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ATENÇÃO ÀS
MULHERES
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
NORMA TÉCNICA – MINISTÉRIO DA SAÚDE
2ª EDIÇÃO - 2ª REIMPRESSÃO EM 2014
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
O abortamento representa um grave problema
de saúde pública, sendo causa importante de
morte materna.
O Ministério da Saúde reconhece este problema
e estabelece normas para o atendimento ao
abortamento nos serviços de saúde.
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
O que você encontra na norma técnica
1. Contextualização do abortamento no Brasil
2. Marco conceitual de atenção ao abortamento
3. Aspectos ético-profissionais e jurídicos do abortamento
4. Três pilares da atenção ao abortamento
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Introdução
• O Ministério da Saúde, atento à primazia dos direitos humanos e sensível às
reivindicações dos movimentos feministas e de mulheres, tem o compromisso com a
garantia dos direitos reprodutivos e dos direitos sexuais das mulheres.
• Estima-se que ocorram, considerando apenas o Brasil, mais de um milhão de
abortamentos induzidos ao ano, sendo uma das principais causas de morte materna
no País.
• Na nova edição da norma técnica (a primeira é de 2005), são incorporados objetivos
específicos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a qual busca
promover a atenção qualificada e humanizada – obstétrica e neonatal. Essa atenção
inclui a assistência ao abortamento em condições seguras, para mulheres e
adolescentes.
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Objetivo da Norma Técnica: subsidiar a prática profissional
• A Norma pretende fornecer aos profissionais subsídios para que possam oferecer
não só um cuidado imediato às mulheres em situação de abortamento, mas
também, na perspectiva da integralidade deste atendimento, disponibilizá-las
alternativas contraceptivas, evitando o recurso a abortos repetidos.
• Para mulheres com abortamentos espontâneos e que desejem nova gestação
deve ser garantido um atendimento adequado às suas necessidades.
• É fundamental reconhecer que a qualidade da atenção almejada inclui aspectos
relativos à sua humanização, incitando profissionais, independentemente dos
seus preceitos morais e religiosos, a preservarem uma postura ética, garantindo
o respeito aos direitos humanos das mulheres.
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Marco conceitual da Norma técnica de atenção humanizada ao abortamento
• A inclusão de um modelo humanizado de atenção às mulheres com abortamento
é propósito da Norma.
• Não apenas como um guia de cuidados, mas também na intenção de oferecer às
mulheres, aos serviços de saúde e à sociedade um novo paradigma que torne
seguro, sustentável e efetivo a atenção às mulheres em situação de
abortamento.
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
O que a norma técnica define como abortamento?
Abortamento é a interrupção da gravidez até a 20ª ou 22ª semana e
com o produto da concepção pesando menos que 500g.
Aborto é o produto da concepção eliminado no abortamento.
São várias as causas de abortamento, contudo, na maioria das vezes,
a causa permanece indeterminada.
Muitas gestações são interrompidas por decisão pessoal da mulher.
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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A atenção ao abortamento deve se apoiar em três pilares
1. Acolher e orientar
2. Atenção clínica ao abortamento
3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Acolhimento é o tratamento digno e respeitoso, a escuta, o reconhecimento e a
aceitação das diferenças, o respeito ao direito de decidir de mulheres e homens, assim
como o acesso e a resolubilidade da assistência à saúde.
1. Acolher e orientar
• Quando as mulheres chegam aos serviços de saúde em processo de abortamento sua experiência é
física, emocional e social. Geralmente, elas verbalizam as queixas físicas, demandando soluções, e
calam-se sobre suas vivências e sentimentos.
• A mulher que chega ao serviço de saúde em situação de abortamento espontâneo, induzido ou
provocado, está passando por um momento difícil e pode ter sentimentos de solidão, angústia,
ansiedade, culpa, autocensura, medo de falar, de ser punida, de ser humilhada, sensação de
incapacidade de engravidar novamente.
