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Curso Técnico Integrado em
Manutenção e Suporte em Informática
Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores
05. Introdução aos Sistemas Estruturados
Prof. Ronaldo <ronaldo.maia@ifrn.edu.br>
Introdução
 As redes de computadores surgiram e evoluíram
com a crescente necessidade de compartilhamento
de recursos computacionais e de informação nas
empresas
 As primeiras redes eram de pequeno porte
 Uso de soluções patenteadas de um único fabricante
 Nos EUA (64) foi usado comercialmente um sistema integrado de
computadores para a reserva de passagens de companhias aéreas
 Década de 70: primeira iniciativa para a implantação de
uma rede de diferentes fabricantes
 Grupo formado por empresas e entidades de padronização deram
início aos chamados “protocolos abertos”
Introdução
 A tecnologia das LANs moveu-se rapidamente do estágio
experimental à disponibilidade comercial, e a velocidade de
transmissão de 10Mbps a 10Gbps em torno de 20 anos
 As razões por traz desse crescimento podem ser classificadas
em dois pontos gerais:
 Tecnologia do cabeamento
 Tecnologia de produtos
(software e hardware) para
redes de computadores
 A figura ao lado ilustra a
evolução das velocidades a
partir de 1970
Fonte:
MARIN,
Cabeamento
Estruturado.
Ed.
Érica,
2013
Introdução
 É cada vez maior a tendência de integração entre
as redes de computadores e os diversos serviços
de comunicação e automação existentes
 Telefonia, sistemas de segurança, de administração
predial, etc.
 Fusão de tecnologias →
mudança na concepção dos
ambientes de trabalho
 A infraestrutura básica para o
uso destas tecnologias é o
Sistema de Cabeamento
Estruturado
O Sistema Estruturado
 Sistemas de Cabeamento Estruturado [PINHEIRO]
 Seu objetivo principal é organizar e unificar as instalações de
cabos existentes e os novos sistemas de cabeamento em
empresas, residências e indústria
 Trata-se de uma rede física passiva, que comporta as mais
variadas aplicações (sinais de voz, dados, imagem e controle),
adequada para o tráfego de quaisquer sinais de baixa tensão,
até um limite de frequência definido
 Regido por normas internacionais, utiliza conectores e cabos
padronizados, de forma a integrar a rede de comunicação de
dados, voz e imagem, suportando ainda controles lógicos como
alarmes e sensores de temperatura, umidade, fumaça, etc.
O Sistema Estruturado
 Conceito de Cabeamento Estruturado [MARIN]
 É um sistema que envolve cabos e hardware de conexão
(definidos em normas), capaz de ateder às necessidades dos
usuários de redes nos mais diferentes tipos de edificações
 Deve ser projetado de forma que em cada área de trabalho
qualquer serviço de telecomunicações possa ser habilitado e
utilizado por qualquer usuário no edifício (ou edifícios)
 Uma tomada de telecomunicações pode ser usada por qualquer
aplicação disponível na rede
OBS: No Brasil, este conceito normalmente é mal interpretado por profissionais, e,
muitas vezes, instalações vendidas como estruturadas nada mais são que sistemas
independentes e isolados cujos pontos terminam em uma mesma área de trabalho
O Sistema Estruturado
 Um pouco de estatística
 Cerca de 70% dos problemas de uma rede deve-se ao
cabeamento
 Vida útil média do software: 2 a 3 anos
 Vida útil média do hardware: 5 anos
 Vida útil do cabeamento: em torno de 15 anos
 40% dos funcionários de uma empresa mudam
fisicamente de lugar pelo menos uma vez ao ano
 Dentre os gastos com a implantação de uma nova rede
completa (softwares, estações de trabalho, hardware de
rede) o de cabeamento é o menor (cerca de 6%)
[Fonte: PINHEIRO, Guia Completo de Cabeamento de Redes, Ed Campus, 2003.]
