ANA LIGIA WUO DA SILVA

GABRIELA DO NASCIMENTO TAVARES




  PLANO DE EXPANSÃO DE PARIS




       MOGI DAS CRUZES

              2013
ANA LIGIA WUO DA SILVA

GABRIELA DO NASCIMENTO TAVARES




  PLANO DE EXPANSÃO DE PARIS



                     Trabalho apresentado à disciplina de
                     Projeto Arquitetônico F sob a
                     orientação da Profª Ms. Fabíola de
                     Almeida Rodrigues




       MOGI DAS CRUZES

              2013
1. Título / autores do plano
   Plano de Expansão de Paris – Barão Haussmann


   2. Biografia do autor do projeto


      Georges-Eugène Haussmann (Paris, 27 de Março de 1809 — Paris, 11 de

Janeiro de 1891) foi advogado, funcionário público, engenheiro, político e

administrador francês. Nomeado prefeito de Paris por Napoleão III, tinha o título

de Barão, e foi designado pelo imperador a fazer o Planejamento Urbano de

Paris. Apelidado de “artista da demolição”, trabalhou durante 17 anos nessa

empreitada, remodelando toda a cidade, modificando parques parisienses,

criando outros, planejando uma nova cidade no local da antiga e degradada Paris,

com a colaboração de arquitetos e engenheiros renomados de Paris na época.

Foi sub-prefeito em Nerac em 1830, prefeito do Sena de 1853 a 1870, senador

em 1870, deputado em 1877. As despesas decorrentes de todas as suas obras

provocaram protestos e levaram à sua demissão em 1870.



3. Contextualização espacial e histórica

      3.1 Análise da situação anterior / problemática

      Desde o período medieval, Paris é considerada uma das cidades mais

importantes da Europa, devido à sua localização estratégica, favorecida por terras

férteis e rotas comerciais, tornando-se um importante centro político, econômico e

cultural da Renascença até a Era Contemporânea. Com isso, os reis da França

estabelecem moradia em Paris para constituir seu reinado, desde o século XVI.

Dessa forma, a cidade cresce rapidamente em pouco tempo, desenvolvendo-se

para além de suas delimitações. Porém, guerras de religião ocorridas no final do
século XVI arruínam toda a cidade. Um novo rei passa a comandar Paris, e tenta

sem obter muito sucesso, reerguer a cidade, no entanto ainda faltam estudos para

que ela cresça racionalmente, o que não ocorre também devido às guerras que

demandam atenção do rei.

      Já no século XVII, o rei Luis XIV começa a destinar grandes somas de

dinheiro a intervenções na área da arquitetura. Nesta época a população já

chegava a 500 mil habitantes. O rei, que ficava no palácio do Louvre muda-se

com sua corte para Versailles, transformando o local, que era um campo quase

inabitado, em uma espécie de capital, criando paisagens retilíneas e ruas

planejadas de acordo com o palácio.




Fonte: http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html




                                                          Perspectiva e planta do

                                                   Palácio de Versailles




Fonte: http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html
Este projeto custou uma fortuna para a França, deixando-a praticamente

sem fundos. Versailles se torna um organismo distinto de Paris, com formatos

geométricos e racional, mas que não se conecta com coerência à capital.

      Em meados do século XIX, após o advento da Revolução Industrial (1750 –

1830), encara-se a realidade da saturação da cidade de Paris, local que se tornou

congestionado, cheio de problemas de infraestrutura (habitação, ruas, tráfego,

lixo, doenças, etc.) para a população que não parava de crescer. Foi nestes

termos que decretou-se na França a Lei de Expropriação; e, em 1850, a Lei

Sanitária, que tinham o intuito de regular o espaço urbano com fins voltados à

salubridade. A desigualdade social também é gritante, com um centro bastante

populoso e cada vez mais caro, e uma periferia bem menos densa e degradada, o

que ocasiona o poder das classes dominantes na área imobiliária.



      3.2 Conceituação do partido urbanístico (e arquitetônico) adotado

      Durante o Segundo Império, de 1851 a 1870, diversos fatores favoráveis

finalmente tornaram possível a realização de um programa de planejamento

urbano que viesse a ter um impacto real e conclusivo para o caos estabelecido na

cidade de Paris.

