace-on-earth.org / GNU Free Documentation License
A África Atlântica
A escravidão é uma característica marcante na vida da África
Atlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muita
importância na região. O escravismo era uma prática muito
comum na África e remonta os tempos das civilizações mais
antigas do continente.
EscravidãoEscravidão
Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain
A África Atlântica
Cenas da escravidão interna na África Atlântica.
Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain
A África Atlântica
EscravidãoEscravidão
Cenas da escravidão interna na África Atlântica.
Imagem: Autor desconhecido / Public Domain
A África Atlântica
EscravidãoEscravidão
Mulheres e crianças
escravas.
Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain
A África Atlântica
EscravidãoEscravidão
Com a expansão marítima europeia, a partir do século XV, os
contatos entre a Europa e a África tornaram-se intensos e, com
eles, a escravidão ganhou mais mercados através do tráfico
atlântico, que passou a ter o Novo Mundo como destino.
Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de
negociação, estabelecendo grande volume de atividades e
possibilitando o aumento das influências externas sobre a África
Atlântica.
Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de
negociação, estabelecendo grande volume de atividades e
possibilitando o aumento das influências externas sobre a África
Atlântica.
Tráfico atlântico:Tráfico atlântico:
 Fluxo externo para as Américas;
 Preferência por escravos homens, por crianças e
adolescentes.
 Preferência por escravos homens, por crianças e
adolescentes.
A África Atlântica
EscravidãoEscravidão
As intensas intromissões externas contribuíram para
desestabilizar os reinos africanos, cada vez mais dependentes das
potências europeias.
O tráfico atlântico acentuou também os problemas internos na
África, pois aumentou as tensões entre os povos e sociedades
numa luta entre aqueles que buscavam escravos e aqueles que
buscavam resistir à submissão.
O tráfico atlântico acentuou também os problemas internos na
África, pois aumentou as tensões entre os povos e sociedades
numa luta entre aqueles que buscavam escravos e aqueles que
buscavam resistir à submissão.
A África Atlântica
 Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américas
partiram da África Atlântica;
 No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os
interesses pelo controle do comércio escravista gerou atritos
entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses
e também brasileiros;
 No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os
interesses pelo controle do comércio escravista gerou atritos
entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses
e também brasileiros;
EscravidãoEscravidão
Esquemas e representações de navios
negreiros que faziam as rotas entre a
África Atlântica e as Américas.
Esquemas e representações de navios
negreiros que faziam as rotas entre a
África Atlântica e as Américas.
Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain
A África Atlântica
EscravidãoEscravidão
 O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também
disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da
cultura nativa africana para as Américas, então significativa parte
da base sociocultural das sociedades formadas nas Américas
receberam influências diretas dos povos da África Atlântica;
 O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também
disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da
cultura nativa africana para as Américas, então significativa parte
da base sociocultural das sociedades formadas nas Américas
receberam influências diretas dos povos da África Atlântica;
 As populações escravas passaram a constituir a população
americana, agindo no processo de produção colonial, mas a
devida integração à sociedade ainda não foi concluída mesmo
após o fim do trabalho escravo;
 A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos,
aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados para
obtenção de pessoas que seriam submetidas ao escravismo no
Mundo Atlântico.
 A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos,
aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados para
obtenção de pessoas que seriam submetidas ao escravismo no
Mundo Atlântico.
A África Atlântica
A África pré-
colonial
• A África possuiu uma História
anterior a sua exploração
colonial iniciada nos séculos XV
e XVI;
• Era um local onde existiam
grandes e importantes
civilizações;
O Darwinismo
• Inspirados pelo Darwinismo
os europeus passaram a ver
o continente como um lugar
de pessoas inferiores;
• A África e seus moradores
não deveriam ser levados,
mesmo que a força, a um
estágio mais elevado de
“cultura”.
