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Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e
Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria
A Adolescência e o
Aleitamento Materno
Documento Científico
Departamento Científico de Adolescência
(2019-2021) e Departamento Científico
de Aleitamento Materno (2019-2021)
Nº 15, Março de 2020
Este tema é de fundamental importância na
formação do saber do pediatra. De um lado, há o
incentivo ao aleitamento materno e seus bene-
fícios, de outro, existe a necessidade que esses
profissionais incorporem ao seu papel de educa-
dor orientações acerca do exercício da sexuali-
dade de forma responsável, enfatizando ainda a
importância da prevenção da gravidez em idades
precoces ou infecções sexualmente transmissí-
veis (ISTs).
A gravidez na adolescência tem sido objeto
de debate, de investigação e desenvolvimento
de políticas públicas no Brasil, em razão de seus
altos índices. De acordo com relatório publica-
do em 2018 pela Organização Pan-Americana
da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/
OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF) e Fundo de População das Nações Uni-
das (UNFPA), a taxa mundial de gravidez adoles-
cente é estimada em 46 nascimentos para cada
mil adolescentes e jovens mulheres entre 15 e
19 anos. No Brasil, um em cada cinco bebês nas-
ce de uma mãe com idade entre 10 e 19 anos, o
número chega a 65 nascidos filhos por mil mu-
lheres dessa faixa etária (18%)1
.
Departamento Científico de Adolescência
Presidente:	 Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo
Secretária:	 Tamara Beres Lederer Goldberg
Conselho Científico:	Darci Vieira da Silva Bonetto, Elizabeth Cordeiro Fernandes,
Gianny Cesconetto, Halley Ferraro Oliveira, Lígia de Fátima Nóbrega Reato,
Maria Inês Ribeiro Costa Jonas
Departamento Científico de Aleitamento Materno
Presidente:	 Luciano Borges Santiago
Secretária:	 Rossiclei de Souza Pinheiro
Conselho Científico:	Ana Luiza Velloso Da Paz Matos, Elsa Regina Justo Giugliani,
Graciete Oliveira Vieira, Maria Beatriz Reinert do Nascimento,
Maria da Conceição Monteiro Salomão, Roberto Mario Silveira Issler,
Vilneide Maria Santos Braga D. Serva, Yechiel Moisés Chencinski
Colaboradoras:	 Cecy Maria Lima Santos, Elaine Andréa Ramos Lima
A Adolescência e o Aleitamento Materno
2
tivo para o início da atividade sexual em idades
mais precoces sem, no entanto, prepará-los para
o exercício5
saudável e consciente, evitando ISTs
e à gravidez precoce com a correta anticoncep-
ção ou os tornando responsáveis para a materni-
dade e a paternidade.
O nascimento do bebê leva a jovem a expe-
rimentar a maternidade em fase prematura de
sua vida. As fases de transformações biológicas
e psíquicas que ainda se encontram em proces-
so de amadurecimento. Essa nova realidade (de
uma maternidade antecipada) representa para
algumas um grande evento planejado e deseja-
do e, para muitas outras, uma experiência dolo-
rosa e extremamente difícil6
.
Independentemente da idade, tornar-se mãe
resulta em novas adaptações, reajustes inter-
pessoais e intrapsíquicos. Adaptação à condição
materna implica desenvolver capacidades para
prestar cuidado ao filho frágil e dependente, que
para a adolescente, pode se tornar um processo
ainda mais complexo, quando não obtém de seu
meio relacional um suporte apropriado. Muitas
vezes, a condição de ser mãe determina insegu-
rança, ansiedade e medo, diante dessa nova re-
alidade. Essas mudanças podem comprometer a
prática da amamentação, levando essas jovens a
amamentarem seus filhos por um tempo inferior
ao preconizado pela OMS7
, além de, em muitas
das vezes, elas não compreenderem ou não se-
rem informadas do que esse ato representa para
o desenvolvimento do bebê que acabou de che-
gar e para ela mesma.
O ato de amamentar acaba exigindo um
maior esforço de adaptação, de empenho, que
devem ser gradativos, na medida em que vão se
alternando os papéis da condição de filha ado-
lescente, ainda um grande aprendizado para elas,
tornando-se agora uma mãe adolescente7
. Esses
ajustes à condição materna implicam no desen-
volvimento de capacidades para prestar cuidado
ao filho vulnerável e dependente que, para a jo-
vem mãe, pode se tornar um processo ainda mais
difícil, devido às mudanças inerentes ao período
da adolescência associadas à não obtenção de
um suporte apropriado em seu meio social7
.
As mães adolescentes trazem consigo situa-
ções conflitantes que eclodem nesse período e,
muitas vezes, não se sentem capazes psicologi-
camente, tampouco emocionalmente, para assu-
mir tal responsabilidade2
.
Os conhecimentos sobre mães adolescentes
em relação à amamentação são controversos e
escassos. Portanto, considerando a própria gra-
videz uma situação de vulnerabilidade pela con-
dição de ser adolescente, faz-se necessário um
trabalho consciente e particularizado dos profis-
sionais de saúde que lidam com esta população,
em função da promoção e do apoio à amamen-
tação e dos cuidados a serem dispensados ao
bebê.
Assim, justifica-se, o presente documento,
realizado em colaboração entre os Departamen-
tos Científicos de Adolescência e Aleitamento
Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, no
sentido de discutir o conhecimento sobre os di-
versos aspectos envolvidos na amamentação du-
rante a adolescência como subsídio para estraté-
gias que possibilitem aos pediatras, médicos de
adolescentes, da família e sua equipe desenvol-
verem uma atenção integral de qualidade volta-
da às adolescentes no período de amamentação.
Introdução
A adolescência é definida pela Organização
Mundial de Saúde (OMS)3
e corroborada pelo Mi-
nistério da Saúde4
como o período de vida do ser
humano que vai dos dez aos 20 anos incomple-
tos de idade. Corresponde a uma fase marcada
por intensas mudanças fisiológicas, psicológicas
e sociais. É nesta fase em que se inicia, para a
maioria das pessoas, a atividade sexual. Apesar
do grande progresso social, científico e cultural
das últimas décadas, o tema sexo/sexualidade
ainda é de difícil discussão entre os adolescentes
e seus pais, continuando a se apresentar como
tabu. Por outro lado, consequente ao progresso,
à exposição aos estímulos presentes no meio no
qual se desenvolvem - acrescido da diminuição
da idade da menarca3
– parece haver um incen-
3
Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e
Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria
Apesar dessas dificuldades, estudos têm
apontado para uma capacidade subestimada da
adolescente no cuidado ao filho. Dentre essas
capacidades destaca-se a alimentação, o que in-
clui a amamentação. Sabe-se que o aleitamento
materno é um importante componente da ali-
mentação infantil adequada e que a alimenta-
ção, desde o nascimento e nos primeiros anos
de vida da criança, tem repercussões ao longo da
vida do indivíduo8-10
.
O leite materno (LM) é uma das principais fon-
tes nutricionais das crianças em fase de lactação,
desde o início da civilização, até os dias atuais.
É um alimento vivo, completo e natural que for-
nece a promoção e proteção à saúde da crian-
ça8-10
. O aleitamento materno exclusivo (AME) é
definido pela OMS, como alimentação da criança
por 6 meses, com leite materno, diretamente do
seio ou ordenhado, sem acréscimo de água, chá,
sucos, chupeta ou mamadeira, excetuando-se a
administração de sais de reidratação oral se ne-
cessários, gotas ou xaropes contendo vitaminas,
suplementos minerais ou medicações8
.
Apesar do conhecimento de todos esses be-
nefícios e dos esforços para o incentivo ao AME,
ainda se observa taxas elevadas de desmame
precoce em nosso país10
. Assim, o aleitamento
materno entre as jovens mães pode ser seria-
mente comprometido. É preciso evitar que a
condição de gravidez na adolescência resulte,
muitas vezes, em isolamento, que por sua vez,
se relaciona ao medo, imaturidade, ansiedade e
inexperiência e, por conseguinte, compromete o
aleitamento materno7
.
A maternidade na Adolescência
A maternidade na adolescência é um fenô-
meno de grande relevância social sobre a qual se
investigam as causas, os riscos, os benefícios e as
consequências à saúde da mãe e dos filhos11,12
.
Pode gerar sentimentos ambíguos nos fami-
liares desde o choque com a notícia, a decepção
pela não prevenção e a frustração pela interrup-
ção de planos e projetos de vida, até a aceitação
e a alegria pela chegada de um bebê. Além disso,
a gravidez provoca um nível significativo de mu-
danças familiares, que podem ser percebidas de
diferentes maneiras por seus membros13
.
Em geral, as famílias das gestantes e das
mães adolescentes acabam apoiando-as, porém
existem situações que se revelam por rejeição,
que podem ser decorrentes de fatores sociais e
culturais específicos. A reação negativa da famí-
lia em relação à gestação da adolescente, além
da idade precoce da primeira relação sexual,
possível abuso físico ou sexual, repetência esco-
lar associam-se com sofrimento psíquico inten-
so, além de redução na expectativa do desen-
volvimento potencial em relação ao futuro, para
essas mães adolescentes13
.
A gestante adolescente deve receber atenção
especial nos períodos pré-natal, natal e puerpe-
ral, no sentido de superar as dificuldades com
o apoio do parceiro, da família e da equipe de
saúde. Os profissionais de saúde desempenham
papel importante ao reconhecer os momentos
críticos em que suas intervenções são necessá-
rias para assegurar a saúde de ambos e da nova
composição e arranjos familiares13,14
. O pediatra
deve fazer parte de modo a fazer a consulta sis-
temática desde o pré-natal, informando e toiran-
do as dúvidas da jovem mãe.
