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AULA 5 - ARTES
Brasil Colonial
Panorama da arte no Brasil com a
chegada dos portugueses:
- encontro com os índios que eram
considerados selvagens – arte plumária,
cestaria e pintura corporal.
 A arte indígena é sucessora das pinturas rupestres e
outras manifestações da chamada arte pré-histórica.
 A principal manifestação pictórica era a ornamentação
corporal à base de três cores principais: VERMELHO –
extraído das sementes do urucum; PRETO – extraído do
sumo do jenipapo e BRANCO da tabatinga.
 Estas pinturas eram feitas para que cada membro da
coletividade pudesse ser imediatamente identificado
segundo o grupo social a que pertencia: nobres,
guerreiros ou povo comum.
 Com esta ornamentação corporal o indígena brasileiro
procurava diferenciar-se dos animais opondo à realidade
da natureza sua própria opção cultural.
 A ornamentação sempre teve padrões geométricos ou
signos convencionais. A cerâmica utilitária, estatuetas e
figuras, etc. constituem um campo de aplicação nada
desprezível da arte da pintura entre nossos indígenas.
Os índios realizavam sua arte que
não era considerada como tal pelos
colonizadores (visão ocidentalizada
da Arte).
Os portugueses que aqui chegaram apenas
vieram ocupar o território – não houve fixação
do homem na nova terra:
Ambiciosos e aventureiros em busca de fortuna
fácil.
Degredado que vem para o Brasil como punição.
Índio e negro tornados escravos.
Diante deste quadro não havia condições de se
progredir em qualquer área.
 Os primeiros artistas:
 Os jesuítas e outros religiosos tiveram grande influência
na civilização brasileira;
 Os colégios e seminários se tornaram as primeiras
escolas de belas artes do país;
 Profundamente de espírito religioso, a pintura brasileira
(afresco- pintura em paredes, têmpera- pintura em que
se mistura o pigmento em água; e óleo- tinta à base de
óleo) sofreu grande influência do Barroco europeu;
 Os primeiros artistas eram autodidatas; copiavam tudo o
que chegava da Europa: estampas, gravuras, desenhos,
sempre na mais absoluta dependência das irmandades
religiosas que traziam a arte reproduzida na Europa.
 Não havia escolas, portanto, a vocação artística erudita
era nula ( quando falamos em “vocação artística erudita”
entenda-se com uma visão de arte europeia e
ocidentalizada).
A Missão Holandesa
 Chegada de Maurício de Nassau em 1637 – veio
com a intenção de melhorar o ambiente cultural da
colônia;
 Nassau trouxe artistas de sua terra – homens
cultos e também protestantes como ele para
retratarem a nova terra;
 Os jesuítas não viram com bons olhos esta
iniciativa;
 Frans Post e Albert Eckhout foram os principais
pintores desta missão;
 Eles se fixaram no Nordeste.
ECKHOUT
•DANÇA TAPUIA
Pintou os nativos e a natureza, a flora e fauna do país
FRANS POST
FORNALHA
Era mestre na perspectiva aérea pintou as paisagens, portos e
fazendas documentando a região.
HACIENDA
BARROCO BRASILEIRO
 Desenvolveu-se do séc.XVIII ao início do séc.
XIX;
 Na Europa, o Barroco já estava em declínio;
 O Barroco brasileiro varia de uma região para
outra. Nas regiões que se enriqueceram com a
mineração e o açúcar –MG, RJ, BA, PE – as
obras são detalhadas, refinadas e feitas por
artistas de renome; já nas regiões onde não
havia açúcar nem ouro –como SP- os trabalhos
são mais modestos e feitos por artistas menos
experientes.
 A arte, nesta época, era ensinada pelos jesuítas e
frades de várias outras ordens sendo que estes
religiosos eram de várias nacionalidades o que
contribuiu para o enriquecimento do Barroco
Brasileiro;
 Não se dava importância à autoria da obra; portanto,
existiam muitas obras anônimas.
 Predomínio de temas religiosos. Utilizava-se mais a
pintura arquitetônica e menos a de cavalete.
 Imagens de pedra-sabão, argila e madeira;
 As Igrejas eram construídas de forma bastante
simples exteriormente, mas, no seu interior, eram
ricamente ornamentadas muitas vezes com altares
todo recobertos com folhas de ouro;
 Imagem do “Santo –do-pau-oco”;
IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DA PENITÊNCIA - RJ
IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO –
SALVADOR -BA
AZULEJOS
BARROCO EM MINAS GERAIS
 Nasceu em MG a arquitetura brasileira;
 Por estar afastado do litoral e estar protegido pelas
montanhas, o Barroco em Minas viu-se obrigado a
adotar soluções próprias, tornando-se mais
original;
 Nasceu numa sociedade urbana e burguesa,
enriquecida a duras penas e avessa a ostentações.