      O imperador Napoleão III delineou mudanças em grande escala na cidade,

com propostas ousadas como a mudança do curso de um rio para que passasse

no Parque Bois de Boulogne, reconhecido como inviável já que o rio teria que

subir por encostas, porém com uma contraproposta do engenheiro Georges-

Eugène Haussmann, que solucionou o problema criando dois grandes lagos no

local. O imperador então incumbiu o engenheiro e prefeito de Paris da época a

fazer um plano de remodelação de Paris, com o interesse principal de conter as
rebeliões da classe operária e barricadas feitas pelos rebeldes que enfrentavam

seu poder, alargar as ruas para circulação de sua tropa, melhor visualização e

acesso rápido a toda cidade, além de eliminar vielas e locais insalubres que

contribuíam para aumentar a epidemia de pestes e doenças que impediam o

crescimento saudável da população. As ruas são arborizadas, recebem sistema

de iluminação e de esgoto, este último considerado um dos melhores do mundo

até hoje e que atende a toda cidade, com cerca de 600km de extensão.



      6.0 Memória / Dados técnicos

      6.1 Descrição geral do plano – diversas atuações

      Haussmann redesenha a malha urbana de Paris na área central e na

periferia, abrindo 165km de novas ruas e eliminando outros 50km de ruas antigas.




Esquema de trabalhos de Haussmann em Paris-linhas mais grossas, novas ruas /
Tracejado quadriculado, novos bairros / Tracejado horizontal, os dois grandes
parques periféricos. Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo
Perspectiva e fotografia da abertura da Avenue de L’Opera, em Paris, entre 1864
e 1876, segundo as propostas de Haussmann.
Fonte:http://grupothac.weebly.com/uploads/6/8/3/8/6838251/ufpr2012_apres_anto
nella.pdf




      A Place de L’Étoile, atual Charles de Gaulle

      Fonte: http://www.adoroparis.com/images/mapa-paris-monumentos.jpg
A figura ilustra um típico prédio parisiense de 1853, mostrando as condições dos
inquilinos nos quatro andares: a família do porteiro no térreo; o casal de ricos
burgueses no 1º andar; a família burguesa média no 2º; os pequenos burgueses
no 3º e os pobres, os artistas e os velhos no último andar.
Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo




      Visão da Av. de l’Opera – com esta foto vemos o padrão das fachadas dos
prédios e a largura das vias. Fonte: Google Street View
Além dos benefícios citados, Haussmann pensou também nos serviços

como escolas, hospitais, quartéis, prisões e parques públicos, como o Bois de

Bolougne e o Bois de Vincennes, nos dois extremos da capital.

        O cinturão que rodeava a cidade e demarca fisicamente os limites de Paris

foi retirado e locais foram anexados, sendo dividida em 20 arrondissements

(distritos).




Fonte:http://www.viajarnafranca.com/wp-content/uploads/2011/10/arrondissements-
paris.jpg


        Haussmann, apelidado de “artista da demolição”, refez então a malha

viária, fazendo surgir quarteirões que são configurados a partir das vias, portanto

irregulares e complexos. Os edifícios passam a ter uma padronização na fachada,

com comércio no térreo e unidades habitacionais nos demais andares.
Durante a grande reforma, milhares de famílias foram despejadas e tiveram

suas casas demolidas, cerca de 350 mil pessoas mudaram de endereço,

reduzindo em 20% a densidade demográfica nos 1º e 2º arrondissement entre

1861 e 1901, deixando-os para as classes burguesas.

      Planejando um local arejado e saudável, foram plantadas inúmeras árvores

em todos os bairros, jardins foram abertos, e quase todas as vias principais

terminam em boulevards ou áreas verdes.

      Este enorme projeto custou aos cofres públicos uma soma exorbitante: dois

bilhões e meio de francos. Por esse motivo, Haussmann foi demitido do cargo em

1870, mas seus projetos não pararam até serem concluídos já no século XX. A

Paris que existe hoje é a Paris criada pelo Barão Haussmann, um grande

exemplo para o mundo, que serviu de modelo para outros projetos de

urbanização   que    combinava    saneamento,     embelezamento,   circulação   e

segregação    territorial, a exemplo de Florença (1864, Itália), Marselha (1865,

França), Estocolmo (1866, Suécia), Toulouse (1868, França) e Belo Horizonte.

      6.2 Índices (dados gerais, área, densidades, índices urbanísticos)




Planta de Paris em 1853, antes dos trabalhos de Haussmann
Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.
Fonte: http://www.slideshare.net/Fontanella/paris-capital-do-sculo-xix
9.0 Referências Bibliográficas

BENEVOLO, Leonardo. “História da Cidade”. 3ªed. São Paulo: ED.

