Outros antibacterianos
Docente Zimba
Cotrimoxazol
Combinação dos antibióticos Trimetoprim e Sulfametoxazol, em proporção 1:5. Os
dois antibióticos inibem a síntese de ácidos nucleícos, e apresentam uma interacção
sinérgica entre eles, que potencia o seu efeito antimicrobiano. Amplo espectro de
acção.
Indicações:
• Profilaxia primária de várias infecções bacterianas nas crianças expostas ao HIV ou HIV
positivas;
• Profilaxia e tratamento das infecções por Pneumocystis jiroveci e por Toxoplasma gondi e
Isospora belli em doentes com HIV;
• Para as Infecções do tracto urinário, respiratórias, e na suspeita de infecções estafilocócicas;
• Indicado para o tratamento da brucelose quando as tetraciclinas são contraindicadas;
• É uma alternativa satisfatória ao Cloranfenicol na febre tifóide e na gastroenterite por
Shigella.
Cotrimoxazol (2)
Apresentação:
• Ampola: 400 mg de SMX e 80 mg TMP/5ml para injecção E.V. em perfusão;
• Comprimidos: 400 mg de Sulfametoxazol (SMX) e 80mg de Trimetoprim (TMP).
Suspensão: 200 mg SMX e 40 mg TMP/5 ml em frascos de 100 ml.
Doses: Todas as doses indicadas são expressas em função do Sulfametoxazol.
o Dose usual de tratamento 40-60mg/kg/dia de 12/12 horas.
 2 a 5 meses: ¼ comprimido de 12/12 h
 6 meses - 5 anos: 1/2 comprimido de 12/12 h
 Crianças 6 - 12 anos: 1 comprimido de 12/12 horas
 Crianças > 40kg: 2 comprimidos de 12/12 horas
o Em caso de profilaxia primária: 25mg/kg/dia em toma única
Efeitos secundários:
Causados pelo componente sulfamídico e incluem, com frequência,
anorexia, náusea, vómitos, erupções cutâneas ligeiras e prurido.
As reacções graves são mais raras e estão relacionadas com as discrasias
sanguíneas e reacções alérgicas. Entre as primeiras incluem-se a anemia
hemolítica nos casos de défice de G6PD, púrpura trombocitopénica,
agranulocitose, anemia aplástica que são reversíveis.
As reacções alérgicas, que ocorrem com uma certa frequência, podem ir
desde o eritema fixo à Síndrome de Stevens-Johnson. Raramente, podem
ainda ocorrer: colite pseudomembranosa, hepatotoxidade, nefrotoxicidade,
depressão e confusão mental;
Contraindicações, notas e precauções
Contraindicado nas crianças menores de 4 semanas (risco de
kernicterus), na insuficiência renal ou hepática, nas discrasias
sanguíneas e antecedentes de alergias a sulfamidas.
Acido Nalidixico
Antibacteriano do grupo dos quinolonas que inibe a síntese do ADN.
Espectro estreito de acção
Indicações:
• Indicado no tratamento da disenteria por shigella disenteriae e em infecções
urinárias não complicadas (E.coli, klebsiella, proteus). 
• Apresentação e Vias de Administração: Comprimidos de 500mg e suspensão
de 300 mg/5 ml por via oral.
Nível 2 (FNM).
Acido Nalidixico (2)
Doses:
>3 meses, 50mg/kg/dia em 4 tomas. (reduzir as doses para 30mg/kg/dia
nos tratamentos prolongados). 
Efeitos secundários: frequentemente anorexia, náuseas, vómitos e dor
abdominal. 
Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de
antecedentes de epilepsia ou convulsões. Evitar ou usar com cuidado em
crianças com funcionalidade hepática a renal alterada.
Cloranfenicol
Antibacteriano que inibe a síntese proteica; amplo espectro de
actividade;
Indicações: Tratamento da febre tifóide, meningite meningocócica e
infecções graves por Haemophylus influenza (epiglotite, pneumonia,
artrite, osteomielite).
Apresentação: Ampolas de 1 g/10ml para injecção ou perfusão E.V.
Cápsulas de 250mg. Suspensão de 250 mg/5 ml.
Nível 3 (FNM)- Injectavel
Cloranfenicol (2)
Doses:
• < de 2 semanas: 25 mg/kg/dia divididos em 2 ou 3 tomas.
• Crianças de 2 semanas – 1 ano de idade: 50 mg/kg/dia divididos em 4 tomas.
• Em infecções severas (septicémia, meningite, epiglotite, etc.) pode-se ir até 100
mg/kg/dia em 4 tomas, reduzindo as doses logo que a situação clínica melhore
(preferir nestas situações a forma injectável).
• > de 1 ano: 50-100 mg/kg/dia divididos em 4 tomas .
Para administração E.V.: Dissolver a ampola em 10 ml de água destilada ou
Dextrose 5% e administrar lentamente - 1min. Substituir a via E.V. pela
oral logo que possível.
Efeitos secundários:
• Discrasias sanguíneas (dose dependente e dose independente) devidas a
redução da actividade da medula óssea, com anemia, leucopenia e
trombocitopenia.
• Síndrome do bebé cinzento que se manifesta com distensão abdominal,
vómito, hipotermia, coloração azul-cinzenta da pele, depressão cardiovascular.
Outros: anorexia, náusea, vómito.
Contraindicações, notas e precauções
• Não administrar em prematuros (maior risco da síndrome do bebe
cinzento). Deve ser usado com cuidado nas crianças com idade
inferior de 2 meses e somente em situações em que não há alternativa.
Reduzir as doses em crianças com insuficiência renal ou hepática.
• Devido aos seus efeitos hematológicos deve ser usado somente
quando há infecções severas que não tenha respondido a outros
antibióticos. A tratamento oral é mais eficaz do o parenteral.
