SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 48
Baixar para ler offline
As perspectivas das commodities
agrícolas no mercado globalizado
José Otavio Menten
Heitor Haselmann Arakawa
V CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DO AGRONEGÓCIO
São Paulo, 4 de agosto de 2014
Fonte: The OECD Economic Outlook: Sources and Methods.
“Commodities são bens e
serviços normalmente
destinados à venda no mercado a
um preço que é projetado para
cobrir os seus custos de
produção.”
Commodities
Principal Conceito
• Pequeno processamento;
• Pouco valor agregado;
• Produto não diferenciado;
• Tomador de preço.
Tipos de Commodities negociadas
Vegetal
• Soja
• Suco de laranja
• Milho
• Café
• Açúcar
• Aveia
• Arroz
• Óleo de Soja
• Farelo de Soja
• Trigo
• Leite
• Cacau
• Algodão
• Etanol
• Borracha
• Óleo de palma
• Papel e Celulose
• Tabaco
Animal
• Boi
• Frango
• Suíno
• Lã
• Couro
Energéticas
• Petróleo
• Etanol
• Gás Natural
• Propano
• Gasolina
Metais Preciosos
• Ouro
• Prata
• Platina
• Paládio
Metais Industriais
• Ferro
• Cobre
• Zinco
• Alumínio
• Cobalto
• Chumbo
• Estanho
Produto Interno Bruto (preços correntes 2013)
Fonte: CEPEA/USP, 2014
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
Trilhões de R$
PIB do Agronegócio
22,5%
12% 29% 28% 31%
Insumos,
máquinas,
seguro,
financiamento
Produção
agropecuária e
extração vegetal
Agroindústria Distribuição e
comercialização
PIB do Agronegócio Brasileiro 2013
Fonte: CEPEA, 2013
Antes da
Porteira
Dentro da
Porteira
Depois da
Porteira
MALASIA
N. ZELÂNDIA
DINAMARCA
BRASIL(7)
ARGENTINA
FRANÇA
AUSTRÁLIA
HOLANDA
CANADÁ
EUA
5,1
5,2
5,8
7,1
7,2
8,2
9,1
12,9
13,3
19,4
1990
CHILE
DINAMARCA
N. ZELÂNDIA
FRANÇA
TAILÂNDIA
ARGENTINA
BRASIL(4)
AUSTRÁLIA
HOLANDA
CANADÁ
5
5,1
6,5
6,8
7,7
10,3
10,7
12,2
15,6
19,5
2000
ÍNDIA
N. ZELÂNDIA
INDONÉSIA
AUSTRÁLIA
CANADÁ
TAILÂNDIA
EUA
HOLANDA
ARGENTINA
BRASIL(1)
16,7
19,7
24,1
24,3
24,9
25,2
30,1
31,4
40,7
73,3
2012
Em Bilhões de US$
Fonte: OMC, mar/14
Produtos Agrícolas - 10 Maiores Saldos Comerciais
Fonte: Agrostat/MAPA; R.Rodrigues 2014
Exportações Agronegócio - Produtos
Posição do Brasil no ranking mundial - 2013
Fonte: USDA, mar/14
3%
7%
16%
35%
15%
31%
22%
57%
9%
18%
20%
27%
34%
40%
46%
80%
0% 20% 40% 60% 80% 100%
Carne Suína
Milho
Carne Bovina
Café
Carne de Frango
Complexo Soja
Açúcar
Laranja
Exportação Produção
(1º)
(1º)
(1º)
(1º)
(1º)
(2º)
(1º)
(3º)
(1º)
(1º)
(1º)
(2º)
(2º)
(3º)
(4º)
(4º)
Suco de
O Brasil também..
• É o 2º produtor mundial de
etanol (20% da prod. Mundial e
20% das exp. Mundiais); (UNICA,
13)
• É o 4º maior produtor mundial de
celulose e o 11º maior produtor
de papel e papelão. (FAO, 14)
PECUÁRIA
Fonte: IBGE, 2013
Carne Bovina
Principais características
Fonte: USDA, 2014
0 5 10 15
Outros
Canada
Russia
Paquistão
México
Australia
Argentina
Índia
China
EU
Brasil
EUA
Milhões de toneladas
Produção de carne bovina mundial
20%
17%
13%
10%
7%
5%
4%
3%
3%
2%
2%
16%
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
2008 2009 2010 2011 2012 2013
milhõesdetoneladas
Principais destinos da carne bovina brasileira
Angola
África do Sul
China
Egito
Emirados Árabes Unidos
Venezuela
Japão
Rússia
Arábia Saudita
Hong Kong
Carne Bovina
Principais características
Fonte: MDIC, 2014
Projeções
Oferta e Demanda
Projeção de produção e consumo de carne bovina – 2014 a 2023
Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023
Produção, kt Consumo, kt
Projeções – Carne Bovina
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Área
Pastagem
M
hectares
182 181 181 182 181 181 180 179 179 178 177
Produção
k
toneladas
10.284 10.798 11.068 11.234 11.347 11.404 11.461 11.575 11.691 11.866 12.104
Consumo
Doméstico
k
toneladas
8.488 8.607 8.645 8.783 8.902 9.02 9.054 9.214 9.398 9.607 9.818
Exportações
Líquidas
K
toneladas
1.726 2.117 2.345 2.369 2.36 2.295 2.316 2.268 2.199 2.165 2.190
Rebanho
Total
M
cabeças
209 211 213 215 217 218 220 221 223 224 225
Abate
M
cabeças
46 49 50 51 51 52 52 52 53 54 55
Taxa de
lotação
cab/ha 1,15 1,17 1,18 1,18 1,19 1,21 1,22 1,23 1,25 1,26 1,27
Carne Bovina
Perspectivas
Até 2020
44%
Espera-se que a produção nacional de carne bovina suprirá 44% do
mercado mundial
Fonte: Ministério da Agricultura
Fonte: IBGE, 2013
Produção de Carne
de Frango
Produção de Carne
Suína
Projeções – Carne de Frango
(mil toneladas)