• Todos esses sentimentos se misturam no momento da decisão pela interrupção, sendo que para a
maioria das mulheres, no momento do pós-abortamento, sobressai o sentimento de alívio.
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2. Atenção clínica ao abortamento
É preciso saber classificar adequadamente, pois isso ajudará a definir a conduta
adequada:
• ameaça de abortamento
• abortamento completo
• abortamento inevitável/incompleto
• abortamento retido
• abortamento infectado
• abortamento habitual
• abortamento eletivo previsto em lei
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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• É importante que a escolha do tipo de método para o abortamento faça parte de um processo de decisão
compartilhada entre a mulher e os profissionais de saúde.
• Os diferentes métodos disponíveis devem ser igualmente oferecidos de forma apropriada, garantindo que a decisão
seja a mais livre, consciente e informada possível.
• Durante o primeiro trimestre da gravidez consideram-se métodos aceitáveis a aspiração intrauterina (manual ou
elétrica), o abortamento farmacológico e a curetagem uterina.
• A ordem de escolha para os diferentes métodos depende das condições de cada serviço e da preferência da mulher,
além da necessária avaliação do risco-benefício de cada procedimento.
• Deve-se adotar critérios que considerem e respeitem: (a) a disponibilidade de métodos em cada serviço de saúde; (b)
a capacitação, habilidade e rotinas dos serviços de saúde para cada método; (c) as condições clínicas, sociais e
psicológicas da mulher.
2. Atenção clínica ao abortamento
A Atenção clínica compreende a classificação adequada, a definição do método, a
execução adequada e o manejo da dor.
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Abortamento farmacológico: é a utilização de fármacos para indução do abortamento ou abreviação do
abortamento em curso. – Misoprostol e Ocitocina
Aspiração Manual Intrauterina (Amiu): Procedimento que utiliza cânulas de Karman, com diâmetros
variáveis, de 4 a 12mm, acopladas a seringa com vácuo, promovendo a retirada dos restos ovulares através
da raspagem da cavidade uterina e por aspiração.
Curetagem uterina: realizada com a utilização da cureta, promovendo-se uma raspagem da cavidade
uterina, extraindo-se o material desprendido pelo instrumental
Em qualquer das técnicas utilizadas: promover o ALÍVIO DA DOR
2. Atenção clínica ao abortamento: escolhendo as técnicas de
esvaziamento uterino
ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
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Idealmente, todos os métodos contraceptivos devem estar
disponíveis no local onde se atende à mulher em abortamento, dando
oportunidades às mulheres de iniciar o uso antes de receber alta. Em que
pese a obrigatoriedade da orientação e oferta de métodos contraceptivos,
as mulheres devem ter absoluta liberdade de aceitar ou não os métodos
acima citados.
3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento
• Mulher com complicações de abortamento, espontâneo ou por decisão pessoal, tem
necessidade de cuidados destinados a protegê-la das consequências físicas e
psicológicas do processo que está sofrendo, assim como evitar que volte a ser acometida
do mesmo problema no futuro.
• Nos casos de abortamento provocado, a adoção imediata de contracepção tem se
mostrado como uma medida eficaz para reduzir o risco de novos abortamentos.
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
A atenção ao abortamento deve se apoiar em três pilares
1. Acolher e orientar: ouvir a mulher, a partir de princípios éticos
dos direitos reprodutivos
2. Atenção clínica ao abortamento: classificar, decidir como
fazer e executar, lembrando da necessidade de manejo da dor
3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento: discutir com a
mulher sobre suas intenções reprodutivas e oferecer os
métodos contraceptivos disponíveis, orientando sobre
continuidade do cuidado em serviços de atenção básica
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao abortamento: norma técnica /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher. – 2.
ed., 2. reimp – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 60 p.: il. – (Série Direitos Sexuais e
Direitos Reprodutivos ; Caderno no 4)
Referência bibliográfica
ATENÇÃO ÀS
MULHERES
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
Material de 27 de fevereiro de 2018
Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO

  • 1. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO ÀS MULHERES ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO NORMA TÉCNICA – MINISTÉRIO DA SAÚDE 2ª EDIÇÃO - 2ª REIMPRESSÃO EM 2014
  • 2. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO O abortamento representa um grave problema de saúde pública, sendo causa importante de morte materna. O Ministério da Saúde reconhece este problema e estabelece normas para o atendimento ao abortamento nos serviços de saúde.