Metronidazol
Antibacteriano do grupo dos nitroimidazois que interfere na síntese de ácidos
nucleícos. Activo contra as bactérias Gram negativas anaeróbias e parasitas.
Acção Terapêutica: Anti-bacteriana e anti-protozoária.
Indicações: Amebíase, Giardíase e Tricomoníase. Infecções por bactérias
anaeróbias e da colite pseudomembranosa por C. difficile.
Apresentação:
• Ampolas: 500 mg/100ml para injecção E.V. em perfusão - 20min.
• Comprimidos: 250mg.
• Suspensão: 200 mg/5ml frascos de 100 ml.
• Supositórios: 1g.
Nível 3 (FNM)- Injectavel e supositorio
Metronidazol (2)
Doses:
 Amebíase: 35-50mg/kg /dia de 8/8 h durante 8-10 dias, ou seja:
• 1 - 3 anos 1/2 a 1 comprimido de 8/8 horas;
• 4 - 7 anos 1/2 a 1 comprimido de 6/6 hora;
• 8 - 10 anos 1 - 2 comprimidos 8/8 horas;
 Giardíase: 15 mg/kg/dia divididos em 3 tomas durante 5 -10 dias como alternativa
pode-se administrar em doses divididas durante 3 dias, isto é:
1 -3 anos: 500 mg/dia; 4 - 7 anos: 500-750 mg/dia; 8 - 10 anos: 1000 mg/dia
 
 Infecções por bactérias anaeróbias: 7,5 mg/kg/dose de 8/8 h durante 7 dias.
Metronidazol (3)
Efeitos secundários:
• Alergia ao Metronidazol e outros nitroimidazóis (tinidazol).
• Frequentemente cefaleia, vertigens, dispepsia, náusea, vómitos e sabor
metálico persistente.
• Raramente pode ocorrer sonolência, erupção cutânea e coloração acastanhada
da urina. Excepcionalmente (sobretudo com tratamentos prolongados) provoca
estomatite, candidíase, neutropenia e neuropatia sensorial periférica,
geralmente reversíveis. 
Contraindicações, notas e precauções: Parar imediatamente o tratamento
caso
detecte sinais de neuropatia periférica.
Anti-tuberculosos
Grupo de fármacos que se utilizam quase exclusivamente para o tratamento da
tuberculose.
Há fundamentalmente 5 drogas da primeira linha, com diferentes mecanismos de acção
usadas para o tratamento da Tuberculose ,conhecidos como DFC (dose fixa combinada).
Etambutol (E). Bacteriostático. Altera a permeabilidade da parede celular. Pode produzir
lesões nervosas, especialmente do nervo óptico. Administra-se durante os 2 primeiros
meses de tratamento (fase intensiva) no tratamento de casos novos de tuberculose (não
tratados antes com antituberculosos).
Anti-tuberculosos (2)
Pirazinamida (Z). Baixa actividade bactericida. Altera a permeabilidade da
parede celular.
As doses na fase inicial e de manutenção são diferentes. Pode produzir
toxicidade hepática, e portanto é contra-indicado para pessoas com
insuficiência hepática. Utiliza-se durante a fase intensiva.
Isoniazida (H). Elevada actividade bactericida. Altera a síntese da parede
celular. Pode produzir alterações hepáticas e neurológicas. É administrada
durante todo o tratamento (fases intensiva e manutenção).
Anti-tuberculosos (3)
Rifampicina (R). Elevada actividade bactericida. Inibe a síntese de ácidos nucleícos e de
proteínas. Produz coloração avermelhada característica em urina e outras secreções. Não
pode ser administrada em simultâneo com alguns anti-retrovirais, como a Nevirapina,
devendo este ARV ser substituído por outro, segundo as normas de TARV nacionais. É
utilizada também no tratamento da lepra, em dose única mensal durante 6-12 meses.
Estreptomicina. Bacteriostático. Pertence a família dos aminoglicosídicos e inibe a
síntese de proteínas. Produz toxicidade sobre ouvidos e rins. É um fármaco que faz parte
do esquema terapêutico para recaídas ou falências de tratamento da 1ª linha e outros
casos agrupados na Categoria II das normas do PNCTL. A Estreptomicina é também
usada no tratamento de formas severas de tuberculose como a forma miliar e meníngea.
Anti-lepróticos
Fármacos utilizados no tratamento da lepra, conjuntamente com a Rifampicina.
Clofazimina. Inibe a síntese de ácidos nucleícos. Utilizada unicamente no tratamento da
forma de lepra chamada multi-bacilar. Produz sintomas gastro-intestinais e coloração
avermelhada de urina e outras secreções.
Dapsona. Inibe a síntese de ácidos nucleícos. Além do tratamento da lepra, pode ser
utilizada como substituição do Cotrimoxazol em pacientes alérgicos, contudo também
pode produzir reacções alérgicas.
FARMACOS ANTI-PARASITARIOS
São um grupo heterogéneo de fármacos que actuam contra parasitas intestinais, extra-
intestinais, do tipo helmintos e protozoários. Porém, todos eles apresentam diferentes
graus de toxicidade para o ser humano, e portanto deverão ser utilizados com cuidado.
Albendazol
Acção Terapêutica: Anti-helmíntico. 
Indicações: Tratamento da infeccoes por Ascaris lumbricoides, Enterobius
vermiculares, Trichocephalus trichuris, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale,
Strongyloides stercolaris, Trichinella spiralis, Taenia solium e Taenia saginata.
Tratamento da dermatite serpinginosa ou larva migrans cutânea; toxocaríase ou larva
migrans visceral (Toxocara canis).
