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FILOSOFIA
Professora Erica Frau
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2
1 - Ética
A decisão sobre dizer ou não a verdade está estreitamente ligada aos
sistemas de valores de uma sociedade.
Há coisas que valorizamos, consideramos boas e procuramos fazer.
Por outro lado, sentimo-nos mal quando não conseguimos evitar ações que
julgamos más ou reprováveis.
Em outras palavras, somos capazes de estabelecer juízos de valor,
diferenciando o bem e o mal, e de agir conforme essa diferenciação.
Esses juízos nos permitem estabelecer princípios morais que procuramos
seguir e que convém serem seguidos por todos.
JUÍZO DE VALOR E NORMA!
1 - Ética
Mas por que escolhemos fazer o bem? A
resposta é simples: escolhemos fazer o bem,
seguindo princípios morais, porque, caso
contrário, seria quase impossível o convívio
social. Imagine se cada um pudesse estabelecer
suas próprias normas. Certamente predominaria
a insegurança, principalmente se as pessoas
tivessem como princípio a mentira, o egoísmo ou
o uso da violência física ou psíquica.
1 - Ética
NORMA E PRÁXIS
Certamente, dizer até quando uma norma deve ser
respeitada e quando ela deve ser mudada é uma tarefa
difícil, ainda mais levando-se em consideração as
transformações que ocorrem, com o tempo, em todas as
sociedades.
Mas, além dessa, deve-se considerar outra
dificuldade em relação às normas: em nossa vida prática,
estamos o tempo todo escolhendo entre alternativas
possíveis e nem sempre nosso sistema de valores dá conta
de todas as situações que se apresentam a nós, ou seja,
nem sempre essa escolha é pacífica.
Pense, por exemplo, no
preceito bíblico “não
matarás”. Não
precisamos ser religiosos
para concordar com esse
princípio, aparentemente
inquestionável. Porém,
ele é realmente aplicável
a todas as situações?
Imagine, por exemplo, que você esteja ao volante de
um carro desgovernado que se dirige rumo a um grupo
de cinco pessoas. Numa fração de segundos, você
percebe que talvez até possa mover o volante em outra
direção, atingindo apenas uma pessoa. O que você
faria? A morte de um é preferível à morte de cinco?
Imagine agora outra situação: num hospital cinco
pacientes em estado grave esperam por um
transplante de órgão (cada paciente necessita de
um órgão diferente). Na sala de espera desse
hospital, há um indivíduo saudável. Suponhamos
que os órgãos desse indivíduo fossem
compatíveis com todos os cinco pacientes e
poderiam, portanto, salvar cinco vidas. O que
fazer? Matar o indivíduo saudável, para salvar os
cinco doentes, parece-nos uma opção inviável.
Então, nesse caso, a morte de cinco é preferível à
morte de um?
Os princípios morais estão ligados às
nossas escolhas: somos dotados da
capacidade de decidir o que fazer e de utilizar
nossa consciência moral para isso. Ao escolher,
exercemos nossa capacidade de ser livres.
Mas, como acabamos de ver, a decisão sobre
que caminho seguir nem sempre é tão simples,
ainda mais numa época em que as
transformações ocorrem com muita velocidade,
exigindo que se faça constantemente uma
revisão de valores. É justamente nesse ponto
que os estudos sobre Ética são de grande
interesse para nossa sociedade.
Moral (do latim moralis, de mor-, mos: costume)
é o conjunto de valores – que variam de cultura
para cultura e mudam com o tempo – em que se
baseiam os princípios e as normas que garantem
o convívio entre as pessoas e, portanto, a
sobrevivência do grupo.
Ética (do grego ethiké, ethikos: que se refere aos
costumes) é o ramo da Filosofia que aborda os
problemas fundamentais da moral (significado do
bem e do mal, da justiça e do dever, bem como o
sentido e a finalidade da vida). Trata das regras
de conduta permanentes e de validade universal,
buscando definir seus princípios.
As duas palavras têm o mesmo
sentido original (ligado aos costumes)
tanto no grego quanto no latim, mas a
moral tem um sentido mais prático
(relacionado ao estabelecimento de
princípios ou normas), enquanto a
Ética tem um sentido mais teórico. Na
linguagem cotidiana, porém, os termos
costumam ser utilizados como
sinônimos.
