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TEMA 1:
TEMA 2:
TEMA 3:
TEMA 4:
TEMA 5:
TEMA 6:
TEMA 7:
TEMA 8:
TEMA 9:
A EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADO
PRODUTIVIDADE
GABINETE TÉCNICO
ESTUDO DO TRABALHO
ESTUDO DE IMPLANTAÇÕES
SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
EQUILIBRAGEM DA PRODUÇÃO
GESTÃO E CONTROLO DA PRODUÇÃO
CUSTO MINUTO
P.003
P.015
P.029
P.059
P.087
P.103
P.125
P.151
P.183
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OBJECTIVOS
1. Conhecer o conceito de empresa como um sistema integrado.
2. Compreender a importância da comunicação entre os vários sectores para o sucesso
da organização.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1.1 A organização 004
1.2 A empresa como um sistema integrado 006
1.3 A gestão da produção e a estratégia da empresa 008
1.4 Organização e flexibilidade 009
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1.1 A ORGANIZAÇÃO
Durante séculos a produção foi efectuada por artesãos isolados ou agrupados em
corporações, mas recentemente as imposições criadas à concepção, produção,
distribuição e utilização dos bens conduziram ao desenvolvimento da obra colectiva.
Surgiu então a necessidade da reunião e organização de meios e pessoas para a
realização das actividades.
Actualmente são raros os casos em que a produção é efectuada por um só indivíduo,
trabalhando isoladamente e tornou-se quase geral a associação dos esforços pelo
trabalho em grupo, especialização das tarefas e a divisão do trabalho. Esta evolução
trouxe a necessidade de organizar e gerir os meios e pessoas, para que trabalhem
coordenadamente, de forma a atingirem o objectivo final: fornecer o produto ou serviço
pretendido pelo cliente.
Blau e Scott (1963) referiam que: “As organizações caracterizam-se por serem
estabelecidas na intenção explícita de atingir certos objectivos, tendo simultaneamente:
1. Regras concebidas para prever e modelar os comportamentos no sentido desses
objectivos.
2. Uma estrutura formal de estatutos com canais de comunicação e de linhas
hierárquicas claramente definidas”.
Segundo Etzioni (1972) “As organizações caracterizam-se por:
1. Divisões de trabalho, poder e responsabilidades de comunicação, que não são
casuais ou estabelecidas pela tradição mas planeadas intencionalmente a fim de
intensificar a realização de objectivos específicos;
2. A presença de um ou mais centros de poder que controlam os esforços combinados
da organização e os dirigem para os seus objectivos; esses centros de poder devem
reexaminar continuamente a realização da organização e, quando necessário,
reordenar a sua estrutura a fim de aumentar a sua eficiência;
3. Substituição do pessoal, isto é, as pessoas pouco satisfatórias podem ser demitidas
e designadas outras pessoas para as suas tarefas. A organização pode também
recombinar o seu pessoal, através de transferências e promoções”.
Podemos verificar que apesar destas definições de organização serem diferentes, ambas
de algum modo referem a hierarquização de poder, o estabelecimento e cumprimento
de objectivos e a interligação entre funções. Assim, para melhor compreender o
funcionamento de uma organização torna-se necessário conhecer:
- Os seus componentes;
- As funções de cada componente;
- O inter-relacionamento entre cada função.
O conhecimento dos componentes de uma organização bem como das suas funções é
necessário para que se efectue uma melhor divisão das tarefas e sejam atribuídas
responsabilidades.
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O inter-relacionamento entre funções deve ser definido e optimizado para que a
organização caminhe sempre em direcção aos seus objectivos.
A hierarquia é a classificação ordinal que estabelece a importância relativa dos
elementos da organização, bem como os respectivos níveis de autoridade.
Esta classificação é normalmente representada num esquema descritivo designado por
organograma (ou organigrama) que exemplifica a estrutura da empresa e as ligações
entre os diferentes serviços.
Numa empresa tradicional o tipo de hierarquia mais comum é do tipo de pirâmide, que é
demonstrativa de uma estrutura caracterizada por vários níveis de autoridade e
responsabilidade. No topo da hierarquia, encontra-se a presidência da administração,
nos níveis intermédios da pirâmide, os responsáveis de departamentos/secções e na
base os operários.
A evolução levou à necessidade de organizar e gerir os meios e pessoas, para que
trabalhem coordenadamente, de forma a atingirem o objectivo final: fornecer o
produto ou serviço pretendido pelo cliente.
Um organograma (ou organigrama) é um esquema descritivo que exemplifica a
estrutura da empresa e as ligações entre os diferentes serviços.
Figura 1 - Organigrama tipo pirâmide
Responsável Departamento A
DIRECÇÃO GERAL
ADMINISTRAÇÃO
Responsável Departamento CResponsável Departamento B
Operário A1
Operário A2
Operário B1
Operário B2
Operário C1
Operário C2
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1.2 A EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADO
Uma empresa industrial é, então, uma unidade onde se desenvolvem continuamente
diferentes actividades com um objectivo pré-estabelecido, e sempre apontando
para a obtenção de lucros.
Uma empresa é um sistema complexo, onde as actividades são executadas segundo
um comando que o faz caminhar de determinada forma e em determinado sentido, este
comando é a Gestão. Nas empresas nada acontece espontaneamente, gerir é “fazer
acontecer” e quanto mais complexo é o sistema mais necessário se torna fazer com que
“aconteça”, pois não acontecer nada é morrer, e a empresa é uma célula viva.
Gerir pressupõe decidir e decidir pressupõe estudar, planificar e posteriormente
controlar.
Os acontecimentos são o próprio movimento das empresas, movimento que se verifica
por etapas devidamente demarcadas por objectivos. Neste movimento, as empresas
modificam-se ou desenvolvem-se, adaptando-se aos objectivos que vão sendo
estabelecidos.
As actividades no interior da empresa têm natureza diversificada, mas ao mesmo tempo
são complementares para o alcance dos objectivos.Todas estas actividades trabalhando
interligadas, constituem a empresa como um sistema integrado.
A tabela I e a figura 2 mostram um exemplo de alguns sistemas constituintes da empresa
como sistema integrado.
Sistemas Subsistemas
Gestão comercial - Marketing;
- Vendas…
Gestão da produção - Fluxos produtivos;
- Métodos, tempos e implantações;
- Planeamento e controlo da produção;
- Gestão dos aprovisionamentos;
- Gestão da manutenção;
- Garantia e controlo de qualidade…
Gestão de recursos humanos - Recrutamento e selecção;
- Formação e desenvolvimento;
- Administração das remunerações;
- Estrutura administrativa;
- Cadastro dos recursos humanos…
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As actividades no interior da empresa têm natureza diversificada, mas ao mesmo
tempo são complementares para o alcance dos objectivos.
Diz-se que a empresa é um sistema integrado, porque todas as actividades
trabalham de forma interligada e direccionada para o alcance dos objectivos.
Figura 2 – Empresa como sistema integrado
Clientes
Requisitos
Administração / Gestão
Gestão da Produção
Gestão de Recursos
Humanos
Gestão Financeira
Gestão da Qualidade
Gestão Comercial
Clientes
Satisfação
Lucros
Realização do
Produto
Tabela I - Sistemas constituintes da empresa
Gestão da qualidade - Articulação da informação pelas diferentes áreas
de actividade;
- Análise e sintetização da informação, de acordo
com a política e os objectivos;
- Melhoria contínua…
Administração / Gestão - Estabelecimento de políticas;
- Estabelecimento de objectivos;
- Estabelecimento de indicadores;
- Supervisionamento de todos os sistemas…
Gestão financeira - Contabilidade;
- Controlo de gestão;
- Planeamento e gestão financeira;
- Património…
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1.3 A GESTÃO DA PRODUÇÃO E A ESTRATÉGIA DA EMPRESA
A organização interna de uma empresa deve ser de modo a que esta possa dar a
melhor resposta, a mais rápida e mais barata, para corresponder às solicitações
do mercado.
A Indústria doVestuário tem vindo a sofrer uma grande evolução ao nível do equipamento,
técnicas de produção e especialmente ao nível da organização e novas filosofias de
trabalho.
Principais causas dessas alterações:
- Saturação do mercado;
- Grande competição;
- Desvantagem competitiva, devido às grandes diferenças de preços entre os países
desenvolvidos e os de mão-de-obra barata;
- Preferência dos comerciantes relativamente aos mercados internacionais, preterindo
a indústria doméstica;
- Maior peso nas oportunidades de venda de factores como a moda, o desejo de
variedade e melhor serviço.
Características da nova situação:
- Pequenas encomendas;
- Grande variedade de modelos;
- Prazos de entrega curtos;
- Elevados requisitos de qualidade;
- Necessidade de actualização contínua de modelos e materiais utilizados;
- Forte capacidade comercial.
As novas exigências do mercado têm vindo a pôr em causa a organização de toda
a empresa, inclusive da gestão da produção. Esta última deve ser sempre entendida
de um modo articulado com a estratégia da empresa.
Uma vez alterada a estratégia da empresa, todos os sectores que a constituem sofrem
alterações de modo a que no conjunto a empresa consiga dar a resposta desejada.
Grande parte das empresas de vestuário encontram-se na situação de mudança radical
de estratégias.
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As empresas têm de passar de uma fabricação de:
- Grandes quantidades;
- Prazos de entrega relativamente longos;
- Qualidade não muito exigente;
- Design pouco apurado;
- Ciclo de vida do produto longo;
Para uma fabricação que se caracteriza por:
- Pequenas séries;
- Design e qualidade exigentes;
- Grande variedade de modelos e materiais;
- Prazos de entrega curtos.
1.4 ORGANIZAÇÃO E FLEXIBILIDADE
O futuro das empresas depende, em grande parte, da capacidade de se organizarem
internamente, e do grau de flexibilidade que conseguirem apresentar.
Sem estas características os resultados só podem ser os seguintes:
- Prazos e stocks elevados;
- Acessórios em falta;
- Fabricação por lotes;
- Estrangulamentos;
- Fluxos produtivos longos;
- Avarias;
- Variações na qualidade do produto.
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- A revisão dos fluxos produtivos das fábricas traz ganhos substanciais de
produtividade, permite encadear mais facilmente as operações de produção e traduz-
se por uma forte diminuição dos prazos.
- Um programa de redução dos tempos de mudança de ferramentas permite eliminar
as restrições da fabricação por lotes, reduzir os níveis de stocks e conferir um aumento
de flexibilidade ao processo produtivo.
- A melhoria de fiabilidade das máquinas resulta sempre num aumento da capacidade
de produção e na diminuição da necessidade de stocks de segurança.
- O controlo de qualidade evita custos suplementares, desperdícios, improdutividade
e, simultaneamente, a insatisfação dos clientes.
- A melhoria do serviço por parte dos fornecedores tem um impacto importante na
qualidade, na produtividade e no nível dos stocks de matéria-prima e acessórios.
OS STOCKS ELEVADOS
OS INCIDENTES IMPONDERÁVEIS
traduzem-se normalmente em obstrução das áreas de
produção, em desordem, em falta de espaço, em desorganização e em dificuldade de
gerir e localizar milhares de artigos dispersos pelafábrica.
, tais como acessórios em falta, estrangulamentos,
atrasos, avarias e defeitos - nunca podem ser levados em linha de conta quando se
procede ao planeamento da produção, daqui resultando erros, atrasos e mais artigos
em falta.
Se todas estas insuficiências atingem as empresas, convirá referir que as mesmas,
não decorrendo de qualquer atraso tecnológico, constituem um obstáculo à sua
competitividade, à sua capacidade de reagir rapidamente a novos desafios, novos
clientes e novas exigências.
Existem poucas hipóteses de se encurtarem etapas. Os investimentos em novas
tecnologias de produção não eliminarão, de um momento para o outro, anos
sucessivos de falta de organização e rigor, de insuficiente manutenção das máquinas,
de qualidade deficiente ede formação insuficiente dopessoal.
Será preferível partir para a resolução, em primeiro lugar, das insuficiências actuais das
fábricas, começando por simplificar a organização e optimizar o seufuncionamento.
AMELHORIA DA EFICÁCIAINDUSTRIALÉ UMPROCESSOCONTÍNUO.
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É a conjugação destas acções que produz os melhores resultados. O seu efeito
acumulado traduz-se por uma melhor organização, um acréscimo de flexibilidade
e de capacidade de resposta, uma forte redução dos stocks e dos prazos, uma
melhor produtividade e uma sensível redução dos custos.
A modernização poderá então ser encarada no quadro de um processo industrial
optimizado e bem controlado e de um ambiente social preparado para as mudanças
tecnológicas.
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AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Numa empresa organizada sob a forma de pirâmide:
C1
C2
C3
C4
A administração está na base da pirâmide.
Os responsáveis dos departamentos estão nos níveis intermédios
da pirâmide.
Estão definidos vários níveis de autoridade.
Os operadores estão no topo da pirâmide.
TOTAL
A1
A2
A3
A4
TOTAL
Qual é o objectivo de organizar?
Dividir tarefas.
Repetir as mesmas tarefas por diferentes pessoas.
Desresponsabilizar.
Atribuir responsabilidades.
B1
B2
B3
B4
TOTAL
Numa empresa:
Apenas há um tipo de actividade.
As actividades têm como objectivo final obter lucros.
As várias actividades são independentes e não se relacionam.
Sistema integrado significa interligação entre vários departamentos.
D1
D2
D3
D4
TOTAL
Gerir é:
Receber os lucros.
Dar ordens.
Estudar, planificar e controlar.
Decidir.
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
A1
A2
A3
A4
TOTAL
Qual é o objectivo de organizar?
Dividir tarefas.
Repetir as mesmas tarefas por diferentes pessoas.
Desresponsabilizar.
Atribuir responsabilidades.
B1
B2
B3
B4
TOTAL
Numa empresa:
Apenas há um tipo de actividade.
As actividades têm como objectivo final obter lucros.
As várias actividades são independentes e não se relacionam.
Sistema integrado significa interligação entre vários departamentos.
Numa empresa organizada sob a forma de pirâmide:
C1
C2
C3
C4
A administração está na base da pirâmide.
Os responsáveis dos departamentos estão nos níveis intermédios
da pirâmide.
Estão definidos vários níveis de autoridade.
Os operadores estão no topo da pirâmide.
TOTAL
D1
D2
D3
D4
TOTAL
Gerir é:
Receber os lucros.
Dar ordens.
Estudar, planificar e controlar.
Decidir.
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A EMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO
BIBLIOGRAFIA
[1] CAMARINHA MATOS, Worid - “Congress on intelligent manufacturing processes and
systems”. Hungary, 1997.
[2] GOLDMAN, S. L.; NAGEL, R. N., PREISS, K. - “Agile competitors and virtual
organizations: strategies for enriching the customer”. NY: Van Nostrand Reihnold, 1995.
[3] HEIZER, J.; RENDER, B. - “Production and operations management: strategies and
tactics”. Allyn and Bacon, 1988.
[4] HITOMI, K. - “Manufacturing systems engineering”. Taylor & Francis, 1979.
[5] MINTZBERG, H. - “The structuring of organizations”. Prentice Hall, 1979.
[6] PUTNIK, G.; SILVA, S. C.- “OPIM”, Basys’95. Samuelson and Nordhaus “Economia”.
McGraw-Hill,1995.
[7] SILVA, S.C.;ALVES, A.C.- Diferentes perspectivas de sistemas de produção orientados
ao produto.1° Encontro Nacional de Engenharia e Gestão Industrial. Lisboa, Junho 1997.
[9] SANTOS, Gilda - "Organização da produção em confecção". V.N.Famalicão: CITEVE,
2000.
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OBJECTIVOS
1. Conhecer o conceito de produtividade.
2.Compreender a necessidade de melhoria da produtividade como forma de manutenção
da competitividade das empresas.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
2.1 Conceitos e definições de produtividade 016
2.2 Factores de melhoria da produtividade 018
2.2.1 Factores internos 019
2.2.2 Factores externos 020
2.3 Análise da produtividade 021
2.4 Aplicação de uma técnica de medição da produtividade 023
2.5 Exemplo prático 024
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PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE
2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE PRODUTIVIDADE
Segundo a definição mais geral, produtividade é
a relação entre a produção obtida por um sistema
de fabrico e os recursos utilizados para a obter.
A Produtividade define-se então como o uso
eficiente dos recursos - trabalho, capital,
localização, materiais, energia e informação - na
produção dos diversos bens e serviços.
Uma produtividade maior significa também a
obtenção de uma maior produção, em quantidade e qualidade, com os mesmos recursos.
Produtividade é, portanto, a quantidade de produto obtida por cada unidade de produção
usada.
A produção pode ser medida em diversas unidades, assim como os recursos utilizados.
Embora, unidades como o número de unidades de produto, unidades de peso e de
capacidade, entre outras, possam ser usadas para a medição da quantidade de produto,
a unidade monetária é muito vulgarmente utilizada para os produtos.
Os recursos de produção, por sua vez, apresentam frequentemente unidades diferentes.
Tal é o caso, por exemplo quando se pretende determinar a produtividade de alguns
factores de produção. Por exemplo a produtividade do trabalho pode ser expressa em
valor acrescentado por empregado.
Entenda-se por valor acrescentado a diferença entre o valor da produção final, ou valor
correspondente das vendas, e o valor das matérias-primas e da parcela de todos os
outros factores de produção necessários à obtenção dessa produção. Por vezes uma
visão restrita de valor acrescentado, nomeadamente aquela que considera como valor
dos factores de produção apenas o valor das matérias-primas, é utilizada para calcular
a produtividade.
Esta produtividade é um bom indicativo da eficiência, competitividade e domínio de uma
empresa, sendo no entanto susceptível de várias interpretações. Assim, por exemplo,
um valor alto desta produtividade pode indicar domínio tecnológico e de conhecimento,
dando à empresa uma boa competitividade. Diz-se que a empresa trabalha numa área
de grande valor acrescentado, o que normalmente acontece em produtos inovadores e,
ou tecnicamente avançados. Em qualquer caso esta produtividade é um indicativo
importante de progresso industrial.
Ainda que o valor das vendas possa também ser usado para avaliação da produtividade,
a sua utilização tende a ser menos esclarecedora do que o valor acrescentado. De facto,
podemos verificar que, mesmo que o rácio valor de vendas por empregado possa ser
Quantidade Produzida
Recursos Utilizados
Produtividade =
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aparentemente bom, a produtividade dos factores de produção é nula se nenhum valor
for acrescentado ao valor das matérias-primas.
Pode citar-se ainda a impossibilidade de saber qual a produtividade de um dado grupo
de empresas, constituindo a cadeia logística de um dado produto, uma vez, que com tal
rácio para medir produtividade, o mesmo valor de produtos e matérias-primas é
contabilizado tantas vezes quantas as empresas na cadeia logística. É por razões deste
tipo que o valor acrescentado é melhor para a determinação de produtividade.
Assim a produtividade do equipamento, por exemplo, pode ser expressa pelo valor
acrescentado por hora-máquina disponível.
A produtividade de alguns factores de produção, como a da informação de produção é
difícil de avaliar, podendo haver abordagens mais ou menos complexas para o efeito.
Podemos também referir a produtividade física em que as saídas do processo de produção
são medidas em unidades de produto ou de alguma medida física de produto e a
produtividade económica em que as saídas são geralmente medidas em unidades
monetárias.
PRODUTIVIDADE É O MÁXIMO DA PRODUÇÃO QUE A QUALIDADE PERMITE!...
Também se pode definir produtividade como a relação entre os resultados obtidos e o
tempo gasto para consegui-los. O tempo é um óptimo denominador uma vez que por se
tratar de uma medida universal está fora do controlo humano.
Quanto menor o tempo gasto para conseguir o resultado desejado, maior
é a Produtividade alcançada.
Independentemente do tipo de sistema, seja de produção, seja político ou económico, a
definição de produtividade continua a ser a mesma. No entanto ainda que a produtividade
possa ter significados diferentes para diferentes pessoas, o conceito básico é sempre a
relação entre a quantidade de bens ou serviços produzidos com qualidade e a quantidade
de recursos utilizados para os produzir.
Às vezes a produtividade é considerada como um uso mais intensivo dos recursos,
Lembre-se
Produtividade Maior Quantidade
Qualidade
não é somente .
É preciso avaliar a do serviço.
Quantidade Produzida
Tempo Gasto
Produtividade =
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PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE
como a mão-de-obra e as máquinas, que
deveria indicar o rendimento ou a eficiência
do trabalho.
A intensidade implica um excesso de esforço
e não necessariamente um aumento de
produtividade, enquanto que a produtividade
da mão-de-obra reflecte de maneira objectiva
os resultados do trabalho. A essência da
melhoria da produtividade não se consegue
intensificando o trabalho, nem tornando o
trabalho mais duro, mas sim trabalhando de
forma mais inteligente. Um trabalho mais duro
resulta em aumentos mais reduzidos da
produtividade, devido às limitações físicas do
ser humano.
Produtividade é a relação entre a produção obtida por um sistema de fabrico e os
serviços e recursos utilizados para a obter.
Produtividade é a relação entre a quantidade de bens ou serviços produzidos com
qualidade e a quantidade de recursos utilizados para os produzir.
Quanto menor o tempo gasto para conseguir o resultado desejado, maior é a
Produtividade alcançada.
2.2 FACTORES DE MELHORIA DA PRODUTIVIDADE
A melhoria da produtividade não consiste
unicamente em fazer as coisas melhores, é
mais importante fazer bem as coisas
correctas.
Antes de examinarmos esta questão, é
necessário passar em revista os factores que
afectam a produtividade. Para isso é
conveniente fazer uma distinção entre os três
principais grupos de influência da
produtividade.
- O posto de trabalho;
- Os recursos;
- O meio ambiente.
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Existem duas categorias principais de factores de produtividade numa empresa:
- Externos (não controláveis);
- Internos (controláveis).
A figura 1 apresenta os factores influenciadores da produtividade.
2.2.1 FACTORES INTERNOS
Como alguns factores internos se modificam mais facilmente que outros, é necessário
dividi-los em dois grupos:
- Factores rígidos - de difícil modificação
- Factores flexíveis - de fácil modificação
FACTORES RÍGIDOS
Produto - A produtividade deste factor caracteriza-se pelo grau de satisfação que lhe é
associado face às exigências de produção. O seu “valor de uso” é o quanto o cliente está
disposto a pagar por um produto de qualidade determinada.
Figura 1 - Modelo integrado dos factores influenciadores da produtividade numa empresa
Produto
Instalações e
Equipamento
Tecnologia
Materiais e
Energia
Pessoas
Organização
e Sistemas
Métodos de
Trabalho
Tipo de
Gestão
Económicos
Demográficos
e Sociais
Mão-de-obra
Terreno
Matéria-prima
Energia
Mecanismos
Institucionais
Política e
Estratégia
Infra-estruturas
Empresas
Públicas
Factores
Rígidos
Factores
Flexíveis
Ajustes
Estruturais
Recursos
Naturais
Administração
Pública e
Infra-estruturas
Factores Internos
Factores de
Produtividade de
uma Empresa
Factores Externos
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PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE
Instalações e Equipamentos - São elementos centrais em qualquer programa de
melhoria da produtividade mediante:
- Uma boa manutenção das suas condições;
- O aumento da capacidade das instalações mediante a eliminação dos
estrangulamentos e a adopção de medidas correctivas;
- Redução dos tempos de paragem e um aumento do uso mais eficaz das máquinas
e instalações.
FACTORES FLEXÍVEIS
Organização e Sistemas - Os princípios de uma boa organização tem como objectivo
prever a especialização e divisão do trabalho bem como a sua divisão dentro da empresa.
Uma organização tem de ser dinâmica e estar sempre orientada para os seus objectivos
e periodicamente deve ser alvo de análise, redefinição e reorganização, para se adaptar
aos novos objectivos que vão sendo definidos. Uma das principais causas de baixa
produtividade em muitas organizações é a sua rigidez, pois não são capazes de se
adaptarem às mudanças do mercado. A falta de comunicação horizontal cria barreiras e
atrasa a adopção de decisões. Para minimizar os efeitos das mudanças deve-se criar
sistemas dinâmicos e flexíveis, mas por melhor desenhado que esteja nenhum sistema
é eficiente em todas as situações.
Métodos de Trabalho - A melhoria dos métodos de trabalho, principalmente quando a
disponibilidade de capital é baixa, nas economias em desenvolvimento e quando são
utilizados métodos de trabalho ultrapassados, é um dos factores com maior potencial
para a melhoria da produtividade. As técnicas relacionadas com os métodos de trabalho
têm como objectivo a optimização dos movimentos humanos tendo em conta os
instrumentos utilizados, a disposição do posto de trabalho, a manipulação dos materiais
e as máquinas utilizadas. Os métodos são melhorados com a análise dos métodos
utilizados, eliminando os movimentos desnecessários, apostando numa maior eficiência
e menor esforço.
Tipos de Gestão - Os aumentos ou melhorias da produtividade na organização estão
directamente ligados à vontade, ao empenho e ao bom senso por parte da gestão, visto
que é da sua responsabilidade o uso eficaz dos recursos da empresa.Não existe nenhum
tipo de gestão que se considere o perfeito. A eficiência da gestão depende de quando,
onde, como e a quem se atribui essa função. Os tipos e práticas da gestão influenciam
a estrutura organizacional, as políticas de pessoal, os postos de trabalho, o planeamento
e o controlo, as compras e os aprovisionamentos, os sistemas de produção e as técnicas
de controlo de custos.
2.2.2 FACTORES EXTERNOS
Entre os factores externos podem-se referir as políticas governamentais e os mecanismos
institucionais, como a situação política, económica e social, o clima político, a
disponibilidade de recursos financeiros, energia, água, meios de transporte, comunicações
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e matérias-primas.
A gestão da empresa tem de entender e tomar em consideração estes factores ao
planificar e executar os programas de melhoria da Produtividade, uma vez que tendo
presentes todos os laços sociais, políticos, económicos e organizacionais que existem
entre os consumidores, os trabalhadores, as direcções das empresas, as autoridades
públicas, os diferentes grupos de pressão e entre as instituições e a infra-estrutura
organizacional, é imprescindível examinarmos os principais factores macroeconómicos
relacionados com a produtividade, que ao seu modo aceleram ou bloqueiam os processos
de melhoria de uma empresa.
Para a melhoria da Produtividade é importante não só fazer as coisas melhores,
mas também fazer melhor as coisas correctas.
Os factores que afectam a produtividade são: o posto de trabalho; os recursos e o
meio ambiente.
O aumento da produtividade obtém-se através da flexibilização das organizações,
da melhoria dos métodos de trabalho, da manutenção das boas condições das
instalações e equipamentos, entre outras.
2.3 ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE
A análise da produtividade é importante para
a sua melhoria, sendo um instrumento muito
eficaz para a adopção de decisões a todos
os níveis económicos.
O êxito da medição e análise da produtividade
depende em grande parte da existência pelas
partes interessadas - directores,
trabalhadores, empregadores, sindicatos e
instituições públicas - de uma clara ideia da
importância da medição da produtividade
para a eficiência das organizações. A
produtividade mostra onde se hão-de procurar
possibilidades de melhoria e mostra também o resultado dos esforços efectuados a
favor da melhoria.
Nas empresas, a produtividade mede-se para contribuir para a análise da eficácia e da
eficiência. A sua medição pode estimular a melhoria, ou seja, o simples anúncio ou a
instalação de um sistema de medição pode melhorar a produtividade do trabalho em 5 a
10%, sem se efectuar outra qualquer mudança.
Os índices de produtividade ajudam, assim, no estabelecimento de metas realistas e
pontos de controlo para levar a cabo as actividades de diagnóstico durante o processo
22
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PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE
de desenvolvimento das organizações,
mostrando os “gargalos” e os “travões” do
rendimento.
Além do mais, sem um bom sistema de
medição não se pode melhorar as relações
de trabalho ou uma correspondência
adequada entre as políticas de produtividade,
os níveis salariais e a distribuição dos lucros.
Existem diferentes medidas da produtividade,
mas não existe nenhuma medida universal e
única, já que os diversos grupos perseguem
metas diferentes e portanto, empregam
conjuntos distintos de medição.
Os problemas mais comuns que os analistas de sistemas particulares de medição da
produtividade devem levar em consideração são os seguintes:
- Como combinar as diferentes informações;
- Como abordar as mudanças qualitativas das informações do produto no decorrer do
tempo;
- Como manter independentes entre si as medições das informações e do produto.
Um exemplo de medição incorrecta:
Seria o caso de um programa de formação
profissional, onde a medição da produtividade
obtida pela formação é exemplificada como
o número de pessoas formadas, e não como
seria correctamente, o número de formandos
que encontram uso ou melhoram o seu
rendimento com a formação obtida.
Algumas mudanças importantes ao longo do
tempo complicam a medição.
Entre estas mudanças vale a pena mencionar as seguintes:
- Mudanças nas instalações da fábrica, nas taxas salariais, nos custos dos materiais,
nos preços dos produtos;
- A compra de mais componentes fabricados;
- A aquisição de mais equipamento automatizado;
- O aumento das velocidades das máquinas, sem mão-de-obra adicional;
- O aumento da capacidade devido a inovação tecnológica.
Outra complicação surge devido a que as relações entre entradas e saídas da produção
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nem sempre são lineares, por esse motivo, é essencial que a produtividade seja medida
durante um largo período de tempo.
Outros erros frequentes são:
- Confundir os custos indirectos com os custos directos;
- Incluir custos de horas extraordinárias nos “inputs”;
- Ignorar custos indirectos de planeamento e controlo, investigação e desenvolvimento
dos produtos, custos de manutenção;
- Atribuição de custos mal concebidos.
Nas empresas, a Produtividade mede-se para contribuir para a análise da eficácia
e da eficiência.
Para se avaliar correctamente a Produtividade tem que se fazer a análise num
determinado espaço temporal, para os resultados serem fiáveis.
2.4 APLICAÇÃO DE UMA TÉCNICA DE MEDIÇÃO DA PRODUTIVIDADE
A aplicação de uma técnica de medição da produtividade processa-se nas seguintes
etapas:
- Tomar a decisão de medir a produtividade;
- Definir o sistema de metas da organização e o nível requerido de intervenção;
- Definir o período de medição;
- Escolher uma técnica de medição;
- Utilizar a técnica de medição.
Para escolher uma técnica de medição concreta deve-se ter em consideração diversas
variáveis:
- Propósitos e destinatários: Quem fará a medição e quem a utilizará;
- Grau de medição: Grau em que a organização considera a medição da produtividade
como um elemento crítico do seu esforço para manter a competitividade;
- Conhecimento / Compreensão da direcção dos sistemas de medição da produtividade;
- Centralização / Descentralização: Grau em que a medição é uma função
descentralizada / centralizada;
- Amadurecimento do sistema de controlo: Grau em que os sistemas de controlo da
medida fazem parte dos conhecimentos gerais da empresa;
- Tipo de gestão: as técnicas de medição devem complementar e ampliar o tipo actual
de gestão;
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- Variabilidade do Produto: Grau em que
as características do produto variam ao
longo do tempo;
- Tipo de Tecnologia: Campo de aplicação
da tecnologia de produção em que os
“inputs” e os produtos podem variar
consideravelmente ao longo do tempo;
- Tempo de Ciclo do Processo: Extensão
de tempo necessário para que se produza
uma unidade de produto;
- Grau de controlo: Medida em que a
gestão pode controlar os níveis de “inputs”;
- Recursos como Percentagem dos Custos:
Quantia dos custos correspondentes a
cada um dos recursos componentes como
proporção do custo total.
Para se escolher e aplicar uma determinada técnica de medição concreta deve-se
ter em consideração diversas variáveis, após se ter decidido medir a produtividade.
2.5 EXEMPLO PRÁTICO
Produtividade da matéria-prima na secção do corte
Dados: Encomenda nº 50/04
Produção de 1000 Pólos
Peso / Pólo = 350g
Peso das peças da encomenda = 350 kg
Preço / kg malha = €8.50
HIPÓTESE 1
Produção = 1000 peças
Rend. do corte = 70%
Custo da Matéria-Prima = 500 kg x €8.50 = €4250.00
Qt. Peças Cortadas
Kg. Malha Consumida
Produtividade 1 = = = 2.0 Peças/kg.
1000
500
€4250.50
1000 Peças
Custo Matéria-Prima/Peça = = € 250.504
25
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HIPÓTESE 2
Produção = 1000 peças
Rend. do corte = 90%
Custo da Matéria-Prima = 389 kg x €8.50 = €3306.50
Economia Matéria-Prima / Peça = €4.250 - • 3.307 = €0.943
Economia Matéria-Prima Total = €0.943 x 1000 peças = €943.500
350 Kg.
0.90
Consumo de Malha = = 389 Kg.
Qt. Peças Cortadas
Kg. Malha Consumida
Produtividade 2 = = = 2.6 Peças/kg.
1000
389
€3306.50
1000 Peças
Custo Matéria-Prima/Peça = = €3307.00
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AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Podemos aumentar a produtividade:
C1
C2
C3
C4
Fazendo “horas extraordinárias”.
Reduzindo os tempos de paragem.
Reduzindo o número de operários.
Melhorando os métodos de trabalho.
TOTAL
Podemos medir a produtividade com:
B1
B2
B3
B4
Número de defeitos por total de peças produzidas.
O valor acrescentado por operário.
Número de peças produzidas por hora.
O volume de facturação.
TOTAL
Maior produtividade significa:
A1
A2
A3
A4
Mais produção.
Menos defeitos para a mesma quantidade produzida com os
mesmos recursos utilizados.
Mais produção obtida com os mesmos recursos utilizados para a
obter.
Produzir as mesmas quantidades em menos tempo utilizando os
mesmos recursos.
TOTAL
Para que serve a determinação da produtividade:
D1
D2
D3
D4
Estabelecer objectivos a atingir e politicas salariais.
Determinação da eficiência e eficácia da empresa.
Determinação da produção efectuada.
Procura de possibilidades de melhoria.
TOTAL
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Maior produtividade significa:
A1
A2
A3
A4
Mais produção.
Menos defeitos para a mesma quantidade produzida com os
mesmos recursos utilizados.
Mais produção obtida com os mesmos recursos utilizados para a
obter.
Produzir as mesmas quantidades em menos tempo utilizando os
mesmos recursos.
TOTAL
Podemos medir a produtividade com:
B1
B2
B3
B4
Número de defeitos por total de peças produzidas.
O valor acrescentado por operário.
Número de peças produzidas por hora.
O volume de facturação.
TOTAL
Podemos aumentar a produtividade:
C1
C2
C3
C4
Fazendo “horas extraordinárias”.
Reduzindo os tempos de paragem.
Reduzindo o número de operários.
Melhorando os métodos de trabalho.
TOTAL
Para que serve a determinação da produtividade:
D1
D2
D3
D4
Estabelecer objectivos a atingir e politicas salariais.
Determinação da eficiência e eficácia da empresa.
Determinação da produção efectuada.
Procura de possibilidades de melhoria.
TOTAL
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BIBLIOGRAFIA
[1] François, A. R. - “Organização da empresa“. Porto: Rés-Editora.
[2] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”.
Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11-X.
[3] SILVA, Jacinto - "Planeamento e Organização da Produção em Confecção". Braga:
Controlconsul, 2003.
29
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OBJECTIVOS
1. Conhecer o conceito de gabinete técnico.
2. Compreender o seu enquadramento com todos os outros departamentos que fazem
parte da estrutura organizativa da empresa.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
3.1 Estrutura organizacional da empresa 030
3.1.1 Comunicação interdepartamental 030
3.1.2 Organização e funções dos departamentos 033
3.1.2.1 Departamento comercial 034
3.1.2.2 Departamento técnico 037
3.1.2.3 Departamento produção 042
3.1.2.4 Departamento financeiro 045
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
3.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA
A Indústria doVestuário encontra-se em época de mudança.Com a crescente necessidade
de responder rapidamente ao mercado, as encomendas são cada vez mais pequenas e
numa vasta gama de produtos. Aumenta a pressão com modelos mais elaborados e com
mudanças sazonais de colecções em permanente alteração.
Por outro lado, a necessidade de encurtar o tempo de desenvolvimento de produto,
aumentar a qualidade, fazer um controle apertado de custos e melhorar as comunicações
com os compradores (clientes), torna o controlo em geral uma necessidade permanente.
Assim, neste âmbito uma boa estrutura organizativa é essencial para que uma empresa
funcione bem, sendo fundamental que:
- A comunicação seja feita de um modo eficaz;
- Os níveis de coordenação estejam bem definidos;
- As funções do pessoal estejam bem definidas e que cada um conheça as suas
funções;
- Existam normas de funcionamento e procedimento.
3.1.1 COMUNICAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL
Uma vez que é no departamento técnico que as
especificações do modelo são definidas, bem como a
quantidade de matérias subsidiárias a utilizar por
tamanho e metodologia a seguir para produção,
informação técnica, critérios de qualidade e mesmo
prazos de entrega (o artigo apenas poderá seguir para
produção após aprovação do size-set), torna-se
necessário estabelecer um sistema formal de
comunicação que permita a rápida e eficiente ligação
interdepartamental – dossier técnico – Ver exemplo em
anexo.
O dossier técnico do produto para um modelo específico
deve conter não só informação técnica, mas também
deverá contemplar informações inerentes a esse modelo, nomeadamente, exigências
do cliente a ter em conta e prazos de entrega para facilitar o planeamento do sector de
amostras, possibilitando respostas mais rápidas aos pedidos do cliente. É de igual modo
importante que contemple procedimentos específicos do cliente em causa,
designadamente, procedimentos de dobra e empacotamento (tipo de cartão, colocação
correcta dos rótulos, fitas, disposição das peças nas caixas, etc.), uma vez que a
diversidade de destinos de uma encomenda assim o pode exigir.
O dossier técnico deve incluir desenhos técnicos que devem estar, sempre que possível,
de acordo com as normas de desenho técnico para a indústria do vestuário (NP 4251 ou
NF G 05-004). O desenho técnico de uma peça é a sua representação gráfica, de tal
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forma que possa ser uma fonte de informação livre de qualquer possibilidade de
interpretações divergentes eliminando a necessidade de recorrer a outros documentos.
De facto, a existência de fichas de especificações de produto e de processo é um factor
de primordial importância para a correcta transmissão da informação e consequentemente
para o bom funcionamento de qualquer empresa.
É imprescindível dar a conhecer todas as informações que se julguem necessárias sobre
o produto de modo a incutir nos operadores um maior grau de motivação e uma melhor
compreensão das suas responsabilidades específicas.
Sumariamente podemos referir que os efeitos positivos resultantes da utilização do dossier
técnico, são:
- Correcta definição do produto e processo;
- Existência de normas de funcionamento e procedimento;
- Maior fiabilidade na previsão de necessidades, tempos e custos;
- Comunicação formal, rápida e eficiente;
- Produzir bem à primeira vez;
- Eliminação/redução de enganos e mal entendidos;
- Eliminação/redução de tempos improdutivos;
- Ciclo produtivo mais rápido;
- Aumento da produtividade global da empresa;
- Criação de uma imagem de confiança e qualidade.
Diálogo claro
e completo entre
o cliente e os
subcontratados
Especificações
matérias primas
Protótipos
DOSSIER
TÉCNICO
VESTUÁRIO
Informações sobre
os parceiros
Informações
Legais e sociais
Informações
comerciais
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
Numa empresa de confecção podemos distinguir, de um modo geral, duas grandes fases:
a criação/desenvolvimento do produto e a produção em série desse produto. É durante
a fase de criação/desenvolvimento que o dossier técnico deve ser elaborado, pois, é
aqui que se procede à concepção e desenvolvimento dos modelos, à escolha das
matérias-primas e aviamentos mais adequados e ao estudo da industrialização do produto.
Posteriormente, durante a produção em série, o sector fabril só tem que seguir as
indicações constantes no dossier de modo a obter um produto em conformidade com as
especificações.
O dossier técnico deve ser elaborado por uma equipa interdisciplinar, coordenada pelo
Gestor de Produto e constituída por técnicos das áreas de Design, Comercial/Marketing,
Modelação/CAD, Métodos e Tempos, Qualidade, Amostras e Compras. Esta
interdisciplinaridade é necessária para que o produto:
- Satisfaça especificações funcionais e estéticas;
- Esteja de acordo com certos critérios de desempenho e de limitação de recursos;
- Seja realizável com a tecnologia existente;
- Satisfaça outros critérios, tais como a simplicidade de fabrico, de manutenção, de
reciclagem.
Estilismo
Design Comercial
Marketing
Estudos
Métodos
Tempos
Qualidade
Amostras
Compras
Modelação
CAD
GESTOR
DO
PRODUTO
CONCEPÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DE
MODELOS
ESCOLHA DAS MATÉRIAS-PRIMAS
E AVIAMENTOS
ESTUDO E INDUSTRIALIZAÇÃO
DO PRODUTO
CORTE
COSTURA
ACABAMENTO
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
COMUNICAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL
O meio de comunicação interdepartamental é o dossier técnico.
3.1.2 ORGANIZAÇÃO E FUNÇÕES DOS DEPARTAMENTOS
O GERENTE OU DIRECTOR-GERAL
Coordena as actividades de quatro departamentos:
- O departamento comercial;
- O departamento técnico;
- O departamento de produção;
- O departamento financeiro.
O GERENTE OU DIRECTOR-GERAL
Deverá coordenar e supervisionar a execução das tarefas:
- Ligação entre os departamentos técnico, de produção, comercial e financeiro,
coordenando as reuniões entre eles;
- Aceitar ou rejeitar as encomendas, com base em:
- Carteira de encomendas existentes;
- Prazo de entrega pretendido;
- Interesse em relação a outras encomendas;
- Grau de adaptação aos meios de produção existentes;
- Preço, custo e quantidade.
- Executar encomendas dentro dos prazos de entrega estabelecidos sem prejuízo da
quantidade e qualidade.
- Executar as encomendas de acordo com as normas de qualidade estabelecidas com o
cliente:
-Percentagem de encolhimento;
-Peso (g/m2
);
Figura 1 - Organigrama geral
GERÊNCIA
Departamento
Produção
Departamento
Técnico
Departamento
Comercial
Departamento
Financeiro
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
- Solidez dos tintos;
- Resistência e especificação das costuras;
- Aspecto visual e defeitos, etc.
- Executar as encomendas de acordo com as especificações do cliente:
- Estrutura;
- Cores e sua combinação;
- Modelos;
- Tamanhos e sua distribuição;
- Etiquetagem e embalagem.
- Propor à administração a aquisição de novos equipamentos ou a execução de obras,
justificando a sua necessidade.
- Resolver problemas relacionados com o absentismo, a admissão de pessoal, etc.
GERÊNCIA
O gerente ou director-geral coordena as actividades de quatro departamentos:
- O departamento comercial;
- O departamento técnico;
- O departamento de produção;
- O departamento financeiro.
3.1.2.1 DEPARTAMENTO COMERCIAL
Todas as actividades das empresas devem começar pelo estudo do produto ou serviço.
Um erro na concepção do produto pode custar muito caro, pelo que é necessário conhecer
os desejos do mercado, devendo definir-se quais as características e as quantidades
dos produtos potencialmente vendáveis.
Assim, a empresa está constantemente a estudar produtos novos e a abandonar os
mais obsoletos.
São várias as razões que levam ao aparecimento de novos produtos:
- A evolução técnica no sector;
- A necessidade de variar modelos;
- A mudança nos gostos dos clientes;
- O fim do ciclo de vida do produto;
- A diversificação da produção;
- O alargamento dos mercados de exportação;
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- A existência de recursos disponíveis na empresa;
- A política de expansão da empresa.
Características do novo produto para que tenha sucesso:
- Responder satisfatoriamente ao objectivo funcional;
- Possuir características de resistência e durabilidade;
- Corresponder a processos de fabricação económicos realizados na empresa;
- Respeitar imperativos de funcionalidade para fins específicos;
- Ser agradável do ponto de vista estético;
- Ser concretizado no mais curto espaço de tempo;
- Ter um preço competitivo e ajustado ao valor que o cliente lhe atribui;
- Respeitar normas e regulamentações de segurança.
O DIRECTOR COMERCIAL DEVERÁ SER RESPONSÁVEL POR:
- Estar permanentemente informado sobre a actualidade e os movimentos de moda e
das preferências dos clientes, devendo antes do início de cada estação informar o director
técnico acerca da moda da próxima estação:
- Tipo de fibras, fios e tecidos;
- Cores e padrão;
- Estilos e tipos de confecção.
- Coordenar a política de “marketing”, propondo o “marketing-mix” mais apropriado:
- Características do produto;
- Política de preços a praticar;
- Política de publicidade e promoção de vendas a utilizar;
- Canais de distribuição mais apropriados;
- Política de serviços de pós-venda.
- Preparar as colecções;
- Angariar clientes;
- Estabelecer os contratos e cadernos de encargos com os clientes;
- Organizar, distribuir e entregar as encomendas;
- Elaborar e enviar ao departamento técnico a ficha de pedido de amostra, a ficha de
pedido da encomenda e respectivos anexos;
- Tratamento dos aspectos burocráticos relacionados com a exportação, métodos de
pagamento, embarques, etc.;
- Estabelecer prazos de entrega e preços em colaboração com o director técnico e com
o director de produção.
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
A figura seguinte mostra um exemplo de organização de um departamento comercial.
ESTILISMO
O designer (estilista) concebe e decide sobre as linhas e estilos das colecções, bem
como procede à escolha das matérias-primas e acessórios de acordo com o mercado e
imagem da empresa. Elabora normalmente no mínimo 2 colecções por ano. Sendo uma
colecção subdividida em linhas (grupos de peças) que devem ter coordenação umas
com as outras.
Esse objectivo consegue-se:
Utilizando as mesmas matérias-primas;
Antes de começar a desenvolver a colecção, o designer deve-se informar sobre todas as
novidades e tendências a nível de oferta de tecidos ou malhas, visitando as feiras da
especialidade, nem que seja só para a actualização ou confirmação de conhecimentos.
A escolha das matérias-primas deve ser baseada:
- Nas tendências de moda;
- No mercado que vai trabalhar e nas expectativas do cliente;
- Na qualidade;
- Na performance, tipo e uso da peça;
- No preço;
- Na adequação (propriedades técnicas e características do artigo).
Utilizando a mesma paleta de cores;
A cor é o 1º elemento de atracção a que os consumidores respondem:as pessoas reagem
à cor seleccionando ou rejeitando uma peça de vestuário pela sua cor. Os designers
devem ter sempre este factor em consideração. Assim sendo, cada colecção deve incluir
uma gama de cores que atraiam os consumidores.
De uma forma geral as colecções começam por ser desenvolvidas pela selecção da
gama (paleta) de cores. Esta escolha de cores deve ser cuidadosa e reflectir:
- A estação a que se destina;
- O tipo de vestuário (clássico, sportswear, etc.);
- O clima e país (cultura);
Figura 2 - Organigrama do departamento comercial
DEPARTAMENTO COMERCIAL
DIRECTOR COMERCIAL
Chefe de
secção
Estilismo
Chefe de
secção
Vendas
Chefe de
secção
Marketing
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- Incluir cores da moda.
A gama de cores seleccionada deve ter uma história e não ser meramente um grupo em
que as cores não tenham uma relação umas com as outras.
Utilizando a mesma tendência (marinheiro, camponesa, etc);
Utilizando o mesmo tipo de pormenores.
O número de peças em cada linha da colecção é variável, dependendo da importância
que vai ocupar na colecção.
Nalgumas empresas a área de criação é reduzida ou inexistente. Neste caso a empresa
limita-se a reproduzir os modelos desenvolvidos pelos seus clientes.
DEPARTAMENTO COMERCIAL
Todas as actividades das empresas devem começar pelo estudo do produto ou
serviço. Um erro na concepção do produto pode custar muito caro, pelo que é
necessário conhecer os desejos do mercado, devendo definir-se quais as
características e as quantidades dos produtos potencialmente vendáveis.
3.1.2.2 DEPARTAMENTO TÉCNICO
O departamento técnico tem por objectivo a industrialização do modelo/protótipo.
A industrialização do modelo é obtida através da normalização de todas as partes
constituintes do modelo em questão. Esta normalização vai desde a modelagem até às
especificações de cada operação, bem como dos diferentes equipamentos e acessórios
utilizados.
As funções do departamento técnico abarcam todo o estudo técnico do produto no
seu sentido mais amplo para que quem tenha que o executar não tenha a menor
dúvida de como deve actuar.
Respeitando as normas procedentes do departamento técnico, o produto final, apesar
de ter passado por múltiplas mãos durante o seu processo de execução, terá as
características estabelecidas implicitamente pelo modelo enviado pelo cliente ou criado
no departamento de criação. Todas as tarefas inerentes a este departamento poderão
ser efectuadas manualmente ou com o apoio de sistemas informáticos que já possuem
software específico para o efeito.
A elaboração de dossiers técnicos é uma tarefa que exige rigor, minúcia e tempo. É
portanto conveniente proceder à sua execução num sistema informático, concebido e
desenvolvido especificamente para o efeito, conectado a um sistema de distribuição
electrónico, com os seguintes requisitos:
38
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
- Possibilidade de acesso em qualquer parte da planta fabril;
- Existência de diferentes níveis de acesso;
- Actualização de informação de uma forma fácil e intuitiva;
- Baixo custo de instalação;
- Baixo custo operacional;
- Baixo custo de formação.
A utilização deste sistema permite uma maior facilidade na actualização da informação,
a apresentação de informação fiável de forma uniforme, a redução de tempos, um maior
controlo nos acessos à informação e a diminuição de custos (ex. circulação de papéis).
Para a correcta utilização do dossier técnico é conveniente estabelecer algumas regras
de gestão de documentos, nomeadamente:
- O conteúdo do documento deve ser verificado e validado;
- Devemos saber a qualquer momento onde se encontra o documento;
- Todo o documento caducado deve ser retirado dos locais de utilização e devidamente
arquivado;
- As modificações efectuadas a um documento devem estar identificadas e
evidenciadas.
Figura 3 - Algumas regras de gestão de documentos (cabeçalho e rodapé)
Modificações: Elaborado em
Por
Visto
Validado em
Por
Visto
Produção:
Estação: Verão
Data recepção: 20/04/01
Data entrega: 30/04/01
Amostra:
Cliente: DBB
N./ Referência: TS/v01
Pág. Nº :1/1
Versão: 01
Artigo: T-shirt
Código Dossier01. APRESENTAÇÃO GERAL
39
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
Do dossier devem fazer parte os seguintes elementos:
- Apresentação - Dados gerais;
- Desenho Técnico;
- Detalhes dos Croquis;
- Critérios de Qualidade;
- Especificações de Medida;
- Especificações de Estendimento;
- Gama de Fabricação;
- Lista de Materiais;
- Nomenclatura;
- Especificações de Embalagem;
- Ficha de Custos.
A definição dos elementos constituintes do dossier, deve ter em atenção a tipologia e a
complexidade do produto, a organização da empresa e a sua interacção com os clientes,
os fornecedores e os subcontratados.
São as especificações que permitem gerir o acto de fabrico por forma a garantir a
satisfação do cliente.
O DIRECTOR TÉCNICO É RESPONSÁVEL POR:
- Elaborar estudos técnicos de:
- Amostras;
- Encomendas;
- Malhas;
- Corte, encaixes, riscos e sistema de controlo de desperdícios;
- Métodos de trabalho na confecção;
Gerir Processo
de fabrico
Necessidades implícitas
e explicitas do cliente
ESPECIFICAÇÕES
40
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
- Especificação dos requisitos dos fios de costura;
- Especificação dos requisitos da ultimação;
- Circuitos de produção dos produtos.
- Elaborar fichas técnicas de:
- Especificação do produto;
- Fabricação.
- Sistema de controlo de qualidade preventivo:Inspeccionar a matéria-prima e acessórios
(linhas de costura, etc.), controlar os produtos em fabricação, verificar a afinação, estado
de manutenção e limpeza das máquinas, e efectuar o controlo de qualidade laboratorial
sistemático.
- Determinar os tempos de execução de tarefas, produtos e encomendas e fornecê-los à
contabilidade de custos, ao planeamento e controlo da produção.
A figura seguinte mostra um exemplo de organização de um departamento técnico.
DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO
- Modelação:
1. Alterações técnicas, gradação e preparação dos moldes.
2. Preparação do plano e da ficha técnica de corte para a produção.
O ciclo do processo apresenta-se no fluxograma seguinte:
Figura 4 – Organigrama de departamento técnico
DEPARTAMENTO TÉCNICO
DIRECTOR TÉCNICO
Chefe de secção
Qualidade
Chefe de secção
Estudo do Trabalho
Estudo e
Especificações
Encarregado
Modelação
Encarregado
Atelier de
Amostras
Encarregado
Inspecção
Encarregado
Revista
Encarregado
Ergonomia
Encarregado
Tempos e
Métodos
Encarregado
Chefe de secção
Desenvolvimento do Produto (e Formação)
Criação moldes
tamanho base
Escalonamento
Gradação
Encaixe/Plano de corte
41
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
- Amostras:
1. Execução das amostras.
2. Apoio ao responsável de métodos e tempos sempre que necessário.
- Estudos e especificações:
1. Estudar as malhas/tecidos e acessórios, preparar especificações e fichas técnicas.
ESTUDO DO TRABALHO
- Preparação da ficha técnica de confecção;
- Implantação das linhas de confecção;
- Determinação dos tempos de execução das operações, produtos e encomendas;
- Estudo dos métodos de trabalho e ergonomia do posto;
- Colaboração com a secção de amostras.
QUALIDADE
A secção da qualidade tem como função supervisionar e assegurar o bom funcionamento
do sistema de gestão da qualidade da empresa.
Este sistema tem como objectivo a detecção imediata de qualquer desvio que o produto
possa ter em relação às especificações determinadas pelo departamento técnico e
comunica-lo de imediato ao director de produção.
O modo de intervenção do controlo de qualidade é o seguinte:
- Revistar a malha/tecido na recepção, assinalar os defeitos e decidir a aceitação ou
rejeição das peças;
-Verificar especificações da malha/tecido solicitando ao laboratório a execução de ensaios:
- Verificação da largura de peça;
- Gramagem (peso/m2
);
- Encolhimento;
- Cor e sua variação;
- Solidez dos tintos;
- Colunas/cm e Fileiras/cm ou Fios/cm e Passagens/cm.
- Controlo na confecção para verificação do plano de encaixe dos moldes, e do
cumprimento da ficha técnica de corte e costura;
- Controlo dos desperdícios no corte;
- Revista do produto após confecção.
42
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
DEPARTAMENTO TÉCNICO
O departamento técnico tem por objectivo, a industrialização do modelo/protótipo.
3.1.2.3 DEPARTAMENTO PRODUÇÃO
O director de produção é responsável por:
- Cumprimento das instruções técnicas recebidas do departamento técnico, relativas à
preparação e afinação das máquinas, métodos de trabalho, especificações e
tolerâncias dos produtos, etc.;
- Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido;
- Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas;
- Cumprimento dos programas de manutenção preventiva e limpeza;
- Organização e bom funcionamento dos armazéns e estabelecimento de uma política
de gestão de stocks.
A figura 5 representa um modo de organização de um departamento de produção.
Figura 5 - Organigrama do departamento de produção
DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO
DIRECTOR DE PRODUÇÃO
Chefe de secção
Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado
Chefe de
Linha (4)
Encarregado
P. C.P. Aprovisiona-
mento
Expedição Manutenção
Preventiva
Reparações
e Afinações
Mesa nº 1 Mesa nº 2 Costura Acabamento
Chefe de secção Chefe de secção Chefe de secção
Planeamento e Controlo da Produção
Aprovisionamento e Expedição
Manutenção Corte Costura e Acabamento
43
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
PLANEAMENTO E CONTROLO DE PRODUÇÃO
É responsabilidade do planeamento e controlo de produção:
- Conferir o processo de execução das encomendas proveniente do departamento técnico,
que pode englobar:
- Pedido da encomenda;
- Pedido de materiais;
- Especificação de malha/tecido;
- Técnica do corte;
- Técnica de confecção;
- Moldes e plano de corte.
- Receber o pedido de materiais para a execução das amostras:
- Ficha de pedido de materiais;
- Ficha de especificações da malha/tecido;
- Preparar e enviar às secções de:
1. Corte
- Ordens de fabrico para o corte;
- Requisição da malha/tecido.
2. Costura
- Ordens de fabrico para a costura;
- Requisição dos acessórios.
3. Acabamento e embalagem
- Ordem de expedição da encomenda.
4. Armazém de produto acabado
- Ordem de expedição da encomenda.
- Actualizar diariamente a programação, após receber das secções de corte e costura o
mapa da produção efectuada pelo turno;
- Analisar os desvios em relação ao planeado;
- Arquivar o dossier completo de cada encomenda;
- Colaborar na gestão de stocks dos armazéns;
- Colaborar no planeamento e controlo da manutenção;
- Planear e controlar a subcontratação de confecção (caso exista).
CORTE
- Assegurar-se da existência dos materiais a usar na produção.
44
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
- Organização da produção do corte.
- Colaborar no planeamento e controlo da manutenção das máquinas.
- Verificação e cumprimento das fichas técnicas, da ficha de corte e do plano de corte.
- Fornecimento diário, ao planeamento e controlo de produção; da produção efectuada
no corte.
- Limpeza e manutenção da secção: nomeadamente moldes, acessórios, iluminação,
máquinas, etc.
- Coordenar e organizar o trabalho do corte.
- Cumprir o plano de produção estabelecido.
COSTURA
- Organização da produção na costura e acabamento.
- Verificação e cumprimento das fichas técnicas e da ficha de costura.
- Assegurar a disciplina e limpeza na secção.
- Cumprir o plano de produção estabelecido.
- Observar os métodos de trabalho das operárias.
- Implementar um espírito de equipa.
- Avaliar o estado de conservação das máquinas.
- Garantir os níveis de qualidade exigidos.
- Observar a existência de “gargalos”.
- Sugerir alterações aos postos de trabalho.
- Assegurar a alimentação de trabalho na linha, etc.
MANUTENÇÃO
Manutenção preventiva:
- Organizar o sistema de manutenção preventiva do parque de máquinas da empresa
em colaboração com os encarregados do corte e costura, estabelecendo mapas de
manutenção preventiva por secção e assegurando a existência dos “stocks” de peças
e materiais necessários à manutenção.
Reparação e afinação:
- Organizar o sistema de reparação de avarias;
- Organizar o sistema de limpeza.
45
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
3.1.2.4 DEPARTAMENTO FINANCEIRO
O director financeiro é responsável por:
- Serviço de tesouraria;
- Pagamento de salários e impostos;
- Contabilidade geral, de custos e orçamental;
- Pedidos de empréstimos;
- Estudo da viabilidade económica e financiamento de projectos de investimento;
- Preparação de balancetes (mensais), conta de ganhos e perdas (semestral) e balanço
(anual);
- Preparação de rácios e indicadores económicos.
46
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
ANEXO - EXEMPLO DE DOSSIER TÉCNICO / FICHAS DE ESPECIFICAÇÕES
01. APRESENTAÇÃO GERAL 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
1 - CROQUIS
2 - IDENTIFICAÇÃO DO ARTIGO 3 - OPERAÇÕES A EXECUTAR:
SECÇÃO (H,S,C):
ARTIGO:
BREVE DESCRIÇÃO:
Senhora
T-shirt
Moldes
Graduação
Plano de corte
Inspecção da Matéria Prima
Corte
Termocolagem
Bordados
Estampagem
Costura
Remate e Revista
Lavagem
Prensagem
Passagem a Ferro
Dobragem/Embalagem
Inspecção Final
4 - CONTEÚDO DO DOSSIER TÉCNICO:
Modificado
desde a
última versão
Versão
N°
01.Apresentação geral
02.Desenho técnico
04.Critérios de qualidade
05.Especificações de medida
06.Especificações estendimento
07.Gama de fabricação
08.Lista de materiais
09.Nomenclatura
10.Custos
11.Especificações embalagem
Ficha
se apresentada neste dossier
técnico
03.Detalhes do croqui
5 CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO:
Fornecido e
enviado pelo
contratante
Fornecido pelo
contratante e enviado
por um terceiro
(especificar)
Fornecido pelo
subcontratante
Malhas
Forros
Entretelas
Botões
Linhas
Fechos
Cabides
Sacos
Etiquetas
Moldes
Protótipo
Amostra
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
47
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
02. DESENHO TÉCNICO 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
Pregar gola:
Ponto 514
Fechar lateral:
Ponto 514
Pregar manga:
Ponto 514
Fazer bainha:
Ponto 406
Fazer bainha:
Ponto 406
48
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
04. CRITÉRIOS DE QUALIDADE 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS:
Manual de qualidade:
Outro :
Made by CITEVE
SAMPLE BUREU
Bainha da manga:
Altura: 2,5 cm.
Pontos/cm: 5.
Tolerância: 0.
Pespontos paralelos com
distância entre agulhas de
7 mm.
Bainha de fundo:
Altura: 2,5 cm.
Pontos/cm: 5.
Tolerância: 0.
Pespontos paralelos com distância
entre agulhas de 7 mm.
União das costuras a coincidir.
Gola:
Altura: 2.5cm.
Rib uniformemente distribuido.
União da gola a coincidir com a
costura do ombro.
Etiqueta:
Centrada no decote e
sem inclinação.
Tapa costura:
Pesponto regular e sem
torturas.
Pontos/cm: 5.
Especificações gerais:
Linha à cor.
Costuras com
elasticidade
necessária.
Costuras sem pontos
falsos.
Pontos correctamente
formados.
49
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
05. ESPECIFICAÇÕES DE MEDIDA 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Parâmetros de Medida
Unidade: cm
A
Tolerância
Altura
B
C
D
E
F
G
H
I
J
Meio peito
Bainha
Ombro a ombro
Cava a direito
Abertura decote
Profundidade decote
Altura manga
Abertura manga
Altura gola
1
1
1
1
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0
Tamanho
XS S M L XL XXL
55
42
43
34
17,5
15,5
7
17,5
13,5
2,5
57
44
45
36
18
16
7
18
14
2,5
59 61 63 65
46 48 50 52
47
38
18,5
16,5
7
18,5
14,5
2,5
7 7 7
2,5 2,5 2,5
49
40
19
17
19
15
51
42
19,5
17,5
19,5
15,5
53
44
20
18
20
16
REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS:
Tamanho base: S
Gama tamanhos: XS, S, M, L, XL, XXL
Tabela medidas:
Regra de graduação: Regular
Outro:
I
A
D
E
JF
H
B
C
G
Esquema de Medida
50
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
06. ESPECIFICAÇÕES ESTENDIMENTO 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
Especificações de estendimento e corte:
S/ restrições
Tamanhos : S, M, L
Referência moldes: T- SHIRT
Referência matéria-prima: Jersey cinza
Eficiência plano: 78.79%
Largura plano: 155 cm
Comprimento do plano: 195 cm
Consumo unitário: 65 cm
L
M
L
S
S
M
L
M M
S
SL
51
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
07. GAMA DE FABRICAÇÃO 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
Código
operação
Designação da operação Máquina
Equipamento
auxiliar
Frequência
Tempo
operação
Produção
hora
Meter colarete ombro a ombro Pc1a2l+col
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
Unir ombros
Unir rib e virar
Pregar rib no decote
Pespontar colarete e decote
Pregar etiqueta decote
Pregar mangas
Unir laterais c/ manga
Fazer bainha manga
Fazer bainha fundo
cc2a4l+f 02 0,40 150
cc2a4l+f 01 0,33 182
cc2a4l+f 01 0,43 140
Gcolarete 01 1,60 38
pp1a2l 01 1,10 55
pp1a2l 01 0,30 200
cc2a4l+f 02 0,89 67
cc2a4l+f 02 0,94 64
pc2a3l Gcostura 02 0,48 125
pc2a3l Gcostura 01 1,00 60
TOTAL 7,47
52
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
08. LISTA DE MATERIAIS 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
Cor do
artigo
MATERIAIS POR COR
MATERIAIS COMUNS
Para todas as cores
Para todas as cores
Para todas as cores
Para todas as cores
Para todas as cores
Cor 1 - Cinza
Matérias-primas e aviamentos
Malha jersey - cinza - 100% algodão
Referência do
fornecedor
Referência
interna
Designação Consumo
Unitário
JER01
FRPE 10
FRPE 11
CIT 01
FTV 10
PPP 0100
160 gr
40 m
80 m
1 unidade
1 unidade
1 unidade
Linha cinza 50%co/50%pes
Linha cinza 100%pes
Etiqueta de marca
Etiqueta de conservação e limpeza
Saco plástico 300*400
53
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
09. NOMENCLATURA 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
Referência do material JER 01
Referência da cor CINZA
Estrutura JERSEY
Composição 100% ALGODÃO
Largura 155 CM
Peso/m2 /Densidade 150
Encolhimento 5%
MATÉRIA-PRIMA
50% algodão/ 50% poliester
AMOSTRA CARTAZ DE CORES
Made by CITEVE
SAMPLE BUREU
Referência do material
Referência da cor
Composição
Tamanho
LINHAS
Referência do material FRPE 10
Referência da cor cinza
Composição
Título do fio
BOTÕES
Referência do material CIT 01/ FTV 10
Referência da cor Cinzenta/branca
Composição 100 % algodão
Referência do material
Referência da cor
Composição
ETIQUETAS
OUTROS ACESSÓRIOS
100% Algodão
54
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
10. CUSTOS 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
CUSTO MATERIAIS
Materiais Fornecedor
Refª
Fornecedor
N/ Refª
Preço
Unitário
Consumo
Unitário
% Desp.
