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AterramentoAterramento
IntroduçãoIntrodução
O aterramento elétrico, com certeza é um assunto queO aterramento elétrico, com certeza é um assunto que
gera um número enorme de dúvidas quanto às normas egera um número enorme de dúvidas quanto às normas e
pressentimentos no que se refere ao ambiente elétrico in-pressentimentos no que se refere ao ambiente elétrico in-
dustrial.dustrial.
Muitas vezes, desconhecimento das técnicas para rea-Muitas vezes, desconhecimento das técnicas para rea-
lizar um aterramento eficiente, ocasiona a perda de equi-lizar um aterramento eficiente, ocasiona a perda de equi-
pamentos, ou pior, o choque elétrico nos operadores des-pamentos, ou pior, o choque elétrico nos operadores des-
ses equipamentos.ses equipamentos.
Mas o que é “Mas o que é “terraterra”? Qual a diferença ente”? Qual a diferença ente terraterra,, neu-neu-
trotro,e,e massamassa? Quais são as normas quer devo seguir para? Quais são as normas quer devo seguir para
garantir um bom aterramento?garantir um bom aterramento?
Bem, esses são os tópicos que este assunto “Bem, esses são os tópicos que este assunto “aterra-aterra-
mentomento”é bastante vasto e complexo, porém, demonstra-”é bastante vasto e complexo, porém, demonstra-
mos algumas regras básicasmos algumas regras básicas
PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO?PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO?
O aterramento elétrico tem três funções principais:O aterramento elétrico tem três funções principais:
a –a – ProtegerProteger o usuário do equipamento das descargaso usuário do equipamento das descargas
atmos-féricas, através de viabilização de um caminhoatmos-féricas, através de viabilização de um caminho
alternativo para a terra, de descargas atmosféricas.alternativo para a terra, de descargas atmosféricas.
b – “b – “DescarregarDescarregar” cargas estáticas acumuladas nas” cargas estáticas acumuladas nas
carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra.carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra.
c –c – FacilitarFacilitar o funcionamento dos dispositivos de proteçãoo funcionamento dos dispositivos de proteção
(fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada(fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada
para a terra.para a terra.
Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)
Condutor de
proteção(PE)
Condutor
PEN
Segundo a Norma NBR 14039/2003, são considerados os esquemas de
aterramento para sistemas trifásicos comumente, descritos, sendo estes clas-
sificados conforme a seguinte simbologia:
Primeira Letra – situação da alimentação em relação à terra:
T = um ponto de alimentação (geralmente neutro) diretamente aterrado;
I = isolação de todas as partes vivas em relação ou aterramento de um ponto
de um impedância.
Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)
Condutor de
proteção(PE)
Condutor
PEN
Segunda Letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:
T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento even-
tual de ponto de alimentação;
N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corren-
te alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro).
Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos
*
Condutor
neutro(N)
Condutor de
proteção(PE)
Condutor
PEN
Terceira Letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de
alimentação:
R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao ater-
ramento do neutro da instalação e às massas da instalação;
N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterra-
mento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da instalção;
S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento ele-
tricamente separado do neutro e daquele das massas da instalação.
Classificação das Estruturas
Classificação
da Estrutrua
Tipo da
Estrutura
Efeitos das
Descargas
Atmosféricas
Nível de
Proteção
Estruturas
Comuns
Residências
Perfuração da isolação das instalações elétricas,
incêndios e danos matérias; danos normalmente
limitados a objetos no ponto de impacto ou no
caminho do raio.
III
Fazendas, estabeleci-mentos
agropecuários
Risco direto de incêndio e tensões de passo perigosas;
risco indireto devido à interrupção de energias e risco
de vida para animais devido à perda de controles
eletrônicos, ventilação, suprimento de alimentação e
outros.
III ou IV
(ver nota b)
Teatros,escolas,
lojas de depart.,
áreas esportivas e igrejas
Danos à instalação elétrica (p.ex. ilumi-nação) e
possibilidade de pânico; falha do sistema de alarme
contra incêndio, causando atraso no socorro.
II
(ver nota a)
Bancos, companhias de
seguro,companhias comerciais e outros
Como acima, além dos efeitos indiretos com a perda
de comunicação, falha dos computadores e perda de
dados.
II
Hospitais, casas de repouso e prisões Como para escolas, além dos efeitos indiretos para
pessoas em tratamento intensivo e dificuldade de
resgate de pessoas imobilizadas.
II
Indústrias
Efeitos indiretos conforme o conteúdo das estruturas,
variando de pequenos danos a prejuízos inaceitáveis e
perda de produção.
III
Museus, locais arqueo-lógicos Perda de patrimônio cultural insubsti-tuível. II
Estruturas com
risco confinado
Estações de telecomu-
nicação, usinas elétricas
indústrias com riscos de
incêndio.
Interrupção inaceitável de serviços públi-cos
por breve ou longo período de tempo; risco
indireto para as imediações devido a incêndios e
outros
I
Estruturas com
risco para os
arredores
Refinarias, postos de
combustível, fábrica de
fogos, fábrica de muni-ção
Risco de incêndio e explosão para a ins-talação
e seus arredores. I
Estruturas com
risco para o meio
ambiente
Indústrias químicas, usinas
nucleares, labo-ratórios
bioquímicos
Risco de incêndio, com conseqüências
perigosas para o local e para o meio ambiente. I
Fonte : NBR 5419/93
Notas:
a) Equipamentos eletrônicos sensíveis podem ser instalados em todos os tipos de estruturas, inclusive estruturas
comuns.
É impraticável a proteção total contra danos causados pelos raios dentro destas estruturas. Não obstante, devem ser
tomadas medidas de modo a limitar as conseqüências e a perdas de dados a um nível aceitável.
b) Estruturas de madeira: nível III; estruturas de alvenaria: nível IV; estruturas contendo produtos agrícolas (grãos)
combustíveis sujeitos à explosão são consideradas com risco para os arredores. (NBR 5419/93).