As transformações após a maternidade re-
ferem-se a perdas do bem-estar e à privação
da vida social acrescida pelo aumento das res-
ponsabilidades com o cuidado do filho. Porém,
a maternidade na adolescência para adolescen-
tes de classes econômicas desfavorecidas pode
proporcionar ganhos oriundos da aquisição de
autoconfiança, da supressão do sentimento de
solidão, do abandono de condutas ilegais e cri-
minosas e da redução da violência intrafamiliar,
conferindo-lhes a percepção de plenitude e res-
ponsabilidade14
.
A expectativa em relação ao futuro tem um
papel importante para as mães adolescentes,
pois as motiva a buscar melhores condições para
suas vidas e a de seus filhos, com uma projeção
A Adolescência e o Aleitamento Materno
4
positiva e a possibilidade de criação de um pro-
jeto de vida7,13
.
No entanto, é preciso ter a compreensão das
possibilidades de cada mulher para o ato de ama-
mentar e a competência em apoiá-la e orientá-la
na superação de seus limites, além de sensibili-
dade para valorizar e compartilhar suas insegu-
ranças, medos, dúvidas e autoestima. É preciso,
ainda, considerar o aleitamento materno em to-
dos os seus aspectos como a construção de uma
rede que não separe os aspectos biológicos dos
sociais, culturais e históricos15
.
A experiência da amamentação para a ado-
lescente pode ser um evento importante de
crescimento pessoal e formação de vínculo afe-
tivo com o filho recém-nascido. O processo de
amamentação, ao contrário das dificuldades en-
contradas e vivenciadas quando da descoberta
da gestação, enquanto adolescente, durante a
gestação, no momento do parto e nascimento,
reaviva a importância da rede de apoio efetiva,
tanto no âmbito hospitalar quanto na comunida-
de e na família, principalmente na rede básica de
saúde, respeitando o seu pequeno corpo em for-
mação, mas também sua autonomia e dignidade.
O pediatra tem um papel preponderante como
protagonizador deste incentivo e apoio.
Além da importância dos aspectos preven-
tivos e cuidados da saúde sexual e reprodutiva
destas meninas mães15
, destaca-se que, em pu-
blicação apresentada pelo Programa de Saúde
do Adolescente da Secretaria de Saúde do Esta-
do de São Paulo (2011), em 28% dos acompa-
nhamentos de pré-natal, as gestações haviam
ocorrido três meses após o primeiro contato
sexual da adolescente e que, 40% dos atendi-
mentos resultavam de uma nova gestação que
ocorria em menos de 36 meses após a primeira18
.
Epidemiologia
É difícil encontrar na literatura publicações
com dados representativos e descritivos das ta-
xas de AME em mães adolescentes. Embora as
evidências sejam escassas, pode-se dizer que
as mães adolescentes amamentam com menor
frequência e por menos tempo quando em com-
paração com mães adultas. Faz-se necessária a
confirmação destas suposições através de estu-
dos nacionais.
No Brasil, o estudo transversal de Gusmão e
colaboradores (2013) destaca que a prevalência
de AME variou entre 47,8% no primeiro mês de
vida do bebê e 13,8% aos seis meses, diminuin-
do, em média, 24% a cada mês de vida. Além da
idade do bebê, as mães adolescentes com maior
escolaridade e que possuem filhos vivos de ges-
tações anteriores apresentam maior prevalência
de AME16
.
Já no estudo de Maranhão e colaboradores
(2015) 88,2% das adolescentes amamentaram
no primeiro mês de vida do filho, sendo que ape-
nas 38,2% amamentavam exclusivamente no
terceiro mês pós-parto. Adolescentes que estu-
davam apresentaram chances 14% maiores de
terem interrompido o aleitamento exclusivo três
meses após o parto, contudo o recebimento de
suporte para cuidados de si e da criança aumen-
tam em três vezes as chances de manter o aleita-
mento exclusivo7
.
Outras pesquisas, tanto regionais como na-
cionais, que avaliaram mães adolescentes e
adultas também observaram uma queda progres-
siva do AME nos seis primeiros meses de vida
do bebê. Porém, muitos autores referem que a
adolescência não está associada à interrupção
precoce do aleitamento materno sugerindo que
a maternidade na adolescência tem peculiarida-
des que a tornam um objeto especial e complexo
de estudo devido as interações observadas só
nessa faixa etária19
.
A composição do leite materno
é diferente entre mães
adolescentes e adultas?
Muito se questiona se as adolescentes estão
fisiologicamente preparadas para amamentar e
5
Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e
Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria
se o aleitamento poderia acarretar efeitos dele-
térios para o crescimento e o desenvolvimento
da própria adolescente, e se o leite produzido
pelas mães adolescentes tem composição simi-
lar ao gerado pelas mães adultas17
.
Entretanto, a literatura científica destaca cui-
dado especial com a dieta ingerida pela mãe ado-
lescente, principalmente, se sua menarca ocor-
reu em período inferior a quatro anos em relação
à primeira gestação. Assim, sugerem incentivar a
melhoria de hábito alimentar como o consumo
de cálcio e ferro entre outros nutrientes, além
de aumentar o aporte nutricional e calórico, uma
vez que na situação apresentada ainda estariam
em fase de crescimento20
.
O colostro produzido pelas mães adolescen-
tes só difere nos níveis de IgA e IgM, resultantes
dos altos níveis de prolactina, estrogênio e pro-
gesterona, normais na adolescência17
.
Em relação ao volume de leite, os achados são
contraditórios talvez, pela capacidade fisiológica
das mães adolescentes em não produzir leite em
quantidade suficiente, em função de fatores bio-
lógicos, como maturidade de desenvolvimento e
crescimento relacionados à gravidez17
.
A relação direta entre a idade materna e a
quantidade do leite produzido sugere que o pro-
cesso de maturação da adolescente poderia ter
impacto significativo na sua habilidade de ama-
mentar adequadamente, e que esse mesmo pro-
cesso vincularia ao maior índice de desmame e
introdução precoce de substitutos do leite ma-
terno por mães adolescentes, quando em com-
paração com mães adultas17
.
Qual é o conhecimento
sobre amamentação
pelas adolescentes?
As mães que amamentam na adolescên-
cia adquirem a prática da amamentação com a
orientação de algum familiar, no pré-natal ou
pelos meios de comunicação.
Portanto, uma estratégia de educação em
saúde que pode somar conhecimentos às ado-
lescentes, deve ser de grupos de gestantes, re-
alizados nas unidades de saúde, durante o pré-
-natal e ser significativa para seus participantes,
constituindo-se em um recurso para proporcio-
nar trocas de conhecimento entre mulheres que
estão vivenciando um momento especial em
suas vidas12
. Além disso a consulta pré-natal com
o pediatra é fundamental para responder as du-
vidas e orientar uma serie de aspectos.
Os meios de comunicação, como a internet
e/ou mundo digital facilitam o acesso às infor-
mações de acordo com os questionamentos
pessoais. Somado a isso, a televisão incentiva o
aleitamento materno quando apresenta perso-
nalidades famosas amamentando, para que des-
perte a valorização inconsciente da mulher e da
sociedade para esta prática12
. No entanto há que
também se estar atento para as informações in-
corretas.
As adolescentes mães, também, requerem
que lhes apresentem modelos práticos de como
devem conduzir-se no processo da amamenta-
ção, pois, na maioria das vezes, têm como pri-
meira referência o meio familiar. Elas se sentem
amparadas quando são aconselhadas por pesso-
as de seu ambiente, que já vivenciaram a expe-
riência de amamentar. Portanto, são influências
positivas informações que favoreçam o aleita-
mento dos seus filhos, levando em consideração
as experiências vividas por outras mulheres12
.
Quais são os sentimentos
da adolescente relacionados
à prática da amamentação
A adolescente sente a amamentação como
um momento dela e do bebê, descrevendo esta
prática como um espaço de troca de afeto. Além
desta troca entre mãe e filho, também o vínculo
se intensifica, como sendo um fator que é favo-
recido pela prática da amamentação. Neste sen-
tido, amamentar, para ela, significa mais do que
apenas nutrir a criança, mas um processo que
A Adolescência e o Aleitamento Materno
6
dá oportunidade profundo envolvimento entre
mãe e filho, além de repercutir no estado nutri-
cional do bebê, trazendo inúmeros benefícios
para ambos12
.
Observa-se, também, o sentimento de res-
ponsabilidade imbricado no ato de amamentar,
em que a mulher, mesmo na sua vivência ado-
lescente, acredita que a nutrição do seu filho de-
pende dela e é fundamental para a saúde deste,
e, integrado a sua história de vida e ao sentido
que atribui à prática do aleitamento12
.
No que se refere ao apoio durante a amamen-
tação, é importante o incentivo por parte das
pessoas como o companheiro, a mãe e a sogra,
para dar continuidade à amamentação. O apoio
do companheiro é fundamental e o mais impor-
tante, no entanto muitas vezes ele também não
está preparado. Somado a isso, o aleitamento
materno oferece ainda benefícios para os pais e
para a família, de modo a haver o fortalecimen-
to dos laços afetivos entre todos os envolvidos,
além da mãe e do bebê e, o prolongamento da
amamentação. A participação da família durante
o aleitamento materno pode encorajar a adoles-
cente a amamentar e evitar o desmame precoce.
