David Sadigursky M.D. M.Sc
CHEFE DO SERVIÇO HMV
DR. DANIEL ALENCAR
COORDENAÇÃO DA RESIDÊNCIA EM ORTOPEDIA E
TRAUMATOLOGIA
DR. MATEUS AZI
3 camadas
1. Fáscia supericial do sartório
Retináculo medial
Pata de ganso
2. L colateral tibial (Superficial)
LPFM
3. Cápsula articular
L. colateral tibial (Profundo)
L poplíteo oblíquo
Estruturas capsuloligamentares medias
Anatomia do LPFM
Papel importante na translação lateral
da patela
Inserção comum com o tendão Vasto
Medial Oblíquo
Componente dinâmico na função
estabilizadora
VMO TA
LCM
Relação com Vasto Intermédio
Inserção patelar ???
Componente de maior força restritora
Força restritora total - 60 - 70%
Retináculo lateral - 10% a 19%
L. Patelotibial Medial – 13%
Principal componente lesado nos casos de luxação da patela
Revisão
Maior atuação - 0° a 30°
Tensão máxima 208N
Semitendíneo duplo - 1600N
Década de 90
Aumento do número de pesquisas
Reconstrução isolada do LPFM
ILCP - Demonstração de resultados
satisfatórios a longo prazo
Sem fatores de risco associados
– TA-GT > 20mm, Patela alta, displasia
troclear e desalinhamento.
– Manobra da apreensão até 30º
Técnicas operatórias
> 137 métodos
LPFM - Taxa de complicações 26%
Objetivo da reconstrução
Restaurar tanto a anatomia quanto a
função
Ligamento não isómetrico
Tenso em extensão / frouxo em flexão
Diferença na isometria - fibras proximais e
distais
– Quanto mais proximal - maior a
tensão em flexão
– Quanto mais distal - maior tensão em
extensão
Reconstrução anatômica
Erros de posicionamento e Tensionamento
5mm de mal posicionamento – proximal ou distal
3mm de encurtamento
Tensionamento > 2N 10 N
Aumento na pressão da faceta medial
Reconstrução anatômica
– Diminui o excesso de
pressão de contato
Reconstrução não isométrica vs isométrica
Anatomométrico
Quase isométrico entre 0 e 120º
Tubérculo Adutor (TA)
Conlan et al, JBJS Am, 1993; Tuxoe et al, Knee, 2002
Epicôndilo medial
Warren e Marshal, JBJS Am, 1979; Reider et al, JBJS Am, 1981; Hughston et al, Saunders,
Philadelphia, 1984; Avikainen et al, Clin Orthop, 1993; Hautamaa et al, Clin Orthop, 1998)
Anterior ao epicôndilo medial
Feller et al, Knee, 1993
Póstero-superior ao epicôndilo medial e distal ao
TA
Nomura et al, Knee, 1992; 2005
Posterior ao epicôndilo medial e 1 cm distal ao TA
Smirk e Morris, Knee, 2003; Legrand et al, Sports Med, 2007
Inserção femoral
Controle radiográfico - Ponto anatômico
Reconstrução dinâmica
Técnica estática X dinâmica
Dinâmica –
Diminui o excesso de tensão
ou posicionamento incorreto
do enxerto
Inserção femoral
Inserção Patelar
Duas bandas
B. Oblíqua Superior – Dinâmico
30 º VMO
B. Transversa Inferior - Estático
Acima de 30º
Inserção Patelar
Duas bandas
Tensionamento
BOS – 30 º
BTI – 60 º
LIGAMENTO SINTÉTICO
(Ellera-Gomes et al em 1992 e Nomura et al em 2000)
