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Polo: Agudo – RS
Disciplina: Elaboração de Artigo Científico
Professor Orientador: Profª. Drª. Juliana Vizzotto
Data da defesa: 01 de dezembro de 2012
WebQuest – recurso pedagógico no ensino de geografia
WebQuest – educational resources in teaching of geography
SCALAMATO, Angelita Tomazetti.
Graduada em Licenciatura em Geografia pela Faculdade Imaculada Conceição/FIC e
Especialista em Interpretação de Imagens Orbitais e Sub Orbitais pela Universidade
Federal de Santa Maria, RS.
RESUMO
O presente trabalho reflete sobre as possibilidades de interação social ao usar
as tecnologias na escola, utilizando a internet como recurso pedagógico. O artigo
produzido visa a analisar a aplicabilidade da WebQuest nas aulas de geografia, em
uma turma de 2º Ano do Ensino Médio, no Colégio Tiradentes da Brigada Militar de
Santa Maria. A metodologia adotada abarca uma revisão bibliográfica sobre
WebQuest, bem como o seu processo de construção. A principal conclusão obtida
demonstra a importância do professor na construção da WebQuest, especialmente
na seleção de fontes seguras na internet e na elaboração de tarefas que instiguem o
aluno a construir seu próprio conhecimento, mediado pelo trabalho docente.
Palavras-chave: Aprendizagem. Geografia, Internet. WebQuest.
2
ABSTRACT
This work reflects upon the possibilities of social interaction when employing
technologies at school, by using the internet as a pedagogical resource. The
produced article aims to analyze WebQuest's aplicability in geography classes, in
a second year class from High School Education, at Tiradentes High School of
Military Brigade from Santa Maria. The adopted methodology covers a literature
review about WebQuest, as well as its construction process. The main obtained
conclusion demonstrates the importance of teachers in WebQuest's constitution,
specially in the selection of safe sources on the internet and the elaboration of tasks
which instigate the student to build his own knowledge, mediated by teachers' job.
Key words: Learning. Geography. Internet. WebQuest.
2
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho visa à aplicação das tecnologias de informação e
comunicação em contexto escolar nas aulas de geografia do ensino médio,
enfatizando a construção de uma Webquest pelo professor. Objetiva-se também
analisar como o aluno interage com as ferramentas tecnológicas e como ele constrói
seu conhecimento a partir das orientações fornecidas na tarefa, além de observar a
forma como o professor auxilia nesse processo de aprendizagem.
O tema escolhido foi pautado na necessidade do atual sistema educacional
rever sua prática de ensino. Nesse contexto, o educador necessita estar em
constante aperfeiçoamento, buscar novas metodologias, entre elas o uso das
tecnologias, para que saiba dominar e utilizar os recursos tecnológicos nas suas
práticas pedagógicas. Desta forma, a Internet torna-se uma fonte inesgotável de
material didático e de recursos, de modo que o professor deva fazer as escolhas
certas e orientar o aluno na busca de fontes confiáveis para a construção de seu
conhecimento de forma segura. Segundo Moran,
Os professores podem ajudar os alunos, incentivando-os a aprender a
perguntar, a enfocar questões importantes, a definir critérios na escolha de
sites, na avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os
professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou
aulas todas acabadas. (MORAN, 2007, p.103).
Dentro dessa visão, o presente trabalho vem colaborar para o ensino da
geografia, tendo como principal objetivo tornar o aluno um ser reflexivo e autônomo
no seu processo de aprendizagem. Ressaltando que para esse processo alcançar
resultados satisfatórios, deve-se propor temas relevantes e atuais ‘que exijam
reflexões direcionadas para práticas, tanto na escala local quanto global’, de acordo
com Castrogiovanni( 2007, p.44).
A pesquisa será aplicada em uma turma do 2º Ano - Ensino Médio – no
Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria. Destaca-se que ela será
desenvolvida com alunos que dominam as tecnologias, sendo que a maioria possui
computador, participa das redes sociais e utiliza os recursos tecnológicos como
pesquisa para a elaboração e apresentação dos trabalhos escolares. Diante desse
quadro, o professor sente-se motivado a buscar o aperfeiçoamento e, ainda segundo
3
Moran (2007, p. 29), os alunos “tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de
caminhada”.
A escola possui uma sala de informática com 16 computadores, no entanto
não há acesso à Internet e os alunos argumentam que o sistema Linux, instalado
nos computadores, não fornece praticidade no uso. Para compensar essas
dificuldades, a escola disponibiliza uma rede Wi Fi, de modo que os alunos possam
levar os seus notebooks à sala de aula, além de que todas elas possuem projetores
multimídia, sendo necessário, então, professores e alunos levarem seus notebooks.
Este trabalho conta com as seguintes partes: a introdução inicial; o referencial
teórico no qual se embasou a pesquisa; a metodologia, em que se descreve a
experiência realizada em sala de aula e, por fim, a análise dos resultados obtidos.
2. SEÇÃO DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Verifica-se, nos dias atuais, o aumento no emprego das tecnologias nos
espaços escolares. Nesse sentido, o Governo Federal implantou, nas escolas
públicas, ambientes tecnológicos (laboratórios de informática com computadores,
impressoras e outros equipamentos e acesso à Internet banda larga), através do
Programa Nacional de Informática na Educação - Proinfo, com o Decreto nº 6.300,
de 12 de dezembro de 2007. Destaca-se que esses recursos devem auxiliar a
prática pedagógica do professor em sala de aula.
Conforme Ministério de Educação e Cultura/ Secretária de Educação Básica
(2006), o ensino da geografia compõe o currículo do ensino fundamental e médio,
não fazendo parte deste componente curricular somente a descrição. Deve-se,
sobretudo, preparar o aluno para conhecer sua realidade, pensar, tomar decisões e
buscar transformações no meio no qual está inserido. Nos dias atuais, com as
tecnologias da informação e comunicação, com os avanços nas pesquisas
científicas e com as transformações espaciais, o ensino de geografia torna-se
importante na compreensão do mundo atual.
Os conteúdos abordados em sala de aula devem abarcar temas significativos
para o aluno, ou seja, assuntos que levem em conta o material produzido pela
comunidade científica e a sua realidade, a fim de que ele possa se apropriar do
conhecimento de maneira prazerosa. Dessa forma, os educadores do ensino de
4
geografia devem articular saberes do cotidiano e o conhecimento historicamente
acumulado.
O MEC (2006, p. 56) propõe o ensino de geografia através de eixos
temáticos, onde
A Geografia que se quer ensinar para o ensino médio deve ser
pensada no sentido de formar um cidadão que conheça os
diferentes fenômenos geográficos da atualidade tendo em vista o
processo de globalização e suas rupturas, dadas pela resistência
dos movimentos sociais e as contradições inerentes ao sistema
capitalista, além de privilegiar os diferentes cenários e atores
sociais, políticos e econômicos em diferentes momentos históricos.
As novas tecnologias de informação e a cartografia passam a ter
também um papel importante na compreensão do mundo. (MEC,
2006, p.56)
Com isso, irei abordar aqui o uso da WebQuest como uma ferramenta que
poderá auxiliar o processo de aprendizagem nas aulas de geografia, tornando as
aulas dinâmicas, reflexivas e possibilitando que o aluno, através da pesquisa
orientada, busque construir seu saber.
