LINCOSAMIDAS E
METRONIDAZOL
Jaime Araujo
▪ Também chamadas Lincomicinas.
▪ O mecanismo de ação os aproximam dos macrolídeos
com quem inclusive podem ter resistência cruzada.
▪ A classe possui um antibiótico natural que é a lincomicina e
5 antibióticos semi sintéticos, mas somente a clindamicina
tem efeito na clínica.
LINCOSAMIDAS
▪ Nome comercial: Frademicina®
▪ Uso oral: Ação incompleta. Via oral é 20 a 30% absorvida e
com alimento é reduzida em mais 50%.
▪ Doses: Usar em crianças maiores de 1 mês:
▪ IM: 10 mg/Kg a cada 12 a 24 horas e EV: 10 a 20
mg/Kg/dia divididos a cada 8 ou 12 horas.
▪ Concentração: 300mg/ml. Contém benzil álcool.
▪ Insuficiência renal: Reduzir a dose para 70-75%.
▪ Tem efeito bacteriostático.
▪ Mecanismo de ação: Inibe a síntese protéica.
LINCOMICINA
▪ Espectro de ação: Aeróbios Gram positivos (S.pyogenes,
S.agalactie,S. grupo viridans,S. pneumoniae, S.aureus,
S.epidermides e Corynebacterium diphteriae. Anaeróbios
Gram positivos e Gram negativos, inclusive Bacteróides
fragillis.
▪ Não tem ação contra: Enterococos,
Meningococos,Gonococos, Chlamydia trachomatis,
Bordetella pertusis, Haemophilus influenzae e outros Gram
negativos.
▪ Resistência adquirida a estafilococos e pneumococos e
tem resistência cruzada completa com clindamicina e
parcial com eritromicina.
LINCOMICINA
▪ Tem penetração em quase todos os tecidos, mas não
penetra bem no sistema nervoso central, tem
concentrações inconstantes no líquor.
▪ Pouca penetração na placenta (10-20%).
▪ Apesar da baixa concentração no leite materno (10-20%) é
capaz de provocar diarréia no lactente.
▪ É inativada no fígado, é hemodializável e não é retirada no
diálise peritonial.
▪ É inibida pela eritromicina, não é recomendada o uso
concomitante.
LINCOMICINA
▪ Aumenta o efeito dos bloqueios neuromusculares. Usar
neostigmina.
▪ Tem elevada concentração óssea e por isso é um
alternativa para tratamento de osteomielite nos alérgicos a
penicilina
▪ Boa tolerância!
▪ Administração: No mínimo em 1 hora e diluído em pelo
menos 100 ml de soro. Efeitos cardiovasculares como
hipotensão, bradicardia, arritmias e morte por parada
cardiorrespiratória tem sido relatadas com infusão rápida.
LINCOMICINA
Efeitos colaterais:
▪ Cardiovascular: Relacionados com infusão rápida!
▪ Sistema nervoso central: Vertigens.
▪ Dermatológicos: Dermatite, eritema multiforme, rash,
urticária.
▪ Gastrointestinal:Náuseas, vômitos, dor abdominal e
diarréia (Irritativa ou alteração da flora), prurido anal,
estomatite e glossite.
▪ Hematológicos: Pancitopenia e PTI.
▪ Hepático: Icterícia a alterações de função hepática.
▪ Renal: Raro, azotenia, oligúria e proteinúria.
LINCOMICINA
Observações:
▪ Colite- Leve a severa, possivelmente fatal. Pode levar a
superinfecção fúngica ou bacteriana, incluindo C.difficile
associada a diarréia e colite pseudomembranosa.
▪ Usar com precaução em pacientes com doenças
gastrointestinais, particularmente colite e alterações renais
e hepáticas.
▪ Benzil álcool associada com síndrome gasping em
neonatos.
▪ Pode diminuir a eficácia da vacina contra febre tifóide.
▪ Controle hepático e hematológico a cada 7 a 15 dias.
▪ É seguro na gestação.
