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Oficinas de escrita

Compilação dos trabalhos dos alunos.

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Oficinas de escrita
Oficinas de escrita




  Meus amigos, hoje é o meu dia de sorte. O meu dono, pela primeira vez na vida, decidiu pôr
de parte os outros sapatos muito requintados e chiques e calçou-me.

  Eu estava tão emocionada no pé do meu dono que desatei a chorar; este, pensando que as
meias estavam suadas, foi calçar outras, que ficaram irritadíssimas comigo…

  A minha sorte acabou cedo, descobri que o meu dono apenas me tirou da prateleira para
não sujar os outros sapatos. Porque é que eu digo isto? Porque ele levou-me para um pântano
cheio de lama e terra.

  As folhas das árvores riam-se de mim, os botins de um Homem musculado atiravam-me
mais lama, parecia um pesadelo.

   Como se não bastasse, para piorar o meu dia, o descuidado do meu dono estava a apanhar
pinhas, quando por azar, ele pôs os pés onde não devia, já deves ter adivinhado o que ele
pisou, foi bosta de cão.

  Aquela porcaria ficou agarrada à minha sola, mas eu conti-me; já o meu dono, deu um
pontapé numa árvore, e eu é que sofri, a minha biqueira ficou rasgada. Porque é que ele não
deu um murro? Tinha de ser comigo, já não bastava a bosta de cão, agora a biqueira rasgada.

  Finalmente cheguei a casa, que pesadelo, o que me valeu foi a D. Alcinda que me limpou,
cozeu e pôs no estendal. Que mulher tão carinhosa!



João Guilherme Duarte Marques nº12 7ºE
Mãe, mãe! Estou com sono. Vou para a cama. Até amanhã.

Eram 7:30 e acordei. Como é normal fui ao espelho para ver como estava. Quando lá cheguei, para meu
espanto, não me vi. Procurei, procurei mas não me encontrei. Eu não a vi mas imaginei como estava a
minha cara. Sentia-me assustado e sobretudo confuso. Até que depois de muito procurar, encontrei
uma coisa no espelho. No chão estava uma mosca. Eu sentia-me a movimentar e à medida que o fazia a
mosca mexia-se na mesma direcção que eu. Então saltei e fiz um movimento de voo. Para meu espanto
não sentia as patas no chão e também me sentia estranhamente mais leve. Pouco tempo depois entrei
no meu consciente e descobri que era uma mosca. Ao mesmo tempo deparei-me com muitos
sentimentos. De espanto e de medo, por estar naquele estado, mas também de uma certa felicidade. Na
verdade podia voar, entrar pelas casas e sair quando quisesse.

A primeira coisa que me passou pela cabeça foi sair de casa, ir procurar coisas e libertar-me. E foi isso
que fiz.

-Eia! Como é maravilhoso, conseguir voar.

Era a melhor sensação do mundo. Sentia que podia fazer tudo o que me apetecesse, que era
independente e que ninguém mandava em mim.

A primeira coisa que fiz foi ir à escola. Vi o pessoal todo na sala de aula a ter aulas e eu cá fora, em
liberdade sem ter que fazer rigorosamente NADA.

A seguir deu-me uma vontade enorme de ouvir música. Como não tinha força para ligar o Ipod refugiei-
me num carro onde estava a tocar a minha música favorita. Depois de muito ouvir o carro parou.

-Onde estou?

Depois vi um edifício gigante onde dizia com letras coloridas, Centro Comercial. Fui lá dentro, pois
estava longe de Tondela e não tinha nada para fazer. Passei por muitas lojas, até que cheguei à minha
preferida

- Eia! O casaco que eu queria a metade do preço. Quem me dera ter ali a minha carteira e poder
comprá-lo.

Posteriormente, deu-me uma grande vontade de comer. Apetecia-me um Big Mac…mas depois é que
me lembrei que não podia comer. Não tinha dinheiro. Tive que comer restos de outra pessoa. Aí
apercebi-me que era melhor ser humano do que mosca. Decidi ir-me embora. Voltei para casa e pensei
que se adormecesse outra vez iria acordar no dia seguinte como humano novamente.

No dia seguinte acordei e fui-me ver ao espelho.

-YES! Já sou humano outra vez!

Apercebi-me que é muito melhor ser humano do que outro animal qualquer. Podemos aprender, rir,
saltar, apaixonar, aprender, brincar e muito mais…

Afonso Almeida Luís Nº1 7ºB
O meu dia começa e já estou a levar o meu dono onde ele quer.
           A primeira vez que sinto magia ao longo de todo o dia é quando as mãos do artista me
pegam; e o artista é toda a gente, dos 0 aos 90. Ando às voltas e reviravoltas à vontade dele
escorregando suavemente, riscando tudo aquilo que pode ser riscado e fico mais pequeno, mais
pequeno, mais pequeno e mais pequeno... Aliás, sou a única coisa que nasce grande e morre
pequeno, embora também muito gasto porque a minha profissão é muito desgastante.
           Eu, e toda a minha (boa) gente vive num turbilhão de ideias, que são registadas,
apagadas, repensadas, complementadas... mas tocam o coração de alguém especial. Não
interessa quem és ou como és, vais ser tocado por algo que eu fiz. Vou-te fazer chorar, rir ou
suspirar...
           Faço cartas de amor que foram enviadas, que não foram enviadas, que foram lidas e
que foram vividas a dois ou sozinhas num canto.
           Faço poemas foleiros, apreciados, folheados ou apenas lidas na diagonal, mas também
fiz aqueles que não foram lidos e encalharam na memória de alguém.
           Escrevo e descrevo oceanos e rios, pessoas e amigos, grupos e raças, graçolas e
lamentos; mas eu nunca me vou lamentar porque, pura e simplesmente, sou o intermediário de
ideias e sentimentos e esta é uma profissão muito nobre.
           E pinto, pinto nas mãos de um menino de dois anos que rabisca os sentimentos pela
mãe ou pela Maria João, embora de uma maneira que nunca ninguém vai perceber, apenas eu
sei todas as linguagens e códigos.
           E pinto nas mãos gastas e nobres de um pintor, que não se serve só da cor e estatela na
sua tela as mágoas e risos de uma vida, de uma época partida que ele não gosta só de pintar, mas
de lembrar.
           E pinto nas nãos de um miúdo que persegue os seus sonhos, mas como não os pode
viver, pinta-os para os imaginar muito mais vividamente.
           E retrato a nossa realidade, ou a realidade do próximo, retrato a bela senhora que
guarda o seu bebé, ou que faz o jantar para o seu banal mas perfeito marido, retrato os
pormenores de uma vida solitária ou de duas cruzadas por um grande amor, enfim...

         E escrevo, e pinto e retrato, mas o que ganho é uma vida ingrata, roído na boca
nervosa dele, partido nas mãos fortes dele ou esquecido na gaveta de todos.


         Gustavo Marques nº13 8ºA
Troco rosa-choque por rosa-colisão.
        Contacto:932765765652357153467546234751756
        Sr. Embate




        Troco um facto por um fato janota.
        Contacto: 62 sou-português-e-não-brasileiro7758395
        Sr. Brasilês




        Trespasso espaço novo na baixa do Bairro Alto.
        Contacto: istoandatudoaocontrario@hotmail.com
        Sr. Eu Sei Que O Bairro Alto Não Tem Baixa




Gustavo Marques nº13 8ºA
Já comecei a minha viagem, o meu ciclo, digamos assim, de momento estão a usar-me
para o banho. E lá vou eu pelo ralo da banheira… aqui vou eu!

De volta ao rio para voltar a fazer o meu ciclo. Oh não! Um poço agora, vou regar um
campo, um prado ou uma cultura de amendoins!

Olha, afinal não reguei nenhum campo, nem um prado nem mesmo uma cultura de
amendoins, fui regar uma cerejeira. Que bom! Adoro cerejas! Ainda bem que fui parar
àquele poço para agora alimentar a cerejeira para que se amanhã voltar ao meu corpo
poder comê-las!

Que pena agora vou evaporar mas assim continuarei a ajudar as pessoas.

Amanhã ninguém sabe o que vou ser (eu pelo menos não sei) mas sei que para o saber
só faltam 7 horas.