Consumo
Final
Custo
Unitário
Malha - cinza S. M., Lda. PRE 101 102 5.490 € 0.152 Kg 5 0.160 Kg 0.878 €
Linha Coats FRPE 100 150 8.980 € 120m 0.216 €
Etiqueta marca Fonseca, Lda CTIV 01 160 0.100 € 1 0.100 €
Etiqueta
conservação
e limpeza
Fonseca, Lda FTV 10 161 1 0.070 €0.070 €
TOTAL 1 1.264 €
CUSTO DE MÃO-DE-OBRA
Fase Tempo Custo minuto Custo Unitário
Corte 1.5 0.120 € 0.180 €
Preparação
Costura 7.47 0.896 €
Remate/Revista
Acabamento 2.3 0.276 €
Embalagem
Outros
TOTAL 2 1.352 €
TOTAL (1+2) 2.616 €
OUTROS CUSTOS
PERCENTAGEM VALOR PREÇO
% Lucro 10 0.270 € 2.886 €
% Artigos defeituosos 2 0.060 € 2.946 €
% Vendedores/comissionistas 5 0.150 € 3.096 €
PREÇO DE VENDA 3.100 €
0.120 €
0.120 €
55
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11. ESPECIFICAÇÕES EMBALAGEM 01000016
Página N° :1/1
Versão : 01
Artigo: 200
Produção:
Estação: Verão
Data recepção:20/04/03
Data entrega:30/04/03
Amostra:
Cliente: DBB
Referência do cliente: AB/0123
N/ Referência: TS/v01
Modificações: Validado em:
Por:
Visto:
Elaborado em:
Por:
Visto:
ETIQUETAS INSTRUÇÕES DE MARCAÇÃO NA
EMBALAGEM/CARTÃO
DOBRAGEM DA PEÇA CONTEÚDO DA EMBALAGEM/CARTÃO
Etiqueta de marca
Etiqueta de composição, conservação e limpeza
20 peças por cartão
Peça simetricamente dobrada,
sem rugas e sem deformações.
made by CITEVE
SAMPLE BUREU
REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS:
Manual de qualidade :
Outro :
REF.:
QUTE.:
3 014789 5632511
REF.:
QUTE.:
3 014789 5632511
100% Algodão
56
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Funções do departamento técnico:
C1
C2
C3
C4
Preparar os rácios e indicadores económicos.
Elaborar estudos de mercado.
Elaboração de estudos técnicos e fichas técnicas.
Assegurar-se da existência de “malha/tecido” no armazém.
TOTAL
Sistema formal de comunicação interpartamental:
A1
A2
A3
A4
Dossier técnico.
Telefone.
E-mail.
Fichas técnicas.
TOTAL
Funções do departamento comercial:
B1
B2
B3
Informar-se sobre as tendências de moda e preferências dos clientes.
Aceitar ou rejeitar encomendas.
Estabelecer a ligação entre os vários departamentos.
B4
Angariar clientes para a linha de produtos que a empresa pode
oferecer.
TOTAL
Funções do departamento produção:
D1
D2
D3
D4
Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido.
Negociar a encomenda com o cliente.
Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas.
Planear e controlar o serviço no exterior (subcontratação).
TOTAL
57
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Funções do departamento técnico:
C1
C2
C3
C4
Preparar os rácios e indicadores económicos.
Elaborar estudos de mercado.
Elaboração de estudos técnicos e fichas técnicas.
Assegurar-se da existência de “malha/tecido” no armazém.
TOTAL
Sistema formal de comunicação interpartamental:
A1
A2
A3
A4
Dossier técnico.
Telefone.
E-mail.
Fichas técnicas.
TOTAL
Funções do departamento comercial:
B1
B2
B3
Informar-se sobre as tendências de moda e preferências dos clientes.
Aceitar ou rejeitar encomendas.
Estabelecer a ligação entre os vários departamentos.
B4
Angariar clientes para a linha de produtos que a empresa pode
oferecer.
TOTAL
Funções do departamento produção:
D1
D2
D3
D4
Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido.
Negociar a encomenda com o cliente.
Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas.
Planear e controlar o serviço no exterior (subcontratação).
TOTAL
58
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GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO
BIBLIOGRAFIA
[1] ARAÚJO, Mário de - “Tecnologia do vestuário”.Lisboa:Fundação Calouste Gulbenkian,
1996. ISBN 972-31-0706-6.
[2] François, A. R. - “Organização da empresa”. Porto: Rés-Editora.
[3] SANTOS, Gilda - “Elaboração de Dossier Técnico na Confecção”. V.N. de Famalicão:
CITEVE, 2002.
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OBJECTIVOS
1. Compreender a importância do estudo do trabalho como forma de organização da
empresa.
2. Conhecer os conceitos relacionados com os processos de estudo de métodos de
trabalho e de estudo dos tempos ou medida do trabalho.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
4.1 Evolução Histórica 060
4.2 Estudo do Trabalho 061
4.2.1 Porque é útil o Estudo do Trabalho 062
4.2.2Técnicas de Estudo do Trabalho e suas ligações recíprocas 063
4.2.3 A Técnica fundamental do Estudo do Trabalho 063
4.3 Estudos dos Métodos 064
4.3.1 Porque utilizamos o Estudo dos Métodos 065
4.3.2 Princípios do Estudo dos Métodos 065
4.3.3 Economia de Movimentos 067
4.4 Medida do Trabalho ou Estudo dos Tempos 071
4.4.1 Cronometragem 072
4.4.2 Amostragem do Trabalho 080
4.4.3 Sistemas de Dados de Referência ou Tempos Sintéticos 080
4.4.4 Tempos Pré-determinados 080
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
4.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Podemos dizer que Frederick Winslow Taylor (EUA - 1856/1915) foi um dos primeiros
investigadores a preocupar-se com a importância do estudo do trabalho. Taylor
desenvolveu estudos a respeito de técnicas de racionalização do trabalho dos operários.
As suas ideias preconizavam a prática da divisão do trabalho. A característica mais
marcante do estudo de Taylor é a busca de uma organização científica do trabalho,
enfatizando tempos e métodos, sendo por isso visto como o precursor da Teoria da
Administração Científica em que o método de trabalho era escolhido pelo operário e a
função da gerência passava por persuadir o operário a executar o trabalho de forma a
conseguir alcançar os ganhos para o patrão.Em muitas empresas este sistema de trabalho
continua ainda hoje a ser uma realidade, apesar de muitas vezes camuflada com a
atribuição de tempos sem qualquer ajustamento à realidade do momento.
A obra de Taylor é um marco na Racionalização Industrial no início do Século XX, a
essência dos seus princípios permanece actual, sob o ponto de vista de ganhos para a
sociedade: produtividade, envolvimento da mão-de-obra, melhoria de métodos e
processos. Os seus princípios são aplicáveis na padronização de procedimentos das:
actividades da gerência, da selecção de pessoal, higiene e segurança, formação e
ergonomia.
No entanto, a sua filosofia apresenta também aspectos negativos que importa saber
gerir. Entre eles podemos salientar:
ENFOQUE MECANICISTA
A organização era comparada a uma máquina, que segue um projecto pré-definido. A
partir desta visão, cada operário era visto como uma engrenagem na empresa,
desrespeitando a sua condição de ser humano. O homem certo para o lugar certo
considerando apenas as habilidades específicas do indivíduo;
HOMO ECONOMICUS
O salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos operários. O
reconhecimento do trabalho, incentivos morais e a auto-realização são também aspectos
importantes que a Administração Científica de Taylor desconsiderava;
ABORDAGEM FECHADA
A Administração Científica não faz referência ao ambiente da empresa. A organização é
vista de uma forma fechada, desvinculada de seu mercado, desprezando as influências
que recebem e impõe ao que a cerca;
SUPER-ESPECIALIZAÇÃO DO OPERÁRIO
Com a divisão excessiva das tarefas, a qualificação do operário passava a ser supérflua,
fragmentando a participação do operário. Desta forma, o operário executa tarefas
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
repetitivas, monótonas e gera uma desarticulação do operário no processo como um
todo, eliminando qualquer tipo de interesse intelectual na realização do trabalho - Os
que pensam e os que executam!
EXPLORAÇÃO DOS EMPREGADOS
A Administração Científica faz uso da exploração dos operários em favor dos seus
interesses particulares, uma vez que estimula a alienação dos operários, falta de
consideração do aspecto humano e deficiência das condições sociais da época. Existia
uma preocupação centrada no ritmo de trabalho: intensificação do trabalho - fadiga diária.
Posteriormente, Frank Gilbreth (EUA - 1868/1924) seguiu um percurso similar, embora
independente do de Taylor. Gilbreth era defensor da maioria dos princípios da
Administração Científica, como a divisão do trabalho, o seu principal objectivo básico
era descobrir a melhor forma de trabalhar.
Lilian Gilbreth efectuou um importante estudo sobre a Psicologia da Administração, o
qual foi um dos primeiros estudos sobre o Homem na indústria. Lilian considerava o
ambiente e as oportunidades dadas aos operários essenciais para a melhoria da
produtividade.
Frank e Lilian Gilbreth desenvolveram importantes trabalhos sobre os estudos dos tempos
e movimentos com o objectivo de reduzir a fadiga do trabalho, resultando na publicação
dos sistemas MTM - Methods Time Measurement.
4.2 ESTUDO DO TRABALHO
A expressão “Estudo do Trabalho” engloba duas técnicas - o “Estudo dos Métodos”
e a “Medida doTrabalho”, as quais são utilizadas para tirar o melhor partido possível
dos recursos humanos e materiais intervenientes na execução de uma certa função.
O Estudo do Trabalho está estritamente ligado à produtividade, pois tem como objectivo
aumentar a produção de uma dada quantidade de recursos, sem novas despesas de
investimento.
A longo prazo, no aperfeiçoamento de novos processos e na instalação de máquinas e
de equipamento moderno é o meio mais eficaz de aumentar a produtividade.
Quando o papel do elemento humano na produção é acentuado, o aumento de
produtividade é conseguido através do Estudo do Trabalho porque este visa mais a
operação do que os processos técnicos.
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
O Estudo do Trabalho engloba o estudo dos Métodos e o Estudo dos Tempos.
4.2.1 PORQUE É ÚTIL O ESTUDO DO TRABALHO
Vamos analisar alguns aspectos da natureza do estudo do trabalho e as razões pelas
quais é considerado como uma “ferramenta“ extremamente útil para a produção:
- O estudo do trabalho permite aumentar a produtividade de uma fábrica pela
reorganização do trabalho, método que implica normalmente pouco ou nenhum
investimento em instalações e em material;
- É sistemático. Pois nenhum factor que tenha influência na eficácia de uma operação
é desprezado e todos os dados referentes à operação são reunidos e conhecidos;
- É actualmente o método mais exacto de fixação das normas de rendimento sobre
que repousa todo o planeamento e todo o controlo eficaz da produção;
- A economia conseguida com o estudo do trabalho é imediata e contínua;
- É uma “ferramenta” de aplicação universal;
- É o meio de inquérito mais penetrante de que dispõe a Direcção.
É, portanto, um instrumento excelente para abordar o estudo da eficiência de uma qualquer
organização, porque, aplicando-se à solução de um dado problema, pôr-se-ão
gradualmente em evidência as falhas de todas as outras funções que lhe estão ligadas.
O Estudo do Trabalho permite aumentar a produtividade de uma fábrica pela
reorganização do trabalho.
Figura 1 – Divisão do Estudo do Trabalho.
ESTUDO DOS MÉTODOS
(procura do melhor método)
ESTUDO DO TRABALHO
MEDIDA DO TRABALHO
(duração em tempo de um trabalho)
Gravar para
comparar
Procurar o
melhor Método
Estudo dos
Tempos
Sintéticos
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4.2.2 TÉCNICAS DE ESTUDO DO TRABALHO E SUAS LIGAÇÕES RECÍPROCAS
O Estudo do Trabalho engloba ao mesmo tempo o “Estudo dos Métodos” e a “Medida do
Trabalho” também designada por “Estudo dos Tempos”.
O Estudo dos Métodos consiste em registar, analisar e examinar de maneira crítica e
sistemática os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho e seguidamente
em aperfeiçoar, aplicar e controlar métodos de execução mais cómodos e mais eficazes.
A Medida do Trabalho é a aplicação de certas técnicas que têm por fim determinar o
conteúdo de uma dada tarefa, ou seja, o tempo que a execução desta exige a um operário
especializado.
O Estudo dos Métodos e a Medida do Trabalho estão pois estritamente ligados um ao
outro. O Estudo dos Métodos aplica-se na redução do conteúdo de trabalho da operação
dada, enquanto a Medida do Trabalho tem por fim a descoberta e eliminação, total ou
parcial, dos tempos improdutivos e a fixação de normas de trabalho para a operação em
causa, na base do conteúdo de trabalho determinado pelo Estudo dos Métodos.
O Estudo dos Métodos aplica-se na redução do conteúdo do trabalho.
O Estudo dos Tempos tem por fim a eliminação, total ou parcial, dos tempos
improdutivos.
4.2.3 A TÉCNICA FUNDAMENTAL DO ESTUDO DO TRABALHO
A técnica fundamental do Estudo do Trabalho deve ser aplicada cada vez que se inicia
um estudo.
Um estudo completo comporta oito fases fundamentais, sendo três comuns ao Estudo
dos Métodos (E.M.) e à Medida do Trabalho (M.T.), três respeitantes ao Estudo dos
Métodos e duas à Medida do Trabalho.
Estas fases consistem em:
SELECCIONAR
O trabalho ou processo a estudar (E.M. e M.T.);
REGISTAR
Por observação directa todos os factos relevantes, com a ajuda das técnicas de
registo mais apropriadas (E.M. e M.T.);
EXAMINAR
E criticar os factos registados, verificando sistemática e sucessivamente o objectivo
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
do trabalho, o lugar onde é executado, a ordem de execução, a pessoa que o
executa e a maneira como é executado (E.M. e M.T.);
DESENVOLVER
O método mais prático, eficaz e económico, tendo em consideração todas as
circunstancias e as opiniões dos envolvidos na tarefa (E.M.);
MEDIR
A quantidade de trabalho exigida pelo método escolhido e calcular um tempo de
referência para a sua execução (M.T.);
DEFINIR
E apresentar o novo método e o tempo calculado, de uma forma clara a todos os
envolvidos (gerência, supervisores e operários) (M.T.);
IMPLEMENTAR
O novo método, que será de futuro o método normal com os tempos estabelecidos,
sem desconsiderar a formação das pessoas envolvidas (E.M.);
VIGIAR
A aplicação do novo método através de um controlo apropriado, de modo a evitar
a tendência natural de retorno dos trabalhadores ao método anterior (E.M.).
4.3 ESTUDO DOS MÉTODOS
O estudo dos métodos consiste em registar, analisar e examinar de maneira
crítica e sistemática os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho
e, seguidamente, em aperfeiçoar e fazer aplicar os métodos de execução mais
cómodos e mais eficazes.
A ideia de que não existe um método perfeito, permite uma postura crítica e coerente
com uma procura contínua de aperfeiçoamento. Deverá ser esse o espírito de um bom
agente de métodos.
O Estudo dos Métodos tem por fim:
- Melhorar os processos e métodos de execução;
- Melhorar a implantação das fábricas, oficinas e postos de trabalho e a concepção
das instalações e do material;
- Economizar o esforço humano e diminuir toda a fadiga inútil;
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- Melhorar a utilização do material, das máquinas e da mão-de-obra;
- Criar condições materiais de trabalho favoráveis.
A procura exaustiva do método perfeito deve ser o objectivo do agente de métodos
e tempos.
4.3.1 PORQUE UTILIZAMOS O ESTUDO DOS MÉTODOS
- Diferentes operadores desenvolvem diferentes formas de efectuar um trabalho. Nem
todos podem estar certos;
- Algumas formas de trabalhar podem ter sido desenvolvidas por serem mais fáceis
de aprender ou porque a operária tinha uma habilidade/técnica especial;
- A gravação sistemática dos métodos é essencial para a Medida do Trabalho e ajuda
quando queremos comparar diferentes abordagens;
- A identificação do melhor método é uma habilidade/técnica que se aprende com a
prática como em todas as técnicas.Não é nada surpreendente o facto de um consultor
ao passar pela fábrica parar numa operária ineficiente sem que tenha posto em prática
a filosofia do estudo dos métodos. Contudo, através de uma analise dos métodos com
consciência e de uma forma crítica, gradualmente se adquire habilidade/técnica para
identificar métodos incorrectos e sugerir métodos melhores;
- Um argumento para especialistas práticos é que melhores métodos podem algumas
vezes surgir de uma grande alteração na fábrica. Contudo supervisores e gerentes,
especialmente os gerentes, devem procurar manter-se actualizados em relação às
mais modernas formas de estudar e ajudar o trabalho. Desta forma, eles estão em
vantagem sobre os operadores quando estão à procura “da melhor forma”. Os
operadores têm que adaptar o seu método para o seu local de trabalho e forma de
apresentação do material.
MELHOR MÉTODO SIGNIFICA MAIOR PRODUTIVIDADE
MAIOR PRODUTIVIDADE SIGNIFICA MAIOR PROSPERIDADE
4.3.2. PRINCÍPIOS DO ESTUDO DOS MÉTODOS
Para obter maior produção de uma fábrica, utilizando o mesmo número de operários,
poderíamos:
- Trabalhar maior número de horas ?
- Trabalhar num ritmo mais acelerado ?
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
- Utilizar melhores métodos ?
COMO OPERÁRIO, QUAL ESCOLHERIA ?
O estudo do método de trabalho é uma análise e um exame crítico das condições já
existentes para chegar ao resultado do melhor método com as melhores condições
disponíveis na fábrica.
Esta análise, deve considerar condições principais, que podem ser definidas em Grande
Método e Pequeno Método.
GRANDE MÉTODO
Está a indicar um certo número de condições gerais que devem ser consideradas e que
envolvam os factores principais para se poder efectuar o trabalho.
O agente de métodos deverá questionar-se sobre:
Melhoria da Operação
- O produto pode ser simplificado?
(Verificar se é ou não possível eliminar ou suprimir alguma operação);
- As operações podem ser combinadas?
(Verificar se é ou não possível associar duas ou mais operações, e consequentemente
aumentar a produtividade);
- A sequência das operações é a mais adequada?
(Verificar se estamos a utilizar a melhor sequência na montagem da peça ou se por
exemplo deveremos efectuar a inspecção entre operações e não apenas no final das
operações);
- Melhor utilização do método de transporte?
(Exemplo:Evitar deslocar o operário do posto de trabalho para mudar de lote.O material
deve estar junto do operário).
Melhoria do Posto de Trabalho
- Existe insalubridade?
(Ventilação, iluminação, temperatura, poluentes, etc.);
- Existem condições de risco?
- Existem todas as ferramentas, dispositivos e acessórios necessários em cada
operação por posto de trabalho?
- Existe uma área adequada para recepção e expedição do material?
- Os sistemas de transporte necessários estão disponíveis?
- Existem movimentos manuais que possam ser substituídos?
- As máquinas necessárias estão em boas condições de uso?
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
- As tarefas de preparação do trabalho foram correctamente executadas?
PEQUENO MÉTODO
Está a indicar um certo número de condições que envolvem mais especificamente a
operação que está a ser examinada.
O Agente de Métodos deve perguntar a si próprio:
- É esta a melhor máquina para a operação?
- Qual o melhor método ou acessório para cortar a linha, etc.?
Quando o Grande Método e o Pequeno Método estão estudados, é necessário estudar
de seguida a Economia de Movimentos.
O Estudo dos Métodos visa a simplificação da operação e a melhoria do posto de
trabalho.
4.3.3 ECONOMIA DE MOVIMENTOS
Deve criticar cada movimento:
- Pode-se eliminar esse movimento? Quais as condições necessárias?
- Pode ser efectuado antes ou depois?
- Pode ser efectuado junto com um outro?
- Pode ser mais curto?
- Pode ser efectuado mais facilmente?
Uma maior produtividade pode ser conseguida, quando:
REDUZIMOS O NÚMERO DE MOVIMENTOS
Este é o principio mais importante, porque:
a) A maior parte do tempo de uma operação é controlada pelos movimentos da operária;
b) O tempo total da operação é mais ou menos proporcional ao número de movimentos
da mesma.
Cada vez que um movimento é eliminado, reduzimos ao tempo da operação o tempo
necessário para:
a) Início do movimento (aceleração);
b) Execução do movimento;
c) Paragem do movimento (desaceleração).
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
REDUZIMOS A DISTÂNCIA DOS MOVIMENTOS
Material o mais perto possível da operária e nunca fora do seu alcance.
REDUZIMOS A PRECISÃO NECESSÁRIA
Exemplo: Se uma operária pregar botões brancos e botões pretos e os mesmos estão
separados em duas caixas, ela não necessita de muita precisão para ir buscar os botões
de cada cor. No entanto, se eles estiverem misturados, a operária necessitaria de mais
atenção e precisão para ir buscar uns e outros, logo demoraria mais tempo.
REDUZIMOS O MOVIMENTO DOS OLHOS
Exemplo: O tempo que demora um ou dois objectos a serem fixados pelos olhos, é tanto
maior quanto maior for a distância que os separa, ou também quanto maior for a distância
onde os objectos estão colocados.
SIMPLIFICAMOS A FORMA DE AGARRAR O OBJECTO
O tempo necessário para agarrar um objecto, varia em função de:
a) Precisão dos dedos para circundar o objecto;
b) Número de dedos que envolve o objecto;
c) Pressão necessária para agarrar o objecto.
ARREMESSAMOS O OBJECTO EM VEZ DE O COLOCAR
Exemplo: se não for necessário colocar o objecto num ponto determinado, é preferível o
movimento de o arremessar, pois demora menos tempo.
UTILIZAMOS AMBAS AS MÃOS DO MELHOR MODO POSSÍVEL
O tempo é despendido não só quando as mãos estão em movimento, mas também
quando estão paradas. Portanto, a sua utilização simultânea deve ser a maior possível.
O grau de dificuldade do movimento simultâneo para a mão direita e para a mão esquerda
pode variar e aumentar, de acordo com:
a) A necessidade de olhar para ambos os lados;
b) Diferença de comprimento dos movimentos da mão esquerda e da mão direita;
c) Grau de precisão necessária para cada movimento.
FAVORECEMOS OS MOVIMENTOS NATURAIS (ERGONOMIA)
Exemplo: Qualquer pessoa que pinte o tecto de uma casa pode verificar a fadiga que
provoca este trabalho, devido à posição do corpo não ser natural, ou seja, não estar de
acordo com a superfície a pintar.
O resultado do estudo do método e do posto de trabalho, deve satisfazer as seguintes
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
condições:
a) As costas da operária devem estar sustentadas pela região lombar;
b) As coxas devem estar horizontais, de modo que o peso delas seja sustentado
pelos pés e não pela cadeira;
c) Os pontos de trabalho devem ser visíveis, sempre que a operária precise de mudar
a posição do corpo para olhar ou alcançar o objecto;
d) Os movimentos devem seguir os princípios dos movimentos naturais.
Todos estes princípios devem ser observados pelo agente de métodos, antes de decidir
o método a utilizar na operação:
- Ocupar o mais possível ambas as mãos;
- Movimentos simultâneos e opostos;
- 3º e 4º dedos não podem fazer movimentos de habilidade;
- Movimentos curvados devem preferir-se aos de ângulo recto;
- Não usar as mãos se puder ser feito por outro membro;
- Todas as partes devem ter posição fixa;
- Contentor do lote o mais perto possível do posto de trabalho (quando existente);
- Contentor de evacuação da peça terminada (quando existente);
- Evacuação da peça, se possível, na direcção onde vai buscar a seguinte;
- A peça deve ser evacuada de forma a facilitar a próxima operação;
- Evitar usar as mãos, e segurar, se possível, as partes com um dispositivo;
- Controlar a luz disponível.
RITMO
A aquisição de um ritmo é essencial para a execução fácil e automática do trabalho. O
tempo de acção e de repouso de cada sistema muscular e nervoso do corpo humano
constitui o ritmo que permite, a cada alternância, uma recuperação da energia despendida.
O ritmo reduz a fadiga.
O factor de eficiência é função da habilidade (destreza na execução da tarefa) e do
esforço (vontade, empenho na realização da tarefa).
A Tabela I procura avaliar o ritmo de trabalho em termos de habilidade e esforço por
parte do operário.
CLASSIFICAÇÃO
FRACA
HABILIDADE ESFORÇO
Não adaptado ao trabalho,
comete erros e os seus
movimentos são inseguros.
Falta de interesse no trabalho
e utiliza métodos inadequados.
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
DISPOSIÇÃO DO POSTO DE TRABALHO
A forma como está organizado o posto de trabalho vai ter importantes efeitos na execução
da operação por parte do operário, pois irá ter influência no método utilizado.
Ordem na Área de Trabalho
- Deve existir um lugar definido e fixo para todas as coisas;
- Os materiais e as ferramentas necessárias devem estar colocados o mais perto e
mais na frente possível do operador;
- Os materiais e ferramentas devem estar dispostos de modo a permitir a melhor
sequência de movimentos.
Conforto e Iluminação do Posto de Trabalho
- Deve-se proporcionar a cada trabalhador as melhores condições de iluminação do
posto de trabalho;
- A altura do plano de trabalho e da cadeira (quando existente) devem satisfazer aos
requisitos de ergonomia.
REGULAR
NORMAL
BOA
EXCELENTE
SUPERIOR
Adaptado relativamente ao
trabalho, comete erros e os
seus movimentos são quase
inseguros.
As mesmas tendências, porém
com menor intensidade.
Trabalha com exactidão
satisfatória e o ritmo
mantém-se razoavelmente
constante.
Trabalha com constância e
esforça-se razoavelmente.
Tem confiança em si mesmo e
ritmo mantém-se constante
com raras hesitações.
Trabalha com constância e
confiança, muito pouco ou
nenhum tempo perdido.
Precisão nos movimentos,
nenhuma hesitação e
ausência de erros.
Trabalha com rapidez e com
movimentos precisos.
Movimentos sempre iguais,
mecânicos, comparáveis aos
de uma máquina.
Utiliza um ritmo impossível de
manter. Não serve para estudo
de tempos.
Tabela I – Classificação do ritmo de trabalho
71
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
A economia dos movimentos está relacionada com:
- A disposição do posto de trabalho;
- O uso do corpo humano.
A aquisição de um ritmo é essencial para a execução fácil e automática do trabalho.
4.4 MEDIDA DO TRABALHO OU ESTUDO DOS TEMPOS
Desde há muito tempo que se tem vindo a medir o trabalho realizado por um operário ou
um grupo de operários. A forma de efectuar essa medição evoluiu bastante no decorrer
dos tempos.Dado que a medição se tornou cada vez mais indispensável, vários métodos
de medida do trabalho foram criados, pois segundo Taylor, ...
...DEVE SER DADO AO OPERÁRIO UM TRABALHO DETERMINADO NUM TEMPO
DETERMINADO, SEGUNDO UM MÉTODO DETERMINADO.
Cada um dos métodos propostos tem as suas vantagens e inconvenientes, conforme a
sua realização.
O Estudo dos Tempos é um conjunto de procedimentos utilizados para a
determinação do tempo necessário, sob certas condições de medida padronizadas,
para a realização de tarefas envolvendo alguma actividade humana. O resultado
desta medida é designado por Tempo-Padrão (TP).
Enquanto o Estudo dos Métodos tem como objectivo diminuir o conteúdo de trabalho,
visando principalmente eliminar os movimentos inúteis, o Estudo dos Tempos tem por
objectivo estudar, reduzir e eliminar, tanto quanto possível os tempos improdutivos.
OBJECTIVO DO ESTUDO DOS TEMPOS:
- Análise dos processos operatórios no início da fabricação;
- Fixação de quantidades e tarefas horárias;
- Equilibragem das linhas ou grupos de trabalho;
- Determinação dos efectivos;
- Determinação do número de máquinas, sua sequência e localização;
- Programação e controlo da produção;
- Cálculo das margens de lucro;
- Estabelecimento de bases padrão de tempos “a priori”, para a estimativa destes;
- Previsão dos tempos de execução;
- Melhoria dos processos.
72
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
CASOS EM QUE SE DEVE EFECTUAR UM ESTUDO DOS TEMPOS:
- Um novo trabalho que nunca foi executado anteriormente;
- Uma mudança de método e a fixação de um novo tempo de referência;
- Um trabalhador queixa-se de pouco tempo previsto para a operação;
- Uma operação constitui um “funil“ de estrangulamento bloqueando as operações
seguintes;
- Uma modificação na política salarial, como por exemplo, adopção dum sistema de
prémios de produtividade;
- Quando um custo de um dado trabalho parece excessivo;
- Quando se deseja comparar a eficácia de dois métodos;
- Quando uma instalação parece ter um fraco rendimento ou cujos tempos improdutivos
parecem exagerados;
- Quando as operações se repetem muito.
AS PRINCIPAIS TÉCNICAS DE ESTUDO DOS TEMPOS SÃO:
Cronometragem ou observação directa - amostragem intensiva ou contínua;
Amostragem do Trabalho ou Amostragem Extensiva ou Sondagem;
Sistemas de Dados de Referência ou Tempos Sintéticos;
Tempos Pré-Determinados.
A finalidade da aplicação destas técnicas é obter o Tempo-Padrão.
4.4.1 CRONOMETRAGEM
A cronometragem é basicamente a realização de observações directas,
ou seja, observações feitas junto do posto de trabalho em estudo e a
medida destas é através de um aparelho de medida (o cronómetro) que
determinará o tempo exigido para a execução de uma dada tarefa.
Esta técnica é usada em tarefas manuais ou semi - automáticas de
ciclos curtos e repetitivos.
Para se realizar um estudo completo dos tempos por cronometragem devem seguir-se
as seguintes etapas:
ESCOLHA DA OPERAÇÃO A ESTUDAR
REGISTO DOS DADOS RELATIVOS À IDENTIFICAÇÃO
- Do estudo;
73
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
- Da operação;
- Da instalação;
- Da máquina;
- Do executante.
e informações relativas à duração do estudo e condições ambientais do local de trabalho.
DECOMPOSIÇÃO DA TAREFA EM ELEMENTOS
A fim de facilitar a observação e a cronometragem, a decomposição da tarefa em
elementos deve respeitar os seguintes critérios;
- Serem facilmente identificáveis (pancadas, contacto manual com a parte, contacto
da parte com a máquina, etc.);
- Serem de curta duração. Evitar tempos menores do que 0,05 minutos (3 segundos),
por serem de cronometragem difícil e ainda terem de ser anotados na folha de estudo
dos tempos;
- Serem o mais unificados possível;
- O tempo manual deve ser distinto do tempo máquina;
- Os tempos internos devem ser separados dos tempos externos;
- Os elementos constantes devem ser separados dos variáveis;
- Os elementos ocasionais e os estranhos à operação, os que não ocorrem em todos
os ciclos, devem ser considerados separadamente.
ESCOLHA DO MÉTODO DE CRONOMETRAGEM
Existem três tipos de sistemas de medidas de tempo comuns nas empresas de vestuário:
- Sexagesimal de minuto - min - (1 minuto equivale a 60 partes – 1 parte equivale a
1 segundo e 1 hora a 3600 partes);
- Centesimal de minuto - cmn - (1 minuto equivale a 100 partes – 1 parte equivale a
0.01 minutos (0.6 segundos) e 1 hora 6000 partes);
- Décimo milésimo da hora - dmh - (1 minuto equivale a 167 partes – 1 parte equivale
a 0.0001 horas (0.006 minutos ou 0.36 segundos) e 1 hora 10000 partes).
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
A escolha do método de cronometragem vai depender do tipo de cronómetro existente.
COM CRONÓMETROS MECÂNICOS:
Cronometragem Contínua
Cronómetro normalmente com um botão para arranque, paragem e retorno.É cumulativa.
Os tempos elementares são obtidos por subtracções sucessivas, após terminar o estudo.
É indicado para observadores pouco experientes, embora tenha o inconveniente de os
tempos serem lidos com o ponteiro em andamento, não permitindo a verificação em
caso de dúvida.
Cronometragem com Retorno a Zero
Tem em geral dois botões: Um para arranque e paragem e outro para retorno a zero.
Com o cronómetro sempre a trabalhar, a cronometragem de cada elemento é feita pela
leitura do cronómetro simultaneamente com uma só pressão no botão de retorno a zero,
no momento em que ele termina. O cronómetro retorna a zero, iniciando de imediato a
cronometragem do elemento seguinte. Exige maior experiência, pois existem mais
manipulações do cronómetro e a leitura é efectuada sem parar o ponteiro num relance,
sem possibilidade de confirmar ou corrigir a leitura. Grande vantagem é obter de imediato
os tempos observados, sem necessidade de efectuar as diferenças entre as sucessivas
leituras.
Cronometragem de Leitura Fixa
Pode ter dois ou três botões e possui 2 ponteiros:
O primeiro para arranque, paragem e retorno a zero do ponteiro principal e o segundo
botão para comandar o segundo ponteiro, em geral a vermelho.Iniciam o arranque ambos
os ponteiros, ao primeiro toque do botão, o ponteiro vermelho pára e o principal continua,
permitindo assim a leitura do tempo com o ponteiro parado , reduzindo o risco de erros
de leitura. Carregando novamente no botão, o ponteiro vermelho alcança o principal,
continuando ambos em movimento.
Figura 2 – Sistemas de medição do tempo
25
50
75
100
Décimo milesimal da horaCentesimal de minutoSexagesimal de minuto
0,6
1h = 3.600 partes
1 parte = 1 seg
1h = 60 min
1 min = 60 partes
1h = 6.000 partes
1 parte = 1 cent min = 0,01 min
1h = 60 min
1 min = 100 partes
1h = 10.000 partes
1 parte = 1 dec mil h = 0,0001 h
1h = 60 min.
1 min = 167 partes
0,36
0,6
15
30
45
60
25
50
75
100
167
75
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
Cronometragem Múltipla
Envolve dois, três ou mesmo quatro cronómetros, montados na mesma prancheta com
uma ligação mecânica entre eles.
Com dois cronómetros, em cronometragem contínua, um pára e outro começa a
trabalhar, permitindo a leitura com o cronómetro parado. Os tempos elementares são
obtidos posteriormente pela subtracção de leituras alternadas.
Em cronometragem com retorno a zero, o cronómetro parado é levado a zero após a
leitura e os tempos elementares são lidos directamente.
Com três cronómetros de leitura contínua, a cada pressão do mecanismo, um para,
outro retorna a zero e o terceiro começa a trabalhar a partir do zero. É possível utilizar
um quarto cronómetro em leitura contínua para verificação do tempo total.
COM CRONÓMETROS ELECTRÓNICOS DIGITAIS:
A preços competitivos, permitem a leitura com dígitos fixos, com retorno a zero. Alguns
modelos permitem mesmo memorizar os tempos de diversos elementos sucessivos.
DETERMINAÇÃO DA PRECISÃO DA AMOSTRA E DO NÚMERO MÍNIMO DE
OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS
Ao realizar-se um estudo dos tempos, verifica-se que existe sempre diferenças entre os
tempos lidos para o mesmo elemento, mesmo que o trabalhador tente manter um ritmo
constante. Estas diferenças de tempos são provocadas essencialmente pelas variações
de:
- Movimentos e ritmos do operador;
- Posição das peças em que se trabalha;
- Posição das ferramentas ou utensílios utilizados;
- Ligeiros erros de cronometragem.
As variações referidas podem levantar dúvidas quanto à fiabilidade das medições, então
torna-se necessário realizar um número óptimo de medições, por forma a se obter uma
amostra representativa.
Para obter o número óptimo de medições, recorre-se a cálculos estatísticos em que o
pretendido é estimar o tempo médio, com uma dada probabilidade (em geral 95%) e
uma dada precisão (em geral +5%).
Esta estimativa depende da variabilidade das observações que é determinada por uma
medida estatística de dispersão (pelo desvio padrão ou pela amplitude do intervalo de
variação) e pelo número de observações efectuadas. Assim, o número óptimo de
observações é obtido pela seguinte fórmula:
76
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
PREPARAÇÃO DA CRONOMETRAGEM
A fase de preparação na cronometragem é extremamente importante apesar de muitas
vezes ser minimizada.
Após o estudo do posto de trabalho, de acordo com os princípios de economia de
movimentos e de se ter procedido à formação do executante, é necessário verificar se
todos os detalhes previstos pelo estudo são correctamente executados.
Esta primeira fase compreende a definição das condições de execução e a análise do
método de execução durante a qual se decompõe o ciclo de trabalho em elementos,
cujo tempo se irá medir posteriormente.
Além das considerações apresentadas, a fase de preparação da cronometragem
compreende também a escolha dos momentos mais favoráveis para a execução da medida
dos tempos e a escolha dos executantes em relação aos quais os tempos serão medidos.
EXECUÇÃO DA CRONOMETRAGEM.TEMPO OBSERVADO (TO)
O Agente de Métodos realiza a cronometragem dos diferentes elementos de trabalho e
escreve os resultados das leituras do impresso especificamente concebido,
acompanhados do julgamento de actividade correspondente a cada um.
Em que:
N'- número de observações necessárias para satisfazer o nível de confiança.
Z - valor da tabela estatística para uma determinada probabilidade e precisão
(normalmente arredondado para 2).
- erro padrão
S - desvio padrão
- média das observações
xi - valor de cada medição
n - número total de medições
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
O Tempo Observado é o tempo resultante da leitura da cronometragem.
DETERMINAÇÃO DO TEMPO NORMALIZADO (TN)
Após se ter efectuado o número de medições necessárias para a precisão estabelecida,
o Agente de Métodos inicia o apuramento dos resultados. Estes podem ser feitos por
cálculos ou análise gráfica.
O Tempo Normalizado constitui o tempo de execução para uma actividade normal
de trabalho e corresponde à execução instantânea do ciclo de trabalho com uma
actividade normal chamada actividade de referência.
Para obter o tempo normalizado é aplicado ao tempo observado (TO) o julgamento de
actividade. A este julgamento de actividade, designa-se como factor de actividade
relativamente a uma actividade de referência. A equação utilizada para obter o tempo
normalizado é a seguinte:
TN = TO X ( FA / AR )
Em que:
TN - Tempo normalizado.
TO - Tempo observado.
FA - Factor actividade .
AR - Actividade de referência.
FIXAÇÃO DA TAREFA E DETERMINAÇÃO DO TEMPO TOTAL DA OPERAÇÃO (TP -
TEMPO- PADRÃO)
A determinação do tempo normalizado não tem em conta a fadiga que surge
progressivamente com a execução de qualquer trabalho, nem a influência de diversos
factores externos ao executante, podendo estes alterar o ritmo de execução dos
movimentos.
Nesta etapa o tempo normalizado é corrigido por intermédio de diversos coeficientes de
fadiga, de ambiente, etc.
O Tempo Padrão (TP) é o tempo normalizado corrigido com os coeficientes de
fadiga, de ambiente, etc. Este é o tempo necessário e correcto para se fazer a
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M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
operação.
Para se obter o tempo padrão é aplicado ao tempo normalizado (TN) o total das correcções.
A equação é a seguinte:
Após o cálculo do tempo normalizado e determinadas as respectivas correcções, pode-
se determinar o tempo total necessário à execução da tarefa e estabelecer a ficha de
instruções.
A Ficha de Instruções deve conter:
a) a sequência de todos os elementos que compõe a operação;
b) o tempo necessário a cada um deles;
c) todas as informações que possam servir para identificar/definir completamente o
posto de trabalho e a operação a que se refere a cronometragem.
JULGAMENTO DE ACTIVIDADE
O julgamento de actividade consiste numa estimativa numérica de rapidez com
que o executante trabalha durante a tomada de tempos, por comparação com o
ritmo de referência definido como normal.
Ao avaliar-se a actividade tem-se como objectivo transformar os tempos medidos, de um
certo executante que seja mais ou menos rápido, em tempos normalizados que são
aplicáveis a qualquer pessoa que executa a operação.
A actividade de referência corresponde a uma actividade normal de um executante
qualificado, que trabalha sem prémios a um ritmo normal durante um dia de trabalho.
O julgamento da actividade de trabalho é por natureza essencialmente subjectiva, porque
depende da opinião do agente do estudo do trabalho. Este deve ter cuidado para não
sobre avaliar a actividade, facto que pode acontecer quando:
- o trabalhador esteja preocupado ou pareça apressado;
- o trabalho seja demasiado meticuloso;
- o trabalho pareça difícil ao agente do estudo do trabalho;
Em que:
TP - Tempo padrão
TN - Tempo normalizado
CT - Correcções totais
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
- o agente do estudo do trabalho opere muito depressa.
Também não deve subestimar a actividade, quando:
- o trabalhador dá a impressão de que a sua tarefa é fácil;
- o trabalhador efectua movimentos regulares e rítmicos;
- o trabalhador não para reflectir, nos momentos previstos pelo agente;
- o trabalhador executa uma tarefa manual penosa;
- o agente do estudo do trabalho está fatigado.
CORRECÇÕES
Existem vários tipos de correcções, os principais a considerar são:
Correcções de repouso
São aplicáveis a qualquer tipo de operação e têm como finalidade dar um acréscimo ao
tempo normalizado, por forma a que o trabalhador se recomponha dos efeitos psicológicos
e fisiológicos de determinada tarefa. Estas correcções podem ser fixas ou variáveis.
Correcções para ocorrência irregular
Apesar de ser desejável estudar e identificar todas as ocorrências irregulares e distribui-
las proporcionalmente por cada ciclo de trabalho, existem algumas ocorrências que são
particularmente difíceis de aplicar essa distribuição. Deste modo, torna-se necessário
calcular uma percentagem representativa do tempo necessário para a execução desta
ocorrência.
Correcções por demoras inevitáveis
São correcções aplicáveis, quando existem instantes de ociosidade forçada que tem
origem na natureza do processo ou da operação e que, a não serem compensadas,
originariam um prejuízo no prémio do executante.
Correcções especiais
Trata-se de correcções para actividades que normalmente não fazem parte do ciclo da
operação, mas são indispensáveis à boa execução do trabalho.
Correcções suplementares
São do tipo de correcções que o gestor pode prever, se o considerar vantajoso, para
além das requeridas pelas características do trabalho estudado.
A fase da preparação da cronometragem é de extrema importância.
Além de se verificar se todos os detalhes previstos para a realização do trabalho
estão executados, selecciona-se também o momento e o executante mais indicado,
o que irá condicionar de forma bastante significativa o resultado do estudo.
A decomposição da tarefa em elementos facilita a cronometragem.
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
A afectação de correcções permite obter o Tempo Padrão devidamente corrigido
de todos os factores que o podem influenciar, como sendo cansaço, necessidades
fisiológicas, etc.
4.4.2 AMOSTRAGEM DO TRABALHO
Esta técnica aplica-se a processos de trabalhos que não tenham carácter repetitivo, ou
que sendo cíclicos, os ciclos sejam longos. É indicada para actividades muito diversas,
que variem de dia para dia, tais como manutenção de máquinas, condução de teares,
trabalhos diversos em laboratórios de análise, trabalhos variados em oficinas.
A amostragem do trabalho tem três utilizações principais:
- Determinar as percentagens relativas dos tempos de actividades e de inactividade
de homens e de máquinas;
- Determinar as percentagens relativas de tempos activos e inactivos de um trabalhador
manual e estabelecer um índice de actividades (ou ritmo de actividade);
- Estabelecer o Tempo-Padrão.
A amostragem do trabalho é indicada para trabalhos diversos, com ciclos longos.
4.4.3 SISTEMAS DE DADOS DE REFERÊNCIA OU TEMPOS SINTÉTICOS
Consistem em bases de dados de tempos de operações semelhantes anteriormente
obtidos, em geral na própria empresa.
4.4.4 TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS
Os sistemas de tempos pré-determinados são sistemas de medida do trabalho que utilizam
tempos previamente estabelecidos para cada movimento fundamental do corpo humano
(classificado segundo a natureza do movimento e as condições nas quais ele é executado),
com a finalidade de obter o tempo exigido para a execução de uma dada tarefa, a um
nível de rendimento bem definido.Podem ser informatizados ou sobre a forma de tabelas.
Para a utilização correcta e eficaz destes sistemas é necessário proceder à divisão de
cada fase do trabalho a analisar, nos diferentes movimentos fundamentais que a
constituem. A cada um destes movimentos fundamentais é feito corresponder um tempo
pré-determinado e a duração total de cada fase do trabalho será (desde que garantidas
certas considerações) o resultado da adição dos tempos de cada elemento constituinte.
Uma das principais vantagens associadas à utilização de Sistemas de Tempos Pré-
Determinados (STPD) reside no facto de se estudar cada uma das fases constituintes
de uma operação tendo em vista os movimentos a efectuar. Esta característica permite
a obtenção de métodos de trabalho mais aperfeiçoados, conseguida por exemplo através
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
da detecção de movimentos inúteis que podem mais facilmente ser eliminados; a
substituição de movimentos através da aplicação de classes de movimentos de menor
duração, etc.
VANTAGENS ASSOCIADAS À APLICAÇÃO DE STPD
- Permitem a avaliação dos métodos de trabalho implementados sem a necessidade
de esperar pela sua implementação prática ou que esteja completo o período de
aprendizagem associado à tarefa em causa;
- Permitem o cálculo do tempo-padrão para a execução de uma dada operação mesmo
antes de esta ser de facto executada;
- Evitam o Julgamento de Actividade dos executantes para a determinação de tempos
normalizados, reduzindo assim parte da componente subjectiva e consequentemente
tornando mais coerente a determinação dos tempos-padrão para determinada
operação. Este aspecto é reforçado se considerar que os tempos tabelados para
cada STPD aplicam-se a determinado movimento independentemente do local em
que este é executado;
- Auxiliam na concepção dos postos de trabalho, permitindo a análise da eficiência
conseguida com a utilização de diferentes ferramentas, a comparação de diferentes
arranjos espaciais e o efeito que estes têm no tempo de execução obtido, etc.;
- São particularmente úteis para a definição dos tempos de execução de elementos
repetitivos e de muito curta duração, geralmente difíceis de cronometrar com um nível
aceitável de precisão;
- Permitem estabelecer um plano de formação mais rápido para os executantes, por
intermédio da definição detalhada do método a adoptar para cada operação.
Uma vantagem adicional da utilização destes sistemas advém da sua utilização noutro
tipo de aplicações que não somente o Estudo dos Métodos ou a Medida do Trabalho.
CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO
Se efectuarmos uma análise às operações e tarefas nas empresas de vestuário, podemos
comprovar o elevado peso das actividades manuais, como resultado do carácter
essencialmente manual associado a esta actividade.
Uma análise efectuada a diversos postos de trabalho permite concluir que, em média, a
distribuição dos tempos dos operários é feita da seguinte forma:
- 65% Trabalho Manual – Manipulação das peças de e para o local de trabalho,
ajuste de posições das peças, etc.;
- 15%TrabalhoTecnológico – Costura propriamente dita (onde estamos a acrescentar
valor ao produto);
- 20% Causas Externas - Actividades não directamente associadas ao processo de
produção e relacionadas essencialmente com causas externas do tipo organizacionais:
82
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
problemas de aprovisionamento, movimentação de peças entre postos de trabalho,
etc.
Verificamos assim, que o peso das actividades manuais é extremamente elevado, razão
pela qual qualquer tentativa de racionalização dos movimentos efectuados traduz-se em
melhorias consideráveis para a empresa.
SISTEMA GSD - GENERAL SEWING DATA
O sistema GSD consiste num sistema de tempos pré-determinados concebido
especificamente para a análise de métodos e determinação de tempos-padrão para
operações características de indústrias de confecções (não exclusivamente as de
confecção de vestuário). Pode também ser eficazmente empregue na definição dos
tempos de operações diferentes das de confecção propriamente ditas, como sejam os
casos das operações de corte, preparação dos lotes, costura, prensagem, inspecção e
embalagem.
O sistema GSD foi desenvolvido pela Methods Workshop, Ltd nos anos 70, tendo como
princípios base os mesmos associados aos sistemas MTM - MethodsTime Measurement.
Com base numa análise extensiva dos movimentos mais frequentemente executados
neste tipo de operações foi definida uma série de movimentos-tipo, cada um deles
identificado por um código, a que corresponde um tempo pré determinado.
O sistema GSD encontra-se estruturado em dois níveis:
1º Nível do GSD - engloba um total de 25 códigos diferentes;
2º Nível do GSD - engloba um total de 11 códigos diferentes.
Assim, sistema incorpora 36 códigos distribuídos por categorias, correspondentes à
sequência do trabalho numa indústria deste tipo.
1º Obter parte ou partes e acertá-las;
2º Dar alguma forma às partes ou colocá-las directamente sob o calcador;
3º Costurar as partes, alinhá-las quando necessário ou adicionar partes entre costuras;
4º Cortar linhas;
5º Afastar as partes, por exemplo para formação de um lote.
Depois de identificada esta sequência, o passo seguinte consiste em identificar as
diferentes sub-sequências de movimentos independentes, analisa-las de acordo com a
estrutura do MTM Core Data, e acertar um código a cada elemento identificado.O resultado
final foi depois verificado e testado em situações reais.
O sistema possui também uma expressão matemática para deduzir o tempo gasto numa
costura, tendo em consideração as especificidades de cada tipo de costura,
nomeadamente: comprimento da costura, densidade do ponto (pontos/cm), velocidade
da máquina de costura, acessórios disponíveis para auxiliar a costura e o tipo de costura
(visível ou não visível na peça final do exterior, em linha recta ou curva, etc.).
83
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Os sistemas de tempos pré-determinados são sistemas de medida do trabalho
que utilizam tempos previamente estabelecidos para cada movimento fundamental
do corpo humano.
O sistema GSD consiste num sistema de tempos pré-determinados.
O sistema possui também uma expressão matemática para deduzir o tempo gasto
numa costura.
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder.
O estudo do trabalho aumenta a produtividade através de:
C1
C2
C3
C4
Redução das distâncias a percorrer.
Aumentando o número de horas de produção.
Aumentando o ritmo de trabalho.
Redução do número de movimentos dos operários.
TOTAL
Os métodos utilizados por Taylor contemplavam:
A1
A2
A3
A4
A divisão do trabalho.
A especialização do operário numa só operação.
A polivalência dos operários.
Constituição de grupos de trabalho em vez de linhas de produção.
TOTAL
Qual a utilidade do estudo do trabalho:
B1
B2
B3
B4
Optimização dos métodos de produção.
Redução do número de horas de trabalho.
Organização e distribuição do trabalho.
Melhoria ergonómica dos postos de trabalho.
TOTAL
Deve-se realizar um estudo de tempos quando:
D1
D2
D3
D4
Se deseja comparar a eficácia de dois métodos.
Quando os operadores tem um salário abaixo da média.
O trabalhador se queixa de pouco tempo previsto para a operação.
Os tempos improdutivos são reduzidos.
TOTAL
85
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Os métodos utilizados por Taylor contemplavam:
A1
A2
A3
A4
A divisão do trabalho.
A especialização do operário numa só operação.
A polivalência dos operários.
Constituição de grupos de trabalho em vez de linhas de produção.
TOTAL
Qual a utilidade do estudo do trabalho:
B1
B2
B3
B4
Optimização dos métodos de produção.
Redução do número de horas de trabalho.
Organização e distribuição do trabalho.
Melhoria ergonómica dos postos de trabalho.
TOTAL
O estudo do trabalho aumenta a produtividade através de:
C1
C2
C3
C4
Redução das distâncias a percorrer.
Aumentando o número de horas de produção.
Aumentando o ritmo de trabalho.
Redução do número de movimentos dos operários.
TOTAL
Deve-se realizar um estudo de tempos quando:
D1
D2
D3
D4
Se deseja comparar a eficácia de dois métodos.
Quando os operadores tem um salário abaixo da média.
O trabalhador se queixa de pouco tempo previsto para a operação.
Os tempos improdutivos são reduzidos.
TOTAL
86
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ESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO
BIBLIOGRAFIA
[1] BARROSO, Mónica Paz - "Métodos e Tempos". Grupo de Engenharia Humana. DPS
- Escola de Engenharia da Universidade do Minho.
[2] BRISLEY, C.L.; EADY, K. - “Predetermined motion time systems”. Gabriel Salvendy.
[3] CARVALHO, M.A.F - "Utilização de sistemas de tempos pré-determinados na Indústria
da Confecção". Revista das Primeiras Jornadas Têxteis e do Vestuário da Universidade
do Minho. Abril 1997, p. 34-36.
[4] CARVALHO, M.A.F. - "Utilização de sistemas de tempos pré-determinados na Indústria
da Confecção". Moda e Confecção. n.º 3 (Novembro 1997), p. 24-28.
[5] CARVALHO, M.A.F. - "A importância da tecnologia computadorizada de medição
previsiva na ajuda a escolher o investimento correcto em maquinaria de confecção".
Moda e Confecção. n.º 3 (Novembro 1997), p. 24-28.
[6] COSTA, L. Gomes da - "Introdução à medida do trabalho". Grupo de Engenharia
Humana. DPS - Escola de Engenharia da Universidade do Minho.
[7] GENAIDY, A.M.; AGRAVAL, A; MITAL, A. - “Computerized predetermined motion-time
systems in manufacturing industries”.Computers and Industrial Engineering.Great Britain:
Pergamon Press, 1990. Vol.18.
[8] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis.
2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9.
[9] LOPES, Carla - GSD: Manual do Utilizador. “Computer aided manufacturing system”.
Braga: Controlconsul, 2003.
[10] LOPES, Carla - "Fazer da forma mais simples.Produtividade em confecção - métodos
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[11] Manual do Curso de Formação para Agentes de Métodos. Paris: Kurt Salmon
Associates. Ingénieurs Conseils, 1975.
[12] Organização Internacional do Trabalho. "Introdução ao Estudo do Trabalho". Lisboa:
Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984.
[13] ROSA, Eurycibíades Barra - "Estudo de Métodos & Tempos - Racionalização
industrial". Departamento de Produção. Itajuba, Brasil: EFEI, 2004.
[14] WYGANT, R.M.; WHITE, B.E.; HUNT, D. – “Combining ergonomics and work
measurement for job analysis”. Computers and industrial engineering. Great Britain:
Pergamon Press, 1993. Vol. 25 .
[15] WYGANT, R.M. – “A comparison of computerized predetermined time systems”.
Computers and industrial engineering. Great Britain: Pergamon Press, 1989. Vol. 17.
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OBJECTIVOS
1.Conhecer a importância da correcta implantação de máquinas e operações no processo
produtivo.
2.Identificar os aspectos essenciais para uma melhor organização e controlo da produção
(diminuição da distâncias e cruzamentos no fluxo produtivo).
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
5.1 Introdução 088
5.2 Estudo de implantações 088
5.3 Quando e como implantar 089
5.4 Princípios para uma boa implantação 090
5.5 Áreas de implantação 091
5.6 Tipos de implantação 092
5.6.1 De acordo com as características do processo produtivo 092
5.6.2 De acordo com a organização do trabalho adoptada 093
5.7 Concepção de uma Unidade de Produção 095
5.8 Casos práticos (Exemplos) 096
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ESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES
5.1 INTRODUÇÃO
REDUÇÃO DOS PERCURSOS - SIMPLIFICAÇÃO DOS FLUXOS
As grandes mansões aristocráticas de outrora eram concebidas para agradarem aos
seus proprietários. Pouco importava que isso representasse um acréscimo de trabalho
para o pessoal ao seu serviço, sempre numeroso.
Em particular, as cozinhas situavam-se frequentemente na cave, na extremidade traseira
da casa, enquanto a sala de refeições principal se situava quase sempre no rés-do-
chão, ao lado do jardim.
A distância impedia os cozinheiros de virem eles próprios servir os pratos e recolher as
sugestões ou elogios eventuais:existiam criados cuja única função consistia no transporte
dos pratos entre a cozinha e a sala de refeições.
A coordenação entre a preparação dos pratos e o seu serviço à mesa era bastante
delicada: por um lado, era necessário ter em conta a duração dos percursos, por outro,
na cozinha, era impossível saber a que velocidade o prato precedente era consumido e,
por consequência, qual o momento de servir o prato seguinte. Era forçoso preparar os
pratos bastante quentes, dado que a sua temperatura diminuía durante o percurso através
de longos corredores.
Se, por qualquer razão, havia necessidade de reduzir o número de criados, então os
percursos que os restantes faziam tinham de ser convenientemente utilizados, através
do transporte simultâneo de vários pratos. Observavam-se já então todas as
consequências das más implantações: elevado número de efectivos e algo improdutivos,
prazos longos, desperdício de espaço, (grandes corredores), desperdício de energia
(pratos sobreaquecidos), dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades,
lentidão e falhas na circulação da informação, tendência para constituir stocks e produzir
“por lotes”.
Nas fábricas, a implantação incorrecta das várias actividades é também prejudicial à
eficácia de funcionamento, resultando normalmente de um crescimento anterior pouco
controlado. As fábricas raramente são construídas tendo à partida o tamanho e a
configuração definitivos.A expansão progressiva das actividades obriga a implantar novos
equipamentos; raramente se aproveitam estas ocasiões para deslocar máquinas
existentes e assim optimizar o conjunto.
A implantação incorrecta das diferentes secções dentro de uma fabrica resulta
num acréscimo de tempos improdutivos e de deslocações resultando numa
diminuição da produtividade.
5.2. ESTUDO DE IMPLANTAÇÕES
A utilização das instalações que intervêm num processo produtivo baseia-se nos seguintes
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requisitos:
- Que a sua disposição seja a mais adequada;
- Que se mantenha em condições de funcionamento (disponibilidade).
O primeiro destes objectivos consegue-se através de um estudo a fundo da situação
relativa dentro da oficina de trabalho dos diferentes elementos produtivos, ou seja, da
implantação dos mesmos.
O segundo objectivo é conseguir a disponibilidade óptima das instalações a cargo da
função manutenção nas suas facetas de reparação de avarias e manutenção preventiva.
Pretende-se que o equipamento esteja implantado da forma mais adequada e que
se encontre disponível para a sua utilização.
5.3 QUANDO E COMO IMPLANTAR
QUANDO
- Antes de construir os edifícios;
- Antes de entrar em novos locais;
- Antes de modificar o volume de fabricação;
- Antes ou durante mudanças de processos técnicos, novas máquinas e manutenções;
- Antes ou durante mudança do tipo de artigos.
COMO
Tendo em conta o:
- Volume de produção;
- Processo de fabrico;
- Tipo de artigo.
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ESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES
IMPLANTAÇÃO
A situação relativa dos diversos elementos de um processo produtivo influencia a
produtividade do mesmo, pois determina a extensão dos circuitos de transporte interno,
a superfície ocupada, o plano necessário para a condução das instalações (de forma a
possibilitar ou não a condução de várias máquinas) e os tempos mortos ente operações
devido aos deslocamentos dos materiais.
CONDIÇÕES PARA UMA BOA IMPLANTAÇÃO:
- Ter uma lista do material disponível;
- Ter um plano da área produtiva;
- Fixar quais serão as entradas, as saídas, tanto do pessoal como do material ou
do trabalho;
- Prever quais serão os meios de transporte;
- Conhecer as saídas e entradas de energia;
- Controlar a carga exercida no solo (peso do material e das pessoas).
Deve-se ainda conhecer a gama de montagem e a divisão do trabalho escolhido.
Deve-se seleccionar o momento adequado para se realizar a implantação.
Não se deve iniciar sem ter reunido todas as condições para uma boa implantação.
5.4. PRINCÍPIOS PARA UMA BOA IMPLANTAÇÃO
CIRCULAÇÃO DOS MATERIAIS
- O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível;
- Não deixar o trabalho retroceder;
- Os intervalos entre as máquinas devem permitir um trabalho cómodo (devem existir
no mínimo 60 cm entre cada máquina e 120 cm para os corredores de circulação);
- A alimentação e evacuação do trabalho devem-se efectuar o mais próximo possível
das entradas e saídas de produção;
- Os pontos de depósito do trabalho, devem existir em número suficiente e adaptados
ao trabalho de cada um;
- A manutenção das máquinas e da secção deve ser fácil;
- Redução do número de manipulações;
- Eliminação das dificuldades nos itinerários (dimensões das zonas de passagem,
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portas de acesso e estado dos pavimentos).
CIRCULAÇÃO DAS PESSOAS
- Redução das distâncias em número e extensão;
- Redução de perdas de tempo por esperas.
CIRCULAÇÃO DO PESSOAL
- Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos;
- Redução da mão-de-obra dedicada a transportes internos.
CONDIÇÕES DE TRABALHO
- Aumento de segurança (isolamento de instalações que representam um perigo
especial);
- Atenção aos aspectos da higiene industrial (arejamento, iluminação).
FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
- Devem existir condições para a reparação das instalações;
- Facilidade nos acessos para a montagem e desmontagem.
O modelo de implantação é muitas vezes definido em função da organização do trabalho
adoptado ou das características do processo produtivo.
O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível. Não deve haver retrocessos.
As condições de trabalho devem ser as adequadas (posto de trabalho; iluminação;
arejamento; pavimento; etc.).
5.5 ÁREAS DE IMPLANTAÇÃO
Toda a implantação dever ser pensada numa perspectiva ergonómica para que o trabalho,
o equipamento e a área estejam o mais possível adaptados ao homem.
ÁREAS ACONSELHADAS NA CONFECÇÃO
SECTOR DE CORTE 3 X área dos elementos fixos
SECTOR DE COSTURA 4 a 6 metros quadrados por posto de trabalho
SECTOR DE PRENSAS 3 X área dos elementos fixos
DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO Área Corte + Área Costura + Área Prensas
ARMAZÉNS Área do Departamento Produção
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5.6. TIPOS DE IMPLANTAÇÃO
5.6.1 DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO PRODUTIVO
A. PROCESSO LINEAR
Existe um circuito único percorrido sucessivamente por todos os produtos.
B. PROCESSO CONVERGENTE
As matérias-primas e os componentes de distintas procedências convergem numa linha
final de produção ou montagem.
C. PROCESSO CONVERGENTE – DIVERGENTE
Um certo número de materiais e componentes convergem num produto intermédio que
se diversifica nas distintas linhas de produtos acabados.
Entrada SaídaOperação A Operação B Operação C
Circuito do componente A
Circuito do componente B
Montagem
Expedição
Circuito de caixas
Matérias-primas
Produto A
Produto B
Produto C
Processo divergente de
fabricação
Produto E
Produto D
Produto F
Produto G
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5.6.2 DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ADOPTADA
A - GRUPOS FUNCIONAIS
Os postos de trabalho agrupam-se pela natureza da sua actividade.
Este tipo de implantação é utilizado no caso de processos descontínuos.
Resulta da Organização Tayloriana e agrupa as máquinas tecnicamente semelhantes
ou dispondo das mesmas funções. Agrupa igualmente as máquinas segundo critérios
de qualidade (precisão) ou capacidade. Regra geral encontramos a montagem separada
da fabricação, a recepção das matérias-primas e dos produtos adquiridos ao exterior
centralizados num único espaço (frequentemente justificado por um controlo de recepção).
PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Agrupamento das Especialidades - o pessoal que trabalha num sector é especializado
num determinado tipo de máquina podendo passar facilmente de uma máquina para
a outra;
- Flexibilidade - a implantação é independente das gamas de fabricação sendo, por
isso, possível fabricar todo o tipo de produtos utilizando os meios disponíveis na oficina
sem perturbar o fluxo.
Matéria A
Matéria B
Matéria C
Matéria D
Produto intermédio
Produto 1
Produto 2
Produto 3
Processo misto de
fabricação
Montagem
Acabamento
Corte
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PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Fluxos complexos - neste tipo de implantação os fluxos são complexos, com
numerosos pontos de inversão e de acumulação. A implantação das máquinas não
respeita a ordem das operações de uma gama forçando o produto a inverter o sentido
de movimentação ao longo da linha para passar à operação seguinte;
- Tempos de Produção - é a consequência lógica da complexidade dos fluxos que se
transforma inevitavelmente em atrasos significativos na produção;
- Volume de “em curso” e Tempo de Lote - A distância entre postos de trabalho que
efectuam operações sucessivas na mesma peça torna necessária a fabricação por
lotes, a fim de minimizar a frequência de transporte entre operações.Assim a fabricação
por lotes implica prazos de produção e níveis de stocks intermédios elevados.
B - LINHAS DE FABRICAÇÃO
Os postos de trabalho dispõem-se de forma sucessiva na rigorosa ordem do processo
de produção.
As máquinas são colocadas em linha de acordo com a ordem da gama de fabricação.
Encontramos este tipo de implantação principalmente em processos contínuos.
PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Inexistência de pontos de inversão;
- Fluxos mais fáceis de identificar.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Flexibilidade Limitada - sendo esta implantação orientada por produto ou família de
produtos a sua flexibilidade é extremamente limitada.
C - GRUPO, CÉLULA OU ILHA DE FABRICO
Uma implementação em célula é constituída por pequenas oficinas de produção
especializadas na realização integral de um conjunto de peças.
Matérias-primas Montagem Produto acabado
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PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Baixo volume “em curso” - esta implantação reduz consideravelmente os stocks
intermédios e os prazos;
- Rápida montagem da célula - uma célula de fabrico permite uma melhor adaptação
da disposição das máquinas na mudança de artigo;
- Aumento da diversidade de tarefas - o aumento da diversidade de tarefas ou máquinas
a operar reduz a monotonia do trabalho.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Aumento da diversidade de tarefas - este tipo de implantação requer uma maior
polivalência dos operários. O operário necessita de saber operar com todas as
máquinas da célula de fabrico logo exige deste uma maior capacidade de
aprendizagem e adaptação.
D - PRODUÇÃO EM POSTO FIXO
A Unidade a produzir é executada praticamente num único posto de trabalho (onde se
efectua a maior parte das operações).
A selecção do tipo de implantação depende da organização do trabalho adoptada
e das características do processo produtivo.
Podem ser organizados em: Grupos Funcionais; Linhas de Fabricação; Grupo,
Célula ou Ilha de Fabrico; Produção em Posto Fixo.
5.7 CONCEPÇÃO DE UMA UNIDADE DE PRODUÇÃO
A concepção de uma implantação correcta de um sistema de produção assenta nos
seguintes princípios base:
- Suprimir todos os movimentos que não acrescentem valor acrescentado ao produto;
- O produto não deverá ser movimentado duas vezes sem que haja valor acrescentado
entre os movimentos;
- Uma boa implantação é aquela em que o encaminhamento ou fluxo dos produtos é
evidente.
