SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 6
FILOSOFIA 11.º ano 
FILOSOFIA 11.º ano 
Luís Rodrigues 
Argumentos por analogia
Argumentos por analogia 
Argumentos por analogia 
Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia 
em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) 
comparando-a com outra (B). 
Exemplo 1 
Os Mercedes são semelhantes aos BMW. 
Os Mercedes têm a caraterística de serem seguros. 
Logo, os BMW são carros seguros. 
FILOSOFIA 11.º ano
Argumentos por analogia 
Argumentos por analogia 
Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia 
em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) 
comparando-a com outra (B). 
Exemplo 2 
O meu cão é semelhante ao do Miguel 
O meu cão ladra com muita frequência. 
Logo, o cão do Miguel ladra com muita frequência. 
FILOSOFIA 11.º ano
Argumentos por analogia 
Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia 
em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) 
comparando-a com outra (B). 
FILOSOFIA 11.º ano 
Forma lógica do argumento. 
A é semelhante a B. 
A tem a caraterística C. 
Logo, B tem a caraterística C. 
Argumentos por analogia
Argumentos por analogia 
Os argumentos por analogia devem obedecer às seguintes regras: 
Regra 1. A amostra deve 
ser suficiente. 
FILOSOFIA 11.º ano 
Regra 2. O número de 
semelhanças deve ser 
suficiente. 
Regra 3. As semelhanças 
verificadas devem ser 
relevantes. 
A força da conclusão 
aumenta quando o 
número de objetos 
comparados aumenta. 
Exemplo: Se eu tivesse 
referido mais cães 
semelhantes ao de 
Miguel, o argumento 
teria mais força. 
A força da analogia cresce com 
o aumento do número de 
semelhanças verificadas. Se eu 
acrescentar mais semelhanças 
entre os dois cães, o 
argumento será mais forte. 
Se apresentasse como 
semelhanças relevantes 
que os dois animais 
tinham cauda, pelo, dois 
olhos e quatro patas, o 
argumento seria fraco. 
Essas semelhanças são 
irrelevantes para a 
conclusão. 
Ao não cumprir estas ou alguma destas regras, incorremos na falácia da falsa 
analogia.
Argumentos por analogia 
FILOSOFIA 11.º ano 
Falsa analogia 
Ex.: argumentar que o Estado deve ser gerido como uma 
empresa porque tanto o Estado como uma empresa precisam 
de gestores é falacioso (semelhança irrelevante e escasso 
número de semelhanças). 
Por que razão estamos perante uma falsa analogia. Por 
que razão as semelhanças são irrelevantes? 
1. Uma empresa não cobra impostos. O Estado sim. 
2. Uma empresa não tem serviços educativos nem de saúde 
como o Estado. 
3. Uma empresa não tem o poder de declarar guerra. 
4. Uma empresa é uma entidade económica. O Estado é 
muito mais do que isso.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Lista_falácias_informais
Lista_falácias_informaisLista_falácias_informais
Lista_falácias_informais
Isabel Moura
 
Provas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo DescartesProvas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo Descartes
Joana Filipa Rodrigues
 
Argumentos e Falácias
Argumentos e FaláciasArgumentos e Falácias
Argumentos e Falácias
Isaque Tomé
 
Karl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º anoKarl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º ano
FilipaFonseca
 
Objectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científicaObjectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científica
AMLDRP
 

Mais procurados (20)

Lista_falácias_informais
Lista_falácias_informaisLista_falácias_informais
Lista_falácias_informais
 
O empirismo de david hume
O empirismo de david humeO empirismo de david hume
O empirismo de david hume
 
A falácia do boneco de palha
A falácia do boneco de palhaA falácia do boneco de palha
A falácia do boneco de palha
 
Provas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo DescartesProvas da existência de Deus segundo Descartes
Provas da existência de Deus segundo Descartes
 
Popper – o problema da demarcação
Popper – o problema da demarcaçãoPopper – o problema da demarcação
Popper – o problema da demarcação
 
O ceticismo de hume
O ceticismo de humeO ceticismo de hume
O ceticismo de hume
 
Tipos de conhecimento
Tipos de conhecimentoTipos de conhecimento
Tipos de conhecimento
 
Formas de inferência válidas
Formas de inferência válidasFormas de inferência válidas
Formas de inferência válidas
 