Classificação das
Estruturas
Nível de Eficiência do SPDA
Nível de
Proteção
Eficiência da
Proteção
I 98%
II 95%
III 90%
IV 80%
Espaçamento Médio dos Condutores de Descida
Nível de
Proteção
Espaçamento
Médio (metros)
I 10
II 15
III 20
IV 25
Ângulo de Proteção do Pára-Raio tipo Franklin
Nível de
Proteção
Ângulo de Proteção (a) em graus, em função da
altura da
ponta do captor em relação ao solo em metros.(b)
h<20 20<h<30 30<h<45 45<h<60
IV 55 45 35 25
III 45 35 25 a
II 35 25 a a
I 25 a a a
Fonte: NBR 5419/93
a) Aplicam-se somente os métodos da esfera rolante (eletrogeométrico), malha ou gaiola de Faraday;
b) Para alturas maiores que 60 metros aplica-se somente o método gaiola de Faraday.
DEFINIÇÕES: TERRA, NEUTRO, E MASSA.
Antes de falarmos sobre os tipos de aterramento, devemos escla-
recer (de uma vez por todas!) o que é terra, neutro, e massa.
Na figura 1 temos um exemplo da ligação de um PC à rede elétrica,
que possui duas fases (+110 VCA, -110 VCA), e um neutro.
Essa alimentação é fornecida pela energia elétrica, que somente liga
a caixa de entrada ao poste externo se houver uma haste de aterramento
padrão dentro do ambiente do usuário. Além disso, a concessionária tam-
bém exige dois disjuntores de proteção.
ATERRAMENTO 1ATERRAMENTO 1
Teoricamente, o terminal neutro da concessionária deve ter potencialTeoricamente, o terminal neutro da concessionária deve ter potencial
igual a zero volt. Porém devido ao desbalanceamento nas fases do trans-igual a zero volt. Porém devido ao desbalanceamento nas fases do trans-
formador de distribuição, é comum esse terminal tender e assumir poten-formador de distribuição, é comum esse terminal tender e assumir poten-
ciais diferentes de zero.ciais diferentes de zero.
O desbalanceamento de fases ocorre quando temos consumidoresO desbalanceamento de fases ocorre quando temos consumidores
com necessidades de potências muito distintas, ligadas em um mesmocom necessidades de potências muito distintas, ligadas em um mesmo
link. Por exemplo, um transformador alimenta, em um setor seu, umlink. Por exemplo, um transformador alimenta, em um setor seu, um
pequeno supermercado. Essa diferença de demanda, em um mesmopequeno supermercado. Essa diferença de demanda, em um mesmo
link, pode fazer com que o neutro varie seu potencial (flutue).link, pode fazer com que o neutro varie seu potencial (flutue).
Para evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo e entrada) o fioPara evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo e entrada) o fio
neutro a uma haste de terra. Sendo, qualquer potencial que tender aneutro a uma haste de terra. Sendo, qualquer potencial que tender a
aparecer será escoado para a terra.aparecer será escoado para a terra.
Ainda analisando a figura 1 veremos que o PC está ligado em 110 VCA,Ainda analisando a figura 1 veremos que o PC está ligado em 110 VCA,
pois utiliza uma fase e o neutro.pois utiliza uma fase e o neutro.
Mas, ao mesmo tempo, ligamos suaMas, ao mesmo tempo, ligamos sua carcaçacarcaça através de outroatravés de outro condutor nana
mesma haste, e damos o nome desse condutor de “mesma haste, e damos o nome desse condutor de “terraterra”.”.
Pergunta “fatídica”Pergunta “fatídica” : Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo: Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo
ponto (haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro deponto (haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro de
neutro?neutro?
Aqui vai a primeira definição: oAqui vai a primeira definição: o neutroneutro é um “é um “condutorcondutor”” fornecidofornecido pelapela
concessionária de energia elétrica, pela qual há “concessionária de energia elétrica, pela qual há “retornoretorno” da corrente elétrica.” da corrente elétrica.
OO terraterra é umé um condutorcondutor construídoconstruído através de uma haste metálica e que, ematravés de uma haste metálica e que, em
situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante.situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante.
Resumindo:Resumindo: A grande diferença entraA grande diferença entra terraterra ee neutroneutro é que, peloé que, pelo neutroneutro
há corrente circulandohá corrente circulando, e pelo, e pelo terraterra,, nãonão..
Quando houver alguma corrente circulando pelo terra, normalmente ela deveráQuando houver alguma corrente circulando pelo terra, normalmente ela deverá
ser transitória, isto é, desviar de uma descarga atmosférica para a terra, porser transitória, isto é, desviar de uma descarga atmosférica para a terra, por
exemplo:exemplo:
O fio terra, por norma, vem identificado pelas letrasO fio terra, por norma, vem identificado pelas letras PE,PE, e deve ser de core deve ser de cor
verdeverde ee amarelaamarela. Notem ainda que ele está ligado à carcaça do. Notem ainda que ele está ligado à carcaça do PCPC. A carcaça. A carcaça
do PC, ou de qualquer outro equipamento é o que chamamos de “do PC, ou de qualquer outro equipamento é o que chamamos de “massamassa”.”.
TIPOS DE ATERRAMETOTIPOS DE ATERRAMETO
A ABTN (Associação Brasileira de NormasA ABTN (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) possui uma norma que rege o campoTécnicas) possui uma norma que rege o campo
de instalações elétricas em baixa tensão. Essade instalações elétricas em baixa tensão. Essa
norma é anorma é a NBR 5410NBR 5410,a qual, como todas as,a qual, como todas as
demais normas da ABNT, possui subseções:demais normas da ABNT, possui subseções:
6.3.3.1.3 referem-se aos possíveis sistemas de6.3.3.1.3 referem-se aos possíveis sistemas de
aterramento que podem ser feitos na indústria.aterramento que podem ser feitos na indústria.
Os três sistemas da NBR 5410 mais utilizadosOs três sistemas da NBR 5410 mais utilizados
na indústria são:na indústria são:
a – Sistemasa – Sistemas TN-STN-S::
Notem pelaNotem pela figura 2figura 2 que temos o secundário deque temos o secundário de
um transformador (cabine primária trifásica) liga-um transformador (cabine primária trifásica) liga-
do emdo em YY. O. O neutroneutro é aterrado logo na entrada, eé aterrado logo na entrada, e
levado até alevado até a cargacarga..