O Sistema Estruturado
 Panorama Atual
 Apesar das vantagens oferecidas pelo sistema estruturado,
no Brasil, o cabeamento não estruturado ainda é muito
utilizado como infra-estrutura nas empresas e indústrias
Cabeamento não-estruturado
 É aquele normalmente executado sem um
planejamento prévio
 Dimensionamento não considera modificações ou
futuras expansões na rede
 Utiliza cabos específicos para cada aplicação
 Uso de diversos padrões, topologias, conectores, etc.
 Sofrem modificações para cada layout da rede
 Vantagens
 Custo inicial relativamente baixo
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Cabeamento não-estruturado
 Outras características da rede não-estruturada
 Passagem de cabos geralmente é feita em estrutura já
existente e nem sempre adequada (ex: sist. elétrico)
 Cabos são lançados em função dos dispositivos
existentes, não sendo observadas futuras ampliações
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 Pouca ou nenhuma flexibilidade
 Não envolve obras civis, “improvisando” caminhos
adicionais para novos cabos
 Sem documentação adequada dos pontos
 Muitas das especificações técnicas não são observadas
Cabeamento não-estruturado
 Além baixo investimento, só haverá vantagem se:
 O layout físico sofre poucas modificações
 A rede cresce muito lentamente
 Na prática, a maioria das redes sofrem constantes
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estrutura física ao longo do tempo
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cabeamento estruturado
 Maior probabilidade de mudanças
 Maior facilidade no gerenciamento
Situações comparativas:
Estruturado x Não-Estruturado
Fonte:
PINHEIRO,
Guia
Completo
de
Cabeamento
de
Redes,
Ed
Campus,
2003
Exemplo de ambiente típico
de Rede Local
v
v
v
Principais normas de
cabeamento estruturado
 Brasileira: ABNT NBR 14565:2013
 Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers
 Publicações: 2000, 2007, 2012 (+ emenda), 2013
 Americana: ANSI/TIA-568-C
 C.0: Cabeamento de telecomunicações genérico para as dependências do
cliente (início/2009).
 C.1: Cabeamento de telecomunicações para edifícios comerciais (início/2009).
 C.2: Cabeamento de telecomunicações em par balanceado e componentes
(final/2009).
 C.3: Componentes de cabeamento em fibra ótica (final/2008)
 C.4: Cabeamento coaxial e componentes para banda larga (final/2011)
 Internacional: ISO/IEC 11801:2002 2a ed, adendo I (2010)
 Européia: EN 50173:2011
 Apresentam pequenas diferenças em suas nomenclaturas
Relação entre as normas 568-C
e outras normas ANSI/TIA
aplicáveis aos sistemas de
cabeamento estruturado
Fonte: MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento
Estruturado - Desvendando cada passo: do projeto à
instalação. São Paulo: Érica, 2013.
 Um sistema de cabeamento estruturado é dividido
basicamente em dois subsistemas:
 Cabeamento Horizontal
 Cabeamento Vertical (Backbone)
 Backbone de campus
 Backbone de edifício
 Estes subsistemas são responsáveis pela ligação de
alguns espaços (elementos funcionais) bem definidos:
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 Sala de equipamentos (ER)
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Componentes de um Sistema
de Cabeamento Estruturado
 Na figura abaixo, podemos identificar os 6 elementos que
compõem um sistema de
cabeamento estruturado
1 Cabeamento horizontal
2 Cabeamento vertical
3 Área de trabalho
4 Salas de telecomunicações
5 Sala de equipamentos
6 Infraestrutura de entrada
Componentes de um Sistema
de Cabeamento Estruturado
OBS: Os termos podem variar de acordo com a norma
Cabeamento Horizontal
Área de Trabalho
Cabeamento Horizontal
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Sala de Telecomunicações
 É a parte do sistema que conecta o distribuidor de piso de uma sala
de telecomunicações às tomadas de telecomunicações das áreas de