• A África foi habitada
por comerciantes,
ferreiros, ourives,
guerreiros, reis e
rainhas;
• Algumas civilizações
são conhecidas desde
o século IV, como a
primeira dinastia de
Gana;
Os bérberes eram nômades e viviam em caravanas
que cortavam o deserto do Saara.
Dentre os primeiros
povos da África
podemos destacar os
bérberes e os bantos.
• Os bantos habitavam o noroeste da África, (atuais Estados da Nigéria,
Mali, Mauritânia e Camarões);
• Eram agricultores e faziam da pesca e da caça atividades suplementares,
dominavam a metalurgia, fato que possibilitou conquistarem povos vizinhos e
assim formarem um grande reino, que abrangia grande parte do noroeste do
continente, o reino do Congo.
• Durante os séculos V a XV, na África ocidental, os impérios de Gana e
de Mali, e reinos da África central e oriental, como os Luba e Lunda,
se chocaram entre os séculos XVI e XIX, sendo considerados
semelhantes aos Estados de modelo monárquico ou imperial;
• Um dos motivos deste choque era o tráfico de africanos para serem
escravizados na América.
Áfricas
• O continente africano era habita por povos
distintos em “estágios evolutivos” distintos;
• Por isso não é correto pensar na África como
um continente habitado por pessoas todas
iguais;
• Cada tribo, ou civilização africana tinha sua
própria língua, costumes, leis e deuses.
Grupos Étnico-linguísticos:
• Em amarelo:
semítico;
• Em verde: bantu;
• Em rosa: mande,
mandinga
• Em marron-escuro:
nilótico;
Os produtos do comércio africano: o
vidro.
O marfim:
Os bronzes:
Bronzes do Benin, século XV
O ouro:
A África no Brasil
• Os africanos no Brasil,
durante o período da
escravidão, eram tratados
como mercadoria;
• Eram explorados e sua
cultura tida como inferior;
• Mas mesmo assim
conseguiram manter um
pouco de seus costumes
vivos.
Religião
• Através da religiosidade os africanos
preservaram parte de sua cultura;
• O catolicismo no Brasil é totalmente atípico;
• Só aqui existe o católico não praticante;
• O candomblé é a maior prova deste sincretismo;
• Nesta religião, criada no Brasil, mistura-se o
cristianismo e as crenças africanas;
• Apesar de não parecer o candomblé é uma
religião monoteísta.
Relações
Nossa Senhora da
Conceição Iemanjá
Outras influências
• O português falado no Brasil é prova viva da
contribuição africana: Abadá, Babá,
Banguela, Cachimbo, Dengoso, Farofa,
Garapa, Hum-hum, Inhaca, Lambada, etc.
• Na música o samba;
• Na culinária a feijoada e o arroz doce
• Nas festas a congada, o maracatu e o
carnaval.
ÁFRICA
ASPECTOS SOCIAIS
ÁFRICA, O ESPAÇO DAS
“FRONTEIRAS ARTIFICIAIS”
CONFERÊNCIA DE BERLIM: Os europeus na partilha
mudaram as fronteiras nativas incitando a rivalidades
étnicas, pois quando as fronteiras foram estabelecidas, devido
à diversidade cultural, muitos grupos rivais ficaram juntos e
outros se separaram; houve uma mudança produtiva, pois
deixaram o cultivo de subsistência para atender aos
interesses europeus, que introduziram a monocultura e a
extração mineral. Em todo esse processo os europeus não
tiveram respeito com os africanos, pois não levaram em
conta a identidade cultural do povo.
CONFERÊNCIA DE BERLIM: Os europeus na partilha
mudaram as fronteiras nativas incitando a rivalidades
étnicas, pois quando as fronteiras foram estabelecidas, devido
à diversidade cultural, muitos grupos rivais ficaram juntos e
outros se separaram; houve uma mudança produtiva, pois
deixaram o cultivo de subsistência para atender aos
interesses europeus, que introduziram a monocultura e a
extração mineral. Em todo esse processo os europeus não
tiveram respeito com os africanos, pois não levaram em
conta a identidade cultural do povo.