Determinismo Radical
Determinismo RadicalDeterminismo Radical
Determinismo Radical
 
O indutivismo
O indutivismoO indutivismo
O indutivismo
 
Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11Resumos filosofia 11
Resumos filosofia 11
 
O problema da indução
O problema da induçãoO problema da indução
O problema da indução
 
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
 
Conhecimento como crença verdadeira justificada
Conhecimento como crença verdadeira justificada Conhecimento como crença verdadeira justificada
Conhecimento como crença verdadeira justificada
 
Argumentos e Falácias
Argumentos e FaláciasArgumentos e Falácias
Argumentos e Falácias
 
Karl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º anoKarl popper - Filosofia 11º ano
Karl popper - Filosofia 11º ano
 
11º b final
11º b   final11º b   final
11º b final
 
Hume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimentoHume_tipos_conhecimento
Hume_tipos_conhecimento
 
David hume e o Empirismo
David hume e o EmpirismoDavid hume e o Empirismo
David hume e o Empirismo
 
Objectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científicaObjectividade científica e racionalidade científica
Objectividade científica e racionalidade científica
 

Destaque

Matéria 1º Período
Matéria 1º Período Matéria 1º Período
Matéria 1º Período
atamenteesas
 
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoaAd hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Luis De Sousa Rodrigues
 
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
Jorge Barbosa
 

Destaque (20)

Argumentos
ArgumentosArgumentos
Argumentos
 
Apelo falacioso à ignorância
Apelo falacioso à ignorânciaApelo falacioso à ignorância
Apelo falacioso à ignorância
 
Demonstração e argumentação
Demonstração e argumentaçãoDemonstração e argumentação
Demonstração e argumentação
 
Matéria 1º Período
Matéria 1º Período Matéria 1º Período
Matéria 1º Período
 
Aula sobre argumentação
Aula sobre argumentaçãoAula sobre argumentação
Aula sobre argumentação
 
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoaAd hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
Ad hominem falacioso ou ataque indevido à pessoa
 
dedução e indução
dedução e induçãodedução e indução
dedução e indução
 
Persuasão e Manipulação - A Propaganda
Persuasão e Manipulação - A PropagandaPersuasão e Manipulação - A Propaganda
Persuasão e Manipulação - A Propaganda
 
Manipulação da Mídia
Manipulação da MídiaManipulação da Mídia
Manipulação da Mídia
 
O Poder da Persuasão
O Poder da PersuasãoO Poder da Persuasão
O Poder da Persuasão
 
Persuasão
PersuasãoPersuasão
Persuasão
 
"Persuasão e Manipulação"-"Argumentação, verdade e ser"
"Persuasão e Manipulação"-"Argumentação, verdade e ser""Persuasão e Manipulação"-"Argumentação, verdade e ser"
"Persuasão e Manipulação"-"Argumentação, verdade e ser"
 
Discurso persuasivo
Discurso persuasivoDiscurso persuasivo
Discurso persuasivo
 
Tipos de argumentos
Tipos de argumentosTipos de argumentos
Tipos de argumentos
 
Exemplos De Manipulação
Exemplos De ManipulaçãoExemplos De Manipulação
Exemplos De Manipulação
 
Discurso Persuasivo
Discurso PersuasivoDiscurso Persuasivo
Discurso Persuasivo
 
A falácia do falso dilema
A falácia do falso dilemaA falácia do falso dilema
A falácia do falso dilema
 
Persuasão e Manipulação
Persuasão e ManipulaçãoPersuasão e Manipulação
Persuasão e Manipulação
 
Filosofia 1º teste - Lógica formal, Silogismos e Falácias
Filosofia 1º teste - Lógica formal, Silogismos e FaláciasFilosofia 1º teste - Lógica formal, Silogismos e Falácias
Filosofia 1º teste - Lógica formal, Silogismos e Falácias
 
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
Argumentação, Retórica e Filosofia - 1
 

Mais de Luis De Sousa Rodrigues (20)

O essencial para os exames de filosofia
O essencial para os exames de filosofiaO essencial para os exames de filosofia
O essencial para os exames de filosofia
 
Unidade funcional do cérebro
Unidade funcional do cérebroUnidade funcional do cérebro
Unidade funcional do cérebro
 
