A IGREJA NO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
ESQUEMA  GERAL  DA  EXPOSIÇÃOA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
1830. Começa na França, por sublevações organizadas por sociedades secretas, e se estende por vários outros países. Na Polônia, a revolução é levada por católicos unidos a maçons contra russos ortodoxos. Na Bélgica, católicos e liberais se unem contra os holandeses. Na Irlanda, pelos católicos; em Portugal, pelos maçons. Espanha, Bálcãs, etc.1848. Nova onda revolucionária, atingindo França, Alemanha, Hungria, etc. Os movimentos trazem agora um anticlericalismo mitigado (alguns padres chegam a participar das sublevações!), mas temperado com a questão operária, já premente. Influência milenarista e historicista. Primeiras manifestações socialistas.1860-70. Unificação da Itália. Os revoltosos são organizados por sociedades secretas. As terras pontifícias são tomadas, deixando tão-somente Roma, que depois também é tomada e tornada capital da Itália unificada (em substituição a Florença). O Papa torna-se “prisioneiro do Vaticano”.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
imagens que dizem muitoxPensamentos reveladoresA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
FRANÇA, 1830A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
BÉLGICA, 1830A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
ALEMANHA, 1848A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
ÁUSTRIA, 1848A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
HUNGRIA, 1848A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
BRASIL, 1888A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
GUARARAPES, 1879A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
GUARARAPES, 1758A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“Eis que chega o terceiro mundo. Eis que se desenha o arco-íris da humanidade, este sinal de suprema e eterna aliança! Acabou-se a era da graça, a do mérito começa!   ... Cabe à humanidade criar sua própria vida, cabe a ela criar a terra prometida!  Chegamos ao término da era inaugurada por Cristo!... Delineia-se um futuro que precisamos conhecer a partir das premissas contidas no passado.”CieskowskiA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“Homens do futuro! É a vós que está reservado realizar essa profecia, se Deus estiver conosco. Será obra de uma nova revelação, de uma nova religião, de uma nova sociedade, de uma nova humanidade!Essa religião não abjurará o cristianismo, mas o despojará de suas formas. Será para o cristianismo o que é a filha para a sua mãe, quando uma é levada ao túmulo enquanto a outra está no auge da vida.”George SandA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“O caráter mais marcante ... que distingue exclusivamente o homem é o progresso, um progresso contínuo, indefinido; e todo o progresso se resume em um progresso social ... O homem sozinho, portanto, não passa de um fragmento de ser:   o ser verdadeiro é o ser coletivo, a Humanidade, que não morre nunca, que, em sua unidade, se desenvolve sem cessar, recebendo de cada um de seus membros o produto de sua atividade própria e comunicando a cada um, na medida em que este pode participar dela, o produto da atividade de todos.”LamennaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“O que separava os irmãos oscila e desaba; as próprias distâncias se apagam. Entrevê-se ao longe a época feliz em que o mundo formará uma mesma cidade regida pela mesma lei, a lei de justiça, de igualdade e fraternidade, religião futura da raça humana inteira, que saudará em Cristo seu legislador supremo e derradeiro...”“Cada homem individual e a humanidade inteira devem se transfigurar, passar de um estado inferior a um estado mais elevado, por uma espécie de crescimento que só tem limite em Deus mesmo.”LamennaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“Graças a dezoito séculos de sofrimentos e esforços, começamos também a dominar a matéria; servimo-nos dela como de um escravo. As forças naturais começam a ser subjugadas e entrevemos o momento em que a luta da natureza e do homem poderá terminar com a vitória da inteligência.  Como poderíamos, como os cristãos, lançar ao mundo e à natureza um anátema reprovador e buscar a vida beata fora das condições do mundo?  Um homem que pregasse hoje o fim próximo do mundo com o mesmo entusiasmo de São Pedro e São Paulo e de todos os apóstolos não apenas não seria escutado , mas seria tido como insensato.”Pierre LerouxA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“O abalo que a revolução produziu foi tamanho e tantas coisas extraordinárias foram vistas, tantas montanhas rebaixadas, tantos vales preenchidos, que não há mais milagre social que não pareça possível ...  Coisa nova, grande em si, presságio do futuro!  Há  homens que acreditavam já abraçar o seu ideal. O que outrora chamava-se engodo, utopia, chama-se agora teorias. Não desprezemos os sonhos!”Edgar QuinetA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
“A humanidade há de ser apenas uma família de heróis, de cientistas e de artistas”Proudhon“A cidade socialista não tem igreja nem cemitério. Deus está suprimido e os mortos transformam-se em cinzas. Os vivos têm o seu clube e os cadáveres o seu forno crematório.  A cidade antiga agrupava suas casas baixas em torno do campanário. A cidade socialista agrupa seus altos prédios em torno da escola!”Vaillan-CouturierA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
NON  DOMINOSED  NOBISA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
Giovanni Mastai-Ferretti .Papa de  1846  a  1878.  Foi eleito num conclave dividido entre conservadores e reformadores. No início de seu pontificado era tido por liberal , aberto às novas idéias do século. Ao final, é considerado um Papa reacionário, conservador,  avesso às reformas e ao progresso.Foi beatificado por João Paulo II, em setembro de 2000.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
