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Índice


Um título por mês…....................................................3

Não aguento mais! ......................................................5

Uma ideia brilhante ..................................................13

Um anjo de almofada................................................21

Da minha janela.......................................................29

O vesgo, o coxo e o marreco ........................................ 37

Essa porta ainda por abrir .......................................45

Desta é que foi!..........................................................53




                                     1
2
Um título por mês…
       Queríamos que os nossos alunos escrevessem mais. Mais e melhor. Que
gostassem de escrever e do que escreviam… E, claro, que gostassem também de ler…
Será um exagero (uma hipérbole, portanto) afirmar que já não aguentávamos mais,
mas… gostávamos de mudar alguma coisa.
       Pensámos no seguinte: seleccionaríamos mensalmente um título para que em
todas as turmas (de 2º e 3º ciclos) se redigissem (em aula) textos. Em seguida, escolher-
se-ia em cada turma o texto que fosse considerado o melhor. Posteriormente, as
professoras de Língua Portuguesa seleccionariam uma produção escrita por ano de
escolaridade (5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos e Cursos de Educação e Formação), que seria
exposta.
       Pareceu-nos “Uma Ideia Brilhante”, pelo que resolvemos avançar com ela.
       Ficámos maravilhadas: o primeiro título originou trabalhos ainda melhores que o
esperado!
       Contudo, essa ideia brilhante nem sempre gerava títulos igualmente brilhantes…
Ouviram-se lamentos: “falta-me a imaginação!”, “quem é que escolhe estes títulos?”…
Por vezes parecia-nos difícil seleccionar um título para ambos os ciclos. Por outro lado,
tentávamos diversificar: em determinado mês seleccionar um título mais “poético”
(“Da minha janela…”), noutro um mais engraçado (“O Vesgo, o Coxo e o Marreco”).
       Pela Primavera pareceu abrir-se novamente a porta da imaginação e, quase no
final do ano, foi mesmo caso para afirmar “Desta é que foi!...”
       Esta antologia reúne 47 dos cerca de 2.100 textos (!) escritos no âmbito deste
projecto, que esperamos futuramente estender às turmas de 1º ciclo e pré-escolar do
agrupamento.
       Cada capítulo inclui os textos subordinados a determinado título que estiveram
expostos numa das vitrinas do átrio da escola sede ao longo do ano lectivo:

                                    Não aguento mais! (mês de Outubro)
                                    Uma Ideia Brilhante (mês de Novembro)
                                    Um Anjo de Almofada (mês de Dezembro)
                                    Da minha janela… (mês de Janeiro)
                                    O Vesgo, o Coxo e o Marreco (mês de Fevereiro)
                                    Essa porta ainda por abrir (meses de Março e Abril)
                                    Desta é que foi!... (mês de Maio)

                                         Quando o Conselho Executivo nos propôs a
sua edição, aderimos imediatamente. Graças à parceria com a BE/CRE e às ilustrações
dos títulos – também elas de alunos da nossa escola – seleccionadas pelo professor
Carlos Marques, foi possível a presente antologia.
      Esperamos que gostem tanto de a ler como nós!
                                                  As professoras de Língua Portuguesa,
                                                               Ana Mafalda Marques
                                                               Ana Rita Basto
                                                               Ana Paula Sempiterno
                                                               Carla Santos
                                                               Elisabete Soalheiro
                                                               Isabel Araújo
                                                               Sandra Nunes

                                           3
4
Outubro




Não aguento
  mais!



     5
Hoje zanguei-me com a minha melhor amiga.
          A minha mãe só faz peixe ao almoço.
          O meu irmão tira macacos do nariz e cola-os no cabelo das minhas bonecas.
          O meu pai trata-me como se eu tivesse quatro anos.
          “Eu já não aguento mais!”
          Tenho uma família de doidos!
          Ia para a escola, num belo dia de sol, de mini-saia e com um top. Quando ia a
sair de casa, nem acreditam… Começou a chover! Tive de voltar para casa e trocar de
roupa.
          Cheguei à escola atrasada e, ainda por cima, levei um recado na caderneta.
          Fui para casa e mostrei a caderneta à minha mãe que não parou de me chatear a
cabeça!
          O meu gato tinha comido o meu peixe.
          As minhas melhores calças estavam sujas.
          E depois, para finalizar, ainda soube que tive zero no teste de Língua
Portuguesa!
          Fui ver se fazia as pazes com a minha melhor amiga, mas ela atirou-me com
um copo de água em cima…
          “Não aguento mais…”


                                                                   Kateryna Petreanu, 5º A




                                              6
Não aguento mais
Esta vida desgraçada
Mas não perco jamais
Uma bela futebolada!


Não aguento mais
De tanto correr
Depois desta correria
Só espero vencer!


Não aguento mais
Já estou cansado
Só espero da vida
Não ser mal amado!


Não aguento mais
Esta vida familiar
Mas eu sei
Que tenho de aguentar…


Não aguento mais
Este planeta de racismo
Mais uns anos
Torna-se um fanatismo!
                              Otniel Marques, 6º D


                          7
⎯ Estou farta disto, não dá para aguentar mais! Vida de estudante não é para
mim. Isto de escola não é a minha onda… Para que me interessa aprender História?
Ciências? Físico-química? Porque é que tenho de aprender Inglês? Ou Francês? Eu estou
em Portugal, não estou noutro país qualquer! ⎯ resmungava a Susana no carro a
caminho da escola.
      ⎯ Pára de reclamar, Susana. Se tens essas disciplinas todas é porque os teus
professores acham bem que vocês aprendam mais coisas sobre Portugal e os outros países.
      ⎯ Fogo, mãe, outros países? Tipo… Estou em Portugal! O que é que eu tenho a ver
com as outras línguas? O que é que me interessa a forma como os reis viveram, ou as
batalhas que ganharam? Ai, mãe, aquilo é uma seca! Já sei ler, já sei escrever, já sei
fazer contas! O resto não me interessa!




                                                               Joana Rita Gonçalves 7º A




                                            8
Neste poema vou escrever
Aquilo que já não posso ver.

Os amigos estão-se a zangar
Mas eu nem quero imaginar!...

Os amores vão-se perder
Mistérios que não quero perceber.

A família sempre a ajudar
Algo em que adoro pensar.

Na escola vamos aprender
Mil e uma coisas que não sabemos fazer.

À vida não vamos mentir
Pois é ela que temos de seguir.

A felicidade não podemos medir
Só a conseguimos sentir.

Podia falar
E nunca mais acabar…

Só sei que não vou aguentar!
Tal não significa não gostar…

É que estas rimas
Que estive a escrever
São palavras escritas
Que alguém vai perceber!




                                          Elisabete Custódio 8ºB

                                    9
Pois é! Há por aí um cromo que não me larga. Agora deu para dizer que está
apaixonado por mim! Mas que seca! Já não me chegava ter que aturar os profes na
escola, agora aturo os filhos deles... Sim, porque o dito cujo cromo é filho do "stor" de
geografia, que por sinal é outro cromo. Enfim, tal pai tal filho...
      No outro dia, o rapaz chega-se junto da minha mãe e diz-lhe: "Dona Carolina,
quero pedir a mão da sua filha em namoro!". Claro que a minha mãe desata às
gargalhadas! Coitado do rapaz, tem ar de parolo: usa camisinha aos quadrados,
calcinhas de bombazina e sapatinhos de vela a condizer com os suspensórios e a gravata.
      Não aguento mais!
      Há coisa de três dias, enfia-se no autocarro a meu lado (como se aquele fosse o
autocarro que ele costuma apanhar), e sai na mesma paragem que eu. "Para quê?"
Perguntam vocês… Para fazer uma declaração de amor em frente dos meus vizinhos!
Mas que grande melga, não me larga por um minuto que seja! Qualquer dia nem sei o
que lhe faço. A paciência tem limites! Ontem fez-me uma serenata às onze da noite.
"São horas de chatear alguém com parvoíces?" ⎯ perguntei eu, ao que ele respondeu:
"O amor não tem hora para se demonstrar, minha princesa encantada". Não
imaginam a minha cara de parva. Nesse momento fechei a janela e ele lá se foi embora.
      Hoje na escola fiquei a saber que ele pediu transferência para a minha turma!
Mas que tormento, assim não dá! O raio do miúdo é uma melga, e quem o atura sou
eu! Estou a desesperar! Grrrrrrrrr... NÃO AGUENTO MAIS!!!




                                                                       Marta Pereira 9ºB




                                            10
Não aguento mais estar sem ti.
Não te poder beijar nem abraçar.
No teu olhar eu fico;
é contigo que quero dançar.


Não podes negar;
mais vale dançares comigo
do que dançares
com quem nunca te irá amar.
Eu sei que te vais embora
à tua espera vou ficar
Espero que não vás demorar
porque sempre te irei amar.


Quando vieres, estarei pronto
para contigo casar.
Quando estiveres pronta,
o nosso casamento vai começar!




                                     Rafael Dinis Costa, CEF-2




                                11
12
Novembro



Uma ideia
brilhante




    13
Na aula de ciências a professora propôs-nos que inventássemos uma máquina!
Qualquer coisa extraordinária!
       Em casa estive a pensar no que havia de fazer, até que tive uma ideia brilhante!
       - Já sei o que vou fazer! Vou inventar a máquina do futuro! Vou ser uma
cientista famosa!
       Fui fazendo o projecto… Era assim: a máquina era azul com um visor reluzente
e tinha uns botões com números.
       Experimentei a máquina e… deu resultado! Coloquei o botão para o ano 2010 e
nem imaginam o que vi! A minha casa estava transformada num jardim zoológico.
Tinha macacos, gorilas e até um rato!
       A minha mãe caiu para o lado, o meu pai fugiu a cavalo e a minha
irmã…coitada! Correu para a casa de banho. E eu?! Eu estava dentro da barriga de um
canguru!
       No outro dia, na escola, é claro que a nota do meu trabalho foi Muito Bom!
       E de futuro, continuei a ser uma cientista e a fazer máquinas melhores mas a
que deu mais prazer e causou mais orgulho foi aquela porque foi a primeira.




                                                    Madalena Carvalho Lourenço - 5º A




                                          14
Tive uma ideia brilhante
Um dia quando acordei
Construí umas asas de papel
Depois de um muro saltei.


O resultado desta invenção
Que um dia eu fiz
Só deu mau resultado
Ao aterrar parti o nariz.


Mas não parei de inventar
E umas andas fiz então
Ao correr e ao saltar
Caí de rabo no chão.


Não sou lá grande inventor
Nem tenho imaginação
Inventar coisas malucas?
Prefiro ter os pés no chão.




                              Elton Jonhy, 6º C




                                  15
Uma ideia brilhante foi
gostar de ti.
Uma ideia brilhante
foi amar-te assim.


Não sei o que é amar
mas espero que seja o que sinto por ti,
porque é muito melhor estar ao teu lado
do que estar aqui.


Gosto de gostar de ti,
Gosto de te ver assim.
Nunca foi tão bom
Ver-te sorrir assim.


Amo-te muito!
Gosto muito de ti!
Não sou nenhum Luís de Camões,
mas estes versos são para ti.




                                               Hugo – 7ºB




                                          16
Uma ideia brilhante tive eu!
Eis o que sucedeu:
Estava a pensar no futuro
Eu já bem maduro...

Terei eu, então,
Uma felicidade sem fim,
Carro e casa
Só para mim.

Só para mim,
Também não!
Para meus filhos,
Mulher e cão.

O meu cão
Saberá conduzir
Devido ao chip
Que eu irei construir.

