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Sistemas Agrícolas

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Aula de Geografia agrária

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Sistemas Agrícolas

  1. 1. GEOGRAFIAGEOGRAFIA AGRÁRIAAGRÁRIA Prof. João Paulo
  2. 2. TÉCNICA AGRÍCOLATÉCNICA AGRÍCOLA Propriedade da terra: pequenas, médias e grandes propriedades. Nível tecnológico: uso intensivo de maquinas, produtos orgânicos, braçal.... Relações de trabalho: parceria, arrendamento, trabalhador rural, meeiro. Destino da produção: mercado local, regional, nacional ou internacional.
  3. 3. Sistemas AgrícolasSistemas Agrícolas  É o modo como os produtores realizam a atividade agrícola em uma determinada área. Os sistemas agrícolas são classificados em:  Agricultura itinerante  Agricultura camponesa  Agricultura de jardinagem  Plantation  Sistemas coletivistas  Moderna empresa agrícola
  4. 4. Agricultura ItineranteAgricultura Itinerante  Agricultura itinerante é um dos métodos utilizados na agricultura. Consiste em atear fogo na mata, a queimada, para então seguir com o destocamento e semear a terra. É aplicada em áreas de agricultura descapitalizada. A produção é feita em pequenas e médias propriedades, como também em grandes latifúndios. Os indígenas a utilizam amplamente.  Baixo nível tecnológico.  Técnicas tradicionais, como a coivara (queimada).  Falta de conservação do solo.  Escassez de capital para investimentos.  Produção voltada para a subsistência.  Organização familiar.
  5. 5. Agricultura CamponesaAgricultura Camponesa O trabalho é familiar, é um modo de vida. Principal fundamento é o trabalho não- assalariado. Relações de trabalho não capitalistas: pequenas propriedades, parcerias e arrendamento. Falta de investimentos e apoio do governo. Baixa produtividade.
  6. 6. A diversidade cria identidades locais e ambientais. Liga território, práticas sociais, ambiente e cultura. Cimenta identidades culturais que se transformam em trincheiras de resistência. Produz sujeitos políticos coletivos que lutam por direitos, por tradições, por sobrevivência e por perspectivas de futuro sem destruição de sua própria história e seus meios de vida. Levanta o desafio do diálogo, do respeito e da construção da unidade política entre várias culturas e identidades camponesas para a luta comum pelo direito à existência e pelo direito à construção do futuro!
  7. 7. Agricultura de JardinagemAgricultura de Jardinagem  Agricultura de jardinagem é uma expressão que se originou no sul e sudeste da Ásia, onde há uma enorme produção de arroz em planícies inundáveis, com utilização intensiva de mão de obra.  Pelas características do plantio do arroz ser feito em mudas e ocupando grandes áreas o seu aspecto lembra de um grande jardim, daí o seu nome.  Característica do Sudeste Asiático e Extremo Oriente.  China, Indonésia, Tailândia, Malásia, Japão, entre outros.  Utilização intensiva de mão-de-obra.  Produção voltada ao mercado interno.  Utilização de pequenos espaços e toda e qualquer área onde é possível produzir alimentos.  Necessidade de gerar emprego para a população rural.
  8. 8. PlantationPlantation  Plantation é um tipo de sistema agrícola (uma plantação)  baseado em uma monocultura de exportação mediante a  utilização de latifúndios e mão-de-obra escrava. Foi bastante  utilizado na colonização da América -sendo mais tarde fora  levada para a África e Ásia-, principalmente no cultivo de  gêneros tropicais e é atualmente comum a países  subdesenvolvidos, com as mesmas características, exceto,  obviamente, por não mais empregar mão-de-obra escrava.  Característica do processo de colonização.  Grandes propriedades rurais.  Monocultura de exportação.  Mão-de-obra assalariada de baixo custo.  Sistema predominante na América Latina, África e Ásia.
  9. 9. PlantationPlantation Baixo investimento em tecnologia. Enriquecimento dos grandes proprietários  rurais e empobrecimentos dos  trabalhadores rurais. Emergência de conflitos no campo.
  10. 10. Sistemas ColetivistasSistemas Coletivistas  Agricultura coletivista: organizada segundo as necessidades  sociais do país onde é praticada, não se volta para o mercado  externo, a procura de lucros. (ex.: Kibutzim em Israel,  fazendas estatais com trabalho comunitário, elevados níveis  de integração social e finalidade de defesa militar).  Ocorreu nos antigos países socialistas: URSS, China, entre  outros.  Sociedades primitivas.  Período recente: Israel.  Kibutz: a propriedade e o trabalho da terra são coletivos.   Da mesma forma, o dinheiro da venda da produção é dividido  com a comunidade.
  11. 11. Moderna Empresa AgrícolaModerna Empresa Agrícola Alto grau de capitalização e organização  empresarial. Estados Unidos, Canadá, União Européia,  Brasil, Argentina, entre outros. Produção voltada ao mercado internacional,  ex: soja, milho, algodão, trigo, frutas. Venda na Bolsa de Mercadorias de Chicago.
  12. 12. Moderna Empresa AgrícolaModerna Empresa Agrícola Mecanização intensa. Biotecnologia/ produtos transgênicos. Interesses especulativos de grandes  empresas. Dificuldades de pequenos e médios  agricultores em competir no mercado  internacional nesse segmento.
