CURSO MEDIAÇÃO FAMILIAR
27 AGO 2013

Luciana Meirelles
Psicoterapeuta Casal e Família | Mediadora
lucianaeme@uol.com.br
Condições necessárias para resolver conflitos
através da mediação
• Os disputantes devem ser capazes de assumir que têm um
conflito.

• Para alcançar uma solução conjunta, os disputantes devem
pensar/refletir sobre sua participação no conflito.
• Se delegam a um terceiro, não estão centrando o foco da
atenção nelas mesmas e na sua implicação na disputa.
• Tarefa mais complexa da mediação: as partes serem
capazes de subjetivar o conflito.
Na prática da Mediação Familiar a EMOÇÃO é:

Parte integrante do processo do conflito
O Mediador familiar espera e permite sua expressão
Expressar emoções ajuda a capacitar e reconhecer
Não basta somente “desabafar” - cabe ao mediador identificar os
diferentes níveis do conflito (psíquico, social, econômico e legal)
SUJEITO DO DIREITO versus SUJEITO DO DESEJO
LIDE SOCIOLÓGICA versus LIDE PROCESSUAL
Família como sistema a ser estabilizado

Visão construtiva do conflito familiar: como um indivíduo, a família também passa por
estágios ou ciclos de vida.
Um conflito pode afetar diferentes campos da
vida de uma família.
Por exemplo, escolher uma escola para os filhos pode:
• Trazer recordações dos pais sobre suas próprias histórias escolares.
• Questões morais e religiosas
• Reflexões sobre ideias e crenças ligadas a educação
• Questões econômicas
• Questões ligadas a localização geográfica
• Questões relativas ao compromisso de levar e buscar os filhos diariamente,etc.
Devemos identificar que questões as partes desejam abordar

Mas...
Na maior parte das vezes será difícil considerar somente aquilo que é MANIFESTO.
Deve-se considerar o conteúdo LATENTE.
(FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. Rio de Janeiro: Imago, 1999)
Conflito:
manifesto e latente/ posição x interesses
Presença de emoções - dúvidas frequentes
• Quanto mais racional o processo, quanto menos contaminado
por emoções, mais produtivo será o resultado?
• Emoções negativas como raiva, tristeza, medo, dor e ódio
devem ser reconhecidas?
• Pode ser útil comunicar aos envolvidos que nos damos conta
das emoções presentes?
• Como construir um clima de colaboração?
• O mediador/conciliador precisa manejar suas próprias
emoções ?
Pensar pertence ao campo racional da mente
Sentir pertence ao campo afetivo da mente
Expressão de emoção > reações
fisiológicas > adrenalina >luta ou
fuga

Em relações conflituosas, mesmo
não querendo, as pessoas adotam
comportamentos não produtivos.

Emoções são complexas
Têm componentes físicos e psíquicos
Os outros podem observar – ambiente emocional – linguagem corporal
Geram ações e interações
Emoções não são estáticas ou ruídos que têm de ser eliminados.
O mediador deve ser receptivo e acessível
Um revela ao outro a intensidade frente a uma determinada questão.
Sobre a gestão do conflito
Comunicações e negociações não avançam até que uma ou mais
partes possam expressar seus sentimentos - raiva,
ressentimentos, tristeza,ódio, medo.

Desafio: defesas e acusações > cooperação
O terceiro facilitador promove um ambiente seguro e
construtivo que facilite a expressão do sentimentos – EMPATIA.
Em situações de briga, diminui a comunicação e o acesso às
informações.
Na DECLARAÇÃO DE ABERTURA :
Resuma as fases e estágios do divórcio
Identifique ciclo de vida familiar
Indique metas de estabilização
Certifique-se de que todos se sentiram ouvidos
Ferramentas de Mediação nos conflitos de Família
FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS
1. Recontextualização (ou paráfrase);
2. Audição de propostas implícitas;
3. Afago ou reforço positivo;
4. Silêncio;
5. Sessões privadas (ou individuais);
6. Troca (ou inversão) de papéis;
7. Geração de opções;
8. Normalização;
9. Organização de questões e interesses;
10. Enfoque prospectivo;
11. Testes de realidade;
12. Perguntas orientadas a soluções.
Manual de Mediação Judicial – A Provocação de Mudanças
(Brasília/DF: Ministério da Justiça e Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento – PNUD).
http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/acesso-a-justica/conciliacao/conciliador-e-mediador
Ferramentas de Mediação nos conflitos de Família
Fontes de consulta:
SCHNITMAN, Dora F. ; LITTLEJOHN,Stephen. Org. Novos Paradigmas em
Mediação. Artmed, Porto Alegre,1999 -Cap.5
MEDIAÇÃO FAMILIAR- Formação de Base- Tribunal de Justiça de Santa
Catarina - Elaboração e organização: Eliedite Mattos Ávila
(M.Sc.)Maio/2004

Baruch Bush and Joseph Folger - The Promise of Mediation: Responding
to Conflict Through Empowerment and Recognition - Ed. Revisada 2004
Azevedo, André Gomma (org.). 2009. Manual de Mediação Judicial
(Brasília/DF: Ministério da Justiça e Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento – PNUD).