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Produção 12.771 13.040 13.313 13.593 13.879 14.170 14.468 14.771 15.082 15.398 15.722
Consumo
Doméstico
9.267 9.445 9.450 9.675 9.860 10.049 10.054 10.339 10.680 11.082 11.499
Exportações
Líquidas
3.501 3.591 3.859 3.914 4.014 4.117 4.409 4.428 4.397 4.311 4.217
Projeções – Carne Suína
(mil toneladas)
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023
Produção 3.397 3.532 3.614 3.697 3.782 3.869 3.958 4.049 4.142 4.237 4.335
Consumo
Doméstico
2.745 2.804 2.801 2.876 2.938 3.001 2.999 3.097 3.216 3.357 3.505
Exportações
Líquidas
650 727 810 818 841 865 956 949 923 877 826
Suco de Laranja
0 5 10 15 20
Outros
Egito
México
União Européia
China
Estados Unidos
Brasil
milhões de toneladas
Maiores produtores 12/13
Fonte: USDA, 2014
Laranja
Produção Mundial
SP;
74,2%
BA;
5,76%
PR;
5,07%
MG;
4,80%
SE;
4,56%
Outros;
5,61%
BR - Safra 11/12
Laranja
Produção Mundial
Florida;
71%
California;
28%
Texas; 1%
EUA - Safra 11/12
Fonte: IBGE, 13 Fonte: USDA, 13
SOJA
22
Soja
Produção e Exportação - Principais Portos
0 5 10 15
ILHEUS
SANTAREM
MANAUS
SALVADOR
VITORIA
SAO LUIS
SAO F. DO SUL
PARANAGUA
RIO GRANDE
SANTOS
Milhões de toneladas
Portos
Soja 2013
30%
19%
18%
9%
7%
7%
4%
3%
2%
0,2%
Fonte: IBGE, 2013
Fonte: MDIC, 2014
23
Exportação de soja – Brasil
0
10
20
30
40
Milhões
Asia + Oriente
Médio
0
2
4
6
8
10
Milhões
Europa
0,00
0,10
0,20
0,30
Milhões
América do Sul
0,00
0,10
0,20
0,30
Milhões
África
2002
2008
2013Fonte: MDIC, 2014
(em milhões de toneladas)
Principais Blocos Econômicos
Projeções
Oferta e Demanda
Projeção de produção e consumo de oleaginosas – 2014 a 2023
Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023
Produção, kt Consumo, kt
Projeções - SOJA
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23
Área
k
hectares 27.722 29.388 28.690 28.246 28.745 29.550 30.313 31.117 32.381 33.304 34.282
Produção
k
toneladas 81.457 87.693 83.579 87.125 90.269 94.465 98.624 103.036 109.101 114.19 119.612
Consumo
Doméstico
K
toneladas
42.401 43.309 44.296 45.316 46.111 46.920 47.743 48.582 49.436 50.307 51.195
Esmagamento
K
toneladas
39.501 40.384 41.346 42.341 43.111 43.895 44.693 45.507 46.336 47.182 48.045
Exportações
Líquidas
K
toneladas
38.708 43.804 38.268 41.600 43.962 47.348 50.683 54.255 59.465 63.682 68.215
Produtividade t/ha
2,94 2,98 2,91 3,08 3,14 3,2 3,25 3,31 3,37 3,43 3,49
Milho
27
0 5 10 15
SALVADOR
ILHEUS
SAO LUIS
MANAUS
RIO GRANDE
SANTAREM
VITORIA
SAO F. DO SUL
PARANAGUA
SANTOS
Milhões de toneladas
Portos
Milho 2013
45%
17%
13%
11%
5%
4%
3%
1%
0,4%
0,3%
Exportação – Brasil
Principais Portos
Fonte: MDIC, 2014
Fonte: IBGE, 2013
28
Exportação de milho – Brasil
2002
2008
2013
0
2
4
Milhões
Europa
0
5
10
15
Milhões
Ásia + Oriente
Médio
0
1
2
3
4
Milhões
África
0,0
0,5
1,0
1,5
Milhões
América do Sul
Fonte: MDIC, 2014
(em milhões de toneladas)
Principais Blocos Econômicos
Projeções
Oferta e Demanda
Projeção de produção e consumo de grãos – 2014 a 2023
Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023
Produção, kt Consumo, kt
Projeções - MILHO
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade dez/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23
Área Plantada Total
1000
hectares
15.905 14.703 15.144 15.417 15.717 16.026 16.343 16.669 17.004 17.330 17.684
Área Platanda 1
safra
6.907 6.464 6.688 6.739 6.810 6.883 6.957 7.033 7.110 7.170 7.250
Área Plantada 2
safra
8.998 8.239 8.455 8.678 8.907 9.143 9.386 9.636 9.894 10.16 10.434
Produção Total
1000
toneladas
81.344 70.303 73.253 75.390 77.627 79.941 82.335 84.812 87.376 89.993 92.740
Produção 1
safra
35.165 31.496 32.986 33.607 34.267 34.943 35.634 36.340 37.063 37.766 38.522
Produção 2
safra
46.180 38.807 40.267 41.783 43.360 44.998 46.701 48.472 50.313 52.227 54.218
Consumo Doméstico 52.554 53.641 54.751 55.884 57.040 58.221 59.427 60.658 61.916 63.200 64.513
Exportações 23.946 20.688 18.847 19.848 20.924 22.054 23.239 24.481 25.784 27.113 28.544
Projeções - MILHO
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23
Produtividade
t/ha
5,11 4,78 4,84 4,89 4,94 4,99 5,04 5,09 5,14 5,19 5,24
Produtividade 1
safra 5,09 4,87 4,93 4,99 5,03 5,08 5,12 5,17 5,21 5,27 5,31
Produtividade 2
safra 5,13 4,71 4,76 4,81 4,87 4,92 4,98 5,03 5,08 5,14 5,2
Açúcar
33
Exportação – Brasil
Principais Portos
Fonte: MDIC, 2014
0 10 20
VITORIA
SUAPE
RECIFE
MACEIO
PARANAGUA
SANTOS
Milhões de toneladas
Portos
Açúcar - 2013
