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Polo: Agudo – RS
Disciplina: Elaboração de Artigo Científico
Professor Orientador: Prof. Mário Gerson Magno
Data da defesa: 08 de dezembro de 2012
O USO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM COMO ESTRATÉGIAS DE
APRENDIZAGEM NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA.
USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN TEACHING SCIENCE
AND BIOLOGY. USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN
TEACHING SCIENCE AND BIOLOGY.
FERNANDES, Patrícia Ferreira.
Resumo
O presente artigo apresenta uma pesquisa do tipo exploratória, obtida através da introdução de um
questionário, respondido pelos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola particular de Santa
Maria, RS, na disciplina de ciências, onde se verificou o aprendizado dos alunos em relação ao tema
proposto A Estação de Tratamento da Água e Esgoto, após fazerem uso de um Objeto de Aprendizagem
como estratégia de aprendizagem no ensino de ciências. Ministrar aulas de ciências e biologia e obter um
bom nível de aprendizagem nem sempre é fácil, mas com o uso da informática na educação, pôde se
inferir através da pesquisa, que os objetos de aprendizagem potencializaram a compreensão do aluno para
com o conteúdo e demostraram que o uso da informática na educação foi significativo para o aprendizado.
Palavras-chave: Biologia, Ciências, Educação, Mídias, Objetos de Aprendizagem.
THE USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN SCIENCE
EDUCATION AND BIOLOGY.
Abstract
This article presents a survey of the exploratory type, obtained through the introduction of a
questionnaire answered by the students of the 5th year of elementary school private school of
Santa Maria, in the discipline of science, where there was student learning in relation the proposed
topic Station Water Treatment and Wastewater, after making use of a Learning Object as learning
strategy in science education. Teaching biology and science classes and get a good level of
learning is not always easy, but with the use of computers in education, could be inferred through
research, learning objects that potentiated student understanding towards content and
demonstrated that the use of computers in education was significant for learning.
Keywords: Biology, Science, Education, Media, Learning Objects.
1. INTRODUÇÃO
O uso de recursos digitais didáticos no ensino de ciências e biologia se torna mais
importante a cada dia e traz inúmeras contribuições para educação.
A tecnologia de mídias aliada ao ensino convencional realizado em sala de aula
auxilia no aprendizado e na permanência do aluno na escola. O uso das mídias é muito
interessante, particularmente no ensino de ciências e biologia, pois permite que seja
trabalhado um tipo de informação que muitas vezes é difícil de ser abordada somente
através de livros didáticos.
A ciência de uma maneira geral, é baseada na observação, e nem sempre
conseguimos alcançar os objetivos de aprendizagem, pois há dificuldade de levar os
alunos a campo. Nos dias atuais, em virtude de Era Tecnológica, estas situações podem
ser minimizadas com o uso das tecnologias. Através de vídeos, computadores e a
Internet, é possível criar modelos convencionais e em 3D, para facilitar a visualização de
conteúdos através de imagens, de fenômenos abstratos, diferenciando o processo de
aprendizagem. Assim, ao invés de descrever um determinado fenômeno, é possível
explaná-lo através de uma simulação, uso de um objeto de aprendizagem, uma
modelagem normal ou até mesmo em 3D.
Alguns educadores buscam incessantemente fazer com que o discente conquiste o
aprendizado, demonstrando conteúdos, através da utilização das novas tecnologias.
Outros docentes ainda são resistentes às mudanças, mas não se dão conta de quanto o
uso destes recursos é importante para melhorar e qualificar sua prática pedagógica.
A Tecnologia da Informação é responsável pela mediação de grande parte das
ações realizadas no nosso cotidiano, o que impulsiona a produção e a disseminação da
informação. Com o avanço das Tecnologias da Informação (TIC), em especial a Internet,
surgem novos recursos educacionais como os objetos de aprendizagem, disponíveis em
repositórios na Internet.
Os Objetos de Aprendizagem ou Learning Objetcs são recursos didáticos e estão
disponíveis nos repositórios como arquivos digitais, vídeos, imagens convencionais ou
3D e possuem acesso livre para apoio ao ensino.
2. METODOLOGIA
O presente artigo evidencia o uso de Objetos de Aprendizagem (OA) como
estratégia de aprendizado no ensino de ciências, abordando o tema sobre o
funcionamento de uma Estação de Tratamento de Água Potável e Esgoto. A pesquisa foi
aplicada nas aulas de ciências, pelo professor titular da turma e por este pesquisador,
aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola Particular de Santa Maria, RS,
com a utilização da ferramenta tecnológica educacional, como atividade complementar,
utilizando as mídias eletrônicas como recurso para o aperfeiçoamento do aprendizado,
aproveitando a Era Digital, onde as pessoas passam maior parte do tempo no mundo
virtual, utilizando as mídias, e por que não utilizá-las em favor da educação. Com base a
essas informações a pesquisa foi executada usando a metodologia a seguir:
• O público-alvo foi uma turma do 5º ano, de Escola Particular, composta por
30 alunos, na disciplina de Ciências.
• Foram ministradas três períodos de aulas em sala de aula, com o uso de
livros didáticos e lousa, pelo professor titular da disciplina e acompanhada por
mim, com a abordagem do conteúdo, A Estação de Tratamento da Água e
Esgoto;
• Após as aulas ministradas em sala de aula, os discentes foram
encaminhados e acompanhados pelo professor da turma ao Laboratório de
Informática, para fazer uso do Objeto de Aprendizagem proposto, localizado no
site da SABESP; os alunos ligaram os computadores do laboratório e acessaram
a Internet, entraram no site e iniciaram a utilização do objeto, que era composto
por balões explicativos, que a cada clique, demonstravam todas as etapas de
desinfecção da água, registrando assim, seu aprendizado em sala de aula;
• Após o conteúdo proposto, os alunos foram convidados a responder um
questionário com a abordagem do tipo exploratória, para avaliar o uso das
tecnologias e se realmente o uso do objeto de aprendizagem foi satisfatório para
um melhor aprendizado.
O questionário aplicado aos alunos da turma foi composto por dez questões de
múltipla escolha, das quais o aluno deveria marcar uma única alternativa. A análise dos
resultados foi realizada por questão, com a utilização de porcentagem, sendo
desconsideradas as que continham rasuras, múltiplas marcações ou em branco. Como
critério de identificação, somente foi solicitado aos alunos sua idade e série.
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
O crescente uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC), bem como
do crescimento do uso da Internet para fins educativos, surge um novo conceito de
recursos didáticos: os objetos de aprendizagem.
Os Objetos de Aprendizagem (OA) são considerados recursos didáticos,
apresentados como: imagens, vídeos, digitais ou não digitais.