ÁFRICA, O ESPAÇO DAS
“FRONTEIRAS ARTIFICIAIS”
•A colonização africana fortaleceu-
se em conseqüência do Racismo.
•O racismo nasceu da exploração
capitalista: a escravatura, as relações
senhor-servo, mão-de-obra barata –
Estratégias para manter a
superioridade branca sobre as
demais raças.
•A colonização africana fortaleceu-
se em conseqüência do Racismo.
•O racismo nasceu da exploração
capitalista: a escravatura, as relações
senhor-servo, mão-de-obra barata –
Estratégias para manter a
superioridade branca sobre as
demais raças.
O PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO
• A descolonização africana aconteceu num processo
iniciado após a II GM.
• A estratégia de alguns países, para não perder de vez o
domínio, negociou a transferência de poder para elites
locais, criadas artificialmente, em troca da manutenção
de laços econômicos. Essa estratégia é chamada de
neocolonialismo, o que resulta em conflitos até os dias
de hoje. Dessa forma, muitos países africanos obtiveram
apenas uma independência formal.
AtividadeAtividade
 Texto 1
“Se definirmos o escravo como alguém que é propriedade de
outro – que pode ser pessoa, grupo social, instituição ou cargo
político –, e cuja propriedade é reconhecida por leis e
costumes, temos que concluir que a ‘prisão social’ do cativo
doméstico constituía uma forma de escravidão. Essa definição
de escravo vale tanto para a escravidão ‘de linhagem’ como
para a utilização comercial em larga escala de escravos, esta
também encontrada na África em lugares e períodos
específicos”.
João José Reis, “Notas sobre a escravidão na África pré-colonial”
A África Atlântica
AtividadeAtividade
 Texto 2
“Dado fundamental do sistema escravista, a dessocialização,
processo em que o indivíduo é capturado e apartado de sua
comunidade nativa, se completa com a despersonalização, na
qual o cativo é convertido em mercadoria na sequencia da
reificação, da coisificação, levada a efeito na sociedade
escravista”.
Luiz Felipe Alencastro, “O trato dos viventes: formação do Brasil
no Atlântico Sul”
Vamos debater!Vamos debater!
Como podemos identificar as definições de escravidão nos
textos lidos? É possível comparar as formas de escravidão
existentes na antiguidade e aquela que existia na África?
A África Atlântica
AtividadeAtividade
Por que podemos falar na existência de “várias Áfricas”?
Costumamos empregar nossos conceitos sobre as instituições
sociais para entender a sociedade africana, mas o
funcionamento dos “reinos”, “impérios” e o “Estado” na África
não ocorre exatamente como indicam nossos conceitos.
Discuta como ocorrem estas variações.
A África Atlântica

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  • 2. Por que estudar a África?Por que estudar a África? Além de identificar e reconhecer as influências das culturas africanas (sobretudo da chamada África Atlântica) sobre a formação do Brasil, é necessário olhar outros povos, histórias e tradições, indo além do habitual costume que privilegia o estudo do mundo eurocêntrico (que tem a cultura de origem europeia como base ou referência).Imagem: ESEOHE CECILIA EJODAME / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported A África Atlântica
  • 3. O “Berço” da humanidadeO “Berço” da humanidade O continente é reconhecidamente associado ao surgimento do homem, pois em terras africanas foram identificadas várias e antigas espécies que fizeram parte da evolução humana. MigraçõesMigrações  Desde os tempos mais remotos, as populações africanas passaram por processos migratórios ou pela formação de grupos isolados pouco numerosos  Formação de vários grupos étnicos e de uma grande diversidade de estruturas sociais, tribos, comunidades e variadas formas de organização política – que, embora utilizemos termos ocidentais como “impérios” ou “reinos”, funcionavam de formas próprias e diferenciadas. A África Atlântica
  • 4.
