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Pólo: Três de Maio
                          Disciplina: Elaboração de Artigo Científico
                 Professor(a) Orientador(a): Dr. Roseclea Duarte Mediana




          A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
                 COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


                                                                                       Solange Backes1
                                                           Roseclea Duarte Medina (Orientadora)

RESUMO

Este estudo tem como objetivo refletir sobre a importância e necessidade da utilização das
Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Infantil, verificando as
ferramentas tecnológicas que o professor mais utiliza e as dificuldades que encontra ao
fazer uso destas tecnologias. Para analisar o uso das tecnologias na educação foram
realizados questionamentos junto as professoras da Escola Municipal de Educação Infantil
Professora Mathilde Ribas Martins, no município de Santo Ângelo. O estudo concluiu que
os docentes consideraram o uso das tecnologias uma ferramenta educacional que contribui
para o desenvolvimento de atividades significativas que possibilitam ao educando ampliar
seu conhecimento e desenvolver habilidades cognitivas. Porém, contrapõem quando
alegam a falta de atualização dos profissionais e a precariedade dos laboratórios,
principalmente em se tratando de escolas públicas.

Palavras-Chave: Ferramentas Tecnológicas. Educação Infantil. Atividades Pedagógicas.
Aprendizagem.
1
 Funcionária Pública
Escola Municipal de Educação Infantil Professora Mathilde Ribas Martins/Santo Ângelo
Graduada em Letras - Espanhol
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
E mail: solabackes@yahoo.com.br
ABSTRACT
This study aims to reflect on the importance and necessity of the use of Information and
Communication in Junior High School, verifying the technological tools that teachers use
most and the difficulties encountered in making use of them. To examine the use of
technology in education were made inquiries with the teachers of the Professor Mathilde
Ribas Martins School, in Santo Angelo. The study concluded that teachers considered the
use of technology an educational tool that contributes to the development of meaningful
activities that enable learners to broaden their knowledge and develop skills. But when
they claim to oppose the lack of updating of the professionals and the precariousness of the
laboratories, especially when it comes to public schools.
Keywords: Technology Tools. Junior High School, Pedagogical Activities. Learning.


1 INTRODUÇÃO


       A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade,
“o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.”
(LDBEN 9394/96, Art.29). Desta forma, um dos questionamentos mais frequentes neste
meio educacional é a utilização das tecnologias no desenvolvimento de atividades
pedagógicas, considerando a aprendizagem e curiosidade das crianças.
       As últimas décadas têm sido marcadas pela aceleração no processo de
desenvolvimento das tecnologias na escola, e a Educação Infantil não pode ficar alheia a
este fato. A utilização de recursos tecnológicos na escola de Educação Infantil é de suma
importância, já que estas tecnologias são ferramentas valiosas no processo ensino
aprendizagem.
       Destaca-se que os recursos tecnológicos estão fazendo parte do cotidiano das
crianças, sendo necessário também seu uso no ponto de vista educacional, possibilitando
ao educando ter acesso a imagens e animações que não são encontradas em material
impresso.
       Em sua pesquisa Silva Filho (2000) aborda a temática do uso pedagógico da
informática na Educação Infantil, deixando claro que o uso das tecnologias pode ser
bastante produtivo para desenvolver a capacidade de pensar e encontrar soluções.
       Conforme Valente (2009) as tecnologias da informação e comunicação apresentam
diversas possibilidades as crianças, permitindo que sejam autoras e produtoras do
conhecimento, assim como, possibilitam disponibilizar e divulgar suas produções,
desenhos em portais, desenvolvendo competências e habilidades como parte de seu
desenvolvimento integral.
       Desta forma, esta pesquisa tem como preocupação analisar a importância e a
necessidade da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na
Educação Infantil, assim como, verificar as ferramentas tecnológicas que o professor mais
utiliza como recurso pedagógico no processo de aprendizagem enfatizando as dificuldades
que encontra ao fazer uso destas tecnologias.


2 USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL


       Hodiernamente, numa sociedade que acompanha a constante mudança no campo
tecnológico, o campo educacional necessita também ser inovado.
                                    Assim como a tecnologia para uso do homem expande suas
                           capacidades, a presença dela na sala de aula amplia seu horizonte e seu alcance
                           em direção da realidade. (PONCHO, 2009, p.7).

        Consequentemente esta inovação necessita a mudança de atitude do professor que
precisa adaptar seu trabalho às demandas sociais. As inovações no campo do saber, do ser
e da tecnologia reforçam a importância da instituição escolar na sociedade e ditam um
novo caráter à educação.
        Diante desta realidade os recursos tecnológicos podem ser utilizados e são de
grande contribuição na Educação Infantil, porém, quanto menores os alunos mais práticas e
lúdicas precisam ser as situações para que eles possam perceber sua importância e alcançar
os objetivos.
                                    Se é importante o desenvolvimento de competências e habilidades para
                           a vida em um mundo que incorpora as tecnologias digitais, nada mais sensato do
                           que iniciar esse processo de aprendizagem na Educação Infantil. (VALENTE,
                           2009, p.29).

       O pesquisador Fleischmann (2001) desenvolveu um estudo com crianças da
Educação Infantil com interações e atividades extraclasse, as quais investigavam as
expressões      gráficas   no    computador       e   atitudes    das    crianças,    analisando      seu
desenvolvimento e aprendizagem.
       Inicialmente o pesquisador avaliou o desenvolvimento motor, devido a necessidade
de segurar e controlar o mouse, sendo necessário que a criança controle seus movimentos
desafiando sua coordenação motora. A interação com a ferramenta computador através da
expressão gráfica e a troca de experiências entre as crianças possibilitou observar formas,
cores, figuras, letras, palavras, enredo de histórias, desenvolvendo a inteligência.
           O uso do computador em atividades na Educação Infantil possibilita a criança
apresentar e testar hipóteses para a solução de problemas, e assim desenvolver sua
aprendizagem. “... No ambiente de desenho informatizado, existe a possibilidade de
experimentação das hipóteses... o que lhe permite partir para uma nova experimentação.”
(FLEISCHMANN, 2001, p. 80-81).
           Concluindo sua pesquisa, Fleischmam (2001) aborda que a criatividade permeia a
expressão gráfica infantil e tem nos recursos tecnológicos uma ferramenta que possibilita
uma expressão gráfica diferenciada, com características específicas - ação de criar e
recriar. Possibilita também à criança criar seus próprios jogos, inventando suas regras,
procurar suas soluções, desenvolvendo sua autonomia.
           O professor Silva Filho (2000) desenvolveu uma pesquisa para compreender as
possibilidades pedagógicas da informática na Educação Infantil. Para desenvolver seu
estudo, observou as crianças no laboratório de informática e avaliou a forma de atuação
dos professores criando um grupo de formação. Durantes as sessões o autor observou a
integração das crianças na busca de soluções frente às dificuldades encontradas,
demonstrando que o computador encoraja a interação social. Este fato desenvolve na
criança a habilidade de resolver problemas desenvolvendo novas formas de pensar.
           O autor argumenta ainda que a utilização dos recursos deve ser ponderada,
enfatizando que todas as outras possibilidades que estão à disposição dos professores
devem exploradas também.
           Ao instaurar um grupo de formação de professores Silva Filho (2000) percebeu
que a experiência do uso das tecnologias na Educação Infantil era quase nula. Nos debates
desencadeados com o grupo foi concluído que é essencial ao professor a busca da
autonomia para assim, formar cidadãos críticos e capazes de reinventar as soluções
exigidas pela sociedade. Sendo necessário o processo de capacitação do docente para lidar
com situações novas, propiciando vivências coletivas de práticas educacionais.
           A partir desta capacitação e familiarização com as tecnologias por parte dos
professores, os recursos tecnológicos disponíveis podem incrementar e tornar as aulas de
Educação Infantil mais significativas e prazerosas, utilizando ferramentas além do caderno
e livro.
3 O PROFESSOR FRENTE AO USO DAS TECNOLOGIAS


       Durante muitas décadas o professor teve seu trabalho centrado na transmissão de
conteúdos aleatórios ao contexto social e político. Hoje, porém, o foco educacional é outro.
“Na era da interatividade, insistir na didática do transmissor-receptor é inútil.” (RAMAL;
BAFFARA, 2008, p. 24). Os recursos tecnológicos passam a ser subsídios para o
desenvolvimento de habilidades cognitivas, afetivas e psicomotoras fundamentais para a
aquisição de competências, as quais são indiscutivelmente necessárias ao cidadão.
       Segundo Valente (2009) o reconhecimento de que a escola tem um papel
importante no desenvolvimento de competências que facilitem ao indivíduo utilizar as
tecnologias é um desafio, implicando que professores e alunos tenham maior familiaridade
com estes recursos. Não se tratando de substituir atividades tradicionais, mas em explorar
os recursos para suprir dificuldades encontradas.
       As mudanças nos modos de ensinar e aprender devem ser analisados pelos
professores de uma forma mais ampla. Para por em prática o uso das tecnologias e
desenvolver novos rumos na educação, o educador deve aprimorar sua práxis docente. Para
Ramal e Buffara (2008) cabe ao professor um novo papel: o de planejar estratégias que
permitam ao aluno entender de forma autônoma e integrada os próprios caminhos do
conhecimento.
                               O novo educador vem configurando-se como um mediador entre sujeito
                       que conhece e o objeto a ser conhecido. Ele é capaz de dialogar com novas
                       equipes de trabalho e principalmente, de reinventar o espaço da aprendizagem,
                       com novos recursos e metodologias. (RAMAL; BUFFARA, 2008, p.24).