Pio IX foi o Papa da Encíclica Quanta Cura, que se fez acompanhar por um documento que enunciava oitenta erros do século: o conhecido SYLLABUS ERRORUM.Foi o Papa que convocou o Concílio Vaticano I.A Igreja entre liberais fanáticos, católicos liberais, reformadores, tradicionais.A Igreja entre estados nacionais que querem arregimentá-la para atingir os seus objetivos (Itália contra Áustria, Polônia contra Rússia, etc.).A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
O   SYLLABUS   CONDENA “TUDO”o racionalismo, porque chegava a negar a divindade de Cristo
o galicanismo, porque reconhecia ao poder civil questionar a autoridade religiosa
o estatismo, porque atacava o ensino religioso e as ordens religiosas
O naturalismo, porque retirava a religião do governo da sociedade
o socialismo, porque submetia tudo à autoridade do Estado
A maçonaria, promotora das revoluções nacionaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
Pio IX também definiu o dogma da Imaculada Conceição (Encíclica Ineffabilis Deus) e consagrou o mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus, em 16 de junho de 1875.Foi no seu reinado que a Itália foi unificada, em 1860, sob a  liderança de Vittorio Emanuele, que deixa apenas Roma sob a autoridade pontifícia.  Em 1870 , Roma também é tomada e ao Papa é garantida tão-somente a extraterritorialidade dos palácios papais na cidade. A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
Questões  polêmicas que foram ventiladas antes de sua convocação, em 1868: Sendo o 1º concílio após a reforma, os protestantes poderiam participar? Os chefes dos estados que se separaram da Igreja deveriam ser convidados? (alguns, sobretudo na América do Sul, eram maçons)Para que um concílio se o Papa pode decidir sem ele?As questões mal-resolvidas da Revolução Francesa (Igreja vs. Estado) seriam retomadas no Concílio?Os liberais temiam Pio IX, os tradicionais temiam os teólogos alemães e franceses, considerados liberais.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
CONVOCAÇÃO:   Bula AeternisPatris,  de junho de 1868.SESSÕES:Primeira: início em 8 de dezembro de 1869, com o decreto de abertura do Concílio.Segunda: início em 6 de janeiro de 1870, com a profissão de fé.Terceira: início em 24 de abril de 1870, encerrando com a aprovação da Constituição Dogmática Dei Filiussobre a fé católica.Quarta: início em 18 de julho de 1870, concluída com a aprovação da Constituição Dogmática Pastor Aeternussobre a Igreja de Cristo, que declara o dogma da infalibilidade papal.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI FILIUS  –  principais pontosHá um Deus pessoal, livre, Criador de todas as coisas e independente do mundo criado (contra o materialismo e o panteísmo).A existência de Deus pode ser conhecida com certeza pela luz natural da razão humana. Houve uma Revelação Divina, que nos chega pela tradição e pelas Escrituras Sagradas. A fé é uma adesão livre do homem a Deus, que surge de um dom da graça divina. O desacordo entre a razão e a fé pode vir da falsa compreensão das proposições da fé ou das conclusões da razão.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA  PASTOR AETERNUS - INFALIBILIDADE PAPAL  As condições para o exercício do carisma da infalibilidade, de acordo com o dogma estabelecido, são quatro:1 - que o Papa se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das chaves, concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo;2 - que se pronuncie sobre fé e moral;3 - que queira ensinar à Igreja inteira;4 - que defina uma questão, declarando o que é certo, proibindo que se ensine a tese oposta.A forma do pronunciamento é irrelevante: pode ser numa encíclica ou num decreto especial, bula, constituição apostólica etc.; o Papa tem que deixar evidente que o faz nessas quatro condições citadas.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
Encíclica pastoral do Papa Leão XIII sobre a condição dos operários(publicada em 15 de maio de 1891):Reconhece a difícil condição do proletariado e propõe princípios a serem seguidos
Refuta o método socialista para a solução dos conflitos

História da Igreja - O Século XIX e as Revoluções

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    A IGREJA NOSÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    ESQUEMA GERAL DA EXPOSIÇÃOA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    1830. Começa naFrança, por sublevações organizadas por sociedades secretas, e se estende por vários outros países. Na Polônia, a revolução é levada por católicos unidos a maçons contra russos ortodoxos. Na Bélgica, católicos e liberais se unem contra os holandeses. Na Irlanda, pelos católicos; em Portugal, pelos maçons. Espanha, Bálcãs, etc.1848. Nova onda revolucionária, atingindo França, Alemanha, Hungria, etc. Os movimentos trazem agora um anticlericalismo mitigado (alguns padres chegam a participar das sublevações!), mas temperado com a questão operária, já premente. Influência milenarista e historicista. Primeiras manifestações socialistas.1860-70. Unificação da Itália. Os revoltosos são organizados por sociedades secretas. As terras pontifícias são tomadas, deixando tão-somente Roma, que depois também é tomada e tornada capital da Itália unificada (em substituição a Florença). O Papa torna-se “prisioneiro do Vaticano”.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    imagens que dizemmuitoxPensamentos reveladoresA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    FRANÇA, 1830A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    BÉLGICA, 1830A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    ALEMANHA, 1848A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    ÁUSTRIA, 1848A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    HUNGRIA, 1848A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 10.