Se o vou construir
É porque terei uma empresa,
De consolas ou computadores...
Ainda não tenho a certeza.

A minha brilhante ideia
É comprar um mealheiro,
Para que, quando eu for grande,
Tenha então muito dinheiro!!



                                       Rúben Vines 8ºB




                                  17
Tive uma ideia brilhante:
Pegar em três livros de cada vez
E, numa velocidade constante,
Ir estudar para Português!


Ir estudar para Português
Não é palhaçada!
Ao ter uma ideia brilhante,
Meti-me numa grande trapalhada!


Ter uma ideia brilhante
É saber o que vou fazer:
Para aprender Língua Portuguesa
Basta treinar: ler e escrever.




                                   Bruno Magalhães, 9º A




                           18
Ao olhar para uma estrela,                   A minha mulher ligou,
Tive uma ideia brilhante:                    Estava muito entusiasmada,
Enviei uma carta à minha mulher              Com a aquela voz meiga,
E outra à minha amante.                      Via-se que estava apaixonada.
                                             Mas cheguei à conclusão que era
À minha amante disse que                     Só com uma que eu podia ficar.
Ela era a minha inspiração,                  Viajei então sozinho,
À minha mulher a musa                        Para poder calmamente pensar.
Que move o meu coração.
                                             Liguei à minha amante e disse:
A minha amante, quando abriu a carta,        “Nosso amor chegou ao fim”,
Ficou com o coração a palpitar,              Descobri naquela altura que
Porque viu que era com ela                   A minha mulher era tudo para mim.
Que eu queria sempre ficar.
                                             Cheguei a casa e contei
A minha mulher, quando abriu a carta,        À minha mulher que a tinha traído.
Ficou com o coração iluminado,               Que a culpa também era dela,
Porque viu que era por ela                   “Vamos esquecer isto, marido”.
Que estava muito apaixonado.
                                             Vejam bem que isto que fiz
A minha amante enviou-me uma carta           Não é uma ideia brilhante.
Contendo poemas de amor.                     Se um homem amar mesmo a sua mulher,
Eu fiquei tão contente que lhe liguei        Esse amor deve ser constante.
E disse “Obrigado, amor”.
                                                                       João Brito, CEF 1



                                        19
20
Dezembro




Um anjo de
 almofada




    21
Era uma vez um casal que tinha uma filha chamada Clara de 13 anos. A família era
rica, mas bondosa.
   Nos primeiros dias de Dezembro. Como costume, Clara começou a montar a árvore
de Natal e encontrou um enfeite que era um anjo deitado numa almofada, e pensou:
   - Que estranho! Nunca tinha visto este anjo!
   Mas não se preocupou e colou-o na árvore, que por fim tinha terminado.
   No dia de Natal a Clara adormeceu no sofá e enquanto dormia, o anjo
transformou-se num menino e foi com a Clara até ao país dos sonhos!
   Clara fez muitas coisas divertidas! Passaram um dia maravilhoso!
   Mas tinham de voltar para casa. O anjo passou a ser um menino de verdade que
andava sempre com a sua almofada!
   Clara e o anjinho-menino tornaram-se os melhores amigos e viveram muito felizes!




                                                   Carolina Rodrigues da Costa, 5ºC




                                         22
Um anjo de almofada
É uma coisa gira de fazer!
Já dizia a avó Mafalda
O que é bonito é para se ver!!!


O anjo de almofada
É o teu guardião
Pois é ele que te guarda
E te pega pela mão!


Um anjo de almofada
É algo divertido
Pode ser preto, branco e mais nada
Ou então ser colorido.


Um anjo colorido
Fica bem mais divertido…




                                     Milene Padeiro, 6º D




                             23
Muito cedo, muito cedo, acordava um anjinho pequenino bem lá em cima na copa
do céu.
      Todos os dias tinha a mesma rotina. Acordava e voava com as suas minúsculas
asas feitas de penas, cabecinha de algodão e olhinhos azuis.
      Chamavam-lhe o Anjo de Almofada pelas suas características físicas.
      Continuando a sua rotina…
      Dava uma vista de olhos lá de cima à cidade e, como estava sempre tudo bem,
voltava para casa.
      Mas, naquele dia, havia um movimento estranho lá em baixo. Decidiu ir
espreitar.
      Quando chegou, escondeu-se dentro de uma chaminé e caiu. Todo coberto de cinzas,
levantou-se e, quando deu por si, estava num quarto e o barulho era imenso.
      Reparou numa criança que gritava para a mãe:
      ⎯ Quero um brinquedo novo!
      A mãe insistia com ela que não tinha dinheiro para isso, mas é claro que ela não
percebia.
      O Anjo de Almofada ficou com pena e ofereceu-se a si próprio para ser o
brinquedo da criança.
      O Anjo falava com o menino e por isso ele dizia à mãe que o brinquedo era
especial. Eram os melhores amigos e a pobre mãe em dinheiro e rica em alegria nunca
chegou a perceber como o Anjo de Almofada tinha aparecido na vida do seu filho…


                                                                     Ana Vitorino, 7ºA




                                           24
Um anjo de almofada
É uma coisa muito bela;
Não entra pela porta
Mas sim pela janela.


De vez em quando
Entra pela cozinha
E em vez de ir ao meu quarto
Vai ao quarto da minha irmãzinha.


O anjo tem caracóis
Que em noites deslumbrantes
Se assemelham a faróis
Mesmo muito fascinantes!


No sonho
Da minha noite passada
Ele era o meu anjo de almofada…




                                    Rui Brito 8ºA




                           25
Havia um anjo feito de almofada
que sempre que caía
nunca se magoava.


O seu corpo era feito de penas
nada mais, apenas… penas!


Por fora era feito de tecido.
Quando o bebé o agarrava,
ficava todo torcido.


Ele gostava de ser um anjo de verdade,
mas para isso acontecer
seria preciso haver muita caridade.




                                         Fábio Martins, 9º A




                                 26
Mais um texto? Eh pá, isto para mim é de mais! Não vou conseguir!
Certamente. Falar sobre “um anjo de almofada” é um pouco lamechas, não?

           Ainda pensei poder ter esperança de ganhar o texto do mês de Dezembro mas com
um título como este não dá. Isto é bom é para aqueles que gostam de fazer poemas. “Um
anjo de almofada” é mesmo aquela coisa tipo “asquerosa”, como diz a minha professora
de L.P..

           Não, eu este texto, com este título não faço! Vamos falar de futebol? Carros?
Motas? É do que nós gostamos, não é destes títulos assim…

           Cada vez me desiludo mais. Chego a uma aula e dizem-me “faz um texto”, e eu
“ya, na boa” mas depois dão-me este título!? Não é fácil aguentar. Vá, dêem títulos
decentes!

           Isto faz-nos pensar. Imaginem aquelas coisas lamechas no início do texto: “A
minha almofadinha…” ou “O meu anjo da guarda é a minha almofada...”. Bah, é
nojento!

           Bem, não posso falar muito mais deste texto, já sei que vou sofrer as
consequências mas pronto, não há-de ser nada!

           Fogo, arranjem títulos decentes!!!




                                                                Sandro Carvalho, CEF 1




                                                27
28
Janeiro




Da minha janela




       29
Da minha janela costumo ver pessoas, casas, carros e não se costuma ouvir
quase barulho nenhum.
       Um dia estava eu à janela e nem conseguia acreditar no que via e ouvia.
       As pessoas tinham-se transformado em extraterrestres, as casas, umas tinham o
telhado, mas não tinham o resto e outras tinham o resto mas não tinham telhado.
       Os carros não tinham rodas e em vez de andar voavam. Pareciam autênticas
naves espaciais conduzidas por marcianos com três, quatro olhos e alguns nem sequer
tinham olhos.
       As árvores do jardim só tinham espinhos. Os cães pareciam um daqueles
brinquedos robots.
       As pessoas (extraterrestres) falavam como se fosse um livro de banda desenhada:
tinham balões a sair pela boca.
       O barulho que se ouvia parecia sons de fantasmas, panelas a bater, buzinas…
Tudo aquilo que não se consegue suportar.
       Fechei os olhos e passado algum tempo voltei a abri-los e dei comigo na cama.
       Afinal não tinha tudo passado de um pesadelo!
       E, da minha janela continuava a ver-se tudo aquilo que costumo ver.




                                                                  Cláudia Cavaca, 5ºC




                                            30
Da minha janela vejo um futuro próximo, feliz e fantástico…
       Vejo as pessoas de quem gosto a ultrapassarem dificuldades e a concretizarem os
seus sonhos…
        Vejo amor, fraternidade e amizade entre famílias, amigos e conhecidos…
        Vejo paz!
       Da minha janela vejo o passado. Recordações boas que ficam para sempre mas
também recordações más, das quais não me quero lembrar.
       Vejo-me a dizer as primeiras palavras “papá” e “mamã”, a dar os primeiros
passos e a observar o rosto dos meus pais a olharem para mim felizes e orgulhosos.
       Da minha janela vejo o presente, o que estou a viver agora, a minha juventude e
adolescência e a alegria de conviver com os meus amigos e familiares.


                               Da minha janela
                               Eu vejo o presente,
                               É o tempo que interessa
                               Para viver feliz e contente.

                               Da minha janela
                               Vejo um passado distante,
                               Que não quero recordar
                               De agora em diante.

                               Da minha janela
                               Vejo o futuro da humanidade,
                               Quero ser um grande cientista
                               E provar muita verdade.


                                                                        Bruno Silva, 6º B




                                           31
Da minha janela
Vejo o Sol a brilhar
Vejo uma menina tão bela
É pena é não a apalpar...

Ai que bela janela
Que eu arranjei!
A ver tanta coisa boa
Até me arrepiei!

Nunca mais vou sair de casa
Nem da janela.
Já nem vou à caça
Só para dar uma olhadela.

O que vejo da minha janela
É uma mulher de Camarate
Que fez com que estas rimas
Ficassem um disparate...

Desculpai o abuso
Que acabais de ouvir,
Mas isto foi só
Para vos divertir!




                                   Rúben Santos, 7º A




                              32
A minha janela é enorme e bonita.
           Numa tarde de Verão, já o sol se punha, fui para a janela. Era uma janela
mágica, que conversava comigo e me ajudava a estudar e também me permitia ver o que
se passava na rua: as pessoas, a serra, as flores…adoro a minha janela…
           Na tarde do dia seguinte, fui para a janela observar o que se passava lá fora.
Foi naquele instante que, da minha janela, vi uma ambulância e a minha mãe deitada
numa maca. Corri para a rua para ver o que estava a acontecer. O meu pai ficou todo
nervoso. Ele não queria contar o que se passava: a minha mãe tinha cancro e teve de ir
para o hospital. Eu chorei muito, mas a minha janela ajudou-me, acalmou-me, dizendo
que ia correr tudo bem e o meu pai e avós, a mesma coisa…
           Passados uns dias, a mãe veio para casa. Não tinha cabelo e estava com ar
cansado. Eu fui agarrar-me a ela, cheio de saudades dos beijos dela e dos seus carinhos.
O meu pai também me dá apoio…
           Num certo dia, já a minha mãe estava melhor, fomos dar um passeio e
apanhar musgo, no jipe novo. O azar foi que ficámos na lama e tivemos de chamar
outro jipe para nos tirar de lá.
            Chegámos a casa e fomos lanchar e, entretanto, a minha mãe caiu da
cadeira e bateu com a cabeça, pois teve uma recaída, pela segunda vez. Da minha janela
vi a minha mãe a ir para o hospital… Fui para casa de umas pessoas amigas do meu
pai, com a minha irmã. Eles animaram-me mas, um dia depois, o meu pai foi buscar-
nos e dar-nos a notícia que a minha mãe tinha falecido. Eu e a minha irmã abraçámo-
nos. O meu pai chorava. Custou muito, principalmente quando ia para a escola, pois
gozavam comigo a dizer que eu era o menino sem mãe. Eu ainda só tinha quatro anos e
a minha irmã, oito.
            Fomos viver todos juntos, os avós, os pais e a minha irmã, pois nós
apoiávamo-nos uns aos outros. Custou muito, mas a vida continua e a minha mãe
sempre estará no meu grande coração.
           Da minha janela vi alegrias e desgostos.
           Todos os dias nós falamos da mãe, pois adoramo-la e adorá-la-emos para
sempre.


