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FALÁCIAS FORMAS E INFORMAIS
Falácias Formais – erros na forma lógica do argumento.
Falácias informais - erros da forma e, essencialmente, do conteúdo
1. FALÁCIA DA GENERALIZAÇÃO PRECIPITADA:
Esta falácia ocorre quando uma generalização se baseia num número muito limitado de casos.
EXEMPLO: Jules, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são
ladrões.
2. Falácia da Falsa Analogia:
Comete-se esta falácia por várias razões:
1. o número de objetos comparados é reduzido; 2. o número de semelhanças entre os objetos
é escasso; e 3. as semelhanças apresentadas são pouco ou nada relevantes.
Exemplo: Os empregados são como pregos. Temos de martelar a cabeça dos pregos para
estes desempenharem a sua função. O mesmo deve acontece com os empregados.
3. FALÁCIA DO APELO À AUTORIDADE:
Esta falácia ocorre quando: 1. A pessoa não está qualificada para ter uma opinião de perito
no assunto; 2. Não há acordo entre os peritos do campo em questão: 3. A autoridade não
pode, por algum motivo ser levada a sério — porque estava brincar, estava ébria ou por
qualquer outro motivo.
Exemplo: Garanto-te que é verdade porque aparece na Wikipédia.
4. Falácia da previsão inadequada:
Esta falácia ocorre quando a amostra é escassa e pouco diversificada, e há uma referência
temporal.
Exemplo: Ontem fui ao casino e não ganhei nada. Logo, nunca irei ganhar nada no casino.
5.FALÁCIA DA FALSA CAUSA (Depois disso, por causa disso - post hoc ergo propter
hoc):
Trata-se de um argumento segundo o qual apenas por um facto se seguir a outro se conclui
que o primeiro é causa do segundo.
Exemplo: O gato miou quando eu abri a porta. Logo, o gato miou porque eu abri a porta.
6. Falácia do Falso Dilema: Esta falácia ocorre quando é dado um limitado número de
opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de facto há mais. Exemplo: Ou concordas
comigo ou não. (Porque se pode concordar parcialmente.)
7. FALÁCIA DA PETIÇÃO DE PRINCÍPIO (petitio principii):
Esta falácia consiste em pretender provar uma conclusão tendo, como premissa, a própria
conclusão, isto é, usa-se como prova o que se quer provar. Exemplo: Uma pessoa odeia
pessoas de outras raças porque é racista.
8. FALÁCIA DO APELO À IGNORÂNCIA:
Esta falácia ocorre quando se argumenta que uma proposição é verdadeira porque não foi
provado que é falsa ou falsa porque não foi provado que é verdadeira. Exemplo: Ninguém
provou que deus existe. Logo, Deus não existe (é falso que Deus exista).
9. FALÁCIA BONECO DE PALHA (ESPANTALHO)
Esta falácia ocorre quando a tese dos adversários é distorcida e deturpada para ser atacada
mas isso significa que se falha o alvo. Exemplo: As pessoas que querem legalizar o aborto,
querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade
responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.
10. Falácia da Derrapagem (Bola de Neve)
Esta falácia ocorre quando a conclusão resulta de uma série de consequências cujo
encadeamento é muito improvável. Para se mostrar que uma proposição p é inaceitável, se
extrai uma série de consequências inaceitáveis de p. EXEMPLO: Se beberes um copo de
vinho, vais beber dois. Se beberes dois copos de vinho, vais beber três. Logo, se beberes um
copo de vinho, vais tornar-te alcoólico.
11. FALÁCIA CONTRA O HOMEM /PESSOA (Ad hominem):
Esta falácia ocorre quando se ataca a pessoa (o carácter, a condição social, a etnia, a
religião, a ideologia, etc.) que apresentou um argumento e não o argumento.
Ataques pessoais. Exemplo: Os ecologistas dizem que consumimos demasiado energia; mas
não ligues porque eles têm uma tendência para o exagero.
12. FALÁCIA DO APELO À PIEDADE (argumentum ad misercordiam)
Esta falácia ocorre quando se pede a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do
Autor. Exemplo: Como pode dizer que eu reprovo? Eu estava mais perto da positiva e, além
disso, estudei 12 horas por dia.
13. Apelo ao povo (argumentum ad populum)
Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como
verdadeira por algum sector representativo da população. Esta falácia é, por vezes, chamada
"Apelo à emoção" porque os apelos emocionais pretendem atingir, muitas vezes, a população
como um todo. Exemplo: Toda a gente sabe que a Terra é plana. Então por que razão insistes
nas tuas excêntricas teorias?