T. ADUTOR M.
(Avikainen et al,1993)
SEMITENDÍNEO/ GRACIL
(Muneta et al em 1999; Drez et al em 2001, Nomura em 2005, Ellera-
Gomes em 2002)
RETINÁCULO
( Nomura et al em 2005 e Cossey e Paterson em 2005)
T.QUADRICIPITAL
(Burks & Luckeret al em 1997 e Steensen et al em 2005)
ALOENXERTOS
(Muneta et al 1999)
L. PATELAR
( Camanho et al 2007)
Suturas transósseos - fornece semelhante resistência à
falha e alongamento
– Menor rigidez em comparação com a fixação de âncoras,
parafusos de interferência ou túneis transversais
Ponte óssea - Menor resistência
MÉTODO DE FIXAÇÃO
Âncoras Metálicas
X Túneis ósseos
Sem diferença na resistência à tração
Menor chance de fraturas
MÉTODO DE FIXAÇÃO
Ângulo de fixação do enxerto
Ellera Gomes, Arthroscopy, 1992 90°
Nomura et al, Knee, 2000 60°
Deie et al, JBJS, 2003 30°
Mountney et al, JBJS, 2005 0° - Centralização manual da
patela
Camanho et al, Arthroscopy, 2007 30° a 45°
Cohen et al, Knee Tech, 2010 45° a 60°
Ângulo de flexão ideal na reconstrução do LPFM?
60 ° - Menor lateralização e tensão
Entre 30° e 60°
Ocorre a tendência em se preservar a estabilidade da patela
TÉCNICA CIRÚRGICA
Duplo Feixe em Y
Aceito para publicação – RBO 2015
Prospectivo de Coorte
Seguimento – 18 meses
31 pacientes
COT – Salvador
Kujala – Pré: 45,64 ± 1,24
Pós: 94,03 ± 0,79 (p<0,001)
Tegner-Lysholm – Pré: 40,51 ± 1,61
Pós: 91,64 ± 0,79 (p<0,001)
Sem recidivas
TÉCNICA CIRÚRGICA
Duplo Feixe
Patela: 2 Âncoras
Femur: 1 Parafuso
Interferência
3 incisões
Enxerto:
Semitendíneo
David Sadigursky
TÉCNICA CIRÚRGICA
Ponto anatômico:
Schottle /
Fluoroscopia
– Teste da mobilidade
David Sadigursky
TÉCNICACIRÚRGICA
David Sadigursky
TÉCNICACIRÚRGICA
David Sadigursky
TÉCNICACIRÚRGICA
David Sadigursky
TÉCNICACIRÚRGICA
David Sadigursky
Ângulo de flexão:
BOS 30º
BOI 60°
Sem tensão excessiva
PÓS-OPERATÓRIO
Carga total conforme tolerado
Imobilizador – 2 a 3semanas
ADM passiva – Imediata e progressiva
Fortalecimento isometrico do quadríceps
Retorno ao esporte – 12 a 16 sem.
David Sadigursky
David Sadigursky M.D. M.Sc

Aula Instabilidade Patelofemoral

  • 1.
  • 2.
    CHEFE DO SERVIÇOHMV DR. DANIEL ALENCAR COORDENAÇÃO DA RESIDÊNCIA EM ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA DR. MATEUS AZI
  • 4.
    3 camadas 1. Fásciasupericial do sartório Retináculo medial Pata de ganso 2. L colateral tibial (Superficial) LPFM 3. Cápsula articular L. colateral tibial (Profundo) L poplíteo oblíquo Estruturas capsuloligamentares medias
  • 5.
    Anatomia do LPFM Papelimportante na translação lateral da patela Inserção comum com o tendão Vasto Medial Oblíquo Componente dinâmico na função estabilizadora VMO TA LCM Relação com Vasto Intermédio Inserção patelar ???
  • 6.
    Componente de maiorforça restritora Força restritora total - 60 - 70% Retináculo lateral - 10% a 19% L. Patelotibial Medial – 13% Principal componente lesado nos casos de luxação da patela
  • 7.
    Revisão Maior atuação -0° a 30° Tensão máxima 208N Semitendíneo duplo - 1600N
  • 8.