A Webquest foi desenvolvida pelo professor Bernard Dodge, professor de
Tecnologia Educativa da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA,
em 1995, e é definida, segundo Dodge (2005), como uma metodologia, cujo objetivo
é desenvolver no aluno a capacidade de entender o mundo a partir de informações
disponíveis na Internet. Consiste em um modelo simples, mas que ofereça as
informações necessárias aos alunos para que realizem sua pesquisa em sites pré-
determinados e confiáveis. Isso porque observamos o grande número de sites
disponíveis, de forma que o aluno, sem o direcionamento do professor, poderá se
perder com tantas informações.
A Webquest é considerada uma metodologia de pesquisa que deve incentivar
alunos e professores a usarem a internet como recurso educacional, aprimorando a
pesquisa em suas aulas. A parte inicial dessa metodologia corresponde à seleção de
um tema, um conteúdo escolhido pelo professor que deve ser organizado de
maneira criativa e instigante, a fim de que o aluno tenha um roteiro programado das
atividades a serem desenvolvidas. Silva (2008, p.47), em seu conceito sobre
WebQuest, destaca o papel do professor e do aluno:
5
A WebQuest irá orientar a “navegação” do estudante na
grande rede de computadores a fim de se obter a construção e
reconstrução de conhecimentos ali encontrados. Ele estará mais
concentrado em seu tema de pesquisa, com um processo definido
para executá-la, com tarefas e recursos predefinidos. O ensino não
consistirá apenas em dizer o que o estudante deve fazer, ao
contrário, o professor irá tornar-se um questionador, um
organizador, ira estruturar problematizações desafiadoras e
fornecer apoio para a execução do estudo. Portanto, são
estratégias que aumentam a motivação do aluno que, estando
motivado não somente faz mais esforços, como está mais alerta a
realizar mais conexões, o que resulta em uma aquisição de
conhecimentos significativos.(SILVA, 2008, p.47)
Bernie Dodge organizou a WebQuest de modo que ela deva conter:
Introdução, Tarefa, Processo- no qual o professor deverá disponibilizar os links que
abordarão o assunto/tema da pesquisa-, Recursos, Avaliação e Conclusão. Hoje, já
encontramos WebQuest onde a Tarefa foi substituída por Desafio e o Processo pode
estar junto com os Recursos. Para que as tarefas sejam desafiadoras, o professor
deve propor atividades como: relacionar, analisar, comparar, descrever,
compreender, sintetizar, opinar, discutir, consultar, representando os conhecimentos
adquiridos através de mídias diversas, sendo o autor de seu processo de
aprendizagem.
Uma das etapas mais importantes na produção da Webquest é a elaboração
da tarefa que deverá ser atraente, incentivando o aluno a construir seu próprio
conhecimento, além de procurar elaborar um produto criativo que possa ser
apresentado aos colegas. O trabalho deverá ser orientado para que se desenvolva
em grupos, onde ocorra uma interação entre os colegas e com a tecnologia. Todo o
processo, desde a criação da Webquest até o material produzido pelos alunos, deve
ser publicado na web e estar online.
A WebQuest, conforme sua metodologia de orientar todo o processo de
aprendizagem, não deve ser vista como uma forma de restringir o acesso a outros
sites, mas simplesmente evitar que os alunos pesquisem em sites não confiáveis ou
que abordem o assunto de maneira trivial ou com conhecimento raso. Ao elaborar a
WebQuest, o professor torna-se autor de seu Material Didático, publicando-o em um
site na Internet. Desse modo, o educador passa credibilidade, confiança para o
aluno, além de possibilitar que ele acesse o material em outro espaço, não sendo
somente na sala de aula.
6
Uma WebQuest, conforme Dodge (1995) pode ser de curta ou longa duração.
A de curta duração pode levar até três aulas e serve para aquisição do
conhecimento, enquanto a longa leva de uma semana a um mês de trabalho escolar,
compreendendo a ampliação e a aquisição do conhecimento. A Webquest
desenvolvida nesse trabalho foi longa e espera-se que o aluno, após a resolução,
enriqueça seus conhecimentos e desenvolva algo que outros possam utilizar,
através da Internet ou fora do ambiente virtual.
3. METODOLOGIA
No intuito de atingir os objetivos aqui propostos, desenvolveu-se a Webquest
para ser aplicada nas aulas de geografia, no Ensino Médio do Colégio Tiradentes da
Brigada Militar de Santa Maria/RS, localizado na área central da cidade. A
WebQuest transcorreu durante o segundo semestre de dois mil e doze, sendo que
os resultados foram obtidos através de observações e conversas em sala de aula
com os alunos.
O percurso metodológico da presente pesquisa deu-se primeiramente por
meio da pesquisa bibliográfica sobre WebQuest - tema a ser desenvolvido e a sua
construção.
A escolha do assunto baseou-se na grade curricular exposta no Plano de
Estudo da Escola. O conteúdo selecionado deveria ter relação com o conhecimento
associado a uma realidade em constante mudança e de relevância social. Nesse
sentido, optou-se pelas migrações, uma vez que esse assunto passa por constantes
mudanças, influencia a sociedade e consiste num tema que constantemente é
abordado nas provas de seleção para ingresso nos cursos de graduação.
A WebQuest desenvolvida possui o título: “As Migrações na Era Global” e
está disponível na Internet em:
http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=1656
8&id
Este recurso pedagógico foi editado no site escolaBR.org, onde possui o
servidor PhpWebQuest, disponível na Internet, de fácil manuseio, sendo necessário
o cadastro para incluir a atividade planejada no site. A atividade fica disponível aos
alunos e docentes, favorecendo o compartilhar do saber pedagógico.
7
A aplicação da Webquest ocorreu em sala de aula, não sendo necessário o
deslocamento dos alunos até o laboratório de informática. As salas de aula da
escola contam com uma infraestrutura suficiente para o desenvolvimento do
trabalho- uma Rede Wi Fi e projetores multimídias. O uso do computador em sala de
aula é permitido, quando solicitado pelo professor.
Para a realização deste trabalho, foi necessária a pesquisa de como elaborar
uma Webquest, quais recursos tecnológicos seriam utilizados para desenvolver a
tarefa e como adicioná-la na Web. Procurou-se privilegiar a pesquisa, a criação, a
análise e a organização por meio de atividades inovadoras, motivadoras e que
viessem a contribuir com a aprendizagem do aluno.
Para a aplicação da Webquest, procurou-se expor aos alunos o que é uma
Webquest, fornecendo a sua página na internet, onde os alunos puderam visualizar
e acessá-la. Posteriormente, foi realizada uma leitura de cada página com as
orientações que cada aluno deveria seguir e, em seguida, foi realizada a
interpretação das obras de arte expostas no roteiro.
3.1 Desenvolvimento da Webquest
A Webquest proposta foi identificada como “As Migrações na Era Global” e
teve como objetivo fazer com que os alunos aprendessem o conteúdo de maneira
diferente, a partir da pesquisa, além de possibilitar que construíssem coletivamente
seu aprendizado.