Ricardo Santos, nº. 19 – 7º. D

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Oficinas de escrita

  • 2. Oficinas de escrita Meus amigos, hoje é o meu dia de sorte. O meu dono, pela primeira vez na vida, decidiu pôr de parte os outros sapatos muito requintados e chiques e calçou-me. Eu estava tão emocionada no pé do meu dono que desatei a chorar; este, pensando que as meias estavam suadas, foi calçar outras, que ficaram irritadíssimas comigo… A minha sorte acabou cedo, descobri que o meu dono apenas me tirou da prateleira para não sujar os outros sapatos. Porque é que eu digo isto? Porque ele levou-me para um pântano cheio de lama e terra. As folhas das árvores riam-se de mim, os botins de um Homem musculado atiravam-me mais lama, parecia um pesadelo. Como se não bastasse, para piorar o meu dia, o descuidado do meu dono estava a apanhar pinhas, quando por azar, ele pôs os pés onde não devia, já deves ter adivinhado o que ele pisou, foi bosta de cão. Aquela porcaria ficou agarrada à minha sola, mas eu conti-me; já o meu dono, deu um pontapé numa árvore, e eu é que sofri, a minha biqueira ficou rasgada. Porque é que ele não deu um murro? Tinha de ser comigo, já não bastava a bosta de cão, agora a biqueira rasgada. Finalmente cheguei a casa, que pesadelo, o que me valeu foi a D. Alcinda que me limpou, cozeu e pôs no estendal. Que mulher tão carinhosa! João Guilherme Duarte Marques nº12 7ºE
  • 3. Mãe, mãe! Estou com sono. Vou para a cama. Até amanhã. Eram 7:30 e acordei. Como é normal fui ao espelho para ver como estava. Quando lá cheguei, para meu espanto, não me vi. Procurei, procurei mas não me encontrei. Eu não a vi mas imaginei como estava a minha cara. Sentia-me assustado e sobretudo confuso. Até que depois de muito procurar, encontrei uma coisa no espelho. No chão estava uma mosca. Eu sentia-me a movimentar e à medida que o fazia a mosca mexia-se na mesma direcção que eu. Então saltei e fiz um movimento de voo. Para meu espanto não sentia as patas no chão e também me sentia estranhamente mais leve. Pouco tempo depois entrei no meu consciente e descobri que era uma mosca. Ao mesmo tempo deparei-me com muitos sentimentos. De espanto e de medo, por estar naquele estado, mas também de uma certa felicidade. Na verdade podia voar, entrar pelas casas e sair quando quisesse. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi sair de casa, ir procurar coisas e libertar-me. E foi isso que fiz. -Eia! Como é maravilhoso, conseguir voar. Era a melhor sensação do mundo. Sentia que podia fazer tudo o que me apetecesse, que era independente e que ninguém mandava em mim. A primeira coisa que fiz foi ir à escola. Vi o pessoal todo na sala de aula a ter aulas e eu cá fora, em liberdade sem ter que fazer rigorosamente NADA. A seguir deu-me uma vontade enorme de ouvir música. Como não tinha força para ligar o Ipod refugiei- me num carro onde estava a tocar a minha música favorita. Depois de muito ouvir o carro parou. -Onde estou? Depois vi um edifício gigante onde dizia com letras coloridas, Centro Comercial. Fui lá dentro, pois estava longe de Tondela e não tinha nada para fazer. Passei por muitas lojas, até que cheguei à minha preferida - Eia! O casaco que eu queria a metade do preço. Quem me dera ter ali a minha carteira e poder comprá-lo. Posteriormente, deu-me uma grande vontade de comer. Apetecia-me um Big Mac…mas depois é que me lembrei que não podia comer. Não tinha dinheiro. Tive que comer restos de outra pessoa. Aí apercebi-me que era melhor ser humano do que mosca. Decidi ir-me embora. Voltei para casa e pensei que se adormecesse outra vez iria acordar no dia seguinte como humano novamente. No dia seguinte acordei e fui-me ver ao espelho. -YES! Já sou humano outra vez! Apercebi-me que é muito melhor ser humano do que outro animal qualquer. Podemos aprender, rir, saltar, apaixonar, aprender, brincar e muito mais… Afonso Almeida Luís Nº1 7ºB
  • 4. O meu dia começa e já estou a levar o meu dono onde ele quer. A primeira vez que sinto magia ao longo de todo o dia é quando as mãos do artista me pegam; e o artista é toda a gente, dos 0 aos 90. Ando às voltas e reviravoltas à vontade dele escorregando suavemente, riscando tudo aquilo que pode ser riscado e fico mais pequeno, mais pequeno, mais pequeno e mais pequeno... Aliás, sou a única coisa que nasce grande e morre pequeno, embora também muito gasto porque a minha profissão é muito desgastante. Eu, e toda a minha (boa) gente vive num turbilhão de ideias, que são registadas, apagadas, repensadas, complementadas... mas tocam o coração de alguém especial. Não interessa quem és ou como és, vais ser tocado por algo que eu fiz. Vou-te fazer chorar, rir ou suspirar... Faço cartas de amor que foram enviadas, que não foram enviadas, que foram lidas e que foram vividas a dois ou sozinhas num canto. Faço poemas foleiros, apreciados, folheados ou apenas lidas na diagonal, mas também fiz aqueles que não foram lidos e encalharam na memória de alguém. Escrevo e descrevo oceanos e rios, pessoas e amigos, grupos e raças, graçolas e lamentos; mas eu nunca me vou lamentar porque, pura e simplesmente, sou o intermediário de ideias e sentimentos e esta é uma profissão muito nobre. E pinto, pinto nas mãos de um menino de dois anos que rabisca os sentimentos pela mãe ou pela Maria João, embora de uma maneira que nunca ninguém vai perceber, apenas eu sei todas as linguagens e códigos. E pinto nas mãos gastas e nobres de um pintor, que não se serve só da cor e estatela na sua tela as mágoas e risos de uma vida, de uma época partida que ele não gosta só de pintar, mas de lembrar. E pinto nas nãos de um miúdo que persegue os seus sonhos, mas como não os pode viver, pinta-os para os imaginar muito mais vividamente. E retrato a nossa realidade, ou a realidade do próximo, retrato a bela senhora que guarda o seu bebé, ou que faz o jantar para o seu banal mas perfeito marido, retrato os pormenores de uma vida solitária ou de duas cruzadas por um grande amor, enfim... E escrevo, e pinto e retrato, mas o que ganho é uma vida ingrata, roído na boca nervosa dele, partido nas mãos fortes dele ou esquecido na gaveta de todos. Gustavo Marques nº13 8ºA
  • 5. Troco rosa-choque por rosa-colisão. Contacto:932765765652357153467546234751756 Sr. Embate Troco um facto por um fato janota. Contacto: 62 sou-português-e-não-brasileiro7758395 Sr. Brasilês Trespasso espaço novo na baixa do Bairro Alto. Contacto: istoandatudoaocontrario@hotmail.com Sr. Eu Sei Que O Bairro Alto Não Tem Baixa Gustavo Marques nº13 8ºA
  • 6. Já comecei a minha viagem, o meu ciclo, digamos assim, de momento estão a usar-me para o banho. E lá vou eu pelo ralo da banheira… aqui vou eu! De volta ao rio para voltar a fazer o meu ciclo. Oh não! Um poço agora, vou regar um campo, um prado ou uma cultura de amendoins! Olha, afinal não reguei nenhum campo, nem um prado nem mesmo uma cultura de amendoins, fui regar uma cerejeira. Que bom! Adoro cerejas! Ainda bem que fui parar àquele poço para agora alimentar a cerejeira para que se amanhã voltar ao meu corpo poder comê-las! Que pena agora vou evaporar mas assim continuarei a ajudar as pessoas. Amanhã ninguém sabe o que vou ser (eu pelo menos não sei) mas sei que para o saber só faltam 7 horas. Ricardo Santos, nº. 19 – 7º. D