    Década de 90 Aumentodo número de pesquisas Reconstrução isolada do LPFM ILCP - Demonstração de resultados satisfatórios a longo prazo Sem fatores de risco associados – TA-GT > 20mm, Patela alta, displasia troclear e desalinhamento. – Manobra da apreensão até 30º
  • 9.
    Técnicas operatórias > 137métodos LPFM - Taxa de complicações 26%
  • 10.
    Objetivo da reconstrução Restaurartanto a anatomia quanto a função
  • 11.
    Ligamento não isómetrico Tensoem extensão / frouxo em flexão Diferença na isometria - fibras proximais e distais – Quanto mais proximal - maior a tensão em flexão – Quanto mais distal - maior tensão em extensão Reconstrução anatômica
  • 12.
    Erros de posicionamentoe Tensionamento 5mm de mal posicionamento – proximal ou distal 3mm de encurtamento Tensionamento > 2N 10 N Aumento na pressão da faceta medial
  • 13.
    Reconstrução anatômica – Diminuio excesso de pressão de contato Reconstrução não isométrica vs isométrica Anatomométrico Quase isométrico entre 0 e 120º
  • 14.
    Tubérculo Adutor (TA) Conlanet al, JBJS Am, 1993; Tuxoe et al, Knee, 2002 Epicôndilo medial Warren e Marshal, JBJS Am, 1979; Reider et al, JBJS Am, 1981; Hughston et al, Saunders, Philadelphia, 1984; Avikainen et al, Clin Orthop, 1993; Hautamaa et al, Clin Orthop, 1998) Anterior ao epicôndilo medial Feller et al, Knee, 1993 Póstero-superior ao epicôndilo medial e distal ao TA Nomura et al, Knee, 1992; 2005 Posterior ao epicôndilo medial e 1 cm distal ao TA Smirk e Morris, Knee, 2003; Legrand et al, Sports Med, 2007 Inserção femoral
  • 15.
    Controle radiográfico -Ponto anatômico
  • 16.
    Reconstrução dinâmica Técnica estáticaX dinâmica Dinâmica – Diminui o excesso de tensão ou posicionamento incorreto do enxerto Inserção femoral
  • 17.
    Inserção Patelar Duas bandas B.Oblíqua Superior – Dinâmico 30 º VMO B. Transversa Inferior - Estático Acima de 30º
  • 18.
  • 19.
    LIGAMENTO SINTÉTICO (Ellera-Gomes etal em 1992 e Nomura et al em 2000) T. ADUTOR M. (Avikainen et al,1993) SEMITENDÍNEO/ GRACIL (Muneta et al em 1999; Drez et al em 2001, Nomura em 2005, Ellera- Gomes em 2002) RETINÁCULO ( Nomura et al em 2005 e Cossey e Paterson em 2005) T.QUADRICIPITAL (Burks & Luckeret al em 1997 e Steensen et al em 2005) ALOENXERTOS (Muneta et al 1999) L. PATELAR ( Camanho et al 2007)
  • 20.
    Suturas transósseos -fornece semelhante resistência à falha e alongamento – Menor rigidez em comparação com a fixação de âncoras, parafusos de interferência ou túneis transversais Ponte óssea - Menor resistência MÉTODO DE FIXAÇÃO
  • 21.
    Âncoras Metálicas X Túneisósseos Sem diferença na resistência à tração Menor chance de fraturas MÉTODO DE FIXAÇÃO
  • 22.
    Ângulo de fixaçãodo enxerto Ellera Gomes, Arthroscopy, 1992 90° Nomura et al, Knee, 2000 60° Deie et al, JBJS, 2003 30° Mountney et al, JBJS, 2005 0° - Centralização manual da patela Camanho et al, Arthroscopy, 2007 30° a 45° Cohen et al, Knee Tech, 2010 45° a 60°
  • 23.