  • 5. Desertos Estepes Savanas Florestas Oásis Vegetação mediterrânea Diversidade natural que influenciou o desenvolvimento humano. Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 6. Civilizações marcantesCivilizações marcantes  O Antigo Egito é, certamente, a mais conhecida e grandiosa civilização africana, tendo sido cenário de importantes acontecimentos e tendo construído uma formidável cultura.  O Antigo Egito é, certamente, a mais conhecida e grandiosa civilização africana, tendo sido cenário de importantes acontecimentos e tendo construído uma formidável cultura.  Durante mais de 2 mil anos, os egípcios dominaram extensas regiões e promoveram obras fantásticas para honrar seus vários deuses e para produzir através do aproveitamento do Rio Nilo. Imagem: Jeff Dahl / GNU Free Documentation License A África Atlântica
  • 7. Civilizações marcantesCivilizações marcantes  Abaixo da região egípcia, onde hoje está o Sudão, civilizações deixaram suas marcas:  O Reino de Kush chegou a ser conhecido como a civilização dos “faraós negros”, tendo como capital a cidade de Meroé. Os kushitas também construíram pirâmides e tiveram relações tensas com os poderosos egípcios. O reino só foi extinto no século IV da Era Cristã.  O Reino de Kush chegou a ser conhecido como a civilização dos “faraós negros”, tendo como capital a cidade de Meroé. Os kushitas também construíram pirâmides e tiveram relações tensas com os poderosos egípcios. O reino só foi extinto no século IV da Era Cristã. Imagem: Ruinas de Meroé / B N Chagny / Creative Commons Attribution-Share Alike 1.0 Generic A África Atlântica
  • 8. Civilizações marcantesCivilizações marcantes  Na região da atual Etiópia, desenvolveu-se o antigo reino Axum, que teve importantes relações comerciais com Israel e a Mesopotâmia. Axum foi também a porta de entrada para o Cristianismo na África.  Na região da atual Etiópia, desenvolveu-se o antigo reino Axum, que teve importantes relações comerciais com Israel e a Mesopotâmia. Axum foi também a porta de entrada para o Cristianismo na África. Imagem: Parque das estelas de Axum / Pzbinden7 / GNU Free Documentation License A África Atlântica
  • 9. Civilizações marcantesCivilizações marcantes  Os reinos núbios surgiram após os conflitos entre Kush e Axum  No século VI dC, os núbios estavam reunidos através dos reinos da Nobácia, de Macúria e de Aloa.  Os três reinos possuíam grande força militar, desenvolveram intensas atividades de agricultura, mineração e comércio (que incluía negociação de escravos).  O cristianismo também foi difundidos nestes reinos, mas o avanço islâmico acabou modificando definitivamente a situação. Os reinos existiram até o século XVI.  Os reinos núbios surgiram após os conflitos entre Kush e Axum  No século VI dC, os núbios estavam reunidos através dos reinos da Nobácia, de Macúria e de Aloa.  Os três reinos possuíam grande força militar, desenvolveram intensas atividades de agricultura, mineração e comércio (que incluía negociação de escravos).  O cristianismo também foi difundidos nestes reinos, mas o avanço islâmico acabou modificando definitivamente a situação. Os reinos existiram até o século XVI. Imagem: Faraós Núbios / Wufei07 / public domain A África Atlântica
  • 10. Civilizações marcantesCivilizações marcantes  Na África do Norte (Mediterrânea) formou-se o importante e poderoso império Cartaginês, que teve a cidade de Cartago (na atual Tunísia) como centro. Os cartagineses desenvolveram intenso comércio pelo Mediterrâneo e rivalizaram com gregos e romanos. Durante as Guerras Púnicas (264-146 aC), contra Roma, os cartagineses chegaram a invadir a Europa, mas acabaram sendo derrotados.  Na África do Norte (Mediterrânea) formou-se o importante e poderoso império Cartaginês, que teve a cidade de Cartago (na atual Tunísia) como centro. Os cartagineses desenvolveram intenso comércio pelo Mediterrâneo e rivalizaram com gregos e romanos. Durante as Guerras Púnicas (264-146 aC), contra Roma, os cartagineses chegaram a invadir a Europa, mas acabaram sendo derrotados. Imagem: Ruínas de Cártago / Autor desconhecido / Public Domain A África Atlântica