                                                               João Morais 7ºC




                                           33
Da minha janela
Eu vejo o mar
Cristalino e saltitante,
Como me faz sonhar!

Quando está calmo
Eu vejo a amizade
O puro silêncio,
A pura verdade…

Se ficar bravo
A tranquilidade acabou!
Fica a fúria
Que o tempo guardou.

Se fechar a janela
Fecho o meu coração
A um mundo de beleza,
Outro de solidão.

Se quiserem amor,
Felicidade e calma,
Abram uma janela
Dentro da vossa alma.



                           Rúben Vines, 8ºB




                              34
Da minha janela
Vejo muitas opções
Todas elas trancadas
Atrás de portões.

Da minha janela
Sinto um vento forte
Tenho uma visão de desespero
Não vou ter muita sorte.

Da minha janela
Vou desviar o olhar
Pois se o vento volta,
Não o vou suportar.

Na minha janela
Não vou ficar
Tenho de sair dela
Para lutar.




                               Rodrigo, 9º A




                     35
A janela do meu quarto é por vezes um momento de paragem na minha vida,
para poder pensar no que me está a acontecer. Eu sei que a vida não é um mar de rosas
mas escusava de ser tão injusta para quem, como eu, está a sofrer por amor.
        Por vezes, abro a janela do sótão, onde fica o meu quarto, debruço-me sobre a
grade da janela, a fumar um cigarro, e penso no porquê disto que me está a acontecer.
Não tem explicação! Vivi momentos bons e momentos menos bons com a pessoa que
amo. Foram cinco meses e, por esses meses, é inacreditável como, de um dia para o
outro, a pessoa que nós amamos nos diz que quer acabar tudo na relação.
        A minha janela ajuda-me muito a pensar sozinho, sem que ninguém me chateie,
com o maravilhoso silêncio. Talvez poder desabafar com alguém não fosse pior mas, fora
esta situação por que estou a passar neste momento, tenho confiado no silêncio da
noite, debruçado sobre a grade da janela, a reflectir sobre muita coisa que tenho
passado. Para tudo o que me tem acontecido de há dois anos para cá na minha vida, e
que não é nada pouco, há sempre um pequenino pensamento na janela que me tem dado
sempre a solução.
        Não tenho medo nem vergonha da realidade que estou aqui a escrever, porque
para mim só é amigo quem não goza e felizmente posso dizer e escrever seja lá o que for
que tenho confiança nas pessoas em redor da minha vida, e, sobretudo, na minha
preciosa janela.




                                                              Hugo Serra, CEF1




                                          36
Fevereiro




O vesgo, o coxo e
   o marreco




        37
Era uma vez um vesgo que não via um palmo à frente do nariz. Era o homem com os
olhos mais tortos do mundo.
    Também havia um homem que era mesmo marreco, que tinha um alto grande, que
até parecia ter uma pedra gigante em cima dele.
   Quando o homem marreco se queria sentar num banco do jardim tinha que ficar
com rabo fora do banco.
    Havia outro homem que coxo, mas era tão coxo, mas tão coxo que tinha de andar
com duas muletas.
    O homem vesgo disse ao homem marreco:


   -Oh, senhor marreco, sente-se bem quando se senta e o rabo não fica sentado?
   E o homem marreco disse assim para o outro homem que era vesgo:
   - Não me sinto bem quando não sento o meu rabo no banco. Mas, oh, senhor vesgo,
consegue ver as mulheres giras que passam na rua?
   E o vesgo disse para o marreco:
   - Não consigo, não.
   O homem marreco e o homem vesgo viraram-se para o homem coxo e perguntaram:
   -E o senhor coxo, como tem andado?
   E o coxo disse para o vesgo:
   Como tem visto…
   E assim acabou a conversa do homem que não via, do outro que não podia sentar-se
e daquele que mal andava.


                                                                      Miguel Luís, 5ºB




                                          38
Um dia um coxo
Andava a passear
Sempre de roxo
E de nariz no ar.
Vê uma miúda
Pôs-se logo a olhar.


O vesgo, coitado,
Isso não podia ver,
Mal olhava
Via tudo a tremer.
Com os olhos tortos
Só queria renascer
Para uma miúda surpreender.


O marreco, esse então,
Sempre de nariz no chão
Não se importava por isso,
Passava a vida a cavar na horta
Para tentar esquecer
A sua coluna torta!




                                       Eleutério Parreira, 6º D




                                  39
Ia o marreco todo torto,
ia o coxo quase morto,
e ia um velho que era
vesgo porque era do F.C. Porto.


O marreco era o João,
o coxo dormia no caldeirão,
e o velho abriu os olhos
e agora é lampião.


O apelido do marreco é “Ortigas”,
o coxo dorme com formigas,
e a alcunha do vesgo
era o “Lombrigas”.


O marreco mudou de nome e agora
chama-se Danilo.
O coxo fez um “piercing” no mamilo,
e o vesgo fez uma tatuagem:
“Amo-te Camilo”.




                                       Marco Carvalho, 7ºC




                                  40
Na vila do Samoco, havia três homens que passavam grande parte do seu dia na
tasca do senhor Zé. Estes homens tinham histórias muito diferentes
       O Mário Jorge era um açoriano que toda a vizinhança tratava por Vesgo do
Samoco porque, quando ainda era estudante, a caminho da escola, foi literalmente
atropelado por um besouro de asa negra que chocou contra o seu olho direito.
       O Venâncio Manco, quando era jovem, tinha o sonho de ser futebolista.
Infelizmente, ainda bem pequenino, teve um acidente de viação que destruiu
completamente o seu triciclo e lhe provocou lesões permanentes na perna direita.
       Por último, Paulo Parreco, era conhecido não só por marreco mas também por
Faná, sobretudo desde o dia em que, fugindo de uma ovelha do amigo Venâncio, caiu
num buraco com um metro e meio, que certas crianças tinham aberto para fazer uma
piscina. As consequências da queda são óbvias.
       Quando os três se encontram na tasca do Zé, há sempre festarola. É só ver a
dificuldade que esta gente tem em brindar… Não há meio de acertarem nos copos uns
dos outros. Mas apesar dos seus problemas, são estes os três da vida airada da vila do
Samoco: o vesgo, o coxo e o marreco…




                                                                     Rui – 8ºA




                                           41
O vesgo, o coxo e o marreco são três amigos assim um bocado para o... como hei-
de expressar isto para o papel? São assim um bocado para os tonhinhos, vá... ⎯ isto
para ser simpática, porque eles são bem piores que uns simples tonhinhos.
      Uma noite, decidiram ir a um bar engatar miúdas. Imaginam, não é? Um vesgo,
um coxo e um marreco. Uma noite divertida, não para eles...
      Os três amigos entram no bar, e cada um “finta” a sua miúda. O vesgo disfarça
os seus olhos tortos com uns óculos escuros (à noite, atenção!) e vai ter com a rapariga
que está a dançar junto ao balcão: “Olá, muito boa noite.” diz o vesgo. “Boa noite.” diz
a rapariga. “Está uma noite bonita. Podíamos...”. Enquanto o vesgo fala, a rapariga
interrompe: “És fã do Pedro Abrunhosa?”. Indignado, ele responde “Aprecio, mas não
percebo o porquê da pergunta.”. “É que não está propriamente sol aqui, é de noite, pensei
que fosse uma moda ou isso!...”. “Ah, não! É só porque sou alérgica às luzes de bares!”
inventa uma desculpa à pressão. Enquanto dança com a sua miúda, os óculos caem-lhe.
Pronto, noite estragada para o vesgo...
      Agora é a vez do coxo chegar ao pé da menina que está junto à janela a apanhar
ar... Para disfarçar que é coxo, chega junto dela a dançar, mas não se safa! A rapariga
descobre-o. Outro com a noite estragada.
      Por último, o marreco tenta a sua sorte com uma rapariga que está debruçada a
apertar o sapato. Vai ter com ela, mete conversa e... imaginem... a miúda levanta-se e
também é marreca, e fica feliz por encontrar alguém como ela, e que não a goze. O
marreco não disfarçou o seu problema, e a marreca gostou disso (pois tinha estado a
observar os três amigos desde a sua chegada).
      Passaram três meses. Casaram. Nove meses depois tiveram dois filhos, para os
quais convidaram o vesgo e o coxo para padrinhos do casalinho de marrequinhos, quer
dizer, de gémeos.                                                   Marta Pereira, 9ºB


                                           42
O vesgo não vê de um olho
Fica até bem engraçado!
Quer olhar para todo o lado
Mas fica tão baralhado!


O coxo, da perna direita!,
Tem a mania que é esperto…
Mas dele nada se aproveita
E até goza com o marreco!


O marreco, pobre coitado,
Por toda a gente é gozado!
Mas pela família é honrado,
Em casa e em todo o lado.


O vesgo, o coxo e o marreco
Cada história tão diferente…
Mas têm os três um só desejo:
Ser respeitados por toda a gente!




                                    João Luís, CEF2


                              43
44
Março




  Essa porta
ainda por abrir




       45
Será verdade ou pura imaginação?
Será que existe ou é um belo sonho?
Dizem que é uma porta mágica
Uma porta para a fantasia…


Um dia vi a porta…
-Abre-te porta, portão!
Dizia eu com o coração.
Mas a porta trancada
Continuava fechada!


Então já cansada
Resolvi ficar calada,
Mas a grande porta mágica
Ficou na mesma cerrada.




                                 Kateryna Petreanu, 5ºA




                            46
Aquela porta que ainda não abri
sempre estive a pensar
o que é que está ali.


Aquela porta que ainda não abri
será que tem brinquedos, comida
ou roupa para mim?


Aquela porta que ainda não abri
será que tem os meus amigos,
pessoas, uma família para mim?


Aquela porta que ainda não abri
será que tem OVNIs, ETs,
ou coisas de outro mundo, longe daqui?


Aquela porta que ainda não abri
será que tem o fim do mundo,
o fim da minha vida ou mundo só para mim?




                                         Giovanny Lopes, 5ºB




                                  47
Portas por abrir ou por fechar… Tudo na nossa vida se resume a “portas”.
       Para eu nascer, uma “porta” se abriu! A minha mãe foi a minha primeira
porta… Ela é a “porta” para a sensatez, para o amor, amizade, energia e sabedoria, ou
seja, é aquela “porta” que estará sempre aberta para mim, a “porta da salvação”.
       Pela vida fora muitas portas tenho para abrir, portas essas que me trarão o
conhecimento, a inteligência, a generosidade e o respeito por tudo o que me rodeia.
       As portas que ainda não abri e que não quero nunca abrir são as da incerteza,
da violência, do ódio e do rancor, da fome e da guerra. Estas são portas que já foram
abertas por muitos, mas estão à espera de serem fechadas por todos nós.