Perspectiva S.A., 1997

(páginas 504 a 521; 589 a 606)

http://www.viajarnafranca.com/wp-content/uploads/2011/10/arrondissements-

paris.jpg

http://oparisien.blogs.sapo.pt

http://marcelaohistoria.blogspot.com/2011/08/simulinho-v.html

http://grupothac.weebly.com/uploads/6/8/3/8/6838251/ufpr2012_apres_antonel

la.pdf

http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html

http://www.slideshare.net/Fontanella/paris-capital-do-sculo-xix

05:. Paris

  • 1.
    ANA LIGIA WUODA SILVA GABRIELA DO NASCIMENTO TAVARES PLANO DE EXPANSÃO DE PARIS MOGI DAS CRUZES 2013
  • 2.
    ANA LIGIA WUODA SILVA GABRIELA DO NASCIMENTO TAVARES PLANO DE EXPANSÃO DE PARIS Trabalho apresentado à disciplina de Projeto Arquitetônico F sob a orientação da Profª Ms. Fabíola de Almeida Rodrigues MOGI DAS CRUZES 2013
  • 3.
    1. Título /autores do plano Plano de Expansão de Paris – Barão Haussmann 2. Biografia do autor do projeto Georges-Eugène Haussmann (Paris, 27 de Março de 1809 — Paris, 11 de Janeiro de 1891) foi advogado, funcionário público, engenheiro, político e administrador francês. Nomeado prefeito de Paris por Napoleão III, tinha o título de Barão, e foi designado pelo imperador a fazer o Planejamento Urbano de Paris. Apelidado de “artista da demolição”, trabalhou durante 17 anos nessa empreitada, remodelando toda a cidade, modificando parques parisienses, criando outros, planejando uma nova cidade no local da antiga e degradada Paris, com a colaboração de arquitetos e engenheiros renomados de Paris na época. Foi sub-prefeito em Nerac em 1830, prefeito do Sena de 1853 a 1870, senador em 1870, deputado em 1877. As despesas decorrentes de todas as suas obras provocaram protestos e levaram à sua demissão em 1870. 3. Contextualização espacial e histórica 3.1 Análise da situação anterior / problemática Desde o período medieval, Paris é considerada uma das cidades mais importantes da Europa, devido à sua localização estratégica, favorecida por terras férteis e rotas comerciais, tornando-se um importante centro político, econômico e cultural da Renascença até a Era Contemporânea. Com isso, os reis da França estabelecem moradia em Paris para constituir seu reinado, desde o século XVI. Dessa forma, a cidade cresce rapidamente em pouco tempo, desenvolvendo-se para além de suas delimitações. Porém, guerras de religião ocorridas no final do
  • 4.
    século XVI arruínamtoda a cidade. Um novo rei passa a comandar Paris, e tenta sem obter muito sucesso, reerguer a cidade, no entanto ainda faltam estudos para que ela cresça racionalmente, o que não ocorre também devido às guerras que demandam atenção do rei. Já no século XVII, o rei Luis XIV começa a destinar grandes somas de dinheiro a intervenções na área da arquitetura. Nesta época a população já chegava a 500 mil habitantes. O rei, que ficava no palácio do Louvre muda-se com sua corte para Versailles, transformando o local, que era um campo quase inabitado, em uma espécie de capital, criando paisagens retilíneas e ruas planejadas de acordo com o palácio. Fonte: http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html Perspectiva e planta do Palácio de Versailles Fonte: http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html
  • 5.
    Este projeto custouuma fortuna para a França, deixando-a praticamente sem fundos. Versailles se torna um organismo distinto de Paris, com formatos geométricos e racional, mas que não se conecta com coerência à capital. Em meados do século XIX, após o advento da Revolução Industrial (1750 – 1830), encara-se a realidade da saturação da cidade de Paris, local que se tornou congestionado, cheio de problemas de infraestrutura (habitação, ruas, tráfego, lixo, doenças, etc.) para a população que não parava de crescer. Foi nestes termos que decretou-se na França a Lei de Expropriação; e, em 1850, a Lei Sanitária, que tinham o intuito de regular o espaço urbano com fins voltados à salubridade. A desigualdade social também é gritante, com um centro bastante populoso e cada vez mais caro, e uma periferia bem menos densa e degradada, o que ocasiona o poder das classes dominantes na área imobiliária. 3.2 Conceituação do partido urbanístico (e arquitetônico) adotado Durante o Segundo Império, de 1851 a 1870, diversos fatores favoráveis finalmente tornaram possível a realização de um programa de planejamento urbano que viesse a ter um impacto real e conclusivo para o caos estabelecido na cidade de Paris. O imperador Napoleão III delineou mudanças em grande escala na cidade, com propostas ousadas como a mudança do curso de um rio para que passasse no Parque Bois de Boulogne, reconhecido como inviável já que o rio teria que subir por encostas, porém com uma contraproposta do engenheiro Georges- Eugène Haussmann, que solucionou o problema criando dois grandes lagos no local. O imperador então incumbiu o engenheiro e prefeito de Paris da época a fazer um plano de remodelação de Paris, com o interesse principal de conter as
