DIABETES
GESTACIONAL
ACADÊMICA
Emisa Papa
Faculdade Ingá
Maringá - 2015
O QUE É?
 É uma forma de Diabetes que pode surgir
durante a gestação, geralmente durante o
segundo trimestre.
 Doença sistêmica que envolve alterações no
metabolismo, envolvendo:
 É um processo patológico, que pode ou não
persistir após a gestação.
 Ocorre quando os açúcares não entram nas
células e se acumulam no sangue.
Caracteriza-se por
deficiência na ação e
secreção de insulina.
Hiperglicemia
 Na gestação há um aumento da resistência
periférica a insulina por presença de
hormônios que bloqueiam os efeitos da
insulina:
Progesterona
Cortisol
Prolactina
Lactogênio
placentário
 A maioria das mulheres que têm diabetes
gestacional podem ter bebês saudáveis.
 No entanto, níveis de açúcar no sangue
não controlados pode causar problemas
para a mãe e o bebê.
RISCOS PARA A MÃE:
 Pressão arterial elevada e excesso de proteína na
urina após as 20 semanas de gestação. Não tratada,
pode levar a pré-eclampsia grave ou até morte.
 Parto prematuro
 Cesareana.
 Probabilidade de ter diabetes gestacional novamente
na próxima gestação.
 Aumenta a probabilidade de desenvolver tipo 2 após a
gestação.
RISCOS PARA O BEBÊ:
 Desequilíbrios químicos: como níveis baixos
de cálcio e do magnesio.
 Distúrbios respiratórios :Se o bebê for
prematuro, vai necessitar de ajuda até à sua
respiração se tornar mais forte.
 Hipoglicemia: desenvolvem hipoglicemia logo
após o nascimento, porque a sua própria
produção de insulina é elevada.
CRESCIMENTO EXAGERADO
 O excesso de glicose pode
atravessar a placenta, o que
desencadeia uma produção
extra de insulina no
pâncreas.
 Isso pode causar o
crescimento exagerado do
bebê (macrossomia >4000g).
Bebês muito grandes são
mais suscetíveis a traumas
no canal de parto.
 Icterícia: A coloração amarelada da pele e das
escleróticas pode ocorrer quando o fígado do
bebê não é o suficientemente maduro para
quebrar a bilirrubina.
A icterícia geralmente não é um motivo de
preocupação, mas é importante uma cuidadosa
monitorização.
 Desenvolvimento de Diabetes tipo 2 mais tarde:
Os bebês têm um maior risco de desenvolver
obesidade e diabetes tipo 2 na vida.
 As malformações congênitas dependem
da presença de hiperglicemia materna no
início da gestação e da qualidade de seu
controle, sendo mais comuns no diabetes
prévio à gestação.
Sintomas:
 Aumento da sede;
 Polaciúria;
 Fadiga;
 Visão nublada;
 Infecções de bexiga e pele.
No entanto, para a maioria das
mulheres, a diabetes gestacional
não causa sintomas ou sinais
perceptíveis.
FATORES DE RISCO:
 IDADE: As mulheres com idade superior a 25 anos têm
maior probabilidade de desenvolver diabetes gestacional.
 PESO: Terá maiior probabilidades de desenvolver diabetes
gestacional se tiver obesidade antes da gravidez.
 HISTÓRIA FAMILIAR OU PESSOAL: O risco de desenvolver
diabetes gestacional aumenta se tiver pré-diabetes, ou se
um familiar próximo tiver diabetes.
 RAÇA: Por razões que não são claras, as mulheres negras,
hispânicas, índio- americanas ou asiáticas são mais
susceptíveis de desenvolver diabetes gestacional do que as
outras mulheres.
DIAGNÓSTICO
 O diabetes gestacional é geralmente
diagnosticado entre a 24ª e 28ª semanas de
gravidez, quando a resistência à insulina
geralmente começa.
 Na maioria dos casos, o diabetes gestacional
é descoberto com exames de rotina durante a
gravidez, como glicemia de jejum, curva
glicêmica e hemoglobina glicada.
Curva glicêmica
 O exame de curva glicêmica mede a
velocidade com que o corpo absorve a glicose
após a ingestão.
 O paciente ingere 75g de glicose e é feita a
medida das quantidades da substância em
seu sangue em jejum, uma hora e duas horas
após a ingestão.
VALORES DE REFERÊNCIA:
 Em jejum: abaixo de 92mg/dl
 Após 1h: abaixo de 180mg/dl
 Após 2 horas: abaixo de 153 mg/dl
 Qualquer dosagem aleatória de glicemia
maior que 200 mg/dl já é diagnóstico de
diabetes.
Esse é o principal exame para verificar a
presença de diabetes gestacional.
Glicemia de jejum
 A glicemia de jejum é um exame que mede o
nível de açúcar no sangue naquele momento.
 Os valores de referência ficam entre 65 a 92
miligramas de glicose por decilitro de sangue
(mg/dL).
Resultados anormais:
 Resultados entre 92 mg/dL e 100 mg/dL são
considerados anormais próximos ao limite e
devem ser repetidos em uma outra ocasião.