Paralelamente, outro condutor identificado comoParalelamente, outro condutor identificado como
PEPE é utilizado como fio terra, e é conectado à car-é utilizado como fio terra, e é conectado à car-
caça (massa) do equipamento.caça (massa) do equipamento.
ATERRAMENTO 2ATERRAMENTO 2
b – Sistemab – Sistema TN-CTN-C::
Esse sistema, embora normalizado, não é acon-Esse sistema, embora normalizado, não é acon-
selhável, pois o fioselhável, pois o fio terraterra e oe o neutroneutro são constituí-são constituí-
dos pelo mesmodos pelo mesmo condutorcondutor..
Dessa vez, sua identificação éDessa vez, sua identificação é PENPEN (e não(e não PEPE,,
como o anterior). Podemos notar pela figura 3 quecomo o anterior). Podemos notar pela figura 3 que
após oapós o neutroneutro serser aterradoaterrado, ele próprio é ligado, ele próprio é ligado
aoao neutroneutro e àe à massamassa do equipamento.do equipamento.
ATERRAMENTO 3ATERRAMENTO 3
c – Sistemac – Sistema TTTT::
Esse sistema é o mais eficiente de todos.Esse sistema é o mais eficiente de todos. Na figura 4Na figura 4 vemos quevemos que
oo neu-troneu-tro é aterrado logo na entrada que (como neutro) até a cargaé aterrado logo na entrada que (como neutro) até a carga
(equipamen-to).(equipamen-to).
AA massamassa do equipamento édo equipamento é aterradaaterrada com umacom uma haste própriahaste própria ,,
indepen-dente daindepen-dente da haste de aterramento do neutrohaste de aterramento do neutro ..
Então pensamosEntão pensamos : ”Mas qual desses sistemas devo utilizar na: ”Mas qual desses sistemas devo utilizar na
prática?”prática?”
Geralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qualGeralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qual
sistema é melhor para sua máquina, porém, como regra geral,sistema é melhor para sua máquina, porém, como regra geral,
temos:temos:
Sempre possível, optar pelo sistemaSempre possível, optar pelo sistema TT em 1º lugarTT em 1º lugar ..
Caso, por razões operacionais e estruturais do local, não sejaCaso, por razões operacionais e estruturais do local, não seja
possível o sistema TT, optar pelopossível o sistema TT, optar pelo sistema TN-Ssistema TN-S..
Somente optar peloSomente optar pelo sistema TN-Csistema TN-C em último caso, isto é, quandoem último caso, isto é, quando
real-mente for impossível estabelecer qualquer um dos doisreal-mente for impossível estabelecer qualquer um dos dois
sistemas anteriores.sistemas anteriores.
ATERRAMENTO 4ATERRAMENTO 4
RESISTÊNCIA DORESISTÊNCIA DO
TIPO DE SOLOTIPO DE SOLO
TIPO DE SOLOTIPO DE SOLO
R(Ohm-m)R(Ohm-m)
 PANTANOSOPANTANOSO
3030
 TERRA DE CULTURATERRA DE CULTURA
100100
OU ARGILOSAOU ARGILOSA
 TERRA ARENOSATERRA ARENOSA
200200
 TERRA DE CERRADO - ÚMIDATERRA DE CERRADO - ÚMIDA
500500
 TERRA DE CERRADO – SECATERRA DE CERRADO – SECA
TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLOTRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO
Como já observamos, a resistência do terra dependeComo já observamos, a resistência do terra depende
muito da constituição química do solo.muito da constituição química do solo.
Muitas vezes, o aumento de número de “barras” deMuitas vezes, o aumento de número de “barras” de
aterramento não consegue diminuir a resistência do terraaterramento não consegue diminuir a resistência do terra
significativamente. Somente nessa situação devemossignificativamente. Somente nessa situação devemos
pen-sar em tratar quimicamente o solo.pen-sar em tratar quimicamente o solo.
O tratamento químico tem uma grande desvantagemO tratamento químico tem uma grande desvantagem
em relação ao aumento do número de haste, pois a terra,em relação ao aumento do número de haste, pois a terra,
as poucos, absorve os elementos adicionados. Com oas poucos, absorve os elementos adicionados. Com o
pas-sar do tempo, sua resistência volta a aumentar,pas-sar do tempo, sua resistência volta a aumentar,
portanto, essa alternativa deve ser o último recurso.portanto, essa alternativa deve ser o último recurso.
TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLOTRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO
Temos vários produtos que podem colocados no solo antes ouTemos vários produtos que podem colocados no solo antes ou
depois da instalação da haste para diminuirmos a resistividade dodepois da instalação da haste para diminuirmos a resistividade do
solo. A Bentonita e o Gel são os mais utilizados. De qualquer forma,solo. A Bentonita e o Gel são os mais utilizados. De qualquer forma,
o produto a ser utilizado para essa finalidade deve ter as seguinteso produto a ser utilizado para essa finalidade deve ter as seguintes
características:características:
- Não ser tóxico- Não ser tóxico
- Deve reter umidade- Deve reter umidade
- Bom condutor de eletricidade- Bom condutor de eletricidade
- Ter pH alcalino (não corrosivo- Ter pH alcalino (não corrosivo
Uma observação importante na que se refere a instalação emUma observação importante na que se refere a instalação em
baixa ten-são é a proibição (por norma) de tratamento químico dobaixa ten-são é a proibição (por norma) de tratamento químico do
solo para equipa-mentos a serem instalados em locais de acessosolo para equipa-mentos a serem instalados em locais de acesso
público (colunas de semá-foros, caixas telefônicas, controladores depúblico (colunas de semá-foros, caixas telefônicas, controladores de
tráfego, etc...) Essa medida visa a segurança das pessoas nessestráfego, etc...) Essa medida visa a segurança das pessoas nesses
locais.locais.