Tarouco, Fabre e Tamusiunas (2003) definem Learning Objetcs como quaisquer
recursos, que suplementam o processo de ensino aprendizagem e que podem
ser reusados em novos processos. Os OA são projetados e construídos em
pequenos conjuntos com vista a ampliar as situações de aprendizagem nas
quais eles possam ser utilizados. Sintetizando as abordagens encontradas na
literatura, pode-se concluir que os Learning Objetcs devem ser criados com as
seguintes características:
• Acessibilidade: devem possuir uma identificação padronizada que
garanta a sua recuperação;
• Reusabilidade: devem ser desenvolvidos de forma a compor diversas
unidades de aprendizagem;
• Interoperabilidade: devem ser criados para serem operados em
diferentes plataformas e sistemas;
• Portabilidade: devem ser criados com a possibilidade de se mover e se
abrigar em diferentes plataformas;
• Durabilidade: devem permanecer intactos perante as atualizações de
software ou hardware.
Polsani (2003) define um OA como “unidade didática, auto-contida e
independente, criada para ser reutilizada em múltiplos contextos instrucionais”.
Para Wiley (2002), “Objetos de Aprendizagem, são compreendidos como
entidades digitais disponibilizadas na Internet, significando que todas as pessoas podem
alcançá-las e usá-las simultaneamente”.
Segundo Gazzoni (2006, p. 2), deve-se levar em conta: todos os procedimentos
pedagógicos que vão desde a escolha do conteúdo a ser apresentado e das
estratégias mais adequadas para fazê-lo, até a compreensão do processo de
ensino e aprendizagem e das interações entre o aluno envolvido nesse processo
e o conteúdo, através de um meio informatizado.
Silva (2006) esclarece que Objeto de Aprendizagem é:
• Unidade de auto conteúdo de aprendizagem – cada OA pode ser
usado de forma independente;
• Reutilizável – cada OA pode ser utilizado em múltiplos contextos para
múltiplos propósitos;
• Alterável – cada OA por ser passível de modificações e versões
revisadas ─ pode ser disponibilizada para outros usuários;
• Agregável – cada unidade pode ser agrupada em coleções maiores de
conteúdos, incluindo estruturas tradicionais de cursos;
Wiley (2000, p. 1) considera que: “parece haver quase tantas definições do termo
quanto existem pessoas que o empregam”.
OBJETOS DE APRENDIZAGEM
Segundo enciclopédia Wikipédia, “Objetos de Aprendizagem (OA) Learning
Objects, são definidos pelo Institute of Electrical and Electonics Engineers (IEEE) como
“uma entidade, digital ou não-digital, que pode ser usada, reusada ou referenciada
durante o ensino com suporte tecnológico”.
Os objetos de aprendizagem trazem para os educandos possibilidades de
desenvolver habilidades na sua formação, estimulando a interatividade e a criação de
inteligências coletivas conforme considera Lévy (1999, p. 28) que têm como objetivo o
“reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas, e não o culto de comunidades
fetichizadas ou hipostasiadas”. Sendo assim, reafirma que o mais importante na
estimulação do surgimento de inteligências coletivas é o desenvolvimento das pessoas,
onde uma auxilia a outra com troca de conhecimentos, criando conhecimentos comuns.
PROJETOS BRASILEIROS
No Brasil, alguns projetos em desenvolvimento produzem objetos com enfoques
diferentes. O projeto CESTA³ (Coletânea de Entidades de Suporte ao uso de Tecnologia
na Aprendizagem) da UFRGS considera os objetos educacionais que são definidos
como qualquer recurso para apoiar a aprendizagem e que a idéia básica é a de que se
deve poder acessar tanto os objetos de aprendizagem que servem como blocos básicos,
com os quais serão construídos objetos mais complexos, como estes objetos compostos
(TAROUCO el al, 2006). O projeto já possui um repositório que cataloga e armazena os
objetos. A catalogação está sendo feita de acordo com as normas de padronização do
Learning Object Management (LOM, 2006) proposto pelo IEEE Learning Technology
Standards Committee (LTSC do Instituto de Engenheiros Eletro-eletrônicos).
O projeto do LabVirt4 da Escola do Futuro da USP considera, que o projeto
envolve alguns dos conceitos que se tornaram paradigmáticos no mundo atual
(MICROSOFT, 2004, p. 3):
O aluno participa ativamente da construção do seu próprio conhecimento e do
conhecimento coletivo; envolve processos colaborativos numa comunidade de
aprendizagem; permite que os alunos trabalhem com problemas abertos onde
escolhem os assuntos e definem o nível em que são capazes de desenvolver; fazendo
uso das novas mídias têm motivação e se preparam para a vida digital.
O projeto RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação)5 é um projeto de
cooperação internacional entre alguns países da América Latina. No Brasil ele é
desenvolvido pela SEED para a produção de conteúdos educacionais digitais, com o
objetivo de favorecer o ensino das ciências da natureza e da matemática, abordando
unidades curriculares dessas áreas, em todos os níveis, com a possibilidade de
promover inclusão digital, pois estimula o uso das TIC no processo de aprendizagem.
Os conteúdos do RIVED estão armazenados em um repositório disponível na
Internet com um guia do professor e sugestões de uso, sendo que o professor tem
liberdade de usar os conteúdos, total ou parcialmente, sem depender de estruturas mais
rígidas. Como uma política pública brasileira, o RIVED já capacitou cerca de 180
estudantes e professores de instituições de ensino superior, através de cursos
específicos para construção de objetos. Também são patrocinados concursos para
produção de conteúdos pedagógicos digitais, pelo Programa de Apoio à Pesquisa em
Educação a Distância (PAPED), o que mostra o compromisso do estado com a
necessidade de contribuir com a apropriação e domínio dos conhecimentos facilitados
pelo projeto. Os conteúdos educacionais produzidos pelo RIVED serão compartilhados
na Rede Latinoamericana de Portais Educativos (RELPE), que está sendo construída
(http://www.relpe.org/) e se propõe a atuar como interface de acesso para os objetos
criados no âmbito do RIVED. Mas a utilização plena desses objetos educacionais ainda
depende da capacitação dos professores das escolas de educação básica, bem como
da criação de uma rede para troca de experiências entre eles.
REPOSITÓRIOS DIGITAIS
Segundo a Rede de Bibliotecas Escolares, repositórios digitais são coleções de
informações digitais, que podem ser constituídas de diferentes formas e com diferentes
propósitos. Um interesse crescente vem ocorrendo em torno dos repositórios em
contextos de ensino e aprendizagem e um número cada vez maior de recursos de
aprendizagem ou de repositórios de OA está a sendo desenvolvido e disponibilizado.
Uma das razões para o aumento do número dos repositórios é a disponibilidade
crescente de plataformas para alojar e desenvolver repositórios.
Um Learning Objetcs ou Objeto de Aprendizagem pode ser usado em diferentes
contextos e em diferentes ambientes virtuais de aprendizagem. Para atender a esta
característica, cada objeto educacional tem sua parte visual, que interage com o
aprendiz separado dos dados sobre o conteúdo e os dados instrucionais do mesmo. A
principal característica dos OA é sua reusabilidade, que é colocada em prática através
dos repositórios, permitindo que sejam localizados a partir da busca por temas, por nível
de dificuldade, por autor ou por relação com outros objetos.