MANOEL DA COSTA ATAÍDE - Mestre Ataíde - Pintura
ANTONIO FRANCISCO LISBOA - ALEIJADINHO
Destacou-se na escultura e foi autodidata;
Trabalhou junto com seu pai, Manuel Francisco Lisboa –
arquiteto-, com quem aprendeu o ofício e teve
convivência com outros mestres;
Leu muitos livros- daí seu aprendizado erudito;
Projetou a Igreja de São Francisco de Assis e seu pai
projetou a Igreja da Ordem Terceira do Carmo;
Seu estilo teve 2 fases bem distintas:
- A fase da saúde marcou-se pela clareza e serenidade
e magistral equilíbrio na ornamentação leve.
- E a fase da doença acentuadamente marcada pelo
expressionismo de suas obras, consegue imprimir a
sensação de nobreza deformando as figuras para incutir-
lhes expressão íntima, de vida calma ou agitada,
atribulada ou serena.
Devido à doença foi obrigado a andar de
joelhos e perdeu os dedos das mãos.
Continuou seu trabalho amarrando os
instrumentos nos braços para esculpir a
pedra-sabão e a madeira.
“No anfiteatro de montanhas/ Os profetas do Aleijadinho/
Monumentalizam a paisagem/ As cúpulas brancas dos
Passos/ E os cocares revirados das palmeiras/ são degraus
da arte do meu país” – Osvwald de Andrade
Modernismo
Semana de Arte Moderna no Brasil
A Semana de Arte Moderna de 22,
realizada no Teatro Municipal de São
Paulo, contou com a participação de
escritores, artistas plásticos, arquitetos e
músicos.
Inserida nas festividades de
comemoração do centenário da
independência do Brasil, em 1922, a
Semana de Arte Moderna apresenta-se
como a primeira manifestação coletiva
pública na história cultural brasileira a
favor de um espírito novo e moderno em
oposição à cultura e à arte de teor
conservador, predominantes no país
desde o século XIX.
Entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, realiza-
se um festival com uma exposição com cerca de 100
obras e três sessões literárias e musicais noturnas.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as
tendências vanguardistas da Europa sem perder o
caráter nacional, era uma das grandes aspirações
que a Semana tinha de divulgar.
Semana de Arte Moderna
(13,15 e17 de fevereiro de 1922)
 Teatro Municipal de São Paulo;
 no interior do teatro foram apresentados
concertos e conferências;
 no saguão foram montadas exposições de
artistas plásticos;
 arquitetos: Antonio Moya;
 escultores: Vítor Brecheret;
 desenhistas e pintores: Anita Malfatti, Di
Cavalcanti, John Graz, e Vicente do Rego
Monteiro.
São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a
realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande
número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a
implantação de indústrias e reurbanização. Era, enfim, uma cidade favorável a
ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.
Imagem: Guilherme Gaensly / Vale do Anhangabaú / Public Domain
Imagem: Caio Guimarães/ Teatro Municipal de São Paulo/ Creative
Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 2.0 Generic
Esse era o ano em que o país
comemorava o primeiro
centenário da Independência e
os jovens modernistas
pretendiam redescobrir o Brasil,
libertando-o das amarras que o
prendiam aos padrões
estrangeiros. Seria, então, um
movimento pela independência
artística do Brasil.
Os jovens modernistas da
Semana negavam, antes de
mais nada, o academicismo nas
artes. A essa altura, estavam já
influenciados esteticamente por
tendências e movimentos como
o Cubismo, o Expressionismo e
diversas ramificações pós-
impressionistas.
Imagem: Eliseu Visconti / Selo comemorativo
do 1º centenario da independência /
http://www.eliseuvisconti.com.br/Catalogo/Tec
nica/2/Aquarelas.aspx
Imagem: Moeda de 500 reis /
Coleção Eduardo Rezende/
http://www.moedasdobrasil.com.
br/series.asp?s=19
Imagem: Autor Desconhecido / Vista do portal de acesso ao Parque de
diversões no centenário da independência. / Museu da imagem e do som /
http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_mlr_ctr.htm
Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade
crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del
Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que
vão se conscientizando do tempo em que vivem.
Imagem:OswalddeAndrade/Autor
desconhecido/PublicDomain.
Imagem:MenottidelPicchia/Autor
desconhecido/DomínioPublico.
Imagem:MariodeAndrade/MichelleRizzo/
PublicDomain.
Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas
exposições de pintura que colocam a arte moderna
de um modo concreto para os brasileiros: a de
Lasar Segall, em 1913 e a de Anita Malfatti, em
1917.
Imagem: A Família/ Lasar Segall /
http://www.febf.uerj.br/pesquisa/semana_22.html
Imagem: A estudante/ Anita Malfatti / Museu de Arte de
São Paulo Assis / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti
A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados
Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro.
As obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas
do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas
reações da crítica conservadora.
Imagem: A boba/ Anita Mafaltti/ Museu de arte contemporânea da
universidade de São Paulo / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti
Imagem: O homem amarelo / Anita Mafaltti / Ilustração do
colega Mario de Andrade / Instituto de Estudos Brasileiros da
USP/ Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti.
A Semana, de uma certa
maneira, nada mais foi do
que uma ebulição de novas
ideias totalmente libertadas;
nacionalistas em busca de
uma identidade própria e de
uma maneira mais livre de
expressão.
Não se tinha, porém, um
programa definido: sentia-se
muito mais um desejo de
experimentar diferentes
caminhos do que de definir
um único ideal moderno.Imagem: Morro Vermelho / Lasar Segall / Museu Lasar Segall /
http://www.museusegall.org.br/mlsItem.asp?sSume=2&sItem=125
 Artistas que iniciaram o Modernismo no Brasil e
que participaram da Semana: Mário de Andrade,
Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do
Amaral, Di Cavalcanti, Víctor Brecheret, Plínio
Salgado, Menotti Del Pichia, Guilherme de
Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos entre
outros.
Emiliano Augusto Cavalcanti De Albuquerque Melo
Di Cavalcanti (1897-1976)
 Um dos grandes incentivadores da Semana de
Arte Moderna de 1922;
 Entre 1935 e 1940, viveu na Europa, onde
esteve em contato com os artistas mais notáveis
da época;
 Na década de 40 sua arte estava amadurecida
e conquistou definitivamente seu espaço na
pintura brasileira.
“Mulata com Leque”
Di Cavalcanti (1937)
 Foi influenciado por
Picasso, Gauguin,
Matisse e Braque;
 foi capaz de
transformar essa
influência numa
produção muito
pessoal e associada
aos temas nacionais.
Tarsila do Amaral (1886-1973)
 Não expôs na Semana de 22;
 Em 1923, na Europa, passou pela influência
Impressionista e encontrou o Cubismo;
 Em 1924, estava no Brasil e deu início a fase que
ela chamou de pau-brasil;
 Em 1928, deu início à fase antropofágica, que
propunha que os artistas brasileiros
conhecessem os movimentos estéticos modernos
europeus, mas criassem uma arte com feição
brasileira;
 Para ser artista moderno no Brasil, não bastava
seguir as tendências europeias, era preciso criar
algo enraizado na cultura do país.
“Abaporu”, Tarsila do Amaral (1928)
 Tela cujo nome é de
origem indígena e
significa “antropófago”;
 foi a partir dessa tela
que Oswald de
Andrade elaborou o
Manifesto
Antropofágico,
publicado no primeiro
número da Revista de
Antropofagia, em
1928.
“Operários”, Tarsila do Amaral
(1931)
 Temática social, depois de uma viagem à União
Soviética em 1931.
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Aula 5 art em

  • 1. AULA 5 - ARTES
  • 2. Brasil Colonial Panorama da arte no Brasil com a chegada dos portugueses: - encontro com os índios que eram considerados selvagens – arte plumária, cestaria e pintura corporal.
  • 3.  A arte indígena é sucessora das pinturas rupestres e outras manifestações da chamada arte pré-histórica.  A principal manifestação pictórica era a ornamentação corporal à base de três cores principais: VERMELHO – extraído das sementes do urucum; PRETO – extraído do sumo do jenipapo e BRANCO da tabatinga.  Estas pinturas eram feitas para que cada membro da coletividade pudesse ser imediatamente identificado segundo o grupo social a que pertencia: nobres, guerreiros ou povo comum.  Com esta ornamentação corporal o indígena brasileiro procurava diferenciar-se dos animais opondo à realidade da natureza sua própria opção cultural.  A ornamentação sempre teve padrões geométricos ou signos convencionais. A cerâmica utilitária, estatuetas e figuras, etc. constituem um campo de aplicação nada desprezível da arte da pintura entre nossos indígenas.
  • 4.
  • 5. Os índios realizavam sua arte que não era considerada como tal pelos colonizadores (visão ocidentalizada da Arte). Os portugueses que aqui chegaram apenas vieram ocupar o território – não houve fixação do homem na nova terra: Ambiciosos e aventureiros em busca de fortuna fácil. Degredado que vem para o Brasil como punição. Índio e negro tornados escravos. Diante deste quadro não havia condições de se progredir em qualquer área.