Célula em U
Célula em linha
Armazém
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5.8 CASOS PRÁTICOS (EXEMPLOS)
EXEMPLO I
A - “LAYOUT” EXISTENTE
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B - “LAYOUT” PROPOSTO
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EXEMPLO II
A - “LAYOUT” EXISTENTE
FLUXO PRODUTIVO EXISTENTE PARA UMA SWEATSHIRT
LEGENDA
Máquinas existentes Sequência de operações
A - Cortar colarete
B - Corta e cose com vivo
C - Piqueta
D - Pregar gola/colarete
E - Meter colarete
F - Ponto preso
G - Recobrimento de elástico
H - Corta e cose
I - Recobrimento
J - Recobrimento de bainhas
L - Mesa de remate
1 - Fazer carcela
2 - Pregar etiqueta
3 - Pregar encaixe na frente
4 - Recobrir encaixe
5 - Unir ombros
6 - Pregar mangas
7 - Recobrir
8 - Fazer bainha
9 - Fechar lados
10 - Fazer racha
11 - Pregar punho
12 - Pregar gola
13 - Pregar colarete
14 - Dar 1º pesponto na carcela
15 - Dar 2º pesponto na carcela
16 - Pespontar colarete
17 - Rematar peça
L-17
H
H
H
I-7
H-6
H-5
H-9
F-2/10
J-8
H-12
H-11
H-3/11
I-4
I
H-9
H-15
F-16
F-1
A
B
C
D
E-13
F
F-10
F
F-1/14
G
99
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B - “LAYOUT” PROPOSTO
FLUXO PROPOSTO PARA A SWEATSHIRT - ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS MÁQUINAS
LEGENDA
Máquinas existentes Sequência de operações
A - Cortar colarete
B - Corta e cose com vivo
C - Piqueta
D - Pregar gola/colarete
E - Meter colarete
F - Ponto preso
G - Recobrimento de elástico
H - Corta e cose
I - Recobrimento
J - Recobrimento de bainhas
L - Mesa de remate
1 - Fazer carcela
2 - Pregar etiqueta
3 - Pregar encaixe na frente
4 - Recobrir encaixe
5 - Unir ombros
6 - Pregar mangas
7 - Recobrir
8 - Fazer bainha
9 - Fechar lados
10 - Fazer racha
11 - Pregar punho
12 - Pregar gola
13 - Pregar colarete
14 - Dar 1º pesponto na carcela
15 - Dar 2º pesponto na carcela
16 - Pespontar colarete
17 - Rematar peça
L-17
D
H
H-5
H-6
J-8
F-10
I
H-11
F-14
C
H
F
I
H-9
G
B
H-15
F-16
A
F-1
F-2
H-3
I-4/7
H-9
F-10
H-11
H-12
E-13
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AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Princípios de uma boa implantação:
C1
C2
C3
C4
O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível.
A alimentação do trabalho deve-se efectuar o mais longe possível
das entradas e saídas de produção para não obstruir a passagem.
O trabalho deve sempre retroceder.
Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos.
TOTAL
Quando implantar?
A1
A2
A3
A4
Depois de construir edifícios.
Antes de entrar em novos locais.
Mudanças de processos, novas máquinas e manutenções.
Quando recebemos novas encomendas do mesmo artigo.
TOTAL
Condições para uma boa implantação:
B1
B2
B3
B4
Fixar as entradas e saídas do material e do pessoal.
Ter uma lista de material disponível.
As saídas e entradas de energia não interessam.
Ter o plano da área produtiva.
TOTAL
O que origina uma má implantação:
D1
D2
D3
D4
Desperdício de espaço.
Produzir para lotes.
Elimina tempos mortos.
Dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades.
TOTAL
101
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Quando implantar?
A1
A2
A3
A4
Depois de construir edifícios.
Antes de entrar em novos locais.
Mudanças de processos, novas máquinas e manutenções.
Quando recebemos novas encomendas do mesmo artigo.
TOTAL
Condições para uma boa implantação:
B1
B2
B3
B4
Fixar as entradas e saídas do material e do pessoal.
Ter uma lista de material disponível.
As saídas e entradas de energia não interessam.
Ter o plano da área produtiva.
TOTAL
Princípios de uma boa implantação:
C1
C2
C3
C4
O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível.
A alimentação do trabalho deve-se efectuar o mais longe possível
das entradas e saídas de produção para não obstruir a passagem.
O trabalho deve sempre retroceder.
Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos.
TOTAL
O que origina uma má implantação:
D1
D2
D3
D4
Desperdício de espaço.
Produzir para lotes.
Elimina tempos mortos.
Dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades.
TOTAL
102
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BIBLIOGRAFIA
[1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989.
[2] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis”.
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[5] SANTOS, Gilda - "Organização da produção em confecção".V.N. Famalicão: CITEVE,
2002.
103
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO
OBJECTIVOS
1. Indicar os vários sistemas de organização do trabalho.
2. Conhecer as características inerentes a cada sistema de organização.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
6.1 Tipologias de produção 104
6.1.1 Classificação em função da importância das séries de fabrico e da sua
repetitividade 104
6.1.2 Classificação em função da organização do fluxo de produção 105
6.1.2.1 Produção contínua 105
6.1.2.2 Produção descontínua 106
6.1.2.3 Produção por projecto 106
6.1.3 Classificação em função do tipo de relacionamento com o cliente 107
6.1.3.1 Produção para stock 107
6.1.3.2 Produção por encomenda 107
6.2 Os diferentes sistemas de organização do trabalho 107
6.2.1 Posto autónomo 107
6.2.2 Grupo autónomo (célula de produção) 108
6.2.3 Grupo homogéneo 111
6.2.4 Linha de produção 113
6.2.5 Linha de produção com tapete rolante 115
6.2.6 Linha de produção com rampas 117
6.2.7 Linha de produção com lote progressivo 118
6.2.8 Transportador aéreo 120
6.2.9 Conclusão 121
104
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6.1 TIPOLOGIAS DE PRODUÇÃO
Cada empresa é única pela sua organização e pela especificidade dos produtos que
fabrica. Contudo, poderemos estabelecer uma classificação das empresas em função
dos seguintes critérios:
- Quantidades fabricadas e grau de repetitividade;
- Organização dos fluxos de produção;
- Relação com os clientes;
- Tipologia da estrutura dos produtos;
- Autonomia de concepção e de encomenda.
É certo que estes critérios não são exaustivos, mas permitem definir com clareza o tipo
de uma empresa. É fundamental uma classificação da tipologia de produção porque ela
condiciona a escolha dos métodos de gestão da produção que forem mais adaptados.
Portanto, esta análise é um prólogo, indispensável a qualquer projecto de instalação ou
de reestruturação de uma gestão da produção.
6.1.1 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DA IMPORTÂNCIA DAS SÉRIES DE FABRICO
E DA SUA REPETITIVIDADE
A primeira diferença significativa entre as empresas respeita obviamente à tipologia das
suas produções. De acordo com as quantidades lançadas em produção podemos ter:
- Produção unitária;
- Produção de pequenas séries;
- Produção de médias séries;
- Produção de grandes séries.
De notar que os valores associados às noções de pequena, média e grande série são
diferentes consoante o tipo de produto que está a ser fabricado.Como referência indicando
a seguinte ordem de grandeza média: 100 unidades para as pequenas séries, 1000
unidades para as médias e as 100000 unidades para as grandes séries.
Para cada uma destas quantidades os lançamentos em produção devem ser repetitivos
ou não, facto que influenciará igualmente a tipologia da empresa.
Podemos então estabelecer a seguinte matriz:
Produções repetitivas Produções não repetitivas
Produção unitária Motor de explosão
Bombas para equipamento
nuclear
Trabalhos públicos
Moldes para prensas
Ferramentas
Máquinas ferramentas
Subcontratação
Pré-séries
Pequenas e médias séries
105
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6.1.2 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DO FLUXO DE PRODUÇÃO
Distinguem-se três grandes tipos de produção, sendo no entanto possível encontrar
muitos outros tipos intermédios:
- Produção contínua;
- Produção descontínua;
- Produção por projecto.
6.1.2.1 PRODUÇÃO CONTÍNUA
Considera-se uma produção contínua sempre que se tratam quantidades
importantes de um dado produto ou de uma família de produtos.
A implantação é feita em linha de produção. Dizemos então que estamos em presença
de uma oficina de produção contínua que os anglo-saxónicos designam por “flow shop”.
Neste tipo de produção, as máquinas ou as instalações estão dedicadas ao produto a
fabricar o que, geralmente, não permite uma grande flexibilidade. Além disso, com o
objectivo de evitar a criação do estrangulamento e de tomar mais fluido o escoamento
dos produtos, o balanceamento da produção de cada uma das máquinas deve ser feito
cuidadosamente.
As indústrias petroquímicas e as cimenteiras são exemplos típicos deste tipo de empresas.
Encontramos igualmente o mesmo tipo de organização na montagem de produtos
fabricados em grandes séries, tais como a fabricação de rolamentos de série ou a
fabricação e enchimento de bebidas.
Regra geral, este tipo de produção é acompanhado por um grau avançado de
automatização dos processos de produção bem como dos sistemas de movimentação.
Esta automatização tornou-se evidente pela necessidade de se obter custos de produção
Electrodomésticos
Automóvel
Jornais
Artigos de moda
Grandes séries
Figura 1 - Produção contínua
Produção Contínua
106
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baixos, um nível de qualidade elevado e estável, de se evitar grandes quantidades dos
em curso de fabricação e de contribuir para uma rápida circulação dos produtos entre
postos de trabalho e na fábrica. A automatização tem, por consequência, a obrigação de
recorrer à manutenção preventiva das máquinas sob pena de arriscar a paragem total
da fábrica.
6.1.2.2 PRODUÇÃO DESCONTÍNUA
Considera-se uma produção descontínua quanto se tratam quantidades relativamente
pequenas de vários produtos diferentes, utilizando um parque de máquinas consideradas
universais.
A implantação das máquinas é realizada por oficinas funcionais que agrupam máquinas
em função do tipo de tarefas que executam (preparação, acabamento, etc.).
O fluxo de produtos é função do encadeamento das tarefas a realizar.Diz-se que estamos
em presença de uma oficina de processos que os anglo-saxónicos designam por “ Job
shop”.
Neste tipo de produção as máquinas e respectivas instalações têm capacidade para
realizar um grande número de operações não sendo exclusivas de um só produto, o que
lhes confere uma grande flexibilidade. Mas, por outro lado, é muito difícil equilibrar as
tarefas numa produção descontínua, o que gera elevados níveis de stocks e de em curso
de fabricação.
São empresas deste tipo as indústrias metalomecânica e as de confecção.
6.1.2.3 PRODUÇÃO POR PROJECTO
Numa tipologia de produção por projecto, o produto é único; é o caso, por exemplo, dos
Jogos Olímpicos ou da construção de uma barragem. Daí resulta, então, um processo
de produção único e não renovável.O princípio de uma produção por projecto é, portanto,
encadear todas as operações que conduzem ao termo do projecto, minimizando os tempos
mortos para que o produto seja entregue dentro do prazo estabelecido.
Neste tipo de produção não se pode estabilizar de uma maneira formal uma produção.
Portanto, a organização deve sempre contar com as numerosas e importantes
Figura 2- Produção descontínua
Montagem
Acabamento
Corte
107
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perturbações exteriores para conseguir as alterações necessárias.
6.1.3 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DO TIPO DE RELACIONAMENTO COM O
CLIENTE
Na classificação conforme a relação com o cliente, distinguem-se dois tipos de produção:
- Produção para stock;
- Produção por encomenda.
6.1.3.1 PRODUÇÃO PARA STOCK
Este tipo de produção guarda para stock os produtos acabados:
- Quando o tempo de fabrico é superior ao prazo de entrega pedido ou aceite pelo
cliente; daí a necessidade de produzir antecipadamente para satisfazer o cliente,
apoiando-se sobre previsões;
- Para produzir em grande quantidade e diminuir os custos.
6.1.3.2 PRODUÇÃO POR ENCOMENDA
A produção por encomenda apenas é obrigatória se tiver por parte do cliente um firme
compromisso. Evitamos assim (excepto se houver anulação) a stockagem de produtos
acabados, sendo este tipo de produção preferível ao tipo de produção para stock, porque
ele conduz a uma diminuição dos stocks, logo dos custos financeiros. Assim teremos
todo o interesse em escolher este tipo de produção sempre que for possível.
6.2 OS DIFERENTES SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
6.2.1 POSTO AUTÓNOMO
Método tradicional em que o operador produz uma peça de vestuário na sua totalidade.
Trata-se de um sistema geralmente utilizado pelo gabinete de estudos para preparação
de colecções.
Figura 3- Posto Autónomo
Ferro de vapor
Manequim
Porta bobinas
Posto de costura
Mesa de depósito
da matéria
108
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PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Possibilidade do operador colaborar estreitamente com a modelista e sugerir
modificações benéficas;
- Possibilidade de fabricar todos os modelos, sem qualquer equilibragem, sem novas
implantações;
- Possibilidade de abandonar provisoriamente a fabricação do modelo, para
confeccionar um outro mais urgente, existindo portanto uma grande flexibilidade do
trabalho;
- Tempo de fabricação curto;
- Fácil supervisão.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Necessidade de operadores muito experientes;
- Necessidade de conhecer o funcionamento e regras de vários tipos de máquinas e
acessórios;
- Baixa produtividade;
- Custos excessivos;
- O absentismo é muito notado.
6.2.2 GRUPO AUTÓNOMO (CÉLULA DE PRODUÇÃO)
Este sistema foi desenvolvido para permitir resposta rápida a mudanças no mercado e
aos gostos individualizados dos clientes, permitindo um elevado grau de diversificação
da produção.
Um dos aspectos mais importantes neste sistema é o conceito de “fluxo contínuo” de
peças individualizadas (lote unitário) envolvendo uma equipa de operadores
multifuncionais a trabalhar em equilíbrio.
Os membros da equipa tomam conta de várias operações e de várias máquinas,
partilhando certas funções uns com os outros a fim de equilibrarem a linha (sobreposição).
Este aspecto da sobreposição de postos de trabalho e de entre ajuda é fundamental
para manter o equilíbrio da linha, funcionando como sistema de transporte, uma vez que
é nestes pontos que a peça passa das mãos de um operador para o operador seguinte.
Assim os operadores trabalham em pé em vez de sentados como nos sistemas
convencionais.
CARACTERÍSTICAS:
- O grupo deve ser constituído por 4 a 10 pessoas no máximo (dependendo do tipo de
artigo);
- Não há chefe mas sim um líder que assegura a coordenação do trabalho;
109
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- Os operadores são agrupados de preferência por afinidade, a fim de constituir grupos
homogéneos e solidários;
- O grupo deve conter 1 a 2 polivalentes de reserva como forma de combater o
absentismo;
- É necessário dispor o material de modo a minimizar a energia e o tempo despendidos
nas operações de transporte. Geralmente realiza-se uma implantação em “U” ou em
“V”;
- Dispõe de uma grande flexibilidade;
- O grupo gere o avanço e a repartição das tarefas;
- O grupo assegura:
· uma produção de qualidade;
· os objectivos de rendimento;
· a carga de trabalho;
· a manutenção do material.
- Deve-se criar um painel onde se afixam diariamente os dados da produtividade do
grupo, de forma a controlar e a desenvolver uma consciência colectiva do desempenho
do grupo de trabalho.
Exemplo de célula de produção (ou grupo) em U (produção de camisete)
110
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PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Humanização do trabalho;
- Rotação de tarefas;
- Sentido de responsabilidade de cada um no seio do grupo;
- Espírito de equipa;
- Interesse pelo trabalho, participação de cada uma nas decisões;
- Mobilidade e flexibilidade dos grupos o que confere melhor adaptação à passagem
de séries muito curtas;
- Possibilidade de manter uma qualidade elevada (auto-controlo);
- Redução do pessoal indirecto;
- Elevada produtividade (devido a diminuição do tempo de espera da peça de operação
para operação);
- Mesmo que o produto produzido mude consideravelmente não há quebras de
produtividade;
- Excelente para produções de pequenas séries;
-Tempo do produto em curso de fabricação muito curto, ( as peças podem ser entregues
ao cliente 2 ou 3 horas depois da ordem de encomenda);
- Melhoria na qualidade dos produtos ( evita-se perigos de mistura de cores, pois
cada produto é confeccionado individualmente).
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Necessidade de muitas máquinas semelhantes para os vários grupos;
LEGENDA:
1 - m/c bordar
2 - m/c 2 ag. p/p. alim. sup/inf.
3 - m/c 1 ag. p/p. alim. sup/inf.
4 - m/c 2 ag. p/p. alim. sup/inf.
5 - m/c 1 ag. p/p.
6 - m/c 2 ag. c/c.
7 - m/c 2 ag. c/c.
8 - m/c 2 ag. c/c.
9 - ferro
10 - prensa
11 - m/c 1 ag. p/p
12 - m/c 1 ag. c/c
13 - m/c 1 ag. c/c
14 - m/c 1 ag. p/p
15 - m/c 1 ag. p/p
16 - m/c base cil. c/p
17 - m/c 1 ag. p/p
19 - revista
- 1 5 - operadores de pé com posto de trabalho
com sobreposição
- entrada das partes
A - frente
B - costas
C - punhos
D - mangas
E - emenda da manga
F - colarinho e entretela
G - emenda do peito
H - peça acabada
- setas azuis - trajecto das partes das peças
Figura 4 - Grupo autónomo (célula de produção)
111
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- Pouca eficácia para as grandes séries;
- Elevados deslocamentos dos operadores;
- Necessidade de mais espaço para os grupos de máquinas;
- Necessidade de pessoal mais qualificado;
- Só se conseguem produções equilibradas quando há cooperação entre operadores.
6.2.3 GRUPO HOMOGÉNEO
O sector de produção é dividido em grupos, normalmente por tipo de máquinas (de orlar,
de ponto preso, etc) ou de operações.
Um determinado número de peças é agrupado num lote. O operador recebe, por exemplo,
um lote de 30 elementos; assim que termina a operação relativa a esse lote, passa-o
para o posto seguinte e inicia um novo lote. Este sistema obriga à utilização de sistemas
de alimentação, como por exemplo, carros de transporte.
A equilibragem é efectuada segundo as necessidades de cada grupo. O chefe do sector
coordena o avanço do trabalho entre os grupos de modo a assegurar uma certa
sincronização.
CARACTERÍSTICAS:
- Os postos de trabalho são agrupados por tipo de máquinas;
Exemplo:
- Grupo de montagem máquinas de corte e cose
- Grupo de montagem máquinas de ponto preso
- Grupo de passagem a ferro
- Grupo de acabamento
- A progressão dos produtos é assegurada pelas distribuidoras ou por um sistema
mecanizado;
- Os elementos de um grupo asseguram a totalidade dos trabalhos correspondentes às
máquinas desse grupo;
- Os operadores são independentes uns dos outros, cada grupo é independente e
dirigido por um chefe;
- O tempo de transporte dos lotes é normalmente mais elevado do que nos outros
sistemas de trabalho.
112
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PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Implantação adaptável a praticamente todos os modelos;
Figura 5- Grupo homogéneo
113
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- Pequena área para implantação dos postos e elevada taxa de utilização do material;
- Custos relativamente baixos;
- Possibilidade de altos rendimentos encorajados por prémios;
- O operador tem à sua disposição um grande número de peças, assim não tem
esperas improdutivas;
- Possibilidade de passagem de peças urgentes sem provocar muito atraso.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Trabalho em curso importante devido à quantidade de peças por lote;
- A independência entre os postos de trabalho exclui o decorrer sucessivo das
operações, sendo necessário empregar distribuidores;
- Impossibilidade de equilibrar convenientemente os postos no interior do grupo;
- Risco de troca de peças e de tamanhos existindo dificuldade no controlo de produção;
- Necessidade de utilizar numerosas mesas para receber os lotes terminados que
vão sendo redistribuídos aos outros grupos;
- Tempos longos de trabalho em curso;
- Prazos de entrega pouco precisos devido ao rendimento variável dos operadores.
6.2.4. LINHA DE PRODUÇÃO
As operações de um artigo são divididas ao máximo e executadas sucessivamente,
segundo uma ordem cronológica rigorosa, que tem por objectivo evitar o retorno do
trabalho.
CARACTERÍSTICAS:
As máquinas estão dispostas segundo a ordem cronológica da gama de fabricação do
artigo.
As peças circulam entre os postos, por exemplo em caixas deslizantes nas mesas, por
gravidade ou por tapetes rolantes.
A preparação e montagem das peças de vestuário obriga a que o operador tenha de
abrir e fechar o lote com que vai trabalhar.
Este método de trabalho pode ter um avanço de peças por posto (em curso) que permite
ao operador uma certa independência de cadência da linha.
Os operadores são dependentes uns dos outros, daí o nome “cadeia”, normalmente
empregue para designar o trabalho em linha.
Este sistema é muito rígido devido à necessidade de dividir a montagem da peça em
operações que requeiram o mesmo tempo de execução. Sempre que se verifique uma
mudança de produto aparecem dificuldades dado que a totalidade ou parte da linha tem
de ser rapidamente modificada. A ocorrência de problemas numa operação pode atrasar
114
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as operações seguintes e a eficiência do sistema.
Transportadores
de rolos
Lançamento
Tapete
Rolante
Controlo
Tapete
de evacuação
115
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PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Fluxo lógico das operações sem retrocessos;
- Rendimento regular da produção;
- Especialização do pessoal e rápida formação;
- Tempo em curso de fabricação curto;
- Controlo fácil do avanço do trabalho sendo a mistura das peças quase inexistente;
- Redução do pessoal de distribuição, os operadores fazem fluir o trabalho de posto
em posto.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Equilibragem muito trabalhosa;
- A eficiência do sistema diminui consideravelmente à medida que aumenta o nº de
operações;
- Obrigação de respeitar o processo técnico;
- Rigidez da produção;
- Desorganização da linha pelo absentismo, daí a necessidade de operadores
polivalentes;
- Desinteresse pelo trabalho (devido ao facto de realizarem sempre a mesma operação)
faz aumentar o absentismo;
- Superfície de implantação importante provocada pela disposição da linha - é
necessária uma maior supervisão pele chefe de equipa.
6.2.5 LINHA DE PRODUÇÃO COM TAPETE ROLANTE
Neste sistema as caixas com os lotes passam de um posto a outro deslocando-se num
tapete rolante.
Figura 6- Mesas de circulação
116
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Figura 7- Linha de produção com tapete rolante
117
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FUNCIONAMENTO E CADÊNCIA DO TAPETE:
- Avanço em contínuo ou por “soluços regulares”- a velocidade do tapete rolante é
estabelecida em função da cadência imposta às operadoras, que corresponde ao tempo
de trabalho da operadora mais sobrecarregada ou a menos rápida ( o que significa que
as operadoras mais rápidas ou menos carregadas, têm obrigatoriamente esperas
improdutivas).
- Avanço comandado por uma operadora central e retorno de cada caixa à origem.
Cada caixa é enviada posto a posto e retorna à operadora central após a execução da
operação no posto determinado. De seguida é enviada para o posto onde será realizada
a operação seguinte.
PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Produção diária regular;
- Trabalho em curso reduzido;
- Fluxo lógico das operações sem retrocessos;
- Superfícies de implantação pouco importante;
- Controlo facilitado por paragens do tapete ou por deslocamento ao “ralenti”do tapete;
- Redução ao mínimo do pessoal de distribuição.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Rigidez da produção;
- Dificuldade para a operadora quando se atrasa;
- Dificuldade na atribuição de prémios à peça;
- Tempos improdutivos provocados por esperas;
- Necessidade de um local com disposição no sentido do comprimento;
- Rigidez de implantação, tapete praticamente inamovível;
- Absentismo muito notado;
- Vulnerabilidade aos acidentes mecânicos (por exemplo, troca da correia
transportadora).
6.2.6 LINHA DE PRODUÇÃO COM RAMPAS
Este sistema embora tenha sido utilizado com sucesso no passado, na produção de
grande série, é pouco comum actualmente.
118
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As partes das peças são passadas de um operador para outro através de canais em
forma de rampa, onde se junta um pequeno inventário que, se for bem controlado, não
aumenta significativamente o tempo em curso de fabricação da peça.
Com bom controlo, a utilização da mão-de-obra é boa, mas os inventários são pequenos,
sendo em partes individuais em vez de lotes e os atrasos tendem a ser cumulativos.
6.2.7 LINHA DE PRODUÇÃO COM LOTE PROGRESSIVO
Neste sistema as operações são implantadas em sequência com um “reservatório de
trabalho em curso ou produto em processo à espera” para cada uma delas.
1
2
Legenda:
1 - operador da máquina
2 - rampa
Figura 8- Linha de produção com rampas
119
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Figura 9- Linha de produção com lote progressivo
Aprovisionamento
Produtos acabados
120
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Cada operador trabalha à sua própria cadência, retirando novos lotes de trabalho em
curso, à espera nos reservatórios, e ocasionalmente transferem-se operadores de umas
operações para outras, de forma a equilibrar o fluxo do trabalho.
A utilização dos operadores é muito elevada, sendo mais difícil combater o absentismo
neste sistema do que nos outros sistemas em linha anteriormente discutidos.
Devido ao facto de os operadores se habituarem a uma alimentação constante de trabalho,
os incentivos individuais são muito importantes.
6.2.8 TRANSPORTADOR AÉREO
Com este sistema, as peças podem circular de posto para posto ou serem dirigidas
somente a certos postos.
CARACTERÍSTICAS:
O sistema é constituído por linhas principais e por meio delas são encaminhadas os
artigos a trabalhar. Estas linhas principais são suportadas por dispositivos fixos no tecto
ou no solo. Cada linha principal deriva em linhas secundárias. Existem tantas linhas
secundárias quantos os postos de trabalho.
PROGRAMAÇÃO DO TRABALHO:
1- Pela controladora que envia as peças que vêm do corte, pelos respectivos postos.
2- Pela operadora que após executar o seu trabalho o dirige a outro posto.
PRINCIPAIS VANTAGENS:
- Alimentação automática de posto à posto, quer seja próximo ou distante;
- Tempos de alimentação consideravelmente reduzidos;
- A apresentação das peças nos ganchos do transportador poderá permitir efectuar o
trabalho sem as retirar deste. Isto não significa que não possa ser retirado se for
preciso;
Figura 10- Transportador aéreo
121
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- Possibilidade de fazer vários modelos de cada vez, por simples programação dos
circuitos;
- Ganhos de tempo;
- A operadora não tem que fazer circular o trabalho para o posto seguinte dado que a
simples manipulação num botão da máquina é suficiente para a saída;
- Fácil controlo de cargas, desde a programação até ao posto de lançamento;
- Não há necessidade de distribuidoras;
- O absentismo é pouco notado.
PRINCIPAIS INCONVENIENTES:
- Vulnerabilidade aos acidentes mecânicos e eléctricos;
- Instalação dispendiosa;
- Rigidez de implantação;
- Necessidade de uma equipa de técnicos para assegurar o bom funcionamento do
dispositivo.
6.2.9 CONCLUSÃO
A escolha do sistema de trabalho no local de costura é um assunto que não pode ser
decidido com base em elementos de avaliação de tipo teórico, mas sim, tendo em conta
factores concretos, harmonizados num conjunto organizativo que só pode realizar quem
estiver suficientemente preparado para isso.
Do nosso comentário emergem, de forma bastante evidente, as razões orientadoras.
Cremos, de qualquer maneira, poder afirmar o seguinte:
“ FUNDAMENTAL E DETERMINANTE PARA QUALQUER SISTEMA QUE SE DESEJE
IMPLANTAR, É A BOA ORGANIZAÇÃO DE BASE. ”
Entendemos com esta definição o seguinte:
- Colecção bem concebida;
- Venda bem organizada;
- Compra bem articulada e controlada;
- Programação realista;
- Ciclos baseados em análises cronométricas e dinâmicas, cientificamente
executadas;
- Bom ambiente humano.
Com uma tal situação ideal, a escolha do sistema de trabalho torna-se mais fácil, sem
qualquer dúvida, e a sua aplicação menos dispendiosa.
Concluímos então que, quando não se pode contar com uma boa organização de base,
não existe sistema de trabalho que funcione.
122
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
SISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO
AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Vantagens do transporte aéreo:
C1
C2
C3
C4
Rigidez de implantação.
Possibilidade de fazer vários modelos ao mesmo tempo.
Custos de investimento relativamente baixos.
Alimentação automática de posto a posto.
TOTAL
Características das células de produção:
A1
A2
A3
A4
Resposta rápida.
Formação de lotes.
Operários especializados numa só operação.
Máquinas dispostas em forma de U ou V.
TOTAL
Inconvenientes da linha de produção:
B1
B2
B3
B4
Fluxo das operações sem retrocesso.
Redução do pessoal de distribuição.
Os operadores dependem uns dos outros.
Monotonia devido a repetição do trabalho.
TOTAL
Características do Grupo homogéneo:
D1
D2
D3
D4
Os operadores são independentes uns dos outros.
Implantação adaptável a praticamente todos os modelos.
Não há formação de lotes.
Postos de trabalho são agrupados por tipo de artigo.
TOTAL
123
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO
SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Características das células de produção:
A1
A2
A3
A4
Resposta rápida.
Formação de lotes.
Operários especializados numa só operação.
Máquinas dispostas em forma de U ou V.
TOTAL
Inconvenientes da linha de produção:
B1
B2
B3
B4
Fluxo das operações sem retrocesso.
Redução do pessoal de distribuição.
Os operadores dependem uns dos outros.
Monotonia devido a repetição do trabalho.
TOTAL
Vantagens do transporte aéreo:
C1
C2
C3
C4
Rigidez de implantação.
Possibilidade de fazer vários modelos ao mesmo tempo.
Custos de investimento relativamente baixos.
Alimentação automática de posto a posto.
TOTAL
Características do Grupo homogéneo:
D1
D2
D3
D4
Os operadores são independentes uns dos outros.
Implantação adaptável a praticamente todos os modelos.
Não há formação de lotes.
Postos de trabalho são agrupados por tipo de artigo.
TOTAL
124
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CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
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BIBLIOGRAFIA
[1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989.
[2] COURTOIS, Alain; PILLET, M.; MARTIN, C. - “Gestão da produção”. Edições Técnicas
Lidel, 1991.
[3] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel Manufacturing: sewn product analysis”.
2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9.
[4] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”.
Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11-X.
[5] LOPES, Carla - “Fazer da forma mais simples. Produtividade em confecção.
Implementação de Sistemas de Resposta Rápida do Trabalho em Grupo”. Braga:
Controconsul, 2003.
[6] MENDONÇA, Artur - “Organização da produção em confecção têxtil”. Porto:
Publindústria, Edições Técnicas, 2000. ISBN 972-95794-6-6.
[7] SANTOS, Gilda - “Organização da produção na confecção”. V.N. Famalicão: CITEVE,
2002.
125
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M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
OBJECTIVOS
1. Conhecer o conceito de equilibragem nas linhas de produção.
2. Compreender os métodos de realização de uma equilibragem (determinação dos
equipamentos, cargas de trabalho e sua distribuição).
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
7.1 Introdução 126
7.2 Generalidades 126
7.2.1 Processo operatório e tempos de operação 126
7.2.2 Tempo de produção, rendimento e absentismo 127
7.2.3 Planeamento de produção 128
7.2.4 Equilibragem e base de fragmentação 129
7.2.5 Determinação do parque de máquinas 130
7.3 Aplicações dos conceitos a um caso genérico 131
7.3.1 Elaboração do Mapa de Planeamento 131
7.3.2 Equilibragem da linha de produção 133
7.3.2.1 Determinação da base de fragmentação 134
7.3.2.2 Equilibragem 134
7.3.3 Determinação do parque de máquinas 137
7.4 Aplicação dos conceitos a um produto: camisa clássica de homem 138
7.4.1 Processo operatório do modelo 1001 138
7.4.2 Determinação do número de operários 139
7.4.3 Determinação da base de fragmentação 140
7.4.4 Equilibragem da linha 140
7.4.5 Determinação do número de máquinas 142
7.5 Conclusão 144
126
M-2PLANEAMENTO
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
7.1 INTRODUÇÃO
O Sector Têxtil e do Vestuário (STV), tem atravessado no últimos anos um processo de
restruturação significativo. Foram várias as áreas atingidas por este processo de
organização tão profundo, passando pela produção, pelos recursos humanos, através
de planos integrados de formação profissional, pelas finanças, pelo desenvolvimento e
pesquisa de novos mercados, culminando no desejado aumento de competitividade das
empresas do STV.
De um modo geral, o Planeamento e a Organização da Produção assumem um papel de
capital importância na obtenção de níveis de produtividade capazes de assegurarem
uma competitividade eficaz das empresas, sendo este aspecto muito relevante nas
empresas de confecção.
Sendo a produtividade uma relação entre a produção obtida e os meios utilizados,
interessa distinguir Produtividade dos Recursos Humanos, da Produtividade dos Recursos
Técnicos e Materiais. No entanto, a sua análise deve ser feita de um modo global,
interessando para aumentar a produtividade, aumentar a quantidade produzida com os
mesmos meios, ou produzir o mesmo com a utilização de menos recursos,
independentemente de se estar a falar de Produtividade de Mão-de-obra ou de
Produtividade de Recursos Materiais e Técnicos.
Neste capítulo, a análise será feita tendo como fulcro a produtividade de mão-de-obra,
sendo objectivo fundamental a redução ao mínimo dos tempos mortos de produção,
produzindo assim mais, melhor e com os mesmos recursos humanos.
Será definida uma situação sobre a qual se irá concentrar todo este capítulo, podendo
extrapolar-se para outras situações.
7.2 GENERALIDADES
7.2.1 PROCESSO OPERATÓRIO ETEMPOS DE OPERAÇÃO
Em confecção, tal como em outras Indústrias Transformadoras, a obtenção de um produto
exige a realização de um conjunto de operações, que devem ser seguidas numa
determinada ordem cronológica, processo operatório, havendo certas operações que
não poderão ser realizadas sem que outras o tenham sido.
No entanto, existe alguma liberdade para definir vários processos operatórios, desde
que sejam essas restrições de produção.
A cada operação está associado um Tempo de realização, não havendo por isso
operações fáceis ou difíceis: existem sim operações que demoram mais tempo a realizar-
Quantidade Produzida
Recursos Utilizados
Produtividade =
127
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M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
se do que outras.
O tempo de realização das operações em confecção, expressa-se normalmente emCMN
(centiminutos), podendo encontrar-se outras unidades de medir o tempo (DMH,
centimilésimo da hora).
A que irá ser adoptada nos casos apresentados é o CMN.
1minuto= 100 CMN
Processo operatório – é o conjunto de operações necessárias à realização de um
produto definidas por ordem cronológica.
O tempo de realização das operações expressa-se emCMN (centiminutos).
7.2.2TEMPO DE PRODUÇÃO, RENDIMENTO E ABSENTISMO
Cada operário, durante a sua permanência na Empresa efectua paragens no decorrer
do seu trabalho, umas devido a cansaço, outras por necessidades fisiológicas e
administrativas, e outras por razões externas (falhas dos equipamentos ou dos processos
que levam a um fluxo de trabalho interrompido).
Assim sendo, é necessário quantificar qual o tempo realmente produtivo, Tempo de
Produção, definindo-se para tal o rendimento como:
Sendo uma empresa de confecção composta por diferentes operários com capacidades
próprias, parece evidente que os Rendimentos poderão também eles serem diferentes.
Deste modo, deve-se distinguir o Rendimento Individual de um operário do Rendimento
de um Grupo de trabalho.
Tempo de Produção
Tempo de Presença/dia
Rendimento (%) = x 100
Tempo Produção = Quantidade Produzida x Tempo da Operação
Tempo de Produção Grupo
Tempo de Presença/dia x Nº de operários
Rendimento Grupo (%) = x 100
Tempo Individual Produção
Tempo de Presença/dia
Rendimento Individual (%) = x 100
128
M-2PLANEAMENTO
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
O absentismo é a ausência do posto de trabalho, quer seja por greve, doença ou
outro motivo.
A percentagem de absentismo para um período de tempo (mês ou ano) deve ser sempre
determinada, pois o número de operários que de facto estão, em média, presentes
efectivamente na linha de produção, não corresponde ao número total de operários.
7.2.3. PLANEAMENTO DE PRODUÇÃO
Uma empresa de confecção tem de cumprir um caderno de encomendas de diferentes
produtos, dentro de um período definido, tanto mais que como se sabe, os produtos
variam de Estação para Estação, num período de 6 meses, não podendo adiar-se para
além de certos limites, o prazo de concretização dessas encomendas.
Cabe ao planeamento distribuir as Notas de Encomenda pelas diferentes Linhas ou
Secções ao longo do período considerado, de modo a cumprir os prazos de entrega e
respeitando as capacidades de produção de cada Linha ou Secção.
Para que seja possível elaborar um Planeamento de Produção Real teremos que
conhecer, para um determinado período de tempo:
- A Quantidade de peças a fabricar por modelo;
- O Tempo utilizado na confecção de uma peça de cada modelo;
- A Capacidade diária de produção.
Posteriormente, as encomendas relativas aos diferentes modelos em carteira deverão
ser distribuídas num diagrama de barras - Diagrama de Gantt - pelo período de tempo
definido (normalmente o dia). Este trabalho poderá se efectuado manualmente ou
recorrendo a diferentes soluções informáticas disponíveis no mercado.
Nº dias de ausência oper. no mês
Nº dias trabalho mês x Nº operários
Taxa de Absentismo = x 100
Tempo Gasto realização Encomenda
Capacidade diária de Produção
Nº dias de Produção =
Tempo Gasto = Quantidade x Tempo de cada Artigo
Capac. Diária Prod. = Tempo Presença Efectivo x Nº Operários
129
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M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
A realização do Planeamento é necessário e obrigatório para se cumprir os planos de
produção definidos e para se respeitar os prazos de entrega.
7.2.4 EQUILIBRAGEM E BASE DE FRAGMENTAÇÃO
A equilibragem tem como objectivos:
- Para um tempo de produção, procurar determinar o número mínimo de postos de
trabalho;
- Para um número de postos de trabalho, procurar minimizar o tempo de ciclo (minimizar
o tempo de produção).
Em ambos os casos efectua a distribuição das operações / carga de trabalho por cada
posto de trabalho.
Como foi visto anteriormente, a cada operação corresponde um determinado Tempo, o
que faz com que as diferentes operárias não executem o mesmo número de peças em
operações diferentes. Devem sim, ter o mesmo Tempo de Produção.
Importa pois dividir ou distribuir as diferentes tarefas (Operações) de modo a não
sobrecarregar nenhuma das operárias.
Ao elemento de divisão do trabalho pelos operários, dá-se o nome de Base de
Fragmentação.
Esta poderá ser determinada de várias formas, consoante estejamos a considerar um
planeamento de uma linha ou sector já existente, ou estejamos a considerar uma situação
virtual.
Ou então,
Na Equilibragem, a Base de Fragmentação (B.F) vai ser o elemento fundamental de
trabalho. Como a atribuição das cargas às operárias se faz tendo em conta a comparação
entre o tempo unitário de cada operação e a B.F., interessa dar uma certa tolerância
para permitir que tempos unitários próximos da B.F. possam ser tratados como se
Tempo do Produto
Nº Operários
Base de Fragmentação = (CMN)
Tempo de Presença Efectivo
Quantidade Produzida/dia
Base de Fragmentação = (CMN)
Tempo Presença Efectivo = Tempo Presença/dia x Rendimento
130
M-2PLANEAMENTO
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
apresentassem esse valor.
Tolerância permitida: 5%.
A Equilibragem, também designada por “sincronização” ou “balanceamento”,
consiste na distribuição do trabalho de um modo equitativo pelos diferentes
operários, tendo como elemento comparativo a B.F., assegurando o fluxo do trabalho
ao longo da linha.
Pode-se dizer também que equilibrar é nivelar, com relação a tempos, uma linha de
produção ou montagem, dando a mesma carga de trabalho às pessoas ou máquinas. A
equilibragem anula os “gargalos” de produção proporcionando o máximo de produtividade
e eficiência, eliminando as “esperas” e mantendo o ritmo de trabalho do conjunto.
É comum fazerem-se algumas recomendações de modo a obterem-se melhores
resultados:
- Ter em conta as aptidões específicas e as características de cada operária;
- Não sobrecarregar os postos do início da linha;
- Dar apenas um elemento de fabricação a cada posto, ou então elementos de
fabricação compatíveis.
Com a equilibragem distribui-se as operações por todas as operárias sem
sobrecarregar nenhuma destas.
Ao eliminar os postos de estrangulamento obtém-se o máximo de produtividade e
eficiência.
7.2.5. DETERMINAÇÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS
Numa linha de confecção, existe uma variedade de equipamentos com funções muito
específicas, capazes de assegurarem a realização de um conjunto de operações com
características comuns.
Pode atribuir-se como função da Organização da Produção, a determinação do número
de máquinas diferentes para a realização de um determinado produto, tendo em conta o
Processo Operatório do mesmo.
Base Máxima = B.F. x (1 + 0.05)
Base Mínima = B.F. x (1 - 0.05)
131
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Nota:
Tanto a B.F como o Parque de Máquinas, podem ser determinados de outras formas,
obtendo contudo resultados coincidentes.
7.3 APLICAÇÃO DOS CONCEITOS A UM CASO GENÉRICO
7.3.1 ELABORAÇÃO DO MAPA DE PLANEAMENTO
A empresa ROUPA, S.A. fabrica 12 modelos de um determinado produto, todos com
tempos de produção distintos.
A empresa possui em carteira as seguintes Notas de Encomenda, para as quais tem
que efectuar o respectivo planeamento.
Considerando que a empresa dispõe de 40 operários, com um tempo de presença diário
de 46000 CMN, correspondente às 8horas de trabalho menos 20 minutos de intervalo.
Com uma taxa média de absentismo de 10%, a empresa terá disponíveis diariamente:
Número de operários presentes = 40 x (1-0.1) = 36 Operários
Se o rendimento médio do grupo for de 90%, a sua capacidade de produção diária será:
Capacidade diária produção = 46000 X 0.9 X 36 = 1 490 400 CMN
Tempo de ocupação da máquina
Base de Fragmentação
Nº Máquinas =
NE001 TS001 700 3250 2275000
NE001 TS002 800 2800 2240000
NE002 TS003 1200 3100 3720000
NE003 TS004 2500 3000 7500000
NE004 TS002 400 2800 1120000
NE005 TS005 350 2400 840000
NE007 TS0 200 3080 616000
NE007 TS007 1300 3050 3965000
TOTAL: 27 021 000 CMN
Tempo total
(CMN)
Tempo prod.
(CMN)
QuantidadeModeloEncomenda
NE005 TS006 900 2900 2610000
NE006 TS007 700 3050 2135000
132
M-2PLANEAMENTO
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
Assim, o número de dias necessários para produzir as encomendas são:
Número de dias de produção = 27 021 000/1 490 400 = 18.13 dias
Se efectuarmos o cálculo do tempo necessário para a produção de cada uma das
encomendas, de modo a desenvolver o Mapa de Planeamento, obtemos:
Encomenda NE001 – Modelo TS001
Número dias produção = 700x3250/1490400 = 1.5 dias
Encomenda NE001 – Modelo TS002
Número dias produção = 800x2800/1490400 = 1.5 dias
Encomenda NE002 – Modelo TS003
Número dias produção = 1200x3100/1490400 = 2.5 dias
Encomenda NE003 – Modelo TS004
Número dias produção = 2500x3000/1490400 = 5 dias
Encomenda NE004 – Modelo TS002
Número dias produção = 400x2800/1490400 = 0.75 dias
Encomenda NE005 – Modelo TS005
Número dias produção = 350x2400/1490400 = 0.6 dias
Encomenda NE005 – Modelo TS006
Número dias produção = 900x2900/1490400 = 1.75 dias
Encomenda NE006 – Modelo TS007
Número dias produção = 700x3050/1490400 = 1.5 dias
Encomenda NE007 – Modelo TS008
Número dias produção = 200x3080/1490400 = 0.4 dias
Encomenda NE007 – Modelo TS007
Número dias produção = 1300x3050/1490400 = 2.7 dias
Como as encomendas NE001 e NE004 dizem respeito à produção do mesmo modelo
(TS002), se tal for possível, será conveniente juntar as duas encomendas (800+400=1200
peças) e efectuar a sua produção numa Nota de Encomenda única. Desta forma, a
rentabilidade do trabalho seria maior.
Situação idêntica deverá ser aplicada à produção do modelo TS007, previsto para as
Notas de Encomenda NE006 e NE007, obtendo-se um total de 2000 peças (700+1300).
Assim, o total de dias gastos na realização das encomendas foi de 18.5 dias, pelo que se
pode construir o plano de trabalho, elaborando um diagrama de Gantt para o período
considerado.
133
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7.3.2. EQUILIBRAGEM DA LINHA DE PRODUÇÃO
Em confecção, muitas operações em artigos ou modelos diferentes, são no seu essencial
idênticas, apresentando tempos de realização bastante próximos (principalmente no
caso de modelos diferentes para o mesmo artigo).
Deste modo, na distribuição das operações e respectivas quantidades pelas diferentes
operárias – EQUILIBRAGEM DA LINHA - somente as operações muito díspares são
redistribuídas pelo grupo de trabalho, nomeadamente pelos que ficaram libertos das
tarefas anteriores.
Considerando a encomenda das 1200 peças do modelo TS002 em produção com as
seguintes operações e respectivos tempos-padrão, num total de 2800 CMN de produção:
Figura 1 - Exemplo de um Gráfico de Gantt
SS SSM T W FT
24 Nov ‘03
Task Name Duration Start Finish
Mon 24-11-03Fri 07-11-0312,67 days
of12
of34
of89
of45
1750 mins
1270 mins
2000 mins
300 mins
Fri 07-11-03
Thu 13-11-03
Tue 18-11-03
Fri 21-11-03
Thu 13-11-03
Tue 18-11-03
Fri 21-11-03
Mon 24-11-03
SS SS SSM M MT T T WWW FFFT T T
10 Nov ‘03 17 Nov ‘0303 Nov ‘03
Operação Tempo Padrão (CMN) Máquina
001
002
003
004
005
006
007
008
009
010
011
312
280
58
390
155
190
230
470
415
205
95
Corte-e-cose
Ponto preso 1 ag
Ponto preso 1 ag
Ponto preso 2 ag
Ferro
Ponto preso 1 ag
Ponto preso 1 ag
Ponto preso 1 ag
Ponto cadeia
Ponto cadeia
Manual
134
M-2PLANEAMENTO
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
7.3.2.1 DETERMINAÇÃO DA BASE DE FRAGMENTAÇÃO
A quantidade a produzir por dia do modelo TS002 é dada por:
Assim, uma base de fragmentação possível será obtida da seguinte forma:
Considerando uma variação de +/- 5% teremos:
Base máxima = 82 CMN
Base mínima = 74 CMN
7.3.2.2 EQUILIBRAGEM
A Base de fragmentação (B.F.) serve como indicador e instrumento de trabalho na
determinação das quantidades a atribuir para cada operação.
Assim:
- Se o Tempo Unitário da operação for superior à B.Máx., a operária não consegue
realizar sozinha a totalidade das peças devendo ser auxiliada por outras;
- Se o Tempo Unitário para a operação estiver entre a B.Min. e a B.Máx., a operária
assegura sozinha a realização da quantidade pretendida, não fazendo mais nada;
- Se o Tempo Unitário da operação for inferior à B. Min., a operária consegue realizar
sozinha a quantidade pretendida, sobrando-lhe tempo que deve ser utilizado na
realização de outra operação.
Sempre que possível, a operária que vai executar duas ou mais operações diferentes,
deve operar com o mesmo tipo de máquina, de modo a tornar mais eficaz a adaptação à
nova operação, ou trabalhar o mesmo elemento do produto.
Numerando as operárias disponíveis em cada dia de trabalho de 1 a 36 (tendo em
consideração que das 40 apenas 36 se apresentarão ao trabalho em cada dia).
Tendo em consideração que a capacidade de produção diária para o modelo TS002 é de
532 peças, e conhecendo o tempo padrão de cada uma das suas onze operações
podemos calcular a capacidade de produção por operário em cada uma dessas
operações, bem como determinar a quantidade de operários necessários em cada uma
delas, para atingir as 532 peças diárias.
Capacidade diária produção
Tempo modelo TS002
= 1490400/2800 = 532 peças
Tempo presença efectivo
Quantidade produzida/dia
Base de Fragmentação = = 46000 x 0.9/532 = 78 CMN
135
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A partir deste momento deverão ser afectas as operárias a cada uma das operações:
Tempo Presença Efectivo
Tempo Padrão Operação
Capacidade produção por operário =
001
002
003
004
005
006
007
008
009
010
011
Operação
312
280
58
390
155
190
230
470
415
205
95
Tempo Padrão
(CMN)
133
148
714
106
267
218
180
88
100
202
436
Capacidade Produção
por Operário
4
3.6
0.7
5
2
2.4
3
6
5.3
2.6
1.2
Operários
Necessários
136
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EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO
Pela análise da tabela anterior, podemos observar que na operação 002, a operária 8
necessita de efectuar apenas 86 peças, resultantes do facto de apenas serem necessárias
532. Assim:
Quantidade a produzir pela Operária 8 = 532 – (148+148+148) = 86
Desta forma, esta operária está disponível para efectuar outras operações, pois tem
137
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16760 CMN de tempo livre.
Situação semelhante ocorre com a operária 9 que dispõe de 10544 CMN de tempo livre
após executar as 532 peças referentes à operação 003.
Duas operárias não são suficientes para executar a operação 006, havendo necessidade
de uma terceira operária para produzir as 96 peças em falta. Assim, a operária 8, dispondo
de tempo livre deverá ficar responsável por essa parte da produção.
As 95 peças em falta na operação 011 deverão ser efectuadas pela operária 9.
7.3.3 DETERMINAÇÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS
Existem algumas situações em que se torna necessário equacionar a aquisição de
determinado equipamento, face aos artigos produzidos. Esta situação deverá ser
devidamente equacionada sob pena de a empresa efectuar investimento em maquinaria
da qual não irá obter o retorno do investimento num prazo adequado.
Idealmente, a empresa deverá ter um parque de máquinas superior à sua capacidade de
utilização por operária, dependendo isso dos custos de cada máquina, do tipo de produto
e operações mais comuns e ainda do tamanho e organização da empresa. O
balanceamento ficará facilitado e a empresa terá maior flexibilidade em termos de artigos
a produzir.
Assim, a quantidade de máquinas (Parque de Máquinas) para a realização desta
encomenda será função do tipo de operação, do tempo padrão dessa mesma operação
(tempo de ocupação da máquina) e da base de fragmentação calculada.
Tempo Ocupação
Base de Fragmentação
Número de Máquinas =
Máquina Operação
Tempo
Padrão (CMN)
TempoTotal
Ocupação (CMN)
Número de
Máquinas
Corte - e - cose 001 312 312 4
Ponto preso 1 ag
002 280
1280 16
003 58
006 190
007 230
008 470
Ponto preso 2 ag 004 390 390 5
Ferro 005 155 155 2
Ponto cadeia
009 415
620 8
010 205
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7.4 APLICAÇÃO DOS CONCEITOS A UM PRODUTO: CAMISA CLÁSSICA DE HOMEM
A empresa “Alta Camisaria, S. A.” produz 500 camisas/dia do modelo 1001.
A sua secção de Confecção e Acabamentos tem um Rendimento médio de 85%, sendo
a taxa de absentismo de 10%, e o tempo de presença/dia de 46000 CMN.
Partindo do Processo Operatório e dos dados anteriores, irá proceder-se à determinação
de n.º de operários, à equilibragem da linha de confecção e à determinação do parque
de máquinas.
7.4.1 PROCESSO OPERATÓRIO DO MODELO 1001
Operação
Tempo
Unitário (CMN)
Máquina
30 P.Preso 1 ag.
40 Ferro
25 P.Preso 1 ag
42 P.Preso 1 ag
79 P.Preso 2 ag
22 Ferro
46 P.Preso 1 ag
53 P.Preso 1 ag
37 Ferro
43 P.Preso 1 ag
18 Manual
27 Manual
25 Ferro
70 P.Preso 1ag
40 Manual
62 P.Preso 1ag
21 Manual
57 Ferro
82 P.Preso 1ag
59 P.Preso 1ag
55 Ferro
83 P.Preso 1ag
23- Aplicar etiqueta ao escapulário 20 P.Preso 1ag
66 P.Preso 1ag
1- Embainhar bolso
2- Vincar bolso
3- Fazer pregas
4- Embainhar abertura mangas
5- Fazer malhete
6- Passar malhete
7- Pespontar frente direita
8- Embainhar punhos
9- Embainhar gola
10- Fazer gola
11- Aparar cantos
12- Virar e Fazer cantos
13- Passar gola
14- Coser gola ao pé-de-gola
15- Virar gola e ajeitar
16- Unir punhos
17- Aparar redondos
18- Virar e passar punhos
19- Pespontar punhos
20- Aplicar carcelas
21- Ajeitar e passar carcelas
22- Pespontar carcelas
24- Coser escapulário às costas
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7.4.2 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE OPERÁRIOS
Partindo dos dados referidos no início, o n.º de operários que a Empresa necessita de
contratar para a produção de 500 unidades do modelo 1001, será de:
N.º de operários = 500 X 2658 / 46000 X 0.85 = 34 Operários
Como a taxa de absentismo é de 10%. Será necessário contratar um número superior.
34 X 1.1 = 37.4 = 38 Operários
Nota: Os operários são mão-de-obra produtiva, não englobando as chefias.
Observação: Propositadamente, verifica-se uma diferença na elaboração dos
procedimentos para o ponto n.º 3 e para o presente ponto; enquanto que no ponto n.º 3
nos era indicado o n.º de operários e partindo desse valor era determinado o valor de
produção, neste ponto indica-se o valor de produção, sendo necessário determinar o
número de operários a contratar.
70 P.Preso 1ag
50 Corte e Cose c/ ponto segurança
48 P.Preso 1 ag.
91
94
80 P.Preso 1 ag.
65 P.Preso 1 ag.
108 P.Preso 1 ag.
90 P.Preso 1 ag.
80 P.Preso 1 ag.
28 Manual
85 Máquina Casear
25 Manual
95 Máq.pôr botões
100 Manual
120 Prensa
45 Manual
140 Manual + Ferro
26- Aplicar bolso
27- Coser ombros
28- Pespontar ombros
29- Aplicar mangas
30- Coser laterais e mangas
31- Aplicar punhos
32- Pespontar punhos
33- Aplicar gola
34- Pespontar gola
35- Embainhar fundo
36- Marcar casas
37- Casear
38- Marcar botões
39- Pôr botões
40- Cortar pontas
41- Prensar
42- Controlar
43- Enformar
44- Embalar 80 Manual
Tempo do Produto = 2658 CMN
Corte e Cose c/ ponto segurança
Corte e Cose c/ ponto segurança
62 P.Preso 1ag25- Pespontar escapulário
140
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7.4.3 DETERMINAÇÃO DA BASE DE FRAGMENTAÇÃO
Considerando um rendimento de 85% e sendo pretendida uma produção diária de 500
camisas / dia, a base de fragmentação será:
Base Máxima = 82 CMN
Base Mínima = 74 CMN
7.4.4 EQUILIBRAGEM DA LINHA
Depois de determinar a Base de Fragmentação, a equilibragem consiste na comparação
dos tempos unitários com esta, de modo a atribuir a cada um dos 34 operários a
quantidade a executar de cada uma das operações.
O procedimento será o mesmo do ponto 3.
O Quadro seguinte faz a apresentação dos resultados obtidos tendo em conta os
pressupostos anteriores.
Tempo do Produto
Nº Operários
Base de Fragmentação = (CMN) = 2658CMN/34 = 78CMN
Operário Operação
Tempo
Unitário (CMN)
Quantid.
Produzir
Tempo
gasto (CMN)
1 1 30 500 15000
1 2 40 500 20000
1 3 25 150 3750
2 5 79 500 39500
3 4 42 500 21000
3 6 22 500 11000
3 3 25 250 6250
4 7 46 500 23000
4 20 59 220 12980
4 3 25 100 2500
5 8 53 500 26500
5 16 62 200 12400
6 9 37 500 18500
6 11 18 500 9000
6 12 27 500 13500
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7 10 43 500 21500
7 16 62 300 18600
8 13 25 500 12500
8 15 40 500 2000
9 14 70 500 35000
9 19 82 40 3280
10 17 21 500 10500
10 18 57 500 28500
11 19 82 460 37720
12 20 59 280 16520
12 28 48 500 24000
13 21 55 500 27500
13 38 25 500 12500
14 22 83 460 38180
15 23 20 500 10000
15 24 66 440 29040
16 24 66 60 3960
16 25 62 500 31000
16 26 70 60 4200
17 26 70 430 30100
17 34 90 100 9000
18 27 50 500 25000
18 29 91 155 14105
19 29 91 345 31395
19 30 94 80 7520
20 30 94 420 39480
21 31 80 500 40000
22 32 65 500 32500
22 33 108 60 6480
23 33 108 360 38880
24 34 90 400 36000
24 33 108 25 2700
25 35 80 500 40000
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26 36 28 500 14000
26 41 120 180 21600
27 37 85 500 42500
28 39 95 410 38950
29 39 95 90 8550
29 40 100 300 30000
30 41 120 320 38400
31 42 42 500 21000
31 40 100 200 20000
32 43 140 280 39200
33 44 80 500 40000
34 43 140 220 30800
7.4.5 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE MÁQUINAS
Partindo da expressão apresentada no ponto 7.2.5, far-se-á a determinação do número
de máquinas necessárias para a realização das operações apresentadas no Processo
Operatório.
MÁQUINAS PONTO PRESO 1AG:
Tempo de Ocupação: 1284 CMN
MÁQUINAS PONTO PRESO 2AG:
Tempo de Ocupação: 79 CMN
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 1284/78 = 17 máquinas
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 79/78 = 1 máquina
143
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FERROS:
Tempo de Ocupação: 376 CMN
CORTE E COSE COM PONTO DE SEGURANÇA:
Tempo de Ocupação: 235 CMN
CASEAR:
Tempo de Ocupação: 85 CMN
PRENSA:
Tempo de Ocupação: 120 CMN
PÔR BOTÕES:
Tempo de Ocupação: 95 CMN
(*) Apesar de uma máquina não ser suficiente para pôr botões, não será necessário
adquirir outras unidades pois o seu custo dificilmente seria amortizado nas condições
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 235/78 = 4 máquinas
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 85/78 = 1 máquina
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 120/78 = 1.5 = 2 prensas
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 378/78 = 5 ferros
Tempo de ocupação da máq.
Base de Fragmentação
Nº de Máquinas = = 95/78 = 1.2 = 1 máquina (*)
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apresentadas. Nestas situações, é preferível optar por pagar horas extraordinárias às
operárias.
TOTAL DE MÁQUINAS A UTILIZAR PELA EMPRESA
Ponto Preso -1 agulha: 17 máquinas
Ponto Preso - 2 agulhas: 7 máquinas
Ferro: 5 máquinas
Corte e Cose com ponto de segurança: 4 máquinas
Casear: 1 máquina
Prensa: 2 prensas
Pôr botões: 1 máquina
7.5 CONCLUSÃO
A abordagem feita a este assunto tão vasto, não pretendeu exaustivamente analisar
todas as possibilidades de Organização da Produção e de Planeamento dentro de uma
Empresa de Confecção. Concentrou-se principalmente na equilibragem das produções
e na determinação dos equipamentos básicos a adquirir.
O planeamento realizado a médio prazo, considerado como o intervalo de tempo de uma
estação (6 meses), exige um fluxo de informação permanente entre o sector comercial
de produção.
Como se diz na prática, “ o planeamento é feito todos os dias”. Assim, todos os
pressupostos feitos durante a realização do trabalho perdem a validade se entretanto,
aquando da sua implementação, não se fizer o Diagnóstico ou Controlo da situação
presente.
Só deste modo se pode alterar o planeamento feito inicialmente, caso este se desvie
significativamente do plano de trabalho previsto.
O planeamento deve assim ser o sector mais dinâmico e versátil de toda a organização
produtiva. A redução dos tempos de decisão traz consigo vantagens competitivas, que
em caso algum devem ser negligenciadas, sob pena de não dar uma resposta eficaz às
solicitações dos mercados.
Na análise feita nos pontos 3 e 4, partiram-se de pressupostos diferentes: Enquanto que
no ponto 3 (caso genérico), supõe que a empresa já existe e dispõe de um determinado
número de operários, sendo determinada a quantidade a produzir para determinado
modelo, no ponto 4 a situação é diferente, pois conhece-se o valor de produção desejado,
sendo pedido o número de operários necessários para dar cumprimento às encomendas.
Assim, podem encontrar-se duas situações bem distintas:
- A empresa já existe com um determinado número de operários, com uma determinada
tecnologia e “know-how”;
- A empresa não existe, sendo necessário contratar operários, adquirir tecnologia e
145
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dar formação a esses operários.
O trabalho da Organização da Produção, é substancialmente mais fácil no segundo
caso, pois não se torna necessário alterar processos e metodologias porque simplesmente
não existem. Já no primeiro caso, as organizações e metodologias existentes não reagem
muito bem às alterações, pelo que é necessário algum cuidado na implementação de
medidas concretas de organização.
Em qualquer dos casos porém, o papel da Organização da Produção assume uma
importância estratégica decisiva na competitividade das Empresas de Confecção.
146
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AUTO-TESTE DOTEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Se o Tempo padrão para uma operação estiver entre a B.Máx e B.Min:
B1
B2
B3
B4
O operador consegue realizar sozinho a quantidade pretendida
sobrando-lhe tempo para realizar outra operação.
O operador não consegue realizar sozinho a totalidade das peças
devendo ser auxiliada por outras.
O operador assegura sozinho a realização da quantidade
pretendida não fazendo mais nada.
O operador consegue fazer o dobro da quantidade pretendida.
TOTAL
A base de fragmentação pode-se calcular com o quociente de:
C1
C2
C3
C4
Quantidade produzida / recursos utilizados.
Tempo de produção / Tempo de presença diário.
Tempo de presença efectivo / quantidade da produção diária.
Tempo do produto / número de operários.
TOTAL
Equilibrar uma linha de produção é:
A1
A2
A3
A4
Atribuir a mesma quantidade de operações a cada operador.
Atribuir a mesma quantidade de máquinas a cada operador.
Atribuir o mesmo tempo de produção aos operadores,
independentemente da quantidade de máquinas e/ou de operações.
A quantidade de máquinas tem que ser igual a quantidade de
operações.
TOTAL
147
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Para que serve o balanceamento de uma linha?
D1
D2
D3
D4
Determinar o número mínimo de postos de trabalho.
Minimizar o tempo de ciclo e de produção.
Determinar o absentismo.
Eliminar gargalos de produção.
TOTAL
148
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Equilibrar uma linha de produção é:
A1
A2
A3
A4
Atribuir a mesma quantidade de operações a cada operador.
Atribuir a mesma quantidade de máquinas a cada operador.
Atribuir o mesmo tempo de produção aos operadores,
independentemente da quantidade de máquinas e/ou de operações.
A quantidade de máquinas tem que ser igual a quantidade de
operações.
TOTAL
Se o Tempo padrão para uma operação estiver entre a B.Máx e B.Min:
B1
B2
B3
B4
O operador consegue realizar sozinho a quantidade pretendida
sobrando-lhe tempo para realizar outra operação.
O operador não consegue realizar sozinho a totalidade das peças
devendo ser auxiliada por outras.
O operador assegura sozinho a realização da quantidade
pretendida não fazendo mais nada.
O operador consegue fazer o dobro da quantidade pretendida.
TOTAL
A base de fragmentação pode-se calcular com o quociente de:
C1
C2
C3
C4
Quantidade produzida / recursos utilizados.
Tempo de produção / Tempo de presença diário.
Tempo de presença efectivo / quantidade da produção diária.
Tempo do produto / número de operários.
TOTAL
149
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Para que serve o balanceamento de uma linha?
D1
D2
D3
D4
Determinar o número mínimo de postos de trabalho.
Minimizar o tempo de ciclo e de produção.
Determinar o absentismo.
Eliminar gargalos de produção.
TOTAL
150
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BIBLIOGRAFIA
[1] CHUTER, A.J. - “Introduction to clothing production management”. 1998.
[2] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis”.
2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9.
[3] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”.
Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11X.
[4] ROSA, Eurycibíades Barra - “Estudo de Métodos & Tempos. Racionalização Industrial”.
Departamento de Produção. Itajubá, Brasil: IFEI, 2002.
151
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OBJECTIVOS
1. Conhecer os conceitos de planeamento e controlo da produção.
2. Identificar as tarefas inerentes ao planeamento e ao controlo da produção.
3. Conhecer os diferentes sistemas de planeamento.
4. Interpretar e construir diagramas de Gantt.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
8.1 Introdução 152
8.1.1 Organização e gestão da produção 152
8.1.2 Planeamento e controlo da produção 154
8.2 Sistemas de planeamento 160
8.3 Exemplos práticos 162
8.3.1 Conceitos básicos do planeamento da produção 162
8.3.2 Planeamento da capacidade 165
8.3.3 Fases do planeamento da produção 168
152
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8.1 INTRODUÇÃO
8.1.1 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA PRODUÇÃO
Segundo as teorias de Harry Lorayne, quanto mais organizado o trabalho estiver, mais
ele se torna agradável. Esta sensação de bem-estar é a garantia sólida da continuidade
dos efeitos concretos da organização. Ele afirma que o caminho mais seguro, e
possivelmente o único, para uma empresa chegar ao ponto de equilíbrio, é a boa
organização. Neste caso por equilíbrio entende-se ausência de conflitos “internos”, o
que permite a mesma vencer os conflitos “externos”, provocados pela livre concorrência.
Assim, é de suma importância definir o verdadeiro e completo sentido da palavra
“organizar”. “Organizar significa criar e por em função órgãos o mais perfeitos possível,
distintos entre si e ao mesmo tempo estreitamente coligados, com funções bem definidas,
tendo em vista um objectivo a alcançar.” (Heny Lorayne).
A organização da produção, ou por outro lado, a falta da mesma é invocada por alguns
autores como sendo um dos factores que contribuem para a não qualidade. Desta forma,
a programação detalhada da produção revela-se como sendo uma importância extrema
para a qualidade global do sistema produtivo.
Nem todos os defeitos são ocasionados por erros, esquecimento ou negligência do
pessoal da produção.
Os maiores peritos mundiais em questões de qualidade – M.M Deming e Juran -
consideram que apenas 15 a 25% dos defeitos têm as causas acima referidas, não
relacionadas com a organização. Os outros provêm, ou estão de alguma forma
relacionados, com questões de organização do trabalho, do processo produtivo ou de
causas externas.