Portanto, receber auxílio da família durante os
cuidados de si e de seu filho é reconhecida, pelas
mães adolescentes, como fator de proteção para
amamentar12
.
As adaptações e as transformações
corporais ao amamentar
O ato de amamentar na adolescência não
tem diferenças quando comparado com outras
faixas etárias. As adolescentes se adaptam con-
forme suas rotinas e se sentem felizes por estar
conseguindo amamentar, sendo essa possibili-
dade importante de acordo com suas escolhas e
responsabilidades12
. Porém, estudos destacam a
dificuldade das adolescentes, que amamentam,
retornarem aos estudos, sendo referida a volta
aos bancos escolares o fator determinante para
interromper a amamentação, devido à dificulda-
de em conciliar esse cuidado com a escola12
.
Considera-se, então que, para uma puérpera
adolescente amamentar com sucesso, não bas-
ta que ela opte pelo aleitamento materno. Ela
deve estar inserida em um ambiente que esti-
mule e possibilite apoio e cooperação para levar
adiante sua opção. Assim, a amamentação não é
uma prática meramente instintiva, mas, sim, um
contexto sociocultural que influencia os deter-
minantes biológicos e psíquicos envolvidos no
aleitamento12
.
A relação entre a amamentação e as mu-
danças no corpo na adolescência se sobrepõe
às mudanças decorrentes desta fase e são
percebidas com sentimentos diversos e ambi-
valentes. A imagem que a mulher tem do seu
corpo, independentemente de sua idade, pode
interferir na prática do aleitamento materno,
contribuindo para o sucesso ou o insucesso
da lactação12
. Portanto, é importante criar al-
ternativas de diálogos, oficinas, dinâmicas de
grupos e de ações educativas, envolvendo a
equipe multiprofissional que assiste as mulhe-
res adolescentes grávidas e amamentando, a
fim de apoiá-las. A aceitação e a valorização
das mudanças corporais por parte das mulhe-
res adolescentes auxiliam a superar inseguran-
ças e percepções negativas em relação ao seu
corpo neste período12
.
Quais são os fatores que
influenciam as adolescentes
na decisão de amamentar?
A introdução precoce de outros alimen-
tos, também ocorre devido a intercorrências no
processo de amamentação. Como problemas na
amamentação, após a alta hospitalar, destaca-se,
predominantemente, traumas mamilares, inse-
gurança da mãe adolescente em prover uma ali-
mentação adequada ao bebê e o uso precoce de
chupeta11,21
.
Mitos e crenças (tais como, “leite fraco”, “o
leite materno não mata a sede do bebê”, dentre
outros) geram sentimento de culpa e ansiedade
na nutriz, dificultando a amamentação13
.
7
Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e
Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria
A associação significativa entre escolaridade
materna e duração de aleitamento materno reve-
la que mães com menor escolaridade tendem a
introduzir outros alimentos mais precocemente.
E, ter tido filhos vivos de gestações anteriores,
aumenta a prevalência de amamentação exclu-
siva nos primeiros seis meses de vida do bebê11
.
A intervenção pela equipe de saúde compos-
ta por várias sessões de aconselhamento sobre
amamentação e incluindo a recomendação de
evitar o uso de chupeta, destinada a mães ado-
lescentes e avós maternas, e realizada durante os
primeiros meses de vida dos bebês, demonstra
ser útil na redução do uso de chupeta nos primei-
ros seis meses de vida e no atraso da introdução
até o primeiro mês e no prolongamento do AME21
.
As mães adolescentes são sensíveis a mu-
danças comportamentais que visam promover a
saúde de seus filhos crianças, quando alvo de in-
tervenções21
. Para entender como as adolescen-
tes constroem a decisão de amamentar, devemos
primeiro olhá-las como adolescentes e, na sequ-
ência, como mães17
.
Resumindo, pode-se destacar dois tipos de
fatores que influenciam as mães adolescentes
para o ato de amamentar17
.
I. Fatores sociodemográficos e culturais:
Idade materna: adolescentes mais velhas
(maiores de 16 anos) escolhem amamentar os
seus filhos com maior frequência do que as mais
novas (menores de 16 anos). Os processos de
desenvolvimento e amadurecimento podem ser
determinantes quanto à decisão de amamentar
entre as adolescentes;
Exposição prévia a modelos de aleitamen-
to materno: tanto nas mães adultas quanto nas
adolescentes não-gestantes, a exposição prévia
a modelos de amamentação e o fato de terem
sido amamentadas influenciam favoravelmente
na decisão de amamentar;
Rede social e da equipe de saúde de apoio:
a mãe da própria adolescente e o parceiro, o pai
da criança, são as figuras que mais influenciam a
decisão de amamentar, e atitudes de aprovação
e apoio por parte deles estão associados com o
início da amamentação em mães adolescentes.
Além da primeira visita do agente comunitário à
casa da adolescente e o acolhimento pela equi-
pe da unidade básica de saúde;
Grau de escolaridade da mãe: mães ado-
lescentes com maior grau de escolaridade tem
maior conhecimento sobre os benefícios do alei-
tamento materno para o bebê, para a mãe e mi-
tos e preconceitos com relação ao aleitamento17
.
II. Fatores comportamentais e atitudes que
influenciam a decisão de amamentar:
a)	As atitudes positivas para iniciar a ama-
mentação são:
–	Benefícios do aleitamento materno para
a saúde do bebê: o leite materno é me-
lhor e mais adequado do que as fórmu-
las lácteas;
–	Favorece o vínculo mãe/filho;
–	É mais conveniente, sendo o processo
mais fácil de se iniciar e menos compli-
cado do que preparar e oferecer mama-
deiras;
–	É mais econômico;
–	Benefícios da amamentação para a saúde
da mãe: dorme mais, faz com que se sin-
ta importante, retorna mais rapidamente
ao seu peso anterior à gestação, evita o
câncer de mama e é mais natural17
.
b)	As atitudes negativas ou razões para in-
troduzir a mamadeira são:
Experiências negativas, o desconheci-
mento ou ainda a falta de apoio são alguns
dos fatores que podem contribuir para
que a amamentação não tenha continui-
dade, além da falta do domínio do tema
pelos profissionais de saúde, que deve-
riam incentivar a prática do aleitamento12
.
Assim, muitas delas expressam17
:
–	A amamentação é inconveniente quando
é a forma exclusiva de alimentar a criança
pois, elas temem perder a liberdade, de-
vem fazê-lo sozinha, é embaraçosa;
A Adolescência e o Aleitamento Materno
8
–	Mudanças na imagem corporal: acreditam
que os seios se deformam e não se perde
peso com facilidade;
–	Não gostam de amamentar;
–	Amamentar não está na moda;
–	Tem medo de sentir dor;
–	O bebê engorda mais quando alimentado
com fórmula.
–	Necessidade de retorno à escola ou ao tra-
balho sem terem acesso facilitado a equipa-
mentos sociais (creches, escolinhas, etc..);
–	Restrições em algumas atividades: não se
pode fumar não se pode beber, não se pode
ir à baladas, não se pode tomar anticoncep-
cional;
–	Falta de conhecimento em relação à ama-
mentação: fisiologia da lactação e técnicas
de aleitamento materno;
–	Violência doméstica17
.
Quais são as recomendações aos
pediatras e profissionais de saúde?
A importância e o significado dos profissio-
nais de saúde, da puericultura e serviços de saúde
exercem influência na prática e ou escolhas das
pessoas, contribuindo, inclusive, com a nutrição do
bebê e cuidados das adolescentes de forma inte-
gral (como a saúde sexual e reprodutiva, cidadania,
autoestima) e relacionados com a amamentação17
.
Portanto, recomenda-se:
–	Inserir no cotidiano dos profissionais, proces-
sos educativos grupais e interdisciplinares;
–	Oferecer suporte para as adolescentes e
seus companheiros desenvolverem habili-
dades para a vida, tais como negociação, co-
municação, resolução de conflitos e tomada
de decisões;
–	Realizar pré-natal, parto e pós-parto enfo-
cado na menina mãe com todo seu processo
de crescimento e desenvolvimento carate-
rístico desta fase;
–	Garantir a captação precoce da adolescen-
te gestante ao pré-natal, incentivando pelo
menos seis consultas, preferencialmente,
uma no primeiro trimestre, duas no segun-
do e três no terceiro
–	Realizar a puericultura dos filhos de adoles-
centes de forma adequada e voltada tam-
bém para a Saúde Integral da mãe Adoles-
cente estimulando o vínculo mãe-bebê;
–	Estimular o AME pela mãe adolescente,
companheiros e familiares;
–	Estimular a presença dos familiares de
apoio e principalmente (dentro do possível)
o pai da criança na unidade de saúde;
–	Envolver todos os profissionais de saúde da
unidade, além da escola para as orientações
adequadas quanto ao AME e a mãe adoles-
cente;
–	Enfatizar o protagonismo do pediatra neste
processo
Fonte: foto
cedida Bozelli, F.
Como exemplo
de intervenção
durante a
puericultura do
lactente de mães
adolescents em
Mirassol- SP.
9
Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e
Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria
Considerações finais
Por tratar-se de um período de intensa
transformação e inúmeros enfrentamentos, a
mãe adolescente precisa de apoio de seu com-
panheiro, de sua família, da comunidade e dos
serviços de saúde. Uma maneira de efetivar
tal apoio nestes serviços tem sido por meio de
orientações e incentivo nas atividades de cui-
dado como visitas domiciliares com agentes de
saúde, consultas de pré-natal, grupo de gestan-
tes e inclusão do companheiro e familiares no
período gravídico puerperal, parto humanizado
quando possível, alojamento conjunto, pueri-
cultura do bebê e orientações à adolescente e
família.
