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ACADEMIA IMPERIAL
DE BELAS ARTES
A criação da Academia Imperial de Belas Artes
(Aiba), no Rio de Janeiro, 1826, inaugura o ensino
artístico no Brasil em moldes semelhantes aos das
academias de arte européias. As academias
procuram garantir aos artistas formação científica e
humanística, além de treinamento no ofício com
aulas de desenho de observação e cópia de moldes.
São responsáveis, ainda, pela organização de
exposições, concursos e prêmios, conservação do
patrimônio, criação de pinacotecas e coleções, o
que significa o controle da atividade artística e a
fixação rígida de padrões de gosto.
No Brasil, a arte realizada na Academia
corresponde, em linhas gerais, a modelos
neoclássicos e românticos aclimatados, que
têm que enfrentar as condições da natureza
e da sociedade locais. Entre as várias
alterações no modelo encontra-se o
predomínio das paisagens entre os pintores
acadêmicos no Brasil, a despeito da
hierarquia de gêneros que considerava a
paisagem secundária.
Debret é o pintor mais importante da Aiba nos
primeiros tempos. Formado por Jacques-Louis David
(1748-1825) pelo ideário neoclássico, que tem na
pintura histórica e mitológica a sua pedra de toque,
Debret inicia seu trabalho no Brasil com a
organização dos festejos de aclamação de dom João
VI, em nada semelhantes às festas revolucionárias
francesas organizadas por David. Durante sua estada
brasileira, observa-se um interesse crescente pelo
acompanhamento de aspectos variados da vida
social brasileira - o movimento das ruas, o interior
das casas, o cotidiano dos escravos etc ,traduzido
em desenhos e aquarelas, boa parte litografadas.
Algumas Obras:
Primeira Missa no Brasil
1860 | Victor Meirelles
óleo sobre tela
268.00 x 356.00 cm
Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro,
RJ)
Independência ou Morte [O Grito do Ipiranga] [O Grito do Ipiranga]
1888 | Pedro Américo
óleo sobre tela
415.00 x 760.00 cm
Acervo do Museu Paulista (São Paulo, SP)
Batalha do Avaí
1872 | Pedro Américo
óleo sobre tela
600.00 x 1100.00 cm
Museu Nacional de Belas Artes (Rio de
Janeiro, RJ)
NEOCLASSICISMO
Movimento cultural europeu, do século XVIII e
parte do século XIX, que defende a retomada
da arte antiga, especialmente greco-romana,
considerada modelo de equilíbrio, clareza e
proporção. O movimento, de grande
expressão na escultura, pintura e
arquitetura, recusa a arte imediatamente
anterior - o barroco e o rococó, associada ao
excesso, à desmedida e aos detalhes
ornamentais.
O período tem como características,
principalmente, o retorno ao passado, tido
pela imitação de artes antigas greco-latinas.
Os heróis gregos e a simplicidade que eram
aplicadas nas obras eram pontos
contemplados na época. O movimento trouxe
certa valorização ao passado. Os críticos
acreditam que o Neoclassicismo pode ser
visto com pontos semelhantes ao
Romantismo.
A arquitetura neoclássica segue a linha dos templos também ao estilo
greco-romano, tanto para construções civis ou com intuito religioso. São
vários exemplos dessa arquitetura, algumas delas são a igreja de Santa
Genoveva e a Porta do Brandemburgo na cidade de Berlim.
A cidade de Roma era tida como uma das principais cidades que
cultuavam o movimento. Lá morava o crítico Joachim Winckelmann, que
foi considerado o fundador do neoclassicismo. Um dos trabalhos dentro
da arquitetura no estilo é a Chiswick House, próximo a Londres e feita
pelo Lorde Burlington.
A pintura da época seguia a linha de escultura clássica grega,
renascentista italiana e com equilíbrio na composição. As características
mais marcantes nas pinturas são o formalismo na composição e refletia o
racionalismo dominante. Assim como os contornos em sintonia com a
harmonia das cores.
Ainda no século XVIII houve um fortalecimento das
academias como locais de ensino de arte e passaram a ser
organizadores de exposições de trabalhos. Essas academias
foram essenciais para a sobrevivência do movimento nas
obras.
Nomes se destacam perante o movimento, um deles é o
pintor Jacques-Louis David. O artista é considerado um dos
principais pintores da época, pois era bastante prestigiado
pelo governo depois da Revolução Francesa e até realizou
trabalhos como desenho de trajes e cenários para eventos
oficiais. Outro nome que merece ser destacado é de Jean-
Auguste Dominique Ingres. O artista foi um dos alunos de
David, conhecido em seu tempo por discussões públicas com
Delacroix, onde defendia o Neoclassicismo.