  • 11. Vários povos e várias etniasVários povos e várias etnias A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os especialistas estimam que tenham existido mais de 1.200 línguas diferentes, muitas delas sem qualquer relação ou influência entre elas. As principais famílias linguísticas são: A diversidade cultural dos povos africanos era tamanha que os especialistas estimam que tenham existido mais de 1.200 línguas diferentes, muitas delas sem qualquer relação ou influência entre elas. As principais famílias linguísticas são:  Afro-Asiáticas (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico, cushita e chádico;  Afro-Asiáticas (norte e leste): berbere, egípcio antigo, semítico, cushita e chádico;  Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti, suaíli, banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);  Niger-Cordofaniana: Cordofaniano e Níger-Congo (ashanti, suaíli, banto, xosa, zulu, iorubá, ibo, etc.);  Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai, saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;  Nilo-Saariana (norte do Nilo, no Saara e no Sudão): Songai, saariano, mabã, furiã, comã e nilótico;  Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã. Coissã (sul): Hadza, sandane e coissã. A África Atlântica
  • 12. Geralmente os membros das comunidades eram poliglotas, pois dominavam e utilizavam várias línguas, a exemplo daquelas que eram faladas por seus familiares e por línguas dos grupos e comunidades vizinhas. Geralmente os membros das comunidades eram poliglotas, pois dominavam e utilizavam várias línguas, a exemplo daquelas que eram faladas por seus familiares e por línguas dos grupos e comunidades vizinhas. Línguas Afro-Asiáticas Línguas Niger-Cordofanianas Línguas Nilo-Saarianas Línguas Coissã Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 13. A África teve e ainda tem inúmeros grupos étnicos característicos. Confira alguns: Sudaneses Bantos Bosquinianos Pigmeus Hotentotes Nilóticos A área em destaque é reconhecida como África Negra Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 14. Como estudar a África?Como estudar a África? Há pelo menos quatro formas de abordar o espaço africano conforme fatores ambientais, sociais e culturais: Há pelo menos quatro formas de abordar o espaço africano conforme fatores ambientais, sociais e culturais: 1. África do Norte, África Ocidental, África Oriental, África do Sul e África Central; (*) 2. África do Norte, África Subsaariana e África do Sul;2. África do Norte, África Subsaariana e África do Sul; 3. África Branca (norte) e África Negra (sul);3. África Branca (norte) e África Negra (sul); 4. África Mediterrânea, África Oriental e África AtlânticaÁfrica Atlântica.4. África Mediterrânea, África Oriental e África AtlânticaÁfrica Atlântica. (*) É a divisão mais utilizada e presente na cartografia estudada didaticamente, apresentando as sub-regiões africanas. Também é oficialmente empregada pela ONU (Organização das Nações Unidas), obedecendo a atual divisão política do continente. A África Atlântica
  • 15. Oceano Atlântico África do Norte África Ocidental África Central África Oriental África do Sul Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 16. A África AtlânticaA África Atlântica Esta região ocidental do continente, banhada pelo Oceano Atlântico e que teve fortes influências sobre a formação colonial das Américas, foi a origem dos escravos que partiram para o Novo Mundo. Esta região ocidental do continente, banhada pelo Oceano Atlântico e que teve fortes influências sobre a formação colonial das Américas, foi a origem dos escravos que partiram para o Novo Mundo. Oceano Atlântico Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 17. A África AtlânticaA África Atlântica Oceano Atlântico Para os estudiosos da História da África, a região é formada pelos seguintes países atuais: Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Guiné Bissau, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Gabão, Congo, República Democrática do Congo e Angola. Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. A África Atlântica