Torna-se enriquecedora a troca de experiên-
cias entre mulheres sobre a prática da amamen-
tação, visto que este espaço pode ser fornecido
pela equipe de saúde por meio do grupo de ges-
tantes e sobretudo pelo pediatra12
.
É, de grande importância também, que elas
estejam cientes dos benefícios do aleitamento
materno para a sua saúde, pois isso pode auxiliá-
-las a tomar consciência de seu corpo e suas pos-
sibilidades, atuando como um estímulo a persis-
tir com a amamentação12
.
No que refere a amamentar no período da
adolescência, percebe-se as inseguranças, pois
além da idade precoce, vivenciam um proces-
so novo e complexo em suas vidas, que é o de
amamentar seu filho. O apoio do parceiro e da
família para a organização e o planejamento das
atividades das adolescentes pode contribuir
para que ela amamente seu filho e siga com os
seus planos de futuro, inclusive, mantendo seus
estudos12
.
A amamentação contribui, ainda, com o or-
çamento positivo na família, pois não envolve
custos adicionais e ainda protege os bebês de
adoecerem, por ingerirem outros alimentos que
podem causar alergias, agravando a sua saúde e
consequente gastos desnecessários12
.
A prevalência de AME entre as adolescentes
é baixa e tende a diminuir durante os seis pri-
meiros meses de vida do bebê.
Numa tentativa de diminuir este desmame
precoce, faz se necessário a conscientização das
adolescentes sobre o Aleitamento Materno, des-
de a sua fisiologia até as vantagens que esse ato
pode trazer para a mãe, o bebê e a sociedade,
além de que essas adolescentes serão futuras
disseminadoras de informação.
Destacar, também, que a atenção especial
deve ser dada aos grupos de mães adolescentes
com baixa escolaridade e que não possuem ex-
periência anterior com amamentação, com pre-
sença necessária dos profissionais da saúde no
acompanhamento. Auxiliando com orientações
efetivas sobre a pega correta, posição adequa-
da, nutrição, ordenha, armazenamento do leite
materno em casa e a disponibilização de cre-
ches nas escolas, nas universidades, nos locais
de trabalho para que as alunas/trabalhadoras
com filhos lactentes tenham onde deixá-los para
amamentá-los quando necessário.
Enfatizar, ainda, que o momento ideal de ofe-
recer orientações às mães adolescentes é duran-
te o pré-natal, quando terão tempo adequado
para compreender as orientações fornecidas e
esclarecer dúvidas. A falta de conhecimento so-
bre as práticas se associam a desmame precoce22
.
Acredita-se que somente por estratégias e
práticas em saúde que contemplem as necessi-
dades, medos e dúvidas que estas mães, famílias
e companheiros apresentam, no tocante à ama-
mentação possam garantir o sucesso do aleita-
mento materno na adolescência.
Enfim, a amamentação na adolescência deve
ser visualizada como um duplo e complexo evento
(adolescência e mãe), exigindo um olhar e um cui-
dado especial, relacionado ao contexto e à singu-
laridade de quem as vive. E, não deve estar asso-
ciada a um fator de insucesso à amamentação ou
como um problema social, visto que muitas mu-
lheres adolescentes planejam e conseguem dar
continuidade ao aleitamento materno exclusivo
até os seis meses de vida da criança com apoio12
.
A Adolescência e o Aleitamento Materno
10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
12.	Cremonese L, Whelm LA, Prates LA, Olivira
G, Barreto CN, Ressel LB. O processo da
amamentação na adolescência: vivências
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emocionais negativos e fatores associados
em mães de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS,
Brasil. Ciênc. Saúde Col. 2014;19 (10): 33
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ressignificando a vida?. J Hum Growth
Dev.2016;26(2):199-204.
15.	Wieczorkievicz AM, Souza SV. A amamentação
na adolescência sob as “lentes” do discurso do
sujeito coletivo. R Divulg Cient. 2010;17(2): 90.
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Schermann LB. Prevalência de aleitamento
materno exclusivo e fatores associados: estudo
transversal com mães adolescentes de 14 a 16
anos em Porto Alegre, RS, Brasil. Ciênc. Saúde
Col. 2013;18(11): 3357-3368.
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cia: utopia ou realidade? Adolesc Saude.
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perfil/profissional-da-saude/acesso-rapido/
saude-do-adolescente/programa_saude_do_
adolescente_objetivos_metas_resultados_ces.
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mães adolescentes e não-adolescentes, Mon-
tes Claros, MG. Rev. Saúde Pública. 2004; 38(1):
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tos gerais. In: Duncan B, Schmidt MI, Giugliani
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de atenção primária embasadas em evidên-
cias. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2004.
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grandmotherandteenagemotherinintervention
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adolescencia_2017.pdf Acesso em novembro
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sobre amamentação. Arq Ciênc Saúde, 2011;
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Available from: http://www. who.int/maternal_
child_adolescent/topics/child/nutrition/
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Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde
do recém-nascido: guia para os profissionais de
saúde: cuidados gerais. Brasília: Ministério da
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Población y Desarrollo; 1998. p. 116.
06.	Lira BNR, Cabral IE. A maternidade na
adolescência e a problemática do cuidado à
criança prematura. Rev Soc Bras Enferm Ped.
2018;7(1);12. s
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exclusivo entre mães adolescentes. Cad Saúde
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08.	Monte CMG, Giugliani ERJ. Recomendações
para alimentação complementar da criança em
aleitamento materno. J Pediatr(Rio J). 2004;80(5
Supl):S131-41.
09.	 Carvalho MJIDN, Carvalho MS, Santosa CR, Santos
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estratégia protetora do aleitamento materno
exclusivo. Rev Paul Ped. 2018; 36(1):66-73;
10.	Silva NM, Waterkemper R, Silva EF, Cordova FP,
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amamentação exclusiva. Rev Bras Enferm. 2014;
67(2): 290-5;
11.	Camarotti CM, Nakano AMS, Pereira CR,
Medeiros CP, Monteiro JCS. Perfil da prática da
amamentação em grupo de mães adolescentes.
Acta Paul Enferm. 2011; 24(1):55-60;
11
Diretoria
Triênio 2019/2021
PRESIDENTE:
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1º VICE-PRESIDENTE:
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ATIVIDADE FÍSICA
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METODOLOGIA CIENTÍFICA
COORDENAÇÃO:
Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ)
MEMBROS:
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PEDIATRIA E HUMANIDADE
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Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE)
Crésio de Araújo Dantas Alves (BA)
CRIANÇA, ADOLESCENTE E NATUREZA
COORDENAÇÃO:
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Luciana Rodrigues Silva (BA)
Dirceu Solé (SP)
Evelyn Eisenstein (RJ)
Daniel Becker (RJ)
Ricardo do Rêgo Barros (RJ)
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Dirceu Solé (SP)
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Gabriela Judith Crenzel (RJ)
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  • 1. 1 Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria A Adolescência e o Aleitamento Materno Documento Científico Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) Nº 15, Março de 2020 Este tema é de fundamental importância na formação do saber do pediatra. De um lado, há o incentivo ao aleitamento materno e seus bene- fícios, de outro, existe a necessidade que esses profissionais incorporem ao seu papel de educa- dor orientações acerca do exercício da sexuali- dade de forma responsável, enfatizando ainda a importância da prevenção da gravidez em idades precoces ou infecções sexualmente transmissí- veis (ISTs). A gravidez na adolescência tem sido objeto de debate, de investigação e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil, em razão de seus altos índices. De acordo com relatório publica- do em 2018 pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/ OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Uni- das (UNFPA), a taxa mundial de gravidez adoles- cente é estimada em 46 nascimentos para cada mil adolescentes e jovens mulheres entre 15 e 19 anos. No Brasil, um em cada cinco bebês nas- ce de uma mãe com idade entre 10 e 19 anos, o número chega a 65 nascidos filhos por mil mu- lheres dessa faixa etária (18%)1 . Departamento Científico de Adolescência Presidente: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo Secretária: Tamara Beres Lederer Goldberg Conselho Científico: Darci Vieira da Silva Bonetto, Elizabeth Cordeiro Fernandes, Gianny Cesconetto, Halley Ferraro Oliveira, Lígia de Fátima Nóbrega Reato, Maria Inês Ribeiro Costa Jonas Departamento Científico de Aleitamento Materno Presidente: Luciano Borges Santiago Secretária: Rossiclei de Souza Pinheiro Conselho Científico: Ana Luiza Velloso Da Paz Matos, Elsa Regina Justo Giugliani, Graciete Oliveira Vieira, Maria Beatriz Reinert do Nascimento, Maria da Conceição Monteiro Salomão, Roberto Mario Silveira Issler, Vilneide Maria Santos Braga D. Serva, Yechiel Moisés Chencinski Colaboradoras: Cecy Maria Lima Santos, Elaine Andréa Ramos Lima