73%
19%
6%
1.4%
0.5%
0.2%
Fonte: IBGE, 2013
34
Exportação de açúcar – Brasil
2002
2008
2013Fonte: MDIC, 2014
0,0
0,5
1,0
1,5
Milhões
Europa
0
2
4
6
8
10
Milhões
Ásia + Oriente
Médio
0
2
4
6
8
10
Milhões
África
0,0
0,5
1,0
Milhões
América do Sul
(em milhões de toneladas)
Principais Blocos Econômicos
Projeções
Oferta e Demanda
Projeção de produção e consumo de açúcar – 2014 a 2023
Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023
Produção, kt Consumo, kt
Projeções - Açúcar
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23 23/24
Produção
1000
toneladas
35.925 38.237 38.275 38.332 38.505 39.275 40.060 40.782 41.597 42.637 43.703 44.796
Consumo
Doméstico 12.000 11.500 11.633 11.727 11.829 11.914 11.999 12.080 12.169 12.238 12.301 12.357
Exportações
Líquidas 23.925 26.737 26.642 26.605 26.676 27.361 28.061 28.702 29.428 30.399 31.402 32.439
MIX % 50% 48% 47% 47% 48% 46% 44% 43% 42% 41% 39% 38%
Café
Fonte: IBGE, 2013
Café
Principais características
0 500 1.000 1.500
OUTROS
PARANAGUA - PR
RIO GRANDE - RS
SALVADOR - BA
VITORIA - ES
URUGUAIANA - RS
S. F. DO SUL - SC
SEPETIBA - RJ
RIO DE JANEIRO - RJ
SANTOS - SP
milhares de toneladas
Principais portos utilizados na
exportação de café 2013
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
Milharesdetoneladas
Estados Unidos
Alemanha
Itália
Japão
Reino Unido
Bélgica
Fonte: MDIC, 2014
Principais destinos das exportações de café brasileiro
2008 a 2013
Projeções - CAFÉ
Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO
Variável Unidade 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 2019/20 2020/21 2021/22 2022/23 2023/24
Área 1000 ha 2.010 1.992 1.981 1.981 1.970 1.953 1.953 1.936 1.936 1.919 1.919
Produção
1000 sc
47.544 51.823 47.677 55.305 50.881 57.496 52.896 59.772 54.991 62.139 57.168
Consumo
Doméstico
21.132 21.054 21.741 22.296 22.869 22.796 23.719 24.854 26.228 27.682 29.221
Exportações
Líquidas
35.414 32.467 37.359 31.977 40.031 34.454 41.990 35.865 42.488 35.705 42.316
Produtividade scs/ha
24 26 24 28 26 29 27 31 28 32 30
Desafios
Futuros
Projeção Mundial de Consumo
Consumo de Alimento per capita (Kcal/pessoa/dia)
Fonte: World Agriculture Towards 2030/2050 – FAO, 2012
Carne Bovina
Barreiras não-tarifárias: problemas futuros
• América do Norte: medidas rígidas relacionadas à qualidade
e sanidade do alimento
• Não reconhecem o princípio da Regionalização da OMC (áreas
livres de aftosa).
• Japão: alta tarifa de importação e barreira sanitária rígida
• Tarifa para carne bovina in natura: 28% em média;
• Não reconhece o Princípio da Regionalização.
Fonte: MALAFAIA, G. et al. Análise das barreiras não tarifárias à exportação na cadeia da carne bovina brasileira. Revista
de Política Agrícola. No2 – Abr./Maio/Jun. 2011
Carne Bovina
Barreiras não-tarifárias
• União Europeia: alta exigência de qualidade e sanidade
animal
• Reconhece o Princípio da Regionalização;
• Usa subsídios às exportações, fixação de tarifas e quotas tarifárias
Fonte: MALAFAIA, G. et al. Análise das barreiras não tarifárias à exportação na cadeia da carne bovina brasileira. Revista
de Política Agrícola. No2 – Abr./Maio/Jun. 2011
Laranja
Exportações brasileiras
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
2008 2009 2010 2011 2012 2013
Milhõesdetoneladas
Destino da Exportações
brasileiras
Outros
Estados Unidos
Países Baixos (Holanda)
Bélgica
Fonte: MDIC, 2014
Fonte: AcervoFolha Online
Soja
Barreiras não-tarifárias
“Entre os meses de abril e junho, a China recusou carregamentos
de cinco navios brasileiros, sob o argumento de que havia uma
quantidade excessiva de sementes tratadas com Carboxin na soja
destinada ao consumo humano ou animal” (Folha de S. Paulo,
30/set/2004)
Desafios futuros
Certificação Agrícolas
• IBD/FOAM Accredited
• Fair Trade Brasil
• Selo FSC
• Rainforest Alliance
• UTZ Certified
Rastreabilidade Agrícola
• Documentação
• Manutenção
• Disponibilização de
informações
Obrigado
Heitor H. Arakawa
PhD student - Info & Systems Eng.
University of Virginia
E-mail: heitorarakawa@gmail.com
José Otávio M. Menten
Coordenador do Curso de Engª Agronômica
Dep. de Fitopatologia e Nematologia
LFN - ESALQ/USP
E-mail: jomenten@usp.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação - Agricultura Familiar
Apresentação - Agricultura FamiliarApresentação - Agricultura Familiar
Apresentação - Agricultura Familiar
Claudio Bomfim
 