  • 7. Marcos Viegas - A minha avó é um espectáculo. Normalmente, temos a ideia de que as avozinhas são queridas e estão sempre acamadas, mas esta avó é especial. Esta avó faz altas corridas de snowboard e vai à caça de lobos. João Marques - Não faz só snowboard. Faz também acrobacias de circo, salta de prédios e faz Parkour , anda de skate, de bmx e o mais incrível é que nunca foi ao hospital. Nunca partiu uma anca, um osso ou até mesmo a cabeça. Pratica wrestling e ninguém lhe ganha. Vai ao ginásio e tem altos músculos. A sua alcunha era radical pois era conhecida no mundo e participava em todos os torneios e ganhava. Tem umas 1000 taças em sua casa. Beatriz Barros - Esta avó era o tipo de avó que todos queriam. Levava-me a parques radicais do mundo inteiro, e ai de alguém que se pusesse na sua frente. Para mim, era um sonho de avó. Mas um sonho de avó super radical. Quando chegava a hora de dormir, ela deitava-se numa cama de espinhos para endireitar a coluna, e, no dia seguinte, ainda fazia mais coisas radicais. Joana Santos - Mas certo dia tudo mudou! Como era habitual, a avó, de manhãzinha, foi praticar Parkour, mas caiu e ficou ali deitadinha no chão. Chegaram algumas pessoas e chamaram uma ambulância. Na ambulância, o médico fez-lhe alguns exames e não ficou nada contente com o que viu! Filipa Carvalho - Apenas partiu uma rótula e um dedo da mão. Nesse mesmo dia voltou aos seus hábitos de wrestling e andar de bicicleta. Era a minha avó, era especial e radical. Trabalho dos alunos do 7ºB: Marcos Viegas, João Marques, Beatriz Barros, Joana Santos, Filipa Carvalho
  • 8. Beatriz Barros - Era uma vez um rapaz que tinha medo de tudo. Ele era baixo, franzino e tinha cabelos loiros. Era rapaz extremamente medroso e qualquer coisa que lhe fosse estranha, era considerada um perigo para ele. Este rapaz chamava-se Rui. O Rui tinha medo de sair à rua, pois o perigo andava sempre à espreita, e quando ficava em casa sozinho, trancava-se no quarto com as janelas fechadas e as luzes acesas. Filipa Carvalho - Seria medo ou vergonha? Não sabemos, mas quando estava com um amigo, sentia-se diferente. O seu medo desaparecia como que por magia. Era um momento único para ele. Joana Santos - Tudo parecia diferente, até o simples acto de sair à rua era diferente, o mundo parecia mais colorido, aquela escuridão desaparecia. Era pena ser só por momentos. Certo dia, tudo mudou… Marcos Viegas – Como por magia…um dia acordou cheio de energia. Sentiu-se como se quisesse mudar o mundo. Levantou-se, vestiu roupas radicais e foi ao cabeleireiro pintar o cabelo de preto. Chegou à escola e começou a distribuir socapas. Arranjou um grupo de amigos drogados e assim nasceu um novo Rui. João Marques - Sem medo, mandou os amigos embora porque eram drogados. Foi mudar o cabelo e meteu-o espetado e o Rui mudou o seu nome para Daniel. Todo radical, foi comprar um skate e pôs música Rock nos auriculares. A mãe chegou a casa, pôs o “Daniel” de castigo, mas este fugiu de casa. A partir daí, era um pobre, vivia debaixo de uma ponte e passou a ter medo de formigas. O grupo é do 7ºano e da turma B
  • 9. Acordei; eram 7:00 horas da manhã do dia 24 de Dezembro; só acordei porque tinha muita, muita fome. A primeira coisa que fiz foi olhar-me ao espelho, pois todas as manhãs acordo numa personagem diferente, e queria saber em que me transformara hoje. Hoje acordei no papel de Pai Natal. Ora, se eu sou o Pai Natal, hoje é dia 24 de Dezembro (dia de as pessoas abrirem as suas prendinhas) e eu tenho muito trabalho pela frente. Com esta confusão até me esquecera que estava com fome! Comi muitas panquecas recheadas com doce ou chocolate e bebi uma grande caneca de leite bem quentinho! A seguir a comer, fui acabar de embrulhar os presentes e pu-los todos no meu trenó. Acabada esta tarefa fui vestir as minhas renas, agasalhei-as muito bem e vesti-me com o meu fato vermelho preferido. Também me agasalhei muito bem porque estava muito frio na rua e afinal o meu trenó era “descapotável”. Lavei a cara, os dentes e penteei o meu cabelo e a minha grande barbicha. Arranquei a toda a velocidade no meu trenó e comecei e comecei a distribuir as prendinhas… Mas, tinha de me acontecer isto a mim? Não é que fiquei preso numa chaminé?! Gritei por uma das minhas renas e disse-lhe para ir à caixa dos primeiros socorros buscar o garrafão do óleo! Ela foi e eu disse-lhe para pôr um bocadinho nas paredes da chaminé. Caí na lareira, fiquei todo enfarruscado! Mas será que as pessoas não sabem limpar as suas lareiras no dia de Natal? Deixei as prendas que tinha a deixar e quando ia a sair deparei-me com um gato enorme à minha frente! Mordiscou-me as pernas e os pés e de repente alguma pulga o fez coçar-se! Nesse momento em que ele estava distraído, eu fugi e pensei “Mas será que esta casa está embruxada?”. Corri para o meu trenó e continuei a distribuir os presentes que faltavam! Quando cheguei a minha casa, pensei que estar nesta personagem deve ter sido das minhas maiores aventuras. Fui comer uma sanduíche e depois deitei-me na minha cama e adormeci num instante! Carolina Marques Brás | nº9 | 8ºA
  • 10. Avisos: Troco camisola preta por camisola noir! Assinatura: Batman Troco uma moeda de 2 euros com cara por outra moeda de 2 euros mas com coroa. Assinatura: Rainha de Inglaterra Carolina Marques Brás | nº9 | 8ºA
  • 11. Hoje disseram-me que ia participar num assado. Meteram-me dentro do forno, regada com azeite, cebolas e umas ervas muito simpáticas a meu ver. Passados uns quarenta minutos as batatas entraram no forno, elas eram muito curiosas, queriam saber a minha história toda e como fui parar àquele forno eu disse- lhes que tinha vindo de um aviário, onde muitas amigas parecidas comigo. A minha vida era muito feliz, davam-me milho a toda a hora, água, havia um senhor que tratava de mim. Como me iam matar, ele levou-me para casa e continuou a cuidar de mim. Até que um dia me deu a esta senhora que me matou e pôs no forno. De repente abriram o forno e levaram-nos para a mesa e comeram-nos. Foi assim que vivi o dia de hoje. Mónica veiga 7ºE Nº17
  • 12. Vende-se metade de um pêssego. Dá-se o caroço com bichos e seus respectivos ovos. Se estiver interessado contacte: TLM 964544588 Assinado: Tó da fruta podre Procura-se assassino de chapéus. A sua descrição é: alto, muitos braços sem cabeça, os pés em forma de círculo e traz pendurado chapéus e casacos rotos. TML 965555555 Assinado: Chapeleiro louco Alugo quarto esférico. Com 18m2 de área, um candeeiro no chão e tapetes no tecto e mobilado com esferovite mas sem cama. TLM960000045 Assinado: Maria que não dorme Mónica Veiga 7ºe Nº17
  • 13. Hoje de manha cedo estava na garagem. Depois pegaram em mim e levaram-me aos pontapés até a entrada de uma casa. Meteram-me dentro de uma mochila, eu adormeci, acordei a levar pontapés num campo de futebol. Estive ali 20 minutos de um lado para o outro, até que me levaram para dentro de uma sala. Estive ali metida num canto durante 90 minutos, a ouvir uma senhora falar. Quando saíram da sala esqueceram-se de mim até que apareceu uma pessoa estranha e me levou. Depois, pegaram em mim e encheram-me de desenhos. A seguir pegaram num objecto cortante e deram cabo de mim. Foi o meu fim. Depois num ápice acordei outra vez na sala, e vi que tinha sido tudo um pesadelo e voltou tudo à normalidade. Pedro nº16 8B