       Considerado como mediador do processo educacional, o professor, precisa ser
capaz de analisar, refletir e produzir conhecimento interagindo com seus alunos buscando
aperfeiçoar sua prática, rompendo a insegurança diante da possibilidade de aceitação do
trabalho pedagógico ser organizado a partir do auxílio de instrumentos tecnológicos
avançados. Sendo necessária a atualização e apropriação do uso das tecnologias, não
somente para contentar o sistema educacional no qual está inserido, mas sim, para o seu
próprio crescimento pessoal e profissional.
                                 ... o processo de ensino aprendizagem deve incorporar cada vez mais o
                       uso das tecnologias digitais para que os alunos e os educadores possam
                       manipular e aprender a ler, escrever e expressar-se usando essas novas
                       modalidades e meios de comunicação, procurando atingir o nível de letramento
                       “forte” . (VALENTE, 2008, p. 14).
Ramal e Buffara (2008) observam que as tecnologias a serviço da educação podem
prestar bons serviços, exemplificam o acesso rápido e gratuito a materiais de audiovisual,
com a exibição de vídeos como material complementar ao conteúdo utilizando o ambiente
You Tube2·, dessa forma, o professor pode propor diversos tipos de associações com o
conteúdo possibilitando abordagens interdisciplinares.
          O professor ao utilizar vídeos educativos do You Tube e outros repositórios, por
exemplo, pode discutir um trecho dos contos de fadas (literatura infantil) analisando os
costumes culturais, fazendo um paralelo com os costumes apresentados no conto e os da
vida atual. Outra sugestão é analisar as diferentes formas de animação do conto
contrastando com o conto original. Sendo possível também, criar um grupo de teatro que
ao se apresentar pode ser filmado e lançado no You Tube para que familiares e amigos
possam visualizar o trabalho estimulando o educando. “Os exercícios de filmagem podem
ser realizados também para que os próprios alunos possam se observar e se analisar.”
(SANCHO, 1998, p.174).
          Como possibilidade do uso das novas mídias e tecnologias a serviço do ensino
Ramal e Buffara (2008) apresentam a construção e o compartilhamento do conhecimento
através da ferramenta blog3, promovendo o auto conhecimento, realizando o intercâmbio
de visões de mundo.
          Na Educação Infantil esse blog poderia ser criado pelo professor com a
contribuição da turma apresentando os registros e as atividades desenvolvidas em sala se
aula, possibilitando ao aluno e família o acesso para contribuir com ideias e sugestões
sobre atividades e assuntos pertinentes.
          Fleischmann (2001) ressalta a utilização de programas (Paint entre outros) que
possibilitem a expressão gráfica dos alunos desenvolvendo a autonomia e descoberta
permitindo a integração e cooperação dos alunos.
          O uso de softwares educacionais e jogos educativos são exemplificados por Tayra
(2001) os quais permitem ao professor buscar os que mais se adaptam à sua proposta de
ensino sendo uma excelente estratégia para facilitar a aprendizagem.
          O jogo é apontado por Savi (2008) como uma das principais formas de acesso ao
mundo das tecnologias para as crianças, pois geralmente o primeiro contato ocorre por



2
    http://www.youtube.com/movies
3
    https://www.blogger.com/start?hl=pt-BR
meio do vídeo game e promove o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras,
aprendizado por descoberta, experiência de novas identidades e socialização.
         Savi (2008) enfatiza que existem jogos que promovem ensinamentos básicos sobre
linguagem e lógica para crianças contribuindo que os alunos comecem a utilizar o
computador e desenvolvam a coordenação com o uso do mouse e teclado. Como exemplos
de jogos simples que abordam reconhecimento de letras, números, desafios de lógica e
memórias, o autor aponta o programa Gcompis4, e os portais na Web: IGuinho5             e
                  6
Discovery Kids .
        O Banco Internacional de Objetos Educacionais7 (BIOE) é mais um recurso digital
que está disponível ao professor, com objetos de aprendizagem que contemplam a
Educação Infantil.
        Para Rodrigues (2009) o BIOE possui por objetivo manter e disponibilizar diversos
recursos pedagógicos digitais, em diferentes formatos e de livre acesso para toda a
comunidade educacional, visando maximizar o processo de ensino e aprendizagem dos
alunos, possibilitando complementar os conteúdos abordados em sala de aula.
        O Portal do Professor8 é outro repositório educacional citado por Rodrigues (2009)
sendo este igualmente ao BIOE disponibilizado pelo MEC. O Portal visa auxiliar o
professor no processo de ensino por meio das tecnologias da Informação e Comunicação,
possuindo diferentes ferramentas educacionais direcionadas ao docente.
        Todos estes recursos possibilitam a interação entre aluno e as novas tecnologias,
focando a Educação infantil, visando desenvolver no aluno a capacidade de compreender o
conteúdo e estabelecer relações, assim como, desenvolver a capacidade motora e cognitiva
estimulando a busca de soluções desenvolvendo um cidadão crítico e criativo.


4 METODOLOGIA


        A pesquisa foi realizada com 10 professoras da Escola Municipal de Educação
Infantil Professora Mathilde Ribas Martins, do município de Santo Ângelo, com o objetivo
de analisar importância e necessidade da utilização das Tecnologias da Informação e
Comunicação na Educação Infantil, verificando as ferramentas tecnológicas que o
4
  http://gcompris.net/-pt-br-
5
  http://iguinho.ig.com.br/
6
   http://www.discoverykidsbrasil.com/jogos/
7
  http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/
8
  http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html
professor mais utiliza e as dificuldades que encontra ao fazer uso destas, assim como,
verificar as contribuições na aprendizagem dos alunos.

        Para alcançar o objetivo foi desenvolvido um questionário com 9 perguntas abertas
que possibilitaram respostas dissertativas com intuito de coletar informações abordando o
uso das tecnologias na Educação Infantil. Após foi interpretada e numerada a repetição de
todas as frequências observadas nas questões.

        Este estudo é descritivo, pois buscou observar fenômenos, realizando uma
descrição, tabulação e interpretação dos mesmos. Gil (2009) aponta que a pesquisa
descritiva tem como objetivo descrever as características de uma população ou estabelecer
relações entre as variáveis.


5 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS

        Quando questionados frente à importância e necessidade do uso das tecnologias no
desenvolvimento de atividades pedagógicas na Educação infantil os professores
apresentaram respostas conforme Figura 1.



             Em se tratando de Educação infantil, existe a importância ou necessidade do
            uso das tecnologias no desenvolvimento de atividades pedagógicas? Justifique.
                                    10%

                                                                                       Sim


                                                90%

                                                                                       Não




Figura 1 - Importância do uso das tecnologias


        Ao analisar as respostas percebemos que 90% dos professores avaliam que é
importante e necessário o uso das tecnologias na Educação Infantil. Somente 10%
acreditam que este recurso não é importante para o desenvolvimento da aprendizagem,
alegando a falta de laboratórios e formação dos professores, argumentando ser importante
o uso dos recursos pedagógicos tradicionais.
Ao justificarem a importância da utilização, trouxeram respostas como: Para
enriquecer o aprendizado, trabalhar com novas possibilidades proporcionando atividades
variadas, aprimorando o conhecimento, imaginação e criatividade. Salientando que a
escola deve acompanhar a evolução tecnológica, pois as crianças possuem brinquedos
eletrônicos e contato com as tecnologias em sua casa.
        Nas respostas abaixo se constatam alguns destes significados:
        “Certamente que sim. Num mundo em que as tecnologias evoluem de forma muito
rápida, mesmo na Educação Infantil existe a necessidade do uso das mesmas. Ter contato
com estas ferramentas contribuem para tornar-se um cidadão crítico autônomo e
principalmente capaz de tomar suas decisões.” P. 03
        “Sim, pois através deste meio que a criança entra em contato com o mundo lá fora,
aprimora seus conhecimentos, desenvolvendo sua imaginação e criatividade.” P.10
        Após analisar as justificativas percebe-se que a maioria dos professores de
Educação Infantil reage de forma positiva ao uso das tecnologias, avaliando-as necessárias
nesta etapa da educação. Valente (2009) afirma que as tecnologias digitais devem ser
incorporadas no processo de aprendizagem, sendo sensato iniciar na Educação Infantil,
pois estas fazem parte do dia-a-dia das crianças, inclusive os brinquedos estão baseados
nessas tecnologias. Isso implica que alunos e professores devam ter familiaridade com
estes novos recursos.
        A Figura 2 apresenta as contribuições dos aplicativos e softwares no
desenvolvimento da aprendizagem dos alunos na Educação Infantil. Os professores
trouxeram em suas respostas referências como: concentração, raciocínio, curiosidade,
complemento de atividades pedagógicas.



              De que forma os aplicativos e softwares podem contribuir na aprendizagem
                                 dos alunos na Educação Infantil?
                                                Concentração, raciocínio e imaginação.
                 30%        10%

                                                Desenvolvimento de habilidades e competências
             10%                50%             cognitivas e motoras.
                                                Não possui conhecimento do assunto.

                                                Contribuem para complementar as atividades
                                                pedagógicas, sendo motivadoras da aprendizagem.

Figura 2 – Aplicativos e softwares
Nas contribuições dos professores, 10% enfatizaram que aplicativos e softwares
podem contribuir no desenvolvimento da concentração, raciocínio e imaginação, 10 % não
possuem conhecimento do assunto alegando a falta de formação. Já 50% abordaram o
desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas e motoras. E, 30% salientaram
que os aplicativos podem contribuir na complementação das atividades pedagógicas, sendo
motivadoras da aprendizagem. Nas respostas abaixo se constatam alguns destes
significados.
        “Como um complemento das atividades, tornando a aprendizagem mais motivada e
prazerosa, fazendo com que o aluno interaja com ferramentas diversificadas e de seu
interesse.” P. 7
        “Através destes, tornam-se mais ativos e com maior interesse nas atividades
propostas pelo professor, desenvolvendo habilidades e competências que não podem ser
desenvolvidas sem estes aplicativos e softwares, possibilitando que o aluno ser autor e
produtor do seu conhecimento.” P. 3
        Buckingham (2008) concorda com as contribuições dos professores acima citadas,
pois enfatiza que a tecnologia está transformando a educação, oferecendo novas maneiras
de motivar os aprendizes, oportunizando a criatividade e imaginação. Salienta ainda, que
as crianças já fazem uso destas tecnologias em casa para se divertir, sendo necessário seu
uso também na aprendizagem escolar.
        Valente (2009) contribui quando diz que o desenvolvimento de competências e
habilidades no aspecto cognitivo podem ser desenvolvidas incorporando as tecnologias.
Utiliza como exemplo a literatura, na qual diversos estudos demonstram que as tecnologias
digitais permitem a expansão da comunicação e expressão, criando novas alternativas para
a leitura e escrita.
        Vale observar que a utilização de aplicativos e recursos tecnológicos em sala de
aula é uma excelente estratégia, conforme respostas apresentadas pelas professoras
possibilitam o desenvolvimento cognitivo, desenvolvendo competências que envolvem
construção da personalidade, desenvolvendo a criatividade, criticidade, concentração e
imaginação.
        As competências que o professor precisa desenvolver para fazer bom uso das
tecnologias na Educação Infantil são observadas na Figura 3.
Que competências o professor precisa desenvolver para fazer bom uso das
                                tecnologias na Educação Infantil?