LINCOMICINA
▪ Nome comercial: Dalacin C®
▪ Apresentações: Cloridrato hidratado VO em cápsulas.
▪ Cloridrato palmitato: VO em suspensão.
▪ Fosfato: Parenteral IM ou EV.
Doses: recém-nascidos: Usar com cautela!
▪ 1800 mg a 2400 mg/dia, 3 ou 4 tomadas
CLINDAMICINA
▪ Crianças- VO:10-30mg/Kg/dia 8/8 ou 6/6 horas.
(Rápida e completa absorção, sem interferência com a
ingestão de alimentos, usar após refeições e com água.)
▪ EV: 25-40mg/Kg/dia 8/8 ou 6/6horas.
▪ Malária: 20mg/Kg/dia 12/12 horas por 5 dias.
▪ Profilaxia para endocardite: 20mg/Kg/dose máximo 600mg
uma hora antes do procedimento.
▪ Concentração: 150mg/ml. Contém benzil álcool.
▪ Insuficiência renal grave com anúria: Reduzir a dose para
50% ou fazer a cada 12 horas.
▪ Insuficiência hepática moderada e grave: Reduzir a dose
em 50%
CLINDAMICINA
▪ Tem efeito bacteriostático, porém pela alta concentração
intracelular pode ser bactericida sobre S.aureus
albergados no interior de polimorfonucleares. A
concentração intracelular é 50% maior do que a
extracelular. Bactericida contra algumas cepas de
estafilococos, estreptococos e Bacteróides fragilis.
▪ Espectro de ação semelhante a lincomicina porém 4 a 16
vezes mais potente: Aeróbios Gram positivos (S.pyogenes,
S.agalactie,S. grupo viridans,S. pneumoniae, S.aureus,
S.epidermides e Corynebacterium diphteriae e
Campylobacter jejuni). Anaeróbios Gram positivos e Gram
negativos, inclusive Bacteróides fragillis. É eficaz contra
S.aureus de origem comunitária resistente a oxaciliana
(CA- MRSA)
CLINDAMICINA
▪ Não tem ação contra: Enterococos,
Meningococos,Gonococos, Chlamydia trachomatis
(Algumas são sensíveis em dose elevadas), Bordetella
pertusis, Haemophilus influenzae e outros Gram negativos.
▪ Gram negativos como Pseudomonas spp.,
Enterobacteriaceae e Acinetobacter spp são
intrinsecamente resistentes devido a pobre permeabilidade
celular do envelope a droga.
▪ Além das bactérias: Plasmodium falciparum(Sensível ou
não a cloroquina), Babesia microtis, T.gondii e
Pneumocystis jiroveci.
CLINDAMICINA
▪ Indicações: Infecções por anaeróbios: principalmente
Bacteróides fragillis e Prevotella, produtores de beta
lactamases.
▪ Celulites necrotizantes, abscessos de boca e faringe,
sinusites crônicas, pneumonias aspirativas, abscessos
hepáticos, pulmonares e subfrênicos, peritonites,
apendicites supuradas, abortos sépticos, osteomielites
crônicas, sepses por anaeróbios. Geralmente associada a
um aminoglicosídeo, cefalosporina ou quinolona. Pouca
ação em abscesso cerebral, meningites e endocardites.
▪ Resistência adquirida a estafilococos e pneumococos. A
resistência é cruzada completa com lincomicina e parcial
com eritromicina.
CLINDAMICINA
▪ Tem penetração em quase todos os tecidos.
▪ Tem concentração em abscessos.
▪ Atinge concentração cerebral para tratamento de encefalite
por T.gondii. e atravessa a placenta atingindo o sistema
nervoso fetal para tratamento de T.gondii.
▪ Não tem concentração adequada no líquido amniótico.
▪ Leite materno 10-20%.Alta concentração no osso.
CLINDAMICINA
▪ Não é hemodializável e não é retirada no diálise peritoneal.