Para o desenvolvimento da WebQuest, procurou-se seguir o modelo,
existente no site: escolabr.org, constituído de: Introdução, Tarefa, Processo,
Avaliação e Conclusão. A seguir, cada página é descrita.
3.1.1. Introdução
Na linguagem da introdução, procurou-se instigar o aluno para os desafios
que teriam de realizar.
Desse modo, a figura 1 apresenta a primeira interface da Webquest, a
Introdução, que aborda os fluxos migratórios e a relação com a globalização e os
8
avanços técnico-científicos, instigando o aluno a descobrir a relação entre esses
processos.
Figura 1 – Interface de identificação da Webquest
3.1.2 Tarefa
A figura 2 traz a tarefa, considerada, segundo Dodge, a parte mais importante
da WebQuest, uma vez que deve incentivar a criatividade.
As atividades propostas para os alunos contaram com a elaboração de um
Mapa Mental, a elaboração de um vídeo e uma produção textual. Procurou-se inserir
tarefas dinâmicas, em que os alunos interagissem realmente com a tecnologia.
A primeira atividade a ser apresentada foi o Mapa Mental que é considerado
como estratégico e foi desenvolvido pelo psicólogo Tony Buzan no início da década
de 70. Nele, é possível registrar o pensamento de uma maneira criativa e flexível,
utilizando diagramas para memorizar e visualizar o que o aluno está estudando
(BUZAN, 2005). A escolha do Mapa Mental deu-se devido à forma mais simples e
rápida de reunir informações, entender conceitos, realizar a atividade em conjunto e
de representar os vários tipos de movimentos migratórios. O Software utilizado para
a elaboração do Mapa Mental foi o XMind, sendo que os alunos poderiam usar
imagens.
9
Outra atividade solicitada foi produção de um vídeo, por ser uma prática que
os alunos realizam com facilidade, dominando programas de edição de imagens.
Como diz Moran (2009), eles leem o que podem visualizar, assim, o propósito da
escolha dessa atividade foi produzir um vídeo que contasse a história de um
migrante, descobrir suas dificuldades, seus interesses em migrar e em que contexto
esta partida estaria inserida, observando os sentimentos que envolvem a partida e a
chegada. Além disso, buscou-se fazer com que o aluno aprendesse um conteúdo
que muitas vezes parece tão distante de sua realidade, mas que acabassem
descobrindo pessoas a sua volta que estariam na situação estudada.
A terceira tarefa consistiu numa produção textual, onde os alunos tiveram que
realizar um texto em conjunto.
Dodge (1995) classificou as tarefas em 12 categorias: Tarefas de repetição;
de compilação; de mistério; jornalísticas; de design; criativas; de consenso; de
persuasão; de autoconhecimento; analíticas; de julgamento e Tarefas científicas.
Na elaboração do Mapa Mental, usaram-se as seguintes classificações de
Dodge:
Repetição - o aluno irá, através de esquema, sintetizar os conceitos
migratórios que aprendeu e apresentar o conteúdo de maneira diferente do original.
Compilação – terá que selecionar organizar e sintetizar as informações,
disponíveis em diferentes formatos, transformando-as.
Julgamento – o grupo deverá definir o que é importante e tomar decisões em
conjunto.
Enquanto para a elaboração da tarefa textual sobre as migrações, a
classificação abordada, conforme Dodge (1995) foi a jornalística, de modo que os
alunos reunissem dados e organizassem textos, neste caso, para serem publicados
no blog da turma.
A elaboração do vídeo exigiu criatividade – Produtos Criativos - em que os
alunos pudessem desenvolver um produto considerando a realidade vivida.
Desse modo, as três tarefas em conjunto utilizam as classificações: de
Consenso, onde os alunos teriam que definir o que é importante, resolver conflitos
devido às diferenças de opiniões; Criatividade, onde teriam que usar a imaginação
para elaborar um produto, organizar as ideias e produzir um material diferenciado e,
10
por fim, a de Autoconhecimento, tarefa que poderia auxiliar o aluno a adquirir um
conhecimento maior sobre si mesmo.
Figura 2 – Tarefa
3.1.3 Processo
Nesta etapa, há o roteiro que o aluno deverá percorrer para desenvolver a
Tarefa, sendo que nela encontram-se os sites selecionados para a pesquisa.
Ressalta-se que a finalidade da escolha dos sites é fazer com que os alunos não se
percam com a grande quantidade de informações disponíveis na Internet. Assim,
foram selecionadas diferentes fontes de pesquisa, textual e exibição de vídeo,
oferecendo subsídios para o aluno produzir suas tarefas, tornado-se protagonista de
seu conhecimento e não um agente passivo do processo de aprender. As fontes Off-
line devem-se ao material didático, que é adotado pela escola, disponível aos
alunos.
As WebQuest devem propor o trabalho em grupo, incentivar a troca,
compartilhar diferentes ideias e fontes de conhecimento, por esse motivo foi
solicitado que as atividades propostas fossem realizadas em grupo.
11
Figura 3 – Processo
3.1.4 Avaliação
A Figura 4 indica a avaliação, o modo como o aluno será avaliado e os
critérios para a tarefa a ser desenvolvida.
Para Abar & Barbosa (2008,46)
Tal forma de avaliação permite que os alunos conheçam os critérios
que serão considerados na avaliação da tarefa e que indicam se ela foi
concluída com sucesso. Tais critérios devem estar claramente
estabelecidos e de acordo com os objetivos. (ABAR&BARBOSA, 2008,p.46)
12
Figura 4 – Avaliação
3.1.5 Conclusão
Na última interface, a Figura 5 é representativa da conclusão,
realçando a importância do trabalho desenvolvido pelos alunos e onde o
professor reforça o que espera do trabalho.
De acordo com Dodge (1995), durante o processo de desenvolvimento
desta WebQuest, o aluno estará em contato com diferentes informações,
refinando seu conhecimento e transformando-o.
13
Figura 5 – Conclusão
4 RESULTADOS
A tecnologia em uso nesta proposta é destinada à educação presencial
e, parte dela, à distância, baseada em recursos oferecidos pela internet. E um
material didático em que a tecnologia da informação e comunicação é usada como
suporte para a prática pedagógica. A Webquest tem a proposta de orientar a
pesquisa na internet, oferecendo ao aluno a construção do conhecimento de forma
colaborativa, dinâmica e criativa, com a orientação do professor.
A aplicação da Webquest em sala de aula transcorreu de maneira
tranquila. Os alunos a viram como algo novo, que auxiliou na aprendizagem do
conteúdo, mostrando os caminhos que deveriam ser seguidos com orientações do
trabalho de forma organizada e confiável, pois com as indicações dos sites eles
teriam mais tempo para se dedicar à leitura, não perdendo tempo na busca de sites
para as respostas.
Das fontes sugeridas no recurso, apenas o livro didático foi utilizado em sala
de aula, já que se solicitou aos alunos que acessassem em casa as outras fontes.
Os alunos salientaram a importância da disponibilidade das fontes para estudo
extraclasse.
14
Após a apresentação dos trabalhos, realizou-se uma conversa com os
alunos, nela, eles salientaram, de maneira geral, que as tecnologias contribuem para
a aprendizagem, pois elas fazem parte da realidade deles. A seguir, transcrevo
alguns comentários dos alunos a este respeito:
“A tecnologia faz parte de nossas vidas e ver a possibilidade de aprender
através dela torna esta ferramenta ainda mais atraente e utilitária.” Grupo1.