  • 6.  Os primeiros artistas:  Os jesuítas e outros religiosos tiveram grande influência na civilização brasileira;  Os colégios e seminários se tornaram as primeiras escolas de belas artes do país;  Profundamente de espírito religioso, a pintura brasileira (afresco- pintura em paredes, têmpera- pintura em que se mistura o pigmento em água; e óleo- tinta à base de óleo) sofreu grande influência do Barroco europeu;  Os primeiros artistas eram autodidatas; copiavam tudo o que chegava da Europa: estampas, gravuras, desenhos, sempre na mais absoluta dependência das irmandades religiosas que traziam a arte reproduzida na Europa.  Não havia escolas, portanto, a vocação artística erudita era nula ( quando falamos em “vocação artística erudita” entenda-se com uma visão de arte europeia e ocidentalizada).
  • 7. A Missão Holandesa  Chegada de Maurício de Nassau em 1637 – veio com a intenção de melhorar o ambiente cultural da colônia;  Nassau trouxe artistas de sua terra – homens cultos e também protestantes como ele para retratarem a nova terra;  Os jesuítas não viram com bons olhos esta iniciativa;  Frans Post e Albert Eckhout foram os principais pintores desta missão;  Eles se fixaram no Nordeste.
  • 8. ECKHOUT •DANÇA TAPUIA Pintou os nativos e a natureza, a flora e fauna do país
  • 9.
  • 10. FRANS POST FORNALHA Era mestre na perspectiva aérea pintou as paisagens, portos e fazendas documentando a região.
  • 12.
  • 13. BARROCO BRASILEIRO  Desenvolveu-se do séc.XVIII ao início do séc. XIX;  Na Europa, o Barroco já estava em declínio;  O Barroco brasileiro varia de uma região para outra. Nas regiões que se enriqueceram com a mineração e o açúcar –MG, RJ, BA, PE – as obras são detalhadas, refinadas e feitas por artistas de renome; já nas regiões onde não havia açúcar nem ouro –como SP- os trabalhos são mais modestos e feitos por artistas menos experientes.
  • 14.  A arte, nesta época, era ensinada pelos jesuítas e frades de várias outras ordens sendo que estes religiosos eram de várias nacionalidades o que contribuiu para o enriquecimento do Barroco Brasileiro;  Não se dava importância à autoria da obra; portanto, existiam muitas obras anônimas.  Predomínio de temas religiosos. Utilizava-se mais a pintura arquitetônica e menos a de cavalete.  Imagens de pedra-sabão, argila e madeira;  As Igrejas eram construídas de forma bastante simples exteriormente, mas, no seu interior, eram ricamente ornamentadas muitas vezes com altares todo recobertos com folhas de ouro;  Imagem do “Santo –do-pau-oco”;
  • 15. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DA PENITÊNCIA - RJ
  • 16. IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO – SALVADOR -BA
  • 18. BARROCO EM MINAS GERAIS  Nasceu em MG a arquitetura brasileira;  Por estar afastado do litoral e estar protegido pelas montanhas, o Barroco em Minas viu-se obrigado a adotar soluções próprias, tornando-se mais original;  Nasceu numa sociedade urbana e burguesa, enriquecida a duras penas e avessa a ostentações.
  • 19. MANOEL DA COSTA ATAÍDE - Mestre Ataíde - Pintura
  • 20.
  • 21. ANTONIO FRANCISCO LISBOA - ALEIJADINHO Destacou-se na escultura e foi autodidata; Trabalhou junto com seu pai, Manuel Francisco Lisboa – arquiteto-, com quem aprendeu o ofício e teve convivência com outros mestres; Leu muitos livros- daí seu aprendizado erudito; Projetou a Igreja de São Francisco de Assis e seu pai projetou a Igreja da Ordem Terceira do Carmo; Seu estilo teve 2 fases bem distintas: - A fase da saúde marcou-se pela clareza e serenidade e magistral equilíbrio na ornamentação leve. - E a fase da doença acentuadamente marcada pelo expressionismo de suas obras, consegue imprimir a sensação de nobreza deformando as figuras para incutir- lhes expressão íntima, de vida calma ou agitada, atribulada ou serena.
  • 22. Devido à doença foi obrigado a andar de joelhos e perdeu os dedos das mãos. Continuou seu trabalho amarrando os instrumentos nos braços para esculpir a pedra-sabão e a madeira.
  • 23.