▪ É inibida pela eritromicina, não é recomendada o uso
concomitante. Não se deve associar também com outros
macrolídeos e cloranfenicol pois tem o mesmo sitio
ribossomal.
▪ Ação sinérgica entre clindamicina e metronidazol contra
Bacteróides fragilis.
CLINDAMICINA
▪ Aumenta o efeito dos bloqueios neuromusculares. Usar
neostigmina.
▪ Tem elevada concentração óssea e por isso é um
alternativa para tratamento de osteomielite nos alérgicos a
penicilina.
▪ Administração: Diluir 6mg/ml de SF ou SG ou RL e correr
no mínimo em 30 minutos, na concentração de 30mg/mim.
Efeitos cardiovasculares como hipotensão, bradicardia,
arritmias e morte por parada cardiorrespiratória tem sido
relatadas com infusão rápida.
CLINDAMICINA
Observações:
▪ Colite- Leve a severa, possivelmente fatal. Pode levar a
superinfecção fúngica ou bacteriana, incluindo C.difficile
associada a diarréia e colite pseudomembranosa.
▪ Usar com precaução em pacientes com doenças
gastrointestinais, particularmente colite. Diarréia associada
ao C. difficili pode ser observada até 2 meses após o
tratamento.
▪ Benzil álcool associada com síndrome gasping em
neonatos.
▪ Pode diminuir a eficácia da vacina contra febre tifóide.
▪ Controle hepático e hematológico a cada 7 a 15 dias.
CLINDAMICINA
▪ Primeiro nitroimidazólico introduzido na terapêutica
humana em 1959 com ação tricomonicida, amebicida e
giardicida. Só em 1962 se descobriu sua ação
anaeróbicida.
▪ Metronidazol é uma das mais importantes drogas no
tratamento de infecções anaeróbicas e é o tratamento de
escolha para pacientes com diarréia causada por
Clostridium difficile. É aprovado pela Food and Drug
Administration (FDA) para tratamento de infecções
anaeróbicas e por protozoários.
▪ Metronidazol exerce efeito antimicrobiano através da
produção de radicais livres, que são tóxicos para as
bactérias.
METRONIDAZOL
▪ Rápido efeito bactericida contra bactérias anaeróbicas,
com a morte bacteriana proporcional a concentração da
droga.
▪ Metronidazol tem efeito bactericida contra Bacteroides
fragillis e Clostridium perfringens de ação mais rápida que
a clindamicina.
▪ É rara resistência adquirida ou metronidazol por bactérias
anaeróbias.
▪ Nome comercial: Flagyl®
▪ Espectro de ação: É ativo contra a maioria dos anaeróbios,
protozoários e bactérias microaerófilas.
METRONIDAZOL
▪ Exerce potencial atividade bactericida contra Bacteróides
spp., Clostridium spp., Prevotella spp., Porphyromonas
spp., Fusobacterium spp., e Bilophila wadsworthia.
Clostridium spp. é usualmente sensível ao metronidazol,
embora C. ramosum pode requerer alta concentração da
droga para inibição.
▪ Rapidamente absorvido por via oral, não há interferência
com a alimentação.
▪ Adquire concentrações terapêuticas no líquor e no pus de
abscessos inclusive abscesso cerebral. É também
encontrado na saliva e no leite materno e atinge altos
níveis no suco gástrico.
METRONIDAZOL
▪ É metabolizado no fígado, eliminação renal e biliar, não
necessita de ajuste na insuficiência renal. Na hemodiálise
é removido 50%, necessita de aumento da dose. Na
insuficiência hepática sofre acúmulo e neurotoxicidade.
▪ Pouco eficaz nos abscessos pulmonares. Ativo contra
H.pylori
▪ No tratamento da diarréia pelo Clostridium difficili e na
colite pseudomembranosa o metronidazol é preferível a
vancomicina, administrado por via oral.
METRONIDAZOL
Crianças.
▪ Amebíase e balantidíase– 35-50 mg/kg/dia em três doses
por 10 dias.