    Ângulo de flexãoideal na reconstrução do LPFM? 60 ° - Menor lateralização e tensão Entre 30° e 60° Ocorre a tendência em se preservar a estabilidade da patela
  • 24.
    TÉCNICA CIRÚRGICA Duplo Feixeem Y Aceito para publicação – RBO 2015 Prospectivo de Coorte Seguimento – 18 meses 31 pacientes COT – Salvador Kujala – Pré: 45,64 ± 1,24 Pós: 94,03 ± 0,79 (p<0,001) Tegner-Lysholm – Pré: 40,51 ± 1,61 Pós: 91,64 ± 0,79 (p<0,001) Sem recidivas
  • 25.
    TÉCNICA CIRÚRGICA Duplo Feixe Patela:2 Âncoras Femur: 1 Parafuso Interferência 3 incisões Enxerto: Semitendíneo David Sadigursky
  • 26.
    TÉCNICA CIRÚRGICA Ponto anatômico: Schottle/ Fluoroscopia – Teste da mobilidade David Sadigursky
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    TÉCNICACIRÚRGICA David Sadigursky Ângulo deflexão: BOS 30º BOI 60° Sem tensão excessiva
  • 31.
    PÓS-OPERATÓRIO Carga total conformetolerado Imobilizador – 2 a 3semanas ADM passiva – Imediata e progressiva Fortalecimento isometrico do quadríceps Retorno ao esporte – 12 a 16 sem. David Sadigursky
  • 32.

Notas do Editor

  • #6 Tem um papela importante … Possuindo uma insercao comum com o …. Criado um componente dinamico…
  • #9 The etiology of CLPI is often multifactorial, encompassing not only MPFL incompetence but also trochlear dysplasia, malalignment (ie, tibial tuberosity2trochlear groove [TT-TG] distance .20 mm, patellar tilt .20), and patella alta.35 Isolated MPFL reconstruction may not be sufficient to obtain good clinical re- sults if these risk factors impede its success, and treatment of the risk factors may be needed in conjunction with MPFL reconstruction. Because of high complication rates, troch- leoplasty should be reserved for ca- ses with severe dysplasia in which other surgical options cannot pro- vide patellofemoral stability
  • #12 Stephen et al21 recently showed in a laboratory study that the native MPFL is almost iso- metric through zero to 110 of knee flexion.
  • #14 Pressão de contato na faceta medial patela na art patelofemoral
  • #16 It is widely accepted that the femoral fixation site is the single most important factor influencing length change behavior of the graft located 1 mm anterior to the tangent to the posterior femoral cortex (reference line), 2.5 mm distal to the perpendicular line traced through the initial part of the medial femoral condyle, and proximal to the perpendicular line traced through the most posterior part of the Blu- mensaat line if anterior-posterior size is 100%, then the MPFL attachment is 40% from the posterior, 50% from the distal, and 60% from the anterior outline. However, at best, C-arm identifica- tion of the graft placement site is an approximation and should not be the sole basis for femoral attachment location. The final placement must be based on a thorough under- standing of the relevant anatomy.
  • #17 static MPFL reconstruction results in higher patellofemoral pressures and thus enhances the chance of osteoarthritis in the long term, while dynamic reconstruction results in more normal pressures.
  • #18 single-strand ligament reconstruction may not effectively restore lateral patellar instability.
  • #19 Restaurar a morfologia e propriedades biomecâncias do ligamento. Método pode diminuir a rotação da patela durante a flexo-extensão. t is widely accepted that the femoral fixation site is the single most important factor influencing length change behavior of the graft
  • #24 Frouxidão acima de 60 graus Assunto que permamce em controvérsia, devendo se atentar preferencialemente pela recontrução anatômica do enxerto.
  • #25 Recently, new aperture fixation techniques with femoral fixation first have been introduced. Dupla Banda
  • #26 Recently, new aperture fixation techniques with femoral fixation first have been introduced. Dupla Banda