                                                                       Joana Roque, 6ºA




                                           48
Tenho os meus sonhos, objectivos,
tenho os meus “manos” e os meus amigos,
gosto de música e de desenho,
e eles são a maior parte de tudo o que eu tenho.


Tenho a minha grande família,
que eu deixei durante uns dias.
Tenho as minhas melhores amigas,
que são duas doces raparigas.


Tenho aquelas amigas do coração…
Lindas? Ah! Sim, elas são!
Tenho aqueles amigos do peito,
que considero perfeitos.


Aprendi a gostar de Matemática.
Ah! E também da Gramática!
Mas História ainda estou a descobrir.
Tenho essa porta ainda por abrir…




                                                   Gabriela, 7º B




                                     49
Por abrir estava a porta
Do terraço do Augusto,
Mas nunca tive coragem
Não queria apanhar um susto!


Porquê medo de um susto
Se sou um valentão?
Foi então que ouvi dizer:
«Quem tem medo, compra um cão!»


Mas um cão não é seguro,
Se por vezes nos ataca;
Já o meu tinha medo
Até de uma barata!


Tal barata inofensiva
Que não saía do ninho,
Metia a cauda entre as pernas,
Fugia que nem um coelhinho.


Mas o terraço do Augusto
Que era tão intrigante,
Afinal continha apenas
Uma vista deslumbrante!
                                  Filipe, 8º A


                           50
Estava frio e vento…                  Dão as doze badaladas
Ouve-se o barulho de uma porta        E o bandido dirige-se ao escritório
E o bandido entra por ali dentro.     Mas logo dá de caras
                                      C’ o homem a vir do dormitório!
Toc, toc, toc…
É o barulho dos pés                   Depressa se esconde
No soalho velho e gasto               E saca da sua arma
Bum!                                  Não sabendo que a caseira
Tanto cuidado para nada!              É sonâmbula e andou na Força Armada!
O raio do bandido
Não tem jeito para nada               Vira-se e leva um safanão!
Então não é que tropeça logo          Que a mulher do caseiro
No tapete da entrada?                 É dura
                                      E não concede perdão!
Logo o caseiro acorda a pensar
Que tão grande sobressalto            Na manhã seguinte,
Era o ressonar da sua mulher, que,    A caseira vai buscar o jornal
“Possas!”, é mesmo alto!              Dirige-se à entrada
                                      E vê o tapete desigual…
Desce as escadas
E vai à procura dos tampões           Corre na direcção do escritório,
Que são os seus melhores amigos       Vê a porta destrancada,
Em tais situações.                    Encontra os seus tampões
                                      E chega à conclusão
Ora, os homens são mesmo assim…       Que a casa fora assaltada!
Ao descer a escada, tropeça
E faz um frenesim!




                                                      Isabel Alves, 9.ºB




                                     51
Há ainda uma porta que falta abrir na minha vida. Sei que essa porta vai ser
decisiva. É certo que não vai ser a mais importante mas é fundamental para a vida de
qualquer cidadão.
        Essa porta é a entrada para o mercado de trabalho. Todos sabemos que é muito
importante que essa porta se abra nas nossas vidas, porque é com muito trabalho que
conseguimos ter o que queremos. Uns querem entrar nessa porta muito cedo, outros
optam pelo caminho mais certo: entrar tarde, depois de terem completado os seus
estudos. Eu, infelizmente, não tenho grande escolha. Já tenho dezassete anos e estou a
terminar o curso. Vou optar por abrir as portas do mundo do trabalho, porque acho que
é o melhor para mim mas também sei que uma pessoa com o 9.º ano já não é muito
importante. Assim, se tudo correr como eu penso, gostaria de tirar o 12.º ano, nem que
fosse à noite.
        Com muito esforço e empenho vou fazer tudo por tudo para abrir portas que me
levem a bons caminhos. É certo que vou ter muitas dificuldades, porque trabalhar de dia
e estudar à noite é muito duro e é preciso muita força de vontade.
        Só espero não me vir a arrepender mais tarde de ter aberto esta porta. Tenho a
noção de que vou sentir muitas saudades da vida que tenho levado ao longo do meu
percurso escolar.




                                                                     Bruno Quintão, CEF1




                                           52
Maio




Desta é que foi!...




         53
- Nunca vou ser eu a ganhar o texto do mês! Eu bem me esforço mas não
consigo!
        - O teu esforço não está a ser suficiente! Tens de te concentrar! – dizia a
professora de Língua Portuguesa enquanto a Catarina não parava de se lamentar.
        - Isso não é bem assim! Eu esforço-me muito! Cá para mim os professores é que
estão sempre a embirrar comigo! Eu até acho que o meu texto era bem melhor que o
dela…
        - Ninguém embirra contigo, Catarina! O problema não são os professores, o
problema és tu!
        - Pois, pois… Vou mas é embora que esta conversa já não me está a agradar.
        No caminho para casa, Catarina falava sozinha…
        - Os professores têm a mania! Acham que temos sempre de fazer mais e melhor.
Eu cá quando for grande não vou ser tão marrona! Não vou querer saber mais de
estudar. Não me adianta de nada…
        - Estás a falar sozinha, Catarina? – perguntou-lhe a colega.
        - Sim, estou. Porquê? Há algum problema?
        - Já vi que estás de mau humor!
        - Eu não falo contigo, sua traidora! São sempre os teus textos que são escolhidos
e o meu até estava muito melhor do que o teu!
        - Ah! Ah! Deixa-me rir… Catarina, tu não escreveste quase nada e começaste a
falar de um penico voador… Bom, eu nem vou continuar senão ainda vomito….
        - Que injustiça! Como podes dizer uma coisa dessas?
        Outra vez no caminho para casa, Catarina encontrou um velho homem que, ao
vê-la muito triste, lhe perguntou por que razão estava assim.
        - Estou assim porque na minha escola nunca ganho o texto do mês!
        - E estás chateada só por causa disso?
        - E parece-lhe pouco?
        - Se queres ser seleccionada tens de puxar pela cabeça para as ideias saírem.
Pensa como um escritor. Não deves afastar os teus amigos nem os teus professores por
causa de uma coisa que tu não és capaz de fazer. Acredita mais em ti e verás que quando
menos esperares vais ser capaz.
        - Achas mesmo?
        - Claro que sim! Deves tentar sempre até conseguir. Nunca desistas! Se queres
muito uma coisa tens de lutar por ela!
        - Obrigada por ter falado comigo. Já me sinto muito melhor.
        No dia seguinte, Catarina arrasou no texto do mês. Todos adoraram! Valeu
mesmo a pena!
                                                                 Kateryna Petreanu, 5ºA

                                           54
Chegou-me a inspiração
Depois de muito tentar,
Desta vez é que foi
Eu consegui versar!


Para as quadras não tenho jeito,
Sou até um pouco fraquinho,
Esforço-me pela minha professora
Que me incentiva com carinho.


Mas por mais que saia mal,
Umas rimas escreverei de jeito,
Hei-de conseguir fazer
Umas quadras a preceito.


Desta vez é que é…
A professora vou conquistar!
A sua simpatia e amizade
E uma nota de admirar.




                      Ruben Magalhães, 6º B




                  55
Esperei por este momento
que guardo com simpatia
as rimas que vou contar
hei-de recordá-las um dia.

Estas rimas imperfeitas
fi-las com muita paixão
desta é que foi
bateu-me fundo no coração!

Será pancada de amor?
Ou talvez de amizade...
a realidade é que é desta
que sinto capacidade.

Desta é que foi
voei nas asas do vento
fazer estas rimas de amor
liberta-me o pensamento!

Desta é que foi,
desta é que será
que o meu coração abriu
e nunca mais se fechará.




                             Otniel Marques, 6º D




               56
Pensava que era desta,
E afinal ainda não foi!
A velha é resmungona
E mesmo assim ainda não se foi!


A velha era resmungona
E era viúva…
O pior de tudo
É que ela era meio burra!


Sem nada mais p’ra fazer
Andava a coscuvilhar
Foi até ir na rua
E um carro a apanhar!


Desta é que foi…
Foi parar ao hospital,
Porque estava muito mal…
Contudo, o seu grande problema
É mesmo ser anormal!


                                 Ana Rita Rodrigues, 7ºA




                          57
Passava a vida a tentar,             Fui a grande velocidade
Colocava os meus patins,             Para essa bela cidade.
Mas não ia a nenhum lugar            Algo aconteceu à minha mente
Sem dar cabo dos rins!               Pois tudo ficou diferente.

Um dia decidi                        Para meu grande espanto,
Que seria dessa vez,                 Quando ia a andar,
Capacete e joelheiras,               Dei uma pirueta no ar
Lá fui com grande rapidez!           E nem doeu assim tanto!

Mas então sem saber como,            O que estaria a acontecer
Nem sem saber os porquês,            Para tal suceder?
Tropecei numa pecinha
Dum tabuleiro de xadrez.             Foi então que descobri,
                                     Que o problema afinal,
Era de qualquer maneira              Não era meu nem do lugar,
Mais uma tentativa falhada,          Mas sim das rodas dos patins
Estava a minha breve carreira        Que se estavam a soltar!
Completamente arruinada…

Procurei o senhor padre:
- Seria alguma praga?
Ele aconselhou-me a ir
A uma igreja em Braga.

                                                  Ana Catarina, 8º B




                                58
Andava um pastor descansado
Coxo, mas feliz e contente
A passear o seu gado
No deserto ardente!


Pode parecer estranho,
Mas o Manel sabia o que fazia,
Andava com um cão castanho
Que gania e gania.


As ovelhas eram sobredotadas,
Tudo por causa do calor!
Havia duas que estavam casadas
E uma delas punha bronzeador…


Eis que dois camelos
Se atiraram às ovelhas…
Elas puxaram-lhes os cabelos
E eles ficaram sem guedelhas.


E desta é que foi!…
O Manel ficou chocado!
E ao ver a vaca agarrada a um boi,
o cão, com ciúmes, ficou passado!
                                     Vanessa Rodrigues, 9ºA


                         59
No passado dia 8, na aula de Língua Portuguesa do 9º B da Escola Básica
Integrada de Bucelas, a professora conseguiu pôr toda a turma revoltada por causa do
novo tema do mês...
      Os tais textos que tornam um dia do mês inesquecível e que põem toda a gente a
inventar uma desculpa para faltar à aula. Por acaso não é o que acontece, mas é o que
passa pela cabeça da maioria dos alunos do 9ºB, segundo uma entrevista feita ao aluno
mais sossegado, mais amoroso, mais empenhado, mais organizado (mais umas quantas
coisas boas de se ler) da turma.
      Os alunos já pensaram em gravar um CD ou uma cassete – se calhar é melhor
uma cassete, porque certas gerações ainda não têm muita facilidade em entender estas
novas tecnologias… – com uma selecção de temas feita por eles e entregarem à
professora, para que esta não possa desmentir que tem umas almas muito talentosas e
muito pacientes na turma!...




                                                                     Isabel Alves, 9ºB




                                         60
Desta vez é que ganhei coragem.


Ela é uma deusa, parece uma miragem.
Aquele corpo que deus demorou a desenhar
É de deixar qualquer homem a sonhar.


Ela veio ao mundo para mostrar a perfeição;
O sol brilha lá em cima e aqui é ela o esplendor
Que ilumina todo e qualquer coração,
E que lhe dá vida e calor.


O tempo faz e desfaz,
Foi feito para vencer…
Mas eu não fui capaz
De a conseguir esquecer.


E por isso resolvi,
com toda a minha bravura,
tomar a iniciativa,
e falar-lhe com ternura.