A implantação dos repositórios educacionais está respaldada na crença de que a
entrada nesse novo estágio de desenvolvimento da civilização, a sociedade da
informação, requer "mudanças na formalização do ensino, ou seja, nas formas sociais
de condução e controle do processo de ensino e aprendizagem", conforme indica Bisol
(2010, p.23). Tais mudanças se evidenciam nas novas modalidades de aprendizagem à
distância e nos ambientes virtuais de aprendizagem que tem requerido uso intensivo de
tecnologias, em especial da Internet. O ciberespaço passa a constituir, segundo Bisol
(2010, p 30), "um terceiro elemento na relação ensinante-aprendente" e passa a ser
pensado "não como um instrumento neutro, mas como um elemento capaz de operar
modificações nas posições subjetivas que cada um pode ocupar nessa relação". (BISOL,
2010, p 30).
4. ANALISE DOS DADOS
Conforme os 30 (trinta) alunos do Ensino Fundamental de Escola Particular de
Santa Maria, RS, que participaram da pesquisa, onde avaliou o uso de um objeto de
aprendizagem como estratégia para o aprendizado nas aulas de ciências, afirmaram
que:
Questão Nº 1: (Noventa por cento) 90% dos alunos avaliaram as aulas do
professor como boas.
Questão Nº 2: (Noventa por cento) 90% dos alunos afirmaram gostar das aulas de
ciências e na grande maioria solicitaram aulas mais interessantes, como as realizadas
no laboratório de informática, pois aprendem mais utilizando as mídias.
Questão Nºs 3, 4, 5 e 6: (cem por cento) 100% dos alunos responderam que o
professor titular da turma já ministrou aulas com o auxilio de mídias, utilizando o
laboratório de informática uma vez por semana, significando um aprendizado maior.
Questão Nºs 7 e 8: (Noventa por cento) 90% dos alunos avaliaram como ótima a
aula em que o objeto foi utilizado; e (cem por cento) 100% afirmaram que gostariam que
o professor da turma continuasse utilizando as mídias.
Questão Nºs 9 e 10: (oitenta e cinco por cento) 85% responderam que utilizam a
informática há mais de dois (2) anos e (noventa e sete por cento) disseram não obter
dificuldades em acessar a Internet e o objeto de aprendizagem.
O uso do objeto de aprendizagem pode ser resumido da seguinte forma:
I. Propiciaram o interesse e motivam os alunos a participarem da atividade;
II. Aproximaram a realidade ao aluno, no sentido que oportunizam aos
alunos o uso do computador, objeto quase unânime na preferência dos discentes;
III. Proporcionaram o controle no processo de aprendizagem, pois é o
aluno quem detém o controle do ritmo que esse processo ocorre;
IV. As animações propiciaram um diferencial às aulas de ciências, pois
através do lúdico e do movimento mostraram processos complexos da área;
V. Os recursos foram encontrados na rede, o que confere a propriedade de
reutilização do mesmo.
Praticamente nenhuma dificuldade foi encontrada na aplicação da atividade já que
o laboratório de informática possui pessoal especializado para a manutenção e
atualização dos softwares, assim como os recursos de banda larga do colégio. Somente
um dos computadores não abriu a animação ao mesmo tempo, pois o mesmo estava
com os softwares Java e Flash não atualizados, mas o problema logo foi solucionado. Já
o enquadramento dos alunos em serem usuários de redes sociais foi relevante na
execução da atividade, pois quase todos os alunos conseguiram entender como usar os
comandos e desempenharam as atividades com autonomia.
Através das observações do professor da turma e pela interação dos alunos com
o objeto de aprendizagem, se percebeu claramente que estes dão preferência pelo uso
destes recursos nas aulas de ciências. Quanto à opinião dos alunos, sujeitos da referida
pesquisa, sobre o objeto de aprendizagem, no que se refere aos aspectos visuais,
apresentação de conteúdo e facilidade de manuseio, os resultados foram positivos e
conclusivos com os dados obtidos. A partir dos resultados da pesquisa pode se dizer
que o uso de OA no ensino da disciplina de ciências obteve ascensão, pois auxiliaram
na compreensão dos conteúdos propostos.
5. CONCLUSÃO
Em algumas situações do ensino, as dificuldades encontradas por alunos na
aprendizagem de ciências e biologia, são decorrentes de estratégias equivocadas. A
utilização de objetos de aprendizagem surge como uma alternativa para sanar algumas
dessas dificuldades.
O objeto de aprendizagem apresentado aos alunos e ao professor titular de
ciências da escola particular de Santa Maria, RS, teve, de acordo com as respostas
analisadas no questionário aplicado, excelente aceitação no sentido de propor novas
maneiras de trabalhar com conteúdos de ciências.
O objetivo da pesquisa foi alcançado através da aplicação do objeto de
aprendizagem aos alunos, quando os mesmos, em maior número, relatado pela
pesquisa cientifica, obtiveram aprendizado significativo em relação ao tema proposto.
Pode se afirmar que os objetos de aprendizagem digitais são excelentes ferramentas
pedagógicas, usadas como estratégia, para o melhor entendimento de conteúdos
ministrados nas aulas de ciências e biologia.
6. REFERÊNCIAS
BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS - Disponível em:
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br. Acesso em: 19 de set. 2012.
BISOL, Claudia Alquati. Ciberespaço: terceiro elemento na relação ensinante/
aprendente. In: VALENTINI, Carla Beatris; SOARES, Eliana Maria do Sacramento (Org.)
Aprendizagem em ambientes virtuais: compartilhando ideias e construindo cenários.
Caxias do Sul: EDUCS, 2010. p. 21-32.
CESTA – Coletânea de Entidades de Suporte ao Uso da Tecnologia na
Aprendizagem. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/CESTA/cestadescr.html e
³http://www.cinted.ufrgs.br/CESTA. Acesso em: 18 de set. 2012.
DOMÍNIO PÚBLICO – Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 19
de set. 2012.
GAZZONI, Alcibíades et al. Proporcionalidade e Semelhança: Aprendizagem Via
Objetos de Aprendizagem. RENOTE: Revista Novas Tecnologias da Educação, Porto
Alegre v.4, n. 2, p. 1-9, dez, 2006. Disponível em:
http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/5179.pdf. Acesso em: 10 de set.
2012.
LABORATÓRIO DIDÁTICO VIRTUAL – ESCOLA DO FUTURO – USP – Disponível em:
4http://www.labvirt.futuro.usp.br/indice.asp. Acesso em: 10 de nov. 2012.
LÉVY, Pierre - A inteligência Coletiva - por uma antropologia do ciberespaço - Edições
Loyola, São Paulo , 1999.
MICROSOFT, Objetos de aprendizagem a serviço do professor. 2004. Disponível em:
http://www.microsoft.com/brasil/parceiro/objeto_texto.mspx. Acesso em: 30 de out. 2012.