CONFIGURAÇÃO DE HASTESCONFIGURAÇÃO DE HASTES
MEDIÇÃO DE TERRAMEDIÇÃO DE TERRA
MMEDINDO O TERRAEDINDO O TERRA
O instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é oO instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é o
terrômetro.terrômetro.
Esse instrumento possui 2 hastes de referência, que servemEsse instrumento possui 2 hastes de referência, que servem
como divisores resistivos.como divisores resistivos.
Na verdade, o terrômetro “injeta” uma corrente pela terra que éNa verdade, o terrômetro “injeta” uma corrente pela terra que é
transformada em “quedas” de tensão pelos resistores formadostransformada em “quedas” de tensão pelos resistores formados
pelas hastes de terra.pelas hastes de terra.
Através do valor dessa queda de tensão, o mostrador é calibradoAtravés do valor dessa queda de tensão, o mostrador é calibrado
para indicar o valor ôhmico da resistência do terra.para indicar o valor ôhmico da resistência do terra.
Uma grande dificuldade na utilização desse instrumento é acharUma grande dificuldade na utilização desse instrumento é achar
um local apropriado para instalar as hastes de referência.um local apropriado para instalar as hastes de referência.
Normalmente, o chão das fábricas são concre-tados, e, comNormalmente, o chão das fábricas são concre-tados, e, com
certeza, fazer dois “buracos” no chão (muitas vezes até já pintado)certeza, fazer dois “buracos” no chão (muitas vezes até já pintado)
não é algo agradável.não é algo agradável.
Infelizmente, caso haja a necessidade de medir – se o terra, nãoInfelizmente, caso haja a necessidade de medir – se o terra, não
temos outra opção a não ser essa. Mas, podemos ter uma idéiatemos outra opção a não ser essa. Mas, podemos ter uma idéia
sobre o estado em que ele se encontra, sem medi-lo propriamente.sobre o estado em que ele se encontra, sem medi-lo propriamente.
Vamos mostrar um “truque”.Vamos mostrar um “truque”.
Em primeiro lugar escolhemos uma fase qualquer, e aEm primeiro lugar escolhemos uma fase qualquer, e a
conectamos a um pólo de uma lâmpada na haste de terra queconectamos a um pólo de uma lâmpada na haste de terra que
estamos analisandoestamos analisando
MEDINDO O TERRAMEDINDO O TERRA
Quanto mais próximo do normal for o brilho da lâmpada, mais baixa é aQuanto mais próximo do normal for o brilho da lâmpada, mais baixa é a
resistência de terra.resistência de terra.
Caso você queira ser mais preciso, imaginem um exemplo de uma lâm-Caso você queira ser mais preciso, imaginem um exemplo de uma lâm-
pada de 110 volts por 100 W. Ao fazer esse teste em uma rede de 110 Vpada de 110 volts por 100 W. Ao fazer esse teste em uma rede de 110 V
com essa lâmpada, podemos medir a corrente elétrica que circula por ela.com essa lâmpada, podemos medir a corrente elétrica que circula por ela.
Para um “terra” considerado razoável, essa corrente deve estar acima dePara um “terra” considerado razoável, essa corrente deve estar acima de
600 mA.600 mA.
Cabe lembrar ao leitor que, essa prática é apenas um artifício (para nãoCabe lembrar ao leitor que, essa prática é apenas um artifício (para não
dizer macete) com qual podemos ter uma idéia das condições gerais dodizer macete) com qual podemos ter uma idéia das condições gerais do
aterramento. Em hipótese alguma esse método pode ser utilizado para aaterramento. Em hipótese alguma esse método pode ser utilizado para a
determinação de uma valor preciso.determinação de uma valor preciso.
TESTE PRÁTICO DE ATERRAMENTOTESTE PRÁTICO DE ATERRAMENTO
IMPLICAÇÃO DE UM MAU ATERRAMENTOIMPLICAÇÃO DE UM MAU ATERRAMENTO
Ao contrário do que muitos pensam, os problemas que umAo contrário do que muitos pensam, os problemas que um
aterramento deficiente pode causar não se limitam apenas aosaterramento deficiente pode causar não se limitam apenas aos
aspectos de segurança.aspectos de segurança.
É bem verdade que os principais efeitos de uma máquina malÉ bem verdade que os principais efeitos de uma máquina mal
aterrada são choques elétricos ao operador, e resposta lenta (ouaterrada são choques elétricos ao operador, e resposta lenta (ou
ausente) dos sistemas de proteção (fusíveis, disjuntores, etc...).ausente) dos sistemas de proteção (fusíveis, disjuntores, etc...).
Mas outros problemas operacionais podem ter origem noMas outros problemas operacionais podem ter origem no
aterramento deficiente.aterramento deficiente.
Abaixo segue uma pequena lista do que já observamos. CasoAbaixo segue uma pequena lista do que já observamos. Caso
alguém se identifique com algum desses problemas, e ainda nãoalguém se identifique com algum desses problemas, e ainda não
checou seu aterramento, está aí a dica:checou seu aterramento, está aí a dica:
- Quebra de comunicação entre máquina e PC (CPL, CNC, etc...) em modo- Quebra de comunicação entre máquina e PC (CPL, CNC, etc...) em modo
on-lineon-line. Principalmente se o protocolo de comunicação for RS 232.. Principalmente se o protocolo de comunicação for RS 232.
- Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas).- Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas).
- Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores, conversores,- Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores, conversores,
etc...) e motorização.etc...) e motorização.
- Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular com- Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular com
constantes “travamentos”.constantes “travamentos”.
- Queima de CI´s ou placas eletrônicas sem razão aparente, mesmo sendo- Queima de CI´s ou placas eletrônicas sem razão aparente, mesmo sendo
elas novas e confiáveis.elas novas e confiáveis.
- Para equipamentos com monitores de vídeo, interferência na imagem e- Para equipamentos com monitores de vídeo, interferência na imagem e
ondulações podem ocorrer.ondulações podem ocorrer.
CONCLUSÃO
Antes de executarmos qualquer trabalho (projeto, manutenção,
instalação, etc...) na área de eletrônica, devemos observar todas as normas
técnicas envol-vidas no processo.