  • 2. A Adolescência e o Aleitamento Materno 2 tivo para o início da atividade sexual em idades mais precoces sem, no entanto, prepará-los para o exercício5 saudável e consciente, evitando ISTs e à gravidez precoce com a correta anticoncep- ção ou os tornando responsáveis para a materni- dade e a paternidade. O nascimento do bebê leva a jovem a expe- rimentar a maternidade em fase prematura de sua vida. As fases de transformações biológicas e psíquicas que ainda se encontram em proces- so de amadurecimento. Essa nova realidade (de uma maternidade antecipada) representa para algumas um grande evento planejado e deseja- do e, para muitas outras, uma experiência dolo- rosa e extremamente difícil6 . Independentemente da idade, tornar-se mãe resulta em novas adaptações, reajustes inter- pessoais e intrapsíquicos. Adaptação à condição materna implica desenvolver capacidades para prestar cuidado ao filho frágil e dependente, que para a adolescente, pode se tornar um processo ainda mais complexo, quando não obtém de seu meio relacional um suporte apropriado. Muitas vezes, a condição de ser mãe determina insegu- rança, ansiedade e medo, diante dessa nova re- alidade. Essas mudanças podem comprometer a prática da amamentação, levando essas jovens a amamentarem seus filhos por um tempo inferior ao preconizado pela OMS7 , além de, em muitas das vezes, elas não compreenderem ou não se- rem informadas do que esse ato representa para o desenvolvimento do bebê que acabou de che- gar e para ela mesma. O ato de amamentar acaba exigindo um maior esforço de adaptação, de empenho, que devem ser gradativos, na medida em que vão se alternando os papéis da condição de filha ado- lescente, ainda um grande aprendizado para elas, tornando-se agora uma mãe adolescente7 . Esses ajustes à condição materna implicam no desen- volvimento de capacidades para prestar cuidado ao filho vulnerável e dependente que, para a jo- vem mãe, pode se tornar um processo ainda mais difícil, devido às mudanças inerentes ao período da adolescência associadas à não obtenção de um suporte apropriado em seu meio social7 . As mães adolescentes trazem consigo situa- ções conflitantes que eclodem nesse período e, muitas vezes, não se sentem capazes psicologi- camente, tampouco emocionalmente, para assu- mir tal responsabilidade2 . Os conhecimentos sobre mães adolescentes em relação à amamentação são controversos e escassos. Portanto, considerando a própria gra- videz uma situação de vulnerabilidade pela con- dição de ser adolescente, faz-se necessário um trabalho consciente e particularizado dos profis- sionais de saúde que lidam com esta população, em função da promoção e do apoio à amamen- tação e dos cuidados a serem dispensados ao bebê. Assim, justifica-se, o presente documento, realizado em colaboração entre os Departamen- tos Científicos de Adolescência e Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, no sentido de discutir o conhecimento sobre os di- versos aspectos envolvidos na amamentação du- rante a adolescência como subsídio para estraté- gias que possibilitem aos pediatras, médicos de adolescentes, da família e sua equipe desenvol- verem uma atenção integral de qualidade volta- da às adolescentes no período de amamentação. Introdução A adolescência é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS)3 e corroborada pelo Mi- nistério da Saúde4 como o período de vida do ser humano que vai dos dez aos 20 anos incomple- tos de idade. Corresponde a uma fase marcada por intensas mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais. É nesta fase em que se inicia, para a maioria das pessoas, a atividade sexual. Apesar do grande progresso social, científico e cultural das últimas décadas, o tema sexo/sexualidade ainda é de difícil discussão entre os adolescentes e seus pais, continuando a se apresentar como tabu. Por outro lado, consequente ao progresso, à exposição aos estímulos presentes no meio no qual se desenvolvem - acrescido da diminuição da idade da menarca3 – parece haver um incen-
  • 3. 3 Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria Apesar dessas dificuldades, estudos têm apontado para uma capacidade subestimada da adolescente no cuidado ao filho. Dentre essas capacidades destaca-se a alimentação, o que in- clui a amamentação. Sabe-se que o aleitamento materno é um importante componente da ali- mentação infantil adequada e que a alimenta- ção, desde o nascimento e nos primeiros anos de vida da criança, tem repercussões ao longo da vida do indivíduo8-10 . O leite materno (LM) é uma das principais fon- tes nutricionais das crianças em fase de lactação, desde o início da civilização, até os dias atuais. É um alimento vivo, completo e natural que for- nece a promoção e proteção à saúde da crian- ça8-10 . O aleitamento materno exclusivo (AME) é definido pela OMS, como alimentação da criança por 6 meses, com leite materno, diretamente do seio ou ordenhado, sem acréscimo de água, chá, sucos, chupeta ou mamadeira, excetuando-se a administração de sais de reidratação oral se ne- cessários, gotas ou xaropes contendo vitaminas, suplementos minerais ou medicações8 . Apesar do conhecimento de todos esses be- nefícios e dos esforços para o incentivo ao AME, ainda se observa taxas elevadas de desmame precoce em nosso país10 . Assim, o aleitamento materno entre as jovens mães pode ser seria- mente comprometido. É preciso evitar que a condição de gravidez na adolescência resulte, muitas vezes, em isolamento, que por sua vez, se relaciona ao medo, imaturidade, ansiedade e inexperiência e, por conseguinte, compromete o aleitamento materno7 . A maternidade na Adolescência A maternidade na adolescência é um fenô- meno de grande relevância social sobre a qual se investigam as causas, os riscos, os benefícios e as consequências à saúde da mãe e dos filhos11,12 . Pode gerar sentimentos ambíguos nos fami- liares desde o choque com a notícia, a decepção pela não prevenção e a frustração pela interrup- ção de planos e projetos de vida, até a aceitação e a alegria pela chegada de um bebê. Além disso, a gravidez provoca um nível significativo de mu- danças familiares, que podem ser percebidas de diferentes maneiras por seus membros13 . Em geral, as famílias das gestantes e das mães adolescentes acabam apoiando-as, porém existem situações que se revelam por rejeição, que podem ser decorrentes de fatores sociais e culturais específicos. A reação negativa da famí- lia em relação à gestação da adolescente, além da idade precoce da primeira relação sexual, possível abuso físico ou sexual, repetência esco- lar associam-se com sofrimento psíquico inten- so, além de redução na expectativa do desen- volvimento potencial em relação ao futuro, para essas mães adolescentes13 . A gestante adolescente deve receber atenção especial nos períodos pré-natal, natal e puerpe- ral, no sentido de superar as dificuldades com o apoio do parceiro, da família e da equipe de saúde. Os profissionais de saúde desempenham papel importante ao reconhecer os momentos críticos em que suas intervenções são necessá- rias para assegurar a saúde de ambos e da nova composição e arranjos familiares13,14 . O pediatra deve fazer parte de modo a fazer a consulta sis- temática desde o pré-natal, informando e toiran- do as dúvidas da jovem mãe. As transformações após a maternidade re- ferem-se a perdas do bem-estar e à privação da vida social acrescida pelo aumento das res- ponsabilidades com o cuidado do filho. Porém, a maternidade na adolescência para adolescen- tes de classes econômicas desfavorecidas pode proporcionar ganhos oriundos da aquisição de autoconfiança, da supressão do sentimento de solidão, do abandono de condutas ilegais e cri- minosas e da redução da violência intrafamiliar, conferindo-lhes a percepção de plenitude e res- ponsabilidade14 . A expectativa em relação ao futuro tem um papel importante para as mães adolescentes, pois as motiva a buscar melhores condições para suas vidas e a de seus filhos, com uma projeção
  • 4. A Adolescência e o Aleitamento Materno 4 positiva e a possibilidade de criação de um pro- jeto de vida7,13 . No entanto, é preciso ter a compreensão das possibilidades de cada mulher para o ato de ama- mentar e a competência em apoiá-la e orientá-la na superação de seus limites, além de sensibili- dade para valorizar e compartilhar suas insegu- ranças, medos, dúvidas e autoestima. É preciso, ainda, considerar o aleitamento materno em to- dos os seus aspectos como a construção de uma rede que não separe os aspectos biológicos dos sociais, culturais e históricos15 . A experiência da amamentação para a ado- lescente pode ser um evento importante de crescimento pessoal e formação de vínculo afe- tivo com o filho recém-nascido. O processo de amamentação, ao contrário das dificuldades en- contradas e vivenciadas quando da descoberta da gestação, enquanto adolescente, durante a gestação, no momento do parto e nascimento, reaviva a importância da rede de apoio efetiva, tanto no âmbito hospitalar quanto na comunida- de e na família, principalmente na rede básica de saúde, respeitando o seu pequeno corpo em for- mação, mas também sua autonomia e dignidade. O pediatra tem um papel preponderante como protagonizador deste incentivo e apoio. Além da importância dos aspectos preven- tivos e cuidados da saúde sexual e reprodutiva destas meninas mães15 , destaca-se que, em pu- blicação apresentada pelo Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Saúde do Esta- do de São Paulo (2011), em 