  • 18. A África AtlânticaA África Atlântica A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e também impulsionou o tráfico de escravos. Situado numa movimentada rota entre as regiões atlânticas e subsaarianas, o império manteve contatos com vários povos, o que facilitou os negócios envolvendo escravos. Gana manteve sob seu controle vários reinos na região e entrou em decadência após o domínio de invasores islâmicos, no século XIII. A região sediou um dos mais importantes reinos históricos da África, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensa atividade mineradora e comercial que negociava vários produtos e também impulsionou o tráfico de escravos. Situado numa movimentada rota entre as regiões atlânticas e subsaarianas, o império manteve contatos com vários povos, o que facilitou os negócios envolvendo escravos. Gana manteve sob seu controle vários reinos na região e entrou em decadência após o domínio de invasores islâmicos, no século XIII. A África Atlântica
  • 19. A África AtlânticaA África Atlântica O reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, por isso era bastante ligado à região. Mali adotou o islamismo e também deveu seu desenvolvimento ao comércio, além de intensa vida urbana, o que ocorria em grandes cidades como Tombuctu. Imagem: EhavEliyahu / Public Domain A África Atlântica
  • 20. A África AtlânticaA África Atlântica A situação geográfica da África Atlântica favoreceu bastante as atividades comerciais, pois são abundantes os rios e os canais naturais navegáveis, facilitando o fluxo de pessoas e mercadorias de várias partes. Imagem:Jialiang Gao www.peace-on-earth.org / GNU Free Documentation License A África Atlântica
  • 21. A escravidão é uma característica marcante na vida da África Atlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muita importância na região. O escravismo era uma prática muito comum na África e remonta os tempos das civilizações mais antigas do continente. EscravidãoEscravidão Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain A África Atlântica
  • 22. Cenas da escravidão interna na África Atlântica. Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain A África Atlântica
  • 23. EscravidãoEscravidão Cenas da escravidão interna na África Atlântica. Imagem: Autor desconhecido / Public Domain A África Atlântica
  • 24. EscravidãoEscravidão Mulheres e crianças escravas. Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain A África Atlântica
  • 25. EscravidãoEscravidão Com a expansão marítima europeia, a partir do século XV, os contatos entre a Europa e a África tornaram-se intensos e, com eles, a escravidão ganhou mais mercados através do tráfico atlântico, que passou a ter o Novo Mundo como destino. Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de negociação, estabelecendo grande volume de atividades e possibilitando o aumento das influências externas sobre a África Atlântica. Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições de negociação, estabelecendo grande volume de atividades e possibilitando o aumento das influências externas sobre a África Atlântica. Tráfico atlântico:Tráfico atlântico:  Fluxo externo para as Américas;  Preferência por escravos homens, por crianças e adolescentes.  Preferência por escravos homens, por crianças e adolescentes. A África Atlântica
  • 26. EscravidãoEscravidão As intensas intromissões externas contribuíram para desestabilizar os reinos africanos, cada vez mais dependentes das potências europeias. O tráfico atlântico acentuou também os problemas internos na África, pois aumentou as tensões entre os povos e sociedades numa luta entre aqueles que buscavam escravos e aqueles que buscavam resistir à submissão. O tráfico atlântico acentuou também os problemas internos na África, pois aumentou as tensões entre os povos e sociedades numa luta entre aqueles que buscavam escravos e aqueles que buscavam resistir à submissão. A África Atlântica  Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américas partiram da África Atlântica;  No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os interesses pelo controle do comércio escravista gerou atritos entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses e também brasileiros;  No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, os interesses pelo controle do comércio escravista gerou atritos entre lideranças e grupos africanos, comerciantes portugueses e também brasileiros;
  • 27. EscravidãoEscravidão Esquemas e representações de navios negreiros que faziam as rotas entre a África Atlântica e as Américas. Esquemas e representações de navios negreiros que faziam as rotas entre a África Atlântica e as Américas. Imagem: Autor desconhecido / United States Public Domain A África Atlântica