                                                         Mediador, pesquisador, observador e
                                                         criativo.
                     30%           20%

                                                         Conhecedor das tecnologias e possuir
                               50%                       objetivos definidos para a realização das
                                                         atividades.
                                                         Ser qualificado e estar em constante
                                                         atualização.


Figura 3 – Competências do professor


       De acordo com as respostas 50% dos professores argumentam que o professor
precisa ser conhecedor do uso apropriado das tecnologias e possuir objetivos definidos
para a realização das atividades, enquanto 30% atribuem como competência necessária a
qualificação e constante atualização. Porém 20% alegam que o professor precisa ser
mediador, pesquisador sendo observador e criativo no desenvolvimento de suas aulas.
Abaixo se constatam alguns destes significados.
       “Para que as atividades desenvolvidas sejam significativas às crianças, torna-se
necessário primeiramente que o educador tenha conhecimento das tecnologias, em
seguida defina objetivos, trabalhando de forma que alie teoria e prática.” P.03
       “O professor precisa atualizar-se e se apropriar do uso das tecnologias para
assim, desenvolver um trabalho dinâmico, interessante e produtivo.” P. 05
       Desta forma, o conhecimento sobre o manejo adequado das tecnologias é citado
pela maioria dos professores, para assim, definir objetivos e desenvolver aulas
significativas.
       Neste sentido, destacam-se alguns aspectos que configuram o perfil do “professor
do futuro” segundo Demo (2004): - capacidade de pesquisa, para corresponder desde logo
ao desafio construtivo de conhecimento; - ser formulador de proposta própria; - fazer da
prática trajetória de reconstrução do conhecimento; - formação e atualização permanente; -
manejo da instrumentalização eletrônica e tecnológica (...).
       Ramal e Buffara (2008) constatam que o professor precisa estar “antenado” estando
em constante atualização, pesquisando e reinventando o espaço da aprendizagem.
       A Figura 4 apresenta as ferramentas tecnológicas utilizadas no desenvolvimento de
atividades pedagógicas.
Quais são os instrumentos tecnológicos que você faz uso no desenvolvimento de
                       atividades pedagógicas? Com que freqüência utiliza?


                                                         TV, DVD, CD, rádio, câmera digital.
                                      30%


                         70%
                                                         TV, DVD, CD, rádio, câmera digital e
                                                         computador na escola. Recursos como
                                                         computador conectado a internet em casa.



Figura 4- Instrumentos tecnológicos


        Em suas contribuições os professores enfatizaram em 100% de suas respostas o uso
frequente, pelo menos duas vezes por semana de TV, rádio, DVD, Cd e Câmera Digital.
Porém, 70% utilizam além destes recursos o computador conectado a internet em casa para
criar aulas atrativas.
        “Faço frequentemente o uso do computador em casa para fazer pesquisas e
desenvolver aulas mais significativas. Os instrumentos que utilizo com muita freqüência na
escola são TV, Rádio, DVD, CD, com material informativo ou de animação.” P.1
        “Utilizo TV, DVD, CD e câmera digital com produção de vídeos com os alunos e
às vezes imagens no computador.” P.6
        A partir das respostas acima descritas os professores utilizam o computador
conectado à internet como fonte de pesquisa e elaboração das aulas, não fazendo uso no
desenvolvimento, devido à falta destes recursos na escola. Porém, utilizam câmera digital
para produzir vídeos e assim desenvolver aulas com material de apoio de sua autoria.
        As mídias (DVD, CD, VCD) segundo Poncho (2009) oferecem uma série de
vantagens permitindo a repetição, facilitando o entendimento de situações abstratas,
podendo conter programas didáticos ou filmes para entretenimento. O autor ressalta a
importância da produção de vídeos com a participação das crianças, para fortalecer ou
modificar atitudes, comunicar informações, entre outros.
        Silva Filho (2000) ressalta que o uso das tecnologias como recurso pedagógico no
desenvolvimento das aulas na Educação Infantil é quase inexistente. E este fato é
comprovado pelos dados acima. Os professores têm contato com as tecnologias quando
planejam suas aulas, porém a maioria esmagadora dos profissionais tem pouco ou nenhum
contato com a informática como recurso pedagógico durante a realização das aulas.
A figura 5 aborda os métodos utilizados ao avaliar um objeto de aprendizagem.


             Que métodos utilizas ao avaliar um objeto de aprendizagem ( ou um software
                                        ou jogo educacional)?


                                                              Analisar se o objeto contribui para
                                     30%                      atingir os objetivos propostos.

                            70%                               Verificar a faixa etária e o interesse
                                                              dos alunos e se está de acordo com os
                                                              conteúdos desenvolvidos.




Figura 5 – Avaliação do objeto de aprendizagem


       Neste contexto, 30% dos profissionais enfatizaram analisar se o objeto contribui na
aprendizagem possibilitando atingir os objetivos propostos. 70% dos docentes salientaram
o interesse dos alunos e a faixa etária, verificando se o objeto está de acordo com o
conteúdo desenvolvido.
       “Verifico se está de acordo com o que vou trabalhar e também se vai de encontro a
faixa etária”. P.7
       “Verificar se é adequado à idade, conhecer bem os recursos, não “acelerando” o
ritmo natural da criança ”. P.10
       Nas respostas acima se percebe que o professor ao utilizar tecnologias
independentes como objetos para desenvolver aprendizagem, avaliam a faixa etária e se o
objeto é do interesse do aluno. Por se tratar de alunos de Educação Infantil é de suma
importância analisar a faixa etária para não “acelerar” o ritmo do aprendizado, deixando
lacunas no desenvolvimento da criança, desta forma, os professores justificam o método de
avaliação utilizado. Porém, também verificam se o objeto possibilita atingir os objetivos
propostos.
       Valente (2008) afirma que o professor precisa conhecer a capacidade e interesse de
cada criança para poder adequar o conteúdo e as estratégias a serem utilizadas de acordo
com a idade e desenvolvimento. Sendo necessário incluir os professores nos processos de
formação, a fim de possibilitar a inclusão das crianças nesse complexo mundo da
tecnologia digital.
Frente às dificuldades do uso das tecnologias enfrentadas pelo professor, a falta de
formação e atualização foi o ícone mais destacado, juntamente com a falta de laboratórios
de acordo com a Figura 6.


             Que dificuldades você, professor, encontra ao fazer uso das tecnologias da
           comunicação e informação na Educação Infantil? (A dificuldade está no aluno?
             Está na falta de tempo do professor para testar os aplicativ e planejar sua
                                            utilização?
                                                     Falta de formação e atualização do professor,
                                                     associada a falta de tempo para testar aplicativos
                                 40%                 educacionais.
                      50%
                                                     Falta de laboratórios com recursos atualizados.
                                 10%
                                                       Ambas as respostas acima citadas.



Figura 6- Dificuldades no uso das tecnologias na Educação Infantil


        Ao analisar as respostas dos professores 50% enfatizaram que a dificuldade está na
falta de formação e atualização do professor em conjunto com a precariedade dos
laboratórios. Somente 10% alegaram a falta de laboratórios com recursos atualizados e
40% citaram somente a falta de formação associada à falta de tempo para testar aplicativos
educativos. A seguir, respostas apresentadas pelos professores.
        “Está na falta de tempo do professor e na falta de formação do mesmo. Também na
falta de laboratórios conectados a internet.” P.10
        “Principalmente na falta de formação/atualização do professor e a precariedade
do laboratório e falta de conexão a internet restrita o aproveitamento do computador e
dos recursos educacionais disponibilizados.” P.1
        Nenhuma das respostas cita o aluno como dificuldade no uso das tecnologias na
Educação Infantil. Desta forma, as maiores dificuldades estão na falta de atualização dos
professores, seguidas da precariedade dos laboratórios de informática.
        Valente (2008) argumenta que a preparação e atualização dos professores é um
grande desafio para a educação. A integração das tecnologias e dos respectivos
profissionais deve ser incentivada e fomentada por meio de atividades de formação. Este
aperfeiçoamento certamente constituirá em novos avanços no campo educacional.
        Quanto às ferramentas tecnológicas disponíveis na escola foram citadas as mídias
analógicas, rádio, TV, computadores sem conexão a internet e impressoras, caixas
acústicas, câmera digital. A Figura 7 apresenta as sugestões dos professores quanto ao uso
das tecnologias na Educação Infantil.


           Quais ferramentas tecnológicas a Escola possui e qual sua sugestão frente ao
                      uso das tecnologias pela escola de Educação Infantil?

                                                   Laboratório com conexão a internet e profissionais
                                                   capacitados para avaliar os aplicativos e assim
                   30%           30%               conhecer atividades diferenciadas.
                                                   Utilizaçãode forma mais criativa das ferramentas
                                                   disponíveis. Como a criação de vídeos com a
                          40%
                                                   participação dos alunos e histórias colaborativas.
                                                   Uso de jogos educativos para desenvolver a
                                                   aprendizagem de forma lúdica.