  • 14. Hoje acordei e apercebi-me que me tinha transformado numa folha de papel. Nasci nas mãos de um chinês e mais tarde multipliquei-me por todo o mundo! Em primeiro, fui um papiro: fui lido por um escravo da corte real a todos os cidadãos. Mais tarde fui encontrado e reciclado e fui uma página de um livro de poesia! O rapaz que me acolheu, lia todas as semanas um verso à sua amada. Mas, quando se separaram, o rapaz mandou-me pela janela fora, até partiu vidros! Mas fui encontrado novamente, e mais uma vez, reciclado. Depois, fui uma carta: as crianças passavam a vida a brincar comigo, até quando não deviam! Quer estivessem a comer, a pular, a saltar, a correr, até na casa de banho lá estava eu! Mas um dia, a mãe do meu dono fartou-se, pois ele tinha apanhado uma “cartovirose”! Nem imaginam, aquilo dá uma febre! Teve de ficar de cama o dia todo, com o bife na cabeça! Então lá fui eu, mais uma vez, ganhar uma nova vida na reciclagem. Desta vez, tornei-me numa folha de um livro especial, de um diário ! Uma mulher foi-me comprar à livraria e a seguir deu-me à sua sobrinha. A rapariga passava todos os minutos que tinha livres a escrever. Fiquei dois anos com ela! Até parece que já sou a cabeça dela, sei tudo o que lhe aconteceu! Desde ao primeiro amor, àquela vez em que ficou tremendamente envergonhada por dar um pum na aula! Mas ela cresceu e mandou-me mais uma vez para a reciclagem. Desta vez, era uma simples folha de papel de linhas. Fui comprada por uma senhora e fui posta num ‘dossier’ de uma adolescente. Ela passava a vida a rasgar-me aos pedacinhos e em cada um fazia um desenho. Ela desenha bastante bem! Mas infelizmente, isto foi tudo feito em tempo de aulas, logo ela não prestava atenção nenhuma … Mas, houve um dia em que rasgou-me e usou-me para passar bilhetinhos aos colegas … Ai, ai, aqueles bilhetes eram desde declarações de amor, até mensagens que falavam mal das colegas! Um dia, aconteceu uma coisa que ela não esperava. A professora, que tinha fama de ser muito má, apanhou o bilhete. Lá fui eu ter á direcção, meia amachucada. A rapariga teve direito a 2 dias de suspensão! Mas foi a professora que ficou comigo, e enfiou-me no bolso. Mais tarde a professora tirou-me do bolso, leu-me atentamente, e soltou uma risada! Depois rasgou-me em 100 bocadinhos e meteu-me no lixo . E lá vou eu novamente, para a reciclagem … Cláudia Dinis nº8 7ºD
  • 15. Era uma vez uma borracha, era grande e tinha duas cores, uma parte branca e a outra azul. Eu estava na prateleira de um supermercado, e sempre que alguém passava por mim e retirava alguma das borrachas que estavam à minha frente, eu ficava toda entusiasmada. Passado algum tempo chegou a minha vez. Colocaram-me no carrinho das compras e lá fui eu para casa de um menino. Quando chegámos a casa ele começou logo a preparar o seu material escolar. Alguns instantes depois a mãe do Ricardo perguntou-lhe: - Onde estás Ricardo? -Estou no quarto, mãe – respondeu ele. A mãe foi ter com o filho ao quarto e viu que ele estava a preparar o material escolar e disse-lhe: - Filho, ainda falta muito tempo para começarem as tuas aulas. Passado um mês lá chegou o meu primeiro dia de trabalho; mal cheguei, comecei logo a conhecer outras borrachas. Mas simpatizei mais com umas do que com outras. Eu estava a falar com elas e, de repente, o Ricardo pegou-me e apagou uma linha comigo; um pouco de mim desapareceu, e mais outro, e mais outro até eu desaparecer. Embora tenha durado muito tempo pareceu-me muito pouco tempo. Nuno Henrique da Silva Pais
  • 16. Anúncios Procuro confortáveis sapatos sem sola e cheiro forte a chulé. Até 20euros José sucata 965534989 Troca-se irmão por skate Marcos Gomes 969249815 Vende-se computador todo partido. Funciona bem. Windows 2 Oliver Fugaça 926220147 Marcos Viegas Gomes Nº 14 7ºB
  • 17. Se eu fosse uma sapatilha No meu primeiro dia Lá vou eu todo emproado A pensar que ser sapatilha Era um trabalho privilegiado! Ao princípio nem foi fácil Ao peso me habituar Pois o meu dono Era difícil de transportar! Lá me fui habituando Não era fácil aguentar Cada dia que passava O cheiro a aumentar! Era já muito difícil Aquele cheiro suportar Pois aquele menino As sapatilhas devia lavar!
  • 18. Uns tempos depois A minha sola foi romper E assim fiquei Com dores a valer! Agora o pé dele No sapato já não cabia Pois o miúdo A crescer se via! Fui deitado para o lixo E caminhei para a reciclagem Me fizeram de novo Arrumando-me na estalagem! Fui para as montras Era o centro das atenções E o meu style Conquistou corações! Com licitações altíssimas Toda a gente me queria ter E para o dono da loja Aquilo é que foi render!
  • 19. Fui calçado por um ricalhaço Todos os dias me punha a lavar Era como um troféu Que não se podia estragar! Mas aquela vida Começava-me a chatear Até que enfim Já não me podia calçar! Refizeram-me de novo Desejei ao meu primeiro dono voltar Agora é que é vida O meu sonho a se concretizar! Marcos Viegas Gomes nº14 7ºB
  • 20. Procura-se russo com sotaque irlandês que tenha 1 cão e 3 pardais… Quem o encontrar diga-lhe que acabei com ele, sff. Vende-se trotineta com um cestinho de cogumelos (venenosos) e umas pedras caso volte a aparecer o lobo mau. Marta Raquel Brito Pereira 7ºD º17
  • 21. Acordei e era o vento… No início foi complicado, estava confusa tinha medo e ninguém me ouvia. No início, gritava mas ninguém me ouvia. Sentia-me infeliz, triste e só. Depois apercebi-me da beleza que havia neste momento… podia controlar as marés, fazer com que as nuvens se fossem embora para que entre as nuvens se visse um raio de sol, por mais pequeno que fosse, pois estávamos no inverno e pensei que se afastasse as nuvens as crianças viriam cá para fora, mas estava enganada, o que ouvi foi uma pequena frase, uma pequena frase que me fez ficar sozinha, uma frase cruel: -Não podes ir para fora de casa porque não quero que vás lá para fora! -disse a mãe. Não posso ir simplesmente porque a mãe não quer, sem outra explicação, apenas porque não. Irritei-me e precipitei-me e comecei a soprar. Quando reparei no que estava a fazer, apercebi- me que tinha destruído milhares de coisas. Tudo… Arrefeci o ar e fiz com que todas as pessoas morressem. Agora, sim, fiquei sozinho. Marta Raquel Brito Pereira 7ºD º17
  • 22. Eu sou o objecto mais sortudo do mundo. Sou os óculos de sol preferidos de uma super estrela. Mas não é por acaso! Sou todo preto, mas com umas lindas chamas do diamante do melhor e mais caro que há. Estava eu a descansar, visto que não posso dormir, quando a minha caixa de repouso é aberta e umas grandes mãos me pegam com delicadeza. São as mãos do meu dono! Hoje iria passar o dia com ele. Não que seja novidade, ele escolhe-me quase sempre, mas só quando há sol. A rotina dos dias com a minha estrela recomeça. Começam por esguichar um líquido perfumado para as minhas lindas lentes escuras e esfregam com um pequeno pano antiquado, cuidadosamente. Depois, colocam-me no hall de entrada da mansão do meu dono. E enquanto o dono se prepara para ir trabalhar no seu famoso filme, eu observo o dia lá fora. Estava um dia muito solarengo, hoje de certeza que o meu dono apenas me iria tirar durante as gravações do filme (era ao ar livre). Finalmente ele chega, pega-me e coloca-me na sua face, por cima da cana do nariz. A sua limusina privada já o espera. O condutor abre-nos a porta e deixa-nos entrar. O interior da limusina é cheio de estilo. Como os vidros são fumados, o sol não entra, pelo que o meu dono tira-me e coloca-me numa pequena e leve mesa cheia de coisas dele. Entretanto, como a viagem demora tempo, ele toma o seu pequeno-almoço. Por fim chegámos. Ele coloca-me de novo e entra no estúdio de filmagens. Aí ele retira-me e põem-me na sua cabeça. Enquanto ele trabalha, o seu segurança toma conta de mim. Como já disse sou feito com diamantes do melhor e mais caro. Por fim, ele sai do trabalho, mas como era muito tarde, e ele estava exausto, fomos directamente para casa. Quando chegámos ele volta a pedir para me limparem delicadamente, e depois volta a colocar-me na minha caixa de repouso… Mariana Oliveira nº16 7ºD
  • 23. 1º Anúncio: Vende-se casa insuflável, com montagem fácil (tira-se da caixa e enche-se de ar automaticamente). Esta casa saltitante tem todas as divisões, com os seus objectos insufláveis em cada uma. Se estiver interessado contacte – nos pelo seguinte número de telefone: 913618794. 2º Anúncio: Aluga-se super cão, ele cozinha, ele leva os miúdos à escola, ele traz o jornal matinal e muitas outras coisas. Ligue já 963438089. 3º Anúncio Esta “menina” topo de gama, em mármore branco, com torneiras de ouro, satisfaz o prazer após um dia de trabalho estafante. Incluindo um robô escravo que faz tudo o que desejar. Não hesite, ligue já 924839293. 4º Anúncio Troco gato inválido mas amoroso por carro desportivo. Tenha pena deste fofo gato, e dê-me um bom carro. Ligue já 9122436r58. Mariana Oliveira nº16 7ºD