Apresentação e Vias de Administração: Comprimidos de 400mg por via oral
Doses:
< de 2 anos: Se precisado usar dose de 200mg seguindo os esquemas
terapêuticos usados para as crianças >de 2 anos (vide abaixo).
> de 2 anos geralmente a dose é 400 mg em dose única, mas depende do
parasita a ser tratado:
• Ascaridíase; enterobíase; estrongiloidíase; tricocefalíase;
• Ancilostomíase e teníase intestinal: 400 mg em dose única.
• Pode-se repetir a dose passadas 3 semanas se necessário (na infecção massiva por
trichiuris e na teníase intestinal pode-se
• dar esta dose durante 3 dias consecutivos); 
• Estrongiloidíase: 400 mg 2 x/dia, durante 3 dias consecutivos. Pode-se repetir o
tratamento passadas 3 semanas; 
• Neurocistecercose: 15 mg/kg/dia divididos em 3 tomas durante 1 mês; 
• Dermatite serpiginosa e teníase; 400 mg/dia, durante 3 dias consecutivos; 
• Toxocaríase: 600 mg (10 mg/kg/dia) em 2 tomas diárias durante 6 dias.
Albendazol (3)
Efeitos secundários: Pode produzir alterações gastrointestinais (náusea,
diarreia, dor abdominal) e cefaleia.

Contraindicações, notas e precauções:
 Recomenda-se ingerir com alimentos ricos em lípidos
 Nas crianças menores de um ano a sua segurança não esta
 estabelecida.
Mebendazol
Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico.
Indicações:
• O espectro é menor que o do Albendazol. Indicado para o tratamento de
infestações por Ascaris lumbricóides, Enterobius vermicularis, Trichiuris
trichiura, Ancylostoma duodenal e Trichinella spiralis.
Apresentação: Comprimidos de 100mg por via oral. 
Doses: 
Criança com > de 20 kg: 1 comprimido de 12/12 h durante 3 dias; 
Crianças com < de 20 kg: ½ comprimido de 12/12 horas durante 3 dias.
Mebendazol (2)
Efeitos secundários: No geral bem tolerado. Ocasionalmente distúrbios
gastrointestinais transitórios, cefaleia e raramente reacções alérgicas e
neutropénia reversíveis. 
Contraindicações, notas e precauções:
• Administrar de preferências no intervalo das refeições. Por não estar bem
estabelecida a sua segurança evitar o uso emcrianças < de 1 ano;
• O mebendazol é usado para desparasitação sistemática (a partir de um ano de
idade de 6 em 6 M) a nível dos CS, de acordo com as Normas de Atendimento
à criança sadia do MISAU.
Tiabendazol
Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico. 
Indicações: Tratamento da larva migrans cutânea (dermatite serpiginosa) por
nemátodos parasitas de cães e gatos (Ancylostoma caninum).
Apresentação: Pomada 30 g. 
Doses: Aplicar com fricção suave sobre os trajectos das larvas e um centímetro à
volta, 4 x/dia, até cessar o avanço da larva e mais 2 dias.
Tiabendazol (2)
Efeitos secundários:Ocasionalmente, podem ocorrer, no local da
aplicação, sensação de queimação, rubor e descamação da pele
Contraindicações, notas e precauções: Para interromper a transmissão
fazer desparasitação regular dos cães e gatos.
Praziquantel
Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico.
Indicações: Infestações por S. mansoni e S. heamatobium. Infestação
por Taenia solium e Taenia saginata. No tratamento da neurocisticercose
e outras formas de cistecercose por T.solium. 
Apresentação: Comprimidos de 400 mg por via oral.
Praziquantel (2)
Doses: Depende do agente:
• No tratamento de Shistossomíase: 40 mg/kg numa toma única ou dividida
em 2 doses num intervalo de 4 – 6 horas;
• Na teníase intestinal: 10 mg/kg numa dose única; 
• Na neurocisticercose: 50 mg/kg/dia divididos em 3 doses, durante 14
• dias. Nos 2 -3 dias que precedem o tratamento e durante o mesmo,
• administrar prednisolona para reduzir os riscos de hipertensão
intra_x0002_craniana resultante da inflamação e edema à volta do cisticerco
após a sua destruição
Praziquantel (3)
Efeitos secundários:
• Fármaco muito bem tolerado, mas administrar com precaução em crianças <4
anos. Contudo, e sobretudo com infestações maciças, pode provocar desconforto
abdominal, náusea, cefaleia, vertigens e sonolência.
• Raramente, febre, urticária e, no caso da S. intestinal, rectorragia.
• Pode provocar cefaleia e convulsões em pacientes com neurocisticercose não
diagnosticada.
Contraindicações, notas e precauções: Não administrar em caso de
cisticercose
ocular.
Hexacloreto de Benzeno (Lindano)
Acção Terapêutica: antiparasitária. 
Indicações: Infestações por: sarna (Sarcoptes scabiei); pediculose (Pediculus
humanus, Pthirus pubis). 
Apresentação e Vias de Administração: loção 600 mg/60 ml por via tópica
cutânea. 
Doses: Depende do agente:
• Na Sarna: aplicar a noite, depois de um banho com água quente e sabão, nas zonas
afectadas do pescoço para baixo e lavar depois de 12 horas. Repetir após uma semana
se permanecer organismos vivos.
• Na pediculose: aplicar nas áreas afectadas. O medicamento é lavado passado 12-24 h.
Repetir após uma semana.
Hexacloreto de Benzeno (2)
Efeitos secundários:
Irritação local. Efeitos sistémicos (convulsões e discrasias hemáticas)
que são mínimos se o fármaco é usado de maneira adequada.

Contraindicações, notas e precauções:
• Contraindicado em crianças com história de convulsões;
• Usar com cautela especialmente nas crianças menores de 2 anos;
• Os contactos infestados devem ser tratados simultaneamente.