trabalho do mesmo pavimento ou pavimento adjacente
 Os segmentos de cabo que normalmente o compõe são instalados em dutos
embutidos no piso; ou em eletrocalhas ou bandejas suspensas ao teto
 Deve ser instalado na topologia estrela, com um segmento de cabo exclusivo
entre cada porta do distribuidor de piso e uma tomada de telecomunicações da
área de trabalho atendida por esse elemento
Cabeamento Vertical
(Backbone)
Backbone de campus
(interbuilding)
Backbone de edifício
(intrabuilding)
Fonte:
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 É a parte do sistema que interconecta salas de telecomunicações, salas de
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FD
FD
FD
FD
CD
CD: Distribuidor de campus
BD: Distribuidor de edifício
FD: Distribuidor de piso
Backbone de edifício
(dentro do edifício)
Fonte: MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado - Desvendando cada passo: do projeto à instalação. São Paulo: Érica, 2013 - pág. 56
Edifício 1
Edifício 2
FD
FD
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Backbone de campus
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S/FTP
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U/UTP
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Fibra óptica:
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Cordão óptico
Cabo óptico “n” fibras
Área de Trabalho (WA)
Computadores
Telefones
Tomadas, Cabos (Line Cords)
 São os espaços do edifício comercial onde os usuários da rede
interagem com seus equipamentos terminais
 Devem ser projetados para tornar a interação o mais amigável possível
 Espaço em um sistema de telecomunicações onde cabos provenientes do distri-
buidor de piso (FD) são terminados em uma tomada de telecomunicações (TO)
Área de Trabalho (WA)
 Conectores e tomadas
Conectores RJ-45 fêmea apresentam as indicações dos padrões T568A e T568B
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Sala de Telecomunicações (TR)
 É um espaço dentro do edifício comercial usado para a
interconexão dos subsistemas horizontal e vertical
 Espaço onde se encontra o distribuidor de piso que distribui o
cabeamento horizontal
 Uma boa recomendação é que haja uma sala de telecomu-
nicações em cada pavimento de um edifício para atender
suas áreas de trabalho
 Não sendo possível, uma mesma sala pode atender pavimentos
adjacentes
D.I.O.
Patch Panel
Sala de Telecomunicações (TR)
Ativo (ex:switch)
Guia de cabos
 Local onde encontramos uma infraestrutura especial para os equipamentos de
telecomunicações e servidores, e as ligações para as salas de telecomunicações
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Sala de Equipamentos (ER)
Fonte: Furukawa
Infraestrutura de Entrada
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 Espaço do sistema de cabeamento que contém o ponto de demarcação do
cabeamento externo e interno
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necessários para interligar os cabeamento externo e interno
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backbone de campus
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polegdas (19”)
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Armário de Telecomunicações
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servidores)
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internos ópticos (DIO),
guias de cabos
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 Terminadores para o cabeamento horizontal,
proveniente da área de trabalho
Patch Panel (Painel de Conexão)
 Terminadores ópticos, normalmente utilizados no
cabeamento vertical
DIO (Distribuidor Interno Óptico)
Referências Bibliográficas
 MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado -
Desvendando cada passo: do projeto à instalação. São
Paulo: Érica, 2013.
 PINHEIRO. José Maurício dos. Guia Completo de
Cabeamento de Redes. RJ: Campus, 2003.