“A tecnologia é um instrumento que nos instiga a aprender, foge dos
parâmetros impostos pela escola tradicional”. Grupo3.
Dessa forma, as tarefas propostas para a aquisição de conhecimento foram o
Mapa Mental, o Vídeo e o texto. Dentre as três atividades, aquela que os
participantes mais gostaram de realizar foi o Mapa Mental. Os alunos salientaram
que aprenderam os conceitos de forma diferente, organizando as ideias sobre o
tema migrações e não tiveram dificuldades em manusear o programa, pois a
professora passou todas as informações necessárias.
Já com relação à produção do vídeo, alguns grupos acharam a atividade
muito boa, puderam sentir o quanto é dolorido a separação, a vida deixada para trás
numa migração e as expectativas de viver em um país com uma cultura diferente.
Um dos grupos teve dificuldade em encontrar um imigrante, alguém disposto a
gravar, relatar sua experiência, enquanto outro grupo, que teve a mesma dificuldade,
possuindo um parente na Europa, mandou as questões via email e digitou as
respostas no Blog. Dois grupos tiveram dificuldades com a tecnologia, pois gravaram
com um aparelho celular que não captou muito bem o som, acarretando problemas
no momento da edição. Diante dessas dificuldades com o uso dos equipamentos
tecnológicos, vejo a importância de realizar a entrevista, pois é um momento de
conhecer a realidade do “outro” e permitir que a atividade possa ser apresentada de
forma diferenciada.
No que se refere à produção textual, ela foi realizada em conjunto e os alunos
expuseram a opinião de que todas as atividades se complementam e ajudam na
compreensão do conteúdo abordado.
Com toda a preocupação da professora em orientar o trabalho, em estar
sempre por perto, motivando e auxiliando nas atividades mais difíceis, alguns
alunos salientaram que foram muitas as atividades propostas e que ocuparam muito
tempo. Como o vídeo, por exemplo, que exigiu produção, edição, e encontrar
alguém disposto a conceder uma entrevista.
15
As atividades propostas foram postadas no Blog da turma. Esse recurso
auxiliou o desenvolvimento do trabalho, pois, na medida em que as tarefas eram
realizadas, elas eram postadas no ambiente virtual. Coube ao professor, neste
momento, ficar atento e observar se os grupos estavam realizando as atividades e
se não estavam, o grupo era chamado para relatar o que estava acontecendo, de
modo que o professor pudesse tomar as medidas necessárias para encontrar a
solução. O Blog também contribuiu como ressaltou um grupo, para a defesa de um
mundo mais sustentável, pois os trabalhos deixam de ser impressos, economizando
assim folhas e tinta e ainda faz com que as atividades fiquem organizadas
cronologicamente, além de possuir espaço para comentários.
No entanto, apesar de algumas dificuldades relatadas pelos alunos, notou-se
o empenho em realizar as tarefas, a criatividade em elaborar os mapas mentais, a
sensibilidade em realizar as entrevistas e a integração do grupo para realizar a
produção textual.
As postagens dos alunos, referentes aos trabalhos realizados, mapa mental,
vídeo e texto, estão no Blog da turma: 2B em Rede
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Uma Webquest compreende uma metodologia que procura desenvolver a
construção do conhecimento do aluno a partir de informações provenientes da
internet. Além de incentivar o professor a ser autor de seu próprio material
pedagógico, favorece também o uso correto e adequado dos recursos tecnológicos
nas escolas.
Para isso, precisa-se de uma escola que possa prover mecanismos que
possibilitem a aprendizagem com o uso de recursos interativos e de colaboração.
O papel do professor ao trabalhar a WebQuest é de muita responsabilidade,
pois devem estar bem claros os seus objetivos, além de realizar uma busca
criteriosa em sites confiáveis, adequados para a idade, série do aluno. Também se
deve selecionar sites que possibilitem a realização da tarefa. O professor necessita
para isso estar em permanente processo de aprendizagem, para conhecer e lidar
com as novas tecnologias e elaborar atividades adequadas aos objetivos
pedagógicos.
16
Em relação aos alunos, observou-se o envolvimento e a participação nas
atividades propostas, onde o uso da WebQuest contribuiu para o seu processo de
aprendizagem e autonomia, demonstrado na realização de suas atividades.
A partir da pesquisa sobre WebQuest, salienta-se que ela consiste numa
metodologia instigante e que incentiva e orienta a pesquisa do aluno em sites
seguros e variados.
Espera-se que essa pesquisa sirva de ponto de partida para novas
possibilidades de trabalho em sala de aula, já que as previsões se confirmaram, pois
a execução do projeto permitiu vislumbrar resultados positivos na aprendizagem da
geografia com o uso da WebQuest.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
ABAR, C. A. A. P.; BARBOSA, L. M. WebQuest: um desafio para o professor!. São
Paulo: Avercamp, 2008.
BRASIL. SENAC. Webquest. São Paulo. Disponível em:
http://Webquest.sp.senac.br/textos/oque/#introdu-o Acesso em: 10 de set. 2012.
BUZAN, T. Mapas mentais e sua elaboração. São Paulo: Cultrix, 2005.
CASTROGIOVANNI, A.C. Para entender a necessidade de práticas prazerosas no
ensino de geografia na pós-modernidade. In: REGO,N; CASTROGIOVANNI, A.C;
KAERCHER,N.A (Orgs.) Geografia: práticas pedagógicas para o Ensino Médio.
Porto Alegre: Armed, 2007, p. 35-47.
Ciências Humanas e suas tecnologias/ Secretária de Educação Básica – Brasília:
Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2006. Volume 3.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdf. Acesso em: 16
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DODGE, B. Novo método orienta pesquisa na Internet. Revista Educa Rede.
Disponível: < http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/tecnologia4.html.
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_________. WebQuests: A Technique for Internet – Based Learning. The Distance
Educator, V.1, nº 2, 1995. Tradução de Jarbas Novelino Barato. Disponível em:
http://www.miniweb.com.br/top/Jornal/artigos/Artigos/webquest.html.
Acesso em 15 de out. 2012.
17
_________. WebQuest Taxonomy: A Taxonomy of Tasks .2002. (Versão
traduzida em Português). Disponível em: http://webquest.sdsu.edu/taskonomy
Acesso em 30 de out. 2012.
GONÇALVES, Rafael Souza. Informática na Educação: O Uso de Blogs. Porto
Alegre, RS. Cidadela, 2010.
HERMANN, W. BOVO, V. Mapas Mentais – Enriquecendo Inteligências. 2005.
Disponível em http://www.idph.net/download/mmapresent.pdf Acesso em: 04 de Nov.
2012.
MORAN, J. M. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá.
Campinas, SP: Papirus, 2007. ________. Mudar a forma de ensinar e de aprender
com tecnologias. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm Acesso
em 16 de set. 2012.
________. Vídeos são instrumentos de comunicação e de produção. Disponível site:
http://www.eca.usp.br/prof/moran/videos.htm Acesso em 25 de set. 2012.