Figura 7- Sugestões para o uso das tecnologias


        Os dados acima demonstram que 30% sugerem a conexão a internet e capacitação
dos profissionais como possibilidade de conhecer mais ferramentas e desenvolver aulas
diferenciadas. 30% enfatizaram os jogos educativos como sugestão para desenvolver a
aprendizagem de forma lúdica.
        No entanto 40% dos professores sugerem o uso mais criativo dos recursos já
disponíveis, salientando que a reduzida oferta de tecnologias não pode deixar em
desvantagem o aluno. Desta forma, a exploração de vídeos feitos pelo professor com a
participação dos alunos é uma ferramenta importante, ou até mesmo a produção filmagens
com explicação de conteúdos de forma diferenciada utilizando objetos que fazem parte do
cotidiano da criança. A produção de textos colaborativos e após apresentação em Power
Point com figuras pode deixar o texto mais interessante. Nas respostas abaixo se constatam
alguns destes significados.
        “Laboratórios conectados a internet, se faz necessário profissionais capacitados
para avaliar os aplicativos e conhecer mais possibilidades”. P. 7
        “Sugiro explorar mais os recursos disponíveis com a criação de vídeos e histórias
colaborativas que podem ser apresentadas em Power Point ou gravados em DVD”. P.10
         Ramal e Buffara (2008) em suas colocações alertam aos responsáveis pelas
políticas públicas das áreas de educação e tecnologias quando ressaltam que a evolução
concreta do ensino brasileiro depende da modernização das escolas, da disponibilização de
equipamentos e redes para os estudantes, bem como de uma qualificação dos professores e
a troca de experiências possibilitando o uso das tecnologias existentes.
        A utilização e conhecimento de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC,
como o RIVED9 e o BIOE10, são apresentados na Figura 8.


             Você conhece/utiliza alguns repositórios de recursos educacionais que o MEC
              disponibiliza, como o RIVED e o BIOE (Banco Internacional de Objetos
                Educacionais) ou outro qualquer? Caso sim, qual? E COMO utiliza?


                                                            Conhece e utiliza como fonte de pesquisa.
                                     30%

                              70%
                                                            Não conhece.




Figura 8- Repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC.


        Nos resultados obtidos, 70% dos profissionais não conhecem os repositórios de
recursos educacionais disponibilizados pelo MEC e 30% conhecem e utilizam como fonte
de estudo e pesquisa, não podendo utilizar com os alunos devido à falta de conexão a
internet na escola.
        “Conheço os programas citados. Domínio Público como fonte de pesquisa.” P.3
        “Não.” P.2
        Ao analisar as respostas, fica clara a falta de conhecimento dos professores frente
aos repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC. Esta constatação nos
leva a crer que estes recursos são pouco divulgados pelos órgãos competentes. Este fato
também revela a falta de pesquisa, interesse e desatualização dos professores.
        Valente (2009) salienta que é necessário o professor entender as especificidades dos
meios     tecnológicos      para     usá-los        adequadamente    como      recurso     didático     no
desenvolvimento de suas aulas.
        Existem vários recursos disponibilizados pelo MEC, como por exemplo: Portal do
Professor11, que possibilita acesso ao Espaço da Aula, Jornal do Professor, Recursos
Educacionais (acessar e baixar recursos multimídias), Cursos e Materiais, entre outros, o
9
  http://rived.mec.gov.br/
10
   http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/
11
   http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html
portal tem como objetivo apoiar os processos de formação dos professores brasileiros e
enriquecer a sua prática pedagógica. Outro exemplo é a TV Escola12, que é o canal da
educação, sendo uma ferramenta pedagógica disponível ao professor para complementar
sua própria formação e inovar a prática em sala de aula.
           A Figura 9 apresenta a forma de avaliação da aprendizagem dos alunos decorrente
da utilização de ferramentas tecnológicas pelos professores da Educação Infantil.


              Quando utiliza uma ferramenta tecnológica ( objeto de aprendizagem, software
               o jogo educacional) como você avalia o aprendizado decorrente da utilização
               deste recurso (ou seja, o impacto/alteração na estrutura cognitiva do aluno)?
                                          Com provas? Atividades?

                                                          Atividades pedagógicas, lúdicas e observação.
                                         40%
                            40%
                                                          Participação e interesse.
                                   20%
                                                          Através de registros, questionamentos e
                                                          brincadeiras relacionadas.


Figura 9 – Avaliação da aprendizagem


           No que se refere à forma de avaliar a aprendizagem decorrente da utilização de
recursos tecnológicos, 40% dos professores realizam atividades pedagógicas e lúdicas em
sala de aula, para possibilitar a observação do desenvolvimento cognitivo do aluno. 20%
avaliam a participação e o interesse dos alunos durante a utilização do recurso tecnológico
e 40% fazem esta avaliação através de registros, questionamentos e brincadeiras
relacionadas analisando se o recurso possibilitou aprendizagem, atingido assim o objetivo
proposto.
           “Utilizo a observação com relação ao interesse do aluno, participação.” P. 2
           “Através de atividades, pois as crianças são muito pequenas para a realização de
provas, desta forma, procuramos fazer brincadeiras em que se possa avaliar o que a
criança aprendeu.” P. 4
           Didonet (2006) afirma que o modelo de avaliação escolhido deve estar
estreitamente articulado com os objetivos que se quer alcançar, ou seja, a coerência entre




12
     http://tvescola.mec.gov.br/
avaliação e finalidades da Educação Infantil é imprescindível, uma vez que se busca a
formação com base nas práticas.
       Para Oliveira (2002) a avaliação infantil implica em detectar mudanças das
competências das crianças, sendo o espaço da Educação Infantil um campo de investigação
e não de julgamento.
       Contudo, cada professor possui forma individual em avaliar o aluno. Porém, na
Educação Infantil a forma mais fácil e concreta de analisar a aprendizagem é através de
atividades lúdicas que permitem a liberdade e criatividade do aluno.


6 CONCLUSÃO


       Os meios digitais são um fato inevitável da vida moderna. E na Educação Infantil
também é necessário fazer uso destes meios, a utilização está relacionada com o
desenvolvimento cognitivo, possibilitando que o aluno passe a ser autor e produtor do seu
conhecimento.
       Com a intenção de o aluno ser autor do seu conhecimento, o professor possui o
papel de mantê-lo motivado neste ambiente, deve-se utilizar de recursos que diversifiquem
a prática pedagógica, integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar,
contemplando as exigências de uma sociedade diversificada e plural.
       Frente aos resultados apresentados neste trabalho, percebe-se que o uso das TICs na
Educação Infantil, é uma perspectiva de que as crianças que são seduzidas pelos jogos
digitais e filmes interativos e permanecem horas empenhados nos desafios destas mídias,
desenvolvam o interesse e conhecimento de ambientes e jogos educativos, possibilitando
aproveitar o tempo em atividades pedagógicas e educativas, que além de divertir
proporcionam a aprendizagem.
       Vale ressaltar que a pesquisa elucidou que o professor está motivado a fazer uso das
tecnologias na Educação Infantil, pois estas ferramentas propiciam aos alunos uma nova
forma de aprender, enriquecendo as aulas, oferecendo muitas opções de ampliação de
conhecimentos,    bem    como,    possibilitam   desenvolver    nos    alunos   habilidades,
potencialidades, reconstruindo conceitos e competências.
       Porém, observou-se também que a dificuldade do uso adequado dos recursos
tecnológicos não está centrada no aluno, e sim, na falta de formação dos professores e na
falta de tempo para conhecer e testar os aplicativos. Desta forma, não é correto
simplesmente abandonar o uso das tecnologias por falta de atualização dos profissionais e
precariedade dos laboratórios, e sim, desenvolver encontros de formação de professores
que possibilitem discutir os pontos que mais lhes causam insegurança frente ao uso das
tecnologias, proporcionando a troca de ideias e sugestões que busquem sanar as eventuais
dificuldades.
        Cabe também aos responsáveis pelas secretarias de educação desenvolver políticas
de aperfeiçoamento de profissionais e laboratórios com softwares educativos, assim como,
divulgar os repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC. Da mesma
forma, elaborar oficinas que propiciem ao professor conhecer e testar os aplicativos, tirar
dúvidas sobre a utilização dos mesmos contribuindo que aprimorem sua prática educativa
desenvolvendo aulas criativas.
       A escola de Educação Infantil está desafiada a desenvolver a acessibilidade das
tecnologias. Frente a essa situação, o professor enfrenta o desafio não apenas atualizar se e
incorporar as novas tecnologias da informação no cotidiano escolar, mas também, ser
crítico frente à infinidade de recursos disponíveis, optando por aqueles que melhor se
ajustam com as propostas pedagógicas que ele destinou à sua atividade de ensino
conjuntando os interesses dos alunos. Desta forma o educador deixa transparecer com
clareza que está qualificado as transformações que ocorre ao seu redor.


                                         REFERÊNCIAS

BRASIL, LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996.


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Porto Alegre, Ano XI, N° 44, p.8-11, Nov 2007/Jan 2008.


DEMO, Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. 2°. Ed. Rio de
Janeiro: Vozes, 2004.


DIDONET, V. Coerência entre educação e finalidades da educação infantil. Pátio
Educação Infantil, v. 6, n. 10, 2006.


FLEISCHMANN, Lezi Jacques. Crianças no computador: desenvolvendo a expressão.
Porto Alegre: Mediação, 2001.
FROÉS, J. A tecnologia na vida cotidiana: importância e evolução sócio- histórica. Rio
de Janeiro: 1994.


GALLO, Simone Andrea D’Ávila. Informática na educação infantil: tesouro ou ouro
de                tolo?               2000,              Disponível               em
http://www.anped.org.br/reunioes/25/excedentes25/simoneandreagallot07.rtf. Acesso em
12 de agosto de 2010.


GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009.


OLIVEIRA, Z. M. R. Educação infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez,
2002.


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Computador nas Escolas de Educação Infantil E Ensino Fundamental, 2002,
Disponível   em     http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/595861.html
Acesso em: 20 de agosto de 2010.


POCHO, Claudia Lopes. Tecnologia Educacional: descubra suas possibilidades na sala
de aula. 3. Ed. Revista e atualizada. Petrópolis, RJ. Janeiro: Vozes, 2009.


RAMAL, Andrea; BUFFARA, Paula. Muito além do quadro-negro. Pátio- Revista
Pedagógica. Porto Alegre, Ano XI, Nº44, p. 24-27, Nov 2007/Jan 2008.