28% dos acompa- nhamentos de pré-natal, as gestações haviam ocorrido três meses após o primeiro contato sexual da adolescente e que, 40% dos atendi- mentos resultavam de uma nova gestação que ocorria em menos de 36 meses após a primeira18 . Epidemiologia É difícil encontrar na literatura publicações com dados representativos e descritivos das ta- xas de AME em mães adolescentes. Embora as evidências sejam escassas, pode-se dizer que as mães adolescentes amamentam com menor frequência e por menos tempo quando em com- paração com mães adultas. Faz-se necessária a confirmação destas suposições através de estu- dos nacionais. No Brasil, o estudo transversal de Gusmão e colaboradores (2013) destaca que a prevalência de AME variou entre 47,8% no primeiro mês de vida do bebê e 13,8% aos seis meses, diminuin- do, em média, 24% a cada mês de vida. Além da idade do bebê, as mães adolescentes com maior escolaridade e que possuem filhos vivos de ges- tações anteriores apresentam maior prevalência de AME16 . Já no estudo de Maranhão e colaboradores (2015) 88,2% das adolescentes amamentaram no primeiro mês de vida do filho, sendo que ape- nas 38,2% amamentavam exclusivamente no terceiro mês pós-parto. Adolescentes que estu- davam apresentaram chances 14% maiores de terem interrompido o aleitamento exclusivo três meses após o parto, contudo o recebimento de suporte para cuidados de si e da criança aumen- tam em três vezes as chances de manter o aleita- mento exclusivo7 . Outras pesquisas, tanto regionais como na- cionais, que avaliaram mães adolescentes e adultas também observaram uma queda progres- siva do AME nos seis primeiros meses de vida do bebê. Porém, muitos autores referem que a adolescência não está associada à interrupção precoce do aleitamento materno sugerindo que a maternidade na adolescência tem peculiarida- des que a tornam um objeto especial e complexo de estudo devido as interações observadas só nessa faixa etária19 . A composição do leite materno é diferente entre mães adolescentes e adultas? Muito se questiona se as adolescentes estão fisiologicamente preparadas para amamentar e
  • 5. 5 Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria se o aleitamento poderia acarretar efeitos dele- térios para o crescimento e o desenvolvimento da própria adolescente, e se o leite produzido pelas mães adolescentes tem composição simi- lar ao gerado pelas mães adultas17 . Entretanto, a literatura científica destaca cui- dado especial com a dieta ingerida pela mãe ado- lescente, principalmente, se sua menarca ocor- reu em período inferior a quatro anos em relação à primeira gestação. Assim, sugerem incentivar a melhoria de hábito alimentar como o consumo de cálcio e ferro entre outros nutrientes, além de aumentar o aporte nutricional e calórico, uma vez que na situação apresentada ainda estariam em fase de crescimento20 . O colostro produzido pelas mães adolescen- tes só difere nos níveis de IgA e IgM, resultantes dos altos níveis de prolactina, estrogênio e pro- gesterona, normais na adolescência17 . Em relação ao volume de leite, os achados são contraditórios talvez, pela capacidade fisiológica das mães adolescentes em não produzir leite em quantidade suficiente, em função de fatores bio- lógicos, como maturidade de desenvolvimento e crescimento relacionados à gravidez17 . A relação direta entre a idade materna e a quantidade do leite produzido sugere que o pro- cesso de maturação da adolescente poderia ter impacto significativo na sua habilidade de ama- mentar adequadamente, e que esse mesmo pro- cesso vincularia ao maior índice de desmame e introdução precoce de substitutos do leite ma- terno por mães adolescentes, quando em com- paração com mães adultas17 . Qual é o conhecimento sobre amamentação pelas adolescentes? As mães que amamentam na adolescên- cia adquirem a prática da amamentação com a orientação de algum familiar, no pré-natal ou pelos meios de comunicação. Portanto, uma estratégia de educação em saúde que pode somar conhecimentos às ado- lescentes, deve ser de grupos de gestantes, re- alizados nas unidades de saúde, durante o pré- -natal e ser significativa para seus participantes, constituindo-se em um recurso para proporcio- nar trocas de conhecimento entre mulheres que estão vivenciando um momento especial em suas vidas12 . Além disso a consulta pré-natal com o pediatra é fundamental para responder as du- vidas e orientar uma serie de aspectos. Os meios de comunicação, como a internet e/ou mundo digital facilitam o acesso às infor- mações de acordo com os questionamentos pessoais. Somado a isso, a televisão incentiva o aleitamento materno quando apresenta perso- nalidades famosas amamentando, para que des- perte a valorização inconsciente da mulher e da sociedade para esta prática12 . No entanto há que também se estar atento para as informações in- corretas. As adolescentes mães, também, requerem que lhes apresentem modelos práticos de como devem conduzir-se no processo da amamenta- ção, pois, na maioria das vezes, têm como pri- meira referência o meio familiar. Elas se sentem amparadas quando são aconselhadas por pesso- as de seu ambiente, que já vivenciaram a expe- riência de amamentar. Portanto, são influências positivas informações que favoreçam o aleita- mento dos seus filhos, levando em consideração as experiências vividas por outras mulheres12 . Quais são os sentimentos da adolescente relacionados à prática da amamentação A adolescente sente a amamentação como um momento dela e do bebê, descrevendo esta prática como um espaço de troca de afeto. Além desta troca entre mãe e filho, também o vínculo se intensifica, como sendo um fator que é favo- recido pela prática da amamentação. Neste sen- tido, amamentar, para ela, significa mais do que apenas nutrir a criança, mas um processo que
  • 6. A Adolescência e o Aleitamento Materno 6 dá oportunidade profundo envolvimento entre mãe e filho, além de repercutir no estado nutri- cional do bebê, trazendo inúmeros benefícios para ambos12 . Observa-se, também, o sentimento de res- ponsabilidade imbricado no ato de amamentar, em que a mulher, mesmo na sua vivência ado- lescente, acredita que a nutrição do seu filho de- pende dela e é fundamental para a saúde deste, e, integrado a sua história de vida e ao sentido que atribui à prática do aleitamento12 . No que se refere ao apoio durante a amamen- tação, é importante o incentivo por parte das pessoas como o companheiro, a mãe e a sogra, para dar continuidade à amamentação. O apoio do companheiro é fundamental e o mais impor- tante, no entanto muitas vezes ele também não está preparado. Somado a isso, o aleitamento materno oferece ainda benefícios para os pais e para a família, de modo a haver o fortalecimen- to dos laços afetivos entre todos os envolvidos, além da mãe e do bebê e, o prolongamento da amamentação. A participação da família durante o aleitamento materno pode encorajar a adoles- cente a amamentar e evitar o desmame precoce. Portanto, receber auxílio da família durante os cuidados de si e de seu filho é reconhecida, pelas mães adolescentes, como fator de proteção para amamentar12 . As adaptações e as transformações corporais ao amamentar O ato de amamentar na adolescência não tem diferenças quando comparado com outras faixas etárias. As adolescentes se adaptam con- forme suas rotinas e se sentem felizes por estar conseguindo amamentar, sendo essa possibili- dade importante de acordo com suas escolhas e responsabilidades12 . Porém, estudos destacam a dificuldade das adolescentes, que amamentam, retornarem aos estudos, sendo referida a volta aos bancos escolares o fator determinante para interromper a amamentação, devido à dificulda- de em conciliar esse cuidado com a escola12 . Considera-se, então que, para uma puérpera adolescente amamentar com sucesso, não bas- ta que ela opte pelo aleitamento materno. Ela deve estar inserida em um ambiente que esti- mule e possibilite apoio e cooperação para levar adiante sua opção. Assim, a amamentação não é uma prática meramente instintiva, mas, sim, um contexto sociocultural que influencia os deter- minantes biológicos e psíquicos envolvidos no aleitamento12 . A relação entre a amamentação e as mu- danças no corpo na adolescência se sobrepõe às mudanças decorrentes desta fase e são percebidas com sentimentos diversos e ambi- valentes. A imagem que a mulher tem do seu corpo, independentemente de sua idade, pode interferir na prática do aleitamento materno, contribuindo para o sucesso ou o insucesso da lactação12 . Portanto, é importante criar al- ternativas de diálogos, oficinas, dinâmicas de grupos e de ações educativas, envolvendo a equipe multiprofissional que assiste as mulhe- res adolescentes grávidas e amamentando, a fim de apoiá-las. A aceitação e a valorização das mudanças corporais por parte das mulhe- res adolescentes auxiliam a superar inseguran- ças e percepções negativas em relação ao seu corpo neste período12 . Quais são os fatores que influenciam as adolescentes na decisão de amamentar? A introdução precoce de outros alimen- tos, também ocorre devido a intercorrências no processo de amamentação. Como problemas na amamentação, após a alta hospitalar, destaca-se, predominantemente, traumas mamilares, inse- gurança da mãe adolescente em prover uma ali- mentação adequada ao bebê e o uso precoce de chupeta11,21 . Mitos e crenças (tais como, “leite fraco”, “o leite materno não mata a sede do bebê”, dentre outros) geram sentimento de culpa e ansiedade na nutriz, dificultando a amamentação13 .