  • 3. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO O que você encontra na norma técnica 1. Contextualização do abortamento no Brasil 2. Marco conceitual de atenção ao abortamento 3. Aspectos ético-profissionais e jurídicos do abortamento 4. Três pilares da atenção ao abortamento
  • 4. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Introdução • O Ministério da Saúde, atento à primazia dos direitos humanos e sensível às reivindicações dos movimentos feministas e de mulheres, tem o compromisso com a garantia dos direitos reprodutivos e dos direitos sexuais das mulheres. • Estima-se que ocorram, considerando apenas o Brasil, mais de um milhão de abortamentos induzidos ao ano, sendo uma das principais causas de morte materna no País. • Na nova edição da norma técnica (a primeira é de 2005), são incorporados objetivos específicos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a qual busca promover a atenção qualificada e humanizada – obstétrica e neonatal. Essa atenção inclui a assistência ao abortamento em condições seguras, para mulheres e adolescentes.
  • 5. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Objetivo da Norma Técnica: subsidiar a prática profissional • A Norma pretende fornecer aos profissionais subsídios para que possam oferecer não só um cuidado imediato às mulheres em situação de abortamento, mas também, na perspectiva da integralidade deste atendimento, disponibilizá-las alternativas contraceptivas, evitando o recurso a abortos repetidos. • Para mulheres com abortamentos espontâneos e que desejem nova gestação deve ser garantido um atendimento adequado às suas necessidades. • É fundamental reconhecer que a qualidade da atenção almejada inclui aspectos relativos à sua humanização, incitando profissionais, independentemente dos seus preceitos morais e religiosos, a preservarem uma postura ética, garantindo o respeito aos direitos humanos das mulheres.
  • 6. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Marco conceitual da Norma técnica de atenção humanizada ao abortamento • A inclusão de um modelo humanizado de atenção às mulheres com abortamento é propósito da Norma. • Não apenas como um guia de cuidados, mas também na intenção de oferecer às mulheres, aos serviços de saúde e à sociedade um novo paradigma que torne seguro, sustentável e efetivo a atenção às mulheres em situação de abortamento.
  • 7. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO O que a norma técnica define como abortamento? Abortamento é a interrupção da gravidez até a 20ª ou 22ª semana e com o produto da concepção pesando menos que 500g. Aborto é o produto da concepção eliminado no abortamento. São várias as causas de abortamento, contudo, na maioria das vezes, a causa permanece indeterminada. Muitas gestações são interrompidas por decisão pessoal da mulher.
  • 8. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br A atenção ao abortamento deve se apoiar em três pilares 1. Acolher e orientar 2. Atenção clínica ao abortamento 3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento
  • 9. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Acolhimento é o tratamento digno e respeitoso, a escuta, o reconhecimento e a aceitação das diferenças, o respeito ao direito de decidir de mulheres e homens, assim como o acesso e a resolubilidade da assistência à saúde. 1. Acolher e orientar • Quando as mulheres chegam aos serviços de saúde em processo de abortamento sua experiência é física, emocional e social. Geralmente, elas verbalizam as queixas físicas, demandando soluções, e calam-se sobre suas vivências e sentimentos. • A mulher que chega ao serviço de saúde em situação de abortamento espontâneo, induzido ou provocado, está passando por um momento difícil e pode ter sentimentos de solidão, angústia, ansiedade, culpa, autocensura, medo de falar, de ser punida, de ser humilhada, sensação de incapacidade de engravidar novamente. • Todos esses sentimentos se misturam no momento da decisão pela interrupção, sendo que para a maioria das mulheres, no momento do pós-abortamento, sobressai o sentimento de alívio.