RODRIGUES, Alves, Aline, Paloma. Novas ferramentas pedagógicas digitais para
auxiliar os professores no processo de ensino-aprendizagem. Novas Tecnologias na
Educação.     CINTED – UFRGS.V.7,              Nº, Dezembro, 2009. Disponível em:
http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/11a_palomaalinne.pdf. Acesso em: 22
de setembro de 2010.


TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: Novas ferramentas pedagógicas
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SANCHO, Juana M. Para uma tecnologia educacional. Porto Alegre: ArMed, 1998.


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http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/4b_rafael.pdf. Acesso em: 22 de
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Alegre, Ano XI, N° 44, p. 12-15, Nov 2007/Jan 2008.

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Três de Maio - Solange Backes

  • 1. Pólo: Três de Maio Disciplina: Elaboração de Artigo Científico Professor(a) Orientador(a): Dr. Roseclea Duarte Mediana A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Solange Backes1 Roseclea Duarte Medina (Orientadora) RESUMO Este estudo tem como objetivo refletir sobre a importância e necessidade da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Infantil, verificando as ferramentas tecnológicas que o professor mais utiliza e as dificuldades que encontra ao fazer uso destas tecnologias. Para analisar o uso das tecnologias na educação foram realizados questionamentos junto as professoras da Escola Municipal de Educação Infantil Professora Mathilde Ribas Martins, no município de Santo Ângelo. O estudo concluiu que os docentes consideraram o uso das tecnologias uma ferramenta educacional que contribui para o desenvolvimento de atividades significativas que possibilitam ao educando ampliar seu conhecimento e desenvolver habilidades cognitivas. Porém, contrapõem quando alegam a falta de atualização dos profissionais e a precariedade dos laboratórios, principalmente em se tratando de escolas públicas. Palavras-Chave: Ferramentas Tecnológicas. Educação Infantil. Atividades Pedagógicas. Aprendizagem. 1 Funcionária Pública Escola Municipal de Educação Infantil Professora Mathilde Ribas Martins/Santo Ângelo Graduada em Letras - Espanhol Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões E mail: solabackes@yahoo.com.br
  • 2. ABSTRACT This study aims to reflect on the importance and necessity of the use of Information and Communication in Junior High School, verifying the technological tools that teachers use most and the difficulties encountered in making use of them. To examine the use of technology in education were made inquiries with the teachers of the Professor Mathilde Ribas Martins School, in Santo Angelo. The study concluded that teachers considered the use of technology an educational tool that contributes to the development of meaningful activities that enable learners to broaden their knowledge and develop skills. But when they claim to oppose the lack of updating of the professionals and the precariousness of the laboratories, especially when it comes to public schools. Keywords: Technology Tools. Junior High School, Pedagogical Activities. Learning. 1 INTRODUÇÃO A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade, “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.” (LDBEN 9394/96, Art.29). Desta forma, um dos questionamentos mais frequentes neste meio educacional é a utilização das tecnologias no desenvolvimento de atividades pedagógicas, considerando a aprendizagem e curiosidade das crianças. As últimas décadas têm sido marcadas pela aceleração no processo de desenvolvimento das tecnologias na escola, e a Educação Infantil não pode ficar alheia a este fato. A utilização de recursos tecnológicos na escola de Educação Infantil é de suma importância, já que estas tecnologias são ferramentas valiosas no processo ensino aprendizagem. Destaca-se que os recursos tecnológicos estão fazendo parte do cotidiano das crianças, sendo necessário também seu uso no ponto de vista educacional, possibilitando ao educando ter acesso a imagens e animações que não são encontradas em material impresso. Em sua pesquisa Silva Filho (2000) aborda a temática do uso pedagógico da informática na Educação Infantil, deixando claro que o uso das tecnologias pode ser bastante produtivo para desenvolver a capacidade de pensar e encontrar soluções. Conforme Valente (2009) as tecnologias da informação e comunicação apresentam diversas possibilidades as crianças, permitindo que sejam autoras e produtoras do conhecimento, assim como, possibilitam disponibilizar e divulgar suas produções,
  • 3. desenhos em portais, desenvolvendo competências e habilidades como parte de seu desenvolvimento integral. Desta forma, esta pesquisa tem como preocupação analisar a importância e a necessidade da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na Educação Infantil, assim como, verificar as ferramentas tecnológicas que o professor mais utiliza como recurso pedagógico no processo de aprendizagem enfatizando as dificuldades que encontra ao fazer uso destas tecnologias. 2 USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Hodiernamente, numa sociedade que acompanha a constante mudança no campo tecnológico, o campo educacional necessita também ser inovado. Assim como a tecnologia para uso do homem expande suas capacidades, a presença dela na sala de aula amplia seu horizonte e seu alcance em direção da realidade. (PONCHO, 2009, p.7). Consequentemente esta inovação necessita a mudança de atitude do professor que precisa adaptar seu trabalho às demandas sociais. As inovações no campo do saber, do ser e da tecnologia reforçam a importância da instituição escolar na sociedade e ditam um novo caráter à educação. Diante desta realidade os recursos tecnológicos podem ser utilizados e são de grande contribuição na Educação Infantil, porém, quanto menores os alunos mais práticas e lúdicas precisam ser as situações para que eles possam perceber sua importância e alcançar os objetivos. Se é importante o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida em um mundo que incorpora as tecnologias digitais, nada mais sensato do que iniciar esse processo de aprendizagem na Educação Infantil. (VALENTE, 2009, p.29). O pesquisador Fleischmann (2001) desenvolveu um estudo com crianças da Educação Infantil com interações e atividades extraclasse, as quais investigavam as expressões gráficas no computador e atitudes das crianças, analisando seu desenvolvimento e aprendizagem. Inicialmente o pesquisador avaliou o desenvolvimento motor, devido a necessidade de segurar e controlar o mouse, sendo necessário que a criança controle seus movimentos desafiando sua coordenação motora. A interação com a ferramenta computador através da
  • 4. expressão gráfica e a troca de experiências entre as crianças possibilitou observar formas, cores, figuras, letras, palavras, enredo de histórias, desenvolvendo a inteligência. O uso do computador em atividades na Educação Infantil possibilita a criança apresentar e testar hipóteses para a solução de problemas, e assim desenvolver sua aprendizagem. “... No ambiente de desenho informatizado, existe a possibilidade de experimentação das hipóteses... o que lhe permite partir para uma nova experimentação.” (FLEISCHMANN, 2001, p. 80-81). Concluindo sua pesquisa, Fleischmam (2001) aborda que a criatividade permeia a expressão gráfica infantil e tem nos recursos tecnológicos uma ferramenta que possibilita uma expressão gráfica diferenciada, com características específicas - ação de criar e recriar. Possibilita também à criança criar seus próprios jogos, inventando suas regras, procurar suas soluções, desenvolvendo sua autonomia. O professor Silva Filho (2000) desenvolveu uma pesquisa para compreender as possibilidades pedagógicas da informática na Educação Infantil. Para desenvolver seu estudo, observou as crianças no laboratório de informática e avaliou a forma de atuação dos professores criando um grupo de formação. Durantes as sessões o autor observou a integração das crianças na busca de soluções frente às dificuldades encontradas, demonstrando que o computador encoraja a interação social. Este fato desenvolve na criança a habilidade de resolver problemas desenvolvendo novas formas de pensar. O autor argumenta ainda que a utilização dos recursos deve ser ponderada, enfatizando que todas as outras possibilidades que estão à disposição dos professores devem exploradas também. Ao instaurar um grupo de formação de professores Silva Filho (2000) percebeu que a experiência do uso das tecnologias na Educação Infantil era quase nula. Nos debates desencadeados com o grupo foi concluído que é essencial ao professor a busca da autonomia para assim, formar cidadãos críticos e capazes de reinventar as soluções exigidas pela sociedade. Sendo necessário o processo de capacitação do docente para lidar com situações novas, propiciando vivências coletivas de práticas educacionais. A partir desta capacitação e familiarização com as tecnologias por parte dos professores, os recursos tecnológicos disponíveis podem incrementar e tornar as aulas de Educação Infantil mais significativas e prazerosas, utilizando ferramentas além do caderno e livro.
  • 5. 3 O PROFESSOR FRENTE AO USO DAS TECNOLOGIAS Durante muitas décadas o professor teve seu trabalho centrado na transmissão de conteúdos aleatórios ao contexto social e político. Hoje, porém, o foco educacional é outro. “Na era da interatividade, insistir na didática do transmissor-receptor é inútil.” (RAMAL; BAFFARA, 2008, p. 24). Os recursos tecnológicos passam a ser subsídios para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, afetivas e psicomotoras fundamentais para a aquisição de competências, as quais são indiscutivelmente necessárias ao cidadão. Segundo Valente (2009) o reconhecimento de que a escola tem um papel importante no desenvolvimento de competências que facilitem ao indivíduo utilizar as tecnologias é um desafio, implicando que professores e alunos tenham maior familiaridade com estes recursos. Não se tratando de substituir atividades tradicionais, mas em explorar os recursos para suprir dificuldades encontradas. As mudanças nos modos de ensinar e aprender devem ser analisados pelos professores de uma forma mais ampla. Para por em prática o uso das tecnologias e desenvolver novos rumos na educação, o educador deve aprimorar sua práxis docente. Para Ramal e Buffara (2008) cabe ao professor um novo papel: o de planejar estratégias que permitam ao aluno entender de forma autônoma e integrada os próprios caminhos do conhecimento. O novo educador vem configurando-se como um mediador entre sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido. Ele é capaz de dialogar com novas equipes de trabalho e principalmente, de reinventar o espaço da aprendizagem, com novos recursos e metodologias. (RAMAL; BUFFARA, 2008, p.24). Considerado como mediador do processo educacional, o professor, precisa ser capaz de analisar, refletir e produzir conhecimento interagindo com seus alunos buscando aperfeiçoar sua prática, rompendo a insegurança diante da possibilidade de aceitação do trabalho pedagógico ser organizado a partir do auxílio de instrumentos tecnológicos avançados. Sendo necessária a atualização e apropriação do uso das tecnologias, não somente para contentar o sistema educacional no qual está inserido, mas sim, para o seu próprio crescimento pessoal e profissional. ... o processo de ensino aprendizagem deve incorporar cada vez mais o uso das tecnologias digitais para que os alunos e os educadores possam manipular e aprender a ler, escrever e expressar-se usando essas novas modalidades e meios de comunicação, procurando atingir o nível de letramento “forte” . (VALENTE, 2008, p. 14).