Somente assim poderemos realizar um trabalho eficiente, e sem
problemas de natureza legal.
Atualmente, com os programas de qualidade das empresas, apenas um
ser-viço bem feito não é suficiente. Laudos técnicos, e documentação adequada
tam-bém são elementos integrantes do sistema.

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Aterramento

  • 1. AterramentoAterramento IntroduçãoIntrodução O aterramento elétrico, com certeza é um assunto queO aterramento elétrico, com certeza é um assunto que gera um número enorme de dúvidas quanto às normas egera um número enorme de dúvidas quanto às normas e pressentimentos no que se refere ao ambiente elétrico in-pressentimentos no que se refere ao ambiente elétrico in- dustrial.dustrial. Muitas vezes, desconhecimento das técnicas para rea-Muitas vezes, desconhecimento das técnicas para rea- lizar um aterramento eficiente, ocasiona a perda de equi-lizar um aterramento eficiente, ocasiona a perda de equi- pamentos, ou pior, o choque elétrico nos operadores des-pamentos, ou pior, o choque elétrico nos operadores des- ses equipamentos.ses equipamentos. Mas o que é “Mas o que é “terraterra”? Qual a diferença ente”? Qual a diferença ente terraterra,, neu-neu- trotro,e,e massamassa? Quais são as normas quer devo seguir para? Quais são as normas quer devo seguir para garantir um bom aterramento?garantir um bom aterramento? Bem, esses são os tópicos que este assunto “Bem, esses são os tópicos que este assunto “aterra-aterra- mentomento”é bastante vasto e complexo, porém, demonstra-”é bastante vasto e complexo, porém, demonstra- mos algumas regras básicasmos algumas regras básicas
  • 2. PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO?PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO? O aterramento elétrico tem três funções principais:O aterramento elétrico tem três funções principais: a –a – ProtegerProteger o usuário do equipamento das descargaso usuário do equipamento das descargas atmos-féricas, através de viabilização de um caminhoatmos-féricas, através de viabilização de um caminho alternativo para a terra, de descargas atmosféricas.alternativo para a terra, de descargas atmosféricas. b – “b – “DescarregarDescarregar” cargas estáticas acumuladas nas” cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra.carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra. c –c – FacilitarFacilitar o funcionamento dos dispositivos de proteçãoo funcionamento dos dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada(fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada para a terra.para a terra.
  • 3. Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos * Condutor neutro(N) Condutor de proteção(PE) Condutor PEN Segundo a Norma NBR 14039/2003, são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente, descritos, sendo estes clas- sificados conforme a seguinte simbologia: Primeira Letra – situação da alimentação em relação à terra: T = um ponto de alimentação (geralmente neutro) diretamente aterrado; I = isolação de todas as partes vivas em relação ou aterramento de um ponto de um impedância.
  • 4. Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos * Condutor neutro(N) Condutor de proteção(PE) Condutor PEN Segunda Letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento even- tual de ponto de alimentação; N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corren- te alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro).
  • 5. Simbologia de AterramentosSimbologia de Aterramentos * Condutor neutro(N) Condutor de proteção(PE) Condutor PEN Terceira Letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação: R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao ater- ramento do neutro da instalação e às massas da instalação; N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterra- mento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da instalção; S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento ele- tricamente separado do neutro e daquele das massas da instalação.
  • 6. Classificação das Estruturas Classificação da Estrutrua Tipo da Estrutura Efeitos das Descargas Atmosféricas Nível de Proteção Estruturas Comuns Residências Perfuração da isolação das instalações elétricas, incêndios e danos matérias; danos normalmente limitados a objetos no ponto de impacto ou no caminho do raio. III Fazendas, estabeleci-mentos agropecuários Risco direto de incêndio e tensões de passo perigosas; risco indireto devido à interrupção de energias e risco de vida para animais devido à perda de controles eletrônicos, ventilação, suprimento de alimentação e outros. III ou IV (ver nota b) Teatros,escolas, lojas de depart., áreas esportivas e igrejas Danos à instalação elétrica (p.ex. ilumi-nação) e possibilidade de pânico; falha do sistema de alarme contra incêndio, causando atraso no socorro. II (ver nota a) Bancos, companhias de seguro,companhias comerciais e outros Como acima, além dos efeitos indiretos com a perda de comunicação, falha dos computadores e perda de dados. II Hospitais, casas de repouso e prisões Como para escolas, além dos efeitos indiretos para pessoas em tratamento intensivo e dificuldade de resgate de pessoas imobilizadas. II Indústrias Efeitos indiretos conforme o conteúdo das estruturas, variando de pequenos danos a prejuízos inaceitáveis e perda de produção. III Museus, locais arqueo-lógicos Perda de patrimônio cultural insubsti-tuível. II
  • 7. Estruturas com risco confinado Estações de telecomu- nicação, usinas elétricas indústrias com riscos de incêndio. Interrupção inaceitável de serviços públi-cos por breve ou longo período de tempo; risco indireto para as imediações devido a incêndios e outros I Estruturas com risco para os arredores Refinarias, postos de combustível, fábrica de fogos, fábrica de muni-ção Risco de incêndio e explosão para a ins-talação e seus arredores. I Estruturas com risco para o meio ambiente Indústrias químicas, usinas nucleares, labo-ratórios bioquímicos Risco de incêndio, com conseqüências perigosas para o local e para o meio ambiente. I Fonte : NBR 5419/93 Notas: a) Equipamentos eletrônicos sensíveis podem ser instalados em todos os tipos de estruturas, inclusive estruturas comuns. É impraticável a proteção total contra danos causados pelos raios dentro destas estruturas. Não obstante, devem ser tomadas medidas de modo a limitar as conseqüências e a perdas de dados a um nível aceitável. b) Estruturas de madeira: nível III; estruturas de alvenaria: nível IV; estruturas contendo produtos agrícolas (grãos) combustíveis sujeitos à explosão são consideradas com risco para os arredores. (NBR 5419/93). Classificação das Estruturas
  • 8. Nível de Eficiência do SPDA Nível de Proteção Eficiência da Proteção I 98% II 95% III 90% IV 80% Espaçamento Médio dos Condutores de Descida Nível de Proteção Espaçamento Médio (metros) I 10 II 15 III 20 IV 25 Ângulo de Proteção do Pára-Raio tipo Franklin Nível de Proteção Ângulo de Proteção (a) em graus, em função da altura da ponta do captor em relação ao solo em metros.(b) h<20 20<h<30 30<h<45 45<h<60 IV 55 45 35 25 III 45 35 25 a II 35 25 a a I 25 a a a Fonte: NBR 5419/93 a) Aplicam-se somente os métodos da esfera rolante (eletrogeométrico), malha ou gaiola de Faraday; b) Para alturas maiores que 60 metros aplica-se somente o método gaiola de Faraday.