▪ Giardíase – 15mg/Kg/dia em três doses por 5 a 7 dias.
▪ Infecções anaeróbicas: Oral ou E.V. 30 mg/kg/dia a cada
6horas; Dose máxima: 4 g/dia
▪ Helicobacter pylori (Em combinação com amoxacilina e
subsalicilato de bismuto): Oral: 15-20 mg/kg/dia a cada 12
horas por 4 semanas.
▪ Pode ser usado na doença de Crohn por 2 a 4 meses.
METRONIDAZOL
Efeitos colaterais:
▪ Sistema nervoso central: Tonturas, confusão, convulsões,
insônia, alucinações e parestesias reversíveis com o
tratamento.
▪ Dermatológicos: Rash cutâneo.
▪ Gastrointestinal: Náuseas, vômitos, dor abdominal,
diarréia, gosto metálico na boca.
▪ Hematológicos: leucopenia e neutropenia.
▪ Renal: Coloração avermelhada da urina. .
▪ Neuromuscular: neuropatia periférica.
▪ Endócrino e metabólico: Reação tipo dissulfiram com
álcool.
METRONIDAZOL
▪ Outras: Reações de hipersensibilidade.
▪ Contém 28meq/Na para cada grama de metronidazol.
▪ É eliminado no leite materno e provoca gosto ruim no leite,
além de modificar a flora intestinal do bebê.
METRONIDAZOL
▪ Menina de 2 anos e 7 meses, branca, de bom nível
socioeconômico, procedente do interior do estado do RS.
Veio à consulta por diarréia com muco, pus e sangue,
emagrecimento de aproximadamente 1,2 kg e prostração.
Há cerca de 45 dias havia recebido cefaclor para
tratamento de uma amigdalite e 2 dias após o início do
antibiótico apresentou diarréia que se prolongou. Quinze
dias após o início da diarréia as fezes mostravam muco e
sangue, tendo continuado até o dia da consulta. Recebeu
trimetoprim e sulfadiazina, amicacina, cloranfenicol, e
albendazol neste período, por ter apresentado
coproculturas com Klebsiella ornithinolytica e E. coli.
CASO CLÍNICO
▪ Cada vez que recebia um tratamento medicamentoso
parecia melhorar por 1-2 dias e logo continuava com
diarréia, com muco, sangue e leucócitos fecais positivos.
Apresentava cólicas importantes, tenesmo e não tinha
febre. Os exames laboratoriais mostraram uma
hemoglobina de 11 g/dl (no início do quadro: 12,5 g/dl),
albumina sérica de 2,8g % (valor normal de 3,5 a 5,0), Na
131 mEq/l (valor normal de 130-150 mEq/l), K 3,4 mEq/l
(valor normal de 3,5-5,3 mEq/l), velocidade de
sedimentação glomerular (VSG) 89 mm/h (normal menor
do que 13 mm/h). Apresentava ecografia abdominal
normal, exame radiológico de tórax normal, urocultura
negativa, vários exames parasitológicos negativos.
CASO CLÍNICO
▪ Coproculturas para Ameba, Yersínia, Shigella, Salmonella,
Campylobacter, Criptosporydium negativas. Realizou
colonoscopia que mostrava uma mucosa retal
intensamente inflamatória, friável, granulosa com
petéquias, lesões aftóides e pequenas úlceras
intercaladas. Apresentava também placas nodulares
amarelas que se estendiam por todo o cólon esquerdo,
tornando-se mais esparsas no cólon transverso. Foi
colhido tecido para biópsia no exame endoscópico, tendo
sido negativas as pesquisas para bactérias e parasitas.
Histologicamente apresentava infiltrado inflamatório e
agregados linfóides, sem alterações na morfologia
glandular.
CASO CLÍNICO
Adaptado de J. Pediatr. (Rio J) 1999;75(6):463-
6
CASO CLÍNICO
▪Qual seria o diagnóstico mais provável?
▪Qual o esquema de tratamento mais adequado?
CASO CLÍNICO
Obrigado!