  • 10. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br 2. Atenção clínica ao abortamento É preciso saber classificar adequadamente, pois isso ajudará a definir a conduta adequada: • ameaça de abortamento • abortamento completo • abortamento inevitável/incompleto • abortamento retido • abortamento infectado • abortamento habitual • abortamento eletivo previsto em lei
  • 11. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br • É importante que a escolha do tipo de método para o abortamento faça parte de um processo de decisão compartilhada entre a mulher e os profissionais de saúde. • Os diferentes métodos disponíveis devem ser igualmente oferecidos de forma apropriada, garantindo que a decisão seja a mais livre, consciente e informada possível. • Durante o primeiro trimestre da gravidez consideram-se métodos aceitáveis a aspiração intrauterina (manual ou elétrica), o abortamento farmacológico e a curetagem uterina. • A ordem de escolha para os diferentes métodos depende das condições de cada serviço e da preferência da mulher, além da necessária avaliação do risco-benefício de cada procedimento. • Deve-se adotar critérios que considerem e respeitem: (a) a disponibilidade de métodos em cada serviço de saúde; (b) a capacitação, habilidade e rotinas dos serviços de saúde para cada método; (c) as condições clínicas, sociais e psicológicas da mulher. 2. Atenção clínica ao abortamento A Atenção clínica compreende a classificação adequada, a definição do método, a execução adequada e o manejo da dor.
  • 12. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Abortamento farmacológico: é a utilização de fármacos para indução do abortamento ou abreviação do abortamento em curso. – Misoprostol e Ocitocina Aspiração Manual Intrauterina (Amiu): Procedimento que utiliza cânulas de Karman, com diâmetros variáveis, de 4 a 12mm, acopladas a seringa com vácuo, promovendo a retirada dos restos ovulares através da raspagem da cavidade uterina e por aspiração. Curetagem uterina: realizada com a utilização da cureta, promovendo-se uma raspagem da cavidade uterina, extraindo-se o material desprendido pelo instrumental Em qualquer das técnicas utilizadas: promover o ALÍVIO DA DOR 2. Atenção clínica ao abortamento: escolhendo as técnicas de esvaziamento uterino
  • 13. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Idealmente, todos os métodos contraceptivos devem estar disponíveis no local onde se atende à mulher em abortamento, dando oportunidades às mulheres de iniciar o uso antes de receber alta. Em que pese a obrigatoriedade da orientação e oferta de métodos contraceptivos, as mulheres devem ter absoluta liberdade de aceitar ou não os métodos acima citados. 3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento • Mulher com complicações de abortamento, espontâneo ou por decisão pessoal, tem necessidade de cuidados destinados a protegê-la das consequências físicas e psicológicas do processo que está sofrendo, assim como evitar que volte a ser acometida do mesmo problema no futuro. • Nos casos de abortamento provocado, a adoção imediata de contracepção tem se mostrado como uma medida eficaz para reduzir o risco de novos abortamentos.
  • 14. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO A atenção ao abortamento deve se apoiar em três pilares 1. Acolher e orientar: ouvir a mulher, a partir de princípios éticos dos direitos reprodutivos 2. Atenção clínica ao abortamento: classificar, decidir como fazer e executar, lembrando da necessidade de manejo da dor 3. Planejamento reprodutivo pós-abortamento: discutir com a mulher sobre suas intenções reprodutivas e oferecer os métodos contraceptivos disponíveis, orientando sobre continuidade do cuidado em serviços de atenção básica
  • 15. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção humanizada ao abortamento: norma técnica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Área Técnica de Saúde da Mulher. – 2. ed., 2. reimp – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 60 p.: il. – (Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos ; Caderno no 4) Referência bibliográfica
  • 16. ATENÇÃO ÀS MULHERES portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Material de 27 de fevereiro de 2018 Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Aprofunde seus conhecimentos acessando artigos disponíveis na biblioteca do Portal. ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTAMENTO