Estilo Vitoriano
Lívia Priscilla
Jornalismo
Sobre o estilo:
• Os vitorianos procuravam um modelo que
expressasse sua época, mas a incerteza
estética levava a inúmeras abordagens do
design e a filosofias frequentemente
contraditórias combinadas em estilos
aleatórios.
Folha de rosto para
The Pencil of Nature
(O lápis da natureza),
1844.
Surgimento:
• O estilo vitoriano surgiu durante o reinado da
Rainha Vitória (1819-1901), no Reino Unido da
Grã-Bretanha e Irlanda. O reinado dela se iniciou
em 1837 e se estendeu por dois terços do século
XIX.
• O movimento se manifestou principalmente na
arquitetura, na ornamentação, no mobiliário, no
vestuário e nos tipos e inscrições.
Contexto histórico:
• A Inglaterra firmou sua posição de principal potência
mundial. Fase de apogeu britânico, caracterizada por uma
política marcadamente burguesa e impulsionadora do
liberalismo.
• O poderio britânico contava com o rápido crescimento
industrial (Revolução Industrial), uma poderosa Marinha
mercante e um Estado solidamente estruturado. Desde a
derrota de Napoleão Bonaparte em 1815, não havia
nenhum rival suficientemente forte para ameaçá-la.
Vigorava a chamada “Pax Britannica”.
• A era vitoriana foi um tempo de fortes convicções morais e
religiosas, convenções sociais e otimismo. Lema popular:
“Deus está no céu, tudo certo com o mundo.”
Principais representantes
• A. W. N. Pugin (1812-1852): predileção pelo
gótico. Projetou os detalhes ornamentais das
Câmaras do Parlamento Britânico.
• Owen Jones (1809-1874): sua principal
influência se deu graças a seu livro
amplamente estudado de grandes lâminas
coloridas “The Grammar of Ornament”, de
1856, que se tornou a “bíblia” do ornamento
do século XIX.
Sir Charles Barry com A. W. N. Pugin, A Câmara dos Lordes nas Casas do Parlamento Britânico,
construída em 1840-1867.
The Grammar of
Ornament, 1856.
Owen Jones.
The Grammar of
Ornament, 1856.
Owen Jones. O
uso do tipo estilo
moderno com
iniciais decoradas
é típico do antigo
design de livros
da era vitoriana.
The Grammar of
Ornament, 1856.
Owen Jones. “Persian
Ornament no. 4”:
From a Persian
manufacturer's
pattern book,
Marlborough House.
Características:
• A atenção aos detalhes diminutos e à decoração intrincada
marcou a arquitetura, o mobiliário, o vestuário e os estilos
artísticos do período.
• Com o design de tipos, o resultado não foi promissor.
Frequentemente, levou a tipos filigranados e embelezados
de tal forma que eram quase impossíveis de serem lidos.
Muitos tipos vitorianos mostram encaracolados
entrelaçados com temas naturais cobertos de folhas, que
não eram vistos desde a Idade Média.
• O meio de produção para profusão de impressões coloridas
era a cromolitografia, inovação da Revolução Industrial.
Características:
• O amor vitoriano pela complexidade exagerada
expressava-se no madeirame ostentoso aplicado à
arquitetura doméstica, nos adornos extravagantes em
produtos fabricados, de prataria a grandes mobílias, e
nas molduras e letras elaboradas no design gráfico.
• As artes gráficas da era vitoriana não eram o resultado
de uma filosofia do design ou de convicções artísticas,
mas das atitudes e sensibilidades dominantes no
período. Muitas de suas convenções ainda podiam ser
encontradas durante as primeiras décadas do século
XX, particularmente na promoção comercial.
Características:
• O design gráfico da era vitoriana capturou e
transmitiu os valores dessa época.
• Sentimentalismo, nostalgia e um cânone de
beleza idealizada eram veiculados por imagens
impressas de crianças, donzelas, cachorrinhos e
flores. Valores tradicionais de lar, religião e
patriotismo eram simbolizados com
sentimentalismo e devoção. Essa época causou
uma atitude social mais amável para com as
crianças, parcialmente manifestada pela ampla
publicação de livros infantis.
Kate Greenway, página
de Under the window,
1879. Omitindo o
fundo, ela simplifica
seus desenhos de
página e se concentra
nas figuras. Rompe com
a tendência assimétrica
da época. Seus
desenhos influenciaram
a moda infantil.
The Art Album: Sixteen
Facsimilies of Water-
colour Drawings.
Engraved and Printed by
Edmund Evans. London:
W. Kent and Co., 1861.
Krebs Lithographing
Company, cartaz para a
Cincinnati Industrial
Exposition, 1883.
Transmite um eufórico
otimismo em relação ao
progresso industrial.
Ilustração da Família
Real decorando sua
árvore de Natal foi
publicada na Illustrated
London News, 1848.
Rainha Vitória (1819-1901).
Moda na era vitoriana.
Moda na era vitoriana na fase do luto .
Releitura do
estilo vitoriano
na moda atual.
Ambiente vitoriano.
Móveis
inspirados na era
vitoriana.
Releitura do
estilo e riqueza
de detalhes.
Releitura do estilo vitoriano: Hotel Queensberry Place South Kensington, Londres.
Releitura do estilo:
Casas inspiradas no
estilo vitoriano. São
Francisco, EUA.
Big Ben (Clock Tower), de 1858 ornamentado no estilo gótico vitoriano por Barry e Pugin.
Referências Bibliográficas
• MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico.
São Paulo: Cosac Naify, 2009.
• VICENTINO, Claudio. História geral. 9ª edição.