Portanto, não se poderá esperar que os problemas da qualidade sejam resolvidos se
nos limitarmos a pedir às pessoas intervenientes na produção que estejam mais atentas
e sejam mais conscienciosas. Por mais que um homem consiga estar atento, não é
infalível e acabará mais tarde ou mais cedo, por esquecer alguma coisa.
Em consequência, a optimização da qualidade necessita, por um lado, que se actue
sobre a organização e, por outro, que se ajude o operador com meios que lhe permitam
evitar ou descobrir os seus esquecimentos.
Figura 1 - Atribuição dos defeitos em relação ao operador e à organização
Organização
Logística
Organização
Aprovisionamento
Fiabilidade das Máquinas
Técnicas de qualidade
Atenção
Destreza
Falhas
75 - 85 %
Operador
15 - 25 %
153
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Em muitos casos, ao observar o funcionamento de um sistema de produção, constata-
se que elementos de grande valor são mal aproveitados e desmotivados por falta de
uma eficiente politica de relações humanas.
Em relação à organização do trabalho existem quatro palavras-chave: colaboração,
conflitos de competências, co-responsabilidade e responsabilidade.
A boa organização, em sentido geral e específico, permite alcançar a total clarificação
relativamente a:
- Objectivos a atingir;
- Meios e métodos a empregar;
- Pessoas a responsabilizar.
Quem não pensa no planeamento, não programa e não controla o que produz,
provavelmente terá dificuldades em alcançar os índices de produtividade e qualidade
que o mercado exige, como tal poderá estar condenado ao desaparecimento.
Para que isto não ocorra, a empresa deve procurar organizar-se de forma objectiva,
dinâmica e eficaz. Portanto é necessário encontrar uma forma de garantir que a empresa
consiga produzir com qualidade e rapidez.
A garantia de bons resultados está portanto ligada à boa gestão da produção, ou seja ao
bom planeamento, programação e controlo de todo o processo de produção.
Na Gestão da Produção pode-se distinguir as três fases seguintes:
-O Planeamento das diferentes operações e/ou tarefas a realizar num determinado
período e dos meios materiais e humanos necessários;
-A Execução das diferentes operações e/ou tarefas pré-definidas;
-O Controlo comparando o que foi planeado com o que está a ser executado. Nesta fase
analisam-se os desvios podendo levar a modificações na forma de execução das
operações/tarefas.
A empresa precisa organizar-se, pois os bons resultados obtêm-se através de um
bom planeamento, da correcta programação e de um controlo eficaz de todo o
processo de produção.
154
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GESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
8.1.2 PLANEAMENTO E CONTROLO DA PRODUÇÃO
O planeamento da produção procura responder a quatro perguntas, que à primeira
vista são muito simples, o quê, quando, como produzir e como comprar?
No entanto o planeamento e o escalonamento (programação) da produção na Indústria
do vestuário são considerados por vários autores como talvez os de maior complexidade.
A nível global, o planeamento da produção apresenta dificuldades acrescidas
relativamente aos problemas habituais, em resultado dos seguintes factores:
- Multiplicidade de unidades produtivas envolvidas no processo produtivo, distribuídas
geograficamente (diversos fornecedores);
- Ciclo de vida dos produtos extremamente reduzido (a maior parte das vezes uma
estação), o que restringe significativamente o recurso a estratégias baseadas em
stocks de segurança;
- Grande variedade de produtos finais, de elevada complexidade e com níveis variados
de procura;
- Dificuldade em quantificar a capacidade produtiva, devido à grande variedade de
equipamentos e à interdependência dos tempos de ciclo e do nível de carga dos
recursos;
-Dificuldade em estimar o rendimento produtivo de determinados produtos (pequenas
avarias no equipamento podem originar variações significativas de produção);
- Grande variedade em relação ao tipo e ao número de componentes necessários
para a elaboração de um artigo (ex. fechos, botões, ilhós, molas, passadores, etc.);
- Grande variedade de serviços que podem ser combinados num único artigo, como
por exemplo, estampados, bordados, acabamentos especiais, entre outros.
Por outro lado um planeamento estruturado depende:
- Do conhecimento mais exacto possível da(s) peça(s) a produzir, no caso de se tratar
de um modelo novo o planeamento é mais complicado.
- Das formas como a produção podem ser orientados para cada secção.
-Da capacidade dos postos de trabalho quer em termos de maquinaria, quer em termos
de capacidade dos operários.
As tarefas do planeamento, programação e controlo estão intimamente interligados. As
figuras 2 e 3 sintetizam e delimitam as tarefas de cada um dos conceitos.
155
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TAREFAS DO PLANEAMENTO
TAREFAS DE PROGRAMAÇÃO E CONTROLO
O planeamento procura assim, de forma sistemática, fixar tarefas e meios para alcançar
objectivos, com recurso a dados previstos fiáveis.
A programação e controlo originam, supervisionam e garantem a execução das tarefas
empresariais. Coordena a execução das tarefas em termos de quantidades, prazos,
qualidade, custos e condições de trabalho. Origina a execução de tarefas de forma a
prepará-las de acordo com quantidades e prazos e ordena a sua execução. Supervisiona
e garante a execução das tarefas evitando consideráveis variações entre os dados
previstos e reais.
Um dos objectivos do controlo da produção é determinar o nível de progressão das
Ordens de Fabrico lançadas, de forma a recolher dados relativamente a:
Figura 2 – Tarefas de planeamento
Tarefas de Planeamento
Planear o Processo Planear ObjectivosPlanear os Meios
Planear
Capital
Planear
Energia
Planear
Informa-
ções
Planear
Material
Planear
Capaci-
dade
Planear
Sequência
das
Tarefas
Planear
Tarefas
Plan.
Object.
Organi-
zacionais
Planear
Object.
Humanos
Planear
Object.
Econó-
micos
Meios de Produção Pessoal
Figura 3 – Tarefas de programação e controlo
Tarefas de Coordenação e Controlo
Supervisionar a Realização das Tarefas Originar Execução de TarefasAssegurar a Execução das Tarefas
Mudar
Planos
Intervir
Durante a
Realização
da Tarefa
Determinar
Causas
de
Perturbação
Avaliação
Causas
de
Perturbação
Comparar
Dados
Previstos
com Reais
Determinar
Dados
Reais
Fazer
Programa e
Ordens de
Serviço
Determinar
Necessida-
des
Suprimento
Determinar
Existências
Determinar
Prazos e
Ocupar
Capacidades
Preparar
Documenta-
ção
Colocar
Meios à
Disposição
Provocar
a Execução
das Tarefas
156
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GESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
- Ordens de fabrico ainda não iniciadas;
- Ordens de fabrico parcialmente terminadas;
- Ordens de fabrico terminadas;
- Quantidade de produtos fabricados;
- Quantidade de produtos rejeitados;
- Quantidade de produtos em produção;
- Tempos realizados.
O controlo pode ser fino se acompanhar cada operação realizada, ou pode ser agregado
se controlar apenas determinados pontos de passagem.
Esta recolha de informação é extremamente importante para que se possa actuar de
forma a:
- Manter tanto quanto possível os prazos previstos;
- Encurtar os tempos de percurso do material (diminuição dos prazos de entrega);
- Reduzir o empate de capital;
- Aumentar a flexibilidade da empresa;
- Garantir um alto grau de ocupação das capacidades existentes.
- etc.
Assim o Controlo da Produção avalia continuamente o desvio entre o previsto no
planeamento e o realizado. Se o desvio for acentuado é necessário a emissão de um
aviso sobre a forma de um relatório de excepção que permitirá ao responsável pelo
planeamento actuar de acordo com o cenário.
Se for constatado o atraso de uma ordem de fabrico, as opções a seguir poderão ser:
- Efectuar horas extraordinárias;
- Negociar com o Cliente a data de conclusão da ordem;
- Re-planear reactivamente as ordens em atraso;
- Alterar as quantidades encomendadas;
- Dar prioridade às ordens mais importantes;
- Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação).
157
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CICLO PDCA
As operações de planeamento e controlo de produção encaixam-se perfeitamente
no modelo do ciclo PDCA. (do Inglês “Plan”-Planear,“Do”-Fazer,“Check”-Verificar
e“Act” - Actuar).
O planeamento e controlo da produção, conjuntamente com o estudo do trabalho,
constituem as principais tarefas da organização da produção.
O planeamento e controlo da produção são exercidos em três níveis hierárquicos:
estratégico, táctico e operacional.
Figura 4 - Quatros Fases do Ciclo PDCA aplicados à gestão da produção
CONTROLOPLANEAMENTO
P - Planeamento
Definir metas que se pretende atingir e os meios a
serem usados para as atingir.
D - Execução
Preparar as condições paea executar as operações,
assegurar as informações e competências
necessárias, materiais e equipamentos e executar
o plano.
C - Verificar
Avaliar o trabalho realizado durante a execução das
operações, verificando os processos, métodos
utilizados e os tempos dispendidos à medida que são
executadas, através da medição e comparação com o
planeado.
A - Actuar
Agir sobre a organização de modo a corrigir os
desvios e a optimizar os processos.
Após a correcção
dos desvios, o
planeamento deverá
ser refeito tendo em
conta as alterações
aplicadas e a
informação adquirida
durante a fase de
controlo.
158
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Estes níveis são definidos em função do tempo, e das tarefas desempenhadas por cada
um, podemos observar essa distribuição no diagrama que se segue.
O NÍVEL ESTRATÉGICO
Trata da definição de políticas de longo prazo para a organização e envolve decisões
como por exemplo a área de actuação, parcerias, alterações na capacidade produtiva,
disponibilidade de recursos relativos a mão-de-obra e equipamentos, contratações,
subcontratações, identificação do tipo de produto a produzir (segmentos de mercado),
utilização de novas tecnologias, etc.
O NÍVELTÁCTICO
Estabelece os parâmetros de médio prazo, definindo a formulação de planeamento-
mestre da produção e tendo como resultado o plano-mestre da produção, que considera
números de turnos, recursos envolvidos e procura equacionar a capacidade produtiva
para a programação da produção. Este plano estabelece para os próximos períodos as
necessidades de produtos finais, grupos de produtos e componentes necessários para
substituição. É necessário conhecer as encomendas e ter previsões de procura para
construir este plano.
O NÍVEL OPERACIONAL
Especifica as acções de curto prazo e desenvolve o acompanhamento dessas acções.
Como resultado prevê a programação das operações, gestão dos stocks, emissão de
ordens de compra, de fabricação e de confecção quando for o caso, assim como os
relatórios de desempenho das actividades empreendidas. Nesta fase combinam-se as
necessidades de produção com os planos de trabalho. Faz-se a atribuição de operações
individuais a grupos de equipamento, de forma a obter-se uma atribuição de capacidade
produtiva em termos temporais. Insere-se neste nível o controlo de produção, aqui as
operações são escalonadas de acordo com equipamento específico, considerando
critérios de optimização.
O esquema que se apresenta de seguida exemplifica os diversos níveis de planeamento,
bem como o que o que resulta de cada um deles.
Figura 5 – Níveis de planeamento
NíveldePlaneamento
Controlo Reactivo
Controlo Reactivo
Tempo
Estratégico
Táctico
Operacional
Optimização
159
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Deve-se salientar que tudo deve
funcionar como se tratasse de um único
sistema para, desta forma, se consigam
obter os melhores resultados através
dos recursos disponíveis para a
produção.
Com a implementação de sistemas
organizacionais, planeamento e
controlo, consegue-se obter uma
diminuição no tempo total de
processamento da encomenda, levando
também ao cumprimento dos prazos de
entrega impostos ou acordados com os
clientes.
Figura 6 – Visão geral do planeamento e controlo da produção
Planeamento estratégico
Planos de negócio,
marketing e qualidade
Produção:
Localização e implementação fabris
Desenvolvimento de produtos
Selecção de tecnologias
Plano Mestre
Planeamento das
necessidades de materiais
Planeamento da
capacidade
Controlo de qualidade
Controlo do shop-
floor
compras
Previsões
Planeamento agregado da
produção
Planeamento de longo
prazo
Planeamento de
médio prazo
Planeamento
de curto prazo
Figura 7
Interacção entre os diversos níveis de planeamento
160
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De seguida, encontram-se descritas algumas limitações, que alteram e/ou condicionam
os programas de trabalho planeados:
- A variabilidade de fluxos produtivos e a limitação de recursos disponíveis criam
disputas e conflitos de prioridade de processamento nas operações, assim como de
entrega do produto final;
- Pouca confiabilidade nos dados históricos, tanto para a previsão de procura, bem
como para a previsão do prazo de entrega dos pedidos;
- Diferentes tipos de produtos circulam em grupos correspondendo a várias
encomendas;
- Grande variedade de produtos fabricados em pequenas quantidades.
Em geral as empresas que produzem sob encomenda, procuram estabelecer um plano
de produção tão longo quanto possível em função das datas de entrega que o cliente
pretende. Podem também elaborar planos de produção baseados em estimativas de
vendas, baseados em produções anteriores, ou ainda dependendo da capacidade
produtiva e financeira. O planeamento da produção é implementado à medida que as
oportunidades de negócios se vão tornando mais concretas até chegarem ao nível de
encomenda. Os planos são elaborados tendo em vista o prazo de entrega pretendido
pelo cliente e ainda a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a produção,
nomeadamente recursos de máquina e mão-de-obra.
O planeamento procura de forma sistemática, fixar tarefas e meios para alcançar
objectivos, com recurso a dados previstos fiáveis.
O Controlo da Produção avalia continuamente o desvio entre o previsto no
planeamento e o realizado.
O planeamento, e controlo da produção, conjuntamente com o estudo do trabalho,
constituem as principais tarefas da organização da produção.
Com a implementação de sistemas organizacionais, planeamento e controlo,
consegue-se obter uma diminuição no tempo total de processamento da
encomenda, levando também ao cumprimento dos prazos de entrega impostos ou
acordados com os clientes.
8.2 SISTEMAS DE PLANEAMENTO
SISTEMAS MRP1
E MRP II2
Este sistema tem como objectivo a redução de stocks, tempos de percurso e melhoria
do cumprimento de prazos, garantido o fornecimento de matérias-primas à produção e
dos produtos ao cliente.
1 MRP – Material Requirement Planning
2 MRP II – Manufacturing Resources Planning
161
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Este sistema baseia-se no conhecimento das estruturas dos produtos e nos tempos de
obtenção ou produção dos seus componentes. Em função desta informação são
calculadas as quantidades e as datas necessárias para a produção.
Este sistema implica a centralização da informação, o que implica a existência de
mecanismos fiáveis e actuais para a transferência de dados.
SISTEMA KANBAN (CARTÃO EM PORTUGUÊS)
É uma tecnologia de controlo da produção onde as necessidades de entregas determinam
os níveis de stocks no decorrer do processo. O Kanban não empurra a produção, esta
técnica consiste em puxar a produção.
Este sistema surgiu em 1973 no Japão para responder à crise do petróleo que atingiu a
indústria japonesa.
É um sistema que organiza o fluxo do “mesmo modo do supermercado”, onde os produtos
retirados pelo cliente são repostos na prateleira. No caso da produção, quem necessita
de uma peça vai busca-la à operação anterior, provocando assim um efeito de sucção na
produção.
Este sistema utiliza recipientes padronizados que contém uma etiqueta, “Kanban”, que
indica o tipo e a quantidade de peças. Esta etiqueta funciona como ordem de produção
para o posto de trabalho anterior. A partir das informações contidas na etiqueta que
acompanha os lotes em cada etapa, o processo subsequente deve retirar do processo
precedente as quantidades necessárias no momento certo, por sua vez o processo
precedente deve produzir somente as quantidades requeridas pelo processo subsequente.
Esse sistema procura manter uma sequência correcta das operações, volumes de
trabalhos adequados, quantidade certa de materiais, layout bem definidos, controlo de
programas e monitorização da qualidade em cada etapa da produção.
SISTEMA“JUST-IN-TIME” (“NA HORA CERTA”)
Este sistema é a resposta dos Estados-Unidos e da Europa ao sistema Kanban. Neste
sistema os fornecimentos são efectuados à medida que vão sendo necessários na
produção.
O “just-in-time” procura eliminar tudo o que não acrescenta valor, utilizando stocks
baixos desde o fornecedor até ao produto acabado entregue ao cliente.
As linhas de produção são balanceadas e sem gargalos, a inspecção e embalagem são
feitas na própria linha e, sempre que possível, o envio ao cliente é directo sem passar
por um stock final.
Este tipo de sistema é exige maior rigor em todas as fases do processo, ou seja:
- Maior flexibilidade dos Meios de Produção;
162
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- Melhor concepção de máquinas e equipamentos;
- Maior profissionalismo do pessoal produtivo e administrativo;
- Stocks mínimos;
- Maior quantidade;
- Transporte eficiente;
- Maior exigência com as matérias-primas;
- Uma relação mais próxima com os fornecedores;
- Eliminação de desperdícios;
- Satisfação das necessidades do mercado;
- Controlo rigoroso dos prazos e das quantidades necessárias.
O sistema MRP baseia-se no conhecimento das estruturas dos produtos e nos
tempos de obtenção ou produção dos seus componentes.
O Kanban é uma tecnologia de controlo da produção onde as necessidades de
entregas determinam os níveis de stocks no decorrer do processo.
No Just-in-Time os fornecimentos são efectuados à medida que vão sendo
necessários na produção.
8.3 EXEMPLOS PRÁTICOS
8.3.1 CONCEITOS BÁSICOS DO PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO
PLANO DIRECTOR DE PRODUÇÃO – PDP
É a ponte entre o Plano Industrial e Comercial com o cálculo das Necessidades.
PDP - É o contrato que define de forma precisa a calendarização das quantidades
a produzir para cada produto acabado.
PLANEAMENTO DAS NECESSIDADES
Consiste na programação da produção para que esta tenha lugar à medida das
necessidades. Transforma o Plano Director de Produção em necessidades em termos
de recursos, matérias-primas e componentes. Para o planeamento ser concretizado é
necessário, além do PDP, a estrutura dos produtos e o inventário dos materiais em stock.
163
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ESCALONAMENTO
Trata-se de um planeamento fino em que as ordens de fabrico são sequenciadas na
unidade fabril através de prioridades.
CONTROLO DA PRODUÇÃO
Pretende avaliar o cumprimento dos planos de produção, nomeadamente o controlo
dos fluxos produtivos nas várias secções da unidade fabril.
Associados aos sistemas de controlo de produção estão os mecanismos de aviso
antecipado de desvios em relação ao plano. Os mecanismos de aviso antecipado estão
associados ao planeamento reactivo que ocorre quando é necessário corrigir determinado
plano de fabrico.
ÁRVORE DO PRODUTO OU NOMENCLATURA DO PRODUTO
Define a composição do produto a fabricar e é normalmente representada por uma
estrutura de árvore.
Figura 8 - Determinação previsional do equilíbrio carga - capacidade por sector
Previsões de vendas
ou encomendas
confirmadas
Análise do Plano
Director de Produção
por sector
Simulação da
possibilidade de
execução
Novo Plano Director
de
Produção
Acção sobre
capacidades ou
prioridades
Cálculo de
Necessidades
Não
Não
Sim
164
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Exemplo:
RECURSO
Consiste no conjunto de meios necessários à realização, transformação,
movimentação, teste e avaliação de um produto.
CAPACIDADE
É a medida de aptidão que determinado recurso dispõe para tratar um fluxo
produtivo.
CARGA
Mede a capacidade de fluxo produtivo necessário para satisfazer a procura. É uma
medida de débito requisitado ou encomendado.
CONTEÚDO DETRABALHO
De um produto: é o tempo médio necessário para produção de uma unidade desse
produto.
De uma encomenda: é o tempo necessário para a produção de uma encomenda.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORDENS DE FABRICO
ORDENS PROPOSTAS
São as ordens calculadas pelo sistema de planeamento da produção. Se as necessidades
se alterarem, elas serão posteriormente re-planeadas pelo sistema, sendo
sistematicamente decompostas em elementos de acordo com as respectivas árvores do
produto.
Figura 9 - Árvore do produto – mesa
Mesa
Perna Tampo Gaveta
LateralFundoVarãoPonteira1 1
14
1
2
1
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ORDENS LANÇADAS
Ordens em curso (em produção ou em aprovisionamento). As quantidades e as datas
foram fixadas pelo gestor no momento do lançamento, não podendo ser decompostos
nos seus elementos depois da sua decomposição já feita durante o lançamento.
ORDENS FIRMES
São colocadas pelo responsável do planeamento com o objectivo de fixar quantidades e
datas. Baseia-se num lançamento previsional que não deve ser utilizado senão em
situações excepcionais, como por exemplo, quando se pretende planear uma quantidade
diferente do lote normal, porque ocorreu uma ruptura de stocks, ou quando se pretende
planear peças num prazo diferente do habitual por razões de sobrecarga num determinado
período. Se ocorrer uma alteração das necessidades, estas ordens não serão re-
planeadas.
ORDENS BLOQUEADAS
Ordens que se encontram pendentes na sequência de uma avaria ou paragem de outra
natureza.
8.3.2 PLANEAMENTO DA CAPACIDADE
Os valores atribuídos à capacidade e à carga têm de utilizar a mesma unidade.
Se o produto final de determinado processo é homogéneo (produtos semelhantes) então
é escolhida como unidade de medida uma unidade física simples como o número de
unidades produzidas por período:
- Automóveis/dia;
- Toneladas de açúcar/mês;
- Camisas/hora;
- Etc.
Se o produto for heterogéneo (produtos diferentes), nesse caso, é necessário utilizar
uma unidade de medida abstracta, como horas / máquina ou horas / homem.
CAPACIDADE PARALELA
Quando os recursos trabalham em paralelo a capacidade total teórica dos recursos
é obtida adicionando a capacidade de cada um dos recursos.
Se determinada secção possui três prensas idênticas, cada uma com 40 horas / semana,
então a capacidade teórica da secção de prensas é de 120 horas / semana.
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CAPACIDADE EM SÉRIE
Quando os recursos trabalham em linha, a capacidade total teórica dos recursos
limita-se à capacidade do elemento com menor capacidade.
Esse elemento é chamado elemento gargalo, dado que é ele que estrangula o ritmo da
produção.
CAPACIDADETEÓRICA E CAPACIDADE EFECTIVA
Capacidade Teórica é a capacidade máxima de determinados recursos.
Capacidade Efectiva é a capacidade que efectivamente os recursos têm.
A capacidade efectiva, ou real, de um determinado recurso é, em geral, inferior à
capacidade teórica, devido a fenómenos como mão-de-obra ausente (absentismo), falta
de matéria-prima, paragens devido a avarias ou manutenção dos equipamentos,
planeamento incorrecto e problemas de qualidade tais como não conformidades e
retrabalho.
Exemplo:
1 turno de 8 horas corresponde a 480 minutos / dia;
Se esse turno for composto por 10 operárias a capacidade teórica desse turno é de
4800 minutos / dia.
8 horas x 480 min = 4800 min/dia
Para podermos utilizar esta unidade de capacidade o conteúdo de trabalho de uma
encomenda deverá ser convertida em minutos.
Assim uma encomenda de 400 unidades com um conteúdo de trabalho de 10 minutos /
unidade ou seja 4000 minutos para a encomenda.
400 unidades x 10 min/unidade = 4000 min
Podemos então calcular a duração da produção baseada nesta capacidade:
Se considerarmos que existe perdas de 10% da capacidade teórica, devido aos problemas
anteriormente descritos, a capacidade é reduzida para apenas 4320 min / dia.
4800 min/dia x (1 - 0.1) = 4320 min/dia
4000 min
4800 min/dia
= 0.833 dias = 6.67 horas
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Então a duração da produção da encomenda será de:
CURVAS DE APRENDIZAGEM
PERDAS DE ARRANQUE OU MUDANÇA DE PRODUTO
Quando novos produtos são introduzidos na produção normalmente o arranque é
acompanhado pela redução da eficiência da produção. Se este fenómeno for representado
num gráfico de unidades produzidas em função do tempo graficamente, obtém-se uma
curva denominada por curva de aprendizagem. À medida que o tempo avança verificamos
que a curva se aproxima do máximo do nº de peças produzidas.
Assim quando se determina a capacidade de produção e a duração da produção das
encomendas deve-se ter em conta os factores de aprendizagem e de adaptação dos
operários ao novo produto.
As quebras de eficiência no arranque poderão ser calculadas com base no histórico da
produção das linhas.
Usando o exemplo anterior temos então:
Nº Operários: 10
Capacidade teórica = 4800 min/dia
Capacidade real = 4320 min/dia
Encomenda
Nº Peças: 400 Peças
Conteúdo de trabalho: 10 min/peça
Tempo de produção de 400 peças (determinado) = 0.926 dias = 7.41 horas
O que corresponde aproximadamente a uma média de:
4000 min
4320 min/dia
= 0.926 dias = 7.41 horas
Figura 10 - Curva de Aprendizagem
Tempo
NºUnidadesProduzidas
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400 peças / 7.41 horas = 54 peças / h
Assim a produção esperada ao longo do tempo será a seguinte:
Suponhamos então que existem quebras de eficiência nas primeiras horas de produção
deste artigo, devido à adaptação/aprendizagem dos operários, tal como nos indica o
quadro seguinte:
No quadro anterior verificamos que são então necessárias 8.41 horas para se produzirem
as 400 peças da encomenda.
Com este exemplo verificou-se que uma encomenda que à partida tinha um tempo de
produção de 6.67 horas com todas as correcções aplicadas passou a ter um tempo de
8.41 horas, ou seja, demora cerca de mais ¼ do tempo inicialmente previsto.
8.3.3 FASES DO PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO
O planeamento da produção é efectuado em duas fases:
1ª FASE
Cálculo de necessidades, que consiste na determinação das quantidades de
componentes e materiais necessários à realização do produto acabado a partir da árvore
do produto.
2ª FASE
Calendarização das necessidades, cujo objectivo é o cálculo e a fixação das datas de
disponibilidade dos componentes e materiais. Esta fase implica o conhecimento dos
tempos de processamento (produção), transporte e espera.
EXEMPLO DO CÁLCULO DE NECESSIDADES LÍQUIDAS
Necessidades Brutas do Produto A para as seguintes semanas:
Tempo (h)
Produção Acumulada
Produção (peças)
1 2 3 4 5 6 7 7,41
54 54 54 54 54 54 54 22
54 108 162 216 270 324 378 400
Semana Nº
Necessidades Brutas
25
50
26 27 28 29 30
0 70 40 10 0
1 2 3 4 5 6 7 8,418
29
29
Tempo (h)
Produção Acumulada
Produção (peças)
Eficiência (%)
38 44 51 54 22
54 % 70 % 81 % 94 % 100 %
67 111 162 216 270 324 400378
54 54 54
100 % 100 % 100 % 100 %
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ÁRVORE DO PRODUTO A:
INVENTÁRIO ETEMPOS DE PROCESSAMENTO
1º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO A
Necessidades Líquidas de A = Existências de A – Necessidades Brutas de A
As ordens de fabrico são antecipadas uma semana em relação às necessidades líquidas
devido ao tempo de fabrico.
2º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO B
Para o cálculo das necessidades brutas de B é necessário multiplicar para cada semana
as ordens de fabrico de A por 2 (verificar a árvore do produto).
Neste caso as ordens de fabrico são antecipadas duas semanas dado o tempo de fabrico
ser de 2 semanas.
A
B C2 1
Tempo de Processamento
Elemento
Inventário
A B C
1 2 1
80 100 80
Necessidades Brutas de A
Semana Nº
Existências de A
24
80
Necessidade Líquidas de A
Ordens de Fabrico
25
50
30
26
0
30
0
40
27
70
0
40
40
28
40
0
40
10
29
10
0
10
30
0
0
0
Necessidades Brutas de B
Semana Nº
Existências de B
24
100
Necessidade Líquidas de B
Ordens de Fabrico
25
0
100
26
80
20
0
20
27
80
0
60
0
28
20
0
20
0
29
0
0
0
30
0
0
0
60
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3º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO C
Para o cálculo das necessidades brutas de C é necessário multiplicar para cada semana
as ordens de fabrico de A por 1 (verificar a árvore do produto).
Neste caso as ordens de fabrico são antecipadas uma semana dado o tempo de fabrico
ser de 1 semana.
CALENDARIZAÇÃO DAS NECESSIDADES
Determinadas as necessidades é preciso que os materiais estejam nos devidos locais
quando necessários. Assim, deve-se efectuar a calendarização de todos as operações
necessárias à execução da produção.
Para a produção de um determinado artigo de vestuário é necessário que no dia de
início da confecção todas as matérias-primas e acessórios estejam disponíveis no posto
de trabalho e que a encomenda seja entregue ao cliente atempadamente, para isso é
necessário contar com os tempos de aquisição das matérias-primas e acessórios, tempos
das operações anteriores à confecção bem como os tempos das operações de
acabamento.
Exemplo:
A tabela seguinte apresenta as operações necessárias e os respectivos tempos para a
produção de um determinado artigo de vestuário.
A primeira fase será a determinação da duração de cada uma das operações e verificar
qual o encadeamento que essas têm umas nas outras.
Necessidades Brutas de C
Semana Nº
Existências de C
24
80
Necessidade Líquidas de C
Ordens de Fabrico
25
0
80
26
40
40
0
27
40
0
0
10
28
10
0
10
29
0
0
0
30
0
0
0
Tempo de Produção
e/ou Transporte
Operação Local
Produção Tecido
Tingimento
Aquisição Botões
Aquisição Linhas
Aquisição de Entretelas
Corte
Preparação
10 dias
3 dias
3 dias
2 dias
2 dias
2 dias
1 dia
Exterior
Exterior
Exterior
Exterior
Exterior
Interior
Interior
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Em seguida efectua-se a calendarização das operações. Os dias de antecipação,
relativamente à data de entrega, em que cada operação deve iniciar obtêm-se somando
os tempos de produção/transporte da operação em causa com os tempos das operações
que se encontram no mesmo ramo da árvore até à data de entrega ao cliente.
Tabela I - Duração das operações para produção do artigo X
Confecção
Acabamentos
Aquisição Embalagens
Embalagem
Transporte para o Cliente
5 dias
2 dias
1 dia
1 dia
2 dias
Interior
Exterior
Exterior
Interior
Exterior
Figura 11 - Encadeamento das operações para produção do artigo X
Produção Tecido
Tingimento
Corte Aquisição Entretelas
Preparação Aquisição Linhas Aquisição Botões
Confecção
Acabamento Aquisição Embalagens
Embalagem
Transporte Cliente
10
3
2
1
2
2 3
5
2 1
1
2
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ESCALONAMENTO DA PRODUÇÃO DE UMA LINHA
O escalonamento das ordens de fabrico numa unidade fabril é uma tarefa complexa, no
entanto, para casos simples, tais como o sequenciamento de uma máquina ou linha de
fabrico, é possível a obtenção de boas soluções através de heurística ou regras práticas
de aplicação específica.
Os factores a considerar no processo de decisão do sequenciamento são os seguintes:
- Penalizações por entregas após o prazo de entrega;
- Penalizações por produzir antes do prazo de entrega;
- Minimização dos custos de preparação.
A decisão da escolha da heurística a aplicar depende da natureza do sistema produtivo,
da importância de cada um dos factores acima referidos, dos recursos envolvidos. Por
isso é necessário uma validação de cada heurística.
Entre as heurísticas de optimização que pode utilizar destacam-se as seguintes:
Figura 12 - Número de dias de antecedência, relativamente à data de entrega ao cliente, em que cada uma das
operações deve ocorrer
Produção Tecido
Tingimento
Corte Aquisição Entretelas
Preparação
Confecção
Acabamento
Aquisição Embalagens
Embalagem
Transporte Cliente
10
3
2
1
2
Aquisição Linhas 2
Aquisição Botões 3
5
2
1
1
2
Entrega ao Cliente
-26
-16
-13
-12
-11
-10
-5
-4
-3
-2
0
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EDD - Utiliza as datas de entrega para o seu escalonamento. Começa-se por colocar
o trabalho com a data de início mais próximo na primeira posição. O trabalho seguinte
é o que tem a data de início mais próximo entre o lote de trabalhos ainda não
escalonados.
Continua-se o processo até que todos os trabalhos estejam escalonados. Os trabalhos
são processados na ordem ascendente das datas de entrega.
Esta heurística visa minimizar o número de trabalhos concluídos fora do prazo de entrega.
SPT - Ordena-se os trabalhos na ordem ascendente dos seus tempos de
processamento e escalona-se nessa ordem.
Esta heurística visa reduzir a complexidade do processo de tomada de decisão, pois
tende a dar prioridade aos trabalhos mais pequenos.
Exemplo:
Escalonamento pelo método EDD:
Escalonamento Pelo método SPT:
Tempo de ProcessoOrdens Data do Cliente Penalização
10
6
12
4
A
B
C
D
3
5
8
2
1
2
2
1
InícioOrdens Data de Entrega Penalização
4
6
10
12
D
B
A
C
0
2
7
10
0
1 x 2
0
6 x 2
Data do Cliente
2
7
18
10
Total: 14
InícioOrdens Data de Entrega Penalização
4
10
6
12
D
A
B
C
0
2
5
10
0
0
4 x 20
6 x 2
Data do Cliente
2
5
18
10
Total: 20
174
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ACÇÕES A DESENCADEAR QUANDO OCORREM DESEQUILÍBRIOS DE CARGA
Para que qualquer plano seja realista e possa ser executado é necessário que, desde o
início, seja observado o equilíbrio entre a carga e a capacidade.
O cálculo global da carga será efectuado com base nos recursos críticos (gargalos).
SOBRECARGA
Em caso de sobrecarga poderão ser desencadeadas as seguintes acções:
- Realização de horas extraordinárias;
- Deslocação de pessoal de outras secções;
- Transferência de actividades para outras secções;
- Contratação de pessoal;
- Subcontratação;
- Trabalho durante os fins-de-semana;
- Aquisição de mais equipamento.
SUBCARGA
Em caso de subcarga poderão ser desencadeadas as seguintes acções:
- Redução das horas extraordinárias;
- Deslocação de pessoal para outras secções;
- Redução da subcontratação;
- Supressão de máquinas.
DIAGRAMA DE GANTT - COMO FERRAMENTA DE PLANEAMENTO DE PROJECTOS
O gráfico de Gantt é utilizado para determinar a melhor maneira de posicionar as diferentes
tarefas de um projecto a executar num período determinado, em função:
- Da duração de cada uma das tarefas;
- Da relação de precedências entre as diferentes tarefas;
- Dos prazos a respeitar;
- Das capacidades disponíveis.
175
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M-2 PLANEAMENTOGESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
Exemplo:
O diagrama de Gantt representa-se sob a forma de um gráfico de barras onde
cada coluna corresponde a uma unidade de tempo e cada linha a uma operação
ou tarefa a realizar.
Define-se uma barra horizontal para cada uma das tarefas e o comprimento de cada
barra corresponde à sua duração. A posição da barra no gráfico é função das ligações
entre as diferentes tarefas.
O critério de representação é o seguinte:
1. Começa-se pelas tarefas que não têm tarefas precedentes;
2. Representam-se, de seguida, as tarefas que têm por tarefas precedentes as tarefas já
representadas;
3. Repetir este último passo até terminar a lista de tarefas.
DIAGRAMA DE GANTT
Existem várias possibilidades para se definirem as ligações entre as diferentes tarefas
de um trabalho:
Tarefas
Precedentes
B, D
C
E
A
B
D
TarefasDuraçãoTarefa
A
B
C
D
3 dias
6 dias
4 dias
7 dias
E 5 dias
Tarefas Tempo
A
B
C
D
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
E
Tarefa Folga
176
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GESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
- Prioridade ao fabrico do produto com data de entrega mais cedo respeitando o mais
possível os prazos;
- Primeira encomenda confirmada, primeira encomenda executada, para não se lançar
em produção produtos que poderão não se vender. Conduz à formação de “stocks”;
- Prioridade à operação cuja duração é mais curta;
- Prioridade à tarefa que tem a folga mais pequena. Sendo a folga o tempo que resta
até ao prazo de entrega;
- Prioridade à tarefa com o rácio crítico mais fraco. Sendo o rácio crítico o tempo que
resta até ao prazo de entrega a dividir pelo somatório dos tempos das operações que
faltam realizar.
DIAGRAMA DE GANTT PARA PLANEAMENTO DA OCUPAÇÃO DAS EQUIPAS OU
LINHAS.
O gráfico de Gantt pode ser utilizado para programação do trabalho das equipas ou
linhas de produção.
Neste caso o diagrama de Gantt representa-se sob a forma de um gráfico de barras
onde cada coluna corresponde a uma unidade de tempo e cada linha a uma equipa
ou linha de produção.
Define-se uma barra horizontal para cada uma das tarefas e o comprimento de cada
barra corresponde à sua duração. A posição da barra no gráfico é função da data em que
a tarefa deve estar concluída.
Tarefas a realizar:
Diagrama Gantt da ocupação das equipas.
6
9
10
Dia de EntregaLegendaTarefa
A
B
C
D
E
Duração
3 dias
6 dias
4 dias
7 dias
5 dias
15
15
Equipa Tempo
1
2
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
177
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M-2 PLANEAMENTOGESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
EXEMPLOS DE SISTEMAS DE PLANEAMENTO
Alguns programas informáticos de planeamento têm como base de planeamento o
Diagrama de Gantt.
O “Microsoft Project” é o exemplo de um sistema de planeamento para projectos.
MÉTODOS E TEMPOS: INSTRUMENTO FUNDAMENTAL PARA O PLANEAMENTO
DA PRODUÇÃO
Para o eficiente planeamento de qualquer actividade é necessário uma informação
rigorosa dos métodos de trabalho a utilizar e dos tempos de execução das operações a
realizar.
Torna-se fundamental:
- Definir o trabalho a ser estudado;
- Registar o método e os respectivos elementos da actividade;
- Examinar e garantir que o método mais eficiente é o utilizado;
- Confirmar se a quantificação do trabalho foi efectuada com base na técnica de
medição mais apropriada;
- Analisar o tempo padrão para cada uma das operações.
A determinação do tempo padrão de uma operação é realizada da seguinte forma:
- Cálculo do Tempo Base, que é igual ao Tempo Observado multiplicado pelo Ritmo
Observado e dividido pelo Ritmo Padrão;
- Ao Tempo Base são adicionados suplementos de descanso, que incluem as
September
ID
3
30
July AugustJune October
1306 20 27 04 11 18 25 01 08 15 22 29 05 12 19 26 03 10 17 24
Task Name Duration
1
2
4
5
7
6
8
9
11
10
12
13
15
14
16
17
18
19
Montar equipe do projeto
Planejamento
Desenvolver plano
Examinar plano
Revisar plano
Design
Plano aprovado
Desenvolver especificações
Design aprovado
Protótipo pronto para testar
Produzir o protótipo
Teste do protótipo
Testar o protótipo
Produção
Protótipo aprovado
Coordenar produção
Produzir embalagem
Produto pronto para a distribuição
Produto pronto para o lançamento
1 day
10 days
6 days
1 day
2 days
24,63 days
0 days
7 days
0 days
0 days
3 wks
4 days
4 days
40 days
0 days
8 wks
6 wks
0 days
0 days
estilista
gerente de produto
gerentes seniors
gerente de produto
08/07
gerente de produto; gerentes seniors
05/07
funcionários da linha de montagem (6); estilista
23/07
gerente de produto
23/07
funcionários da linha
de montagem
23/09
23/09
Figura 13 – Quadro de planeamento programa “Microsoft Project”
178
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necessidades pessoais, ligados aos parâmetros de fadiga, tensão, esforço e ambiente
de trabalho.
Por último são adicionados ao somatório dos tempos anteriores os parâmetros ligados
aos suplementos contingenciais do trabalho.
O resultado final deste somatório de tempos corresponde ao Tempo Padrão de uma
operação.
Por último, o tempo padrão é utilizado no processo de planeamento para a determinação
da duração das tarefas e respectivos prazos de entrega.
Exercício:
Suponha que a produção de um determinado produto envolve 6 operações, estando as
relações entre elas e o seu tempo de duração apresentadas no quadro que se segue:
O cliente que encomendou este produto estipulou como prazo de entrega 11 dias.
1. Construa o Diagrama de Gantt;
2. Verifique se é possível entregar o produto no prazo pedido;
3. Suponha que houve uma avaria numa das máquinas que efectua a operação D e esta
operação passou a demorar 5 dias. Será ainda possível entregar o produto
atempadamente?
4. Suponha que a operação C se atrasou meia hora. Será ainda possível entregar o
produto atempadamente?
Duração (dias)PrecedenteOperação
A
B
C
D
E
Subsequente
F
-
A
B
-
C e D
E
B
C
E
E
F
-
3
2
1
4
3
2
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Operação Dia
A
B
C
D
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
E
F
Respostas:
1. Diagrama de Gantt
2. Sim, o produto pode ser entregue ao fim de 11 dias.
3. Sim, antecipando em um dia o início da operação D.
4. Não, pois assim a entrega só poderá ser efectuada durante o dia 12
Operação Dia
A
B
C
D
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
E
F
180
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GESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
AUTO-TESTE DOTEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Para que serve o Controlo de Produção:
C1
C2
C3
C4
Garantir a execução das tarefas.
Avaliar o desvio entre o previsto e o realizado.
Calendarizar a execução das tarefas.
Efectuar o cálculo de necessidades.
TOTAL
Acções a tomar perante atrasos numa ordem de fabrico:
A1
A2
A3
A4
Produzir em primeiro as que não estão atrasadas.
Re-planear reactivamente as ordens em atraso.
Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação).
Anular a encomenda.
TOTAL
Para que serve o Planeamento da Produção:
B1
B2
B3
B4
Determinação do tempo padrão.
Cálculo e Calendarização de Necessidades.
Calendarizar a execução das tarefas.
Escalonamento da produção.
TOTAL
Assinale características do “Just-in-Time”:
D1
D2
D3
D4
Grande recurso a stocks intermédios e finais.
Grandes áreas de armazenagem.
Utilização de recipientes etiquetados com a ordem de produção.
Fornecimentos na hora certa.
TOTAL
181
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SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Acções a tomar perante atrasos numa ordem de fabrico:
A1
A2
A3
A4
Produzir em primeiro as que não estão atrasadas.
Re-planear reactivamente as ordens em atraso.
Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação).
Anular a encomenda.
TOTAL
Para que serve o Planeamento da Produção:
B1
B2
B3
B4
Determinação do tempo padrão.
Cálculo e Calendarização de Necessidades.
Calendarizar a execução das tarefas.
Escalonamento da produção.
TOTAL
Para que serve o Controlo de Produção:
C1
C2
C3
C4
Garantir a execução das tarefas.
Avaliar o desvio entre o previsto e o realizado.
Calendarizar a execução das tarefas.
Efectuar o cálculo de necessidades.
TOTAL
Assinale características do “Just-in-Time”:
D1
D2
D3
D4
Grande recurso a stocks intermédios e finais.
Grandes áreas de armazenagem.
Utilização de recipientes etiquetados com a ordem de produção.
Fornecimentos na hora certa.
TOTAL
182
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GESTÃO E CONTROLODA PRODUÇÃO
BIBLIOGRAFIA
[1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989.
[2] CARVAJAL, Rodrigo; SEQUEIRA, João M. Bilstein - “Gestão da Produção”. Lisboa:
Colecção o Gestor, 1994.
[3] COURTOIS, Alain; PILLET, M.; Martin, C.- “Gestão da Produção”. Edições Técnicas
Lidel, 1991.
[4] MARTIN, C.; COURTOIS, Alain; PILLET, M. - “Gestão da Produção”. Edições Técnicas
Lidel, 1997.
[5] MARQUES, Ana Paula - “Gestão da Produção”. Lisboa: Texto Editora, 1991.
183
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
OBJECTIVOS
1. Conhecer os conceitos de custos aplicados a uma empresa de confecção.
2. Indicar as formas de definir o preço de venda.
3. Perceber o método de cálculo do custo minuto.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
9.1 Introdução 184
9.2 Calculo do preço de venda 184
9.2.1 Método empírico 185
9.2.2 Método de apuramento dos custos 187
9.3 Cálculo do custo minuto 189
9.4 Custo - abordagem simplificada 191
9.5 Formação do preço de venda 195
9.5.1 Mark-UP 195
184
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
9.1 INTRODUÇÃO
A determinação do custo minuto é de extrema importância para a gestão de qualquer
empresa. Dele irá depender o sucesso da empresa. Um custo minuto mal calculado é
prejudicial nos dois sentidos. Um custo demasiadamente elevado (mal calculado ou
elevado por inefeciência produtiva) poderá fazer com que a empresa perca competitividade
e venha a perder encomendas como consequência da concorrência do mercado. Um
custo demasiado baixo fará com que a empresa faça maus negócios, podendo estar a
perder dinheiro em cada negócio que realiza.
Como reflexo da grande concorrência existente no mercado têxtil, a margem bruta entre
os preços de venda aceites pelos clientes/consumidores e os custos verificados durante
a produção dos artigos têxteis tem vindo a diminuir significativamente, obrigando a que
a precisão no seu cálculo adquira uma importância cada vez maior.
A determinação rigorosa do custo de fabrico constitui pois um importante objectivo para
qualquer empresa, de modo a impedir que sejam comercializados produtos a preços
que venham a traduzir-se em prejuízo, por não cobrirem todos os custos envolvidos na
sua produção, devido à pressão constante dos clientes em reduzir o preço a pagar, e por
outro lado, impedir que sejam apresentados preços de venda muito superiores ao
necessário, levando à perda de clientes devido à falta de competitividade.
As empresas têm necessidade de criar condições que lhes permitam:
- Racionalizar os consumos de materiais, componentes, mão-de-obra, energia e todos
os factores produtivos envolvidos, principalmente, os de maior peso no custo dos
produtos;
- Um melhor aproveitamento da capacidade instalada;
- Efectuar aprovisionamentos de forma eficiente para que os materiais e componentes
entrem na empresa ao menor custo possível, sem prejuizo da qualidade;
- Efectuar a mais rápida rotação de stocks dos materiais e componentes, produtos em
curso de produção e entrega dos produtos fabricados;
- Um controlo efectivo e em curto prazo dos custos efectivamente verificados, por
forma a determinar os desvios entre estes custos e os previstos, analisando as suas
causas, de modo a serem definidas acções correctivas e preventivas.
Assim, a implementação de uma adequada gestão de custos é imprescíndivel para o
sucesso das empresas, a qual passará pelo:
- Cálculo rigoroso dos custos;
- Controlo atempado de custos.
9.2 CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA
Existem duas formas de definir o preço de venda. Utilizando um método empírico, em
que se procura adivinhar os custos envolvidos, e o método de apuramento dos custos,
em que todos os custos envolvidos, e que traduzem a realidade de cada empresa, são
185
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
apurados.
9.2.1 MÉTODO EMPÍRICO
Infelizmente, muitas empresas continuam ainda a utilizar o guesswork (adivinhar o
conteúdo de trabalho e prever custos) para definirem o preço de venda ou o preço a
cobrar no caso de se tratar apenas de uma subcontratação da produção. Esta forma
empírica de determinar os custos e definir o preço de venda funciona por estimativas,
utilizando o senso comum, a experiência dos responsáveis e o historial da empresa.
Como é óbvio os desvios são enormes e se antigamente as margens de lucro permitiam
cobrir esses erros, hoje as empresas têm necessidade de utilizar informação objectiva
sob pena de incorrerem em graves prejuízos.
A) ESTIMAR O CONSUMO DE MATÉRIA-PRIMA PRINCIPAL
Por extrapolação, utilizando o senso comum e o histórico da empresa (por tipo de artigo)
e com uma tabela de medidas. Conhecendo a gramagem do tecido/malha, faz-se a
pesagem da amostra (retirando um valor para os aviamentos se forem considerados
como relevantes) e utilizando uma percentagem de aproveitamento do material no corte.
B) ESTIMAR O CONSUMO DOS AVIAMENTOS
São calculados a partir do consumo de matéria-prima principal utilizando uma
percentagem estimada em função do histórico.Aviamentos de menor importância podem
ser contabilizados na margem de segurança.
C) ESTIMAR O CUSTO DA MÃO-DE-OBRA
Utilizando critérios subjectivos é atribuída uma margem para a mão-de-obra indirecta e
gastos gerais em função do custo atribuído à mão-de-obra directa.
O custo de mão-de-obra é também determinado por exclusão de partes (subtraindo ao
valor total os custos conhecidos).
186
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
D) ACRESCENTAR A MARGEM DE LUCRO E UMA MARGEM DE SEGURANÇA PARA
PROCURAR PREVENIR SURPRESAS.
Exemplo: Cálculo do preço de venda de uma calça de homem.
Matéria-prima principal
Preço tecido/metro: 8,00€
Consumo unitário: 1.35m
Custo matéria-prima principal = 8,00€x1.35 = 10,80€.
Aviamentos
Com base no histórico da empresa para calças de homem estimaram-se 1€.
Custo aviamentos = 1,00€.
Mão-de-obra
Custo/hora mão-de-obra directa + mão-de-obra indirecta + gastos gerais = 4,00€/hora.
Tempo de produção previsto: 1hora e 15 minutos.
Custo mão-de-obra = 4,00€x1.25 = 5,00€.
Custo total = 10,80€+1€+5€ = 16,80€.
Margem de Lucro
“Se ganhar-mos 1,00€ com as 10000 calças da encomenda, ganhamos 10000€... é
bom? Ok definimos um lucro de 1,00€ por calça”.
Margem de Segurança
“Para prevenir vamos acrescentar 10% de margem de segurança sobre o total dos
custos...”
Margem de segurança = 1,68€.
Assim, temos um preço de venda de:
Total de custos 16,80€
Margem de lucro 1,00€
Margem de segurança 1,68€
Total 19,48€
“...VAMOS NEGOCIAR A 20,00€!!!...”
187
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
9.2.2 MÉTODO DE APURAMENTO DOS CUSTOS
Esta deverá ser a forma correcta de trabalhar. Determinar os vários custos envolvidos na
produção de cada artigo e avaliar a contribuição dos mesmos nos resultados globais da
empresa, de modo a se poder concluir sobre possibilidades de abandono de artigos de
baixa contribuição ou mesmo de prejuízo para a empresas.
A) CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA PRINCIPAL E DOS AVIAMENTOS
É necessário conhecer o consumo unitário, a percentagem de desperdícios e o consumo
final.
B) CUSTO DA MÃO-DE-OBRA
É necessário conhecer o tempo de produção e o custo minuto da empresa.
C) OUTROS CUSTOS
É necessário conhecer o peso de outros custos da empresa na produção de um artigo
específico, nomeadamente os custos relativos à prestação de serviços afectos ao produto,
custos de origem financeira, custos de origem fiscal, e outros.
De modo a facilitar o cálculo do preço de venda, aconselha-se a utilização de um
documento (em formato informático ou apenas registo em papel), onde são preenchidos
todos os parâmetros com influência no cálculo do preço de venda.
Exemplo de uma ficha de cálculo do preço de venda
Neste exemplo apresentamos o preço de venda composto dos seguintes valores:
1. Custo das matérias-primas e componentes (aviamentos);
2. Custo de mão-de-obra directa;
3. Encargos com a estrutura da empresa;
4. Despesas com a comercialização e margem de lucro.
Figura 1 - Custos na empresa
Produto AcabadoTransporte
Matéria Prima
Encargos
Gerais
ComercialGerência Contabilidade
MOD
Empresa
Subcontratada
Armazém
de
Matéria
Prima Produção
Controlo da Qualidade
Produção
para
expedição
Transporte
Produto Acabado
Fornecedores
Matéria Prima
Comercial
ContabilidadeAprovisionamento
Gerência
Investigações e
Desenvolvimento
188
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
Figura 2 – Ficha de cálculo do preço de venda
189
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
9.3 CÁLCULO DO CUSTO MINUTO
Existem vários métodos para o cálculo do custo minuto. De seguida será apresentado
um exemplo de cálculo utilizando o método das três componentes.
MÉTODO DAS TRÊS COMPONENTES
Trata-se de um sistema simples e de fácil aplicação prática. O custo minuto da empresa
é obtido através da soma do custo minuto de:
- Mão-de-obra directa;
- Mão-de-obra indirecta;
- Encargos com a estrutura.
CUSTO MINUTO
Exemplo:
Dias de trabalho por ano: 220
Minutos de trabalho por dia: 8x60 = 480
Total minutos por operário num ano: 220x480 = 105600
MÃO-DE-OBRA DIRECTA (MOD)
Número médio de operários na empresa (média anual): 50
Total minutos MOD disponíveis por ano: 50x105600 = 5280000
Salário médio mensal por operário: 400,00€
Encargos mensais por operário (taxa social): 24%
Meses de remuneração por operário: 14
Custo anual por operário= [Salário médio mensal por operário+ (Encargos mensais
por operário (taxa social) x Salário médio mensal por operário)] x Meses de
remuneração por operário.
Custo anual por operário =[400,00+(0.24*400,00)]x14=6 944,00€
Custo minuto da MOD = (Custo anual por operárioxNº operários)/Total minutos
MOD disponíveis por ano.
Custo minuto da MOD= (6944,00x50)/5280000 = 0,07€
190
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
MÃO-DE-OBRA INDIRECTA (MOI)
Número médio de funcionários na empresa (média anual): 8
Total minutos MOI disponíveis por ano: 8x105600 = 844800
Salário médio mensal por funcionário: 600,00€
Encargos mensais por funcionário: 24%
Meses de remuneração por funcionário:14
Custo anual por funcionário=[600,00+(0.24*600,00)]x14=10 416,00€
Custo minuto da MOI = (Custo anual por funcionário x Nº funcionários)/Total minutos
MOD disponíveis por ano.
Custo minuto da MOI= (10416,00x8)/5280000 = 0,02€
ENCARGOS GERAIS FINANCEIROS COM A ESTRUTURA DA EMPRESA (EGF)
Todos os encargos com equipamentos e outros custos fixos (amortizações, energia,
água, telefone, manutenção, conservação de instalações, viaturas, etc.).
Custo global por ano = 25000 000,00€
Custo minuto dos EGF = Custo global por ano/Total minutos MOD disponíveis
por ano.
Custo minuto dos EGF = 250 000,00/5280000 = 0.05€
Assim, o Custo Minuto resulta da soma destas três parcelas:
Custo Minuto = Custo minuto da MOD + Custo minuto da MOI + Custo minuto
dos EGF.
Custo Minuto = 0,07€ + 0,02€ + 0.05€ = 0.14€
CONCLUSÃO
Nos dias competitivos de hoje as empresas de confecção enfrentam grandes dificuldades
e já não podem cobrir os erros à custa da margem de lucro. Uma eficiente gestão dos
custos é pois fundamental para a sua competitividade.
As empresas têm que:
- Calcular com rigor o custo de cada produto;
- Controlar a sua produção de modo a detectar desvios em relação ao previsto;
191
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
- Actuar com a máxima brevidade possível sobre as causas, de modo a procurar
eliminar as ineficiências.
9.4 CUSTO – ABORDAGEM SIMPLIFICADA
O estudo da contabilidade, seja qual for a sua ramificação (comercial, bancária, pública,
de custos, entre outros), fica mais fácil quando obedece a uma sequência gradativa e
lógica. Assim, para podermos estudar a contabilidade de custos é necessário adquirir
conhecimentos básicos sobre a contabilidade. Pelo que, deveremos estudar primeiro a
contabilidade básica ou geral, para depois estudar a contabilidade de custos.
Vejamos um exemplo simples de custos, utilizando a confecção de uma camisa:
Tecidos 15,00€
Entretelas 1,00€
Botões 0,80€
Linhas de costura 0,20€
Total 17,00€
Tempo de trabalho: 1.0 hora (1 operário)
NESTE CASO QUAL É O CUSTO DA CAMISA?
Para o consumidor final o custo da camisa é o que ele paga na loja aquando da sua
aquisição. Mas, para a empresa produtora da camisa, o custo corresponde apenas aos
gastos envolvidos na compra dos materiais utilizados na sua produção?
É evidente que não. Para produzir a camisa, além dos materiais utilizados, a empresa
incorreu noutros custos: mão-de-obra directa, energia eléctrica, água, aluguer ou
amortização do custo de aquisição das instalações, a depreciação da máquina de costura,
os custos de supervisão e gestão da empresa, etc.
Assim, tanto os materiais utilizados como todos os elementos envolvidos na produção
da camisa, têm um custo e como tal têm que ser considerados.
Podemos então concluir que o Custo de Fabricação ou Custo de Produção apresenta
duas partes:
CUSTO DE PRODUÇÃO= PARTE DIRECTA + PARTE INDIRECTA
PARTE DIRECTA
É composta por gastos de aquisição dos materiais utilizados integralmente no processo
produtivo (tecnicamente conhecidos por Materiais Directos=MD ou Matéria-Prima=MP)
mais o custo das horas de trabalho (tecnicamente conhecidos por Mão-de-obra Directa
= MOD). A soma destes gastos é também denominada por Custo Directo, dado que as
192
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
suas quantidades e os seus valores são facilmente identificados em relação ao produto.
Assim no exemplo da camisa, podemos concluir que:
- MD = 17,00€
Soma dos materiais: Tecidos = 15,00€ ; entretela = 1,00€ ; Botões = 0,80€ e linhas de
costura = 0,20€
- MOD = 3.00€
Considerando que o operário ganha 3,00€ por cada hora de trabalho, e que é
necessária 1.0 hora para produzir a camisa.
PARTE INDIRECTA
É composta por gastos com outros elementos que concorreram indirectamente para a
produção da camisa, como: energia eléctrica, água, aluguer ou amortização do custo de
aquisição das instalações, a depreciação da máquina de costura, os custos de supervisão
e gestão da empresa, etc. (tecnicamente conhecidos por Custos Indirectos de
Fabricação = CIF).
O Custo Directo de produção é facilmente determinado, pois geralmente corresponde
aos valores integralmente gastos na compra dos materiais utilizados, mais a mão-de-
obra das pessoas que trabalharam directamente na sua produção.
Para calcular o valor dos Custos Indirectos de Fabricação de cada produto, devem
estabelecer-se regras e efectuar cálculos para que os referidos custos sejam
adequadamente atribuídos a cada produto.
A denominação de Custos Indirectos de Fabricação surge do facto destes não
corresponderem a gastos ocorridos especificamente para um determinado produto.Numa
empresa industrial, dizem respeito a toda a produção obtida num determinado período.
Por exemplo, o gasto com aluguer de instalações é indispensável para que a empresa
possa existir, no entanto não está ligado a nenhum produto específico. Assim, o seu
custo deve ser atribuído através de algum critério para todos os produtos que foram
produzidos pela empresa nesse período.
No exemplo da camisa, para conhecer o Custo de Produção real, é preciso incluir uma
parcela dos custos indirectos de fabricação.
A distribuição proporcional que se faz para atribuir a um produto específico o valor
dos Custos Indirectos de Fabricação denomina-se por rateio.
Para se efectuar o rateio, há necessidade de adoptar um critério, estimado ou atribuído.
Esse critério é denominado por Base de Rateio.
Os critérios utilizados como base para ratear o valor dos Custos Indirectos podem ser os
mais variados:
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
ALUGUER
CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = ÁREA / HORAS DE TRABALHO.
Considerando um aluguer mensal de 1.200,00€, referente às instalações da empresa
que ocupa uma área de 500m2
, correspondendo 20% ao espaço ocupado pelo
departamento que produz a camisa. O valor a ser atribuído como Custo Indirecto de
Fabricação (CIF) é obtido da seguinte forma:
500m2
x20% = 100m2
1.200,00€ /500m2
x100m2
= 240,00€
240,00€ /30 dias = 8,00€ por dia
8,00€ equivalem a 8 horas, pelo que para 1,0 hora = 1,00€
MÁQUINAS, MOBILIÁRIO E FERRAMENTAS
CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = HORAS DE TRABALHO.
As máquinas, mobiliário e ferramentas utilizados para fazer a camisa – máquina, mesa,
tesoura, entre outros – não são consumidos durante o processo produtivo. Estes bens
possuem um maior tempo de vida útil, podendo ser utilizados na produção de muitas
camisas durante vários anos. O critério para incluir no Custo de Produção (CP) o valor
do gasto na aquisição desses bens é designado por Depreciação.
Através da depreciação, considera-se como Custo do período uma parcela do valor
gasto na aquisição dos bens duráveis, em função do tempo de vida útil estimado para o
referido bem.
Suponhamos que a máquina, a mesa e as outras ferramentas utilizadas correspondam
à depreciação de 720,00€ por ano, equivalendo a uma depreciação mensal de 60,00€.
Sabendo que foi utilizada 1.0 hora na produção da camisa, o valor da depreciação
proporcional ao número de horas gastas será de 0,25€ (equivalente a 1.0 hora),
representado pelo seguinte cálculo:
60,00€ /30 dias = 2,00€ por dia
pelo que o valor de uma hora será 2,00€ /8 horas = 0,25€
194
M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
ENERGIA ELÉCTRICA E ÁGUA
CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = SECTORES / HORAS DE TRABALHO.
Considerando que, durante o mês, foram gastos 120,00€ em energia eléctrica e água, e
sabendo que a empresa tem 5 sectores sendo as camisas um deles, e que os consumos
de energia eléctrica e água são proporcionais a todos os sectores, podemos estabelecer
que a energia eléctrica e a água consumida para produzir uma camisa correspondem a
0,10€ (equivalente a 1.0 hora de trabalho).
120,00€ /5 sectores = 24,00€ mensais por sector
Logo, 24,00€ /30 dias = 0,80€ por dia
Assim, o valor de uma hora será 0,80€ /8 horas = 0,10€ .
SUPERVISÃO DA EMPRESA
CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = HORAS DE TRABALHO.
Considerando que, durante o mês se verificou um gasto de 1020,00€ com a supervisão
da empresa.Podemos estabelecer que para produzir uma camisa o custo correspondente
à supervisão da empresa é de 4,25€ (equivalente à 1.0 hora de trabalho).
1.020,00€ /30 dias = 34,00€ por dia
Assim, o valor de uma hora será 34,00€ /8 horas = 4,25€ .
Assim, podemos concluir que, para produzir uma camisa, concorreram os seguintes
itens:
a) Material Directo 17,00€
b) Mão-de-obra Directa 3,00€
c) Custos Indirectos de Fabricação
- Aluguer 1,00€
- Depreciação 0,25€
- Energia e água 0,10€
- Supervisão Empresa 4,25€ 5,60€
Total = Custo de Produção (CP) 25,60€
Podemos então dizer que a produção de uma camisa custou 25,60€ , pelo que o custo
de produção (CP) é composto por três elementos:
195
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
CUSTO DE PRODUÇÃO (CP) = MATERIAL DIRECTO (MD) + MÃO-DE-OBRA
DIRECTA (MOD) + CUSTO INDIRECTO DE FABRICAÇÃO (CIF).
9.5 FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA
9.5.1 MARK-UP
O Mark-UP é um multiplicador sobre o custo dos produtos.
É um cálculo rápido a partir do custo de cada produto.
A construção do Mark-UP está ligada a percentuais que são aplicados sobre o preço de
venda.
O Mark-UP poderá ser genérico, partindo do pressuposto de que o custo industrial por
absorção é o grande elemento diferenciador para a formação do preço de venda, e que
se utiliza o Mark-UP para todos os produtos.
Desta forma, no índice multiplicador que será aplicado sobre o custo, deverá estar incluído
o percentual das despesas operacionais:administrativas, vendas, financeiras e da margem
de lucro desejada.
MARGEM DE LUCRO DESEJADA
Um dos pontos mais importantes e polémicos é a relação da margem de lucro que deve
ser afectada ao Mark-UP.
A margem de lucro desejada é bastante variável de empresa para empresa, e depende
de inúmeros factores, como:
a) O sector onde a empresa actua;
b) A rentabilidade de rotação dos seu activos;
c) A rentabilidade de rotação do capital próprio;
d) O tipo de produto;
e) A competitividade do sector onde a empresa está inserida;
f) A escala de produção, etc.
Além destas tendências económico-financeiras, é importante ter em consideração:
a) O objectivo da empresa;
b) A cultura da empresa;
c) O ambiente social onde está inserida;
d) A participação dos empregados.
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA
O cálculo do preço de venda (PV) é o valor que a empresa deseja obter de forma
a conseguir alcançar os seus objectivos e a rentabilidade desejada.
Exemplo:
Calcular o preço de venda de um produto que possui um custo de produção de 500,00€,
e o coeficiente que deve ser aplicado sobre o custo para identificação desse preço de
venda:
a) Identificação dos percentuais de impostos sobre as vendas
IVA: 19,00 %
Outro 1: 1,65 %
Outro 2: 3,00 %
Total: 23,65 %
b) Determinação dos percentuais padrões de despesas operacionais, despesas
financeiras e margem de lucro desejada.
Despesas Comerciais: 14,40%
Despesas Administrativas: 7,60%
Despesas Financeiras: 1,80%
Margem de Lucro desejada: 3,90%
Total: 27,70%
Fórmula a ser utilizada:
PV = (CUSTO DE PRODUÇÃO) / (1 – (%IMPOSTOS + %DESPESAS E MARGEM
DESEJADA))
Resolução:
PV = (500,00)/(1–(0,2265+0,2770))
PV = 500,00/0,4965
PV = 1.007,05€
Coeficiente para aplicação sobre o custo de produção = 1.007,05/500,00 = 2,0141.
No caso da empresa estar a iniciar as suas actividades e não ser possível identificar um
percentual de despesas sobre o preço de venda, pode utilizar-se a seguinte fórmula:
197
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
PV = (CUSTO DE PRODUÇÃO + DESPESAS FIXAS)/(1 – (%IMPOSTOS +
%DESPESAS VARIÁVEIS + %LUCRO DESEJADO)).
Relativamente ao exemplo anterior, se a empresa não tivesse o percentual das despesas
administrativas, comerciais e financeiras, mas possuísse um valor das despesas fixas
de 239,68€ :
PV = (500,00+239,68)/(1–(0,2265+0,0390))
PV = 739,68/0,7345
PV = 1.007,05€
Coeficiente para aplicação sobre o custo de produção = 1.007,05/500,00 = 2,0141.