6a série tecnologia - agricultura
6a série   tecnologia - agricultura6a série   tecnologia - agricultura
6a série tecnologia - agricultura
SESI 422 - Americana
 
Evolução da agricultura aula 3
Evolução da agricultura aula 3Evolução da agricultura aula 3
Evolução da agricultura aula 3
UERGS
 
Slides sistema de transportes
Slides sistema de transportesSlides sistema de transportes
Slides sistema de transportes
Oberlania Alves
 
1 introdução ao agronegócio 04 03
1 introdução ao agronegócio 04 031 introdução ao agronegócio 04 03
1 introdução ao agronegócio 04 03
Agronegócios
 
Impactos da agropecuária no ambiente
Impactos da agropecuária no ambienteImpactos da agropecuária no ambiente
Impactos da agropecuária no ambiente
jess rios
 

Mais procurados (20)

Apresentação - Agricultura Familiar
Apresentação - Agricultura FamiliarApresentação - Agricultura Familiar
Apresentação - Agricultura Familiar
 
Geografia origem e caracteriscas do capitalismo
Geografia   origem e caracteriscas do capitalismoGeografia   origem e caracteriscas do capitalismo
Geografia origem e caracteriscas do capitalismo
 
6a série tecnologia - agricultura
6a série   tecnologia - agricultura6a série   tecnologia - agricultura
6a série tecnologia - agricultura
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Agricultura sustentável
Agricultura sustentávelAgricultura sustentável
Agricultura sustentável
 
Divisão internacional do trabalho
Divisão internacional do trabalhoDivisão internacional do trabalho
Divisão internacional do trabalho
 
Evolução da agricultura aula 3
Evolução da agricultura aula 3Evolução da agricultura aula 3
Evolução da agricultura aula 3
 
Rússia
RússiaRússia
Rússia
 
Slides sistema de transportes
Slides sistema de transportesSlides sistema de transportes
Slides sistema de transportes
 
Geografia da indústria introdução.ppt
Geografia da indústria introdução.pptGeografia da indústria introdução.ppt
Geografia da indústria introdução.ppt
 
1 introdução ao agronegócio 04 03
1 introdução ao agronegócio 04 031 introdução ao agronegócio 04 03
1 introdução ao agronegócio 04 03
 
TIPOS DE INDÚSTRIAS
TIPOS DE INDÚSTRIASTIPOS DE INDÚSTRIAS
TIPOS DE INDÚSTRIAS
 
Japão
JapãoJapão
Japão
 
Relação Homem-Natureza
Relação Homem-NaturezaRelação Homem-Natureza
Relação Homem-Natureza
 
Dit divisão internacional do trabalho.
Dit divisão internacional do trabalho.Dit divisão internacional do trabalho.
Dit divisão internacional do trabalho.
 
Agricultura familiar no Brasil
Agricultura familiar no BrasilAgricultura familiar no Brasil
Agricultura familiar no Brasil
 
Impactos da agropecuária no ambiente
Impactos da agropecuária no ambienteImpactos da agropecuária no ambiente
Impactos da agropecuária no ambiente
 
A questão agrária no brasil
A questão agrária no brasilA questão agrária no brasil
A questão agrária no brasil
 
Agricultura
AgriculturaAgricultura
Agricultura
 
Agropecuária brasileira.
Agropecuária brasileira.Agropecuária brasileira.
Agropecuária brasileira.
 

Semelhante a As perspectivas das commodities agrícolas no mercado globalizado

Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
Juliano Camara
 
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
slides-mci
 
Palestra Crie Agronegocio
Palestra Crie AgronegocioPalestra Crie Agronegocio
Palestra Crie Agronegocio
SEBRAE MS
 
Estatística do Leite no MS
Estatística do Leite no MSEstatística do Leite no MS
Estatística do Leite no MS
Ronan Salgueiro
 
Apresentação agroindustria
Apresentação agroindustriaApresentação agroindustria
Apresentação agroindustria
Geraldo Henrique
 

Semelhante a As perspectivas das commodities agrícolas no mercado globalizado (20)

Seagro(GO) José Manoel agronegócio goiano 2014
Seagro(GO) José Manoel   agronegócio goiano 2014Seagro(GO) José Manoel   agronegócio goiano 2014
Seagro(GO) José Manoel agronegócio goiano 2014
 
Relatório Coronavírus - 15 de junho
Relatório Coronavírus - 15 de junhoRelatório Coronavírus - 15 de junho
Relatório Coronavírus - 15 de junho
 
Relatório Coronavírus - 16 de junho
Relatório Coronavírus - 16 de junhoRelatório Coronavírus - 16 de junho
Relatório Coronavírus - 16 de junho
 
Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
Análise da Competitividade das Exportações de Pimenta-do-Reino do Pará e do B...
 
arquivo_120911124456.ppt
arquivo_120911124456.pptarquivo_120911124456.ppt
arquivo_120911124456.ppt
 
Arquivo 120911124456
Arquivo 120911124456Arquivo 120911124456
Arquivo 120911124456
 
08 andre
08 andre08 andre
08 andre
 
Relatório Coronavírus - 12 de junho
Relatório Coronavírus - 12 de junhoRelatório Coronavírus - 12 de junho
Relatório Coronavírus - 12 de junho
 
Relatório Carlos Cogo - 22 de julho
Relatório Carlos Cogo - 22 de julhoRelatório Carlos Cogo - 22 de julho
Relatório Carlos Cogo - 22 de julho
 
EA - Suínos e Aves.pptx
EA - Suínos e Aves.pptxEA - Suínos e Aves.pptx
EA - Suínos e Aves.pptx
 
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
Luiz Antonio Fayet - Consultor de Infraestrutura de Logística da CNA - Confed...
 
Palestra Crie Agronegocio
Palestra Crie AgronegocioPalestra Crie Agronegocio
Palestra Crie Agronegocio
 
Estatística do Leite no MS
Estatística do Leite no MSEstatística do Leite no MS
Estatística do Leite no MS
 
Apresentação agroindustria
Apresentação agroindustriaApresentação agroindustria
Apresentação agroindustria
 
Relatório Coronavírus - 10 de junho
Relatório Coronavírus - 10 de junhoRelatório Coronavírus - 10 de junho
Relatório Coronavírus - 10 de junho
 
Diagnóstico dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região do Serro
Diagnóstico dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região do SerroDiagnóstico dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região do Serro
Diagnóstico dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região do Serro
 
Bovinos – os bons tempos e o vaticínio de cassandra
Bovinos – os bons tempos e o vaticínio de cassandraBovinos – os bons tempos e o vaticínio de cassandra
Bovinos – os bons tempos e o vaticínio de cassandra
 
Agronegócio - Rodas das Mudanças
Agronegócio - Rodas das MudançasAgronegócio - Rodas das Mudanças
Agronegócio - Rodas das Mudanças
 
Palestra TG.pptx
Palestra TG.pptxPalestra TG.pptx
Palestra TG.pptx
 
Relatório Carlos Cogo - 17 de julho
Relatório Carlos Cogo - 17 de julhoRelatório Carlos Cogo - 17 de julho
Relatório Carlos Cogo - 17 de julho
 

Mais de AgriculturaSustentavel

Mais de AgriculturaSustentavel (17)

Markesalq - Boletim Sensorial
Markesalq -  Boletim SensorialMarkesalq -  Boletim Sensorial
Markesalq - Boletim Sensorial
 
Situação e Perspectivas do Controle de Qualidade Sanitária de Sementes no Bra...
Situação e Perspectivas do Controle de Qualidade Sanitária de Sementes no Bra...Situação e Perspectivas do Controle de Qualidade Sanitária de Sementes no Bra...
Situação e Perspectivas do Controle de Qualidade Sanitária de Sementes no Bra...
 
MOFO BRANCO DA SOJA
MOFO BRANCO DA SOJAMOFO BRANCO DA SOJA
MOFO BRANCO DA SOJA
 
Impactos socioeconômicos e ambientais na adoção de sistemas integrados de pro...
Impactos socioeconômicos e ambientais na adoção de sistemas integrados de pro...Impactos socioeconômicos e ambientais na adoção de sistemas integrados de pro...
Impactos socioeconômicos e ambientais na adoção de sistemas integrados de pro...
 
AGRO FESCAFÉ 2014
AGRO FESCAFÉ 2014AGRO FESCAFÉ 2014
AGRO FESCAFÉ 2014
 
Receita Agronômica
Receita AgronômicaReceita Agronômica
Receita Agronômica
 
Manejo Integrado de Pragas
Manejo Integrado de PragasManejo Integrado de Pragas
Manejo Integrado de Pragas
 
Manejo Integrado de Doenças de Plantas
Manejo Integrado de Doenças de PlantasManejo Integrado de Doenças de Plantas
Manejo Integrado de Doenças de Plantas
 
Engenharia Agronômica
Engenharia AgronômicaEngenharia Agronômica
Engenharia Agronômica
 
Sistemas Integrados de Manejo na Produção Agrícola Sustentável
Sistemas Integrados de Manejo na Produção Agrícola SustentávelSistemas Integrados de Manejo na Produção Agrícola Sustentável
Sistemas Integrados de Manejo na Produção Agrícola Sustentável
 
Ccas caderno técnico cultivar
Ccas caderno técnico cultivarCcas caderno técnico cultivar
Ccas caderno técnico cultivar
 
Os Desafios na Agro Sociedade como o mundo vê o agro brasileiro
Os Desafios na Agro Sociedade como o mundo vê o agro brasileiroOs Desafios na Agro Sociedade como o mundo vê o agro brasileiro
Os Desafios na Agro Sociedade como o mundo vê o agro brasileiro
 
O Agronegócio Sobe No Gosto do Povo
O Agronegócio Sobe No Gosto do PovoO Agronegócio Sobe No Gosto do Povo
O Agronegócio Sobe No Gosto do Povo
 
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro SustentávelOs Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
 
Desafios Tecno-Científicos da Agricultura Brasileira
Desafios Tecno-Científicos da Agricultura BrasileiraDesafios Tecno-Científicos da Agricultura Brasileira
Desafios Tecno-Científicos da Agricultura Brasileira
 
A Capacidade do Agro Brasileiro de Produzir de Forma Sustentável
A Capacidade do Agro Brasileiro de Produzir de Forma SustentávelA Capacidade do Agro Brasileiro de Produzir de Forma Sustentável
A Capacidade do Agro Brasileiro de Produzir de Forma Sustentável
 
Os Desafios da Infraestrutura e Logística para o Agro Sustentável
Os Desafios da Infraestrutura e Logística para o Agro SustentávelOs Desafios da Infraestrutura e Logística para o Agro Sustentável
Os Desafios da Infraestrutura e Logística para o Agro Sustentável
 