Arteméter-Lumefantrina (AL)
Tratamento de eleição da malária não complicada (1ª linha)
Acção Terapêutica: Antimalárico
Indicações: Tratamento da malária não complicada por P. falciparum ou na infecção mista.
Apresentação: Comprimidos de 20 mg de Arteméter + 120 mg de Lumefantrina por via oral.
Arteméter-Lumefantrina (2)
Efeitos secundários: Em geral bem tolerado mas podendo provocar anorexia,
náusea, vómitos, dor abdominal, diarreia, prurido, erupção cutânea, cefaleia,
tontura, distúrbios do sono, nistagmo, ataxia, zumbidos, redução da acuidade
auditiva, astenia, fadiga, neutropénia, tosse, elevação de enzimas hepáticas,
alteraçbradicárdia.
Também pode ocorrer alteração da marcha, artralgia, mialgia e palpitações.

Contraindicações, notas e precauções: Não recomendado em criança de peso < de 5
kg. Administrar após refeições ou bebidas que contêm gorduras, como
manteiga,verduras cozinhadas com amendoim ou coco, leite de coco e vaca para
que seja melhor absorvido
Artesunato (AS) + Amodiaquina (AQ) =
ASAQ
Tratamento alternativo da malária não complicada (1ª linha)
Indicações: Mesmo que anterior. Usada em situações de falta de AL. 
Apresentação:
• Comprimidos de Crianças: 25 mg de Artesunato + 67.5 mg de Amodiaquina e
• Comprimidos para Adolescentes: 50 mg de Artesunato + 135 mg de Amodiaquina.  
Doses: As doses teóricas de coadministração de AS e AQ são de 4mg/kg e
10mg/kg de peso/dia respectivamente durante 3 dias.
Artesunato (AS) + Amodiaquina (AQ)
Efeitos secundários: Amodiaquina pode provocar prurido náuseas,
vómitos, dor abdominal e diarreia. Raramente pode provocar
bradicardia, alterações hematológicas e hepáticas.

Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de
Hipersensibilidade conhecida ao Artesunato, crianças com peso <a 5kg,
malária grave, alterações hepáticas.
Artesunato injectável
Tratamento de eleição da Malária complicada (2ª linha)
Indicações: Malária complicada. 
Apresentação:
• Ampolas contendo 60 mg de Ácido Artesúnico Anídrico, em pó, e uma
ampola separada contendo solução de Bicarbonato de Sódio para injecção E.V.
ou I.M (na face anterior da coxa).
• O ácido artesúnico deve ser dissolvido com solução de bicarbonato de sódio e
em seguida diluir esta mistura adicionando 5mL de dextrose a 5%.
Doses
• 1ª Dose: 2.4mg/kg (≥20kg) E.V. ou I.M, na hora zero (0), logo na admissão
mesmo quando ainda não há confirmação laboratorial. 
• 2ª Dose: A mesma quantidade deve ser administrada 12 horas após a 1ª dose
• 3ª Dose: A mesma quantidade deve ser administrada 24 horas após a 1ª dose.
• A partir daqui dá-se uma dose diária nos dias subsequentes.
Uma vez iniciado o tratamento parenteral, este deve ser mantido por um período
mínimo de 24 horas e máximo – 7 dias. e. Assim que o paciente tolere a
medicação oral deve se passar para a 1ª linha de AL nas doses antes descritas ou
tratamento oral com Quinino na dose de 10mg/kg de 8/8 horas até completar 21
doses de Quinino.
< 20kg incluindo – recém_x0002_nascidos): 3mg/kg
de peso
Artesunato injectável (2)
Efeitos secundários: Em geral é bem tolerado, mas podem surgir
alterações gastrointestinais ligeiras, tonturas, reticulopénia e
neutropénia, bradicárdia e aumento das enzimas hepáticas.
Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado nas crianças com,
história de alergias aos derivados da artemisina.
Quinino
Tratamento alternativo da malária complicada (2ª linha)
Indicações: Malária complicada quando o artesunato está contraindicado
ou não disponível.
Apresentação:
• Ampolas: 600 mg/2 mL e 300mg/2ml para injecção E.V. em perfusão diluído
em Dextrose 5%. Quando a via E.V.
• Não é possível usar a via I.M após diluição em água destilada.
• Comprimidos de 300 mg. 
Quinino (2)
Doses: 
• Dose de ataque: 20mg/kg E.V., diluído em 10mL/kg de dextrose a 5%; Dose
de manutenção: 10mg/kg E.V. diluída em Dextrose 5%, 10ml/kg a correr
durante 4 horas e repetido de 8/8 horas até melhoria clínica.
Depois passar para via oral usando tratamento de 1ª linha;
Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de
Hipersensibilidade conhecida ao quinino, Arritmias. Não administrar a
dose de ataque caso a criança recebeu quinino oral nas últimas 24 horas.
Efeitos secundários
• Com relativa frequência ocorrem cefaleia, zumbidos, náusea, vómitos, dores
abdominais, distúrbios visuais, incluindo visão turva ou, raramente e nos
casos mais graves cegueira transitória e confusão mental. Surgem em geral
após o 3º dia de tratamento e raramente obrigam a suspensão do tratamento.
• A hipoglicémia é relativamente frequente sobretudo em doentes mais graves
e malnutridos. Podem ocorrer raramente reacções de hipersensibilidade,
incluindo erupção cutânea, prurido, angioedema, trombocitopénia ou febre
hemoglobinúrica.
• Em doses tóxicas podem ocorrer hipoacúsia ou surdez irreversível, constrição
dos campos visuais ou ambliopia, convulsões, arritmias cardíacas, hipotensão
arterial e paragem cardíaca.