10. lincosamidas e-metronidazol

  • 1.
  • 2.
    ▪ Também chamadasLincomicinas. ▪ O mecanismo de ação os aproximam dos macrolídeos com quem inclusive podem ter resistência cruzada. ▪ A classe possui um antibiótico natural que é a lincomicina e 5 antibióticos semi sintéticos, mas somente a clindamicina tem efeito na clínica. LINCOSAMIDAS
  • 3.
    ▪ Nome comercial:Frademicina® ▪ Uso oral: Ação incompleta. Via oral é 20 a 30% absorvida e com alimento é reduzida em mais 50%. ▪ Doses: Usar em crianças maiores de 1 mês: ▪ IM: 10 mg/Kg a cada 12 a 24 horas e EV: 10 a 20 mg/Kg/dia divididos a cada 8 ou 12 horas. ▪ Concentração: 300mg/ml. Contém benzil álcool. ▪ Insuficiência renal: Reduzir a dose para 70-75%. ▪ Tem efeito bacteriostático. ▪ Mecanismo de ação: Inibe a síntese protéica. LINCOMICINA
  • 4.
    ▪ Espectro deação: Aeróbios Gram positivos (S.pyogenes, S.agalactie,S. grupo viridans,S. pneumoniae, S.aureus, S.epidermides e Corynebacterium diphteriae. Anaeróbios Gram positivos e Gram negativos, inclusive Bacteróides fragillis. ▪ Não tem ação contra: Enterococos, Meningococos,Gonococos, Chlamydia trachomatis, Bordetella pertusis, Haemophilus influenzae e outros Gram negativos. ▪ Resistência adquirida a estafilococos e pneumococos e tem resistência cruzada completa com clindamicina e parcial com eritromicina. LINCOMICINA
  • 5.
    ▪ Tem penetraçãoem quase todos os tecidos, mas não penetra bem no sistema nervoso central, tem concentrações inconstantes no líquor. ▪ Pouca penetração na placenta (10-20%). ▪ Apesar da baixa concentração no leite materno (10-20%) é capaz de provocar diarréia no lactente. ▪ É inativada no fígado, é hemodializável e não é retirada no diálise peritonial. ▪ É inibida pela eritromicina, não é recomendada o uso concomitante. LINCOMICINA
  • 6.
    ▪ Aumenta oefeito dos bloqueios neuromusculares. Usar neostigmina. ▪ Tem elevada concentração óssea e por isso é um alternativa para tratamento de osteomielite nos alérgicos a penicilina ▪ Boa tolerância! ▪ Administração: No mínimo em 1 hora e diluído em pelo menos 100 ml de soro. Efeitos cardiovasculares como hipotensão, bradicardia, arritmias e morte por parada cardiorrespiratória tem sido relatadas com infusão rápida. LINCOMICINA
  • 7.
    Efeitos colaterais: ▪ Cardiovascular:Relacionados com infusão rápida! ▪ Sistema nervoso central: Vertigens. ▪ Dermatológicos: Dermatite, eritema multiforme, rash, urticária. ▪ Gastrointestinal:Náuseas, vômitos, dor abdominal e diarréia (Irritativa ou alteração da flora), prurido anal, estomatite e glossite. ▪ Hematológicos: Pancitopenia e PTI. ▪ Hepático: Icterícia a alterações de função hepática. ▪ Renal: Raro, azotenia, oligúria e proteinúria. LINCOMICINA
  • 8.
    Observações: ▪ Colite- Levea severa, possivelmente fatal. Pode levar a superinfecção fúngica ou bacteriana, incluindo C.difficile associada a diarréia e colite pseudomembranosa. ▪ Usar com precaução em pacientes com doenças gastrointestinais, particularmente colite e alterações renais e hepáticas. ▪ Benzil álcool associada com síndrome gasping em neonatos. ▪ Pode diminuir a eficácia da vacina contra febre tifóide. ▪ Controle hepático e hematológico a cada 7 a 15 dias. ▪ É seguro na gestação. LINCOMICINA
  • 9.