As perspectivas das commodities agrícolas no mercado globalizado

  • 1. As perspectivas das commodities agrícolas no mercado globalizado José Otavio Menten Heitor Haselmann Arakawa V CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DO AGRONEGÓCIO São Paulo, 4 de agosto de 2014
  • 2. Fonte: The OECD Economic Outlook: Sources and Methods. “Commodities são bens e serviços normalmente destinados à venda no mercado a um preço que é projetado para cobrir os seus custos de produção.” Commodities Principal Conceito • Pequeno processamento; • Pouco valor agregado; • Produto não diferenciado; • Tomador de preço.
  • 3. Tipos de Commodities negociadas Vegetal • Soja • Suco de laranja • Milho • Café • Açúcar • Aveia • Arroz • Óleo de Soja • Farelo de Soja • Trigo • Leite • Cacau • Algodão • Etanol • Borracha • Óleo de palma • Papel e Celulose • Tabaco Animal • Boi • Frango • Suíno • Lã • Couro Energéticas • Petróleo • Etanol • Gás Natural • Propano • Gasolina Metais Preciosos • Ouro • Prata • Platina • Paládio Metais Industriais • Ferro • Cobre • Zinco • Alumínio • Cobalto • Chumbo • Estanho
  • 4. Produto Interno Bruto (preços correntes 2013) Fonte: CEPEA/USP, 2014 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 Trilhões de R$ PIB do Agronegócio 22,5%
  • 5. 12% 29% 28% 31% Insumos, máquinas, seguro, financiamento Produção agropecuária e extração vegetal Agroindústria Distribuição e comercialização PIB do Agronegócio Brasileiro 2013 Fonte: CEPEA, 2013 Antes da Porteira Dentro da Porteira Depois da Porteira
  • 6. MALASIA N. ZELÂNDIA DINAMARCA BRASIL(7) ARGENTINA FRANÇA AUSTRÁLIA HOLANDA CANADÁ EUA 5,1 5,2 5,8 7,1 7,2 8,2 9,1 12,9 13,3 19,4 1990 CHILE DINAMARCA N. ZELÂNDIA FRANÇA TAILÂNDIA ARGENTINA BRASIL(4) AUSTRÁLIA HOLANDA CANADÁ 5 5,1 6,5 6,8 7,7 10,3 10,7 12,2 15,6 19,5 2000 ÍNDIA N. ZELÂNDIA INDONÉSIA AUSTRÁLIA CANADÁ TAILÂNDIA EUA HOLANDA ARGENTINA BRASIL(1) 16,7 19,7 24,1 24,3 24,9 25,2 30,1 31,4 40,7 73,3 2012 Em Bilhões de US$ Fonte: OMC, mar/14 Produtos Agrícolas - 10 Maiores Saldos Comerciais
  • 7. Fonte: Agrostat/MAPA; R.Rodrigues 2014 Exportações Agronegócio - Produtos
  • 8. Posição do Brasil no ranking mundial - 2013 Fonte: USDA, mar/14 3% 7% 16% 35% 15% 31% 22% 57% 9% 18% 20% 27% 34% 40% 46% 80% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Carne Suína Milho Carne Bovina Café Carne de Frango Complexo Soja Açúcar Laranja Exportação Produção (1º) (1º) (1º) (1º) (1º) (2º) (1º) (3º) (1º) (1º) (1º) (2º) (2º) (3º) (4º) (4º) Suco de O Brasil também.. • É o 2º produtor mundial de etanol (20% da prod. Mundial e 20% das exp. Mundiais); (UNICA, 13) • É o 4º maior produtor mundial de celulose e o 11º maior produtor de papel e papelão. (FAO, 14)
  • 10. Fonte: IBGE, 2013 Carne Bovina Principais características Fonte: USDA, 2014 0 5 10 15 Outros Canada Russia Paquistão México Australia Argentina Índia China EU Brasil EUA Milhões de toneladas Produção de carne bovina mundial 20% 17% 13% 10% 7% 5% 4% 3% 3% 2% 2% 16%
  • 11. 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 2008 2009 2010 2011 2012 2013 milhõesdetoneladas Principais destinos da carne bovina brasileira Angola África do Sul China Egito Emirados Árabes Unidos Venezuela Japão Rússia Arábia Saudita Hong Kong Carne Bovina Principais características Fonte: MDIC, 2014
  • 12. Projeções Oferta e Demanda Projeção de produção e consumo de carne bovina – 2014 a 2023 Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023 Produção, kt Consumo, kt
  • 13. Projeções – Carne Bovina Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Área Pastagem M hectares 182 181 181 182 181 181 180 179 179 178 177 Produção k toneladas 10.284 10.798 11.068 11.234 11.347 11.404 11.461 11.575 11.691 11.866 12.104 Consumo Doméstico k toneladas 8.488 8.607 8.645 8.783 8.902 9.02 9.054 9.214 9.398 9.607 9.818 Exportações Líquidas K toneladas 1.726 2.117 2.345 2.369 2.36 2.295 2.316 2.268 2.199 2.165 2.190 Rebanho Total M cabeças 209 211 213 215 217 218 220 221 223 224 225 Abate M cabeças 46 49 50 51 51 52 52 52 53 54 55 Taxa de lotação cab/ha 1,15 1,17 1,18 1,18 1,19 1,21 1,22 1,23 1,25 1,26 1,27
  • 14. Carne Bovina Perspectivas Até 2020 44% Espera-se que a produção nacional de carne bovina suprirá 44% do mercado mundial Fonte: Ministério da Agricultura
  • 15. Fonte: IBGE, 2013 Produção de Carne de Frango Produção de Carne Suína