  • 24. “No anfiteatro de montanhas/ Os profetas do Aleijadinho/ Monumentalizam a paisagem/ As cúpulas brancas dos Passos/ E os cocares revirados das palmeiras/ são degraus da arte do meu país” – Osvwald de Andrade
  • 25.
  • 26.
  • 27. Modernismo Semana de Arte Moderna no Brasil A Semana de Arte Moderna de 22, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. Inserida nas festividades de comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX.
  • 28. Entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, realiza- se um festival com uma exposição com cerca de 100 obras e três sessões literárias e musicais noturnas. A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa sem perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha de divulgar.
  • 29. Semana de Arte Moderna (13,15 e17 de fevereiro de 1922)  Teatro Municipal de São Paulo;  no interior do teatro foram apresentados concertos e conferências;  no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos;  arquitetos: Antonio Moya;  escultores: Vítor Brecheret;  desenhistas e pintores: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, e Vicente do Rego Monteiro.
  • 30. São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização. Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas. Imagem: Guilherme Gaensly / Vale do Anhangabaú / Public Domain Imagem: Caio Guimarães/ Teatro Municipal de São Paulo/ Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 2.0 Generic
  • 31. Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros. Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil. Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós- impressionistas. Imagem: Eliseu Visconti / Selo comemorativo do 1º centenario da independência / http://www.eliseuvisconti.com.br/Catalogo/Tec nica/2/Aquarelas.aspx Imagem: Moeda de 500 reis / Coleção Eduardo Rezende/ http://www.moedasdobrasil.com. br/series.asp?s=19 Imagem: Autor Desconhecido / Vista do portal de acesso ao Parque de diversões no centenário da independência. / Museu da imagem e do som / http://www.dezenovevinte.net/arte%20decorativa/ad_mlr_ctr.htm
  • 32. Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Imagem:OswalddeAndrade/Autor desconhecido/PublicDomain. Imagem:MenottidelPicchia/Autor desconhecido/DomínioPublico. Imagem:MariodeAndrade/MichelleRizzo/ PublicDomain.
  • 33. Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913 e a de Anita Malfatti, em 1917. Imagem: A Família/ Lasar Segall / http://www.febf.uerj.br/pesquisa/semana_22.html Imagem: A estudante/ Anita Malfatti / Museu de Arte de São Paulo Assis / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti
  • 34. A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro. As obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora. Imagem: A boba/ Anita Mafaltti/ Museu de arte contemporânea da universidade de São Paulo / Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti Imagem: O homem amarelo / Anita Mafaltti / Ilustração do colega Mario de Andrade / Instituto de Estudos Brasileiros da USP/ Copyright - Elizabeth Cecília Malfatti.
  • 35. A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas; nacionalistas em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.Imagem: Morro Vermelho / Lasar Segall / Museu Lasar Segall / http://www.museusegall.org.br/mlsItem.asp?sSume=2&sItem=125
  • 36.  Artistas que iniciaram o Modernismo no Brasil e que participaram da Semana: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos entre outros.
  • 37. Emiliano Augusto Cavalcanti De Albuquerque Melo Di Cavalcanti (1897-1976)  Um dos grandes incentivadores da Semana de Arte Moderna de 1922;  Entre 1935 e 1940, viveu na Europa, onde esteve em contato com os artistas mais notáveis da época;  Na década de 40 sua arte estava amadurecida e conquistou definitivamente seu espaço na pintura brasileira.
  • 38. “Mulata com Leque” Di Cavalcanti (1937)  Foi influenciado por Picasso, Gauguin, Matisse e Braque;  foi capaz de transformar essa influência numa produção muito pessoal e associada aos temas nacionais.
  • 39. Tarsila do Amaral (1886-1973)  Não expôs na Semana de 22;  Em 1923, na Europa, passou pela influência Impressionista e encontrou o Cubismo;  Em 1924, estava no Brasil e deu início a fase que ela chamou de pau-brasil;  Em 1928, deu início à fase antropofágica, que propunha que os artistas brasileiros conhecessem os movimentos estéticos modernos europeus, mas criassem uma arte com feição brasileira;  Para ser artista moderno no Brasil, não bastava seguir as tendências europeias, era preciso criar algo enraizado na cultura do país.
  • 40. “Abaporu”, Tarsila do Amaral (1928)  Tela cujo nome é de origem indígena e significa “antropófago”;  foi a partir dessa tela que Oswald de Andrade elaborou o Manifesto Antropofágico, publicado no primeiro número da Revista de Antropofagia, em 1928.
  • 41. “Operários”, Tarsila do Amaral (1931)  Temática social, depois de uma viagem à União Soviética em 1931.