  13. 13. Atividades agrícolas na nova DITAtividades agrícolas na nova DIT  Divisão Internacional do Trabalho.  Países centrais: produção baseada na  utilização de modernas tecnologias, elevado  padrão de vida dos agricultores e  organização do setor (Protecionismo).  Países periféricos e semi-periféricos: baixa  qualidade de vida da população rural,  dificuldades em suprir as necessidades de  alimentação da população local, conflitos e  diferentes sistemas agrícolas.
  14. 14.  (foto 1) Subsídios agrícolas da UE prejudicam contribuintes europeus e agricultores africanosGrandes empresas do setor de alimentos, e não pequenos agricultores, são os maiores beneficiados com os bilionários subsídios agrícolas da União Europeia (UE). O prejuízo é dos contribuintes europeus e dos produtores dos países pobres. Na UE, os 60% menores produtores recebem 10% do dinheiro dos subsídios, e 2% do andar de cima ficam com 25%. (foto 2)  Subsídios agrícolas e energias renováveis são alguns dos focos de discórdia da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio +10), que foi aberta nesta segunda-feira (16/8) em Johannesburgo.
  15. 15. As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil País de população predominantemente urbana. Um dos maiores produtores agrícolas mundiais. A agricultura ainda é um setor importante na economia brasileira (commodities). Geração de pouco emprego no campo.
  16. 16. As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil A agricultura responde por 10% do PIB, porém, a participação do setor tem aumentado nos últimos anos. Grande parte da agricultura está atrelada a agentes econômicos urbanos (bancos, indústrias alimentícias, entre outras). Produtos de exportação: soja, fumo, algodão, cana-de-açúcar, carne, frutas tropicais, laranja, entre outros produtos.
  17. 17. As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil Expansão do agronegócio em áreas de fronteira agrícola ou de sistemas agrícolas menos produtivos. Proálcool (fonte energética). Forte concentração da propriedade da terra. Manutenção da precariedade das relações de trabalho e condições de vida na zona rural.
  18. 18. A estrutura fundiáriaA estrutura fundiária 1970: criação do INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária). Colonização da Amazônia. Minifúndio: a propriedade é inferior a um módulo rural (quantidade de terra necessária para um trabalhador e sua família se sustentarem). O módulo rural varia de uma região para outra.
  19. 19. As relações de trabalho no campoAs relações de trabalho no campo As relações de trabalho no campo se diferenciam de acordo com o tipo de produção. Pode-se verificar também mudanças nos tipos de relação de trabalho de acordo com a região. Região Sudeste: territorialização do capital. Expulsão dos pequenos proprietários e expansão da cana-de-açúcar e laranja (moderna agricultura).
  20. 20. As relações de trabalho noAs relações de trabalho no campocampo  Região Sul: predomínio dos pequenos produtores, porém, atrelados a grandes empresas (fumo, suínos, aves).  Regiões Norte e Nordeste: bolsões de pobreza em meio a latifúndios.  Região Centro-Oeste: pouca geração de emprego em um região aonde o agronegócio é a principal atividade econômica.  Migrações motivadas por atividades rurais: bóias- frias.  A maioria dos trabalhadores não tem estabilidade, nem garantia de direitos trabalhistas.
  21. 21. Os sistemas agrícolas se distinguem a partir do tamanho da área cultivada e do índice de produtividade alcançado.
  22. 22. Quando falamos em sistemas agrícolas, nos referimos à agricultura, que se apresenta de duas formas: agricultura intensiva e agricultura extensiva
  23. 23. Na agricultura intensiva, é usado em todas as etapas da produção um grande número de insumos. Esse tipo de sistema agrícola é marcado pela aplicação de técnicas e tecnologias
  24. 24. Faz parte da agricultura intensiva: a mecanização (tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, etc.) aliada ao uso de insumos, que são aplicados na preparação do solo, além de sementes selecionadas que são imunes de pragas e adequadas ao tipo de clima, herbicidas, inseticidas, entre outros
  25. 25. • Para o desenvolvimento de todas as etapas existe o acompanhamento de um técnico (um agrônomo ou um técnico agrícola).
  26. 26. Esse sistema de produção agrícola é conhecido também como agricultura moderna ou comercial; seus produtos têm como destino a exportação
  27. 27. Na agricultura extensiva são usados os elementos dispostos na natureza sem a inserção de tecnologias, por isso possui uma baixa produtividade
  28. 28. A produção depende unicamente da fertilidade natural do solo; por não usar insumos agrícolas é necessário ocupar grandes áreas de cultivo.
  29. 29. A agricultura extensiva é bastante difundida em diversos países da América Latina, África e Ásia.
  30. 30. Esse sistema agrícola é marcado especialmente pela agricultura itinerante ou roça tropical.

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