  • 28. EscravidãoEscravidão  O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da cultura nativa africana para as Américas, então significativa parte da base sociocultural das sociedades formadas nas Américas receberam influências diretas dos povos da África Atlântica;  O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou também disseminando, através do êxodo escravo, vários elementos da cultura nativa africana para as Américas, então significativa parte da base sociocultural das sociedades formadas nas Américas receberam influências diretas dos povos da África Atlântica;  As populações escravas passaram a constituir a população americana, agindo no processo de produção colonial, mas a devida integração à sociedade ainda não foi concluída mesmo após o fim do trabalho escravo;  A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos, aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados para obtenção de pessoas que seriam submetidas ao escravismo no Mundo Atlântico.  A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos, aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacados para obtenção de pessoas que seriam submetidas ao escravismo no Mundo Atlântico. A África Atlântica
  • 29. A África pré- colonial • A África possuiu uma História anterior a sua exploração colonial iniciada nos séculos XV e XVI; • Era um local onde existiam grandes e importantes civilizações;
  • 30. O Darwinismo • Inspirados pelo Darwinismo os europeus passaram a ver o continente como um lugar de pessoas inferiores; • A África e seus moradores não deveriam ser levados, mesmo que a força, a um estágio mais elevado de “cultura”.
  • 31. • A África foi habitada por comerciantes, ferreiros, ourives, guerreiros, reis e rainhas; • Algumas civilizações são conhecidas desde o século IV, como a primeira dinastia de Gana; Os bérberes eram nômades e viviam em caravanas que cortavam o deserto do Saara. Dentre os primeiros povos da África podemos destacar os bérberes e os bantos.
  • 32. • Os bantos habitavam o noroeste da África, (atuais Estados da Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões); • Eram agricultores e faziam da pesca e da caça atividades suplementares, dominavam a metalurgia, fato que possibilitou conquistarem povos vizinhos e assim formarem um grande reino, que abrangia grande parte do noroeste do continente, o reino do Congo. • Durante os séculos V a XV, na África ocidental, os impérios de Gana e de Mali, e reinos da África central e oriental, como os Luba e Lunda, se chocaram entre os séculos XVI e XIX, sendo considerados semelhantes aos Estados de modelo monárquico ou imperial; • Um dos motivos deste choque era o tráfico de africanos para serem escravizados na América.
  • 33. Áfricas • O continente africano era habita por povos distintos em “estágios evolutivos” distintos; • Por isso não é correto pensar na África como um continente habitado por pessoas todas iguais; • Cada tribo, ou civilização africana tinha sua própria língua, costumes, leis e deuses.
  • 34. Grupos Étnico-linguísticos: • Em amarelo: semítico; • Em verde: bantu; • Em rosa: mande, mandinga • Em marron-escuro: nilótico;
  • 35. Os produtos do comércio africano: o vidro.
  • 38. Bronzes do Benin, século XV
  • 40. A África no Brasil • Os africanos no Brasil, durante o período da escravidão, eram tratados como mercadoria; • Eram explorados e sua cultura tida como inferior; • Mas mesmo assim conseguiram manter um pouco de seus costumes vivos.
  • 41. Religião • Através da religiosidade os africanos preservaram parte de sua cultura; • O catolicismo no Brasil é totalmente atípico; • Só aqui existe o católico não praticante; • O candomblé é a maior prova deste sincretismo; • Nesta religião, criada no Brasil, mistura-se o cristianismo e as crenças africanas; • Apesar de não parecer o candomblé é uma religião monoteísta.
  • 43. Outras influências • O português falado no Brasil é prova viva da contribuição africana: Abadá, Babá, Banguela, Cachimbo, Dengoso, Farofa, Garapa, Hum-hum, Inhaca, Lambada, etc. • Na música o samba; • Na culinária a feijoada e o arroz doce • Nas festas a congada, o maracatu e o carnaval.