    ▪ Nome comercial:Dalacin C® ▪ Apresentações: Cloridrato hidratado VO em cápsulas. ▪ Cloridrato palmitato: VO em suspensão. ▪ Fosfato: Parenteral IM ou EV. Doses: recém-nascidos: Usar com cautela! ▪ 1800 mg a 2400 mg/dia, 3 ou 4 tomadas CLINDAMICINA
  • 10.
    ▪ Crianças- VO:10-30mg/Kg/dia8/8 ou 6/6 horas. (Rápida e completa absorção, sem interferência com a ingestão de alimentos, usar após refeições e com água.) ▪ EV: 25-40mg/Kg/dia 8/8 ou 6/6horas. ▪ Malária: 20mg/Kg/dia 12/12 horas por 5 dias. ▪ Profilaxia para endocardite: 20mg/Kg/dose máximo 600mg uma hora antes do procedimento. ▪ Concentração: 150mg/ml. Contém benzil álcool. ▪ Insuficiência renal grave com anúria: Reduzir a dose para 50% ou fazer a cada 12 horas. ▪ Insuficiência hepática moderada e grave: Reduzir a dose em 50% CLINDAMICINA
  • 11.
    ▪ Tem efeitobacteriostático, porém pela alta concentração intracelular pode ser bactericida sobre S.aureus albergados no interior de polimorfonucleares. A concentração intracelular é 50% maior do que a extracelular. Bactericida contra algumas cepas de estafilococos, estreptococos e Bacteróides fragilis. ▪ Espectro de ação semelhante a lincomicina porém 4 a 16 vezes mais potente: Aeróbios Gram positivos (S.pyogenes, S.agalactie,S. grupo viridans,S. pneumoniae, S.aureus, S.epidermides e Corynebacterium diphteriae e Campylobacter jejuni). Anaeróbios Gram positivos e Gram negativos, inclusive Bacteróides fragillis. É eficaz contra S.aureus de origem comunitária resistente a oxaciliana (CA- MRSA) CLINDAMICINA
  • 12.
    ▪ Não temação contra: Enterococos, Meningococos,Gonococos, Chlamydia trachomatis (Algumas são sensíveis em dose elevadas), Bordetella pertusis, Haemophilus influenzae e outros Gram negativos. ▪ Gram negativos como Pseudomonas spp., Enterobacteriaceae e Acinetobacter spp são intrinsecamente resistentes devido a pobre permeabilidade celular do envelope a droga. ▪ Além das bactérias: Plasmodium falciparum(Sensível ou não a cloroquina), Babesia microtis, T.gondii e Pneumocystis jiroveci. CLINDAMICINA
  • 13.
    ▪ Indicações: Infecçõespor anaeróbios: principalmente Bacteróides fragillis e Prevotella, produtores de beta lactamases. ▪ Celulites necrotizantes, abscessos de boca e faringe, sinusites crônicas, pneumonias aspirativas, abscessos hepáticos, pulmonares e subfrênicos, peritonites, apendicites supuradas, abortos sépticos, osteomielites crônicas, sepses por anaeróbios. Geralmente associada a um aminoglicosídeo, cefalosporina ou quinolona. Pouca ação em abscesso cerebral, meningites e endocardites. ▪ Resistência adquirida a estafilococos e pneumococos. A resistência é cruzada completa com lincomicina e parcial com eritromicina. CLINDAMICINA
  • 14.
    ▪ Tem penetraçãoem quase todos os tecidos. ▪ Tem concentração em abscessos. ▪ Atinge concentração cerebral para tratamento de encefalite por T.gondii. e atravessa a placenta atingindo o sistema nervoso fetal para tratamento de T.gondii. ▪ Não tem concentração adequada no líquido amniótico. ▪ Leite materno 10-20%.Alta concentração no osso. CLINDAMICINA
  • 15.