Outros antibacterianos.pptxdddddddddddddddddddddddddddddd

  • 1.
  • 2.
    Cotrimoxazol Combinação dos antibióticosTrimetoprim e Sulfametoxazol, em proporção 1:5. Os dois antibióticos inibem a síntese de ácidos nucleícos, e apresentam uma interacção sinérgica entre eles, que potencia o seu efeito antimicrobiano. Amplo espectro de acção. Indicações: • Profilaxia primária de várias infecções bacterianas nas crianças expostas ao HIV ou HIV positivas; • Profilaxia e tratamento das infecções por Pneumocystis jiroveci e por Toxoplasma gondi e Isospora belli em doentes com HIV; • Para as Infecções do tracto urinário, respiratórias, e na suspeita de infecções estafilocócicas; • Indicado para o tratamento da brucelose quando as tetraciclinas são contraindicadas; • É uma alternativa satisfatória ao Cloranfenicol na febre tifóide e na gastroenterite por Shigella.
  • 3.
    Cotrimoxazol (2) Apresentação: • Ampola:400 mg de SMX e 80 mg TMP/5ml para injecção E.V. em perfusão; • Comprimidos: 400 mg de Sulfametoxazol (SMX) e 80mg de Trimetoprim (TMP). Suspensão: 200 mg SMX e 40 mg TMP/5 ml em frascos de 100 ml. Doses: Todas as doses indicadas são expressas em função do Sulfametoxazol. o Dose usual de tratamento 40-60mg/kg/dia de 12/12 horas.  2 a 5 meses: ¼ comprimido de 12/12 h  6 meses - 5 anos: 1/2 comprimido de 12/12 h  Crianças 6 - 12 anos: 1 comprimido de 12/12 horas  Crianças > 40kg: 2 comprimidos de 12/12 horas o Em caso de profilaxia primária: 25mg/kg/dia em toma única
  • 4.
    Efeitos secundários: Causados pelocomponente sulfamídico e incluem, com frequência, anorexia, náusea, vómitos, erupções cutâneas ligeiras e prurido. As reacções graves são mais raras e estão relacionadas com as discrasias sanguíneas e reacções alérgicas. Entre as primeiras incluem-se a anemia hemolítica nos casos de défice de G6PD, púrpura trombocitopénica, agranulocitose, anemia aplástica que são reversíveis. As reacções alérgicas, que ocorrem com uma certa frequência, podem ir desde o eritema fixo à Síndrome de Stevens-Johnson. Raramente, podem ainda ocorrer: colite pseudomembranosa, hepatotoxidade, nefrotoxicidade, depressão e confusão mental;
  • 5.
    Contraindicações, notas eprecauções Contraindicado nas crianças menores de 4 semanas (risco de kernicterus), na insuficiência renal ou hepática, nas discrasias sanguíneas e antecedentes de alergias a sulfamidas.
  • 6.
    Acido Nalidixico Antibacteriano dogrupo dos quinolonas que inibe a síntese do ADN. Espectro estreito de acção Indicações: • Indicado no tratamento da disenteria por shigella disenteriae e em infecções urinárias não complicadas (E.coli, klebsiella, proteus).  • Apresentação e Vias de Administração: Comprimidos de 500mg e suspensão de 300 mg/5 ml por via oral. Nível 2 (FNM).
  • 7.
    Acido Nalidixico (2) Doses: >3meses, 50mg/kg/dia em 4 tomas. (reduzir as doses para 30mg/kg/dia nos tratamentos prolongados).  Efeitos secundários: frequentemente anorexia, náuseas, vómitos e dor abdominal.  Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de antecedentes de epilepsia ou convulsões. Evitar ou usar com cuidado em crianças com funcionalidade hepática a renal alterada.
  • 8.
    Cloranfenicol Antibacteriano que inibea síntese proteica; amplo espectro de actividade; Indicações: Tratamento da febre tifóide, meningite meningocócica e infecções graves por Haemophylus influenza (epiglotite, pneumonia, artrite, osteomielite). Apresentação: Ampolas de 1 g/10ml para injecção ou perfusão E.V. Cápsulas de 250mg. Suspensão de 250 mg/5 ml. Nível 3 (FNM)- Injectavel
  • 9.
    Cloranfenicol (2) Doses: • <de 2 semanas: 25 mg/kg/dia divididos em 2 ou 3 tomas. • Crianças de 2 semanas – 1 ano de idade: 50 mg/kg/dia divididos em 4 tomas. • Em infecções severas (septicémia, meningite, epiglotite, etc.) pode-se ir até 100 mg/kg/dia em 4 tomas, reduzindo as doses logo que a situação clínica melhore (preferir nestas situações a forma injectável). • > de 1 ano: 50-100 mg/kg/dia divididos em 4 tomas . Para administração E.V.: Dissolver a ampola em 10 ml de água destilada ou Dextrose 5% e administrar lentamente - 1min. Substituir a via E.V. pela oral logo que possível.
  • 10.
    Efeitos secundários: • Discrasiassanguíneas (dose dependente e dose independente) devidas a redução da actividade da medula óssea, com anemia, leucopenia e trombocitopenia. • Síndrome do bebé cinzento que se manifesta com distensão abdominal, vómito, hipotermia, coloração azul-cinzenta da pele, depressão cardiovascular. Outros: anorexia, náusea, vómito.
  • 11.
    Contraindicações, notas eprecauções • Não administrar em prematuros (maior risco da síndrome do bebe cinzento). Deve ser usado com cuidado nas crianças com idade inferior de 2 meses e somente em situações em que não há alternativa. Reduzir as doses em crianças com insuficiência renal ou hepática. • Devido aos seus efeitos hematológicos deve ser usado somente quando há infecções severas que não tenha respondido a outros antibióticos. A tratamento oral é mais eficaz do o parenteral.