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  • 1. FALÁCIAS FORMAS E INFORMAIS Falácias Formais – erros na forma lógica do argumento. Falácias informais - erros da forma e, essencialmente, do conteúdo 1. FALÁCIA DA GENERALIZAÇÃO PRECIPITADA: Esta falácia ocorre quando uma generalização se baseia num número muito limitado de casos. EXEMPLO: Jules, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões. 2. Falácia da Falsa Analogia: Comete-se esta falácia por várias razões: 1. o número de objetos comparados é reduzido; 2. o número de semelhanças entre os objetos é escasso; e 3. as semelhanças apresentadas são pouco ou nada relevantes. Exemplo: Os empregados são como pregos. Temos de martelar a cabeça dos pregos para estes desempenharem a sua função. O mesmo deve acontece com os empregados. 3. FALÁCIA DO APELO À AUTORIDADE: Esta falácia ocorre quando: 1. A pessoa não está qualificada para ter uma opinião de perito no assunto; 2. Não há acordo entre os peritos do campo em questão: 3. A autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério — porque estava brincar, estava ébria ou por qualquer outro motivo. Exemplo: Garanto-te que é verdade porque aparece na Wikipédia. 4. Falácia da previsão inadequada: Esta falácia ocorre quando a amostra é escassa e pouco diversificada, e há uma referência temporal. Exemplo: Ontem fui ao casino e não ganhei nada. Logo, nunca irei ganhar nada no casino. 5.FALÁCIA DA FALSA CAUSA (Depois disso, por causa disso - post hoc ergo propter hoc): Trata-se de um argumento segundo o qual apenas por um facto se seguir a outro se conclui que o primeiro é causa do segundo. Exemplo: O gato miou quando eu abri a porta. Logo, o gato miou porque eu abri a porta.
  • 2. 6. Falácia do Falso Dilema: Esta falácia ocorre quando é dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de facto há mais. Exemplo: Ou concordas comigo ou não. (Porque se pode concordar parcialmente.) 7. FALÁCIA DA PETIÇÃO DE PRINCÍPIO (petitio principii): Esta falácia consiste em pretender provar uma conclusão tendo, como premissa, a própria conclusão, isto é, usa-se como prova o que se quer provar. Exemplo: Uma pessoa odeia pessoas de outras raças porque é racista. 8. FALÁCIA DO APELO À IGNORÂNCIA: Esta falácia ocorre quando se argumenta que uma proposição é verdadeira porque não foi provado que é falsa ou falsa porque não foi provado que é verdadeira. Exemplo: Ninguém provou que deus existe. Logo, Deus não existe (é falso que Deus exista). 9. FALÁCIA BONECO DE PALHA (ESPANTALHO) Esta falácia ocorre quando a tese dos adversários é distorcida e deturpada para ser atacada mas isso significa que se falha o alvo. Exemplo: As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado. 10. Falácia da Derrapagem (Bola de Neve) Esta falácia ocorre quando a conclusão resulta de uma série de consequências cujo encadeamento é muito improvável. Para se mostrar que uma proposição p é inaceitável, se extrai uma série de consequências inaceitáveis de p. EXEMPLO: Se beberes um copo de vinho, vais beber dois. Se beberes dois copos de vinho, vais beber três. Logo, se beberes um copo de vinho, vais tornar-te alcoólico. 11. FALÁCIA CONTRA O HOMEM /PESSOA (Ad hominem): Esta falácia ocorre quando se ataca a pessoa (o carácter, a condição social, a etnia, a religião, a ideologia, etc.) que apresentou um argumento e não o argumento. Ataques pessoais. Exemplo: Os ecologistas dizem que consumimos demasiado energia; mas não ligues porque eles têm uma tendência para o exagero. 12. FALÁCIA DO APELO À PIEDADE (argumentum ad misercordiam) Esta falácia ocorre quando se pede a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do Autor. Exemplo: Como pode dizer que eu reprovo? Eu estava mais perto da positiva e, além disso, estudei 12 horas por dia. 13. Apelo ao povo (argumentum ad populum) Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como verdadeira por algum sector representativo da população. Esta falácia é, por vezes, chamada "Apelo à emoção" porque os apelos emocionais pretendem atingir, muitas vezes, a população como um todo. Exemplo: Toda a gente sabe que a Terra é plana. Então por que razão insistes nas tuas excêntricas teorias?