Granovetter e DiMaggio Curso de Mestrado Profissional em Administração – ESAG/UDESC Profs. Carolina Andion e Mauricio C. Serafim
Para não perder o fio da meada Aula 1  - Introdução ao campo da sociologia econômica, principais correntes e autores representativos. Aula 2  – A gênese e os pressupostos da Economia Neoclássica. Aula 3 a 5  – Uma releitura dos mecanismos que compõem a esfera econômica a partir dos clássicos: o ator econômico, os mecanismos de regulação, o contexto social e as instituições. Aula 6 e 7  - O período de transição e o diálogo com a antropologia: de Marcel Mauss à Karl Polanyi.
 
A partir de agora A Nova Sociologia Econômica de língua inglesa A Nova Sociologia Econômica de língua francesa
Mark Granovetter (1943- ) Professor de Sociologia da Universidade de Stanford. Doutor em Sociologia pela Universidade de Harvard (1970). No verão de 2006 foi professor visitante do  Centre de Sociologie des Organisations, Sciences Po, Paris
Algumas obras fundamentais 1973  "The Strength of Weak Ties."  American Journal of Sociology. 1974 Getting a Job:  A Study of Contacts and Careers.  Cambridge, MA: Harvard University Press. 1985  "Economic Action and Social Structure:  The Problem of Embeddedness."  American Journal of Sociology. 1992 The Sociology of Economic Life (co-editado com Richard Swedberg).
Trabalhos atuais Está escrevendo um livro cujo título preliminar é  Society and Economy: The Social Construction of Economic Institutions,  a ser publicado pela Harvard University Press. É uma tentativa de desenvolver uma nova síntese da sociologia da economia.  Atualmente está pesquisando sobre sociologia da organização industrial. Estuda a história, funcionamento e estrutura das redes sociais no Silicon Valley. Nesssa pesquisa ele investiga as redes e sua evolução ao longo do tempo.
Contribuições Considerado fundador na Nova Sociologia Econômica. Obra: entender o funcionamento dos mercados levando em conta as interações sociais. Ação econômica é um tipo de ação social: orientada por motivações que não se restringem ao auto-interesse (pode ser incluso poder, status, valor). Instituições econômicas são construções sociais.
Contribuições Questão central do artigo de 1985: o comportamento econômico se encontra “imerso em redes de relações interpessoais”. Mudança de enfoque da crítica à economia a partir do seu pressuposto de racionalidade para a crítica à economia a partir do seu pressuposto de atores isolados (atomização). É nessa mudança de perspectiva de análise – que a economia é limitada por não considerar a importância das estruturas sociais – que a idéia de imersão [ embeddedness ] se coloca como uma proposta teórica alternativa
Contribuições Argumenta que a teoria da economia neoclássica se equivoca ao considerar os atores econômicos como seres atomizados. Sugere que se poderia fazer uma fusão entre a idéia de imersão social de Karl Polanyi e a teoria de redes para superar esta limitação da teoria econômica. Trabalho da sociologia econômica: a descrição, interpretação e explicação de como a ação econômica é estruturada por meio dessas redes.
Contribuições Difere da proposta de Polanyi. Polanyi:  introduz a noção de imersão para enfatizar o fato da economia ser uma parte orgânica das sociedades pré-capitalistas; sistema de troca de mercado no capitalismo está ‘desacoplado’ do sistema social. Granovetter:  mostra que na sociedade capitalista as ações econômicas são ações sociais; instituições de economia de mercado estão imersas no tecido social e inserida em redes sociais.
Paul DiMaggio (1951- ) Professor de sociologia da Universidade de Princeton. Doutor em Sociologia pela Universidade de Harvard (1979).
Algumas obras fundamentais 1983 "The Iron Cage Revisited: Institutional Isomorphism and Collective Rationality in Organizational Fields”.  American Sociological Review . 1991  The New Institutionalism in Organizational Analysis  (editado com Walter Powell). 1997 Culture and Cognition.  Annual Review of Sociology   1998 “Socially Embedded Consumer Transactions: For What Kinds of Purchases do People Use Networks Most?” (com Hugh Louch).  American Sociological Review
Trabalhos atuais Fatores econômicos e sua relação com a iniqüidade social. Impacto do ‘capital cultural’ – acesso às formas de cultura que dão prestígio – sobre a capacidade educacional. Como as pessoas usam suas redes sociais para compras significativas: carro, casa, etc.  Impacto da classe social sobre o uso de novas tecnologias digitais e a conexão entre o uso de Internet e a renda.
Contribuição para a NSE Crítica a Granovetter: abordagem estrutural omite muitos aspectos da ação econômica, tais como a relação com o nível macroeconômico, a cultura e a política. Imersão: refere-se à natureza contingente da ação social em relação à cognição, cultura, estrutura social e instituições políticas.
Contribuição para a NSE “ Imersão cultural” da ação econômica: a cultura afeta as decisões econômicas por meio de crenças e ideologias, pressupostos tomados como certos, ou por meio de sistemas de normas formais. *  *  *