  • 6.
    rebeliões da classeoperária e barricadas feitas pelos rebeldes que enfrentavam seu poder, alargar as ruas para circulação de sua tropa, melhor visualização e acesso rápido a toda cidade, além de eliminar vielas e locais insalubres que contribuíam para aumentar a epidemia de pestes e doenças que impediam o crescimento saudável da população. As ruas são arborizadas, recebem sistema de iluminação e de esgoto, este último considerado um dos melhores do mundo até hoje e que atende a toda cidade, com cerca de 600km de extensão. 6.0 Memória / Dados técnicos 6.1 Descrição geral do plano – diversas atuações Haussmann redesenha a malha urbana de Paris na área central e na periferia, abrindo 165km de novas ruas e eliminando outros 50km de ruas antigas. Esquema de trabalhos de Haussmann em Paris-linhas mais grossas, novas ruas / Tracejado quadriculado, novos bairros / Tracejado horizontal, os dois grandes parques periféricos. Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo
  • 7.
    Perspectiva e fotografiada abertura da Avenue de L’Opera, em Paris, entre 1864 e 1876, segundo as propostas de Haussmann. Fonte:http://grupothac.weebly.com/uploads/6/8/3/8/6838251/ufpr2012_apres_anto nella.pdf A Place de L’Étoile, atual Charles de Gaulle Fonte: http://www.adoroparis.com/images/mapa-paris-monumentos.jpg
  • 8.
    A figura ilustraum típico prédio parisiense de 1853, mostrando as condições dos inquilinos nos quatro andares: a família do porteiro no térreo; o casal de ricos burgueses no 1º andar; a família burguesa média no 2º; os pequenos burgueses no 3º e os pobres, os artistas e os velhos no último andar. Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo Visão da Av. de l’Opera – com esta foto vemos o padrão das fachadas dos prédios e a largura das vias. Fonte: Google Street View
  • 9.
    Além dos benefícioscitados, Haussmann pensou também nos serviços como escolas, hospitais, quartéis, prisões e parques públicos, como o Bois de Bolougne e o Bois de Vincennes, nos dois extremos da capital. O cinturão que rodeava a cidade e demarca fisicamente os limites de Paris foi retirado e locais foram anexados, sendo dividida em 20 arrondissements (distritos). Fonte:http://www.viajarnafranca.com/wp-content/uploads/2011/10/arrondissements- paris.jpg Haussmann, apelidado de “artista da demolição”, refez então a malha viária, fazendo surgir quarteirões que são configurados a partir das vias, portanto irregulares e complexos. Os edifícios passam a ter uma padronização na fachada, com comércio no térreo e unidades habitacionais nos demais andares.
  • 10.
    Durante a grandereforma, milhares de famílias foram despejadas e tiveram suas casas demolidas, cerca de 350 mil pessoas mudaram de endereço, reduzindo em 20% a densidade demográfica nos 1º e 2º arrondissement entre 1861 e 1901, deixando-os para as classes burguesas. Planejando um local arejado e saudável, foram plantadas inúmeras árvores em todos os bairros, jardins foram abertos, e quase todas as vias principais terminam em boulevards ou áreas verdes. Este enorme projeto custou aos cofres públicos uma soma exorbitante: dois bilhões e meio de francos. Por esse motivo, Haussmann foi demitido do cargo em 1870, mas seus projetos não pararam até serem concluídos já no século XX. A Paris que existe hoje é a Paris criada pelo Barão Haussmann, um grande exemplo para o mundo, que serviu de modelo para outros projetos de urbanização que combinava saneamento, embelezamento, circulação e segregação territorial, a exemplo de Florença (1864, Itália), Marselha (1865, França), Estocolmo (1866, Suécia), Toulouse (1868, França) e Belo Horizonte. 6.2 Índices (dados gerais, área, densidades, índices urbanísticos) Planta de Paris em 1853, antes dos trabalhos de Haussmann Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.
  • 11.
  • 12.
    9.0 Referências Bibliográficas BENEVOLO,Leonardo. “História da Cidade”. 3ªed. São Paulo: ED. Perspectiva S.A., 1997 (páginas 504 a 521; 589 a 606) http://www.viajarnafranca.com/wp-content/uploads/2011/10/arrondissements- paris.jpg http://oparisien.blogs.sapo.pt http://marcelaohistoria.blogspot.com/2011/08/simulinho-v.html http://grupothac.weebly.com/uploads/6/8/3/8/6838251/ufpr2012_apres_antonel la.pdf http://olhosdamonalisa.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html http://www.slideshare.net/Fontanella/paris-capital-do-sculo-xix