 ABNT NBR 14565:2013 - Cabeamento estruturado para
edifícios comerciais e data centers
 Disponível em: www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=307178

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Aula 05 introducao aos sistemas estruturados

  • 1. Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores 05. Introdução aos Sistemas Estruturados Prof. Ronaldo <ronaldo.maia@ifrn.edu.br>
  • 2. Introdução  As redes de computadores surgiram e evoluíram com a crescente necessidade de compartilhamento de recursos computacionais e de informação nas empresas  As primeiras redes eram de pequeno porte  Uso de soluções patenteadas de um único fabricante  Nos EUA (64) foi usado comercialmente um sistema integrado de computadores para a reserva de passagens de companhias aéreas  Década de 70: primeira iniciativa para a implantação de uma rede de diferentes fabricantes  Grupo formado por empresas e entidades de padronização deram início aos chamados “protocolos abertos”
  • 3. Introdução  A tecnologia das LANs moveu-se rapidamente do estágio experimental à disponibilidade comercial, e a velocidade de transmissão de 10Mbps a 10Gbps em torno de 20 anos  As razões por traz desse crescimento podem ser classificadas em dois pontos gerais:  Tecnologia do cabeamento  Tecnologia de produtos (software e hardware) para redes de computadores  A figura ao lado ilustra a evolução das velocidades a partir de 1970 Fonte: MARIN, Cabeamento Estruturado. Ed. Érica, 2013
  • 4. Introdução  É cada vez maior a tendência de integração entre as redes de computadores e os diversos serviços de comunicação e automação existentes  Telefonia, sistemas de segurança, de administração predial, etc.  Fusão de tecnologias → mudança na concepção dos ambientes de trabalho  A infraestrutura básica para o uso destas tecnologias é o Sistema de Cabeamento Estruturado
  • 5. O Sistema Estruturado  Sistemas de Cabeamento Estruturado [PINHEIRO]  Seu objetivo principal é organizar e unificar as instalações de cabos existentes e os novos sistemas de cabeamento em empresas, residências e indústria  Trata-se de uma rede física passiva, que comporta as mais variadas aplicações (sinais de voz, dados, imagem e controle), adequada para o tráfego de quaisquer sinais de baixa tensão, até um limite de frequência definido  Regido por normas internacionais, utiliza conectores e cabos padronizados, de forma a integrar a rede de comunicação de dados, voz e imagem, suportando ainda controles lógicos como alarmes e sensores de temperatura, umidade, fumaça, etc.
  • 6. O Sistema Estruturado  Conceito de Cabeamento Estruturado [MARIN]  É um sistema que envolve cabos e hardware de conexão (definidos em normas), capaz de ateder às necessidades dos usuários de redes nos mais diferentes tipos de edificações  Deve ser projetado de forma que em cada área de trabalho qualquer serviço de telecomunicações possa ser habilitado e utilizado por qualquer usuário no edifício (ou edifícios)  Uma tomada de telecomunicações pode ser usada por qualquer aplicação disponível na rede OBS: No Brasil, este conceito normalmente é mal interpretado por profissionais, e, muitas vezes, instalações vendidas como estruturadas nada mais são que sistemas independentes e isolados cujos pontos terminam em uma mesma área de trabalho
  • 7. O Sistema Estruturado  Um pouco de estatística  Cerca de 70% dos problemas de uma rede deve-se ao cabeamento  Vida útil média do software: 2 a 3 anos  Vida útil média do hardware: 5 anos  Vida útil do cabeamento: em torno de 15 anos  40% dos funcionários de uma empresa mudam fisicamente de lugar pelo menos uma vez ao ano  Dentre os gastos com a implantação de uma nova rede completa (softwares, estações de trabalho, hardware de rede) o de cabeamento é o menor (cerca de 6%) [Fonte: PINHEIRO, Guia Completo de Cabeamento de Redes, Ed Campus, 2003.]