    BRASIL, 1888A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 11.
    GUARARAPES, 1879A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    GUARARAPES, 1758A IGREJAO SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 13.
    “Eis que chegao terceiro mundo. Eis que se desenha o arco-íris da humanidade, este sinal de suprema e eterna aliança! Acabou-se a era da graça, a do mérito começa! ... Cabe à humanidade criar sua própria vida, cabe a ela criar a terra prometida! Chegamos ao término da era inaugurada por Cristo!... Delineia-se um futuro que precisamos conhecer a partir das premissas contidas no passado.”CieskowskiA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “Homens do futuro!É a vós que está reservado realizar essa profecia, se Deus estiver conosco. Será obra de uma nova revelação, de uma nova religião, de uma nova sociedade, de uma nova humanidade!Essa religião não abjurará o cristianismo, mas o despojará de suas formas. Será para o cristianismo o que é a filha para a sua mãe, quando uma é levada ao túmulo enquanto a outra está no auge da vida.”George SandA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “O caráter maismarcante ... que distingue exclusivamente o homem é o progresso, um progresso contínuo, indefinido; e todo o progresso se resume em um progresso social ... O homem sozinho, portanto, não passa de um fragmento de ser: o ser verdadeiro é o ser coletivo, a Humanidade, que não morre nunca, que, em sua unidade, se desenvolve sem cessar, recebendo de cada um de seus membros o produto de sua atividade própria e comunicando a cada um, na medida em que este pode participar dela, o produto da atividade de todos.”LamennaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “O que separavaos irmãos oscila e desaba; as próprias distâncias se apagam. Entrevê-se ao longe a época feliz em que o mundo formará uma mesma cidade regida pela mesma lei, a lei de justiça, de igualdade e fraternidade, religião futura da raça humana inteira, que saudará em Cristo seu legislador supremo e derradeiro...”“Cada homem individual e a humanidade inteira devem se transfigurar, passar de um estado inferior a um estado mais elevado, por uma espécie de crescimento que só tem limite em Deus mesmo.”LamennaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “Graças a dezoitoséculos de sofrimentos e esforços, começamos também a dominar a matéria; servimo-nos dela como de um escravo. As forças naturais começam a ser subjugadas e entrevemos o momento em que a luta da natureza e do homem poderá terminar com a vitória da inteligência. Como poderíamos, como os cristãos, lançar ao mundo e à natureza um anátema reprovador e buscar a vida beata fora das condições do mundo? Um homem que pregasse hoje o fim próximo do mundo com o mesmo entusiasmo de São Pedro e São Paulo e de todos os apóstolos não apenas não seria escutado , mas seria tido como insensato.”Pierre LerouxA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “O abalo quea revolução produziu foi tamanho e tantas coisas extraordinárias foram vistas, tantas montanhas rebaixadas, tantos vales preenchidos, que não há mais milagre social que não pareça possível ... Coisa nova, grande em si, presságio do futuro! Há homens que acreditavam já abraçar o seu ideal. O que outrora chamava-se engodo, utopia, chama-se agora teorias. Não desprezemos os sonhos!”Edgar QuinetA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    “A humanidade háde ser apenas uma família de heróis, de cientistas e de artistas”Proudhon“A cidade socialista não tem igreja nem cemitério. Deus está suprimido e os mortos transformam-se em cinzas. Os vivos têm o seu clube e os cadáveres o seu forno crematório. A cidade antiga agrupava suas casas baixas em torno do campanário. A cidade socialista agrupa seus altos prédios em torno da escola!”Vaillan-CouturierA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    Giovanni Mastai-Ferretti .Papade 1846 a 1878. Foi eleito num conclave dividido entre conservadores e reformadores. No início de seu pontificado era tido por liberal , aberto às novas idéias do século. Ao final, é considerado um Papa reacionário, conservador, avesso às reformas e ao progresso.Foi beatificado por João Paulo II, em setembro de 2000.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 23.