Disse-lhe tudo o que sentia
Mas ela disse divertida,
Enquanto para mim sorria,
Que era uma causa perdida!...
                                               André Pereira, CEF2

                                   61
É desta que o meu texto fica afixado no átrio da escola!
        Bom, todos (ou quase todos) escreveram um texto sobre a escola, devido a este
título mas eu cá tenho outra ideia para ganhar o texto do mês, vou falar de uma coisa
diferente, por exemplo sobre… escola!
        Após tantos anos passados aqui na escola, é desta que me vou. Lembro-me de
quando uma professora me perguntou se eu gostava desta escola. Eu respondi-lhe que não
mas agora que estou a terminar o meu último ano aqui, já tenho saudades mesmo antes
de acabar.
        Esperei muito para chegar à época do estágio, foi um ano e picos, e os picos eram
enormes. Agora até estou um pouco inseguro, porque afinal nunca tive um trabalho a
sério mas vou dar o meu melhor para que tudo corra bem.
        Sei que vou ter saudades de ganhar uns jogos ao CEF2 e de ouvir o setor
Marcelino a ralhar com a minha turma. Ficava um bocado chateado quando o ouvia a
ralhar mas sabia que era para o nosso bem, para que conseguíssemos sair desta escola
com boa reputação.
        Depois deste texto em que até dou graxa ao boss e falo bem da escola não me
digam que não é desta que ganho?! Já merecia.
        Estou ciente de que vai ser desta e quando passar pelo átrio da escola vou curtir
dizer: “Desta é que foi!...”.