  • 12.
    Metronidazol Antibacteriano do grupodos nitroimidazois que interfere na síntese de ácidos nucleícos. Activo contra as bactérias Gram negativas anaeróbias e parasitas. Acção Terapêutica: Anti-bacteriana e anti-protozoária. Indicações: Amebíase, Giardíase e Tricomoníase. Infecções por bactérias anaeróbias e da colite pseudomembranosa por C. difficile. Apresentação: • Ampolas: 500 mg/100ml para injecção E.V. em perfusão - 20min. • Comprimidos: 250mg. • Suspensão: 200 mg/5ml frascos de 100 ml. • Supositórios: 1g. Nível 3 (FNM)- Injectavel e supositorio
  • 13.
    Metronidazol (2) Doses:  Amebíase:35-50mg/kg /dia de 8/8 h durante 8-10 dias, ou seja: • 1 - 3 anos 1/2 a 1 comprimido de 8/8 horas; • 4 - 7 anos 1/2 a 1 comprimido de 6/6 hora; • 8 - 10 anos 1 - 2 comprimidos 8/8 horas;  Giardíase: 15 mg/kg/dia divididos em 3 tomas durante 5 -10 dias como alternativa pode-se administrar em doses divididas durante 3 dias, isto é: 1 -3 anos: 500 mg/dia; 4 - 7 anos: 500-750 mg/dia; 8 - 10 anos: 1000 mg/dia    Infecções por bactérias anaeróbias: 7,5 mg/kg/dose de 8/8 h durante 7 dias.
  • 14.
    Metronidazol (3) Efeitos secundários: •Alergia ao Metronidazol e outros nitroimidazóis (tinidazol). • Frequentemente cefaleia, vertigens, dispepsia, náusea, vómitos e sabor metálico persistente. • Raramente pode ocorrer sonolência, erupção cutânea e coloração acastanhada da urina. Excepcionalmente (sobretudo com tratamentos prolongados) provoca estomatite, candidíase, neutropenia e neuropatia sensorial periférica, geralmente reversíveis.  Contraindicações, notas e precauções: Parar imediatamente o tratamento caso detecte sinais de neuropatia periférica.
  • 15.
    Anti-tuberculosos Grupo de fármacosque se utilizam quase exclusivamente para o tratamento da tuberculose. Há fundamentalmente 5 drogas da primeira linha, com diferentes mecanismos de acção usadas para o tratamento da Tuberculose ,conhecidos como DFC (dose fixa combinada). Etambutol (E). Bacteriostático. Altera a permeabilidade da parede celular. Pode produzir lesões nervosas, especialmente do nervo óptico. Administra-se durante os 2 primeiros meses de tratamento (fase intensiva) no tratamento de casos novos de tuberculose (não tratados antes com antituberculosos).
  • 16.
    Anti-tuberculosos (2) Pirazinamida (Z).Baixa actividade bactericida. Altera a permeabilidade da parede celular. As doses na fase inicial e de manutenção são diferentes. Pode produzir toxicidade hepática, e portanto é contra-indicado para pessoas com insuficiência hepática. Utiliza-se durante a fase intensiva. Isoniazida (H). Elevada actividade bactericida. Altera a síntese da parede celular. Pode produzir alterações hepáticas e neurológicas. É administrada durante todo o tratamento (fases intensiva e manutenção).
  • 17.
    Anti-tuberculosos (3) Rifampicina (R).Elevada actividade bactericida. Inibe a síntese de ácidos nucleícos e de proteínas. Produz coloração avermelhada característica em urina e outras secreções. Não pode ser administrada em simultâneo com alguns anti-retrovirais, como a Nevirapina, devendo este ARV ser substituído por outro, segundo as normas de TARV nacionais. É utilizada também no tratamento da lepra, em dose única mensal durante 6-12 meses. Estreptomicina. Bacteriostático. Pertence a família dos aminoglicosídicos e inibe a síntese de proteínas. Produz toxicidade sobre ouvidos e rins. É um fármaco que faz parte do esquema terapêutico para recaídas ou falências de tratamento da 1ª linha e outros casos agrupados na Categoria II das normas do PNCTL. A Estreptomicina é também usada no tratamento de formas severas de tuberculose como a forma miliar e meníngea.
  • 18.
    Anti-lepróticos Fármacos utilizados notratamento da lepra, conjuntamente com a Rifampicina. Clofazimina. Inibe a síntese de ácidos nucleícos. Utilizada unicamente no tratamento da forma de lepra chamada multi-bacilar. Produz sintomas gastro-intestinais e coloração avermelhada de urina e outras secreções. Dapsona. Inibe a síntese de ácidos nucleícos. Além do tratamento da lepra, pode ser utilizada como substituição do Cotrimoxazol em pacientes alérgicos, contudo também pode produzir reacções alérgicas.
  • 19.
    FARMACOS ANTI-PARASITARIOS São umgrupo heterogéneo de fármacos que actuam contra parasitas intestinais, extra- intestinais, do tipo helmintos e protozoários. Porém, todos eles apresentam diferentes graus de toxicidade para o ser humano, e portanto deverão ser utilizados com cuidado. Albendazol Acção Terapêutica: Anti-helmíntico.  Indicações: Tratamento da infeccoes por Ascaris lumbricoides, Enterobius vermiculares, Trichocephalus trichuris, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale, Strongyloides stercolaris, Trichinella spiralis, Taenia solium e Taenia saginata. Tratamento da dermatite serpinginosa ou larva migrans cutânea; toxocaríase ou larva migrans visceral (Toxocara canis). Apresentação e Vias de Administração: Comprimidos de 400mg por via oral
  • 20.