  • 6. Ramal e Buffara (2008) observam que as tecnologias a serviço da educação podem prestar bons serviços, exemplificam o acesso rápido e gratuito a materiais de audiovisual, com a exibição de vídeos como material complementar ao conteúdo utilizando o ambiente You Tube2·, dessa forma, o professor pode propor diversos tipos de associações com o conteúdo possibilitando abordagens interdisciplinares. O professor ao utilizar vídeos educativos do You Tube e outros repositórios, por exemplo, pode discutir um trecho dos contos de fadas (literatura infantil) analisando os costumes culturais, fazendo um paralelo com os costumes apresentados no conto e os da vida atual. Outra sugestão é analisar as diferentes formas de animação do conto contrastando com o conto original. Sendo possível também, criar um grupo de teatro que ao se apresentar pode ser filmado e lançado no You Tube para que familiares e amigos possam visualizar o trabalho estimulando o educando. “Os exercícios de filmagem podem ser realizados também para que os próprios alunos possam se observar e se analisar.” (SANCHO, 1998, p.174). Como possibilidade do uso das novas mídias e tecnologias a serviço do ensino Ramal e Buffara (2008) apresentam a construção e o compartilhamento do conhecimento através da ferramenta blog3, promovendo o auto conhecimento, realizando o intercâmbio de visões de mundo. Na Educação Infantil esse blog poderia ser criado pelo professor com a contribuição da turma apresentando os registros e as atividades desenvolvidas em sala se aula, possibilitando ao aluno e família o acesso para contribuir com ideias e sugestões sobre atividades e assuntos pertinentes. Fleischmann (2001) ressalta a utilização de programas (Paint entre outros) que possibilitem a expressão gráfica dos alunos desenvolvendo a autonomia e descoberta permitindo a integração e cooperação dos alunos. O uso de softwares educacionais e jogos educativos são exemplificados por Tayra (2001) os quais permitem ao professor buscar os que mais se adaptam à sua proposta de ensino sendo uma excelente estratégia para facilitar a aprendizagem. O jogo é apontado por Savi (2008) como uma das principais formas de acesso ao mundo das tecnologias para as crianças, pois geralmente o primeiro contato ocorre por 2 http://www.youtube.com/movies 3 https://www.blogger.com/start?hl=pt-BR
  • 7. meio do vídeo game e promove o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, aprendizado por descoberta, experiência de novas identidades e socialização. Savi (2008) enfatiza que existem jogos que promovem ensinamentos básicos sobre linguagem e lógica para crianças contribuindo que os alunos comecem a utilizar o computador e desenvolvam a coordenação com o uso do mouse e teclado. Como exemplos de jogos simples que abordam reconhecimento de letras, números, desafios de lógica e memórias, o autor aponta o programa Gcompis4, e os portais na Web: IGuinho5 e 6 Discovery Kids . O Banco Internacional de Objetos Educacionais7 (BIOE) é mais um recurso digital que está disponível ao professor, com objetos de aprendizagem que contemplam a Educação Infantil. Para Rodrigues (2009) o BIOE possui por objetivo manter e disponibilizar diversos recursos pedagógicos digitais, em diferentes formatos e de livre acesso para toda a comunidade educacional, visando maximizar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, possibilitando complementar os conteúdos abordados em sala de aula. O Portal do Professor8 é outro repositório educacional citado por Rodrigues (2009) sendo este igualmente ao BIOE disponibilizado pelo MEC. O Portal visa auxiliar o professor no processo de ensino por meio das tecnologias da Informação e Comunicação, possuindo diferentes ferramentas educacionais direcionadas ao docente. Todos estes recursos possibilitam a interação entre aluno e as novas tecnologias, focando a Educação infantil, visando desenvolver no aluno a capacidade de compreender o conteúdo e estabelecer relações, assim como, desenvolver a capacidade motora e cognitiva estimulando a busca de soluções desenvolvendo um cidadão crítico e criativo. 4 METODOLOGIA A pesquisa foi realizada com 10 professoras da Escola Municipal de Educação Infantil Professora Mathilde Ribas Martins, do município de Santo Ângelo, com o objetivo de analisar importância e necessidade da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Infantil, verificando as ferramentas tecnológicas que o 4 http://gcompris.net/-pt-br- 5 http://iguinho.ig.com.br/ 6 http://www.discoverykidsbrasil.com/jogos/ 7 http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/ 8 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html
  • 8. professor mais utiliza e as dificuldades que encontra ao fazer uso destas, assim como, verificar as contribuições na aprendizagem dos alunos. Para alcançar o objetivo foi desenvolvido um questionário com 9 perguntas abertas que possibilitaram respostas dissertativas com intuito de coletar informações abordando o uso das tecnologias na Educação Infantil. Após foi interpretada e numerada a repetição de todas as frequências observadas nas questões. Este estudo é descritivo, pois buscou observar fenômenos, realizando uma descrição, tabulação e interpretação dos mesmos. Gil (2009) aponta que a pesquisa descritiva tem como objetivo descrever as características de uma população ou estabelecer relações entre as variáveis. 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS Quando questionados frente à importância e necessidade do uso das tecnologias no desenvolvimento de atividades pedagógicas na Educação infantil os professores apresentaram respostas conforme Figura 1. Em se tratando de Educação infantil, existe a importância ou necessidade do uso das tecnologias no desenvolvimento de atividades pedagógicas? Justifique. 10% Sim 90% Não Figura 1 - Importância do uso das tecnologias Ao analisar as respostas percebemos que 90% dos professores avaliam que é importante e necessário o uso das tecnologias na Educação Infantil. Somente 10% acreditam que este recurso não é importante para o desenvolvimento da aprendizagem, alegando a falta de laboratórios e formação dos professores, argumentando ser importante o uso dos recursos pedagógicos tradicionais.
  • 9. Ao justificarem a importância da utilização, trouxeram respostas como: Para enriquecer o aprendizado, trabalhar com novas possibilidades proporcionando atividades variadas, aprimorando o conhecimento, imaginação e criatividade. Salientando que a escola deve acompanhar a evolução tecnológica, pois as crianças possuem brinquedos eletrônicos e contato com as tecnologias em sua casa. Nas respostas abaixo se constatam alguns destes significados: “Certamente que sim. Num mundo em que as tecnologias evoluem de forma muito rápida, mesmo na Educação Infantil existe a necessidade do uso das mesmas. Ter contato com estas ferramentas contribuem para tornar-se um cidadão crítico autônomo e principalmente capaz de tomar suas decisões.” P. 03 “Sim, pois através deste meio que a criança entra em contato com o mundo lá fora, aprimora seus conhecimentos, desenvolvendo sua imaginação e criatividade.” P.10 Após analisar as justificativas percebe-se que a maioria dos professores de Educação Infantil reage de forma positiva ao uso das tecnologias, avaliando-as necessárias nesta etapa da educação. Valente (2009) afirma que as tecnologias digitais devem ser incorporadas no processo de aprendizagem, sendo sensato iniciar na Educação Infantil, pois estas fazem parte do dia-a-dia das crianças, inclusive os brinquedos estão baseados nessas tecnologias. Isso implica que alunos e professores devam ter familiaridade com estes novos recursos. A Figura 2 apresenta as contribuições dos aplicativos e softwares no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos na Educação Infantil. Os professores trouxeram em suas respostas referências como: concentração, raciocínio, curiosidade, complemento de atividades pedagógicas. De que forma os aplicativos e softwares podem contribuir na aprendizagem dos alunos na Educação Infantil? Concentração, raciocínio e imaginação. 30% 10% Desenvolvimento de habilidades e competências 10% 50% cognitivas e motoras. Não possui conhecimento do assunto. Contribuem para complementar as atividades pedagógicas, sendo motivadoras da aprendizagem. Figura 2 – Aplicativos e softwares
  • 10. Nas contribuições dos professores, 10% enfatizaram que aplicativos e softwares podem contribuir no desenvolvimento da concentração, raciocínio e imaginação, 10 % não possuem conhecimento do assunto alegando a falta de formação. Já 50% abordaram o desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas e motoras. E, 30% salientaram que os aplicativos podem contribuir na complementação das atividades pedagógicas, sendo motivadoras da aprendizagem. Nas respostas abaixo se constatam alguns destes significados. “Como um complemento das atividades, tornando a aprendizagem mais motivada e prazerosa, fazendo com que o aluno interaja com ferramentas diversificadas e de seu interesse.” P. 7 “Através destes, tornam-se mais ativos e com maior interesse nas atividades propostas pelo professor, desenvolvendo habilidades e competências que não podem ser desenvolvidas sem estes aplicativos e softwares, possibilitando que o aluno ser autor e produtor do seu conhecimento.” P. 3 Buckingham (2008) concorda com as contribuições dos professores acima citadas, pois enfatiza que a tecnologia está transformando a educação, oferecendo novas maneiras de motivar os aprendizes, oportunizando a criatividade e imaginação. Salienta ainda, que as crianças já fazem uso destas tecnologias em casa para se divertir, sendo necessário seu uso também na aprendizagem escolar. Valente (2009) contribui quando diz que o desenvolvimento de competências e habilidades no aspecto cognitivo podem ser desenvolvidas incorporando as tecnologias. Utiliza como exemplo a literatura, na qual diversos estudos demonstram que as tecnologias digitais permitem a expansão da comunicação e expressão, criando novas alternativas para a leitura e escrita. Vale observar que a utilização de aplicativos e recursos tecnológicos em sala de aula é uma excelente estratégia, conforme respostas apresentadas pelas professoras possibilitam o desenvolvimento cognitivo, desenvolvendo competências que envolvem construção da personalidade, desenvolvendo a criatividade, criticidade, concentração e imaginação. As competências que o professor precisa desenvolver para fazer bom uso das tecnologias na Educação Infantil são observadas na Figura 3.