  • 45. ÁFRICA, O ESPAÇO DAS “FRONTEIRAS ARTIFICIAIS” CONFERÊNCIA DE BERLIM: Os europeus na partilha mudaram as fronteiras nativas incitando a rivalidades étnicas, pois quando as fronteiras foram estabelecidas, devido à diversidade cultural, muitos grupos rivais ficaram juntos e outros se separaram; houve uma mudança produtiva, pois deixaram o cultivo de subsistência para atender aos interesses europeus, que introduziram a monocultura e a extração mineral. Em todo esse processo os europeus não tiveram respeito com os africanos, pois não levaram em conta a identidade cultural do povo. CONFERÊNCIA DE BERLIM: Os europeus na partilha mudaram as fronteiras nativas incitando a rivalidades étnicas, pois quando as fronteiras foram estabelecidas, devido à diversidade cultural, muitos grupos rivais ficaram juntos e outros se separaram; houve uma mudança produtiva, pois deixaram o cultivo de subsistência para atender aos interesses europeus, que introduziram a monocultura e a extração mineral. Em todo esse processo os europeus não tiveram respeito com os africanos, pois não levaram em conta a identidade cultural do povo.
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  • 48. ÁFRICA, O ESPAÇO DAS “FRONTEIRAS ARTIFICIAIS” •A colonização africana fortaleceu- se em conseqüência do Racismo. •O racismo nasceu da exploração capitalista: a escravatura, as relações senhor-servo, mão-de-obra barata – Estratégias para manter a superioridade branca sobre as demais raças. •A colonização africana fortaleceu- se em conseqüência do Racismo. •O racismo nasceu da exploração capitalista: a escravatura, as relações senhor-servo, mão-de-obra barata – Estratégias para manter a superioridade branca sobre as demais raças.
  • 49. O PROCESSO DE DESCOLONIZAÇÃO • A descolonização africana aconteceu num processo iniciado após a II GM. • A estratégia de alguns países, para não perder de vez o domínio, negociou a transferência de poder para elites locais, criadas artificialmente, em troca da manutenção de laços econômicos. Essa estratégia é chamada de neocolonialismo, o que resulta em conflitos até os dias de hoje. Dessa forma, muitos países africanos obtiveram apenas uma independência formal.
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  • 52. AtividadeAtividade  Texto 1 “Se definirmos o escravo como alguém que é propriedade de outro – que pode ser pessoa, grupo social, instituição ou cargo político –, e cuja propriedade é reconhecida por leis e costumes, temos que concluir que a ‘prisão social’ do cativo doméstico constituía uma forma de escravidão. Essa definição de escravo vale tanto para a escravidão ‘de linhagem’ como para a utilização comercial em larga escala de escravos, esta também encontrada na África em lugares e períodos específicos”. João José Reis, “Notas sobre a escravidão na África pré-colonial” A África Atlântica
  • 53. AtividadeAtividade  Texto 2 “Dado fundamental do sistema escravista, a dessocialização, processo em que o indivíduo é capturado e apartado de sua comunidade nativa, se completa com a despersonalização, na qual o cativo é convertido em mercadoria na sequencia da reificação, da coisificação, levada a efeito na sociedade escravista”. Luiz Felipe Alencastro, “O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul” Vamos debater!Vamos debater! Como podemos identificar as definições de escravidão nos textos lidos? É possível comparar as formas de escravidão existentes na antiguidade e aquela que existia na África? A África Atlântica
  • 54. AtividadeAtividade Por que podemos falar na existência de “várias Áfricas”? Costumamos empregar nossos conceitos sobre as instituições sociais para entender a sociedade africana, mas o funcionamento dos “reinos”, “impérios” e o “Estado” na África não ocorre exatamente como indicam nossos conceitos. Discuta como ocorrem estas variações. A África Atlântica