                                                                     Celso Morais, CEF1




                                           62

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  • 1.
  • 2.  
  • 3. Índice Um título por mês…....................................................3 Não aguento mais! ......................................................5 Uma ideia brilhante ..................................................13 Um anjo de almofada................................................21 Da minha janela.......................................................29 O vesgo, o coxo e o marreco ........................................ 37 Essa porta ainda por abrir .......................................45 Desta é que foi!..........................................................53 1
  • 4. 2
  • 5. Um título por mês… Queríamos que os nossos alunos escrevessem mais. Mais e melhor. Que gostassem de escrever e do que escreviam… E, claro, que gostassem também de ler… Será um exagero (uma hipérbole, portanto) afirmar que já não aguentávamos mais, mas… gostávamos de mudar alguma coisa. Pensámos no seguinte: seleccionaríamos mensalmente um título para que em todas as turmas (de 2º e 3º ciclos) se redigissem (em aula) textos. Em seguida, escolher- se-ia em cada turma o texto que fosse considerado o melhor. Posteriormente, as professoras de Língua Portuguesa seleccionariam uma produção escrita por ano de escolaridade (5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos e Cursos de Educação e Formação), que seria exposta. Pareceu-nos “Uma Ideia Brilhante”, pelo que resolvemos avançar com ela. Ficámos maravilhadas: o primeiro título originou trabalhos ainda melhores que o esperado! Contudo, essa ideia brilhante nem sempre gerava títulos igualmente brilhantes… Ouviram-se lamentos: “falta-me a imaginação!”, “quem é que escolhe estes títulos?”… Por vezes parecia-nos difícil seleccionar um título para ambos os ciclos. Por outro lado, tentávamos diversificar: em determinado mês seleccionar um título mais “poético” (“Da minha janela…”), noutro um mais engraçado (“O Vesgo, o Coxo e o Marreco”). Pela Primavera pareceu abrir-se novamente a porta da imaginação e, quase no final do ano, foi mesmo caso para afirmar “Desta é que foi!...” Esta antologia reúne 47 dos cerca de 2.100 textos (!) escritos no âmbito deste projecto, que esperamos futuramente estender às turmas de 1º ciclo e pré-escolar do agrupamento. Cada capítulo inclui os textos subordinados a determinado título que estiveram expostos numa das vitrinas do átrio da escola sede ao longo do ano lectivo: Não aguento mais! (mês de Outubro) Uma Ideia Brilhante (mês de Novembro) Um Anjo de Almofada (mês de Dezembro) Da minha janela… (mês de Janeiro) O Vesgo, o Coxo e o Marreco (mês de Fevereiro) Essa porta ainda por abrir (meses de Março e Abril) Desta é que foi!... (mês de Maio) Quando o Conselho Executivo nos propôs a sua edição, aderimos imediatamente. Graças à parceria com a BE/CRE e às ilustrações dos títulos – também elas de alunos da nossa escola – seleccionadas pelo professor Carlos Marques, foi possível a presente antologia. Esperamos que gostem tanto de a ler como nós! As professoras de Língua Portuguesa, Ana Mafalda Marques Ana Rita Basto Ana Paula Sempiterno Carla Santos Elisabete Soalheiro Isabel Araújo Sandra Nunes 3
  • 6. 4
  • 8. Hoje zanguei-me com a minha melhor amiga. A minha mãe só faz peixe ao almoço. O meu irmão tira macacos do nariz e cola-os no cabelo das minhas bonecas. O meu pai trata-me como se eu tivesse quatro anos. “Eu já não aguento mais!” Tenho uma família de doidos! Ia para a escola, num belo dia de sol, de mini-saia e com um top. Quando ia a sair de casa, nem acreditam… Começou a chover! Tive de voltar para casa e trocar de roupa. Cheguei à escola atrasada e, ainda por cima, levei um recado na caderneta. Fui para casa e mostrei a caderneta à minha mãe que não parou de me chatear a cabeça! O meu gato tinha comido o meu peixe. As minhas melhores calças estavam sujas. E depois, para finalizar, ainda soube que tive zero no teste de Língua Portuguesa! Fui ver se fazia as pazes com a minha melhor amiga, mas ela atirou-me com um copo de água em cima… “Não aguento mais…” Kateryna Petreanu, 5º A 6
  • 9. Não aguento mais Esta vida desgraçada Mas não perco jamais Uma bela futebolada! Não aguento mais De tanto correr Depois desta correria Só espero vencer! Não aguento mais Já estou cansado Só espero da vida Não ser mal amado! Não aguento mais Esta vida familiar Mas eu sei Que tenho de aguentar… Não aguento mais Este planeta de racismo Mais uns anos Torna-se um fanatismo! Otniel Marques, 6º D 7
  • 10. ⎯ Estou farta disto, não dá para aguentar mais! Vida de estudante não é para mim. Isto de escola não é a minha onda… Para que me interessa aprender História? Ciências? Físico-química? Porque é que tenho de aprender Inglês? Ou Francês? Eu estou em Portugal, não estou noutro país qualquer! ⎯ resmungava a Susana no carro a caminho da escola. ⎯ Pára de reclamar, Susana. Se tens essas disciplinas todas é porque os teus professores acham bem que vocês aprendam mais coisas sobre Portugal e os outros países. ⎯ Fogo, mãe, outros países? Tipo… Estou em Portugal! O que é que eu tenho a ver com as outras línguas? O que é que me interessa a forma como os reis viveram, ou as batalhas que ganharam? Ai, mãe, aquilo é uma seca! Já sei ler, já sei escrever, já sei fazer contas! O resto não me interessa! Joana Rita Gonçalves 7º A 8
  • 11. Neste poema vou escrever Aquilo que já não posso ver. Os amigos estão-se a zangar Mas eu nem quero imaginar!... Os amores vão-se perder Mistérios que não quero perceber. A família sempre a ajudar Algo em que adoro pensar. Na escola vamos aprender Mil e uma coisas que não sabemos fazer. À vida não vamos mentir Pois é ela que temos de seguir. A felicidade não podemos medir Só a conseguimos sentir. Podia falar E nunca mais acabar… Só sei que não vou aguentar! Tal não significa não gostar… É que estas rimas Que estive a escrever São palavras escritas Que alguém vai perceber! Elisabete Custódio 8ºB 9
  • 12. Pois é! Há por aí um cromo que não me larga. Agora deu para dizer que está apaixonado por mim! Mas que seca! Já não me chegava ter que aturar os profes na escola, agora aturo os filhos deles... Sim, porque o dito cujo cromo é filho do "stor" de geografia, que por sinal é outro cromo. Enfim, tal pai tal filho... No outro dia, o rapaz chega-se junto da minha mãe e diz-lhe: "Dona Carolina, quero pedir a mão da sua filha em namoro!". Claro que a minha mãe desata às gargalhadas! Coitado do rapaz, tem ar de parolo: usa camisinha aos quadrados, calcinhas de bombazina e sapatinhos de vela a condizer com os suspensórios e a gravata. Não aguento mais! Há coisa de três dias, enfia-se no autocarro a meu lado (como se aquele fosse o autocarro que ele costuma apanhar), e sai na mesma paragem que eu. "Para quê?" Perguntam vocês… Para fazer uma declaração de amor em frente dos meus vizinhos! Mas que grande melga, não me larga por um minuto que seja! Qualquer dia nem sei o que lhe faço. A paciência tem limites! Ontem fez-me uma serenata às onze da noite. "São horas de chatear alguém com parvoíces?" ⎯ perguntei eu, ao que ele respondeu: "O amor não tem hora para se demonstrar, minha princesa encantada". Não imaginam a minha cara de parva. Nesse momento fechei a janela e ele lá se foi embora. Hoje na escola fiquei a saber que ele pediu transferência para a minha turma! Mas que tormento, assim não dá! O raio do miúdo é uma melga, e quem o atura sou eu! Estou a desesperar! Grrrrrrrrr... NÃO AGUENTO MAIS!!! Marta Pereira 9ºB 10
  • 13. Não aguento mais estar sem ti. Não te poder beijar nem abraçar. No teu olhar eu fico; é contigo que quero dançar. Não podes negar; mais vale dançares comigo do que dançares com quem nunca te irá amar. Eu sei que te vais embora à tua espera vou ficar Espero que não vás demorar porque sempre te irei amar. Quando vieres, estarei pronto para contigo casar. Quando estiveres pronta, o nosso casamento vai começar! Rafael Dinis Costa, CEF-2 11
  • 14. 12
  • 16. Na aula de ciências a professora propôs-nos que inventássemos uma máquina! Qualquer coisa extraordinária! Em casa estive a pensar no que havia de fazer, até que tive uma ideia brilhante! - Já sei o que vou fazer! Vou inventar a máquina do futuro! Vou ser uma cientista famosa! Fui fazendo o projecto… Era assim: a máquina era azul com um visor reluzente e tinha uns botões com números. Experimentei a máquina e… deu resultado! Coloquei o botão para o ano 2010 e nem imaginam o que vi! A minha casa estava transformada num jardim zoológico. Tinha macacos, gorilas e até um rato! A minha mãe caiu para o lado, o meu pai fugiu a cavalo e a minha irmã…coitada! Correu para a casa de banho. E eu?! Eu estava dentro da barriga de um canguru! No outro dia, na escola, é claro que a nota do meu trabalho foi Muito Bom! E de futuro, continuei a ser uma cientista e a fazer máquinas melhores mas a que deu mais prazer e causou mais orgulho foi aquela porque foi a primeira. Madalena Carvalho Lourenço - 5º A 14
  • 17. Tive uma ideia brilhante Um dia quando acordei Construí umas asas de papel Depois de um muro saltei. O resultado desta invenção Que um dia eu fiz Só deu mau resultado Ao aterrar parti o nariz. Mas não parei de inventar E umas andas fiz então Ao correr e ao saltar Caí de rabo no chão. Não sou lá grande inventor Nem tenho imaginação Inventar coisas malucas? Prefiro ter os pés no chão. Elton Jonhy, 6º C 15
  • 18. Uma ideia brilhante foi gostar de ti. Uma ideia brilhante foi amar-te assim. Não sei o que é amar mas espero que seja o que sinto por ti, porque é muito melhor estar ao teu lado do que estar aqui. Gosto de gostar de ti, Gosto de te ver assim. Nunca foi tão bom Ver-te sorrir assim. Amo-te muito! Gosto muito de ti! Não sou nenhum Luís de Camões, mas estes versos são para ti. Hugo – 7ºB 16
  • 19. Uma ideia brilhante tive eu! Eis o que sucedeu: Estava a pensar no futuro Eu já bem maduro... Terei eu, então, Uma felicidade sem fim, Carro e casa Só para mim. Só para mim, Também não! Para meus filhos, Mulher e cão. O meu cão Saberá conduzir Devido ao chip Que eu irei construir. Se o vou construir É porque terei uma empresa, De consolas ou computadores... Ainda não tenho a certeza. A minha brilhante ideia É comprar um mealheiro, Para que, quando eu for grande, Tenha então muito dinheiro!! Rúben Vines 8ºB 17
  • 20. Tive uma ideia brilhante: Pegar em três livros de cada vez E, numa velocidade constante, Ir estudar para Português! Ir estudar para Português Não é palhaçada! Ao ter uma ideia brilhante, Meti-me numa grande trapalhada! Ter uma ideia brilhante É saber o que vou fazer: Para aprender Língua Portuguesa Basta treinar: ler e escrever. Bruno Magalhães, 9º A 18
  • 21. Ao olhar para uma estrela, A minha mulher ligou, Tive uma ideia brilhante: Estava muito entusiasmada, Enviei uma carta à minha mulher Com a aquela voz meiga, E outra à minha amante. Via-se que estava apaixonada. Mas cheguei à conclusão que era À minha amante disse que Só com uma que eu podia ficar. Ela era a minha inspiração, Viajei então sozinho, À minha mulher a musa Para poder calmamente pensar. Que move o meu coração. Liguei à minha amante e disse: A minha amante, quando abriu a carta, “Nosso amor chegou ao fim”, Ficou com o coração a palpitar, Descobri naquela altura que Porque viu que era com ela A minha mulher era tudo para mim. Que eu queria sempre ficar. Cheguei a casa e contei A minha mulher, quando abriu a carta, À minha mulher que a tinha traído. Ficou com o coração iluminado, Que a culpa também era dela, Porque viu que era por ela “Vamos esquecer isto, marido”. Que estava muito apaixonado. Vejam bem que isto que fiz A minha amante enviou-me uma carta Não é uma ideia brilhante. Contendo poemas de amor. Se um homem amar mesmo a sua mulher, Eu fiquei tão contente que lhe liguei Esse amor deve ser constante. E disse “Obrigado, amor”. João Brito, CEF 1 19
  • 22. 20
  • 23. Dezembro Um anjo de almofada 21
  • 24. Era uma vez um casal que tinha uma filha chamada Clara de 13 anos. A família era rica, mas bondosa. Nos primeiros dias de Dezembro. Como costume, Clara começou a montar a árvore de Natal e encontrou um enfeite que era um anjo deitado numa almofada, e pensou: - Que estranho! Nunca tinha visto este anjo! Mas não se preocupou e colou-o na árvore, que por fim tinha terminado. No dia de Natal a Clara adormeceu no sofá e enquanto dormia, o anjo transformou-se num menino e foi com a Clara até ao país dos sonhos! Clara fez muitas coisas divertidas! Passaram um dia maravilhoso! Mas tinham de voltar para casa. O anjo passou a ser um menino de verdade que andava sempre com a sua almofada! Clara e o anjinho-menino tornaram-se os melhores amigos e viveram muito felizes! Carolina Rodrigues da Costa, 5ºC 22
  • 25. Um anjo de almofada É uma coisa gira de fazer! Já dizia a avó Mafalda O que é bonito é para se ver!!! O anjo de almofada É o teu guardião Pois é ele que te guarda E te pega pela mão! Um anjo de almofada É algo divertido Pode ser preto, branco e mais nada Ou então ser colorido. Um anjo colorido Fica bem mais divertido… Milene Padeiro, 6º D 23