Importa salientar que no mercado actual por vezes não é possível incluir no cálculo do
preço de venda a margem de lucro que a empresa bem entender, em diversas
circunstâncias a empresa vê-se forçada a abdicar das suas margens ou reduzir os custos
e despesas para poder concorrer no mercado.
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
AUTO-TESTE DO TEMA
Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído
por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de
A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/
as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada
uma das questões.
Se comprarmos um par de calças numa loja, o custo dessa calça é o preço
pago por ela. Se produzirmos a calça numa empresa, o custo da calça será:
A1
A2
A3
A4
O preço pago pelos materiais.
O preço que seria pago se fosse comprada na loja.
A soma dos gastos necessários à sua produção em materiais,
mão-de-obra e custos indirectos de fabricação.
Nenhuma das anteriores.
TOTAL
Para o cálculo do custo minuto devemos considerar:
B1
B2
B3
B4
Custo das matérias-primas e componentes.
Custo de produção.
Encargos com a estrutura da empresa.
Despesas com a comercialização e margem de lucro.
TOTAL
Sempre que um gasto for facilmente identificado em relação a cada produto,
esse gasto será:
C1
C2
C3
C4
Custo directo de fabricação.
Custo indirecto de fabricação.
Investimento.
Gastos gerais de fabricação.
TOTAL
199
CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
Concorrem para o cálculo do Custo Total de Produção:
D1
Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e
margem de lucro.
D4 Os custos de mao-de-obra directa.
TOTAL
D2
Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e
encargos gerais financeiros.
D3
Os custos de mao-de-obra directa, margem de lucro e encargos
gerais financeiros.
200
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CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS
Se comprarmos um par de calças numa loja, o custo dessa calça é o preço
pago por ela. Se produzirmos a calça numa empresa, o custo da calça será:
A1
A2
A3
A4
O preço pago pelos materiais.
O preço que seria pago se fosse comprada na loja.
A soma dos gastos necessários à sua produção em materiais,
mão-de-obra e custos indirectos de fabricação.
Nenhuma das anteriores.
TOTAL
Para o cálculo do custo minuto devemos considerar:
B1
B2
B3
B4
Custo das matérias-primas e componentes.
Custo de produção.
Encargos com a estrutura da empresa.
Despesas com a comercialização e margem de lucro.
TOTAL
Sempre que um gasto for facilmente identificado em relação a cada produto,
esse gasto será:
C1
C2
C3
C4
Custo directo de fabricação.
Custo indirecto de fabricação.
Investimento.
Gastos gerais de fabricação.
TOTAL
201
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M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
Concorrem para o cálculo do Custo Total de Produção:
D1
Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e
margem de lucro.
D4 Os custos de mao-de-obra directa.
TOTAL
D2
Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e
encargos gerais financeiros.
D3
Os custos de mao-de-obra directa, margem de lucro e encargos
gerais financeiros.
202
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CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt
CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO
BIBLIOGRAFIA
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2nd ed. New Jersey: Prentice-Hall, Inc, 1995. ISBN 0-02-344142-9.
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versus custeio por absorção".Revista do Conselho Regional de Contabilidade São Paulo.
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de Maringá, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, 2003.
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2000.
25618 manual formandonivintermedioplanorgprodmodulo2
25618 manual formandonivintermedioplanorgprodmodulo2

25618 manual formandonivintermedioplanorgprodmodulo2

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    1 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO TEMA 1: TEMA 2: TEMA 3: TEMA 4: TEMA 5: TEMA 6: TEMA 7: TEMA 8: TEMA 9: A EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADO PRODUTIVIDADE GABINETE TÉCNICO ESTUDO DO TRABALHO ESTUDO DE IMPLANTAÇÕES SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO EQUILIBRAGEM DA PRODUÇÃO GESTÃO E CONTROLO DA PRODUÇÃO CUSTO MINUTO P.003 P.015 P.029 P.059 P.087 P.103 P.125 P.151 P.183
  • 4.
    2 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO
  • 5.
    3 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO OBJECTIVOS 1. Conhecer o conceito de empresa como um sistema integrado. 2. Compreender a importância da comunicação entre os vários sectores para o sucesso da organização. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1.1 A organização 004 1.2 A empresa como um sistema integrado 006 1.3 A gestão da produção e a estratégia da empresa 008 1.4 Organização e flexibilidade 009
  • 6.
    4 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO 1.1 A ORGANIZAÇÃO Durante séculos a produção foi efectuada por artesãos isolados ou agrupados em corporações, mas recentemente as imposições criadas à concepção, produção, distribuição e utilização dos bens conduziram ao desenvolvimento da obra colectiva. Surgiu então a necessidade da reunião e organização de meios e pessoas para a realização das actividades. Actualmente são raros os casos em que a produção é efectuada por um só indivíduo, trabalhando isoladamente e tornou-se quase geral a associação dos esforços pelo trabalho em grupo, especialização das tarefas e a divisão do trabalho. Esta evolução trouxe a necessidade de organizar e gerir os meios e pessoas, para que trabalhem coordenadamente, de forma a atingirem o objectivo final: fornecer o produto ou serviço pretendido pelo cliente. Blau e Scott (1963) referiam que: “As organizações caracterizam-se por serem estabelecidas na intenção explícita de atingir certos objectivos, tendo simultaneamente: 1. Regras concebidas para prever e modelar os comportamentos no sentido desses objectivos. 2. Uma estrutura formal de estatutos com canais de comunicação e de linhas hierárquicas claramente definidas”. Segundo Etzioni (1972) “As organizações caracterizam-se por: 1. Divisões de trabalho, poder e responsabilidades de comunicação, que não são casuais ou estabelecidas pela tradição mas planeadas intencionalmente a fim de intensificar a realização de objectivos específicos; 2. A presença de um ou mais centros de poder que controlam os esforços combinados da organização e os dirigem para os seus objectivos; esses centros de poder devem reexaminar continuamente a realização da organização e, quando necessário, reordenar a sua estrutura a fim de aumentar a sua eficiência; 3. Substituição do pessoal, isto é, as pessoas pouco satisfatórias podem ser demitidas e designadas outras pessoas para as suas tarefas. A organização pode também recombinar o seu pessoal, através de transferências e promoções”. Podemos verificar que apesar destas definições de organização serem diferentes, ambas de algum modo referem a hierarquização de poder, o estabelecimento e cumprimento de objectivos e a interligação entre funções. Assim, para melhor compreender o funcionamento de uma organização torna-se necessário conhecer: - Os seus componentes; - As funções de cada componente; - O inter-relacionamento entre cada função. O conhecimento dos componentes de uma organização bem como das suas funções é necessário para que se efectue uma melhor divisão das tarefas e sejam atribuídas responsabilidades.
  • 7.
    5 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO O inter-relacionamento entre funções deve ser definido e optimizado para que a organização caminhe sempre em direcção aos seus objectivos. A hierarquia é a classificação ordinal que estabelece a importância relativa dos elementos da organização, bem como os respectivos níveis de autoridade. Esta classificação é normalmente representada num esquema descritivo designado por organograma (ou organigrama) que exemplifica a estrutura da empresa e as ligações entre os diferentes serviços. Numa empresa tradicional o tipo de hierarquia mais comum é do tipo de pirâmide, que é demonstrativa de uma estrutura caracterizada por vários níveis de autoridade e responsabilidade. No topo da hierarquia, encontra-se a presidência da administração, nos níveis intermédios da pirâmide, os responsáveis de departamentos/secções e na base os operários. A evolução levou à necessidade de organizar e gerir os meios e pessoas, para que trabalhem coordenadamente, de forma a atingirem o objectivo final: fornecer o produto ou serviço pretendido pelo cliente. Um organograma (ou organigrama) é um esquema descritivo que exemplifica a estrutura da empresa e as ligações entre os diferentes serviços. Figura 1 - Organigrama tipo pirâmide Responsável Departamento A DIRECÇÃO GERAL ADMINISTRAÇÃO Responsável Departamento CResponsável Departamento B Operário A1 Operário A2 Operário B1 Operário B2 Operário C1 Operário C2
  • 8.
    6 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO 1.2 A EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADO Uma empresa industrial é, então, uma unidade onde se desenvolvem continuamente diferentes actividades com um objectivo pré-estabelecido, e sempre apontando para a obtenção de lucros. Uma empresa é um sistema complexo, onde as actividades são executadas segundo um comando que o faz caminhar de determinada forma e em determinado sentido, este comando é a Gestão. Nas empresas nada acontece espontaneamente, gerir é “fazer acontecer” e quanto mais complexo é o sistema mais necessário se torna fazer com que “aconteça”, pois não acontecer nada é morrer, e a empresa é uma célula viva. Gerir pressupõe decidir e decidir pressupõe estudar, planificar e posteriormente controlar. Os acontecimentos são o próprio movimento das empresas, movimento que se verifica por etapas devidamente demarcadas por objectivos. Neste movimento, as empresas modificam-se ou desenvolvem-se, adaptando-se aos objectivos que vão sendo estabelecidos. As actividades no interior da empresa têm natureza diversificada, mas ao mesmo tempo são complementares para o alcance dos objectivos.Todas estas actividades trabalhando interligadas, constituem a empresa como um sistema integrado. A tabela I e a figura 2 mostram um exemplo de alguns sistemas constituintes da empresa como sistema integrado. Sistemas Subsistemas Gestão comercial - Marketing; - Vendas… Gestão da produção - Fluxos produtivos; - Métodos, tempos e implantações; - Planeamento e controlo da produção; - Gestão dos aprovisionamentos; - Gestão da manutenção; - Garantia e controlo de qualidade… Gestão de recursos humanos - Recrutamento e selecção; - Formação e desenvolvimento; - Administração das remunerações; - Estrutura administrativa; - Cadastro dos recursos humanos…
  • 9.
    7 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO As actividades no interior da empresa têm natureza diversificada, mas ao mesmo tempo são complementares para o alcance dos objectivos. Diz-se que a empresa é um sistema integrado, porque todas as actividades trabalham de forma interligada e direccionada para o alcance dos objectivos. Figura 2 – Empresa como sistema integrado Clientes Requisitos Administração / Gestão Gestão da Produção Gestão de Recursos Humanos Gestão Financeira Gestão da Qualidade Gestão Comercial Clientes Satisfação Lucros Realização do Produto Tabela I - Sistemas constituintes da empresa Gestão da qualidade - Articulação da informação pelas diferentes áreas de actividade; - Análise e sintetização da informação, de acordo com a política e os objectivos; - Melhoria contínua… Administração / Gestão - Estabelecimento de políticas; - Estabelecimento de objectivos; - Estabelecimento de indicadores; - Supervisionamento de todos os sistemas… Gestão financeira - Contabilidade; - Controlo de gestão; - Planeamento e gestão financeira; - Património…
  • 10.
    8 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO 1.3 A GESTÃO DA PRODUÇÃO E A ESTRATÉGIA DA EMPRESA A organização interna de uma empresa deve ser de modo a que esta possa dar a melhor resposta, a mais rápida e mais barata, para corresponder às solicitações do mercado. A Indústria doVestuário tem vindo a sofrer uma grande evolução ao nível do equipamento, técnicas de produção e especialmente ao nível da organização e novas filosofias de trabalho. Principais causas dessas alterações: - Saturação do mercado; - Grande competição; - Desvantagem competitiva, devido às grandes diferenças de preços entre os países desenvolvidos e os de mão-de-obra barata; - Preferência dos comerciantes relativamente aos mercados internacionais, preterindo a indústria doméstica; - Maior peso nas oportunidades de venda de factores como a moda, o desejo de variedade e melhor serviço. Características da nova situação: - Pequenas encomendas; - Grande variedade de modelos; - Prazos de entrega curtos; - Elevados requisitos de qualidade; - Necessidade de actualização contínua de modelos e materiais utilizados; - Forte capacidade comercial. As novas exigências do mercado têm vindo a pôr em causa a organização de toda a empresa, inclusive da gestão da produção. Esta última deve ser sempre entendida de um modo articulado com a estratégia da empresa. Uma vez alterada a estratégia da empresa, todos os sectores que a constituem sofrem alterações de modo a que no conjunto a empresa consiga dar a resposta desejada. Grande parte das empresas de vestuário encontram-se na situação de mudança radical de estratégias.
  • 11.
    9 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO As empresas têm de passar de uma fabricação de: - Grandes quantidades; - Prazos de entrega relativamente longos; - Qualidade não muito exigente; - Design pouco apurado; - Ciclo de vida do produto longo; Para uma fabricação que se caracteriza por: - Pequenas séries; - Design e qualidade exigentes; - Grande variedade de modelos e materiais; - Prazos de entrega curtos. 1.4 ORGANIZAÇÃO E FLEXIBILIDADE O futuro das empresas depende, em grande parte, da capacidade de se organizarem internamente, e do grau de flexibilidade que conseguirem apresentar. Sem estas características os resultados só podem ser os seguintes: - Prazos e stocks elevados; - Acessórios em falta; - Fabricação por lotes; - Estrangulamentos; - Fluxos produtivos longos; - Avarias; - Variações na qualidade do produto.
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    10 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO - A revisão dos fluxos produtivos das fábricas traz ganhos substanciais de produtividade, permite encadear mais facilmente as operações de produção e traduz- se por uma forte diminuição dos prazos. - Um programa de redução dos tempos de mudança de ferramentas permite eliminar as restrições da fabricação por lotes, reduzir os níveis de stocks e conferir um aumento de flexibilidade ao processo produtivo. - A melhoria de fiabilidade das máquinas resulta sempre num aumento da capacidade de produção e na diminuição da necessidade de stocks de segurança. - O controlo de qualidade evita custos suplementares, desperdícios, improdutividade e, simultaneamente, a insatisfação dos clientes. - A melhoria do serviço por parte dos fornecedores tem um impacto importante na qualidade, na produtividade e no nível dos stocks de matéria-prima e acessórios. OS STOCKS ELEVADOS OS INCIDENTES IMPONDERÁVEIS traduzem-se normalmente em obstrução das áreas de produção, em desordem, em falta de espaço, em desorganização e em dificuldade de gerir e localizar milhares de artigos dispersos pelafábrica. , tais como acessórios em falta, estrangulamentos, atrasos, avarias e defeitos - nunca podem ser levados em linha de conta quando se procede ao planeamento da produção, daqui resultando erros, atrasos e mais artigos em falta. Se todas estas insuficiências atingem as empresas, convirá referir que as mesmas, não decorrendo de qualquer atraso tecnológico, constituem um obstáculo à sua competitividade, à sua capacidade de reagir rapidamente a novos desafios, novos clientes e novas exigências. Existem poucas hipóteses de se encurtarem etapas. Os investimentos em novas tecnologias de produção não eliminarão, de um momento para o outro, anos sucessivos de falta de organização e rigor, de insuficiente manutenção das máquinas, de qualidade deficiente ede formação insuficiente dopessoal. Será preferível partir para a resolução, em primeiro lugar, das insuficiências actuais das fábricas, começando por simplificar a organização e optimizar o seufuncionamento. AMELHORIA DA EFICÁCIAINDUSTRIALÉ UMPROCESSOCONTÍNUO.
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    11 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO É a conjugação destas acções que produz os melhores resultados. O seu efeito acumulado traduz-se por uma melhor organização, um acréscimo de flexibilidade e de capacidade de resposta, uma forte redução dos stocks e dos prazos, uma melhor produtividade e uma sensível redução dos custos. A modernização poderá então ser encarada no quadro de um processo industrial optimizado e bem controlado e de um ambiente social preparado para as mudanças tecnológicas.
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    12 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Numa empresa organizada sob a forma de pirâmide: C1 C2 C3 C4 A administração está na base da pirâmide. Os responsáveis dos departamentos estão nos níveis intermédios da pirâmide. Estão definidos vários níveis de autoridade. Os operadores estão no topo da pirâmide. TOTAL A1 A2 A3 A4 TOTAL Qual é o objectivo de organizar? Dividir tarefas. Repetir as mesmas tarefas por diferentes pessoas. Desresponsabilizar. Atribuir responsabilidades. B1 B2 B3 B4 TOTAL Numa empresa: Apenas há um tipo de actividade. As actividades têm como objectivo final obter lucros. As várias actividades são independentes e não se relacionam. Sistema integrado significa interligação entre vários departamentos. D1 D2 D3 D4 TOTAL Gerir é: Receber os lucros. Dar ordens. Estudar, planificar e controlar. Decidir.
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    13 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS A1 A2 A3 A4 TOTAL Qual é o objectivo de organizar? Dividir tarefas. Repetir as mesmas tarefas por diferentes pessoas. Desresponsabilizar. Atribuir responsabilidades. B1 B2 B3 B4 TOTAL Numa empresa: Apenas há um tipo de actividade. As actividades têm como objectivo final obter lucros. As várias actividades são independentes e não se relacionam. Sistema integrado significa interligação entre vários departamentos. Numa empresa organizada sob a forma de pirâmide: C1 C2 C3 C4 A administração está na base da pirâmide. Os responsáveis dos departamentos estão nos níveis intermédios da pirâmide. Estão definidos vários níveis de autoridade. Os operadores estão no topo da pirâmide. TOTAL D1 D2 D3 D4 TOTAL Gerir é: Receber os lucros. Dar ordens. Estudar, planificar e controlar. Decidir.
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    14 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt A EMPRESA EMPRESAEMPRESA EMPRESA EMPRESA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADOA COMO UM SISTEMA INTEGRADO BIBLIOGRAFIA [1] CAMARINHA MATOS, Worid - “Congress on intelligent manufacturing processes and systems”. Hungary, 1997. [2] GOLDMAN, S. L.; NAGEL, R. N., PREISS, K. - “Agile competitors and virtual organizations: strategies for enriching the customer”. NY: Van Nostrand Reihnold, 1995. [3] HEIZER, J.; RENDER, B. - “Production and operations management: strategies and tactics”. Allyn and Bacon, 1988. [4] HITOMI, K. - “Manufacturing systems engineering”. Taylor & Francis, 1979. [5] MINTZBERG, H. - “The structuring of organizations”. Prentice Hall, 1979. [6] PUTNIK, G.; SILVA, S. C.- “OPIM”, Basys’95. Samuelson and Nordhaus “Economia”. McGraw-Hill,1995. [7] SILVA, S.C.;ALVES, A.C.- Diferentes perspectivas de sistemas de produção orientados ao produto.1° Encontro Nacional de Engenharia e Gestão Industrial. Lisboa, Junho 1997. [9] SANTOS, Gilda - "Organização da produção em confecção". V.N.Famalicão: CITEVE, 2000.
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    15 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE OBJECTIVOS 1. Conhecero conceito de produtividade. 2.Compreender a necessidade de melhoria da produtividade como forma de manutenção da competitividade das empresas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 2.1 Conceitos e definições de produtividade 016 2.2 Factores de melhoria da produtividade 018 2.2.1 Factores internos 019 2.2.2 Factores externos 020 2.3 Análise da produtividade 021 2.4 Aplicação de uma técnica de medição da produtividade 023 2.5 Exemplo prático 024
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    16 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE 2.1 CONCEITOS EDEFINIÇÕES DE PRODUTIVIDADE Segundo a definição mais geral, produtividade é a relação entre a produção obtida por um sistema de fabrico e os recursos utilizados para a obter. A Produtividade define-se então como o uso eficiente dos recursos - trabalho, capital, localização, materiais, energia e informação - na produção dos diversos bens e serviços. Uma produtividade maior significa também a obtenção de uma maior produção, em quantidade e qualidade, com os mesmos recursos. Produtividade é, portanto, a quantidade de produto obtida por cada unidade de produção usada. A produção pode ser medida em diversas unidades, assim como os recursos utilizados. Embora, unidades como o número de unidades de produto, unidades de peso e de capacidade, entre outras, possam ser usadas para a medição da quantidade de produto, a unidade monetária é muito vulgarmente utilizada para os produtos. Os recursos de produção, por sua vez, apresentam frequentemente unidades diferentes. Tal é o caso, por exemplo quando se pretende determinar a produtividade de alguns factores de produção. Por exemplo a produtividade do trabalho pode ser expressa em valor acrescentado por empregado. Entenda-se por valor acrescentado a diferença entre o valor da produção final, ou valor correspondente das vendas, e o valor das matérias-primas e da parcela de todos os outros factores de produção necessários à obtenção dessa produção. Por vezes uma visão restrita de valor acrescentado, nomeadamente aquela que considera como valor dos factores de produção apenas o valor das matérias-primas, é utilizada para calcular a produtividade. Esta produtividade é um bom indicativo da eficiência, competitividade e domínio de uma empresa, sendo no entanto susceptível de várias interpretações. Assim, por exemplo, um valor alto desta produtividade pode indicar domínio tecnológico e de conhecimento, dando à empresa uma boa competitividade. Diz-se que a empresa trabalha numa área de grande valor acrescentado, o que normalmente acontece em produtos inovadores e, ou tecnicamente avançados. Em qualquer caso esta produtividade é um indicativo importante de progresso industrial. Ainda que o valor das vendas possa também ser usado para avaliação da produtividade, a sua utilização tende a ser menos esclarecedora do que o valor acrescentado. De facto, podemos verificar que, mesmo que o rácio valor de vendas por empregado possa ser Quantidade Produzida Recursos Utilizados Produtividade =
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    17 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE aparentemente bom,a produtividade dos factores de produção é nula se nenhum valor for acrescentado ao valor das matérias-primas. Pode citar-se ainda a impossibilidade de saber qual a produtividade de um dado grupo de empresas, constituindo a cadeia logística de um dado produto, uma vez, que com tal rácio para medir produtividade, o mesmo valor de produtos e matérias-primas é contabilizado tantas vezes quantas as empresas na cadeia logística. É por razões deste tipo que o valor acrescentado é melhor para a determinação de produtividade. Assim a produtividade do equipamento, por exemplo, pode ser expressa pelo valor acrescentado por hora-máquina disponível. A produtividade de alguns factores de produção, como a da informação de produção é difícil de avaliar, podendo haver abordagens mais ou menos complexas para o efeito. Podemos também referir a produtividade física em que as saídas do processo de produção são medidas em unidades de produto ou de alguma medida física de produto e a produtividade económica em que as saídas são geralmente medidas em unidades monetárias. PRODUTIVIDADE É O MÁXIMO DA PRODUÇÃO QUE A QUALIDADE PERMITE!... Também se pode definir produtividade como a relação entre os resultados obtidos e o tempo gasto para consegui-los. O tempo é um óptimo denominador uma vez que por se tratar de uma medida universal está fora do controlo humano. Quanto menor o tempo gasto para conseguir o resultado desejado, maior é a Produtividade alcançada. Independentemente do tipo de sistema, seja de produção, seja político ou económico, a definição de produtividade continua a ser a mesma. No entanto ainda que a produtividade possa ter significados diferentes para diferentes pessoas, o conceito básico é sempre a relação entre a quantidade de bens ou serviços produzidos com qualidade e a quantidade de recursos utilizados para os produzir. Às vezes a produtividade é considerada como um uso mais intensivo dos recursos, Lembre-se Produtividade Maior Quantidade Qualidade não é somente . É preciso avaliar a do serviço. Quantidade Produzida Tempo Gasto Produtividade =
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    18 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE como a mão-de-obrae as máquinas, que deveria indicar o rendimento ou a eficiência do trabalho. A intensidade implica um excesso de esforço e não necessariamente um aumento de produtividade, enquanto que a produtividade da mão-de-obra reflecte de maneira objectiva os resultados do trabalho. A essência da melhoria da produtividade não se consegue intensificando o trabalho, nem tornando o trabalho mais duro, mas sim trabalhando de forma mais inteligente. Um trabalho mais duro resulta em aumentos mais reduzidos da produtividade, devido às limitações físicas do ser humano. Produtividade é a relação entre a produção obtida por um sistema de fabrico e os serviços e recursos utilizados para a obter. Produtividade é a relação entre a quantidade de bens ou serviços produzidos com qualidade e a quantidade de recursos utilizados para os produzir. Quanto menor o tempo gasto para conseguir o resultado desejado, maior é a Produtividade alcançada. 2.2 FACTORES DE MELHORIA DA PRODUTIVIDADE A melhoria da produtividade não consiste unicamente em fazer as coisas melhores, é mais importante fazer bem as coisas correctas. Antes de examinarmos esta questão, é necessário passar em revista os factores que afectam a produtividade. Para isso é conveniente fazer uma distinção entre os três principais grupos de influência da produtividade. - O posto de trabalho; - Os recursos; - O meio ambiente.
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    19 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE Existem duascategorias principais de factores de produtividade numa empresa: - Externos (não controláveis); - Internos (controláveis). A figura 1 apresenta os factores influenciadores da produtividade. 2.2.1 FACTORES INTERNOS Como alguns factores internos se modificam mais facilmente que outros, é necessário dividi-los em dois grupos: - Factores rígidos - de difícil modificação - Factores flexíveis - de fácil modificação FACTORES RÍGIDOS Produto - A produtividade deste factor caracteriza-se pelo grau de satisfação que lhe é associado face às exigências de produção. O seu “valor de uso” é o quanto o cliente está disposto a pagar por um produto de qualidade determinada. Figura 1 - Modelo integrado dos factores influenciadores da produtividade numa empresa Produto Instalações e Equipamento Tecnologia Materiais e Energia Pessoas Organização e Sistemas Métodos de Trabalho Tipo de Gestão Económicos Demográficos e Sociais Mão-de-obra Terreno Matéria-prima Energia Mecanismos Institucionais Política e Estratégia Infra-estruturas Empresas Públicas Factores Rígidos Factores Flexíveis Ajustes Estruturais Recursos Naturais Administração Pública e Infra-estruturas Factores Internos Factores de Produtividade de uma Empresa Factores Externos
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    20 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE Instalações e Equipamentos- São elementos centrais em qualquer programa de melhoria da produtividade mediante: - Uma boa manutenção das suas condições; - O aumento da capacidade das instalações mediante a eliminação dos estrangulamentos e a adopção de medidas correctivas; - Redução dos tempos de paragem e um aumento do uso mais eficaz das máquinas e instalações. FACTORES FLEXÍVEIS Organização e Sistemas - Os princípios de uma boa organização tem como objectivo prever a especialização e divisão do trabalho bem como a sua divisão dentro da empresa. Uma organização tem de ser dinâmica e estar sempre orientada para os seus objectivos e periodicamente deve ser alvo de análise, redefinição e reorganização, para se adaptar aos novos objectivos que vão sendo definidos. Uma das principais causas de baixa produtividade em muitas organizações é a sua rigidez, pois não são capazes de se adaptarem às mudanças do mercado. A falta de comunicação horizontal cria barreiras e atrasa a adopção de decisões. Para minimizar os efeitos das mudanças deve-se criar sistemas dinâmicos e flexíveis, mas por melhor desenhado que esteja nenhum sistema é eficiente em todas as situações. Métodos de Trabalho - A melhoria dos métodos de trabalho, principalmente quando a disponibilidade de capital é baixa, nas economias em desenvolvimento e quando são utilizados métodos de trabalho ultrapassados, é um dos factores com maior potencial para a melhoria da produtividade. As técnicas relacionadas com os métodos de trabalho têm como objectivo a optimização dos movimentos humanos tendo em conta os instrumentos utilizados, a disposição do posto de trabalho, a manipulação dos materiais e as máquinas utilizadas. Os métodos são melhorados com a análise dos métodos utilizados, eliminando os movimentos desnecessários, apostando numa maior eficiência e menor esforço. Tipos de Gestão - Os aumentos ou melhorias da produtividade na organização estão directamente ligados à vontade, ao empenho e ao bom senso por parte da gestão, visto que é da sua responsabilidade o uso eficaz dos recursos da empresa.Não existe nenhum tipo de gestão que se considere o perfeito. A eficiência da gestão depende de quando, onde, como e a quem se atribui essa função. Os tipos e práticas da gestão influenciam a estrutura organizacional, as políticas de pessoal, os postos de trabalho, o planeamento e o controlo, as compras e os aprovisionamentos, os sistemas de produção e as técnicas de controlo de custos. 2.2.2 FACTORES EXTERNOS Entre os factores externos podem-se referir as políticas governamentais e os mecanismos institucionais, como a situação política, económica e social, o clima político, a disponibilidade de recursos financeiros, energia, água, meios de transporte, comunicações
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    21 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE e matérias-primas. Agestão da empresa tem de entender e tomar em consideração estes factores ao planificar e executar os programas de melhoria da Produtividade, uma vez que tendo presentes todos os laços sociais, políticos, económicos e organizacionais que existem entre os consumidores, os trabalhadores, as direcções das empresas, as autoridades públicas, os diferentes grupos de pressão e entre as instituições e a infra-estrutura organizacional, é imprescindível examinarmos os principais factores macroeconómicos relacionados com a produtividade, que ao seu modo aceleram ou bloqueiam os processos de melhoria de uma empresa. Para a melhoria da Produtividade é importante não só fazer as coisas melhores, mas também fazer melhor as coisas correctas. Os factores que afectam a produtividade são: o posto de trabalho; os recursos e o meio ambiente. O aumento da produtividade obtém-se através da flexibilização das organizações, da melhoria dos métodos de trabalho, da manutenção das boas condições das instalações e equipamentos, entre outras. 2.3 ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE A análise da produtividade é importante para a sua melhoria, sendo um instrumento muito eficaz para a adopção de decisões a todos os níveis económicos. O êxito da medição e análise da produtividade depende em grande parte da existência pelas partes interessadas - directores, trabalhadores, empregadores, sindicatos e instituições públicas - de uma clara ideia da importância da medição da produtividade para a eficiência das organizações. A produtividade mostra onde se hão-de procurar possibilidades de melhoria e mostra também o resultado dos esforços efectuados a favor da melhoria. Nas empresas, a produtividade mede-se para contribuir para a análise da eficácia e da eficiência. A sua medição pode estimular a melhoria, ou seja, o simples anúncio ou a instalação de um sistema de medição pode melhorar a produtividade do trabalho em 5 a 10%, sem se efectuar outra qualquer mudança. Os índices de produtividade ajudam, assim, no estabelecimento de metas realistas e pontos de controlo para levar a cabo as actividades de diagnóstico durante o processo
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    22 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE de desenvolvimento dasorganizações, mostrando os “gargalos” e os “travões” do rendimento. Além do mais, sem um bom sistema de medição não se pode melhorar as relações de trabalho ou uma correspondência adequada entre as políticas de produtividade, os níveis salariais e a distribuição dos lucros. Existem diferentes medidas da produtividade, mas não existe nenhuma medida universal e única, já que os diversos grupos perseguem metas diferentes e portanto, empregam conjuntos distintos de medição. Os problemas mais comuns que os analistas de sistemas particulares de medição da produtividade devem levar em consideração são os seguintes: - Como combinar as diferentes informações; - Como abordar as mudanças qualitativas das informações do produto no decorrer do tempo; - Como manter independentes entre si as medições das informações e do produto. Um exemplo de medição incorrecta: Seria o caso de um programa de formação profissional, onde a medição da produtividade obtida pela formação é exemplificada como o número de pessoas formadas, e não como seria correctamente, o número de formandos que encontram uso ou melhoram o seu rendimento com a formação obtida. Algumas mudanças importantes ao longo do tempo complicam a medição. Entre estas mudanças vale a pena mencionar as seguintes: - Mudanças nas instalações da fábrica, nas taxas salariais, nos custos dos materiais, nos preços dos produtos; - A compra de mais componentes fabricados; - A aquisição de mais equipamento automatizado; - O aumento das velocidades das máquinas, sem mão-de-obra adicional; - O aumento da capacidade devido a inovação tecnológica. Outra complicação surge devido a que as relações entre entradas e saídas da produção
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    23 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE nem sempresão lineares, por esse motivo, é essencial que a produtividade seja medida durante um largo período de tempo. Outros erros frequentes são: - Confundir os custos indirectos com os custos directos; - Incluir custos de horas extraordinárias nos “inputs”; - Ignorar custos indirectos de planeamento e controlo, investigação e desenvolvimento dos produtos, custos de manutenção; - Atribuição de custos mal concebidos. Nas empresas, a Produtividade mede-se para contribuir para a análise da eficácia e da eficiência. Para se avaliar correctamente a Produtividade tem que se fazer a análise num determinado espaço temporal, para os resultados serem fiáveis. 2.4 APLICAÇÃO DE UMA TÉCNICA DE MEDIÇÃO DA PRODUTIVIDADE A aplicação de uma técnica de medição da produtividade processa-se nas seguintes etapas: - Tomar a decisão de medir a produtividade; - Definir o sistema de metas da organização e o nível requerido de intervenção; - Definir o período de medição; - Escolher uma técnica de medição; - Utilizar a técnica de medição. Para escolher uma técnica de medição concreta deve-se ter em consideração diversas variáveis: - Propósitos e destinatários: Quem fará a medição e quem a utilizará; - Grau de medição: Grau em que a organização considera a medição da produtividade como um elemento crítico do seu esforço para manter a competitividade; - Conhecimento / Compreensão da direcção dos sistemas de medição da produtividade; - Centralização / Descentralização: Grau em que a medição é uma função descentralizada / centralizada; - Amadurecimento do sistema de controlo: Grau em que os sistemas de controlo da medida fazem parte dos conhecimentos gerais da empresa; - Tipo de gestão: as técnicas de medição devem complementar e ampliar o tipo actual de gestão;
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    24 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE - Variabilidade doProduto: Grau em que as características do produto variam ao longo do tempo; - Tipo de Tecnologia: Campo de aplicação da tecnologia de produção em que os “inputs” e os produtos podem variar consideravelmente ao longo do tempo; - Tempo de Ciclo do Processo: Extensão de tempo necessário para que se produza uma unidade de produto; - Grau de controlo: Medida em que a gestão pode controlar os níveis de “inputs”; - Recursos como Percentagem dos Custos: Quantia dos custos correspondentes a cada um dos recursos componentes como proporção do custo total. Para se escolher e aplicar uma determinada técnica de medição concreta deve-se ter em consideração diversas variáveis, após se ter decidido medir a produtividade. 2.5 EXEMPLO PRÁTICO Produtividade da matéria-prima na secção do corte Dados: Encomenda nº 50/04 Produção de 1000 Pólos Peso / Pólo = 350g Peso das peças da encomenda = 350 kg Preço / kg malha = €8.50 HIPÓTESE 1 Produção = 1000 peças Rend. do corte = 70% Custo da Matéria-Prima = 500 kg x €8.50 = €4250.00 Qt. Peças Cortadas Kg. Malha Consumida Produtividade 1 = = = 2.0 Peças/kg. 1000 500 €4250.50 1000 Peças Custo Matéria-Prima/Peça = = € 250.504
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    25 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE HIPÓTESE 2 Produção= 1000 peças Rend. do corte = 90% Custo da Matéria-Prima = 389 kg x €8.50 = €3306.50 Economia Matéria-Prima / Peça = €4.250 - • 3.307 = €0.943 Economia Matéria-Prima Total = €0.943 x 1000 peças = €943.500 350 Kg. 0.90 Consumo de Malha = = 389 Kg. Qt. Peças Cortadas Kg. Malha Consumida Produtividade 2 = = = 2.6 Peças/kg. 1000 389 €3306.50 1000 Peças Custo Matéria-Prima/Peça = = €3307.00
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    26 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE AUTO-TESTE DO TEMA Instruçõesde utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Podemos aumentar a produtividade: C1 C2 C3 C4 Fazendo “horas extraordinárias”. Reduzindo os tempos de paragem. Reduzindo o número de operários. Melhorando os métodos de trabalho. TOTAL Podemos medir a produtividade com: B1 B2 B3 B4 Número de defeitos por total de peças produzidas. O valor acrescentado por operário. Número de peças produzidas por hora. O volume de facturação. TOTAL Maior produtividade significa: A1 A2 A3 A4 Mais produção. Menos defeitos para a mesma quantidade produzida com os mesmos recursos utilizados. Mais produção obtida com os mesmos recursos utilizados para a obter. Produzir as mesmas quantidades em menos tempo utilizando os mesmos recursos. TOTAL Para que serve a determinação da produtividade: D1 D2 D3 D4 Estabelecer objectivos a atingir e politicas salariais. Determinação da eficiência e eficácia da empresa. Determinação da produção efectuada. Procura de possibilidades de melhoria. TOTAL
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    27 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE SOLUÇÃO DOSEXERCICIOS Maior produtividade significa: A1 A2 A3 A4 Mais produção. Menos defeitos para a mesma quantidade produzida com os mesmos recursos utilizados. Mais produção obtida com os mesmos recursos utilizados para a obter. Produzir as mesmas quantidades em menos tempo utilizando os mesmos recursos. TOTAL Podemos medir a produtividade com: B1 B2 B3 B4 Número de defeitos por total de peças produzidas. O valor acrescentado por operário. Número de peças produzidas por hora. O volume de facturação. TOTAL Podemos aumentar a produtividade: C1 C2 C3 C4 Fazendo “horas extraordinárias”. Reduzindo os tempos de paragem. Reduzindo o número de operários. Melhorando os métodos de trabalho. TOTAL Para que serve a determinação da produtividade: D1 D2 D3 D4 Estabelecer objectivos a atingir e politicas salariais. Determinação da eficiência e eficácia da empresa. Determinação da produção efectuada. Procura de possibilidades de melhoria. TOTAL
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    28 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt PRPRPRPRPRODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDODUTIVIDADEADEADEADEADE BIBLIOGRAFIA [1] François, A.R. - “Organização da empresa“. Porto: Rés-Editora. [2] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”. Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11-X. [3] SILVA, Jacinto - "Planeamento e Organização da Produção em Confecção". Braga: Controlconsul, 2003.
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    29 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO OBJECTIVOS 1. Conhecer o conceito de gabinete técnico. 2. Compreender o seu enquadramento com todos os outros departamentos que fazem parte da estrutura organizativa da empresa. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 3.1 Estrutura organizacional da empresa 030 3.1.1 Comunicação interdepartamental 030 3.1.2 Organização e funções dos departamentos 033 3.1.2.1 Departamento comercial 034 3.1.2.2 Departamento técnico 037 3.1.2.3 Departamento produção 042 3.1.2.4 Departamento financeiro 045
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    30 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 3.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EMPRESA A Indústria doVestuário encontra-se em época de mudança.Com a crescente necessidade de responder rapidamente ao mercado, as encomendas são cada vez mais pequenas e numa vasta gama de produtos. Aumenta a pressão com modelos mais elaborados e com mudanças sazonais de colecções em permanente alteração. Por outro lado, a necessidade de encurtar o tempo de desenvolvimento de produto, aumentar a qualidade, fazer um controle apertado de custos e melhorar as comunicações com os compradores (clientes), torna o controlo em geral uma necessidade permanente. Assim, neste âmbito uma boa estrutura organizativa é essencial para que uma empresa funcione bem, sendo fundamental que: - A comunicação seja feita de um modo eficaz; - Os níveis de coordenação estejam bem definidos; - As funções do pessoal estejam bem definidas e que cada um conheça as suas funções; - Existam normas de funcionamento e procedimento. 3.1.1 COMUNICAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL Uma vez que é no departamento técnico que as especificações do modelo são definidas, bem como a quantidade de matérias subsidiárias a utilizar por tamanho e metodologia a seguir para produção, informação técnica, critérios de qualidade e mesmo prazos de entrega (o artigo apenas poderá seguir para produção após aprovação do size-set), torna-se necessário estabelecer um sistema formal de comunicação que permita a rápida e eficiente ligação interdepartamental – dossier técnico – Ver exemplo em anexo. O dossier técnico do produto para um modelo específico deve conter não só informação técnica, mas também deverá contemplar informações inerentes a esse modelo, nomeadamente, exigências do cliente a ter em conta e prazos de entrega para facilitar o planeamento do sector de amostras, possibilitando respostas mais rápidas aos pedidos do cliente. É de igual modo importante que contemple procedimentos específicos do cliente em causa, designadamente, procedimentos de dobra e empacotamento (tipo de cartão, colocação correcta dos rótulos, fitas, disposição das peças nas caixas, etc.), uma vez que a diversidade de destinos de uma encomenda assim o pode exigir. O dossier técnico deve incluir desenhos técnicos que devem estar, sempre que possível, de acordo com as normas de desenho técnico para a indústria do vestuário (NP 4251 ou NF G 05-004). O desenho técnico de uma peça é a sua representação gráfica, de tal
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    31 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO forma que possa ser uma fonte de informação livre de qualquer possibilidade de interpretações divergentes eliminando a necessidade de recorrer a outros documentos. De facto, a existência de fichas de especificações de produto e de processo é um factor de primordial importância para a correcta transmissão da informação e consequentemente para o bom funcionamento de qualquer empresa. É imprescindível dar a conhecer todas as informações que se julguem necessárias sobre o produto de modo a incutir nos operadores um maior grau de motivação e uma melhor compreensão das suas responsabilidades específicas. Sumariamente podemos referir que os efeitos positivos resultantes da utilização do dossier técnico, são: - Correcta definição do produto e processo; - Existência de normas de funcionamento e procedimento; - Maior fiabilidade na previsão de necessidades, tempos e custos; - Comunicação formal, rápida e eficiente; - Produzir bem à primeira vez; - Eliminação/redução de enganos e mal entendidos; - Eliminação/redução de tempos improdutivos; - Ciclo produtivo mais rápido; - Aumento da produtividade global da empresa; - Criação de uma imagem de confiança e qualidade. Diálogo claro e completo entre o cliente e os subcontratados Especificações matérias primas Protótipos DOSSIER TÉCNICO VESTUÁRIO Informações sobre os parceiros Informações Legais e sociais Informações comerciais
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    32 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO Numa empresa de confecção podemos distinguir, de um modo geral, duas grandes fases: a criação/desenvolvimento do produto e a produção em série desse produto. É durante a fase de criação/desenvolvimento que o dossier técnico deve ser elaborado, pois, é aqui que se procede à concepção e desenvolvimento dos modelos, à escolha das matérias-primas e aviamentos mais adequados e ao estudo da industrialização do produto. Posteriormente, durante a produção em série, o sector fabril só tem que seguir as indicações constantes no dossier de modo a obter um produto em conformidade com as especificações. O dossier técnico deve ser elaborado por uma equipa interdisciplinar, coordenada pelo Gestor de Produto e constituída por técnicos das áreas de Design, Comercial/Marketing, Modelação/CAD, Métodos e Tempos, Qualidade, Amostras e Compras. Esta interdisciplinaridade é necessária para que o produto: - Satisfaça especificações funcionais e estéticas; - Esteja de acordo com certos critérios de desempenho e de limitação de recursos; - Seja realizável com a tecnologia existente; - Satisfaça outros critérios, tais como a simplicidade de fabrico, de manutenção, de reciclagem. Estilismo Design Comercial Marketing Estudos Métodos Tempos Qualidade Amostras Compras Modelação CAD GESTOR DO PRODUTO CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE MODELOS ESCOLHA DAS MATÉRIAS-PRIMAS E AVIAMENTOS ESTUDO E INDUSTRIALIZAÇÃO DO PRODUTO CORTE COSTURA ACABAMENTO
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    33 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO COMUNICAÇÃO INTERDEPARTAMENTAL O meio de comunicação interdepartamental é o dossier técnico. 3.1.2 ORGANIZAÇÃO E FUNÇÕES DOS DEPARTAMENTOS O GERENTE OU DIRECTOR-GERAL Coordena as actividades de quatro departamentos: - O departamento comercial; - O departamento técnico; - O departamento de produção; - O departamento financeiro. O GERENTE OU DIRECTOR-GERAL Deverá coordenar e supervisionar a execução das tarefas: - Ligação entre os departamentos técnico, de produção, comercial e financeiro, coordenando as reuniões entre eles; - Aceitar ou rejeitar as encomendas, com base em: - Carteira de encomendas existentes; - Prazo de entrega pretendido; - Interesse em relação a outras encomendas; - Grau de adaptação aos meios de produção existentes; - Preço, custo e quantidade. - Executar encomendas dentro dos prazos de entrega estabelecidos sem prejuízo da quantidade e qualidade. - Executar as encomendas de acordo com as normas de qualidade estabelecidas com o cliente: -Percentagem de encolhimento; -Peso (g/m2 ); Figura 1 - Organigrama geral GERÊNCIA Departamento Produção Departamento Técnico Departamento Comercial Departamento Financeiro
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    34 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Solidez dos tintos; - Resistência e especificação das costuras; - Aspecto visual e defeitos, etc. - Executar as encomendas de acordo com as especificações do cliente: - Estrutura; - Cores e sua combinação; - Modelos; - Tamanhos e sua distribuição; - Etiquetagem e embalagem. - Propor à administração a aquisição de novos equipamentos ou a execução de obras, justificando a sua necessidade. - Resolver problemas relacionados com o absentismo, a admissão de pessoal, etc. GERÊNCIA O gerente ou director-geral coordena as actividades de quatro departamentos: - O departamento comercial; - O departamento técnico; - O departamento de produção; - O departamento financeiro. 3.1.2.1 DEPARTAMENTO COMERCIAL Todas as actividades das empresas devem começar pelo estudo do produto ou serviço. Um erro na concepção do produto pode custar muito caro, pelo que é necessário conhecer os desejos do mercado, devendo definir-se quais as características e as quantidades dos produtos potencialmente vendáveis. Assim, a empresa está constantemente a estudar produtos novos e a abandonar os mais obsoletos. São várias as razões que levam ao aparecimento de novos produtos: - A evolução técnica no sector; - A necessidade de variar modelos; - A mudança nos gostos dos clientes; - O fim do ciclo de vida do produto; - A diversificação da produção; - O alargamento dos mercados de exportação;
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    35 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - A existência de recursos disponíveis na empresa; - A política de expansão da empresa. Características do novo produto para que tenha sucesso: - Responder satisfatoriamente ao objectivo funcional; - Possuir características de resistência e durabilidade; - Corresponder a processos de fabricação económicos realizados na empresa; - Respeitar imperativos de funcionalidade para fins específicos; - Ser agradável do ponto de vista estético; - Ser concretizado no mais curto espaço de tempo; - Ter um preço competitivo e ajustado ao valor que o cliente lhe atribui; - Respeitar normas e regulamentações de segurança. O DIRECTOR COMERCIAL DEVERÁ SER RESPONSÁVEL POR: - Estar permanentemente informado sobre a actualidade e os movimentos de moda e das preferências dos clientes, devendo antes do início de cada estação informar o director técnico acerca da moda da próxima estação: - Tipo de fibras, fios e tecidos; - Cores e padrão; - Estilos e tipos de confecção. - Coordenar a política de “marketing”, propondo o “marketing-mix” mais apropriado: - Características do produto; - Política de preços a praticar; - Política de publicidade e promoção de vendas a utilizar; - Canais de distribuição mais apropriados; - Política de serviços de pós-venda. - Preparar as colecções; - Angariar clientes; - Estabelecer os contratos e cadernos de encargos com os clientes; - Organizar, distribuir e entregar as encomendas; - Elaborar e enviar ao departamento técnico a ficha de pedido de amostra, a ficha de pedido da encomenda e respectivos anexos; - Tratamento dos aspectos burocráticos relacionados com a exportação, métodos de pagamento, embarques, etc.; - Estabelecer prazos de entrega e preços em colaboração com o director técnico e com o director de produção.
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    36 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO A figura seguinte mostra um exemplo de organização de um departamento comercial. ESTILISMO O designer (estilista) concebe e decide sobre as linhas e estilos das colecções, bem como procede à escolha das matérias-primas e acessórios de acordo com o mercado e imagem da empresa. Elabora normalmente no mínimo 2 colecções por ano. Sendo uma colecção subdividida em linhas (grupos de peças) que devem ter coordenação umas com as outras. Esse objectivo consegue-se: Utilizando as mesmas matérias-primas; Antes de começar a desenvolver a colecção, o designer deve-se informar sobre todas as novidades e tendências a nível de oferta de tecidos ou malhas, visitando as feiras da especialidade, nem que seja só para a actualização ou confirmação de conhecimentos. A escolha das matérias-primas deve ser baseada: - Nas tendências de moda; - No mercado que vai trabalhar e nas expectativas do cliente; - Na qualidade; - Na performance, tipo e uso da peça; - No preço; - Na adequação (propriedades técnicas e características do artigo). Utilizando a mesma paleta de cores; A cor é o 1º elemento de atracção a que os consumidores respondem:as pessoas reagem à cor seleccionando ou rejeitando uma peça de vestuário pela sua cor. Os designers devem ter sempre este factor em consideração. Assim sendo, cada colecção deve incluir uma gama de cores que atraiam os consumidores. De uma forma geral as colecções começam por ser desenvolvidas pela selecção da gama (paleta) de cores. Esta escolha de cores deve ser cuidadosa e reflectir: - A estação a que se destina; - O tipo de vestuário (clássico, sportswear, etc.); - O clima e país (cultura); Figura 2 - Organigrama do departamento comercial DEPARTAMENTO COMERCIAL DIRECTOR COMERCIAL Chefe de secção Estilismo Chefe de secção Vendas Chefe de secção Marketing
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    37 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Incluir cores da moda. A gama de cores seleccionada deve ter uma história e não ser meramente um grupo em que as cores não tenham uma relação umas com as outras. Utilizando a mesma tendência (marinheiro, camponesa, etc); Utilizando o mesmo tipo de pormenores. O número de peças em cada linha da colecção é variável, dependendo da importância que vai ocupar na colecção. Nalgumas empresas a área de criação é reduzida ou inexistente. Neste caso a empresa limita-se a reproduzir os modelos desenvolvidos pelos seus clientes. DEPARTAMENTO COMERCIAL Todas as actividades das empresas devem começar pelo estudo do produto ou serviço. Um erro na concepção do produto pode custar muito caro, pelo que é necessário conhecer os desejos do mercado, devendo definir-se quais as características e as quantidades dos produtos potencialmente vendáveis. 3.1.2.2 DEPARTAMENTO TÉCNICO O departamento técnico tem por objectivo a industrialização do modelo/protótipo. A industrialização do modelo é obtida através da normalização de todas as partes constituintes do modelo em questão. Esta normalização vai desde a modelagem até às especificações de cada operação, bem como dos diferentes equipamentos e acessórios utilizados. As funções do departamento técnico abarcam todo o estudo técnico do produto no seu sentido mais amplo para que quem tenha que o executar não tenha a menor dúvida de como deve actuar. Respeitando as normas procedentes do departamento técnico, o produto final, apesar de ter passado por múltiplas mãos durante o seu processo de execução, terá as características estabelecidas implicitamente pelo modelo enviado pelo cliente ou criado no departamento de criação. Todas as tarefas inerentes a este departamento poderão ser efectuadas manualmente ou com o apoio de sistemas informáticos que já possuem software específico para o efeito. A elaboração de dossiers técnicos é uma tarefa que exige rigor, minúcia e tempo. É portanto conveniente proceder à sua execução num sistema informático, concebido e desenvolvido especificamente para o efeito, conectado a um sistema de distribuição electrónico, com os seguintes requisitos:
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    38 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Possibilidade de acesso em qualquer parte da planta fabril; - Existência de diferentes níveis de acesso; - Actualização de informação de uma forma fácil e intuitiva; - Baixo custo de instalação; - Baixo custo operacional; - Baixo custo de formação. A utilização deste sistema permite uma maior facilidade na actualização da informação, a apresentação de informação fiável de forma uniforme, a redução de tempos, um maior controlo nos acessos à informação e a diminuição de custos (ex. circulação de papéis). Para a correcta utilização do dossier técnico é conveniente estabelecer algumas regras de gestão de documentos, nomeadamente: - O conteúdo do documento deve ser verificado e validado; - Devemos saber a qualquer momento onde se encontra o documento; - Todo o documento caducado deve ser retirado dos locais de utilização e devidamente arquivado; - As modificações efectuadas a um documento devem estar identificadas e evidenciadas. Figura 3 - Algumas regras de gestão de documentos (cabeçalho e rodapé) Modificações: Elaborado em Por Visto Validado em Por Visto Produção: Estação: Verão Data recepção: 20/04/01 Data entrega: 30/04/01 Amostra: Cliente: DBB N./ Referência: TS/v01 Pág. Nº :1/1 Versão: 01 Artigo: T-shirt Código Dossier01. APRESENTAÇÃO GERAL
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    39 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO Do dossier devem fazer parte os seguintes elementos: - Apresentação - Dados gerais; - Desenho Técnico; - Detalhes dos Croquis; - Critérios de Qualidade; - Especificações de Medida; - Especificações de Estendimento; - Gama de Fabricação; - Lista de Materiais; - Nomenclatura; - Especificações de Embalagem; - Ficha de Custos. A definição dos elementos constituintes do dossier, deve ter em atenção a tipologia e a complexidade do produto, a organização da empresa e a sua interacção com os clientes, os fornecedores e os subcontratados. São as especificações que permitem gerir o acto de fabrico por forma a garantir a satisfação do cliente. O DIRECTOR TÉCNICO É RESPONSÁVEL POR: - Elaborar estudos técnicos de: - Amostras; - Encomendas; - Malhas; - Corte, encaixes, riscos e sistema de controlo de desperdícios; - Métodos de trabalho na confecção; Gerir Processo de fabrico Necessidades implícitas e explicitas do cliente ESPECIFICAÇÕES
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    40 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Especificação dos requisitos dos fios de costura; - Especificação dos requisitos da ultimação; - Circuitos de produção dos produtos. - Elaborar fichas técnicas de: - Especificação do produto; - Fabricação. - Sistema de controlo de qualidade preventivo:Inspeccionar a matéria-prima e acessórios (linhas de costura, etc.), controlar os produtos em fabricação, verificar a afinação, estado de manutenção e limpeza das máquinas, e efectuar o controlo de qualidade laboratorial sistemático. - Determinar os tempos de execução de tarefas, produtos e encomendas e fornecê-los à contabilidade de custos, ao planeamento e controlo da produção. A figura seguinte mostra um exemplo de organização de um departamento técnico. DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO - Modelação: 1. Alterações técnicas, gradação e preparação dos moldes. 2. Preparação do plano e da ficha técnica de corte para a produção. O ciclo do processo apresenta-se no fluxograma seguinte: Figura 4 – Organigrama de departamento técnico DEPARTAMENTO TÉCNICO DIRECTOR TÉCNICO Chefe de secção Qualidade Chefe de secção Estudo do Trabalho Estudo e Especificações Encarregado Modelação Encarregado Atelier de Amostras Encarregado Inspecção Encarregado Revista Encarregado Ergonomia Encarregado Tempos e Métodos Encarregado Chefe de secção Desenvolvimento do Produto (e Formação) Criação moldes tamanho base Escalonamento Gradação Encaixe/Plano de corte
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    41 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Amostras: 1. Execução das amostras. 2. Apoio ao responsável de métodos e tempos sempre que necessário. - Estudos e especificações: 1. Estudar as malhas/tecidos e acessórios, preparar especificações e fichas técnicas. ESTUDO DO TRABALHO - Preparação da ficha técnica de confecção; - Implantação das linhas de confecção; - Determinação dos tempos de execução das operações, produtos e encomendas; - Estudo dos métodos de trabalho e ergonomia do posto; - Colaboração com a secção de amostras. QUALIDADE A secção da qualidade tem como função supervisionar e assegurar o bom funcionamento do sistema de gestão da qualidade da empresa. Este sistema tem como objectivo a detecção imediata de qualquer desvio que o produto possa ter em relação às especificações determinadas pelo departamento técnico e comunica-lo de imediato ao director de produção. O modo de intervenção do controlo de qualidade é o seguinte: - Revistar a malha/tecido na recepção, assinalar os defeitos e decidir a aceitação ou rejeição das peças; -Verificar especificações da malha/tecido solicitando ao laboratório a execução de ensaios: - Verificação da largura de peça; - Gramagem (peso/m2 ); - Encolhimento; - Cor e sua variação; - Solidez dos tintos; - Colunas/cm e Fileiras/cm ou Fios/cm e Passagens/cm. - Controlo na confecção para verificação do plano de encaixe dos moldes, e do cumprimento da ficha técnica de corte e costura; - Controlo dos desperdícios no corte; - Revista do produto após confecção.
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    42 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO DEPARTAMENTO TÉCNICO O departamento técnico tem por objectivo, a industrialização do modelo/protótipo. 3.1.2.3 DEPARTAMENTO PRODUÇÃO O director de produção é responsável por: - Cumprimento das instruções técnicas recebidas do departamento técnico, relativas à preparação e afinação das máquinas, métodos de trabalho, especificações e tolerâncias dos produtos, etc.; - Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido; - Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas; - Cumprimento dos programas de manutenção preventiva e limpeza; - Organização e bom funcionamento dos armazéns e estabelecimento de uma política de gestão de stocks. A figura 5 representa um modo de organização de um departamento de produção. Figura 5 - Organigrama do departamento de produção DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO DIRECTOR DE PRODUÇÃO Chefe de secção Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Encarregado Chefe de Linha (4) Encarregado P. C.P. Aprovisiona- mento Expedição Manutenção Preventiva Reparações e Afinações Mesa nº 1 Mesa nº 2 Costura Acabamento Chefe de secção Chefe de secção Chefe de secção Planeamento e Controlo da Produção Aprovisionamento e Expedição Manutenção Corte Costura e Acabamento
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    43 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO PLANEAMENTO E CONTROLO DE PRODUÇÃO É responsabilidade do planeamento e controlo de produção: - Conferir o processo de execução das encomendas proveniente do departamento técnico, que pode englobar: - Pedido da encomenda; - Pedido de materiais; - Especificação de malha/tecido; - Técnica do corte; - Técnica de confecção; - Moldes e plano de corte. - Receber o pedido de materiais para a execução das amostras: - Ficha de pedido de materiais; - Ficha de especificações da malha/tecido; - Preparar e enviar às secções de: 1. Corte - Ordens de fabrico para o corte; - Requisição da malha/tecido. 2. Costura - Ordens de fabrico para a costura; - Requisição dos acessórios. 3. Acabamento e embalagem - Ordem de expedição da encomenda. 4. Armazém de produto acabado - Ordem de expedição da encomenda. - Actualizar diariamente a programação, após receber das secções de corte e costura o mapa da produção efectuada pelo turno; - Analisar os desvios em relação ao planeado; - Arquivar o dossier completo de cada encomenda; - Colaborar na gestão de stocks dos armazéns; - Colaborar no planeamento e controlo da manutenção; - Planear e controlar a subcontratação de confecção (caso exista). CORTE - Assegurar-se da existência dos materiais a usar na produção.
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    44 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO - Organização da produção do corte. - Colaborar no planeamento e controlo da manutenção das máquinas. - Verificação e cumprimento das fichas técnicas, da ficha de corte e do plano de corte. - Fornecimento diário, ao planeamento e controlo de produção; da produção efectuada no corte. - Limpeza e manutenção da secção: nomeadamente moldes, acessórios, iluminação, máquinas, etc. - Coordenar e organizar o trabalho do corte. - Cumprir o plano de produção estabelecido. COSTURA - Organização da produção na costura e acabamento. - Verificação e cumprimento das fichas técnicas e da ficha de costura. - Assegurar a disciplina e limpeza na secção. - Cumprir o plano de produção estabelecido. - Observar os métodos de trabalho das operárias. - Implementar um espírito de equipa. - Avaliar o estado de conservação das máquinas. - Garantir os níveis de qualidade exigidos. - Observar a existência de “gargalos”. - Sugerir alterações aos postos de trabalho. - Assegurar a alimentação de trabalho na linha, etc. MANUTENÇÃO Manutenção preventiva: - Organizar o sistema de manutenção preventiva do parque de máquinas da empresa em colaboração com os encarregados do corte e costura, estabelecendo mapas de manutenção preventiva por secção e assegurando a existência dos “stocks” de peças e materiais necessários à manutenção. Reparação e afinação: - Organizar o sistema de reparação de avarias; - Organizar o sistema de limpeza.
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    45 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 3.1.2.4 DEPARTAMENTO FINANCEIRO O director financeiro é responsável por: - Serviço de tesouraria; - Pagamento de salários e impostos; - Contabilidade geral, de custos e orçamental; - Pedidos de empréstimos; - Estudo da viabilidade económica e financiamento de projectos de investimento; - Preparação de balancetes (mensais), conta de ganhos e perdas (semestral) e balanço (anual); - Preparação de rácios e indicadores económicos.
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    46 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO ANEXO - EXEMPLO DE DOSSIER TÉCNICO / FICHAS DE ESPECIFICAÇÕES 01. APRESENTAÇÃO GERAL 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 1 - CROQUIS 2 - IDENTIFICAÇÃO DO ARTIGO 3 - OPERAÇÕES A EXECUTAR: SECÇÃO (H,S,C): ARTIGO: BREVE DESCRIÇÃO: Senhora T-shirt Moldes Graduação Plano de corte Inspecção da Matéria Prima Corte Termocolagem Bordados Estampagem Costura Remate e Revista Lavagem Prensagem Passagem a Ferro Dobragem/Embalagem Inspecção Final 4 - CONTEÚDO DO DOSSIER TÉCNICO: Modificado desde a última versão Versão N° 01.Apresentação geral 02.Desenho técnico 04.Critérios de qualidade 05.Especificações de medida 06.Especificações estendimento 07.Gama de fabricação 08.Lista de materiais 09.Nomenclatura 10.Custos 11.Especificações embalagem Ficha se apresentada neste dossier técnico 03.Detalhes do croqui 5 CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO: Fornecido e enviado pelo contratante Fornecido pelo contratante e enviado por um terceiro (especificar) Fornecido pelo subcontratante Malhas Forros Entretelas Botões Linhas Fechos Cabides Sacos Etiquetas Moldes Protótipo Amostra Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto:
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    47 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 02. DESENHO TÉCNICO 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: Pregar gola: Ponto 514 Fechar lateral: Ponto 514 Pregar manga: Ponto 514 Fazer bainha: Ponto 406 Fazer bainha: Ponto 406
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    48 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 04. CRITÉRIOS DE QUALIDADE 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS: Manual de qualidade: Outro : Made by CITEVE SAMPLE BUREU Bainha da manga: Altura: 2,5 cm. Pontos/cm: 5. Tolerância: 0. Pespontos paralelos com distância entre agulhas de 7 mm. Bainha de fundo: Altura: 2,5 cm. Pontos/cm: 5. Tolerância: 0. Pespontos paralelos com distância entre agulhas de 7 mm. União das costuras a coincidir. Gola: Altura: 2.5cm. Rib uniformemente distribuido. União da gola a coincidir com a costura do ombro. Etiqueta: Centrada no decote e sem inclinação. Tapa costura: Pesponto regular e sem torturas. Pontos/cm: 5. Especificações gerais: Linha à cor. Costuras com elasticidade necessária. Costuras sem pontos falsos. Pontos correctamente formados.