  • 24. Vende-se azeite de uvas Morada: Rua do Monte Judeus de Trás Quantia: Ainda não determinada Vende-se leite de pedra Morada: Ruas das pedras mãe e pai também Nº: pedra, pedra... Quantia: 1€ por cada 3 kg Procura-se político assaltante Morada: n.º 13 da Pacíficolandía Telefone n.º: 123456789 Vende-se carro (motor e rodas não incluídas) Em: Futura Lisboa Causa: Já existem carros flutuantes que me servem para dar umas voltas sobre as estradas virtuais. O Zé dos pneus furados Procura-se garrafas de cervejas vazias para que os bêbados não bebam mais. Morada Cerveja City Zé da Cerveja Tomás HSR Marques, n.º22, 7.º E
  • 25. “ Acordei transformado num … ” Estava a sentir as areias a escaldar da Austrália, abri os olhos e estava em pleno meio-dia. Como já não comia à algum tempo decidi ir caçar. Eu já tinha andado mais do que uma hora até que encontrei um canguru. Baixei-me e rastejei até junto dele e comecei a correr. De repente encontrei uma carrinha que tinha dois homens lá dentro, e a carrinha dizia em letras grandes: “ Salvem os cangurus “ Quando me apercebi, os dois homens saíram disparados da carrinha e atiraram-se para cima de mim. Como tinha muita fome atirei com a minha cauda na cara de um e com a pata na cara do outro, mas este não cedeu e agarrou-me pelo pescoço, levantou-me e eu não consegui escapar. Levaram-me para a carrinha e puseram-me dentro de uma jaula com um tranquilizante que me pôs a dormir. Quando acordei estava numa muito maior. Nessa jaula estavam mais varanus como eu. Eles ajudaram-me a levantar e começaram a explicar onde estava. Eles disseram: - Tu estás no Zoo da Austrália e este é muito fixe porque nos dão cinco refeições por dia e temos um jacuzzi. E assim, fiquei para sempre no Zoo da Austrália. Tomás HSR Marques, n.º 22, 7.º E
  • 26. Olá, eu sou a Miley Cyrus. Levantei-me, lavei os dentes, tomei banho, vesti-me e penteei-me. Cheguei à cozinha para tomar o pequeno-almoço, e, como sempre, o meu pai, Billy Ray Cyrus, tinha-me preparado leite com Ovomaltine. No fim, fui para o carro e conduzi até aos estúdios, pois estou a gravar o meu videoclip. No fim de uma manhã de trabalho fui almoçar sushi com o meu amigo Jason Earles. Hoje tenho a tarde toda livre por isso vou com a minha melhor amiga Mandi às compras. No caminho, encontro muitos fãs que me pedem fotos e autógrafos, mas não me importo pois já estou habituada. No fim das compras vou para casa para jantar em família e arranjar-me porque tenho um concerto aqui em L.A. Vou entrar em palco e já ouço os fãs. Acabou o concerto e vou para casa. Foi um dia cansativo mas já acabou por isso vou para a cama. Ana Margarida Coelho de Almeida, nº2, 7ºC
  • 27. Este século, no teatro "Alugue a Retrete", o espectáculo "O Quebra-Pernas", traga gesso, pois vai haver lesões e entorses! Faço trocas de órgãos, mas os primeiros clientes fazem de graça, pois ainda não temos órgãos para trocar! Ass.: Corporation Dermopatética Troco duzentas couves por trezentos euros. Porquê, não sei, o meu marido é que me mandou anunciar. Ass.: O meu marido, Zé Couveiro Troco a minha irmã por um cêntimo, porque o cêntimo não reclama. Ana Margarida Coelho de Almeida, nº2, 7ºC
  • 28. Era uma vez um macaco chamado Joaquim. Ao subir a uma árvore para apanhar bananas caiu e magoou-se no joelho e na cabeça. Foi parar ao Hospital Santa Maria para fazer um curativo. Quando lá chegou não havia médico, portanto, ficou sem dor de cabeça e de joelho, e deram-lhe uma vacina. Berrou tanto que causou um tsunami de 20 cm de altura e uma formiga morreu, era o fim para as formigas. Logo no dia a seguir realizou-se um funeral com muitas pessoas. A florista Rosinha deu as flores, mas estas ficaram cheias de abelhas, e as abelhas ficaram furiosas pois não havia néctar e começaram a picar as pessoas. As pessoas ficaram todas inchadas e não cabiam no autocarro. E a Rosinha chorava porque o cão dela não cabia no autocarro. Por isso comprou uma bicicleta com um cesto à frente para levar o cão, mas o cão era muito pesado, de tal maneira que a bicicleta fez a Rosinha voar pelos ares. Quando chegou aos ares, a Rosinha começou a saltar nas nuvens. Diana, Filipe, Inês, Levi, Pedro - 8ºC
  • 29. A agente Catarina estava no escritório quando recebeu uma chamada para uma missão com honorários no valor de 120 milhões de euros. Primeiro hesitou, pois não sabia o conteúdo da missão que com este valor poderia ser muito arriscada. A missão era nem mais nem menos do que concorrer a um “casting” de iogurtes. Quando soube, negou a proposta porque não era a sua profissão. No dia seguinte, ligaram-lhe a explicar que a proposta de ontem fazia parte da missão e então a agente Catarina aceitou. A proposta tinha servido para a testar, para ver se o fazia só por dinheiro. O informador disse que a agente Catarina tinha de estar no hotel S. José, às cinco horas em ponto, na suite 357. Ela assim fez, às cinco horas estava lá presente. Quando entrou, encontrou o homem que tinha assassinado o seu pai, há já muito tempo, e que ela nunca tinha conseguido encontrar. Foi por essa razão que se tinha tornado agente secreta. Tentou controlar as emoções pois não sabia que perigos correria se o matasse e arruinasse a missão. Quando chegou junto do homem que arruinou a sua vida, tentou controlar-se, foi difícil mas conseguiu. Fez-se passar por uma simples civil que o queria conhecer e ele de nada desconfiou. Começaram a encontrar-se, até que um dia Catarina decidiu fingir que gostava dele. Foram os dois para o mesmo hotel onde ela ficou a conhecer a sua missão. Quando lá chegaram, Catarina já tinha tudo planeado, então foi só agir conforme o plano. Envolveram-se e no dia seguinte de manhã o homem acordou algemado e logo foi levado para a prisão. No fim de tudo isto, Catarina estava pronta para receber o seu prémio de 120 milhões de euros, mas nesse momento recusou-o e disse que não havia melhor prémio do que vingar a morte do pai. Joana, Patrícia, Vítor, Gabriel, Pedro - 8ºD
  • 30. Era uma vez um gato que tinha as patas de trás maiores do que as da frente e andava aos ziguezagues. Quando se sentava mais parecia que estava a fazer o pino. Nunca cheguei a perceber como andava; não deveria usar umas muletas ao algo assim? Bem, se calhar o gato passava a vida a estalar os joelhos das pernas da frente e por isso cortaram-lhe as patas... A partir daí, a vida dele nunca mais terá sido a mesma, mas chegou o dia em que descobriu que existiam próteses para gatos. Só que quando era para ir comprá-las eram muito caras… Pensou: - Tenho de pedir ajuda aos meus amigos para comprar a "porcaria" das próteses. Mas já tinha gasto a mesada que a dona lhe tinha dado num “pâté” de Vaca Calçada, que por ser calçada as suas conchas sabiam a peixe!... Mas a revelação estava para acontecer: - Fui roubar o cuco, que tinha um tronco de ouro! Ele não descobriu que o roubei, então finalmente pude comprar as minhas próteses e fiquei mais bonito, esbelto, lindo de morrer, agora posso dizer a verdade: eu sou o GALÃ DOS GATOS! Adoro a vida com patas grandes. Ana Beatriz Valente, Carolina Coimbra, Catarina Rodrigues, João Ferreira, Nuno Cortês e Raquel Ferreira - 8ºA