  • 26. Muito cedo, muito cedo, acordava um anjinho pequenino bem lá em cima na copa do céu. Todos os dias tinha a mesma rotina. Acordava e voava com as suas minúsculas asas feitas de penas, cabecinha de algodão e olhinhos azuis. Chamavam-lhe o Anjo de Almofada pelas suas características físicas. Continuando a sua rotina… Dava uma vista de olhos lá de cima à cidade e, como estava sempre tudo bem, voltava para casa. Mas, naquele dia, havia um movimento estranho lá em baixo. Decidiu ir espreitar. Quando chegou, escondeu-se dentro de uma chaminé e caiu. Todo coberto de cinzas, levantou-se e, quando deu por si, estava num quarto e o barulho era imenso. Reparou numa criança que gritava para a mãe: ⎯ Quero um brinquedo novo! A mãe insistia com ela que não tinha dinheiro para isso, mas é claro que ela não percebia. O Anjo de Almofada ficou com pena e ofereceu-se a si próprio para ser o brinquedo da criança. O Anjo falava com o menino e por isso ele dizia à mãe que o brinquedo era especial. Eram os melhores amigos e a pobre mãe em dinheiro e rica em alegria nunca chegou a perceber como o Anjo de Almofada tinha aparecido na vida do seu filho… Ana Vitorino, 7ºA 24
  • 27. Um anjo de almofada É uma coisa muito bela; Não entra pela porta Mas sim pela janela. De vez em quando Entra pela cozinha E em vez de ir ao meu quarto Vai ao quarto da minha irmãzinha. O anjo tem caracóis Que em noites deslumbrantes Se assemelham a faróis Mesmo muito fascinantes! No sonho Da minha noite passada Ele era o meu anjo de almofada… Rui Brito 8ºA 25
  • 28. Havia um anjo feito de almofada que sempre que caía nunca se magoava. O seu corpo era feito de penas nada mais, apenas… penas! Por fora era feito de tecido. Quando o bebé o agarrava, ficava todo torcido. Ele gostava de ser um anjo de verdade, mas para isso acontecer seria preciso haver muita caridade. Fábio Martins, 9º A 26
  • 29. Mais um texto? Eh pá, isto para mim é de mais! Não vou conseguir! Certamente. Falar sobre “um anjo de almofada” é um pouco lamechas, não? Ainda pensei poder ter esperança de ganhar o texto do mês de Dezembro mas com um título como este não dá. Isto é bom é para aqueles que gostam de fazer poemas. “Um anjo de almofada” é mesmo aquela coisa tipo “asquerosa”, como diz a minha professora de L.P.. Não, eu este texto, com este título não faço! Vamos falar de futebol? Carros? Motas? É do que nós gostamos, não é destes títulos assim… Cada vez me desiludo mais. Chego a uma aula e dizem-me “faz um texto”, e eu “ya, na boa” mas depois dão-me este título!? Não é fácil aguentar. Vá, dêem títulos decentes! Isto faz-nos pensar. Imaginem aquelas coisas lamechas no início do texto: “A minha almofadinha…” ou “O meu anjo da guarda é a minha almofada...”. Bah, é nojento! Bem, não posso falar muito mais deste texto, já sei que vou sofrer as consequências mas pronto, não há-de ser nada! Fogo, arranjem títulos decentes!!! Sandro Carvalho, CEF 1 27
  • 30. 28
  • 32. Da minha janela costumo ver pessoas, casas, carros e não se costuma ouvir quase barulho nenhum. Um dia estava eu à janela e nem conseguia acreditar no que via e ouvia. As pessoas tinham-se transformado em extraterrestres, as casas, umas tinham o telhado, mas não tinham o resto e outras tinham o resto mas não tinham telhado. Os carros não tinham rodas e em vez de andar voavam. Pareciam autênticas naves espaciais conduzidas por marcianos com três, quatro olhos e alguns nem sequer tinham olhos. As árvores do jardim só tinham espinhos. Os cães pareciam um daqueles brinquedos robots. As pessoas (extraterrestres) falavam como se fosse um livro de banda desenhada: tinham balões a sair pela boca. O barulho que se ouvia parecia sons de fantasmas, panelas a bater, buzinas… Tudo aquilo que não se consegue suportar. Fechei os olhos e passado algum tempo voltei a abri-los e dei comigo na cama. Afinal não tinha tudo passado de um pesadelo! E, da minha janela continuava a ver-se tudo aquilo que costumo ver. Cláudia Cavaca, 5ºC 30
  • 33. Da minha janela vejo um futuro próximo, feliz e fantástico… Vejo as pessoas de quem gosto a ultrapassarem dificuldades e a concretizarem os seus sonhos… Vejo amor, fraternidade e amizade entre famílias, amigos e conhecidos… Vejo paz! Da minha janela vejo o passado. Recordações boas que ficam para sempre mas também recordações más, das quais não me quero lembrar. Vejo-me a dizer as primeiras palavras “papá” e “mamã”, a dar os primeiros passos e a observar o rosto dos meus pais a olharem para mim felizes e orgulhosos. Da minha janela vejo o presente, o que estou a viver agora, a minha juventude e adolescência e a alegria de conviver com os meus amigos e familiares. Da minha janela Eu vejo o presente, É o tempo que interessa Para viver feliz e contente. Da minha janela Vejo um passado distante, Que não quero recordar De agora em diante. Da minha janela Vejo o futuro da humanidade, Quero ser um grande cientista E provar muita verdade. Bruno Silva, 6º B 31
  • 34. Da minha janela Vejo o Sol a brilhar Vejo uma menina tão bela É pena é não a apalpar... Ai que bela janela Que eu arranjei! A ver tanta coisa boa Até me arrepiei! Nunca mais vou sair de casa Nem da janela. Já nem vou à caça Só para dar uma olhadela. O que vejo da minha janela É uma mulher de Camarate Que fez com que estas rimas Ficassem um disparate... Desculpai o abuso Que acabais de ouvir, Mas isto foi só Para vos divertir! Rúben Santos, 7º A 32
  • 35. A minha janela é enorme e bonita. Numa tarde de Verão, já o sol se punha, fui para a janela. Era uma janela mágica, que conversava comigo e me ajudava a estudar e também me permitia ver o que se passava na rua: as pessoas, a serra, as flores…adoro a minha janela… Na tarde do dia seguinte, fui para a janela observar o que se passava lá fora. Foi naquele instante que, da minha janela, vi uma ambulância e a minha mãe deitada numa maca. Corri para a rua para ver o que estava a acontecer. O meu pai ficou todo nervoso. Ele não queria contar o que se passava: a minha mãe tinha cancro e teve de ir para o hospital. Eu chorei muito, mas a minha janela ajudou-me, acalmou-me, dizendo que ia correr tudo bem e o meu pai e avós, a mesma coisa… Passados uns dias, a mãe veio para casa. Não tinha cabelo e estava com ar cansado. Eu fui agarrar-me a ela, cheio de saudades dos beijos dela e dos seus carinhos. O meu pai também me dá apoio… Num certo dia, já a minha mãe estava melhor, fomos dar um passeio e apanhar musgo, no jipe novo. O azar foi que ficámos na lama e tivemos de chamar outro jipe para nos tirar de lá. Chegámos a casa e fomos lanchar e, entretanto, a minha mãe caiu da cadeira e bateu com a cabeça, pois teve uma recaída, pela segunda vez. Da minha janela vi a minha mãe a ir para o hospital… Fui para casa de umas pessoas amigas do meu pai, com a minha irmã. Eles animaram-me mas, um dia depois, o meu pai foi buscar- nos e dar-nos a notícia que a minha mãe tinha falecido. Eu e a minha irmã abraçámo- nos. O meu pai chorava. Custou muito, principalmente quando ia para a escola, pois gozavam comigo a dizer que eu era o menino sem mãe. Eu ainda só tinha quatro anos e a minha irmã, oito. Fomos viver todos juntos, os avós, os pais e a minha irmã, pois nós apoiávamo-nos uns aos outros. Custou muito, mas a vida continua e a minha mãe sempre estará no meu grande coração. Da minha janela vi alegrias e desgostos. Todos os dias nós falamos da mãe, pois adoramo-la e adorá-la-emos para sempre. João Morais 7ºC 33
  • 36. Da minha janela Eu vejo o mar Cristalino e saltitante, Como me faz sonhar! Quando está calmo Eu vejo a amizade O puro silêncio, A pura verdade… Se ficar bravo A tranquilidade acabou! Fica a fúria Que o tempo guardou. Se fechar a janela Fecho o meu coração A um mundo de beleza, Outro de solidão. Se quiserem amor, Felicidade e calma, Abram uma janela Dentro da vossa alma. Rúben Vines, 8ºB 34
  • 37. Da minha janela Vejo muitas opções Todas elas trancadas Atrás de portões. Da minha janela Sinto um vento forte Tenho uma visão de desespero Não vou ter muita sorte. Da minha janela Vou desviar o olhar Pois se o vento volta, Não o vou suportar. Na minha janela Não vou ficar Tenho de sair dela Para lutar. Rodrigo, 9º A 35
  • 38. A janela do meu quarto é por vezes um momento de paragem na minha vida, para poder pensar no que me está a acontecer. Eu sei que a vida não é um mar de rosas mas escusava de ser tão injusta para quem, como eu, está a sofrer por amor. Por vezes, abro a janela do sótão, onde fica o meu quarto, debruço-me sobre a grade da janela, a fumar um cigarro, e penso no porquê disto que me está a acontecer. Não tem explicação! Vivi momentos bons e momentos menos bons com a pessoa que amo. Foram cinco meses e, por esses meses, é inacreditável como, de um dia para o outro, a pessoa que nós amamos nos diz que quer acabar tudo na relação. A minha janela ajuda-me muito a pensar sozinho, sem que ninguém me chateie, com o maravilhoso silêncio. Talvez poder desabafar com alguém não fosse pior mas, fora esta situação por que estou a passar neste momento, tenho confiado no silêncio da noite, debruçado sobre a grade da janela, a reflectir sobre muita coisa que tenho passado. Para tudo o que me tem acontecido de há dois anos para cá na minha vida, e que não é nada pouco, há sempre um pequenino pensamento na janela que me tem dado sempre a solução. Não tenho medo nem vergonha da realidade que estou aqui a escrever, porque para mim só é amigo quem não goza e felizmente posso dizer e escrever seja lá o que for que tenho confiança nas pessoas em redor da minha vida, e, sobretudo, na minha preciosa janela. Hugo Serra, CEF1 36
  • 39. Fevereiro O vesgo, o coxo e o marreco 37
  • 40. Era uma vez um vesgo que não via um palmo à frente do nariz. Era o homem com os olhos mais tortos do mundo. Também havia um homem que era mesmo marreco, que tinha um alto grande, que até parecia ter uma pedra gigante em cima dele. Quando o homem marreco se queria sentar num banco do jardim tinha que ficar com rabo fora do banco. Havia outro homem que coxo, mas era tão coxo, mas tão coxo que tinha de andar com duas muletas. O homem vesgo disse ao homem marreco: -Oh, senhor marreco, sente-se bem quando se senta e o rabo não fica sentado? E o homem marreco disse assim para o outro homem que era vesgo: - Não me sinto bem quando não sento o meu rabo no banco. Mas, oh, senhor vesgo, consegue ver as mulheres giras que passam na rua? E o vesgo disse para o marreco: - Não consigo, não. O homem marreco e o homem vesgo viraram-se para o homem coxo e perguntaram: -E o senhor coxo, como tem andado? E o coxo disse para o vesgo: Como tem visto… E assim acabou a conversa do homem que não via, do outro que não podia sentar-se e daquele que mal andava. Miguel Luís, 5ºB 38
  • 41. Um dia um coxo Andava a passear Sempre de roxo E de nariz no ar. Vê uma miúda Pôs-se logo a olhar. O vesgo, coitado, Isso não podia ver, Mal olhava Via tudo a tremer. Com os olhos tortos Só queria renascer Para uma miúda surpreender. O marreco, esse então, Sempre de nariz no chão Não se importava por isso, Passava a vida a cavar na horta Para tentar esquecer A sua coluna torta! Eleutério Parreira, 6º D 39
  • 42. Ia o marreco todo torto, ia o coxo quase morto, e ia um velho que era vesgo porque era do F.C. Porto. O marreco era o João, o coxo dormia no caldeirão, e o velho abriu os olhos e agora é lampião. O apelido do marreco é “Ortigas”, o coxo dorme com formigas, e a alcunha do vesgo era o “Lombrigas”. O marreco mudou de nome e agora chama-se Danilo. O coxo fez um “piercing” no mamilo, e o vesgo fez uma tatuagem: “Amo-te Camilo”. Marco Carvalho, 7ºC 40
  • 43. Na vila do Samoco, havia três homens que passavam grande parte do seu dia na tasca do senhor Zé. Estes homens tinham histórias muito diferentes O Mário Jorge era um açoriano que toda a vizinhança tratava por Vesgo do Samoco porque, quando ainda era estudante, a caminho da escola, foi literalmente atropelado por um besouro de asa negra que chocou contra o seu olho direito. O Venâncio Manco, quando era jovem, tinha o sonho de ser futebolista. Infelizmente, ainda bem pequenino, teve um acidente de viação que destruiu completamente o seu triciclo e lhe provocou lesões permanentes na perna direita. Por último, Paulo Parreco, era conhecido não só por marreco mas também por Faná, sobretudo desde o dia em que, fugindo de uma ovelha do amigo Venâncio, caiu num buraco com um metro e meio, que certas crianças tinham aberto para fazer uma piscina. As consequências da queda são óbvias. Quando os três se encontram na tasca do Zé, há sempre festarola. É só ver a dificuldade que esta gente tem em brindar… Não há meio de acertarem nos copos uns dos outros. Mas apesar dos seus problemas, são estes os três da vida airada da vila do Samoco: o vesgo, o coxo e o marreco… Rui – 8ºA 41
  • 44. O vesgo, o coxo e o marreco são três amigos assim um bocado para o... como hei- de expressar isto para o papel? São assim um bocado para os tonhinhos, vá... ⎯ isto para ser simpática, porque eles são bem piores que uns simples tonhinhos. Uma noite, decidiram ir a um bar engatar miúdas. Imaginam, não é? Um vesgo, um coxo e um marreco. Uma noite divertida, não para eles... Os três amigos entram no bar, e cada um “finta” a sua miúda. O vesgo disfarça os seus olhos tortos com uns óculos escuros (à noite, atenção!) e vai ter com a rapariga que está a dançar junto ao balcão: “Olá, muito boa noite.” diz o vesgo. “Boa noite.” diz a rapariga. “Está uma noite bonita. Podíamos...”. Enquanto o vesgo fala, a rapariga interrompe: “És fã do Pedro Abrunhosa?”. Indignado, ele responde “Aprecio, mas não percebo o porquê da pergunta.”. “É que não está propriamente sol aqui, é de noite, pensei que fosse uma moda ou isso!...”. “Ah, não! É só porque sou alérgica às luzes de bares!” inventa uma desculpa à pressão. Enquanto dança com a sua miúda, os óculos caem-lhe. Pronto, noite estragada para o vesgo... Agora é a vez do coxo chegar ao pé da menina que está junto à janela a apanhar ar... Para disfarçar que é coxo, chega junto dela a dançar, mas não se safa! A rapariga descobre-o. Outro com a noite estragada. Por último, o marreco tenta a sua sorte com uma rapariga que está debruçada a apertar o sapato. Vai ter com ela, mete conversa e... imaginem... a miúda levanta-se e também é marreca, e fica feliz por encontrar alguém como ela, e que não a goze. O marreco não disfarçou o seu problema, e a marreca gostou disso (pois tinha estado a observar os três amigos desde a sua chegada). Passaram três meses. Casaram. Nove meses depois tiveram dois filhos, para os quais convidaram o vesgo e o coxo para padrinhos do casalinho de marrequinhos, quer dizer, de gémeos. Marta Pereira, 9ºB 42