São Paulo: Scipione, 2002.

Estilo Vitoriano

  • 1.
  • 2.
    Sobre o estilo: •Os vitorianos procuravam um modelo que expressasse sua época, mas a incerteza estética levava a inúmeras abordagens do design e a filosofias frequentemente contraditórias combinadas em estilos aleatórios.
  • 3.
    Folha de rostopara The Pencil of Nature (O lápis da natureza), 1844.
  • 4.
    Surgimento: • O estilovitoriano surgiu durante o reinado da Rainha Vitória (1819-1901), no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. O reinado dela se iniciou em 1837 e se estendeu por dois terços do século XIX. • O movimento se manifestou principalmente na arquitetura, na ornamentação, no mobiliário, no vestuário e nos tipos e inscrições.
  • 5.
    Contexto histórico: • AInglaterra firmou sua posição de principal potência mundial. Fase de apogeu britânico, caracterizada por uma política marcadamente burguesa e impulsionadora do liberalismo. • O poderio britânico contava com o rápido crescimento industrial (Revolução Industrial), uma poderosa Marinha mercante e um Estado solidamente estruturado. Desde a derrota de Napoleão Bonaparte em 1815, não havia nenhum rival suficientemente forte para ameaçá-la. Vigorava a chamada “Pax Britannica”. • A era vitoriana foi um tempo de fortes convicções morais e religiosas, convenções sociais e otimismo. Lema popular: “Deus está no céu, tudo certo com o mundo.”
  • 6.
    Principais representantes • A.W. N. Pugin (1812-1852): predileção pelo gótico. Projetou os detalhes ornamentais das Câmaras do Parlamento Britânico. • Owen Jones (1809-1874): sua principal influência se deu graças a seu livro amplamente estudado de grandes lâminas coloridas “The Grammar of Ornament”, de 1856, que se tornou a “bíblia” do ornamento do século XIX.
  • 7.
    Sir Charles Barrycom A. W. N. Pugin, A Câmara dos Lordes nas Casas do Parlamento Britânico, construída em 1840-1867.
  • 8.
    The Grammar of Ornament,1856. Owen Jones.
  • 9.
    The Grammar of Ornament,1856. Owen Jones. O uso do tipo estilo moderno com iniciais decoradas é típico do antigo design de livros da era vitoriana.
  • 10.
    The Grammar of Ornament,1856. Owen Jones. “Persian Ornament no. 4”: From a Persian manufacturer's pattern book, Marlborough House.
  • 11.
    Características: • A atençãoaos detalhes diminutos e à decoração intrincada marcou a arquitetura, o mobiliário, o vestuário e os estilos artísticos do período. • Com o design de tipos, o resultado não foi promissor. Frequentemente, levou a tipos filigranados e embelezados de tal forma que eram quase impossíveis de serem lidos. Muitos tipos vitorianos mostram encaracolados entrelaçados com temas naturais cobertos de folhas, que não eram vistos desde a Idade Média. • O meio de produção para profusão de impressões coloridas era a cromolitografia, inovação da Revolução Industrial.
  • 12.
    Características: • O amorvitoriano pela complexidade exagerada expressava-se no madeirame ostentoso aplicado à arquitetura doméstica, nos adornos extravagantes em produtos fabricados, de prataria a grandes mobílias, e nas molduras e letras elaboradas no design gráfico. • As artes gráficas da era vitoriana não eram o resultado de uma filosofia do design ou de convicções artísticas, mas das atitudes e sensibilidades dominantes no período. Muitas de suas convenções ainda podiam ser encontradas durante as primeiras décadas do século XX, particularmente na promoção comercial.
  • 13.
    Características: • O designgráfico da era vitoriana capturou e transmitiu os valores dessa época. • Sentimentalismo, nostalgia e um cânone de beleza idealizada eram veiculados por imagens impressas de crianças, donzelas, cachorrinhos e flores. Valores tradicionais de lar, religião e patriotismo eram simbolizados com sentimentalismo e devoção. Essa época causou uma atitude social mais amável para com as crianças, parcialmente manifestada pela ampla publicação de livros infantis.
  • 14.
    Kate Greenway, página deUnder the window, 1879. Omitindo o fundo, ela simplifica seus desenhos de página e se concentra nas figuras. Rompe com a tendência assimétrica da época. Seus desenhos influenciaram a moda infantil.
  • 15.
    The Art Album:Sixteen Facsimilies of Water- colour Drawings. Engraved and Printed by Edmund Evans. London: W. Kent and Co., 1861.
  • 16.
    Krebs Lithographing Company, cartazpara a Cincinnati Industrial Exposition, 1883. Transmite um eufórico otimismo em relação ao progresso industrial.
  • 17.
    Ilustração da Família Realdecorando sua árvore de Natal foi publicada na Illustrated London News, 1848.
  • 18.
  • 19.
    Moda na eravitoriana.
  • 20.
    Moda na eravitoriana na fase do luto .
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    Móveis inspirados na era vitoriana. Releiturado estilo e riqueza de detalhes.
  • 24.
    Releitura do estilovitoriano: Hotel Queensberry Place South Kensington, Londres.
  • 25.
    Releitura do estilo: Casasinspiradas no estilo vitoriano. São Francisco, EUA.
  • 26.
    Big Ben (ClockTower), de 1858 ornamentado no estilo gótico vitoriano por Barry e Pugin.
  • 27.
    Referências Bibliográficas • MEGGS,Philip B. História do Design Gráfico. São Paulo: Cosac Naify, 2009. • VICENTINO, Claudio. História geral. 9ª edição. São Paulo: Scipione, 2002.