  • 8. O Sistema Estruturado  Panorama Atual  Apesar das vantagens oferecidas pelo sistema estruturado, no Brasil, o cabeamento não estruturado ainda é muito utilizado como infra-estrutura nas empresas e indústrias
  • 9. Cabeamento não-estruturado  É aquele normalmente executado sem um planejamento prévio  Dimensionamento não considera modificações ou futuras expansões na rede  Utiliza cabos específicos para cada aplicação  Uso de diversos padrões, topologias, conectores, etc.  Sofrem modificações para cada layout da rede  Vantagens  Custo inicial relativamente baixo  Implantação em um curto período de tempo
  • 10. Cabeamento não-estruturado  Outras características da rede não-estruturada  Passagem de cabos geralmente é feita em estrutura já existente e nem sempre adequada (ex: sist. elétrico)  Cabos são lançados em função dos dispositivos existentes, não sendo observadas futuras ampliações  Não utilizam nenhum tipo de organizadores de cabos  Pouca ou nenhuma flexibilidade  Não envolve obras civis, “improvisando” caminhos adicionais para novos cabos  Sem documentação adequada dos pontos  Muitas das especificações técnicas não são observadas
  • 11. Cabeamento não-estruturado  Além baixo investimento, só haverá vantagem se:  O layout físico sofre poucas modificações  A rede cresce muito lentamente  Na prática, a maioria das redes sofrem constantes modificações, exclusões e ampliações em sua estrutura física ao longo do tempo  Quanto maior a rede, maior a necessidade do cabeamento estruturado  Maior probabilidade de mudanças  Maior facilidade no gerenciamento
  • 12. Situações comparativas: Estruturado x Não-Estruturado Fonte: PINHEIRO, Guia Completo de Cabeamento de Redes, Ed Campus, 2003
  • 13. Exemplo de ambiente típico de Rede Local v v v
  • 14. Principais normas de cabeamento estruturado  Brasileira: ABNT NBR 14565:2013  Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers  Publicações: 2000, 2007, 2012 (+ emenda), 2013  Americana: ANSI/TIA-568-C  C.0: Cabeamento de telecomunicações genérico para as dependências do cliente (início/2009).  C.1: Cabeamento de telecomunicações para edifícios comerciais (início/2009).  C.2: Cabeamento de telecomunicações em par balanceado e componentes (final/2009).  C.3: Componentes de cabeamento em fibra ótica (final/2008)  C.4: Cabeamento coaxial e componentes para banda larga (final/2011)  Internacional: ISO/IEC 11801:2002 2a ed, adendo I (2010)  Européia: EN 50173:2011  Apresentam pequenas diferenças em suas nomenclaturas
  • 15. Relação entre as normas 568-C e outras normas ANSI/TIA aplicáveis aos sistemas de cabeamento estruturado Fonte: MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado - Desvendando cada passo: do projeto à instalação. São Paulo: Érica, 2013.
  • 16.  Um sistema de cabeamento estruturado é dividido basicamente em dois subsistemas:  Cabeamento Horizontal  Cabeamento Vertical (Backbone)  Backbone de campus  Backbone de edifício  Estes subsistemas são responsáveis pela ligação de alguns espaços (elementos funcionais) bem definidos:  Área de trabalho (WA)  Salas de telecomunicações (TR)  Sala de equipamentos (ER)  Infra estrutura de entrada (EF) Componentes de um Sistema de Cabeamento Estruturado
  • 17.  Na figura abaixo, podemos identificar os 6 elementos que compõem um sistema de cabeamento estruturado 1 Cabeamento horizontal 2 Cabeamento vertical 3 Área de trabalho 4 Salas de telecomunicações 5 Sala de equipamentos 6 Infraestrutura de entrada Componentes de um Sistema de Cabeamento Estruturado OBS: Os termos podem variar de acordo com a norma
  • 18. Cabeamento Horizontal Área de Trabalho Cabeamento Horizontal Patch Panel Sala de Telecomunicações  É a parte do sistema que conecta o distribuidor de piso de uma sala de telecomunicações às tomadas de telecomunicações das áreas de trabalho do mesmo pavimento ou pavimento adjacente  Os segmentos de cabo que normalmente o compõe são instalados em dutos embutidos no piso; ou em eletrocalhas ou bandejas suspensas ao teto  Deve ser instalado na topologia estrela, com um segmento de cabo exclusivo entre cada porta do distribuidor de piso e uma tomada de telecomunicações da área de trabalho atendida por esse elemento