    Doses: < de 2anos: Se precisado usar dose de 200mg seguindo os esquemas terapêuticos usados para as crianças >de 2 anos (vide abaixo). > de 2 anos geralmente a dose é 400 mg em dose única, mas depende do parasita a ser tratado: • Ascaridíase; enterobíase; estrongiloidíase; tricocefalíase; • Ancilostomíase e teníase intestinal: 400 mg em dose única. • Pode-se repetir a dose passadas 3 semanas se necessário (na infecção massiva por trichiuris e na teníase intestinal pode-se • dar esta dose durante 3 dias consecutivos);  • Estrongiloidíase: 400 mg 2 x/dia, durante 3 dias consecutivos. Pode-se repetir o tratamento passadas 3 semanas;  • Neurocistecercose: 15 mg/kg/dia divididos em 3 tomas durante 1 mês;  • Dermatite serpiginosa e teníase; 400 mg/dia, durante 3 dias consecutivos;  • Toxocaríase: 600 mg (10 mg/kg/dia) em 2 tomas diárias durante 6 dias.
  • 21.
    Albendazol (3) Efeitos secundários:Pode produzir alterações gastrointestinais (náusea, diarreia, dor abdominal) e cefaleia.  Contraindicações, notas e precauções:  Recomenda-se ingerir com alimentos ricos em lípidos  Nas crianças menores de um ano a sua segurança não esta  estabelecida.
  • 22.
    Mebendazol Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico. Indicações: •O espectro é menor que o do Albendazol. Indicado para o tratamento de infestações por Ascaris lumbricóides, Enterobius vermicularis, Trichiuris trichiura, Ancylostoma duodenal e Trichinella spiralis. Apresentação: Comprimidos de 100mg por via oral.  Doses:  Criança com > de 20 kg: 1 comprimido de 12/12 h durante 3 dias;  Crianças com < de 20 kg: ½ comprimido de 12/12 horas durante 3 dias.
  • 23.
    Mebendazol (2) Efeitos secundários:No geral bem tolerado. Ocasionalmente distúrbios gastrointestinais transitórios, cefaleia e raramente reacções alérgicas e neutropénia reversíveis.  Contraindicações, notas e precauções: • Administrar de preferências no intervalo das refeições. Por não estar bem estabelecida a sua segurança evitar o uso emcrianças < de 1 ano; • O mebendazol é usado para desparasitação sistemática (a partir de um ano de idade de 6 em 6 M) a nível dos CS, de acordo com as Normas de Atendimento à criança sadia do MISAU.
  • 24.
    Tiabendazol Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico. Indicações: Tratamento da larva migrans cutânea (dermatite serpiginosa) por nemátodos parasitas de cães e gatos (Ancylostoma caninum). Apresentação: Pomada 30 g.  Doses: Aplicar com fricção suave sobre os trajectos das larvas e um centímetro à volta, 4 x/dia, até cessar o avanço da larva e mais 2 dias.
  • 25.
    Tiabendazol (2) Efeitos secundários:Ocasionalmente,podem ocorrer, no local da aplicação, sensação de queimação, rubor e descamação da pele Contraindicações, notas e precauções: Para interromper a transmissão fazer desparasitação regular dos cães e gatos.
  • 26.
    Praziquantel Acção Terapêutica: Anti-Helmíntico. Indicações:Infestações por S. mansoni e S. heamatobium. Infestação por Taenia solium e Taenia saginata. No tratamento da neurocisticercose e outras formas de cistecercose por T.solium.  Apresentação: Comprimidos de 400 mg por via oral.
  • 27.
    Praziquantel (2) Doses: Dependedo agente: • No tratamento de Shistossomíase: 40 mg/kg numa toma única ou dividida em 2 doses num intervalo de 4 – 6 horas; • Na teníase intestinal: 10 mg/kg numa dose única;  • Na neurocisticercose: 50 mg/kg/dia divididos em 3 doses, durante 14 • dias. Nos 2 -3 dias que precedem o tratamento e durante o mesmo, • administrar prednisolona para reduzir os riscos de hipertensão intra_x0002_craniana resultante da inflamação e edema à volta do cisticerco após a sua destruição
  • 28.
    Praziquantel (3) Efeitos secundários: •Fármaco muito bem tolerado, mas administrar com precaução em crianças <4 anos. Contudo, e sobretudo com infestações maciças, pode provocar desconforto abdominal, náusea, cefaleia, vertigens e sonolência. • Raramente, febre, urticária e, no caso da S. intestinal, rectorragia. • Pode provocar cefaleia e convulsões em pacientes com neurocisticercose não diagnosticada. Contraindicações, notas e precauções: Não administrar em caso de cisticercose ocular.
  • 29.
    Hexacloreto de Benzeno(Lindano) Acção Terapêutica: antiparasitária.  Indicações: Infestações por: sarna (Sarcoptes scabiei); pediculose (Pediculus humanus, Pthirus pubis).  Apresentação e Vias de Administração: loção 600 mg/60 ml por via tópica cutânea.  Doses: Depende do agente: • Na Sarna: aplicar a noite, depois de um banho com água quente e sabão, nas zonas afectadas do pescoço para baixo e lavar depois de 12 horas. Repetir após uma semana se permanecer organismos vivos. • Na pediculose: aplicar nas áreas afectadas. O medicamento é lavado passado 12-24 h. Repetir após uma semana.
  • 30.
    Hexacloreto de Benzeno(2) Efeitos secundários: Irritação local. Efeitos sistémicos (convulsões e discrasias hemáticas) que são mínimos se o fármaco é usado de maneira adequada.  Contraindicações, notas e precauções: • Contraindicado em crianças com história de convulsões; • Usar com cautela especialmente nas crianças menores de 2 anos; • Os contactos infestados devem ser tratados simultaneamente.