SILVA, K. X. S. WebQuest: uma metodologia para a pesquisa escolar por meio da
internet. São Paulo: Blucher Acadêmico, 2008.
WEBQUEST aprendendo na internet. Disponível em:
http://www.Webquest.futuro.usp.br/ Acesso em 12 de set. 2012.
Nome do autor: Angelita Tomazetti Scalamato –
angelita.scalamato@gmail.com
Nome do orientador: Profª Drª Juliana Vizzotto - juvizzotto@inf.ufsm.br

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  • 1. 1 Polo: Agudo – RS Disciplina: Elaboração de Artigo Científico Professor Orientador: Profª. Drª. Juliana Vizzotto Data da defesa: 01 de dezembro de 2012 WebQuest – recurso pedagógico no ensino de geografia WebQuest – educational resources in teaching of geography SCALAMATO, Angelita Tomazetti. Graduada em Licenciatura em Geografia pela Faculdade Imaculada Conceição/FIC e Especialista em Interpretação de Imagens Orbitais e Sub Orbitais pela Universidade Federal de Santa Maria, RS. RESUMO O presente trabalho reflete sobre as possibilidades de interação social ao usar as tecnologias na escola, utilizando a internet como recurso pedagógico. O artigo produzido visa a analisar a aplicabilidade da WebQuest nas aulas de geografia, em uma turma de 2º Ano do Ensino Médio, no Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria. A metodologia adotada abarca uma revisão bibliográfica sobre WebQuest, bem como o seu processo de construção. A principal conclusão obtida demonstra a importância do professor na construção da WebQuest, especialmente na seleção de fontes seguras na internet e na elaboração de tarefas que instiguem o aluno a construir seu próprio conhecimento, mediado pelo trabalho docente. Palavras-chave: Aprendizagem. Geografia, Internet. WebQuest.
  • 2. 2 ABSTRACT This work reflects upon the possibilities of social interaction when employing technologies at school, by using the internet as a pedagogical resource. The produced article aims to analyze WebQuest's aplicability in geography classes, in a second year class from High School Education, at Tiradentes High School of Military Brigade from Santa Maria. The adopted methodology covers a literature review about WebQuest, as well as its construction process. The main obtained conclusion demonstrates the importance of teachers in WebQuest's constitution, specially in the selection of safe sources on the internet and the elaboration of tasks which instigate the student to build his own knowledge, mediated by teachers' job. Key words: Learning. Geography. Internet. WebQuest.
  • 3. 2 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho visa à aplicação das tecnologias de informação e comunicação em contexto escolar nas aulas de geografia do ensino médio, enfatizando a construção de uma Webquest pelo professor. Objetiva-se também analisar como o aluno interage com as ferramentas tecnológicas e como ele constrói seu conhecimento a partir das orientações fornecidas na tarefa, além de observar a forma como o professor auxilia nesse processo de aprendizagem. O tema escolhido foi pautado na necessidade do atual sistema educacional rever sua prática de ensino. Nesse contexto, o educador necessita estar em constante aperfeiçoamento, buscar novas metodologias, entre elas o uso das tecnologias, para que saiba dominar e utilizar os recursos tecnológicos nas suas práticas pedagógicas. Desta forma, a Internet torna-se uma fonte inesgotável de material didático e de recursos, de modo que o professor deva fazer as escolhas certas e orientar o aluno na busca de fontes confiáveis para a construção de seu conhecimento de forma segura. Segundo Moran, Os professores podem ajudar os alunos, incentivando-os a aprender a perguntar, a enfocar questões importantes, a definir critérios na escolha de sites, na avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. (MORAN, 2007, p.103). Dentro dessa visão, o presente trabalho vem colaborar para o ensino da geografia, tendo como principal objetivo tornar o aluno um ser reflexivo e autônomo no seu processo de aprendizagem. Ressaltando que para esse processo alcançar resultados satisfatórios, deve-se propor temas relevantes e atuais ‘que exijam reflexões direcionadas para práticas, tanto na escala local quanto global’, de acordo com Castrogiovanni( 2007, p.44). A pesquisa será aplicada em uma turma do 2º Ano - Ensino Médio – no Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria. Destaca-se que ela será desenvolvida com alunos que dominam as tecnologias, sendo que a maioria possui computador, participa das redes sociais e utiliza os recursos tecnológicos como pesquisa para a elaboração e apresentação dos trabalhos escolares. Diante desse quadro, o professor sente-se motivado a buscar o aperfeiçoamento e, ainda segundo
  • 4. 3 Moran (2007, p. 29), os alunos “tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada”. A escola possui uma sala de informática com 16 computadores, no entanto não há acesso à Internet e os alunos argumentam que o sistema Linux, instalado nos computadores, não fornece praticidade no uso. Para compensar essas dificuldades, a escola disponibiliza uma rede Wi Fi, de modo que os alunos possam levar os seus notebooks à sala de aula, além de que todas elas possuem projetores multimídia, sendo necessário, então, professores e alunos levarem seus notebooks. Este trabalho conta com as seguintes partes: a introdução inicial; o referencial teórico no qual se embasou a pesquisa; a metodologia, em que se descreve a experiência realizada em sala de aula e, por fim, a análise dos resultados obtidos. 2. SEÇÃO DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Verifica-se, nos dias atuais, o aumento no emprego das tecnologias nos espaços escolares. Nesse sentido, o Governo Federal implantou, nas escolas públicas, ambientes tecnológicos (laboratórios de informática com computadores, impressoras e outros equipamentos e acesso à Internet banda larga), através do Programa Nacional de Informática na Educação - Proinfo, com o Decreto nº 6.300, de 12 de dezembro de 2007. Destaca-se que esses recursos devem auxiliar a prática pedagógica do professor em sala de aula. Conforme Ministério de Educação e Cultura/ Secretária de Educação Básica (2006), o ensino da geografia compõe o currículo do ensino fundamental e médio, não fazendo parte deste componente curricular somente a descrição. Deve-se, sobretudo, preparar o aluno para conhecer sua realidade, pensar, tomar decisões e buscar transformações no meio no qual está inserido. Nos dias atuais, com as tecnologias da informação e comunicação, com os avanços nas pesquisas científicas e com as transformações espaciais, o ensino de geografia torna-se importante na compreensão do mundo atual. Os conteúdos abordados em sala de aula devem abarcar temas significativos para o aluno, ou seja, assuntos que levem em conta o material produzido pela comunidade científica e a sua realidade, a fim de que ele possa se apropriar do conhecimento de maneira prazerosa. Dessa forma, os educadores do ensino de