  • 31. Numa terra vizinha havia um padre. Um padre que era muito casmurro; pequeno e resmungão. Ninguém gostava dele. Já tinha uma certa idade e falava como uma criança. Era hiperactivo e falava e falava pelos cotovelos. Para se calar tinham de lhe bater. Então um dia calou-se de vez e ficou mudo. Nunca mais falou, as pessoas faziam-lhe perguntas e ele virava-lhes as costas. Dois meses mais tarde, o padre voltou a falar depois de consultar uma bruxa que lhe receitou um xarope feito de patas de rã. Um dia perguntaram-lhe quem é que atirou a primeira pedra e ele pegou na sua bengala e quase ia matando a pessoa. Chateado por terem feito aquela pergunta, foi à bruxa e pediu-lhe umas barbatanas de tubarão. A bruxa deu- lhe as barbatanas; ele foi para o mar e fugiu. Como não sabia nadar, acabou por se afogar. Passados uns minutos… O padre “acordou morto”. Depois de morrer, já no céu, Deus disse-lhe: -Tu não mereces o céu, por isso vais para o infernooooooooooooo… Deus pôs o padre dentro de um caixão, ligou o motor e enviou-o para o inferno. Foi parar a um sítio que tinha como nome inferno, mas, no entanto, era o paraíso… Carolina Gonçalves, Francisca Gomes, José Francisco, Ricardo Vinhanova - 8º C
  • 32. Havia uma criança que andava sempre a dançar. A vida dela era esta. Dançava muito bem, bastou um piscar de olhos e o vestido dela estava lindo de morrer! Era azul às bolinhas cor-de-rosa. Mas quando fez a espargata, rasgou o vestido e ficou muito triste. Chegou a casa a choramingar, a mãe perguntou-lhe porque que estava assim. Respondeu que o vestido estava rasgado. A mãe olhou para o vestido e disse-lhe para não se preocupar porque o ia coser. Quando a menina viu o vestido cosido ficou muito contente. E agradeceu à mãe. A mãe avisou-a que quando quisesse voltar a fazer a espargata, não o fizesse com o vestido. Mas ela voltou a fazer e, além de ter rasgado o vestido, magoou-se e teve de ir ao médico. O médico mandou-a ficar em casa, uns dias, a repousar. Beatriz Rei, Diogo Peixoto, Miguel Sousa, Mónica Rodrigues, Sara Pinto, Tânia Gomes, Wang - 8ºE
  • 33. Havia uma praia que crescia a cada dia. O mar ia desaparecendo e um deserto começava a surgir. As pessoas espantadas olhavam a água a desaparecer e o deserto que se ia impondo. O calor começava a apertar... A água salgada do mar afastava-se, afastava-se, afastava-se... E o deserto a avançar. No alto das dunas que se tinham formado via-se uma pirâmide dourada. Reluzia, mas depois percebeu-se que o dourado era apenas o reflexo do sol numa pirâmide de metal. Mais tarde, veio-se a descobrir que afinal era uma nave de extraterrestres, de onde saíram seis “ETs”, uma família: o pai, a mãe e quatro filhos. Como era uma família tão grande, quiseram ir ao Intermarché comprar os cartões anunciados para famílias com 1, 2, 3, 4, 5, 6 elementos. Compraram comida e material escolar para dizer aos amigos que tinham estado na Terra e aproveitaram também para comprar coisas mais baratas. Quando partiram tudo voltou ao normal... A praia a ser como era. Alexandre Carvalho, Cláudia Rodrigues, Cláudio Simões, Diogo Figueiredo, Guilherme Almeida, Sílvia Duarte – 8º E
  • 34. A cidade não dormia, mas também estava sempre acordada, logo não queria dormir, queria estar acordada, por isso tinha muitas insónias e então tomava muitos comprimidos para dormir, mas mesmo assim ficava acordada. Então foi ao médico noutra cidade. Para passar a cidade tinha de ir de navio, mas o navio não tinha combustível, por isso usaram Coca-Cola para andar a alta velocidade. Foi tanta a velocidade que flutuaram pelo ar e começaram a libertar muitas bolhinhas. Acabou por descobrir-se que não era Coca-Cola, mas um sumo de uva com gás. O barco andou tão depressa que chegou rapidamente à outra cidade. Dirigiu-se ao consultório do médico, mas era um cão e não podia atender as pessoas, só lhes podia lamber a cara e as pernas, mas como uma mulher tinha uma lagarta ao colo, o cão médico fico assustado, fugiu e ninguém foi atendido. Diana, Filipe, Inês, Levi, Pedro - 8ºC
  • 35. Um rapaz ficou perdido, ao longo de um dia de frio e neve, numa enorme floresta. Durante a noite, encontrou um animal que queria ter um amigo e tornaram-se amigos. O animal chamava-se Dentuças e levou o rapaz para uma gruta muito assustadora. O amigo Dentuças disse-lhe para não ter medo e ele ficou mais descansado. Como estava exausto, o rapaz adormeceu e o seu amigo também. No dia seguinte, o rapaz acordou primeiro e decidiu entrar na gruta. Encontrou esqueletos e despojos humanos. Ficou com algum medo. Ao longo do percurso, os esqueletos iam-se mexendo e ele estava a ficar com cada vez mais medo. No final do percurso, encontrou uma imensa harmonia entre árvores e seres vivos, bem como uma cascata lindíssima, só com árvores, aves e animais aquáticos, uma verdadeira floresta encantada. Continuou a caminhar, mas distraído caiu num túnel que o levou para outra gruta muito diferente. Dentro desta gruta havia crocodilos que o quiseram comer, mas ele pegou na arma e matou-os a todos com vários tiros na cabeça. Nesse dia, ele viu tanto sangue que desmaiou e quando acordou viu uma fogueira com vários animais em seu redor. Tinha entrado numa gruta de uma tribo de índios chamada “Ocara”. Ficou muito espantado porque nunca tinha visto uma tribo. A tribo era muito forte e defendia aqueles que andavam perdidos na floresta e grutas que ali existiam. Deram uma ajuda para reencontrar os pais e a família e todos ficaram contentes. Ana Ribafeita, Bernardo Fernandes, Inês Santos, Marcos Pereira – 8º D
  • 36. A menina juliana, filha do corredor de F1 Fernando Alonso, revelou desde pequena uma vocação para o futebol. Esta filha adoptada foi obrigada pelo pai a viver nos autódromos, mas detestava as corridas, indo para trás dos pavilhões dar uns toques na bola. Ela era muito bela, tendo muitos pretendentes, todos corredores de F1. Recusou a todos, revelando a sua intenção de se tornar futebolista e de apenas se casar com o Cristiano Ronaldo. Ela foi para o real Madrid e conheceu o Cristiano. Ela gastou todo o seu dinheiro a comprar buggatis e ferraris para o impressionar, mas não resultou. Mas ainda restavam dois truques: posar nua numa revista ou ser a sua próxima barriga de aluguer. Ela posou, foi barriga de aluguer dele, mas nem assim ele olhou para ela, e acabou por adoecer. Só quando estava para morrer é que Cristiano reconheceu o seu amor por ela. Quando morreu, Cristiano enfeitou a sua campa com fotos dela nua e bolas de futebol assinadas por ele e pelo director da playboy para lhe prestar uma ultima homenagem. Marcos Gomes, 7ºB
  • 37. O Dia de um Lápis Este é um dia como todos os outros, felizmente amanhã já é fim-de-semana. Vou aprontar-me com todos os cuidados, afiar a minha grafite e …prontinha para ir para a escola. Quando a Mariana, a minha linda dona, chega ao escritório para preparar a sua mochila, cumprimenta-me com um sorriso simples. Hoje, a Mariana tem um teste de Língua Portuguesa, e, claro, o rascunho da composição do teste serei eu própria a fazê-lo. Tenho ideia de alguns temas inspiradores para a Mariana, mas temos de respeitar o tema que a professora Magda indicar no teste. Agora, dentro do estojo, estou bastante empolgada com o teste e não consigo deixar de pensar em possíveis temas. A primeira aula é de Ciências da Natureza, não é a aula que eu mais goste, mas é necessária para, mais tarde, ser o lápis mais instruído do mundo. Quem sabe, até ser um lápis de uma grande escritora como a Mariana. Nesta disciplina, a professora Isabel, uma professora com cabelo pequeno, ondulado e escuro, explica o Ciclo do Carbono e o Ciclo da Água com esquemas bem elaborados de uma forma de interpretação fácil. Ah… finalmente intervalo! A Mariana está lá fora a falar com as suas amigas Inês e Diana. Enquanto ela se diverte lá fora com as amigas, vou falar com as minhas… -Olá, borracha! Como tens passado? -Bem, Bem, … E tu? -Também. Estou muito entusiasmada com o teste de Língua Portuguesa! -Ah sim, o teste de Português, já nem me lembrava. -Como assim, já não te lembravas?! És uma caneta, e a Diana vai precisar muito de ti neste teste. -Sim, sim, eu sei, mas já não tenho a tua idade e a minha tinta já está a acabar. Às vezes gosto de reviver o momento em que a Diana me comprou: era a última semana de férias, a Diana tinha ido com a sua mãe comprar todo o material escolar (pasta, caneta, lápis, borracha, estojo, etc.). Rapidamente escolheu o seu material todo, só faltava uma caneta azul e eu, impaciente, abanei o coração cor-de-rosa brilhante que tenho numa das minhas extremidades. De um modo brusco, mas carinhoso, agarrou-me e abraçou-me de uma forma espantosa. E foi esta a minha história.