PORTAL DO PROFESSOR - Disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=19811. Acesso em: 20 de set.
2012.
PROINFO - PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL. Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/index.php?
Itemid=462&id=244&option=com_content&view=article. Acesso em: 20 de set. 2012.
POLSANI, Pithamber R. Use and abuse of reusable learning objects. Journal of Digital
Information, v.3, n.164, 2003.
REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DA UNIVERSIDADE DO MINHO - Disponível
em: http://repositorio.uportu.pt/dspace/bitstream/123456789/586/1/Repositorios
%20Digitais.pdf. Acesso em: 20 de out. 2012.
RIVED – REDE INTERNACIONAL VIRTUAL DE EDUCAÇÃO. Disponível em:
http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php e 5 http://rived.proinfo.mec.gov.br/. Acesso em:
25 de set. 2012.
SABESP - COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/default.aspx. Acesso em: 18 de set. 2012.
SILVA, Eli Lopes. Uma Experiência de Uso de Objetos de Aprendizagem na Educação
Presencial: Ação-pesquisa num Curso de Sistemas de Informação, 2006. Dissertação
(Mestrado em Educação)– Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa
de Pós-Graduação em Educação, Belo Horizonte, 2006.
TAROUCO, Liane Margarida Rocenbach; FABRE, Marie-Christine Julie Mascarenhas;
TAMUSIUNAS, Fabrício Raupp. Reusabilidade de Objetos Educacionais. RENOTE:
Revista Novas Tecnologias da Educação, Porto Alegre, v. 1 n. 1, p. 1-11, fev. 2003.
Disponível em: http://www.nuted.ufrgs.br/oficinas/criacao/marie_reusabilidade.pdf.
Acesso em: 17 de nov. 2012.
TORTOSA, Salvador Otón. Propuesta de una arquitectura software basada en servicios
para la implementación de repositorios de objetos de aprendizaje distribuidos. 2006.
Tesis (Doctoral) - Escuela Técnica Superior de Ingeniería Informática, Alcalá de
Henares. Disponível em: http://www.dspace.uah.es/dspace/handle/10017/472. Acesso
em: 12 de out. 2012.
TAROUCO, Liane M. R. et al. Alfabetização visual para a produção de objetos
educacionais. Disponível em:
http://www.cinted.ufrgs.br/renote/set2003/artigos/artigo_anita.pdf. Acesso em: 15 de out.
2012.
WILEY, David A. Connecting Learning Objects to Instructional Design Theory: A
Definition, a Metaphor, and a Taxonomy. In: _____. (Ed.). The Instructional use of
Learning Objects. Bloomington: AECT, 2002. Disponível em: http://reusability.org/read.
Acesso em: 12 de nov. 2012.
7. APÊNDICE
7.1. OBJETO DE APRENDIZAGEM UTILIZADO NA PESQUISA
• Objeto de Aprendizagem
Figura 1: Objeto de Aprendizagem utilizado na pesquisa.
APLICAÇÃO:
O Objeto de Aprendizagem indicado foi encontrado no site da SABESP
(Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
O endereço de acesso ao site está em:
http://site.sabesp.com.br/site/default.aspx.
A aplicação do objeto se deu após a terceira aula de ciências, com o tema A Estação de
Tratamento da Água e Esgoto, em sala de aula com o professor titular da turma. Após as
aulas convencionais em sala, onde foram utilizados livros didáticos e a lousa para o
aprendizado, os alunos foram encaminhados e acompanhados pelo professor titular da
turma e por mim ao laboratório de informática da escola, onde iniciaram a utilização do
objeto.
Os discentes ligaram os computadores, acessaram a Internet e logo iniciaram a busca
ao site. O objeto realizou o percurso da água, através das etapas conforme site da
SABESP, como mostra a figura 1:
Captação do rio ou barragem e bombeamento da água para a Estação de Tratamento;
Pré-cloração – Primeiro, o cloro é adicionado assim que a água chega à estação. Isso
facilita a retirada de matéria orgânica e metais;
Pré-alcalinização – Depois do cloro, a água recebe cal ou soda, que servem para
ajustar o pH* aos valores exigidos nas fases seguintes do tratamento;
Fator pH –O índice pH refere-se à água ser um ácido, uma base, ou nenhum deles
(neutra). Um pH de 7 é neutro; um pH abaixo de 7 é ácido e um pH acima de 7 é básico
ou alcalino. Para o consumo humano, recomenda-se um pH entre 6,0 e 9,5;
Coagulação – Nesta fase, é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro
coagulante, seguido de uma agitação violenta da água. Assim, as partículas de sujeira
ficam eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar;
Floculação – Após a coagulação, há uma mistura lenta da água, que serve para
provocar a formação de flocos com as partículas;
Decantação – Neste processo, a água passa por grandes tanques para separar os
flocos de sujeira formados na etapa anterior;
Filtração – Logo depois, a água atravessa tanques formados por pedras, areia e carvão
antracito. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação;
Pós-alcalinização – Em seguida, é feita a correção final do pH da água, para evitar a
corrosão ou incrustação das tubulações;
Desinfecção – É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da
Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e
vírus até a casa do consumidor;
Fluoretação – O flúor também é adicionado à agua. A substância ajuda a prevenir
cáries;
Distribuição – Após todo esse processo a água é distribuída para toda a população.
7.2. QUESTIONÁRIO DE PESQUISA CIENTÍFICA
Figura 2: Questionário aplicado aos alunos de um colégio da rede particular na cidade de Santa
Maria, RS, para avaliar a utilização de um objeto de aprendizagem digital, como estratégia para o
aprendizado nas aulas de ciências (novembro 2012).
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA CIENTÍFICA
Série: ____________ Idade: _______ Data: ___/___/2012
1. Como você avalia as aulas de seu professor de
Biologia ou Ciências?
( ) Ótimas ( ) Boas ( ) Ruins
2. Em sua opinião, o que falta para melhorar as aulas de
Biologia ou Ciências?
( ) Aumentar a quantidade de aulas semanais
( ) Aulas mais interessantes utilizando recursos didáticos
como objetos de aprendizagem, filmes, experimentos, etc
( ) Professores capacitados e motivados para ensinar
3. Seu professor já ministrou alguma aula de Biologia
ou Ciências com auxílio da Internet?
( ) Sim ( ) Não
4. Em caso de resposta "sim", como ele utiliza?
( ) Com imagens ( ) Com roteiros escritos ( ) Com filmes ( )
Todas as alternativas anteriores
5. Aproximadamente com que frequência no mês seu
professor utiliza o laboratório de informática da escola
nas aulas de Ciências ou Biologia?
( ) 1 vez por mês ( ) A cada 15 dias ( ) 1 ou mais vezes por
semana
6. Quando seu professor utiliza as tecnologias nas
aulas de Biologia Ou Ciências você:
( ) Aprende mais ( ) Não gosta da aula ( ) Não há diferença
7. Como você avalia a aula a qual foi usado o Objeto de
Aprendizagem?
( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Ótima ( ) Superou o
Esperado
8. Você deseja que seu professor continue usando as
novas mídias em sala de aula?
( ) Sim ( ) Não
9. Você utiliza a informática há mais de dois anos?
( ) Sim ( ) Não
10. Você teve dificuldades em usar o computador e
acessar a Internet e o Objeto de Aprendizagem?
( ) Sim ( ) Não

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Artigo defesa tic patricia fernandes agudo

  • 1. Polo: Agudo – RS Disciplina: Elaboração de Artigo Científico Professor Orientador: Prof. Mário Gerson Magno Data da defesa: 08 de dezembro de 2012 O USO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM COMO ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM NO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA. USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN TEACHING SCIENCE AND BIOLOGY. USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN TEACHING SCIENCE AND BIOLOGY. FERNANDES, Patrícia Ferreira. Resumo O presente artigo apresenta uma pesquisa do tipo exploratória, obtida através da introdução de um questionário, respondido pelos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola particular de Santa Maria, RS, na disciplina de ciências, onde se verificou o aprendizado dos alunos em relação ao tema proposto A Estação de Tratamento da Água e Esgoto, após fazerem uso de um Objeto de Aprendizagem como estratégia de aprendizagem no ensino de ciências. Ministrar aulas de ciências e biologia e obter um bom nível de aprendizagem nem sempre é fácil, mas com o uso da informática na educação, pôde se inferir através da pesquisa, que os objetos de aprendizagem potencializaram a compreensão do aluno para com o conteúdo e demostraram que o uso da informática na educação foi significativo para o aprendizado. Palavras-chave: Biologia, Ciências, Educação, Mídias, Objetos de Aprendizagem. THE USE OF LEARNING OBJECTS AS LEARNING STRATEGIES IN SCIENCE EDUCATION AND BIOLOGY. Abstract This article presents a survey of the exploratory type, obtained through the introduction of a questionnaire answered by the students of the 5th year of elementary school private school of Santa Maria, in the discipline of science, where there was student learning in relation the proposed topic Station Water Treatment and Wastewater, after making use of a Learning Object as learning strategy in science education. Teaching biology and science classes and get a good level of
  • 2. learning is not always easy, but with the use of computers in education, could be inferred through research, learning objects that potentiated student understanding towards content and demonstrated that the use of computers in education was significant for learning. Keywords: Biology, Science, Education, Media, Learning Objects. 1. INTRODUÇÃO O uso de recursos digitais didáticos no ensino de ciências e biologia se torna mais importante a cada dia e traz inúmeras contribuições para educação. A tecnologia de mídias aliada ao ensino convencional realizado em sala de aula auxilia no aprendizado e na permanência do aluno na escola. O uso das mídias é muito interessante, particularmente no ensino de ciências e biologia, pois permite que seja trabalhado um tipo de informação que muitas vezes é difícil de ser abordada somente através de livros didáticos. A ciência de uma maneira geral, é baseada na observação, e nem sempre conseguimos alcançar os objetivos de aprendizagem, pois há dificuldade de levar os alunos a campo. Nos dias atuais, em virtude de Era Tecnológica, estas situações podem ser minimizadas com o uso das tecnologias. Através de vídeos, computadores e a Internet, é possível criar modelos convencionais e em 3D, para facilitar a visualização de conteúdos através de imagens, de fenômenos abstratos, diferenciando o processo de aprendizagem. Assim, ao invés de descrever um determinado fenômeno, é possível explaná-lo através de uma simulação, uso de um objeto de aprendizagem, uma modelagem normal ou até mesmo em 3D. Alguns educadores buscam incessantemente fazer com que o discente conquiste o aprendizado, demonstrando conteúdos, através da utilização das novas tecnologias. Outros docentes ainda são resistentes às mudanças, mas não se dão conta de quanto o uso destes recursos é importante para melhorar e qualificar sua prática pedagógica. A Tecnologia da Informação é responsável pela mediação de grande parte das ações realizadas no nosso cotidiano, o que impulsiona a produção e a disseminação da informação. Com o avanço das Tecnologias da Informação (TIC), em especial a Internet, surgem novos recursos educacionais como os objetos de aprendizagem, disponíveis em repositórios na Internet. Os Objetos de Aprendizagem ou Learning Objetcs são recursos didáticos e estão disponíveis nos repositórios como arquivos digitais, vídeos, imagens convencionais ou 3D e possuem acesso livre para apoio ao ensino.
  • 3. 2. METODOLOGIA O presente artigo evidencia o uso de Objetos de Aprendizagem (OA) como estratégia de aprendizado no ensino de ciências, abordando o tema sobre o funcionamento de uma Estação de Tratamento de Água Potável e Esgoto. A pesquisa foi aplicada nas aulas de ciências, pelo professor titular da turma e por este pesquisador, aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola Particular de Santa Maria, RS, com a utilização da ferramenta tecnológica educacional, como atividade complementar, utilizando as mídias eletrônicas como recurso para o aperfeiçoamento do aprendizado, aproveitando a Era Digital, onde as pessoas passam maior parte do tempo no mundo virtual, utilizando as mídias, e por que não utilizá-las em favor da educação. Com base a essas informações a pesquisa foi executada usando a metodologia a seguir: • O público-alvo foi uma turma do 5º ano, de Escola Particular, composta por 30 alunos, na disciplina de Ciências. • Foram ministradas três períodos de aulas em sala de aula, com o uso de livros didáticos e lousa, pelo professor titular da disciplina e acompanhada por mim, com a abordagem do conteúdo, A Estação de Tratamento da Água e Esgoto; • Após as aulas ministradas em sala de aula, os discentes foram encaminhados e acompanhados pelo professor da turma ao Laboratório de Informática, para fazer uso do Objeto de Aprendizagem proposto, localizado no site da SABESP; os alunos ligaram os computadores do laboratório e acessaram a Internet, entraram no site e iniciaram a utilização do objeto, que era composto por balões explicativos, que a cada clique, demonstravam todas as etapas de desinfecção da água, registrando assim, seu aprendizado em sala de aula; • Após o conteúdo proposto, os alunos foram convidados a responder um questionário com a abordagem do tipo exploratória, para avaliar o uso das tecnologias e se realmente o uso do objeto de aprendizagem foi satisfatório para um melhor aprendizado. O questionário aplicado aos alunos da turma foi composto por dez questões de múltipla escolha, das quais o aluno deveria marcar uma única alternativa. A análise dos resultados foi realizada por questão, com a utilização de porcentagem, sendo
  • 4. desconsideradas as que continham rasuras, múltiplas marcações ou em branco. Como critério de identificação, somente foi solicitado aos alunos sua idade e série. 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA O crescente uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC), bem como do crescimento do uso da Internet para fins educativos, surge um novo conceito de recursos didáticos: os objetos de aprendizagem. Os Objetos de Aprendizagem (OA) são considerados recursos didáticos, apresentados como: imagens, vídeos, digitais ou não digitais. Tarouco, Fabre e Tamusiunas (2003) definem Learning Objetcs como quaisquer recursos, que suplementam o processo de ensino aprendizagem e que podem ser reusados em novos processos. Os OA são projetados e construídos em pequenos conjuntos com vista a ampliar as situações de aprendizagem nas quais eles possam ser utilizados. Sintetizando as abordagens encontradas na literatura, pode-se concluir que os Learning Objetcs devem ser criados com as seguintes características: • Acessibilidade: devem possuir uma identificação padronizada que garanta a sua recuperação; • Reusabilidade: devem ser desenvolvidos de forma a compor diversas unidades de aprendizagem; • Interoperabilidade: devem ser criados para serem operados em diferentes plataformas e sistemas; • Portabilidade: devem ser criados com a possibilidade de se mover e se abrigar em diferentes plataformas; • Durabilidade: devem permanecer intactos perante as atualizações de software ou hardware. Polsani (2003) define um OA como “unidade didática, auto-contida e independente, criada para ser reutilizada em múltiplos contextos instrucionais”. Para Wiley (2002), “Objetos de Aprendizagem, são compreendidos como entidades digitais disponibilizadas na Internet, significando que todas as pessoas podem alcançá-las e usá-las simultaneamente”. Segundo Gazzoni (2006, p. 2), deve-se levar em conta: todos os procedimentos pedagógicos que vão desde a escolha do conteúdo a ser apresentado e das estratégias mais adequadas para fazê-lo, até a compreensão do processo de ensino e aprendizagem e das interações entre o aluno envolvido nesse processo e o conteúdo, através de um meio informatizado.