  • 9. DEFINIÇÕES: TERRA, NEUTRO, E MASSA. Antes de falarmos sobre os tipos de aterramento, devemos escla- recer (de uma vez por todas!) o que é terra, neutro, e massa. Na figura 1 temos um exemplo da ligação de um PC à rede elétrica, que possui duas fases (+110 VCA, -110 VCA), e um neutro. Essa alimentação é fornecida pela energia elétrica, que somente liga a caixa de entrada ao poste externo se houver uma haste de aterramento padrão dentro do ambiente do usuário. Além disso, a concessionária tam- bém exige dois disjuntores de proteção.
  • 11. Teoricamente, o terminal neutro da concessionária deve ter potencialTeoricamente, o terminal neutro da concessionária deve ter potencial igual a zero volt. Porém devido ao desbalanceamento nas fases do trans-igual a zero volt. Porém devido ao desbalanceamento nas fases do trans- formador de distribuição, é comum esse terminal tender e assumir poten-formador de distribuição, é comum esse terminal tender e assumir poten- ciais diferentes de zero.ciais diferentes de zero. O desbalanceamento de fases ocorre quando temos consumidoresO desbalanceamento de fases ocorre quando temos consumidores com necessidades de potências muito distintas, ligadas em um mesmocom necessidades de potências muito distintas, ligadas em um mesmo link. Por exemplo, um transformador alimenta, em um setor seu, umlink. Por exemplo, um transformador alimenta, em um setor seu, um pequeno supermercado. Essa diferença de demanda, em um mesmopequeno supermercado. Essa diferença de demanda, em um mesmo link, pode fazer com que o neutro varie seu potencial (flutue).link, pode fazer com que o neutro varie seu potencial (flutue). Para evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo e entrada) o fioPara evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo e entrada) o fio neutro a uma haste de terra. Sendo, qualquer potencial que tender aneutro a uma haste de terra. Sendo, qualquer potencial que tender a aparecer será escoado para a terra.aparecer será escoado para a terra. Ainda analisando a figura 1 veremos que o PC está ligado em 110 VCA,Ainda analisando a figura 1 veremos que o PC está ligado em 110 VCA, pois utiliza uma fase e o neutro.pois utiliza uma fase e o neutro.
  • 12. Mas, ao mesmo tempo, ligamos suaMas, ao mesmo tempo, ligamos sua carcaçacarcaça através de outroatravés de outro condutor nana mesma haste, e damos o nome desse condutor de “mesma haste, e damos o nome desse condutor de “terraterra”.”. Pergunta “fatídica”Pergunta “fatídica” : Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo: Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo ponto (haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro deponto (haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro de neutro?neutro? Aqui vai a primeira definição: oAqui vai a primeira definição: o neutroneutro é um “é um “condutorcondutor”” fornecidofornecido pelapela concessionária de energia elétrica, pela qual há “concessionária de energia elétrica, pela qual há “retornoretorno” da corrente elétrica.” da corrente elétrica. OO terraterra é umé um condutorcondutor construídoconstruído através de uma haste metálica e que, ematravés de uma haste metálica e que, em situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante.situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante. Resumindo:Resumindo: A grande diferença entraA grande diferença entra terraterra ee neutroneutro é que, peloé que, pelo neutroneutro há corrente circulandohá corrente circulando, e pelo, e pelo terraterra,, nãonão.. Quando houver alguma corrente circulando pelo terra, normalmente ela deveráQuando houver alguma corrente circulando pelo terra, normalmente ela deverá ser transitória, isto é, desviar de uma descarga atmosférica para a terra, porser transitória, isto é, desviar de uma descarga atmosférica para a terra, por exemplo:exemplo: O fio terra, por norma, vem identificado pelas letrasO fio terra, por norma, vem identificado pelas letras PE,PE, e deve ser de core deve ser de cor verdeverde ee amarelaamarela. Notem ainda que ele está ligado à carcaça do. Notem ainda que ele está ligado à carcaça do PCPC. A carcaça. A carcaça do PC, ou de qualquer outro equipamento é o que chamamos de “do PC, ou de qualquer outro equipamento é o que chamamos de “massamassa”.”.
  • 13. TIPOS DE ATERRAMETOTIPOS DE ATERRAMETO A ABTN (Associação Brasileira de NormasA ABTN (Associação Brasileira de Normas Técnicas) possui uma norma que rege o campoTécnicas) possui uma norma que rege o campo de instalações elétricas em baixa tensão. Essade instalações elétricas em baixa tensão. Essa norma é anorma é a NBR 5410NBR 5410,a qual, como todas as,a qual, como todas as demais normas da ABNT, possui subseções:demais normas da ABNT, possui subseções: 6.3.3.1.3 referem-se aos possíveis sistemas de6.3.3.1.3 referem-se aos possíveis sistemas de aterramento que podem ser feitos na indústria.aterramento que podem ser feitos na indústria. Os três sistemas da NBR 5410 mais utilizadosOs três sistemas da NBR 5410 mais utilizados na indústria são:na indústria são:
  • 14. a – Sistemasa – Sistemas TN-STN-S:: Notem pelaNotem pela figura 2figura 2 que temos o secundário deque temos o secundário de um transformador (cabine primária trifásica) liga-um transformador (cabine primária trifásica) liga- do emdo em YY. O. O neutroneutro é aterrado logo na entrada, eé aterrado logo na entrada, e levado até alevado até a cargacarga.. Paralelamente, outro condutor identificado comoParalelamente, outro condutor identificado como PEPE é utilizado como fio terra, e é conectado à car-é utilizado como fio terra, e é conectado à car- caça (massa) do equipamento.caça (massa) do equipamento.