Aula 8 - Granovetter e DiMaggio

  • 1.
    Granovetter e DiMaggioCurso de Mestrado Profissional em Administração – ESAG/UDESC Profs. Carolina Andion e Mauricio C. Serafim
  • 2.
    Para não perdero fio da meada Aula 1 - Introdução ao campo da sociologia econômica, principais correntes e autores representativos. Aula 2 – A gênese e os pressupostos da Economia Neoclássica. Aula 3 a 5 – Uma releitura dos mecanismos que compõem a esfera econômica a partir dos clássicos: o ator econômico, os mecanismos de regulação, o contexto social e as instituições. Aula 6 e 7 - O período de transição e o diálogo com a antropologia: de Marcel Mauss à Karl Polanyi.
  • 3.
  • 4.
    A partir deagora A Nova Sociologia Econômica de língua inglesa A Nova Sociologia Econômica de língua francesa
  • 5.
    Mark Granovetter (1943-) Professor de Sociologia da Universidade de Stanford. Doutor em Sociologia pela Universidade de Harvard (1970). No verão de 2006 foi professor visitante do Centre de Sociologie des Organisations, Sciences Po, Paris
  • 6.
    Algumas obras fundamentais1973 "The Strength of Weak Ties." American Journal of Sociology. 1974 Getting a Job: A Study of Contacts and Careers. Cambridge, MA: Harvard University Press. 1985 "Economic Action and Social Structure: The Problem of Embeddedness." American Journal of Sociology. 1992 The Sociology of Economic Life (co-editado com Richard Swedberg).
  • 7.
    Trabalhos atuais Estáescrevendo um livro cujo título preliminar é Society and Economy: The Social Construction of Economic Institutions, a ser publicado pela Harvard University Press. É uma tentativa de desenvolver uma nova síntese da sociologia da economia. Atualmente está pesquisando sobre sociologia da organização industrial. Estuda a história, funcionamento e estrutura das redes sociais no Silicon Valley. Nesssa pesquisa ele investiga as redes e sua evolução ao longo do tempo.
  • 8.
    Contribuições Considerado fundadorna Nova Sociologia Econômica. Obra: entender o funcionamento dos mercados levando em conta as interações sociais. Ação econômica é um tipo de ação social: orientada por motivações que não se restringem ao auto-interesse (pode ser incluso poder, status, valor). Instituições econômicas são construções sociais.
  • 9.
    Contribuições Questão centraldo artigo de 1985: o comportamento econômico se encontra “imerso em redes de relações interpessoais”. Mudança de enfoque da crítica à economia a partir do seu pressuposto de racionalidade para a crítica à economia a partir do seu pressuposto de atores isolados (atomização). É nessa mudança de perspectiva de análise – que a economia é limitada por não considerar a importância das estruturas sociais – que a idéia de imersão [ embeddedness ] se coloca como uma proposta teórica alternativa
  • 10.
    Contribuições Argumenta quea teoria da economia neoclássica se equivoca ao considerar os atores econômicos como seres atomizados. Sugere que se poderia fazer uma fusão entre a idéia de imersão social de Karl Polanyi e a teoria de redes para superar esta limitação da teoria econômica. Trabalho da sociologia econômica: a descrição, interpretação e explicação de como a ação econômica é estruturada por meio dessas redes.
  • 11.
    Contribuições Difere daproposta de Polanyi. Polanyi: introduz a noção de imersão para enfatizar o fato da economia ser uma parte orgânica das sociedades pré-capitalistas; sistema de troca de mercado no capitalismo está ‘desacoplado’ do sistema social. Granovetter: mostra que na sociedade capitalista as ações econômicas são ações sociais; instituições de economia de mercado estão imersas no tecido social e inserida em redes sociais.
  • 12.
    Paul DiMaggio (1951-) Professor de sociologia da Universidade de Princeton. Doutor em Sociologia pela Universidade de Harvard (1979).
  • 13.
    Algumas obras fundamentais1983 "The Iron Cage Revisited: Institutional Isomorphism and Collective Rationality in Organizational Fields”. American Sociological Review . 1991 The New Institutionalism in Organizational Analysis (editado com Walter Powell). 1997 Culture and Cognition. Annual Review of Sociology 1998 “Socially Embedded Consumer Transactions: For What Kinds of Purchases do People Use Networks Most?” (com Hugh Louch). American Sociological Review
  • 14.
    Trabalhos atuais Fatoreseconômicos e sua relação com a iniqüidade social. Impacto do ‘capital cultural’ – acesso às formas de cultura que dão prestígio – sobre a capacidade educacional. Como as pessoas usam suas redes sociais para compras significativas: carro, casa, etc. Impacto da classe social sobre o uso de novas tecnologias digitais e a conexão entre o uso de Internet e a renda.
  • 15.
    Contribuição para aNSE Crítica a Granovetter: abordagem estrutural omite muitos aspectos da ação econômica, tais como a relação com o nível macroeconômico, a cultura e a política. Imersão: refere-se à natureza contingente da ação social em relação à cognição, cultura, estrutura social e instituições políticas.
  • 16.
    Contribuição para aNSE “ Imersão cultural” da ação econômica: a cultura afeta as decisões econômicas por meio de crenças e ideologias, pressupostos tomados como certos, ou por meio de sistemas de normas formais. * * *