Grupo:
Carlos Domingos Vieira Neto - N°6
Julia Nascimento - N°11
Linyker - N°14
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Academia imperial de belas artes e neoclassicismo

  • 2. A criação da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, 1826, inaugura o ensino artístico no Brasil em moldes semelhantes aos das academias de arte européias. As academias procuram garantir aos artistas formação científica e humanística, além de treinamento no ofício com aulas de desenho de observação e cópia de moldes. São responsáveis, ainda, pela organização de exposições, concursos e prêmios, conservação do patrimônio, criação de pinacotecas e coleções, o que significa o controle da atividade artística e a fixação rígida de padrões de gosto.
  • 3. No Brasil, a arte realizada na Academia corresponde, em linhas gerais, a modelos neoclássicos e românticos aclimatados, que têm que enfrentar as condições da natureza e da sociedade locais. Entre as várias alterações no modelo encontra-se o predomínio das paisagens entre os pintores acadêmicos no Brasil, a despeito da hierarquia de gêneros que considerava a paisagem secundária.
  • 4. Debret é o pintor mais importante da Aiba nos primeiros tempos. Formado por Jacques-Louis David (1748-1825) pelo ideário neoclássico, que tem na pintura histórica e mitológica a sua pedra de toque, Debret inicia seu trabalho no Brasil com a organização dos festejos de aclamação de dom João VI, em nada semelhantes às festas revolucionárias francesas organizadas por David. Durante sua estada brasileira, observa-se um interesse crescente pelo acompanhamento de aspectos variados da vida social brasileira - o movimento das ruas, o interior das casas, o cotidiano dos escravos etc ,traduzido em desenhos e aquarelas, boa parte litografadas.
  • 5. Algumas Obras: Primeira Missa no Brasil 1860 | Victor Meirelles óleo sobre tela 268.00 x 356.00 cm Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
  • 6. Independência ou Morte [O Grito do Ipiranga] [O Grito do Ipiranga] 1888 | Pedro Américo óleo sobre tela 415.00 x 760.00 cm Acervo do Museu Paulista (São Paulo, SP)
  • 7. Batalha do Avaí 1872 | Pedro Américo óleo sobre tela 600.00 x 1100.00 cm Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
  • 9. Movimento cultural europeu, do século XVIII e parte do século XIX, que defende a retomada da arte antiga, especialmente greco-romana, considerada modelo de equilíbrio, clareza e proporção. O movimento, de grande expressão na escultura, pintura e arquitetura, recusa a arte imediatamente anterior - o barroco e o rococó, associada ao excesso, à desmedida e aos detalhes ornamentais.
  • 10. O período tem como características, principalmente, o retorno ao passado, tido pela imitação de artes antigas greco-latinas. Os heróis gregos e a simplicidade que eram aplicadas nas obras eram pontos contemplados na época. O movimento trouxe certa valorização ao passado. Os críticos acreditam que o Neoclassicismo pode ser visto com pontos semelhantes ao Romantismo.
  • 11. A arquitetura neoclássica segue a linha dos templos também ao estilo greco-romano, tanto para construções civis ou com intuito religioso. São vários exemplos dessa arquitetura, algumas delas são a igreja de Santa Genoveva e a Porta do Brandemburgo na cidade de Berlim. A cidade de Roma era tida como uma das principais cidades que cultuavam o movimento. Lá morava o crítico Joachim Winckelmann, que foi considerado o fundador do neoclassicismo. Um dos trabalhos dentro da arquitetura no estilo é a Chiswick House, próximo a Londres e feita pelo Lorde Burlington. A pintura da época seguia a linha de escultura clássica grega, renascentista italiana e com equilíbrio na composição. As características mais marcantes nas pinturas são o formalismo na composição e refletia o racionalismo dominante. Assim como os contornos em sintonia com a harmonia das cores.
  • 12. Ainda no século XVIII houve um fortalecimento das academias como locais de ensino de arte e passaram a ser organizadores de exposições de trabalhos. Essas academias foram essenciais para a sobrevivência do movimento nas obras. Nomes se destacam perante o movimento, um deles é o pintor Jacques-Louis David. O artista é considerado um dos principais pintores da época, pois era bastante prestigiado pelo governo depois da Revolução Francesa e até realizou trabalhos como desenho de trajes e cenários para eventos oficiais. Outro nome que merece ser destacado é de Jean- Auguste Dominique Ingres. O artista foi um dos alunos de David, conhecido em seu tempo por discussões públicas com Delacroix, onde defendia o Neoclassicismo.
  • 13. Grupo: Carlos Domingos Vieira Neto - N°6 Julia Nascimento - N°11 Linyker - N°14 Natan - N°27