  • 5. Silva (2006) esclarece que Objeto de Aprendizagem é: • Unidade de auto conteúdo de aprendizagem – cada OA pode ser usado de forma independente; • Reutilizável – cada OA pode ser utilizado em múltiplos contextos para múltiplos propósitos; • Alterável – cada OA por ser passível de modificações e versões revisadas ─ pode ser disponibilizada para outros usuários; • Agregável – cada unidade pode ser agrupada em coleções maiores de conteúdos, incluindo estruturas tradicionais de cursos; Wiley (2000, p. 1) considera que: “parece haver quase tantas definições do termo quanto existem pessoas que o empregam”. OBJETOS DE APRENDIZAGEM Segundo enciclopédia Wikipédia, “Objetos de Aprendizagem (OA) Learning Objects, são definidos pelo Institute of Electrical and Electonics Engineers (IEEE) como “uma entidade, digital ou não-digital, que pode ser usada, reusada ou referenciada durante o ensino com suporte tecnológico”. Os objetos de aprendizagem trazem para os educandos possibilidades de desenvolver habilidades na sua formação, estimulando a interatividade e a criação de inteligências coletivas conforme considera Lévy (1999, p. 28) que têm como objetivo o “reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas, e não o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas”. Sendo assim, reafirma que o mais importante na estimulação do surgimento de inteligências coletivas é o desenvolvimento das pessoas, onde uma auxilia a outra com troca de conhecimentos, criando conhecimentos comuns. PROJETOS BRASILEIROS No Brasil, alguns projetos em desenvolvimento produzem objetos com enfoques diferentes. O projeto CESTA³ (Coletânea de Entidades de Suporte ao uso de Tecnologia na Aprendizagem) da UFRGS considera os objetos educacionais que são definidos como qualquer recurso para apoiar a aprendizagem e que a idéia básica é a de que se deve poder acessar tanto os objetos de aprendizagem que servem como blocos básicos, com os quais serão construídos objetos mais complexos, como estes objetos compostos (TAROUCO el al, 2006). O projeto já possui um repositório que cataloga e armazena os objetos. A catalogação está sendo feita de acordo com as normas de padronização do
  • 6. Learning Object Management (LOM, 2006) proposto pelo IEEE Learning Technology Standards Committee (LTSC do Instituto de Engenheiros Eletro-eletrônicos). O projeto do LabVirt4 da Escola do Futuro da USP considera, que o projeto envolve alguns dos conceitos que se tornaram paradigmáticos no mundo atual (MICROSOFT, 2004, p. 3): O aluno participa ativamente da construção do seu próprio conhecimento e do conhecimento coletivo; envolve processos colaborativos numa comunidade de aprendizagem; permite que os alunos trabalhem com problemas abertos onde escolhem os assuntos e definem o nível em que são capazes de desenvolver; fazendo uso das novas mídias têm motivação e se preparam para a vida digital. O projeto RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação)5 é um projeto de cooperação internacional entre alguns países da América Latina. No Brasil ele é desenvolvido pela SEED para a produção de conteúdos educacionais digitais, com o objetivo de favorecer o ensino das ciências da natureza e da matemática, abordando unidades curriculares dessas áreas, em todos os níveis, com a possibilidade de promover inclusão digital, pois estimula o uso das TIC no processo de aprendizagem. Os conteúdos do RIVED estão armazenados em um repositório disponível na Internet com um guia do professor e sugestões de uso, sendo que o professor tem liberdade de usar os conteúdos, total ou parcialmente, sem depender de estruturas mais rígidas. Como uma política pública brasileira, o RIVED já capacitou cerca de 180 estudantes e professores de instituições de ensino superior, através de cursos específicos para construção de objetos. Também são patrocinados concursos para produção de conteúdos pedagógicos digitais, pelo Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (PAPED), o que mostra o compromisso do estado com a necessidade de contribuir com a apropriação e domínio dos conhecimentos facilitados pelo projeto. Os conteúdos educacionais produzidos pelo RIVED serão compartilhados na Rede Latinoamericana de Portais Educativos (RELPE), que está sendo construída (http://www.relpe.org/) e se propõe a atuar como interface de acesso para os objetos criados no âmbito do RIVED. Mas a utilização plena desses objetos educacionais ainda depende da capacitação dos professores das escolas de educação básica, bem como da criação de uma rede para troca de experiências entre eles.