  • 11. Que competências o professor precisa desenvolver para fazer bom uso das tecnologias na Educação Infantil? Mediador, pesquisador, observador e criativo. 30% 20% Conhecedor das tecnologias e possuir 50% objetivos definidos para a realização das atividades. Ser qualificado e estar em constante atualização. Figura 3 – Competências do professor De acordo com as respostas 50% dos professores argumentam que o professor precisa ser conhecedor do uso apropriado das tecnologias e possuir objetivos definidos para a realização das atividades, enquanto 30% atribuem como competência necessária a qualificação e constante atualização. Porém 20% alegam que o professor precisa ser mediador, pesquisador sendo observador e criativo no desenvolvimento de suas aulas. Abaixo se constatam alguns destes significados. “Para que as atividades desenvolvidas sejam significativas às crianças, torna-se necessário primeiramente que o educador tenha conhecimento das tecnologias, em seguida defina objetivos, trabalhando de forma que alie teoria e prática.” P.03 “O professor precisa atualizar-se e se apropriar do uso das tecnologias para assim, desenvolver um trabalho dinâmico, interessante e produtivo.” P. 05 Desta forma, o conhecimento sobre o manejo adequado das tecnologias é citado pela maioria dos professores, para assim, definir objetivos e desenvolver aulas significativas. Neste sentido, destacam-se alguns aspectos que configuram o perfil do “professor do futuro” segundo Demo (2004): - capacidade de pesquisa, para corresponder desde logo ao desafio construtivo de conhecimento; - ser formulador de proposta própria; - fazer da prática trajetória de reconstrução do conhecimento; - formação e atualização permanente; - manejo da instrumentalização eletrônica e tecnológica (...). Ramal e Buffara (2008) constatam que o professor precisa estar “antenado” estando em constante atualização, pesquisando e reinventando o espaço da aprendizagem. A Figura 4 apresenta as ferramentas tecnológicas utilizadas no desenvolvimento de atividades pedagógicas.
  • 12. Quais são os instrumentos tecnológicos que você faz uso no desenvolvimento de atividades pedagógicas? Com que freqüência utiliza? TV, DVD, CD, rádio, câmera digital. 30% 70% TV, DVD, CD, rádio, câmera digital e computador na escola. Recursos como computador conectado a internet em casa. Figura 4- Instrumentos tecnológicos Em suas contribuições os professores enfatizaram em 100% de suas respostas o uso frequente, pelo menos duas vezes por semana de TV, rádio, DVD, Cd e Câmera Digital. Porém, 70% utilizam além destes recursos o computador conectado a internet em casa para criar aulas atrativas. “Faço frequentemente o uso do computador em casa para fazer pesquisas e desenvolver aulas mais significativas. Os instrumentos que utilizo com muita freqüência na escola são TV, Rádio, DVD, CD, com material informativo ou de animação.” P.1 “Utilizo TV, DVD, CD e câmera digital com produção de vídeos com os alunos e às vezes imagens no computador.” P.6 A partir das respostas acima descritas os professores utilizam o computador conectado à internet como fonte de pesquisa e elaboração das aulas, não fazendo uso no desenvolvimento, devido à falta destes recursos na escola. Porém, utilizam câmera digital para produzir vídeos e assim desenvolver aulas com material de apoio de sua autoria. As mídias (DVD, CD, VCD) segundo Poncho (2009) oferecem uma série de vantagens permitindo a repetição, facilitando o entendimento de situações abstratas, podendo conter programas didáticos ou filmes para entretenimento. O autor ressalta a importância da produção de vídeos com a participação das crianças, para fortalecer ou modificar atitudes, comunicar informações, entre outros. Silva Filho (2000) ressalta que o uso das tecnologias como recurso pedagógico no desenvolvimento das aulas na Educação Infantil é quase inexistente. E este fato é comprovado pelos dados acima. Os professores têm contato com as tecnologias quando planejam suas aulas, porém a maioria esmagadora dos profissionais tem pouco ou nenhum contato com a informática como recurso pedagógico durante a realização das aulas.
  • 13. A figura 5 aborda os métodos utilizados ao avaliar um objeto de aprendizagem. Que métodos utilizas ao avaliar um objeto de aprendizagem ( ou um software ou jogo educacional)? Analisar se o objeto contribui para 30% atingir os objetivos propostos. 70% Verificar a faixa etária e o interesse dos alunos e se está de acordo com os conteúdos desenvolvidos. Figura 5 – Avaliação do objeto de aprendizagem Neste contexto, 30% dos profissionais enfatizaram analisar se o objeto contribui na aprendizagem possibilitando atingir os objetivos propostos. 70% dos docentes salientaram o interesse dos alunos e a faixa etária, verificando se o objeto está de acordo com o conteúdo desenvolvido. “Verifico se está de acordo com o que vou trabalhar e também se vai de encontro a faixa etária”. P.7 “Verificar se é adequado à idade, conhecer bem os recursos, não “acelerando” o ritmo natural da criança ”. P.10 Nas respostas acima se percebe que o professor ao utilizar tecnologias independentes como objetos para desenvolver aprendizagem, avaliam a faixa etária e se o objeto é do interesse do aluno. Por se tratar de alunos de Educação Infantil é de suma importância analisar a faixa etária para não “acelerar” o ritmo do aprendizado, deixando lacunas no desenvolvimento da criança, desta forma, os professores justificam o método de avaliação utilizado. Porém, também verificam se o objeto possibilita atingir os objetivos propostos. Valente (2008) afirma que o professor precisa conhecer a capacidade e interesse de cada criança para poder adequar o conteúdo e as estratégias a serem utilizadas de acordo com a idade e desenvolvimento. Sendo necessário incluir os professores nos processos de formação, a fim de possibilitar a inclusão das crianças nesse complexo mundo da tecnologia digital.
  • 14. Frente às dificuldades do uso das tecnologias enfrentadas pelo professor, a falta de formação e atualização foi o ícone mais destacado, juntamente com a falta de laboratórios de acordo com a Figura 6. Que dificuldades você, professor, encontra ao fazer uso das tecnologias da comunicação e informação na Educação Infantil? (A dificuldade está no aluno? Está na falta de tempo do professor para testar os aplicativ e planejar sua utilização? Falta de formação e atualização do professor, associada a falta de tempo para testar aplicativos 40% educacionais. 50% Falta de laboratórios com recursos atualizados. 10% Ambas as respostas acima citadas. Figura 6- Dificuldades no uso das tecnologias na Educação Infantil Ao analisar as respostas dos professores 50% enfatizaram que a dificuldade está na falta de formação e atualização do professor em conjunto com a precariedade dos laboratórios. Somente 10% alegaram a falta de laboratórios com recursos atualizados e 40% citaram somente a falta de formação associada à falta de tempo para testar aplicativos educativos. A seguir, respostas apresentadas pelos professores. “Está na falta de tempo do professor e na falta de formação do mesmo. Também na falta de laboratórios conectados a internet.” P.10 “Principalmente na falta de formação/atualização do professor e a precariedade do laboratório e falta de conexão a internet restrita o aproveitamento do computador e dos recursos educacionais disponibilizados.” P.1 Nenhuma das respostas cita o aluno como dificuldade no uso das tecnologias na Educação Infantil. Desta forma, as maiores dificuldades estão na falta de atualização dos professores, seguidas da precariedade dos laboratórios de informática. Valente (2008) argumenta que a preparação e atualização dos professores é um grande desafio para a educação. A integração das tecnologias e dos respectivos profissionais deve ser incentivada e fomentada por meio de atividades de formação. Este aperfeiçoamento certamente constituirá em novos avanços no campo educacional. Quanto às ferramentas tecnológicas disponíveis na escola foram citadas as mídias analógicas, rádio, TV, computadores sem conexão a internet e impressoras, caixas
  • 15. acústicas, câmera digital. A Figura 7 apresenta as sugestões dos professores quanto ao uso das tecnologias na Educação Infantil. Quais ferramentas tecnológicas a Escola possui e qual sua sugestão frente ao uso das tecnologias pela escola de Educação Infantil? Laboratório com conexão a internet e profissionais capacitados para avaliar os aplicativos e assim 30% 30% conhecer atividades diferenciadas. Utilizaçãode forma mais criativa das ferramentas disponíveis. Como a criação de vídeos com a 40% participação dos alunos e histórias colaborativas. Uso de jogos educativos para desenvolver a aprendizagem de forma lúdica. Figura 7- Sugestões para o uso das tecnologias Os dados acima demonstram que 30% sugerem a conexão a internet e capacitação dos profissionais como possibilidade de conhecer mais ferramentas e desenvolver aulas diferenciadas. 30% enfatizaram os jogos educativos como sugestão para desenvolver a aprendizagem de forma lúdica. No entanto 40% dos professores sugerem o uso mais criativo dos recursos já disponíveis, salientando que a reduzida oferta de tecnologias não pode deixar em desvantagem o aluno. Desta forma, a exploração de vídeos feitos pelo professor com a participação dos alunos é uma ferramenta importante, ou até mesmo a produção filmagens com explicação de conteúdos de forma diferenciada utilizando objetos que fazem parte do cotidiano da criança. A produção de textos colaborativos e após apresentação em Power Point com figuras pode deixar o texto mais interessante. Nas respostas abaixo se constatam alguns destes significados. “Laboratórios conectados a internet, se faz necessário profissionais capacitados para avaliar os aplicativos e conhecer mais possibilidades”. P. 7 “Sugiro explorar mais os recursos disponíveis com a criação de vídeos e histórias colaborativas que podem ser apresentadas em Power Point ou gravados em DVD”. P.10 Ramal e Buffara (2008) em suas colocações alertam aos responsáveis pelas políticas públicas das áreas de educação e tecnologias quando ressaltam que a evolução concreta do ensino brasileiro depende da modernização das escolas, da disponibilização de