  • 45. O vesgo não vê de um olho Fica até bem engraçado! Quer olhar para todo o lado Mas fica tão baralhado! O coxo, da perna direita!, Tem a mania que é esperto… Mas dele nada se aproveita E até goza com o marreco! O marreco, pobre coitado, Por toda a gente é gozado! Mas pela família é honrado, Em casa e em todo o lado. O vesgo, o coxo e o marreco Cada história tão diferente… Mas têm os três um só desejo: Ser respeitados por toda a gente! João Luís, CEF2 43
  • 46. 44
  • 47. Março Essa porta ainda por abrir 45
  • 48. Será verdade ou pura imaginação? Será que existe ou é um belo sonho? Dizem que é uma porta mágica Uma porta para a fantasia… Um dia vi a porta… -Abre-te porta, portão! Dizia eu com o coração. Mas a porta trancada Continuava fechada! Então já cansada Resolvi ficar calada, Mas a grande porta mágica Ficou na mesma cerrada. Kateryna Petreanu, 5ºA 46
  • 49. Aquela porta que ainda não abri sempre estive a pensar o que é que está ali. Aquela porta que ainda não abri será que tem brinquedos, comida ou roupa para mim? Aquela porta que ainda não abri será que tem os meus amigos, pessoas, uma família para mim? Aquela porta que ainda não abri será que tem OVNIs, ETs, ou coisas de outro mundo, longe daqui? Aquela porta que ainda não abri será que tem o fim do mundo, o fim da minha vida ou mundo só para mim? Giovanny Lopes, 5ºB 47
  • 50. Portas por abrir ou por fechar… Tudo na nossa vida se resume a “portas”. Para eu nascer, uma “porta” se abriu! A minha mãe foi a minha primeira porta… Ela é a “porta” para a sensatez, para o amor, amizade, energia e sabedoria, ou seja, é aquela “porta” que estará sempre aberta para mim, a “porta da salvação”. Pela vida fora muitas portas tenho para abrir, portas essas que me trarão o conhecimento, a inteligência, a generosidade e o respeito por tudo o que me rodeia. As portas que ainda não abri e que não quero nunca abrir são as da incerteza, da violência, do ódio e do rancor, da fome e da guerra. Estas são portas que já foram abertas por muitos, mas estão à espera de serem fechadas por todos nós. Joana Roque, 6ºA 48
  • 51. Tenho os meus sonhos, objectivos, tenho os meus “manos” e os meus amigos, gosto de música e de desenho, e eles são a maior parte de tudo o que eu tenho. Tenho a minha grande família, que eu deixei durante uns dias. Tenho as minhas melhores amigas, que são duas doces raparigas. Tenho aquelas amigas do coração… Lindas? Ah! Sim, elas são! Tenho aqueles amigos do peito, que considero perfeitos. Aprendi a gostar de Matemática. Ah! E também da Gramática! Mas História ainda estou a descobrir. Tenho essa porta ainda por abrir… Gabriela, 7º B 49
  • 52. Por abrir estava a porta Do terraço do Augusto, Mas nunca tive coragem Não queria apanhar um susto! Porquê medo de um susto Se sou um valentão? Foi então que ouvi dizer: «Quem tem medo, compra um cão!» Mas um cão não é seguro, Se por vezes nos ataca; Já o meu tinha medo Até de uma barata! Tal barata inofensiva Que não saía do ninho, Metia a cauda entre as pernas, Fugia que nem um coelhinho. Mas o terraço do Augusto Que era tão intrigante, Afinal continha apenas Uma vista deslumbrante! Filipe, 8º A 50
  • 53. Estava frio e vento… Dão as doze badaladas Ouve-se o barulho de uma porta E o bandido dirige-se ao escritório E o bandido entra por ali dentro. Mas logo dá de caras C’ o homem a vir do dormitório! Toc, toc, toc… É o barulho dos pés Depressa se esconde No soalho velho e gasto E saca da sua arma Bum! Não sabendo que a caseira Tanto cuidado para nada! É sonâmbula e andou na Força Armada! O raio do bandido Não tem jeito para nada Vira-se e leva um safanão! Então não é que tropeça logo Que a mulher do caseiro No tapete da entrada? É dura E não concede perdão! Logo o caseiro acorda a pensar Que tão grande sobressalto Na manhã seguinte, Era o ressonar da sua mulher, que, A caseira vai buscar o jornal “Possas!”, é mesmo alto! Dirige-se à entrada E vê o tapete desigual… Desce as escadas E vai à procura dos tampões Corre na direcção do escritório, Que são os seus melhores amigos Vê a porta destrancada, Em tais situações. Encontra os seus tampões E chega à conclusão Ora, os homens são mesmo assim… Que a casa fora assaltada! Ao descer a escada, tropeça E faz um frenesim! Isabel Alves, 9.ºB 51
  • 54. Há ainda uma porta que falta abrir na minha vida. Sei que essa porta vai ser decisiva. É certo que não vai ser a mais importante mas é fundamental para a vida de qualquer cidadão. Essa porta é a entrada para o mercado de trabalho. Todos sabemos que é muito importante que essa porta se abra nas nossas vidas, porque é com muito trabalho que conseguimos ter o que queremos. Uns querem entrar nessa porta muito cedo, outros optam pelo caminho mais certo: entrar tarde, depois de terem completado os seus estudos. Eu, infelizmente, não tenho grande escolha. Já tenho dezassete anos e estou a terminar o curso. Vou optar por abrir as portas do mundo do trabalho, porque acho que é o melhor para mim mas também sei que uma pessoa com o 9.º ano já não é muito importante. Assim, se tudo correr como eu penso, gostaria de tirar o 12.º ano, nem que fosse à noite. Com muito esforço e empenho vou fazer tudo por tudo para abrir portas que me levem a bons caminhos. É certo que vou ter muitas dificuldades, porque trabalhar de dia e estudar à noite é muito duro e é preciso muita força de vontade. Só espero não me vir a arrepender mais tarde de ter aberto esta porta. Tenho a noção de que vou sentir muitas saudades da vida que tenho levado ao longo do meu percurso escolar. Bruno Quintão, CEF1 52
  • 55. Maio Desta é que foi!... 53
  • 56. - Nunca vou ser eu a ganhar o texto do mês! Eu bem me esforço mas não consigo! - O teu esforço não está a ser suficiente! Tens de te concentrar! – dizia a professora de Língua Portuguesa enquanto a Catarina não parava de se lamentar. - Isso não é bem assim! Eu esforço-me muito! Cá para mim os professores é que estão sempre a embirrar comigo! Eu até acho que o meu texto era bem melhor que o dela… - Ninguém embirra contigo, Catarina! O problema não são os professores, o problema és tu! - Pois, pois… Vou mas é embora que esta conversa já não me está a agradar. No caminho para casa, Catarina falava sozinha… - Os professores têm a mania! Acham que temos sempre de fazer mais e melhor. Eu cá quando for grande não vou ser tão marrona! Não vou querer saber mais de estudar. Não me adianta de nada… - Estás a falar sozinha, Catarina? – perguntou-lhe a colega. - Sim, estou. Porquê? Há algum problema? - Já vi que estás de mau humor! - Eu não falo contigo, sua traidora! São sempre os teus textos que são escolhidos e o meu até estava muito melhor do que o teu! - Ah! Ah! Deixa-me rir… Catarina, tu não escreveste quase nada e começaste a falar de um penico voador… Bom, eu nem vou continuar senão ainda vomito…. - Que injustiça! Como podes dizer uma coisa dessas? Outra vez no caminho para casa, Catarina encontrou um velho homem que, ao vê-la muito triste, lhe perguntou por que razão estava assim. - Estou assim porque na minha escola nunca ganho o texto do mês! - E estás chateada só por causa disso? - E parece-lhe pouco? - Se queres ser seleccionada tens de puxar pela cabeça para as ideias saírem. Pensa como um escritor. Não deves afastar os teus amigos nem os teus professores por causa de uma coisa que tu não és capaz de fazer. Acredita mais em ti e verás que quando menos esperares vais ser capaz. - Achas mesmo? - Claro que sim! Deves tentar sempre até conseguir. Nunca desistas! Se queres muito uma coisa tens de lutar por ela! - Obrigada por ter falado comigo. Já me sinto muito melhor. No dia seguinte, Catarina arrasou no texto do mês. Todos adoraram! Valeu mesmo a pena! Kateryna Petreanu, 5ºA 54
  • 57. Chegou-me a inspiração Depois de muito tentar, Desta vez é que foi Eu consegui versar! Para as quadras não tenho jeito, Sou até um pouco fraquinho, Esforço-me pela minha professora Que me incentiva com carinho. Mas por mais que saia mal, Umas rimas escreverei de jeito, Hei-de conseguir fazer Umas quadras a preceito. Desta vez é que é… A professora vou conquistar! A sua simpatia e amizade E uma nota de admirar. Ruben Magalhães, 6º B 55
  • 58. Esperei por este momento que guardo com simpatia as rimas que vou contar hei-de recordá-las um dia. Estas rimas imperfeitas fi-las com muita paixão desta é que foi bateu-me fundo no coração! Será pancada de amor? Ou talvez de amizade... a realidade é que é desta que sinto capacidade. Desta é que foi voei nas asas do vento fazer estas rimas de amor liberta-me o pensamento! Desta é que foi, desta é que será que o meu coração abriu e nunca mais se fechará. Otniel Marques, 6º D 56
  • 59. Pensava que era desta, E afinal ainda não foi! A velha é resmungona E mesmo assim ainda não se foi! A velha era resmungona E era viúva… O pior de tudo É que ela era meio burra! Sem nada mais p’ra fazer Andava a coscuvilhar Foi até ir na rua E um carro a apanhar! Desta é que foi… Foi parar ao hospital, Porque estava muito mal… Contudo, o seu grande problema É mesmo ser anormal! Ana Rita Rodrigues, 7ºA 57
  • 60. Passava a vida a tentar, Fui a grande velocidade Colocava os meus patins, Para essa bela cidade. Mas não ia a nenhum lugar Algo aconteceu à minha mente Sem dar cabo dos rins! Pois tudo ficou diferente. Um dia decidi Para meu grande espanto, Que seria dessa vez, Quando ia a andar, Capacete e joelheiras, Dei uma pirueta no ar Lá fui com grande rapidez! E nem doeu assim tanto! Mas então sem saber como, O que estaria a acontecer Nem sem saber os porquês, Para tal suceder? Tropecei numa pecinha Dum tabuleiro de xadrez. Foi então que descobri, Que o problema afinal, Era de qualquer maneira Não era meu nem do lugar, Mais uma tentativa falhada, Mas sim das rodas dos patins Estava a minha breve carreira Que se estavam a soltar! Completamente arruinada… Procurei o senhor padre: - Seria alguma praga? Ele aconselhou-me a ir A uma igreja em Braga. Ana Catarina, 8º B 58
  • 61. Andava um pastor descansado Coxo, mas feliz e contente A passear o seu gado No deserto ardente! Pode parecer estranho, Mas o Manel sabia o que fazia, Andava com um cão castanho Que gania e gania. As ovelhas eram sobredotadas, Tudo por causa do calor! Havia duas que estavam casadas E uma delas punha bronzeador… Eis que dois camelos Se atiraram às ovelhas… Elas puxaram-lhes os cabelos E eles ficaram sem guedelhas. E desta é que foi!… O Manel ficou chocado! E ao ver a vaca agarrada a um boi, o cão, com ciúmes, ficou passado! Vanessa Rodrigues, 9ºA 59
  • 62. No passado dia 8, na aula de Língua Portuguesa do 9º B da Escola Básica Integrada de Bucelas, a professora conseguiu pôr toda a turma revoltada por causa do novo tema do mês... Os tais textos que tornam um dia do mês inesquecível e que põem toda a gente a inventar uma desculpa para faltar à aula. Por acaso não é o que acontece, mas é o que passa pela cabeça da maioria dos alunos do 9ºB, segundo uma entrevista feita ao aluno mais sossegado, mais amoroso, mais empenhado, mais organizado (mais umas quantas coisas boas de se ler) da turma. Os alunos já pensaram em gravar um CD ou uma cassete – se calhar é melhor uma cassete, porque certas gerações ainda não têm muita facilidade em entender estas novas tecnologias… – com uma selecção de temas feita por eles e entregarem à professora, para que esta não possa desmentir que tem umas almas muito talentosas e muito pacientes na turma!... Isabel Alves, 9ºB 60
  • 63. Desta vez é que ganhei coragem. Ela é uma deusa, parece uma miragem. Aquele corpo que deus demorou a desenhar É de deixar qualquer homem a sonhar. Ela veio ao mundo para mostrar a perfeição; O sol brilha lá em cima e aqui é ela o esplendor Que ilumina todo e qualquer coração, E que lhe dá vida e calor. O tempo faz e desfaz, Foi feito para vencer… Mas eu não fui capaz De a conseguir esquecer. E por isso resolvi, com toda a minha bravura, tomar a iniciativa, e falar-lhe com ternura. Disse-lhe tudo o que sentia Mas ela disse divertida, Enquanto para mim sorria, Que era uma causa perdida!... André Pereira, CEF2 61
  • 64. É desta que o meu texto fica afixado no átrio da escola! Bom, todos (ou quase todos) escreveram um texto sobre a escola, devido a este título mas eu cá tenho outra ideia para ganhar o texto do mês, vou falar de uma coisa diferente, por exemplo sobre… escola! Após tantos anos passados aqui na escola, é desta que me vou. Lembro-me de quando uma professora me perguntou se eu gostava desta escola. Eu respondi-lhe que não mas agora que estou a terminar o meu último ano aqui, já tenho saudades mesmo antes de acabar. Esperei muito para chegar à época do estágio, foi um ano e picos, e os picos eram enormes. Agora até estou um pouco inseguro, porque afinal nunca tive um trabalho a sério mas vou dar o meu melhor para que tudo corra bem. Sei que vou ter saudades de ganhar uns jogos ao CEF2 e de ouvir o setor Marcelino a ralhar com a minha turma. Ficava um bocado chateado quando o ouvia a ralhar mas sabia que era para o nosso bem, para que conseguíssemos sair desta escola com boa reputação. Depois deste texto em que até dou graxa ao boss e falo bem da escola não me digam que não é desta que ganho?! Já merecia. Estou ciente de que vai ser desta e quando passar pelo átrio da escola vou curtir dizer: “Desta é que foi!...”. Celso Morais, CEF1 62