  • 7. REPOSITÓRIOS DIGITAIS Segundo a Rede de Bibliotecas Escolares, repositórios digitais são coleções de informações digitais, que podem ser constituídas de diferentes formas e com diferentes propósitos. Um interesse crescente vem ocorrendo em torno dos repositórios em contextos de ensino e aprendizagem e um número cada vez maior de recursos de aprendizagem ou de repositórios de OA está a sendo desenvolvido e disponibilizado. Uma das razões para o aumento do número dos repositórios é a disponibilidade crescente de plataformas para alojar e desenvolver repositórios. Um Learning Objetcs ou Objeto de Aprendizagem pode ser usado em diferentes contextos e em diferentes ambientes virtuais de aprendizagem. Para atender a esta característica, cada objeto educacional tem sua parte visual, que interage com o aprendiz separado dos dados sobre o conteúdo e os dados instrucionais do mesmo. A principal característica dos OA é sua reusabilidade, que é colocada em prática através dos repositórios, permitindo que sejam localizados a partir da busca por temas, por nível de dificuldade, por autor ou por relação com outros objetos. A implantação dos repositórios educacionais está respaldada na crença de que a entrada nesse novo estágio de desenvolvimento da civilização, a sociedade da informação, requer "mudanças na formalização do ensino, ou seja, nas formas sociais de condução e controle do processo de ensino e aprendizagem", conforme indica Bisol (2010, p.23). Tais mudanças se evidenciam nas novas modalidades de aprendizagem à distância e nos ambientes virtuais de aprendizagem que tem requerido uso intensivo de tecnologias, em especial da Internet. O ciberespaço passa a constituir, segundo Bisol (2010, p 30), "um terceiro elemento na relação ensinante-aprendente" e passa a ser pensado "não como um instrumento neutro, mas como um elemento capaz de operar modificações nas posições subjetivas que cada um pode ocupar nessa relação". (BISOL, 2010, p 30). 4. ANALISE DOS DADOS Conforme os 30 (trinta) alunos do Ensino Fundamental de Escola Particular de Santa Maria, RS, que participaram da pesquisa, onde avaliou o uso de um objeto de aprendizagem como estratégia para o aprendizado nas aulas de ciências, afirmaram que:
  • 8. Questão Nº 1: (Noventa por cento) 90% dos alunos avaliaram as aulas do professor como boas. Questão Nº 2: (Noventa por cento) 90% dos alunos afirmaram gostar das aulas de ciências e na grande maioria solicitaram aulas mais interessantes, como as realizadas no laboratório de informática, pois aprendem mais utilizando as mídias. Questão Nºs 3, 4, 5 e 6: (cem por cento) 100% dos alunos responderam que o professor titular da turma já ministrou aulas com o auxilio de mídias, utilizando o laboratório de informática uma vez por semana, significando um aprendizado maior. Questão Nºs 7 e 8: (Noventa por cento) 90% dos alunos avaliaram como ótima a aula em que o objeto foi utilizado; e (cem por cento) 100% afirmaram que gostariam que o professor da turma continuasse utilizando as mídias. Questão Nºs 9 e 10: (oitenta e cinco por cento) 85% responderam que utilizam a informática há mais de dois (2) anos e (noventa e sete por cento) disseram não obter dificuldades em acessar a Internet e o objeto de aprendizagem. O uso do objeto de aprendizagem pode ser resumido da seguinte forma: I. Propiciaram o interesse e motivam os alunos a participarem da atividade; II. Aproximaram a realidade ao aluno, no sentido que oportunizam aos alunos o uso do computador, objeto quase unânime na preferência dos discentes; III. Proporcionaram o controle no processo de aprendizagem, pois é o aluno quem detém o controle do ritmo que esse processo ocorre; IV. As animações propiciaram um diferencial às aulas de ciências, pois através do lúdico e do movimento mostraram processos complexos da área; V. Os recursos foram encontrados na rede, o que confere a propriedade de reutilização do mesmo. Praticamente nenhuma dificuldade foi encontrada na aplicação da atividade já que o laboratório de informática possui pessoal especializado para a manutenção e atualização dos softwares, assim como os recursos de banda larga do colégio. Somente um dos computadores não abriu a animação ao mesmo tempo, pois o mesmo estava com os softwares Java e Flash não atualizados, mas o problema logo foi solucionado. Já o enquadramento dos alunos em serem usuários de redes sociais foi relevante na execução da atividade, pois quase todos os alunos conseguiram entender como usar os comandos e desempenharam as atividades com autonomia. Através das observações do professor da turma e pela interação dos alunos com o objeto de aprendizagem, se percebeu claramente que estes dão preferência pelo uso
  • 9. destes recursos nas aulas de ciências. Quanto à opinião dos alunos, sujeitos da referida pesquisa, sobre o objeto de aprendizagem, no que se refere aos aspectos visuais, apresentação de conteúdo e facilidade de manuseio, os resultados foram positivos e conclusivos com os dados obtidos. A partir dos resultados da pesquisa pode se dizer que o uso de OA no ensino da disciplina de ciências obteve ascensão, pois auxiliaram na compreensão dos conteúdos propostos. 5. CONCLUSÃO Em algumas situações do ensino, as dificuldades encontradas por alunos na aprendizagem de ciências e biologia, são decorrentes de estratégias equivocadas. A utilização de objetos de aprendizagem surge como uma alternativa para sanar algumas dessas dificuldades. O objeto de aprendizagem apresentado aos alunos e ao professor titular de ciências da escola particular de Santa Maria, RS, teve, de acordo com as respostas analisadas no questionário aplicado, excelente aceitação no sentido de propor novas maneiras de trabalhar com conteúdos de ciências. O objetivo da pesquisa foi alcançado através da aplicação do objeto de aprendizagem aos alunos, quando os mesmos, em maior número, relatado pela pesquisa cientifica, obtiveram aprendizado significativo em relação ao tema proposto. Pode se afirmar que os objetos de aprendizagem digitais são excelentes ferramentas pedagógicas, usadas como estratégia, para o melhor entendimento de conteúdos ministrados nas aulas de ciências e biologia. 6. REFERÊNCIAS BANCO INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS - Disponível em: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br. Acesso em: 19 de set. 2012. BISOL, Claudia Alquati. Ciberespaço: terceiro elemento na relação ensinante/ aprendente. In: VALENTINI, Carla Beatris; SOARES, Eliana Maria do Sacramento (Org.) Aprendizagem em ambientes virtuais: compartilhando ideias e construindo cenários. Caxias do Sul: EDUCS, 2010. p. 21-32. CESTA – Coletânea de Entidades de Suporte ao Uso da Tecnologia na Aprendizagem. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/CESTA/cestadescr.html e ³http://www.cinted.ufrgs.br/CESTA. Acesso em: 18 de set. 2012.
  • 10. DOMÍNIO PÚBLICO – Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 19 de set. 2012. GAZZONI, Alcibíades et al. Proporcionalidade e Semelhança: Aprendizagem Via Objetos de Aprendizagem. RENOTE: Revista Novas Tecnologias da Educação, Porto Alegre v.4, n. 2, p. 1-9, dez, 2006. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/5179.pdf. Acesso em: 10 de set. 2012. LABORATÓRIO DIDÁTICO VIRTUAL – ESCOLA DO FUTURO – USP – Disponível em: 4http://www.labvirt.futuro.usp.br/indice.asp. Acesso em: 10 de nov. 2012. LÉVY, Pierre - A inteligência Coletiva - por uma antropologia do ciberespaço - Edições Loyola, São Paulo , 1999. MICROSOFT, Objetos de aprendizagem a serviço do professor. 2004. Disponível em: http://www.microsoft.com/brasil/parceiro/objeto_texto.mspx. Acesso em: 30 de out. 2012. PORTAL DO PROFESSOR - Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=19811. Acesso em: 20 de set. 2012. PROINFO - PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php? Itemid=462&id=244&option=com_content&view=article. Acesso em: 20 de set. 2012. POLSANI, Pithamber R. Use and abuse of reusable learning objects. Journal of Digital Information, v.3, n.164, 2003. REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DA UNIVERSIDADE DO MINHO - Disponível em: http://repositorio.uportu.pt/dspace/bitstream/123456789/586/1/Repositorios %20Digitais.pdf. Acesso em: 20 de out. 2012. RIVED – REDE INTERNACIONAL VIRTUAL DE EDUCAÇÃO. Disponível em: http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php e 5 http://rived.proinfo.mec.gov.br/. Acesso em: 25 de set. 2012.