    ▪ Não éhemodializável e não é retirada no diálise peritoneal. ▪ É inibida pela eritromicina, não é recomendada o uso concomitante. Não se deve associar também com outros macrolídeos e cloranfenicol pois tem o mesmo sitio ribossomal. ▪ Ação sinérgica entre clindamicina e metronidazol contra Bacteróides fragilis. CLINDAMICINA
  • 16.
    ▪ Aumenta oefeito dos bloqueios neuromusculares. Usar neostigmina. ▪ Tem elevada concentração óssea e por isso é um alternativa para tratamento de osteomielite nos alérgicos a penicilina. ▪ Administração: Diluir 6mg/ml de SF ou SG ou RL e correr no mínimo em 30 minutos, na concentração de 30mg/mim. Efeitos cardiovasculares como hipotensão, bradicardia, arritmias e morte por parada cardiorrespiratória tem sido relatadas com infusão rápida. CLINDAMICINA
  • 17.
    Observações: ▪ Colite- Levea severa, possivelmente fatal. Pode levar a superinfecção fúngica ou bacteriana, incluindo C.difficile associada a diarréia e colite pseudomembranosa. ▪ Usar com precaução em pacientes com doenças gastrointestinais, particularmente colite. Diarréia associada ao C. difficili pode ser observada até 2 meses após o tratamento. ▪ Benzil álcool associada com síndrome gasping em neonatos. ▪ Pode diminuir a eficácia da vacina contra febre tifóide. ▪ Controle hepático e hematológico a cada 7 a 15 dias. CLINDAMICINA
  • 18.
    ▪ Primeiro nitroimidazólicointroduzido na terapêutica humana em 1959 com ação tricomonicida, amebicida e giardicida. Só em 1962 se descobriu sua ação anaeróbicida. ▪ Metronidazol é uma das mais importantes drogas no tratamento de infecções anaeróbicas e é o tratamento de escolha para pacientes com diarréia causada por Clostridium difficile. É aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para tratamento de infecções anaeróbicas e por protozoários. ▪ Metronidazol exerce efeito antimicrobiano através da produção de radicais livres, que são tóxicos para as bactérias. METRONIDAZOL
  • 19.
    ▪ Rápido efeitobactericida contra bactérias anaeróbicas, com a morte bacteriana proporcional a concentração da droga. ▪ Metronidazol tem efeito bactericida contra Bacteroides fragillis e Clostridium perfringens de ação mais rápida que a clindamicina. ▪ É rara resistência adquirida ou metronidazol por bactérias anaeróbias. ▪ Nome comercial: Flagyl® ▪ Espectro de ação: É ativo contra a maioria dos anaeróbios, protozoários e bactérias microaerófilas. METRONIDAZOL
  • 20.
    ▪ Exerce potencialatividade bactericida contra Bacteróides spp., Clostridium spp., Prevotella spp., Porphyromonas spp., Fusobacterium spp., e Bilophila wadsworthia. Clostridium spp. é usualmente sensível ao metronidazol, embora C. ramosum pode requerer alta concentração da droga para inibição. ▪ Rapidamente absorvido por via oral, não há interferência com a alimentação. ▪ Adquire concentrações terapêuticas no líquor e no pus de abscessos inclusive abscesso cerebral. É também encontrado na saliva e no leite materno e atinge altos níveis no suco gástrico. METRONIDAZOL
  • 21.
    ▪ É metabolizadono fígado, eliminação renal e biliar, não necessita de ajuste na insuficiência renal. Na hemodiálise é removido 50%, necessita de aumento da dose. Na insuficiência hepática sofre acúmulo e neurotoxicidade. ▪ Pouco eficaz nos abscessos pulmonares. Ativo contra H.pylori ▪ No tratamento da diarréia pelo Clostridium difficili e na colite pseudomembranosa o metronidazol é preferível a vancomicina, administrado por via oral. METRONIDAZOL
  • 22.