  • 16. equipamentos e redes para os estudantes, bem como de uma qualificação dos professores e a troca de experiências possibilitando o uso das tecnologias existentes. A utilização e conhecimento de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC, como o RIVED9 e o BIOE10, são apresentados na Figura 8. Você conhece/utiliza alguns repositórios de recursos educacionais que o MEC disponibiliza, como o RIVED e o BIOE (Banco Internacional de Objetos Educacionais) ou outro qualquer? Caso sim, qual? E COMO utiliza? Conhece e utiliza como fonte de pesquisa. 30% 70% Não conhece. Figura 8- Repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC. Nos resultados obtidos, 70% dos profissionais não conhecem os repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC e 30% conhecem e utilizam como fonte de estudo e pesquisa, não podendo utilizar com os alunos devido à falta de conexão a internet na escola. “Conheço os programas citados. Domínio Público como fonte de pesquisa.” P.3 “Não.” P.2 Ao analisar as respostas, fica clara a falta de conhecimento dos professores frente aos repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC. Esta constatação nos leva a crer que estes recursos são pouco divulgados pelos órgãos competentes. Este fato também revela a falta de pesquisa, interesse e desatualização dos professores. Valente (2009) salienta que é necessário o professor entender as especificidades dos meios tecnológicos para usá-los adequadamente como recurso didático no desenvolvimento de suas aulas. Existem vários recursos disponibilizados pelo MEC, como por exemplo: Portal do Professor11, que possibilita acesso ao Espaço da Aula, Jornal do Professor, Recursos Educacionais (acessar e baixar recursos multimídias), Cursos e Materiais, entre outros, o 9 http://rived.mec.gov.br/ 10 http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/ 11 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html
  • 17. portal tem como objetivo apoiar os processos de formação dos professores brasileiros e enriquecer a sua prática pedagógica. Outro exemplo é a TV Escola12, que é o canal da educação, sendo uma ferramenta pedagógica disponível ao professor para complementar sua própria formação e inovar a prática em sala de aula. A Figura 9 apresenta a forma de avaliação da aprendizagem dos alunos decorrente da utilização de ferramentas tecnológicas pelos professores da Educação Infantil. Quando utiliza uma ferramenta tecnológica ( objeto de aprendizagem, software o jogo educacional) como você avalia o aprendizado decorrente da utilização deste recurso (ou seja, o impacto/alteração na estrutura cognitiva do aluno)? Com provas? Atividades? Atividades pedagógicas, lúdicas e observação. 40% 40% Participação e interesse. 20% Através de registros, questionamentos e brincadeiras relacionadas. Figura 9 – Avaliação da aprendizagem No que se refere à forma de avaliar a aprendizagem decorrente da utilização de recursos tecnológicos, 40% dos professores realizam atividades pedagógicas e lúdicas em sala de aula, para possibilitar a observação do desenvolvimento cognitivo do aluno. 20% avaliam a participação e o interesse dos alunos durante a utilização do recurso tecnológico e 40% fazem esta avaliação através de registros, questionamentos e brincadeiras relacionadas analisando se o recurso possibilitou aprendizagem, atingido assim o objetivo proposto. “Utilizo a observação com relação ao interesse do aluno, participação.” P. 2 “Através de atividades, pois as crianças são muito pequenas para a realização de provas, desta forma, procuramos fazer brincadeiras em que se possa avaliar o que a criança aprendeu.” P. 4 Didonet (2006) afirma que o modelo de avaliação escolhido deve estar estreitamente articulado com os objetivos que se quer alcançar, ou seja, a coerência entre 12 http://tvescola.mec.gov.br/
  • 18. avaliação e finalidades da Educação Infantil é imprescindível, uma vez que se busca a formação com base nas práticas. Para Oliveira (2002) a avaliação infantil implica em detectar mudanças das competências das crianças, sendo o espaço da Educação Infantil um campo de investigação e não de julgamento. Contudo, cada professor possui forma individual em avaliar o aluno. Porém, na Educação Infantil a forma mais fácil e concreta de analisar a aprendizagem é através de atividades lúdicas que permitem a liberdade e criatividade do aluno. 6 CONCLUSÃO Os meios digitais são um fato inevitável da vida moderna. E na Educação Infantil também é necessário fazer uso destes meios, a utilização está relacionada com o desenvolvimento cognitivo, possibilitando que o aluno passe a ser autor e produtor do seu conhecimento. Com a intenção de o aluno ser autor do seu conhecimento, o professor possui o papel de mantê-lo motivado neste ambiente, deve-se utilizar de recursos que diversifiquem a prática pedagógica, integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar, contemplando as exigências de uma sociedade diversificada e plural. Frente aos resultados apresentados neste trabalho, percebe-se que o uso das TICs na Educação Infantil, é uma perspectiva de que as crianças que são seduzidas pelos jogos digitais e filmes interativos e permanecem horas empenhados nos desafios destas mídias, desenvolvam o interesse e conhecimento de ambientes e jogos educativos, possibilitando aproveitar o tempo em atividades pedagógicas e educativas, que além de divertir proporcionam a aprendizagem. Vale ressaltar que a pesquisa elucidou que o professor está motivado a fazer uso das tecnologias na Educação Infantil, pois estas ferramentas propiciam aos alunos uma nova forma de aprender, enriquecendo as aulas, oferecendo muitas opções de ampliação de conhecimentos, bem como, possibilitam desenvolver nos alunos habilidades, potencialidades, reconstruindo conceitos e competências. Porém, observou-se também que a dificuldade do uso adequado dos recursos tecnológicos não está centrada no aluno, e sim, na falta de formação dos professores e na falta de tempo para conhecer e testar os aplicativos. Desta forma, não é correto
  • 19. simplesmente abandonar o uso das tecnologias por falta de atualização dos profissionais e precariedade dos laboratórios, e sim, desenvolver encontros de formação de professores que possibilitem discutir os pontos que mais lhes causam insegurança frente ao uso das tecnologias, proporcionando a troca de ideias e sugestões que busquem sanar as eventuais dificuldades. Cabe também aos responsáveis pelas secretarias de educação desenvolver políticas de aperfeiçoamento de profissionais e laboratórios com softwares educativos, assim como, divulgar os repositórios de recursos educacionais disponibilizados pelo MEC. Da mesma forma, elaborar oficinas que propiciem ao professor conhecer e testar os aplicativos, tirar dúvidas sobre a utilização dos mesmos contribuindo que aprimorem sua prática educativa desenvolvendo aulas criativas. A escola de Educação Infantil está desafiada a desenvolver a acessibilidade das tecnologias. Frente a essa situação, o professor enfrenta o desafio não apenas atualizar se e incorporar as novas tecnologias da informação no cotidiano escolar, mas também, ser crítico frente à infinidade de recursos disponíveis, optando por aqueles que melhor se ajustam com as propostas pedagógicas que ele destinou à sua atividade de ensino conjuntando os interesses dos alunos. Desta forma o educador deixa transparecer com clareza que está qualificado as transformações que ocorre ao seu redor. REFERÊNCIAS BRASIL, LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. BUCKINGHAM, David. Aprendizagem e cultura digital. Pátio - Revista Pedagógica. Porto Alegre, Ano XI, N° 44, p.8-11, Nov 2007/Jan 2008. DEMO, Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. 2°. Ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2004. DIDONET, V. Coerência entre educação e finalidades da educação infantil. Pátio Educação Infantil, v. 6, n. 10, 2006. FLEISCHMANN, Lezi Jacques. Crianças no computador: desenvolvendo a expressão. Porto Alegre: Mediação, 2001.
  • 20. FROÉS, J. A tecnologia na vida cotidiana: importância e evolução sócio- histórica. Rio de Janeiro: 1994. GALLO, Simone Andrea D’Ávila. Informática na educação infantil: tesouro ou ouro de tolo? 2000, Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/25/excedentes25/simoneandreagallot07.rtf. Acesso em 12 de agosto de 2010. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009. OLIVEIRA, Z. M. R. Educação infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. PADUAN, Valéria santos. Informática na Educação Repensando O Uso do Computador nas Escolas de Educação Infantil E Ensino Fundamental, 2002, Disponível em http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/595861.html Acesso em: 20 de agosto de 2010. POCHO, Claudia Lopes. Tecnologia Educacional: descubra suas possibilidades na sala de aula. 3. Ed. Revista e atualizada. Petrópolis, RJ. Janeiro: Vozes, 2009. RAMAL, Andrea; BUFFARA, Paula. Muito além do quadro-negro. Pátio- Revista Pedagógica. Porto Alegre, Ano XI, Nº44, p. 24-27, Nov 2007/Jan 2008. RODRIGUES, Alves, Aline, Paloma. Novas ferramentas pedagógicas digitais para auxiliar os professores no processo de ensino-aprendizagem. Novas Tecnologias na Educação. CINTED – UFRGS.V.7, Nº, Dezembro, 2009. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/11a_palomaalinne.pdf. Acesso em: 22 de setembro de 2010. TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: Novas ferramentas pedagógicas para o professor da atualidade. 3ª Ed. Ver.,atual. E ampl.. São Paulo: Èrica, 2001. SANCHO, Juana M. Para uma tecnologia educacional. Porto Alegre: ArMed, 1998. SILVA FILHO, João Josué. Computadores: super-heróis ou vilões?: um estudo das possibilidades do uso pedagógico da informática na Educação Infantil. Florianópolis: UFSC, Núcleo de Publicações, 2000.
  • 21. SAVI, Rafael. Jogos digitais educacionais: Benefícios e desafios. Novas Tecnologias na Educação. CINTED – UFRGS. V. 6 , Nº 2, Dezembro, 2008. Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/4b_rafael.pdf. Acesso em: 22 de setembro de 2010. VALENTE, José Armando. A inclusão das tecnologias digitais na Educação Infantil. Pátio- Educação Infantil. Porto Alegre, Ano VI, N° 18, p. 29-32, Nov 2008/Jan 2009. _____. Tecnologias digitais: Diferentes letramentos. Pátio – Revista Pedagógica. Porto Alegre, Ano XI, N° 44, p. 12-15, Nov 2007/Jan 2008.