  • 11. SABESP - COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/default.aspx. Acesso em: 18 de set. 2012. SILVA, Eli Lopes. Uma Experiência de Uso de Objetos de Aprendizagem na Educação Presencial: Ação-pesquisa num Curso de Sistemas de Informação, 2006. Dissertação (Mestrado em Educação)– Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-Graduação em Educação, Belo Horizonte, 2006. TAROUCO, Liane Margarida Rocenbach; FABRE, Marie-Christine Julie Mascarenhas; TAMUSIUNAS, Fabrício Raupp. Reusabilidade de Objetos Educacionais. RENOTE: Revista Novas Tecnologias da Educação, Porto Alegre, v. 1 n. 1, p. 1-11, fev. 2003. Disponível em: http://www.nuted.ufrgs.br/oficinas/criacao/marie_reusabilidade.pdf. Acesso em: 17 de nov. 2012. TORTOSA, Salvador Otón. Propuesta de una arquitectura software basada en servicios para la implementación de repositorios de objetos de aprendizaje distribuidos. 2006. Tesis (Doctoral) - Escuela Técnica Superior de Ingeniería Informática, Alcalá de Henares. Disponível em: http://www.dspace.uah.es/dspace/handle/10017/472. Acesso em: 12 de out. 2012. TAROUCO, Liane M. R. et al. Alfabetização visual para a produção de objetos educacionais. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/renote/set2003/artigos/artigo_anita.pdf. Acesso em: 15 de out. 2012. WILEY, David A. Connecting Learning Objects to Instructional Design Theory: A Definition, a Metaphor, and a Taxonomy. In: _____. (Ed.). The Instructional use of Learning Objects. Bloomington: AECT, 2002. Disponível em: http://reusability.org/read. Acesso em: 12 de nov. 2012.
  • 12. 7. APÊNDICE 7.1. OBJETO DE APRENDIZAGEM UTILIZADO NA PESQUISA • Objeto de Aprendizagem Figura 1: Objeto de Aprendizagem utilizado na pesquisa. APLICAÇÃO: O Objeto de Aprendizagem indicado foi encontrado no site da SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O endereço de acesso ao site está em: http://site.sabesp.com.br/site/default.aspx. A aplicação do objeto se deu após a terceira aula de ciências, com o tema A Estação de Tratamento da Água e Esgoto, em sala de aula com o professor titular da turma. Após as aulas convencionais em sala, onde foram utilizados livros didáticos e a lousa para o aprendizado, os alunos foram encaminhados e acompanhados pelo professor titular da turma e por mim ao laboratório de informática da escola, onde iniciaram a utilização do objeto. Os discentes ligaram os computadores, acessaram a Internet e logo iniciaram a busca ao site. O objeto realizou o percurso da água, através das etapas conforme site da SABESP, como mostra a figura 1: Captação do rio ou barragem e bombeamento da água para a Estação de Tratamento; Pré-cloração – Primeiro, o cloro é adicionado assim que a água chega à estação. Isso facilita a retirada de matéria orgânica e metais;
  • 13. Pré-alcalinização – Depois do cloro, a água recebe cal ou soda, que servem para ajustar o pH* aos valores exigidos nas fases seguintes do tratamento; Fator pH –O índice pH refere-se à água ser um ácido, uma base, ou nenhum deles (neutra). Um pH de 7 é neutro; um pH abaixo de 7 é ácido e um pH acima de 7 é básico ou alcalino. Para o consumo humano, recomenda-se um pH entre 6,0 e 9,5; Coagulação – Nesta fase, é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação violenta da água. Assim, as partículas de sujeira ficam eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar; Floculação – Após a coagulação, há uma mistura lenta da água, que serve para provocar a formação de flocos com as partículas; Decantação – Neste processo, a água passa por grandes tanques para separar os flocos de sujeira formados na etapa anterior; Filtração – Logo depois, a água atravessa tanques formados por pedras, areia e carvão antracito. Eles são responsáveis por reter a sujeira que restou da fase de decantação; Pós-alcalinização – Em seguida, é feita a correção final do pH da água, para evitar a corrosão ou incrustação das tubulações; Desinfecção – É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa do consumidor; Fluoretação – O flúor também é adicionado à agua. A substância ajuda a prevenir cáries; Distribuição – Após todo esse processo a água é distribuída para toda a população.
  • 14. 7.2. QUESTIONÁRIO DE PESQUISA CIENTÍFICA Figura 2: Questionário aplicado aos alunos de um colégio da rede particular na cidade de Santa Maria, RS, para avaliar a utilização de um objeto de aprendizagem digital, como estratégia para o aprendizado nas aulas de ciências (novembro 2012). QUESTIONÁRIO DE PESQUISA CIENTÍFICA Série: ____________ Idade: _______ Data: ___/___/2012 1. Como você avalia as aulas de seu professor de Biologia ou Ciências? ( ) Ótimas ( ) Boas ( ) Ruins 2. Em sua opinião, o que falta para melhorar as aulas de Biologia ou Ciências? ( ) Aumentar a quantidade de aulas semanais ( ) Aulas mais interessantes utilizando recursos didáticos como objetos de aprendizagem, filmes, experimentos, etc ( ) Professores capacitados e motivados para ensinar 3. Seu professor já ministrou alguma aula de Biologia ou Ciências com auxílio da Internet? ( ) Sim ( ) Não 4. Em caso de resposta "sim", como ele utiliza? ( ) Com imagens ( ) Com roteiros escritos ( ) Com filmes ( ) Todas as alternativas anteriores 5. Aproximadamente com que frequência no mês seu professor utiliza o laboratório de informática da escola nas aulas de Ciências ou Biologia? ( ) 1 vez por mês ( ) A cada 15 dias ( ) 1 ou mais vezes por semana 6. Quando seu professor utiliza as tecnologias nas aulas de Biologia Ou Ciências você: ( ) Aprende mais ( ) Não gosta da aula ( ) Não há diferença 7. Como você avalia a aula a qual foi usado o Objeto de Aprendizagem? ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Ótima ( ) Superou o Esperado 8. Você deseja que seu professor continue usando as novas mídias em sala de aula? ( ) Sim ( ) Não 9. Você utiliza a informática há mais de dois anos? ( ) Sim ( ) Não 10. Você teve dificuldades em usar o computador e acessar a Internet e o Objeto de Aprendizagem? ( ) Sim ( ) Não