  • 7. 7 Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria A associação significativa entre escolaridade materna e duração de aleitamento materno reve- la que mães com menor escolaridade tendem a introduzir outros alimentos mais precocemente. E, ter tido filhos vivos de gestações anteriores, aumenta a prevalência de amamentação exclu- siva nos primeiros seis meses de vida do bebê11 . A intervenção pela equipe de saúde compos- ta por várias sessões de aconselhamento sobre amamentação e incluindo a recomendação de evitar o uso de chupeta, destinada a mães ado- lescentes e avós maternas, e realizada durante os primeiros meses de vida dos bebês, demonstra ser útil na redução do uso de chupeta nos primei- ros seis meses de vida e no atraso da introdução até o primeiro mês e no prolongamento do AME21 . As mães adolescentes são sensíveis a mu- danças comportamentais que visam promover a saúde de seus filhos crianças, quando alvo de in- tervenções21 . Para entender como as adolescen- tes constroem a decisão de amamentar, devemos primeiro olhá-las como adolescentes e, na sequ- ência, como mães17 . Resumindo, pode-se destacar dois tipos de fatores que influenciam as mães adolescentes para o ato de amamentar17 . I. Fatores sociodemográficos e culturais: Idade materna: adolescentes mais velhas (maiores de 16 anos) escolhem amamentar os seus filhos com maior frequência do que as mais novas (menores de 16 anos). Os processos de desenvolvimento e amadurecimento podem ser determinantes quanto à decisão de amamentar entre as adolescentes; Exposição prévia a modelos de aleitamen- to materno: tanto nas mães adultas quanto nas adolescentes não-gestantes, a exposição prévia a modelos de amamentação e o fato de terem sido amamentadas influenciam favoravelmente na decisão de amamentar; Rede social e da equipe de saúde de apoio: a mãe da própria adolescente e o parceiro, o pai da criança, são as figuras que mais influenciam a decisão de amamentar, e atitudes de aprovação e apoio por parte deles estão associados com o início da amamentação em mães adolescentes. Além da primeira visita do agente comunitário à casa da adolescente e o acolhimento pela equi- pe da unidade básica de saúde; Grau de escolaridade da mãe: mães ado- lescentes com maior grau de escolaridade tem maior conhecimento sobre os benefícios do alei- tamento materno para o bebê, para a mãe e mi- tos e preconceitos com relação ao aleitamento17 . II. Fatores comportamentais e atitudes que influenciam a decisão de amamentar: a) As atitudes positivas para iniciar a ama- mentação são: – Benefícios do aleitamento materno para a saúde do bebê: o leite materno é me- lhor e mais adequado do que as fórmu- las lácteas; – Favorece o vínculo mãe/filho; – É mais conveniente, sendo o processo mais fácil de se iniciar e menos compli- cado do que preparar e oferecer mama- deiras; – É mais econômico; – Benefícios da amamentação para a saúde da mãe: dorme mais, faz com que se sin- ta importante, retorna mais rapidamente ao seu peso anterior à gestação, evita o câncer de mama e é mais natural17 . b) As atitudes negativas ou razões para in- troduzir a mamadeira são: Experiências negativas, o desconheci- mento ou ainda a falta de apoio são alguns dos fatores que podem contribuir para que a amamentação não tenha continui- dade, além da falta do domínio do tema pelos profissionais de saúde, que deve- riam incentivar a prática do aleitamento12 . Assim, muitas delas expressam17 : – A amamentação é inconveniente quando é a forma exclusiva de alimentar a criança pois, elas temem perder a liberdade, de- vem fazê-lo sozinha, é embaraçosa;
  • 8. A Adolescência e o Aleitamento Materno 8 – Mudanças na imagem corporal: acreditam que os seios se deformam e não se perde peso com facilidade; – Não gostam de amamentar; – Amamentar não está na moda; – Tem medo de sentir dor; – O bebê engorda mais quando alimentado com fórmula. – Necessidade de retorno à escola ou ao tra- balho sem terem acesso facilitado a equipa- mentos sociais (creches, escolinhas, etc..); – Restrições em algumas atividades: não se pode fumar não se pode beber, não se pode ir à baladas, não se pode tomar anticoncep- cional; – Falta de conhecimento em relação à ama- mentação: fisiologia da lactação e técnicas de aleitamento materno; – Violência doméstica17 . Quais são as recomendações aos pediatras e profissionais de saúde? A importância e o significado dos profissio- nais de saúde, da puericultura e serviços de saúde exercem influência na prática e ou escolhas das pessoas, contribuindo, inclusive, com a nutrição do bebê e cuidados das adolescentes de forma inte- gral (como a saúde sexual e reprodutiva, cidadania, autoestima) e relacionados com a amamentação17 . Portanto, recomenda-se: – Inserir no cotidiano dos profissionais, proces- sos educativos grupais e interdisciplinares; – Oferecer suporte para as adolescentes e seus companheiros desenvolverem habili- dades para a vida, tais como negociação, co- municação, resolução de conflitos e tomada de decisões; – Realizar pré-natal, parto e pós-parto enfo- cado na menina mãe com todo seu processo de crescimento e desenvolvimento carate- rístico desta fase; – Garantir a captação precoce da adolescen- te gestante ao pré-natal, incentivando pelo menos seis consultas, preferencialmente, uma no primeiro trimestre, duas no segun- do e três no terceiro – Realizar a puericultura dos filhos de adoles- centes de forma adequada e voltada tam- bém para a Saúde Integral da mãe Adoles- cente estimulando o vínculo mãe-bebê; – Estimular o AME pela mãe adolescente, companheiros e familiares; – Estimular a presença dos familiares de apoio e principalmente (dentro do possível) o pai da criança na unidade de saúde; – Envolver todos os profissionais de saúde da unidade, além da escola para as orientações adequadas quanto ao AME e a mãe adoles- cente; – Enfatizar o protagonismo do pediatra neste processo Fonte: foto cedida Bozelli, F. Como exemplo de intervenção durante a puericultura do lactente de mães adolescents em Mirassol- SP.
  • 9. 9 Departamento Científico de Adolescência (2019-2021) e Departamento Científico de Aleitamento Materno (2019-2021) • Sociedade Brasileira de Pediatria Considerações finais Por tratar-se de um período de intensa transformação e inúmeros enfrentamentos, a mãe adolescente precisa de apoio de seu com- panheiro, de sua família, da comunidade e dos serviços de saúde. Uma maneira de efetivar tal apoio nestes serviços tem sido por meio de orientações e incentivo nas atividades de cui- dado como visitas domiciliares com agentes de saúde, consultas de pré-natal, grupo de gestan- tes e inclusão do companheiro e familiares no período gravídico puerperal, parto humanizado quando possível, alojamento conjunto, pueri- cultura do bebê e orientações à adolescente e família. Torna-se enriquecedora a troca de experiên- cias entre mulheres sobre a prática da amamen- tação, visto que este espaço pode ser fornecido pela equipe de saúde por meio do grupo de ges- tantes e sobretudo pelo pediatra12 . É, de grande importância também, que elas estejam cientes dos benefícios do aleitamento materno para a sua saúde, pois isso pode auxiliá- -las a tomar consciência de seu corpo e suas pos- sibilidades, atuando como um estímulo a persis- tir com a amamentação12 . No que refere a amamentar no período da adolescência, percebe-se as inseguranças, pois além da idade precoce, vivenciam um proces- so novo e complexo em suas vidas, que é o de amamentar seu filho. O apoio do parceiro e da família para a organização e o planejamento das atividades das adolescentes pode contribuir para que ela amamente seu filho e siga com os seus planos de futuro, inclusive, mantendo seus estudos12 . A amamentação contribui, ainda, com o or- çamento positivo na família, pois não envolve custos adicionais e ainda protege os bebês de adoecerem, por ingerirem outros alimentos que podem causar alergias, agravando a sua saúde e consequente gastos desnecessários12 . A prevalência de AME entre as adolescentes é baixa e tende a diminuir durante os seis pri- meiros meses de vida do bebê. Numa tentativa de diminuir este desmame precoce, faz se necessário a conscientização das adolescentes sobre o Aleitamento Materno, des- de a sua fisiologia até as vantagens que esse ato pode trazer para a mãe, o bebê e a sociedade, além de que essas adolescentes serão futuras disseminadoras de informação. Destacar, também, que a atenção especial deve ser dada aos grupos de mães adolescentes com baixa escolaridade e que não possuem ex- periência anterior com amamentação, com pre- sença necessária dos profissionais da saúde no acompanhamento. Auxiliando com orientações efetivas sobre a pega correta, posição adequa- da, nutrição, ordenha, armazenamento do leite materno em casa e a disponibilização de cre- ches nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho para que as alunas/trabalhadoras com filhos lactentes tenham onde deixá-los para amamentá-los quando necessário. Enfatizar, ainda, que o momento ideal de ofe- recer orientações às mães adolescentes é duran- te o pré-natal, quando terão tempo adequado para compreender as orientações fornecidas e esclarecer dúvidas. A falta de conhecimento so- bre as práticas se associam a desmame precoce22 . Acredita-se que somente por estratégias e práticas em saúde que contemplem as necessi- dades, medos e dúvidas que estas mães, famílias e companheiros apresentam, no tocante à ama- mentação possam garantir o sucesso do aleita- mento materno na adolescência. Enfim, a amamentação na adolescência deve ser visualizada como um duplo e complexo evento (adolescência e mãe), exigindo um olhar e um cui- dado especial, relacionado ao contexto e à singu- laridade de quem as vive. E, não deve estar asso- ciada a um fator de insucesso à amamentação ou como um problema social, visto que muitas mu- lheres adolescentes planejam e conseguem dar continuidade ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida da criança com apoio12 .