    Crianças. ▪ Amebíase ebalantidíase– 35-50 mg/kg/dia em três doses por 10 dias. ▪ Giardíase – 15mg/Kg/dia em três doses por 5 a 7 dias. ▪ Infecções anaeróbicas: Oral ou E.V. 30 mg/kg/dia a cada 6horas; Dose máxima: 4 g/dia ▪ Helicobacter pylori (Em combinação com amoxacilina e subsalicilato de bismuto): Oral: 15-20 mg/kg/dia a cada 12 horas por 4 semanas. ▪ Pode ser usado na doença de Crohn por 2 a 4 meses. METRONIDAZOL
  • 23.
    Efeitos colaterais: ▪ Sistemanervoso central: Tonturas, confusão, convulsões, insônia, alucinações e parestesias reversíveis com o tratamento. ▪ Dermatológicos: Rash cutâneo. ▪ Gastrointestinal: Náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, gosto metálico na boca. ▪ Hematológicos: leucopenia e neutropenia. ▪ Renal: Coloração avermelhada da urina. . ▪ Neuromuscular: neuropatia periférica. ▪ Endócrino e metabólico: Reação tipo dissulfiram com álcool. METRONIDAZOL
  • 24.
    ▪ Outras: Reaçõesde hipersensibilidade. ▪ Contém 28meq/Na para cada grama de metronidazol. ▪ É eliminado no leite materno e provoca gosto ruim no leite, além de modificar a flora intestinal do bebê. METRONIDAZOL
  • 25.
    ▪ Menina de2 anos e 7 meses, branca, de bom nível socioeconômico, procedente do interior do estado do RS. Veio à consulta por diarréia com muco, pus e sangue, emagrecimento de aproximadamente 1,2 kg e prostração. Há cerca de 45 dias havia recebido cefaclor para tratamento de uma amigdalite e 2 dias após o início do antibiótico apresentou diarréia que se prolongou. Quinze dias após o início da diarréia as fezes mostravam muco e sangue, tendo continuado até o dia da consulta. Recebeu trimetoprim e sulfadiazina, amicacina, cloranfenicol, e albendazol neste período, por ter apresentado coproculturas com Klebsiella ornithinolytica e E. coli. CASO CLÍNICO
  • 26.
    ▪ Cada vezque recebia um tratamento medicamentoso parecia melhorar por 1-2 dias e logo continuava com diarréia, com muco, sangue e leucócitos fecais positivos. Apresentava cólicas importantes, tenesmo e não tinha febre. Os exames laboratoriais mostraram uma hemoglobina de 11 g/dl (no início do quadro: 12,5 g/dl), albumina sérica de 2,8g % (valor normal de 3,5 a 5,0), Na 131 mEq/l (valor normal de 130-150 mEq/l), K 3,4 mEq/l (valor normal de 3,5-5,3 mEq/l), velocidade de sedimentação glomerular (VSG) 89 mm/h (normal menor do que 13 mm/h). Apresentava ecografia abdominal normal, exame radiológico de tórax normal, urocultura negativa, vários exames parasitológicos negativos. CASO CLÍNICO
  • 27.
    ▪ Coproculturas paraAmeba, Yersínia, Shigella, Salmonella, Campylobacter, Criptosporydium negativas. Realizou colonoscopia que mostrava uma mucosa retal intensamente inflamatória, friável, granulosa com petéquias, lesões aftóides e pequenas úlceras intercaladas. Apresentava também placas nodulares amarelas que se estendiam por todo o cólon esquerdo, tornando-se mais esparsas no cólon transverso. Foi colhido tecido para biópsia no exame endoscópico, tendo sido negativas as pesquisas para bactérias e parasitas. Histologicamente apresentava infiltrado inflamatório e agregados linfóides, sem alterações na morfologia glandular. CASO CLÍNICO
  • 28.
    Adaptado de J.Pediatr. (Rio J) 1999;75(6):463- 6 CASO CLÍNICO
  • 29.
    ▪Qual seria odiagnóstico mais provável? ▪Qual o esquema de tratamento mais adequado? CASO CLÍNICO
  • 30.