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    49 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: 05. ESPECIFICAÇÕES DE MEDIDA 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Parâmetros de Medida Unidade: cm A Tolerância Altura B C D E F G H I J Meio peito Bainha Ombro a ombro Cava a direito Abertura decote Profundidade decote Altura manga Abertura manga Altura gola 1 1 1 1 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 0 Tamanho XS S M L XL XXL 55 42 43 34 17,5 15,5 7 17,5 13,5 2,5 57 44 45 36 18 16 7 18 14 2,5 59 61 63 65 46 48 50 52 47 38 18,5 16,5 7 18,5 14,5 2,5 7 7 7 2,5 2,5 2,5 49 40 19 17 19 15 51 42 19,5 17,5 19,5 15,5 53 44 20 18 20 16 REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS: Tamanho base: S Gama tamanhos: XS, S, M, L, XL, XXL Tabela medidas: Regra de graduação: Regular Outro: I A D E JF H B C G Esquema de Medida
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    50 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 06. ESPECIFICAÇÕES ESTENDIMENTO 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: Especificações de estendimento e corte: S/ restrições Tamanhos : S, M, L Referência moldes: T- SHIRT Referência matéria-prima: Jersey cinza Eficiência plano: 78.79% Largura plano: 155 cm Comprimento do plano: 195 cm Consumo unitário: 65 cm L M L S S M L M M S SL
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    51 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 07. GAMA DE FABRICAÇÃO 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: Código operação Designação da operação Máquina Equipamento auxiliar Frequência Tempo operação Produção hora Meter colarete ombro a ombro Pc1a2l+col 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Unir ombros Unir rib e virar Pregar rib no decote Pespontar colarete e decote Pregar etiqueta decote Pregar mangas Unir laterais c/ manga Fazer bainha manga Fazer bainha fundo cc2a4l+f 02 0,40 150 cc2a4l+f 01 0,33 182 cc2a4l+f 01 0,43 140 Gcolarete 01 1,60 38 pp1a2l 01 1,10 55 pp1a2l 01 0,30 200 cc2a4l+f 02 0,89 67 cc2a4l+f 02 0,94 64 pc2a3l Gcostura 02 0,48 125 pc2a3l Gcostura 01 1,00 60 TOTAL 7,47
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    52 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 08. LISTA DE MATERIAIS 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: Cor do artigo MATERIAIS POR COR MATERIAIS COMUNS Para todas as cores Para todas as cores Para todas as cores Para todas as cores Para todas as cores Cor 1 - Cinza Matérias-primas e aviamentos Malha jersey - cinza - 100% algodão Referência do fornecedor Referência interna Designação Consumo Unitário JER01 FRPE 10 FRPE 11 CIT 01 FTV 10 PPP 0100 160 gr 40 m 80 m 1 unidade 1 unidade 1 unidade Linha cinza 50%co/50%pes Linha cinza 100%pes Etiqueta de marca Etiqueta de conservação e limpeza Saco plástico 300*400
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    53 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 09. NOMENCLATURA 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: Referência do material JER 01 Referência da cor CINZA Estrutura JERSEY Composição 100% ALGODÃO Largura 155 CM Peso/m2 /Densidade 150 Encolhimento 5% MATÉRIA-PRIMA 50% algodão/ 50% poliester AMOSTRA CARTAZ DE CORES Made by CITEVE SAMPLE BUREU Referência do material Referência da cor Composição Tamanho LINHAS Referência do material FRPE 10 Referência da cor cinza Composição Título do fio BOTÕES Referência do material CIT 01/ FTV 10 Referência da cor Cinzenta/branca Composição 100 % algodão Referência do material Referência da cor Composição ETIQUETAS OUTROS ACESSÓRIOS 100% Algodão
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    54 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 10. CUSTOS 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: CUSTO MATERIAIS Materiais Fornecedor Refª Fornecedor N/ Refª Preço Unitário Consumo Unitário % Desp. Consumo Final Custo Unitário Malha - cinza S. M., Lda. PRE 101 102 5.490 € 0.152 Kg 5 0.160 Kg 0.878 € Linha Coats FRPE 100 150 8.980 € 120m 0.216 € Etiqueta marca Fonseca, Lda CTIV 01 160 0.100 € 1 0.100 € Etiqueta conservação e limpeza Fonseca, Lda FTV 10 161 1 0.070 €0.070 € TOTAL 1 1.264 € CUSTO DE MÃO-DE-OBRA Fase Tempo Custo minuto Custo Unitário Corte 1.5 0.120 € 0.180 € Preparação Costura 7.47 0.896 € Remate/Revista Acabamento 2.3 0.276 € Embalagem Outros TOTAL 2 1.352 € TOTAL (1+2) 2.616 € OUTROS CUSTOS PERCENTAGEM VALOR PREÇO % Lucro 10 0.270 € 2.886 € % Artigos defeituosos 2 0.060 € 2.946 € % Vendedores/comissionistas 5 0.150 € 3.096 € PREÇO DE VENDA 3.100 € 0.120 € 0.120 €
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    55 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO 11. ESPECIFICAÇÕES EMBALAGEM 01000016 Página N° :1/1 Versão : 01 Artigo: 200 Produção: Estação: Verão Data recepção:20/04/03 Data entrega:30/04/03 Amostra: Cliente: DBB Referência do cliente: AB/0123 N/ Referência: TS/v01 Modificações: Validado em: Por: Visto: Elaborado em: Por: Visto: ETIQUETAS INSTRUÇÕES DE MARCAÇÃO NA EMBALAGEM/CARTÃO DOBRAGEM DA PEÇA CONTEÚDO DA EMBALAGEM/CARTÃO Etiqueta de marca Etiqueta de composição, conservação e limpeza 20 peças por cartão Peça simetricamente dobrada, sem rugas e sem deformações. made by CITEVE SAMPLE BUREU REFERÊNCIA A DOCUMENTOS EXTERNOS: Manual de qualidade : Outro : REF.: QUTE.: 3 014789 5632511 REF.: QUTE.: 3 014789 5632511 100% Algodão
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    56 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Funções do departamento técnico: C1 C2 C3 C4 Preparar os rácios e indicadores económicos. Elaborar estudos de mercado. Elaboração de estudos técnicos e fichas técnicas. Assegurar-se da existência de “malha/tecido” no armazém. TOTAL Sistema formal de comunicação interpartamental: A1 A2 A3 A4 Dossier técnico. Telefone. E-mail. Fichas técnicas. TOTAL Funções do departamento comercial: B1 B2 B3 Informar-se sobre as tendências de moda e preferências dos clientes. Aceitar ou rejeitar encomendas. Estabelecer a ligação entre os vários departamentos. B4 Angariar clientes para a linha de produtos que a empresa pode oferecer. TOTAL Funções do departamento produção: D1 D2 D3 D4 Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido. Negociar a encomenda com o cliente. Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas. Planear e controlar o serviço no exterior (subcontratação). TOTAL
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    57 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOGGGGGABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Funções do departamento técnico: C1 C2 C3 C4 Preparar os rácios e indicadores económicos. Elaborar estudos de mercado. Elaboração de estudos técnicos e fichas técnicas. Assegurar-se da existência de “malha/tecido” no armazém. TOTAL Sistema formal de comunicação interpartamental: A1 A2 A3 A4 Dossier técnico. Telefone. E-mail. Fichas técnicas. TOTAL Funções do departamento comercial: B1 B2 B3 Informar-se sobre as tendências de moda e preferências dos clientes. Aceitar ou rejeitar encomendas. Estabelecer a ligação entre os vários departamentos. B4 Angariar clientes para a linha de produtos que a empresa pode oferecer. TOTAL Funções do departamento produção: D1 D2 D3 D4 Cumprimento do plano de produção pré-estabelecido. Negociar a encomenda com o cliente. Cumprimento das especificações de qualidade estabelecidas. Planear e controlar o serviço no exterior (subcontratação). TOTAL
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    58 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt GGGGGABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETETÉCNICOABINETE TÉCNICOABINETE TÉCNICO BIBLIOGRAFIA [1] ARAÚJO, Mário de - “Tecnologia do vestuário”.Lisboa:Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. ISBN 972-31-0706-6. [2] François, A. R. - “Organização da empresa”. Porto: Rés-Editora. [3] SANTOS, Gilda - “Elaboração de Dossier Técnico na Confecção”. V.N. de Famalicão: CITEVE, 2002.
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    59 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO OBJECTIVOS 1. Compreender a importância do estudo do trabalho como forma de organização da empresa. 2. Conhecer os conceitos relacionados com os processos de estudo de métodos de trabalho e de estudo dos tempos ou medida do trabalho. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 4.1 Evolução Histórica 060 4.2 Estudo do Trabalho 061 4.2.1 Porque é útil o Estudo do Trabalho 062 4.2.2Técnicas de Estudo do Trabalho e suas ligações recíprocas 063 4.2.3 A Técnica fundamental do Estudo do Trabalho 063 4.3 Estudos dos Métodos 064 4.3.1 Porque utilizamos o Estudo dos Métodos 065 4.3.2 Princípios do Estudo dos Métodos 065 4.3.3 Economia de Movimentos 067 4.4 Medida do Trabalho ou Estudo dos Tempos 071 4.4.1 Cronometragem 072 4.4.2 Amostragem do Trabalho 080 4.4.3 Sistemas de Dados de Referência ou Tempos Sintéticos 080 4.4.4 Tempos Pré-determinados 080
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    60 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO 4.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA Podemos dizer que Frederick Winslow Taylor (EUA - 1856/1915) foi um dos primeiros investigadores a preocupar-se com a importância do estudo do trabalho. Taylor desenvolveu estudos a respeito de técnicas de racionalização do trabalho dos operários. As suas ideias preconizavam a prática da divisão do trabalho. A característica mais marcante do estudo de Taylor é a busca de uma organização científica do trabalho, enfatizando tempos e métodos, sendo por isso visto como o precursor da Teoria da Administração Científica em que o método de trabalho era escolhido pelo operário e a função da gerência passava por persuadir o operário a executar o trabalho de forma a conseguir alcançar os ganhos para o patrão.Em muitas empresas este sistema de trabalho continua ainda hoje a ser uma realidade, apesar de muitas vezes camuflada com a atribuição de tempos sem qualquer ajustamento à realidade do momento. A obra de Taylor é um marco na Racionalização Industrial no início do Século XX, a essência dos seus princípios permanece actual, sob o ponto de vista de ganhos para a sociedade: produtividade, envolvimento da mão-de-obra, melhoria de métodos e processos. Os seus princípios são aplicáveis na padronização de procedimentos das: actividades da gerência, da selecção de pessoal, higiene e segurança, formação e ergonomia. No entanto, a sua filosofia apresenta também aspectos negativos que importa saber gerir. Entre eles podemos salientar: ENFOQUE MECANICISTA A organização era comparada a uma máquina, que segue um projecto pré-definido. A partir desta visão, cada operário era visto como uma engrenagem na empresa, desrespeitando a sua condição de ser humano. O homem certo para o lugar certo considerando apenas as habilidades específicas do indivíduo; HOMO ECONOMICUS O salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos operários. O reconhecimento do trabalho, incentivos morais e a auto-realização são também aspectos importantes que a Administração Científica de Taylor desconsiderava; ABORDAGEM FECHADA A Administração Científica não faz referência ao ambiente da empresa. A organização é vista de uma forma fechada, desvinculada de seu mercado, desprezando as influências que recebem e impõe ao que a cerca; SUPER-ESPECIALIZAÇÃO DO OPERÁRIO Com a divisão excessiva das tarefas, a qualificação do operário passava a ser supérflua, fragmentando a participação do operário. Desta forma, o operário executa tarefas
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    61 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO repetitivas, monótonas e gera uma desarticulação do operário no processo como um todo, eliminando qualquer tipo de interesse intelectual na realização do trabalho - Os que pensam e os que executam! EXPLORAÇÃO DOS EMPREGADOS A Administração Científica faz uso da exploração dos operários em favor dos seus interesses particulares, uma vez que estimula a alienação dos operários, falta de consideração do aspecto humano e deficiência das condições sociais da época. Existia uma preocupação centrada no ritmo de trabalho: intensificação do trabalho - fadiga diária. Posteriormente, Frank Gilbreth (EUA - 1868/1924) seguiu um percurso similar, embora independente do de Taylor. Gilbreth era defensor da maioria dos princípios da Administração Científica, como a divisão do trabalho, o seu principal objectivo básico era descobrir a melhor forma de trabalhar. Lilian Gilbreth efectuou um importante estudo sobre a Psicologia da Administração, o qual foi um dos primeiros estudos sobre o Homem na indústria. Lilian considerava o ambiente e as oportunidades dadas aos operários essenciais para a melhoria da produtividade. Frank e Lilian Gilbreth desenvolveram importantes trabalhos sobre os estudos dos tempos e movimentos com o objectivo de reduzir a fadiga do trabalho, resultando na publicação dos sistemas MTM - Methods Time Measurement. 4.2 ESTUDO DO TRABALHO A expressão “Estudo do Trabalho” engloba duas técnicas - o “Estudo dos Métodos” e a “Medida doTrabalho”, as quais são utilizadas para tirar o melhor partido possível dos recursos humanos e materiais intervenientes na execução de uma certa função. O Estudo do Trabalho está estritamente ligado à produtividade, pois tem como objectivo aumentar a produção de uma dada quantidade de recursos, sem novas despesas de investimento. A longo prazo, no aperfeiçoamento de novos processos e na instalação de máquinas e de equipamento moderno é o meio mais eficaz de aumentar a produtividade. Quando o papel do elemento humano na produção é acentuado, o aumento de produtividade é conseguido através do Estudo do Trabalho porque este visa mais a operação do que os processos técnicos.
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    62 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO O Estudo do Trabalho engloba o estudo dos Métodos e o Estudo dos Tempos. 4.2.1 PORQUE É ÚTIL O ESTUDO DO TRABALHO Vamos analisar alguns aspectos da natureza do estudo do trabalho e as razões pelas quais é considerado como uma “ferramenta“ extremamente útil para a produção: - O estudo do trabalho permite aumentar a produtividade de uma fábrica pela reorganização do trabalho, método que implica normalmente pouco ou nenhum investimento em instalações e em material; - É sistemático. Pois nenhum factor que tenha influência na eficácia de uma operação é desprezado e todos os dados referentes à operação são reunidos e conhecidos; - É actualmente o método mais exacto de fixação das normas de rendimento sobre que repousa todo o planeamento e todo o controlo eficaz da produção; - A economia conseguida com o estudo do trabalho é imediata e contínua; - É uma “ferramenta” de aplicação universal; - É o meio de inquérito mais penetrante de que dispõe a Direcção. É, portanto, um instrumento excelente para abordar o estudo da eficiência de uma qualquer organização, porque, aplicando-se à solução de um dado problema, pôr-se-ão gradualmente em evidência as falhas de todas as outras funções que lhe estão ligadas. O Estudo do Trabalho permite aumentar a produtividade de uma fábrica pela reorganização do trabalho. Figura 1 – Divisão do Estudo do Trabalho. ESTUDO DOS MÉTODOS (procura do melhor método) ESTUDO DO TRABALHO MEDIDA DO TRABALHO (duração em tempo de um trabalho) Gravar para comparar Procurar o melhor Método Estudo dos Tempos Sintéticos
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    63 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO 4.2.2 TÉCNICAS DE ESTUDO DO TRABALHO E SUAS LIGAÇÕES RECÍPROCAS O Estudo do Trabalho engloba ao mesmo tempo o “Estudo dos Métodos” e a “Medida do Trabalho” também designada por “Estudo dos Tempos”. O Estudo dos Métodos consiste em registar, analisar e examinar de maneira crítica e sistemática os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho e seguidamente em aperfeiçoar, aplicar e controlar métodos de execução mais cómodos e mais eficazes. A Medida do Trabalho é a aplicação de certas técnicas que têm por fim determinar o conteúdo de uma dada tarefa, ou seja, o tempo que a execução desta exige a um operário especializado. O Estudo dos Métodos e a Medida do Trabalho estão pois estritamente ligados um ao outro. O Estudo dos Métodos aplica-se na redução do conteúdo de trabalho da operação dada, enquanto a Medida do Trabalho tem por fim a descoberta e eliminação, total ou parcial, dos tempos improdutivos e a fixação de normas de trabalho para a operação em causa, na base do conteúdo de trabalho determinado pelo Estudo dos Métodos. O Estudo dos Métodos aplica-se na redução do conteúdo do trabalho. O Estudo dos Tempos tem por fim a eliminação, total ou parcial, dos tempos improdutivos. 4.2.3 A TÉCNICA FUNDAMENTAL DO ESTUDO DO TRABALHO A técnica fundamental do Estudo do Trabalho deve ser aplicada cada vez que se inicia um estudo. Um estudo completo comporta oito fases fundamentais, sendo três comuns ao Estudo dos Métodos (E.M.) e à Medida do Trabalho (M.T.), três respeitantes ao Estudo dos Métodos e duas à Medida do Trabalho. Estas fases consistem em: SELECCIONAR O trabalho ou processo a estudar (E.M. e M.T.); REGISTAR Por observação directa todos os factos relevantes, com a ajuda das técnicas de registo mais apropriadas (E.M. e M.T.); EXAMINAR E criticar os factos registados, verificando sistemática e sucessivamente o objectivo
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    64 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO do trabalho, o lugar onde é executado, a ordem de execução, a pessoa que o executa e a maneira como é executado (E.M. e M.T.); DESENVOLVER O método mais prático, eficaz e económico, tendo em consideração todas as circunstancias e as opiniões dos envolvidos na tarefa (E.M.); MEDIR A quantidade de trabalho exigida pelo método escolhido e calcular um tempo de referência para a sua execução (M.T.); DEFINIR E apresentar o novo método e o tempo calculado, de uma forma clara a todos os envolvidos (gerência, supervisores e operários) (M.T.); IMPLEMENTAR O novo método, que será de futuro o método normal com os tempos estabelecidos, sem desconsiderar a formação das pessoas envolvidas (E.M.); VIGIAR A aplicação do novo método através de um controlo apropriado, de modo a evitar a tendência natural de retorno dos trabalhadores ao método anterior (E.M.). 4.3 ESTUDO DOS MÉTODOS O estudo dos métodos consiste em registar, analisar e examinar de maneira crítica e sistemática os métodos existentes e previstos de execução de um trabalho e, seguidamente, em aperfeiçoar e fazer aplicar os métodos de execução mais cómodos e mais eficazes. A ideia de que não existe um método perfeito, permite uma postura crítica e coerente com uma procura contínua de aperfeiçoamento. Deverá ser esse o espírito de um bom agente de métodos. O Estudo dos Métodos tem por fim: - Melhorar os processos e métodos de execução; - Melhorar a implantação das fábricas, oficinas e postos de trabalho e a concepção das instalações e do material; - Economizar o esforço humano e diminuir toda a fadiga inútil;
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    65 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO - Melhorar a utilização do material, das máquinas e da mão-de-obra; - Criar condições materiais de trabalho favoráveis. A procura exaustiva do método perfeito deve ser o objectivo do agente de métodos e tempos. 4.3.1 PORQUE UTILIZAMOS O ESTUDO DOS MÉTODOS - Diferentes operadores desenvolvem diferentes formas de efectuar um trabalho. Nem todos podem estar certos; - Algumas formas de trabalhar podem ter sido desenvolvidas por serem mais fáceis de aprender ou porque a operária tinha uma habilidade/técnica especial; - A gravação sistemática dos métodos é essencial para a Medida do Trabalho e ajuda quando queremos comparar diferentes abordagens; - A identificação do melhor método é uma habilidade/técnica que se aprende com a prática como em todas as técnicas.Não é nada surpreendente o facto de um consultor ao passar pela fábrica parar numa operária ineficiente sem que tenha posto em prática a filosofia do estudo dos métodos. Contudo, através de uma analise dos métodos com consciência e de uma forma crítica, gradualmente se adquire habilidade/técnica para identificar métodos incorrectos e sugerir métodos melhores; - Um argumento para especialistas práticos é que melhores métodos podem algumas vezes surgir de uma grande alteração na fábrica. Contudo supervisores e gerentes, especialmente os gerentes, devem procurar manter-se actualizados em relação às mais modernas formas de estudar e ajudar o trabalho. Desta forma, eles estão em vantagem sobre os operadores quando estão à procura “da melhor forma”. Os operadores têm que adaptar o seu método para o seu local de trabalho e forma de apresentação do material. MELHOR MÉTODO SIGNIFICA MAIOR PRODUTIVIDADE MAIOR PRODUTIVIDADE SIGNIFICA MAIOR PROSPERIDADE 4.3.2. PRINCÍPIOS DO ESTUDO DOS MÉTODOS Para obter maior produção de uma fábrica, utilizando o mesmo número de operários, poderíamos: - Trabalhar maior número de horas ? - Trabalhar num ritmo mais acelerado ?
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    66 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO - Utilizar melhores métodos ? COMO OPERÁRIO, QUAL ESCOLHERIA ? O estudo do método de trabalho é uma análise e um exame crítico das condições já existentes para chegar ao resultado do melhor método com as melhores condições disponíveis na fábrica. Esta análise, deve considerar condições principais, que podem ser definidas em Grande Método e Pequeno Método. GRANDE MÉTODO Está a indicar um certo número de condições gerais que devem ser consideradas e que envolvam os factores principais para se poder efectuar o trabalho. O agente de métodos deverá questionar-se sobre: Melhoria da Operação - O produto pode ser simplificado? (Verificar se é ou não possível eliminar ou suprimir alguma operação); - As operações podem ser combinadas? (Verificar se é ou não possível associar duas ou mais operações, e consequentemente aumentar a produtividade); - A sequência das operações é a mais adequada? (Verificar se estamos a utilizar a melhor sequência na montagem da peça ou se por exemplo deveremos efectuar a inspecção entre operações e não apenas no final das operações); - Melhor utilização do método de transporte? (Exemplo:Evitar deslocar o operário do posto de trabalho para mudar de lote.O material deve estar junto do operário). Melhoria do Posto de Trabalho - Existe insalubridade? (Ventilação, iluminação, temperatura, poluentes, etc.); - Existem condições de risco? - Existem todas as ferramentas, dispositivos e acessórios necessários em cada operação por posto de trabalho? - Existe uma área adequada para recepção e expedição do material? - Os sistemas de transporte necessários estão disponíveis? - Existem movimentos manuais que possam ser substituídos? - As máquinas necessárias estão em boas condições de uso?
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    67 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO - As tarefas de preparação do trabalho foram correctamente executadas? PEQUENO MÉTODO Está a indicar um certo número de condições que envolvem mais especificamente a operação que está a ser examinada. O Agente de Métodos deve perguntar a si próprio: - É esta a melhor máquina para a operação? - Qual o melhor método ou acessório para cortar a linha, etc.? Quando o Grande Método e o Pequeno Método estão estudados, é necessário estudar de seguida a Economia de Movimentos. O Estudo dos Métodos visa a simplificação da operação e a melhoria do posto de trabalho. 4.3.3 ECONOMIA DE MOVIMENTOS Deve criticar cada movimento: - Pode-se eliminar esse movimento? Quais as condições necessárias? - Pode ser efectuado antes ou depois? - Pode ser efectuado junto com um outro? - Pode ser mais curto? - Pode ser efectuado mais facilmente? Uma maior produtividade pode ser conseguida, quando: REDUZIMOS O NÚMERO DE MOVIMENTOS Este é o principio mais importante, porque: a) A maior parte do tempo de uma operação é controlada pelos movimentos da operária; b) O tempo total da operação é mais ou menos proporcional ao número de movimentos da mesma. Cada vez que um movimento é eliminado, reduzimos ao tempo da operação o tempo necessário para: a) Início do movimento (aceleração); b) Execução do movimento; c) Paragem do movimento (desaceleração).
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    68 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO REDUZIMOS A DISTÂNCIA DOS MOVIMENTOS Material o mais perto possível da operária e nunca fora do seu alcance. REDUZIMOS A PRECISÃO NECESSÁRIA Exemplo: Se uma operária pregar botões brancos e botões pretos e os mesmos estão separados em duas caixas, ela não necessita de muita precisão para ir buscar os botões de cada cor. No entanto, se eles estiverem misturados, a operária necessitaria de mais atenção e precisão para ir buscar uns e outros, logo demoraria mais tempo. REDUZIMOS O MOVIMENTO DOS OLHOS Exemplo: O tempo que demora um ou dois objectos a serem fixados pelos olhos, é tanto maior quanto maior for a distância que os separa, ou também quanto maior for a distância onde os objectos estão colocados. SIMPLIFICAMOS A FORMA DE AGARRAR O OBJECTO O tempo necessário para agarrar um objecto, varia em função de: a) Precisão dos dedos para circundar o objecto; b) Número de dedos que envolve o objecto; c) Pressão necessária para agarrar o objecto. ARREMESSAMOS O OBJECTO EM VEZ DE O COLOCAR Exemplo: se não for necessário colocar o objecto num ponto determinado, é preferível o movimento de o arremessar, pois demora menos tempo. UTILIZAMOS AMBAS AS MÃOS DO MELHOR MODO POSSÍVEL O tempo é despendido não só quando as mãos estão em movimento, mas também quando estão paradas. Portanto, a sua utilização simultânea deve ser a maior possível. O grau de dificuldade do movimento simultâneo para a mão direita e para a mão esquerda pode variar e aumentar, de acordo com: a) A necessidade de olhar para ambos os lados; b) Diferença de comprimento dos movimentos da mão esquerda e da mão direita; c) Grau de precisão necessária para cada movimento. FAVORECEMOS OS MOVIMENTOS NATURAIS (ERGONOMIA) Exemplo: Qualquer pessoa que pinte o tecto de uma casa pode verificar a fadiga que provoca este trabalho, devido à posição do corpo não ser natural, ou seja, não estar de acordo com a superfície a pintar. O resultado do estudo do método e do posto de trabalho, deve satisfazer as seguintes
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    69 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO condições: a) As costas da operária devem estar sustentadas pela região lombar; b) As coxas devem estar horizontais, de modo que o peso delas seja sustentado pelos pés e não pela cadeira; c) Os pontos de trabalho devem ser visíveis, sempre que a operária precise de mudar a posição do corpo para olhar ou alcançar o objecto; d) Os movimentos devem seguir os princípios dos movimentos naturais. Todos estes princípios devem ser observados pelo agente de métodos, antes de decidir o método a utilizar na operação: - Ocupar o mais possível ambas as mãos; - Movimentos simultâneos e opostos; - 3º e 4º dedos não podem fazer movimentos de habilidade; - Movimentos curvados devem preferir-se aos de ângulo recto; - Não usar as mãos se puder ser feito por outro membro; - Todas as partes devem ter posição fixa; - Contentor do lote o mais perto possível do posto de trabalho (quando existente); - Contentor de evacuação da peça terminada (quando existente); - Evacuação da peça, se possível, na direcção onde vai buscar a seguinte; - A peça deve ser evacuada de forma a facilitar a próxima operação; - Evitar usar as mãos, e segurar, se possível, as partes com um dispositivo; - Controlar a luz disponível. RITMO A aquisição de um ritmo é essencial para a execução fácil e automática do trabalho. O tempo de acção e de repouso de cada sistema muscular e nervoso do corpo humano constitui o ritmo que permite, a cada alternância, uma recuperação da energia despendida. O ritmo reduz a fadiga. O factor de eficiência é função da habilidade (destreza na execução da tarefa) e do esforço (vontade, empenho na realização da tarefa). A Tabela I procura avaliar o ritmo de trabalho em termos de habilidade e esforço por parte do operário. CLASSIFICAÇÃO FRACA HABILIDADE ESFORÇO Não adaptado ao trabalho, comete erros e os seus movimentos são inseguros. Falta de interesse no trabalho e utiliza métodos inadequados.
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    70 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO DISPOSIÇÃO DO POSTO DE TRABALHO A forma como está organizado o posto de trabalho vai ter importantes efeitos na execução da operação por parte do operário, pois irá ter influência no método utilizado. Ordem na Área de Trabalho - Deve existir um lugar definido e fixo para todas as coisas; - Os materiais e as ferramentas necessárias devem estar colocados o mais perto e mais na frente possível do operador; - Os materiais e ferramentas devem estar dispostos de modo a permitir a melhor sequência de movimentos. Conforto e Iluminação do Posto de Trabalho - Deve-se proporcionar a cada trabalhador as melhores condições de iluminação do posto de trabalho; - A altura do plano de trabalho e da cadeira (quando existente) devem satisfazer aos requisitos de ergonomia. REGULAR NORMAL BOA EXCELENTE SUPERIOR Adaptado relativamente ao trabalho, comete erros e os seus movimentos são quase inseguros. As mesmas tendências, porém com menor intensidade. Trabalha com exactidão satisfatória e o ritmo mantém-se razoavelmente constante. Trabalha com constância e esforça-se razoavelmente. Tem confiança em si mesmo e ritmo mantém-se constante com raras hesitações. Trabalha com constância e confiança, muito pouco ou nenhum tempo perdido. Precisão nos movimentos, nenhuma hesitação e ausência de erros. Trabalha com rapidez e com movimentos precisos. Movimentos sempre iguais, mecânicos, comparáveis aos de uma máquina. Utiliza um ritmo impossível de manter. Não serve para estudo de tempos. Tabela I – Classificação do ritmo de trabalho
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    71 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO A economia dos movimentos está relacionada com: - A disposição do posto de trabalho; - O uso do corpo humano. A aquisição de um ritmo é essencial para a execução fácil e automática do trabalho. 4.4 MEDIDA DO TRABALHO OU ESTUDO DOS TEMPOS Desde há muito tempo que se tem vindo a medir o trabalho realizado por um operário ou um grupo de operários. A forma de efectuar essa medição evoluiu bastante no decorrer dos tempos.Dado que a medição se tornou cada vez mais indispensável, vários métodos de medida do trabalho foram criados, pois segundo Taylor, ... ...DEVE SER DADO AO OPERÁRIO UM TRABALHO DETERMINADO NUM TEMPO DETERMINADO, SEGUNDO UM MÉTODO DETERMINADO. Cada um dos métodos propostos tem as suas vantagens e inconvenientes, conforme a sua realização. O Estudo dos Tempos é um conjunto de procedimentos utilizados para a determinação do tempo necessário, sob certas condições de medida padronizadas, para a realização de tarefas envolvendo alguma actividade humana. O resultado desta medida é designado por Tempo-Padrão (TP). Enquanto o Estudo dos Métodos tem como objectivo diminuir o conteúdo de trabalho, visando principalmente eliminar os movimentos inúteis, o Estudo dos Tempos tem por objectivo estudar, reduzir e eliminar, tanto quanto possível os tempos improdutivos. OBJECTIVO DO ESTUDO DOS TEMPOS: - Análise dos processos operatórios no início da fabricação; - Fixação de quantidades e tarefas horárias; - Equilibragem das linhas ou grupos de trabalho; - Determinação dos efectivos; - Determinação do número de máquinas, sua sequência e localização; - Programação e controlo da produção; - Cálculo das margens de lucro; - Estabelecimento de bases padrão de tempos “a priori”, para a estimativa destes; - Previsão dos tempos de execução; - Melhoria dos processos.
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    72 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO CASOS EM QUE SE DEVE EFECTUAR UM ESTUDO DOS TEMPOS: - Um novo trabalho que nunca foi executado anteriormente; - Uma mudança de método e a fixação de um novo tempo de referência; - Um trabalhador queixa-se de pouco tempo previsto para a operação; - Uma operação constitui um “funil“ de estrangulamento bloqueando as operações seguintes; - Uma modificação na política salarial, como por exemplo, adopção dum sistema de prémios de produtividade; - Quando um custo de um dado trabalho parece excessivo; - Quando se deseja comparar a eficácia de dois métodos; - Quando uma instalação parece ter um fraco rendimento ou cujos tempos improdutivos parecem exagerados; - Quando as operações se repetem muito. AS PRINCIPAIS TÉCNICAS DE ESTUDO DOS TEMPOS SÃO: Cronometragem ou observação directa - amostragem intensiva ou contínua; Amostragem do Trabalho ou Amostragem Extensiva ou Sondagem; Sistemas de Dados de Referência ou Tempos Sintéticos; Tempos Pré-Determinados. A finalidade da aplicação destas técnicas é obter o Tempo-Padrão. 4.4.1 CRONOMETRAGEM A cronometragem é basicamente a realização de observações directas, ou seja, observações feitas junto do posto de trabalho em estudo e a medida destas é através de um aparelho de medida (o cronómetro) que determinará o tempo exigido para a execução de uma dada tarefa. Esta técnica é usada em tarefas manuais ou semi - automáticas de ciclos curtos e repetitivos. Para se realizar um estudo completo dos tempos por cronometragem devem seguir-se as seguintes etapas: ESCOLHA DA OPERAÇÃO A ESTUDAR REGISTO DOS DADOS RELATIVOS À IDENTIFICAÇÃO - Do estudo;
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    73 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO - Da operação; - Da instalação; - Da máquina; - Do executante. e informações relativas à duração do estudo e condições ambientais do local de trabalho. DECOMPOSIÇÃO DA TAREFA EM ELEMENTOS A fim de facilitar a observação e a cronometragem, a decomposição da tarefa em elementos deve respeitar os seguintes critérios; - Serem facilmente identificáveis (pancadas, contacto manual com a parte, contacto da parte com a máquina, etc.); - Serem de curta duração. Evitar tempos menores do que 0,05 minutos (3 segundos), por serem de cronometragem difícil e ainda terem de ser anotados na folha de estudo dos tempos; - Serem o mais unificados possível; - O tempo manual deve ser distinto do tempo máquina; - Os tempos internos devem ser separados dos tempos externos; - Os elementos constantes devem ser separados dos variáveis; - Os elementos ocasionais e os estranhos à operação, os que não ocorrem em todos os ciclos, devem ser considerados separadamente. ESCOLHA DO MÉTODO DE CRONOMETRAGEM Existem três tipos de sistemas de medidas de tempo comuns nas empresas de vestuário: - Sexagesimal de minuto - min - (1 minuto equivale a 60 partes – 1 parte equivale a 1 segundo e 1 hora a 3600 partes); - Centesimal de minuto - cmn - (1 minuto equivale a 100 partes – 1 parte equivale a 0.01 minutos (0.6 segundos) e 1 hora 6000 partes); - Décimo milésimo da hora - dmh - (1 minuto equivale a 167 partes – 1 parte equivale a 0.0001 horas (0.006 minutos ou 0.36 segundos) e 1 hora 10000 partes).
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    74 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO A escolha do método de cronometragem vai depender do tipo de cronómetro existente. COM CRONÓMETROS MECÂNICOS: Cronometragem Contínua Cronómetro normalmente com um botão para arranque, paragem e retorno.É cumulativa. Os tempos elementares são obtidos por subtracções sucessivas, após terminar o estudo. É indicado para observadores pouco experientes, embora tenha o inconveniente de os tempos serem lidos com o ponteiro em andamento, não permitindo a verificação em caso de dúvida. Cronometragem com Retorno a Zero Tem em geral dois botões: Um para arranque e paragem e outro para retorno a zero. Com o cronómetro sempre a trabalhar, a cronometragem de cada elemento é feita pela leitura do cronómetro simultaneamente com uma só pressão no botão de retorno a zero, no momento em que ele termina. O cronómetro retorna a zero, iniciando de imediato a cronometragem do elemento seguinte. Exige maior experiência, pois existem mais manipulações do cronómetro e a leitura é efectuada sem parar o ponteiro num relance, sem possibilidade de confirmar ou corrigir a leitura. Grande vantagem é obter de imediato os tempos observados, sem necessidade de efectuar as diferenças entre as sucessivas leituras. Cronometragem de Leitura Fixa Pode ter dois ou três botões e possui 2 ponteiros: O primeiro para arranque, paragem e retorno a zero do ponteiro principal e o segundo botão para comandar o segundo ponteiro, em geral a vermelho.Iniciam o arranque ambos os ponteiros, ao primeiro toque do botão, o ponteiro vermelho pára e o principal continua, permitindo assim a leitura do tempo com o ponteiro parado , reduzindo o risco de erros de leitura. Carregando novamente no botão, o ponteiro vermelho alcança o principal, continuando ambos em movimento. Figura 2 – Sistemas de medição do tempo 25 50 75 100 Décimo milesimal da horaCentesimal de minutoSexagesimal de minuto 0,6 1h = 3.600 partes 1 parte = 1 seg 1h = 60 min 1 min = 60 partes 1h = 6.000 partes 1 parte = 1 cent min = 0,01 min 1h = 60 min 1 min = 100 partes 1h = 10.000 partes 1 parte = 1 dec mil h = 0,0001 h 1h = 60 min. 1 min = 167 partes 0,36 0,6 15 30 45 60 25 50 75 100 167
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    75 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO Cronometragem Múltipla Envolve dois, três ou mesmo quatro cronómetros, montados na mesma prancheta com uma ligação mecânica entre eles. Com dois cronómetros, em cronometragem contínua, um pára e outro começa a trabalhar, permitindo a leitura com o cronómetro parado. Os tempos elementares são obtidos posteriormente pela subtracção de leituras alternadas. Em cronometragem com retorno a zero, o cronómetro parado é levado a zero após a leitura e os tempos elementares são lidos directamente. Com três cronómetros de leitura contínua, a cada pressão do mecanismo, um para, outro retorna a zero e o terceiro começa a trabalhar a partir do zero. É possível utilizar um quarto cronómetro em leitura contínua para verificação do tempo total. COM CRONÓMETROS ELECTRÓNICOS DIGITAIS: A preços competitivos, permitem a leitura com dígitos fixos, com retorno a zero. Alguns modelos permitem mesmo memorizar os tempos de diversos elementos sucessivos. DETERMINAÇÃO DA PRECISÃO DA AMOSTRA E DO NÚMERO MÍNIMO DE OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS Ao realizar-se um estudo dos tempos, verifica-se que existe sempre diferenças entre os tempos lidos para o mesmo elemento, mesmo que o trabalhador tente manter um ritmo constante. Estas diferenças de tempos são provocadas essencialmente pelas variações de: - Movimentos e ritmos do operador; - Posição das peças em que se trabalha; - Posição das ferramentas ou utensílios utilizados; - Ligeiros erros de cronometragem. As variações referidas podem levantar dúvidas quanto à fiabilidade das medições, então torna-se necessário realizar um número óptimo de medições, por forma a se obter uma amostra representativa. Para obter o número óptimo de medições, recorre-se a cálculos estatísticos em que o pretendido é estimar o tempo médio, com uma dada probabilidade (em geral 95%) e uma dada precisão (em geral +5%). Esta estimativa depende da variabilidade das observações que é determinada por uma medida estatística de dispersão (pelo desvio padrão ou pela amplitude do intervalo de variação) e pelo número de observações efectuadas. Assim, o número óptimo de observações é obtido pela seguinte fórmula:
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    76 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO PREPARAÇÃO DA CRONOMETRAGEM A fase de preparação na cronometragem é extremamente importante apesar de muitas vezes ser minimizada. Após o estudo do posto de trabalho, de acordo com os princípios de economia de movimentos e de se ter procedido à formação do executante, é necessário verificar se todos os detalhes previstos pelo estudo são correctamente executados. Esta primeira fase compreende a definição das condições de execução e a análise do método de execução durante a qual se decompõe o ciclo de trabalho em elementos, cujo tempo se irá medir posteriormente. Além das considerações apresentadas, a fase de preparação da cronometragem compreende também a escolha dos momentos mais favoráveis para a execução da medida dos tempos e a escolha dos executantes em relação aos quais os tempos serão medidos. EXECUÇÃO DA CRONOMETRAGEM.TEMPO OBSERVADO (TO) O Agente de Métodos realiza a cronometragem dos diferentes elementos de trabalho e escreve os resultados das leituras do impresso especificamente concebido, acompanhados do julgamento de actividade correspondente a cada um. Em que: N'- número de observações necessárias para satisfazer o nível de confiança. Z - valor da tabela estatística para uma determinada probabilidade e precisão (normalmente arredondado para 2). - erro padrão S - desvio padrão - média das observações xi - valor de cada medição n - número total de medições
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    77 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO O Tempo Observado é o tempo resultante da leitura da cronometragem. DETERMINAÇÃO DO TEMPO NORMALIZADO (TN) Após se ter efectuado o número de medições necessárias para a precisão estabelecida, o Agente de Métodos inicia o apuramento dos resultados. Estes podem ser feitos por cálculos ou análise gráfica. O Tempo Normalizado constitui o tempo de execução para uma actividade normal de trabalho e corresponde à execução instantânea do ciclo de trabalho com uma actividade normal chamada actividade de referência. Para obter o tempo normalizado é aplicado ao tempo observado (TO) o julgamento de actividade. A este julgamento de actividade, designa-se como factor de actividade relativamente a uma actividade de referência. A equação utilizada para obter o tempo normalizado é a seguinte: TN = TO X ( FA / AR ) Em que: TN - Tempo normalizado. TO - Tempo observado. FA - Factor actividade . AR - Actividade de referência. FIXAÇÃO DA TAREFA E DETERMINAÇÃO DO TEMPO TOTAL DA OPERAÇÃO (TP - TEMPO- PADRÃO) A determinação do tempo normalizado não tem em conta a fadiga que surge progressivamente com a execução de qualquer trabalho, nem a influência de diversos factores externos ao executante, podendo estes alterar o ritmo de execução dos movimentos. Nesta etapa o tempo normalizado é corrigido por intermédio de diversos coeficientes de fadiga, de ambiente, etc. O Tempo Padrão (TP) é o tempo normalizado corrigido com os coeficientes de fadiga, de ambiente, etc. Este é o tempo necessário e correcto para se fazer a
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    78 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO operação. Para se obter o tempo padrão é aplicado ao tempo normalizado (TN) o total das correcções. A equação é a seguinte: Após o cálculo do tempo normalizado e determinadas as respectivas correcções, pode- se determinar o tempo total necessário à execução da tarefa e estabelecer a ficha de instruções. A Ficha de Instruções deve conter: a) a sequência de todos os elementos que compõe a operação; b) o tempo necessário a cada um deles; c) todas as informações que possam servir para identificar/definir completamente o posto de trabalho e a operação a que se refere a cronometragem. JULGAMENTO DE ACTIVIDADE O julgamento de actividade consiste numa estimativa numérica de rapidez com que o executante trabalha durante a tomada de tempos, por comparação com o ritmo de referência definido como normal. Ao avaliar-se a actividade tem-se como objectivo transformar os tempos medidos, de um certo executante que seja mais ou menos rápido, em tempos normalizados que são aplicáveis a qualquer pessoa que executa a operação. A actividade de referência corresponde a uma actividade normal de um executante qualificado, que trabalha sem prémios a um ritmo normal durante um dia de trabalho. O julgamento da actividade de trabalho é por natureza essencialmente subjectiva, porque depende da opinião do agente do estudo do trabalho. Este deve ter cuidado para não sobre avaliar a actividade, facto que pode acontecer quando: - o trabalhador esteja preocupado ou pareça apressado; - o trabalho seja demasiado meticuloso; - o trabalho pareça difícil ao agente do estudo do trabalho; Em que: TP - Tempo padrão TN - Tempo normalizado CT - Correcções totais
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    79 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO - o agente do estudo do trabalho opere muito depressa. Também não deve subestimar a actividade, quando: - o trabalhador dá a impressão de que a sua tarefa é fácil; - o trabalhador efectua movimentos regulares e rítmicos; - o trabalhador não para reflectir, nos momentos previstos pelo agente; - o trabalhador executa uma tarefa manual penosa; - o agente do estudo do trabalho está fatigado. CORRECÇÕES Existem vários tipos de correcções, os principais a considerar são: Correcções de repouso São aplicáveis a qualquer tipo de operação e têm como finalidade dar um acréscimo ao tempo normalizado, por forma a que o trabalhador se recomponha dos efeitos psicológicos e fisiológicos de determinada tarefa. Estas correcções podem ser fixas ou variáveis. Correcções para ocorrência irregular Apesar de ser desejável estudar e identificar todas as ocorrências irregulares e distribui- las proporcionalmente por cada ciclo de trabalho, existem algumas ocorrências que são particularmente difíceis de aplicar essa distribuição. Deste modo, torna-se necessário calcular uma percentagem representativa do tempo necessário para a execução desta ocorrência. Correcções por demoras inevitáveis São correcções aplicáveis, quando existem instantes de ociosidade forçada que tem origem na natureza do processo ou da operação e que, a não serem compensadas, originariam um prejuízo no prémio do executante. Correcções especiais Trata-se de correcções para actividades que normalmente não fazem parte do ciclo da operação, mas são indispensáveis à boa execução do trabalho. Correcções suplementares São do tipo de correcções que o gestor pode prever, se o considerar vantajoso, para além das requeridas pelas características do trabalho estudado. A fase da preparação da cronometragem é de extrema importância. Além de se verificar se todos os detalhes previstos para a realização do trabalho estão executados, selecciona-se também o momento e o executante mais indicado, o que irá condicionar de forma bastante significativa o resultado do estudo. A decomposição da tarefa em elementos facilita a cronometragem.
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    80 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO A afectação de correcções permite obter o Tempo Padrão devidamente corrigido de todos os factores que o podem influenciar, como sendo cansaço, necessidades fisiológicas, etc. 4.4.2 AMOSTRAGEM DO TRABALHO Esta técnica aplica-se a processos de trabalhos que não tenham carácter repetitivo, ou que sendo cíclicos, os ciclos sejam longos. É indicada para actividades muito diversas, que variem de dia para dia, tais como manutenção de máquinas, condução de teares, trabalhos diversos em laboratórios de análise, trabalhos variados em oficinas. A amostragem do trabalho tem três utilizações principais: - Determinar as percentagens relativas dos tempos de actividades e de inactividade de homens e de máquinas; - Determinar as percentagens relativas de tempos activos e inactivos de um trabalhador manual e estabelecer um índice de actividades (ou ritmo de actividade); - Estabelecer o Tempo-Padrão. A amostragem do trabalho é indicada para trabalhos diversos, com ciclos longos. 4.4.3 SISTEMAS DE DADOS DE REFERÊNCIA OU TEMPOS SINTÉTICOS Consistem em bases de dados de tempos de operações semelhantes anteriormente obtidos, em geral na própria empresa. 4.4.4 TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS Os sistemas de tempos pré-determinados são sistemas de medida do trabalho que utilizam tempos previamente estabelecidos para cada movimento fundamental do corpo humano (classificado segundo a natureza do movimento e as condições nas quais ele é executado), com a finalidade de obter o tempo exigido para a execução de uma dada tarefa, a um nível de rendimento bem definido.Podem ser informatizados ou sobre a forma de tabelas. Para a utilização correcta e eficaz destes sistemas é necessário proceder à divisão de cada fase do trabalho a analisar, nos diferentes movimentos fundamentais que a constituem. A cada um destes movimentos fundamentais é feito corresponder um tempo pré-determinado e a duração total de cada fase do trabalho será (desde que garantidas certas considerações) o resultado da adição dos tempos de cada elemento constituinte. Uma das principais vantagens associadas à utilização de Sistemas de Tempos Pré- Determinados (STPD) reside no facto de se estudar cada uma das fases constituintes de uma operação tendo em vista os movimentos a efectuar. Esta característica permite a obtenção de métodos de trabalho mais aperfeiçoados, conseguida por exemplo através
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    81 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO da detecção de movimentos inúteis que podem mais facilmente ser eliminados; a substituição de movimentos através da aplicação de classes de movimentos de menor duração, etc. VANTAGENS ASSOCIADAS À APLICAÇÃO DE STPD - Permitem a avaliação dos métodos de trabalho implementados sem a necessidade de esperar pela sua implementação prática ou que esteja completo o período de aprendizagem associado à tarefa em causa; - Permitem o cálculo do tempo-padrão para a execução de uma dada operação mesmo antes de esta ser de facto executada; - Evitam o Julgamento de Actividade dos executantes para a determinação de tempos normalizados, reduzindo assim parte da componente subjectiva e consequentemente tornando mais coerente a determinação dos tempos-padrão para determinada operação. Este aspecto é reforçado se considerar que os tempos tabelados para cada STPD aplicam-se a determinado movimento independentemente do local em que este é executado; - Auxiliam na concepção dos postos de trabalho, permitindo a análise da eficiência conseguida com a utilização de diferentes ferramentas, a comparação de diferentes arranjos espaciais e o efeito que estes têm no tempo de execução obtido, etc.; - São particularmente úteis para a definição dos tempos de execução de elementos repetitivos e de muito curta duração, geralmente difíceis de cronometrar com um nível aceitável de precisão; - Permitem estabelecer um plano de formação mais rápido para os executantes, por intermédio da definição detalhada do método a adoptar para cada operação. Uma vantagem adicional da utilização destes sistemas advém da sua utilização noutro tipo de aplicações que não somente o Estudo dos Métodos ou a Medida do Trabalho. CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO Se efectuarmos uma análise às operações e tarefas nas empresas de vestuário, podemos comprovar o elevado peso das actividades manuais, como resultado do carácter essencialmente manual associado a esta actividade. Uma análise efectuada a diversos postos de trabalho permite concluir que, em média, a distribuição dos tempos dos operários é feita da seguinte forma: - 65% Trabalho Manual – Manipulação das peças de e para o local de trabalho, ajuste de posições das peças, etc.; - 15%TrabalhoTecnológico – Costura propriamente dita (onde estamos a acrescentar valor ao produto); - 20% Causas Externas - Actividades não directamente associadas ao processo de produção e relacionadas essencialmente com causas externas do tipo organizacionais:
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    82 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO problemas de aprovisionamento, movimentação de peças entre postos de trabalho, etc. Verificamos assim, que o peso das actividades manuais é extremamente elevado, razão pela qual qualquer tentativa de racionalização dos movimentos efectuados traduz-se em melhorias consideráveis para a empresa. SISTEMA GSD - GENERAL SEWING DATA O sistema GSD consiste num sistema de tempos pré-determinados concebido especificamente para a análise de métodos e determinação de tempos-padrão para operações características de indústrias de confecções (não exclusivamente as de confecção de vestuário). Pode também ser eficazmente empregue na definição dos tempos de operações diferentes das de confecção propriamente ditas, como sejam os casos das operações de corte, preparação dos lotes, costura, prensagem, inspecção e embalagem. O sistema GSD foi desenvolvido pela Methods Workshop, Ltd nos anos 70, tendo como princípios base os mesmos associados aos sistemas MTM - MethodsTime Measurement. Com base numa análise extensiva dos movimentos mais frequentemente executados neste tipo de operações foi definida uma série de movimentos-tipo, cada um deles identificado por um código, a que corresponde um tempo pré determinado. O sistema GSD encontra-se estruturado em dois níveis: 1º Nível do GSD - engloba um total de 25 códigos diferentes; 2º Nível do GSD - engloba um total de 11 códigos diferentes. Assim, sistema incorpora 36 códigos distribuídos por categorias, correspondentes à sequência do trabalho numa indústria deste tipo. 1º Obter parte ou partes e acertá-las; 2º Dar alguma forma às partes ou colocá-las directamente sob o calcador; 3º Costurar as partes, alinhá-las quando necessário ou adicionar partes entre costuras; 4º Cortar linhas; 5º Afastar as partes, por exemplo para formação de um lote. Depois de identificada esta sequência, o passo seguinte consiste em identificar as diferentes sub-sequências de movimentos independentes, analisa-las de acordo com a estrutura do MTM Core Data, e acertar um código a cada elemento identificado.O resultado final foi depois verificado e testado em situações reais. O sistema possui também uma expressão matemática para deduzir o tempo gasto numa costura, tendo em consideração as especificidades de cada tipo de costura, nomeadamente: comprimento da costura, densidade do ponto (pontos/cm), velocidade da máquina de costura, acessórios disponíveis para auxiliar a costura e o tipo de costura (visível ou não visível na peça final do exterior, em linha recta ou curva, etc.).
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    83 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO Os sistemas de tempos pré-determinados são sistemas de medida do trabalho que utilizam tempos previamente estabelecidos para cada movimento fundamental do corpo humano. O sistema GSD consiste num sistema de tempos pré-determinados. O sistema possui também uma expressão matemática para deduzir o tempo gasto numa costura.
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    84 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder. O estudo do trabalho aumenta a produtividade através de: C1 C2 C3 C4 Redução das distâncias a percorrer. Aumentando o número de horas de produção. Aumentando o ritmo de trabalho. Redução do número de movimentos dos operários. TOTAL Os métodos utilizados por Taylor contemplavam: A1 A2 A3 A4 A divisão do trabalho. A especialização do operário numa só operação. A polivalência dos operários. Constituição de grupos de trabalho em vez de linhas de produção. TOTAL Qual a utilidade do estudo do trabalho: B1 B2 B3 B4 Optimização dos métodos de produção. Redução do número de horas de trabalho. Organização e distribuição do trabalho. Melhoria ergonómica dos postos de trabalho. TOTAL Deve-se realizar um estudo de tempos quando: D1 D2 D3 D4 Se deseja comparar a eficácia de dois métodos. Quando os operadores tem um salário abaixo da média. O trabalhador se queixa de pouco tempo previsto para a operação. Os tempos improdutivos são reduzidos. TOTAL
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    85 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DOTRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Os métodos utilizados por Taylor contemplavam: A1 A2 A3 A4 A divisão do trabalho. A especialização do operário numa só operação. A polivalência dos operários. Constituição de grupos de trabalho em vez de linhas de produção. TOTAL Qual a utilidade do estudo do trabalho: B1 B2 B3 B4 Optimização dos métodos de produção. Redução do número de horas de trabalho. Organização e distribuição do trabalho. Melhoria ergonómica dos postos de trabalho. TOTAL O estudo do trabalho aumenta a produtividade através de: C1 C2 C3 C4 Redução das distâncias a percorrer. Aumentando o número de horas de produção. Aumentando o ritmo de trabalho. Redução do número de movimentos dos operários. TOTAL Deve-se realizar um estudo de tempos quando: D1 D2 D3 D4 Se deseja comparar a eficácia de dois métodos. Quando os operadores tem um salário abaixo da média. O trabalhador se queixa de pouco tempo previsto para a operação. Os tempos improdutivos são reduzidos. TOTAL
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    86 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DO TRABALHOESTUDODO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHOESTUDO DO TRABALHO BIBLIOGRAFIA [1] BARROSO, Mónica Paz - "Métodos e Tempos". Grupo de Engenharia Humana. DPS - Escola de Engenharia da Universidade do Minho. [2] BRISLEY, C.L.; EADY, K. - “Predetermined motion time systems”. Gabriel Salvendy. [3] CARVALHO, M.A.F - "Utilização de sistemas de tempos pré-determinados na Indústria da Confecção". Revista das Primeiras Jornadas Têxteis e do Vestuário da Universidade do Minho. Abril 1997, p. 34-36. [4] CARVALHO, M.A.F. - "Utilização de sistemas de tempos pré-determinados na Indústria da Confecção". Moda e Confecção. n.º 3 (Novembro 1997), p. 24-28. [5] CARVALHO, M.A.F. - "A importância da tecnologia computadorizada de medição previsiva na ajuda a escolher o investimento correcto em maquinaria de confecção". Moda e Confecção. n.º 3 (Novembro 1997), p. 24-28. [6] COSTA, L. Gomes da - "Introdução à medida do trabalho". Grupo de Engenharia Humana. DPS - Escola de Engenharia da Universidade do Minho. [7] GENAIDY, A.M.; AGRAVAL, A; MITAL, A. - “Computerized predetermined motion-time systems in manufacturing industries”.Computers and Industrial Engineering.Great Britain: Pergamon Press, 1990. Vol.18. [8] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis. 2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9. [9] LOPES, Carla - GSD: Manual do Utilizador. “Computer aided manufacturing system”. Braga: Controlconsul, 2003. [10] LOPES, Carla - "Fazer da forma mais simples.Produtividade em confecção - métodos e tempos". Braga: Controconsul, 2003. [11] Manual do Curso de Formação para Agentes de Métodos. Paris: Kurt Salmon Associates. Ingénieurs Conseils, 1975. [12] Organização Internacional do Trabalho. "Introdução ao Estudo do Trabalho". Lisboa: Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, Lda., 1984. [13] ROSA, Eurycibíades Barra - "Estudo de Métodos & Tempos - Racionalização industrial". Departamento de Produção. Itajuba, Brasil: EFEI, 2004. [14] WYGANT, R.M.; WHITE, B.E.; HUNT, D. – “Combining ergonomics and work measurement for job analysis”. Computers and industrial engineering. Great Britain: Pergamon Press, 1993. Vol. 25 . [15] WYGANT, R.M. – “A comparison of computerized predetermined time systems”. Computers and industrial engineering. Great Britain: Pergamon Press, 1989. Vol. 17.
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    87 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES OBJECTIVOS 1.Conhecer a importância da correcta implantação de máquinas e operações no processo produtivo. 2.Identificar os aspectos essenciais para uma melhor organização e controlo da produção (diminuição da distâncias e cruzamentos no fluxo produtivo). CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 5.1 Introdução 088 5.2 Estudo de implantações 088 5.3 Quando e como implantar 089 5.4 Princípios para uma boa implantação 090 5.5 Áreas de implantação 091 5.6 Tipos de implantação 092 5.6.1 De acordo com as características do processo produtivo 092 5.6.2 De acordo com a organização do trabalho adoptada 093 5.7 Concepção de uma Unidade de Produção 095 5.8 Casos práticos (Exemplos) 096
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    88 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES 5.1 INTRODUÇÃO REDUÇÃO DOS PERCURSOS - SIMPLIFICAÇÃO DOS FLUXOS As grandes mansões aristocráticas de outrora eram concebidas para agradarem aos seus proprietários. Pouco importava que isso representasse um acréscimo de trabalho para o pessoal ao seu serviço, sempre numeroso. Em particular, as cozinhas situavam-se frequentemente na cave, na extremidade traseira da casa, enquanto a sala de refeições principal se situava quase sempre no rés-do- chão, ao lado do jardim. A distância impedia os cozinheiros de virem eles próprios servir os pratos e recolher as sugestões ou elogios eventuais:existiam criados cuja única função consistia no transporte dos pratos entre a cozinha e a sala de refeições. A coordenação entre a preparação dos pratos e o seu serviço à mesa era bastante delicada: por um lado, era necessário ter em conta a duração dos percursos, por outro, na cozinha, era impossível saber a que velocidade o prato precedente era consumido e, por consequência, qual o momento de servir o prato seguinte. Era forçoso preparar os pratos bastante quentes, dado que a sua temperatura diminuía durante o percurso através de longos corredores. Se, por qualquer razão, havia necessidade de reduzir o número de criados, então os percursos que os restantes faziam tinham de ser convenientemente utilizados, através do transporte simultâneo de vários pratos. Observavam-se já então todas as consequências das más implantações: elevado número de efectivos e algo improdutivos, prazos longos, desperdício de espaço, (grandes corredores), desperdício de energia (pratos sobreaquecidos), dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades, lentidão e falhas na circulação da informação, tendência para constituir stocks e produzir “por lotes”. Nas fábricas, a implantação incorrecta das várias actividades é também prejudicial à eficácia de funcionamento, resultando normalmente de um crescimento anterior pouco controlado. As fábricas raramente são construídas tendo à partida o tamanho e a configuração definitivos.A expansão progressiva das actividades obriga a implantar novos equipamentos; raramente se aproveitam estas ocasiões para deslocar máquinas existentes e assim optimizar o conjunto. A implantação incorrecta das diferentes secções dentro de uma fabrica resulta num acréscimo de tempos improdutivos e de deslocações resultando numa diminuição da produtividade. 5.2. ESTUDO DE IMPLANTAÇÕES A utilização das instalações que intervêm num processo produtivo baseia-se nos seguintes
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    89 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES requisitos: - Que a sua disposição seja a mais adequada; - Que se mantenha em condições de funcionamento (disponibilidade). O primeiro destes objectivos consegue-se através de um estudo a fundo da situação relativa dentro da oficina de trabalho dos diferentes elementos produtivos, ou seja, da implantação dos mesmos. O segundo objectivo é conseguir a disponibilidade óptima das instalações a cargo da função manutenção nas suas facetas de reparação de avarias e manutenção preventiva. Pretende-se que o equipamento esteja implantado da forma mais adequada e que se encontre disponível para a sua utilização. 5.3 QUANDO E COMO IMPLANTAR QUANDO - Antes de construir os edifícios; - Antes de entrar em novos locais; - Antes de modificar o volume de fabricação; - Antes ou durante mudanças de processos técnicos, novas máquinas e manutenções; - Antes ou durante mudança do tipo de artigos. COMO Tendo em conta o: - Volume de produção; - Processo de fabrico; - Tipo de artigo.
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    90 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES IMPLANTAÇÃO A situação relativa dos diversos elementos de um processo produtivo influencia a produtividade do mesmo, pois determina a extensão dos circuitos de transporte interno, a superfície ocupada, o plano necessário para a condução das instalações (de forma a possibilitar ou não a condução de várias máquinas) e os tempos mortos ente operações devido aos deslocamentos dos materiais. CONDIÇÕES PARA UMA BOA IMPLANTAÇÃO: - Ter uma lista do material disponível; - Ter um plano da área produtiva; - Fixar quais serão as entradas, as saídas, tanto do pessoal como do material ou do trabalho; - Prever quais serão os meios de transporte; - Conhecer as saídas e entradas de energia; - Controlar a carga exercida no solo (peso do material e das pessoas). Deve-se ainda conhecer a gama de montagem e a divisão do trabalho escolhido. Deve-se seleccionar o momento adequado para se realizar a implantação. Não se deve iniciar sem ter reunido todas as condições para uma boa implantação. 5.4. PRINCÍPIOS PARA UMA BOA IMPLANTAÇÃO CIRCULAÇÃO DOS MATERIAIS - O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível; - Não deixar o trabalho retroceder; - Os intervalos entre as máquinas devem permitir um trabalho cómodo (devem existir no mínimo 60 cm entre cada máquina e 120 cm para os corredores de circulação); - A alimentação e evacuação do trabalho devem-se efectuar o mais próximo possível das entradas e saídas de produção; - Os pontos de depósito do trabalho, devem existir em número suficiente e adaptados ao trabalho de cada um; - A manutenção das máquinas e da secção deve ser fácil; - Redução do número de manipulações; - Eliminação das dificuldades nos itinerários (dimensões das zonas de passagem,
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    91 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES portas de acesso e estado dos pavimentos). CIRCULAÇÃO DAS PESSOAS - Redução das distâncias em número e extensão; - Redução de perdas de tempo por esperas. CIRCULAÇÃO DO PESSOAL - Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos; - Redução da mão-de-obra dedicada a transportes internos. CONDIÇÕES DE TRABALHO - Aumento de segurança (isolamento de instalações que representam um perigo especial); - Atenção aos aspectos da higiene industrial (arejamento, iluminação). FACILIDADE DE MANUTENÇÃO - Devem existir condições para a reparação das instalações; - Facilidade nos acessos para a montagem e desmontagem. O modelo de implantação é muitas vezes definido em função da organização do trabalho adoptado ou das características do processo produtivo. O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível. Não deve haver retrocessos. As condições de trabalho devem ser as adequadas (posto de trabalho; iluminação; arejamento; pavimento; etc.). 5.5 ÁREAS DE IMPLANTAÇÃO Toda a implantação dever ser pensada numa perspectiva ergonómica para que o trabalho, o equipamento e a área estejam o mais possível adaptados ao homem. ÁREAS ACONSELHADAS NA CONFECÇÃO SECTOR DE CORTE 3 X área dos elementos fixos SECTOR DE COSTURA 4 a 6 metros quadrados por posto de trabalho SECTOR DE PRENSAS 3 X área dos elementos fixos DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO Área Corte + Área Costura + Área Prensas ARMAZÉNS Área do Departamento Produção
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    92 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES 5.6. TIPOS DE IMPLANTAÇÃO 5.6.1 DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO PRODUTIVO A. PROCESSO LINEAR Existe um circuito único percorrido sucessivamente por todos os produtos. B. PROCESSO CONVERGENTE As matérias-primas e os componentes de distintas procedências convergem numa linha final de produção ou montagem. C. PROCESSO CONVERGENTE – DIVERGENTE Um certo número de materiais e componentes convergem num produto intermédio que se diversifica nas distintas linhas de produtos acabados. Entrada SaídaOperação A Operação B Operação C Circuito do componente A Circuito do componente B Montagem Expedição Circuito de caixas Matérias-primas Produto A Produto B Produto C Processo divergente de fabricação Produto E Produto D Produto F Produto G
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    93 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES 5.6.2 DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ADOPTADA A - GRUPOS FUNCIONAIS Os postos de trabalho agrupam-se pela natureza da sua actividade. Este tipo de implantação é utilizado no caso de processos descontínuos. Resulta da Organização Tayloriana e agrupa as máquinas tecnicamente semelhantes ou dispondo das mesmas funções. Agrupa igualmente as máquinas segundo critérios de qualidade (precisão) ou capacidade. Regra geral encontramos a montagem separada da fabricação, a recepção das matérias-primas e dos produtos adquiridos ao exterior centralizados num único espaço (frequentemente justificado por um controlo de recepção). PRINCIPAIS VANTAGENS: - Agrupamento das Especialidades - o pessoal que trabalha num sector é especializado num determinado tipo de máquina podendo passar facilmente de uma máquina para a outra; - Flexibilidade - a implantação é independente das gamas de fabricação sendo, por isso, possível fabricar todo o tipo de produtos utilizando os meios disponíveis na oficina sem perturbar o fluxo. Matéria A Matéria B Matéria C Matéria D Produto intermédio Produto 1 Produto 2 Produto 3 Processo misto de fabricação Montagem Acabamento Corte
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    94 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Fluxos complexos - neste tipo de implantação os fluxos são complexos, com numerosos pontos de inversão e de acumulação. A implantação das máquinas não respeita a ordem das operações de uma gama forçando o produto a inverter o sentido de movimentação ao longo da linha para passar à operação seguinte; - Tempos de Produção - é a consequência lógica da complexidade dos fluxos que se transforma inevitavelmente em atrasos significativos na produção; - Volume de “em curso” e Tempo de Lote - A distância entre postos de trabalho que efectuam operações sucessivas na mesma peça torna necessária a fabricação por lotes, a fim de minimizar a frequência de transporte entre operações.Assim a fabricação por lotes implica prazos de produção e níveis de stocks intermédios elevados. B - LINHAS DE FABRICAÇÃO Os postos de trabalho dispõem-se de forma sucessiva na rigorosa ordem do processo de produção. As máquinas são colocadas em linha de acordo com a ordem da gama de fabricação. Encontramos este tipo de implantação principalmente em processos contínuos. PRINCIPAIS VANTAGENS: - Inexistência de pontos de inversão; - Fluxos mais fáceis de identificar. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Flexibilidade Limitada - sendo esta implantação orientada por produto ou família de produtos a sua flexibilidade é extremamente limitada. C - GRUPO, CÉLULA OU ILHA DE FABRICO Uma implementação em célula é constituída por pequenas oficinas de produção especializadas na realização integral de um conjunto de peças. Matérias-primas Montagem Produto acabado
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    95 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES PRINCIPAIS VANTAGENS: - Baixo volume “em curso” - esta implantação reduz consideravelmente os stocks intermédios e os prazos; - Rápida montagem da célula - uma célula de fabrico permite uma melhor adaptação da disposição das máquinas na mudança de artigo; - Aumento da diversidade de tarefas - o aumento da diversidade de tarefas ou máquinas a operar reduz a monotonia do trabalho. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Aumento da diversidade de tarefas - este tipo de implantação requer uma maior polivalência dos operários. O operário necessita de saber operar com todas as máquinas da célula de fabrico logo exige deste uma maior capacidade de aprendizagem e adaptação. D - PRODUÇÃO EM POSTO FIXO A Unidade a produzir é executada praticamente num único posto de trabalho (onde se efectua a maior parte das operações). A selecção do tipo de implantação depende da organização do trabalho adoptada e das características do processo produtivo. Podem ser organizados em: Grupos Funcionais; Linhas de Fabricação; Grupo, Célula ou Ilha de Fabrico; Produção em Posto Fixo. 5.7 CONCEPÇÃO DE UMA UNIDADE DE PRODUÇÃO A concepção de uma implantação correcta de um sistema de produção assenta nos seguintes princípios base: - Suprimir todos os movimentos que não acrescentem valor acrescentado ao produto; - O produto não deverá ser movimentado duas vezes sem que haja valor acrescentado entre os movimentos; - Uma boa implantação é aquela em que o encaminhamento ou fluxo dos produtos é evidente. Célula em U Célula em linha Armazém
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    96 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES 5.8 CASOS PRÁTICOS (EXEMPLOS) EXEMPLO I A - “LAYOUT” EXISTENTE
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    97 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES B - “LAYOUT” PROPOSTO
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    98 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES EXEMPLO II A - “LAYOUT” EXISTENTE FLUXO PRODUTIVO EXISTENTE PARA UMA SWEATSHIRT LEGENDA Máquinas existentes Sequência de operações A - Cortar colarete B - Corta e cose com vivo C - Piqueta D - Pregar gola/colarete E - Meter colarete F - Ponto preso G - Recobrimento de elástico H - Corta e cose I - Recobrimento J - Recobrimento de bainhas L - Mesa de remate 1 - Fazer carcela 2 - Pregar etiqueta 3 - Pregar encaixe na frente 4 - Recobrir encaixe 5 - Unir ombros 6 - Pregar mangas 7 - Recobrir 8 - Fazer bainha 9 - Fechar lados 10 - Fazer racha 11 - Pregar punho 12 - Pregar gola 13 - Pregar colarete 14 - Dar 1º pesponto na carcela 15 - Dar 2º pesponto na carcela 16 - Pespontar colarete 17 - Rematar peça L-17 H H H I-7 H-6 H-5 H-9 F-2/10 J-8 H-12 H-11 H-3/11 I-4 I H-9 H-15 F-16 F-1 A B C D E-13 F F-10 F F-1/14 G
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    99 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES B - “LAYOUT” PROPOSTO FLUXO PROPOSTO PARA A SWEATSHIRT - ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS MÁQUINAS LEGENDA Máquinas existentes Sequência de operações A - Cortar colarete B - Corta e cose com vivo C - Piqueta D - Pregar gola/colarete E - Meter colarete F - Ponto preso G - Recobrimento de elástico H - Corta e cose I - Recobrimento J - Recobrimento de bainhas L - Mesa de remate 1 - Fazer carcela 2 - Pregar etiqueta 3 - Pregar encaixe na frente 4 - Recobrir encaixe 5 - Unir ombros 6 - Pregar mangas 7 - Recobrir 8 - Fazer bainha 9 - Fechar lados 10 - Fazer racha 11 - Pregar punho 12 - Pregar gola 13 - Pregar colarete 14 - Dar 1º pesponto na carcela 15 - Dar 2º pesponto na carcela 16 - Pespontar colarete 17 - Rematar peça L-17 D H H-5 H-6 J-8 F-10 I H-11 F-14 C H F I H-9 G B H-15 F-16 A F-1 F-2 H-3 I-4/7 H-9 F-10 H-11 H-12 E-13
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    100 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Princípios de uma boa implantação: C1 C2 C3 C4 O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível. A alimentação do trabalho deve-se efectuar o mais longe possível das entradas e saídas de produção para não obstruir a passagem. O trabalho deve sempre retroceder. Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos. TOTAL Quando implantar? A1 A2 A3 A4 Depois de construir edifícios. Antes de entrar em novos locais. Mudanças de processos, novas máquinas e manutenções. Quando recebemos novas encomendas do mesmo artigo. TOTAL Condições para uma boa implantação: B1 B2 B3 B4 Fixar as entradas e saídas do material e do pessoal. Ter uma lista de material disponível. As saídas e entradas de energia não interessam. Ter o plano da área produtiva. TOTAL O que origina uma má implantação: D1 D2 D3 D4 Desperdício de espaço. Produzir para lotes. Elimina tempos mortos. Dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades. TOTAL
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    101 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOESTUDO DEIMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Quando implantar? A1 A2 A3 A4 Depois de construir edifícios. Antes de entrar em novos locais. Mudanças de processos, novas máquinas e manutenções. Quando recebemos novas encomendas do mesmo artigo. TOTAL Condições para uma boa implantação: B1 B2 B3 B4 Fixar as entradas e saídas do material e do pessoal. Ter uma lista de material disponível. As saídas e entradas de energia não interessam. Ter o plano da área produtiva. TOTAL Princípios de uma boa implantação: C1 C2 C3 C4 O fluxo de trabalho deve ser o mais curto possível. A alimentação do trabalho deve-se efectuar o mais longe possível das entradas e saídas de produção para não obstruir a passagem. O trabalho deve sempre retroceder. Eliminação de tempos perdidos em deslocamentos. TOTAL O que origina uma má implantação: D1 D2 D3 D4 Desperdício de espaço. Produzir para lotes. Elimina tempos mortos. Dificuldades em coordenar e acompanhar as actividades. TOTAL
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    102 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt ESTUDO DE IMPLANTESTUDODE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTESTUDO DE IMPLANTAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕESAÇÕES BIBLIOGRAFIA [1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989. [2] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis”. 2nd ed. New Jersey: Prentice-Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9. [3] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”. Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11-X. [4] LOPES, Carla - "Fazer da forma mais simples. Produtividade em confecção. Implementação de sistemas de resposta rápida do trabalho em grupo". Braga: Controconsul, 2003. [5] SANTOS, Gilda - "Organização da produção em confecção".V.N. Famalicão: CITEVE, 2002.