  • 5. 4 geografia devem articular saberes do cotidiano e o conhecimento historicamente acumulado. O MEC (2006, p. 56) propõe o ensino de geografia através de eixos temáticos, onde A Geografia que se quer ensinar para o ensino médio deve ser pensada no sentido de formar um cidadão que conheça os diferentes fenômenos geográficos da atualidade tendo em vista o processo de globalização e suas rupturas, dadas pela resistência dos movimentos sociais e as contradições inerentes ao sistema capitalista, além de privilegiar os diferentes cenários e atores sociais, políticos e econômicos em diferentes momentos históricos. As novas tecnologias de informação e a cartografia passam a ter também um papel importante na compreensão do mundo. (MEC, 2006, p.56) Com isso, irei abordar aqui o uso da WebQuest como uma ferramenta que poderá auxiliar o processo de aprendizagem nas aulas de geografia, tornando as aulas dinâmicas, reflexivas e possibilitando que o aluno, através da pesquisa orientada, busque construir seu saber. A Webquest foi desenvolvida pelo professor Bernard Dodge, professor de Tecnologia Educativa da Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA, em 1995, e é definida, segundo Dodge (2005), como uma metodologia, cujo objetivo é desenvolver no aluno a capacidade de entender o mundo a partir de informações disponíveis na Internet. Consiste em um modelo simples, mas que ofereça as informações necessárias aos alunos para que realizem sua pesquisa em sites pré- determinados e confiáveis. Isso porque observamos o grande número de sites disponíveis, de forma que o aluno, sem o direcionamento do professor, poderá se perder com tantas informações. A Webquest é considerada uma metodologia de pesquisa que deve incentivar alunos e professores a usarem a internet como recurso educacional, aprimorando a pesquisa em suas aulas. A parte inicial dessa metodologia corresponde à seleção de um tema, um conteúdo escolhido pelo professor que deve ser organizado de maneira criativa e instigante, a fim de que o aluno tenha um roteiro programado das atividades a serem desenvolvidas. Silva (2008, p.47), em seu conceito sobre WebQuest, destaca o papel do professor e do aluno:
  • 6. 5 A WebQuest irá orientar a “navegação” do estudante na grande rede de computadores a fim de se obter a construção e reconstrução de conhecimentos ali encontrados. Ele estará mais concentrado em seu tema de pesquisa, com um processo definido para executá-la, com tarefas e recursos predefinidos. O ensino não consistirá apenas em dizer o que o estudante deve fazer, ao contrário, o professor irá tornar-se um questionador, um organizador, ira estruturar problematizações desafiadoras e fornecer apoio para a execução do estudo. Portanto, são estratégias que aumentam a motivação do aluno que, estando motivado não somente faz mais esforços, como está mais alerta a realizar mais conexões, o que resulta em uma aquisição de conhecimentos significativos.(SILVA, 2008, p.47) Bernie Dodge organizou a WebQuest de modo que ela deva conter: Introdução, Tarefa, Processo- no qual o professor deverá disponibilizar os links que abordarão o assunto/tema da pesquisa-, Recursos, Avaliação e Conclusão. Hoje, já encontramos WebQuest onde a Tarefa foi substituída por Desafio e o Processo pode estar junto com os Recursos. Para que as tarefas sejam desafiadoras, o professor deve propor atividades como: relacionar, analisar, comparar, descrever, compreender, sintetizar, opinar, discutir, consultar, representando os conhecimentos adquiridos através de mídias diversas, sendo o autor de seu processo de aprendizagem. Uma das etapas mais importantes na produção da Webquest é a elaboração da tarefa que deverá ser atraente, incentivando o aluno a construir seu próprio conhecimento, além de procurar elaborar um produto criativo que possa ser apresentado aos colegas. O trabalho deverá ser orientado para que se desenvolva em grupos, onde ocorra uma interação entre os colegas e com a tecnologia. Todo o processo, desde a criação da Webquest até o material produzido pelos alunos, deve ser publicado na web e estar online. A WebQuest, conforme sua metodologia de orientar todo o processo de aprendizagem, não deve ser vista como uma forma de restringir o acesso a outros sites, mas simplesmente evitar que os alunos pesquisem em sites não confiáveis ou que abordem o assunto de maneira trivial ou com conhecimento raso. Ao elaborar a WebQuest, o professor torna-se autor de seu Material Didático, publicando-o em um site na Internet. Desse modo, o educador passa credibilidade, confiança para o aluno, além de possibilitar que ele acesse o material em outro espaço, não sendo somente na sala de aula.
  • 7. 6 Uma WebQuest, conforme Dodge (1995) pode ser de curta ou longa duração. A de curta duração pode levar até três aulas e serve para aquisição do conhecimento, enquanto a longa leva de uma semana a um mês de trabalho escolar, compreendendo a ampliação e a aquisição do conhecimento. A Webquest desenvolvida nesse trabalho foi longa e espera-se que o aluno, após a resolução, enriqueça seus conhecimentos e desenvolva algo que outros possam utilizar, através da Internet ou fora do ambiente virtual. 3. METODOLOGIA No intuito de atingir os objetivos aqui propostos, desenvolveu-se a Webquest para ser aplicada nas aulas de geografia, no Ensino Médio do Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria/RS, localizado na área central da cidade. A WebQuest transcorreu durante o segundo semestre de dois mil e doze, sendo que os resultados foram obtidos através de observações e conversas em sala de aula com os alunos. O percurso metodológico da presente pesquisa deu-se primeiramente por meio da pesquisa bibliográfica sobre WebQuest - tema a ser desenvolvido e a sua construção. A escolha do assunto baseou-se na grade curricular exposta no Plano de Estudo da Escola. O conteúdo selecionado deveria ter relação com o conhecimento associado a uma realidade em constante mudança e de relevância social. Nesse sentido, optou-se pelas migrações, uma vez que esse assunto passa por constantes mudanças, influencia a sociedade e consiste num tema que constantemente é abordado nas provas de seleção para ingresso nos cursos de graduação. A WebQuest desenvolvida possui o título: “As Migrações na Era Global” e está disponível na Internet em: http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=1656 8&id Este recurso pedagógico foi editado no site escolaBR.org, onde possui o servidor PhpWebQuest, disponível na Internet, de fácil manuseio, sendo necessário o cadastro para incluir a atividade planejada no site. A atividade fica disponível aos alunos e docentes, favorecendo o compartilhar do saber pedagógico.