  • 16. b – Sistemab – Sistema TN-CTN-C:: Esse sistema, embora normalizado, não é acon-Esse sistema, embora normalizado, não é acon- selhável, pois o fioselhável, pois o fio terraterra e oe o neutroneutro são constituí-são constituí- dos pelo mesmodos pelo mesmo condutorcondutor.. Dessa vez, sua identificação éDessa vez, sua identificação é PENPEN (e não(e não PEPE,, como o anterior). Podemos notar pela figura 3 quecomo o anterior). Podemos notar pela figura 3 que após oapós o neutroneutro serser aterradoaterrado, ele próprio é ligado, ele próprio é ligado aoao neutroneutro e àe à massamassa do equipamento.do equipamento.
  • 18. c – Sistemac – Sistema TTTT:: Esse sistema é o mais eficiente de todos.Esse sistema é o mais eficiente de todos. Na figura 4Na figura 4 vemos quevemos que oo neu-troneu-tro é aterrado logo na entrada que (como neutro) até a cargaé aterrado logo na entrada que (como neutro) até a carga (equipamen-to).(equipamen-to). AA massamassa do equipamento édo equipamento é aterradaaterrada com umacom uma haste própriahaste própria ,, indepen-dente daindepen-dente da haste de aterramento do neutrohaste de aterramento do neutro .. Então pensamosEntão pensamos : ”Mas qual desses sistemas devo utilizar na: ”Mas qual desses sistemas devo utilizar na prática?”prática?” Geralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qualGeralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qual sistema é melhor para sua máquina, porém, como regra geral,sistema é melhor para sua máquina, porém, como regra geral, temos:temos: Sempre possível, optar pelo sistemaSempre possível, optar pelo sistema TT em 1º lugarTT em 1º lugar .. Caso, por razões operacionais e estruturais do local, não sejaCaso, por razões operacionais e estruturais do local, não seja possível o sistema TT, optar pelopossível o sistema TT, optar pelo sistema TN-Ssistema TN-S.. Somente optar peloSomente optar pelo sistema TN-Csistema TN-C em último caso, isto é, quandoem último caso, isto é, quando real-mente for impossível estabelecer qualquer um dos doisreal-mente for impossível estabelecer qualquer um dos dois sistemas anteriores.sistemas anteriores.
  • 20. RESISTÊNCIA DORESISTÊNCIA DO TIPO DE SOLOTIPO DE SOLO TIPO DE SOLOTIPO DE SOLO R(Ohm-m)R(Ohm-m)  PANTANOSOPANTANOSO 3030  TERRA DE CULTURATERRA DE CULTURA 100100 OU ARGILOSAOU ARGILOSA  TERRA ARENOSATERRA ARENOSA 200200  TERRA DE CERRADO - ÚMIDATERRA DE CERRADO - ÚMIDA 500500  TERRA DE CERRADO – SECATERRA DE CERRADO – SECA
  • 21. TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLOTRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO Como já observamos, a resistência do terra dependeComo já observamos, a resistência do terra depende muito da constituição química do solo.muito da constituição química do solo. Muitas vezes, o aumento de número de “barras” deMuitas vezes, o aumento de número de “barras” de aterramento não consegue diminuir a resistência do terraaterramento não consegue diminuir a resistência do terra significativamente. Somente nessa situação devemossignificativamente. Somente nessa situação devemos pen-sar em tratar quimicamente o solo.pen-sar em tratar quimicamente o solo. O tratamento químico tem uma grande desvantagemO tratamento químico tem uma grande desvantagem em relação ao aumento do número de haste, pois a terra,em relação ao aumento do número de haste, pois a terra, as poucos, absorve os elementos adicionados. Com oas poucos, absorve os elementos adicionados. Com o pas-sar do tempo, sua resistência volta a aumentar,pas-sar do tempo, sua resistência volta a aumentar, portanto, essa alternativa deve ser o último recurso.portanto, essa alternativa deve ser o último recurso.
  • 22. TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLOTRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO Temos vários produtos que podem colocados no solo antes ouTemos vários produtos que podem colocados no solo antes ou depois da instalação da haste para diminuirmos a resistividade dodepois da instalação da haste para diminuirmos a resistividade do solo. A Bentonita e o Gel são os mais utilizados. De qualquer forma,solo. A Bentonita e o Gel são os mais utilizados. De qualquer forma, o produto a ser utilizado para essa finalidade deve ter as seguinteso produto a ser utilizado para essa finalidade deve ter as seguintes características:características: - Não ser tóxico- Não ser tóxico - Deve reter umidade- Deve reter umidade - Bom condutor de eletricidade- Bom condutor de eletricidade - Ter pH alcalino (não corrosivo- Ter pH alcalino (não corrosivo Uma observação importante na que se refere a instalação emUma observação importante na que se refere a instalação em baixa ten-são é a proibição (por norma) de tratamento químico dobaixa ten-são é a proibição (por norma) de tratamento químico do solo para equipa-mentos a serem instalados em locais de acessosolo para equipa-mentos a serem instalados em locais de acesso público (colunas de semá-foros, caixas telefônicas, controladores depúblico (colunas de semá-foros, caixas telefônicas, controladores de tráfego, etc...) Essa medida visa a segurança das pessoas nessestráfego, etc...) Essa medida visa a segurança das pessoas nesses locais.locais.