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    103 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO OBJECTIVOS 1. Indicar os vários sistemas de organização do trabalho. 2. Conhecer as características inerentes a cada sistema de organização. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 6.1 Tipologias de produção 104 6.1.1 Classificação em função da importância das séries de fabrico e da sua repetitividade 104 6.1.2 Classificação em função da organização do fluxo de produção 105 6.1.2.1 Produção contínua 105 6.1.2.2 Produção descontínua 106 6.1.2.3 Produção por projecto 106 6.1.3 Classificação em função do tipo de relacionamento com o cliente 107 6.1.3.1 Produção para stock 107 6.1.3.2 Produção por encomenda 107 6.2 Os diferentes sistemas de organização do trabalho 107 6.2.1 Posto autónomo 107 6.2.2 Grupo autónomo (célula de produção) 108 6.2.3 Grupo homogéneo 111 6.2.4 Linha de produção 113 6.2.5 Linha de produção com tapete rolante 115 6.2.6 Linha de produção com rampas 117 6.2.7 Linha de produção com lote progressivo 118 6.2.8 Transportador aéreo 120 6.2.9 Conclusão 121
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    104 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO 6.1 TIPOLOGIAS DE PRODUÇÃO Cada empresa é única pela sua organização e pela especificidade dos produtos que fabrica. Contudo, poderemos estabelecer uma classificação das empresas em função dos seguintes critérios: - Quantidades fabricadas e grau de repetitividade; - Organização dos fluxos de produção; - Relação com os clientes; - Tipologia da estrutura dos produtos; - Autonomia de concepção e de encomenda. É certo que estes critérios não são exaustivos, mas permitem definir com clareza o tipo de uma empresa. É fundamental uma classificação da tipologia de produção porque ela condiciona a escolha dos métodos de gestão da produção que forem mais adaptados. Portanto, esta análise é um prólogo, indispensável a qualquer projecto de instalação ou de reestruturação de uma gestão da produção. 6.1.1 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DA IMPORTÂNCIA DAS SÉRIES DE FABRICO E DA SUA REPETITIVIDADE A primeira diferença significativa entre as empresas respeita obviamente à tipologia das suas produções. De acordo com as quantidades lançadas em produção podemos ter: - Produção unitária; - Produção de pequenas séries; - Produção de médias séries; - Produção de grandes séries. De notar que os valores associados às noções de pequena, média e grande série são diferentes consoante o tipo de produto que está a ser fabricado.Como referência indicando a seguinte ordem de grandeza média: 100 unidades para as pequenas séries, 1000 unidades para as médias e as 100000 unidades para as grandes séries. Para cada uma destas quantidades os lançamentos em produção devem ser repetitivos ou não, facto que influenciará igualmente a tipologia da empresa. Podemos então estabelecer a seguinte matriz: Produções repetitivas Produções não repetitivas Produção unitária Motor de explosão Bombas para equipamento nuclear Trabalhos públicos Moldes para prensas Ferramentas Máquinas ferramentas Subcontratação Pré-séries Pequenas e médias séries
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    105 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO 6.1.2 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DO FLUXO DE PRODUÇÃO Distinguem-se três grandes tipos de produção, sendo no entanto possível encontrar muitos outros tipos intermédios: - Produção contínua; - Produção descontínua; - Produção por projecto. 6.1.2.1 PRODUÇÃO CONTÍNUA Considera-se uma produção contínua sempre que se tratam quantidades importantes de um dado produto ou de uma família de produtos. A implantação é feita em linha de produção. Dizemos então que estamos em presença de uma oficina de produção contínua que os anglo-saxónicos designam por “flow shop”. Neste tipo de produção, as máquinas ou as instalações estão dedicadas ao produto a fabricar o que, geralmente, não permite uma grande flexibilidade. Além disso, com o objectivo de evitar a criação do estrangulamento e de tomar mais fluido o escoamento dos produtos, o balanceamento da produção de cada uma das máquinas deve ser feito cuidadosamente. As indústrias petroquímicas e as cimenteiras são exemplos típicos deste tipo de empresas. Encontramos igualmente o mesmo tipo de organização na montagem de produtos fabricados em grandes séries, tais como a fabricação de rolamentos de série ou a fabricação e enchimento de bebidas. Regra geral, este tipo de produção é acompanhado por um grau avançado de automatização dos processos de produção bem como dos sistemas de movimentação. Esta automatização tornou-se evidente pela necessidade de se obter custos de produção Electrodomésticos Automóvel Jornais Artigos de moda Grandes séries Figura 1 - Produção contínua Produção Contínua
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    106 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO baixos, um nível de qualidade elevado e estável, de se evitar grandes quantidades dos em curso de fabricação e de contribuir para uma rápida circulação dos produtos entre postos de trabalho e na fábrica. A automatização tem, por consequência, a obrigação de recorrer à manutenção preventiva das máquinas sob pena de arriscar a paragem total da fábrica. 6.1.2.2 PRODUÇÃO DESCONTÍNUA Considera-se uma produção descontínua quanto se tratam quantidades relativamente pequenas de vários produtos diferentes, utilizando um parque de máquinas consideradas universais. A implantação das máquinas é realizada por oficinas funcionais que agrupam máquinas em função do tipo de tarefas que executam (preparação, acabamento, etc.). O fluxo de produtos é função do encadeamento das tarefas a realizar.Diz-se que estamos em presença de uma oficina de processos que os anglo-saxónicos designam por “ Job shop”. Neste tipo de produção as máquinas e respectivas instalações têm capacidade para realizar um grande número de operações não sendo exclusivas de um só produto, o que lhes confere uma grande flexibilidade. Mas, por outro lado, é muito difícil equilibrar as tarefas numa produção descontínua, o que gera elevados níveis de stocks e de em curso de fabricação. São empresas deste tipo as indústrias metalomecânica e as de confecção. 6.1.2.3 PRODUÇÃO POR PROJECTO Numa tipologia de produção por projecto, o produto é único; é o caso, por exemplo, dos Jogos Olímpicos ou da construção de uma barragem. Daí resulta, então, um processo de produção único e não renovável.O princípio de uma produção por projecto é, portanto, encadear todas as operações que conduzem ao termo do projecto, minimizando os tempos mortos para que o produto seja entregue dentro do prazo estabelecido. Neste tipo de produção não se pode estabilizar de uma maneira formal uma produção. Portanto, a organização deve sempre contar com as numerosas e importantes Figura 2- Produção descontínua Montagem Acabamento Corte
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    107 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO perturbações exteriores para conseguir as alterações necessárias. 6.1.3 CLASSIFICAÇÃO EM FUNÇÃO DO TIPO DE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE Na classificação conforme a relação com o cliente, distinguem-se dois tipos de produção: - Produção para stock; - Produção por encomenda. 6.1.3.1 PRODUÇÃO PARA STOCK Este tipo de produção guarda para stock os produtos acabados: - Quando o tempo de fabrico é superior ao prazo de entrega pedido ou aceite pelo cliente; daí a necessidade de produzir antecipadamente para satisfazer o cliente, apoiando-se sobre previsões; - Para produzir em grande quantidade e diminuir os custos. 6.1.3.2 PRODUÇÃO POR ENCOMENDA A produção por encomenda apenas é obrigatória se tiver por parte do cliente um firme compromisso. Evitamos assim (excepto se houver anulação) a stockagem de produtos acabados, sendo este tipo de produção preferível ao tipo de produção para stock, porque ele conduz a uma diminuição dos stocks, logo dos custos financeiros. Assim teremos todo o interesse em escolher este tipo de produção sempre que for possível. 6.2 OS DIFERENTES SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 6.2.1 POSTO AUTÓNOMO Método tradicional em que o operador produz uma peça de vestuário na sua totalidade. Trata-se de um sistema geralmente utilizado pelo gabinete de estudos para preparação de colecções. Figura 3- Posto Autónomo Ferro de vapor Manequim Porta bobinas Posto de costura Mesa de depósito da matéria
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    108 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO PRINCIPAIS VANTAGENS: - Possibilidade do operador colaborar estreitamente com a modelista e sugerir modificações benéficas; - Possibilidade de fabricar todos os modelos, sem qualquer equilibragem, sem novas implantações; - Possibilidade de abandonar provisoriamente a fabricação do modelo, para confeccionar um outro mais urgente, existindo portanto uma grande flexibilidade do trabalho; - Tempo de fabricação curto; - Fácil supervisão. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Necessidade de operadores muito experientes; - Necessidade de conhecer o funcionamento e regras de vários tipos de máquinas e acessórios; - Baixa produtividade; - Custos excessivos; - O absentismo é muito notado. 6.2.2 GRUPO AUTÓNOMO (CÉLULA DE PRODUÇÃO) Este sistema foi desenvolvido para permitir resposta rápida a mudanças no mercado e aos gostos individualizados dos clientes, permitindo um elevado grau de diversificação da produção. Um dos aspectos mais importantes neste sistema é o conceito de “fluxo contínuo” de peças individualizadas (lote unitário) envolvendo uma equipa de operadores multifuncionais a trabalhar em equilíbrio. Os membros da equipa tomam conta de várias operações e de várias máquinas, partilhando certas funções uns com os outros a fim de equilibrarem a linha (sobreposição). Este aspecto da sobreposição de postos de trabalho e de entre ajuda é fundamental para manter o equilíbrio da linha, funcionando como sistema de transporte, uma vez que é nestes pontos que a peça passa das mãos de um operador para o operador seguinte. Assim os operadores trabalham em pé em vez de sentados como nos sistemas convencionais. CARACTERÍSTICAS: - O grupo deve ser constituído por 4 a 10 pessoas no máximo (dependendo do tipo de artigo); - Não há chefe mas sim um líder que assegura a coordenação do trabalho;
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    109 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO - Os operadores são agrupados de preferência por afinidade, a fim de constituir grupos homogéneos e solidários; - O grupo deve conter 1 a 2 polivalentes de reserva como forma de combater o absentismo; - É necessário dispor o material de modo a minimizar a energia e o tempo despendidos nas operações de transporte. Geralmente realiza-se uma implantação em “U” ou em “V”; - Dispõe de uma grande flexibilidade; - O grupo gere o avanço e a repartição das tarefas; - O grupo assegura: · uma produção de qualidade; · os objectivos de rendimento; · a carga de trabalho; · a manutenção do material. - Deve-se criar um painel onde se afixam diariamente os dados da produtividade do grupo, de forma a controlar e a desenvolver uma consciência colectiva do desempenho do grupo de trabalho. Exemplo de célula de produção (ou grupo) em U (produção de camisete)
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    110 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO PRINCIPAIS VANTAGENS: - Humanização do trabalho; - Rotação de tarefas; - Sentido de responsabilidade de cada um no seio do grupo; - Espírito de equipa; - Interesse pelo trabalho, participação de cada uma nas decisões; - Mobilidade e flexibilidade dos grupos o que confere melhor adaptação à passagem de séries muito curtas; - Possibilidade de manter uma qualidade elevada (auto-controlo); - Redução do pessoal indirecto; - Elevada produtividade (devido a diminuição do tempo de espera da peça de operação para operação); - Mesmo que o produto produzido mude consideravelmente não há quebras de produtividade; - Excelente para produções de pequenas séries; -Tempo do produto em curso de fabricação muito curto, ( as peças podem ser entregues ao cliente 2 ou 3 horas depois da ordem de encomenda); - Melhoria na qualidade dos produtos ( evita-se perigos de mistura de cores, pois cada produto é confeccionado individualmente). PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Necessidade de muitas máquinas semelhantes para os vários grupos; LEGENDA: 1 - m/c bordar 2 - m/c 2 ag. p/p. alim. sup/inf. 3 - m/c 1 ag. p/p. alim. sup/inf. 4 - m/c 2 ag. p/p. alim. sup/inf. 5 - m/c 1 ag. p/p. 6 - m/c 2 ag. c/c. 7 - m/c 2 ag. c/c. 8 - m/c 2 ag. c/c. 9 - ferro 10 - prensa 11 - m/c 1 ag. p/p 12 - m/c 1 ag. c/c 13 - m/c 1 ag. c/c 14 - m/c 1 ag. p/p 15 - m/c 1 ag. p/p 16 - m/c base cil. c/p 17 - m/c 1 ag. p/p 19 - revista - 1 5 - operadores de pé com posto de trabalho com sobreposição - entrada das partes A - frente B - costas C - punhos D - mangas E - emenda da manga F - colarinho e entretela G - emenda do peito H - peça acabada - setas azuis - trajecto das partes das peças Figura 4 - Grupo autónomo (célula de produção)
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    111 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO - Pouca eficácia para as grandes séries; - Elevados deslocamentos dos operadores; - Necessidade de mais espaço para os grupos de máquinas; - Necessidade de pessoal mais qualificado; - Só se conseguem produções equilibradas quando há cooperação entre operadores. 6.2.3 GRUPO HOMOGÉNEO O sector de produção é dividido em grupos, normalmente por tipo de máquinas (de orlar, de ponto preso, etc) ou de operações. Um determinado número de peças é agrupado num lote. O operador recebe, por exemplo, um lote de 30 elementos; assim que termina a operação relativa a esse lote, passa-o para o posto seguinte e inicia um novo lote. Este sistema obriga à utilização de sistemas de alimentação, como por exemplo, carros de transporte. A equilibragem é efectuada segundo as necessidades de cada grupo. O chefe do sector coordena o avanço do trabalho entre os grupos de modo a assegurar uma certa sincronização. CARACTERÍSTICAS: - Os postos de trabalho são agrupados por tipo de máquinas; Exemplo: - Grupo de montagem máquinas de corte e cose - Grupo de montagem máquinas de ponto preso - Grupo de passagem a ferro - Grupo de acabamento - A progressão dos produtos é assegurada pelas distribuidoras ou por um sistema mecanizado; - Os elementos de um grupo asseguram a totalidade dos trabalhos correspondentes às máquinas desse grupo; - Os operadores são independentes uns dos outros, cada grupo é independente e dirigido por um chefe; - O tempo de transporte dos lotes é normalmente mais elevado do que nos outros sistemas de trabalho.
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    112 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO PRINCIPAIS VANTAGENS: - Implantação adaptável a praticamente todos os modelos; Figura 5- Grupo homogéneo
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    113 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO - Pequena área para implantação dos postos e elevada taxa de utilização do material; - Custos relativamente baixos; - Possibilidade de altos rendimentos encorajados por prémios; - O operador tem à sua disposição um grande número de peças, assim não tem esperas improdutivas; - Possibilidade de passagem de peças urgentes sem provocar muito atraso. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Trabalho em curso importante devido à quantidade de peças por lote; - A independência entre os postos de trabalho exclui o decorrer sucessivo das operações, sendo necessário empregar distribuidores; - Impossibilidade de equilibrar convenientemente os postos no interior do grupo; - Risco de troca de peças e de tamanhos existindo dificuldade no controlo de produção; - Necessidade de utilizar numerosas mesas para receber os lotes terminados que vão sendo redistribuídos aos outros grupos; - Tempos longos de trabalho em curso; - Prazos de entrega pouco precisos devido ao rendimento variável dos operadores. 6.2.4. LINHA DE PRODUÇÃO As operações de um artigo são divididas ao máximo e executadas sucessivamente, segundo uma ordem cronológica rigorosa, que tem por objectivo evitar o retorno do trabalho. CARACTERÍSTICAS: As máquinas estão dispostas segundo a ordem cronológica da gama de fabricação do artigo. As peças circulam entre os postos, por exemplo em caixas deslizantes nas mesas, por gravidade ou por tapetes rolantes. A preparação e montagem das peças de vestuário obriga a que o operador tenha de abrir e fechar o lote com que vai trabalhar. Este método de trabalho pode ter um avanço de peças por posto (em curso) que permite ao operador uma certa independência de cadência da linha. Os operadores são dependentes uns dos outros, daí o nome “cadeia”, normalmente empregue para designar o trabalho em linha. Este sistema é muito rígido devido à necessidade de dividir a montagem da peça em operações que requeiram o mesmo tempo de execução. Sempre que se verifique uma mudança de produto aparecem dificuldades dado que a totalidade ou parte da linha tem de ser rapidamente modificada. A ocorrência de problemas numa operação pode atrasar
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    114 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO as operações seguintes e a eficiência do sistema. Transportadores de rolos Lançamento Tapete Rolante Controlo Tapete de evacuação
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    115 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO PRINCIPAIS VANTAGENS: - Fluxo lógico das operações sem retrocessos; - Rendimento regular da produção; - Especialização do pessoal e rápida formação; - Tempo em curso de fabricação curto; - Controlo fácil do avanço do trabalho sendo a mistura das peças quase inexistente; - Redução do pessoal de distribuição, os operadores fazem fluir o trabalho de posto em posto. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Equilibragem muito trabalhosa; - A eficiência do sistema diminui consideravelmente à medida que aumenta o nº de operações; - Obrigação de respeitar o processo técnico; - Rigidez da produção; - Desorganização da linha pelo absentismo, daí a necessidade de operadores polivalentes; - Desinteresse pelo trabalho (devido ao facto de realizarem sempre a mesma operação) faz aumentar o absentismo; - Superfície de implantação importante provocada pela disposição da linha - é necessária uma maior supervisão pele chefe de equipa. 6.2.5 LINHA DE PRODUÇÃO COM TAPETE ROLANTE Neste sistema as caixas com os lotes passam de um posto a outro deslocando-se num tapete rolante. Figura 6- Mesas de circulação
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    116 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO Figura 7- Linha de produção com tapete rolante
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    117 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO FUNCIONAMENTO E CADÊNCIA DO TAPETE: - Avanço em contínuo ou por “soluços regulares”- a velocidade do tapete rolante é estabelecida em função da cadência imposta às operadoras, que corresponde ao tempo de trabalho da operadora mais sobrecarregada ou a menos rápida ( o que significa que as operadoras mais rápidas ou menos carregadas, têm obrigatoriamente esperas improdutivas). - Avanço comandado por uma operadora central e retorno de cada caixa à origem. Cada caixa é enviada posto a posto e retorna à operadora central após a execução da operação no posto determinado. De seguida é enviada para o posto onde será realizada a operação seguinte. PRINCIPAIS VANTAGENS: - Produção diária regular; - Trabalho em curso reduzido; - Fluxo lógico das operações sem retrocessos; - Superfícies de implantação pouco importante; - Controlo facilitado por paragens do tapete ou por deslocamento ao “ralenti”do tapete; - Redução ao mínimo do pessoal de distribuição. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Rigidez da produção; - Dificuldade para a operadora quando se atrasa; - Dificuldade na atribuição de prémios à peça; - Tempos improdutivos provocados por esperas; - Necessidade de um local com disposição no sentido do comprimento; - Rigidez de implantação, tapete praticamente inamovível; - Absentismo muito notado; - Vulnerabilidade aos acidentes mecânicos (por exemplo, troca da correia transportadora). 6.2.6 LINHA DE PRODUÇÃO COM RAMPAS Este sistema embora tenha sido utilizado com sucesso no passado, na produção de grande série, é pouco comum actualmente.
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    118 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO As partes das peças são passadas de um operador para outro através de canais em forma de rampa, onde se junta um pequeno inventário que, se for bem controlado, não aumenta significativamente o tempo em curso de fabricação da peça. Com bom controlo, a utilização da mão-de-obra é boa, mas os inventários são pequenos, sendo em partes individuais em vez de lotes e os atrasos tendem a ser cumulativos. 6.2.7 LINHA DE PRODUÇÃO COM LOTE PROGRESSIVO Neste sistema as operações são implantadas em sequência com um “reservatório de trabalho em curso ou produto em processo à espera” para cada uma delas. 1 2 Legenda: 1 - operador da máquina 2 - rampa Figura 8- Linha de produção com rampas
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    119 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO Figura 9- Linha de produção com lote progressivo Aprovisionamento Produtos acabados
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    120 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO Cada operador trabalha à sua própria cadência, retirando novos lotes de trabalho em curso, à espera nos reservatórios, e ocasionalmente transferem-se operadores de umas operações para outras, de forma a equilibrar o fluxo do trabalho. A utilização dos operadores é muito elevada, sendo mais difícil combater o absentismo neste sistema do que nos outros sistemas em linha anteriormente discutidos. Devido ao facto de os operadores se habituarem a uma alimentação constante de trabalho, os incentivos individuais são muito importantes. 6.2.8 TRANSPORTADOR AÉREO Com este sistema, as peças podem circular de posto para posto ou serem dirigidas somente a certos postos. CARACTERÍSTICAS: O sistema é constituído por linhas principais e por meio delas são encaminhadas os artigos a trabalhar. Estas linhas principais são suportadas por dispositivos fixos no tecto ou no solo. Cada linha principal deriva em linhas secundárias. Existem tantas linhas secundárias quantos os postos de trabalho. PROGRAMAÇÃO DO TRABALHO: 1- Pela controladora que envia as peças que vêm do corte, pelos respectivos postos. 2- Pela operadora que após executar o seu trabalho o dirige a outro posto. PRINCIPAIS VANTAGENS: - Alimentação automática de posto à posto, quer seja próximo ou distante; - Tempos de alimentação consideravelmente reduzidos; - A apresentação das peças nos ganchos do transportador poderá permitir efectuar o trabalho sem as retirar deste. Isto não significa que não possa ser retirado se for preciso; Figura 10- Transportador aéreo
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    121 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO - Possibilidade de fazer vários modelos de cada vez, por simples programação dos circuitos; - Ganhos de tempo; - A operadora não tem que fazer circular o trabalho para o posto seguinte dado que a simples manipulação num botão da máquina é suficiente para a saída; - Fácil controlo de cargas, desde a programação até ao posto de lançamento; - Não há necessidade de distribuidoras; - O absentismo é pouco notado. PRINCIPAIS INCONVENIENTES: - Vulnerabilidade aos acidentes mecânicos e eléctricos; - Instalação dispendiosa; - Rigidez de implantação; - Necessidade de uma equipa de técnicos para assegurar o bom funcionamento do dispositivo. 6.2.9 CONCLUSÃO A escolha do sistema de trabalho no local de costura é um assunto que não pode ser decidido com base em elementos de avaliação de tipo teórico, mas sim, tendo em conta factores concretos, harmonizados num conjunto organizativo que só pode realizar quem estiver suficientemente preparado para isso. Do nosso comentário emergem, de forma bastante evidente, as razões orientadoras. Cremos, de qualquer maneira, poder afirmar o seguinte: “ FUNDAMENTAL E DETERMINANTE PARA QUALQUER SISTEMA QUE SE DESEJE IMPLANTAR, É A BOA ORGANIZAÇÃO DE BASE. ” Entendemos com esta definição o seguinte: - Colecção bem concebida; - Venda bem organizada; - Compra bem articulada e controlada; - Programação realista; - Ciclos baseados em análises cronométricas e dinâmicas, cientificamente executadas; - Bom ambiente humano. Com uma tal situação ideal, a escolha do sistema de trabalho torna-se mais fácil, sem qualquer dúvida, e a sua aplicação menos dispendiosa. Concluímos então que, quando não se pode contar com uma boa organização de base, não existe sistema de trabalho que funcione.
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    122 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Vantagens do transporte aéreo: C1 C2 C3 C4 Rigidez de implantação. Possibilidade de fazer vários modelos ao mesmo tempo. Custos de investimento relativamente baixos. Alimentação automática de posto a posto. TOTAL Características das células de produção: A1 A2 A3 A4 Resposta rápida. Formação de lotes. Operários especializados numa só operação. Máquinas dispostas em forma de U ou V. TOTAL Inconvenientes da linha de produção: B1 B2 B3 B4 Fluxo das operações sem retrocesso. Redução do pessoal de distribuição. Os operadores dependem uns dos outros. Monotonia devido a repetição do trabalho. TOTAL Características do Grupo homogéneo: D1 D2 D3 D4 Os operadores são independentes uns dos outros. Implantação adaptável a praticamente todos os modelos. Não há formação de lotes. Postos de trabalho são agrupados por tipo de artigo. TOTAL
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    123 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOSISTEMAS DEORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Características das células de produção: A1 A2 A3 A4 Resposta rápida. Formação de lotes. Operários especializados numa só operação. Máquinas dispostas em forma de U ou V. TOTAL Inconvenientes da linha de produção: B1 B2 B3 B4 Fluxo das operações sem retrocesso. Redução do pessoal de distribuição. Os operadores dependem uns dos outros. Monotonia devido a repetição do trabalho. TOTAL Vantagens do transporte aéreo: C1 C2 C3 C4 Rigidez de implantação. Possibilidade de fazer vários modelos ao mesmo tempo. Custos de investimento relativamente baixos. Alimentação automática de posto a posto. TOTAL Características do Grupo homogéneo: D1 D2 D3 D4 Os operadores são independentes uns dos outros. Implantação adaptável a praticamente todos os modelos. Não há formação de lotes. Postos de trabalho são agrupados por tipo de artigo. TOTAL
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    124 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt SISTEMAS DE ORSISTEMASDE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORSISTEMAS DE ORGGGGGANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHOANIZAÇÃO DO TRABALHO BIBLIOGRAFIA [1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989. [2] COURTOIS, Alain; PILLET, M.; MARTIN, C. - “Gestão da produção”. Edições Técnicas Lidel, 1991. [3] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel Manufacturing: sewn product analysis”. 2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9. [4] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”. Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11-X. [5] LOPES, Carla - “Fazer da forma mais simples. Produtividade em confecção. Implementação de Sistemas de Resposta Rápida do Trabalho em Grupo”. Braga: Controconsul, 2003. [6] MENDONÇA, Artur - “Organização da produção em confecção têxtil”. Porto: Publindústria, Edições Técnicas, 2000. ISBN 972-95794-6-6. [7] SANTOS, Gilda - “Organização da produção na confecção”. V.N. Famalicão: CITEVE, 2002.
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    125 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO OBJECTIVOS 1.Conhecer o conceito de equilibragem nas linhas de produção. 2. Compreender os métodos de realização de uma equilibragem (determinação dos equipamentos, cargas de trabalho e sua distribuição). CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 7.1 Introdução 126 7.2 Generalidades 126 7.2.1 Processo operatório e tempos de operação 126 7.2.2 Tempo de produção, rendimento e absentismo 127 7.2.3 Planeamento de produção 128 7.2.4 Equilibragem e base de fragmentação 129 7.2.5 Determinação do parque de máquinas 130 7.3 Aplicações dos conceitos a um caso genérico 131 7.3.1 Elaboração do Mapa de Planeamento 131 7.3.2 Equilibragem da linha de produção 133 7.3.2.1 Determinação da base de fragmentação 134 7.3.2.2 Equilibragem 134 7.3.3 Determinação do parque de máquinas 137 7.4 Aplicação dos conceitos a um produto: camisa clássica de homem 138 7.4.1 Processo operatório do modelo 1001 138 7.4.2 Determinação do número de operários 139 7.4.3 Determinação da base de fragmentação 140 7.4.4 Equilibragem da linha 140 7.4.5 Determinação do número de máquinas 142 7.5 Conclusão 144
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    126 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.1 INTRODUÇÃO OSector Têxtil e do Vestuário (STV), tem atravessado no últimos anos um processo de restruturação significativo. Foram várias as áreas atingidas por este processo de organização tão profundo, passando pela produção, pelos recursos humanos, através de planos integrados de formação profissional, pelas finanças, pelo desenvolvimento e pesquisa de novos mercados, culminando no desejado aumento de competitividade das empresas do STV. De um modo geral, o Planeamento e a Organização da Produção assumem um papel de capital importância na obtenção de níveis de produtividade capazes de assegurarem uma competitividade eficaz das empresas, sendo este aspecto muito relevante nas empresas de confecção. Sendo a produtividade uma relação entre a produção obtida e os meios utilizados, interessa distinguir Produtividade dos Recursos Humanos, da Produtividade dos Recursos Técnicos e Materiais. No entanto, a sua análise deve ser feita de um modo global, interessando para aumentar a produtividade, aumentar a quantidade produzida com os mesmos meios, ou produzir o mesmo com a utilização de menos recursos, independentemente de se estar a falar de Produtividade de Mão-de-obra ou de Produtividade de Recursos Materiais e Técnicos. Neste capítulo, a análise será feita tendo como fulcro a produtividade de mão-de-obra, sendo objectivo fundamental a redução ao mínimo dos tempos mortos de produção, produzindo assim mais, melhor e com os mesmos recursos humanos. Será definida uma situação sobre a qual se irá concentrar todo este capítulo, podendo extrapolar-se para outras situações. 7.2 GENERALIDADES 7.2.1 PROCESSO OPERATÓRIO ETEMPOS DE OPERAÇÃO Em confecção, tal como em outras Indústrias Transformadoras, a obtenção de um produto exige a realização de um conjunto de operações, que devem ser seguidas numa determinada ordem cronológica, processo operatório, havendo certas operações que não poderão ser realizadas sem que outras o tenham sido. No entanto, existe alguma liberdade para definir vários processos operatórios, desde que sejam essas restrições de produção. A cada operação está associado um Tempo de realização, não havendo por isso operações fáceis ou difíceis: existem sim operações que demoram mais tempo a realizar- Quantidade Produzida Recursos Utilizados Produtividade =
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    127 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO sedo que outras. O tempo de realização das operações em confecção, expressa-se normalmente emCMN (centiminutos), podendo encontrar-se outras unidades de medir o tempo (DMH, centimilésimo da hora). A que irá ser adoptada nos casos apresentados é o CMN. 1minuto= 100 CMN Processo operatório – é o conjunto de operações necessárias à realização de um produto definidas por ordem cronológica. O tempo de realização das operações expressa-se emCMN (centiminutos). 7.2.2TEMPO DE PRODUÇÃO, RENDIMENTO E ABSENTISMO Cada operário, durante a sua permanência na Empresa efectua paragens no decorrer do seu trabalho, umas devido a cansaço, outras por necessidades fisiológicas e administrativas, e outras por razões externas (falhas dos equipamentos ou dos processos que levam a um fluxo de trabalho interrompido). Assim sendo, é necessário quantificar qual o tempo realmente produtivo, Tempo de Produção, definindo-se para tal o rendimento como: Sendo uma empresa de confecção composta por diferentes operários com capacidades próprias, parece evidente que os Rendimentos poderão também eles serem diferentes. Deste modo, deve-se distinguir o Rendimento Individual de um operário do Rendimento de um Grupo de trabalho. Tempo de Produção Tempo de Presença/dia Rendimento (%) = x 100 Tempo Produção = Quantidade Produzida x Tempo da Operação Tempo de Produção Grupo Tempo de Presença/dia x Nº de operários Rendimento Grupo (%) = x 100 Tempo Individual Produção Tempo de Presença/dia Rendimento Individual (%) = x 100
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    128 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO O absentismoé a ausência do posto de trabalho, quer seja por greve, doença ou outro motivo. A percentagem de absentismo para um período de tempo (mês ou ano) deve ser sempre determinada, pois o número de operários que de facto estão, em média, presentes efectivamente na linha de produção, não corresponde ao número total de operários. 7.2.3. PLANEAMENTO DE PRODUÇÃO Uma empresa de confecção tem de cumprir um caderno de encomendas de diferentes produtos, dentro de um período definido, tanto mais que como se sabe, os produtos variam de Estação para Estação, num período de 6 meses, não podendo adiar-se para além de certos limites, o prazo de concretização dessas encomendas. Cabe ao planeamento distribuir as Notas de Encomenda pelas diferentes Linhas ou Secções ao longo do período considerado, de modo a cumprir os prazos de entrega e respeitando as capacidades de produção de cada Linha ou Secção. Para que seja possível elaborar um Planeamento de Produção Real teremos que conhecer, para um determinado período de tempo: - A Quantidade de peças a fabricar por modelo; - O Tempo utilizado na confecção de uma peça de cada modelo; - A Capacidade diária de produção. Posteriormente, as encomendas relativas aos diferentes modelos em carteira deverão ser distribuídas num diagrama de barras - Diagrama de Gantt - pelo período de tempo definido (normalmente o dia). Este trabalho poderá se efectuado manualmente ou recorrendo a diferentes soluções informáticas disponíveis no mercado. Nº dias de ausência oper. no mês Nº dias trabalho mês x Nº operários Taxa de Absentismo = x 100 Tempo Gasto realização Encomenda Capacidade diária de Produção Nº dias de Produção = Tempo Gasto = Quantidade x Tempo de cada Artigo Capac. Diária Prod. = Tempo Presença Efectivo x Nº Operários
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    129 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Arealização do Planeamento é necessário e obrigatório para se cumprir os planos de produção definidos e para se respeitar os prazos de entrega. 7.2.4 EQUILIBRAGEM E BASE DE FRAGMENTAÇÃO A equilibragem tem como objectivos: - Para um tempo de produção, procurar determinar o número mínimo de postos de trabalho; - Para um número de postos de trabalho, procurar minimizar o tempo de ciclo (minimizar o tempo de produção). Em ambos os casos efectua a distribuição das operações / carga de trabalho por cada posto de trabalho. Como foi visto anteriormente, a cada operação corresponde um determinado Tempo, o que faz com que as diferentes operárias não executem o mesmo número de peças em operações diferentes. Devem sim, ter o mesmo Tempo de Produção. Importa pois dividir ou distribuir as diferentes tarefas (Operações) de modo a não sobrecarregar nenhuma das operárias. Ao elemento de divisão do trabalho pelos operários, dá-se o nome de Base de Fragmentação. Esta poderá ser determinada de várias formas, consoante estejamos a considerar um planeamento de uma linha ou sector já existente, ou estejamos a considerar uma situação virtual. Ou então, Na Equilibragem, a Base de Fragmentação (B.F) vai ser o elemento fundamental de trabalho. Como a atribuição das cargas às operárias se faz tendo em conta a comparação entre o tempo unitário de cada operação e a B.F., interessa dar uma certa tolerância para permitir que tempos unitários próximos da B.F. possam ser tratados como se Tempo do Produto Nº Operários Base de Fragmentação = (CMN) Tempo de Presença Efectivo Quantidade Produzida/dia Base de Fragmentação = (CMN) Tempo Presença Efectivo = Tempo Presença/dia x Rendimento
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    130 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO apresentassem essevalor. Tolerância permitida: 5%. A Equilibragem, também designada por “sincronização” ou “balanceamento”, consiste na distribuição do trabalho de um modo equitativo pelos diferentes operários, tendo como elemento comparativo a B.F., assegurando o fluxo do trabalho ao longo da linha. Pode-se dizer também que equilibrar é nivelar, com relação a tempos, uma linha de produção ou montagem, dando a mesma carga de trabalho às pessoas ou máquinas. A equilibragem anula os “gargalos” de produção proporcionando o máximo de produtividade e eficiência, eliminando as “esperas” e mantendo o ritmo de trabalho do conjunto. É comum fazerem-se algumas recomendações de modo a obterem-se melhores resultados: - Ter em conta as aptidões específicas e as características de cada operária; - Não sobrecarregar os postos do início da linha; - Dar apenas um elemento de fabricação a cada posto, ou então elementos de fabricação compatíveis. Com a equilibragem distribui-se as operações por todas as operárias sem sobrecarregar nenhuma destas. Ao eliminar os postos de estrangulamento obtém-se o máximo de produtividade e eficiência. 7.2.5. DETERMINAÇÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS Numa linha de confecção, existe uma variedade de equipamentos com funções muito específicas, capazes de assegurarem a realização de um conjunto de operações com características comuns. Pode atribuir-se como função da Organização da Produção, a determinação do número de máquinas diferentes para a realização de um determinado produto, tendo em conta o Processo Operatório do mesmo. Base Máxima = B.F. x (1 + 0.05) Base Mínima = B.F. x (1 - 0.05)
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    131 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Nota: Tantoa B.F como o Parque de Máquinas, podem ser determinados de outras formas, obtendo contudo resultados coincidentes. 7.3 APLICAÇÃO DOS CONCEITOS A UM CASO GENÉRICO 7.3.1 ELABORAÇÃO DO MAPA DE PLANEAMENTO A empresa ROUPA, S.A. fabrica 12 modelos de um determinado produto, todos com tempos de produção distintos. A empresa possui em carteira as seguintes Notas de Encomenda, para as quais tem que efectuar o respectivo planeamento. Considerando que a empresa dispõe de 40 operários, com um tempo de presença diário de 46000 CMN, correspondente às 8horas de trabalho menos 20 minutos de intervalo. Com uma taxa média de absentismo de 10%, a empresa terá disponíveis diariamente: Número de operários presentes = 40 x (1-0.1) = 36 Operários Se o rendimento médio do grupo for de 90%, a sua capacidade de produção diária será: Capacidade diária produção = 46000 X 0.9 X 36 = 1 490 400 CMN Tempo de ocupação da máquina Base de Fragmentação Nº Máquinas = NE001 TS001 700 3250 2275000 NE001 TS002 800 2800 2240000 NE002 TS003 1200 3100 3720000 NE003 TS004 2500 3000 7500000 NE004 TS002 400 2800 1120000 NE005 TS005 350 2400 840000 NE007 TS0 200 3080 616000 NE007 TS007 1300 3050 3965000 TOTAL: 27 021 000 CMN Tempo total (CMN) Tempo prod. (CMN) QuantidadeModeloEncomenda NE005 TS006 900 2900 2610000 NE006 TS007 700 3050 2135000
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    132 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Assim, onúmero de dias necessários para produzir as encomendas são: Número de dias de produção = 27 021 000/1 490 400 = 18.13 dias Se efectuarmos o cálculo do tempo necessário para a produção de cada uma das encomendas, de modo a desenvolver o Mapa de Planeamento, obtemos: Encomenda NE001 – Modelo TS001 Número dias produção = 700x3250/1490400 = 1.5 dias Encomenda NE001 – Modelo TS002 Número dias produção = 800x2800/1490400 = 1.5 dias Encomenda NE002 – Modelo TS003 Número dias produção = 1200x3100/1490400 = 2.5 dias Encomenda NE003 – Modelo TS004 Número dias produção = 2500x3000/1490400 = 5 dias Encomenda NE004 – Modelo TS002 Número dias produção = 400x2800/1490400 = 0.75 dias Encomenda NE005 – Modelo TS005 Número dias produção = 350x2400/1490400 = 0.6 dias Encomenda NE005 – Modelo TS006 Número dias produção = 900x2900/1490400 = 1.75 dias Encomenda NE006 – Modelo TS007 Número dias produção = 700x3050/1490400 = 1.5 dias Encomenda NE007 – Modelo TS008 Número dias produção = 200x3080/1490400 = 0.4 dias Encomenda NE007 – Modelo TS007 Número dias produção = 1300x3050/1490400 = 2.7 dias Como as encomendas NE001 e NE004 dizem respeito à produção do mesmo modelo (TS002), se tal for possível, será conveniente juntar as duas encomendas (800+400=1200 peças) e efectuar a sua produção numa Nota de Encomenda única. Desta forma, a rentabilidade do trabalho seria maior. Situação idêntica deverá ser aplicada à produção do modelo TS007, previsto para as Notas de Encomenda NE006 e NE007, obtendo-se um total de 2000 peças (700+1300). Assim, o total de dias gastos na realização das encomendas foi de 18.5 dias, pelo que se pode construir o plano de trabalho, elaborando um diagrama de Gantt para o período considerado.
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    133 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.3.2.EQUILIBRAGEM DA LINHA DE PRODUÇÃO Em confecção, muitas operações em artigos ou modelos diferentes, são no seu essencial idênticas, apresentando tempos de realização bastante próximos (principalmente no caso de modelos diferentes para o mesmo artigo). Deste modo, na distribuição das operações e respectivas quantidades pelas diferentes operárias – EQUILIBRAGEM DA LINHA - somente as operações muito díspares são redistribuídas pelo grupo de trabalho, nomeadamente pelos que ficaram libertos das tarefas anteriores. Considerando a encomenda das 1200 peças do modelo TS002 em produção com as seguintes operações e respectivos tempos-padrão, num total de 2800 CMN de produção: Figura 1 - Exemplo de um Gráfico de Gantt SS SSM T W FT 24 Nov ‘03 Task Name Duration Start Finish Mon 24-11-03Fri 07-11-0312,67 days of12 of34 of89 of45 1750 mins 1270 mins 2000 mins 300 mins Fri 07-11-03 Thu 13-11-03 Tue 18-11-03 Fri 21-11-03 Thu 13-11-03 Tue 18-11-03 Fri 21-11-03 Mon 24-11-03 SS SS SSM M MT T T WWW FFFT T T 10 Nov ‘03 17 Nov ‘0303 Nov ‘03 Operação Tempo Padrão (CMN) Máquina 001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 312 280 58 390 155 190 230 470 415 205 95 Corte-e-cose Ponto preso 1 ag Ponto preso 1 ag Ponto preso 2 ag Ferro Ponto preso 1 ag Ponto preso 1 ag Ponto preso 1 ag Ponto cadeia Ponto cadeia Manual
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    134 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.3.2.1 DETERMINAÇÃODA BASE DE FRAGMENTAÇÃO A quantidade a produzir por dia do modelo TS002 é dada por: Assim, uma base de fragmentação possível será obtida da seguinte forma: Considerando uma variação de +/- 5% teremos: Base máxima = 82 CMN Base mínima = 74 CMN 7.3.2.2 EQUILIBRAGEM A Base de fragmentação (B.F.) serve como indicador e instrumento de trabalho na determinação das quantidades a atribuir para cada operação. Assim: - Se o Tempo Unitário da operação for superior à B.Máx., a operária não consegue realizar sozinha a totalidade das peças devendo ser auxiliada por outras; - Se o Tempo Unitário para a operação estiver entre a B.Min. e a B.Máx., a operária assegura sozinha a realização da quantidade pretendida, não fazendo mais nada; - Se o Tempo Unitário da operação for inferior à B. Min., a operária consegue realizar sozinha a quantidade pretendida, sobrando-lhe tempo que deve ser utilizado na realização de outra operação. Sempre que possível, a operária que vai executar duas ou mais operações diferentes, deve operar com o mesmo tipo de máquina, de modo a tornar mais eficaz a adaptação à nova operação, ou trabalhar o mesmo elemento do produto. Numerando as operárias disponíveis em cada dia de trabalho de 1 a 36 (tendo em consideração que das 40 apenas 36 se apresentarão ao trabalho em cada dia). Tendo em consideração que a capacidade de produção diária para o modelo TS002 é de 532 peças, e conhecendo o tempo padrão de cada uma das suas onze operações podemos calcular a capacidade de produção por operário em cada uma dessas operações, bem como determinar a quantidade de operários necessários em cada uma delas, para atingir as 532 peças diárias. Capacidade diária produção Tempo modelo TS002 = 1490400/2800 = 532 peças Tempo presença efectivo Quantidade produzida/dia Base de Fragmentação = = 46000 x 0.9/532 = 78 CMN
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    135 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Apartir deste momento deverão ser afectas as operárias a cada uma das operações: Tempo Presença Efectivo Tempo Padrão Operação Capacidade produção por operário = 001 002 003 004 005 006 007 008 009 010 011 Operação 312 280 58 390 155 190 230 470 415 205 95 Tempo Padrão (CMN) 133 148 714 106 267 218 180 88 100 202 436 Capacidade Produção por Operário 4 3.6 0.7 5 2 2.4 3 6 5.3 2.6 1.2 Operários Necessários
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    136 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Pela análiseda tabela anterior, podemos observar que na operação 002, a operária 8 necessita de efectuar apenas 86 peças, resultantes do facto de apenas serem necessárias 532. Assim: Quantidade a produzir pela Operária 8 = 532 – (148+148+148) = 86 Desta forma, esta operária está disponível para efectuar outras operações, pois tem
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    137 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 16760CMN de tempo livre. Situação semelhante ocorre com a operária 9 que dispõe de 10544 CMN de tempo livre após executar as 532 peças referentes à operação 003. Duas operárias não são suficientes para executar a operação 006, havendo necessidade de uma terceira operária para produzir as 96 peças em falta. Assim, a operária 8, dispondo de tempo livre deverá ficar responsável por essa parte da produção. As 95 peças em falta na operação 011 deverão ser efectuadas pela operária 9. 7.3.3 DETERMINAÇÃO DO PARQUE DE MÁQUINAS Existem algumas situações em que se torna necessário equacionar a aquisição de determinado equipamento, face aos artigos produzidos. Esta situação deverá ser devidamente equacionada sob pena de a empresa efectuar investimento em maquinaria da qual não irá obter o retorno do investimento num prazo adequado. Idealmente, a empresa deverá ter um parque de máquinas superior à sua capacidade de utilização por operária, dependendo isso dos custos de cada máquina, do tipo de produto e operações mais comuns e ainda do tamanho e organização da empresa. O balanceamento ficará facilitado e a empresa terá maior flexibilidade em termos de artigos a produzir. Assim, a quantidade de máquinas (Parque de Máquinas) para a realização desta encomenda será função do tipo de operação, do tempo padrão dessa mesma operação (tempo de ocupação da máquina) e da base de fragmentação calculada. Tempo Ocupação Base de Fragmentação Número de Máquinas = Máquina Operação Tempo Padrão (CMN) TempoTotal Ocupação (CMN) Número de Máquinas Corte - e - cose 001 312 312 4 Ponto preso 1 ag 002 280 1280 16 003 58 006 190 007 230 008 470 Ponto preso 2 ag 004 390 390 5 Ferro 005 155 155 2 Ponto cadeia 009 415 620 8 010 205
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    138 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.4 APLICAÇÃODOS CONCEITOS A UM PRODUTO: CAMISA CLÁSSICA DE HOMEM A empresa “Alta Camisaria, S. A.” produz 500 camisas/dia do modelo 1001. A sua secção de Confecção e Acabamentos tem um Rendimento médio de 85%, sendo a taxa de absentismo de 10%, e o tempo de presença/dia de 46000 CMN. Partindo do Processo Operatório e dos dados anteriores, irá proceder-se à determinação de n.º de operários, à equilibragem da linha de confecção e à determinação do parque de máquinas. 7.4.1 PROCESSO OPERATÓRIO DO MODELO 1001 Operação Tempo Unitário (CMN) Máquina 30 P.Preso 1 ag. 40 Ferro 25 P.Preso 1 ag 42 P.Preso 1 ag 79 P.Preso 2 ag 22 Ferro 46 P.Preso 1 ag 53 P.Preso 1 ag 37 Ferro 43 P.Preso 1 ag 18 Manual 27 Manual 25 Ferro 70 P.Preso 1ag 40 Manual 62 P.Preso 1ag 21 Manual 57 Ferro 82 P.Preso 1ag 59 P.Preso 1ag 55 Ferro 83 P.Preso 1ag 23- Aplicar etiqueta ao escapulário 20 P.Preso 1ag 66 P.Preso 1ag 1- Embainhar bolso 2- Vincar bolso 3- Fazer pregas 4- Embainhar abertura mangas 5- Fazer malhete 6- Passar malhete 7- Pespontar frente direita 8- Embainhar punhos 9- Embainhar gola 10- Fazer gola 11- Aparar cantos 12- Virar e Fazer cantos 13- Passar gola 14- Coser gola ao pé-de-gola 15- Virar gola e ajeitar 16- Unir punhos 17- Aparar redondos 18- Virar e passar punhos 19- Pespontar punhos 20- Aplicar carcelas 21- Ajeitar e passar carcelas 22- Pespontar carcelas 24- Coser escapulário às costas
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    139 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.4.2DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE OPERÁRIOS Partindo dos dados referidos no início, o n.º de operários que a Empresa necessita de contratar para a produção de 500 unidades do modelo 1001, será de: N.º de operários = 500 X 2658 / 46000 X 0.85 = 34 Operários Como a taxa de absentismo é de 10%. Será necessário contratar um número superior. 34 X 1.1 = 37.4 = 38 Operários Nota: Os operários são mão-de-obra produtiva, não englobando as chefias. Observação: Propositadamente, verifica-se uma diferença na elaboração dos procedimentos para o ponto n.º 3 e para o presente ponto; enquanto que no ponto n.º 3 nos era indicado o n.º de operários e partindo desse valor era determinado o valor de produção, neste ponto indica-se o valor de produção, sendo necessário determinar o número de operários a contratar. 70 P.Preso 1ag 50 Corte e Cose c/ ponto segurança 48 P.Preso 1 ag. 91 94 80 P.Preso 1 ag. 65 P.Preso 1 ag. 108 P.Preso 1 ag. 90 P.Preso 1 ag. 80 P.Preso 1 ag. 28 Manual 85 Máquina Casear 25 Manual 95 Máq.pôr botões 100 Manual 120 Prensa 45 Manual 140 Manual + Ferro 26- Aplicar bolso 27- Coser ombros 28- Pespontar ombros 29- Aplicar mangas 30- Coser laterais e mangas 31- Aplicar punhos 32- Pespontar punhos 33- Aplicar gola 34- Pespontar gola 35- Embainhar fundo 36- Marcar casas 37- Casear 38- Marcar botões 39- Pôr botões 40- Cortar pontas 41- Prensar 42- Controlar 43- Enformar 44- Embalar 80 Manual Tempo do Produto = 2658 CMN Corte e Cose c/ ponto segurança Corte e Cose c/ ponto segurança 62 P.Preso 1ag25- Pespontar escapulário
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    140 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 7.4.3 DETERMINAÇÃODA BASE DE FRAGMENTAÇÃO Considerando um rendimento de 85% e sendo pretendida uma produção diária de 500 camisas / dia, a base de fragmentação será: Base Máxima = 82 CMN Base Mínima = 74 CMN 7.4.4 EQUILIBRAGEM DA LINHA Depois de determinar a Base de Fragmentação, a equilibragem consiste na comparação dos tempos unitários com esta, de modo a atribuir a cada um dos 34 operários a quantidade a executar de cada uma das operações. O procedimento será o mesmo do ponto 3. O Quadro seguinte faz a apresentação dos resultados obtidos tendo em conta os pressupostos anteriores. Tempo do Produto Nº Operários Base de Fragmentação = (CMN) = 2658CMN/34 = 78CMN Operário Operação Tempo Unitário (CMN) Quantid. Produzir Tempo gasto (CMN) 1 1 30 500 15000 1 2 40 500 20000 1 3 25 150 3750 2 5 79 500 39500 3 4 42 500 21000 3 6 22 500 11000 3 3 25 250 6250 4 7 46 500 23000 4 20 59 220 12980 4 3 25 100 2500 5 8 53 500 26500 5 16 62 200 12400 6 9 37 500 18500 6 11 18 500 9000 6 12 27 500 13500
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    141 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 710 43 500 21500 7 16 62 300 18600 8 13 25 500 12500 8 15 40 500 2000 9 14 70 500 35000 9 19 82 40 3280 10 17 21 500 10500 10 18 57 500 28500 11 19 82 460 37720 12 20 59 280 16520 12 28 48 500 24000 13 21 55 500 27500 13 38 25 500 12500 14 22 83 460 38180 15 23 20 500 10000 15 24 66 440 29040 16 24 66 60 3960 16 25 62 500 31000 16 26 70 60 4200 17 26 70 430 30100 17 34 90 100 9000 18 27 50 500 25000 18 29 91 155 14105 19 29 91 345 31395 19 30 94 80 7520 20 30 94 420 39480 21 31 80 500 40000 22 32 65 500 32500 22 33 108 60 6480 23 33 108 360 38880 24 34 90 400 36000 24 33 108 25 2700 25 35 80 500 40000
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    142 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO 26 3628 500 14000 26 41 120 180 21600 27 37 85 500 42500 28 39 95 410 38950 29 39 95 90 8550 29 40 100 300 30000 30 41 120 320 38400 31 42 42 500 21000 31 40 100 200 20000 32 43 140 280 39200 33 44 80 500 40000 34 43 140 220 30800 7.4.5 DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE MÁQUINAS Partindo da expressão apresentada no ponto 7.2.5, far-se-á a determinação do número de máquinas necessárias para a realização das operações apresentadas no Processo Operatório. MÁQUINAS PONTO PRESO 1AG: Tempo de Ocupação: 1284 CMN MÁQUINAS PONTO PRESO 2AG: Tempo de Ocupação: 79 CMN Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 1284/78 = 17 máquinas Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 79/78 = 1 máquina
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    143 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO FERROS: Tempode Ocupação: 376 CMN CORTE E COSE COM PONTO DE SEGURANÇA: Tempo de Ocupação: 235 CMN CASEAR: Tempo de Ocupação: 85 CMN PRENSA: Tempo de Ocupação: 120 CMN PÔR BOTÕES: Tempo de Ocupação: 95 CMN (*) Apesar de uma máquina não ser suficiente para pôr botões, não será necessário adquirir outras unidades pois o seu custo dificilmente seria amortizado nas condições Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 235/78 = 4 máquinas Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 85/78 = 1 máquina Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 120/78 = 1.5 = 2 prensas Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 378/78 = 5 ferros Tempo de ocupação da máq. Base de Fragmentação Nº de Máquinas = = 95/78 = 1.2 = 1 máquina (*)
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    144 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO apresentadas. Nestassituações, é preferível optar por pagar horas extraordinárias às operárias. TOTAL DE MÁQUINAS A UTILIZAR PELA EMPRESA Ponto Preso -1 agulha: 17 máquinas Ponto Preso - 2 agulhas: 7 máquinas Ferro: 5 máquinas Corte e Cose com ponto de segurança: 4 máquinas Casear: 1 máquina Prensa: 2 prensas Pôr botões: 1 máquina 7.5 CONCLUSÃO A abordagem feita a este assunto tão vasto, não pretendeu exaustivamente analisar todas as possibilidades de Organização da Produção e de Planeamento dentro de uma Empresa de Confecção. Concentrou-se principalmente na equilibragem das produções e na determinação dos equipamentos básicos a adquirir. O planeamento realizado a médio prazo, considerado como o intervalo de tempo de uma estação (6 meses), exige um fluxo de informação permanente entre o sector comercial de produção. Como se diz na prática, “ o planeamento é feito todos os dias”. Assim, todos os pressupostos feitos durante a realização do trabalho perdem a validade se entretanto, aquando da sua implementação, não se fizer o Diagnóstico ou Controlo da situação presente. Só deste modo se pode alterar o planeamento feito inicialmente, caso este se desvie significativamente do plano de trabalho previsto. O planeamento deve assim ser o sector mais dinâmico e versátil de toda a organização produtiva. A redução dos tempos de decisão traz consigo vantagens competitivas, que em caso algum devem ser negligenciadas, sob pena de não dar uma resposta eficaz às solicitações dos mercados. Na análise feita nos pontos 3 e 4, partiram-se de pressupostos diferentes: Enquanto que no ponto 3 (caso genérico), supõe que a empresa já existe e dispõe de um determinado número de operários, sendo determinada a quantidade a produzir para determinado modelo, no ponto 4 a situação é diferente, pois conhece-se o valor de produção desejado, sendo pedido o número de operários necessários para dar cumprimento às encomendas. Assim, podem encontrar-se duas situações bem distintas: - A empresa já existe com um determinado número de operários, com uma determinada tecnologia e “know-how”; - A empresa não existe, sendo necessário contratar operários, adquirir tecnologia e
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    145 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO darformação a esses operários. O trabalho da Organização da Produção, é substancialmente mais fácil no segundo caso, pois não se torna necessário alterar processos e metodologias porque simplesmente não existem. Já no primeiro caso, as organizações e metodologias existentes não reagem muito bem às alterações, pelo que é necessário algum cuidado na implementação de medidas concretas de organização. Em qualquer dos casos porém, o papel da Organização da Produção assume uma importância estratégica decisiva na competitividade das Empresas de Confecção.
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    146 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO AUTO-TESTE DOTEMA Instruçõesde utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Se o Tempo padrão para uma operação estiver entre a B.Máx e B.Min: B1 B2 B3 B4 O operador consegue realizar sozinho a quantidade pretendida sobrando-lhe tempo para realizar outra operação. O operador não consegue realizar sozinho a totalidade das peças devendo ser auxiliada por outras. O operador assegura sozinho a realização da quantidade pretendida não fazendo mais nada. O operador consegue fazer o dobro da quantidade pretendida. TOTAL A base de fragmentação pode-se calcular com o quociente de: C1 C2 C3 C4 Quantidade produzida / recursos utilizados. Tempo de produção / Tempo de presença diário. Tempo de presença efectivo / quantidade da produção diária. Tempo do produto / número de operários. TOTAL Equilibrar uma linha de produção é: A1 A2 A3 A4 Atribuir a mesma quantidade de operações a cada operador. Atribuir a mesma quantidade de máquinas a cada operador. Atribuir o mesmo tempo de produção aos operadores, independentemente da quantidade de máquinas e/ou de operações. A quantidade de máquinas tem que ser igual a quantidade de operações. TOTAL
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    147 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Paraque serve o balanceamento de uma linha? D1 D2 D3 D4 Determinar o número mínimo de postos de trabalho. Minimizar o tempo de ciclo e de produção. Determinar o absentismo. Eliminar gargalos de produção. TOTAL
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    148 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO SOLUÇÃO DOSEXERCICIOS Equilibrar uma linha de produção é: A1 A2 A3 A4 Atribuir a mesma quantidade de operações a cada operador. Atribuir a mesma quantidade de máquinas a cada operador. Atribuir o mesmo tempo de produção aos operadores, independentemente da quantidade de máquinas e/ou de operações. A quantidade de máquinas tem que ser igual a quantidade de operações. TOTAL Se o Tempo padrão para uma operação estiver entre a B.Máx e B.Min: B1 B2 B3 B4 O operador consegue realizar sozinho a quantidade pretendida sobrando-lhe tempo para realizar outra operação. O operador não consegue realizar sozinho a totalidade das peças devendo ser auxiliada por outras. O operador assegura sozinho a realização da quantidade pretendida não fazendo mais nada. O operador consegue fazer o dobro da quantidade pretendida. TOTAL A base de fragmentação pode-se calcular com o quociente de: C1 C2 C3 C4 Quantidade produzida / recursos utilizados. Tempo de produção / Tempo de presença diário. Tempo de presença efectivo / quantidade da produção diária. Tempo do produto / número de operários. TOTAL
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    149 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOEQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO Paraque serve o balanceamento de uma linha? D1 D2 D3 D4 Determinar o número mínimo de postos de trabalho. Minimizar o tempo de ciclo e de produção. Determinar o absentismo. Eliminar gargalos de produção. TOTAL
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    150 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net EQUILIBRAGEMDA PRODUÇÃO BIBLIOGRAFIA [1] CHUTER,A.J. - “Introduction to clothing production management”. 1998. [2] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis”. 2nd ed. New Jersey: Prentice Hall, Inc., 1995. ISBN 0-02-344142-9. [3] LAURIOL, André - Modes & Techniques. “L’organisation du travail e des fabrications”. Paris: Vauclair, 1992. ISBN 2-903 395-11X. [4] ROSA, Eurycibíades Barra - “Estudo de Métodos & Tempos. Racionalização Industrial”. Departamento de Produção. Itajubá, Brasil: IFEI, 2002.
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    151 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO OBJECTIVOS 1. Conhecer os conceitos de planeamento e controlo da produção. 2. Identificar as tarefas inerentes ao planeamento e ao controlo da produção. 3. Conhecer os diferentes sistemas de planeamento. 4. Interpretar e construir diagramas de Gantt. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 8.1 Introdução 152 8.1.1 Organização e gestão da produção 152 8.1.2 Planeamento e controlo da produção 154 8.2 Sistemas de planeamento 160 8.3 Exemplos práticos 162 8.3.1 Conceitos básicos do planeamento da produção 162 8.3.2 Planeamento da capacidade 165 8.3.3 Fases do planeamento da produção 168
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    152 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO 8.1 INTRODUÇÃO 8.1.1 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA PRODUÇÃO Segundo as teorias de Harry Lorayne, quanto mais organizado o trabalho estiver, mais ele se torna agradável. Esta sensação de bem-estar é a garantia sólida da continuidade dos efeitos concretos da organização. Ele afirma que o caminho mais seguro, e possivelmente o único, para uma empresa chegar ao ponto de equilíbrio, é a boa organização. Neste caso por equilíbrio entende-se ausência de conflitos “internos”, o que permite a mesma vencer os conflitos “externos”, provocados pela livre concorrência. Assim, é de suma importância definir o verdadeiro e completo sentido da palavra “organizar”. “Organizar significa criar e por em função órgãos o mais perfeitos possível, distintos entre si e ao mesmo tempo estreitamente coligados, com funções bem definidas, tendo em vista um objectivo a alcançar.” (Heny Lorayne). A organização da produção, ou por outro lado, a falta da mesma é invocada por alguns autores como sendo um dos factores que contribuem para a não qualidade. Desta forma, a programação detalhada da produção revela-se como sendo uma importância extrema para a qualidade global do sistema produtivo. Nem todos os defeitos são ocasionados por erros, esquecimento ou negligência do pessoal da produção. Os maiores peritos mundiais em questões de qualidade – M.M Deming e Juran - consideram que apenas 15 a 25% dos defeitos têm as causas acima referidas, não relacionadas com a organização. Os outros provêm, ou estão de alguma forma relacionados, com questões de organização do trabalho, do processo produtivo ou de causas externas. Portanto, não se poderá esperar que os problemas da qualidade sejam resolvidos se nos limitarmos a pedir às pessoas intervenientes na produção que estejam mais atentas e sejam mais conscienciosas. Por mais que um homem consiga estar atento, não é infalível e acabará mais tarde ou mais cedo, por esquecer alguma coisa. Em consequência, a optimização da qualidade necessita, por um lado, que se actue sobre a organização e, por outro, que se ajude o operador com meios que lhe permitam evitar ou descobrir os seus esquecimentos. Figura 1 - Atribuição dos defeitos em relação ao operador e à organização Organização Logística Organização Aprovisionamento Fiabilidade das Máquinas Técnicas de qualidade Atenção Destreza Falhas 75 - 85 % Operador 15 - 25 %
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    153 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Em muitos casos, ao observar o funcionamento de um sistema de produção, constata- se que elementos de grande valor são mal aproveitados e desmotivados por falta de uma eficiente politica de relações humanas. Em relação à organização do trabalho existem quatro palavras-chave: colaboração, conflitos de competências, co-responsabilidade e responsabilidade. A boa organização, em sentido geral e específico, permite alcançar a total clarificação relativamente a: - Objectivos a atingir; - Meios e métodos a empregar; - Pessoas a responsabilizar. Quem não pensa no planeamento, não programa e não controla o que produz, provavelmente terá dificuldades em alcançar os índices de produtividade e qualidade que o mercado exige, como tal poderá estar condenado ao desaparecimento. Para que isto não ocorra, a empresa deve procurar organizar-se de forma objectiva, dinâmica e eficaz. Portanto é necessário encontrar uma forma de garantir que a empresa consiga produzir com qualidade e rapidez. A garantia de bons resultados está portanto ligada à boa gestão da produção, ou seja ao bom planeamento, programação e controlo de todo o processo de produção. Na Gestão da Produção pode-se distinguir as três fases seguintes: -O Planeamento das diferentes operações e/ou tarefas a realizar num determinado período e dos meios materiais e humanos necessários; -A Execução das diferentes operações e/ou tarefas pré-definidas; -O Controlo comparando o que foi planeado com o que está a ser executado. Nesta fase analisam-se os desvios podendo levar a modificações na forma de execução das operações/tarefas. A empresa precisa organizar-se, pois os bons resultados obtêm-se através de um bom planeamento, da correcta programação e de um controlo eficaz de todo o processo de produção.