Tipos de vinculação
Tipos de vinculaçãoTipos de vinculação
Tipos de vinculação
 
Tipos de aprendizagem
Tipos de aprendizagemTipos de aprendizagem
Tipos de aprendizagem
 
Teorias sobre as emoções
Teorias sobre as emoçõesTeorias sobre as emoções
Teorias sobre as emoções
 
Relações precoces
Relações precocesRelações precoces
Relações precoces
 
Raízes da vinculação
Raízes da vinculaçãoRaízes da vinculação
Raízes da vinculação
 
Processos conativos
Processos conativosProcessos conativos
Processos conativos
 
Perturbações da vinculação
Perturbações da vinculaçãoPerturbações da vinculação
Perturbações da vinculação
 
Perceção e gestalt
Perceção e gestaltPerceção e gestalt
Perceção e gestalt
 
Os processos emocionais
Os processos emocionaisOs processos emocionais
Os processos emocionais
 
Os grupos
Os gruposOs grupos
Os grupos
 
O sistema nervoso
O sistema nervosoO sistema nervoso
O sistema nervoso
 
O que nos torna humanos
O que nos torna humanosO que nos torna humanos
O que nos torna humanos
 
Maslow e a motivação
Maslow e a motivaçãoMaslow e a motivação
Maslow e a motivação
 
Lateralidade cerebral
Lateralidade cerebralLateralidade cerebral
Lateralidade cerebral
 
Freud 9
Freud 9Freud 9
Freud 9
 
Freud 8
Freud 8Freud 8
Freud 8
 
Freud 7
Freud 7Freud 7
Freud 7
 
Freud 6
Freud 6Freud 6
Freud 6
 

Argumentos por analogia

  • 1. FILOSOFIA 11.º ano FILOSOFIA 11.º ano Luís Rodrigues Argumentos por analogia
  • 2. Argumentos por analogia Argumentos por analogia Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) comparando-a com outra (B). Exemplo 1 Os Mercedes são semelhantes aos BMW. Os Mercedes têm a caraterística de serem seguros. Logo, os BMW são carros seguros. FILOSOFIA 11.º ano
  • 3. Argumentos por analogia Argumentos por analogia Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) comparando-a com outra (B). Exemplo 2 O meu cão é semelhante ao do Miguel O meu cão ladra com muita frequência. Logo, o cão do Miguel ladra com muita frequência. FILOSOFIA 11.º ano
  • 4. Argumentos por analogia Os argumentos por analogia são um tipo de argumento que se baseia em comparações. Tira-se uma conclusão acerca de uma coisa (A) comparando-a com outra (B). FILOSOFIA 11.º ano Forma lógica do argumento. A é semelhante a B. A tem a caraterística C. Logo, B tem a caraterística C. Argumentos por analogia
  • 5. Argumentos por analogia Os argumentos por analogia devem obedecer às seguintes regras: Regra 1. A amostra deve ser suficiente. FILOSOFIA 11.º ano Regra 2. O número de semelhanças deve ser suficiente. Regra 3. As semelhanças verificadas devem ser relevantes. A força da conclusão aumenta quando o número de objetos comparados aumenta. Exemplo: Se eu tivesse referido mais cães semelhantes ao de Miguel, o argumento teria mais força. A força da analogia cresce com o aumento do número de semelhanças verificadas. Se eu acrescentar mais semelhanças entre os dois cães, o argumento será mais forte. Se apresentasse como semelhanças relevantes que os dois animais tinham cauda, pelo, dois olhos e quatro patas, o argumento seria fraco. Essas semelhanças são irrelevantes para a conclusão. Ao não cumprir estas ou alguma destas regras, incorremos na falácia da falsa analogia.
  • 6. Argumentos por analogia FILOSOFIA 11.º ano Falsa analogia Ex.: argumentar que o Estado deve ser gerido como uma empresa porque tanto o Estado como uma empresa precisam de gestores é falacioso (semelhança irrelevante e escasso número de semelhanças). Por que razão estamos perante uma falsa analogia. Por que razão as semelhanças são irrelevantes? 1. Uma empresa não cobra impostos. O Estado sim. 2. Uma empresa não tem serviços educativos nem de saúde como o Estado. 3. Uma empresa não tem o poder de declarar guerra. 4. Uma empresa é uma entidade económica. O Estado é muito mais do que isso.