 Valores acima de 100 mg/dL já são bastante
suspeitos de diabetes, mas também devendo
ser repetido em uma outra ocasião.
A glicemia de jejum é um exame
feito para confirmar os resultados
da curva glicêmica e para
acompanhar os níveis de glicose no
sangue durante o dia ou após as
refeições.
TRATAMENTO
 Controlar o nível de açúcar no sangue é
essencial para manter o bebé saudável e
evitar complicações durante o parto.
 Verificar o nível de açúcar no sangue 4-5
x/dia para ter certeza que o açúcar no sangue
esta dentro de uma faixa saudável.
DIETA
 Ingerir mais frutas, legumes e grãos inteiros.
 Ingerir alimentos que são nutritivos e de baixo
teor de gorduras e calorias.
 Ingerir menos produtos de origem animal e
doces.
EXERCÍCIOS:
 Reduz o nível de açúcar no sangue por ajudar
no transporte de açúcar para as células,
permitindo obter energia.
 Aumenta a sensibilidade à insulina, o que
significa que o organismo necessita de menos
insulina para o transporte de açúcar para a
célula.
 O exercício regular pode
ajudar a evitar alguns dos
desconfortos da gravidez,
tais como dor nas costas,
cãibras musculares, edema,
obstipação e dificuldade em
dormir.
 Também pode ajudar na
preparação para o parto
MEDICAÇÃO
 Se dieta e exercícios não são suficientes,
injeções de insulina podem ser usados para
baixar o nível de açúcar no sangue.
 Medicação via oral.
MONITORIZAÇÃO DO BEBÊ
 O médico pode monitorar o crescimento e
desenvolvimento do bebê com:
Ultrassom fetal
Monitoramento dos batimentos cardíacos
do bebê
PREVENÇÃO
 Escolha alimentos ricos em fibras e pobres em
gordura e calorias.
 Coma mais frutas, legumes e grãos integrais.
 Exercício antes e durante a gravidez pode ajudar
a proteger contra o desenvolvimento de diabetes
gestacional.
 Perder os quilos em excesso antes da gravidez.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Miranda PAC, Reis R. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia; 2006.Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia
 Rudge MVC, Calderon IMP, Ramos MD, Suetake H, Peraçoli JC.
Investigação diagnóstica do diabetes na gestação. Ver Bras Ginecol
Obstet 1996;18:21-6.
 Diabete e hipertensão na gravidez: manual de orientação.
FEBRASGO. Rudge MVC,Amaral MJ, eds. vol. III. São Paulo:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia;
2004.
 Silva MR, Calderon IM, Gonçalves LC, Aragon FF, Padovani CR,
Pimenta WP. Ocorrência de diabetes melito em mulheres com
hiperglicemia em gestação prévia. Rev Saúde Pública 2003;37:345-
50.

Apresentação

  • 1.
  • 2.
    O QUE É? É uma forma de Diabetes que pode surgir durante a gestação, geralmente durante o segundo trimestre.
  • 3.
     Doença sistêmicaque envolve alterações no metabolismo, envolvendo:
  • 4.
     É umprocesso patológico, que pode ou não persistir após a gestação.  Ocorre quando os açúcares não entram nas células e se acumulam no sangue. Caracteriza-se por deficiência na ação e secreção de insulina. Hiperglicemia
  • 6.
     Na gestaçãohá um aumento da resistência periférica a insulina por presença de hormônios que bloqueiam os efeitos da insulina: Progesterona Cortisol Prolactina Lactogênio placentário
  • 7.
     A maioriadas mulheres que têm diabetes gestacional podem ter bebês saudáveis.  No entanto, níveis de açúcar no sangue não controlados pode causar problemas para a mãe e o bebê.
  • 8.
    RISCOS PARA AMÃE:  Pressão arterial elevada e excesso de proteína na urina após as 20 semanas de gestação. Não tratada, pode levar a pré-eclampsia grave ou até morte.  Parto prematuro  Cesareana.  Probabilidade de ter diabetes gestacional novamente na próxima gestação.  Aumenta a probabilidade de desenvolver tipo 2 após a gestação.
  • 9.
    RISCOS PARA OBEBÊ:  Desequilíbrios químicos: como níveis baixos de cálcio e do magnesio.  Distúrbios respiratórios :Se o bebê for prematuro, vai necessitar de ajuda até à sua respiração se tornar mais forte.  Hipoglicemia: desenvolvem hipoglicemia logo após o nascimento, porque a sua própria produção de insulina é elevada.
  • 10.
    CRESCIMENTO EXAGERADO  Oexcesso de glicose pode atravessar a placenta, o que desencadeia uma produção extra de insulina no pâncreas.  Isso pode causar o crescimento exagerado do bebê (macrossomia >4000g). Bebês muito grandes são mais suscetíveis a traumas no canal de parto.
  • 11.
     Icterícia: Acoloração amarelada da pele e das escleróticas pode ocorrer quando o fígado do bebê não é o suficientemente maduro para quebrar a bilirrubina. A icterícia geralmente não é um motivo de preocupação, mas é importante uma cuidadosa monitorização.  Desenvolvimento de Diabetes tipo 2 mais tarde: Os bebês têm um maior risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 na vida.