Luciana Meirelles | Psicoterapia e Mediação
skype: luciana.meirelles7
email: lucianaeme@uol.com.br

Aula epm 27 ago 2

  • 1.
    CURSO MEDIAÇÃO FAMILIAR 27AGO 2013 Luciana Meirelles Psicoterapeuta Casal e Família | Mediadora lucianaeme@uol.com.br
  • 2.
    Condições necessárias pararesolver conflitos através da mediação • Os disputantes devem ser capazes de assumir que têm um conflito. • Para alcançar uma solução conjunta, os disputantes devem pensar/refletir sobre sua participação no conflito. • Se delegam a um terceiro, não estão centrando o foco da atenção nelas mesmas e na sua implicação na disputa. • Tarefa mais complexa da mediação: as partes serem capazes de subjetivar o conflito.
  • 3.
    Na prática daMediação Familiar a EMOÇÃO é: Parte integrante do processo do conflito O Mediador familiar espera e permite sua expressão Expressar emoções ajuda a capacitar e reconhecer Não basta somente “desabafar” - cabe ao mediador identificar os diferentes níveis do conflito (psíquico, social, econômico e legal) SUJEITO DO DIREITO versus SUJEITO DO DESEJO LIDE SOCIOLÓGICA versus LIDE PROCESSUAL Família como sistema a ser estabilizado Visão construtiva do conflito familiar: como um indivíduo, a família também passa por estágios ou ciclos de vida.
  • 4.
    Um conflito podeafetar diferentes campos da vida de uma família. Por exemplo, escolher uma escola para os filhos pode: • Trazer recordações dos pais sobre suas próprias histórias escolares. • Questões morais e religiosas • Reflexões sobre ideias e crenças ligadas a educação • Questões econômicas • Questões ligadas a localização geográfica • Questões relativas ao compromisso de levar e buscar os filhos diariamente,etc. Devemos identificar que questões as partes desejam abordar Mas... Na maior parte das vezes será difícil considerar somente aquilo que é MANIFESTO. Deve-se considerar o conteúdo LATENTE. (FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. Rio de Janeiro: Imago, 1999)
  • 5.
    Conflito: manifesto e latente/posição x interesses
  • 6.
    Presença de emoções- dúvidas frequentes • Quanto mais racional o processo, quanto menos contaminado por emoções, mais produtivo será o resultado? • Emoções negativas como raiva, tristeza, medo, dor e ódio devem ser reconhecidas? • Pode ser útil comunicar aos envolvidos que nos damos conta das emoções presentes? • Como construir um clima de colaboração? • O mediador/conciliador precisa manejar suas próprias emoções ?
  • 7.
    Pensar pertence aocampo racional da mente Sentir pertence ao campo afetivo da mente Expressão de emoção > reações fisiológicas > adrenalina >luta ou fuga Em relações conflituosas, mesmo não querendo, as pessoas adotam comportamentos não produtivos. Emoções são complexas Têm componentes físicos e psíquicos Os outros podem observar – ambiente emocional – linguagem corporal Geram ações e interações Emoções não são estáticas ou ruídos que têm de ser eliminados. O mediador deve ser receptivo e acessível Um revela ao outro a intensidade frente a uma determinada questão.
  • 8.
    Sobre a gestãodo conflito Comunicações e negociações não avançam até que uma ou mais partes possam expressar seus sentimentos - raiva, ressentimentos, tristeza,ódio, medo. Desafio: defesas e acusações > cooperação O terceiro facilitador promove um ambiente seguro e construtivo que facilite a expressão do sentimentos – EMPATIA. Em situações de briga, diminui a comunicação e o acesso às informações. Na DECLARAÇÃO DE ABERTURA : Resuma as fases e estágios do divórcio Identifique ciclo de vida familiar Indique metas de estabilização Certifique-se de que todos se sentiram ouvidos
  • 9.
    Ferramentas de Mediaçãonos conflitos de Família FERRAMENTAS PARA PROVOCAR MUDANÇAS 1. Recontextualização (ou paráfrase); 2. Audição de propostas implícitas; 3. Afago ou reforço positivo; 4. Silêncio; 5. Sessões privadas (ou individuais); 6. Troca (ou inversão) de papéis; 7. Geração de opções; 8. Normalização; 9. Organização de questões e interesses; 10. Enfoque prospectivo; 11. Testes de realidade; 12. Perguntas orientadas a soluções. Manual de Mediação Judicial – A Provocação de Mudanças (Brasília/DF: Ministério da Justiça e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD). http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/acesso-a-justica/conciliacao/conciliador-e-mediador
  • 10.
    Ferramentas de Mediaçãonos conflitos de Família
  • 12.
    Fontes de consulta: SCHNITMAN,Dora F. ; LITTLEJOHN,Stephen. Org. Novos Paradigmas em Mediação. Artmed, Porto Alegre,1999 -Cap.5 MEDIAÇÃO FAMILIAR- Formação de Base- Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Elaboração e organização: Eliedite Mattos Ávila (M.Sc.)Maio/2004 Baruch Bush and Joseph Folger - The Promise of Mediation: Responding to Conflict Through Empowerment and Recognition - Ed. Revisada 2004 Azevedo, André Gomma (org.). 2009. Manual de Mediação Judicial (Brasília/DF: Ministério da Justiça e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD). Luciana Meirelles | Psicoterapia e Mediação skype: luciana.meirelles7 email: lucianaeme@uol.com.br