1) Dor abdominal aguda súbita em paciente que procurou emergência;
2) Atraso no diagnóstico e tratamento pode afetar o prognóstico;
3) Principais causas de dor abdominal aguda incluem etiologia desconhecida, gastroenterites e apendicite.
Condição mórbida súbita,manifestada por dor abdominal aguda; Tomada de decisão rápida quanto causa e terapêutica; Atraso no diagnóstico e tratamento afeta de diversas formas o prognóstico do paciente.
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Indicação cirúrgica variaentre 15-30% das pessoas que procuram o emergência Idosos e recém-natos = 10%; Causas: Etiologia desconhecida – 41,3%; Gastroenterites – 6,9%; DIP – 6,7%; ITU + litíase renal – >9%; Apendicite + colecistite – 7%.
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Dor visceral:Fibras aferentes tipo C; Localizadas nas paredes de vísceras ocas e na cápsula de órgãos sólidos; Devido a distensão, inflamação, isquemia ou envolvimento direto; Dor de início insidioso, contínua, difusa, não agravada por movimento, mais intensa na linha média; Associada com distensão abdominal, náuseas, vômitos. Ex: dor no periumbilical no início da apendicite aguda.
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Dor parietal: Fibrasdo tipo C e delta A; Devido a inflamação ao peritônio parietal (pus, urina, fezes, secreções GI); Dor de início mais agudo, mais intensa e mais localizada, agravada por movimento ou aumento da pressão abdominal; Responsável pela dor à palpação, contratura e dor à descompressão; Ex: dor em FID por inflamação do peritônio parietal adjacente ao apêndice inflamado.
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Anamnese: QP –em aspas, até 3 queixas, principal queixa; HDA: Caráter (cólica, queimação, pontada); Localização (apontar); Irradiação; Intensidade (0-10); Início (quando, como, gradativo ou súbito); Duração; Periodicidade (intermitente ou constante, manhã ou noite); Fatores desencadeantes, agravantes ou de alívio; Sintomas associados. HPPP/HS/HF: Ciclo menstrual, medicamentos (AINEs, ACHO, corticóides), defecação, urina, drogas ilícitas, etilismo.
Febre, vômitos, taquisfigmia,desidratação, palidez cutâneo-mucosa; Dor à palpação superficial e profunda; Resistência abdominal a palpação voluntária e involuntária; Descompressão brusca dolorosa; Diminuição dos ruídos hidroaéreos; Ex: colecistite, apendicite, pancreatite, DIP, diverticulite, pielonefrite.
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Dor em cólica;Distensão abdominal; Peristaltismo visível (ocasional); Desconforto à palpação; RHA aumentados em número e com alteração do timbre(metálico); Hipertimpanismo à percussão; Raio-X: distensão de alças com níveis hidroaéreos; Ex: obstrução de delgado (neoplasia, volvo, brida), cólica biliar ou renal
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Dor à palpaçãosuperficial e profunda de todo o abdome; Resistência abdominal involuntária (abdome “em tábua”); RHA diminuídos ou ausentes; Percussão dolorosa em todo o abdome com desaparecimento da macicez hepática (Sinal de Jobert); Raio-X: pneumoperitônio; Ex: úlcera perfurada, apendicite perfurada, perfuração de delgado ou grosso.
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Palidez cutâneo-mucosa intensa;Pulso fino e rápido; Hipotensão arterial grave; Sudorese fria e rebaixamento do nível de consciência; Dor abdominal súbita; Difusa à palpação superficial e profunda de fraca intensidade; RHA diminuídos; US: líquido livre em cavidade; Ex: dissecção de aorta abdominal, aneurisma roto de AA, úlcera péptica sangrante, hemorragia retroperitoneal.
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Pulso fino, rápidoe arrítmico; Taquicardia e taquipnéia; Cianose de extremidades; D or à palpação superficial e profunda; Descompressão brusca dolorosa nem sempre presente; Distensão abdominal; RHS ausentes ou diminuídos; Toque retal com saída de líquido necrótico; Ex: trombose mesentérica, infarto esplênico, vasculites, IAM.
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Etiologia: Mecânica –Cálculos Biliares, 90 a 95%; Irritação química – Acalculosa, 5%; Infecciosa – Associada. Quadro: Dor em hipocôndrio D ou em epigastro, podendo irradiar para região escapular D; Dor constante e com início gradual; Sinal de Murphy positivo; Associada a anorexia, náuseas, vômitos e febre; Icterícia em 10% dos casos e vesícula palpável em 1/3; US: Espessamento parede da vesícula >4mm; Líquido livre perivesicular; Sinal de Murphy em US positivo.
Notas do Editor
#5 Difusa: fibras não-mielinizadas e entram na medula em vários níveis; Linha média: órgãos inervados por ramos de ambos os lados da medula espinhal; Associação: diminuição progressiva da motilidade intestinal.
#7 Aumento da pressão abdominal: manobra de Valsalva; Dor localizada: nervo mielinizado com penetração em nível específico da medula espinhal.