  • 16. Projeções – Carne de Frango (mil toneladas) Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Produção 12.771 13.040 13.313 13.593 13.879 14.170 14.468 14.771 15.082 15.398 15.722 Consumo Doméstico 9.267 9.445 9.450 9.675 9.860 10.049 10.054 10.339 10.680 11.082 11.499 Exportações Líquidas 3.501 3.591 3.859 3.914 4.014 4.117 4.409 4.428 4.397 4.311 4.217
  • 17. Projeções – Carne Suína (mil toneladas) Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 Produção 3.397 3.532 3.614 3.697 3.782 3.869 3.958 4.049 4.142 4.237 4.335 Consumo Doméstico 2.745 2.804 2.801 2.876 2.938 3.001 2.999 3.097 3.216 3.357 3.505 Exportações Líquidas 650 727 810 818 841 865 956 949 923 877 826
  • 19. 0 5 10 15 20 Outros Egito México União Européia China Estados Unidos Brasil milhões de toneladas Maiores produtores 12/13 Fonte: USDA, 2014 Laranja Produção Mundial
  • 20. SP; 74,2% BA; 5,76% PR; 5,07% MG; 4,80% SE; 4,56% Outros; 5,61% BR - Safra 11/12 Laranja Produção Mundial Florida; 71% California; 28% Texas; 1% EUA - Safra 11/12 Fonte: IBGE, 13 Fonte: USDA, 13
  • 21. SOJA
  • 22. 22 Soja Produção e Exportação - Principais Portos 0 5 10 15 ILHEUS SANTAREM MANAUS SALVADOR VITORIA SAO LUIS SAO F. DO SUL PARANAGUA RIO GRANDE SANTOS Milhões de toneladas Portos Soja 2013 30% 19% 18% 9% 7% 7% 4% 3% 2% 0,2% Fonte: IBGE, 2013 Fonte: MDIC, 2014
  • 23. 23 Exportação de soja – Brasil 0 10 20 30 40 Milhões Asia + Oriente Médio 0 2 4 6 8 10 Milhões Europa 0,00 0,10 0,20 0,30 Milhões América do Sul 0,00 0,10 0,20 0,30 Milhões África 2002 2008 2013Fonte: MDIC, 2014 (em milhões de toneladas) Principais Blocos Econômicos
  • 24. Projeções Oferta e Demanda Projeção de produção e consumo de oleaginosas – 2014 a 2023 Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023 Produção, kt Consumo, kt
  • 25. Projeções - SOJA Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23 Área k hectares 27.722 29.388 28.690 28.246 28.745 29.550 30.313 31.117 32.381 33.304 34.282 Produção k toneladas 81.457 87.693 83.579 87.125 90.269 94.465 98.624 103.036 109.101 114.19 119.612 Consumo Doméstico K toneladas 42.401 43.309 44.296 45.316 46.111 46.920 47.743 48.582 49.436 50.307 51.195 Esmagamento K toneladas 39.501 40.384 41.346 42.341 43.111 43.895 44.693 45.507 46.336 47.182 48.045 Exportações Líquidas K toneladas 38.708 43.804 38.268 41.600 43.962 47.348 50.683 54.255 59.465 63.682 68.215 Produtividade t/ha 2,94 2,98 2,91 3,08 3,14 3,2 3,25 3,31 3,37 3,43 3,49
  • 26. Milho
  • 27. 27 0 5 10 15 SALVADOR ILHEUS SAO LUIS MANAUS RIO GRANDE SANTAREM VITORIA SAO F. DO SUL PARANAGUA SANTOS Milhões de toneladas Portos Milho 2013 45% 17% 13% 11% 5% 4% 3% 1% 0,4% 0,3% Exportação – Brasil Principais Portos Fonte: MDIC, 2014 Fonte: IBGE, 2013
  • 28. 28 Exportação de milho – Brasil 2002 2008 2013 0 2 4 Milhões Europa 0 5 10 15 Milhões Ásia + Oriente Médio 0 1 2 3 4 Milhões África 0,0 0,5 1,0 1,5 Milhões América do Sul Fonte: MDIC, 2014 (em milhões de toneladas) Principais Blocos Econômicos
  • 29. Projeções Oferta e Demanda Projeção de produção e consumo de grãos – 2014 a 2023 Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023 Produção, kt Consumo, kt
  • 30. Projeções - MILHO Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade dez/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23 Área Plantada Total 1000 hectares 15.905 14.703 15.144 15.417 15.717 16.026 16.343 16.669 17.004 17.330 17.684 Área Platanda 1 safra 6.907 6.464 6.688 6.739 6.810 6.883 6.957 7.033 7.110 7.170 7.250 Área Plantada 2 safra 8.998 8.239 8.455 8.678 8.907 9.143 9.386 9.636 9.894 10.16 10.434 Produção Total 1000 toneladas 81.344 70.303 73.253 75.390 77.627 79.941 82.335 84.812 87.376 89.993 92.740 Produção 1 safra 35.165 31.496 32.986 33.607 34.267 34.943 35.634 36.340 37.063 37.766 38.522 Produção 2 safra 46.180 38.807 40.267 41.783 43.360 44.998 46.701 48.472 50.313 52.227 54.218 Consumo Doméstico 52.554 53.641 54.751 55.884 57.040 58.221 59.427 60.658 61.916 63.200 64.513 Exportações 23.946 20.688 18.847 19.848 20.924 22.054 23.239 24.481 25.784 27.113 28.544
  • 31. Projeções - MILHO Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23 Produtividade t/ha 5,11 4,78 4,84 4,89 4,94 4,99 5,04 5,09 5,14 5,19 5,24 Produtividade 1 safra 5,09 4,87 4,93 4,99 5,03 5,08 5,12 5,17 5,21 5,27 5,31 Produtividade 2 safra 5,13 4,71 4,76 4,81 4,87 4,92 4,98 5,03 5,08 5,14 5,2