  • 10. A Adolescência e o Aleitamento Materno 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 12. Cremonese L, Whelm LA, Prates LA, Olivira G, Barreto CN, Ressel LB. O processo da amamentação na adolescência: vivências rememoradas por mulheres. Rev Enferm UFPE on line, 2016; 10(9):3284-92; 13. Rossetto MS, Schermann LB, Beria JU. Maternidade na adolescência: indicadores emocionais negativos e fatores associados em mães de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS, Brasil. Ciênc. Saúde Col. 2014;19 (10): 33 14. Zanchi M. Maternidade na adolescência: ressignificando a vida?. J Hum Growth Dev.2016;26(2):199-204. 15. Wieczorkievicz AM, Souza SV. A amamentação na adolescência sob as “lentes” do discurso do sujeito coletivo. R Divulg Cient. 2010;17(2): 90. 16. Gusmão AM, Béria JU, Gigante LP, Leal AF, Schermann LB. Prevalência de aleitamento materno exclusivo e fatores associados: estudo transversal com mães adolescentes de 14 a 16 anos em Porto Alegre, RS, Brasil. Ciênc. Saúde Col. 2013;18(11): 3357-3368. 17. Durhand SB. Amamentação na adolescên- cia: utopia ou realidade? Adolesc Saude. 2004;1(3):12-16 18. http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/ perfil/profissional-da-saude/acesso-rapido/ saude-do-adolescente/programa_saude_do_ adolescente_objetivos_metas_resultados_ces. pdf 19. Frota DAL, Marcopito LF. Amamentação entre mães adolescentes e não-adolescentes, Mon- tes Claros, MG. Rev. Saúde Pública. 2004; 38(1): 85-92. 20. Giugliani ERJ. Aleitamento materno: aspec- tos gerais. In: Duncan B, Schmidt MI, Giugliani ERJ, editores. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária embasadas em evidên- cias. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2004. p. 219-31. 21. Giugliani ERJ, Nunes LM, Issler RMS, Santos LCDE, Oliveira LD. Involvement of maternal grandmotherandteenagemotherinintervention to reduce pacifier use: a randomized clinical trial. J Pediatr (Rio J). 2019; 95(2):166-172. 22. Saes SO, Goldeberg TBL, Ondani LM, Valarelli TP, CarvalhoAP.Conhecimentosobreamamentação: comparação entre puérperas adolescentes e adultas. Rev Paul Ped. 2006:24(2),212-126. 01. dos Santos BR, Magalhães DR, Mora GG, Cunha A. Gravidez na Adolescência no Brasil – vozes de meninas e especialistas. Disponível em http://unfpa.org.br/Arquivos/br_gravidez_ adolescencia_2017.pdf Acesso em novembro 2019. 02. Silva SP, Moraes MS. Caracterização de partu- rientes adolescentes e de seus conhecimentos sobre amamentação. Arq Ciênc Saúde, 2011; 18(1):28-35; 03. World Health Organization. Maternal, newborn, child and adolescent health. Breastfeeding [homepage on the Internet] [cited April 2018]. Available from: http://www. who.int/maternal_ child_adolescent/topics/child/nutrition/ breastfeeding/en/. Acesso em abril de 2018. 04. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde: cuidados gerais. Brasília: Ministério da Saúde; 2013. v. 1. 95-105p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos); 05. Urena FIC. El incremento de la maternidade adolescente en la República Dominicana, 1991- 1996. Santo Domingo: Instituto de Estudos de Población y Desarrollo; 1998. p. 116. 06. Lira BNR, Cabral IE. A maternidade na adolescência e a problemática do cuidado à criança prematura. Rev Soc Bras Enferm Ped. 2018;7(1);12. s 07. Maranhão TA, Gomes KRO, Nunes LB, de Moura LNB. Fatores associados ao aleitamento materno exclusivo entre mães adolescentes. Cad Saúde Col. 2015; 23 (2):132-139; 08. Monte CMG, Giugliani ERJ. Recomendações para alimentação complementar da criança em aleitamento materno. J Pediatr(Rio J). 2004;80(5 Supl):S131-41. 09. Carvalho MJIDN, Carvalho MS, Santosa CR, Santos PTF. Primeira visita domiciliar puerperal: uma estratégia protetora do aleitamento materno exclusivo. Rev Paul Ped. 2018; 36(1):66-73; 10. Silva NM, Waterkemper R, Silva EF, Cordova FP, Bonilha ALL. Conhecimento de puérperas sobre amamentação exclusiva. Rev Bras Enferm. 2014; 67(2): 290-5; 11. Camarotti CM, Nakano AMS, Pereira CR, Medeiros CP, Monteiro JCS. Perfil da prática da amamentação em grupo de mães adolescentes. Acta Paul Enferm. 2011; 24(1):55-60;
  • 11. 11 Diretoria Triênio 2019/2021 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Cláudio Hoineff (RJ) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Hans Walter Ferreira Greve (BA) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) COORDENADORES REGIONAIS NORTE: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Adelma Alves de Figueiredo (RR) NORDESTE: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) SUDESTE: Rodrigo Aboudib Ferreira Pinto (ES) Isabel Rey Madeira (RJ) SUL: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Helena Maria Correa de Souza Vieira (SC) CENTRO-OESTE: Regina Maria Santos Marques (GO) Natasha Slhessarenko Fraife Barreto (MT) COMISSÃO DE SINDICÂNCIA TITULARES: Gilberto Pascolat (PR) Aníbal Augusto Gaudêncio de Melo (PE) Maria Sidneuma de Melo Ventura (CE) Isabel Rey Madeira (RJ) Valmin Ramos da Silva (ES) SUPLENTES: Paulo Tadeu Falanghe (SP) Tânia Denise Resener (RS) João Coriolano Rego Barros (SP) Marisa Lopes Miranda (SP) Joaquim João Caetano Menezes (SP) CONSELHO FISCAL TITULARES: Núbia Mendonça (SE) Nelson Grisard (SC) Antônio Márcio Junqueira Lisboa (DF) SUPLENTES: Adelma Alves de Figueiredo (RR) João de Melo Régis Filho (PE) Darci Vieira da Silva Bonetto (PR) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA PARA POLÍTICAS PÚBLICAS: COORDENAÇÃO: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) MEMBROS: Clóvis Francisco Constantino (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Donizetti Dimer Giamberardino Filho (PR) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Evelyn Eisenstein (RJ) Paulo Augusto Moreira Camargos (MG) João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Virgínia Weffort (MG) Themis Reverbel da Silveira (RS) DIRETORIA E COORDENAÇÕES DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) Edson Ferreira Liberal (RJ) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) Kerstin Tanigushi Abagge (PR) Ana Alice Ibiapina Amaral Parente (RJ) COORDENAÇÃO DO CEXTEP (COMISSÃO EXECUTIVA DO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM PEDIATRIA) COORDENAÇÃO: Hélcio Villaça Simões (RJ) MEMBROS: Ricardo do Rego Barros (RJ) Clovis Francisco Constantino (SP) Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) Carla Príncipe Pires C. Vianna Braga (RJ) Flavia Nardes dos Santos (RJ) Cristina Ortiz Sobrinho Valete (RJ) Grant Wall Barbosa de Carvalho Filho (RJ) Sidnei Ferreira (RJ) Silvio Rocha Carvalho (RJ) COMISSÃO EXECUTIVA DO EXAME PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM PEDIATRIA AVALIAÇÃO SERIADA COORDENAÇÃO: Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) Victor Horácio de Souza Costa Junior (PR) MEMBROS: Henrique Mochida Takase (SP) João Carlos Batista Santana (RS) Luciana Cordeiro Souza (PE) Luciano Amedée Péret Filho (MG) Mara Morelo Rocha Felix (RJ) Marilucia Rocha de Almeida Picanço (DF) Vera Hermina Kalika Koch (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) Sergio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Ricardo do Rego Barros (RJ) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL COORDENAÇÃO: Fabio Augusto de Castro Guerra (MG) MEMBROS: Gilberto Pascolat (PR) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) João Cândido de Souza Borges (CE) Anenisia Coelho de Andrade (PI) Isabel Rey Madeira (RJ) Donizetti Dimer Giamberardino Filho (PR) Jocileide Sales Campos (CE) Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Gloria Tereza Lima Barreto Lopes (SE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Emanuel Savio Cavalcanti Sarinho (PE) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES COORDENAÇÃO: Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) MEMBROS: Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Weffort (MG) PEDIATRIA PARA FAMÍLIAS Nilza Maria Medeiros Perin (SC) Normeide Pedreira dos Santos (BA) Marcia de Freitas (SP) PORTAL SBP Luciana Rodrigues Silva (BA) PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO CONTINUADA À DISTÂNCIA Luciana Rodrigues Silva (BA) Edson Ferreira Liberal (RJ) Natasha Slhessarenko Fraife Barreto (MT) Ana Alice Ibiapina Amaral Parente (RJ) DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Luciana Rodrigues Silva (BA) Dirceu Solé (SP) Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho (PE) Joel Alves Lamounier (MG) DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES Fábio Ancona Lopez (SP) EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA Joel Alves Lamounier (MG) Altacílio Aparecido Nunes (SP) Paulo Cesar Pinho Ribeiro (MG) Flávio Diniz Capanema (MG) EDITORES DO JORNAL DE PEDIATRIA (JPED) COORDENAÇÃO: Renato Procianoy (RS) MEMBROS: Crésio de Araújo Dantas Alves (BA) Paulo Augusto Moreira Camargos (MG) João Guilherme Bezerra Alves (PE) Marco Aurelio Palazzi Safadi (SP) Magda Lahorgue Nunes (RS) Giselia Alves Pontes da Silva (PE) Dirceu Solé (SP) Antonio Jose Ledo Alves da Cunha (RJ) EDITORES REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA EDITORES CIENTÍFICOS: Clémax Couto Sant’Anna (RJ) Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ) EDITORA ADJUNTA: Márcia Garcia Alves Galvão (RJ) CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO: Sidnei Ferreira (RJ) Isabel Rey Madeira (RJ) Sandra Mara Moreira Amaral (RJ) Maria de Fátima Bazhuni Pombo March (RJ) Silvio da Rocha Carvalho (RJ) Rafaela Baroni Aurílio (RJ) Leonardo Rodrigues Campos (RJ) Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) Marcia C. 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