  • 38. -É uma história e-e-e-e-e-mo-mo-mo-mo-ci-ci-ci… -O que se passa? Diz logo de uma vez. -Olha só quem está ali! -Quem, quem??!! Ah… Estás a falar daquela lapiseira ali?! -Sim, essa mesmo! Azul brilhante, com uma mina 0.7 elegante e musculada. - Olá meninas, tudo bem por aí??!! – interviu a lapiseira elegantemente. -Siiimm… És novo aqui? -Sim, sou, vim de outra escola. -Hoje, vamos ter teste de Língua Portuguesa! -Sim, já ouvi dizer. Este momento até pareceu mágico!! Aquela lapiseira fazia muito desporto, e era muito elegante. Aquele azul que cobria todo o seu corpo saltava à vista entre as melhores das melhores lapiseiras. E no preciso momento em que eu lhe ia perguntar o seu nome, tocou a campainha da escola - o intervalo tinha acabado. A nossa próxima aula era francês. A professora mais alta da escola, com um cabelo muito ondulado e loiro que combinava perfeitamente com a beleza de um rosto arrojado. A matéria que estamos a tratar nesta disciplina é “La Maison”- A Casa. Para além desta matéria sem interesse, aquela lapiseira não sai dos meus pensamentos. Depois desta agitação toda, dei-me conta do que a caneta azul realmente tinha dito. Palavras sábias, as dela. A caneta azul, realmente já não é uma jovem. Até já deve ter atingido a meia-idade. O que mais me custa é o facto de o seu sonho nunca ter chegado a ser realizado - ser caneta de um político. A razão que ela me explicitou para querer ser caneta de um político era pelo facto de assinar documentos importantes, quem sabe até um documento em que se garanta a paz e a liberdade de povos e populações. As suas palavras incentivaram-me e cativaram-me a escrever mais e melhor. Cada vez que falava com a caneta, ela dizia-me a grande importância de ser alguém importante, mesmo que todos digam o contrário. Mais um intervalo, acho que devo ir falar com a caneta, toda a gente sabe que ninguém guarda uma caneta sem tinta no fundo de um estojo. Mesmo que fosse este o seu futuro próximo, estou determinada a animá-la e a passar bons tempos com conversas sábias e misteriosas. Neste mesmo momento, a lapiseira veio abordar-me de uma forma carinhosa fazendo perguntas que eu nem ouvia de tão atenta que estava à perfeição da sua mina. E, mais uma vez, a campainha da escola toca – agora é o teste de Língua Portuguesa. A professora Sandra Guimarães com o seu corpo esguio entrega os testes um por um, folha por folha, aluno por aluno. Eu aguardo, ansiosamente em cima da mesa junto à borracha e à afia. Ah… o momento do rascunho chegou finalmente! O tema era: “Imagina que és um objecto inanimado. Descreve como teria sido o teu dia.” Este tema suscitou um pequeno sorriso em cada um de nós. Escrevi, escrevi, escrevi, até que no fim percebi que tinha conseguido atingir os meus objectivos, e penso que a Mariana pensou o mesmo. Cada vez mais penso que tenho oportunidade de ser uma grande escritora. Bem, está na hora de regressar ao estojo, foi um dia cheio de surpresas, como será o de amanhã?! Estou bastante curiosa! E quanto à caneta azul, o teste correu-lhe muito bem, de hoje em diante vamos ter muitas conversas sábias em que ela me ensinará tudo aquilo que sabe. Até Amanhã! Bruna Silva, 8ºC
  • 39. Procuro mulher 18 anos com regulador de volume e controlo de humor. Tem de ter cabelos loiros e olhos azuis, devido à água que tem dentro da cabeça. Se a senhora for assim contacto: 972346789 Atenciosamente: Amigdalite Aguda Vendo sanita com rodinhas e que tem sensores estacionamento e anda atrás das pessoas. A sua cor é azul. Ela é muito útil pois está sempre onde é necessário. Contacto: 245 239689 Atenciosamente, Anacleto Silva Nuno Pais
  • 40. O muito antigo Coelho da Páscoa que ainda hoje existe nos arredores da Pascolândia tem na origem a história de um cientista, o Dr. Frankenstein. Já pesquisava há dias pelo estreito corredor do laboratório. Esse cientista era viciado em ovos da Páscoa e então queria criar uma criatura que desse ovos automaticamente. Ele queria inventar isto porque quando era mais pequeno e tentava ir à caça dos ovos da Páscoa, nunca conseguia, porque adormecia e chegava sempre tarde. Durante muito tempo tentou, tentou, tentou… e houve um dia que conseguiu. O Dr. Frankenstein descobriu e parou a criatura levando-a para o espaço e deixando-a lá. Ainda hoje no espaço existem ovos da Páscoa que ainda não foram descobertos. E assim vai continuar. 8ºB Ana Luísa
  • 41. A Lenda Do Mosteiro de Alcobaça Em 1147, a Carolina Salgado dirigiu-se aos paços de Coimbra para falar com D. Eusébio, irmão adoptivo do primeiro rei de Portugal. D. Eusébio ficou surpreendido com a súbita aparição de Carolina salgado, mas ainda ficou mais admirado com aquilo que Carolina Salgado lhe disse. Carolina revelou-lhe um segredo: a melhor altura para conquistar Santarém. Carolina sentia-se humilhada, pois tinha sido abandonada por Pinto da Costa que era o alcaide de Santarém. Sendo assim, queria vingar-se, dando aos cristãos as informações que tinha sobre a defesa do Castelo. Contudo, D.Mourinho, rei astuto, já tinha enviado o seu cavaleiro Cristiano Ronaldo a Santarém para vigiar o inimigo. A vigilância e observação deste cavaleiro perspicaz foram importantes para a decisão do ataque. Segundo a Lenda, foi na serra dos Albardos que D.Mourinho fez uma promessa: Se Deus o ajudasse a conquistar Santarém, construiria um Mosteiro. Cristiano Ronaldo terá segurado as escadas contra as muralhas para facilitar a entrada dos soldados. O Mosteiro de Alcobaça foi construído por D.Mourinho como forma de agradecimento a Deus pela sua vitória. O Mosteiro foi fundado em 1153. João Valente, 7ºB, nº9
  • 42. Dois homens fizeram uma aposta, quem ganhasse a aposta receberia 100 euros. A aposta era a seguinte: fazer a Morte chorar. Os dois encontraram-se no cemitério à hora combinada. Eles tentaram chamar a Morte, mas ela não apareceu. Então decidiram chamá-la com insultos e ela apareceu cheia de raiva; eles olharam para ela e começaram a fugir, a Morte seguiu-os. Os dois decidiram separar-se, um tropeçou numa pedra e o outro bateu na porta da igreja e ficou ali deitado a olhar para as estrelas enquanto o outro estava a fugir da Morte. Ele começou a andar à volta das sepulturas até que ficou meio zonzo. E começou a fazer coisas engraçadas e estúpidas, a Morte olhou para ele, começou a rir durante aproximadamente 30 minutos, passados 20 minutos começou a chorar de tanto rir. Ele ganhou a aposta e começou aos berros e quando viu o amigo, pediu--lhe o dinheiro, mas o outro não lhe deu o dinheiro pois não tinha a sua carteira, explicando que a tinham roubado. O outro viu uma carteira no meio do chão e encontrou lá dentro 100 euros. O outro disse que esse dinheiro era do pai dele, mas não acreditou nele pois o pai dele não tinha dinheiro nem para comprar uma carteira. Disse que ia ficar com a carteira e foi-se embora. Quando estava a caminhar caiu-lhe uma arma do bolso, o outro pegou nela e disse-lhe para devolver a carteira. Ele respondeu-lhe que a arma não tinha munições, o outro acreditou, e deu-lhe a arma. Diogo Chen