  • 25. MMEDINDO O TERRAEDINDO O TERRA O instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é oO instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é o terrômetro.terrômetro. Esse instrumento possui 2 hastes de referência, que servemEsse instrumento possui 2 hastes de referência, que servem como divisores resistivos.como divisores resistivos. Na verdade, o terrômetro “injeta” uma corrente pela terra que éNa verdade, o terrômetro “injeta” uma corrente pela terra que é transformada em “quedas” de tensão pelos resistores formadostransformada em “quedas” de tensão pelos resistores formados pelas hastes de terra.pelas hastes de terra. Através do valor dessa queda de tensão, o mostrador é calibradoAtravés do valor dessa queda de tensão, o mostrador é calibrado para indicar o valor ôhmico da resistência do terra.para indicar o valor ôhmico da resistência do terra. Uma grande dificuldade na utilização desse instrumento é acharUma grande dificuldade na utilização desse instrumento é achar um local apropriado para instalar as hastes de referência.um local apropriado para instalar as hastes de referência. Normalmente, o chão das fábricas são concre-tados, e, comNormalmente, o chão das fábricas são concre-tados, e, com certeza, fazer dois “buracos” no chão (muitas vezes até já pintado)certeza, fazer dois “buracos” no chão (muitas vezes até já pintado) não é algo agradável.não é algo agradável. Infelizmente, caso haja a necessidade de medir – se o terra, nãoInfelizmente, caso haja a necessidade de medir – se o terra, não temos outra opção a não ser essa. Mas, podemos ter uma idéiatemos outra opção a não ser essa. Mas, podemos ter uma idéia sobre o estado em que ele se encontra, sem medi-lo propriamente.sobre o estado em que ele se encontra, sem medi-lo propriamente. Vamos mostrar um “truque”.Vamos mostrar um “truque”. Em primeiro lugar escolhemos uma fase qualquer, e aEm primeiro lugar escolhemos uma fase qualquer, e a conectamos a um pólo de uma lâmpada na haste de terra queconectamos a um pólo de uma lâmpada na haste de terra que estamos analisandoestamos analisando
  • 26. MEDINDO O TERRAMEDINDO O TERRA Quanto mais próximo do normal for o brilho da lâmpada, mais baixa é aQuanto mais próximo do normal for o brilho da lâmpada, mais baixa é a resistência de terra.resistência de terra. Caso você queira ser mais preciso, imaginem um exemplo de uma lâm-Caso você queira ser mais preciso, imaginem um exemplo de uma lâm- pada de 110 volts por 100 W. Ao fazer esse teste em uma rede de 110 Vpada de 110 volts por 100 W. Ao fazer esse teste em uma rede de 110 V com essa lâmpada, podemos medir a corrente elétrica que circula por ela.com essa lâmpada, podemos medir a corrente elétrica que circula por ela. Para um “terra” considerado razoável, essa corrente deve estar acima dePara um “terra” considerado razoável, essa corrente deve estar acima de 600 mA.600 mA. Cabe lembrar ao leitor que, essa prática é apenas um artifício (para nãoCabe lembrar ao leitor que, essa prática é apenas um artifício (para não dizer macete) com qual podemos ter uma idéia das condições gerais dodizer macete) com qual podemos ter uma idéia das condições gerais do aterramento. Em hipótese alguma esse método pode ser utilizado para aaterramento. Em hipótese alguma esse método pode ser utilizado para a determinação de uma valor preciso.determinação de uma valor preciso.
  • 27. TESTE PRÁTICO DE ATERRAMENTOTESTE PRÁTICO DE ATERRAMENTO
  • 28. IMPLICAÇÃO DE UM MAU ATERRAMENTOIMPLICAÇÃO DE UM MAU ATERRAMENTO Ao contrário do que muitos pensam, os problemas que umAo contrário do que muitos pensam, os problemas que um aterramento deficiente pode causar não se limitam apenas aosaterramento deficiente pode causar não se limitam apenas aos aspectos de segurança.aspectos de segurança. É bem verdade que os principais efeitos de uma máquina malÉ bem verdade que os principais efeitos de uma máquina mal aterrada são choques elétricos ao operador, e resposta lenta (ouaterrada são choques elétricos ao operador, e resposta lenta (ou ausente) dos sistemas de proteção (fusíveis, disjuntores, etc...).ausente) dos sistemas de proteção (fusíveis, disjuntores, etc...). Mas outros problemas operacionais podem ter origem noMas outros problemas operacionais podem ter origem no aterramento deficiente.aterramento deficiente. Abaixo segue uma pequena lista do que já observamos. CasoAbaixo segue uma pequena lista do que já observamos. Caso alguém se identifique com algum desses problemas, e ainda nãoalguém se identifique com algum desses problemas, e ainda não checou seu aterramento, está aí a dica:checou seu aterramento, está aí a dica: - Quebra de comunicação entre máquina e PC (CPL, CNC, etc...) em modo- Quebra de comunicação entre máquina e PC (CPL, CNC, etc...) em modo on-lineon-line. Principalmente se o protocolo de comunicação for RS 232.. Principalmente se o protocolo de comunicação for RS 232. - Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas).- Excesso de EMI gerado (interferências eletromagnéticas). - Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores, conversores,- Aquecimento anormal das etapas de potência (inversores, conversores, etc...) e motorização.etc...) e motorização. - Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular com- Em caso de computadores pessoais, funcionamento irregular com constantes “travamentos”.constantes “travamentos”. - Queima de CI´s ou placas eletrônicas sem razão aparente, mesmo sendo- Queima de CI´s ou placas eletrônicas sem razão aparente, mesmo sendo elas novas e confiáveis.elas novas e confiáveis. - Para equipamentos com monitores de vídeo, interferência na imagem e- Para equipamentos com monitores de vídeo, interferência na imagem e ondulações podem ocorrer.ondulações podem ocorrer.
  • 29. CONCLUSÃO Antes de executarmos qualquer trabalho (projeto, manutenção, instalação, etc...) na área de eletrônica, devemos observar todas as normas técnicas envol-vidas no processo. Somente assim poderemos realizar um trabalho eficiente, e sem problemas de natureza legal. Atualmente, com os programas de qualidade das empresas, apenas um ser-viço bem feito não é suficiente. Laudos técnicos, e documentação adequada tam-bém são elementos integrantes do sistema.