  • 19. Cabeamento Vertical (Backbone) Backbone de campus (interbuilding) Backbone de edifício (intrabuilding) Fonte: Furukawa  É a parte do sistema que interconecta salas de telecomunicações, salas de equipamentos e infraestrutura de entrada principal do edifício
  • 20. FD FD FD FD CD CD: Distribuidor de campus BD: Distribuidor de edifício FD: Distribuidor de piso Backbone de edifício (dentro do edifício) Fonte: MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado - Desvendando cada passo: do projeto à instalação. São Paulo: Érica, 2013 - pág. 56 Edifício 1 Edifício 2 FD FD BD Backbone de campus (entre edifícios) Cabeamento Vertical (Backbone)
  • 21. Tipos de cabos utilizados (Horizontal/Vertical) F/UTP (Foiled/Unshielded Twisted-Pair) Apenas blindagem geral Blindagem individual e geral S/FTP (Screened/Foiled Twisted-Pair) U/UTP (Unshielded Twisted-Pair) Par trançado sem blindagem Fibra óptica: - Multimodo - Monomodo Cordão óptico Cabo óptico “n” fibras
  • 22. Área de Trabalho (WA) Computadores Telefones Tomadas, Cabos (Line Cords)  São os espaços do edifício comercial onde os usuários da rede interagem com seus equipamentos terminais  Devem ser projetados para tornar a interação o mais amigável possível  Espaço em um sistema de telecomunicações onde cabos provenientes do distri- buidor de piso (FD) são terminados em uma tomada de telecomunicações (TO)
  • 23. Área de Trabalho (WA)  Conectores e tomadas Conectores RJ-45 fêmea apresentam as indicações dos padrões T568A e T568B Conectorização RJ-45 macho
  • 24. Sala de Telecomunicações (TR)  É um espaço dentro do edifício comercial usado para a interconexão dos subsistemas horizontal e vertical  Espaço onde se encontra o distribuidor de piso que distribui o cabeamento horizontal  Uma boa recomendação é que haja uma sala de telecomu- nicações em cada pavimento de um edifício para atender suas áreas de trabalho  Não sendo possível, uma mesma sala pode atender pavimentos adjacentes
  • 25. D.I.O. Patch Panel Sala de Telecomunicações (TR) Ativo (ex:switch) Guia de cabos
  • 26.  Local onde encontramos uma infraestrutura especial para os equipamentos de telecomunicações e servidores, e as ligações para as salas de telecomunicações  Também possui capacidade de alojar os operadores  Pode abrigar o armário de telecomunicações do andar a que pertence. Sala de Equipamentos (ER)
  • 27. Fonte: Furukawa Infraestrutura de Entrada Entrance Facility (EF)  Espaço do sistema de cabeamento que contém o ponto de demarcação do cabeamento externo e interno  Contém os cabos, hardware de conexão, dispositivos de proteção, etc. necessários para interligar os cabeamento externo e interno  Espaço pode abrigar também a infraestrutura de backbone de edifício e de backbone de campus
  • 28. Armário de Telecomunicações  Abriga ativos e painéis de conexão  Proteção contra ação do tempo  Manipulação indevida de pessoas não autorizadas  Sua capacidade é através de uma medida padrão  “U”: corresponde a uma altura de 4,5 cm e 19 polegdas (19”)  Equipamentos feitos para rack adotam estas medidas  Diversos tamanhos: 6Us, 20Us, 40Us, etc.  Comumente chamado “rack”
  • 30. Componentes mais comuns dos armários de telecomunicação  Ativos (hubs, swithes, roteadores e até mesmo servidores)  Patch panel, distribuidores internos ópticos (DIO), guias de cabos  Filtros de linha, bandejas
  • 31. Patch Panel (Painel de Conexão)
  • 32.  Terminadores para o cabeamento horizontal, proveniente da área de trabalho Patch Panel (Painel de Conexão)
  • 33.  Terminadores ópticos, normalmente utilizados no cabeamento vertical DIO (Distribuidor Interno Óptico)
  • 34. Referências Bibliográficas  MARIN, Paulo Sérgio. Cabeamento Estruturado - Desvendando cada passo: do projeto à instalação. São Paulo: Érica, 2013.  PINHEIRO. José Maurício dos. Guia Completo de Cabeamento de Redes. RJ: Campus, 2003.  ABNT NBR 14565:2013 - Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers  Disponível em: www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=307178