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    154 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO 8.1.2 PLANEAMENTO E CONTROLO DA PRODUÇÃO O planeamento da produção procura responder a quatro perguntas, que à primeira vista são muito simples, o quê, quando, como produzir e como comprar? No entanto o planeamento e o escalonamento (programação) da produção na Indústria do vestuário são considerados por vários autores como talvez os de maior complexidade. A nível global, o planeamento da produção apresenta dificuldades acrescidas relativamente aos problemas habituais, em resultado dos seguintes factores: - Multiplicidade de unidades produtivas envolvidas no processo produtivo, distribuídas geograficamente (diversos fornecedores); - Ciclo de vida dos produtos extremamente reduzido (a maior parte das vezes uma estação), o que restringe significativamente o recurso a estratégias baseadas em stocks de segurança; - Grande variedade de produtos finais, de elevada complexidade e com níveis variados de procura; - Dificuldade em quantificar a capacidade produtiva, devido à grande variedade de equipamentos e à interdependência dos tempos de ciclo e do nível de carga dos recursos; -Dificuldade em estimar o rendimento produtivo de determinados produtos (pequenas avarias no equipamento podem originar variações significativas de produção); - Grande variedade em relação ao tipo e ao número de componentes necessários para a elaboração de um artigo (ex. fechos, botões, ilhós, molas, passadores, etc.); - Grande variedade de serviços que podem ser combinados num único artigo, como por exemplo, estampados, bordados, acabamentos especiais, entre outros. Por outro lado um planeamento estruturado depende: - Do conhecimento mais exacto possível da(s) peça(s) a produzir, no caso de se tratar de um modelo novo o planeamento é mais complicado. - Das formas como a produção podem ser orientados para cada secção. -Da capacidade dos postos de trabalho quer em termos de maquinaria, quer em termos de capacidade dos operários. As tarefas do planeamento, programação e controlo estão intimamente interligados. As figuras 2 e 3 sintetizam e delimitam as tarefas de cada um dos conceitos.
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    155 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO TAREFAS DO PLANEAMENTO TAREFAS DE PROGRAMAÇÃO E CONTROLO O planeamento procura assim, de forma sistemática, fixar tarefas e meios para alcançar objectivos, com recurso a dados previstos fiáveis. A programação e controlo originam, supervisionam e garantem a execução das tarefas empresariais. Coordena a execução das tarefas em termos de quantidades, prazos, qualidade, custos e condições de trabalho. Origina a execução de tarefas de forma a prepará-las de acordo com quantidades e prazos e ordena a sua execução. Supervisiona e garante a execução das tarefas evitando consideráveis variações entre os dados previstos e reais. Um dos objectivos do controlo da produção é determinar o nível de progressão das Ordens de Fabrico lançadas, de forma a recolher dados relativamente a: Figura 2 – Tarefas de planeamento Tarefas de Planeamento Planear o Processo Planear ObjectivosPlanear os Meios Planear Capital Planear Energia Planear Informa- ções Planear Material Planear Capaci- dade Planear Sequência das Tarefas Planear Tarefas Plan. Object. Organi- zacionais Planear Object. Humanos Planear Object. Econó- micos Meios de Produção Pessoal Figura 3 – Tarefas de programação e controlo Tarefas de Coordenação e Controlo Supervisionar a Realização das Tarefas Originar Execução de TarefasAssegurar a Execução das Tarefas Mudar Planos Intervir Durante a Realização da Tarefa Determinar Causas de Perturbação Avaliação Causas de Perturbação Comparar Dados Previstos com Reais Determinar Dados Reais Fazer Programa e Ordens de Serviço Determinar Necessida- des Suprimento Determinar Existências Determinar Prazos e Ocupar Capacidades Preparar Documenta- ção Colocar Meios à Disposição Provocar a Execução das Tarefas
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    156 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO - Ordens de fabrico ainda não iniciadas; - Ordens de fabrico parcialmente terminadas; - Ordens de fabrico terminadas; - Quantidade de produtos fabricados; - Quantidade de produtos rejeitados; - Quantidade de produtos em produção; - Tempos realizados. O controlo pode ser fino se acompanhar cada operação realizada, ou pode ser agregado se controlar apenas determinados pontos de passagem. Esta recolha de informação é extremamente importante para que se possa actuar de forma a: - Manter tanto quanto possível os prazos previstos; - Encurtar os tempos de percurso do material (diminuição dos prazos de entrega); - Reduzir o empate de capital; - Aumentar a flexibilidade da empresa; - Garantir um alto grau de ocupação das capacidades existentes. - etc. Assim o Controlo da Produção avalia continuamente o desvio entre o previsto no planeamento e o realizado. Se o desvio for acentuado é necessário a emissão de um aviso sobre a forma de um relatório de excepção que permitirá ao responsável pelo planeamento actuar de acordo com o cenário. Se for constatado o atraso de uma ordem de fabrico, as opções a seguir poderão ser: - Efectuar horas extraordinárias; - Negociar com o Cliente a data de conclusão da ordem; - Re-planear reactivamente as ordens em atraso; - Alterar as quantidades encomendadas; - Dar prioridade às ordens mais importantes; - Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação).
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    157 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO CICLO PDCA As operações de planeamento e controlo de produção encaixam-se perfeitamente no modelo do ciclo PDCA. (do Inglês “Plan”-Planear,“Do”-Fazer,“Check”-Verificar e“Act” - Actuar). O planeamento e controlo da produção, conjuntamente com o estudo do trabalho, constituem as principais tarefas da organização da produção. O planeamento e controlo da produção são exercidos em três níveis hierárquicos: estratégico, táctico e operacional. Figura 4 - Quatros Fases do Ciclo PDCA aplicados à gestão da produção CONTROLOPLANEAMENTO P - Planeamento Definir metas que se pretende atingir e os meios a serem usados para as atingir. D - Execução Preparar as condições paea executar as operações, assegurar as informações e competências necessárias, materiais e equipamentos e executar o plano. C - Verificar Avaliar o trabalho realizado durante a execução das operações, verificando os processos, métodos utilizados e os tempos dispendidos à medida que são executadas, através da medição e comparação com o planeado. A - Actuar Agir sobre a organização de modo a corrigir os desvios e a optimizar os processos. Após a correcção dos desvios, o planeamento deverá ser refeito tendo em conta as alterações aplicadas e a informação adquirida durante a fase de controlo.
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    158 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO Estes níveis são definidos em função do tempo, e das tarefas desempenhadas por cada um, podemos observar essa distribuição no diagrama que se segue. O NÍVEL ESTRATÉGICO Trata da definição de políticas de longo prazo para a organização e envolve decisões como por exemplo a área de actuação, parcerias, alterações na capacidade produtiva, disponibilidade de recursos relativos a mão-de-obra e equipamentos, contratações, subcontratações, identificação do tipo de produto a produzir (segmentos de mercado), utilização de novas tecnologias, etc. O NÍVELTÁCTICO Estabelece os parâmetros de médio prazo, definindo a formulação de planeamento- mestre da produção e tendo como resultado o plano-mestre da produção, que considera números de turnos, recursos envolvidos e procura equacionar a capacidade produtiva para a programação da produção. Este plano estabelece para os próximos períodos as necessidades de produtos finais, grupos de produtos e componentes necessários para substituição. É necessário conhecer as encomendas e ter previsões de procura para construir este plano. O NÍVEL OPERACIONAL Especifica as acções de curto prazo e desenvolve o acompanhamento dessas acções. Como resultado prevê a programação das operações, gestão dos stocks, emissão de ordens de compra, de fabricação e de confecção quando for o caso, assim como os relatórios de desempenho das actividades empreendidas. Nesta fase combinam-se as necessidades de produção com os planos de trabalho. Faz-se a atribuição de operações individuais a grupos de equipamento, de forma a obter-se uma atribuição de capacidade produtiva em termos temporais. Insere-se neste nível o controlo de produção, aqui as operações são escalonadas de acordo com equipamento específico, considerando critérios de optimização. O esquema que se apresenta de seguida exemplifica os diversos níveis de planeamento, bem como o que o que resulta de cada um deles. Figura 5 – Níveis de planeamento NíveldePlaneamento Controlo Reactivo Controlo Reactivo Tempo Estratégico Táctico Operacional Optimização
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    159 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Deve-se salientar que tudo deve funcionar como se tratasse de um único sistema para, desta forma, se consigam obter os melhores resultados através dos recursos disponíveis para a produção. Com a implementação de sistemas organizacionais, planeamento e controlo, consegue-se obter uma diminuição no tempo total de processamento da encomenda, levando também ao cumprimento dos prazos de entrega impostos ou acordados com os clientes. Figura 6 – Visão geral do planeamento e controlo da produção Planeamento estratégico Planos de negócio, marketing e qualidade Produção: Localização e implementação fabris Desenvolvimento de produtos Selecção de tecnologias Plano Mestre Planeamento das necessidades de materiais Planeamento da capacidade Controlo de qualidade Controlo do shop- floor compras Previsões Planeamento agregado da produção Planeamento de longo prazo Planeamento de médio prazo Planeamento de curto prazo Figura 7 Interacção entre os diversos níveis de planeamento
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    160 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO De seguida, encontram-se descritas algumas limitações, que alteram e/ou condicionam os programas de trabalho planeados: - A variabilidade de fluxos produtivos e a limitação de recursos disponíveis criam disputas e conflitos de prioridade de processamento nas operações, assim como de entrega do produto final; - Pouca confiabilidade nos dados históricos, tanto para a previsão de procura, bem como para a previsão do prazo de entrega dos pedidos; - Diferentes tipos de produtos circulam em grupos correspondendo a várias encomendas; - Grande variedade de produtos fabricados em pequenas quantidades. Em geral as empresas que produzem sob encomenda, procuram estabelecer um plano de produção tão longo quanto possível em função das datas de entrega que o cliente pretende. Podem também elaborar planos de produção baseados em estimativas de vendas, baseados em produções anteriores, ou ainda dependendo da capacidade produtiva e financeira. O planeamento da produção é implementado à medida que as oportunidades de negócios se vão tornando mais concretas até chegarem ao nível de encomenda. Os planos são elaborados tendo em vista o prazo de entrega pretendido pelo cliente e ainda a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a produção, nomeadamente recursos de máquina e mão-de-obra. O planeamento procura de forma sistemática, fixar tarefas e meios para alcançar objectivos, com recurso a dados previstos fiáveis. O Controlo da Produção avalia continuamente o desvio entre o previsto no planeamento e o realizado. O planeamento, e controlo da produção, conjuntamente com o estudo do trabalho, constituem as principais tarefas da organização da produção. Com a implementação de sistemas organizacionais, planeamento e controlo, consegue-se obter uma diminuição no tempo total de processamento da encomenda, levando também ao cumprimento dos prazos de entrega impostos ou acordados com os clientes. 8.2 SISTEMAS DE PLANEAMENTO SISTEMAS MRP1 E MRP II2 Este sistema tem como objectivo a redução de stocks, tempos de percurso e melhoria do cumprimento de prazos, garantido o fornecimento de matérias-primas à produção e dos produtos ao cliente. 1 MRP – Material Requirement Planning 2 MRP II – Manufacturing Resources Planning
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    161 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Este sistema baseia-se no conhecimento das estruturas dos produtos e nos tempos de obtenção ou produção dos seus componentes. Em função desta informação são calculadas as quantidades e as datas necessárias para a produção. Este sistema implica a centralização da informação, o que implica a existência de mecanismos fiáveis e actuais para a transferência de dados. SISTEMA KANBAN (CARTÃO EM PORTUGUÊS) É uma tecnologia de controlo da produção onde as necessidades de entregas determinam os níveis de stocks no decorrer do processo. O Kanban não empurra a produção, esta técnica consiste em puxar a produção. Este sistema surgiu em 1973 no Japão para responder à crise do petróleo que atingiu a indústria japonesa. É um sistema que organiza o fluxo do “mesmo modo do supermercado”, onde os produtos retirados pelo cliente são repostos na prateleira. No caso da produção, quem necessita de uma peça vai busca-la à operação anterior, provocando assim um efeito de sucção na produção. Este sistema utiliza recipientes padronizados que contém uma etiqueta, “Kanban”, que indica o tipo e a quantidade de peças. Esta etiqueta funciona como ordem de produção para o posto de trabalho anterior. A partir das informações contidas na etiqueta que acompanha os lotes em cada etapa, o processo subsequente deve retirar do processo precedente as quantidades necessárias no momento certo, por sua vez o processo precedente deve produzir somente as quantidades requeridas pelo processo subsequente. Esse sistema procura manter uma sequência correcta das operações, volumes de trabalhos adequados, quantidade certa de materiais, layout bem definidos, controlo de programas e monitorização da qualidade em cada etapa da produção. SISTEMA“JUST-IN-TIME” (“NA HORA CERTA”) Este sistema é a resposta dos Estados-Unidos e da Europa ao sistema Kanban. Neste sistema os fornecimentos são efectuados à medida que vão sendo necessários na produção. O “just-in-time” procura eliminar tudo o que não acrescenta valor, utilizando stocks baixos desde o fornecedor até ao produto acabado entregue ao cliente. As linhas de produção são balanceadas e sem gargalos, a inspecção e embalagem são feitas na própria linha e, sempre que possível, o envio ao cliente é directo sem passar por um stock final. Este tipo de sistema é exige maior rigor em todas as fases do processo, ou seja: - Maior flexibilidade dos Meios de Produção;
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    162 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO - Melhor concepção de máquinas e equipamentos; - Maior profissionalismo do pessoal produtivo e administrativo; - Stocks mínimos; - Maior quantidade; - Transporte eficiente; - Maior exigência com as matérias-primas; - Uma relação mais próxima com os fornecedores; - Eliminação de desperdícios; - Satisfação das necessidades do mercado; - Controlo rigoroso dos prazos e das quantidades necessárias. O sistema MRP baseia-se no conhecimento das estruturas dos produtos e nos tempos de obtenção ou produção dos seus componentes. O Kanban é uma tecnologia de controlo da produção onde as necessidades de entregas determinam os níveis de stocks no decorrer do processo. No Just-in-Time os fornecimentos são efectuados à medida que vão sendo necessários na produção. 8.3 EXEMPLOS PRÁTICOS 8.3.1 CONCEITOS BÁSICOS DO PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO PLANO DIRECTOR DE PRODUÇÃO – PDP É a ponte entre o Plano Industrial e Comercial com o cálculo das Necessidades. PDP - É o contrato que define de forma precisa a calendarização das quantidades a produzir para cada produto acabado. PLANEAMENTO DAS NECESSIDADES Consiste na programação da produção para que esta tenha lugar à medida das necessidades. Transforma o Plano Director de Produção em necessidades em termos de recursos, matérias-primas e componentes. Para o planeamento ser concretizado é necessário, além do PDP, a estrutura dos produtos e o inventário dos materiais em stock.
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    163 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO ESCALONAMENTO Trata-se de um planeamento fino em que as ordens de fabrico são sequenciadas na unidade fabril através de prioridades. CONTROLO DA PRODUÇÃO Pretende avaliar o cumprimento dos planos de produção, nomeadamente o controlo dos fluxos produtivos nas várias secções da unidade fabril. Associados aos sistemas de controlo de produção estão os mecanismos de aviso antecipado de desvios em relação ao plano. Os mecanismos de aviso antecipado estão associados ao planeamento reactivo que ocorre quando é necessário corrigir determinado plano de fabrico. ÁRVORE DO PRODUTO OU NOMENCLATURA DO PRODUTO Define a composição do produto a fabricar e é normalmente representada por uma estrutura de árvore. Figura 8 - Determinação previsional do equilíbrio carga - capacidade por sector Previsões de vendas ou encomendas confirmadas Análise do Plano Director de Produção por sector Simulação da possibilidade de execução Novo Plano Director de Produção Acção sobre capacidades ou prioridades Cálculo de Necessidades Não Não Sim
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    164 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO Exemplo: RECURSO Consiste no conjunto de meios necessários à realização, transformação, movimentação, teste e avaliação de um produto. CAPACIDADE É a medida de aptidão que determinado recurso dispõe para tratar um fluxo produtivo. CARGA Mede a capacidade de fluxo produtivo necessário para satisfazer a procura. É uma medida de débito requisitado ou encomendado. CONTEÚDO DETRABALHO De um produto: é o tempo médio necessário para produção de uma unidade desse produto. De uma encomenda: é o tempo necessário para a produção de uma encomenda. CLASSIFICAÇÃO DAS ORDENS DE FABRICO ORDENS PROPOSTAS São as ordens calculadas pelo sistema de planeamento da produção. Se as necessidades se alterarem, elas serão posteriormente re-planeadas pelo sistema, sendo sistematicamente decompostas em elementos de acordo com as respectivas árvores do produto. Figura 9 - Árvore do produto – mesa Mesa Perna Tampo Gaveta LateralFundoVarãoPonteira1 1 14 1 2 1
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    165 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO ORDENS LANÇADAS Ordens em curso (em produção ou em aprovisionamento). As quantidades e as datas foram fixadas pelo gestor no momento do lançamento, não podendo ser decompostos nos seus elementos depois da sua decomposição já feita durante o lançamento. ORDENS FIRMES São colocadas pelo responsável do planeamento com o objectivo de fixar quantidades e datas. Baseia-se num lançamento previsional que não deve ser utilizado senão em situações excepcionais, como por exemplo, quando se pretende planear uma quantidade diferente do lote normal, porque ocorreu uma ruptura de stocks, ou quando se pretende planear peças num prazo diferente do habitual por razões de sobrecarga num determinado período. Se ocorrer uma alteração das necessidades, estas ordens não serão re- planeadas. ORDENS BLOQUEADAS Ordens que se encontram pendentes na sequência de uma avaria ou paragem de outra natureza. 8.3.2 PLANEAMENTO DA CAPACIDADE Os valores atribuídos à capacidade e à carga têm de utilizar a mesma unidade. Se o produto final de determinado processo é homogéneo (produtos semelhantes) então é escolhida como unidade de medida uma unidade física simples como o número de unidades produzidas por período: - Automóveis/dia; - Toneladas de açúcar/mês; - Camisas/hora; - Etc. Se o produto for heterogéneo (produtos diferentes), nesse caso, é necessário utilizar uma unidade de medida abstracta, como horas / máquina ou horas / homem. CAPACIDADE PARALELA Quando os recursos trabalham em paralelo a capacidade total teórica dos recursos é obtida adicionando a capacidade de cada um dos recursos. Se determinada secção possui três prensas idênticas, cada uma com 40 horas / semana, então a capacidade teórica da secção de prensas é de 120 horas / semana.
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    166 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO CAPACIDADE EM SÉRIE Quando os recursos trabalham em linha, a capacidade total teórica dos recursos limita-se à capacidade do elemento com menor capacidade. Esse elemento é chamado elemento gargalo, dado que é ele que estrangula o ritmo da produção. CAPACIDADETEÓRICA E CAPACIDADE EFECTIVA Capacidade Teórica é a capacidade máxima de determinados recursos. Capacidade Efectiva é a capacidade que efectivamente os recursos têm. A capacidade efectiva, ou real, de um determinado recurso é, em geral, inferior à capacidade teórica, devido a fenómenos como mão-de-obra ausente (absentismo), falta de matéria-prima, paragens devido a avarias ou manutenção dos equipamentos, planeamento incorrecto e problemas de qualidade tais como não conformidades e retrabalho. Exemplo: 1 turno de 8 horas corresponde a 480 minutos / dia; Se esse turno for composto por 10 operárias a capacidade teórica desse turno é de 4800 minutos / dia. 8 horas x 480 min = 4800 min/dia Para podermos utilizar esta unidade de capacidade o conteúdo de trabalho de uma encomenda deverá ser convertida em minutos. Assim uma encomenda de 400 unidades com um conteúdo de trabalho de 10 minutos / unidade ou seja 4000 minutos para a encomenda. 400 unidades x 10 min/unidade = 4000 min Podemos então calcular a duração da produção baseada nesta capacidade: Se considerarmos que existe perdas de 10% da capacidade teórica, devido aos problemas anteriormente descritos, a capacidade é reduzida para apenas 4320 min / dia. 4800 min/dia x (1 - 0.1) = 4320 min/dia 4000 min 4800 min/dia = 0.833 dias = 6.67 horas
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    167 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Então a duração da produção da encomenda será de: CURVAS DE APRENDIZAGEM PERDAS DE ARRANQUE OU MUDANÇA DE PRODUTO Quando novos produtos são introduzidos na produção normalmente o arranque é acompanhado pela redução da eficiência da produção. Se este fenómeno for representado num gráfico de unidades produzidas em função do tempo graficamente, obtém-se uma curva denominada por curva de aprendizagem. À medida que o tempo avança verificamos que a curva se aproxima do máximo do nº de peças produzidas. Assim quando se determina a capacidade de produção e a duração da produção das encomendas deve-se ter em conta os factores de aprendizagem e de adaptação dos operários ao novo produto. As quebras de eficiência no arranque poderão ser calculadas com base no histórico da produção das linhas. Usando o exemplo anterior temos então: Nº Operários: 10 Capacidade teórica = 4800 min/dia Capacidade real = 4320 min/dia Encomenda Nº Peças: 400 Peças Conteúdo de trabalho: 10 min/peça Tempo de produção de 400 peças (determinado) = 0.926 dias = 7.41 horas O que corresponde aproximadamente a uma média de: 4000 min 4320 min/dia = 0.926 dias = 7.41 horas Figura 10 - Curva de Aprendizagem Tempo NºUnidadesProduzidas
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    168 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO 400 peças / 7.41 horas = 54 peças / h Assim a produção esperada ao longo do tempo será a seguinte: Suponhamos então que existem quebras de eficiência nas primeiras horas de produção deste artigo, devido à adaptação/aprendizagem dos operários, tal como nos indica o quadro seguinte: No quadro anterior verificamos que são então necessárias 8.41 horas para se produzirem as 400 peças da encomenda. Com este exemplo verificou-se que uma encomenda que à partida tinha um tempo de produção de 6.67 horas com todas as correcções aplicadas passou a ter um tempo de 8.41 horas, ou seja, demora cerca de mais ¼ do tempo inicialmente previsto. 8.3.3 FASES DO PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO O planeamento da produção é efectuado em duas fases: 1ª FASE Cálculo de necessidades, que consiste na determinação das quantidades de componentes e materiais necessários à realização do produto acabado a partir da árvore do produto. 2ª FASE Calendarização das necessidades, cujo objectivo é o cálculo e a fixação das datas de disponibilidade dos componentes e materiais. Esta fase implica o conhecimento dos tempos de processamento (produção), transporte e espera. EXEMPLO DO CÁLCULO DE NECESSIDADES LÍQUIDAS Necessidades Brutas do Produto A para as seguintes semanas: Tempo (h) Produção Acumulada Produção (peças) 1 2 3 4 5 6 7 7,41 54 54 54 54 54 54 54 22 54 108 162 216 270 324 378 400 Semana Nº Necessidades Brutas 25 50 26 27 28 29 30 0 70 40 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8,418 29 29 Tempo (h) Produção Acumulada Produção (peças) Eficiência (%) 38 44 51 54 22 54 % 70 % 81 % 94 % 100 % 67 111 162 216 270 324 400378 54 54 54 100 % 100 % 100 % 100 %
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    169 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO ÁRVORE DO PRODUTO A: INVENTÁRIO ETEMPOS DE PROCESSAMENTO 1º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO A Necessidades Líquidas de A = Existências de A – Necessidades Brutas de A As ordens de fabrico são antecipadas uma semana em relação às necessidades líquidas devido ao tempo de fabrico. 2º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO B Para o cálculo das necessidades brutas de B é necessário multiplicar para cada semana as ordens de fabrico de A por 2 (verificar a árvore do produto). Neste caso as ordens de fabrico são antecipadas duas semanas dado o tempo de fabrico ser de 2 semanas. A B C2 1 Tempo de Processamento Elemento Inventário A B C 1 2 1 80 100 80 Necessidades Brutas de A Semana Nº Existências de A 24 80 Necessidade Líquidas de A Ordens de Fabrico 25 50 30 26 0 30 0 40 27 70 0 40 40 28 40 0 40 10 29 10 0 10 30 0 0 0 Necessidades Brutas de B Semana Nº Existências de B 24 100 Necessidade Líquidas de B Ordens de Fabrico 25 0 100 26 80 20 0 20 27 80 0 60 0 28 20 0 20 0 29 0 0 0 30 0 0 0 60
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    170 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO 3º PASSO – CÁLCULO DAS NECESSIDADES LÍQUIDAS DO PRODUTO C Para o cálculo das necessidades brutas de C é necessário multiplicar para cada semana as ordens de fabrico de A por 1 (verificar a árvore do produto). Neste caso as ordens de fabrico são antecipadas uma semana dado o tempo de fabrico ser de 1 semana. CALENDARIZAÇÃO DAS NECESSIDADES Determinadas as necessidades é preciso que os materiais estejam nos devidos locais quando necessários. Assim, deve-se efectuar a calendarização de todos as operações necessárias à execução da produção. Para a produção de um determinado artigo de vestuário é necessário que no dia de início da confecção todas as matérias-primas e acessórios estejam disponíveis no posto de trabalho e que a encomenda seja entregue ao cliente atempadamente, para isso é necessário contar com os tempos de aquisição das matérias-primas e acessórios, tempos das operações anteriores à confecção bem como os tempos das operações de acabamento. Exemplo: A tabela seguinte apresenta as operações necessárias e os respectivos tempos para a produção de um determinado artigo de vestuário. A primeira fase será a determinação da duração de cada uma das operações e verificar qual o encadeamento que essas têm umas nas outras. Necessidades Brutas de C Semana Nº Existências de C 24 80 Necessidade Líquidas de C Ordens de Fabrico 25 0 80 26 40 40 0 27 40 0 0 10 28 10 0 10 29 0 0 0 30 0 0 0 Tempo de Produção e/ou Transporte Operação Local Produção Tecido Tingimento Aquisição Botões Aquisição Linhas Aquisição de Entretelas Corte Preparação 10 dias 3 dias 3 dias 2 dias 2 dias 2 dias 1 dia Exterior Exterior Exterior Exterior Exterior Interior Interior
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    171 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Em seguida efectua-se a calendarização das operações. Os dias de antecipação, relativamente à data de entrega, em que cada operação deve iniciar obtêm-se somando os tempos de produção/transporte da operação em causa com os tempos das operações que se encontram no mesmo ramo da árvore até à data de entrega ao cliente. Tabela I - Duração das operações para produção do artigo X Confecção Acabamentos Aquisição Embalagens Embalagem Transporte para o Cliente 5 dias 2 dias 1 dia 1 dia 2 dias Interior Exterior Exterior Interior Exterior Figura 11 - Encadeamento das operações para produção do artigo X Produção Tecido Tingimento Corte Aquisição Entretelas Preparação Aquisição Linhas Aquisição Botões Confecção Acabamento Aquisição Embalagens Embalagem Transporte Cliente 10 3 2 1 2 2 3 5 2 1 1 2
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    172 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO ESCALONAMENTO DA PRODUÇÃO DE UMA LINHA O escalonamento das ordens de fabrico numa unidade fabril é uma tarefa complexa, no entanto, para casos simples, tais como o sequenciamento de uma máquina ou linha de fabrico, é possível a obtenção de boas soluções através de heurística ou regras práticas de aplicação específica. Os factores a considerar no processo de decisão do sequenciamento são os seguintes: - Penalizações por entregas após o prazo de entrega; - Penalizações por produzir antes do prazo de entrega; - Minimização dos custos de preparação. A decisão da escolha da heurística a aplicar depende da natureza do sistema produtivo, da importância de cada um dos factores acima referidos, dos recursos envolvidos. Por isso é necessário uma validação de cada heurística. Entre as heurísticas de optimização que pode utilizar destacam-se as seguintes: Figura 12 - Número de dias de antecedência, relativamente à data de entrega ao cliente, em que cada uma das operações deve ocorrer Produção Tecido Tingimento Corte Aquisição Entretelas Preparação Confecção Acabamento Aquisição Embalagens Embalagem Transporte Cliente 10 3 2 1 2 Aquisição Linhas 2 Aquisição Botões 3 5 2 1 1 2 Entrega ao Cliente -26 -16 -13 -12 -11 -10 -5 -4 -3 -2 0
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    173 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO EDD - Utiliza as datas de entrega para o seu escalonamento. Começa-se por colocar o trabalho com a data de início mais próximo na primeira posição. O trabalho seguinte é o que tem a data de início mais próximo entre o lote de trabalhos ainda não escalonados. Continua-se o processo até que todos os trabalhos estejam escalonados. Os trabalhos são processados na ordem ascendente das datas de entrega. Esta heurística visa minimizar o número de trabalhos concluídos fora do prazo de entrega. SPT - Ordena-se os trabalhos na ordem ascendente dos seus tempos de processamento e escalona-se nessa ordem. Esta heurística visa reduzir a complexidade do processo de tomada de decisão, pois tende a dar prioridade aos trabalhos mais pequenos. Exemplo: Escalonamento pelo método EDD: Escalonamento Pelo método SPT: Tempo de ProcessoOrdens Data do Cliente Penalização 10 6 12 4 A B C D 3 5 8 2 1 2 2 1 InícioOrdens Data de Entrega Penalização 4 6 10 12 D B A C 0 2 7 10 0 1 x 2 0 6 x 2 Data do Cliente 2 7 18 10 Total: 14 InícioOrdens Data de Entrega Penalização 4 10 6 12 D A B C 0 2 5 10 0 0 4 x 20 6 x 2 Data do Cliente 2 5 18 10 Total: 20
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    174 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO ACÇÕES A DESENCADEAR QUANDO OCORREM DESEQUILÍBRIOS DE CARGA Para que qualquer plano seja realista e possa ser executado é necessário que, desde o início, seja observado o equilíbrio entre a carga e a capacidade. O cálculo global da carga será efectuado com base nos recursos críticos (gargalos). SOBRECARGA Em caso de sobrecarga poderão ser desencadeadas as seguintes acções: - Realização de horas extraordinárias; - Deslocação de pessoal de outras secções; - Transferência de actividades para outras secções; - Contratação de pessoal; - Subcontratação; - Trabalho durante os fins-de-semana; - Aquisição de mais equipamento. SUBCARGA Em caso de subcarga poderão ser desencadeadas as seguintes acções: - Redução das horas extraordinárias; - Deslocação de pessoal para outras secções; - Redução da subcontratação; - Supressão de máquinas. DIAGRAMA DE GANTT - COMO FERRAMENTA DE PLANEAMENTO DE PROJECTOS O gráfico de Gantt é utilizado para determinar a melhor maneira de posicionar as diferentes tarefas de um projecto a executar num período determinado, em função: - Da duração de cada uma das tarefas; - Da relação de precedências entre as diferentes tarefas; - Dos prazos a respeitar; - Das capacidades disponíveis.
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    175 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Exemplo: O diagrama de Gantt representa-se sob a forma de um gráfico de barras onde cada coluna corresponde a uma unidade de tempo e cada linha a uma operação ou tarefa a realizar. Define-se uma barra horizontal para cada uma das tarefas e o comprimento de cada barra corresponde à sua duração. A posição da barra no gráfico é função das ligações entre as diferentes tarefas. O critério de representação é o seguinte: 1. Começa-se pelas tarefas que não têm tarefas precedentes; 2. Representam-se, de seguida, as tarefas que têm por tarefas precedentes as tarefas já representadas; 3. Repetir este último passo até terminar a lista de tarefas. DIAGRAMA DE GANTT Existem várias possibilidades para se definirem as ligações entre as diferentes tarefas de um trabalho: Tarefas Precedentes B, D C E A B D TarefasDuraçãoTarefa A B C D 3 dias 6 dias 4 dias 7 dias E 5 dias Tarefas Tempo A B C D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 E Tarefa Folga
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    176 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO - Prioridade ao fabrico do produto com data de entrega mais cedo respeitando o mais possível os prazos; - Primeira encomenda confirmada, primeira encomenda executada, para não se lançar em produção produtos que poderão não se vender. Conduz à formação de “stocks”; - Prioridade à operação cuja duração é mais curta; - Prioridade à tarefa que tem a folga mais pequena. Sendo a folga o tempo que resta até ao prazo de entrega; - Prioridade à tarefa com o rácio crítico mais fraco. Sendo o rácio crítico o tempo que resta até ao prazo de entrega a dividir pelo somatório dos tempos das operações que faltam realizar. DIAGRAMA DE GANTT PARA PLANEAMENTO DA OCUPAÇÃO DAS EQUIPAS OU LINHAS. O gráfico de Gantt pode ser utilizado para programação do trabalho das equipas ou linhas de produção. Neste caso o diagrama de Gantt representa-se sob a forma de um gráfico de barras onde cada coluna corresponde a uma unidade de tempo e cada linha a uma equipa ou linha de produção. Define-se uma barra horizontal para cada uma das tarefas e o comprimento de cada barra corresponde à sua duração. A posição da barra no gráfico é função da data em que a tarefa deve estar concluída. Tarefas a realizar: Diagrama Gantt da ocupação das equipas. 6 9 10 Dia de EntregaLegendaTarefa A B C D E Duração 3 dias 6 dias 4 dias 7 dias 5 dias 15 15 Equipa Tempo 1 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
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    177 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO EXEMPLOS DE SISTEMAS DE PLANEAMENTO Alguns programas informáticos de planeamento têm como base de planeamento o Diagrama de Gantt. O “Microsoft Project” é o exemplo de um sistema de planeamento para projectos. MÉTODOS E TEMPOS: INSTRUMENTO FUNDAMENTAL PARA O PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO Para o eficiente planeamento de qualquer actividade é necessário uma informação rigorosa dos métodos de trabalho a utilizar e dos tempos de execução das operações a realizar. Torna-se fundamental: - Definir o trabalho a ser estudado; - Registar o método e os respectivos elementos da actividade; - Examinar e garantir que o método mais eficiente é o utilizado; - Confirmar se a quantificação do trabalho foi efectuada com base na técnica de medição mais apropriada; - Analisar o tempo padrão para cada uma das operações. A determinação do tempo padrão de uma operação é realizada da seguinte forma: - Cálculo do Tempo Base, que é igual ao Tempo Observado multiplicado pelo Ritmo Observado e dividido pelo Ritmo Padrão; - Ao Tempo Base são adicionados suplementos de descanso, que incluem as September ID 3 30 July AugustJune October 1306 20 27 04 11 18 25 01 08 15 22 29 05 12 19 26 03 10 17 24 Task Name Duration 1 2 4 5 7 6 8 9 11 10 12 13 15 14 16 17 18 19 Montar equipe do projeto Planejamento Desenvolver plano Examinar plano Revisar plano Design Plano aprovado Desenvolver especificações Design aprovado Protótipo pronto para testar Produzir o protótipo Teste do protótipo Testar o protótipo Produção Protótipo aprovado Coordenar produção Produzir embalagem Produto pronto para a distribuição Produto pronto para o lançamento 1 day 10 days 6 days 1 day 2 days 24,63 days 0 days 7 days 0 days 0 days 3 wks 4 days 4 days 40 days 0 days 8 wks 6 wks 0 days 0 days estilista gerente de produto gerentes seniors gerente de produto 08/07 gerente de produto; gerentes seniors 05/07 funcionários da linha de montagem (6); estilista 23/07 gerente de produto 23/07 funcionários da linha de montagem 23/09 23/09 Figura 13 – Quadro de planeamento programa “Microsoft Project”
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    178 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO necessidades pessoais, ligados aos parâmetros de fadiga, tensão, esforço e ambiente de trabalho. Por último são adicionados ao somatório dos tempos anteriores os parâmetros ligados aos suplementos contingenciais do trabalho. O resultado final deste somatório de tempos corresponde ao Tempo Padrão de uma operação. Por último, o tempo padrão é utilizado no processo de planeamento para a determinação da duração das tarefas e respectivos prazos de entrega. Exercício: Suponha que a produção de um determinado produto envolve 6 operações, estando as relações entre elas e o seu tempo de duração apresentadas no quadro que se segue: O cliente que encomendou este produto estipulou como prazo de entrega 11 dias. 1. Construa o Diagrama de Gantt; 2. Verifique se é possível entregar o produto no prazo pedido; 3. Suponha que houve uma avaria numa das máquinas que efectua a operação D e esta operação passou a demorar 5 dias. Será ainda possível entregar o produto atempadamente? 4. Suponha que a operação C se atrasou meia hora. Será ainda possível entregar o produto atempadamente? Duração (dias)PrecedenteOperação A B C D E Subsequente F - A B - C e D E B C E E F - 3 2 1 4 3 2
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    179 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO Operação Dia A B C D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 E F Respostas: 1. Diagrama de Gantt 2. Sim, o produto pode ser entregue ao fim de 11 dias. 3. Sim, antecipando em um dia o início da operação D. 4. Não, pois assim a entrega só poderá ser efectuada durante o dia 12 Operação Dia A B C D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 E F
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    180 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO AUTO-TESTE DOTEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Para que serve o Controlo de Produção: C1 C2 C3 C4 Garantir a execução das tarefas. Avaliar o desvio entre o previsto e o realizado. Calendarizar a execução das tarefas. Efectuar o cálculo de necessidades. TOTAL Acções a tomar perante atrasos numa ordem de fabrico: A1 A2 A3 A4 Produzir em primeiro as que não estão atrasadas. Re-planear reactivamente as ordens em atraso. Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação). Anular a encomenda. TOTAL Para que serve o Planeamento da Produção: B1 B2 B3 B4 Determinação do tempo padrão. Cálculo e Calendarização de Necessidades. Calendarizar a execução das tarefas. Escalonamento da produção. TOTAL Assinale características do “Just-in-Time”: D1 D2 D3 D4 Grande recurso a stocks intermédios e finais. Grandes áreas de armazenagem. Utilização de recipientes etiquetados com a ordem de produção. Fornecimentos na hora certa. TOTAL
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    181 CONFEC@net M-2 PLANEAMENTOGESTÃO ECONTROLODA PRODUÇÃO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Acções a tomar perante atrasos numa ordem de fabrico: A1 A2 A3 A4 Produzir em primeiro as que não estão atrasadas. Re-planear reactivamente as ordens em atraso. Avaliar o fornecimento por terceiros (subcontratação). Anular a encomenda. TOTAL Para que serve o Planeamento da Produção: B1 B2 B3 B4 Determinação do tempo padrão. Cálculo e Calendarização de Necessidades. Calendarizar a execução das tarefas. Escalonamento da produção. TOTAL Para que serve o Controlo de Produção: C1 C2 C3 C4 Garantir a execução das tarefas. Avaliar o desvio entre o previsto e o realizado. Calendarizar a execução das tarefas. Efectuar o cálculo de necessidades. TOTAL Assinale características do “Just-in-Time”: D1 D2 D3 D4 Grande recurso a stocks intermédios e finais. Grandes áreas de armazenagem. Utilização de recipientes etiquetados com a ordem de produção. Fornecimentos na hora certa. TOTAL
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    182 M-2PLANEAMENTO CONFEC@net GESTÃO E CONTROLODAPRODUÇÃO BIBLIOGRAFIA [1] BÉRANGER, Pierre - “As novas regras de produção”. Edições Técnicas, 1989. [2] CARVAJAL, Rodrigo; SEQUEIRA, João M. Bilstein - “Gestão da Produção”. Lisboa: Colecção o Gestor, 1994. [3] COURTOIS, Alain; PILLET, M.; Martin, C.- “Gestão da Produção”. Edições Técnicas Lidel, 1991. [4] MARTIN, C.; COURTOIS, Alain; PILLET, M. - “Gestão da Produção”. Edições Técnicas Lidel, 1997. [5] MARQUES, Ana Paula - “Gestão da Produção”. Lisboa: Texto Editora, 1991.
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    183 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO OBJECTIVOS 1. Conhecer os conceitos de custos aplicados a uma empresa de confecção. 2. Indicar as formas de definir o preço de venda. 3. Perceber o método de cálculo do custo minuto. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 9.1 Introdução 184 9.2 Calculo do preço de venda 184 9.2.1 Método empírico 185 9.2.2 Método de apuramento dos custos 187 9.3 Cálculo do custo minuto 189 9.4 Custo - abordagem simplificada 191 9.5 Formação do preço de venda 195 9.5.1 Mark-UP 195
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    184 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO 9.1 INTRODUÇÃO A determinação do custo minuto é de extrema importância para a gestão de qualquer empresa. Dele irá depender o sucesso da empresa. Um custo minuto mal calculado é prejudicial nos dois sentidos. Um custo demasiadamente elevado (mal calculado ou elevado por inefeciência produtiva) poderá fazer com que a empresa perca competitividade e venha a perder encomendas como consequência da concorrência do mercado. Um custo demasiado baixo fará com que a empresa faça maus negócios, podendo estar a perder dinheiro em cada negócio que realiza. Como reflexo da grande concorrência existente no mercado têxtil, a margem bruta entre os preços de venda aceites pelos clientes/consumidores e os custos verificados durante a produção dos artigos têxteis tem vindo a diminuir significativamente, obrigando a que a precisão no seu cálculo adquira uma importância cada vez maior. A determinação rigorosa do custo de fabrico constitui pois um importante objectivo para qualquer empresa, de modo a impedir que sejam comercializados produtos a preços que venham a traduzir-se em prejuízo, por não cobrirem todos os custos envolvidos na sua produção, devido à pressão constante dos clientes em reduzir o preço a pagar, e por outro lado, impedir que sejam apresentados preços de venda muito superiores ao necessário, levando à perda de clientes devido à falta de competitividade. As empresas têm necessidade de criar condições que lhes permitam: - Racionalizar os consumos de materiais, componentes, mão-de-obra, energia e todos os factores produtivos envolvidos, principalmente, os de maior peso no custo dos produtos; - Um melhor aproveitamento da capacidade instalada; - Efectuar aprovisionamentos de forma eficiente para que os materiais e componentes entrem na empresa ao menor custo possível, sem prejuizo da qualidade; - Efectuar a mais rápida rotação de stocks dos materiais e componentes, produtos em curso de produção e entrega dos produtos fabricados; - Um controlo efectivo e em curto prazo dos custos efectivamente verificados, por forma a determinar os desvios entre estes custos e os previstos, analisando as suas causas, de modo a serem definidas acções correctivas e preventivas. Assim, a implementação de uma adequada gestão de custos é imprescíndivel para o sucesso das empresas, a qual passará pelo: - Cálculo rigoroso dos custos; - Controlo atempado de custos. 9.2 CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA Existem duas formas de definir o preço de venda. Utilizando um método empírico, em que se procura adivinhar os custos envolvidos, e o método de apuramento dos custos, em que todos os custos envolvidos, e que traduzem a realidade de cada empresa, são
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    185 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO apurados. 9.2.1 MÉTODO EMPÍRICO Infelizmente, muitas empresas continuam ainda a utilizar o guesswork (adivinhar o conteúdo de trabalho e prever custos) para definirem o preço de venda ou o preço a cobrar no caso de se tratar apenas de uma subcontratação da produção. Esta forma empírica de determinar os custos e definir o preço de venda funciona por estimativas, utilizando o senso comum, a experiência dos responsáveis e o historial da empresa. Como é óbvio os desvios são enormes e se antigamente as margens de lucro permitiam cobrir esses erros, hoje as empresas têm necessidade de utilizar informação objectiva sob pena de incorrerem em graves prejuízos. A) ESTIMAR O CONSUMO DE MATÉRIA-PRIMA PRINCIPAL Por extrapolação, utilizando o senso comum e o histórico da empresa (por tipo de artigo) e com uma tabela de medidas. Conhecendo a gramagem do tecido/malha, faz-se a pesagem da amostra (retirando um valor para os aviamentos se forem considerados como relevantes) e utilizando uma percentagem de aproveitamento do material no corte. B) ESTIMAR O CONSUMO DOS AVIAMENTOS São calculados a partir do consumo de matéria-prima principal utilizando uma percentagem estimada em função do histórico.Aviamentos de menor importância podem ser contabilizados na margem de segurança. C) ESTIMAR O CUSTO DA MÃO-DE-OBRA Utilizando critérios subjectivos é atribuída uma margem para a mão-de-obra indirecta e gastos gerais em função do custo atribuído à mão-de-obra directa. O custo de mão-de-obra é também determinado por exclusão de partes (subtraindo ao valor total os custos conhecidos).
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    186 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO D) ACRESCENTAR A MARGEM DE LUCRO E UMA MARGEM DE SEGURANÇA PARA PROCURAR PREVENIR SURPRESAS. Exemplo: Cálculo do preço de venda de uma calça de homem. Matéria-prima principal Preço tecido/metro: 8,00€ Consumo unitário: 1.35m Custo matéria-prima principal = 8,00€x1.35 = 10,80€. Aviamentos Com base no histórico da empresa para calças de homem estimaram-se 1€. Custo aviamentos = 1,00€. Mão-de-obra Custo/hora mão-de-obra directa + mão-de-obra indirecta + gastos gerais = 4,00€/hora. Tempo de produção previsto: 1hora e 15 minutos. Custo mão-de-obra = 4,00€x1.25 = 5,00€. Custo total = 10,80€+1€+5€ = 16,80€. Margem de Lucro “Se ganhar-mos 1,00€ com as 10000 calças da encomenda, ganhamos 10000€... é bom? Ok definimos um lucro de 1,00€ por calça”. Margem de Segurança “Para prevenir vamos acrescentar 10% de margem de segurança sobre o total dos custos...” Margem de segurança = 1,68€. Assim, temos um preço de venda de: Total de custos 16,80€ Margem de lucro 1,00€ Margem de segurança 1,68€ Total 19,48€ “...VAMOS NEGOCIAR A 20,00€!!!...”
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    187 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO 9.2.2 MÉTODO DE APURAMENTO DOS CUSTOS Esta deverá ser a forma correcta de trabalhar. Determinar os vários custos envolvidos na produção de cada artigo e avaliar a contribuição dos mesmos nos resultados globais da empresa, de modo a se poder concluir sobre possibilidades de abandono de artigos de baixa contribuição ou mesmo de prejuízo para a empresas. A) CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA PRINCIPAL E DOS AVIAMENTOS É necessário conhecer o consumo unitário, a percentagem de desperdícios e o consumo final. B) CUSTO DA MÃO-DE-OBRA É necessário conhecer o tempo de produção e o custo minuto da empresa. C) OUTROS CUSTOS É necessário conhecer o peso de outros custos da empresa na produção de um artigo específico, nomeadamente os custos relativos à prestação de serviços afectos ao produto, custos de origem financeira, custos de origem fiscal, e outros. De modo a facilitar o cálculo do preço de venda, aconselha-se a utilização de um documento (em formato informático ou apenas registo em papel), onde são preenchidos todos os parâmetros com influência no cálculo do preço de venda. Exemplo de uma ficha de cálculo do preço de venda Neste exemplo apresentamos o preço de venda composto dos seguintes valores: 1. Custo das matérias-primas e componentes (aviamentos); 2. Custo de mão-de-obra directa; 3. Encargos com a estrutura da empresa; 4. Despesas com a comercialização e margem de lucro. Figura 1 - Custos na empresa Produto AcabadoTransporte Matéria Prima Encargos Gerais ComercialGerência Contabilidade MOD Empresa Subcontratada Armazém de Matéria Prima Produção Controlo da Qualidade Produção para expedição Transporte Produto Acabado Fornecedores Matéria Prima Comercial ContabilidadeAprovisionamento Gerência Investigações e Desenvolvimento
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    189 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO 9.3 CÁLCULO DO CUSTO MINUTO Existem vários métodos para o cálculo do custo minuto. De seguida será apresentado um exemplo de cálculo utilizando o método das três componentes. MÉTODO DAS TRÊS COMPONENTES Trata-se de um sistema simples e de fácil aplicação prática. O custo minuto da empresa é obtido através da soma do custo minuto de: - Mão-de-obra directa; - Mão-de-obra indirecta; - Encargos com a estrutura. CUSTO MINUTO Exemplo: Dias de trabalho por ano: 220 Minutos de trabalho por dia: 8x60 = 480 Total minutos por operário num ano: 220x480 = 105600 MÃO-DE-OBRA DIRECTA (MOD) Número médio de operários na empresa (média anual): 50 Total minutos MOD disponíveis por ano: 50x105600 = 5280000 Salário médio mensal por operário: 400,00€ Encargos mensais por operário (taxa social): 24% Meses de remuneração por operário: 14 Custo anual por operário= [Salário médio mensal por operário+ (Encargos mensais por operário (taxa social) x Salário médio mensal por operário)] x Meses de remuneração por operário. Custo anual por operário =[400,00+(0.24*400,00)]x14=6 944,00€ Custo minuto da MOD = (Custo anual por operárioxNº operários)/Total minutos MOD disponíveis por ano. Custo minuto da MOD= (6944,00x50)/5280000 = 0,07€
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    190 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO MÃO-DE-OBRA INDIRECTA (MOI) Número médio de funcionários na empresa (média anual): 8 Total minutos MOI disponíveis por ano: 8x105600 = 844800 Salário médio mensal por funcionário: 600,00€ Encargos mensais por funcionário: 24% Meses de remuneração por funcionário:14 Custo anual por funcionário=[600,00+(0.24*600,00)]x14=10 416,00€ Custo minuto da MOI = (Custo anual por funcionário x Nº funcionários)/Total minutos MOD disponíveis por ano. Custo minuto da MOI= (10416,00x8)/5280000 = 0,02€ ENCARGOS GERAIS FINANCEIROS COM A ESTRUTURA DA EMPRESA (EGF) Todos os encargos com equipamentos e outros custos fixos (amortizações, energia, água, telefone, manutenção, conservação de instalações, viaturas, etc.). Custo global por ano = 25000 000,00€ Custo minuto dos EGF = Custo global por ano/Total minutos MOD disponíveis por ano. Custo minuto dos EGF = 250 000,00/5280000 = 0.05€ Assim, o Custo Minuto resulta da soma destas três parcelas: Custo Minuto = Custo minuto da MOD + Custo minuto da MOI + Custo minuto dos EGF. Custo Minuto = 0,07€ + 0,02€ + 0.05€ = 0.14€ CONCLUSÃO Nos dias competitivos de hoje as empresas de confecção enfrentam grandes dificuldades e já não podem cobrir os erros à custa da margem de lucro. Uma eficiente gestão dos custos é pois fundamental para a sua competitividade. As empresas têm que: - Calcular com rigor o custo de cada produto; - Controlar a sua produção de modo a detectar desvios em relação ao previsto;
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    191 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO - Actuar com a máxima brevidade possível sobre as causas, de modo a procurar eliminar as ineficiências. 9.4 CUSTO – ABORDAGEM SIMPLIFICADA O estudo da contabilidade, seja qual for a sua ramificação (comercial, bancária, pública, de custos, entre outros), fica mais fácil quando obedece a uma sequência gradativa e lógica. Assim, para podermos estudar a contabilidade de custos é necessário adquirir conhecimentos básicos sobre a contabilidade. Pelo que, deveremos estudar primeiro a contabilidade básica ou geral, para depois estudar a contabilidade de custos. Vejamos um exemplo simples de custos, utilizando a confecção de uma camisa: Tecidos 15,00€ Entretelas 1,00€ Botões 0,80€ Linhas de costura 0,20€ Total 17,00€ Tempo de trabalho: 1.0 hora (1 operário) NESTE CASO QUAL É O CUSTO DA CAMISA? Para o consumidor final o custo da camisa é o que ele paga na loja aquando da sua aquisição. Mas, para a empresa produtora da camisa, o custo corresponde apenas aos gastos envolvidos na compra dos materiais utilizados na sua produção? É evidente que não. Para produzir a camisa, além dos materiais utilizados, a empresa incorreu noutros custos: mão-de-obra directa, energia eléctrica, água, aluguer ou amortização do custo de aquisição das instalações, a depreciação da máquina de costura, os custos de supervisão e gestão da empresa, etc. Assim, tanto os materiais utilizados como todos os elementos envolvidos na produção da camisa, têm um custo e como tal têm que ser considerados. Podemos então concluir que o Custo de Fabricação ou Custo de Produção apresenta duas partes: CUSTO DE PRODUÇÃO= PARTE DIRECTA + PARTE INDIRECTA PARTE DIRECTA É composta por gastos de aquisição dos materiais utilizados integralmente no processo produtivo (tecnicamente conhecidos por Materiais Directos=MD ou Matéria-Prima=MP) mais o custo das horas de trabalho (tecnicamente conhecidos por Mão-de-obra Directa = MOD). A soma destes gastos é também denominada por Custo Directo, dado que as
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    192 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO suas quantidades e os seus valores são facilmente identificados em relação ao produto. Assim no exemplo da camisa, podemos concluir que: - MD = 17,00€ Soma dos materiais: Tecidos = 15,00€ ; entretela = 1,00€ ; Botões = 0,80€ e linhas de costura = 0,20€ - MOD = 3.00€ Considerando que o operário ganha 3,00€ por cada hora de trabalho, e que é necessária 1.0 hora para produzir a camisa. PARTE INDIRECTA É composta por gastos com outros elementos que concorreram indirectamente para a produção da camisa, como: energia eléctrica, água, aluguer ou amortização do custo de aquisição das instalações, a depreciação da máquina de costura, os custos de supervisão e gestão da empresa, etc. (tecnicamente conhecidos por Custos Indirectos de Fabricação = CIF). O Custo Directo de produção é facilmente determinado, pois geralmente corresponde aos valores integralmente gastos na compra dos materiais utilizados, mais a mão-de- obra das pessoas que trabalharam directamente na sua produção. Para calcular o valor dos Custos Indirectos de Fabricação de cada produto, devem estabelecer-se regras e efectuar cálculos para que os referidos custos sejam adequadamente atribuídos a cada produto. A denominação de Custos Indirectos de Fabricação surge do facto destes não corresponderem a gastos ocorridos especificamente para um determinado produto.Numa empresa industrial, dizem respeito a toda a produção obtida num determinado período. Por exemplo, o gasto com aluguer de instalações é indispensável para que a empresa possa existir, no entanto não está ligado a nenhum produto específico. Assim, o seu custo deve ser atribuído através de algum critério para todos os produtos que foram produzidos pela empresa nesse período. No exemplo da camisa, para conhecer o Custo de Produção real, é preciso incluir uma parcela dos custos indirectos de fabricação. A distribuição proporcional que se faz para atribuir a um produto específico o valor dos Custos Indirectos de Fabricação denomina-se por rateio. Para se efectuar o rateio, há necessidade de adoptar um critério, estimado ou atribuído. Esse critério é denominado por Base de Rateio. Os critérios utilizados como base para ratear o valor dos Custos Indirectos podem ser os mais variados:
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    193 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO ALUGUER CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = ÁREA / HORAS DE TRABALHO. Considerando um aluguer mensal de 1.200,00€, referente às instalações da empresa que ocupa uma área de 500m2 , correspondendo 20% ao espaço ocupado pelo departamento que produz a camisa. O valor a ser atribuído como Custo Indirecto de Fabricação (CIF) é obtido da seguinte forma: 500m2 x20% = 100m2 1.200,00€ /500m2 x100m2 = 240,00€ 240,00€ /30 dias = 8,00€ por dia 8,00€ equivalem a 8 horas, pelo que para 1,0 hora = 1,00€ MÁQUINAS, MOBILIÁRIO E FERRAMENTAS CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = HORAS DE TRABALHO. As máquinas, mobiliário e ferramentas utilizados para fazer a camisa – máquina, mesa, tesoura, entre outros – não são consumidos durante o processo produtivo. Estes bens possuem um maior tempo de vida útil, podendo ser utilizados na produção de muitas camisas durante vários anos. O critério para incluir no Custo de Produção (CP) o valor do gasto na aquisição desses bens é designado por Depreciação. Através da depreciação, considera-se como Custo do período uma parcela do valor gasto na aquisição dos bens duráveis, em função do tempo de vida útil estimado para o referido bem. Suponhamos que a máquina, a mesa e as outras ferramentas utilizadas correspondam à depreciação de 720,00€ por ano, equivalendo a uma depreciação mensal de 60,00€. Sabendo que foi utilizada 1.0 hora na produção da camisa, o valor da depreciação proporcional ao número de horas gastas será de 0,25€ (equivalente a 1.0 hora), representado pelo seguinte cálculo: 60,00€ /30 dias = 2,00€ por dia pelo que o valor de uma hora será 2,00€ /8 horas = 0,25€
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    194 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO ENERGIA ELÉCTRICA E ÁGUA CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = SECTORES / HORAS DE TRABALHO. Considerando que, durante o mês, foram gastos 120,00€ em energia eléctrica e água, e sabendo que a empresa tem 5 sectores sendo as camisas um deles, e que os consumos de energia eléctrica e água são proporcionais a todos os sectores, podemos estabelecer que a energia eléctrica e a água consumida para produzir uma camisa correspondem a 0,10€ (equivalente a 1.0 hora de trabalho). 120,00€ /5 sectores = 24,00€ mensais por sector Logo, 24,00€ /30 dias = 0,80€ por dia Assim, o valor de uma hora será 0,80€ /8 horas = 0,10€ . SUPERVISÃO DA EMPRESA CRITÉRIO (BASE) PARA RATEIO = HORAS DE TRABALHO. Considerando que, durante o mês se verificou um gasto de 1020,00€ com a supervisão da empresa.Podemos estabelecer que para produzir uma camisa o custo correspondente à supervisão da empresa é de 4,25€ (equivalente à 1.0 hora de trabalho). 1.020,00€ /30 dias = 34,00€ por dia Assim, o valor de uma hora será 34,00€ /8 horas = 4,25€ . Assim, podemos concluir que, para produzir uma camisa, concorreram os seguintes itens: a) Material Directo 17,00€ b) Mão-de-obra Directa 3,00€ c) Custos Indirectos de Fabricação - Aluguer 1,00€ - Depreciação 0,25€ - Energia e água 0,10€ - Supervisão Empresa 4,25€ 5,60€ Total = Custo de Produção (CP) 25,60€ Podemos então dizer que a produção de uma camisa custou 25,60€ , pelo que o custo de produção (CP) é composto por três elementos:
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    195 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO CUSTO DE PRODUÇÃO (CP) = MATERIAL DIRECTO (MD) + MÃO-DE-OBRA DIRECTA (MOD) + CUSTO INDIRECTO DE FABRICAÇÃO (CIF). 9.5 FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 9.5.1 MARK-UP O Mark-UP é um multiplicador sobre o custo dos produtos. É um cálculo rápido a partir do custo de cada produto. A construção do Mark-UP está ligada a percentuais que são aplicados sobre o preço de venda. O Mark-UP poderá ser genérico, partindo do pressuposto de que o custo industrial por absorção é o grande elemento diferenciador para a formação do preço de venda, e que se utiliza o Mark-UP para todos os produtos. Desta forma, no índice multiplicador que será aplicado sobre o custo, deverá estar incluído o percentual das despesas operacionais:administrativas, vendas, financeiras e da margem de lucro desejada. MARGEM DE LUCRO DESEJADA Um dos pontos mais importantes e polémicos é a relação da margem de lucro que deve ser afectada ao Mark-UP. A margem de lucro desejada é bastante variável de empresa para empresa, e depende de inúmeros factores, como: a) O sector onde a empresa actua; b) A rentabilidade de rotação dos seu activos; c) A rentabilidade de rotação do capital próprio; d) O tipo de produto; e) A competitividade do sector onde a empresa está inserida; f) A escala de produção, etc. Além destas tendências económico-financeiras, é importante ter em consideração: a) O objectivo da empresa; b) A cultura da empresa; c) O ambiente social onde está inserida; d) A participação dos empregados.
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    196 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA O cálculo do preço de venda (PV) é o valor que a empresa deseja obter de forma a conseguir alcançar os seus objectivos e a rentabilidade desejada. Exemplo: Calcular o preço de venda de um produto que possui um custo de produção de 500,00€, e o coeficiente que deve ser aplicado sobre o custo para identificação desse preço de venda: a) Identificação dos percentuais de impostos sobre as vendas IVA: 19,00 % Outro 1: 1,65 % Outro 2: 3,00 % Total: 23,65 % b) Determinação dos percentuais padrões de despesas operacionais, despesas financeiras e margem de lucro desejada. Despesas Comerciais: 14,40% Despesas Administrativas: 7,60% Despesas Financeiras: 1,80% Margem de Lucro desejada: 3,90% Total: 27,70% Fórmula a ser utilizada: PV = (CUSTO DE PRODUÇÃO) / (1 – (%IMPOSTOS + %DESPESAS E MARGEM DESEJADA)) Resolução: PV = (500,00)/(1–(0,2265+0,2770)) PV = 500,00/0,4965 PV = 1.007,05€ Coeficiente para aplicação sobre o custo de produção = 1.007,05/500,00 = 2,0141. No caso da empresa estar a iniciar as suas actividades e não ser possível identificar um percentual de despesas sobre o preço de venda, pode utilizar-se a seguinte fórmula:
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    197 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO PV = (CUSTO DE PRODUÇÃO + DESPESAS FIXAS)/(1 – (%IMPOSTOS + %DESPESAS VARIÁVEIS + %LUCRO DESEJADO)). Relativamente ao exemplo anterior, se a empresa não tivesse o percentual das despesas administrativas, comerciais e financeiras, mas possuísse um valor das despesas fixas de 239,68€ : PV = (500,00+239,68)/(1–(0,2265+0,0390)) PV = 739,68/0,7345 PV = 1.007,05€ Coeficiente para aplicação sobre o custo de produção = 1.007,05/500,00 = 2,0141. Importa salientar que no mercado actual por vezes não é possível incluir no cálculo do preço de venda a margem de lucro que a empresa bem entender, em diversas circunstâncias a empresa vê-se forçada a abdicar das suas margens ou reduzir os custos e despesas para poder concorrer no mercado.
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    198 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO AUTO-TESTE DO TEMA Instruções de utilização: O questionário, a que a seguir vai responder, é constituído por 16 itens, distribuídos por 4 secções, identificadas pelas letras do alfabeto que vão de A a D. Dentro de cada secção os itens estão numerados de 1 a 4, deverá seleccionar a/ as respostas que considerar mais adequadas para responder correctamente a cada uma das questões. Se comprarmos um par de calças numa loja, o custo dessa calça é o preço pago por ela. Se produzirmos a calça numa empresa, o custo da calça será: A1 A2 A3 A4 O preço pago pelos materiais. O preço que seria pago se fosse comprada na loja. A soma dos gastos necessários à sua produção em materiais, mão-de-obra e custos indirectos de fabricação. Nenhuma das anteriores. TOTAL Para o cálculo do custo minuto devemos considerar: B1 B2 B3 B4 Custo das matérias-primas e componentes. Custo de produção. Encargos com a estrutura da empresa. Despesas com a comercialização e margem de lucro. TOTAL Sempre que um gasto for facilmente identificado em relação a cada produto, esse gasto será: C1 C2 C3 C4 Custo directo de fabricação. Custo indirecto de fabricação. Investimento. Gastos gerais de fabricação. TOTAL
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    199 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO Concorrem para o cálculo do Custo Total de Produção: D1 Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e margem de lucro. D4 Os custos de mao-de-obra directa. TOTAL D2 Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e encargos gerais financeiros. D3 Os custos de mao-de-obra directa, margem de lucro e encargos gerais financeiros.
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    200 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS Se comprarmos um par de calças numa loja, o custo dessa calça é o preço pago por ela. Se produzirmos a calça numa empresa, o custo da calça será: A1 A2 A3 A4 O preço pago pelos materiais. O preço que seria pago se fosse comprada na loja. A soma dos gastos necessários à sua produção em materiais, mão-de-obra e custos indirectos de fabricação. Nenhuma das anteriores. TOTAL Para o cálculo do custo minuto devemos considerar: B1 B2 B3 B4 Custo das matérias-primas e componentes. Custo de produção. Encargos com a estrutura da empresa. Despesas com a comercialização e margem de lucro. TOTAL Sempre que um gasto for facilmente identificado em relação a cada produto, esse gasto será: C1 C2 C3 C4 Custo directo de fabricação. Custo indirecto de fabricação. Investimento. Gastos gerais de fabricação. TOTAL
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    201 CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt M-2M-2M-2M-2M-2 PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOCUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTO MINUTOOOOO Concorrem para o cálculo do Custo Total de Produção: D1 Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e margem de lucro. D4 Os custos de mao-de-obra directa. TOTAL D2 Os custos de mao-de-obra directa, mão-de-obra indirecta e encargos gerais financeiros. D3 Os custos de mao-de-obra directa, margem de lucro e encargos gerais financeiros.
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    202 M-2M-2M-2M-2M-2PLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTOPLANEAMENTO CONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@neCONFEC@nettttt CUSTCUSTCUSTCUSTCUSTO MINUTO MINUTOMINUTO MINUTO MINUTOOOOO BIBLIOGRAFIA [1] BORNIA, Antonio Cezar - “Gestão análise gerencial de custos”.Porto Alegre:Bookman, 2002. [2] GLOCK, Ruth E.; KUNZ, Grace I. - “Apparel manufacturing: sewn product analysis”. 2nd ed. New Jersey: Prentice-Hall, Inc, 1995. ISBN 0-02-344142-9. [3] HORNGREN, Charles T. - “Contabilidade de Custos”. São Paulo: Atlas, 1978. [4] LI, David H. -“Contabilidade de custos”. Rio de Janeiro: Ed. Interamericana, 1981. [5] LOPES, Carla - "Cálculo de custos em confecção". Braga: Controlconsul, 2003. [6] MARQUES, Kelly Cristina Mucio- “Apostila de contabilidade de custos”. Universidade Estadual de Maringá, 2002. [7] MARTINS, Elizeu. “Contabilidade de custos”. São Paulo: Atlas, 1978. [8] PADOVEZE, Clovis Luís - "O paradoxo da utilização do método de custeio variável versus custeio por absorção".Revista do Conselho Regional de Contabilidade São Paulo. nº 12 (Junho 2000). [9] PANOSSO, Alceu - “Formação de custo aplicado à confecção”. Universidade Estadual de Maringá, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, 2003. [10] SANTOS, Gilda - "Organização da produção na confecção".V.N.Famalicão: CITEVE, 2000.