  • 8. 7 A aplicação da Webquest ocorreu em sala de aula, não sendo necessário o deslocamento dos alunos até o laboratório de informática. As salas de aula da escola contam com uma infraestrutura suficiente para o desenvolvimento do trabalho- uma Rede Wi Fi e projetores multimídias. O uso do computador em sala de aula é permitido, quando solicitado pelo professor. Para a realização deste trabalho, foi necessária a pesquisa de como elaborar uma Webquest, quais recursos tecnológicos seriam utilizados para desenvolver a tarefa e como adicioná-la na Web. Procurou-se privilegiar a pesquisa, a criação, a análise e a organização por meio de atividades inovadoras, motivadoras e que viessem a contribuir com a aprendizagem do aluno. Para a aplicação da Webquest, procurou-se expor aos alunos o que é uma Webquest, fornecendo a sua página na internet, onde os alunos puderam visualizar e acessá-la. Posteriormente, foi realizada uma leitura de cada página com as orientações que cada aluno deveria seguir e, em seguida, foi realizada a interpretação das obras de arte expostas no roteiro. 3.1 Desenvolvimento da Webquest A Webquest proposta foi identificada como “As Migrações na Era Global” e teve como objetivo fazer com que os alunos aprendessem o conteúdo de maneira diferente, a partir da pesquisa, além de possibilitar que construíssem coletivamente seu aprendizado. Para o desenvolvimento da WebQuest, procurou-se seguir o modelo, existente no site: escolabr.org, constituído de: Introdução, Tarefa, Processo, Avaliação e Conclusão. A seguir, cada página é descrita. 3.1.1. Introdução Na linguagem da introdução, procurou-se instigar o aluno para os desafios que teriam de realizar. Desse modo, a figura 1 apresenta a primeira interface da Webquest, a Introdução, que aborda os fluxos migratórios e a relação com a globalização e os
  • 9. 8 avanços técnico-científicos, instigando o aluno a descobrir a relação entre esses processos. Figura 1 – Interface de identificação da Webquest 3.1.2 Tarefa A figura 2 traz a tarefa, considerada, segundo Dodge, a parte mais importante da WebQuest, uma vez que deve incentivar a criatividade. As atividades propostas para os alunos contaram com a elaboração de um Mapa Mental, a elaboração de um vídeo e uma produção textual. Procurou-se inserir tarefas dinâmicas, em que os alunos interagissem realmente com a tecnologia. A primeira atividade a ser apresentada foi o Mapa Mental que é considerado como estratégico e foi desenvolvido pelo psicólogo Tony Buzan no início da década de 70. Nele, é possível registrar o pensamento de uma maneira criativa e flexível, utilizando diagramas para memorizar e visualizar o que o aluno está estudando (BUZAN, 2005). A escolha do Mapa Mental deu-se devido à forma mais simples e rápida de reunir informações, entender conceitos, realizar a atividade em conjunto e de representar os vários tipos de movimentos migratórios. O Software utilizado para a elaboração do Mapa Mental foi o XMind, sendo que os alunos poderiam usar imagens.
  • 10. 9 Outra atividade solicitada foi produção de um vídeo, por ser uma prática que os alunos realizam com facilidade, dominando programas de edição de imagens. Como diz Moran (2009), eles leem o que podem visualizar, assim, o propósito da escolha dessa atividade foi produzir um vídeo que contasse a história de um migrante, descobrir suas dificuldades, seus interesses em migrar e em que contexto esta partida estaria inserida, observando os sentimentos que envolvem a partida e a chegada. Além disso, buscou-se fazer com que o aluno aprendesse um conteúdo que muitas vezes parece tão distante de sua realidade, mas que acabassem descobrindo pessoas a sua volta que estariam na situação estudada. A terceira tarefa consistiu numa produção textual, onde os alunos tiveram que realizar um texto em conjunto. Dodge (1995) classificou as tarefas em 12 categorias: Tarefas de repetição; de compilação; de mistério; jornalísticas; de design; criativas; de consenso; de persuasão; de autoconhecimento; analíticas; de julgamento e Tarefas científicas. Na elaboração do Mapa Mental, usaram-se as seguintes classificações de Dodge: Repetição - o aluno irá, através de esquema, sintetizar os conceitos migratórios que aprendeu e apresentar o conteúdo de maneira diferente do original. Compilação – terá que selecionar organizar e sintetizar as informações, disponíveis em diferentes formatos, transformando-as. Julgamento – o grupo deverá definir o que é importante e tomar decisões em conjunto. Enquanto para a elaboração da tarefa textual sobre as migrações, a classificação abordada, conforme Dodge (1995) foi a jornalística, de modo que os alunos reunissem dados e organizassem textos, neste caso, para serem publicados no blog da turma. A elaboração do vídeo exigiu criatividade – Produtos Criativos - em que os alunos pudessem desenvolver um produto considerando a realidade vivida. Desse modo, as três tarefas em conjunto utilizam as classificações: de Consenso, onde os alunos teriam que definir o que é importante, resolver conflitos devido às diferenças de opiniões; Criatividade, onde teriam que usar a imaginação para elaborar um produto, organizar as ideias e produzir um material diferenciado e,
  • 11. 10 por fim, a de Autoconhecimento, tarefa que poderia auxiliar o aluno a adquirir um conhecimento maior sobre si mesmo. Figura 2 – Tarefa 3.1.3 Processo Nesta etapa, há o roteiro que o aluno deverá percorrer para desenvolver a Tarefa, sendo que nela encontram-se os sites selecionados para a pesquisa. Ressalta-se que a finalidade da escolha dos sites é fazer com que os alunos não se percam com a grande quantidade de informações disponíveis na Internet. Assim, foram selecionadas diferentes fontes de pesquisa, textual e exibição de vídeo, oferecendo subsídios para o aluno produzir suas tarefas, tornado-se protagonista de seu conhecimento e não um agente passivo do processo de aprender. As fontes Off- line devem-se ao material didático, que é adotado pela escola, disponível aos alunos. As WebQuest devem propor o trabalho em grupo, incentivar a troca, compartilhar diferentes ideias e fontes de conhecimento, por esse motivo foi solicitado que as atividades propostas fossem realizadas em grupo.
  • 12. 11 Figura 3 – Processo 3.1.4 Avaliação A Figura 4 indica a avaliação, o modo como o aluno será avaliado e os critérios para a tarefa a ser desenvolvida. Para Abar & Barbosa (2008,46) Tal forma de avaliação permite que os alunos conheçam os critérios que serão considerados na avaliação da tarefa e que indicam se ela foi concluída com sucesso. Tais critérios devem estar claramente estabelecidos e de acordo com os objetivos. (ABAR&BARBOSA, 2008,p.46)
  • 13. 12 Figura 4 – Avaliação 3.1.5 Conclusão Na última interface, a Figura 5 é representativa da conclusão, realçando a importância do trabalho desenvolvido pelos alunos e onde o professor reforça o que espera do trabalho. De acordo com Dodge (1995), durante o processo de desenvolvimento desta WebQuest, o aluno estará em contato com diferentes informações, refinando seu conhecimento e transformando-o.
  • 14. 13 Figura 5 – Conclusão 4 RESULTADOS A tecnologia em uso nesta proposta é destinada à educação presencial e, parte dela, à distância, baseada em recursos oferecidos pela internet. E um material didático em que a tecnologia da informação e comunicação é usada como suporte para a prática pedagógica. A Webquest tem a proposta de orientar a pesquisa na internet, oferecendo ao aluno a construção do conhecimento de forma colaborativa, dinâmica e criativa, com a orientação do professor. A aplicação da Webquest em sala de aula transcorreu de maneira tranquila. Os alunos a viram como algo novo, que auxiliou na aprendizagem do conteúdo, mostrando os caminhos que deveriam ser seguidos com orientações do trabalho de forma organizada e confiável, pois com as indicações dos sites eles teriam mais tempo para se dedicar à leitura, não perdendo tempo na busca de sites para as respostas. Das fontes sugeridas no recurso, apenas o livro didático foi utilizado em sala de aula, já que se solicitou aos alunos que acessassem em casa as outras fontes. Os alunos salientaram a importância da disponibilidade das fontes para estudo extraclasse.