  • 33. 33 Exportação – Brasil Principais Portos Fonte: MDIC, 2014 0 10 20 VITORIA SUAPE RECIFE MACEIO PARANAGUA SANTOS Milhões de toneladas Portos Açúcar - 2013 73% 19% 6% 1.4% 0.5% 0.2% Fonte: IBGE, 2013
  • 34. 34 Exportação de açúcar – Brasil 2002 2008 2013Fonte: MDIC, 2014 0,0 0,5 1,0 1,5 Milhões Europa 0 2 4 6 8 10 Milhões Ásia + Oriente Médio 0 2 4 6 8 10 Milhões África 0,0 0,5 1,0 Milhões América do Sul (em milhões de toneladas) Principais Blocos Econômicos
  • 35. Projeções Oferta e Demanda Projeção de produção e consumo de açúcar – 2014 a 2023 Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023 Produção, kt Consumo, kt
  • 36. Projeções - Açúcar Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18 18/19 19/20 20/21 21/22 22/23 23/24 Produção 1000 toneladas 35.925 38.237 38.275 38.332 38.505 39.275 40.060 40.782 41.597 42.637 43.703 44.796 Consumo Doméstico 12.000 11.500 11.633 11.727 11.829 11.914 11.999 12.080 12.169 12.238 12.301 12.357 Exportações Líquidas 23.925 26.737 26.642 26.605 26.676 27.361 28.061 28.702 29.428 30.399 31.402 32.439 MIX % 50% 48% 47% 47% 48% 46% 44% 43% 42% 41% 39% 38%
  • 37. Café
  • 38. Fonte: IBGE, 2013 Café Principais características 0 500 1.000 1.500 OUTROS PARANAGUA - PR RIO GRANDE - RS SALVADOR - BA VITORIA - ES URUGUAIANA - RS S. F. DO SUL - SC SEPETIBA - RJ RIO DE JANEIRO - RJ SANTOS - SP milhares de toneladas Principais portos utilizados na exportação de café 2013
  • 39. 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 Milharesdetoneladas Estados Unidos Alemanha Itália Japão Reino Unido Bélgica Fonte: MDIC, 2014 Principais destinos das exportações de café brasileiro 2008 a 2013
  • 40. Projeções - CAFÉ Fonte: Outlook Fiesp Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO Variável Unidade 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 2019/20 2020/21 2021/22 2022/23 2023/24 Área 1000 ha 2.010 1.992 1.981 1.981 1.970 1.953 1.953 1.936 1.936 1.919 1.919 Produção 1000 sc 47.544 51.823 47.677 55.305 50.881 57.496 52.896 59.772 54.991 62.139 57.168 Consumo Doméstico 21.132 21.054 21.741 22.296 22.869 22.796 23.719 24.854 26.228 27.682 29.221 Exportações Líquidas 35.414 32.467 37.359 31.977 40.031 34.454 41.990 35.865 42.488 35.705 42.316 Produtividade scs/ha 24 26 24 28 26 29 27 31 28 32 30
  • 42. Projeção Mundial de Consumo Consumo de Alimento per capita (Kcal/pessoa/dia) Fonte: World Agriculture Towards 2030/2050 – FAO, 2012
  • 43. Carne Bovina Barreiras não-tarifárias: problemas futuros • América do Norte: medidas rígidas relacionadas à qualidade e sanidade do alimento • Não reconhecem o princípio da Regionalização da OMC (áreas livres de aftosa). • Japão: alta tarifa de importação e barreira sanitária rígida • Tarifa para carne bovina in natura: 28% em média; • Não reconhece o Princípio da Regionalização. Fonte: MALAFAIA, G. et al. Análise das barreiras não tarifárias à exportação na cadeia da carne bovina brasileira. Revista de Política Agrícola. No2 – Abr./Maio/Jun. 2011
  • 44. Carne Bovina Barreiras não-tarifárias • União Europeia: alta exigência de qualidade e sanidade animal • Reconhece o Princípio da Regionalização; • Usa subsídios às exportações, fixação de tarifas e quotas tarifárias Fonte: MALAFAIA, G. et al. Análise das barreiras não tarifárias à exportação na cadeia da carne bovina brasileira. Revista de Política Agrícola. No2 – Abr./Maio/Jun. 2011
  • 45. Laranja Exportações brasileiras 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Milhõesdetoneladas Destino da Exportações brasileiras Outros Estados Unidos Países Baixos (Holanda) Bélgica Fonte: MDIC, 2014 Fonte: AcervoFolha Online
  • 46. Soja Barreiras não-tarifárias “Entre os meses de abril e junho, a China recusou carregamentos de cinco navios brasileiros, sob o argumento de que havia uma quantidade excessiva de sementes tratadas com Carboxin na soja destinada ao consumo humano ou animal” (Folha de S. Paulo, 30/set/2004)
  • 47. Desafios futuros Certificação Agrícolas • IBD/FOAM Accredited • Fair Trade Brasil • Selo FSC • Rainforest Alliance • UTZ Certified Rastreabilidade Agrícola • Documentação • Manutenção • Disponibilização de informações
  • 48. Obrigado Heitor H. Arakawa PhD student - Info & Systems Eng. University of Virginia E-mail: heitorarakawa@gmail.com José Otávio M. Menten Coordenador do Curso de Engª Agronômica Dep. de Fitopatologia e Nematologia LFN - ESALQ/USP E-mail: jomenten@usp.br