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16
Texto extraído da pág. 20 do Caderno do Professor de Filosofia 2 ano Vol. 1
17

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1 - Ética

  • 4. A decisão sobre dizer ou não a verdade está estreitamente ligada aos sistemas de valores de uma sociedade. Há coisas que valorizamos, consideramos boas e procuramos fazer. Por outro lado, sentimo-nos mal quando não conseguimos evitar ações que julgamos más ou reprováveis. Em outras palavras, somos capazes de estabelecer juízos de valor, diferenciando o bem e o mal, e de agir conforme essa diferenciação. Esses juízos nos permitem estabelecer princípios morais que procuramos seguir e que convém serem seguidos por todos. JUÍZO DE VALOR E NORMA!
  • 6. Mas por que escolhemos fazer o bem? A resposta é simples: escolhemos fazer o bem, seguindo princípios morais, porque, caso contrário, seria quase impossível o convívio social. Imagine se cada um pudesse estabelecer suas próprias normas. Certamente predominaria a insegurança, principalmente se as pessoas tivessem como princípio a mentira, o egoísmo ou o uso da violência física ou psíquica.
  • 8. NORMA E PRÁXIS Certamente, dizer até quando uma norma deve ser respeitada e quando ela deve ser mudada é uma tarefa difícil, ainda mais levando-se em consideração as transformações que ocorrem, com o tempo, em todas as sociedades. Mas, além dessa, deve-se considerar outra dificuldade em relação às normas: em nossa vida prática, estamos o tempo todo escolhendo entre alternativas possíveis e nem sempre nosso sistema de valores dá conta de todas as situações que se apresentam a nós, ou seja, nem sempre essa escolha é pacífica.
  • 9. Pense, por exemplo, no preceito bíblico “não matarás”. Não precisamos ser religiosos para concordar com esse princípio, aparentemente inquestionável. Porém, ele é realmente aplicável a todas as situações?
  • 10. Imagine, por exemplo, que você esteja ao volante de um carro desgovernado que se dirige rumo a um grupo de cinco pessoas. Numa fração de segundos, você percebe que talvez até possa mover o volante em outra direção, atingindo apenas uma pessoa. O que você faria? A morte de um é preferível à morte de cinco?
  • 11. Imagine agora outra situação: num hospital cinco pacientes em estado grave esperam por um transplante de órgão (cada paciente necessita de um órgão diferente). Na sala de espera desse hospital, há um indivíduo saudável. Suponhamos que os órgãos desse indivíduo fossem compatíveis com todos os cinco pacientes e poderiam, portanto, salvar cinco vidas. O que fazer? Matar o indivíduo saudável, para salvar os cinco doentes, parece-nos uma opção inviável. Então, nesse caso, a morte de cinco é preferível à morte de um?
  • 12. Os princípios morais estão ligados às nossas escolhas: somos dotados da capacidade de decidir o que fazer e de utilizar nossa consciência moral para isso. Ao escolher, exercemos nossa capacidade de ser livres. Mas, como acabamos de ver, a decisão sobre que caminho seguir nem sempre é tão simples, ainda mais numa época em que as transformações ocorrem com muita velocidade, exigindo que se faça constantemente uma revisão de valores. É justamente nesse ponto que os estudos sobre Ética são de grande interesse para nossa sociedade.
  • 13. Moral (do latim moralis, de mor-, mos: costume) é o conjunto de valores – que variam de cultura para cultura e mudam com o tempo – em que se baseiam os princípios e as normas que garantem o convívio entre as pessoas e, portanto, a sobrevivência do grupo.
  • 14. Ética (do grego ethiké, ethikos: que se refere aos costumes) é o ramo da Filosofia que aborda os problemas fundamentais da moral (significado do bem e do mal, da justiça e do dever, bem como o sentido e a finalidade da vida). Trata das regras de conduta permanentes e de validade universal, buscando definir seus princípios.
  • 15. As duas palavras têm o mesmo sentido original (ligado aos costumes) tanto no grego quanto no latim, mas a moral tem um sentido mais prático (relacionado ao estabelecimento de princípios ou normas), enquanto a Ética tem um sentido mais teórico. Na linguagem cotidiana, porém, os termos costumam ser utilizados como sinônimos.
  • 16. Slide 16 Texto extraído da pág. 20 do Caderno do Professor de Filosofia 2 ano Vol. 1
  • 17. 17