    Pio IX foio Papa da Encíclica Quanta Cura, que se fez acompanhar por um documento que enunciava oitenta erros do século: o conhecido SYLLABUS ERRORUM.Foi o Papa que convocou o Concílio Vaticano I.A Igreja entre liberais fanáticos, católicos liberais, reformadores, tradicionais.A Igreja entre estados nacionais que querem arregimentá-la para atingir os seus objetivos (Itália contra Áustria, Polônia contra Rússia, etc.).A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    O SYLLABUS CONDENA “TUDO”o racionalismo, porque chegava a negar a divindade de Cristo
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    o galicanismo, porquereconhecia ao poder civil questionar a autoridade religiosa
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    o estatismo, porqueatacava o ensino religioso e as ordens religiosas
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    O naturalismo, porqueretirava a religião do governo da sociedade
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    o socialismo, porquesubmetia tudo à autoridade do Estado
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    A maçonaria, promotoradas revoluções nacionaisA IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 30.
    Pio IX tambémdefiniu o dogma da Imaculada Conceição (Encíclica Ineffabilis Deus) e consagrou o mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus, em 16 de junho de 1875.Foi no seu reinado que a Itália foi unificada, em 1860, sob a liderança de Vittorio Emanuele, que deixa apenas Roma sob a autoridade pontifícia. Em 1870 , Roma também é tomada e ao Papa é garantida tão-somente a extraterritorialidade dos palácios papais na cidade. A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    Questões polêmicasque foram ventiladas antes de sua convocação, em 1868: Sendo o 1º concílio após a reforma, os protestantes poderiam participar? Os chefes dos estados que se separaram da Igreja deveriam ser convidados? (alguns, sobretudo na América do Sul, eram maçons)Para que um concílio se o Papa pode decidir sem ele?As questões mal-resolvidas da Revolução Francesa (Igreja vs. Estado) seriam retomadas no Concílio?Os liberais temiam Pio IX, os tradicionais temiam os teólogos alemães e franceses, considerados liberais.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
  • 33.
    CONVOCAÇÃO: Bula AeternisPatris, de junho de 1868.SESSÕES:Primeira: início em 8 de dezembro de 1869, com o decreto de abertura do Concílio.Segunda: início em 6 de janeiro de 1870, com a profissão de fé.Terceira: início em 24 de abril de 1870, encerrando com a aprovação da Constituição Dogmática Dei Filiussobre a fé católica.Quarta: início em 18 de julho de 1870, concluída com a aprovação da Constituição Dogmática Pastor Aeternussobre a Igreja de Cristo, que declara o dogma da infalibilidade papal.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEIFILIUS – principais pontosHá um Deus pessoal, livre, Criador de todas as coisas e independente do mundo criado (contra o materialismo e o panteísmo).A existência de Deus pode ser conhecida com certeza pela luz natural da razão humana. Houve uma Revelação Divina, que nos chega pela tradição e pelas Escrituras Sagradas. A fé é uma adesão livre do homem a Deus, que surge de um dom da graça divina. O desacordo entre a razão e a fé pode vir da falsa compreensão das proposições da fé ou das conclusões da razão.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA PASTOR AETERNUS - INFALIBILIDADE PAPAL As condições para o exercício do carisma da infalibilidade, de acordo com o dogma estabelecido, são quatro:1 - que o Papa se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das chaves, concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo;2 - que se pronuncie sobre fé e moral;3 - que queira ensinar à Igreja inteira;4 - que defina uma questão, declarando o que é certo, proibindo que se ensine a tese oposta.A forma do pronunciamento é irrelevante: pode ser numa encíclica ou num decreto especial, bula, constituição apostólica etc.; o Papa tem que deixar evidente que o faz nessas quatro condições citadas.A IGREJA O SÉCULO DAS REVOLUÇÕES
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    Encíclica pastoral doPapa Leão XIII sobre a condição dos operários(publicada em 15 de maio de 1891):Reconhece a difícil condição do proletariado e propõe princípios a serem seguidos
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    Refuta o métodosocialista para a solução dos conflitos