  • 43. Sou uma mochila, todos os dias de manhã levam-me para um sítio chamada escola, estava nas costas do meu dono, cheio de livros. Estava lá muita gente. Ouvi o mesmo som que ouvia todos os dias de manhã, não sabia o que aquilo queria dizer ou o que aquilo era. Via toda a gente correr e à espera à porta das salas. Vinha um adulto com uma mala e um livro cor-de-laranja, todos o seguiam para dentro da sala, o meu dono sentava-se numa cadeira e eu ficava no chão. Ele tirava de mim 1 caderno, 2 livros e 1 estojo, eu perguntava-me:”Para quê tirava ele o estojo?”. Quando o vi abrir o estojo, vi imensos lápis e canetas, e apercebi-me que o estojo levava os materiais para escrever nos livros e cadernos. Eles escreviam muito, e aquele adulto também. Quando passou aproximadamente 1 hora e 30 minutos ouvia aquele som esquisito, e todas as pessoas arrumavam as suas coisas na mochila e saíam da sala a correr, e iam para um campo com 2 balizas. Eles começavam a jogar com uma bola e eu estava ali no chão debaixo de outras mochilas. Ao meio dia, o meu dono deixa-me numa pequena sala, era muito pequena e deixava-me lá durante imenso tempo. Ficava lá dentro a dormir. 1hora depois ele vinha buscar-me e levava-me de volta para casa, e deixava-me no meio da casa. Não tinha nada para fazer. Á noite ele levava-me para o seu quarto e tirava os livros e metia outros dentro de mim. Diogo Chen
  • 44. A fonte de Presley que existe em Adalgamir ficou com uma história curiosa. Um grupo de crianças, liderado pelo mais pequeno, andava à procura do seu cãozinho, quando de repente ficaram com sede. De repente apareceu uma bela rapariguinha e o líder perguntou-lhe se sabia onde ficaria uma fonte. Esta disse bem alto para Elvis Presley fazer ali mesmo uma fonte. Todos começaram a cantar. De repente, começa a aparecer ali água por todo o lado. Eles ajoelharam-se no chão a agradecer ao Elvis Presley pelo que fez. A pequena rapariguinha tanto se emocionou que começou a chorar. A fonte ficou assim conhecida pela fonte do Presley. Beatriz Rei 8ºE nº2
  • 45. Compra-se e vende-se: Vende-se empregada horrível, mal cheirosa, ignorante que nunca dá mimos à minha mobília - para comprar uma empregada jeitosa, bonita, loira de olhos azuis, para dar um ritmo à minha mobília e fazer uma festa com ela na piscina. Ligue-me: 1963211007 Entre as 8:00h às 23:00h Aluga-se: Aluga-se dentadura da minha avó que é certinha, branquinha e brilhante, pois ela quer uma toda torta, suja, mal cheirosa e repugnante. Ligue-me: 9963221000 Avisos: Aviso que não podem entrar na Escola Secundária de Tondela, pois os alunos, professores e funcionários estão a fazer uma festa/baile privado. Só acabarão daqui a 2 anos. Até lá não se pode estudar. Com os melhores cumprimentos; fiquem bem.
  • 46. Anúncios de Emprego: Precisa-se um cão extrovertido para fazer uma confusão no meu café. Pois assim sou despedida e livro-me daquela pocilga. Leve-mo ao café Jerusalém. Se não me encontrar pergunte pela Rosalina Figueira. Editais: Informo que a Rua Doutor Luís vai estar em obras, porque vai- se lá construir um livro gigante com as regras de boa Educação. Digo já que quem não as cumprir vai limpar as casas de banho públicas dos supermercados. Passem bem!!!!!!! Marta Fernandes dos Santos Figueiredo 7ºA Nº11
  • 47. Na casa da Joana, vivia um homem de sangue roxo e alma musical, Justino, que tinha como melhor amigo e companheiro, John. Justino era um homem poderoso e muito sensível, por isso John veio pedir-lhe para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima Rita Cyrus, que John queria impressionar. Os primeiros olhares e as primeiras palavras trocadas entre Rita e Justino foram suficientes para que surgisse um amor tão intenso que martirizou profundamente John. Mas os pais de Rita não aceitaram a sua união com um famoso, pois este tinha milhares de fãs, que poderiam ameaçar Rita pelas redes sociais (como tinham feito há uns tempos atrás com Selena), e ordenaram o casamento de Rita com um dos fidalgos da rua ali perto. Justino não escondeu a sua intenção de lutar por Rita e foi preso durante alguns dias. À saída da prisão esperava-o o seu fiel amigo John que o informou que Rita estava a morrer de amor. Com a ajuda de John, Rita e Justino fugiram para uma ilha paradisíaca, sem câmaras e sem paparazzis. Mas Rita não resistiu, acabando por morrer, sendo enterrada na bela ilha. Conta-se que Justino morreu em cima da campa de sua amada, Rita Cyrus. Um grande amor que através de Justino, foi para sempre recordado na bonita vila de Paris (a vila do amor), na ilha de França. Ana Ribeiro nº3 8ºB
  • 48. Troca-se: Troco irmão de 17 anos por irmão que deixe ir ao computador, preferencialmente um irmão menos irritante, com 12 anos. O meu irmão sabe de computadores, sai à noite e sabe tudo, mas o irmão que quero não deve ser esperto nem saber de computadores. Se tiver dúvidas contacte: Nº:961759991 Contacte preferencialmente à noite que é quando ele não está. Vende-se: Vende-se cavalo voador com 4 anos. Não sabe voar, o cavalo só sabe comer e dormir. Tem asas grandes e está perto de morrer. Nº: 967126894 PS: IVA incluído João Marques, 7º B
  • 49. Hoje de manhã, acordei transformado num simples e vulgar papel de pastilha. Daqueles de cor verde e sabor a mental. Eu, que pensava estar na cama, acordei numa daquelas embalagens que costumamos ver nos cafés. Ainda estava eu cheio de sono, quando um homem muito aprumado entrou no café com os seus dois filhos. Aproximou-se do balcão e pediu exactamente cinco pastilhas do mesmo sabor que a minha. Eu dizia para mim próprio: «não me tires, não me tires, por favor». O empregado do café, com a sua mão enorme e suada, tirou-me. O homem muito aprumado deu duas pastilhas aos seus filhos e ficou comigo. Levou-me para o seu escritório e deixou-me na sua mesa. Penso que ele era arquitecto, pois vi as suas enormes plantas. Não tive lá dentro mais de quinze minutos. Ele voltou e saiu logo de seguida comigo. Abriu-me e tirou a pastilha (nesse momento senti-me incompleto). Sem piedade mandou-me para o chão. Fiquei lá uma noite. No dia seguinte, vieram os homens do lixo descarregar os caixotes do lixo. A minha sorte foi que um dos homens me viu e apanhou. Cheguei ao Aterro sanitário e vi aquelas máquinas todas a triturar lixo. Eu não queria que aquilo me acontecesse. Estava prestes a ser triturado e, acordei na minha cama com braços e pernas, normais. Tudo tinha sido um sonho!!! Nuno Pais 7ºB
  • 50. Avisos Procura-se inteligência para canetas, para quando estiver a fazer os testes, a minha caneta me dizer as respostas. Vende-se carro em perfeitas condições. Só não tem 3 portas, e tem tecto de abrir feito por uma retroescavadora. Também tenho o dever de o avisar que o escape está ocupado por um ninho de ratos. Preço: 200 euros Nuno Pais 7ºB
  • 51. Há um centro de navegação espacial em Fanecas de Cima, onde vivia uma ovelha verde, que era a principal tripulante da única nave espacial ali presente. Conta- se que há muito tempo, esse centro, era apenas uma estrebaria e que quando os cavalos ali passavam, aparecia uma égua toda jeitosa. Ora, certo dia um rinoceronte passou lá ao pé, mas não avistou ninguém na estrebaria. Perguntou aos animais que lá estavam, mas estes disseram-lhe que a égua tinha morrido com uma trombose. Os animais também lhe disseram que se quisesse ver o seu futuro, teria que pôr três das suas unhas na estrebaria. No dia seguinte o rinoceronte arrancou as suas unhas e colocou-as na estrebaria. Mal as colocou no cimo de um pedregulho que lá estava, apareceu uma projecção do seu futuro. Também apareceu um portal, onde o rinoceronte entrou, mas como não aguentou a pressão, morreu com um enfarte. Nuno Pais 7ºB