  • 31.
    Arteméter-Lumefantrina (AL) Tratamento deeleição da malária não complicada (1ª linha) Acção Terapêutica: Antimalárico Indicações: Tratamento da malária não complicada por P. falciparum ou na infecção mista. Apresentação: Comprimidos de 20 mg de Arteméter + 120 mg de Lumefantrina por via oral.
  • 32.
    Arteméter-Lumefantrina (2) Efeitos secundários:Em geral bem tolerado mas podendo provocar anorexia, náusea, vómitos, dor abdominal, diarreia, prurido, erupção cutânea, cefaleia, tontura, distúrbios do sono, nistagmo, ataxia, zumbidos, redução da acuidade auditiva, astenia, fadiga, neutropénia, tosse, elevação de enzimas hepáticas, alteraçbradicárdia. Também pode ocorrer alteração da marcha, artralgia, mialgia e palpitações.  Contraindicações, notas e precauções: Não recomendado em criança de peso < de 5 kg. Administrar após refeições ou bebidas que contêm gorduras, como manteiga,verduras cozinhadas com amendoim ou coco, leite de coco e vaca para que seja melhor absorvido
  • 33.
    Artesunato (AS) +Amodiaquina (AQ) = ASAQ Tratamento alternativo da malária não complicada (1ª linha) Indicações: Mesmo que anterior. Usada em situações de falta de AL.  Apresentação: • Comprimidos de Crianças: 25 mg de Artesunato + 67.5 mg de Amodiaquina e • Comprimidos para Adolescentes: 50 mg de Artesunato + 135 mg de Amodiaquina.   Doses: As doses teóricas de coadministração de AS e AQ são de 4mg/kg e 10mg/kg de peso/dia respectivamente durante 3 dias.
  • 34.
    Artesunato (AS) +Amodiaquina (AQ) Efeitos secundários: Amodiaquina pode provocar prurido náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia. Raramente pode provocar bradicardia, alterações hematológicas e hepáticas.  Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de Hipersensibilidade conhecida ao Artesunato, crianças com peso <a 5kg, malária grave, alterações hepáticas.
  • 35.
    Artesunato injectável Tratamento deeleição da Malária complicada (2ª linha) Indicações: Malária complicada.  Apresentação: • Ampolas contendo 60 mg de Ácido Artesúnico Anídrico, em pó, e uma ampola separada contendo solução de Bicarbonato de Sódio para injecção E.V. ou I.M (na face anterior da coxa). • O ácido artesúnico deve ser dissolvido com solução de bicarbonato de sódio e em seguida diluir esta mistura adicionando 5mL de dextrose a 5%.
  • 36.
    Doses • 1ª Dose:2.4mg/kg (≥20kg) E.V. ou I.M, na hora zero (0), logo na admissão mesmo quando ainda não há confirmação laboratorial.  • 2ª Dose: A mesma quantidade deve ser administrada 12 horas após a 1ª dose • 3ª Dose: A mesma quantidade deve ser administrada 24 horas após a 1ª dose. • A partir daqui dá-se uma dose diária nos dias subsequentes. Uma vez iniciado o tratamento parenteral, este deve ser mantido por um período mínimo de 24 horas e máximo – 7 dias. e. Assim que o paciente tolere a medicação oral deve se passar para a 1ª linha de AL nas doses antes descritas ou tratamento oral com Quinino na dose de 10mg/kg de 8/8 horas até completar 21 doses de Quinino. < 20kg incluindo – recém_x0002_nascidos): 3mg/kg de peso
  • 37.
    Artesunato injectável (2) Efeitossecundários: Em geral é bem tolerado, mas podem surgir alterações gastrointestinais ligeiras, tonturas, reticulopénia e neutropénia, bradicárdia e aumento das enzimas hepáticas. Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado nas crianças com, história de alergias aos derivados da artemisina.
  • 39.
    Quinino Tratamento alternativo damalária complicada (2ª linha) Indicações: Malária complicada quando o artesunato está contraindicado ou não disponível. Apresentação: • Ampolas: 600 mg/2 mL e 300mg/2ml para injecção E.V. em perfusão diluído em Dextrose 5%. Quando a via E.V. • Não é possível usar a via I.M após diluição em água destilada. • Comprimidos de 300 mg. 
  • 40.
    Quinino (2) Doses:  •Dose de ataque: 20mg/kg E.V., diluído em 10mL/kg de dextrose a 5%; Dose de manutenção: 10mg/kg E.V. diluída em Dextrose 5%, 10ml/kg a correr durante 4 horas e repetido de 8/8 horas até melhoria clínica. Depois passar para via oral usando tratamento de 1ª linha; Contraindicações, notas e precauções: Contraindicado em caso de Hipersensibilidade conhecida ao quinino, Arritmias. Não administrar a dose de ataque caso a criança recebeu quinino oral nas últimas 24 horas.
  • 42.
    Efeitos secundários • Comrelativa frequência ocorrem cefaleia, zumbidos, náusea, vómitos, dores abdominais, distúrbios visuais, incluindo visão turva ou, raramente e nos casos mais graves cegueira transitória e confusão mental. Surgem em geral após o 3º dia de tratamento e raramente obrigam a suspensão do tratamento. • A hipoglicémia é relativamente frequente sobretudo em doentes mais graves e malnutridos. Podem ocorrer raramente reacções de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea, prurido, angioedema, trombocitopénia ou febre hemoglobinúrica. • Em doses tóxicas podem ocorrer hipoacúsia ou surdez irreversível, constrição dos campos visuais ou ambliopia, convulsões, arritmias cardíacas, hipotensão arterial e paragem cardíaca.