  • 15. 14 Após a apresentação dos trabalhos, realizou-se uma conversa com os alunos, nela, eles salientaram, de maneira geral, que as tecnologias contribuem para a aprendizagem, pois elas fazem parte da realidade deles. A seguir, transcrevo alguns comentários dos alunos a este respeito: “A tecnologia faz parte de nossas vidas e ver a possibilidade de aprender através dela torna esta ferramenta ainda mais atraente e utilitária.” Grupo1. “A tecnologia é um instrumento que nos instiga a aprender, foge dos parâmetros impostos pela escola tradicional”. Grupo3. Dessa forma, as tarefas propostas para a aquisição de conhecimento foram o Mapa Mental, o Vídeo e o texto. Dentre as três atividades, aquela que os participantes mais gostaram de realizar foi o Mapa Mental. Os alunos salientaram que aprenderam os conceitos de forma diferente, organizando as ideias sobre o tema migrações e não tiveram dificuldades em manusear o programa, pois a professora passou todas as informações necessárias. Já com relação à produção do vídeo, alguns grupos acharam a atividade muito boa, puderam sentir o quanto é dolorido a separação, a vida deixada para trás numa migração e as expectativas de viver em um país com uma cultura diferente. Um dos grupos teve dificuldade em encontrar um imigrante, alguém disposto a gravar, relatar sua experiência, enquanto outro grupo, que teve a mesma dificuldade, possuindo um parente na Europa, mandou as questões via email e digitou as respostas no Blog. Dois grupos tiveram dificuldades com a tecnologia, pois gravaram com um aparelho celular que não captou muito bem o som, acarretando problemas no momento da edição. Diante dessas dificuldades com o uso dos equipamentos tecnológicos, vejo a importância de realizar a entrevista, pois é um momento de conhecer a realidade do “outro” e permitir que a atividade possa ser apresentada de forma diferenciada. No que se refere à produção textual, ela foi realizada em conjunto e os alunos expuseram a opinião de que todas as atividades se complementam e ajudam na compreensão do conteúdo abordado. Com toda a preocupação da professora em orientar o trabalho, em estar sempre por perto, motivando e auxiliando nas atividades mais difíceis, alguns alunos salientaram que foram muitas as atividades propostas e que ocuparam muito tempo. Como o vídeo, por exemplo, que exigiu produção, edição, e encontrar alguém disposto a conceder uma entrevista.
  • 16. 15 As atividades propostas foram postadas no Blog da turma. Esse recurso auxiliou o desenvolvimento do trabalho, pois, na medida em que as tarefas eram realizadas, elas eram postadas no ambiente virtual. Coube ao professor, neste momento, ficar atento e observar se os grupos estavam realizando as atividades e se não estavam, o grupo era chamado para relatar o que estava acontecendo, de modo que o professor pudesse tomar as medidas necessárias para encontrar a solução. O Blog também contribuiu como ressaltou um grupo, para a defesa de um mundo mais sustentável, pois os trabalhos deixam de ser impressos, economizando assim folhas e tinta e ainda faz com que as atividades fiquem organizadas cronologicamente, além de possuir espaço para comentários. No entanto, apesar de algumas dificuldades relatadas pelos alunos, notou-se o empenho em realizar as tarefas, a criatividade em elaborar os mapas mentais, a sensibilidade em realizar as entrevistas e a integração do grupo para realizar a produção textual. As postagens dos alunos, referentes aos trabalhos realizados, mapa mental, vídeo e texto, estão no Blog da turma: 2B em Rede 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma Webquest compreende uma metodologia que procura desenvolver a construção do conhecimento do aluno a partir de informações provenientes da internet. Além de incentivar o professor a ser autor de seu próprio material pedagógico, favorece também o uso correto e adequado dos recursos tecnológicos nas escolas. Para isso, precisa-se de uma escola que possa prover mecanismos que possibilitem a aprendizagem com o uso de recursos interativos e de colaboração. O papel do professor ao trabalhar a WebQuest é de muita responsabilidade, pois devem estar bem claros os seus objetivos, além de realizar uma busca criteriosa em sites confiáveis, adequados para a idade, série do aluno. Também se deve selecionar sites que possibilitem a realização da tarefa. O professor necessita para isso estar em permanente processo de aprendizagem, para conhecer e lidar com as novas tecnologias e elaborar atividades adequadas aos objetivos pedagógicos.
  • 17. 16 Em relação aos alunos, observou-se o envolvimento e a participação nas atividades propostas, onde o uso da WebQuest contribuiu para o seu processo de aprendizagem e autonomia, demonstrado na realização de suas atividades. A partir da pesquisa sobre WebQuest, salienta-se que ela consiste numa metodologia instigante e que incentiva e orienta a pesquisa do aluno em sites seguros e variados. Espera-se que essa pesquisa sirva de ponto de partida para novas possibilidades de trabalho em sala de aula, já que as previsões se confirmaram, pois a execução do projeto permitiu vislumbrar resultados positivos na aprendizagem da geografia com o uso da WebQuest. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ABAR, C. A. A. P.; BARBOSA, L. M. WebQuest: um desafio para o professor!. São Paulo: Avercamp, 2008. BRASIL. SENAC. Webquest. São Paulo. Disponível em: http://Webquest.sp.senac.br/textos/oque/#introdu-o Acesso em: 10 de set. 2012. BUZAN, T. Mapas mentais e sua elaboração. São Paulo: Cultrix, 2005. CASTROGIOVANNI, A.C. Para entender a necessidade de práticas prazerosas no ensino de geografia na pós-modernidade. In: REGO,N; CASTROGIOVANNI, A.C; KAERCHER,N.A (Orgs.) Geografia: práticas pedagógicas para o Ensino Médio. Porto Alegre: Armed, 2007, p. 35-47. Ciências Humanas e suas tecnologias/ Secretária de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2006. Volume 3. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdf. Acesso em: 16 de set. 2012. DODGE, B. Novo método orienta pesquisa na Internet. Revista Educa Rede. Disponível: < http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/tecnologia4.html. Acesso em: 15 de Out. 2012. _________. WebQuests: A Technique for Internet – Based Learning. The Distance Educator, V.1, nº 2, 1995. Tradução de Jarbas Novelino Barato. Disponível em: http://www.miniweb.com.br/top/Jornal/artigos/Artigos/webquest.html. Acesso em 15 de out. 2012.
  • 18. 17 _________. WebQuest Taxonomy: A Taxonomy of Tasks .2002. (Versão traduzida em Português). Disponível em: http://webquest.sdsu.edu/taskonomy Acesso em 30 de out. 2012. GONÇALVES, Rafael Souza. Informática na Educação: O Uso de Blogs. Porto Alegre, RS. Cidadela, 2010. HERMANN, W. BOVO, V. Mapas Mentais – Enriquecendo Inteligências. 2005. Disponível em http://www.idph.net/download/mmapresent.pdf Acesso em: 04 de Nov. 2012. MORAN, J. M. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. Campinas, SP: Papirus, 2007. ________. Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm Acesso em 16 de set. 2012. ________. Vídeos são instrumentos de comunicação e de produção. Disponível site: http://www.eca.usp.br/prof/moran/videos.htm Acesso em 25 de set. 2012. SILVA, K. X. S. WebQuest: uma metodologia para a pesquisa escolar por meio da internet. São Paulo: Blucher Acadêmico, 2008. WEBQUEST aprendendo na internet. Disponível em: http://www.Webquest.futuro.usp.br/ Acesso em 12 de set. 2012. Nome do autor: Angelita Tomazetti Scalamato – angelita.scalamato@gmail.com Nome do orientador: Profª Drª Juliana Vizzotto - juvizzotto@inf.ufsm.br