  • 12.
     As malformaçõescongênitas dependem da presença de hiperglicemia materna no início da gestação e da qualidade de seu controle, sendo mais comuns no diabetes prévio à gestação.
  • 13.
    Sintomas:  Aumento dasede;  Polaciúria;  Fadiga;  Visão nublada;  Infecções de bexiga e pele. No entanto, para a maioria das mulheres, a diabetes gestacional não causa sintomas ou sinais perceptíveis.
  • 14.
    FATORES DE RISCO: IDADE: As mulheres com idade superior a 25 anos têm maior probabilidade de desenvolver diabetes gestacional.  PESO: Terá maiior probabilidades de desenvolver diabetes gestacional se tiver obesidade antes da gravidez.  HISTÓRIA FAMILIAR OU PESSOAL: O risco de desenvolver diabetes gestacional aumenta se tiver pré-diabetes, ou se um familiar próximo tiver diabetes.  RAÇA: Por razões que não são claras, as mulheres negras, hispânicas, índio- americanas ou asiáticas são mais susceptíveis de desenvolver diabetes gestacional do que as outras mulheres.
  • 15.
    DIAGNÓSTICO  O diabetesgestacional é geralmente diagnosticado entre a 24ª e 28ª semanas de gravidez, quando a resistência à insulina geralmente começa.  Na maioria dos casos, o diabetes gestacional é descoberto com exames de rotina durante a gravidez, como glicemia de jejum, curva glicêmica e hemoglobina glicada.
  • 16.
    Curva glicêmica  Oexame de curva glicêmica mede a velocidade com que o corpo absorve a glicose após a ingestão.  O paciente ingere 75g de glicose e é feita a medida das quantidades da substância em seu sangue em jejum, uma hora e duas horas após a ingestão.
  • 17.
    VALORES DE REFERÊNCIA: Em jejum: abaixo de 92mg/dl  Após 1h: abaixo de 180mg/dl  Após 2 horas: abaixo de 153 mg/dl  Qualquer dosagem aleatória de glicemia maior que 200 mg/dl já é diagnóstico de diabetes. Esse é o principal exame para verificar a presença de diabetes gestacional.
  • 18.
    Glicemia de jejum A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no sangue naquele momento.  Os valores de referência ficam entre 65 a 92 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).
  • 19.
    Resultados anormais:  Resultadosentre 92 mg/dL e 100 mg/dL são considerados anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião.  Valores acima de 100 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devendo ser repetido em uma outra ocasião. A glicemia de jejum é um exame feito para confirmar os resultados da curva glicêmica e para acompanhar os níveis de glicose no sangue durante o dia ou após as refeições.
  • 20.
    TRATAMENTO  Controlar onível de açúcar no sangue é essencial para manter o bebé saudável e evitar complicações durante o parto.  Verificar o nível de açúcar no sangue 4-5 x/dia para ter certeza que o açúcar no sangue esta dentro de uma faixa saudável.
  • 21.
    DIETA  Ingerir maisfrutas, legumes e grãos inteiros.  Ingerir alimentos que são nutritivos e de baixo teor de gorduras e calorias.  Ingerir menos produtos de origem animal e doces.
  • 22.
    EXERCÍCIOS:  Reduz onível de açúcar no sangue por ajudar no transporte de açúcar para as células, permitindo obter energia.  Aumenta a sensibilidade à insulina, o que significa que o organismo necessita de menos insulina para o transporte de açúcar para a célula.
  • 23.
     O exercícioregular pode ajudar a evitar alguns dos desconfortos da gravidez, tais como dor nas costas, cãibras musculares, edema, obstipação e dificuldade em dormir.  Também pode ajudar na preparação para o parto
  • 24.
    MEDICAÇÃO  Se dietae exercícios não são suficientes, injeções de insulina podem ser usados para baixar o nível de açúcar no sangue.  Medicação via oral.
  • 25.
    MONITORIZAÇÃO DO BEBÊ O médico pode monitorar o crescimento e desenvolvimento do bebê com: Ultrassom fetal Monitoramento dos batimentos cardíacos do bebê
  • 26.
    PREVENÇÃO  Escolha alimentosricos em fibras e pobres em gordura e calorias.  Coma mais frutas, legumes e grãos integrais.  Exercício antes e durante a gravidez pode ajudar a proteger contra o desenvolvimento de diabetes gestacional.  Perder os quilos em excesso antes da gravidez.
  • 29.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  MirandaPAC, Reis R. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; 2006.Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia  Rudge MVC, Calderon IMP, Ramos MD, Suetake H, Peraçoli JC. Investigação diagnóstica do diabetes na gestação. Ver Bras Ginecol Obstet 1996;18:21-6.  Diabete e hipertensão na gravidez: manual de orientação. FEBRASGO. Rudge MVC,Amaral MJ, eds. vol. III. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2004.  Silva MR, Calderon IM, Gonçalves LC, Aragon FF, Padovani CR, Pimenta WP. Ocorrência de diabetes melito em mulheres com hiperglicemia em gestação prévia. Rev Saúde Pública 2003;37:345- 50.